“As luzes que descobriram as liberdades inventaram também as disciplinas”. Michel Foucault (1926-1984)
Charles Bronson, nascido Charles Dennis Buchinsky (1921-2003) foi um ator norte-americano. Ele era reconhecido por seus papéis em filmes de ação e por sua “feição marcante e físico musculoso”. Bronson nasceu em extrema pobreza em Ehrenfeld, Pensilvânia, uma cidade mineradora de carvão nas montanhas Allegheny. O pai de Bronson, também mineiro, morreu quando ele era jovem. O próprio Bronson trabalhou nas minas até se alistar na Força Aérea do Exército dos Estados Unidos em 1943 para lutar na 2ª guerra mundial (1939-1945). Entretanto, após cumprimento do serviço militar, ele se juntou a uma companhia teatral e estudou inicialmente seu ingresso em atuação. Durante a década de 1950 interpretou vários papéis coadjuvantes, no cinema e na televisão, incluindo séries dramáticas antológicas nas quais aparecia como protagonista. Perto do final da década, ele teve seu primeiro papel principal no cinema em Machine-Gun Kelly (1958). É um filme noir americano de gângsteres de 1958, produzido e dirigido por Roger Corma (1926-2024), com roteiro de R. Wright Campbell, vagamente baseado nas façanhas criminosas de George “Machine Gun” Kelly e sua esposa Kathryn Kelly. Charles Bronson teve papéis de destaque em filmes como Os Sete Magníficos (1960), A Grande Evasão (1963), Esta Propriedade Está Condenada (1966) e Os Doze Condenados (1967). Ele também atuou em diversos programas de televisão importantes e foi indicado ao Emmy por sua atuação coadjuvante em um episódio de General Electric Theater. O ator Alain Delon (que era fã de Charles Bronson) o convidou para contracenar com ele no filme francês Adeus, Amigo (1968). Naquele mesmo ano, ele também interpretou um dos protagonistas no faroeste italiano Era Uma Vez no Oeste (1968).
Bronson continuou a interpretar papéis principais em vários filmes de ação, faroeste e guerra posteriormente produzidos na Europa, incluindo Rider on the Rain (1970), que ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro. Nessa época, Bronson era o ator norte-americano mais popular na cinegrafia do continente europeu. Após esse período preparatório, ele retornou aos Estados Unidos para fazer mais filmes, trabalhando com o diretor Michael Winner (1935-2013). Suas primeiras colaborações incluíram Chato`s Land (1972), The Mechanic (1972) e The Stone Killer (1973). Nesse ponto, ele se tornou o maior astro de bilheteria do mundo ocidental, recebendo um salário de US$ 1 milhão por filme. Em 1974, Bronson estrelou o controverso filme Death Wish (1974) dirigido por Winner, sobre um arquiteto que se torna um justiceiro, um papel que tipificou a maioria dos personagens que ele interpretou pelo resto de sua carreira. A maioria dos críticos inicialmente “detonou” o filme, considerando-o explorador, mas o longa-metragem foi um grande sucesso de bilheteria e gerou quatro sequências. Até sua aposentadoria no final da década de 1990, Bronson interpretou quase que exclusivamente papéis principais em filmes de ação, como Mr. Majestyk (1974), Hard Times (1975), St. Ives (1976), The White Buffalo (1977), Telefon (1977) e Assassination (1987). Durante esse período, colaborou frequentemente com o diretor John Lee Thompson (1914-2002). Também participou de diversos filmes para televisão, nos quais interpretou papéis que fugiam ao seu padrão habitual. Seu último papel significativo no cinema foi um coadjuvante no drama The Indian Runner (1991), cuja atuação foi elogiada pela crítica. Bronson nasceu em 3 de novembro de 1921, em Ehrenfeld, Pensilvânia, de mineração de carvão nas montanhas Allegheny, ao Norte de Johnstown.
Ele era o 11º de 15 filhos de uma família de ascendência lituana. A família numerosa dormia em turnos em seu barraco de água fria. Os trilhos dos vagões de carvão que saíam da boca da mina passavam a poucos metros de distância. Seu pai, Walter Buchinsky, nascido Vladislavas Valteris Paulius Bučinskas/Bučinskis), era um tártaro Lipka de Druskininkai, no Sul da Lituânia. A mãe de Bronson, Mary (nascida Valinsky), cujos pais eram da Lituânia, nasceu em Tamaqua, Pensilvânia, na região de carvão antracito. Bronson disse que o inglês não era falado em casa durante sua infância, como acontecia com muitas outras crianças americanas de primeira geração com quem ele cresceu. Ele certa vez relatou que, mesmo como soldado, seu sotaque era forte o suficiente para fazer seus camaradas pensarem que ele era estrangeiro. Além do inglês, ele falava lituano e russo. Em uma entrevista de 1973, Bronson comentou que não conhecia muito bem o pai e não tinha certeza se o amava ou o odiava, acrescentando que tudo o que se lembrava dele era que, sempre que sua mãe anunciava que o pai estava voltando para casa, as crianças se escondiam. Em 1933, após a morte do pai por câncer, Bronson começou a trabalhar nas minas de carvão, primeiro no escritório da mina e depois na própria mina. Mais tarde, ele disse que ganhava um dólar por tonelada de carvão que extraía. Em outra entrevista, ele afirmou que precisava fazer turnos duplos para ganhar US$ 1 (equivalente a US$ 25 em 2025) por semana. Bronson relatou que ele e seu irmão se envolveram em trabalhos perigosos removendo “tocos” nas minas também reconhecidos como “Kettlebottoms”, são tocos de árvores fossilizados e perigosos encontrados incrustados nos tetos das minas de carvão, que eram a fonte prinicpalmente de muitos desabamentos e causavam muitas fatalidades nas minas de carvão. Ele também relatou que os desabamentos eram comuns.
A família sofreu
extrema pobreza durante a Grande Depressão, e Bronson lembrou-se de ter
passado fome muitas vezes. Sua mãe não tinha condições de comprar leite para
sua irmã mais nova, ela recebia chá quente em vez disso. Ele disse que
teve que usar o vestido de sua irmã mais velha para ir à escola por falta de
roupas. Bronson foi o primeiro membro de sua família a se formar no Ensino Médio. E trabalhou nas minas até se alistar nas Forças Aéreas do Exército dos
Estados Unidos em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial. Ele serviu no 760º
Esquadrão de Treinamento de Artilharia Flexível e, em 1945, como artilheiro
aéreo de um avião Boeing B-29 Superfortress no 61º Esquadrão de Bombardeio, baseado no
território em Guam, dentro do 39º Grupo de Bombardeio, que realizou missões militares
de combate geopoliticamente contra as ilhas japonesas. Voou em 25 missões e recebeu um Coração
Púrpura por ferimentos recebidos em batalha. É a ilha que constitui um território
organizado e não incorporado dos Estados Unidos, na Micronésia, no Oceano
Pacífico Ocidental. A capital de Guam é Hagåtñae a vila mais populosa é Dededo.
É o ponto mais ocidental e território dos Estados Unidos, medido a partir do centro
geográfico dos EUA como ponto Udall. Na Oceania, Guam é a maior e mais
meridional das Ilhas Marianase a maior da Micronésia. Embora a concessão
da medalha Coração Púrpura seja considerada automática para todos os
ferimentos recebidos em combate, cada apresentação da
condecoração ainda precisa ser revisada para garantir que os ferimentos e o sofrimento
(cf. Dejours, 2015) foram resultado de ação inimiga. As condecorações com a
medalha Coração Púrpura são registradas tanto em formato físico quanto
eletrônico nos registros de serviço.
Escólio: A menção à
medalha é feita tanto no comando de origem do militar quanto no quartel-general
do departamento militar correspondente. Uma citação original e um certificado
de condecoração são entregues ao militar e arquivados em seu registro de
serviço em campo. Durante a Guerra do Vietnã (1955-1975), a Guerra da Coreia (1950-1953) e a Segunda
Guerra Mundial (1939-1945), a medalha Coração Púrpura era frequentemente concedida
no local praticado, ipso facto, com registros empíricos ocasionais realizados nas fichas de serviço.
Além disso, durante as desmobilizações em massa após cada uma das
principais guerras americanas do século XX, era comum “omitir a menção à
concessão do Coração Púrpura nas fichas de serviço”. Isso ocorria devido a
erros administrativos e se tornava problemático quando a ficha de serviço era
encerrada após a baixa. Em termos de registros precisos, era comum que
alguns comandantes de campo realizassem “entregas do Coração Púrpura à beira do
leito”. Isso normalmente envolvia um general entrando em um hospital com
uma caixa de Corações Púrpura, prendendo-os nos travesseiros dos
militares feridos e, em seguida, partindo sem que “nenhum registro oficial
fosse mantido da visita ou da concessão do Coração Púrpura”. Os próprios
militares complicavam as coisas ao deixarem os hospitais extraoficialmente,
retornando apressadamente às suas unidades para se juntarem ao combate, a fim
de não parecerem estar fingindo. Mesmo que um militar
tivesse sofrido ferimentos reais em combate, tanto a concessão da medalha
quanto toda a visita ao hospital não eram registradas nos arquivos oficiais. O
campo multidisciplinar é algumas vezes chamado de biologia matemática ou
biomatemática para enfatizar o lado técnico-científico matemático, ou biologia
teórica para enfatizar o lado biológico.
Em 1975, mutatis mutandis, Bronson estrelou dois filmes dirigidos por Tom Gries: Breakout, um sucesso de bilheteria que arrecadou US$ 21 milhões com um orçamento de US$ 4,6 milhões, e Breakheart Pass, um faroeste adaptado de um romance de Alistair MacLean, que foi uma decepção de bilheteria. Em 1975, ele estrelou a estreia na direção de Walter Hill, Hard Times, interpretando um lutador de rua da época da Grande Depressão (cf. Romer, 1992) que ganhava a vida em lutas ilegais de boxe sem luvas na Louisiana. O filme recebeu boas críticas. Foi o 29º filme de maior bilheteria nos Estados Unidos naquele ano, arrecadando US$ 5 milhões. O analista de cinema Roger Ebert disse que é “um filme poderoso e brutal que contém uma atuação definitiva de Charles Bronson”. Em 1975, ele foi um dos muitos atores que receberam a oferta para o papel principal em The Shootist (1976). Bronson recusou porque o personagem tinha câncer de próstata. Bronson atingiu o auge de seu poder de atração de bilheteria em 1975, quando foi classificado em 4º lugar, atrás apenas de Robert Redford, Barbra Streisand e Al Pacino. Em 1976, Bronson fez um faroeste para a United Artists (UA), From Noon till Three, de Frank D. Gilroy. Também naquele ano, Bronson fez St. Ives, seu primeiro filme com o diretor J. Lee Thompson. Em 1977, atuou em Raid on Entebbe, de Irvin Kershner, no qual interpretou Dan Shomron. O filme para televisão da NBC foi baseado na história real do ataque a Entebbe. Inicialmente, recebeu boas críticas. Capitalizando em seu forte elenco de estrelas, uma versão cinematográfica foi lançada nos cinemas do Reino Unido e da Europa no início de 1977. No Globo de Ouro, ganhou o prêmio de Melhor Filme para Televisão. No Emmy, foi indicado a Melhor Especial - Drama ou Comédia, além de ganhar e receber indicações em outras categorias. Também naquele ano, ele se reuniu com Thompson em The White Buffalo, produzido por Dino de Laurentiis para a UA que também lançou Telefon, dirigido por Don Siegel.
Finalmente, em 1977,
Bronson foi anunciado como a estrela de Raise the Titanic (1980), mas
não apareceu no produto final. Na década de 1970, o diretor Ingmar Bergman (1918-2007)
queria fazer um filme com Bronson, mas ele recusou, achando as obras de Bergman
enfadonhas. - “Tudo é fraqueza e doença em Bergman”, disse ele. Bronson fez um
teste para o papel de Superman na adaptação cinematográfica de 1978, mas
o produtor Ilya Salkind o rejeitou por ser muito terreno e decidiu escalar
Christopher Reeve. Outro filme de 1978 para o qual ele foi considerado como
protagonista foi Capricorn One. Para o filme Escape from New York,
de 1981, o estúdio queria que ele interpretasse o papel de Snake Plissken, mas
o diretor John Carpenter achou que ele tinha uma aparência muito durona e era
muito velho para o papel, e decidiu escalar Kurt Russell em seu lugar. Bronson
dirigiu dois filmes para a ITC Entertainment, Love and Bullets (1979) e Borderline
(1980). Ele se reuniu com Thompson em Caboblanco (1980). Em 1981,
Bronson coestrelou com Lee Marvin o filme de aventura de Peter Hunt, Death
Hunt. Trata-se de um relato etnográfico ficcional da perseguição da Polícia
Montada Real Canadense (RCMP) a um homem chamado Albert Johnson, interpretado
por Bronson. Na crítica de Vincent Canby para o The New York Times, ele
reconheceu que dois veteranos estavam em ação. “O Sr. Bronson e o Sr. Marvin
são tão experientes nesse tipo de filme que cada um consegue criar um
personagem com facilidade, do nada”. O filme arrecadou US$ 5.000.000 nas
bilheterias americanas. Entre 1976 e 1994, Bronson recebeu altos salários para
estrelar inúmeros filmes realizados por produtoras menores, principalmente a
Cannon Films, para quem alguns de seus últimos filmes foram feitos.
Bronson recebeu US$ 1,5 milhão (equivalente a US$ 5.004.310 em 2025) da Cannon para estrelar Desejo de Matar II (1982), dirigido por Michael Winner. Na história social, o arquiteto Paul Kersey (Bronson) se muda para Los Angeles com sua filha. Depois que ela é assassinada por vários membros de gangue, Kersey se torna novamente um vigilante. A Cannon Films prontamente contratou Bronson para 10 to Midnight (1983), no qual ele interpretou um policial perseguindo um assassino em série. O filme marca a quarta colaboração entre Bronson e o diretor J. Lee Thompson. A ITC Entertainment contratou Thompson e Bronson para o filme The Evil That Men Do (1984). A Cannon Films reuniu Bronson e Winner para o filme Death Wish 3 (1985). Em Murphy`s Law (1986), dirigido por Thompson, Bronson interpreta Jack Murphy, um detetive cínico e antissocial da polícia de Los Angeles que recorre ao álcool para anestesiar a dor da dura realidade. Em 1986, ele estrelou em Act of Vengeance, de John Mackenzie. Baseado em uma história real, ele interpreta o líder sindical Joseph Yablonski, que se opõe a WA Boyle (Wilford Brimley). Para o filme para televisão da HBO, Bronson atuou em um papel atípico e disse: “É uma mudança completa para mim, não estou usando bigode e não estou carregando uma arma. Não pratico nenhuma violência neste filme”. Ele explicou que, como não atuava para a televisão há muito tempo, teve que pensar bastante antes de aceitar, o que fez em parte devido à sua experiência na mineração. Por causa de seu compromisso com este projeto, Bronson desistiu de um papel principal em The Delta Force (1986). Greg Burliuk, do Kingston Whig-Standard, e Robert DiMatteo, do The Advocate-Messenger, elogiaram a atuação atípica de Bronson.
Mais típicos deste
período foram quatro filmes de ação da Cannon: Assassination (1987),
dirigido por Peter R. Hunt, e três com Thompson: Death Wish 4: The Crackdown
(1987), Messenger of Death (1989), e Kinjite: Forbidden Subjects
(1989). Bronson recusou o papel de Curly Washburn em City Slickers
(1991). Em 1991, Bronson atuou em The Indian Runner, dirigido por Sean
Penn. Estrelado por David Morse e Viggo Mortensen, o filme foi geralmente bem
recebido. Roger Ebert, do Chicago Sun-Times, disse que a atuação de
Bronson “é uma atuação de poder silencioso e seguro. Depois de sua recente
sequência de filmes de vingança sem cérebro, eu me perguntava se Bronson
havia desistido de atuar e estava apenas cumprindo tabela. Aqui ele está tão
bom que é impossível pensar em outro ator que se preferiria em seu lugar”. Em
1991, Bronson atuou no filme para TV da ABC, Yes, Virginia, There Is a Santa
Claus, dirigido por Charles Jarrott. Trata-se de um relato etnográfico ficcional
de como surgiu o editorial de mesmo nome, amplamente republicado e escrito em
1897. No drama natalino, Bronson interpreta Francis Pharcellus Church, um
repórter encarregado de responder a uma carta de uma jovem cuja família está
desesperada diante de um Natal sombrio. Linda Renaud, do The Hollywood
Reporter, escreveu que Bronson, “em um papel totalmente atípico, é
completamente convincente como o jornalista angustiado”. Em 1993, Bronson foi
escalado para contracenar com Dana Delany no filme para televisão da CBS, Donato
and Daughter, dirigido por Rod Holcomb. Nele, Bronson interpreta o pai de
Delany, e ambos são policiais designados para investigar um assassino em série.
Na crítica de Kay Gardella publicada no The Gazette, ela afirma: “Delany
e Bronson funcionam bem juntos.
Bronson mostra um lado
mais afetuoso e carinhoso do que sua imagem habitual de durão permite. E
Delany, tão atraente como sempre, é precisa e eficiente como policial”. Ainda
nesse mesmo ano, ele atuou novamente de forma atípica, interpretando o
antagonista no filme para televisão de Michael Anderson, The Sea Wolf,
uma adaptação do romance homônimo, com Christopher Reeve no papel principal.
Sobre interpretar o vilão principal, Bronson tinha reservas e disse: “Eu estava
um pouco preocupado com todo o diálogo. Normalmente não falo tanto em filmes. E
este é um cara mau. Um cara muito mau”. Ray Loynd, do Los Angeles Times,
escreveu que “Bronson interpretando o que provavelmente é o seu primeiro papel
de durão parece estar em casa”. O último papel principal de Bronson em um filme
lançado nos cinemas foi em 1994, em Desejo de Matar V: A Face da Morte. E
recebeu críticas desfavoráveis, muitos achando que era tedioso, muito sangrento
e que Bronson estava entediado de interpretar aquele papel novamente. De 1995 a
1999, Bronson atuou em uma trilogia de filmes para TV como o Comissário Paul
Fein, o patriarca de uma família de policiais. Eles foram,
respectivamente, Family of Cops (1995), Breach of Faith: A Family of
Cops 2 (1997), e Family of Cops 3 (1999). A saúde de Bronson deteriorou-se
nos seus últimos anos e ele aposentou-se da atuação após ser submetido a uma
cirurgia de substituição do quadril em agosto de 1998. Bronson morreu aos 81
anos em 30 de agosto de 2003, no Cedars-Sinai Medical Center em Los Angeles. As
cinzas da segunda esposa, Jill Ireland, foram colocadas em uma bengala, que ele
havia enterrado com ele no Cemitério de Brownsville em West Windsor.
Embora pneumonia e doença de Alzheimer tenham sido citadas como causa de sua morte, nenhuma consta em sua certidão de óbito, que cita “insuficiência respiratória”, “câncer de pulmão metastático”, com, secundariamente, “doença pulmonar obstrutiva crônica” e “cardiomiopatia congestiva” como causas de morte. Na época de sua morte, o crítico de cinema Stephen Hunter disse que Bronson “exalava força vital masculina, uma dureza estoica, capacidade, força” e “sempre projetava o carisma da ambiguidade: era ele um homem bonito e feio ou um homem bonito e feio? Você nunca tinha certeza, então era obrigatório estudá-lo mais a fundo”. Hunter disse: “ele nunca se tornou um grande ator, mas sabia exatamente como dominar uma cena silenciosamente”. Bronson “era o homem com o nome terminando em vogal (...) que nunca abandonou o cargo, nunca reclamou, nunca desistiu, nunca se escondeu. Ele fervia, ficava de mau humor, se enchia de ressentimentos de classe, mas perseverava, fazia o trabalho e não esperava agradecimentos. Sua nobreza era ainda mais palpável por nunca precisar ser expressa em palavras”. Bronson disse ao crítico Roger Ebert em 1974 que “sou apenas um produto como um sabonete, para ser vendido da melhor maneira possível”.
Ele disse que nos
filmes de ação que produzia na época, não havia muito tempo para atuação. Ele
disse: “Eu forneço uma presença. Nunca há longas cenas de diálogo para
estabelecer um personagem. Ele tem que estar completamente estabelecido no
início do filme e pronto para trabalhar”. O diretor Michael Winner disse que
Bronson não precisava “entrar em detalhes sobre o que faz ou como faz”, porque
ele tinha uma “qualidade à qual a câmera cinematográfica parece responder. Ele
tem uma grande força na tela, mesmo quando está parado ou em um papel
completamente passivo. Há uma profundidade, um mistério – há sempre a sensação
de que algo vai acontecer”. Ipso facto, biologia teórica se concentra
mais do que nunca no desenvolvimento programático de princípios teóricos
para a biologia. Enquanto a biologia matemática se concentra no uso de técnicas
matemáticas para estudar sistemas biológicos embora ambos sejam muitas vezes
trocados. A biologia matemática visa a representação matemática e modelagem de
processos biológicos, utilizando técnicas e procedimentos metodológicos da
matemática aplicada. Pode ser útil tanto em pesquisas teóricas e práticas. Descrever
sistemas de maneira quantitativa significa que seu comportamento pode
ser melhor simulado e, podem ser previstas propriedades que podem não ser
evidentes para o experimentador. Uma matéria sempre apresenta a tendência de
manter o seu estado, seja de repouso, seja de movimento, a não ser que uma
força externa decisiva o influencie.
A massa é uma grandeza abstrata na
interpretação da física teórica que indica a medida da inércia, ou da
resistência, neste aspecto de “mobilidade” de um corpo de ter seu movimento
acelerado. De uma forma geral, podemos associar a massa à quantidade de
partículas existentes na matéria. Antropologicamente a humanidade sempre
atravessa estágios em que: a) opressão da individualidade é o ponto de passagem
obrigatório de seu livre desabrochar superior, em que a pura exterioridade das
condições de vida se torna a escola da interioridade, b) em que a
violência simbólica da modelagem produz uma acumulação de energia, destinada,
em seguida, a gerar toda a especificidade pessoal. Do alto desse ideal abstrato
é que, c) a individualidade plenamente desenvolvida, tais períodos parecerão, é
claro, grosseiros e indignos. Mas, para dizer a verdade, além de semear os
germes positivos do progresso humano vindouro, já é em si uma manifestação do
espírito exercendo uma dominação organizadora sobre a matéria-prima das
impressões flutuantes, uma aplicação das personalidades especificamente
humanas, procurando-as fixar suas normas de vida - do modo mais brutal,
exterior ou, estúpido que seja -, em vez de recebê-las das simples forças da
natureza física externa ao homem. A horda, uma estrutura social e militar
encontrada na estepe eurasiática “não protege mais a moça e rompe suas relações
com ela, porque nenhuma contrapartida foi obtida por sua pessoa”. Os indivíduos vivem em relações de cooperação,
mas também de oposição, portanto, os conflitos são parte mesma da
constituição da sociedade (cf. Giddens, 2009).
É neste sentido que formam momentos de crise, entre dois momentos de harmonia, vistos numa função positiva de superação das divergências. Fundamenta uma episteme em torno da ideia de movimento, de ação da relação, da pluralidade, da inexorabilidade própria do conhecimento, de seu caráter construtivista, cuja dimensão central realça per se o fugidio, o fragmento e o imprevisto. Por isso, é que seu panteísmo estético, ancorado sob forma paradoxais de interpretação real, como episteme, no qual se entende que cada ponto, cada fragmento superficial e, fugaz é passível de significado estético absoluto, de compreender o sentido total, analisando os traços significativos, do fragmento à totalidade na ciência. O significado sociológico do “conflito”, desde Georg Simmel, em princípio, nunca foi contestado. É admitido por causar ou modificar grupos de interesse, unificações, organizações. Os fatores de dissociação entre pessoas e grupos, como ódio, inveja, necessidade, desejo, são as causas sociais e psíquicas da condenação, que irrompe em função deles. O conflito é destinado a resolver dualismos divergentes, de obter um tipo de unidade social, que seja através da aniquilação de uma das partes em litígio. Uma forma de atividade generalizada que tomou lugar na vida social não pode, evidentemente, permanecer tão desregulamentada, em seu desempenho e atividade, sem que disso resulte os impactos sociais sobre a divisão do trabalho social e as mais profundas perturbações. Mas sofrer no trabalho nunca é demais insistir, não é uma fatalidade. É, em particular, como decorre e testemunhamos, uma fonte de desmoralização geral real.
Pois, precisamente
porque as funções econômicas absorvem o maior número de cidadãos, para o pleno
desenvolvimento da vida social, há uma “multidão de indivíduos”, como dizia
Freud, cuja vida transcorre quase toda no meio industrial e comercial; a
decorrência disso é que, como tal meio é pouco marcado pela moralidade, a maior
parte da existência transcorre fora de toda e qualquer ação moral. A tese
funcionalista na pena de Durkheim, como uma espécie de antídoto da civilização,
e que o sentimento do dever cumprido se fixe fortemente em nós, é preciso que
as próprias circunstâncias em que vivemos permanentemente desperto. A atividade
de uma profissão só pode ser regulamentada eficazmente por “um grupo próximo o
bastante dessa mesma profissão para conhecer bem seu funcionamento, para sentir
todas as suas necessidades e poder seguir todas as variações destas”. O único
grupo que corresponde a essas condições é o formado por todos os agentes
de uma mesma condição reunidos num mesmo corpo. E que a sociologia durkheimiana
conceitua de corporação ou grupo profissional. É na ordem econômica que o grupo
profissional existe tanto quanto a moral profissional. Desde que, não sem
razão, com a supressão das antigas corporações, não se fizeram mais do que
tentativas fragmentárias e incompletas para reconstituí-las em novas bases
sociais. Os únicos agrupamentos dotados de permanência são os que se chamam
sindicatos, seja de patrões, seja de operários. Historicamente, temos aí in
statu nascendi o começo e o princípio ético de uma organização profissional,
mas ainda de forma rudimentar.
Isto porque, em
primeiro lugar, um sindicato é uma associação privada, sem autoridade legal,
desprovida, por conseguinte, de qualquer poder regulamentador. O número deles é
teoricamente ilimitado, mesmo no interior de uma categoria industrial; e, como
cada um é independente dos outros, se não se constituem em federação e se
unificam, não há neles nada que exprima a unidade da profissão em seu conjunto
de práticas e saberes sociais. Não só os sindicatos de patrões e de empregados
são distintos uns dos outros, o que é legítimo e necessário, como não há entre
eles contatos regulares. Não existe organização comum que os aproxime sem
fazê-los perder sua individualidade e na qual possam elaborar em comum uma
regulamentação que, estabelecendo suas relações mútuas, imponha-se a ambas as
partes com a mesma autoridade; por conseguinte, é sempre a “lei dos mais forte”
que resolve os conflitos sociais, e o estado de guerra subiste inteiro.
Salvo no caso de seus atos pertencentes à esfera moral comum estão na mesma
situação. A tese sociológica é a seguinte: para que uma moral e um direito
profissionais possam se estabelecer nas diferentes profissões, é necessário,
pois, que a corporação, em vez de permanecer um agregado confuso e sem unidade,
se torne, ou antes, volte a ser, um grupo definido, organizado, uma instituição
pública.
A primeira observação
familiar, durkheimianamente falando, é que a corporação tem contra si seu próprio passado
histórico. De fato, ela é tida como intimamente solidária do antigo regime
político e, por conseguinte, como incapaz de sobreviver a ele. Na história da
filosofia, o que permite considerar as corporações uma organização temporária,
boa apenas para uma época e uma civilização determinada, é, ao mesmo tempo, sua
grande antiguidade e a maneira como se desenvolveram na história. Em geral,
elas aparecem desde que as profissões existem, isto é, desde que a atividade
deixa de ser agrícola. Se não parecem ter sido conhecidas na Grécia, até o
tempo da conquista romana, é porque os ofícios sendo desprezados, eram
exercidos exclusivamente por estrangeiros e, por isso mesmo, achavam-se
excluídos da organização legal da cidade. Mas em Roma, comparativamente, elas
datam pelo menos dos primeiros tempos da República; isto é, uma tradição
chegava até mesmo a atribuir sua criação ao rei Numa, um sabino escolhido como
segundo rei de Roma. Sábio, pacífico e religioso, dedicou-se a elaboração das
primeiras leis de Roma, como dos primeiros ofícios religiosos da cidade e do
primeiro calendário. É verdade que, por tempo social, elas tiveram de levar
existência bastante humilde, pois os historiadores e os monumentos só raramente
as mencionam; não sabemos muito bem como eram organizadas. Desempenhavam
funções oficiais; cada profissão era vista como um serviço público, cujo
encargo e cuja responsabilidade ante o Estado cabiam à corporação
correspondente. Foi a ruína da instituição. Porque, segundo Durkheim, essa
dependência em relação ao Estado não tardou a degenerar numa servidão
intolerável que os imperadores só puderam manter pela coerção.
Bibliografia Geral Consultada.
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