Muhammad Ali – Boxe, Islamismo & Preconceito Social.
Ubiracy
de Souza Braga*
“Cassius Clay é
um nome de escravo. Eu não o escolhi e não o quero. Eu sou Muhammad Ali”.Muhammad Ali
Uma particularidade infere sobre poderosos líderes de famílias na constituição das
cidades, que tinham conseguido preservar suas riquezas e posição social sob a
proteção do sistema religioso. Nessas famílias, as ciências da língua árabe
eram prezadas e passadas adiante, como uma introdução necessária às ciências da
religião; o orgulho da origem árabe, muito frequentemente, de descendência do profeta
ou de um dos pioneiros heróis do Islã, era misturado com uma percepção do que
os árabes tinham feito pelo Islã, e ambos reforçavam aquele senso de
responsabilidade para com a comunidade e o passado que sempre marcara ahl
al-sunna wal´l-jama´a. Num certo sentido, portanto, podiam ser consideradas
porta-vozes da consciência árabe. Sob outro aspecto, o reino wahhabita na
Arábia era árabe: não apenas pelo acaso de ter surgido na numa região em que se
falava o árabe, mas também porque, chamando os muçulmanos a retornar para a
pureza primitiva do islã, ele revivia a memória do período árabe na história da
umma. O império de curta duração de Muhammad ´Ali era igualmente árabe por
acaso geográfico: a expansão do Egito estava fadada a ser, no primeiro momento,
a expansão em países árabes. Muhammad ´Ali pretendia criar um reino árabe? Nada
em suas palavras ou em sua política parece demonstrá-lo, embora haja sinais
desses planos nas palavras de seu filho e principal auxiliar, Ibrahim Paxá:
“Não sou turco. Vim para o Egito ainda criança e desde então o Sol do Egito
mudou o meu sangue e me tornou inteiramente árabe”.
Esta
declaração tem sido frequentemente citada, assim como o comentário do visitante
de que o objetivo de Ibrahim era fundar um Estado inteiramente árabe, e
“restituir à raça árabe a sua nacionalidade e existência política”. Ao mesmo
tempo ele escrevia a seu pai em termos que podiam conter um significado
semelhante: a guerra com os turcos era uma guerra nacional e racial, e um homem
devia estar disposto a sacrificar a sua própria vida pela sua nação. Mas,
segundo Hourani (2005), “não há clara evidência do que queria dizer com isso,
nem se a declaração refletia mais do que um estado passageiro de seu
pensamento”. Historicamente durante a meia geração de 1908 a 1922, o
nacionalismo árabe se tornou uma ideia política culturalmente consciente,
depois um movimento organizado, adquiriu um programa, foi forçado a fazer uma
escolha, pois viu as suas esperanças destruídas e criou pela experiência uma
nova mentalidade. Em nenhum lugar esse processo teórico (Corão),
histórico (Islã) e social (Árabe) pode ser estudado nas páginas francas e auto-reveladoras de al-Manar.
Na
história social do Islã, inclusive se inferimos em termos de sua estrutura
essencial, os árabes tiveram uma parte especial. O Corão é escrito em árabe, o
profeta era árabe, pregou primeiro para os árabes, que formavam a “matéria do
Islã”, o instrumento humano pelo qual a religião e sua autoridade se
difundiram; o árabe se tornou e continua a ser a língua da devoção, da teologia
e da lei. A distinção nítida que a princípio existia entre as frações da classe
dominante árabe e os novos convertidos ficou mais tarde enviesada, e aos olhos
da lei todos os fiéis eram iguais exceto na virtude; mas de fato o sentimento
de diferença étnica persistiu expressando-se não só nas controvérsias
literárias do Shu´ubiyya, como também na luta pelo poder, que havia por
trás das relações espirituais. O poder finalmente passou para os turcos e
grupos afins, e o turco se tornou a língua do governo; porém, mesmo então o
árabe manteve a sua posição privilegiada, como a língua da cultura e da lei
religiosa, em suma, da formação do Estado no seu aspecto religioso como
defensor da Charia. Como tal, era o meio de trabalho pelo qual os árabes podiam
desempenhar um papel social e político na vida pública da comunidade. O império
se desintegrou nos séculos XVIII e XIX, e o que representava um processo repetido na história, tomou meios e forma de nacionalidade.
Desde
o início de sua existência até o fim, o objetivo final do pensamento político
de Rashid Rida (1865-1935) representou o restabelecimento de um verdadeiro
Estado islâmico. Ele desaprovava todas as tentativas de criar no mundo islâmico
Estados baseados numa solidariedade que não fosse a da religião: por exemplo,
Estados nacionais em que a nação era o objetivo final da lealdade, o sentimento
nacional a força de união, e o interesse nacional o critério mais elevado de
política e legislação. Essa espécie de base na estrutura do nacionalismo não
lhe parecia senão uma nova forma da solidariedade tribal puramente natural que
existira nos dias anteriores ao Islã; os seus princípios eram o dos tempos da
ignorância religiosa – lealdade e honra – e não os da Charia. Ele estava,
portanto, em desacordo com a crença de Ibn Khaldun de que a ´asabiyya natural
é o fundamento de todo Estado e está presente como um motivo em toda ação
social, de que a lealdade e a lei religiosa só podem ser eficazes depois que a
´asabiyya realizou o seu trabalho. Isso, dizia ele, era de fato falso, e
a história do Islã o demonstrava; as ações de Maomé (571-632), líder religioso,
político e militar árabe, não eram pautadas pelo desejo de alcançar prestígio
social ou de aumentar a autoridade do seu clã, e o seu sucesso não se devia à
força da ´asabiyya posta à sua disposição.
Era
subordinada aos imperativos do Islã. Se o tema do sentimento nacional árabe é
presente nos escritos de Rashid Rida, e ainda mais forte nos de seu amigo
Shakib Arslan, quando eles falam dos problemas gerais do Islã, estão pensando
em primeiro lugar sobre o Islã nacionalista árabe, e consideram os outros
muçulmanos, nas palavras de Arslan, “os alunos árabes”. Mas a contradição em
seu ersatz é apenas aparente: acreditavam que, devido ao lugar especial dos
árabes na umma, o nacionalismo árabe podia ser conciliado com a unidade
islâmica de um modo impossível para qualquer outro – ainda mais que a
revivescência da umma precisava de uma revivescência dos árabes. A contradição
dialética, é que o pensamento islâmico não floresceria, se a língua árabe não
florescesse: era a única língua em que o Islã podia ser apropriadamente
estudado e exposto, sendo, portanto, dever de todo muçulmano que pudesse
empreender essa tarefa aprender o árabe. Não poderia haver unidade profunda na umma,
se não houvesse unidade de língua, e na umma muçulmana essa língua não poderia
ser senão o árabe. Nenhum não-árabe fora capaz de servir ao Islã sem o
conhecimento da língua. O árabe era um bem comum de todos os muçulmanos.
O boxe ou pugilismo é um esporte de combate, no qual
os lutadores usam apenas os punhos, tanto para a defesa, quanto para o ataque.
A palavra deriva do inglês “box”, ou pugilismo (bater com os punhos), expressão
utilizada na Inglaterra entre 1000 e 1850. Remontando aos séculos XVIII e XIX,
quando de seu nascimento na Inglaterra, o boxe era praticado com as mãos nuas.
Essas lutas com as mãos descobertas eram frequentemente brutais. De modo que o
boxe acabou sofrendo intensas mudanças em 1867, com a formulação das Regras de
Queensberry, que previam rounds de
três (03) minutos, separados por um intervalo de um (01) minuto, além do uso
obrigatório das luvas. Essas regras entraram em vigor em 1872 com a proximidade
dos jogos olímpicos. O boxe foi primeiramente considerado um desporto
olímpico em 688 a. C., na 23ª olimpíada da Antiguidade; seu vencedor foi
Onomasto de Esmirna, que foi quem definiu as regras do esporte. Posteriormente,
quando houve o ressurgimento dos Jogos Olímpicos, nas Olimpíadas de 1896, em
Atenas, o boxe não foi incluído como uma das modalidades da competição
desportiva. Então somente retornou nas Olimpíadas de 1904, a terceira da Era
Moderna, em St. Louis, e desde então foi praticado em todas suas edições
posteriores, com exceção às Olimpíadas de 1912, em Estocolmo. O “muay thai”
(“boxe tailandês”) descende de uma arte marcial tailandesa chamada “muay boran”
(“boxe antigo”), que incorporou regras e movimentos do boxe inglês. Os golpes
dados com os punhos são praticamente os mesmos, porém em uma luta de “muay
thai” é permitido usar os cotovelos, os joelhos e as canelas para golpear os
adversários.
Muay
thai ou “boxe tailandês” é uma arte marcial originária da Tailândia, onde é considerado
desporto nacional. Esta disciplina física e mental que inclui golpes de combate
em pé é conhecida como “a arte das oito armas”, pois se caracteriza pelo uso
combinado de punhos, cotovelos, joelhos, canelas e pés, estando associada à
preparação física que a torna uma luta de contato
total bastante eficiente. Assemelhando-se a outras artes marciais como o “pradal
serey” do Camboja, o “tomoi” da Malásia, o “lethwei” da Birmânia e o “muay lao”
de Laos, o “muay thai” foi desenvolvido há cerca de dois mil anos, sendo
atualmente considerada uma das mais poderosas lutas de contato do mundo. Historicamente
tornou-se popular no século XVI; começou a ser internacionalmente difundido
apenas no século XX, quando inúmeros lutadores tailandeses conquistaram diversas
vitórias sobre representantes de outras artes marciais. A maioria das
associações e confederações mundiais não aprova o uso das cotoveladas em lutas
oficiais mantendo assim a integridade física dos atletas. Estas técnicas são consideradas
somente nas regras asiáticas, mas as mesmas se encontrem cada vez mais em
evidência.
Do ponto de vista do mercado globalizado as entidades
de classe do boxe são as responsáveis pela organização mundial das lutas desde
1910, com a criação da “União Internacional de Boxe” (UIB), em Paris. Posteriormente,
outras entidades surgiram, outras deixaram de existir ou se fundiram a novas
entidades, até que nos dias atuais temos em vigor cinco grandes entidades: “Associação
Mundial de Boxe” (AMB), fundada em 1921; “Conselho Mundial de Boxe” (CMB),
fundado em 1963; “Federação Internacional de Boxe” (FIB), criado em 1983; “Organização
Mundial de Boxe” (OMB), criado em 1988; “Federação Mundial de Boxe Profissional”
(FMBP), criado em 1998. Existe ainda a “Associação Internacional de Boxe Amador”
(AIBA).
Muhammad Ali-Haj, nascido Cassius Marcellus Clay Jr.
em Louisville, 17 de janeiro de 1942, é um ex-pugilista norte-americano,
considerado um dos maiores da história do esporte no mundo. Foi eleito “O
Desportista do Século” pela revista norte-americana Sports Illustrated em 1999.
Imortalizada em documentários, livros e mesmo no teatro, a “Luta do Século”
entre os pesos-pesados norte-americanos Muhammad Ali e George Foreman foram
realizados na madrugada do dia 30 de outubro de 1974. – Flutue como uma
borboleta, pique como uma abelha. Suas mãos não podem acertar o que seus olhos
não podem ver – dizia Muhammad Ali antes da luta que marcaria pra sempre o Boxe
mundial. Há 40 anos, Cassius Clay – ou Muhammad Ali – enfrentava George Foreman
no Zaire, hoje a República do Congo. O clima de euforia e tensão política que
antecedeu a luta também foi igualmente histórico e ideológico.
Em plena Guerra do Vietnã, Foreman era então o dono do
título dos pesados, tirado de Ali em 1967 após ele se negar a defender os
Estados Unidos na guerra anticomunista contra o Vietnã. Nascido no estado do
Kentucky começou sua carreira no atletismo vencendo os Jogos Olímpicos de 1960.
Conquistou o título de campeão dos pesos pesados ao derrotar Sonny Liston em
1964. Perdeu o título em 1967 e foi proibido de atuar por três anos e meio por
ter se recusado a participar da guerra no Vietnã diante do imperialismo
norte-americano. Recuperou o posto ao ser reabilitado, mas logo perdeu para Joe
Frazer. Ganhou de novo o título em 1974 ao vencer George Foreman em luta
realizada no Zaire, tendo sido retratada no documentário: “Quando éramos Reis”,
perdeu-o em 1978 para Leon Spinks. Retomou-o de Spinks. Retirou-se do boxe
quando ainda era campeão mundial.
Cassius Marcellus Clay, Jr., nasceu em 17 de janeiro
de 1942 em Louisville, Kentucky. O mais velho de dois meninos, ele foi nomeado
por seu pai, Cassius Marcellus Clay, Sr., que foi nomeado após o político
abolicionista de mesmo nome. Seu pai pintava outdoors, e sua mãe, Odessa
O`Grady Clay, foi uma empregada doméstica. No entanto, “Cassius era um metodista, aceitou que Odessa
convertesse Cassius Jr. e seu irmão Rudolph Rudy” Clay, depois renomeado Rahman
Ali como batistas. Ele era descendente de escravos norte-americanos na América
sulista, e é predominantemente descendente de afroamericanos, com ancestrais irlandeses
e ingleses. Clay teve seu primeiro contato com o boxe do chefe de polícia e
técnico de boxe Joe E. Martin em Louisville, que o encontrou com 12 anos
batendo em um ladrão que estava roubando sua bicicleta. Ele disse ao oficial
que ele estava fazendo “whup” no ladrão. Na imagem Teófilo Stevenson, Muhammad Ali e Fidel Castro, em encontro em Havana.
O oficial lhe disse para aprender boxe. Nos seus
últimos quatro anos de carreira amadora Clay tinha treinado com Chuck Bodak. Ganhou
seis títulos Golden Gloves de Kentucky, dois títulos Golden Gloves nacionais, e
o título nacional do Amateur Athletic Union, e a medalha de ouro do Meio-Pesado
nas Olimpíadas de Verão de 1960 em Roma. O recorde amador de Clay foi 100
vitórias com apenas cinco derrotas. A
luta foi acompanhada por 100 mil pessoas no Estádio Tata Raphael, apoiado pelo
então ditador do Zaire, Mobutu Sese Seko, que patrocinou a luta. Ali já era uma
lenda do boxe aos 32 anos, 7 a mais que Foreman. Na ausência do adversário,
George Foreman ascendeu ao título depois de vencer Joe Frazier e Ken Norton,
únicos que haviam derrubado Cassius Clay até então. Durante os primeiros
assaltos, Ali resumiu sua estratégia em provocar o adversário e aguentar os
duros golpes. O mundo globalizado estava perplexo com a resignação do ex-campeão, que sofria incessantemente golpes a cada assalto. Até que, no 8° assalto, reagiu acertando Foreman
com um cruzado e levando-o à lona. Nocaute.
Num estádio lotado por 100 mil pessoas, os dois mitos antropológicos
do boxe se enfrentaram em Kinshasa, a capital do Zaire, atual República
Democrática do Congo, na África Central. No início do combate, o desafiante apenas
se defendeu do agressivo Foreman, que partiu com tudo para o ataque. No 8° round, Ali começou a desferir uma
sequência de golpes de direita e esquerda. Todos no rosto de Foreman, e
faltando só dois segundos para o gongo soar, ele acertou violento gancho de
direta no queixo do rival. Foreman foi à lona em queda livre, sem conseguir se
levantar, na sua primeira derrota em 40 lutas. Contudo, a estrela de Mohammad Ali,
nascido a 17 de janeiro de 1942 em Louisville, no estado de Kentucky, começou a
brilhar no boxe uma década antes da chamada “Luta do Século”. – “Eu odeio esse
urso velho, grande e feio”.
O desafio de Cassius Clay ao ex-presidiário e campeão
dos pesos-pesados Sonny Liston já indicava as provocações que se tornaram marca
registrada da “era do boxe espetáculo”. Aos 22 anos, em 25 de fevereiro de
1964, Clay desafiava um oponente experiente, maior e mais forte, menos ágil e talvez
menos inteligente. Sua primeira luta profissional foi contra Tunney Hunsaker,
em uma decisão de 6 rounds, na qual
ali venceu. Sua primeira disputa por um título mundial foi contra Sonny Liston,
uma luta difícil na qual Ali venceu por nocaute no sexto round; na revanche pedida por Liston em 1965, Ali nocauteou seu
adversário no primeiro minuto do primeiro round. A maioria dos quase 9 mil espectadores
duvidava que Clay passasse do 1° round e
se espantou quando o veloz e fulminante soco do desafiante derrubou Liston no
6° round. Liston era o franco favorito por sete contra um na bolsa de apostas,
e o vitorioso Clay foi à forra: - “Agora comam suas palavras. Ajoelhem-se
diante de mim”. Lendas do boxe se enfrentaram na África em combate memorável.
Em 20 anos de ringue, 14 desses como estrela
inquestionável, o boxeador cubano enfrentou muitos pugilistas de qualidade, mas
o mais difícil de todos foi o soviético Igor Visotski que o derrotou duas
vezes. Um episódio interessante na vida de Teófilo Stevenson foi quando na
década de 80, dirigentes do boxe profissional norte-americano tentaram marcar
uma luta contra o reconhecido campeão mundial, Muhammad Ali. Esta luta
definiria, segundo seus organizadores, quem era o melhor pugilista do mundo
entre os pesos-pesados. Claro, o principal objetivo era obter uma grande
quantidade de dinheiro, saldo do que teria sido sem dúvida alguma, a luta do
século. As condições deste combate nunca chegaram a se concretizar, porque
deveria efetuar-se segundo as regras do boxe amador e não, profissional. Os
mercadores ficaram com o desejo de ganhar uma boa quantia de dinheiro e dois
extraordinários pugilistas, que foram também grandes amigos, acabaram por não
medir suas forças sobre o ringue. Entretanto, tanto Ali quanto Stevenson são
igualmente admirados em todo o planeta, não só por sua grandeza no boxe como
também por sua enorme qualidade humana. Depois da formidável vitória no mundial
de Reno, nos Estados Unidos, em 1986, o grande campeão mundial decidiu se
aposentar e em julho de 1988, durante o torneio internacional de boxe Giraldo
Córdova Cardín, se deu sua grande despedida.
Enfim, Muhammad Ali protagonizou lutas históricas e
ideológicas, contra vários oponentes como, George Foreman, Sonny Liston e Joe
Frazier, pugilista pelo qual Ali sofreu sua primeira derrota, em 1971, mas
tendo vencido a revanche. Outra grande luta foi contra George Foreman, no
antigo Zaire, a luta foi apelidada de "The Rumble in the Jungle",
tendo Ali vencido por nocaute no 7° round
e reconquistado seu título. É
considerado por muitos especialistas, o melhor pugilista de todos os tempos, e
é ídolo em todo o mundo, Ali também foi indicado pela revista “The Ring
Magazine” como o pugilista do ano mais vezes do que qualquer outro boxeador;
Ali é um dos integrantes do “International Boxing Hall of Fame”, onde estão os
maiores boxeadores da história do esporte. Ali também tem a denominação de uma
rua em Louisville com seu nome, chamada de “Muhammad Ali Boulevard”. Em 2005,
recebeu a “Presidential Medal of Freedom”, medalha que o governo norte-americano
presenteia seus cidadãos que fizeram muito pela nação do ponto de vista do
mercado desportivo do boxe.
Bibliografia geral consultada.
KANTOROWICZ,
Ernst, The king`s two Bodies. Princeton: Princeton University Press,
1981; JAHER, Frederic Cople, “White America Views Jack Johnson, Joe Louis, and
Muhammed Ali”. Donald Spivey (Org.), Sport in America: New Historical
Perspectives. Westport, CT, Greenwood Press, 1985; SAMMONS, Jeffrey Thomas,
Beyond the Ring: The Role of Boxing in American Society, Urbana e Chicago.
Illinois: University
of Illinois Press, 1988; ELIAS, Norbert, A Sociedade dos Indivíduos. Rio de
Janeiro: Zahar Editores, 1994; ALLIEVI, Stefano, Les Convertis à l’islam,
les Nouveaux Musulmans d’Europe. Paris: Editeur L’Harmattan, 1998;
FERNÁNDEZ, Manuel Delgado, Treinamento Físico-Desportivo e Alimentação: Da
Infância à Idade Adulta. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2002; WACQUANT, Loic,
Corpo e Alma: Notas Etnográficas de um Aprendiz de Boxe. Rio de Janeiro:
Editora Relume Dumará, 2002; HOURANI, Albert, O Pensamento Árabe na Era
Liberal: 1798-1939. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2005;
RITSCHEL, John, The Mixed Martial Arts Handbook. Editor A&C Black, 2009;
MARIANNE NETO, Flávio Py, Da Academia de Boxe ao Boxe da Academia: Um Estudo
Etnográfico. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Ciências
do Movimento Humano. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul,
2010; MARIANNE NETO, Flávio Py; MIRANDA, Carlos Fabre; MYSKIU, Mauro; STIGGER,
Marco Paulo, “Muhammad Ali, um Outsider na Sociedade Americana?”. In: Revista
Brasileira de Ciências do Esporte. Editora Colégio Brasileiro de Ciências
do Esporte, vol. 32, 2010; pp. 105-122; Artigo: “Morre Joe Frazer, o Boxeador
que Tirou a Invencibilidade de Muhammad Ali”. In: http://esporte.uol.com.br/2011/11/08;
LONDON, Jack, Nocaute: Cinco Histórias do Boxe. 1ª edição. São Paulo:
Editora Benvirá, 2013; BRAUCHEZ, Jérôme, “Quand les Boxeurs ´Mettent les
Gants`: Le Sparring, et les Limites de l`Instituion du Combattant”. In: Ethonographiques.org.,
n° 20, 2010; Idem, “In the Shadow of tehe Other: Boxing, Everyday Struggles and
the Feeling of Strangeness”. In: Sociology,
vol. 50, n° 6, 2015; entre outros.
________________
* Sociólogo (UFF), Cientista Político (UFRJ), Doutor em Ciências junto à Escola de Comunicações e Artes. São Paulo: Universidade de São Paulo (ECA/USP). Professor Associado da coordenação do curso de Ciências Sociais. Centro de Humanidades. Fortaleza: Universidade Estadual do Ceará (UECE).
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