“O tempo não se ocupa em realizar as nossas esperanças: faz o seu trabalho e voa”. Eurípedes
A organização técnica e tática no futebol é um conceito anterior à consolidação do próprio esporte. Em 1529, por exemplo, dois grupos de 27 jogadores escolheram o futebol para resolver um problema entre eles. O duelo ocorreu na Piazza Santa Croce, em Florença, e houve o primeiro registro de organização tática. Numa época em que todos os atletas eram defensores e atacantes ao mesmo tempo, as equipes começaram a dividir suas funções para ocupar melhor os espaços no campo e melhorar a marcação ao adversário. Durante quase um século, prevaleceu a organização com 15 jogadores no ataque, uma linha de cinco homens no meio e sete na defesa. Essa formação mudou para um 3-4-5-5 quando o número de atletas por equipe foi reduzido para 17, por volta do século XVII. A formação do futebol com 11 atletas em cada equipe se deu no fim do século XIX, e pela primeira vez em 1863, quando foram definidas as primeiras regras da modalidade. A existência de uma série de impedimentos legais criou mais exigências para as equipes, dando origem aos sistemas táticos para reduzir o número de erros. A evolução tática do futebol está ligada ao confronto entre defensores e atacantes, assim como a busca por espaços não utilizados no gramado.
Como as equipes procuram persuadir através de jogadas e dribles para vencer seus adversários de uma forma mais fácil, este aspecto fenomenológico deu origem a uma necessidade de organização e controle. A tática é a arte do fraco. Clausewitz, militar do Reino da Prússia que ocupou o posto de general é considerado um grande estrategista militar e teórico da guerra por sua obra “Da Guerra” (“Vom Kriege”). Foi diretor da Escola Militar de Berlim nos treze anos de vida em que escreveu a obra, publicada postumamente. Nela ficou conhecida a tese materialista em que ele define a associação entre guerra e política: - “A guerra é a continuação da política por outros meios”. Especificamente, Clausewitz considerava fundamental que a guerra estivesse sempre submetida à política. Isso porque nenhuma guerra pode ser vencida sem a compreensão precisa dos objetivos e da disponibilidade de meios¸ em primeiro lugar, ou sem o cálculo racional das capacidades e das oportunidades, assim como o estabelecimento dos limites éticos ao uso da força - sempre submetida aos objetivos políticos estabelecidos. Suas lições de tática e estratégia vão, porém, além dos exercícios militares propriamente ditos, para se constituírem, inclusive, numa profunda reflexão sobre a filosofia da guerra e da paz.
A estratégia pode ser compreendida como a elaboração técnica do planejamento. A tática faz parte convencimento da estratégia definida, ou seja, fazer as ações corretas para atingir a estratégia escolhida. Produtores desconhecidos, poetas de seus negócios, inventores de trilhas nas selvas da racionalidade funcionalista, produzem algo que se assemelha às trajetórias indeterminadas, aparentemente desprovidas de sentido porque não são coerentes com o espaço constituído, escrito, ou que se movimentam. São frases imprevisíveis num lugar ordenado pelas técnicas organizadoras dos sistemas. Não queremos perder de vista que estratégias se referem ao cálculo ou a manipulação das relações de forças que se torna possível a partir do momento em que um sujeito de querer e poder, por exemplo, uma empresa, um exército, uma cidade, uma instituição científica) pode ser isolado. A estratégia postula um lugar suscetível de ser circunscrito como algo próprio e ser a base de onde se podem gerir as relações técnicas, políticas ou meramente sociais, com uma exterioridade de alvos concretos ou ameaças. Gesto cartesiano, quem sabe: circunscrever um próprio num mundo global enfeitiçado pelos poderes invisíveis do outro. Mas que também pode ser interpretado sociologicamente como gesto da modernidade científica, política ou militar. É preciso recorrer a outro modelo quando interpretamos as imagens, tentando nos convencer a tomar decisões ou mesmo mudando nossa forma de sentir, pensar e agir.
Clausewitz compara ainda a astúcia à palavra espirituosa: - “Assim como a palavra espirituosa é uma espécie de prestidigitação em face das ideias e das concepções, a astúcia é uma prestidigitação relativa a atos”. Isto porque o modo pelo qual a tática, verdadeira prestidigitação, se introduz por surpresa numa ordem. A arte de “dar um golpe” é o senso de ocasião. Mediante procedimentos que psicanaliticamente Sigmund Freud precisa a respeito do chiste, combina elementos audaciosamente reunidos para insinuar o insight de uma coisa na linguagem de um lugar para atingir o destinatário. Raios, relâmpagos, fendas e achados no reticulado de um sistema, as maneiras de fazer são os equivalentes práticos dos chistes. Contudo, sem lugar próprio, sem visão globalizante, cega e perspicaz, como se fica no corpo a corpo sem distância, comandada pelos acasos do tempo, a tática é determinada pela ausência de poder, assim como a estratégia é organizada pelo postulado de um poder. Deste ponto de vista, sua dialética poderá ser iluminada pela arte da sofística, de fortificar ao máximo a posição do mais fraco. Mas destaca a relação de forças que está no princípio de uma criatividade tão tenaz como sutil, incansável, mobilizada à espera da ocasião.
As estratégias são, portanto, ações
que, graças ao postulado de um lugar de poder, elaboram lugares teóricos
(sistemas e discursos totalizantes), capazes de articular um conjunto de
lugares físicos onde as forças se distribuem. Elas combinam esses três tipos de
lugar e visam dominá-los uns pelos outros. Privilegiam, portanto, as relações
espaciais. Ao menos procuram elas reduzir a esse tipo as relações temporais
pela atribuição analítica de um lugar próprio a cada elemento particular e pela
organização combinatória dos movimentos específicos a unidades ou a conjuntos
de unidades. O modelo para isso foi antes o militar que o científico. As
táticas são procedimentos que valem pela pertinência que dão ao tempo – às
circunstâncias que o instante preciso de uma intervenção transforma em situação
favorável, à rapidez de movimentos que mudam a organização do espaço, ás
relações entre momentos sucessivos de um golpe, como na política, aos
cruzamentos possíveis de durações e ritmos heterogêneos. As estratégias apontam
para a resistência que o estabelecimento de um lugar oferece ao gasto do tempo;
as táticas apontam para uma hábil utilização do tempo, das ocasiões de um
poder. Os métodos praticados pela arte da guerra cotidiana jamais se apresentam de forma nítida, nem por isso menos certo
que apostas feitas no lugar ou no tempo distinguem as maneiras “estruturantes”
de sentir, pensar e agir.
A América Latina está localizada na totalidade no hemisfério ocidental, cujas linhas imaginárias que atravessam são: o Trópico de Câncer, pelo qual é cortado o centro do México; o Equador, linha imaginária passada no Brasil, Colômbia, Equador e pelo qual perpassa o Norte do Peru e o Trópico de Capricórnio, pelo qual são atravessados o Brasil, o Paraguai, a Argentina e o Chile. A América Latina é um complexo cultural das Américas a qual é distribuída irregularmente pelos hemisférios Norte e Sul, porque a maioria de suas terras é estendida ao Sul da Linha do Equador. Na América Latina são comportadas diversas culturas, porque estão misturados línguas, etnias e costumes. Há predomínio do espanhol como língua dos países da América Latina, com a invasão e conquista das ilhas do Caribe em 1492, se estendeu rapidamente através da América com os colonos procedentes principalmente de Andaluzia e Extremadura, mas também de outras partes da Espanha, que se estabeleceram ali nos séculos XVI e XVII constituindo-se ao redor de 200.000 pessoas nesses primeiros séculos de colonização. É falado por mais de 370 milhões de latino-americanos, mas, em sua especificidade linguística, o português, francês e, em certas regiões ao Norte do continente, inglês e neerlandês. Há também muitas e várias nações de línguas nativas, merecendo destaque o quíchua, legado dos Incas e idioma que se fala no Peru, Equador, Bolívia e Argentina. Línguas românicas oficiais na América Latina: português em laranja; espanhol em verde e francês em azul. A etnia dos habitantes da América tem grande variação de país a país.
Apesar da intensidade
de mestiços, existem algumas nações em que a maior parte dos habitantes é
branca como a Argentina e Uruguai, outras, ungidas no âmbito do processo
civilizatório, estudado por Darcy Ribeiro onde quase todos os habitantes são de
origem negra, como ocorre no Haiti, República Dominicana, Granada, Bahamas e
Barbados e outras, onde está fortemente presente na origem continental o índio:
Peru, Bolívia, México, Equador e Paraguai. Existem países mestiços de verdade:
Colômbia e Venezuela e demais como o Brasil, no qual são existentes regiões de
população com pequeno predomínio população e de cultura de brancos e demais
onde é apresentada maior parte de negros, mestiços, mulatos ou índios. Tawantinsuyu
foi um Estado criado pela civilização Inca, resultado de uma sucessão de
civilizações andinas e que se tornou o maior império da América pré-colombiana.
A administração política e o centro de forças armadas do império ficavam
localizados em Cusco, em quíchua, “Umbigo do Mundo”, no atual Peru. O império
surgiu nas terras altas peruanas em algum momento do século XIII. De 1438 até
1533, os incas utilizaram métodos da conquista militar à assimilação, para
incorporar uma grande porção do Oeste da América do Sul, centrado na
Cordilheira dos Andes, incluindo grande parte do atual Equador e Peru, Sul e Oeste
da Bolívia, Noroeste da Argentina, Norte do Chile e Sul da Colômbia. O nome quíchua
do império Tawantinsuyu, pode ser traduzido como as quatro regiões ou
“as quatro regiões unidas”.
Antes da reforma
ortográfica era escrita em espanhol como Tahuantinsuyo. “Tawantin” é um grupo
de quatro partes – “tawa” significa “quatro”, com o sufixo -ntin que
nomeia um grupo; “Suyu” significa região ou província. O império foi dividido
em quatro “Suyus”, cujos cantos faziam fronteira com a capital, Cusco (Qosqo).
Darcy Ribeiro considera esse padrão de organização social, que denomina de
“império teocrático do regadio”, semelhante aos formados há mais ou menos dois
mil anos na região Mesopotâmia ou às civilizações que se desenvolveram na Índia
e China mil anos depois e às civilizações Maias e Astecas na Mesoamérica. Esse
tipo de formação imperial caracteriza-se pela tecnologia de irrigação
(regadio), desenvolvendo sistemas de engenharia hidráulica, agricultura
irrigada com exceção talvez dos Maias que apenas possuíam o domínio do
transporte das águas, metalurgia do cobre e bronze, técnicas de construção,
notação numérica (“quipos”), escrita ideográfica, no caso dos Astecas e
técnicas de comunicação. Devido ao seu governo centralizado, a organização
social do império Inca é frequentemente comparada àquela por governos
socialistas.
A Sierra Maestra é uma
cordilheira que se estende para o oeste em todo o sul da antiga província de
Oriente, na atual Província de Guantánamo para Niquero, no sudeste de Cuba,
levantando-se abruptamente a partir da costa. Sierra Maestra é a mais elevada cadeia
de montanhas de Cuba; sendo rica em minerais, especialmente cobre, manganês,
cromo e ferro. Nos 6. 650 pés (1.999 m), o Pico Turquino é o ponto mais alto da
cadeia. Essa cadeia de montanhas foi centro de operações e acampamentos dos
rebeldes em três guerras de Independência contra a Espanha no século XIX e a
guerra revolucionária contra o ditador Fulgencio Batista. Os rebeldes
lentamente se fortalecem, aumentando seu armamento e angariando apoio e o
recrutamento de inúmeros camponeses, intelectuais e trabalhadores urbanos. Che
Guevara toma a responsabilidade de médico revolucionário, mas, em pouco tempo,
foi se tornando naturalmente líder e seguido pelos rebeldes. Após a vitória da
guerrilha em 1959, Batista exila-se em São Domingos e instaura-se um novo
regime em Cuba, de orientação socialista. Mas teria sido a hostilidade dos
norte-americanos que levou Fidel Castro ao seu alinhamento estratégico com a
União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Após a vitória dos
revolucionários, em 1959 e a implantação do socialismo em Cuba, Che Guevara
tornou-se membro ativo do governo cubano de Fidel Castro, exercendo as funções
de embaixador, presidente do Banco Nacional e Ministro da Indústria.
Em 1961, visitou o Brasil e foi condecorado, pelo presidente populista Jânio Quadros, com a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul.Che Guevara acreditava que a revolução contra o imperialismo norte-americano, deveria ser levada para outros países. Lutou na República do Congo (África) e depois na Bolívia, onde estabeleceu a base guerrilheira. Pretendia unificar os países da América Latina sob a bandeira do socialismo e invadir a Argentina. O território boliviano é habitado há mais de 12.000 anos. Foram formadas várias culturas nos Andes, destacando-se, especialmente, a cultura Tiwanaku e os reinos Aymaras posteriores à expansão Wari. Estes reinos foram, por sua vez, anexados ao império Inca no século XIII. A cultura Tiwanaku se desenvolveu em torno do centro cerimonial homônimo próximo ao lago Titicaca. A sua fundação ocorreu antes do ano 300. O inca estabeleceu um império antes da colonização dos espanhóis. Durante esse século, a Bolívia esteve habitada por vários grupos de língua aimará, dentre estes, os Collas, Pacajes, Lupacas, Omasuyos, destacando-se os Collas, que dominaram um vasto território e que lutaram com os membros falantes de língua quíchuas de Cuzco pelo controle da região.
Os Collas foram derrotados pelo inca Pachacuti, que se apoderou de quase todo o planalto boliviano. A Bolívia constituiu, durante quase um século, uma das quatro grandes divisões do Tahuantinsuyu sob o nome de Collasuyo. Estas civilizações deixaram monumentos arquitetônicos e as línguas aimará e quíchua difundidas no país. A Bolívia é uma República democrática, dividida em nove departamentos. Geograficamente, possui duas regiões distintas, o altiplano a oeste e as planícies do leste, cuja parte norte pertence à bacia Amazônica e a parte sul à Bacia do Rio da Prata, da qual faz parte o Chaco boliviano. É um país com um Índice de Desenvolvimento Humano médio e uma taxa de pobreza que atinge 60% da população. Dentre suas principais atividades econômicas, destacam-se a agricultura, silvicultura, pesca, mineração, e bens de produção como tecidos, vestimentas, metais refinados e petróleo refinado. A Bolívia é rica em minerais, especialmente em estanho. A população boliviana, estimada em 10 milhões de habitantes, é multiétnica, possuindo ameríndios, mestiços, europeus, asiáticos e africanos. A principal língua falada é o espanhol, embora o aimará e o quíchua também sejam muito comuns. Além delas, outras 34 línguas indígenas são oficiais. O grande número de diferentes culturas na Bolívia contribuiu para uma grande diversidade social em áreas como a arte, culinária, literatura e música. Provavelmente ainda com pouco conhecimento do território e sem apoio total dos camponeses e do partido comunista boliviano, sua luta tornou-se difícil. O Partido Comunista da Bolívia (PCB) é um partido político na Bolívia.
Foi fundado em 1950 por
Raúl Ruiz González e outros ex-membros do Partido da Esquerda Revolucionária
(PIR). Mas só conseguiu realizar seu primeiro congresso nacional em 1959. Logo
após sua fundação foi declarado ilegal pelo governo de Mamerto Urriolagoitia,
mesmo assim conseguiu penetrar no movimento operário e foi incluído na
liderança da Central Obrera Boliviana (COB) e da Federação Sindical dos
Trabalhadores Mineiros da Bolívia (FSTMB) durante os anos 1960. No entanto,
manteve-se como força minoritária na maioria dos sindicatos. A ruptura
sino-soviética enfraqueceu a influência do Partido Comunista da Bolívia (PCB),
em 1964, Ruiz González e militantes se separaram para formar o Partido
Comunista da Bolívia de orientação político-ideológica de influência e formação
marxista-leninista. Em 1966, o revolucionário argentino Che Guevara planejou
iniciar uma importante guerra de guerrilha contra René Barrientos, o ditador
militar comandante da Bolívia. O Partido Comunista prometeu o seu apoio, mas
não participou na campanha de Ernesto Che Guevara. Que formou uma organização
separada, o Exército de Libertação Nacional para a Guerrilha de Ñancahuaz. A
Guerrilha de Ñancahuazú, também reconhecida como Ejército de Liberación
Nacional de Bolívia (ELN) é o nome frequentemente dado na esfera das
relações políticas para se referir ao grupo guerrilheiro formado principalmente
de bolivianos e guerrilheiros cubanos liderados por Ernesto Che Guevara na
Bolívia entre 1966 e 1967. A guerrilha tinha a intenção de funcionar como um
foco, um ponto de resistência armada para ser usada como ponto de partida para
derrubar o governo boliviano e iniciar uma revolução marxista.
A guerrilha derrotou
várias patrulhas bolivianas antes de ter sido aniquilada e Che Guevara
executado. Apenas cinco guerrilheiros conseguiram sobreviver e fugir para o
Chile. Em 1965, foi revelado que Che estava no Congo, onde liderou
guerrilheiros que tentaram derrubar o ditador Joseph Mobutu (1930-1997). Com o
fracasso da empreitada, ele voltou para Cuba na clandestinidade e arquitetou o
plano de criar um foco de guerrilha na Bolívia, onde entrou disfarçado em 1966.
O país vivia a ditadura do general René Barrientos, apoiado pelo imperialismo
norte-americano. Os Estados Unidos da América forneceram ao Exército boliviano
armas e treinamento para ações de contraguerrilha. Um destacamento de 02 (dois)
mil homens atacou o grupo de Che Guevara, que foi ferido por um tiro e
capturado. No dia 9 de outubro de 1967, após interrogatório, Guevara, aos 39
anos, foi morto com uma rajada de fuzil pelo tenente Mario Terán. Após sua
morte, o uso de truculência e vingança ocorreu quando as mãos de Che Guevara
foram esquartejadas e enviadas pelo Exército boliviano à Central Intelligence
Agency (CIA) para que sua identidade pudesse ser confirmada com a análise das
impressões digitais.
Jean-Marie Faustin
Goedefroid Havelange, reconhecido no mundo esportivo global, como João
Havelange, nasceu no Rio de Janeiro em 8 de maio de 1916, vindo a falecer na
mesma cidade em16 de agosto de 2016. Filho do belga Faustin Havelange, um
comerciante de armas radicado no Rio de Janeiro, onde possuía uma grande
propriedade que se estendia pelos atuais bairros de Laranjeiras, Cosme Velho,
na zona sul e Santa Teresa, no centro do Rio de Janeiro, desde a infância se
dedicou aos esportes. Foi atleta olímpico, advogado, empresário, e dirigente
esportivo brasileiro. No Fluminense Futebol Clube, foi escoteiro e atleta,
infantil, juvenil e adultos, destacando-se em vários esportes, inclusive no
futebol, tendo sido em 1931 campeão carioca juvenil. Ainda nesta década
graduou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal
Fluminense (UFF) com a bela edificação na praia de Icaraí, e competiu como
nadador nas Olimpíadas de Berlim, em 1936. Como atleta, participou das
Olimpíadas de 1936, nas provas de natação dos 400 metros e 1500 metros livre.
Também esteve na edição de 1952, com o time de polo aquático. Foi presidente da
Federação Internacional de Futebol (FIFA) de 1974 até 1998, tendo organizando
seis Copas do Mundo. Foi o segundo presidente com maior tempo no cargo, depois
de Jules Rimet, que a presidiu durante 33 anos (1921-1954).
Posteriormente, foi
dirigente de esporte, inicialmente na Federação Paulista de Natação, já que
residia em São Paulo em 1948. Quando retorna ao Rio de Janeiro em 1952,
torna-se presidente da Federação Metropolitana de Natação e vice-presidente da
Confederação Brasileira de Desportos. Na década de 1930, mutatis mutandis,
John Maynard Keynes (1883-1946) iniciou uma transformação radical no pensamento
econômico, opondo-se às ideias neoclássicas que defendiam que os mercados
livres ofereceriam automaticamente empregos aos trabalhadores contanto que eles
fossem flexíveis na sua procura salarial. Após a eclosão da 2ª Guerra Mundial
(1939-1945), as ideias econômicas de Keynes foram adotadas ideologicamente
pelas principais potências econômicas do Ocidente. Durante as décadas de
1950-60, a popularidade das ideias keynesianas refletiu-se positivamente na
influência de seus conceitos sobre as políticas públicas de grande número de
governos ocidentais. A influência de Keynes na política econômica, declinou na
década de 1970, com resultados de problemas que começaram a afligir as
economias norte-americana e britânica como a Crise do Petróleo de 1973.
E também devido às críticas de Milton Friedman
(1912-2006) e outros economistas liberais em relação à capacidade do Estado de
regular o ciclo econômico com políticas fiscais. Entretanto, o advento da crise
econômica global do final da década de 2000 causou uma releitura do pensamento
keynesiano. A economia keynesiana forneceu a base teórica para os planos
dos presidentes norte-americanos Franklin Roosevelt (1882-1945) e Barack Obama,
do primeiro-ministro britânico Gordon Brown e de líderes mundiais para evitar a
ocorrência de uma grande recessão nos moldes da crise de 1929. Em 1999 revista Time
nomeou Keynes como uma das 100 pessoas mais influentes do século XX, dizendo
que “sua ideia radical de que os governos devem gastar o dinheiro que não têm,
pode ter salvado a economia da localidade temporariamente”. Keynes defendeu uma
política económica de Estado intervencionista, através da qual os governos
usariam medidas fiscais e monetárias para mitigar os efeitos adversos dos
ciclos econômicos como recessão, depressão e booms. Além de economista era um funcionário público, um patrono das artes, um diretor do Banco da
Inglaterra, um conselheiro de instituições de caridade, um escritor, um
investidor privado, um colecionador de arte e um fazendeiro de imponente estatura,
com 1,98 metros de altura.
O impacto da teoria
geral do emprego, do juro e da moeda nos meios acadêmicos e na formulação
de políticas públicas excedeu o que normalmente seria esperado (cf. Keynes,
1992). A razão para seu extraordinário sucesso, frente a defesa de longo tempo
da “doutrina herdada” e à recepção geralmente negativa nos círculos não
acadêmicos no período de sua publicação, em 1936, é que “a obra tinha alguma
coisa para todos”. É curioso salientar que, apesar do peso que a política
fiscal assume nas interpretações feitas a partir de Keynes, na Teoria Geral,
mais especificamente numa edição brasileira de 1996, tal expressão é vista
apenas seis vezes, além de uma vez como nota de rodapé. As suas ideias e as dos
seus seguidores foram adotadas por vários governos ocidentais e também por
muitos governos do chamado “terceiro mundo”. Constituem a essência da política
econômica mantida nos Estados Escandinavos, cujas populações desfrutam dos
melhores padrões de vida do mundo. A sua influência começou a diminuir a partir
dos anos 1970 com a ascensão dos monetaristas, provocada pela crise do dólar
norte-americano de 1971, durante o governo Nixon, quando os Estados Unidos se
viram obrigados a interromper a conversibilidade do dólar em ouro, mas ressurge
depois de 1986 com a publicação do teorema de Greenwald-Stiglitz e o surgimento
dos economistas neokeynesianos.
Em 1998, em meio à
crise asiática, o economista Paul Krugman afirmava que “Keynes é ainda mais
importante hoje do que há 50 anos”. Mas ele como economista esteve envolvido em
assuntos públicos numa posição ou outra, particularmente em questões de
comércio e finanças. Este aspecto de sua carreira está em perfeita consonância
com a abordagem predominantemente pragmática; a economia como ciência pura
era-lhe muito menos interessante do que a economia a serviço de políticas. Com
efeito, a contribuição de Keynes à teoria e à prática de economia política tem
de ser vista em perspectiva, tendo como background os anos de guerra e
entreguerras, a fim de ser plenamente compreendida e apreciada. Estes anos
foram marcados pela interrupção das relações de comércio e do padrão-ouro
durante a 1ª grande guerra (1914-1918), seguindo-se primeiramente a inflação, a
instabilidade da taxa de câmbio e os desequilíbrios do balanço de pagamentos, e
mais tarde pela deflação e desemprego em massa em escala internacionalizada. O
exame teórico desses fenômenos catastróficos e, mais importante sob o
ponto de vista de Keynes, as soluções práticas para os problemas criados por
estes mesmos fenômenos estavam na ordem do dia. Com a irrupção da 2ª guerra mundial
(1939-1945), dedicou-se à interpretação das questões das finanças de guerra, o restabelecimento
do comércio internacional e de moedas estáveis.
Suas ideias sobre estes
assuntos foram divulgadas em um panfleto Como Pagar a Guerra, publicado
em 1940, e no Plano Keynes para o estabelecimento de uma autoridade
monetária internacional que ele propôs em 1943. A proposta que foi adotada em
1944 na Conferência de Bretton Woods, da qual participou como líder na
delegação britânica, refletia claramente a influência e, sobretudo, a
importância social de seu pensamento econômico. Conquistada a Jules Rimet, o
Brasil levou 24 anos para vencer outra Copa do Mundo. Nesse intervalo, o
futebol-arte deu um breve suspiro, mas fracassou diante da Itália, na
Copa da Espanha, em 1982. Sobre aquela seleção, e sua rápida, mas marcante
trajetória, que encantou o mundo global do futebol, há outro lúcido livro de
João Saldanha, O Trauma da Bola, com artigos publicados em seu tempo,
vários dos quais, se não o explicam, certamente ajudam a entender algumas das
razões da inesperada derrota. Em contrapartida, em termos editoriais, 1982 foi
repleto de simbolismo.
Tratava-se de iniciativa quase inédita entre
pesquisadores e professores para superar preconceitos, ainda não de todo
suprassumido sobre o tema no meio acadêmico. Com efeito, o ano marca, como
muitos analisaram, a entrada em campo de alguns dos precursores dos estudos
acadêmicos sobre o futebol. Talvez porque o país começasse a caminhar mais
decididamente para retomar o caminho da democracia, já que vivíamos a transição
conservadora do regime autoritário para uma ordem liberal conservadora. E, com
isso, os símbolos nacionais, como o hino, a bandeira e, no caso dos esportes, a
própria seleção, já chamada pelo escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues
(1912-1980), de “a pátria em chuteiras e calções”, voltassem a ser
“repatriados” pelo povo brasileiro. A seleção de Telê Santana parecia
contribuir adotando o estilo que marcara nosso futebol, ou seja, o
“futebol-arte”, ou, como descrevera Gilberto Freyre, o “futebol dionisíaco”. Telê
Santana da Silva foi um dos mais importantes treinadores e jogadores da
história do futebol brasileiro. Em 2019, figurou na 35ª posição da lista de 50
maiores treinadores de futebol de todos os tempos, publicada pela revista
francesa France Football, sendo o único brasileiro.
O Deportivo
Independiente Medellín, mais reconhecido como Independiente Medellín ou
DIM, é um clube de futebol colombiano com sede na cidade de Medellín, também reconhecida
como Medeline ou Medelim, é a segunda maior cidade da Colômbia e a capital do
departamento de Antioquia. Está localizada no Vale do Aburrá, uma região
central da Cordilheira dos Andes na América do Sul. Com sua área circundante
que inclui nove outras cidades, a área metropolitana de Medellín é a segunda
maior aglomeração urbana da Colômbia em termos de população e economia, com
mais de 3,7 milhões de habitantes. Em 1616, o espanhol Francisco Herrera
Campuzano ergueu uma pequena aldeia (“poblado”) conhecida como “São Lourenço de
Aburrá” (San Lorenzo de Aburrá), localizada na atual comuna de El Poblado.
No dia 2 de novembro de 1675, a rainha consorte Mariana da Áustria fundou a “Vila
de Nossa Senhora da Candelária de Medellín” na região de Aná, que hoje
corresponde ao centro da cidade) e foi a primeira a descrever a região como Medellín.
Em 1826, a cidade foi nomeada a capital do Departamento de Antioquia pelo
Congresso Nacional da nascente República da Grande Colômbia, composta pelas nações
ibero-americanas Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá.
Depois que a Colômbia
conquistou sua Independência da Espanha, Medellín tornou-se a capital do estado
federal de Antioquia até 1888, com a proclamação da Constituição colombiana de
1886. Durante o século XIX, Medellín era um centro comercial dinâmico, primeiro
exportando ouro e depois café. No início do século XXI, a cidade recuperou o
dinamismo industrial, com a construção do metrô de Medellín, liberalizou
políticas de desenvolvimento, melhorou a segurança e melhorou a
educação. Pesquisadores do Overseas Development Institute elogiaram a
cidade como pioneira de um “modelo de desenvolvimento local” pós-Consenso de
Washington. A cidade é promovida internacionalmente como um destino turístico e
é considerada um tipo de cidade global gama pela Universidade de Loughborough.
A Região Metropolitana de Medellín produz 67% do PIB do Departamento de
Antioquia e 11% da economia da Colômbia. Medellín é importante socialmente para
a região por suas universidades, academias, comércio, indústria, ciência,
serviços de saúde, floricultura e festivais.
Em fevereiro de 2013, o
Urban Land Institute escolheu Medellín como a cidade mais inovadora do
mundo globalizado devido aos recentes avanços na política, educação e
desenvolvimento social. No mesmo ano, Medellín foi anunciada como o destino
preferido de negócios corporativos na América do Sul e ganhou o Prêmio Verónica
Rudge de Urbanismo conferido pela Universidade de Harvard à Empresa de
Desenvolvimento Urbano, principalmente devido ao Projeto de Desenvolvimento
Integral do Noroeste da cidade. Em setembro de 2013, as Nações Unidas
ratificaram a petição da Colômbia para sediar o 7º Fórum Urbano Mundial da
UN-Habitat em Medellín, de 5 a 11 de abril de 2014. A pesquisa mais recente
sobre o status global das Cidades Inteligentes da Indra Sistemas
catalogou Medellín como uma das melhores cidades para se viver na América do
Sul, dividindo o primeiro lugar com Santiago do Chile, e ao lado de Barcelona e
Lisboa na Europa. Medellín venceu o Prêmio Cidade do Mundo Lee Kuan Yew 2016. O
prêmio busca reconhecer e celebrar esforços para promover a inovação em
soluções urbanas. O Vale do Aburrá contém 58% da população do Departamento de
Antioquia e 67% da população do Vale do Aburrá vive na cidade de Medellín. Dos
habitantes de Medellín, 61,3% nasceram na cidade, 38% em outras partes da
Colômbia e 0,3% em outro país. De acordo com o Departamento Nacional de
Estatística, Medellín tinha, em 2005, uma população de 2 223 078 habitantes,
tornando-se a segunda maior cidade da Colômbia.
A metrópole Medellín em 2005 incluía 3 312 165 habitantes. Existem 5 820 pessoas por
quilômetro quadrado na cidade, sendo que 46,7% da população é do sexo masculino
e 53,3% do sexo feminino. O analfabetismo atinge de 9,8% dos habitantes com mais
de 5 anos de idade. 98,8% dos domicílios em Medellín têm eletricidade, 97,3%
têm água potável e 91% têm telefone fixo. Segundo o censo do DANE de 2005,
naquele ano Medellín registrou 33 307 nascimentos, pouco menos que em 2004 (33
615). Em 2005, o número de mortes foi de 10 828, em 2004, 11 512.[17] Segundo
dados apresentados pelo censo do DANE 2005, a composição etnográfica da cidade
é: negros, mulatos, afro-colombianos ou afrodescendentes (6,5%); ameríndios
indígenas (0,1%) e nenhuma afiliação étnica (93,4%). O Independiente Medellín foi
seis vezes campeão do Campeonato Colombiano, uma vez semifinalista da Copa
Libertadores da América, e tem uma grande rivalidade com o outro clube da
cidade, o Atlético Nacional. A Corporación Deportiva Independiente Medellín foi
fundada em 1913, na cidade de Medellín. Conquistou seu primeiro título
colombiano em 1955 e o segundo em 1957, o destaque da campanha do primeiro
título foi Efraín Sánchez. Passou 45 anos sem conquistas, jejum quebrado em
2002, quando o DIM conquistou seu terceiro campeonato nacional, vencendo o
Deportivo Pasto. Em 2004, foi campeão ao vencer o seu grande rival, o Atlético
Nacional. Seu último título foi em 2016, quando passou pelo Junior
Barranquilla.
Sociologicamente
falando Medellín já foi reconhecida como a cidade mais perigosa do mundo, como
resultado de uma guerra urbana desencadeada pelos cartéis de drogas no final
dos anos 1980. Como a casa do Cartel de Medellín financiado por Pablo Escobar
(1949-1993), a cidade foi vítima do terror causado pela guerra entre a
organização dirigida por Escobar e organizações concorrentes como El Cartel
del Valle. No entanto, após a morte de Escobar, as taxas de criminalidade
na cidade diminuíram drasticamente. Medellín é agora considerada mais seguro do
que as cidades estadunidenses de Baltimore, St. Louis, Detroit e Nova Orleans,
que aparecem na lista de cidades por taxa de homicídios. Ao longo dos anos
1990, as taxas de criminalidade permaneceram relativamente altas, embora
declinassem gradualmente. Em outubro de 2002, o presidente Álvaro Uribe ordenou
que os militares realizassem a “Operação Orion”, cujo objetivo era desmantelar
as milícias urbanas das FARC e da AUC. Entre 2003 e 2006, a desmobilização das
milícias urbanas remanescentes das AUC foi concluída, com mais de 3 000 homens
armados desistindo do combate. No entanto, após a dissolução dos principais
grupos paramilitares, sabe-se que muitos membros dessas organizações se
reorganizaram em bandos criminosos conhecidos comumente como Águilas Negras.
Esses grupos ganharam notoriedade em Medellín por convocar toques de recolher
para a população menor de idade e são conhecidos por distribuir panfletos
anunciando a limpeza social de prostitutas, viciados em drogas e alcoólatras. A
extradição do líder paramilitar Don Berna parece ter desencadeado uma onda de
crimes com um aumento acentuado nos assassinatos. O governo da cidade de
Medellín é dividido em executivo e legislativo. O prefeito da cidade (Alcalde)
é eleito por um mandato de quatro anos e o presidente e o governador de
qualquer outro departamento na Colômbia.
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