domingo, 8 de março de 2026

Lucas Pinheiro Braathen – Ouro & Técnica no Esqui Alpino de Inverno.

Não estava determinado no técnico. Só estava esquiando com intensidade. Lucas Pinheiro Braathen

        

          Lucas Pinheiro Braathen nascido em Oslo, em 19 de abril de 2000 é um esquiador alpino brasilo-norueguês. Sagrou-se campeão de slalom gigante masculino nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, tornando-se o primeiro brasileiro e latino-americano da história a ganhar uma medalha nos Jogos de Inverno. Ele representa o clube desportivo Bærums Skiklub (BSK) é um clube multiesportivo norueguês fundado em 1885. Possui seções para esqui de fundo, esqui alpino, esqui estilo livre, snowboard, biatlo e orientação. Os locais incluem Solbergbakken, Skuibakken. Alguns membros notáveis do clube incluem os esquiadores nórdicos Karl Hovelsen (1877-195), venceu o combinado nórdico no festival de esqui de Holmenkollen em 1903; Harald Økern (1898-1977), venceu a prova no festival de esqui de Holmenkollen em 1922 e 1924. Pelas suas vitórias no combinado nórdico, Økern dividiu a medalha de Holmenkollen em 1924 com Johan Grøttumsbråten; Olav Økern, foi um esquiador de fundo. Ele competiu nas décadas de 1930 e 1940, representando o Bærum Ski Club e Anne Jahren, uma esquiadora de fundo norueguesa que competiu de 1982 a 1990. Ela conquistou todas as medalhas nos Jogos Olímpicos de Inverno, com um ouro no revezamento 4 × 5 km (1984), uma prata no revezamento 4 × 5 km (1988) e um bronze nos 20 km (1984). O esqui de fundo (ou cross-country) é um desporto olímpico de inverno criado no século XVIII onde os competidores percorrem grandes distâncias, com o objetivo de completar no menor tempo possível. É realizado em terrenos planos ou ondulados, diferente do esqui alpino, que é praticado em encostas íngremes de montanhas. O esqui de fundo faz parte da família do esqui nórdico, dado que se originou nos países nórdicos. 

             Outras modalidades do esqui nórdico incluem porções de corta-mato: o biatlo, uma corrida com secções de tiro com espingarda e o combinado nórdico que acumula pontos coletivamente com o salto de esqui. A divisão do trabalho não é específica do nível de análise econômico: podemos observar sua influência crescente nas regiões mais distintas da sociedade. As funções políticas, administrativas, judiciárias especializam-se cada vez mais. O mesmo ocorre com as funções artísticas e científicas no âmbito das universidades. As especulações filosóficas da biologia nos demonstraram, na divisão do trabalho, um fato social de uma tal generalidade que os economistas, que foram os primeiros a mencioná-lo, não haviam podido suspeitar. Não é mais uma instituição social que tem sua fonte na inteligência e na vontade dos homens. Mas um fenômeno de biologia geral, cujas condições, ao que parece, precisam ser buscadas nas propriedades essenciais da disciplina organizada. A divisão do trabalho social passa a aparecer apenas como uma forma particular desse processo geral, e as sociedades, conformando-se a essa lei, parecem ceder a uma corrente de pensamento que nasceu bem antes delas e que arrasta no mesmo sentido todo o mundo vivo.  Semelhante fato não pode, evidentemente, produzir-se sem afetar profundamente nossa constituição moral, pois o desenvolvimento do homem se fará em dois sentidos de todo diferentes. Não é necessário demonstrar a gravidade desse problema prático; qualquer que seja o juízo sobre a divisão do trabalho, todo o mundo sabe que ela é e se torna cada vez mais uma das bases fundamentais da ordem social tanto quanto política. 

Em 1984, ela ganhou a medalha de prata no campeonato norueguês de corrida de cross-country de 10 km, representando o IL Tyrving. Anne Jahren conquistou quatro medalhas no Campeonato Mundial de Esqui Nórdico da Federação Internacional de Esqui, incluindo uma de ouro (10 km: 1987), duas de prata (revezamento 4 × 5 km: 1985, 1987) e uma de bronze (revezamento 4 × 5 km: 1989). Ela também terminou em 13º lugar no Adelskalender feminino do Campeonato Norueguês de Esqui. Representando o Bærums Skiklub, Anne Jahren também venceu duas etapas da Copa do Mundo em sua disciplinada carreira (1986, 1987). Ela obteve sua formação na Escola Norueguesa de Ciências do Esporte; e os esquiadores alpinos Borghild Niskin, Inger Bjørnbakken, Toril Førland, Arild Holm, Finn Christian Jagge, Lasse Kjus e Hans Petter Buraas, Aleksander Aamodt Kilde, Lucas Braathen, Atle Lie McGrath e a competidora de orientação Marit Økern Jensen. Na categoria de Snowboarders e esquiadores de estilo livre incluem Christel Thoresen, é ex-snowboarder norueguesa. Ela nasceu em Oslo, mas representou o clube Bærums SK. Ela ganhou uma medalha de prata no halfpipes no Campeonato Mundial de Snowboard da FIS de 1997. Ela competiu nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1998, no halfpipes feminino; Ståle Sandbech, um snowboarder norueguês, especializado em Big Air e Slopestyle. Ele participou dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010, 2014, 2018 e 2022, conquistando uma medalha de prata no Slopestyle masculino em 2014. Ståle Sandbech também competiu em diversas edições dos X Games de Inverno, ganhando duas medalhas de prata em 2015 e 2017, três medalhas de bronze em 2013 e 2014 e uma medalha de ouro no Campeonato Mundial de 2017; Mons Røisland, um snowboarder norueguês que ganhou a medalha de bronze no slopestyle no Winter X Games XX

                            


Ele terminou em 20º no evento de big air no Campeonato Mundial de 2017, em 12º no evento de slopestyle nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018 e em 7º no evento de slopestyle no Campeonato Mundial de 2019; Birk Ruud, um esquiador freestyle norueguês nas modalidades halfpipes e slopestyle, além de campeão olímpico em big air. Em 2016, ele conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude em Lillehammer; Felix Stridsberg-Usterud, um esquiador norueguês de estilo livre. Felix competiu na Copa do Mundo de Esqui Freestyle 2017-18 da FIS e representou a Noruega em slopestyle nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018 em PyeongChang e Aleksander Østreng, um snowboarder norueguês. Ele cresceu em Bærum. Ele participou do Campeonato Mundial de Snowboard de 2012, onde ficou em 5º lugar no slopestyle. Ele competiu nos X Games de Inverno XX em Aspen, Colorado, onde ficou em 5º lugar no slopestyle. Biatletas como Sturla Holm Lægreid também são originários do BSK. No início de sua carreira, foi posto como uma das grandes revelações do esqui alpino mundial. Na abertura da temporada 2020-2021, conquistou sua primeira vitória na Copa do Mundo nos 20 km individuais. Ele é hexacampeão mundial de biatlo, vencedor da Copa do Mundo de Biatlo de 2024-2025 e campeão olímpico de revezamento em 2022. Ele anunciou sua aposentadoria na Copa em 27 de outubro de 2023, um dia antes do evento de abertura da temporada em Sölden, na Áustria. No dia 7 de março de 2024 anunciou para a imprensa esportiva que retornaria ao esporte, representando o Brasil. A capital da Noruega, fica no litoral Sul do país, na cabeceira do fiorde de Oslo.

A cidade é reconhecida por suas áreas verdes e seus museus. Muitos deles ficam na Península Bygdøy, como o Museu Marítimo Norueguês, nas margens da península e o Museu do Navio Viking, com exemplares do século IX. Museu dos barcos víquingues de Oslo é um museu situado na ilha de Bygdøy, em Oslo, na Noruega. Até cerca de 1800, Bygdøy era uma ilha. Mas, a alteração do nível das águas do mar e assoreamentos, isto é, o processo de acúmulo de substâncias minerais ou orgânicas, como areia, argila, cascalho, lodo, sedimentos, carregadas das partes mais altas até as mais baixas, em um corpo d'água, causando a diminuição da profundidade e do volume de água, além de ser um dos principais processos de poluição da água, acabaram por ligá-la ao continente. A ilha que pertencia à Ordem de Cister (1098), é uma ordem religiosa monástica católica beneditina restaurada. Aos seus membros religiosos de clausura monástica dá-se o nome de monges ou monjas cistercienses, ou monges brancos, como ficaram reconhecidos devido à cor do hábito, mas acabou por ser integrada na coroa norueguesa durante a Reforma. Os monges desenvolveram atividades agrícolas e piscatórias, tendo a propriedade recebido o nome de ladegård ou ladegaard, na ortografia antiga, significando, em Norueguês, celeiro, e tornando-se a fonte principal de comida da Fortaleza de Akershus. 

Bygdøy ou Bygdø, até 1877 chamada Ladegaardsøen, é uma península situada na parte ocidental de Oslo. Bygdøy é sobretudo uma zona residencial, mas possui uma área extensa de florestas e parques, sendo conhecida pela sua flora variada. Tornou-se, desde o século XIX, uma zona popular de passeios ao ar livre, sobretudo no Verão, devido às boas condições climáticas que oferece para caminhadas e às diversas praias que possui. Huk é uma dessas praias, estabelecida como regra sociologicamente a divisão sexual e social com uma zona normal e outra dedicada ao nudismo. A história da nudez envolve atitudes sociais em relação à nudez em diferentes culturas da história. Na vida não se sabe quando os seres humanos começaram a usar roupas, embora haja algumas evidências arqueológicas para indicar que a roupa pode ter se tornado comum na sociedade humana em torno de setenta e dois mil anos atrás. Nudez, ou nudez quase completa, tem sido tradicionalmente a norma social útil para homens e mulheres em algumas culturas de caçadores-coletores em climas quentes e ainda é comum entre muitos povos indígenas. A praia de Haukland, na Noruega, é considerada uma das mais belas do mundo. Água e areia como as das Caraíbas, com temperaturas da Escandinávia.

Argumentava com razão o historiador Perry Anderson (1984), que os teóricos marxistas, persuadidos da universalidade das sucessivas fases do desenvolvimento socioeconômico registradas na Europa, têm afirmado, pelo contrário, que o feudalismo foi um fenômeno de proporções mundiais, que abrangeu os Estados africanos e de países asiáticos tanto quanto os europeus. Distinguiu-se e estudou-se o feudalismo otomano, egípcio, marroquino, persa, indiano, mongol ou chinês. A reação política contra a superioridade das ideologias europeias conduziu a uma extensão intelectual dos conceitos historiográficos consequentemente derivados do passado de um continente para explicar a evolução per se análoga dos outros Estados. Nenhum outro termo sofreu uma difusão tão lata e indiscriminada como “feudalismo” o qual foi muitas vezes aplicado na prática a qualquer formação social situada entre os polos de identidade tribal e capitalista, não marcada pelo escravagismo. O modo de produção feudal, é definido como a combinação da grande propriedade com a pequena produção camponesa, em que a classe exploradora extrai um excedente ao produtor imediato pelas habituais formas extraeconômicas de coerção como as corveias, prestações em espécie, ou em numerário em que a troca de mercadorias e a mobilidade são assim restritas. 

Nesta perspectiva teórica e histórica, o tipo de propriedade agrária, a natureza da classe possuidora e a matriz do Estado podem variar enormemente, sobre uma ordem rural comum que constitui a base de toda a formação social. Em particular, a soberania   parcelarizada, a hierarquia vassálica e o sistema de feudo da Europa medieval deixam de ser, sob qualquer aspecto, características essenciais ou originais do feudalismo. A sua completa ausência é compatível com a presença de uma formação feudal, desde que se verifique a combinação de exploração agrária em grande escala com a produção camponesa, baseada em relações extraeconômicas de coerção e dependência. Assim, a China dos Ming, a Turquia seldjúcida, a Mongólia de Gengis Khan (1162-1227), a Pérsia dos Safávidas, a Índia dos Mogols, e Egito dos Telúnidas, o Marrocos almorávida e a Arábia wahhabita, todos são igualmente susceptíveis de serem classificados em categorias feudais, a par da França de Hugo Capeto (cf. Duby, 1992), da Inglaterra normanda ou da Alemanha Hohenstaufen. As confederações nômadas dos Tártaros, o império bizantino e o sultanato otomano foram designados Estados feudais por teóricos qualificados na interpretação social da história respectiva, com o argumento de que as divergências superestruturais jurídico-político-ideológico, evidentes em relação às normas ocidentais, ocultam uma convergência subjacente de relações de produção infraestruturais. O privilégio do desenvolvimento ocidental tende a desaparecer, no processo multiforme da história do mundo secretamente una à partida.

Na historiografia materialista, o feudalismo torna-se um oceano de absolvição no qual quase todas as sociedades podem receber o batismo. A invalidade científica deste “ecumenismo teórico” na análise crítica marxista de Perry Anderson (1984) fica demonstrada pelo paradoxo lógico que dele resulta. Isto é, se o conceito de modo de produção feudal pode definir-se independentemente das várias superestruturas jurídicas e políticas que o acompanham, de tal modo que a sua presença pode registrar-se em todo o globo, onde quer que as formações sociais primitivas e tribais foram superadas, põe-se o problema: como explicar esse dinamismo único no teatro europeu do feudalismo internacional? Ao que parece nenhum historiador afirmou que o capitalismo industrial se desenvolveu espontaneamente em qualquer região exterior à Europa e sua extensão americana, que precisamente então conquistava o resto do mundo em virtude do seu primado econômico que bloqueava um implantava o modo de produção capitalista noutros países, segundo as necessidades e tendências do seu sistema imperial. Se existia uma base econômica comum ao feudalismo de toda essa massa territorial desde o Atlântico até ao Pacífico, apenas interrompida por formas jurídicas, e no entanto, só uma zona produziu a revolução industrial que levaria à transformação das sociedades do mundo, há que procurar a determinante deste sucesso nas abstratas superestruturas políticas e jurídicas, únicas que as diferenciam socialmente.       

Um modo de produção pré-capitalista (cf. Hobsbawm, 1976) só pode ser definido por via das suas superestruturas políticas, jurídicas e ideológicas, uma vez que são estas que condicionam o tipo social de coerção extraeconômica que lhes é específico. As formas jurídicas exatas de dependência, de propriedade e de soberania que caracterizam uma formação social pré-capitalista, longe de serem apenas epifenômenos acessórios ou contingentes, constituem pelo contrário os índices principais do modo de produção determinado que nelas domina. Uma taxonomia escrupulosa e exata é um pressuposto para a elaboração de uma exaustiva tipologia dos modos de produção pré-capitalista. É evidente que a complexa imbricação de exploração econômica com instituições e ideologias extraeconômicas cria modos de produção possíveis antes do capitalismo do que pode deduzir-se da generalidade relativamente simples e massiva do próprio modo de produção capitalista, que acabou por ser, com a época do imperialismo industrial, o seu terminus ad quem comum e involuntário. Neste sentido, as condições e possibilidades de uma pluralidade de modos de produção pré-capitalistas posteriores ao tribalismo e ao escravagismo é inerente ao seu mecanismo de extração de excedentes. Não é por acaso, afirma Anderson (1984: 474), a uma profunda análise das formas de propriedade agrária em modos de produção na Europa, na Ásia e na América refere-se a mudança no caráter e na posição de propriedade e as suas relações interligadas com os sistemas políticos, do tribalismo primitivo ao capitalismo. 

Como categoria analítica social e histórica, o feudalismo foi cunhado pelas Luzes. Mas não restam dúvidas que o barão Montesquieu (1689-1755), dotado de um sentido histórico muito mais profundo, andava mais perto da verdade. A investigação moderna descobriu apenas uma grande região do mundo onde vingou inegavelmente um modo de produção comparável ao da Europa. No outro extremo da massa continental eurasiana, para além dos impérios orientais familiares ao Iluminismo, as ilhas do Japão haviam de revelar um panorama social vivamente evocador do passado medieval para os viajantes e observadores europeus do final do século XIX, depois que a chegada do comodoro Perry à baía de Yokoama, em 853, por fim ao seu longo isolamento do mundo exterior. Pouco mais de uma década passada, é o próprio Marx que comenta em O Capital (1867), publicado ante da restauração Meiji: - “O Japão, com sua organização puramente feudal de propriedade fundiária, e a sua petite culture desenvolvida, dá-nos um retrato mais fiel da Idade Média europeia do que todos os nossos livros de história”. A opinião sociológica dos teóricos concorda quase que unanimemente em considerar que o Japão foi lugar histórico de um autêntico feudalismo. O interesse feudal do Extremo Oriente reside na análise comparativa desde a sua distinta combinação de similaridades estruturais e divergências relativamente à evolução em conjunto da sociedade europeia.

Antropólogos sociais urbanos acreditam etnologicamente que as peles de animais e a vegetação foram adaptadas em coberturas como proteção natural contra o frio, o calor e a chuva, especialmente quando os humanos tribais migraram ceteris paribus para novos climas; alternativamente, a cobertura pode ter sido inventada primeiro para outros propósitos, como magia, decoração, culto ou prestígio, e mais tarde considerada prática também. A condição ceteris paribus é muito usada na economia (mas não só), em razão da complexidade da análise onde existe um número indeterminado de variáveis de influência remota que podem, eventualmente, desconectar a observação do resultado. Pelo que existe a necessidade de reduzir o número de variáveis dentro de todo o conjunto daquelas que são suscetíveis de exercer influência permanente ou esporádica sobre o fenómeno, para que este possa ser explicado. Uma predição ou constatação acerca da influência ou conexão esporádica ou permanente entre dois fenómenos, é considerada coeteris paribus quando outras variáveis exógenas (externas) que poderiam cancelar o relacionamento entre o antecedente e o consequente processo desenvolvido na natureza são tidas como tendo influência remota para explicação do comportamento do fenômeno em análise e cuja variação é desconsiderada, sendo assim compreendidas como constantes.

No Egito antigo usava-se o mínimo de roupas e, em várias culturas antigas do Mediterrâneo, a nudez atlética e/ou cultista de homens e meninos era algo natural. Na Roma antiga, a liberalidade da nudez podia ser uma desgraça pública e considerada ofensiva ou desagradável mesmo em ambientes tradicionais, embora pudesse ser vista em banhos públicos ou na perene arte erótica. No Japão, a nudez pública era bastante normal e comum até a Restauração Meiji. Na Europa, os tabus contra a nudez começaram a crescer durante o Iluminismo, e já durante a era vitoriana a nudez pública era considerada obscena. Nos primeiros anos do século XX, o movimento moderno do naturismo começou a se desenvolver. A propriedade do rei Bygdøy Kongsgård desde 1856 e o palácio de Oscarshall também se encontram na península. A propriedade real de Bygdøy, também reconhecida como Fazenda Real de Bygdø, é uma propriedade Kongsgård e casa senhorial que ocupa uma grande parte da porção Noroeste da península de Bygdøy em Oslo, Noruega. É a residência oficial de verão do rei da Noruega. A propriedade pertencia originalmente ao mosteiro cisterciense de Hovedøya. No final do século XIII, Bygdøy foi comprada do mosteiro de Hovedøya pelo rei Haakon V da Noruega (1270-1319) como um presente para sua esposa, a rainha Eufêmia de Rügen (1280-1312).

Sua filha Ingeborg da Noruega, Ingeborg Eriksdatter (1244-1287) foi uma princesa da Dinamarca e rainha da Noruega, consorte de Magno VI. Era filha do rei Érico IV da Dinamarca e de Judite da Saxônia. mais tarde devolveu a ilha ao mosteiro. Foi adquirida pelo rei Cristiano III da Dinamarca-Noruega. Inspirado por seus tutores luteranos fervorosos, Cristiano estabeleceu o luteranismo como a religião oficial de seus reinos durante a Reforma Protestante para abastecer a Fortaleza de Akershus e sua guarnição. A análise sociológica ideal-típica sobre o poder de Max Weber, precisa as consequências inevitáveis dentro do movimento protestante, das tendências ascéticas da conduta dos primeiros adeptos que formam, em princípio a mais forte antítese da relativa fraqueza moral do luteranismo. Os reis posteriores da Dinamarca-Noruega também utilizaram a propriedade para caça e como pavilhão de caça. Um jardim zoológico foi criado pelo rei Cristiano IV da Dinamarca-Noruega. A gratia amissibilis luterana, que podia ser sempre reconquistada através da contrição penitente, não continha em si nenhuma sanção para o que é o resultado mais importante do protestantismo ascético: uma ordenação racional sistemática da vida moral num todo. A fé luterana deixou, deste modo, inalterada a espontânea vitalidade da ação social impulsiva e da emoção ingênua.

Faltava o estímulo para o constante autocontrole, no sentido elisiano e, assim, para uma regulamentação deliberada da vida de cada um, introduzido pela melancólica doutrina de Calvino. De toda forma, um gênio religioso como Martin Lutero (1483-1543) podia viver sem dificuldades nesta atmosfera de liberdade e, enquanto seu entusiasmo fosse bastante poderoso, sem perigo de recair no status Naturalis. Esta forma de piedade simples, sensível e peculiarmente emocional, que é o ornamento de muitos dos mais destacados tipos sociais desenvolvidos do luteranismo, como a sua moralidade livre e espontânea, encontra poucos paralelos no genuíno puritanismo, mas muito mais no suave anglicanismo de homens como Hookes, Chillingsworth etc. Para o luterano comum, mesmo para o mais convicto apoiado nas ideias protestantes da Reforma, nada era mais certo que ele estar temporariamente enquanto a confissão ou o sermão durassem – acima do status Naturalis. A liberdade intelectual não pode ser vista apenas como uma forma determinada como condição social e possibilidade de expressão. É uma noção que se torna necessário sociologizar, culturalizar, complexificar, termodinamizar. Está ligada a um contexto cultural pluralista, dialógico, conflitual agitado. Necessita não apenas das condições que se tornam, de fato, permissivas, mas, também das condições dinâmicas societárias irradiadas pelas crises, turbulências, conflitos nas ideias e visões de mundo.

O conceito de figuração distingue-se de outros conceitos teóricos da sociologia por incluir expressamente os seres humanos em sua formação social. Contrasta, portanto, decididamente com um tipo amplamente dominante de formação de conceitos que se desenvolve sobretudo na investigação de objetos sem vida, portanto no campo da física e da filosofia para ela orientada. Há figurações de estrelas, assim como de plantas e de animais. Mas apenas os seres humanos formam figurações uns com os outros. O modo de sua vida conjunta em grupos grandes e pequenos é, de certa maneira, singular e sempre co-determinado pela transmissão de conhecimento de uma geração a outra, por tanto por meio do ingresso singular do mundo simbólico específico de uma figuração já existente de seres humanos. Às quatro dimensões espaço-temporais indissoluvelmente ligadas se soma, no caso dos seres humanos, uma quinta, a dos símbolos socialmente apreendidos. Sem sua apropriação, sem, por exemplo, o aprendizado de uma determinada língua especificamente social, os seres humanos não seriam capazes de se orientar no seu mundo nem de se comunicar uns com os outros. Um ser humano adulto, que não teve acesso aos símbolos da língua e do conhecimento de determinado grupo permanece fora das as figurações humanas, pois não é um ser humano.

As definições de controle social são demasiado amplas e vagas, e, portanto, seria legítimo indagar, escolhendo-as mais ou menos ao acaso, para inferir que resultam em termos de um controle, isto é, qualquer estímulo ou complexo de estímulos que provoca uma determinada reação. Assim, pois, todos os estímulos são controles, pois representam a direção do comportamento por influências grupais, estimulando ou inibindo a ação individual ou grupal. O controle social pode ser definido como a soma total ou, antes, o conjunto de padrões culturais, símbolos sociais, signos coletivos, valores culturais, ideias e idealidades, tanto como atos quanto como processos diretamente ligados a eles, pelo qual a sociedade inclusiva, cada grupo particular, e cada membro individual participante superam as tensões e os conflitos entre si, através do equilíbrio temporário, e se dispõem a novos esforços criativos. Ipso facto, em toda a dimensão da vida associativa deverá haver algum ajustamento de relações sociais tendentes a prevenir a interferência de direitos e privilégios entre os indivíduos. De maneira mais específica, são três as funções do estabelecidas pelo controle social: a obtenção e a manutenção da ordem social, da proteção social e da eficiência social. O seu emprego hic et nunc na investigação sociológica contribuiu consideravelmente para produzir uma simplificação ou redução na análise dos problemas sociais, conseguida proporcionalmente, graças à compreensão positiva da integração das contradições correspondentes no sistema de organização das sociedades e da importância relativa de cada um deles, como e enquanto expressão do jogo social.  Embora obscuro e equívoco, em seu significado corrente, o conceito de controle é necessário à investigação na modernidade, encontraram um sistema de referências propício à sua crítica científica, seleção lógica e coordenação metódica. 

O tempo, como a unidade negativa do ser-fora-de-si, é igualmente um, sem mais nem menos, abstrato, ideal. Ele é o ser, que, enquanto é, não é, e enquanto não é; ele é o vir-a-ser intuído, analogamente, tal que são determinadas as diferenças simplesmente momentâneas, as que imediatamente se suprassumem como exteriores, isto é, que são apesar disso exteriores a si mesmas. O tempo é como o espaço uma pura forma de sensibilidade ou do intuir, é o sensível, mas, assim como a este espaço, também ao tempo não diz respeito a diferença de objetividade e de uma consciência subjetiva contra ela. Quando se aplicam estas determinações de espaço e tempo, então seria aquele a objetividade abstrata, este [o tempo], porém a subjetividade abstrata. O tempo é o princípio representativo que o Eu=Eu da autoconsciência pura; mas é o mesmo princípio ou o simples conceito ainda em sua total exterioridade e abstração – como o mero vir-a-ser intuído, o puro ser-em-si como um vir-fora-de-si. O tempo é igualmente contínuo como o espaço, pois ele é a negatividade abstratamente referindo-se a si e nesta abstração ainda não há nenhuma diferença real. No tempo, diz-se, tudo surge e perece, se se abstrai de tudo, do recheio do tempo e do recheio do espaço, fica de resto o tempo vazio como o espaço vazio, são então postas e representadas estas abstrações de exterioridade, como se elas fossem por si. O real é limitado, e o outro para esta negação está fora dele, a determinidade é assim nele exterior a si, e daí a contradição de seu ser; a abstração opera nessa exterioridade de sua contradição e a inquietação da mesma é o próprio tempo.

Comparativamente, como ocorre no mundo físico, a termodinâmica do mundo das ideias só é fecunda, produtiva ou criadora entre certos patamares, dentre os quais não podem ser determinados a priori. Aquém desses limiares, não há “efervescência cultural” e, além, a turbulência torna-se dispersiva ou explosiva. Não se pode determinar uma temperatura intelectual ideal, ainda mais que não há nenhum termômetro ad hoc. Mas, para Morin (2008), assim a verdadeira vida realiza-se na temperatura de sua própria destruição, a verdadeira vida de uma efervescência cultural desenrola-se quase na temperatura de sua própria ebulição. Se podemos conceber o complexo das liberdades, então podemos compreender a cultura enquanto representação seja tanto libertação, quanto prisão para o conhecimento ou para o pensamento social irradiado. A cultura aprisiona-nos no seu etno-sócio-centrismo, seu hic et nunc, nos seus imperativos categóricos e proibições, nas suas normas e normalizações, nas suas limitações e encobrimentos, nos seus artigos de fé e também de desconfiança, nas suas verdades e nos seus erros. Mas, ao mesmo tempo, a cultura oferece-nos uma linguagem, um saber, uma memória, um processo social comunicativo, uma possibilidade de trocas linguísticas, verificações e refutações. Quando comporta em si a pluralidade dialógica e a abertura para as outras culturas e os outros saberes exteriores, oferece-nos as condições e possibilidades de emanciparmos relativamente das suas limitações e dissimulações.

   

Com o desenvolvimento da sociedade e per se da cultura crescem, naturalmente, o artificial e o frívolo na esfera do pensamento; além de pequenos imprinting locais e sofísticos multiplicam-se em outros tantos diaforismos e trissotinadas; um “alto cretinismo” instala-se nas esferas superiores; a proliferação da abstração e da matematização mascara o real concreto ou mesmo de análise, que deviam traduzir, mas, ao mesmo tempo crescem e multiplicam-se as brechas que permitem as autonomias e as liberdades, as possibilidades de acesso aos problemas essenciais e universais, mesmo sob a pressão das frivolidades e dos “altos cretinismos”, usado para descrever uma pessoa de pouca inteligência e lunática, os problemas decisivos permanecem confinados a uma minoria tola, medíocre, desviante. Havia uma grande diferença, que era muito chocante entre os padrões morais das cortes e dos príncipes reformados e dos luteranos, os últimos sendo frequentemente degradados pela embriaguez e pela vulgaridade. O fato é que ao luteranismo, se seguirmos as pegadas histórico-sociológicas em razão de sua doutrina de graça, faltava uma sanção psicológica da conduta sistemática que o compelisse à racionalização metódica da vida. 

Na Noruega, Suécia e Finlândia, em termos de história econômica e socialmente vale lembrar que predominam a atividade pesqueira e a extração de madeira. É nessa região do ponto de vista climático que ocorrem as mais baixas temperaturas climáticas de todo o continente europeu. Não queremos perder de vista que os Alpes Escandinavos são principal formação montanhosa da região. Estendem-se próximos ao litoral, no sentido Norte-Sul. Suas elevações são acompanhadas de planaltos, com alguns lagos e vales glaciais. Esses vales formaram-se pela erosão do gelo; posteriormente, foram invadidos pela água do mar. São os fiordes. Comuns sobretudo no litoral norueguês. O verdadeiro “muro montanhoso” é acompanhado por fiordes a Oeste e ladeado por planícies que se voltam em direção à Suécia, no litoral do mar Báltico. Além de planícies alguns países da região possuem várias depressões criadas pela erosão glacial. Nelas originaram-se diversos lagos, como se observa per se na Finlândia. Antes do século XIX, o termo Nórdico ou setentrional, era usado habitualmente no sentido de incluir a Rússia Europeia, os Países Bálticos naquela época Livônia e Curlândia e Groenlândia. Mas, quando a Europa foi submetida à região do Mediterrâneo, todas as regiões próximas ao mar, incluindo Alemanha, os Países Baixos e a Áustria, passaram a ser associadas ao termo. Bygdøy alberga ainda diversos museus, tais como o Vikingskipshuset, o Kontiki-museet e o Frammuseet, entre outros. Em 1885, havia apenas 111 casas em Bygdøy. A maior parte dos jardins de grande dimensão que existiam outrora foram divididos em lotes de terra menores, para construção de habitações sociais. Grandes partes da zona encontram-se, contudo, protegidas, tais como a floresta e as propriedades do rei. Está integrado no museu de história e cultura, pertencente à Universidade de Oslo. O museu alberga barcos encontrados em diversas sepulturas víquingues, após escavações efetuadas em Tune, Gokstad, Oseberga e Borrehaugene. 

A Holmenkollbakken é uma colina para a prática de saltos de esqui com vista panorâmica do fiorde e um museu de esqui. Holmenkollen é uma colina localizada na parte Norte de Oslo, a capital da Noruega. A região é muito famosa pela prática de esportes de inverno, em particular pelo trampolim para o salto com esqui e pelas pistas de esqui de fundo. O trampolim de Holmenkollen é o mais velho trampolim para salto com esqui do mundo. Inaugurado em 31 de janeiro de 1892, ele sofreu várias modificações durante os anos para melhorar as condições técnicas me sociais de salto, segurança e capacidade de público. Até hoje o trampolim foi reconstruído 14 vezes, a última em 1992 nas comemorações do seu centenário. É sede do Troféu Holmenkollen, uma das maiores competições de esqui nórdico do mundo; na primeira edição, em 1892, o combinado nórdico suscitou grande interesse e começou a se difundir nos demais países nórdicos e também na Alemanha e Áustria. O recorde do trampolim é de 136 metros, alcançado em 25 de janeiro de 2006 pelo norueguês Tommy Ingebrigtsen durante o campeonato nacional. É um ex-saltador de esqui norueguês que competiu de 1993 a 2007, representando Byåsen IL em Trondheim. Ele venceu a grande competição de montanha no Campeonato Mundial de Esqui Nórdico de 1995 em Thunder Bay, aos dezessete anos. O recorde feminino é de 128 metros da norueguesa Anette Sagen em 12 de março de 2005. A torre do trampolim tem 60 metros e está a 417 metros acima do nível do mar. Quando não é utilizada para eventos esportivos, a estrutura é aberta à visitação, que do alto podem admirar o panorama da cidade de Oslo. Na base está a sede do Museu do Esqui, que demonstra a evolução da história social do esqui e dedica amplo espaço para as duas edições das Olimpíadas de Inverno sediadas pela Noruega em 1952 em Oslo e 1994 em Lillehammer.

Bibliografia Geral Consultada.

MARX, Karl, Formações Econômicas Pré-Capitalistas. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1975; ANDERSON, Perry, Passagens da Antiguidade ao Feudalismo. Porto: Edições Afrontamento, 1984; SCHLICHT, Ekkehart, Isolation in Economics. Berlin: Springer-Verlag, 1985; DUBY, Georges, A Idade Média na França: de Hugo Capeto a Joana D’Arc. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 1992; CAMPBELL, Joseph, O Herói de Mil Faces. São Paulo: Editora Cultrix, 1992; POERNER, Arthur José, Identidade Cultural num Mundo sem Fronteiras: Política Federal de Cultura no Brasil. Tese de Doutorado. Escola de Comunicações e Artes. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1994; MONTESQUIEU, Charles de Secondat. Baron de, O Espírito das Leis. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2000; D’ALLONNES, Myriam Revault, El Poder de los Comienzos: Ensayo sobre la Autoridad. Buenos Aires: Amorrortu Editores, 2008; JENKINS, Henry, Cultura da Convergência. 2ª edição. São Paulo: Editora Aleph, 2009; RANK, Otto, O Duplo: Um Ensaio Psicanalítico. Porto Alegre: Editora Dublinense, 2013; DODD, Nigel, The Social Life of Money. Princeton: Princeton University Press, 2014; RIBEIRO, Jaqueline de Sá, As Transformações Sociopolíticas e Culturais no Japão da Era Meiji (1868-1912) a Partir das Cartas do Japão, de Wenceslau de Moraes. Dissertação de Mestrado em História Política. Programa de Pós-Graduação em História. Centro de Ciências Sociais. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Rio de Janeiro: Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2017; HIRST, John, A Mais Breve História da Europa. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2018; ARAÚJO, Allyson Carvalho, Elementos do Pós-Moderno na Representação do Esporte no Cinema Contemporâneo. Tese de Doutorado. Centro de arte e comunicação. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 2012; Idem, Esporte no Cinema Contemporâneo: Representações e Outras Sensibilidades Culturais. Natal: Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2018; PEREIRA, Renato Crespo; SOARES-GOMES, Abílio, Ecologia Marinha. 1ª edição. Rio de Janeiro: Editora Intercâmbio, 2021; VIRTUOSO, Mikael Paganotto, Quanto Valho Nessa Relação? Adaptação e Evidências de Realidade da Escala de Valor Relacional do Companheiro. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Departamento de Psicologia. Rio de Janeiro: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, 2025; STEIN, Leandro, “A História de Lucas Pinheiro Braathen, Primeiro Medalhista (e de Ouro) do Brasil em Jogos Olímpicos de Inverno”. Disponível em: https://www.olympics.com/14/02/2026entre outros.    

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