Usain Bolt – Corpo-Máquina, a Técnica do Velocista Jamaicano.
Ubiracy
de Souza Braga*
“Eu faço tudo
pelo meu país. É uma honra fazer
isso pela Jamaica”. Usain Bolt
O honorável Usain St. Leo Bolt nasceu em Trelawny, em
21 de agosto de 1986, numa paróquia da Jamaica no condado de Cornwall que tem
como capital a cidade de Falmouth. País insular situado no Mar das Caraíbas que
compreende a terceira maior ilha das Grandes Antilhas. O nome Jamaica provém da
denominação que os “arawaks” davam a ilha - Xamayca, “tierra de los
manantiales” ou “tierra de bosques y riachuelos”– pela abundância de agua em seus
frondosos bosques. Os nativos arawaks habitavam vivendas feitas de palmas; eram
pacíficos e praticavam uma agricultura autossuficiente. Desprezaram os guanahatabey,
primeiros grupos étnicos radicados, que provinham de América do Norte. Eram bons
navegadores, pescadores e artesãos em madeira e polimento de conchas marinhas. O
canto e a dança eram importantes em suas vidas. Adoravam cemíes, mas acreditam
em um só deus, criador de toda natureza. Todavia, um zemi ou cemi era uma divindade ou espírito ancestral, e um objeto escultural que abrigava o espírito, entre o povo taíno do Caribe. Eles também foram criados por culturas indígenas da América do Sul.
Usain Bolt é o velocista multicampeão olímpico e
recordista mundial dos 100 e 200 metros rasos, de revezamento 4 x 100 metros
como integrante da equipe. É o único atleta na história mundial do atletismo
que se tornou bicampeão em todas as três modalidades em Jogos Olímpicos. De
forma consecutiva e que conquistou seis medalhas de ouro em provas de
velocidade, tornando-se onze vezes campeão mundial. Com as sucessivas vitórias passou a ser chamado Lightning Bolt
pela imprensa sensacionalista desportiva internacional. Entre os muitos prêmios
que já recebeu tem como mais expressivos representam Atleta do Ano, da IAAF - Federação Internacional de Atletismo e Laureus
World Sportsman of the Year, recebido três vezes. Entre as honrarias contam-se
de reconhecimento nacional Ordem da Jamaica (OJ) e a Ordem de Distinção
(OD), outorgadas pelo governo jamaicano. É o mais bem pago e renomado atleta da
história social do atletismo, segundo Jacques Rogge, e por especialistas
internacionais “como uma lenda viva e o maior velocista de todos os tempos”.
O
corpo, notoriamente, percorre a história da ciência e da filosofia. De Platão a
Bergson, passando por Descartes, Espinosa, Merleau-Ponty, Freud, Marx,
Nietzsche, Weber e principalmente Michel Foucault, a definição de corpo
demonstra um puzzle. Quase todos reconhecem a profusão da visão dualista de
Descartes, que define o corpo como uma substância extensa em oposição à
substância pensante. Podemos perceber que seguindo este modo de compreensão,
sobretudo com o advento da modernidade, o corpo foi facilmente associado a uma
máquina. O corpo foi pensado como um mecanismo elaborado por determinados
princípios que alimentam as engrenagens desta máquina promovendo o seu bom
funcionamento. Isto quer dizer que através dos exercícios de abstinência e
domínio que constituem a ascese necessária, o lugar atribuído ao conhecimento
de si torna-se mais importante: a tarefa de se pôr à prova, de se examinar, de
controlar-se numa série de exercícios bem definidos, coloca a questão da
verdade – da verdade do que se é, do que se faz e do que é capaz de fazer – no
cerne da constituição do sujeito moral. E, finalmente, o ponto de chegada dessa
elaboração é ainda e sempre definido pela soberania do indivíduo sobre si
mesmo. Neste aspecto Michel Foucault (2014) nos adverte sobre a questão
abstrata da analítica do poder que se constitui o marco histórico e pontual de
“docilidade dos corpos”.
Para
ele o soldado é, antes de tudo, alguém que se reconhece de longe; que leva os
sinais naturais de seu vigor e coragem, as marcas também de seu orgulho: seu
corpo é o brasão de sua força e de sua valentia: e se é verdade que deve
aprender aos poucos o ofício das armas – essencialmente lutando – as manobras
como a marcha, as atitudes como o porte da cabeça se originam, em boa parte, de
uma retórica corporal de honra. Eis como ainda no início do século XVIII se
descrevia a figura ideal do soldado. Mas na segunda metade deste século, o
soldado se tornou algo que se fabrica; de uma massa informe, de um corpo
inapto, fez-se a máquina de que se precisa; corrigiram-se aos poucos as
posturas: lentamente uma coação calculada percorrer cada parte do corpo, assenhoreia-se
dele, dobra o conjunto, torna-o perpetuamente disponível, e se prolonga, em
silêncio, no automatismo dos hábitos; em resumo, foi “expulso o camponês” e lhe
foi dada a “fisionomia de soldado”. Ipso facto, houve, durante a época
clássica, uma descoberta do corpo como objeto e alvo de poder. Encontraríamos
facilmente sinais dessa grande atenção dedicada então ao corpo que se manipula,
modela-se, treina-se, que obedece, responde, torna-se hábil ou cujas forças
multiplicam o “homem-máquina”.
O
grande livro do homem-máquina foi descrito simultaneamente em dois registros:
no anátomo-metafísico, cujas primeiras páginas haviam sido escritas por
Descartes e que os médicos, os filósofos continuaram; o outro,
técnico-político, constituído por um conjunto de regulamentos militares,
escolares, hospitalares e por processo empíricos e refletidos para controlar ou
corrigir as operações do corpo. Dois registros bem distintos, pois se tratava
ora de submissão e utilização, ora de funcionamento e de explicação: corpo
útil, corpo inteligível. E, entretanto, de um ao outro, pontos de cruzamento.
“O homem-máquina” de Julien Offray La Metrie (1709-1751) é ao mesmo tempo uma
redução materialista da alma e uma teoria geral do adestramento, no centro dos
quais reina a noção de “docilidade” que une ao corpo analisável o corpo
manipulável. Em sua significação específica é dócil um corpo que pode ser
submetido, que pode ser utilizado, que pode ser transformado e aperfeiçoado.
Contudo, os famosos autômatos, por seu lado, não eram apenas uma maneira de
ilustrar o organismo; eram também bonecos políticos, modelos reduzidos de
poder: obsessão de Frederico II (1712-1786), rei minucioso das pequenas
máquinas, dos regimentos bem treinados e dos longos exercícios.
Para
Foucault metodologicamente a questão a responder é a seguinte: Nesses esquemas
de docilidade, em que o século XVIII teve tanto interesse, o que há de tão
novo? Não é a primeira vez, certamente, que o corpo é objeto de investimentos
tão imperiosos e urgentes; em qualquer sociedade, o corpo está preso no
interior de poderes mito apertados, que lhe impõem limitações, proibições ou
obrigações. Muitas coisas, entretanto, são novas nessas técnicas. A escala, em
primeiro lugar, do controle; não se trata de cuidar do corpo, massa, grosso
modo, como se fosse uma unidade indissociável, mas de trabalha-lo
detalhadamente; de exercer sobre ele uma coerção sem folga, de mantê-lo ao
mesmo nível prático da mecânica – movimentos, gestos, atitudes, rapidez: poder
infinitesimal sobre o corpo ativo. O objeto, em seguida, do controle: não, ou
mais, os elementos significativos do comportamento ou a linguagem do corpo, mas
a economia, a eficácia dos movimentos, sua organização interna; a coação se faz
mais sobre as forças que sobre os sinais; a única cerimônia que realmente
importa é a do exercício. A modalidade, enfim, implica uma coerção
ininterrupta, constante, que vela sobre os processos da atividade mais que
sobre seu resultado e se exerce de acordo com uma codificação que esquadrinha
ao máximo o tempo, o espaço, os movimentos.
Esses
métodos que permitem o controle minucioso das operações do corpo, que realizam
a sujeição constante de suas forças e lhes impõem uma relação de
docilidade-utilidade, são o que podemos chamar disciplinas. Muitos processos
disciplinares existiam há muito tempo: nos conventos, nos exércitos, nas
oficinas também. Mas as disciplinas se tornaram no decorrer dos séculos XVII e
XVIII fórmulas gerais de dominação. Diferentes da escravidão, pois não se
fundamentam numa relação de apropriação dos corpos; é até a elegância da
disciplina dispensar essa relação custosa e violenta obtendo efeitos de
utilidade pelo menos igualmente grandes. Mas também ocorre que são diferentes
também da domesticidade, que é uma relação social de dominação constante,
global, maciça, não analítica, ilimitada e estabelecida sob a forma de vontade
de poder singular do patrão, sendo quase seu “capricho”. Diferentes da
vassalidade que é uma relação de submissão altamente codificada, mas longínqua
e que se realiza menos sobre as operações do corpo que sobre os produtos do
trabalho e as marcas rituais de obediência. Diferentes do ascetismo e das
“disciplinas” de tipo monástico, que têm por função realizar renúncias mais do
que aumentos de utilidade e obediência, têm como fim um aumento do domínio de
cada um sobre seu próprio corpo.
O
momento histórico das disciplinas é o momento em que nasce uma arte do
corpo humano, que visa não unicamente o aumento de suas habilidades, nem
tampouco aprofundar sua sujeição, mas a formação de uma relação que no mesmo
mecanismo o torna tanto uma política das coerções que são um trabalho sobre o
corpo, uma manipulação calculada de seus elementos, de seus gestos, de seus
comportamentos. O corpo humano entra numa maquinaria de poder que o
esquadrinha, o desarticula e o recompõe. Uma “anatomia política”, que é também
igualmente uma “mecânica do poder”, está nascendo; ela define como se pode ter
o domínio sobre o corpo dos outros, não simplesmente para que façam o que se
quer, mas ara que operem como se quer, com as técnicas segundo a rapidez e a
eficácia que se determina. A disciplina fabrica assim corpos submissos e
exercitados, corpos dóceis. A disciplina
aumenta as forças do corpo (em termos econômicos de utilidade) e diminui essas
mesmas forças (em termos políticos de obediência). Em uma palavra: ela associa
o poder do corpo; faz dele por um lado uma “aptidão”, uma “capacidade” que ela
procura aumentar; e inverte por outro lado a energia, a potência que poderia
resultar, e faz dela uma relação de sujeição estrita.
Se
a exploração econômica separa a força e o produto do trabalho, a coerção
disciplinar estabelece no corpo o elo coercitivo entre uma aptidão aumentada e
uma dominação acentuada. Entendida como consumo cultural, a prática do culto ao
corpo situa-se como preocupação geral de mobilidade social, que perpassa a
estratificação de classes sociais e faixas etárias, apoiada num discurso
clínico difuso que se refere tanto a questão estética, quanto a preocupação
alimentar com a saúde. Nas sociedades contemporâneas há uma crescente
apropriação do corpo, com a dieta alimentar e o consumo excessivo de
cosméticos, impulsionados pelo processo de massificação da propaganda/consumo a
desde o desenvolvimento econômico dos anos 1980, onde o corpo ganha mais
espaço, principalmente nos meios midiáticos. Nesse sentido, as fábricas de
imagens estéticas do vencedor como o cinema, televisão, publicidade, revistas
etc., têm contribuído para isso. Ipso facto, nos leva a pensar que a
imagem da eterna fonte de juventude, associada ao corpo perfeito e ideal, ao
sucesso na educação, no trabalho e na vida amorosa atravessa as etnias e
classes sociais, compondo de maneiras diferentes diversos estilos de vida.
A
Jamaica é um reino da Commonwealth,
com a rainha Elizabeth II como seu monarca e chefe de Estado. Seu representante
designado no país é o governador-geral da Jamaica, atualmente Patrick Allen. O
chefe de governo e primeiro-ministro da Jamaica é Portia Simpson-Miller. A
Jamaica é uma monarquia constitucional parlamentar com o poder legislativo
investido no parlamento bicameral nacional. Consiste de um senado e uma câmara
composta por representantes eleitos pela população onde a cultura jamaicana tem
uma forte presença global. Os gêneros musicais reggae, ska, rocksteady, dub,
e, mais recentemente, dance hall e ragga são produções simbólicas que se originaram na vibrante e
popular indústria fonográfica urbana da ilha. A Jamaica também desempenhou um
papel importante no desenvolvimento do “punk rock”, através do estilo “reggae”
e do “ska” que também influenciou o “rap”, visto que eles
compartilham raízes, como estilos rítmicos neoafricanistas. Alguns rappers,
como The Notorious B.I.G. e Heavy D, são de ascendência jamaicana. O reconhecido músico de reggae Bob Marley também era jamaicano.
Ian Fleming usou repetidamente a morfologia da ilha como uma configuração em seus romances de James Bond, incluindo Live and Let Die, Dr. No, For Your Eyes Only, The Man with the Golden Gun e Octopussy and The Living Daylights. O Golden Eye Hotel & Resort, na cidade de Oracabessa, costa norte da Jamaica, se tornou um destino muito interessante, afinal, foi ali, que nos anos 1950, que Fleming montou seu Quartel General criativo e escreveu os romances do espião 007. Anos depois a propriedade foi adquirida por ninguém menos que Chris Blackwell, fundador da Island Records que levou Bob Marley ao estrelato. Além disso,
James Bond usa uma cobertura baseada na Jamaica em Casino Royale. Até agora, a
única adaptação cinematográfica de James Bond que foi definida na Jamaica foi Dr.
No. um filme americano-britânico de 1962, dos gêneros espionagem e ação, realizado por Terence Young, com roteiro de Richard Maibaum, Johanna Harwood e Berkely Mather baseado no romance Dr. No, de Ian Fleming. Este é o primeir longa-metragem da franquia James Bond e apresenta o ator escocês Sean Connery como protagonista. As filmagens para a ilha fictícia de San Monique em Live and Let Die ocorreram na Jamaica. O jornalista e escritor H. G. de Lisser usou seu país natal como cenário para muitos de seus romances. Nascido em Falmouth, uma cidade e porto marítimo na foz do rio Fal, na costa sul da Cornualha, Reino Unido, Lisser
trabalhou como repórter no Jamaica Times e em 1920 começou a publicar a
revista Planter`s Punch. O romance The White Witch of Rosehall é um dentre seus
romances mais reconhecidos. Ele foi nomeado Presidente Honorário da Associação de
Imprensa da Jamaica. Trabalhou ao longo de sua carreira profissional para
promover a indústria jamaicana de açúcar. O país na América com o maior grau de liberdade de imprensa pode ser uma surpresa para os analistas de mídia: segundo o Índex de Liberdade de Imprensa 2013, da Reporters sans frontières organização não-governamental internacional cujo objetivo declarado é defender a liberdade de imprensa no mundo. Foi criada na França por Robert Ménard, Rony Brauman e Jean-Claude Guillebaud, em 1985. Curiosamente a Jamaica ocupa o primeiro lugar entre os países latinoamericanos em liberdade de imprensa. O país está no 13o lugar dos 179 países analisados para o Relatório deste ano, produzido pela organização internacional Repórteres sem Fronteiras (RSF). O índex mede o grau de liberdade que jornalistas, organizações privadas de notícias e cidadãos com acesso à rede mundial de computadores - internet - têm praticamente em seus países.
O esporte é uma parte integrante da vida nacional na
Jamaica e atletas da ilha tendem a realizar a um nível bem acima do que poderia
normalmente se esperar de um país pequeno geograficamente e demograficamente pouco populoso. Apesar do
esporte mais popular no país ser o críquete, os jamaicanos tendem a ter bons
desempenhos em competições internacionais no atletismo. Desde a Independência
a Jamaica produziu consistentemente atletas de classe mundial no atletismo. Estudos apontam que, no período de colonização, a Jamaica era um ponto de distribuição de escravos para as Américas do Norte e Central e que os negros mais fortes e agressivos, provenientes da África Ocidental, permaneciam na região, colaborando na definição das características físicas dos jamaicanos. Outro fator genético apontado por alguns especialistas é a composição das fibras do corpo humano. Quando um atleta é dotado de mais fibras rápidas, a tendência é que se torne um velocista. E o país seria predominantemente composto por indivíduos com esse perfil. Até mesmo consumo de batata e inhame na base da dieta da população virou tese. Além disso, a energia proveniente da cana-de-açúcar e de outras frutas também estão na lista. A Colônia da Jamaica conquistou a Independência do Reino Unido em 6 de agosto de 1962. Esta data é comemorada o Dia da Independência, um feriado nacional. Não por acaso que nas
últimos seis décadas a Jamaica reproduziu dezenas de velocistas comparativamente de classe
mundial, incluindo campeão olímpico e mundial Usain Bolt. Outros velocistas notáveis incluem Arthur Wint, o primeiro medalhista jamaicano do
ouro olímpico, Donald Quarrie, Roy Anthony Bridge, parte do Comitê Olímpico
Internacional, Merlene Ottey, Delloreen Ennis, Shelly-Ann Fraser-Pryce, Kerron
Stewart, Aleen Bailey, Juliet Cuthbert, Veronica Campbell-Brown, Sherone
Simpson, Brigitte Foster-Hylton, Yohan Blake, Herb McKenley, George Rhoden e
Deon Hemmings. Herói da Olimpíada do Rio, Bolt lidera um histórico de grandes corredores produzidos pela ilha caribenha, que a cada edição do evento sobe ao pódio nas modalidades feminina e masculina. Mas afinal, o que tornou a Jamaica uma potência do atletismo? Pode ser a combinação de eventos históricos e científicos, desde uma vantagem genética de cidadãos jamaicanos à tradição criada no país, que fecha um ciclo de incentivos favorecendo o surgimento de grandes talentos. O espaço enquanto categoria social é também representado no
registro afetivo e emocional. Usain Bolt fez do raio sua marca registrada - e como
jamaicano demonstrou, mais uma vez, que é realmente uma força da natureza. Participou
no campeonato mundial e nos Jogos Olímpicos, com exceção de uma, em que foi
desqualificado por ter “queimado” a largada. Qual é seu segredo? Quando
corredores amadores querem acelerar, eles costumam mover suas pernas o mais
rápido possível. Então, é possível pensar que Bolt consegue a façanha ao mover
suas pernas mais rápido do que seus rivais. Mas esta ideia não se sustenta. – “Velocistas
de elite não movem suas pernas mais rápido do que os amadores”, diz Sam Allen,
da Universidade de Loughborough, na Inglaterra. O que faz Bolt ir mais rápido
é, na verdade, o fato de ele dar passadas mais longas e fortes. Pesquisas demonstram
que um corredor amador normalmente dá entre 50 e 55 passos para completar uma
prova de 100 metros, enquanto um velocista profissional dá em média 45. – “Atletas
de elite têm mais impulsão, porque têm mais fibras musculares capazes de
realizar movimentos rápidos. Eles passam menos tempo em contato com o chão, o
que permite que se propulsionem para frente ainda mais rapidamente”, afirma
Allen. Estudos do pesquisador Peter Weyand
concluem que ao atingir a velocidade máxima, um corredor de
elite como é Usain Bolt, normalmente passa 0,08 segundos em contato
com o solo em cada passada, em comparação com 0,12 segundos de um corredor
amador.
Sam Allen afirma que os velocistas mais rápidos do
mundo passam cerca de 60% do tempo no ar, sem tocar os pés no chão, enquanto um
amador passa 50% do tempo assim. Mas a associação técnica para o êxito nas
finalizações no caso de Bolt se destaca entre os principais velocistas do
mundo, em parte por causa de sua altura. – “Bolt é um anormalidade genética.
Com 1,95 metros de altura, ele não deveria ser capaz de acelerar tanto quanto
consegue, por causa do comprimento de suas pernas”, diz o ex-velocista
britânico Craig Pickering. Bolt normalmente completa uma prova de 100 metros
rasos com rendimento de 41 passos, proporcionando economia de cerca de três ou
quatro passos a menos que seus adversários. – “O comprimento da passada é o
principal fator que diferencia um bom corredor, capaz de correr os 100 metros
em menos de dez segundos, daqueles que não conseguem fazer isso”, afirma
Pickering. Bolt se reafirma como um dos maiores atletas do esporte
internacional. Depois de conquistar a medalha de ouro no revezamento 4x100m com
a equipe da Jamaica, o velocista se tornou o maior campeão da história do
Campeonato Mundial de atletismo, além de colecionar recordes e várias medalhas
olímpicas. Bolt, já considerado uma “lenda viva”, superou os ícones norte-americanos
Carl Lewis e Michael Johnson, com oito medalhas de ouro - mesmo número de
Bolt, que leva vantagem por ter conquistado duas pratas em 2007, em Osaka.
O Cristo Redentor é uma estátua Art déco que retrata Jesus Cristo, localizada no topo do morro do Corcovado, a 709 metros acima do nível do mar, no Parque Nacional da Tijuca, com vista para a maior parte da cidade do Rio de Janeiro. Em 2007 foi eleito informalmente como uma das sete maravilhas do mundo moderno. Em 2012 a UNESCO considerou o Cristo Redentor como parte da paisagem do Rio de Janeiro incluída na lista de Patrimônios da Humanidade. O monumento foi concebido pelo engenheiro brasileiro Heitor da Silva Costa e construído em colaboração com o escultor francês Paul Landowski e com o engenheiro compatriota Albert Caquot, entre 1922 e 1931. Foi inaugurada no dia 12 de outubro de 1931, dia de Nossa Senhora Aparecida e fica no bairro de Santa Teresa, na cidade do Rio de Janeiro. Símbolo do cristianismo brasileiro, a estátua se tornou um ícone do Rio de Janeiro e do Brasil. Em 2011, em uma pesquisa de opinião pela internet, o Cristo Redentor foi considerado por 23,5 % de 1 734 executivos de todos os países da região como o maior símbolo da América Latina. O Cristo Redentor é feito de concreto armado e pedra-sabão. Tem trinta metros de altura, sem contar os oito metros do pedestal, e seus braços se esticam por 28 metros de largura.
A
ideia de construir uma grande estátua no alto do Corcovado foi sugerida pela
primeira vez em meados da década de 1850, quando o padre Pedro Maria Boss
sugeriu a colocação de um monumento cristão no Monte do Corcovado para
homenagear a Princesa Isabel, regente do Brasil e filha do Imperador Dom Pedro
II. A princesa gostou da ideia e chegou a dar apoio à construção da obra. Na
época da assinatura da Lei Áurea, diante da possibilidade de homenagem com uma
estátua que a representaria como “A redentora”, a Princesa Isabel não aceitou o
pedido, conforme o aviso de 2 de agosto de 1888, destacando que a homenagem
deveria ser feita ao verdadeiro “Redentor dos homens”, com uma imagem ao
Sagrado Coração de Jesus. Em 1889, o país se tornou uma república e, com a oficialização
da separação entre Igreja e Estado, a proposta foi descartada.A segunda proposta da estátua no topo da
montanha foi feita em 1920, pelo Círculo Católico do Rio de Janeiro. O grupo
organizou um evento chamado “Semana do Monumento” para atrair doações e
recolher assinaturas para apoiar a construção da estátua. As doações vieram de
católicos brasileiros. Os projetos para a “Estátua do Cristo” a representação
da cruz cristã, uma estátua de Jesus com um globo nas mãos e um pedestal que
simbolizaria o mundo. A estátua do Cristo de braços abertos, um símbolo de paz,
foi a escolhida.
O
engenheiro local Heitor da Silva Costa projetou a estátua, que foi esculpida
por Paul Landowski, um escultor franco-polonês. O rosto da estátua foi criado
pelo escultor Gheorghe Leonida, que nasceu em Galati, na Romênia, em 1893.
Estudou escultura no Conservatório Belas Artes de Bucareste, em seguida, após
estudos de mais três anos na Itália, ele ganhou um prêmio de escultura Reveil (“Despertar”).
Depois ele se mudou para Paris, onde sua obra Le Diable (“O Diabo”) foi
premiada com o Grand Prix. Tornando-se famoso na França como retratista, ele
foi incluído por Paul Landowski na equipe que começou a trabalhar no Cristo
Redentor em 1922. Gheorghe Leonida contribuiu retratando o rosto de Jesus
Cristo na estátua, fato que o tornou famoso. Um grupo de engenheiros e técnicos
estudou as apresentações de Landowski e tomou a decisão de construir a
estrutura em concreto armado (projetado por Albert Caquot) em vez de aço, mais
adequado para uma estátua em forma de cruz. As camadas exteriores são feitas de
pedra-sabão, escolhida por suas qualidades duradouras e facilidade de uso. A
construção durou entre 1922 e 1931 e custou o equivalente a 250 mil dólares (ou
3,3 milhões de dólares em valores de 2014). Foi inaugurado em 12 de
outubro de 1931.
A
estátua pesa 1145 toneladas e é a terceira maior escultura de Cristo no mundo,
menor apenas que a Estátua de Cristo Rei de Świebodzi na Polônia, medindo 33 metros, que correspondem aos 33 anos que Cristo viveu. A eles se somam três metros da coroa, que representam os anos que Jesus dedicou a pregar; e 16,5 metros de pedestal, que é um meio de apoio para o monumento que tem 52,5 metros. É a maior
escultura de Cristo no mundo e a de Cristo de la Concordia, na Bolívia, a
segunda maior escultura de Cristo no mundo. É um dos atletas mais populares
como prova a repercussão de suas vitórias nos trend topics do Twitter.
Durante a cerimônia de inauguração, a estátua foi iluminada por uma bateria de
holofotes que acionada remotamente pelo pioneiro da rádio de ondas curtas,
Guglielmo Marconi, que estava a 9.200 quilômetros de distância, em Roma, na
Itália. A sua missa de inauguração aconteceu no Estádio de Laranjeiras,
igualmente ocorrida no dia 12 de outubro de 1931. Em outubro de 2006 no 75º
aniversário da conclusão da estátua, o Arcebispo do Rio de Janeiro, o cardeal
Eusébio Oscar Scheid, consagrou uma capela em homenagem a Nossa Senhora
Aparecida, a padroeira do Brasil, sob a estátua. Isso permite que os católicos
possam realizar batismos e casamentos no local. No dia 7 de julho de 2007, em
uma festa realizada em Lisboa, Portugal, o monumental “Cristo Redentor foi incluído entre as novas
sete maravilhas do mundo”. A decisão, após um concurso aparentemente informal, foi baseada em
votos populares pela rede mundial internet
e telefone, mas uma votação que ultrapassou a casa dos 100 milhões de votos. Todavia, o concurso não foi
apoiado pela Organização das Nações
Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que apontou a falta
de critérios técnicos, subjetivos e científicos para a escolha das benditas
maravilhas.
A ascensão social de
Usain Bolt para o auge da corrida mundial começou com o mais improvável dos
eventos, com a sua primeira medalha que veio nos 80 metros com obstáculos,
competição da terceira classe na Champs Ocidental realizada no campus da alma materWilliam Knibb Memorial High
School (2013), em Martha Brae, Trelawny quando ele “pulou” a caminho de uma
medalha de bronze. É sem dúvida o atleta mais naturalmente dotado que o mundo
já viu, este confirmou seus enormes talentos quando ganhou as fenomenais três
medalhas de ouro e quebrou três recordes mundiais nos Jogos Olímpicos de 2008,
em Beijing, China. Usain Bolt tornou-se o primeiro homem na história cultural olímpica
a ganhar as corridas de 100m e 200m em tempos recordes mundiais e depois como
parte da equipe de 4x100m, que também quebrou o recorde mundial no final da
competição. Ele recriou a história e se tornou mítico nos Jogos Olímpicos de
2012 em Londres, defendendo pari passu
três títulos olímpicos com vitórias nos 100m, 200m e 4x100m, fato histórico no
mundo que o coloca como o último representante em novo recorde
mundial de 36,84 segundos.
Do ponto de vista técnico-metodológico a biomecânica é
a ciência que traz à tona a fórmula do sucesso de Usain Bolt, enquanto os fãs
admiram a sua velocidade e carisma, a biomecânica de Usain Bolt intriga os
engenheiros mecânicos como Anette Hosoi, professora do Massachusetts Institute
of Technology que tem sido apoiado pela National Science Foundation. Se formos analisar vídeos de atletas famosos
como o norte-americano Carl Lewis, Asafa Powell, Tyson Gay e outros, irão
perceber que estes dão em torno de 44 a 46 passos durante um tiro de 100
metros, já Bolt dá 41 passos devido as suas pernas serem mais longos, esta é
uma vantagem física e com essa característica ele se tornou o recordista
mundial com o tempo de 9,58s em 2009.
Contraditoriamente o homem mais rápido do mundo ele tem algumas
dificuldades. Se por conta da sua altura, por um lado tem certa “desvantagem”, pois
diferente dos outros velocistas ele tem mais massa para deslocar e precisa de
mais força para mover seu corpo. Por outro lado, a cada passo, Usain Bolt gera uma
enorme força física contra o chão demonstrando que ele possui força considerável e
impulsão em seus músculos. O chão, do ponto de vista técnico, aplica essa força para trás, impulsionando-o para frente, ratificando a 3ª Lei de Newton que afirma que a toda ação corresponde a uma reação de igual intensidade, mas que atua no sentido oposto. A força é resultado da interação entre os corpos. Um corpo produz a força e outro corpo recebe-a. Logo ele move mais massa
que outros e se move mais rápido.
As observações de Aristóteles, que aparecem na história
da metafísica como as primeiras explicações para o gesto de deambulação humana,
foram ratificadas quase dois mil anos depois pela Terceira Lei de Newton. Mas a
história ainda haveria que caminhar muito para transportar impressões
observacionais subjetivas em quantificação do gesto, que só foi iniciada a
partir da invenção relativamente recente da fotografia. Esta invenção
representou o surgimento de uma nova possibilidade metodológica para as
pesquisas sobre aspectos do movimento corporal. Deu origem a um ramo da
Biomecânica conhecido como cinemetria, que tecnicamente propicia: a) o
congelamento dos movimentos, b) o registro e, c) consequentemente, a
quantificação geométrica por meio do fotograma – possibilitando sua descrição etnográfica
precisa. Até os dias atuais, este tipo de aplicação da fotografia à biomecânica
consiste num dos principais meios de obtenção de informações sobre a geometria
do movimento, e é denominada Fotogrametria Não-Cartográfica. Os primeiros
filmes utilizados para a análise biomecânica de movimentos animais e humanos,
incluindo-se atividades ginásticas e marcha em diversas situações, foram feitos
pelo fotógrafo anglo-americano Edouard Muybridge. Segundo John Barrow da
Universidade de Cambridge, Bolt “tem muitas fibras musculares de contração
rápida que possam responder rapidamente, juntamente com o seus passos largos é
o que lhe dá um tempo rápido tão extraordinário”.
Físicos mexicanos analisaram este feito
e, num artigo publicado na revista European Journal of Physics, concluem em dados empíricos de testes que
o poder que o atleta jamaicano põe em ação no desenvolvimento de sua técnica é extraordinário. Segundo um modelo
matemático da equipa de Jorge Hernández, da Universidade Autónoma do México (UNAM), o
tempo de 9,58 segundos obtido por Bolt nos Mundiais de atletismo de Berlim
necessitou de uma força média de 815,8 newtons. E o atleta jamaicano atingiu
uma velocidade máxima de 12,2 metros por segundo, explica um comunicado do
Instituto de Física, no Reino Unido, que edita a “European Journal of Physics”.
O mais extraordinário do desempenho de Bolt, segundo os cientistas, é a energia
mecânica (“trabalho”) que o atleta teve de desenvolver para vencer os efeitos
da resistência do ar, que são ampliados pela sua grande altura. Tendo em
consideração a altitude a que se encontra a pista de Berlim, a temperatura
média do momento da corrida e o próprio perfil de Bolt, a equipe calculou que
ele detinha um coeficiente de resistência aerodinâmica ou apenas coeficiente
aerodinâmico de 1,2. Dito por outras palavras, ele é menos aerodinâmico do que
a média das pessoas.
O físico teórico britânico John David Barrow, da
Universidade de Cambridge, já teve também curiosidade de analisar o desempenho
de Bolt e fez os seus próprios cálculos no ano passado, como lembra agora o
jornal “The Independent”: concluiu que o homem mais rápido do mundo poderia ainda
reduzir 0,13 segundos ao atual recorde mundial dos 100 metros, se no início da
corrida melhorasse os tempos de reação e evidentemente corresse com as melhores condições
climáticas possíveis de vento. Este último trabalho sobre o desempenho de Bolt visto à luz
da física utilizou um aparelho que usa o laser
para medir as velocidades, dados disponibilizados pela Federação
Internacional de Atletismo (IAAF). - “Os registos rigorosos da posição de Bolt
e da velocidade durante a corrida foram uma excelente oportunidade para
estudarmos os efeitos do arrasto num velocista. Se mais dados houver no futuro,
será interessante ver o que distingue um atleta de outro”. Enfim,
se muito tem se discutido, neste caso, sobre o limite de velocidade e do tempo
mínimo que um velocista pode atingir ao correr os 100 metros. Essas discussões
se tornaram cada vez mais frequentes devido às seguidas quebras de recordes
realizadas pelo atleta jamaicano Usain Bolt. Mas a pergunta que fazemos é: Até
que ponto as condições climáticas influenciam o resultado na prova de 100m?
Existem vários fatores que podem interferir no desempenho do atleta na prova de
100 metros. Eles são classificados em fatores externos e internos. Dentre os
fatores internos estão, por exemplo, a motivação, a técnica, a condição física
e a fadiga. Já os fatores externos são exemplificados pela temperatura
ambiente, umidade do ar, altitude, velocidade e direção do vento, rigidez e
resistência da superfície da pista, entre outros. A influencia destes fatores
no desempenho do atleta não fica restrita apenas a prova de 100 metros, sendo
também aplicada a outras provas de atletismo.Há uma explicação genética para a propensão jamaicana na pista. Um
estudo de 2010 que analisou o DNA de velocistas do país encontrou uma grande
incidência do gene ECA (enzima conversora da angiotensina). Pessoas com uma
variante particular desse gene provavelmente têm um coração maior que a média,
capaz de bombear oxigênio para os músculos mais rápido do que o normal - o que
favorece a corrida. O mesmo estudo identificou outra vantagem genética: a
população jamaicana apresenta uma variante desejada do gene ACTN3, que contém
instruções para a criação de uma proteína por contrações fortes e repetitivas
do músculo. Nos Estados Unidos América, essa variante é encontrada em 70% dos
velocistas, enquanto na Jamaica, ela está em 75% da população geral.
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* Sociólogo
(UFF), Cientista Político (UFRJ), Doutor em Ciências junto à Escola de
Comunicações e Artes. São Paulo: Universidade de São Paulo (ECA/USP). Professor Associado da Coordenação do curso de
Ciências Sociais. Centro de Humanidades. Fortaleza: Universidade Estadual do Ceará
(UECE).
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