terça-feira, 3 de novembro de 2026

Em Campo Minado – Gangsterismo, Confiança & História de um Fracasso.

                                         “Viver sem amigos é morrer sem testemunhas”. George Herbert (1593-1633)         

                  

        A sinceridade é uma virtude valorizada em circunstâncias onde as divisórias entre “amigo” e “inimigo” eram geralmente distintas e tensas. A vasta extensão de sistemas sociais abstratos associada à modernidade transforma a natureza da amizade. Não por acaso o sociólogo inglês percebe que a amizade é com frequência um modo de reencaixe, mas ela não está diretamente envolvida nos próprios sistemas abstratos do Ser, que superam explicitamente a dependência ligada a laços pessoais. O oposto de “amigo”, discursivamente, já não é mais “inimigo”, nem mesmo “estranho”; ao invés disto é “conhecido”, “colega”, ou “alguém que não conheço”, assimetricamente. Acompanhando esta transição, a honra é substituída pela lealdade que não tem outro apoio a não ser o afeto pessoal, e a sinceridade substituída pelo que podemos chamar de autenticidade: a exigência de que o outro seja aberto e bem intencionado. Embora estas conexões sociais possam envolver “intimidade emocional”, isto não é uma condição da manutenção da confiança pessoal. Laços pessoais institucionalizados e códigos de sinceridade e honra informais ou informalizados fornecem estruturas de confiança. É bastante errôneo, contudo, realçar a impessoalidade dos sistemas abstratos contra as intimidades da vida pessoal como a maior parte das explicações sociológicas correntes tendem a fazer. A vida e os laços sociais que ela envolve estão profundamente entrelaçados com os sistemas abstratos de longo alcance como ocorre com o partido. O termo “confiança” aflora com frequência na linguagem cotidiana.  

     A questão para Anthony Giddens é: como estas mudanças afetaram as relações de intimidade pessoal e sexual? Pois estas não são apenas simples extensões da organização da comunidade ou do parentesco. A amizade, por exemplo, desde Georg Simmel (1858-1918) ou Friedrich Nietzsche (1844-1900), foi pouco estudada pelos sociólogos, mesmo se considerarmos a intuição de Alain Touraine (1925-2023), um sociólogo francês reconhecido por sua obra dedicada à sociologia do trabalho e dos movimento sociais. Além disso, tornou-se conhecido por ter sido o pai da expressão sociedade pós-industrial,  a respeito, mas ela proporciona uma pista  para fatores sociológicos de amplo alcance que influenciam a vida pessoal. Giddens lembra-nos que temos de compreender historicamente o caráter da amizade em contextos pré-modernos precisamente em associação com a comunidade local de parentesco. A confiança nos amigos era frequente de importância social central. Nas culturas tradicionais, com a exceção parcial de algumas vizinhanças citadinas em Estados agrários, havia uma divisão bem clara entre membros reconhecidos como “os de dentro e os de fora ou estranhos”. As amplas arenas de interação não hostil com outros anônimos, característica da atividade moderna, não existia. Nestas circunstâncias, in statu nascendi a amizade era institucionalizada e como meio de criar alianças mais duradouras com outros contragrupos potencialmente hostis. 

Amizades institucionalizadas eram formas de camaradagem, assim como mormente ocorrem nas reconhecidas “fraternidades de sangue”, socialmente, ou dentre “companheiros de armas”. Institucionalizada ou não, a amizade era em geral baseada em valores de sinceridade e honra. Alguns sentidos do termo, embora partilhem amplas afinidades eletivas com outras utilidades de usos, são de implicação relativamente desimportante. Quer dizer, alguém que diz: “confio que você esteja bem”, normalmente em sociedade avançadas, normais, quer dizer algo mais com esta fórmula de polidez do que “espero que você esteja com boa saúde” – embora mesmo aqui “confio” tenha uma conotação algo mais forte que “espero”, implicando algo mais próximo a “espero não ter motivos para duvidar”. A atitude estabelecida de crença ou crédito que entra em confiança socialmente em alguns contextos mais significativos já se encontra aqui. Quando alguém diz: “confio em que X se comportará desta maneira”, esta implicação social é mais evidente, embora não muito além do nível do “conhecimento indutivo fraco”. É reconhecido proporcionalmente que se conta com X para produzir o comportamento em questão, dadas as circunstâncias normais apropriadas. Eles não se relacionam aos sistemas perpetuadores de confiança, mas são designações referentes aos comportamentos dos outros; o indivíduo envolvido não é requisitado a demonstrar aquela “fé” que a confiança envolve em seus significados.                                     

A principal definição de “confiança” no Oxford English Dictionary é descrita como “crença ou crédito em alguma qualidade ou atributo de uma pessoa ou coisa, ou a verdade de uma afirmação”, e esta definição proporciona um ponto de partida útil. “Crença” e “crédito” estão claramente ligados de alguma forma à “fé”, da qual, seguindo Simmel, mas embora reconhecendo que a fé e confiança são intimamente aliadas, Niklas Luhmann (1927-1998) faz uma distinção entre as duas que é a base de sua obra sobre o tema. A confiança, diz ele, deve ser compreendida especificamente em relação ao risco, um termo que passa a existir apenas no período moderno. A noção se originou com a compreensão de que resultados inesperados podem ser uma consequência de nossas próprias atividades ou decisões, ao invés de exprimirem significados ocultos de natureza ou intenções inefáveis da Deidade. Mas “risco”, substitui em grande parte o que era pensado como fortuna (fortuna ou destino) e torna-se separado das cosmologias. A confiança pressupõe, segundo Giddens, consciência  de risco, o que não ocorre com a crença. Confiança e crença se referem a expectativas que podem ser frustradas ou desencorajadas. A crença, como Luhmann a emprega, se refere a atitude mais ou menos certa de que as coisas similares permanecerão estáveis.                       

 Quando se trata da questão de confiança, o indivíduo considera conscientemente as alternativas para seguir um curso específico de ação. Alguém que compra um carro usado, ao invés de um novo, “arrisca-se a adquirir uma dor de cabeça”. Ele ou ela deposita confiança na pessoa do vendedor ou na reputação da firma para tentar evitar que isto ocorra. Deste modo, um indivíduo que não considera alternativas está numa situação de crença, enquanto alguém que reconhece essas alternativas e tenta calcular os riscos assim reconhecidos, engaja-se em confiança. Numa situação de crença, uma pessoa reage ao despontamento culpando outros, em circunstâncias de confiança ela ou ele deve assumir parcialmente a responsabilidade e pode “se arrepender de ter depositado confiança em alguém ou algo”. A distinção entre confiança e crença depende de a possibilidade de frustração ser influenciada pelo próprio comportamento prévio da pessoa e, portanto, de uma discriminação correlata “entre risco e perigo”. Isto é, Luhmann alega a possibilidade de separar risco e perigo deve derivar de características sociais da modernidade. Ela surge, essencialmente, de uma compreensão do fato de que a maioria das contingências que afetam a atividade humana são humanamente criadas, “e não meramente dadas por Deus ou pela natureza”. A abordagem sociológica é importante e dirige nossa atenção para várias discriminações conceituais que deve ser feita na compreensão da confiança.   

O que indica isto em termos de confiança pessoal? A resposta a esta questão segundo Giddens, é fundamental para a transformação da intimidade no século XX. A confiança em pessoas não é enfocada por conexões personalizadas no interior da comunidade local e das redes de parentesco. A confiança pessoal torna-se um projeto, a ser “trabalhado” pelas partes envolvidas, e requer a abertura do indivíduo para o outro. Onde ela não pode ser controlada por códigos normativos fixos, a confiança tem que ser ganha, e o meio de fazê-lo consiste em abertura e cordialidade demonstráveis. Nossa preocupação peculiar com “relacionamentos”, no sentido em que a palavra é agora tomada, é expressiva deste fenômeno. Relacionamentos são laços baseados em confiança, onde a confiança não é pré-dada, mas trabalhada, hic et nunc e onde o trabalho envolvido significa um processo mútuo de autorrevelação. A confiança pessoal, por conseguinte, tem que ser estabelecida através do processo de autoquestionamento: a descoberta de si torna-se um projeto diretamente envolvido com a reflexividade na modernidade sociológica. Para Christopher Lasch: - conforme o mundo vai assumindo um aspecto cada vez mais ameaçador, a vida torna-se busca de bem-estar através de exercícios, dietas, drogas, regimes espirituais de vários tipos, autoajuda psíquica e psiquiatria.

Escólio: É neste sentido que se pode afirmar, sem temor à erro, que a vontade é decisão por si mesma de um assenhoramento que se estende para além de si; porquanto a vontade é querer para além de si, a vontade é potencialidade que se potencializa para o poder. Somente quando se tiver apreendido o conceito nietzschiano de vontade (cf. Marton, 2006; Nietzsche, 2008) nesses aspectos, será possível compreender aquelas caracterizações com as quais Nietzsche procura frequentemente indicar o que está presente na simples palavra vontade. Portanto, o termo “poder” nunca visa a um complemento da vontade, mas significa uma elucidação da essência da própria vontade. Ele denomina a vontade e com isso a vontade de poder – um “afeto”; ele diz até mesmo: - Minha teoria seria a seguinte: - a vontade de poder é a forma primitiva de afeto, todos os outros afetos não passam de configurações suas. Nietzsche também denomina à vontade uma “paixão” ou um “sentimento”. Se se compreendem tais descrições como geralmente acontece, ou seja, a partir do campo de visão de nossa psicologia habitual, então se cai facilmente na tentação de dizer que Nietzsche transpõe a essência da vontade para o interior do “elemento emocional”, arrancando-a das más interpretações que foram levadas ao idealismo, pois para ele, os afetos são formas de vontade; a vontade é um afeto. Denomina-se tal procedimento uma definição circular, própria em seu encadeamento.

Nietzsche diz com boa razão que a vontade de poder é a forma originária de afeto. Não diz com isto que ela é um afeto, apesar de encontramos essas formulações em suas apresentações e defensivas. O poder só se potencializa na medida em que se torna senhor sobre o nível de poder a cada vez alcançado. O poder, então, só é e só permanece sendo poder enquanto permanece elevação do poder e comanda para si o mais no poder. A essência do poder pertence à superpotencialização de si mesmo que emerge do próprio poder, na medida em que é comando e enquanto comando apodera-se de si para a superpotencialização do respectivo nível de poder que se potencializa. O poder está constantemente a caminho “de si” mesmo, não apenas de um próximo nível de poder, mas do apoderamento de sua própria essência. Por isso, ao contrário do que se pensa, a contra-essência em relação à vontade de poder não é a “posse” no sentido simmeliano de amor e de poder alcançada em contraposição à mera “aspiração por poder”, mas a “impotência para o poder”. Nesse caso, vontade de poder não significa outra coisa senão a relação social estabelecida do ponto de vista “poder para o poder”, o que significa antes: apoderamento para a superpotencialização. É subjetividade incondicionada da vontade de poder/eterno retorno e da composição técnica. Somente o poder para o poder assim compreendido toca a essência plena do poder. Nessa essência do saber e do poder, a essência da vontade enquanto permanece vinculada como comando. A paixão assim compreendida lança novamente uma luz sobre o que Nietzsche denomina vontade de poder. A vontade é de-cisão na qual o que quer se expõe de maneira mais ampla ao domínio do ente, a fim de mantê-lo na esfera de seu comportamento.

Não o acontecimento e a excitação são agora característicos, mas expansão clarividente do campo de vinculação que é ao mesmo tempo uma reunião da essência que se encontra na paixão. O afeto representa o acontecimento que nos agita cegamente. A paixão representa a expansão clarividente e reunidora do campo de vinculação ao ente. Como a paixão restaura nosso ser, nos libera e nos deixa soltos para os seus fundamentos; como a paixão é, ao mesmo tempo, a expansão do campo de vinculação até a amplitude do ente, por isso pertence à paixão – e o que se tem em vista aqui é a compreensão explicativa da grande paixão que pode ser dispendiosa e engenhosa. Não lhe pertence apenas a “capacidade de potência”, mas socialmente mesmo a necessidade de retribuir, e, ao mesmo tempo, aquela despreocupação quanto ao que acontece com o dispêndio com o dispêndio, aquela superioridade que repousa em si mesmo e que caracteriza as grandes vontades. Paixão não tem nada a ver com um mero desejo, especulativamente falando, não é coisa apenas estimulada dos nervos, da exaltação ou do excesso. Se entendermos que é verdade em Nietzsche que a vontade de poder é o caráter fundamental de todo ente e se determina agora a vontade como um sentimento paralelo e compatível ao de prazer, as duas concepções não são sem mais compatíveis. O mundo para Friedrich Nietzsche não é ordem e racionalidade, mas desordem e irracionalidade. Seu princípio filosófico não era, portanto, Deus e razão, mas a vida que atua sem objetivo definido, ao acaso, e, por isso, se está dissolvendo e transformando-se em um constante devir. A única e verdadeira realidade “sem máscaras”, para Nietzsche, é a vida humana tomada e corroborada pela vivência do instante.

Nietzsche era um crítico: a) das “ideias modernas”, b) da vida social e da cultura moderna, c) do neonacionalismo alemão, e, para sermos breves, d) Para ele, os ideais modernos como democracia, socialismo, igualitarismo, emancipação feminina não eram senão expressões da decadência de determinado “tipo homem”. Por estas razões, é, por vezes, apontado como um precursor da concepção de pós-modernidade. A figura filosoficamente de Nietzsche foi particularmente idealizada na Alemanha mediante um processo decadente, num processo político em que opta, mas não decide, tendo sua irmã, simpatizante do regime, fomentado esta associação. Como se dizia a ideologia (cf. Konder, 2002) é a relação imaginária do homem com suas condições reais de existência, ele próprio um raro nietzschiano, “na Alemanha se era contra ou a favor de Nietzsche”, que em toda a vida, tentou explicar o insucesso de sua literatura, concluindo de que “nascera póstumo”, para os leitores do porvir. Investigadores arqueológicos afirmam que a península foi ocupada desde o Paleolítico Inferior. É a mais antiga subdivisão do Paleolítico, sendo mais antigo da Pré-História dos humanos. Segundo descobertas de 2015 existem indícios que há cerca de 3,3 milhões de anos, quando as mais antigas evidências reconhecidas da produção de ferramentas de pedra por hominíneos aparecem no registro arqueológico.  

E durou até há cerca de 300 mil anos, quando mudanças radicalmente importantes nas culturas e formação de sociedades materiais humanas, exemplificadas pela transição da indústria lítica denominada Olduvaiense para a indústria Acheuliana, levaram historiadores e arqueólogos a demarcarem uma nova divisão, o Paleolítico Médio. Os mais antigos hominídeos, os australopitecínios, não eram utilizadores avançados de ferramentas de pedra e é provável que fossem presas de animais maiores. Utilizavam machados de mão e viviam a céu aberto, próximos a vales de rios. Os primeiros fósseis do género Homo surgem a menos de três milhões de anos. O Homo habilis, como os da Garganta de Olduvai, é muito mais semelhante aos humanos modernos. Acreditava-se que o uso de ferramentas de pedra havia sido desenvolvido por esta espécie por volta de há 2,5 milhões de anos, antes de serem substituídos pelo Homo erectus, há cerca de 1,5 milhões de anos. Evidências arqueológicas no sítio de Lomekwi comprovaram o uso de ferramentas de pedra por hominíneos anteriores ao gênero Homo. Através do tempo, a história da Coreia tem sido turbulenta com numerosas guerras, incluindo invasões tanto chinesas quanto japonesas. Desde o estabelecimento da República moderna em 1948, a Coreia do Sul debateu-se com sequelas de conflitos bélicos, e a Guerra da Coreia (1950–1953), e décadas de governos autoritários. Apesar de ser uma democracia de estilo ocidental desde a fundação da República, as eleições presidenciais sofreram irregularidades que só terminaram em 1987, quando ocorreram as primeiras eleições diretas e o país passou a ser considerado como uma democracia multipartidária. Sua economia tem crescido rapidamente desde a década de 1950.

Em Campo Minado (Across the Line: The Exodus of Charlie Wright) tem como representação social um filme de suspense policial de 2010 dirigido por R. Ellis Frazier e estrelado por Aidan Quinn. As filmagens ocorreram em Los Angeles, Califórnia e Tijuana, México. O filme acompanha um banqueiro (Quinn) que foge dos Estados Unidos da América com bilhões depois de ser revelado como um fraudador, bem como as autoridades e mercenários que o perseguem. O império empresarial de Charlie Wright (Aidan Quinn) é revelado como um esquema Ponzi, tendo desviado até onze bilhões de dólares de seus clientes. Após a percepção de que nem sempre as pessoas retiravam tudo o que haviam depositado, melhor dizendo, sempre haveria dinheiro para circular, que surgiu a ideia de conceder empréstimos mediante o pagamento de juros. Esta foi a base para o enriquecimento dos banqueiros, que deixaram de ser simplesmente “cambistas” ou agiotas. Contudo, a cobrança de juros era algo de total desaprovação da Igreja, aspecto que explica o porquê da existência de muitos judeus no ramo bancário naquele período. John Kenneth Galbraith (1908-2006) foi um consagrado economista, filósofo, cientista político e escritor norte-americano. Politicamente alinhado ao liberalismo norte-americano, ou a esquerda daquele país, e crítico mordaz dos conservadores, Galbraith foi autor de alguns dos best-sellers de economia e sociologia mais vendidos e lidos no mundo contemporâneo, tais como o seu ensaio: 1929: A Grande Crise, A Sociedade Afluente, O Novo Estado Industrial, Capitalismo Americano: O Conceito do Poder Compensatório, A Anatomia do Poder e Economia, Paz e Humor, nos quais direciona críticas intensas a seus pares pela falta de rigor metodológico, oferece uma análise crítica da economia política de mercado sem regulação estatal.  

Galbraith foi um Democrata bastante ativo, participando, como conselheiro, dos governos de John Kennedy (1917-1963), Lyndon Johnson (1908-1973) e Bill Clinton e como vice-presidente da Comissão de Preços do governo de Franklin Delano Roosevelt (1882-1945). As escolas keynesiana e institucionalista foram as duas tradições econômicas que mais influência exerceram sobre Galbraith, muito embora ele costumasse conceder importância a conservadores como o escocês Adam Smith e o comunista alemão Karl Marx, pela sua relevância histórica. Galbraith também foi presidente da American Economic Association, a principal agremiação de economistas nos Estados Unidos. O economista e cientista político morreu aos 97 anos, em 2006, mesmo ano em que faleceu Milton Friedman (1912-2006), um de seus mais reconhecidos adversários. Pensador de rara compreensão, foi assessor econômico do presidente John Kennedy e publicou diversos livros, entre os quais The Affluent Society, no ano de 1958, em que critica analiticamente a política econômica dos Estados Unidos da América. Em 1937 se tornou cidadão dos Estados Unidos, embora nessa época os Estados Unidos e o Canadá, por diversas razões de soberania, não aceitassem a dupla nacionalidade, mas foi homenageado pelo seu país nativo até o fim de sua vida, e suas origens canadenses foram frequentemente citadas. Durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945) Galbraith pertenceu à administração pública, no cargo de vice-diretor do gabinete da administração de preços (deputy head of the Office of Price Administration).  

No final da guerra global capitalista foi-lhe pedido que executasse um inquérito sobre o bombardeamento estratégico aliado, que concluiu que ele não teve efeitos e não encurtou a guerra. Após a guerra tornou-se conselheiro da administração do pós-guerra na Alemanha e Japão. Em 1949 John Kenneth Galbraith foi nomeado professor de economia na Universidade de Harvard. Foi então também editor da revista Fortune. Aposentado como professor universitário em 1957, publicou em 1981 a autobiografia: A Life in Our Times: Memoirs. Galbraith era filho de canadenses de ascendência escocesa, William Archibald Galbraith e Sarah Catherine Kendall. Nasceu em Iona Station, Ontário, e cresceu em Dutton, Ontário. Seu pai era fazendeiro e professor de escola, e sua mãe era uma brilhante ativista política. Galbraith licenciou-se pelo Colégio de Agricultura do Ontário, depois Universidade de Guelph, tendo depois realizado o mestrado e doutoramento na Universidade da Califórnia em Berkeley. Foi amigo do presidente John F. Kennedy (1917-1963), por quem foi nomeado embaixador na Índia entre o preríodo de 1961 e 1963, onde teve um papel interessante no apoio econômico ao governo indiano e ao desenvolvimento social do país. No país asiático, ajudou a estabelecer uma das primeiras faculdades de ciências de computação no Instituto Indiano de Tecnologia em Kanpur, Uttar Pradesh. Mercado de crédito é o nome dado ao sistema financeiro onde ocorre o processo de concessão e tomada de crédito.

  O mercado de crédito envolve uma dupla parte, uma credora e outra devedora, que normalmente estabelecem uma relação contratual entre si, podendo ser formal ou informal. Esta situação sugere que uma das partes, a credora conceda liquidez à outra, mediante um prêmio de liquidez ou de risco, comumente intitulado de juros. Nesta relação à parte credora oferece um bem a parte devedora, que na sociedade capitalista é a moeda fiduciária ou escritural. No sistema capitalista global os principais agentes de concessão de crédito são as instituições financeiras, embora existam vários outros agentes, como as empresas para seus clientes e as pessoas físicas para seus parentes e amigos. As instituições financeiras são os principais agentes estatuídos pelo seu poder político de arregimentar recursos, e pelo grau de especialização que alcançam no processo de emprestar e receber seus empréstimos. Lembrava o filósofo materialista e dialético Karl Marx que num debate parlamentar sobre os Bank-Acts de Sir Robert Peel (1788-1850) ocorridos de 1844 e 1845, Gladstone observava que “nem mesmo o amor levou tantas pessoas à loucura como o cismar sobre a essência do dinheiro”. Ele falava de britânicos para britânicos.              

Os holandeses, ao contrário, que apesar da dúvida de William Petty (1623-1687) possuíam desde tempos imemoriais uma “malícia angelical” para a especulação do ponro de vista capitalista da circulação com o dinheiro, nunca perderam sua malícia na especulação sobre o dinheiro. A principal dificuldade da análise sobe o dinheiro é vencida quando se compreende que o dinheiro tem a sua origem na própria mercadoria. Desse pressuposto, apenas resta conceber nitidamente as idades que lhe são próprias; o que é dificultado em certa medida pelo fato de que todas as relações burguesas aparecem transformadas em ouro ou prata, aparecendo como relações monetárias. E a forma dinheiro parece possuir um conteúdo infinitamente variado que lhe é estranho, mas o primeiro ato necessário consiste em que as mercadorias excluam uma mercadoria específica, o ouro, como encarnação imediata do tempo de trabalho geral, ou seja, como equivalente geral. Porque todas as mercadorias medem seus valores de troca pelo ouro, na proporção em que determinada quantidade de ouro e quantidade de mercadoria contêm a mesma quantidade de tempo de trabalho, o ouro se torna medida de valor, e só se torna equivalente geral (ou dinheiro), unicamente através dessa determinação como medida de valores, medida que como tal mede seu próprio valor de imediato por todo o conjunto de equivalentes-mercadorias.

Por outro lado, o valor de troca de todas as mercadorias expressa-se em ouro. Deve-se distinguir nessa expressão: um momento qualitativo e outro quantitativo. Primeiro, o valor de troca da mercadoria existe como encarnação do mesmo tempo de trabalho uniforme; segundo sua grandeza de valor se apresenta na mesma proporção em que as mercadorias são igualadas ao ouro também igualadas entre si. De um lado, aparece o caráter geral do tempo de trabalho contido nelas; de outro, sua quantidade expressa em seu equivalente ouro. O valor de troca das mercadorias assim expresso como equivalência geral e ao mesmo tempo socialmente como grau dessa equivalência em relação a uma mercadoria específica, ou expresso ainda numa só equação ligando as mercadorias a uma mercadoria específica que é o preço. Portanto, o preço é a forma transformada sob a qual aparece o valor de troca das mercadorias no interior do processo de circulação. Ipso facto, através do mesmo processo pelo qual as mercadorias apresentam seus valores em preços-ouro, apresentam também o outro como medida dos valores e, daí, como dinheiro. O ouro só se torna medida dos valores porque é por ele que todas as mercadorias avaliam seu valor de troca. Não é senão pura aparência do processo de circulação a impressão de que o dinheiro faz as mercadorias comensuráveis, pois a medida entre ouro e mercadoria é o tempo de trabalho, e o ouro só se torna medida dos valores pelo fato das mercadorias se meçam com ele. Ao contrário, não é senão a comensurabilidade das mercadorias como tempo de trabalho objetivado que permite ao ouro transformar-se em dinheiro. Ao entrar para troca, as mercadorias assumem a figura real de valores de uso. Somente através da alienação é que se tornam equivalente geral.

A determinação de seu preço é a sua transformação ideal em equivalente geral, é equação com o ouro que ainda está por se realizar.  Mas como as mercadorias estão transformadas em ouro apenas idealmente, ou apenas em ouro representado, seu ser dinheiro não está ainda efetivamente separado de seu ser real, o ouro; por enquanto, está transformado apenas em dinheiro ideal, em medida dos valores, e, de fato, determinadas quantias de ouro funcionam por enquanto apenas como nomes para determinadas quantias de tempo de trabalho. A determinidade formal em que o ouro se cristaliza como dinheiro depende em cada caso do modo determinado em que as mercadorias apresentam, umas as outras, seu próprio valor de troca. Nessa diferença entre valor de troca e preço, observa-se o seguinte: o trabalho individual particular contido na mercadoria precisa primeiro ser apresentado, pelo processo de alienação, em seu contrário, em seu trabalho sem individualidade, abstratamente geral e, somente dessa forma, em trabalho social, ou seja, em dinheiro. O mal dinheiro põe-se de emboscada na invisível capa da medida de valor. O ouro é medida de valor como tempo de trabalho objetivado. Padrão de preços é determinado peso de metal. 

Torna-se medida de valor ao relacionar-se como valor de troca com as mercadorias (trabalho) enquanto valores de troca; uma determinada quantia de ouro, como padrão de preços, serve a outras quantias de ouro como unidade. O ouro é a medida de valor porque seu valor é variável, e é padrão de preços fixado como unidade de peso invariável. Aqui, como em todas as determinações de grandezas nominalmente iguais, solidez e determinidade das relações de medidas são decisivas. A necessidade de se fixar uma quantia de ouro como unidade de medida e partes alíquotas como subdivisões dessa unidade produziu a representação de que uma determinada quantia de ouro, que naturalmente tem um valor variável, se colocasse numa relação de valor fixa com os valores de troca das mercadorias, no que se perdeu de vista que os valores de troca das mercadorias estão transformados em preços, em quantias de ouro antes mesmo que o ouro se desenvolva como padrão dos preços. Assim como o valor do ouro varia, diferentes quantias de ouro apresentam entre si permanente a mesma proporção de valor. O preço de uma mercadoria ou a quantia de ouro, na qual se transforma idealmente, se expressa agora, portanto, nos nomes monetários do padrão-ouro. A forma própria com que essas mercadorias dão os seus valores de troca está transformada em nomes monetários, pelo quais expressam mutuamente o que elas valem. O dinheiro, por sua vez, torna-se moeda de cálculo. O dinheiro, compreendido como moeda de cálculo, pode existir apenas idealmente (teoria), enquanto o dinheiro que circula efetivamente (prática) é cunhado em um outro padrão totalmente diferente. Em muitas colônias inglesas da América do Norte, a moeda circulante, até boa parte do processo civilizatório do século XVIII, consistia em moedas portuguesas e espanholas, enquanto, por toda parte do mundo globalizado, a moeda de cálculo era a mesma da Inglaterra.

O mais famoso agiota da literatura viveu em Veneza e se chamava: Shylock, personagem de William Shakespeare (1564-1616), do “Mercador de Veneza”. O assunto empréstimo foi central neste romance, o agiota Shylock se dispõe a emprestar o dinheiro em troca de uma garantia da parte do amigo de Barsanio, o comerciante Antônio. Em qualquer empréstimo o risco de as coisas darem errado é grande, e talvez seja por isso, que as pessoas que emprestam dinheiro precisam economicamente ser compensadas, com um valor pago pelo que emprestou além do montante emprestado que é chamado de juros. Mas porque Shylock se tornou o grande vilão do valor de troca entre pessoas? Naquela época, ele era um dos muitos judeus agiotas que viviam nos guetos de Veneza. Durante a vida de Shakespeare, a agiotagem do ponto de vista sociológico tinha como representação uma ocupação comum entre os judeus, devido à crença entre os cristãos nesse período de que a usura era um pecado, e por ser uma das poucas profissões que era permitido aos judeus exercerem historicamente na Europa medieval, tendo em vista que as leis mercantilistas proibiam qualquer outro tipo especificamente de ocupação. A cidade os tolerava, pois eram o que poderiam fornecer o serviço comercial que os mercadores cristãos eram proibidos de fazer, e poderiam cobrar juros pelos empréstimos. Por isso que os maiores banqueiros foram judeus. Os judeus se sentavam em suas mesas, as suas “tavule” em seus bancos, os “banci”, raiz da palavra italiana para “bancos”, num local conhecido por Banco Rosso. 

Pinturas de Giorgio Vasari, Frederico Zuccari e Domenico di Michelino retratam bem a crença de um inferno para os agiotas. No final da história Shylock é proibido de cobrar o “meio quilo de carne de Antônio exigido no empréstimo em caso de inadimplência”. O tribunal o proíbe de derramar sangue de um veneziano, por ele ser judeu a lei determina ainda a perda de seus bens por planejar a morte de um cristão. Então porque ele confiou o empréstimo, como grande vilão do romance de William Shakespeare – “Mercador de Veneza”? Os bancos desfrutam, portanto, do poder de multiplicação monetária através do crédito sem lastro.  Mas nem sempre foi assim, como demonstra Murray Rothbard. O esquema de reservas fracionárias não passa de uma fraude, segundo o economista.  A produção de mercadorias e a circulação de mercadorias, o comércio, constituem os pressupostos históricos em que aquele surge o mercado mundial e abrem no século XVI a moderna biografia do capital. Se abstrairmos do conteúdo material da circulação de mercadorias, da troca dos diversos valores de uso, e considerarmos apenas as formas econômicas que este processo gera, encontraremos então como seu último produto o dinheiro. Este último produto da circulação é a primeira forma fenomênica do capital. O capital contrapõe-se à propriedade fundiária e em primeiro lugar, sob a forma de dinheiro, como fortuna, capital mercantil e capital usurário. E necessário à gênese do capital para reconhecermos o dinheiro como a sua primeira forma fenomênica.   

Escólio: Ao sair do escritório após saber de sua punição, Wright é interceptado pelo agente do FBI Hobbs (Mario Van Peebles), que não pode prendê-lo por falta de mandado. Para ganhar tempo, Hobbs consegue o mandado e seu parceiro, Jimmy (Jordan Belfi), intercepta Wright quando ele sai da garagem do escritório. Ao olhar dentro do carro, Hobbs fica consternado ao descobrir que Wright desapareceu. A investigação subsequente deixa poucas pistas sobre o paradeiro de Wright. Acontece que Charlie fugiu para Tijuana, no México, em busca de uma mulher que abandonou duas décadas atrás. Através de Mary (Claudia Ferri), ele descobre que a mulher morreu anos atrás, mas que tinha uma filha chamada Isabel. Enquanto procura por ela, Jimmy, que está de férias em Tijuana, fica chocado ao ver Charlie. Hobbs inicialmente não acredita, mas mesmo assim viaja para encontrar Jimmy. Wright procura por Isabel, mas descobre que ela deixou o país ilegalmente. Os mafiosos russos Letvinko (Elya Baskin) e Borlec (Raymond J. Barry) contratam o mercenário Damon (Luke Goss) para ir atrás de Wright e recuperar o dinheiro que ele roubou da máfia. Damon recebe uma equipe (Gary Daniels, Geoffrey Ross e Bokeem Woodbine) para seguir Wright. Simultaneamente, o traficante mexicano Jorge Garza (Andy Garcia), profundamente endividado, sequestra Charlie e oferece proteção em troca de parte de seu dinheiro. O filho de Garza, Gabriel (Danny Pino), pretende manter o refém durante a noite, mas é atacado pela equipe de Damon.

No confronto, Charlie consegue escapar. Charlie liga para Hobbs e diz que deseja retornar aos Estados Unidos. Os Garza o rastreiam e a equipe de Damon os segue. Todos encontram Wright em um mercado, mas antes que possam sequestrá-lo, Hobbs aparece e leva Charlie sob sua custódia, e os mercenários partem a contragosto. Em uma carta narrada para Isabel, Wright discute como considera sua vida um fracasso. Gabriel dá a notícia a um Jorge transtornado, que deixa o império nas mãos de Gabriel enquanto os homens a quem deve dinheiro o levam embora. Hobbs, mantendo Wright em seu carro, diz a ele que descobriu que Wright tinha, no máximo, seis meses de vida, pois o câncer havia se espalhado pelo corpo de Charlie. Hobbs permite que Wright vá embora e Wright lhe dá os dados de uma conta bancária, presumivelmente com o dinheiro que Charlie roubou. A narração termina com Charlie sentado em uma praia, em certa medida de paz consigo mesmo. O financista Charlie Wright está sendo investigado pelo FBI por uma fraude de US$ 11 bilhões. Agentes federais liderados por Andrew Hobbs mantêm Wright sob vigilância rigorosa, aguardando a chegada de um mandado de prisão. Mas Wright consegue escapar pouco antes do início da operação. Hobbs é duramente criticado por seus superiores pela falha na prisão. Wright, que muitos acreditavam estar seguro em algum país exótico, na verdade refugiou-se em Tijuana, cidade na fronteira entre o México e os Estados Unidos da América. A cidade está sob o controle da família Garza, cujo chefe, Jorge, está fortemente endividado com os líderes da organização criminosa à qual pertence. 

Um agente do FBI que fazia parte da equipe de Hobbs e que agora está de férias em Juáña avista Wright por acaso, mas não consegue localizar seu esconderijo. Ele avisa Hobbs, que viaja para Juáña e contata informalmente a polícia mexicana para pedir que encontrem o fugitivo. Mas a polícia é corrupta e alerta Jorge Garza, que vê isso como um golpe de sorte inesperado, acreditando que o dinheiro que Wright levou consigo na fuga o ajudará a pagar sua dívida. Entretanto, dois mafiosos russos, de quem Wright havia roubado aproximadamente cem milhões de dólares, também estão em seu encalço. Eles confiam a caçada a um assassino altamente habilidoso, Damon, que viaja para a cidade mexicana com vários outros homens. Com a cumplicidade da polícia, os Garzas libertam Wright da prisão mexicana, mas enquanto o transferem, o grupo de Damon os ataca, sem conseguir capturar o financista. Durante o violento tiroteio entre os dois grupos, Wright consegue escapar novamente e é escondido por Mary, uma mulher que trabalha em clubes de má reputação. Ele revela a ela o motivo de estar ali: está procurando por uma mulher, Veronica, com quem teve um caso vinte anos antes. Mary a conhecia e lhe conta que a mulher já morreu há algum tempo, mas que sua filha, Isabel, pode ainda estar morando na cidade. Mas quando Wright acredita ter identificado Isabel, de quem é pai, descobre que ela fugiu ilegalmente para os Estados Unidos. Nesse momento, ele decide ligar para o Agente Hobbs para se entregar, combinando um encontro em Tijuana.

Mas os Garzas e Damon também aparecem para o encontro. Após um tenso impasse armado, o prisioneiro é levado sob custódia de Hobbs e transferido para os Estados Unidos. Jorge Garza, portanto, não poderá pagar sua dívida e seu destino estará selado: ele será eliminado da organização, embora seu irmão mais novo, Gabriel, tenha permissão para continuar com os negócios da família. Uma reviravolta final permitirá que Wright evite a prisão, mas outro teste o aguarda. Elenco. Alvo: Aidan Quinn como Charlie Wright: Um banqueiro americano que aplica golpes bilionários e foge para Tijuana. FBI - Mario Van Peebles como Agente Hobbs: Um agente implacável na perseguição a Wright. Jordan Belfi como Jimmy: parceiro de Hobbs Corbin Bernsen como o diretor do FBI, Hill: Furioso com Hobbs e exigindo uma resolução rápida para o conflito. Mercenários - Luke Goss como Damon: Contratado pela máfia russa para perseguir Charlie Wright. Gary Daniels como Michaels: O líder da equipe mercenária em Tijuana, contratada por Damon. Bokeem Woodbine como Miller: Um membro de Michaels Geoffrey Ross como Baines: Um membro da equipe de Michaels. Gangsters - Raymond J. Barry como Borlec: O mafioso russo que contrata Damon. Elya Baskin como Letvinko: Contrata Damon com Borlec. Andy Garcia interpreta Jorge Garza: um gangster mexicano que promete proteção a Wright em troca de dinheiro. Danny Pino como Gabriel Garza: irmão de Jorge Gina Gershon como Mariel Garza: esposa de Jorge. Claudia Ferri como Mary: Uma prostituta que conhece a mulher que Charlie está procurando.

Bibliografia Geral Consultada.

TOURAINE, Alain, La Produzione della Società. Bolonha: Il Mulino, 1973; BRAGA, José Carlos de Souza, Temporalidade da Riqueza - Instabilidade Estrutural e Financeirização do Capitalismo. Tese de Doutorado. Instituto de Economia. Campinas:  Universidade Estadual de Campinas, 1985; MITZMAN, Arthur, La Jaula de Hierro: Una Interpretación Histórica de Max Weber. Madri: Alianza Editorial, 1976; MARX, Carlos, El Capital. Crítica de la Economía Política. Libro Primero. Buenos Aires: Editorial Cartago, 1973; Idem, Love Poems of Karl Marx. Org. de Reinhard Lettau e Lawrence Ferlinghetti. San Francisco: City Lights Editor, 1977; DUMONT, Louis, Homo Hierarchicus. O Sistema de Castas e suas Implicações. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1992; PUGLIESE, Enrico, Sociologia della Disoccupazione. Bologna: Il Mulino, 1993; DOSSE, François, L’Empire des Sens. L’humanisation des Sciences Humaines. Paris: La Découverte, 1997; KONDER, Leandro, A Questão da Ideologia. SãoPaulo: Editora Companhia das Letras, 2002; LUHMANN, Niklas, Confianza. Barcelona: Ediciones Anthropos, 2005; MAIGRET, Eric; MACÉ, Eric (Org.), Penser les Médiacultures. Nouvelles Pratiques et Nouvelles Aproches de la Represéntation du Monde. Paris: Éditeur Armand Colin, 2005; MARTON, Scarlett, Nietzsche. A Transvaloração dos Valores. Rio de Janeiro: Editora Moderna, 2006; NIETZSCHE, Friedrich, A Vontade de Poder. Rio de Janeiro: Editor Contraponto, 2008; HILFERDING, Rudolf, Il Capitale Finanziario. Tradução de Vittorio Sermonti, Savero Vertone. Milano: Editore Mimesis, 2011; ZELIZER, Viviana, El Significado Social del Dinero. Buenos Aires: Fondo de Cultura Econômica, 2011; DODD, Nigel, The Social Life of Money. Princeton: Princeton University Press, 2014; OLIVEIRA, Regina Cibelle de, Gobseck`s: Entre a Prostituição e a Agiotagem. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos, Literários e Tradutológicos em Francês. Departamento de Letras Modernas. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2017; LUXEMBURGO, Rosa, A Acumulação de Capital. 1ª edição. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 2021; RENZO, Artur Augusto Abdalla, Explosão Sexual na Era Atômica: Forma Estética e Processo Social em Dr. Strangelove, de Stanley Kubrick. Dissertação de Mestrado. Programa de Mestrado em Filosofia. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2026, entre outros.

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Sibéria – Outsiders, Diamantes Falsificados & Suspense Americano.

        “Aquele que recorda o passado perde um olho. O esquece perde os dois!”. Alexander Soljenítsin (1918-2008)                      

                                                

          A primeira menção do nome Sibéria em crônicas data de 1032. A cidade-estado de Novgorod estabeleceu duas rotas comerciais para o rio Ob e reivindicou as terras que os russos chamavam de Yugra. Os russos eram atraídos, em particular, por suas peles. Novgorod lançou campanhas militares para extrair tributo da população local, mas frequentemente encontrou resistência, cultural e política, como em duas campanhas em 1187 e 1193 mencionadas em crônicas que foram derrotadas. Depois que Novgorod foi anexada por Moscou, o recém-emergente estado russo centralizado também reivindicou a região, com Ivan III da Rússia (1440-1505) enviando forças expedicionárias à Sibéria em 1483 e 1499-1500. Os russos receberam tributo, mas o contato social com as tribos cessou depois que eles partiram. O crescente poder do Czarado da Rússia in statu nascendi começou a minar o Canato Siberiano no século XVI. Primeiramente, grupos de comerciantes e cossacos começaram a entrar na região. O exército russo recebeu ordens para estabelecer fortes militares cada vez mais a Leste, a fim de proteger o êxodo dentre os novos colonos russos que migravam assustadoramente da Europa. Cidades como Mangazeya, Tara, Yeniseysk e Tobolsk se desenvolveram, sendo esta última a capital de fato da Sibéria a partir de 1590. Nessa época, do ponto de vista historiográfico, Sibir era o nome de uma fortaleza em Qashliq, perto de Tobolsk. Gerardus Mercator (1512-1594), em um mapa publicado em 1595, marca Sibier tanto como o nome de um assentamento quanto, comparativamente, do território circundante de um afluente da margem esquerda do rio Ob. Outras fontes etnográficas afirmam que os Sibe, um povo tungúsico indígena, ofereceram resistência à expansão russa além dos Urais. 

          Alguns sugerem que o termo Sibéria seja uma versão russificada de seu etnônimo. Em meados do século XVII, a Rússia havia estabelecido áreas de controle que se estendiam até o Oceano Pacífico. Cerca de 230.000 russos haviam se estabelecido na Sibéria em 1709. A Sibéria tornou-se um dos destinos para o envio de exilados internos. O exílio era a principal prática punitiva russa, com mais de 800.000 pessoas exiladas durante o século XIX. A primeira grande mudança moderna na Sibéria foi a Ferrovia Transiberiana, construída entre 1891 e 1916. Ela ligou a Sibéria mais diretamente à Rússia de Nicolau II, que se industrializava rapidamente. Cerca de sete milhões de russos migraram da Europa para a Sibéria entre 1801 e 1914. Entre 1859 e 1917, mais de meio milhão de pessoas migraram para o Extremo Oriente Russo. A Sibéria possui vastos recursos naturais: durante o século XX, houve exploração em larga escala desses recursos, e cidades industriais surgiram por toda a região. Às 7h15 do dia 30 de junho de 1908, o evento de Tunguska derrubou extraordinariamente milhões de árvores perto do rio Podkamennaya Tunguska (rio Tunguska pedregoso) na Sibéria central. A maioria dos cientistas acredita que isso resultou da explosão atmosférica ou especulativamente de um provável meteoro ou cometa. Embora nenhuma cratera tenha sido encontrada, a paisagem na área (pouco habitada) ainda carrega as cicatrizes marcadamente desse evento geológico. Nas primeiras décadas da União das Repúblicas Socialista Soviética de 1930 e 1940, o governo utilizou a estatal Gulag para administrar um sistema de campos de trabalho penal, substituindo o antigo sistema katorga.

De acordo com estimativas soviéticas semioficiais, que só se tornaram públicas após a queda do governo soviético em 1991, de 1929 a 1953, mais de 14 milhões de pessoas passaram por esses campos e prisões, muitas delas na Sibéria. Outras sete a oito milhões de pessoas foram deportadas internamente para áreas remotas da União Soviética incluindo nacionalidades ou etnias inteiras em vários casos. Meio milhão (516.841) de prisioneiros morreram em campos de 1941 a 1943 durante a 2ª guerra mundial. Em outros períodos, a mortalidade foi comparativamente menor. O tamanho, o alcance e a escala dos campos de trabalho escravo do Gulag continuam sendo temas de muita pesquisa e debate. Muitos campos do Gulag operavam em áreas extremamente remotas do nordeste da Sibéria. Os agrupamentos mais conhecidos incluíam Sevvostlag (os Campos do Nordeste) ao longo do rio Kolyma e Norillag perto de Norilsk, onde 69.000 prisioneiros viviam em 1952. Grandes cidades industriais do Norte da Sibéria, como Norilsk e Magadan, desenvolveram-se a partir de campos construídos por prisioneiros e administrados por ex-prisioneiros. Após o colapso soviético em 1991, a Sibéria enfrentou um grave declínio econômico durante a transição da Rússia para uma economia de mercado, caracterizada por hiperinflação, colapso industrial e privatização de recursos. O presidente russo Vladimir Putin encontra membros da FSB na Chechênia, em 2011. Embora a ideia de uma República Siberiana para maior autonomia regional tenha sido discutida e um Acordo Siberiano tenha sido formado na década de 1990, a região permaneceu consolidada sob a autoridade federal russa.                            

A formação da personalidade representa um processo gradual, complexo e único a cada indivíduo. O termo é usado em linguagem comum com o sentido de “conjunto das características marcantes de uma pessoa”, de forma que se pode dizer que uma pessoa “não tem personalidade”; essa utilidade de uso, no entanto leva em conta um conceito do “senso comum” e não científico em psicologia social. Encontrar uma exata definição para termo personalidade não é uma tarefa simples. O termo é usado na linguagem comum - isto é, como parte da psicologia do senso comum - com diferentes significados, e esses significados costumam influenciar as definições científicas do termo. Assim, na literatura psicológica alemã persönlichkeit costuma ser usado de maneira ampla, incluindo temas como inteligência; o conceito anglófono de personality costuma ser aplicado de maneira mais restrita, referindo-se mais aos aspectos sociais, culturais e emocionais do conceito referenciado do alemão. Por outro lado, a criatividade, apesar ser um termo usual muito difundido e discutido, é um construto social de difícil definição, porque cada autor parece defini-lo de uma maneira claramente, mas particularmente diferente. Alguns autores chegam mesmo a se perguntar se criatividade humana não seria uma representação de conjunto de traços de personalidade “ao invés de um só”.

O Estado se constitui em relação à forma de governo um duplo contexto:  de um  lado, efeitos de poder político em relação a outros Estados, atuais ou potenciais, isto é, os princípios concorrentes – portanto, precisa concentrar “capital de força física” para travar a guerra pela terra, pelos territórios; de outro lado, em relação a um contexto interno, a contrapoderes, isto é, príncipes concorrentes ou classes dominadas que resistem à arrecadação do imposto ou ao recrutamento de soldados. Esses dois fatores favorecem a criação de exércitos poderosos dentro dos quais se distinguem progressivamente forças propriamente militares e forças policiais destinadas à manutenção da ordem interna. Essa distinção exército/polícia, evidentemente hoje, tem uma genealogia extremamente lenta, as duas forças têm sido por muito tempo confundido. O desenvolvimento do imposto está ligado às despesas de guerra. O nascimento do imposto é simultâneo a uma acumulação extraordinária de capital detido pelos profissionais da gestão burocrática e à cumulação de um imenso capital informacional. É o vínculo institucional entre Estado e a utilidade de uso estatística: o Estado está associado a um conhecimento racional do mundo social e governamental. A estatística tem como representação o campo da matemática que relaciona fatos e números e um conjunto de métodos que nos possibilita coletar dados e analisá-los, assim sendo possível realizar alguma interpretação deles.

Além da própria historiografia, o conhecimento a história social tem sido uma tarefa ímpar de todas as ciências sociais. A sociologia, a economia política, a ciência política, a antropologia, a psicologia, trabalham com questões políticas, econômicas, sociais, culturais, religiosas, militares, demográficas e outras, que correspondem a ações, relações, processo e estruturas tomados em algum nível da historicidade. Mesmo as correntes de pensamento orientadas no sentido de formalizar as interpretações, em termos de indução quantitativa ou construção de modelos, mesmo nesses casos onde a pesquisa produz alguma explicação nova, reavalia ou reafirma explicações vigentes, sobre os modos e os tempos da história. Também há aqueles que formalizam e fetichizam as categorias dialéticas de pensamento, perdendo de vista o fluxo real das ações, relações, processos e estruturas que expressam movimentos e as modificações das gentes, grupos, classes e nações. Uns e outros constroem mitos. Em todos os casos, no entanto, a história aparece de alguma forma, como história real ou invenção, drama ou epopeia, elegia ou profecia. A multiplicidade de ciências e teorias relativas ao nível de analise social, tem dado origem a distintas interpretações metodológicas como se escreve ou produz a história. São distintas e heterogêneas a histórias do capitalismo que aparecem nas análises de David Ricardo, Karl Marx, Alexis de Tocqueville, Émile Durkheim, Max Weber, John Maynard Keynes, Tallcott Parsons, Eric Hobsbawm e outros. Não só na sociologia, mas nas ciências sociais, encontram-se as diversas explicações sobre como e por que se dá a mudança, a evolução, o progresso, o desenvolvimento, a modernização, a crise, a recessão, o golpe de classe, a reforma, a revolução. 

Para explicar as transformações sociais, em sentido amplo, o sociólogo, antropólogo, economista, politólogo, psicólogo, historiador e outros têm buscado causas, condições, tendências, fatores, indicadores, variáveis, e assim por diante. Ao analisar as condições de formação, funcionamento, reprodução, generalização, mudança e crise do capitalismo globalizado, os cientistas sociais têm proposto explicações que nem sempre se excluem. Em certos casos, umas implicam outras, ou as englobam. Em primeiro lugar, uma interpretação que se generalizou bastante, desde os arquétipos comparados da Revolução Industrial, estabelece que o progresso econômico é o resultado da “criatividade empresarial”. Isto é, toda mudança social, inovação técnica ou modernização econômica substantiva tende a consumar a capacidade de criação e liderança de empresários imaginosos, inventivos ou mesmo lúdicos, capazes de articular e dinamizar os fatores da produção preexistentes e novos. Essa interpretação tem os seus principais enunciados nos escritos de economistas clássicos, seus discípulos e continuadores no século XIX e XX. Os valores relacionados nas relações sociais desde aos self-made man ao tycoon, e talvez mais do que isso, ao imodesto “capitão de indústria”, ao pioneiro, à identidade entre propriedade privada, livre empresa e sociedade aberta, ligam-se à tese de que a criatividade é a base do progresso capitalista.  

Quer dizer, sobre o conceito útil de figuração distingue-se de conceitos teóricos da sociologia por incluir expressamente “os seres humanos em sua formação social”. Contrasta, portanto, decididamente com um tipo amplamente dominante de formação de conceitos que se desenvolve sobretudo na investigação de objetos sem vida, portanto, no campo da física e da filosofia para ela orientada. Há figurações de estrelas, assim como de plantas e de animais. Mas apenas os seres humanos formam figurações uns com os outros. O modo de sua vida conjunta em grupos grandes e pequenos é, de certa maneira, singular e sempre co-determinado pela transmissão de conhecimento de uma geração a outra, por tanto por meio do ingresso singular do mundo simbólico específico de uma figuração já existente de seres humanos. Às quatro dimensões espaço-temporais indissoluvelmente ligadas se soma, no caso dos seres humanos, uma quinta, a dos símbolos socialmente apreendidos. Sem sua apropriação, sem, por exemplo, o aprendizado de uma determinada língua social, os seres humanos não seriam capazes de se orientar no seu mundo nem de se comunicar uns com os outros. Quando um ser humano adulto, não teve acesso aos símbolos da língua e conhecimento de determinado cultura e grupo permanece fora das figurações humanas, não é um ser humano. 

Apesar de já existirem institutos anteriores que se assemelhavam aos existentes atualmente para proteção exclusiva de “direito autoral”, voltados para editores e implementados por toda a Europa a partir do final do século XV, é no Reino Unido, em 1710, que entra em vigor aquela que ficou reconhecida como a primeira lei de direitos autorais reconhecida, o Estatuto da Rainha Ana, que dizia respeito apenas à livros. Em 1735, foi adotada outra lei, que abrangia desenhos. Durante o século XVII, nos reinados de Jorge II e Jorge III foram realizados ampliações e aperfeiçoamentos na legislação. Em paralelo, se desenvolvia na Europa continental, com destaque à França, uma perspectiva mais voltada para a “proteção subjetiva” do criador intelectual do que a proteção contra a “cópia da obra”, culminando com uma série de leis francesas entre 13 de janeiro de 1791 e 24 de julho de 1793. Outros países como Dinamarca, Espanha, Alemanha e Estados Unidos também adotaram, em épocas próximas, legislações que versavam sobre direitos de impressão e reprodução de obras. Direito autoral, direito de autor ou ainda copyright é um conjunto de prerrogativas conferidas por lei à pessoa física ou jurídica criadora da obra intelectual, para que ela possa usufruir de quaisquer benefícios morais e patrimoniais resultantes da exploração de suas criações. É derivado dos “direitos individuais” e com elemento híbrido, especial e autônomo dentro do direito civil.

Para efeitos legais, na vida cotidiana (cf. Heller, 1975), divide-se em direitos morais e patrimoniais: os direitos morais asseguram a autoria e integridade da criação ao autor da obra intelectual e são, em geral, intransferíveis e irrenunciáveis na maioria dos países, incluindo o Brasil. Já os direitos patrimoniais se referem principalmente à utilização econômica da obra intelectual, podendo ser transferidos e/ou cedidos a outras pessoas. A transferência dos direitos patrimoniais se dá por meio de licenciamento e/ou cessão. Direito autoral não se confunde com o direito editorial. O direito editorial é o conjunto de prerrogativas, direitos e obrigações que um editor detém ao publicar uma obra. Uma obra entra em domínio público quando os direitos patrimoniais expiram. É um período decorrido após a morte do autor (post mortem auctoris). O prazo mínimo, a nível mundial, é de 50 anos e está previsto pela Convenção de Berna. Muitos países têm estendido o termo amplamente. Por exemplo, nas legislações brasileira e europeia, é de 70 anos. Uma vez passado esse tempo, este trabalho pode então ser utilizado livremente, com muitas legislações mantendo a obrigatoriedade de determinados direitos morais mesmo após esse período. O direito de autor representa uma modalidade da propriedade intelectual e dos direitos fundamentais na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

As mudanças econômicas levaram ao aumento da especialização baseada em recursos e a um declínio populacional, particularmente no Ártico russo, vez que o alvo anterior em assentamentos industriais foi amplamente abandonado. Em 2 de dezembro de 2019, o gasoduto Força da Sibéria começou a funcionar. O projeto foi iniciado em 2014 para fornecer gás natural da Sibéria para a China. A Sibéria abrange uma área de 13,1 milhões de quilômetros quadrados (5.100.000 mi², cobrindo a maior parte do território total da Rússia e quase 9% da superfície terrestre da Terra (148.940.000 km², 57.510.000 sq mi). Geograficamente, situa-se na Ásia, mas é considerada cultural e politicamente europeia, uma vez que faz parte da Rússia. As principais zonas geográficas incluem a Planície da Sibéria Ocidental e o Planalto da Sibéria Central. A região Leste e central de Sakha compreende numerosas cadeias montanhosas orientadas no sentido norte-sul, de diferentes idades. Essas montanhas atingem quase 3.000 metros de altitude, mas acima de algumas centenas de metros são praticamente desprovidas de vegetação. A Cordilheira Verkhoyansk foi extensivamente glaciada durante o Pleistoceno, mas o clima era muito seco para que a glaciação se estendesse até as baixas altitudes. Nessas baixas altitudes encontram-se numerosos vales, muitos deles profundos e cobertos por florestas de lariço, exceto no extremo norte, onde a tundra predomina. Os solos são principalmente turbels um tipo de gelissolo. A camada ativa tende a ter menos de um metro, exceto perto de rios. O ponto mais alto é o vulcão ativo Klyuchevskaya Sopka, na Península de Kamchatka. Seu pico atinge 4.750 metros (15.580 pés). O Planalto de Ukok é Patrimônio Mundial da L`Organisation des Nations Unies pour l`Éducation, la Science et la Culture.

Sibéria tem como representação social um filme de suspense de 2018 dirigido por Matthew Ross e escrito por Scott B. Smith, a partir de uma história social de Stephen Hamel. Smith nascido em 13 de julho de 1965 é um autor e roteirista norte-americano. Ele escreveu dois romances, Um Plano Simples (1993) e Ruínas (2006). Ambos foram adaptados para o cinema – Um Plano Simples (1998) e Ruínas (2008), respectivamente, com base em roteiros do próprio Smith. Ele também escreveu os roteiros dos filmes Sibéria (2018) e A Heresia da Laranja Queimada (2019). Seu roteiro para Um Plano Simples lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. Smith nasceu em Summit, Nova Jersey, em 1965 e mudou-se para Toledo, Ohio, quando criança. Ele é filho de Linda e Doug Smith. Ele contou ao crítico de arte Regis Behe, do Pittsburgh Tribune-Review, que, quando criança, lia os “descartados” de seu pai, os romances de Clive Cussler e Jack Higgins. - “Ao crescer, também li Ray Bradbury e Stephen King”, disse ele. Eu simplesmente tinha uma noção de como criar esses lugares que não são lugares do mundo real, mas com essa ligação provisória ao mundo real.

É muito fruto da sua imaginação sociológica (cf. Mills, 1994), e eu sentia que podia fazer isso. Depois de se formar no Dartmouth College e na Universidade Columbia com um mestrado em Belas Artes em escrita criativa, ele se dedicou à escrita em tempo integral. Sua adaptação cinematográfica de Um Plano Simples lhe rendeu uma indicação ao Oscar. O roteiro ganhou um prêmio da Broadcast Film Critics Association e um prêmio do National Board of Review. Seu segundo romance, As Ruínas, também foi adaptado para o cinema, com lançamento para 4 de abril de 2008. Stephen King o considerou “o melhor romance de terror do novo século”. King também havia afirmado que Um Plano Simples era “simplesmente o melhor romance de suspense do ano”. Em 2016, foi anunciado que a TNT havia aprovado o piloto de Civil, uma nova série de TV criada por Smith sobre uma segunda Guerra Civil Americana após uma eleição presidencial muito disputada. Uma adaptação para série de TV de The Peripheral, de William Gibson, foi encomendada em 2018, com Smith como roteirista. Smith criou a série e atuou como produtor executivo e showrunner. Vincenzo Natali dirigiu o piloto da série. Escólio: O negociador de diamantes Lucas Hill parte para a Sibéria em busca de seu sócio desaparecido. Mas acaba deixando de lado os motivos que o levaram até lá quando se envolve com uma mulher. 

É um diretor de cinema, roteirista, jornalista e escritor de ficção norte-americano que vive no Harlem. Ele é mais reconhecido por escrever e dirigir Frank & Lola, que estreou no Festival de Cinema de Sundance de 2016 e foi posteriormente lançado pela Universal Studios. O Harlem é um bairro na parte alta de Manhattan, na cidade de Nova York. É delimitado aproximadamente pelo Rio Hudson a Oeste; pelo Rio Harlem e pela Rua 155 ao Norte; pela Quinta Avenida a Leste; e pela Rua 110 ao Sul. A área do Harlem em geral abrange vários outros bairros e se estende a Oeste e Norte até a Rua 155, a Leste até o East River e ao Sul até o Boulevard Martin Luther King Jr., o Central Park e a Rua 96 Leste. Era uma vila holandesa organizada em 1658, recebeu o nome da cidade de Haarlem, na Holanda. A história do Harlem foi definida por ciclos econômicos de expansão e recessão, com mudanças significativas acompanhando cada ciclo. O Harlem foi predominantemente ocupado por judeus e ítalo-americanos no final do século XIX, enquanto afro-americanos começaram em grande número durante a Grande Migração no início do século XX. Nas décadas de 1920 e 1930, o Harlem Central e o Harlem Oeste foram o centro do Renascimento do Harlem, last but not least, um movimento cultural afro-americano.

Com a perda de empregos durante a chamada Grande Depressão da década de 1930, também reconhecida como Crise de 1929, foi a maior crise financeira na história dos Estados Unidos, que teve início em 1929 e persistiu ao longo da década de 1930, terminando apenas com a desindustrialização da cidade de Nova York após a 2ª guerra mundial (1939-1945), as taxas estatísticas de criminalidade e pobreza aumentaram significativamente. Entretanto, no século XXI as taxas de criminalidade diminuíram significativamente e o Harlem começou a se gentrificar. O filme Sibéria é estrelado por Keanu Reeves, um ator e músico canadense. Detentor de inúmeros prêmios em uma carreira no cinema que abrange quatro décadas, ele é reconhecido por seus papéis principais em filmes de ação, sua imagem pública amigável e seus esforços filantrópicos. Em 2020, o The New York Times o classificou como o quarto maior ator do século 21 e, em 2022, a revista Time o nomeou uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Ana Ularu, nascida em 26 de junho de 1985, é uma atriz romena radicada na Alemanha. Nascida em Bucareste, filha de Nicolae Ularu, cenógrafo e decorador de teatro, e de sua esposa Carmen Mihaela Trifu, figurinista de teatro, ela se formou em Artes Cênicas (BA e MFA) pela Universidade Nacional de Teatro e Cinema IL Caragiale, em Bucareste. 

Foi nomeada Shooting Star pela European Film Promotion em 2012. Ela é reconhecida por interpretar o papel de Matilda em Outbound e West em Emerald City (2017). Ela fala romeno, francês, inglês e espanhol fluentemente. Ana Ularu é casada desde 2015. Pasha D. Lychnikoff, nascido em 16 de fevereiro de 1967 é um ator russo que vive e trabalha nos Estados Unidos. Lychnikoff nasceu em Moscou. Seu pai era professor no Instituto Plekhánov de Economia Nacional de Moscou e sua mãe trabalhava como comissária de bordo. Mais tarde, ele recebeu treinamento formal na Academia Russa de Artes Teatrais, também conhecida como GITIS de 1934 a 1991. No início da década de 1990, Lychnikoff mudou-se para os Estados Unidos. Desde sua mudança para Los Angeles, ele apareceu em muitos filmes e séries de TV e longas-metragens. Ele é reconhecido por seus papéis como o operador de telégrafo Blazanov na série de TV da HBO Deadwood, como o mafioso russo Vadim Youchenko no filme Trade, como um piloto de helicóptero Mi24 Hind em Charlie Wilson`s War e como Dima em Battlefield 4. Ele também aparece como Dimitri, o colega de tripulação cosmonauta russo de Howard Wolowitz na série de TV The Big Bang Theory. Lychnikoff também fez várias aparições no palco na Rússia e nos EUA. Sua peça autoral, The Shelter, que ele também dirigiu, foi indicada ao prêmio Californian Ovation em cinco categorias, e a atuação de Lychnikoff nela recebeu críticas positivas de vários críticos e Molly Ringwald nasceu em Roseville, Califórnia, nos arredores de Sacramento, filha de Adele Edith Frembd, uma chef, e Robert Scott Ringwald, um pianista de jazz cego. Ringwald tem duas irmãs, Elizabeth Ringwald e Kelly Ringwald. Começou sua carreira aos cinco anos, sendo protagonista de uma produção teatral de Alice no País das Maravilhas como o Ratão.

No ano seguinte, gravou “I Wanna Be Loved by You”, um álbum de jazz com seu pai e seu grupo, o Jazz Band Fulton Street. Ringwald, era uma das integrantes do Brat Pack, um grupo de atores e atrizes jovens, que sempre estrelavam filmes juntos. A atriz ruiva se tornou famosa e popular entre os adolescentes com o filme Sixteen Candles (1984). Após o sucesso do filme, apareceu em vários outros filmes de adolescentes como The Breakfast Club (1985) e Pretty in Pink (1986). A atriz estrelou também os filmes The Pick-up Artist (1987) e Fresh Horses (1988). Em 1989, foi oferecido a Molly o papel principal do filme When Harry Met Sally..., que a atriz recusou por estar ocupada com outros projetos, esse papel então foi passado para a atriz Meg Ryan. Outro papel recusado pela atriz, foi em Pretty Woman de Garry Marshall, que foi passado para Julia Roberts, a qual foi indicada ao Óscar por sua atuação nesse filme. Em 1990, Ringwald fez o teste para o papel de Molly no filme Ghost, mas o perdeu para a atriz Demi Moore. Entre 2008 e 2013 fez o papel de Anne, mãe da protagonista Amy (interpretada por Shailene Woodley) na série adolescente The Secret Life of the American Teenager. Em 2016 participou da série Raising Expectations no papel de Paige Wayney. Nascido e criado em Nova York, Matthew Ross frequentou a Universidade de Harvard, onde se formou com honras Cum Laude em Estudos Visuais e Ambientais, de concentração em cinema. Seu filme de conclusão de curso, Here Comes Your Man (1998), recebeu a distinção Magna Cum Laude Plus e foi selecionado para diversos festivais internacionais de cinema.

            Escólio: O comerciante de diamantes americano Lucas Hill viaja para a Rússia para vender raros diamantes azuis ao gangster Boris Volkov (cf. Tanaka, 2015). No entanto, seu contato em São Petersburgo, Pyotr, que estava com os diamantes, desapareceu. Boris ameaça Lucas, exigindo que ele entregue os diamantes em 48 horas. Seguindo as pistas de Pyotr, Lucas chega a uma pousada em Mirny, na Sibéria, uma cidade mineira rústica. Ele entra em contato brevemente com sua esposa, Gabby, pelo Skype. Vai espairecer em um café e se envolve em uma briga com dois bêbados que estão importunando a charmosa dona do café, Katya, que o salva ao sair de carro depois que eles o atacam no estacionamento. Mais tarde, seu irmão Ivan suspeita que ela esteja dormindo com Lucas, então ela, desafiadoramente, pede que ele durma com ela. Lucas conhece Andrei, irmão de Pyotr, que lhe conta que Pyotr vendeu diamantes falsificados para um homem chamado Samsonov e escondeu os verdadeiros. Furioso, Lucas volta para a casa de Katya. Eles iniciam um caso apaixonado e Lucas deixa claro para Katya que seu relacionamento com a esposa é mais um hábito do que uma história de amor.

Lucas vai caçar ursos com Ivan e os outros irmãos de Katya, que o ameaçam em tom de brincadeira. Lucas conquista o respeito de Ivan ao sacrificar o cachorro dele, que foi acidentalmente baleado pelo irmão de Ivan. Lucas retorna ao apartamento de Pyotr em São Petersburgo para procurar novamente os diamantes e encontra um escondido em uma vela verdadeira. Lembrando-se de uma vela semelhante na casa de hóspedes Mirny, ele pede a Katya que a traga para ele, encontrando outro diamante dentro, que é falso.  Lucas encontra Boris, junto com Katya, para mostrar o diamante verdadeiro, prometendo retornar com o restante mais tarde. Para selar o acordo, Boris exige um ritual de irmandade onde a mulher de Boris serve Lucas e a mulher de Lucas (Katya) serve Boris. Relutante a princípio, Lucas concorda quando Boris convence Katya de que a recusa de tal oferta é fatal, então ela diz a Lucas para aceitar. Ao retornar ao hotel, Lucas é recebido pelos agentes do Serviço Federal de Segurança (FSB) que prenderam Samsonov. Eles pressionam Lucas para que venda os diamantes falsos a Boris, os mesmos que Pyotr havia vendido a Samsonov, e para que entregue o dinheiro aos agentes. Em troca, prometem-lhe passagem segura para casa. Lucas e o FSB sabem que, assim que Boris descobrir, matará sua esposa e Katya, e Lucas não conseguirá se esconder por muito tempo.

Lucas consegue convencer Boris a comprar os diamantes e transferir o dinheiro para a conta dos agentes, mas recebe um aviso de Pavel, um dos capangas de Boris, sobre as consequências caso o traia. O irmão de Pyotr, Andrei, conta a Lucas onde encontrar Pyotr, que está escondido em uma antiga fazenda na Sibéria. Com a ajuda do irmão de Katya, Ivan, e com Katya a tiracolo, Lucas vai até lá e encontra Pyotr assassinado, sem nenhuma maneira de recuperar os diamantes verdadeiros. Lucas pede a Ivan que diga a Katya que seu amor por ela é verdadeiro quando tudo terminar. Lucas promete encontrar Katya na manhã seguinte, enquanto Ivan lhe empresta seu rifle de caça, sabendo que não há outra maneira de isso terminar a não ser violentamente com os capangas de Boris. Katya e Ivan vão embora e Lucas incendeia o barraco onde o corpo de Pyotr foi encontrado. Pavel e alguns capangas encontram Lucas na fazenda. Lucas consegue matar alguns dos capangas enquanto tenta escapar, mas é baleado pelas costas por Pavel e morre. Em fevereiro de 2017, foi anunciado que Keanu Reeves havia sido escalado para o filme, com Matthew Ross dirigindo a partir de um roteiro de Scott B. Smith. Stephen Hamel, Reeves e Gabriela Bacher produzirão o filme sob suas respectivas produtoras, Company Films e Summerstorm Productions. Em abril de 2017, Aleks Paunovic, Pasha D. Lychnikoff, Ana Ularu e Molly Ringwald se juntaram ao elenco do filme. A produção cinematográfica começou em maio de 2017. Algumas cenas foram filmadas em São Petersburgo; cenas da Sibéria também foram filmadas em Manitoba, Canadá, incluindo as pequenas cidades de Cooks Creek e Marquette. 

Em maio de 2018, a Saban Films adquiriu os direitos de distribuição do filme. Teve um lançamento limitado nos cinemas nacionais em 13 de julho de 2018, mundialmente em 20 de julho de 2018, e em VOD pela Lionsgate Home Entertainment em 18 de setembro de 2018. No Metacritic, o filme tem pontuação média de 34 em 100 com base em 15 críticas, indicando “críticas geralmente desfavoráveis”. Ross começou sua carreira como jornalista de cinema. Seu primeiro cargo fixo de destaque foi como repórter de cinema da revista Variety (2000). Aos 25 anos, foi contratado como editor sênior da Indiewire, supervisionando a cobertura editorial do site, além de escrever uma coluna regular sobre o setor, seguido por quatro anos como editor-chefe da revista Filmmaker. Ross expandiu seu objeto de análise para além do cinema, escrevendo artigos que variavam de perfis de campeões de Artes marciais mistas (MMA), um esporte de combate que combina diferentes artes marciais para a revista Fight!  a jornalismo investigativo de longa duração para a revista Playboy. Como freelancer, seu trabalho foi publicado no The Village Voice, Nerve, The Criterion Collection e dezenas de outras publicações especializadas. Às vezes, as artes marciais mistas são chamadas de “luta livre”, que significa “combate livre”. É um esporte onde você precisa dominar a luta em pé à distância (como no boxe inglês, kickboxing ou caratê), a luta em pé de curta distância (taekwondo) e a luta no chão (wrestling, jiu-jitsu brasileiro).

            Escólio: O Harlem está localizado na parte alta de Manhattan. Os três bairros que compõem a grande área do Harlem — Harlem Oeste, Harlem Central e Harlem Leste — estendem-se do Rio Harlem e do Rio Leste a Leste, até o Rio Hudson a Oeste; e entre a Rua 155 ao Norte, onde encontra Washington Heights, e um limite irregular ao Sul que corre ao longo da Rua 96 a Leste da Quinta Avenida, da Rua 110 entre a Quinta Avenida e o Morningside Park, e da Rua 125 a Oeste do Morningside Park até o Rio Hudson. A Enciclopédia Britânica faz referência a esses limites, embora a Enciclopédia da Cidade de Nova York adote uma visão mais conservadora dos limites do Harlem, considerando apenas o Harlem central como parte do Harlem propriamente dito. Central Harlem é o nome dado ao Harlem; ele pertence ao Distrito Comunitário 10 de Manhattan. Esta seção é delimitada pelo Central Park North, pela Rua 110 ao Sul; pela Rua 155 ao Norte; pela Quinta Avenida ao leste; e pelo Morningside Park, pela Avenida St. Nicholas e pela Avenida Edgecombe ao Oeste. Uma cadeia de grandes parques lineares inclui o Morningside Park, o St. Nicholas Park, o Jackie Robinson Park, o Rucker Park e o Marcus Garvey Park (também conhecido como Mount Morris Park, que separa esta área do East Harlem a Leste. Central Harlem inclui o Distrito Histórico de Mount Morris Park.

Na década de 2010, alguns profissionais do setor imobiliário começaram a renomear o Sul do Harlem como SoHa, uma abreviação de South Harlem, no estilo de SoHo ou NoHo, numa tentativa de acelerar a gentrificação dos bairros. “SoHa”, aplicado à área entre as ruas 110 e 125 Oeste, tornou-se um nome controverso. Moradores e outros críticos que buscavam impedir essa mudança de nome da área classificaram a marca SoHa como “insultuosa e mais um sinal de gentrificação descontrolada” e disseram que “a mudança de nome não só apaga a rica história do bairro, como também parece ter a intenção de atrair novos inquilinos, incluindo estudantes da Universidade Columbia, que fica nas proximidades”. Três políticos da cidade de Nova Iorque iniciaram esforços legislativos para restringir esta prática de rebranding de bairros, ou redesign é uma estratégia de marketing, no qual uma organização decide alterar a sua denominação, ou o seu logotipo, ou o seu design, ou outros elementos identificativos, para formar uma nova identidade, que quando introduzida em outros bairros da cidade de Nova Iorque levou a aumentos nos aluguéis e nos valores imobiliários, bem como a “mudanças demográficas”.

Em 2011, o deputado estadual de Nova Iorque, Hakeem Jeffries, tentou, mas não conseguiu implementar uma legislação “que puniria os agentes imobiliários por inventarem bairros falsos e redesenharem os limites dos bairros sem a aprovação da cidade”. Em junho de 2017, o deputado americano Adriano Espaillat, que representa o Harlem, apresentou uma resolução no Congresso dos EUA que, como ele disse, “manteria o Harlem como Harlem”. Espaillat afirmou: “O Harlem tem a ver com uma atitude, uma personalidade, um legado. É a capital da diáspora africana no mundo”. Nesse mesmo mês, o senador estadual de Nova York, Brian Benjamin, também trabalhou, em nível estadual, para tornar ilegal a prática de renomear bairros historicamente reconhecidos. Na sequência da reação negativa contra a iniciativa de renomeação, em julho de 2017, a empresa imobiliária que havia impulsionado a mudança de nome desistiu do projeto. O nome originalmente se referia a um bar chamado “SoHa” que foi inaugurado em outubro de 1997 na Avenida Amsterdam, perto da Rua 108, por Matt Olds, que abriu vários outros restaurantes no bairro na mesma época. Susanne Cipolla, gerente dos restaurantes de propriedade de Olds, disse: “Estamos tentando criar uma alternativa moderna ao centro da cidade. Lugares casuais, modernos, jovens, com cara de centro da cidade”.

Bibliografia Geral Consultada.

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