“Se os nomes são desconhecidos, o conhecimento das coisas também desaparece”. Carl Linnaeus
Carl Linnaeus (1707-1778), o grande nomenclador que dedicou sua vida a nomear a maioria dos objetos e seres vivos e, em seguida, ordená-los de acordo com sua posição hierárquica, tinha ele próprio um problema com a formação de sua identidade, pois seu nome, e até mesmo seu primeiro nome, foram alterados tantas vezes ao longo de sua vida que existem nada menos que nove binômios (ou bi-nomos, em dois nomes) e outros tantos sinônimos. Nos séculos XVII e XVIII, a maioria dos suecos ainda não possuía sobrenomes. Assim, o avô de Linnaeus, de acordo com a tradição escandinava, chamava-se Ingemar Bengtsson que significa “Ingemar, filho de Bengt” e seu próprio filho, o pai de Linnaeus, foi inicialmente reconhecido como “Nils Ingemarsson” (1674-1748) que significa “Nils, filho de Ingemar”. Mas Nils, para cumprir os requisitos administrativos para sua matrícula na Universidade de Lund, fundada em 1666 e está classificada entre as 100 melhores universidades do mundo, precisava escolher um sobrenome. Uma grande tília crescia nas terras da família. A propriedade já tinha seu nome: Linnagård (ou Linnegård), um topônimo formado por linn (uma variante agora obsoleta de lind, “tília” em sueco) e gård (“fazenda”). Vários membros da família já o haviam adotado como base para sobrenomes como Lindelius (de lind) ou Tiliander (de Tilia, “tília” em latim). E como era moda nos círculos intelectuais usar o latim, Nils escolheu se tornar “Nils Ingemarsson Linnæus”.
Em seguida, em homenagem ao soberano sueco muito popular da época, Carlos XII (em sueco Karl XII, 1682-1718), Nils deu o primeiro nome do rei ao seu filho, que assim começou sua existência chamado “Carl Nilsson” que significa “Carl, filho de Nils”, depois Karl Linnæus, mais frequentemente grafado “Carl Linnæus”. Quando Carl Linnaeus se matriculou na Universidade de Lund aos vinte anos, seu primeiro nome foi registrado na forma latinizada de Carolus. E foi sob esse nome, Carolus Linnaeus, que ele publicou cientificamente seus primeiros trabalhos em latim. Tendo alcançado imensa fama como médico da família real sueca, foi enobrecido em 1761 e, em 1762, adotou o nome “Carl von Linné”. Entretanto, o nome Linné é um diminutivo, no estilo francês, como era comum na época em muitos países de língua alemã, de Linnæus, e von é a partícula nobre alemã. No mundo francófono, assim como na Suécia, ele é hoje comumente reconhecido simplesmente como “Linnaeus”. Em botânica, onde as citações de autores são abreviadas, a abreviatura padronizada “L.” é usada. Ele é o único botânico cujo nome é abreviado para uma única letra. Ele não deve ser confundido com seu filho Carl von Linné, o Jovem, que se distingue do pai por ser citado como Linnaeus filius, abreviado em botânica como Lf. Em zoologia, onde praticamene é costume citar o sobrenome completo do Autor do táxon, “Linnaeus” ou sua grafia sem ligaduras, “Linnaeus”.
Adotada em inglês e mais prática para usuários sociais dos chamados teclados internacionais, é usado após os táxons que ele descreveu, e mais raramente “Linné”, porque foi sob seu nome propriamente acadêmico “Linnaeus” que suas principais obras sobre taxonomia zoológica até a década de 1761 foram publicadas, com exceção dos 1.500 nomes de novas espécies animais estabelecidos em 1766/1767 na 12ª edição do Systema Naturae, para os quais o nome do Autor “Linné” é geralmente usado na nomemclatura em francês. Além disso, diferentemente da utilidade social de uso de seu nome próprio (Carolus), “Linnaeus” não é meramente uma transliteração latina posterior, mas sim seu sobrenome propriamente dito. Quanto às suas obras academicamente, elas foram publicadas até 1762 sob os nomes “Caroli Linnæi”, a forma genitiva, significando “de Carolus Linnæus”, “Carl Linnæus” ou simplesmente “Linnaeus”. Em 1762, na capa da segunda edição de Species plantarum, o nome ainda era impresso dessa forma. Mas, a partir de então, passou a aparecer impresso apenas em sua forma aristocrática, “Carl von Linné” ou “Carolus a Linné” (sendo o “a” ou “ab” a tradução latina de “von”). Em algumas bibliotecas, geralmente consta como “Linnaeus, Carolus (Carl von Linné)”, enquanto outras usam “Carl von Linné”. Em francês, o nome aparece, por vezes, na forma afrancesada “Charles Linné”, principalmente em obras do século XVIII, e ainda hoje em nomes de ruas, mas também em algumas obras recentes.
O cão (Canis lupus
familiaris), no Brasil também chamado de “cachorro”, é um mamífero
carnívoro da família dos canídeos, subespécie do lobo, e talvez o mais antigo
animal domesticado pelo ser humano. Teorias postulam que surgiu do lobo
cinzento no continente asiático há mais de cem mil anos. Historicamente através
da domesticação, o ser humano realizou uma “seleção artificial dos cães por
suas aptidões, características físicas ou tipos de comportamento”. O resultado
foi uma grande diversidade de raças caninas, as quais variam em pelagem e
tamanho dentro de suas próprias raças, atualmente classificadas em diferentes
grupos ou categorias. As designações vira-lata (no Brasil) ou rafeiro
(em Portugal) são dadas “aos cães sem raça definida ou mestiços descendentes”. Com
expectativa de vida que varia entre dez e vinte anos, o cão é um animal social
que, na maioria das vezes, aceita o seu dono provavelmente como o “chefe da
matilha” e possui várias características que o tornam de grande utilidade para
o homem. Possui excelente olfato e audição, é bom caçador e corredor vigoroso,
relativamente dócil e leal, inteligente e com boa capacidade de aprendizagem.
Deste modo, o cão pode ser adestrado para executar um grande número de tarefas
úteis, como um cão de caça, de guarda ou pastor de rebanhos, por exemplo. Assim
como o ser humano, também é vítima de doenças como o resfriado, a depressão e o
mal de Alzheimer, bem como das características do envelhecimento, como
problemas de visão e audição, artrite e mudanças de humor.
O cão foi descrito por Carl
Linnaeus (1707-1778) em 1758 como Canis familiaris, e considerado como uma espécie distinta do
lobo, descrito também por Lineu no mesmo ano como Canis lupus. Outros
nomes foram descritos por Lineu, Johann Friedrich Gmelin (1748-1804) e Charles
Hamilton Smith (1776-1859) para a mesma espécie, sendo considerados sinônimos.
A ancestralidade canina vem sendo discutida e estudada desde há muitos séculos.
Teorias antigas sugerem uma origem proveniente do chacal-dourado ou então uma
origem híbrida entre várias espécies. Um levantamento das sequências da região
de controle do DNA mitocondrial em 140 cães e 162 lobos demonstrou que o lobo
é o único ancestral dos cães. Esta conclusão foi confirmada em outro estudo
envolvendo 654 cães e 38 lobos da Eurásia. Enquanto há uma aceitação do lobo
como único progenitor do cão, a questão taxonômica envolvendo o reconhecimento
de uma ou duas espécies distintas ainda não está resolvida. Baseado na
consistência genética, Wayne considerou que o cão, apesar da diversidade em
tamanho e proporção, “nada mais é do que um lobo”. Em contraste, análises
estatísticas de crânios têm repetidamente demonstrado uma separação totalmente
entre lobo e cão. O conceito ecológico de espécie proposto por Van Valen
(1935-2010) foi aplicado por pesquisadores para demonstrar características
adaptativas específicas nos cães por viverem em um nicho antropogênico.
Esta hipótese suporta o
reconhecimento do Canis familiaris como uma espécie distinta do Canis
lupus, apesar de uma idade de separação não superior a 12 000 a 15 000 anos
atrás. Apesar de certos pesquisadores continuarem a reconhecer duas espécies
distintas, existe uma tendência recente em seguir a classificação proposta por Wallace
Christopher Wozencraft (1954-2007) que inclui o C. familiaris como uma
subespécie de C. lupus. Pela lei da prioridade estipulada pelo Código
Internacional de Nomenclatura Zoológica, o nome C. familiaris, descrito na
página 38, tem prioridade sobre C. lupus, descrito na página 39 do Systema
Naturae por Linnaeus. Por questões de usabilidade e estabilidade, foi
requisitado à Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica (ICZN) a
conservação de dezessete nomes específicos baseados em espécies selvagens,
entre eles o Canis lupus. É uma organização dedicada a “alcançar
estabilidade e sentido na nomenclatura científica dos animais”. Fundado em
1895, atualmente compreende 24 comissários de 18 países. O ICZN é regido pela “Constituição
do ICZN”, que geralmente é publicada junto com o “Código do ICZN”. Os membros
são eleitos pela Seção de Nomenclatura Zoológica, estabelecida pela União
Internacional de Ciências Biológicas (IUBS). O mandato regular de um membro da
Comissão é de 6 anos. Os membros podem ser reeleitos até um total de três
mandatos completos de seis anos consecutivos.
Após 18 anos contínuos de serviço eleito, um intervalo de pelo menos 3 anos é prescrito antes que o membro possa se candidatar novamente. Desde 2014, o trabalho da Comissão é apoiado por uma pequena secretaria sediada na Universidade Nacional de Singapura, em Singapura. Anteriormente, o secretariado era sediado em Londres e financiado pelo International Trust for Zoological Nomenclature. A Comissão auxilia a comunidade zoológica “através da geração e divulgação de informações sobre a utilização correta dos nomes científicos dos animais”. O ICZN publica o Código Internacional de Nomenclatura Zoológica, geralmente referido como “o Código” ou “Código ICZN”, uma convenção amplamente aceita que contém as regras para a nomenclatura científica formal de todos os organismos que são tratados como animais. As novas edições do Código são elaboradas pelo Comitê Editorial indicado pela Comissão. A 4ª edição do Código (1999) foi editada por sete pessoas. A Comissão também fornece decisões sobre problemas individuais trazidos à sua atenção, uma vez que a arbitragem pode ser necessária em casos contenciosos, onde a estrita aderência ao Código interferiria na estabilidade de uso. Essas decisões são publicadas extraordinariamente no Boletim de Nomenclatura Zoológica. A partir de 2017, o Boletim tornou-se um jornal apenas online e se juntou à BioOne, que hospeda do volume 65 em diante do Boletim (2008). Akita inu é uma raça de cães de grande porte do tipo Spitz originária das regiões montanhosas do Norte do Japão. Existem duas variedades distintas de Akita: um tipo japonês, comumente chamado Akita inu (“inu” significa cão em japonês) ou Akita japonês, e um tipo americano, reconhecido como Akita americano.
O Akita tem uma pelagem
dupla curta semelhante à de muitas outras raças de Spitz do Norte, como
o Husky Siberiano, mas cães de pelagem longa também podem ser encontrados em
muitas ninhadas devido a um gene recessivo. A raça Akita é famosa pela história
de Hachikō, e é amplamente conhecida por sua lealdade. A raça de cães Akita
originou-se nas terras nevadas e rurais de Akita e Odate, regiões montanhosas
do Japão. Eles foram treinados para caçar animais como javalis e pequenos
ursos. Durante o Período Edo, a raça era muito utilizada em combates e brigas,
especialmente populares na região de Odate, uma cidade japonesa localizada na
província de Akita, na região de Tohoku. Entre os anos 1500 e 1800, o Akita
serviu como companheiro para samurais. Os ancestrais do Akita inu são da
raça Matagi, “cães de caça” e de tamanho médio originários do Norte do Japão.
Usados inicialmente como “cães de briga”, os Akita eram chamados de Odate.
Levados à Tosa, tornaram-se lutadores ainda mais famosos, sendo então levados à
província de Akita, que deu origem a seu nome. A partir de 1868, para atender à
crescente demanda por cães de combate, os Akitas originais foram cruzados com
raças maiores. No início do século XX, a raça Akita estava em declínio, como
resultado dos cruzamentos com raças maiores, como ocorre com o Pastor-alemão, o
Mastim Inglês e Tosa (raça).
Como resultado, muitos espécimes começaram a perder suas características de Spitz e adquiriram orelhas caídas, caudas retas, cores não japonesas, como máscaras pretas e qualquer outra cor que não seja vermelha, branca ou tigrada e pele solta. A raça japonesa nativa Matagi foi usada junto com a raça Hokkaido inu para se misturar novamente com o Akita inu para recuperar o fenótipo de Spitz e restaurar a raça Akita. Os Akita japoneses modernos têm relativamente poucos genes de cães ocidentais e são Spitz em fenótipo após a reconstrução da raça, no entanto, o Akita americano descende amplamente do Akita misto antes da restauração da raça e, portanto, não são considerados verdadeiros Akita pelo padrão japonês. Os Akitas foram utilizados durante a Guerra Russo-Japonesa (1904-1905) para rastrear prisioneiros de guerra e marinheiros perdidos. Durante a 2ª guerra mundial (1939-1945) os Akitas foram também cruzados com o cão Pastor-alemão em uma tentativa de salvá-los da ordem do governo em tempo de guerra para que todos os cães não militares sejam abatidos. Alguns foram usados como batedores e guardas durante a guerra. Em 1908, em vista dos efeitos sociais adversos, a proibição das brigas de cães foi finalmente emitida na prefeitura de Akita. Com a popularidade das lutas de cães em declínio, a mestiçagem com cães pesados europeus foi esquecida, o que ajudou a manter a pureza da raça nos anos seguintes. A história de Hachikō, o mais venerado Akita de todos os tempos, ajudou a popularizar a raça internacionalmente. Hachikō nasceu em 1923 e pertenceu ao professor Hidesaburō Ueno. O professor Ueno viveu próximo à estação de trem de Shibuya em um subúrbio da cidade e ia ao trabalho todos os dias de trem. Hachikō acompanhava seu mestre até a estação diariamente.
Em 25 de maio de 1925,
quando o cão tinha 18 meses, ele esperou a chegada de seu mestre no trem das
quatro horas, mas o professor Ueno sofreu uma hemorragia cerebral fatal no
trabalho. Hachikō continuou esperando o retorno de seu mestre. Ele viajou para
a estação todos os dias pelos próximos nove anos. Ele permitiu que os parentes
do professor cuidassem dele, mas nunca desistiu da vigília na estação
por seu mestre. Sua vigília se tornou mundialmente reconhecida quando, em 1934,
pouco antes de sua morte, uma estátua de bronze foi erguida na estação de trem
de Shibuya em sua homenagem. Esta estátua foi derretida para munições durante a
guerra, mas uma nova foi encomendada após a guerra. Anualmente, desde 1936, no
dia 8 de abril, Hachikō é homenageado com uma cerimônia solene de lembrança na
estação ferroviária de Shibuya, em Tóquio. O cão Odate passou a ser chamado de “cão
Akita” a partir de 1931. No mesmo ano, o Akita foi oficialmente declarado como
um Monumento Natural do Japão. Seus ossos foram enterrados na sepultura
do professor Ueno, no Cemitério Aoyama, Minami-Aoyama, Minato-ku, Tóquio. Sua
pele foi empalhada para conservar-lhe as formas e submetido às substâncias que
o isentam de decomposição. O resultado deste maravilhoso processo está agora em
exibição no Museu Nacional da Ciência do Japão em Ueno.
Alguns autores dizem
que Hachiko, está no Museu de Artes de Tóquio. Durante a 2ª Guerra Mundial,
para aplicar no desenvolvimento de material bélico, todas as estátuas foram
confiscadas e derretidas. E, infelizmente, entre elas estava a de Hachiko. Em
1948, formou-se a “The Society For Recreating The Hachiko Statue” entidade
organizada em prol da recriação da estátua de Hachiko. Tekeshi Ando, o filho de
Teru Andō (1892–1945) foi contratado para esculpir uma nova estátua. Mas a réplica foi reintegrada no mesmo lugar
da estátua original, em uma cerimônia realizada no dia 15 de agosto. A estação
de Odate, em 1964, recebeu a estátua de um grupo de Akitas. Anos mais tarde, em
1988, também uma réplica da estátua de Hachiko foi colocada próxima a estação.
A história de Hachiko atravessa anos, passa de pai para filho, sendo até mesmo
ensinada nas escolas japonesas. No início do século para estimular lealdade ao
governo, e atualmente, para exemplificar e instilar o respeito e a lealdade aos
anciãos, essa história era ensinada. Na atualidade, viajantes que passam pela
estação de Shibuya podem comprar presentes e recordações do seu cão favorito na
Loja localizada no Memorial de Hachiko chamada “Shibuya No Shippo” ou
“Tail of Shibuya”. Um mosaico colorido de Akitas cobre a parede perto da
estação. Todos os anos, no dia 8 de março, ocorre uma cerimônia solene na
estação de trem de Shibuya, em Tóquio. São centenas de amantes de cães que se
reúnem em homenagem à lealdade e devoção de Hachiko. Ao nascimento de uma
criança, a família recebe uma estatueta de Akita como desejo de saúde,
felicidade e vida longa.
O objeto também é
considerado um amuleto de boa sorte. Quando há alguém doente, amigos dão ao
enfermo esta estatueta, desejando pronta recuperação. Por causa desse zelo, o
Akita se tornou Patrimônio Nacional do povo japonês, tendo sido proibida sua
exportação. Então, se algum proprietário não tiver condições financeiras de
manter seu cão, o governo japonês assume sua guarda. Em 1934, o primeiro padrão
japonês de raça para o Akita inu foi listado, após a declaração da raça como um
monumento natural do Japão. Em 1967, comemorando o 50º aniversário da fundação
da Akita Dog Preservation Society, o Akita Dog Museum foi
construído para abrigar informações, documentos e fotos. Há uma tradição no
Japão, que quando uma criança nasce, recebe uma estátua de um Akita. Esta
estátua simboliza saúde, felicidade e vida longa. A 2ª guerra mundial levou o
Akita à beira da extinção. No início da guerra, os cães tinham falta de comida
nutritiva. Então muitos foram mortos para serem comidos pela população faminta
e suas peles foram usadas como roupas. Finalmente, o governo ordenou que todos
os cães restantes fossem mortos à vista para evitar a propagação de doenças. A
única maneira de os proprietários preocupados poderem salvar seus amados Akitas
era libertá-los em áreas montanhosas remotas, onde eles criavam seus cães
ancestrais, os Matagi, ou os escondiam das autoridades por meio do cruzamento com
pastores alemães. Morie Sawataishi e seus esforços para criar o Akita são os
principais motivos pelos quais essa raça existe hoje. Após a guerra, o Akita
inu foi levado para o exterior devido às forças de ocupação que chegaram ao
Japão e às trocas humanas com países estrangeiros. Os cães Akita nessa época eram cruzados com a raça Pastor-alemão, e esse tipo de cão Akita
foi levado para os Estados Unidos, se tornando o “Akita americano”.
A famosa autora e ativista política Helen Keller (1880-1968) é creditada por
levar o primeiro Akita para os Estados Unidos em 1937, inspirada pelo lendário
Hachikō. Keller achou os cães “gentis, amigáveis e confiáveis”.
No Japão, durante os anos de ocupação após a guerra, a raça começou a prosperar novamente através dos esforços de Sawataishi e outros. Pela primeira vez, os Akitas foram criados para uma aparência padronizada. Os criadores de Akita no Japão começaram a reunir e exibir os Akitas restantes e a produzir ninhadas para restaurar a raça a números sustentáveis e acentuar as características originais da raça. Como uma raça Spitz, a aparência do Akita inu reflete adaptações para o frio essenciais à sua função original. Cão de grande porte e bem proporcionado, com uma estrutura óssea robusta. A testa é larga, com um nítido sulco frontal e sem rugas. Os olhos são relativamente pequenos, de formato quase triangulares devido à elevação do canto externo do olho e de cor marrom escuro. As orelhas são relativamente pequenas, grossas e triangulares, ligeiramente arredondadas nas extremidades, inseridas moderadamente separadas, eretas e inclinadas para frente. A cauda é vigorosamente enrolada sobre o dorso; com a extremidade quase alcançando os jarretes quando abaixada (esticada). O Akita tem pelos espessos e de duas camadas: uma camada externa dura e reta, e uma camada interna densa e macia. A cernelha e a garupa são revestidos com um pelo ligeiramente mais comprido e o pelo da cauda é mais longo que o do resto do corpo. O pelo pode se apresentar nas seguintes cores: vermelho-fulvo, sésamo (pelos vermelho-fulvo com as pontas pretas), tigrado e branco. Todas as cores, exceto a branca, devem apresentar o “urajiro”, isto é, uma pelagem esbranquiçada nas laterais do focinho, nas bochechas, na face ventral da mandíbula, pescoço, peito, tronco e a cauda e na face interna dos membros.
Existem dois tipos de
pelagem no Akita: o comprimento padrão e o comprido. Essa característica deriva
de um gene autossômico recessivo que se acredita provir de cruzamentos antigos
com o agora extinto cão karafuto-ken. O pelo longo é considerado uma falha
desqualificante segundo o padrão oficial da raça. As semelhanças entre as duas
raças estão nas origens e no temperamento. A origem das duas raças obviamente
são as mesmas já que por anos seguidos foram considerados a mesma raça, ou
seja, você poderia cruzar cães Akita inu com cães Akita americano. Há uma
pequena diferença de tamanho entre o Akita japonês e o Akita americano. O Akita
japonês tem um tamanho que varia de 59 a 64 cm, enquanto o Akita americano pode
atingir uma altura entre 61 e 71 cm. O Akita inu apresenta pelagem apenas nas
seguintes cores: vermelho-fulvo, sésamo, tigrado e branco; o Akita Americano
apresenta pelos em diversas cores e combinações. Outra diferença notável é a
aparência da cabeça - um Akita americano tem uma cabeça de urso, mas um Akita
japonês tem uma cabeça de raposa. Embora ambos tenham orelhas triangulares, as
orelhas da Akita japonesa são menores e ficam um pouco mais à frente, mas as
orelhas da Akita americana ficam mais eretas, maiores e de inserção mais
semelhante ao dos Pastores alemães. O
Akita inu não é tão musculoso quanto o Akita americano; geralmente têm uma
aparência mais magra e uma cauda enrolada que se curva nas costas. Os olhos do
Akita americano são pequenos e profundos, os olhos de um Akita inu são
amendoados, semelhantes aos de um husky siberiano, de porte médio com marcha elegante e ágil. Hiperativo, tradicionalmente era usado como cão de
trenó. É um cão que pode ser independente, mas não gosta de ficar sozinho. O
Akita americano parece mais musculoso e tem uma pele mais frouxa do que o Akita
japonês. Ambas as variedades têm um casaco duplo e perdem pelo sazonalmente.
Hachiko - Amigo para
Sempre! também
chamado de Hachiko: A Dog`s Story, tem como representação social um filme britânico-norte-americano
de 2009, do gênero drama social, dirigido por Lasse
Hallström, com roteiro de Stephen P. Lindsey baseado na história verídica
do cão japonês chamado Hachikō. Ajudou a popularizar a história do famoso cão
no ocidente. Lars Sven Hallström nascido
em Estocolmo, 2 de junho de 1946 é um cineasta e produtor de televisão sueco. É
filho do escritor Karin Lyberg (1907-2000) e tem dois filhos, Johan (1976) do
seu primeiro casamento com Malou Hallström, e Tora (1995) com a sua esposa
atual Lena Olin. Hallström aprendeu a filmar fazendo vídeos musicais, em
particular os feitos para o grupo ABBA, que foi uma banda pioneira no campo dos
videoclipes. Todos os clipes do ABBA foram dirigidos por Hallström, exceto Chiquitita,
feito pela BBC, assim como Under Attack e The Day Before You Came,
dirigidos por Kjell Sundvall e Kjell-Åke Andersson. Após o seu sucesso
internacional em 1985, com Mitt liv som hund, Lasse Hallström foi
trabalhar nos Estados Unidos da América, onde conseguiu mais um sucesso em
1999, com The Cider House Rules. Em 2000, realizou o filme: Chocolat.
Em 2009 Hachiko: A Dog`s Story (Hachiko:
Amigo para Sempre), um remake de um filme japonês, cujo original era
considerado obrigatório em todas as escolas, pois passava um exemplo notável de
lealdade e afetividade entre um ser humano e um cachorro.
É estrelado por Richard Gere, Joan Allen, Sarah Roemer, Jason Alexander e Erick Avari. O filme segue a história de um professor universitário que adota um cão da raça Akita, perdido em uma estação de trem que ele o batiza com o nome de Hachi, que o acompanha até a estação de trem diariamente quando ele sai para trabalhar e vai “buscá-lo” na hora do retorno; um dia, durante a aula, o professor morre, mas Hachi não desiste de esperá-lo em frente à estação, anos a fio, na esperança de rever seu dono. Trata-se de uma adaptação do filme japonês Hachikō Monogatari (1987), que por sua vez narra a história real do cachorro Hachikō que viveu no Japão entre os anos de 1923 a 1935, e que “esperou fielmente por seu dono na Estação de Shibuya, em Tóquio, até a sua morte”. Estreou no Festival Internacional de Cinema de Seattle em 13 de junho de 2009 e comercialmente nos cinemas no Japão em 8 de agosto de 2009. O filme foi lançado nos cinemas do Reino Unido em 12 de março de 2010, estreando em mais de sessenta países no mundo entre 2009 e 2010. O longa-metragem não chegou a ser lançado imediatamente nos cinemas dos Estados Unidos em 9 de março de 2010. No Brasil, em 29 de setembro de 2009, no Festival do Rio de Janeiro, sendo posteriormente lançado nos cinemas em 25 de dezembro daquele ano pela Imagem Filmes. No final de setembro de 2010, o retorno de bilheteria mundial bruta do filme havia totalizado mais de US$ 45 milhões.
Em
Shibuya há mais de 30 ruínas pré-históricas descobertas. Naquela época a região
era um platô que dava para o mar. No Período Jomon, as pessoas viviam próximo a
uma colina. Shibuya foi o local de um castelo no qual a família Shibuya residiu
do século XI até o Período Edo. Seguindo a abertura da Linha Yamanote em 1885,
Shibuya começou a emergir como um terminal ferroviário para o sudoeste de
Tóquio e se tornou um dos principais centros comerciais e de entretenimento. A
vila de Shibuya foi incorporada em 1889 pela fusão das vilas de Kami-Shibuya,
Naka-Shibuya e Shimo-Shibuya dentro do Condado de Minami-Toshima (Condado
Toyotama a partir de 1896). A vila cobria o território da atual Estação de
Shibuya bem como as das áreas de Hiroo, Daikanyama, Aoyama e Ebisu. Shibuya se
tornou uma cidade em 1909. A cidade de Shibuya se fundiu com as cidades
vizinhas de Sendagaya (com as modernas áreas de Sendagaya, Harajuku e Jingumae)
e Yoyohata (as modernas áreas de Yoyogi e Hatagaya) para formar a região de
Shibuya na antiga Cidade de Tóquio em 1932. A Cidade de Tóquio se tornou a
Metrópole de Tóquio em 1943, e a região foi estabelecida em 15
de março de 1947. A Linha Tokyu Toyoko abriu em 1932, fazendo Shibuya um
terminal chave entre Tóquio e Yokohama, e foi juntada com a precursora da Linha
Keio Inokashira em 1933 e com a precursora da Linha Ginza do Metrô de Tóquio em
1938.
Shibuya é famosa por seu cruzamento. Ele está localizado na frente da saída Hachikō da Estação de Shibuya e para veículos em todas as direções para permitir que os pedestres inundem toda a interseção. A estátua de Hachikō, entre o cruzamento e a estação, é um ponto comum de encontro e quase sempre está cheia. Há três grandes telões montados nos prédios próximos do cruzamento, bem como muitos sinais publicitários. Seu tráfego pesado e a quantidade de anúncios fazem o cruzamento ser comparado a Times Square, em Nova York. É a denominação da área formada na confluência e cruzamento de duas grandes avenidas da cidade de Nova Iorque, Estados Unidos; podendo ser definida como uma grande praça ou largo, composta por vários cruzamentos e esquinas. A área está localizada na junção da Broadway com a Sétima Avenida, entre a 42nd Street e a 47th Street, na região central de Manhattan. É uma área comercial, onde todos os prédios são obrigados a instalar letreiros luminosos para propósitos de publicidade. Cabe ressaltar que a Times Square não se trata de uma rua ou avenida, uma vez que não existe nenhuma via trafegável registrada e denominada como tal no Guia Oficial de Ruas e Endereços da Cidade de Nova Iorque; tampouco pode ser tratada como uma simples esquina, já que a área mapeada pela prefeitura da cidade incluía oficialmente 12 cruzamentos de vias públicas, tendo sido mais recentemente modificada para atender o grande fluxo de turistas e transeuntes e áreas exclusivas para pedestres. Não por acaso, o famoso cruzamento de Shibuya aparece em extraordinários filmes e programas de televisão que se passam em Tóquio, como por exemplo: Encontros e Desencontros (2003), Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio (2006), e Resident Evil: Recomeço e Retribuição (2010), bem como em transmissões de notícias nacionais e internacionais.
No lado Sudoeste da
Estação de Shibuya há outro ponto de encontro popular com uma estátua chamada
Moyai. A estátua lembra uma estátua Moai, e foi dada a Shibuya pelo povo da
Ilha Nii-jima em 1980. É uma ilha vulcânica Japonesa administrada pelo Governo
Metropolitano de Tóquio. Ela pertence ao Arquipélago de Izu, e está localizada
a cerca de 163 km ao Sul de Tóquio e a 36 km ao Sul de Shimoda, em Shizuoka. A
Vila de Nii-jima faz parte da Subprefeitura de Ōshima da Metrópole de Tóquio
junto com a ilha vizinha Shikine-jima, e a menor e inabitada Jinai-tō. Nii-jima
também está dentro da área do Parque Nacional Fuji-Hakone-Izu. Nii-jima permaneceu inabitada desde tempos
pré-históricos, e arqueólogos encontraram numerosos vestígios do Período Jōmon,
incluindo utensílios de pedra e cerâmica. Durante o Período Edo, Nii-jima, e
também Hachijō-jima, era usada como local de exílio para monges e acadêmicos
que discordavam do governo. A prática foi descontinuada após a Restauração
Meiji. Nii-jima é incomum entre as Ilhas Izu por conta de sua forma alongada.
Medindo aproximadamente 11 km de comprimento por 2.5 km de largura, e área
total de 23.87 km². A ilha é feita de oito domos de lava riolita em duas grupos
no extremo norte e extremo sul da ilha, separados por um baixo e plano istmo. O
complexo Mukai-yama na parte Sul da ilha e o domo de lava Achiyama no extremo Norte
foram formados durante a única erupção histórica de Nii-jima, no século IX. E
também possui a Miyatsuka-yama, o ponto mais alto da ilha, com 432 metros.
Shikine-jima e Jinnai-to são partes do mesmo complexo, e formam ilhas
separadas ao Sudoeste e Oeste de Nii-jima. A lava riolita resultou nas famosas
falésias e praias de areia branca. Nii-jima é propensa a sequências de
terremotos.
Uma das mais conhecidas
histórias envolvendo Shibuya é a história de Hachikō, um cão que esperou por
seu mestre na Estação de Shibuya todos os dias entre 1923 e 1935 e acabou se
tornando uma celebridade nacional por sua lealdade. Uma estátua de Hachiko foi
construída nas adjacências da estação, e a área ao redor da estátua é o ponto
de encontro mais popular da região. A história do filme é narrada por Ronnie,
que é neto de um homem chamado Parker Wilson, que era um professor
universitário. Quando Ronnie tem que fazer uma apresentação na escola sobre um
herói pessoal, ele escolhe contar a história do cachorro do seu avô chamado
Hachi. Apesar de seus colegas de classe rirem, Ronnie descreve como seu avô
encontrou um cachorrinho perdido que havia sido enviado para os Estados Unidos
do Japão, mas foi acidentalmente deixado na estação de trem da pequena cidade
natal de Parker. Na história social, o professor acaba levando o filhote para
casa, planejando procurar o dono do cãozinho enquanto cuida dele por uns dias.
No entanto, como o dono do cachorro não é encontrado, Parker e o filhote
começam a formar uma ligação próxima. Embora a esposa de Parker, Cate,
se oponha à ideia do professor de adotar o cãozinho, ela “cede depois de
perceber o vínculo entre seu marido e o animal”, agora batizado de Hachi.
Nos anos seguintes Parker e Hachi ficam ainda mais próximos.
Parker tenta treinar Hachi, que é de uma raça japonesa chamada Akita, mas o cachorro se recusa a fazer coisas normais como buscar uma bolinha. Certa manhã, Parker sai para o trabalho e Hachi o segue até a estação de trem; o animal se recusa a voltar pra casa, fazendo com que o professor desista de embarcar no trem e o leve de volta. No dia seguinte, Hachi segue novamente Parker, que desta vez entra no trem. Quando Parker volta à estação de trem depois do trabalho durante a tarde, fica surpreso ao encontrar Hachi esperando por ele. Uma vez que o cão rapidamente aprende o horário que o professor chega à estação vindo do trabalho, Hachi passa a esperá-lo todos os dias na saída do local da estação de trem as 17 horas rotineiramente. Em um dia de inverno, Parker sofre uma hemorragia cerebral fatal e inesperada enquanto está no trabalho e, assim, acaba não retornando de trem para casa, como fazia de costume. Hachi, esperando em seu lugar habitual por Parker quando o trem estaciona, não vê seu dono desembarcar, e em vez disso espera pacientemente por horas, mesmo quando começa a nevar.
Eventualmente, o genro
de Parker, Michael, vem buscá-lo. Embora todos tentem fazer com que Hachi
entenda que Parker não voltará mais, Hachi aparentemente não consegue aceitar o
fato. Em vez disso, ele retorna à estação de trem todos os dias e continua a esperar.
Com o passar do tempo, Cate vende a casa e se muda da cidade. Hachi é enviado
para morar com a filha de Parker e Cate, Andy, seu marido Michael e seu bebê
Ronnie. No entanto, Hachi foge e encontra o caminho de volta para a estação; ao
chegar lá ele se senta no mesmo lugar e torna a esperar Parker, como sempre
faz. Andy chega e o leva para casa, mas logo percebe como o cão está triste,
notando que o animal sequer come mais. Vendo que o cachorro sente muita falta
do professor, ela o permite que ele retorne à estação para continuar esperando;
todos os dias, então, Hachi espera por seu dono na esperança de revê-lo,
passando a dormir em um pátio ferroviário próximo à estação ao anoitecer. O
vendedor de cachorro-quente, Jasjeet, que era amigo do professor, gosta de
Hachi e passa a fornecer diariamente comida e água para o animal. No décimo
aniversário da morte de Parker, Cate retorna à pequena cidade para visitar o
túmulo de seu falecido marido. Ela se admira ao ver Hachi agora muito idoso
ainda esperando fielmente na estação, se sentando ao lado do animal para
esperar o próximo trem com ele.
Em casa, Cate conta a
Ronnie, agora com dez anos de idade, sobre Hachi. Enquanto isso, o cão sempre
fiel continua esperando até que um dia ele é visto deitado muito quieto na
neve, confortado por uma visão de Parker que aparece acenando carinhosamente
para que o cão venha até ele. Ronnie finalmente conclui sua história e explica
porque Hachi sempre será seu herói; alguns de seus colegas estão quase
chorando, inclusive aqueles que riram dele no começo. Depois da escola, Ronnie
é recebido por seu pai e pelo seu filhote da mesma raça que o cão de seu avô
que também se chama Hachi; Ronnie e o filhote são vistos andando pelos mesmos
trilhos de trem onde Parker e o primeiro Hachi se conheceram há muito tempo. No
fim do filme é contada de forma breve a verdadeira história de Hachiko. Ele era
o animal de estimação do professor japonês Ueno. Após a morte de seu dono,
Hachiko esperou por Ueno nove anos em frente da saída de Shibuya. Uma
estátua de bronze foi erguida em sua homenagem no exatamente no mesmo
lugar na soleira onde ele esperava todos os dias. O filme foi baseado na
história do cão japonês da raça Akita chamado Hachiko, que nasceu em Odate, no
Japão, em 1923. Mesmo após a morte de seu dono Hidesaburō Ueno em 1925, Hachiko
retornou à estação de trem de Shibuya durante todos os dias restantes de sua
vida pelos próximos nove anos até sua morte em março de 1935. Uma estátua de
bronze de Hachiko está erguida em frente à Estação de Shibuya em homenagem;
Hachikō é reconhecido tradicionalmente em japonês como chūken Hachikō
que significa “Hachikō, o cão fiel”; Hachi é o nome do número “oito” em japonês
e kō significa “afeto”.
A história de Hachiko já havia sido retratada anteriormente no filme japonês de 1987 Hachikō Monogatari, dirigido por Seijirō Kōyama e escrito por Kaneto Shindo (1902-2012), um diretor de cinema, roteirista, produtor de cinema e escritor japonês, que dirigiu 48 filmes e escreveu roteiros para 238. Seus filmes mais reconhecidos como diretor incluem Children of Hiroshima (1952), The Naked Island (1960), Onibaba – (1964), Kuroneko (1968) e A Last Note (1995). Seijirō Kōyama, nascido na província de Gifu, em 16 de julho de 194 é um diretor de cinema japonês, frequentou a Universidade Nihon, mas abandonou o curso no meio para se juntar à produtora independente Kindai Eiga Kyokai, onde trabalhou como assistente de direção sob diretores como Kaneto Shindō, Kōzaburō Yoshimura e Tadashi Imai. Estreou na direção em 1971 com o filme infantil Koi no iru mura. Seu segundo filme, Futatsu no hāmonika (1976), lhe rendeu uma Menção Honrosa de Novos Diretores da Associação de Diretores do Japão. Seu filme de 1983, Hometown, foi selecionado para o 13º Festival Internacional de Cinema de Moscou, um festival internacional de cinema realizado na cidade de Moscou, na Rússia, desde 1935. É o segundo mais antigo do mundo, depois do Festival de Veneza. Desde 2000 se realiza anualmente em junho. Nikita Mikhalkov preside o festival desde 2000. O Festival de Moscou é considerado pela Federação Internacional das Associações de Produtores de Cinema entre os mais prestigiosos do mundo, com os festivais de Berlím, Cannes, San Sebastián, Karlovy Vary e Veneza.
Seu filme de 1987, Hachiko Monogatari, sobre o fiel cão Hachikō, foi o filme japonês de maior bilheteria daquele ano. Ele é reconhecido por sua perspectiva humanista. Kōyama recebeu o Prêmio de Cultura Chunichi em 2000 por “produzir filmes que examinam a época e a região”. Esta primeira versão é mais fiel à história real, enquanto Hachi: A Dog`s Tale é situada num contexto norte-americano moderno. Antes dos créditos finais, a história do verdadeiro Hachikō é contada de maneira breve através de dizeres na tela, acompanhados de uma foto do cão original e da estátua de bronze feita em homenagem a Hachikō em Shibuya. De acordo com o filme, o verdadeiro Hachikō morreu em março de 1934, mas o anterior Hachikō Monogatari (além de outras fontes) afirma que sua morte real ocorreu em março de 1935 (9 anos e 9 meses após a morte do Professor Ueno). A maioria das filmagens ocorreu em Woonsocket, onde a estação ferroviária da cidade serviu de locação principal, e Bristol, ambas no estado norte-americano de Rhode Island.
Os treinadores de animais Mark Harden e David Allsberry, acompanhados de uma grande equipe, treinaram os três akitas, Layla, Chico e Forrest, para o papel de Hachi no filme; após o término das filmagens, Harden adotou Chico enquanto Allsberry ficou com Layla. Assim como foi feito na Estação de Shibuya no Japão, uma estátua de bronze também foi erguida em homenagem à Hachiko no ano de 2012 em frente à Estação de Woonsocket, onde o filme foi rodado. O filme foi recebido com críticas analíticas geralmente positivas. O site agregador de resenhas Rotten Tomatoes dá ao filme uma taxa de aprovação de 64% com base em 28 críticas, obtendo uma nota média de 5,90 de 10. Em junho de 2009, Alissa Simon, da revista Variety, descreveu jornalisticamente o filme como um “conto sentimental e repetitivo... [relembrando] os valores, a produção e outros [fatores], de uma era anterior. [...] É mais familiar do que comida familiar; as crianças provavelmente ficarão muito entediadas [...] mesmo assim, a angústia silenciosa e a dignidade do cão comoveram à todos, exceto os corações mais duros. O principal problema do filme é que sua história humana carece de mais drama; Hachi é o personagem central da atração”. Em outubro de 2009, o crítico de cinema Christopher Lloyd do jornal Sarasota Herald Tribune deu ao filme 4 de 5 estrelas, observando: “Hachi: A Dog`s Tale é assumidamente um arrancador de lágrimas. Você pode se ressentir de ser manipulado emocionalmente por este filme, mas eu creio que até mesmo o espectador mais insensível não consiga segurar toda sua água salgada dos olhos ao assisti-lo”. O filme se tornou um modesto sucesso comercial. E sequer ganhou um lançamento teatral nos Estados Unidos, sua receita internacional ajudou o filme a ser lucrativo. Em setembro de 2010, o filme já havia arrecadado uma receita mundial de US$ 45 milhões contra um orçamento estimado em US$ 16 milhões.
Bibliografia Geral Consultada.
METTRIE, Julien Offray de la, O
Homem-máquina. Lisboa: Editorial Estampa, 1982; DARWIN, Charles, La
Expresión de las Emociones en los Animales y en el Hombre. Madrid:
Editorial Alianza, 1984; ALDERTON, David, Cães: Um Guia Ilustrado com Mais de
300 Raças de Cães de Todo o Mundo. 4ª edição. Rio de Janeiro: Ediouro
Publicações, 2002; HELFT, Claude; HONG, Chen Jiang (Ilustrações), Hatchiko,
Tokyo Dog. Paris: Editeur Desclée de Brouwer, 2003; COSTA, Edilson da, A
Impossibilidade de uma Ética Ambiental: O Antropocentrismo Moral como Obstáculo
ao Desenvolvimento de um Vínculo Ético entre o Ser Humano e Natureza. Tese
Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento.
Curitiba: Universidade Federal do
Paraná, 2007; BRANDÃO, Maria Mascarenhas, A Memória de um Gesto Comunicativo
Humano no Cão Doméstico (Canis familiaris). Dissertação de Mestrado.
Instituto de Psicologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2008; CUNHA,
Luciano Carlos, O Consequencialismo e a Deontologia na Ética Animal: Uma
Análise Crítica Comparativa das Perspectivas de Peter Singer, Steve Sapontzis,
Tom Regan e Gary Francioni. Dissertação de Mestrado. Programa de
Pós-graduação em Filosofia. Centro de Filosofia e Ciências Humanas.
Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2010; VELOSO, Maria
Cristina Brugnara, A Condição Animal: Uma Aporia Moderna. Dissertação de
Mestrado. Programa de Estudos Pós-Graduados em Direito. Belo Horizonte:
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, 2011; SEGATA, Jean, Nós e os
Outros Humanos, os Animais de Estimação. Tese de Doutorado. Programa de
Pós-Graduação em Antropologia Social. Florianópolis: Universidade Federal de
Santa Catarina, 2012; PLUMMER, William, “Tóquio: A História de Amor de um Cão e
seu Dono Imortalizada em Bronze”. In: Le Figaro, 13 de março de 2015; FAUTH,
Juliana de Andrade, Sujeitos de Direitos não Personalizados e o Status
Jurídico Civil dos Animais não Humanos. Dissertação de Mestrado. Programa
de Pós-Graduação em Direito. Faculdade de Direito. Salvador: Universidade
Federal da Bahia, 2016; SAVALLI, Carine; ALBUQUERQUE, Natalia de Souza, Cognição
e Comportamento de Cães. A Ciência do Nosso Melhor Amigo. 1ª edição. São
Paulo: Edicon Editora e Consultoria, 2017; YONG, Nicholas, “A história do cão mais
fiel do mundo, que nasceu há 100 anos”. Disponível em: https://www.bbc.com/03/07/2023; Artigo: “Funcionários de
zoológico no Japão fingem ser pandas e são alimentados pelos visitantes”. Disponível
em: https://noticias.r7.com/11/01/2026; entre outros.