“A ciência política sem biografia é uma forma de taxidermia”. Harold Lasswell
Em primeiro lugar, taxidermia ou
taxiodermia é o termo grego que significa dar forma à pele, é o feito de montar
ou reproduzir animais para exibição ou estudo. É a técnica de preservação da
forma da pele, planos e tamanho dos animais. É usada para a criação de coleção
científica ou para fins de exposição, bem como uma importante ferramenta de conservação,
trazendo também uma alternativa de lazer e cultura para a sociedade. Tem como
principal objetivo social o resgate de espécimes descartados, reconstituindo
suas características físicas e, às vezes, simulando seu habitat, o mais
fielmente possível para que possam ser usados como ferramentas para educação
ambiental ou como material didático. Popularmente o termo empalhar já
foi usado como sinônimo de “taxidermizar”, entretanto, atualmente não se usam
mais os manequins de palha e barro para substituir o corpo dos animais.
Atualmente são utilizados manequins de poliuretano que possuem toda a anatomia
do animal, além de próteses de olhos, cauda, nariz, orelhas, mandíbulas e língua.
A Taxidermia pária consiste na criação de animais embalsamados que não possuem
uma forma real no seu todo. Peças resultantes desta prática normalmente são
compostas por partes de dois ou mais animais embalsamados representando
híbridos irreais como quimeras, figuras caracteristicamente mitológicas, ou
criaturas simplesmente provenientes do imaginário social do autor.
Para além de serem
utilizadas partes distintas de diferentes animais nas peças de taxidermia
pária, também é recorrente o uso de materiais artificiais, mais duráveis e que
possibilitam resultados mais diversificados. Muitos taxidermistas não
consideram esta prática como verdadeira taxidermia. A Taxidermia Pária é
comumente vista em apresentações de slide e museus/shows ambulatórios como
criaturas extravagantes genuínas. Quando o ornitorrinco foi descoberto pela
primeira vez por europeus em 1798 e o pelo e esboço do animal foram enviados
para o Reino Unido, algumas pessoas pensaram que o animal era um embuste.
Pensaram que um taxidermista tinha cosido o bico de um pato no corpo de uma
espécie de castor. George Shaw que produziu a primeira descrição do animal na Naturalist`s
Miscellany em 1799, até chegou a levar uma tesoura até à pele seca do
animal em busca dos pontos de sutura. O termo original Rogue Taxidermy
(Taxidermia Pária) foi introduzido pelo grupo The Minnesota Association of
Rogue Taxidermists sediado em Minneapolis, em outubro de 2004, mais
especificamente pelos fundadores da associação, Sarina Brewer, Scott Bibus, e
Robert Marbury. O termo apareceu impresso pela primeira vez num artigo da New
York Times sobre a exposição estreia do grupo a 3 de janeiro de 2005. Trabalhos
mal executados que não respeitam a anatomia também são qualificados desta
forma, muitos problemas podem aparecer quando falta a técnica e o conhecimento especificamente
da utilidade de uso desta arte.
Em
segundo lugar, o cinema dos Estados Unidos da América muitas vezes metonimicamente
chamado de Hollywood, tem um grande efeito de poder na indústria
cinematográfica em geral desde o início do século XX. O estilo dominante do
cinema americano é o cinema clássico de Hollywood, que se desenvolveu de 1917 a
1960 e caracteriza a maioria dos filmes realizados na vida cotidiana. Enquanto
os franceses Auguste e Louis Lumière são geralmente creditados com o nascimento
do cinema moderno o cinema americano logo veio a ser uma força dominante na
indústria como surgiu. Produz o maior número total de filmes de qualquer cinema
nacional de língua única, com mais de 700 filmes em inglês lançados em
média todos os anos. Apesar dos cinemas nacionais do Reino Unido (299), Canadá
(206), Austrália e Nova Zelândia também produzirem filmes na mesma língua, eles
não são considerados do sistema de Hollywood, pois emblemático, foi considerado
um cinema transnacional. A Hollywood clássica produziu versões e serviços em
vários idiomas de alguns títulos, do ponto de vista merceológico, muitas vezes
em espanhol ou francês. Atualmente há produção contemporânea de offshores
de Hollywood para o Canadá, Austrália e Nova Zelândia.
Escólio: Offshore é o nome comum dado às empresas e contas bancárias abertas em territórios onde há menor tributação, comparativamente ao país de origem dos seus proprietários, e geralmente referidos como “paraíso fiscal”, para fins lícitos, mas, por vezes, ilícitos, quando estas ocultam a origem do dinheiro seja por crime ou corrupção. Essas empresas offshore (offshore company) também são chamadas de sociedade extraterritorial ou empresa extraterritorial. Dado que a grande maioria dos países que permitem a criação desse tipo de empresa anônima ou a abertura desse tipo de contas bancárias anônimas fica em ilhas, tais como as Bahamas, as Bermudas, a ilha de Nevis, a ilha de Jersey, as ilhas Caimão, as Ilhas Virgens Britânicas, as Seicheles, etc., por extensão de sentido, esse tipo de empresa anônima ou de conta bancária anônima passou a ser chamado de offshore, embora alguns países continentais chamados de onshore, tais como Andorra, o Belize, o Grão-Ducado do Luxemburgo, o Panamá ou mesmo o Mônaco, também as permitam, usando esquemas legais diferentes, porém de resultados equivalentes. O termo vem dos tempos dos corsários que saqueavam os mares e depositavam a pilhagem offshore (fora da costa). Tais empresas são entidades situadas fora do país de domicílio de seus proprietários e, portanto, não sujeitas ao regime legal e fiscal vigente naquele país. Nestes casos, os processos que evitam a tributação de impostos são os da elisão e evasão fiscal. O mesmo ocorre com as contas bancárias offshore, que são geralmente abertas em países de legislação de origem britânica, usando-se um conceito jurídico de trust law, originário da common law inglesa e que foi trazido para a Inglaterra pelos cruzados. O conceito de trust (Fidúcia) refere-se a uma relação em que a propriedade (real ou pessoal, tangível ou intangível) é mantida por uma parte, em benefício de outra.
Deriva do conceito islâmico de “waqf” e se refere a um contrato (“trust instrument” ou “deed of trust”), através do qual uma pessoa física ou jurídica detém a titularidade de um bem (intangível ou tangível), em benefício de outrem. Assim, nos países que adotam a common law, os trustees (isto é, aqueles que detêm o título de propriedade) são obrigados a manter e administrar a propriedade em benefício de outrem que é o proprietário de fato. Tal expediente pode ser usado, portanto, quando se pretende proteger ou ocultar a identidade do verdadeiro dono do negócio. Nos países que adotam o Direito Romano, tal artifício é substituído pela criação de fundações, que, formalmente, são proprietárias de bens. Nos países ditos (os paraísos fiscais) ou que permitem a operação desse tipo de trusts ou fundações, os bancos têm conhecimento apenas do nome dos trustees (ou seja, dos administradores ou procuradores) das contas ou dos gestores da fundação, ignorando completamente quem seja o real beneficiário do dinheiro depositado. Assim, mesmo que haja determinação judicial, é impossível que esses bancos forneçam informações sobre quem são os proprietários do dinheiro depositado nessas contas. Por norma regulatória em economia as estruturas jurídicas offshore são do tipo International Business Company (IBC), mas igualmente chamadas de Business Corporation que se caracterizam por serem empresas do tipo sociedade anônima com o capital social dividido por ações.
Essas são as empresas offshore puras. No entanto, existem ainda, sobretudo nos casos onshore (ou seja, dentro da costa) nos Estados Unidos da América (nos estados de Delaware, Wyoming ou Oregon), a incorporação de empresas do tipo Limited Liability Corporation (LLC), que se caracterizam por serem empresas do tipo sociedade de responsabilidade limitada. Hollywood é considerada a mais antiga indústria cultural de filmes, por ter sido aonde surgiram os primeiros estúdios de cinema e empresas de produção cinematográfica, ele também é o berço de vários gêneros do cinema, entre os quais a comédia, o drama, a ação, o musical, o romance, o horror e a ficção científica, tem sido um exemplo para outras indústrias cinematográficas nacionais. Em 1878, Eadweard Muybridge (1830-1904) demonstrou o poder da fotografia para “capturar movimento”. Em 1894, a primeira exposição cinematográfica comercial do mundo foi dada em Nova York, usando o cinetoscópio de Thomas Edison. Os Estados Unidos produziram o primeiro filme musical de som sincronizado do mundo, The Jazz Singer, em 1927, em seu porvir estavam na vanguarda do desenvolvimento de filmes sonoros nas décadas seguintes. Desde o início do século XX que a indústria cinematográfica tem sido baseada em torno da zona de 30 milhas em torno de Hollywood, Los Angeles na Califórnia. Cidadão Kane de Orson Welles (1941) é frequentemente citado em momentos críticos como o maior filme de todos os tempos. Os estúdios de cinema norte-americanos geram centenas de filmes, tornando os Estados Unidos um dos produtores de filmes mais prolíficos do mundo e um dos pioneiros em engenharia e tecnologia de cinema.
Historicamente a partir da obra de Plutarco Bíoi parálleloi, que fixa algumas diretrizes básicas do gênero, o mundo ocidental passou a reconhecer figurações humanas como Péricles, Licurgo, Alcibíades, Júlio César, Pompeu, Catão de Útica ou Marco Júnio Bruto. Quer dizer, o reconhecimento dessa identidade romana nas várias expressões da contemporaneidade tem sido alvo de análise de estudos no que à cultura ocidental diz respeito. A biografia, na maioria das vezes, aborda pessoas públicas como políticos, cientista, esportistas, escritores ou pessoas que, por meio de suas atividades, provocaram um importante impacto para a sociedade. Quando o biografado é o próprio autor, chama-se autobiografia. Não se tem notícia de que o antigo Oriente houvesse conhecido o gênero biográfico, ao menos na maneira como ele é conhecido hoje em dia. As crônicas sobre os assírios e outros povos, bem como algumas inscrições em túmulos com dados referentes à existência dos mesmos, contêm, sem dúvida, semente do gênero, mas não constituem verdadeiros documentos biográficos. O mesmo per se ocorre no Egito, onde se registram vestígios biográficos sobre faraós, sacerdotes e outros personagens ilustres. As fontes mais remotas da arte da biografia devem ser buscadas no patrimônio documental e lendário que nos deixaram os relatos sobre episódios e acontecimentos comuns à vida dos patriarcas e reis de Israel e dos heróis épicos das antigas sagas gregas, germânicas e célticas.
Outro tipo social de biografia, embora ainda de natureza embrionária, surge dos ensinamentos de santos e sábios, encontrados nos livros proféticos da Bíblia, das sentenças e ditos de Buda, dos fragmentos antológicos de Confúcio e das palavras dos sete sábios da Grécia antiga, conservadas pela tradição doxográfica. Muitos exemplos também oferece a literatura medo-persa, com suas crônicas de reis. Na literatura islâmica há um surpreendente perfil biográfico de Maomé, de autor desconhecido, além de esboços já mais elaborados de vidas de califas, sultões, ministros, cientista, escritores e religiosos do complexo mosaico da cultura muçulmana. Na Índia, onde os admiradores do gênero sempre juntaram o dado histórico às tradições mitológicas, são inúmeras as tentativas de perfis biográficos de alguns sultões mongóis que dominaram a região, em especial de Akbar. China e Japão tampouco chegaram a definir com clareza as características do gênero biográfico. Na China, ele permaneceu restrito às informações de comentaristas e historiógrafos como Tso Ch’iu-ming, Kungyang e Kuliang, cujos ideais tradicionalistas ilustram o Livro da primavera e o Livro do outono. O conceito de biografia será apenas ampliado pelo grande historiador Ssu-ma Ch’ien (145–86 a.C.), mas tampouco este ultrapassou os limites do estudo monográfico, de caráter coletivo. Outra manifestação individual e coletivamente biográfica típica do universo cultural sino-nipônico é o grande número de necrológios sobre figuras culturais importantes. A palavra “biografia” foi utilizada pela primeira vez provavelmente no século V a.C. e, na Antiguidade clássica, caracterizou-se por diferentes tipos históricos de narrativa em prosa que se aproximavam do gênero biográfico de escrita moderna.
Os primeiros textos completos encontrados que se relacionaram ao gênero biográfico são os de Cornelius Nepos e de Nicolau de Damasco, no século I a. C. Além disso, destacam-se como modelos mais amplos os textos de Plutarco e Suetônio, escritos comparativamente no primeiro século depois de Cristo. Entre os gêneros literários mais comuns na Antiguidade, elencam-se o bios, documentos dos quais não se possui vestígio, mas que se sabe da existência pela citação indireta por meio de outros autores, e o encômio. O homem moderno insere todo o discurso biográfico dentro do ramo disciplinar da história, diferindo-se da Antiguidade helenística, em que a descrição biográfica não era necessariamente considerada como viés da cena histórica. Na Antiguidade, como nas obras de Plutarco e Suetônio, a noção dos autores sobre a personalidade dos indivíduos é estática. Não há um desenvolvimento da personalidade, propriamente dito, muito menos um ganho gradual de valores e características. Além disso, a narrativa historiográfica tinha como objetivo a apreensão da realidade dos homens, principalmente em seu caráter coletivo, indo além das ações individuais. O bios se aproximava mais do antiquarismo do que da história, devido a características específicas como: 1) descrição e esboço de um caráter, de uma personalidade, mesmo que essa personalidade fosse representada num corpo coletivo; 2) uso de anedotas; 3) descrição direta e adjetivação; 4) episódios emblemáticos de vida que demonstram características de caráter sociológico do biografado.
O encômio estava
diretamente relacionado com a retórica, buscando o elogio e a valorização da
personalidade descrita, fugindo de eventos e características que pudessem soar
de forma negativa. Nesse sentido, em comparação, o bios oferecia uma
perspectiva mais neutra de determinado indivíduo, enquanto o encômio se
caracterizava na estética exterior do sujeito. A partir do século IV a.C., com
o império macedônico e a perda de importância das estruturas políticas gregas,
nota-se uma transformação nos gêneros de escrita, com a valorização de
determinados indivíduos em posição de destaque no relato histórico (encominum),
aproximando-se cada vez mais da história política. Os dois primeiros grandes
biógrafos da civilização ocidental são, sem dúvida, Tácito e Plutarco.
Antecipam-nos, contudo, Platão e Xenofonte. Aquele, com sua Apologia Sokrátou
(Apologia de Sócrates), traça um retrato antes filosófico do que biográfico do grande
pensador ateniense, mas Xenofonte, nas Apomnemonéumata Sokrátou (Memórias
de Sócrates), oferece visão bem diversa, mais realística, de Sócrates, em
sua intimidade e vida cotidiana. Em várias outras obras, aliás, Xenofonte
continuaria a ser biógrafo, como em Anábase, que relata um episódio de
sua própria vida, e na Kyropaideia.
Ainda na Grécia, não
devem ser esquecidos os trabalhos biográficos de Aristóxeno de Tarento, para
alguns o criador da biografia literária, Dicearco de Messina, Flávio Filóstrato
e, sobretudo, Diógenes Laércio este, porém, em pleno século III, posterior a
Tácito e Plutarco. Em Roma, onde o interesse pelo indivíduo humano sempre
constituiu traço característico das obras de escritores e historiógrafos,
destacam-se as contribuições precursoras de Áccio, Ático, Cornélio Nepos ou
Nepote (De excellentibus ducibus; De historicis latinis), Valério Probo, Públio
Terêncio Varrão (De imaginibus), com cerca de setecentas biografias de poetas
gregos e romanos, em 15 volumes; De poetis – Sobre os poetas, Quinto Cúrcio, autor
de uma vida de Alexandre o Grande e, acima de todos, Suetônio, com um modelo de
biografia literária, De viris illustribus (Sobre os homens ilustres), e
outro, de biografia política, De vita Caesarum (As Vidas dos
imperadores), famoso pelos detalhes sinistros ou escabrosos dos tiranos. Frequentemente
considerada a primeira biografia, De Vita et Moribus Julii Agricolae (Agrícola),
de Tácito, data do ano 98 da nossa Era. Trata-se de um elogio às virtudes de
seu sogro.
Comer, Rezar, Amar (2010) tem como representação social um filme biográfico romântico norte-americano, dirigido e coescrito por Ryan Murphy e estrelado por Julia Roberts como Elizabeth Gilbert que pensa que tinha tudo que queria na vida: uma casa, marido e carreira de sucesso. Porém, recém-divorciada e de frente para um momento de mudança, ela se sente confusa sobre o que é importante em sua vida. Ousando sair da sua zona de conforto, Liz embarca em uma busca de autodescoberta que a leva à Itália, à Índia e a Bali. Do ponto de vista do elenco Julia Roberts como Elizabeth “Liz” Gilbert. Javier Bardem interpreta Felipe, um empresário brasileiro por quem Liz se apaixona durante sua viagem. James Franco interpreta David, o homem com quem Liz desenvolve um relacionamento intenso enquanto finaliza seu divórcio. Richard Jenkins interpreta Richard, um texano que Liz conhece em um ashram indiano. Viola Davis interpreta Delia Shiraz, a melhor amiga de Liz. Billy Crudup interpreta Stephen, ex-marido de Liz. Hadi Subiyanto como Ketut Liyer, conselheiro de Liz na Indonésia. Mike O`Malley interpreta Andy Shiraz, marido de Delia. Tuva Novotny como Sofi, a melhor amiga sueca de Liz em Roma. Luca Argentero como Giovanni, professor de italiano de Liz e interesse amoroso de Sofi Sophie Thompson interpreta Corella, uma mulher no ashram indiano. Rushita Singh interpreta Tulsi, amiga de Liz no ashram. Christine Hakim como Wayan, a melhor amiga de Liz na Indonésia. Arlene Tur como Armênia. Gita Reddy como a Guru. Laksmi De-Neefe Suardana e Dewi De-Neefe Suardana proprietários do Indus. Ryan Patrick Murphy nascido em Indianápolis, 9 de novembro de 1965, é um escritor, jornalista e produtor de cinema e televisão norte-americano.
Vencedor de cinco prêmios Globo de Ouro e sete
Emmy é mais reconhecido por criar, escrever e produzir séries como Popular
(1999–2001), Nip/Tuck (2003–2010), Glee (2009–2015), American
Horror Story (2011–presente), Scream Queens (2015–2016), 9-1-1
(2018–presente), Pose (2018–2021), The Politician (2019–2020),
9-1-1: Lone Star (2020–presente), Hollywood (2020), Ratched
(2020) e Monster (2022–presente). É também o realizador de Eat Pray
Love. Ryan é abertamente gay, o que é um dos assuntos mais comuns em suas
séries. Em 13 de fevereiro de 2018, foi anunciado que Ryan assinou um contrato
milionário de cinco anos com a Netflix para produzir “conteúdos originais para
seu catálogo”. O filme é baseado no livro de memórias de Gilbert, publicado em
2006, e foi lançado nos Estados Unidos da América em 13 de agosto de 2010,
recebendo críticas mistas. O filme foi um sucesso extraordinário, arrecadando
US$ 205 milhões com um orçamento de US$ 60 milhões.
Escólio: Elizabeth “Liz” Gilbert é casada há oito anos, possui uma casa e tem uma carreira de sucesso. No entanto, apesar de sua vida aparentemente estável, ela se sente perdida e confusa, ansiando por algo mais significativo. Liz decide pedir o divórcio de seu marido, Stephen, o que ele tem dificuldade em aceitar. Nesse período, ela tem um breve caso com David, um jovem ator. Recém-divorciada e enfrentando incertezas, Liz embarca em uma jornada transformadora pela Itália, Índia e Bali, em busca de autodescoberta. Durante suas viagens, Liz descobre o prazer da culinária italiana, deliciando-se com massas e gelato por quatro meses. Ela conhece uma nova amiga sueca que a apresenta a um professor particular de italiano, e eles compartilham uma celebração de Ação de Graças antes de Liz partir para a Índia. Na Índia, Liz se hospeda em um ashram onde mergulha no poder da oração e é incumbida de tarefas humildes, como esfregar o chão. “Texas Richard” se torna tanto um desafio quanto um sistema de apoio para ela. Ao final de sua estadia no ashram, Liz segue para Bali, na Indonésia. Vale lembrar que as civilizações da Idade do Bronze no subcontinente indiano lançaram as bases da moderna cultura indiana, inclusive o surgimento de assentamentos urbanos e o desenvolvimento das crenças védicas que formam o núcleo do hinduísmo. A irrigação do Vale do Indo, que fornecia recursos suficientes para sustentar grandes centros urbanos como Harapa e Moenjodaro em cerca de 2 500 a.C., marcou o início da civilização de Harapa.
Aquele período testemunhou o nascimento da primeira sociedade urbana na Índia, conhecida como a civilização do Vale do Indo ou civilização de Harapa, que floresceu entre 2500 a.C. e 1900 a.C., e que se concentrava em volta do rio Indo e seus tributários, estendendo-se ao doab rio Ganges-rio Jamuna, ao Guzarate e ao Norte do atual Afeganistão. Esta civilização caracterizava-se por suas cidades construídas com tijolos, por sistemas de águas pluviais e casas com vários andares. Quando comparada a civilizações contemporâneas como o Egito e a Suméria, a cultura do Indo dispunha de técnicas de planejamento urbano singulares, cobria uma área geográfica mais extensa e pode ter formado um Estado unificado, como sugere a extraordinária uniformidade de seus sistemas de medida. As referências históricas mais antigas à Índia talvez sejam as relativas a Meluhha, em registros sumérios, que poderia ser a civilização do Vale do Indo. As ruínas de Moenjodaro constituíam o centro daquela antiga sociedade. Os assentamentos da civilização do Indo disseminaram-se até as modernas Bombaim, ao sul, Déli, a Leste, e a fronteira iraniana, a Oeste, limitando com os Himalaias a Norte. Os principais centros urbanos eram Harapa e Moenjodaro, tanto quanto ocorre em Dolavira, Ganweriwala, Lotal, Kalibanga e Rakhigarhi. No seu zênite, como creem alguns arqueólogos, a civilização do Indo talvez contivesse uma população de mais de cinco milhões de habitantes. Até o presente, mais de 2500 antigas cidades e assentamentos foram identificados, em geral na região a Leste do rio Indo no atual Paquistão.
Alguns acreditam que “perturbações” geológicas e mudanças climáticas, responsáveis por um desmatamento gradual, teriam contribuído para a queda daquela civilização. Em meados do II milênio a.C., a região da bacia do rio Indo, que inclui cerca de dois-terços dos sítios atualmente conhecidos, secou, levando a população a abandonar os assentamentos. Um ashram era, na Índia antiga, sob o nome de āshram ou āshrama, um eremitério em um lugar isolado, na floresta ou nas montanhas, onde, em uma vida de grande austeridade, um sábio vivia e buscava a união com Deus em solidão e paz interior, longe das distrações e turbulências do mundo. Se o lugar servia para penitência, também era usado para treinamento religioso. Essa palavra ainda é usada hoje no hinduísmo para designar uma instituição liderada por um guru, onde estudantes, jovens e idosos, permanecem para seguir os ensinamentos do mestre. Nesse caso, a palavra gurukula, de guru (professor) e kula (família, casa), é frequentemente usada para designar o local onde vivem tanto a família biológica do guru quanto seu grupo de alunos. O termo ashrama também se refere a um dos quatro estágios da vida religiosa de um brâmane. Os ashrams existem na Índia desde pelo menos 4000 a.C. No que diz respeito ao século XX, devemos lembrar o ashram de Sabarmati em Ahmedabad, que serviu de quartel-general de Mahatma Gandhi (1869-1948) durante a luta pela Independência, e o fundado pelo bengali Aurobindo Ghose (1872-1950), o revolucionário que se tornou filósofo em Pondicherry, que está na origem de Auroville.
O ashram Chaurasi Kutia em Rishikesh, no Parque Nacional Rajaji, no estado de Uttarakhand, no Norte da Índia, tornou-se famoso no mundo ocidental quando foi visitado pelo grupo pop britânico The Beatles em 1968. Outrora um retiro espiritual para a banda, o Ashram dos Beatles ou Ashram de Maharishi Mahesh Yogi ou Chaurasi Kutiya é um local fascinante em Rishikesh. O nome “Chaurasi Kutiya” refere-se às 84 cabanas de meditação onde os discípulos praticavam meditação transcendental. Localizado dentro do Parque Nacional Rajaji, este tranquilo ashram tornou-se famoso depois que os Beatles se hospedaram lá em 1968 para aprender meditação com Maharishi Mahesh Yogi. Abandonado em 1997, foi reaberto em dezembro de 2015 como um local de ecoturismo. Em 1968, os Beatles alcançaram sucesso comercial e crítico. O lançamento do grupo em meados de 1967, Sgt. Pepper`s Lonely Hearts Club Band, foi número 1 no Reino Unido por 27 semanas, até o início de fevereiro de 1968, tendo vendido 250 mil cópias na primeira semana após o lançamento. A revista Time declarou que Sgt. Pepper constituiu uma “partida histórica no progresso da música – qualquer música”, enquanto o escritor norte-americano Timothy Leary escreveu que a banda era “os avatares (encarnações divinas, agentes de Deus) mais sábios, sagrados e eficazes que a raça humana já produziu”. A banda recebeu uma resposta negativa da crítica ao seu filme de televisão Magical Mystery Tour, que foi transmitido na Grã-Bretanha, inicialmente em P & B, durante o Boxing Day em dezembro de 1967. Em contraste, a reação dos fãs foi positiva. As canções que apareceriam em The Beatles foram demostradas na casa de George Harrison, Kinfauns, em maio de 1968.
A maioria das canções
de The Beatles foi composta durante um curso de Meditação Transcendental com
Maharishi Mahesh Yogi (1911-2008) em Rishikesh, na Índia, entre fevereiro e
abril de 1968. O retiro envolveu longos períodos de meditação, concebidos pela
banda como um refúgio espiritual de todos os esforços mundanos – uma chance,
nas palavras de John Lennon, de “fugir de tudo”. Lennon e Paul McCartney
rapidamente se envolveram novamente na composição de canções, muitas vezes se
encontrando “clandestinamente à tarde nos quartos um do outro” para revisar
seus novos trabalhos. “Independentemente do que eu deveria estar fazendo”,
Lennon lembrou mais tarde, “eu escrevi algumas das minhas melhores canções lá”.
O autor Ian MacDonald (1948-2003) disse que Sgt. Pepper foi “moldado
pelo LSD”, mas os Beatles não levaram nenhuma droga com eles para a Índia além
da maconha, e suas mentes claras ajudaram o grupo com suas composições. A
estadia em Rishikesh provou ser especialmente frutífera para George Harrison
como compositor, coincidindo com seu reencontro com a guitarra após dois anos
estudando sitar. O musicólogo Walter Everett compara o desenvolvimento
de Harrison como compositor em 1968 ao de Lennon e McCartney cinco anos antes,
embora ele observe que Harrison se tornou “privadamente prolífico”, dado seu
usual status subordinado dentro do grupo. Os Beatles deixaram Rishikesh
antes do fim do curso.
Ringo Starr foi o
primeiro a sair, menos de duas semanas depois, pois disse que “não tolerava a
comida”; McCartney partiu em meados de março, enquanto Harrison e Lennon
estavam mais interessados na religião indiana e permaneceram até
abril. Lennon deixou Rishikesh porque se sentiu “pessoalmente traído após ouvir
rumores de que o Maharishi havia se comportado de forma inadequada com as
mulheres que acompanharam os Beatles à Índia”. McCartney e Harrison descobriram
mais tarde que as acusações eram falsas, e a esposa de Lennon, Cynthia,
relatou que não havia “um pingo de evidência ou justificativa”. Coletivamente,
o grupo escreveu cerca de 40 novas composições em Rishikesh, 26 das quais
seriam demonstradas em Kinfauns, a casa de Harrison em Esher, em maio de 1968.
Lennon escreveu a maior parte do novo material, contribuindo com 14 canções.
Lennon e McCartney trouxeram demos gravadas em casa para a sessão e
trabalharam juntos nelas. Algumas demos caseiras e sessões de grupo em
Kinfauns foram posteriormente apresentadas no álbum de compilação Anthology
3, lançado em 1996. O conjunto completo das “demos de Esher” (Esher demos),
como as gravações ficaram conhecidas, foi lançado na edição “de luxe” do álbum
em 2018.
A palavra ashrama
designa um dos quatro estágios da vida pelos quais um brâmane deve passar de
acordo com a tradição védica. Descritos em vários capítulos das Leis de Manu,
esses quatro períodos (caturāśrama), que correspondem aos quatro
objetivos da existência (purushartha), são os seguintes: 1. O brahmacharya:
o jovem hindu, na presença de seu mestre ou guru, observa um período de
treinamento que é tanto acadêmico quanto espiritual. Durante esse tempo, ele
desenvolverá seu conhecimento e virtude. 2. O grihastha ou gārhasthya:
o hindu entra na vida mundana, casa-se e constitui família, o que também é um
dever religioso. Durante esse período, ele tem o direito de desfrutar a vida
enquanto aprende o autocontrole. 3. O vānaprastha ou vānaprasthya:
após cumprir seu dever social, o hindu deixa sua família, à qual deixou os
meios de subsistência, e vai viver um período de estudo das escrituras sagradas
em um “retiro na floresta”. Lá, ele praticará meditação e jejum. 4. Sannyasa
ou samnyasa: o hindu atinge o estado de renúncia (vairāgya) ao se
desapegar do mundo; é então que ele se torna um sannyasin. Tendo se
retirado do mundo, ele pode retornar ao seu povo, pois não teme mais as
tentações materiais. Ele pode então compartilhar sua experiência e conhecimento
com aqueles ao seu redor. Segundo Michel Angot, “esta descrição das fases da
vida diz respeito principalmente à vida dos brâmanes; os tratados
sânscritos foram escritos por eles e para seu benefício. Mas, teoricamente,
estes quatro estados sucessivos dizem respeito às três varnas
superiores, excluindo assim os śūdras e os párias”.
Enquanto pedala, ela se depara com Felipe, um brasileiro, e procura
tratamento para uma lesão com Wayan, um curandeiro da aldeia. Durante sua recuperação,
ela conhece Armenia, que a incentiva a participar das festividades da aldeia.
Lá, Felipe se desculpa pelo acidente e eles começam a conversar. Apesar da
tentativa de Armenia de arranjar um encontro para ela com outra pessoa, Liz se
sente atraída por Felipe. Eles passam tempo juntos e Liz organiza uma
arrecadação de fundos para a casa de Wayan, angariando mais de US$ 18.000. Quando
Felipe a pede em casamento, Liz aceita, mas, ao passarem um tempo a sós em um
local isolado, ela se sente sobrecarregada e termina o noivado. Enquanto se
prepara para deixar Bali, Liz busca conselhos de Ketut, que a encoraja a
abraçar o amor sem medo. Inspirada, Liz corre para Felipe e confessa seu amor
por ele, finalmente encontrando, inesperadamente, a paz interior e o equilíbrio
do amor verdadeiro. Ryan Murphy cresceu em uma família católica, mas acabou
saindo da igreja, tendo-a deixado; no entanto, ele ainda vai ocasionalmente à
igreja.
Ele atua no National
Advisory Board of Young Storytellers, anteriormente reconhecida como Young
Storytellers Foundation, é uma organização sem fins lucrativos de educação
artística que opera principalmente em Los Angeles. Atualmente, o programa Young
Storytellers atende alunos do ensino fundamental, médio e superior no Sul da
Califórnia, incluindo as cidades de Los Angeles, Culver City, Santa Monica,
Burbank, Nova York, Austin, Little Rock e Akron. O Young Storytellers apoia
alunos de escolas Title 1; essas são escolas e distritos escolares com as
maiores concentrações de pobreza, nos quais o desempenho acadêmico tende
a ser baixo e os obstáculos para a melhoria do desempenho são maiores. O
programa aprimora a escrita e a autoconfiança, ao mesmo tempo que se concentra
na aprendizagem socioemocional e inclui componentes dos Padrões de Justiça
Social da Learning for Justice. A Young Storytellers começou como um
programa de mentoria escolar em 1997. A empresa foi fundada por três
roteiristas, Mikkel Bondesen, Brad Falchuk e Andrew Barrett, ao tomarem
conhecimento dos cortes no financiamento de programas de artes criativas nas
escolas públicas de Los Angeles. A primeira escola a participar do programa foi
a Playa Del Rey Elementary School em Culver City. O programa foi
incorporado como uma organização 501(c) em 2003. A organização apoia estudantes
do ensino fundamental, médio e superior. Este programa de 9 semanas para o
ensino fundamental, alinhado ao Common Core, coloca os alunos com um mentor
adulto individualmente para escreverem roteiros que são inteiramente seus, e
então os atores os apresentam para os alunos e seus colegas ao vivo em um
espetáculo
Ele já teve uma casa projetada pelo renomado
arquiteto moderno de meados do século Carl Maston. Em uma entrevista sobre sua
série de televisão Pose, que se passa em 1987. Murphy começou como um
jornalista trabalhando para The Miami Herald, Los Angeles Times, New
York Daily News, Knoxville News Sentinel e Entertainment Weekly.
Ele começou a escrever roteiros no fim de 1990, quando Steven Spielberg comprou
seu roteiro Why Can`t I Be Audrey Hepburn? Murphy começou sua carreira
na televisão em 1999 com a comédia adolescente Popular. O show foi ao ar na The
WB por duas temporadas. Murphy é o escritor da série ganhadora do Globo de
Ouro, Nip/Tuck, que foi ao ar no canal FX e ambas as séries foram
bastante comerciais e foram um grande sucesso. Ele produziu, escreveu e dirigiu
vários episódios; em 2004, Murphy ganhou seu primeiro Emmy. Ele foi nomeado
como escritor de série de drama. Murphy disse que a frase famosa da série Nip/Tuck;
“Me diga o que não gosta em você mesmo” foi pega de um cirurgião plástico que
ele conheceu quando era jornalista e escrevia sobre cirurgia plástica em
Beverly Hills, California. Um dos projetos de maiores sucessos de
Murphy, é a série de comédia-dramática musical do canal Fox Glee, cocriada com
Brad Falchuk e Ian Brennan. Fox levou o piloto da série ao ar em 19 de maio de
2009, após o final do American Idol; a série teve seu início em 9 de setembro
de 2009.
O show teve tão boas
críticas e avaliações tão positivas que a Fox encomendou uma temporada completa
de 22 episódios. Ele ganhou um Primetime Emmy Award pela direção do episódio
piloto de Glee. Ele recebeu um recorde de 19 indicações incluindo a de
Melhor nova série de comédia (ele perdeu para Modern Family); ganhando 4
estatuetas das 19 indicações. A série teve seu desfecho em 2015 depois de 6
temporadas e mais de 120 episódios. Murphy produziu também o reality show The
Glee Project, que teve sua estreia no canal Oxygen em 12 de junho de 2012.
Esse show teve duas temporadas sendo a primeira com 10 episódios e a segunda
temporada com 11. Murphy e o coprodutor executivo de Glee, Ali Adler criaram The
New Normal, uma comédia de trinta minutos “centrada em um casal gay que
tentam decidir quem será a barriga de aluguel que carregará seu bebê” que teve
sua estreia no canal NBC em 2012. A série foi inspirada nas experiências de
Ryan Murphy quando teve seu primeiro filho. Os nomes são baseados em Ryan e seu
marido: Bryan e David. De acordo com o Entertainment Weekly, houve uma
batalha entre ABC, NBC e Fox para conseguirem produzir o projeto.
No final a NBC comprou
o projeto e encomendou um episódio piloto em 27 de janeiro de 2012, entretanto
a série acabou sendo cancelada depois de uma temporada. A primeira temporada
centra-se na fraternidade Kappa Kappa Tau da Universidade Wallace, liderada por
Chanel Oberlin ( Emma Roberts ) que tem suas ajudantes Chanel #2 ( Ariana
Grande ) #3 ( Billie Lourd) e #5 (Abigail Breslin)que tem sua existência ameaçada
pela reitora Cathy Munsch (Jamie Lee Curtis ); que devido a um evento
misterioso ocorrido 20 anos antes, passa a ser alvo de um assassino em série,
vestido como o mascote da Universidade, o Diabo Vermelho, que começa a
matar cada um dos membros da Kappa e todos aqueles que estão em seu caminho.
A segunda temporada centra-se em um local totalmente novo. Agora graduados
na Universidade, os personagens se veem dentro de um novo mistério
terrivelmente engraçado, junto de um novo assassino. Desta vez, a série se
passará em um hospital, onde alguns dos casos médicos mais fascinantes e
bizarros acontecem. Entretanto a série acabou sendo cancelada depois de duas
temporadas.
Outro projeto de Ryan
Murphy com Brad Falchuk é a série antológica American Horror Story, ela teve
seu início no canal FX em 5 de outubro de 2011 e ela foi indicada para 17 Emmy
Awards pela temporada de estreia. A série teve sua quarta temporada finalizada
em 21 de janeiro de 2015. Todas as temporadas trazem vários dos mesmos atores
interpretando personagens diferentes em cenários diferentes. Em outubro de
2014, foi anunciado que o FX encomendou 10 episódios da nova série Ryan chamada
American Crime Story, uma série antológica que retratará crimes reais. A
série servirá como um complemento para American Horror Story. A primeira
temporada foi ao ar em 2016 estrelando Cuba Gooding, Jr., Sarah Paulson, David
Schwimmer e John Travolta. O trabalho de Murphy como produtor executivo lhe
rendeu o Emmy de melhor série limitada e o Globo de Ouro de melhor minissérie
nas temporadas da série de antologia.
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