“Viver sem amigos é morrer sem testemunhas”. George Herbert (1593-1633)
A sinceridade é uma virtude valorizada em circunstâncias onde as divisórias entre “amigo” e “inimigo” eram geralmente distintas e tensas. A vasta extensão de sistemas sociais abstratos associada à modernidade transforma a natureza da amizade. Não por acaso o sociólogo inglês percebe que a amizade é com frequência um modo de reencaixe, mas ela não está diretamente envolvida nos próprios sistemas abstratos do Ser, que superam explicitamente a dependência ligada a laços pessoais. O oposto de “amigo”, discursivamente, já não é mais “inimigo”, nem mesmo “estranho”; ao invés disto é “conhecido”, “colega”, ou “alguém que não conheço”, assimetricamente. Acompanhando esta transição, a honra é substituída pela lealdade que não tem outro apoio a não ser o afeto pessoal, e a sinceridade substituída pelo que podemos chamar de autenticidade: a exigência de que o outro seja aberto e bem intencionado. Embora estas conexões sociais possam envolver “intimidade emocional”, isto não é uma condição da manutenção da confiança pessoal. Laços pessoais institucionalizados e códigos de sinceridade e honra informais ou informalizados fornecem estruturas de confiança. É bastante errôneo, contudo, realçar a impessoalidade dos sistemas abstratos contra as intimidades da vida pessoal como a maior parte das explicações sociológicas correntes tendem a fazer. A vida e os laços sociais que ela envolve estão profundamente entrelaçados com os sistemas abstratos de longo alcance como ocorre com o partido. O termo “confiança” aflora com frequência na linguagem cotidiana.
A questão para Anthony Giddens é: como estas mudanças afetaram as relações de intimidade pessoal e sexual? Pois estas não são apenas simples extensões da organização da comunidade ou do parentesco. A amizade, por exemplo, desde Georg Simmel (1858-1918) ou Friedrich Nietzsche (1844-1900), foi pouco estudada pelos sociólogos, mesmo se considerarmos a intuição de Alain Touraine (1925-2023), um sociólogo francês reconhecido por sua obra dedicada à sociologia do trabalho e dos movimento sociais. Além disso, tornou-se conhecido por ter sido o pai da expressão sociedade pós-industrial, a respeito, mas ela proporciona uma pista para fatores sociológicos de amplo alcance que influenciam a vida pessoal. Giddens lembra-nos que temos de compreender historicamente o caráter da amizade em contextos pré-modernos precisamente em associação com a comunidade local de parentesco. A confiança nos amigos era frequente de importância social central. Nas culturas tradicionais, com a exceção parcial de algumas vizinhanças citadinas em Estados agrários, havia uma divisão bem clara entre membros reconhecidos como “os de dentro e os de fora ou estranhos”. As amplas arenas de interação não hostil com outros anônimos, característica da atividade moderna, não existia. Nestas circunstâncias, in statu nascendi a amizade era institucionalizada e como meio de criar alianças mais duradouras com outros contragrupos potencialmente hostis.
Amizades institucionalizadas eram formas de camaradagem, assim como mormente ocorrem nas reconhecidas “fraternidades de sangue”, socialmente, ou dentre “companheiros de armas”. Institucionalizada ou não, a amizade era em geral baseada em valores de sinceridade e honra. Alguns sentidos do termo, embora partilhem amplas afinidades eletivas com outras utilidades de usos, são de implicação relativamente desimportante. Quer dizer, alguém que diz: “confio que você esteja bem”, normalmente em sociedade avançadas, normais, quer dizer algo mais com esta fórmula de polidez do que “espero que você esteja com boa saúde” – embora mesmo aqui “confio” tenha uma conotação algo mais forte que “espero”, implicando algo mais próximo a “espero não ter motivos para duvidar”. A atitude estabelecida de crença ou crédito que entra em confiança socialmente em alguns contextos mais significativos já se encontra aqui. Quando alguém diz: “confio em que X se comportará desta maneira”, esta implicação social é mais evidente, embora não muito além do nível do “conhecimento indutivo fraco”. É reconhecido proporcionalmente que se conta com X para produzir o comportamento em questão, dadas as circunstâncias normais apropriadas. Eles não se relacionam aos sistemas perpetuadores de confiança, mas são designações referentes aos comportamentos dos outros; o indivíduo envolvido não é requisitado a demonstrar aquela “fé” que a confiança envolve em seus significados.
A principal definição
de “confiança” no Oxford English Dictionary é descrita como “crença ou
crédito em alguma qualidade ou atributo de uma pessoa ou coisa, ou a verdade de
uma afirmação”, e esta definição proporciona um ponto de partida útil. “Crença”
e “crédito” estão claramente ligados de alguma forma à “fé”, da qual, seguindo
Simmel, mas embora reconhecendo que a fé e confiança são intimamente aliadas,
Niklas Luhmann (1927-1998) faz uma distinção entre as duas que é a base de sua obra sobre o
tema. A confiança, diz ele, deve ser compreendida especificamente em relação ao
risco, um termo que passa a existir apenas no período moderno. A noção se
originou com a compreensão de que resultados inesperados podem ser uma
consequência de nossas próprias atividades ou decisões, ao invés de exprimirem
significados ocultos de natureza ou intenções inefáveis da Deidade. Mas
“risco”, substitui em grande parte o que era pensado como fortuna
(fortuna ou destino) e torna-se separado das cosmologias. A confiança
pressupõe, segundo Giddens, consciência de risco, o que não
ocorre com a crença. Confiança e crença se referem a expectativas
que podem ser frustradas ou desencorajadas. A crença, como Luhmann a
emprega, se refere a atitude mais ou menos certa de que as coisas similares
permanecerão estáveis.
Quando se trata da questão de confiança, o
indivíduo considera conscientemente as alternativas para seguir um curso
específico de ação. Alguém que compra um carro usado, ao invés de um novo,
“arrisca-se a adquirir uma dor de cabeça”. Ele ou ela deposita confiança na
pessoa do vendedor ou na reputação da firma para tentar evitar que isto ocorra.
Deste modo, um indivíduo que não considera alternativas está numa situação de
crença, enquanto alguém que reconhece essas alternativas e tenta calcular os
riscos assim reconhecidos, engaja-se em confiança. Numa situação de crença, uma
pessoa reage ao despontamento culpando outros, em circunstâncias de confiança
ela ou ele deve assumir parcialmente a responsabilidade e pode “se arrepender
de ter depositado confiança em alguém ou algo”. A distinção entre confiança e
crença depende de a possibilidade de frustração ser influenciada pelo próprio
comportamento prévio da pessoa e, portanto, de uma discriminação correlata
“entre risco e perigo”. Isto é, Luhmann alega a possibilidade de separar risco
e perigo deve derivar de características sociais da modernidade. Ela surge,
essencialmente, de uma compreensão do fato de que a maioria das contingências
que afetam a atividade humana são humanamente criadas, “e não meramente dadas
por Deus ou pela natureza”. A abordagem sociológica é importante e dirige nossa
atenção para várias discriminações conceituais que deve ser feita na
compreensão da confiança.
O que indica isto em
termos de confiança pessoal? A resposta a esta questão segundo Giddens, é
fundamental para a transformação da intimidade no século XX. A confiança em
pessoas não é enfocada por conexões personalizadas no interior da comunidade
local e das redes de parentesco. A confiança pessoal torna-se um projeto, a ser
“trabalhado” pelas partes envolvidas, e requer a abertura do indivíduo para o
outro. Onde ela não pode ser controlada por códigos normativos fixos, a
confiança tem que ser ganha, e o meio de fazê-lo consiste em abertura e
cordialidade demonstráveis. Nossa preocupação peculiar com “relacionamentos”,
no sentido em que a palavra é agora tomada, é expressiva deste fenômeno.
Relacionamentos são laços baseados em confiança, onde a confiança não é
pré-dada, mas trabalhada, hic et nunc e onde o trabalho envolvido
significa um processo mútuo de autorrevelação. A confiança pessoal, por
conseguinte, tem que ser estabelecida através do processo de
autoquestionamento: a descoberta de si torna-se um projeto diretamente
envolvido com a reflexividade na modernidade sociológica. Para Christopher
Lasch: - conforme o mundo vai assumindo um aspecto cada vez mais ameaçador, a
vida torna-se busca de bem-estar através de exercícios, dietas, drogas, regimes
espirituais de vários tipos, autoajuda psíquica e psiquiatria.
Escólio: É neste
sentido que se pode afirmar, sem temor à erro, que a vontade é decisão por si
mesma de um assenhoramento que se estende para além de si; porquanto a vontade
é querer para além de si, a vontade é potencialidade que se potencializa para o
poder. Somente quando se tiver apreendido o conceito nietzschiano de vontade
(cf. Marton, 2006; Nietzsche, 2008) nesses aspectos, será possível compreender
aquelas caracterizações com as quais Nietzsche procura frequentemente indicar o
que está presente na simples palavra vontade. Portanto, o termo “poder” nunca
visa a um complemento da vontade, mas significa uma elucidação da essência da
própria vontade. Ele denomina a vontade e com isso a vontade de poder – um
“afeto”; ele diz até mesmo: - Minha teoria seria a seguinte: - a vontade de
poder é a forma primitiva de afeto, todos os outros afetos não passam de
configurações suas. Nietzsche também denomina à vontade uma “paixão” ou um
“sentimento”. Se se compreendem tais descrições como geralmente acontece, ou
seja, a partir do campo de visão de nossa psicologia habitual, então se cai
facilmente na tentação de dizer que Nietzsche transpõe a essência da vontade
para o interior do “elemento emocional”, arrancando-a das más interpretações
que foram levadas ao idealismo, pois para ele, os afetos são formas de vontade;
a vontade é um afeto. Denomina-se tal procedimento uma definição circular,
própria em seu encadeamento.
Nietzsche diz com boa
razão que a vontade de poder é a forma originária de afeto. Não diz com isto
que ela é um afeto, apesar de encontramos essas formulações em suas
apresentações e defensivas. O poder só se potencializa na medida em que se
torna senhor sobre o nível de poder a cada vez alcançado. O poder, então, só é
e só permanece sendo poder enquanto permanece elevação do poder e comanda para
si o mais no poder. A essência do poder pertence à superpotencialização de si
mesmo que emerge do próprio poder, na medida em que é comando e enquanto
comando apodera-se de si para a superpotencialização do respectivo nível de
poder que se potencializa. O poder está constantemente a caminho “de si” mesmo,
não apenas de um próximo nível de poder, mas do apoderamento de sua própria
essência. Por isso, ao contrário do que se pensa, a contra-essência em relação
à vontade de poder não é a “posse” no sentido simmeliano de amor e de poder
alcançada em contraposição à mera “aspiração por poder”, mas a “impotência para
o poder”. Nesse caso, vontade de poder não significa outra coisa senão a
relação social estabelecida do ponto de vista “poder para o poder”, o que
significa antes: apoderamento para a superpotencialização. É subjetividade
incondicionada da vontade de poder/eterno retorno e da composição técnica.
Somente o poder para o poder assim compreendido toca a essência plena do poder.
Nessa essência do saber e do poder, a essência da vontade enquanto permanece
vinculada como comando. A paixão assim compreendida lança novamente uma luz
sobre o que Nietzsche denomina vontade de poder. A vontade é de-cisão na qual o
que quer se expõe de maneira mais ampla ao domínio do ente, a fim
de mantê-lo na esfera de seu comportamento.
Não o acontecimento e a
excitação são agora característicos, mas expansão clarividente do campo de
vinculação que é ao mesmo tempo uma reunião da essência que se encontra na
paixão. O afeto representa o acontecimento que nos agita cegamente. A paixão
representa a expansão clarividente e reunidora do campo de vinculação ao ente.
Como a paixão restaura nosso ser, nos libera e nos deixa soltos para os seus
fundamentos; como a paixão é, ao mesmo tempo, a expansão do campo de vinculação
até a amplitude do ente, por isso pertence à paixão – e o que se tem em vista
aqui é a compreensão explicativa da grande paixão que pode ser dispendiosa e
engenhosa. Não lhe pertence apenas a “capacidade de potência”, mas socialmente
mesmo a necessidade de retribuir, e, ao mesmo tempo, aquela despreocupação
quanto ao que acontece com o dispêndio com o dispêndio, aquela superioridade
que repousa em si mesmo e que caracteriza as grandes vontades. Paixão não tem
nada a ver com um mero desejo, especulativamente falando, não é coisa apenas estimulada dos nervos, da
exaltação ou do excesso. Se entendermos que é verdade em Nietzsche que a
vontade de poder é o caráter fundamental de todo ente e se determina agora a
vontade como um sentimento paralelo e compatível ao de prazer, as duas
concepções não são sem mais compatíveis. O mundo para Friedrich Nietzsche não é
ordem e racionalidade, mas desordem e irracionalidade. Seu princípio filosófico
não era, portanto, Deus e razão, mas a vida que atua sem objetivo definido, ao
acaso, e, por isso, se está dissolvendo e transformando-se em um constante
devir. A única e verdadeira realidade “sem máscaras”, para Nietzsche, é a vida
humana tomada e corroborada pela vivência do instante.
Nietzsche era um crítico: a) das “ideias modernas”, b) da vida social e da cultura moderna, c) do neonacionalismo alemão, e, para sermos breves, d) Para ele, os ideais modernos como democracia, socialismo, igualitarismo, emancipação feminina não eram senão expressões da decadência de determinado “tipo homem”. Por estas razões, é, por vezes, apontado como um precursor da concepção de pós-modernidade. A figura filosoficamente de Nietzsche foi particularmente idealizada na Alemanha mediante um processo decadente, num processo político em que opta, mas não decide, tendo sua irmã, simpatizante do regime, fomentado esta associação. Como se dizia a ideologia (cf. Konder, 2002) é a relação imaginária do homem com suas condições reais de existência, ele próprio um raro nietzschiano, “na Alemanha se era contra ou a favor de Nietzsche”, que em toda a vida, tentou explicar o insucesso de sua literatura, concluindo de que “nascera póstumo”, para os leitores do porvir. Investigadores arqueológicos afirmam que a península foi ocupada desde o Paleolítico Inferior. É a mais antiga subdivisão do Paleolítico, sendo mais antigo da Pré-História dos humanos. Segundo descobertas de 2015 existem indícios que há cerca de 3,3 milhões de anos, quando as mais antigas evidências reconhecidas da produção de ferramentas de pedra por hominíneos aparecem no registro arqueológico.
E durou até há cerca de
300 mil anos, quando mudanças radicalmente importantes nas culturas e formação de sociedades materiais humanas,
exemplificadas pela transição da indústria lítica denominada Olduvaiense para a indústria Acheuliana, levaram historiadores e arqueólogos a demarcarem uma nova divisão,
o Paleolítico Médio. Os mais antigos hominídeos, os australopitecínios, não
eram utilizadores avançados de ferramentas de pedra e é provável que fossem
presas de animais maiores. Utilizavam machados de mão e viviam a céu aberto,
próximos a vales de rios. Os primeiros fósseis do género Homo surgem a menos de
três milhões de anos. O Homo habilis, como os da Garganta de Olduvai, é
muito mais semelhante aos humanos modernos. Acreditava-se que o uso de
ferramentas de pedra havia sido desenvolvido por esta espécie por volta de há
2,5 milhões de anos, antes de serem substituídos pelo Homo erectus, há cerca de
1,5 milhões de anos. Evidências arqueológicas no sítio de Lomekwi comprovaram o
uso de ferramentas de pedra por hominíneos anteriores ao gênero Homo. Através
do tempo, a história da Coreia tem sido turbulenta com numerosas guerras,
incluindo invasões tanto chinesas quanto japonesas. Desde o estabelecimento da
República moderna em 1948, a Coreia do Sul debateu-se com sequelas de conflitos
bélicos, e a Guerra da Coreia (1950–1953), e décadas de governos autoritários.
Apesar de ser uma democracia de estilo ocidental desde a fundação da República,
as eleições presidenciais sofreram irregularidades que só terminaram em 1987,
quando ocorreram as primeiras eleições diretas e o país passou a ser
considerado como uma democracia multipartidária. Sua economia tem crescido
rapidamente desde a década de 1950.
Em Campo Minado (Across the Line: The Exodus of
Charlie Wright) tem como representação social um filme de suspense policial
de 2010 dirigido por R. Ellis Frazier e estrelado por Aidan Quinn. As filmagens
ocorreram em Los Angeles, Califórnia e Tijuana, México. O filme acompanha um banqueiro
(Quinn) que foge dos Estados Unidos da América com bilhões depois de ser
revelado como um fraudador, bem como as autoridades e mercenários que o
perseguem. O império empresarial de Charlie Wright (Aidan Quinn) é revelado
como um esquema Ponzi, tendo desviado até onze bilhões de dólares de seus
clientes. Após a percepção de que nem sempre as pessoas retiravam tudo o que
haviam depositado, melhor dizendo, sempre haveria dinheiro para circular, que
surgiu a ideia de conceder empréstimos mediante o pagamento de juros. Esta foi
a base para o enriquecimento dos banqueiros, que deixaram de ser simplesmente
“cambistas” ou agiotas. Contudo, a cobrança de juros era algo de total
desaprovação da Igreja, aspecto que explica o porquê da existência de muitos
judeus no ramo bancário naquele período. John Kenneth Galbraith (1908-2006) foi
um consagrado economista, filósofo, cientista político e escritor
norte-americano. Politicamente alinhado ao liberalismo norte-americano, ou a esquerda daquele país, e crítico mordaz dos conservadores, Galbraith
foi autor de alguns dos best-sellers de economia e sociologia mais
vendidos e lidos no mundo contemporâneo, tais como o seu ensaio: 1929: A
Grande Crise, A Sociedade Afluente, O Novo Estado Industrial,
Capitalismo Americano: O Conceito do Poder Compensatório, A Anatomia
do Poder e Economia, Paz e Humor, nos quais direciona críticas
intensas a seus pares pela falta de rigor metodológico, oferece uma análise
crítica da economia política de mercado sem regulação estatal.
Galbraith foi um
Democrata bastante ativo, participando, como conselheiro, dos governos de John
Kennedy (1917-1963), Lyndon Johnson (1908-1973) e Bill Clinton e como
vice-presidente da Comissão de Preços do governo de Franklin Delano Roosevelt
(1882-1945). As escolas keynesiana e institucionalista foram as duas tradições
econômicas que mais influência exerceram sobre Galbraith, muito embora ele
costumasse conceder importância a conservadores como o escocês Adam Smith e o
comunista alemão Karl Marx, pela sua relevância histórica. Galbraith também foi
presidente da American Economic Association, a principal agremiação de
economistas nos Estados Unidos. O economista e cientista político morreu aos 97
anos, em 2006, mesmo ano em que faleceu Milton Friedman (1912-2006), um de seus
mais reconhecidos adversários. Pensador de rara compreensão, foi assessor
econômico do presidente John Kennedy e publicou diversos livros, entre os quais
The Affluent Society, no ano de 1958, em que critica analiticamente a política
econômica dos Estados Unidos da América. Em 1937 se tornou cidadão dos Estados
Unidos, embora nessa época os Estados Unidos e o Canadá, por diversas razões de soberania, não aceitassem a dupla
nacionalidade, mas foi homenageado pelo seu país nativo até o fim de sua vida,
e suas origens canadenses foram frequentemente citadas. Durante a 2ª Guerra
Mundial (1939-1945) Galbraith pertenceu à administração pública, no cargo de
vice-diretor do gabinete da administração de preços (deputy head of the
Office of Price Administration).
No final da guerra
global capitalista foi-lhe pedido que executasse um inquérito sobre o
bombardeamento estratégico aliado, que concluiu que ele não teve efeitos e não
encurtou a guerra. Após a guerra tornou-se conselheiro da administração do
pós-guerra na Alemanha e Japão. Em 1949 John Kenneth Galbraith foi nomeado professor de
economia na Universidade de Harvard. Foi então também editor da revista
Fortune. Aposentado como professor universitário em 1957, publicou em 1981 a
autobiografia: A Life in Our Times: Memoirs. Galbraith era filho de
canadenses de ascendência escocesa, William Archibald Galbraith e Sarah
Catherine Kendall. Nasceu em Iona Station, Ontário, e cresceu em Dutton,
Ontário. Seu pai era fazendeiro e professor de escola, e sua mãe era uma brilhante ativista
política. Galbraith licenciou-se pelo Colégio de Agricultura do Ontário, depois
Universidade de Guelph, tendo depois realizado o mestrado e doutoramento na
Universidade da Califórnia em Berkeley. Foi amigo do presidente John F. Kennedy
(1917-1963), por quem foi nomeado embaixador na Índia entre o preríodo de 1961 e 1963, onde
teve um papel interessante no apoio econômico ao governo indiano e ao
desenvolvimento social do país.
O mercado de crédito envolve uma dupla parte, uma credora e outra devedora, que normalmente estabelecem uma relação contratual entre si, podendo ser formal ou informal. Esta situação sugere que uma das partes, a credora conceda liquidez à outra, mediante um prêmio de liquidez ou de risco, comumente intitulado de juros. Nesta relação à parte credora oferece um bem a parte devedora, que na sociedade capitalista é a moeda fiduciária ou escritural. No sistema capitalista global os principais agentes de concessão de crédito são as instituições financeiras, embora existam vários outros agentes, como as empresas para seus clientes e as pessoas físicas para seus parentes e amigos. As instituições financeiras são os principais agentes estatuídos pelo seu poder político de arregimentar recursos, e pelo grau de especialização que alcançam no processo de emprestar e receber seus empréstimos. Lembrava o filósofo materialista e dialético Karl Marx que num debate parlamentar sobre os Bank-Acts de Sir Robert Peel (1788-1850) ocorridos de 1844 e 1845, Gladstone observava que “nem mesmo o amor levou tantas pessoas à loucura como o cismar sobre a essência do dinheiro”. Ele falava de britânicos para britânicos.
Os holandeses, ao
contrário, que apesar da dúvida de William Petty (1623-1687) possuíam desde tempos imemoriais uma
“malícia angelical” para a especulação do ponro de vista capitalista da circulação com o dinheiro, nunca perderam sua
malícia na especulação sobre o dinheiro. A principal dificuldade da
análise sobe o dinheiro é vencida quando se compreende que o dinheiro tem a sua
origem na própria mercadoria. Desse pressuposto, apenas resta conceber
nitidamente as idades que lhe são próprias; o que é dificultado em certa medida
pelo fato de que todas as relações burguesas aparecem transformadas em ouro ou
prata, aparecendo como relações monetárias. E a forma dinheiro parece possuir um conteúdo infinitamente variado que lhe é estranho, mas o primeiro
ato necessário consiste em que as mercadorias excluam uma mercadoria
específica, o ouro, como encarnação imediata do tempo de trabalho geral, ou
seja, como equivalente geral. Porque todas as mercadorias medem seus valores de
troca pelo ouro, na proporção em que determinada quantidade de ouro e quantidade de mercadoria contêm a mesma quantidade de tempo de
trabalho, o ouro se torna medida de valor, e só se torna equivalente geral (ou
dinheiro), unicamente através dessa determinação como medida de valores, medida
que como tal mede seu próprio valor de imediato por todo o conjunto de
equivalentes-mercadorias.
Por outro lado, o valor
de troca de todas as mercadorias expressa-se em ouro. Deve-se distinguir nessa
expressão: um momento qualitativo e outro quantitativo. Primeiro, o valor de
troca da mercadoria existe como encarnação do mesmo tempo de trabalho uniforme;
segundo sua grandeza de valor se apresenta na mesma proporção em que as
mercadorias são igualadas ao ouro também igualadas entre si. De um lado,
aparece o caráter geral do tempo de trabalho contido nelas; de outro, sua
quantidade expressa em seu equivalente ouro. O valor de troca das mercadorias
assim expresso como equivalência geral e ao mesmo tempo socialmente como grau
dessa equivalência em relação a uma mercadoria específica, ou expresso ainda
numa só equação ligando as mercadorias a uma mercadoria específica que é o
preço. Portanto, o preço é a forma transformada sob a qual aparece o valor de
troca das mercadorias no interior do processo de circulação. Ipso facto,
através do mesmo processo pelo qual as mercadorias apresentam seus valores em
preços-ouro, apresentam também o outro como medida dos valores e, daí, como
dinheiro. O ouro só se torna medida dos valores porque é por ele que todas as
mercadorias avaliam seu valor de troca. Não é senão pura aparência do processo
de circulação a impressão de que o dinheiro faz as mercadorias comensuráveis,
pois a medida entre ouro e mercadoria é o tempo de trabalho, e o ouro só se
torna medida dos valores pelo fato das mercadorias se meçam com ele. Ao
contrário, não é senão a comensurabilidade das mercadorias como tempo de trabalho
objetivado que permite ao ouro transformar-se em dinheiro. Ao entrar para
troca, as mercadorias assumem a figura real de valores de uso. Somente através
da alienação é que se tornam equivalente geral.
A determinação de seu preço é a sua transformação ideal em equivalente geral, é equação com o ouro que ainda está por se realizar. Mas como as mercadorias estão transformadas em ouro apenas idealmente, ou apenas em ouro representado, seu ser dinheiro não está ainda efetivamente separado de seu ser real, o ouro; por enquanto, está transformado apenas em dinheiro ideal, em medida dos valores, e, de fato, determinadas quantias de ouro funcionam por enquanto apenas como nomes para determinadas quantias de tempo de trabalho. A determinidade formal em que o ouro se cristaliza como dinheiro depende em cada caso do modo determinado em que as mercadorias apresentam, umas as outras, seu próprio valor de troca. Nessa diferença entre valor de troca e preço, observa-se o seguinte: o trabalho individual particular contido na mercadoria precisa primeiro ser apresentado, pelo processo de alienação, em seu contrário, em seu trabalho sem individualidade, abstratamente geral e, somente dessa forma, em trabalho social, ou seja, em dinheiro. O mal dinheiro põe-se de emboscada na invisível capa da medida de valor. O ouro é medida de valor como tempo de trabalho objetivado. Padrão de preços é determinado peso de metal.
Torna-se medida de valor ao relacionar-se como valor de troca com as mercadorias (trabalho) enquanto valores de troca; uma determinada quantia de ouro, como padrão de preços, serve a outras quantias de ouro como unidade. O ouro é a medida de valor porque seu valor é variável, e é padrão de preços fixado como unidade de peso invariável. Aqui, como em todas as determinações de grandezas nominalmente iguais, solidez e determinidade das relações de medidas são decisivas. A necessidade de se fixar uma quantia de ouro como unidade de medida e partes alíquotas como subdivisões dessa unidade produziu a representação de que uma determinada quantia de ouro, que naturalmente tem um valor variável, se colocasse numa relação de valor fixa com os valores de troca das mercadorias, no que se perdeu de vista que os valores de troca das mercadorias estão transformados em preços, em quantias de ouro antes mesmo que o ouro se desenvolva como padrão dos preços. Assim como o valor do ouro varia, diferentes quantias de ouro apresentam entre si permanente a mesma proporção de valor. O preço de uma mercadoria ou a quantia de ouro, na qual se transforma idealmente, se expressa agora, portanto, nos nomes monetários do padrão-ouro. A forma própria com que essas mercadorias dão os seus valores de troca está transformada em nomes monetários, pelo quais expressam mutuamente o que elas valem. O dinheiro, por sua vez, torna-se moeda de cálculo. O dinheiro, compreendido como moeda de cálculo, pode existir apenas idealmente (teoria), enquanto o dinheiro que circula efetivamente (prática) é cunhado em um outro padrão totalmente diferente. Em muitas colônias inglesas da América do Norte, a moeda circulante, até boa parte do processo civilizatório do século XVIII, consistia em moedas portuguesas e espanholas, enquanto, por toda parte do mundo globalizado, a moeda de cálculo era a mesma da Inglaterra.
O mais famoso agiota da literatura viveu em Veneza e se chamava: Shylock, personagem de William Shakespeare (1564-1616), do “Mercador de Veneza”. O assunto empréstimo foi central neste romance, o agiota Shylock se dispõe a emprestar o dinheiro em troca de uma garantia da parte do amigo de Barsanio, o comerciante Antônio. Em qualquer empréstimo o risco de as coisas darem errado é grande, e talvez seja por isso, que as pessoas que emprestam dinheiro precisam economicamente ser compensadas, com um valor pago pelo que emprestou além do montante emprestado que é chamado de juros. Mas porque Shylock se tornou o grande vilão do valor de troca entre pessoas? Naquela época, ele era um dos muitos judeus agiotas que viviam nos guetos de Veneza. Durante a vida de Shakespeare, a agiotagem do ponto de vista sociológico tinha como representação uma ocupação comum entre os judeus, devido à crença entre os cristãos nesse período de que a usura era um pecado, e por ser uma das poucas profissões que era permitido aos judeus exercerem historicamente na Europa medieval, tendo em vista que as leis mercantilistas proibiam qualquer outro tipo especificamente de ocupação. A cidade os tolerava, pois eram o que poderiam fornecer o serviço comercial que os mercadores cristãos eram proibidos de fazer, e poderiam cobrar juros pelos empréstimos. Por isso que os maiores banqueiros foram judeus. Os judeus se sentavam em suas mesas, as suas “tavule” em seus bancos, os “banci”, raiz da palavra italiana para “bancos”, num local conhecido por Banco Rosso.
Pinturas de Giorgio Vasari, Frederico Zuccari e Domenico di Michelino retratam bem a crença de um inferno para os agiotas. No final da história Shylock é proibido de cobrar o “meio quilo de carne de Antônio exigido no empréstimo em caso de inadimplência”. O tribunal o proíbe de derramar sangue de um veneziano, por ele ser judeu a lei determina ainda a perda de seus bens por planejar a morte de um cristão. Então porque ele confiou o empréstimo, como grande vilão do romance de William Shakespeare – “Mercador de Veneza”? Os bancos desfrutam, portanto, do poder de multiplicação monetária através do crédito sem lastro. Mas nem sempre foi assim, como demonstra Murray Rothbard. O esquema de reservas fracionárias não passa de uma fraude, segundo o economista. A produção de mercadorias e a circulação de mercadorias, o comércio, constituem os pressupostos históricos em que aquele surge o mercado mundial e abrem no século XVI a moderna biografia do capital. Se abstrairmos do conteúdo material da circulação de mercadorias, da troca dos diversos valores de uso, e considerarmos apenas as formas econômicas que este processo gera, encontraremos então como seu último produto o dinheiro. Este último produto da circulação é a primeira forma fenomênica do capital. O capital contrapõe-se à propriedade fundiária e em primeiro lugar, sob a forma de dinheiro, como fortuna, capital mercantil e capital usurário. E necessário à gênese do capital para reconhecermos o dinheiro como a sua primeira forma fenomênica.
Escólio: Ao sair do
escritório após saber de sua punição, Wright é interceptado pelo agente do FBI
Hobbs (Mario Van Peebles), que não pode prendê-lo por falta de mandado. Para
ganhar tempo, Hobbs consegue o mandado e seu parceiro, Jimmy (Jordan Belfi),
intercepta Wright quando ele sai da garagem do escritório. Ao olhar dentro do
carro, Hobbs fica consternado ao descobrir que Wright desapareceu. A
investigação subsequente deixa poucas pistas sobre o paradeiro de Wright. Acontece
que Charlie fugiu para Tijuana, no México, em busca de uma mulher que abandonou
duas décadas atrás. Através de Mary (Claudia Ferri), ele descobre que a mulher
morreu anos atrás, mas que tinha uma filha chamada Isabel. Enquanto procura por
ela, Jimmy, que está de férias em Tijuana, fica chocado ao ver Charlie. Hobbs
inicialmente não acredita, mas mesmo assim viaja para encontrar Jimmy. Wright
procura por Isabel, mas descobre que ela deixou o país ilegalmente. Os mafiosos
russos Letvinko (Elya Baskin) e Borlec (Raymond J. Barry) contratam o
mercenário Damon (Luke Goss) para ir atrás de Wright e recuperar o dinheiro que
ele roubou da máfia. Damon recebe uma equipe (Gary Daniels, Geoffrey Ross e
Bokeem Woodbine) para seguir Wright. Simultaneamente, o traficante mexicano
Jorge Garza (Andy Garcia), profundamente endividado, sequestra Charlie e
oferece proteção em troca de parte de seu dinheiro. O filho de Garza, Gabriel
(Danny Pino), pretende manter o refém durante a noite, mas é atacado pela
equipe de Damon.
No confronto, Charlie consegue escapar. Charlie liga para Hobbs e diz que deseja retornar aos Estados Unidos. Os Garza o rastreiam e a equipe de Damon os segue. Todos encontram Wright em um mercado, mas antes que possam sequestrá-lo, Hobbs aparece e leva Charlie sob sua custódia, e os mercenários partem a contragosto. Em uma carta narrada para Isabel, Wright discute como considera sua vida um fracasso. Gabriel dá a notícia a um Jorge transtornado, que deixa o império nas mãos de Gabriel enquanto os homens a quem deve dinheiro o levam embora. Hobbs, mantendo Wright em seu carro, diz a ele que descobriu que Wright tinha, no máximo, seis meses de vida, pois o câncer havia se espalhado pelo corpo de Charlie. Hobbs permite que Wright vá embora e Wright lhe dá os dados de uma conta bancária, presumivelmente com o dinheiro que Charlie roubou. A narração termina com Charlie sentado em uma praia, em certa medida de paz consigo mesmo. O financista Charlie Wright está sendo investigado pelo FBI por uma fraude de US$ 11 bilhões. Agentes federais liderados por Andrew Hobbs mantêm Wright sob vigilância rigorosa, aguardando a chegada de um mandado de prisão. Mas Wright consegue escapar pouco antes do início da operação. Hobbs é duramente criticado por seus superiores pela falha na prisão. Wright, que muitos acreditavam estar seguro em algum país exótico, na verdade refugiou-se em Tijuana, cidade na fronteira entre o México e os Estados Unidos da América. A cidade está sob o controle da família Garza, cujo chefe, Jorge, está fortemente endividado com os líderes da organização criminosa à qual pertence.
Um agente do FBI que fazia parte da equipe de Hobbs e que agora está de férias em Juáña avista Wright por acaso, mas não consegue localizar seu esconderijo. Ele avisa Hobbs, que viaja para Juáña e contata informalmente a polícia mexicana para pedir que encontrem o fugitivo. Mas a polícia é corrupta e alerta Jorge Garza, que vê isso como um golpe de sorte inesperado, acreditando que o dinheiro que Wright levou consigo na fuga o ajudará a pagar sua dívida. Entretanto, dois mafiosos russos, de quem Wright havia roubado aproximadamente cem milhões de dólares, também estão em seu encalço. Eles confiam a caçada a um assassino altamente habilidoso, Damon, que viaja para a cidade mexicana com vários outros homens. Com a cumplicidade da polícia, os Garzas libertam Wright da prisão mexicana, mas enquanto o transferem, o grupo de Damon os ataca, sem conseguir capturar o financista. Durante o violento tiroteio entre os dois grupos, Wright consegue escapar novamente e é escondido por Mary, uma mulher que trabalha em clubes de má reputação. Ele revela a ela o motivo de estar ali: está procurando por uma mulher, Veronica, com quem teve um caso vinte anos antes. Mary a conhecia e lhe conta que a mulher já morreu há algum tempo, mas que sua filha, Isabel, pode ainda estar morando na cidade. Mas quando Wright acredita ter identificado Isabel, de quem é pai, descobre que ela fugiu ilegalmente para os Estados Unidos. Nesse momento, ele decide ligar para o Agente Hobbs para se entregar, combinando um encontro em Tijuana.
Mas os Garzas e Damon
também aparecem para o encontro. Após um tenso impasse armado, o prisioneiro é
levado sob custódia de Hobbs e transferido para os Estados Unidos. Jorge Garza,
portanto, não poderá pagar sua dívida e seu destino estará selado: ele será
eliminado da organização, embora seu irmão mais novo, Gabriel, tenha permissão
para continuar com os negócios da família. Uma reviravolta final permitirá que
Wright evite a prisão, mas outro teste o aguarda. Elenco. Alvo: Aidan Quinn
como Charlie Wright: Um banqueiro americano que aplica golpes bilionários e
foge para Tijuana. FBI - Mario Van Peebles como Agente Hobbs: Um agente
implacável na perseguição a Wright. Jordan Belfi como Jimmy: parceiro de Hobbs Corbin
Bernsen como o diretor do FBI, Hill: Furioso com Hobbs e exigindo uma resolução
rápida para o conflito. Mercenários - Luke Goss como Damon: Contratado pela
máfia russa para perseguir Charlie Wright. Gary Daniels como Michaels: O líder
da equipe mercenária em Tijuana, contratada por Damon. Bokeem Woodbine como
Miller: Um membro de Michaels Geoffrey Ross como Baines: Um membro da equipe de
Michaels. Gangsters - Raymond J. Barry como Borlec: O mafioso russo que
contrata Damon. Elya Baskin como Letvinko: Contrata Damon com Borlec. Andy
Garcia interpreta Jorge Garza: um gangster mexicano que promete proteção
a Wright em troca de dinheiro. Danny Pino como Gabriel Garza: irmão de Jorge Gina
Gershon como Mariel Garza: esposa de Jorge. Claudia Ferri como Mary:
Uma prostituta que conhece a mulher que Charlie está procurando.
Bibliografia Geral Consultada.
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