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segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Encantadora de Tubarões, Disciplina, Trabalho & Espetacularização.

                               “O mundo é mágico. As pessoas não morrem, ficam encantadas”. Guimarães Rosa (1908-1967)


           A sociologia não pode desinteressar-se do que diz respeito ao substrato da vida social coletiva. Mas o número e a natureza das partes elementares de que se compõe a sociedade, a maneira como elas estão dispostas, o grau de coalescência a que chegaram, a distribuição estatística da população pela superfície do território, o número e a natureza das vias de comunicação, a forma das habitações, etc.  não parecem capazes, num primeiro exame, de se reduzir sociologicamente aos modos de agir, de sentir ou de pensar, no plano abstrato da teoria, pois, a sociologia não confunde a prática dos rituais com seu sentido. Ipso facto a palavra função social é empregada de duas maneiras bastante diferentes. Ora designa um sistema de movimentos vitais, fazendo-se abstração das suas consequências dinâmicas, ora exprime a relação de correspondência que existe entre esses movimentos e algumas necessidades específcas sociais. Perguntar-se qual é a função da divisão do trabalho social é, portanto, a que necessidade ela corresponde; isto é, quando tivermos “resolvido” essa questão, poderemos ver se essa necessidade é da mesma natureza comparativamente que aquelas a que correspondem outras regras de conduta cujo caráter moral não é discutido, mas está implícito. De todos os elementos da civilização, a ciência é o único que, em certas condições, apresenta um caráter moral. As sociedades tendem mais a considerar um dever desenvolver sua inteligência, assimilando as verdades científicas que são estabelecidas. Não é impossível antever de onde vem esse privilégio especialmente da ciência ou seu modo de pensar. 

       Ela nada mais é do que a consciência, desde Friedrich Hegel (1770-1831), Karl Marx (1818-1883), Georg Lukács (1885-1971), elevada a seu mais alto ponto de clareza. Quanto mais obscura uma consciência, lembrava Émile Durkheim, mais refratária à mudança, porque não vê o que é necessário mudar, nem em que sentido é preciso mudar. Ao contrário, uma consciência esclarecida sente, compreende e sabe de antemão a maneira de se adaptar a essa mudança. Eis por que é necessário que a inteligência guiada pela ciência, com consciência, adquira importância maior no curso da vida social e coletiva.  Mas a ciência, do ponto de vista da divisão do trabalho social, de acordo com Durkheim (2015), que todo mundo é assim chamado a possuir não merece ser designada por esse nome. Não é a ciência, é no máximo sua parte comum e mais geral no mundo contemporâneo. Ela se reduz a um número de conhecimentos indispensáveis, que só são exigidos de todos, por estarem ao alcance de todos. A ciência supera infinitamente esse nível vulgar. Ela não compreende apenas o que é vergonhoso ignorar, mas tudo o que é possível saber. Ela não supõe apenas, nos círculos que a cultivam, essas faculdades médias que quase todos os homens possuem, mas disposições especiais. Por conseguinte, não sendo acessível senão a uma elite social, não é obrigatória; é uma coisa útil e bela, mas não é necessária a ponto de a sociedade reclamá-la imperativamente. 

          É vantajoso estar munido dela; nada há de imoral em adquiri-la. É um campo de ação à iniciativa das massas, mas em que ninguém é obrigado a entrar.  Costuma-se qualificar de moral tudo o que tem alguma nobreza e algum preço, tudo o que é objeto de aspirações um tanto elevadas, e é graças a essa excessiva abrangência da palavra que se fez a civilização entrar na moralidade. O domínio do ético está longe de ser tão indeterminado. Ele compreende todas as regras de ação que se impõem imperativamente à conduta e a que está vinculada uma sanção, mas não vai além disso em qualquer instância. Contudo, o conceito de “civilização” refere-se a uma grande variedade de ocorrência de fatos sociais: ao nível de tecnologia, ao tipo de maneiras, ao desenvolvimento dos conhecimentos científicos, às ideias religiosas e aos costumes. Pode se referir ao tipo especificamente de habitações ou à maneira como homens e mulheres vivem omundo social juntos, à forma de punição determinada pelo sistema judiciário, ou educacional de vigilância e punição, explicado por Michel Foucault (1926-1984), e satisfatoriamente ao modo como são preparados os diversos tipos de alimentação como compreendemos com Claude Lévi-Strauss (1908-2009). Daí ser sempre difícil sumariar em algumas palavras tudo o que se pode descrever conceitualmente como civilização. Ela se resume culturalmente em tudo que a sociedade ocidental dos últimos dois ou três séculos julga “superior”, para descrever o que lhe constitui o caráter especial e aquilo que se orgulha: o nível de sua tecnologia, a natureza de suas maneiras, o desenvolvimento de sua cultura científica ou cosmovisão.                            

Sociologicamente representa um conjunto de práticas e saberes ordenado de valores, crenças, impressões, sentimentos e concepções de natureza intuitiva, anteriores à reflexão, a respeito da época ou do mundo em que se vive. Em outros termos, é a orientação cognitiva fundamental de um indivíduo, de uma coletividade ou de toda uma sociedade, num dado espaço-tempo e cultura, a respeito de tudo o que existe: sua gênese, sua natureza, suas propriedades. Uma visão de mundo pode incluir a filosofia natural, no sentido hegeliano, postulados fundamentais, existenciais e normativos, ou temas, valores, emoções e ética. A cosmovisão ou visão do mundo continua a ser um conceito complexo e confuso em qualquer cultura, sendo usado de forma muito diferente por cientistas sociais.  No entanto, as crenças centrais da visão mundial são muitas vezes profundamente enraizadas e raramente são refletidas pelos indivíduos e coletividades, e são trazidas à superfície apenas em momentos e formas de crise de fé, de algum modo ocorrentes. Por exemplo, visão de mundo da causalidade como unidirecional, cíclica ou espiral gera um quadro abstrato do mundo que reflete esses sistemas de causalidade. Uma visão unilateral da causalidade na ordem do pensamento em mudança e transformação, está presente em algumas visões de mundo monoteísticas com um começo e um fim e uma única grande força socialmente descrita com um único fim, no cristianismo e no islamismo, enquanto que uma visão de mundo cíclica da causalidade está presente na tradição religiosa que é cíclica e sazonal e na qual os eventos e experiências repetem-se em padrões sistemáticos como ocorre no zoroastrismo, mitraísmo e hinduísmo.

Essas visões não apenas subjazem as tradições religiosas, mas outros aspectos do pensamento como a história econômica e social, teorias políticas e econômicas, e sistemas de representação político na sociedade como a democracia, autoritarismo, anarquismo, capitalismo, socialismo e comunismo. Nada há na civilização que apresente esse critério de moralidade, ela é moralmente indiferente. Se a divisão do trabalho não tivesse outro papel além de tornar a civilização possível, ela participaria da mesma neutralidade moral. Foi por não se ter geralmente atribuído à divisão do trabalho outra função, segundo Émile Durkheim (2015), que as teorias propostas são a tal ponto inconsistentes. Isto é, supondo-se que exista uma “zona neutra” na moral, é impossível que a divisão social do trabalho dela faça parte. Se ela não é boa, é ruim; se não é moral, é uma decadência moral. Se ela não serve para outra coisa, cai-se em insolúveis antinomias, porque as vantagens econômicas que ela apresenta são compensadas por inconvenientes morais, e como é impossível subtrair uma dentre duas quantidades heterogêneas e incomparáveis, não se poderia dizer qual das duas leva a melhor sobre a outra, nem, por conseguinte, tomar partido. Invocar-se-á o primado da moral para condenar radicalmente a divisão do trabalho. Mas não apenas essa última ratio é sempre um “golpe de Estado científico”, como a evidente necessidade de especialização torna tal posição impossível de ser sustentada. Se a divisão do trabalho não cumpre outro papel, ela não só não tem caráter moral, como não se percebe que razão possa ter.    

A civilização não tem valor intrínseco e absoluto; o que lhe dá seu preço é o fato intrínseco de corresponder a certas formas tecnológicas de divisão do trabalho.  Ipso facto, o mais relevante, do ponto de vista sociológico, é que a experimentação tecnológica normalmente anda lado a lado, desde muito cedo, com experiências relacionadas à organização social. O mais notável efeito da divisão do trabalho não é aumentar o rendimento das funções divididas, como insistem os “burocratas da cultura” a que se referia a filosofia de José Arthur Giannotti (1930-2021), per se em seus aparelhos de Estado, mas torna-las solidárias. Seu papel social, em todos esses casos, analogamente, não é simplesmente embelezar ou melhorar sociedades existentes, mas tonar possíveis sociedades que, sem elas, não existiriam. Façam a divisão do trabalho sexual regredir além de certo ponto, e a questão conjugal desaparece, deixando subsistir relações sexuais eminentemente efêmeras; mesmo se os sexos não fossem separados, toda uma forma da vida social sequer teria nascido. É possível que a utilidade de uso econômica da divisão do trabalho tenha algo a ver com esse resultado, mas, em todo caso, ele supera infinitamente a esfera dos interesses puramente econômicos, pois consiste no estabelecimento de uma ordem social e moral sui generis. Se, com frequência, fez-se as relações sociais a que dá nascimento a divisão do trabalho consistirem apenas na troca, foi por se ter desconhecido o que a troca implica e o que dela resulta na realidade. Ela supõe que dois seres dependem mutuamente um do outro, por serem ambos incompletos, e apenas traduz exteriormente essa dependência mútua. Nada mais é que a expressão superficial de um estado interno e mais profundo.

 Precisamente por ser constante, cronologicamente, esse estado normalizador suscita todo um mecanismo comunicativo de imagens que funciona como uma continuidade que a troca não possui. É por isso que apreciamos a companhia daquele que ela representa, porque a presença do objeto que ela exprime, fazendo-a passar ao estado de percepção atualmente, lhe dá maior relevo. Ao contrário, sofremos com todas as circunstâncias que, como a distância ou a morte, podem ter por efeito impedir seu retorno ou diminuir sua vivacidade. Mas sofrer no trabalho não é uma fatalidade. Por mais curta que seja a análise sociológica, basta para demonstrar que esse mecanismo não é idêntico comparativamente, ao que serve dos sentimentos de simpatia, cuja fonte é a semelhança. Sem dúvida, só pode haver solidariedade humana entre outrem e nós se a imagem desse outrem se une à nossa. Mas quando a união resulta da semelhança das duas imagens, ela consiste numa aglutinação. As duas representações tornam-se solidárias porque, sendo indistintas, no todo ou em parte, se confundem e se tornam uma só coisa, e só são solidárias na medida em que se confundem. Ao contrário, no caso da divisão do trabalho, estão fora uma da outra e só são ligadas por serem distintas. Os sentimentos não poderiam ser os mesmos nos dois casos, nem as relações sociais que deles derivam.

Não temos apenas que procurar se, nessas espécies de sociedades, existe uma solidariedade proveniente da divisão do trabalho. É uma verdade evidente, pois a divisão do trabalho é desenvolvida nelas e produz a solidariedade. Mas é preciso determinar, sobretudo, em que medida a solidariedade que ela produz contribui para a integração geral da sociedade, pois então saberemos até que ponto essa solidariedade é necessária, se é um fator essencial da coesão social, ou então, ao contrário, se nada é mais é do que uma condição acessória e secundária. Para responder a essa questão é preciso comparar esse vínculo social aos outros, seja com o grupo tomado coletivamente, a fim de medir a parte que lhe cabe no efeito total, na divisão do trabalho, sendo para isso indispensável começar por classificar as diferentes espécies de solidariedade social. As aptidões individuais organizadoras do nosso cérebro humano necessitam de condições socioculturais para se atualizarem, as quais necessitam das aptidões do espírito humano para se organizarem individualmente. A cultura está nos espíritos, vive nos espíritos, os quais estão na cultura, vivem na cultura. Meu espírito conhece através da minha cultura, vivem na cultura. Meu espírito conhece através da minha cultura, mas, em certo sentido, a minha cultura conhece através do meu espírito. Assim, portanto, as instâncias produtoras do conhecimento se coproduzem umas às outras; há uma unidade recursiva complexa estabelecida entre produtores e produtos do conhecimento, ao mesmo tempo/espaço em que há relação hologramática entre cada uma das instâncias, cada uma contendo as outras e, nesse sentido, cada uma contendo “o todo enquanto todo”.

Falar em complexidade (cf. Morin, 1998; 2008) é sociologicamente falar em relação social de interação simultaneamente complementar, concorrente, antagônica, recursiva e hologramática entre essas instâncias cogeradoras do reconhecimento humano. Mas não é apenas esse nível de complexidade sob condições determinada que permitem compreender a possível autonomia relativa do espírito – as faculdades intelectuais - e no sentido técnico do cérebro individual. Mas é somente assim mesmo que o espírito individual pode autonomizar-se em relação à sua determinação biológica. Recorrendo às suas fontes e recursos socioculturais. E exatamente em relação à sua determinação cultural utilizando a sua aptidão bioantropológicas para organizar o conhecimento. O espírito individual pode alcançar a sua autonomia jogando com a dupla dependência que, ao mesmo tempo, o constrange, limita e alimenta. Pode jogar, pois há margem, entre hiatos, aberturas, defasagens. Entre o bioantropológico e o sociocultural, o ser individual e a sociedade. Assim, a possibilidade de autonomia do espírito individual está inscrita no princípio de seu conhecimento. E isso em nível de seu conhecimento cotidiano, quanto em nível de pensamento filosófico ou científico. A cultura fornece ao pensamento as suas condições sociais e materiais de formação, de concepção, de conceptualização. Portanto, ela impregna, modela e eventualmente governa os conhecimentos individuais.

A cultura e, somente pela via da cultura, diz Morin, a sociedade está no interior do conhecimento. Tese: O conhecimento está na cultura e a cultura está na representação do conhecimento. Um ato cognitivo per se é um elemento do complexo cultural coletivo que se atualiza em um ato cognitivo individual. As nossas percepções sociológicas do real (análise) ou mesmo concepções estão sob um determinado controle, não apenas de constantes fisiológicas e também psicológicas, mas níveis de variáveis culturais e históricas. A percepção da esfera social é submetida a novas categorizações, sociais tanto quanto as formas de conceptualizações, taxinomias, que influenciarão o reconhecimento e a identificação das cores, das formas, dos objetos. O conhecimento intelectual organiza-se em função técnica de paradigmas que selecionam, hierarquizam, rejeitam as ideias sociais e as informações técnicas, bem como em função de significações mitológicas e de projeções imaginárias. Assim se opera a “construção social da realidade”, ou antes, a “co-construção social da realidade”, visto que a realidade se constrói também a partir de dispositivos cerebrais, em que o real (imagem) se consubstancializa e se dissocia do irreal (fantasia), a weltanschauung, que se concretiza em verdade, em erro, na predestinação da mentira.

 Para conceber a sociologia do conhecimento, é necessário, conceber não só o enraizamento do conhecimento na sociedade e a interação social do conhecimento na sociedade. Mas no anel recursivo no qual o conhecimento é produto/produtor sociocultural que comporta uma dimensão própria cognitiva. Os homens de uma cultura, pelo seu modo de conhecimento, produzem a cultura que produz seu reconhecimento. A cultura gera os conhecimentos que regeneram a cultura. Ao considerar-se a que ponto o conhecimento é produzido por uma cultura, dependente de uma cultura, integrado a uma cultura, pode-se ter a impressão de que nada seria capaz de poder libertá-lo. Mas isso seria, sobretudo, ignorar as potencialidades de autonomia relativa, no interior de todas aquelas culturas, dos espíritos individuais. Os indivíduos não são todos, e nem sempre, mesmo nas condições culturais mais fechadas, “máquinas triviais” obedecendo impecavelmente à ordem social e às injunções culturais. É ignorar que toda cultura está vitalmente aberta ao mundo exterior, de onde retira conhecimentos objetivos e que conhecimentos e ideias migram entre as culturas. É ignorar que aquisição de uma informação, a descoberta de um saber, a invenção de uma ideia, podem modificar e transformar uma sociedade inteiramente, e do ponto de vista do desenvolvimento mudar o curso da história. Assim, o conhecimento está ligado, por todos os lados, à estrutura da cultura, à organização social, à práxis histórica.

  

A mergulhadora e ativista Ocean Ramsey se tornou conhecida mundialmente por nadar “sem proteção com tubarões”. No documentário, acompanhamos sua jornada em defesa desses animais, sua relação com o oceano e as polêmicas que envolvem sua atuação, marcada por belas imagens, ativismo ambiental e questionamentos éticos. Sempre ou quase sempre por toda parte, o conhecimento científico transita pelos espíritos individuais, que dispõem de autonomia potencial, a qual pode em certas condições sociais e políticas atualizarem-se e tornar-se um pensamento pessoal crítico. James Reed é um cineasta britânico reconhecido por documentários como Shark Whisperer (2025), Chimp Empire (2023), tem como representação uma série de televisão da Netflix sobre chimpanzés, narrada por Mahershala Ali. Chimp Empire acompanha a vida dos chimpanzés Ngogo, o maior grupo de chimpanzés reconhecido. A série explora a complexa dinâmica social da “comunidade de chimpanzés”, incluindo as relações entre machos e fêmeas, pais e filhos, e rivais. Também examina os desafios que os chimpanzés enfrentam, como a “competição por comida e território e a ameaça da caça ilegal”. Ambientado no Parque Nacional Kibale, em Uganda, ele acompanha a vida de grupos rivais de chimpanzés. O documentário foi lançado em 2023 e My Octopus Teacher, este último rendeu um Oscar em 2020. My Octopus Teacher é um documentário original da Netflix de 2020, dirigido por Pippa Ehrlich e James Reed. 

Ele documenta “um ano passado pelo cineasta Craig Foster construindo um relacionamento com um polvo comum selvagem em uma floresta de algas marinhas da África do Sul”. O filme ganhou o prêmio de Melhor Documentário no 93º Oscar. Em 2018, Craig Foster começou a praticar mergulho livre em uma floresta fria de algas subaquáticas em um local remoto em False Bay, perto da Cidade do Cabo, África do Sul. O local era perto de Simon`s Town, na Península do Cabo, que está exposta à fria corrente de Benguela do Oceano Atlântico. Ocean Ramsey, nascida em 1987, é uma conservacionista e modelo norte-americana de tubarões. Ela ganhou atenção da mídia internacional por mergulhar livre com tubarões, incluindo grandes tubarões brancos, para aumentar a conscientização sobre a conservação dos tubarões e promover seu negócio. Ramsey mora no Havaí e mergulhou com 47 espécies de tubarões ao redor do mundo em 2019. Ramsey opera a One Ocean Diving, LLC, uma empresa sediada no Havaí que facilita mergulhos com vida marinha. Ela é o tema de um documentário da Netflix de 2025, o Shark Whisperer, que aborda tanto seu trabalho de conservação quanto a controvérsia em torno de sua abordagem. Enquanto filmavam tubarões-tigre em Oahu, Ramsey e uma equipe de filmagem encontraram uma fêmea de tubarão-branco de 6,1 metros de comprimento, mais tarde identificada como Deep Blue, ou Haole Girl. O encontro foi capturado pelo noivo de Ramsey, Juan Oliphant, e a filmagem recebeu atenção da mídia mundial. Embora ela tenha sido elogiada por aumentar a conscientização sobre as espécies, ela foi” criticada por suas ações na filmagem”. O biólogo marinho Michael Domeier, diretor fundador do Marine Conservation Science Institute, criticou Ramsey por aparecer no vídeo viral de interação com tubarões. David Shiffman, um biólogo de conservação marinha que estuda tubarões, disse ao The Washington Post: - “Não acredito que por favor, não agarre o predador selvagem de 5,5 metros de comprimento seja algo que precisa ser dito explicitamente em voz alta, mas aqui estamos”. 

Ramsey e dezenas de indivíduos e organizações buscavam há muitos anos uma lei que proibisse a matança de tubarões. Após anos de debates o Projeto de Lei 553 da Câmara do Havaí foi aprovado em 2021, tornando o Havaí o primeiro estado a proibir a matança de tubarões. A divisão do trabalho social não é específica do nível de análise econômico: podemos observar sua influência crescente nas regiões mais distintas da sociedade. As funções políticas, administrativas, judiciárias especializam-se cada vez mais. O mesmo ocorre com as funções artísticas e científicas no âmbito das universidades. As especulações filosóficas da biologia nos demonstraram, na divisão do trabalho, um fato social de uma tal generalidade que os economistas, que foram os primeiros a mencioná-lo, não haviam podido suspeitar. Não é mais uma instituição social que tem sua fonte na inteligência e na vontade dos homens. Mas um fenômeno de biologia geral, cujas condições, ao que parece, precisam ser buscadas nas propriedades essenciais da disciplina organizada. A divisão do trabalho social passa a aparecer apenas como uma forma particular desse processo geral, e as sociedades, conformando-se a essa lei, parecem ceder a uma corrente de pensamento que nasceu bem antes delas e que arrasta no mesmo sentido todo o mundo vivo. Semelhante fato não pode, evidentemente, produzir-se sem afetar profundamente nossa constituição moral, pois o desenvolvimento do homem se fará em dois sentidos de todo diferentes. Não é necessário demonstrar a gravidade desse problema prático; qualquer que seja o juízo sobre a divisão do trabalho, o mundo sabe que ela é e se torna cada vez mais uma das bases fundamentais da ordem social tanto quanto política.

         O tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier) é uma espécie de tubarão terrestre e o único membro existente do gênero Galeocerdo e da família Galeocerdonidae. É um grande predador, com fêmeas capazes de atingir um comprimento de mais de 5 metros (16 pés e 5 pol). As populações são encontradas em muitas águas tropicais e temperadas, especialmente ao redor das ilhas do Pacífico central. Seu nome deriva das listras escuras em seu corpo, que lembram o padrão de um tigre, mas desaparecem à medida que o tubarão amadurece. O tubarão-tigre é um caçador solitário, principalmente noturno. É notável por ter o espectro alimentar mais amplo de todos os tubarões, com uma variedade de presas que inclui crustáceos, peixes, focas, pássaros, lulas, tartarugas, cobras marinhas, golfinhos e outros, até mesmo tubarões menores. Ele também tem a reputação de “comedor de lixo”, consumindo uma variedade de objetos não comestíveis fabricados pelo homem que permanecem em seu estômago. Os tubarões-tigre têm apenas um predador natural registrado, a orca. É considerada uma espécie quase ameaçada por causa da remoção de barbatanas e da pesca por humanos”. O tubarão-tigre fica atrás apenas do tubarão branco em ataques fatais registrados contra humanos, mas esses eventos ainda são raros. O tubarão foi descrito pela primeira vez por Peron e Lesueur em 1822, e recebeu o nome de Squalus cuvier. Müller e Henle em 1837 o renomearam Galeocerdo tigrinus. Metodologicamente, o gênero, Galeocerdo, é derivado do grego galeos, que significa tubarão, e kerdo, a palavra para raposa. O nome da espécie homenageia o naturalista Georges Cuvier (1769-1832).  É frequentemente chamado coloquialmente de “tubarão devorador de homens”. O tubarão-tigre tem como representação biológica um membro da ordem Carcharhiniformes, a ordem de tubarões mais rica em espécies, com mais de 270 espécies, incluindo também os pequenos tubarões-gatos e os tubarões-martelo. Os membros desta ordem são caracterizados pela presença de uma membrana nictitante sobre os olhos, duas barbatanas dorsais, uma barbatana anal e cinco fendas branquiais. É o maior membro da ordem, comumente referido como tubarão-terrestre. 

É o único membro existente de Galeocerdo, o único membro da família Galeocerdonidae. Os restos mais antigos de Galeocerdo remontam à época do Eoceno, enquanto os fósseis mais antigos do tubarão-tigre moderno Galeocerdo cuvier datam do Mioceno Médio, cerca de 13,8 milhões de anos atrás. O tubarão-tigre geralmente atinge um comprimento adulto de 3,5 a 4,7 metros (11 pés 6 pol - 15 pés 5 pol) e pesa entre 300 e 900 kg (700 e 2.000 lb). O recorde de todos os equipamentos da International Game Fish Association é de 810 kg (1.790 lb). É sexualmente dimórfico, com as fêmeas sendo o sexo maior.As fêmeas maduras geralmente têm mais de 3,7 metros (12 pés 2 pol), enquanto os machos maduros raramente chegam a esse tamanho. Fêmeas excepcionalmente grandes podem medir mais de 5 metros (16 pés 5 pol) e os maiores machos 4 metros (13 pés 1 pol). Pesos de tubarões-tigre fêmeas particularmente grandes podem exceder 1.300 kg (2.900 lb). Uma fêmea grávida capturada na Austrália teria medido 5,5 metros (18 pés e 1 pol.) de comprimento e pesava 1.524 kg (3.360 lb). Capturas ainda maiores não confirmadas foram reivindicadas. Alguns artigos aceitaram um registro de um tubarão-tigre excepcional de 7,4 metros (24 pés e 3 pol.) e 3.110 kg (6.860 lb), mas como isso é muito maior do que qualquer espécime observado cientificamente, a verificação seria necessária. Um estudo de 2019 sugeriu que os tubarões-tigre do Plioceno poderiam ter atingido 8 metros (26 pés) de comprimento máximo. Existe variação cronológica de tempo/espaço na velocidade de crescimento dos tubarões-tigre juvenis dependendo da região onde habitam, sendo observado como alguns a crescerem quase duas vezes mais rápido que outros. Entre os maiores tubarões existentes, o tubarão-tigre ocupa o posto de tamanho médio apenas atrás do tubarão-baleia (Rhincodon typus), do tubarão-frade (Cetorhinus maximus) e do tubarão-branco (Carcharodon carcharias). Isso o torna psicologicamente o segundo maior tubarão predador, depois do tubarão-branco.

Outras espécies, comparativamente, como os tubarões-boca-grande (Megachasma pelagios), os tubarões-dorminhoco-do-pacífico (Somniosus pacificus), os tubarões-da-groenlândia (Somniosus microcephalus) e os tubarões-de-seis-guelras-de-nariz-aberto (Hexanchus griseus), se sobrepõem amplamente em tamanho ao tubarão-tigre, como essas espécies são comparativamente pouco estudadas, não está claro se seu tamanho típico adulto corresponde ao do tubarão-tigre. O tubarão-martelo (Sphyrna mokarran), um membro da mesma ordem taxonômica do tubarão-tigre, tem um comprimento corporal médio semelhante ou até maior, mas é mais leve e menos volumoso, com um peso máximo reconhecido vindo de um indivíduo de 4,4 metros (14 pés) de comprimento e 580 kg (1.280 lb) grávida. Os dentes do tubarão-tigre são únicos, com serrilhas muito afiadas e pronunciadas e uma ponta inconfundível voltada para o lado. Essa dentição se desenvolveu para cortar carne, osso e outras substâncias duras, como cascos de tartaruga. Como a maioria dos tubarões, seus dentes são continuamente substituídos por fileiras de novos dentes ao longo da vida do tubarão. Em relação ao tamanho do tubarão, os dentes do tubarão-tigre são consideravelmente mais curtos do que os de um tubarão-branco, mas são quase tão largos na raiz quanto os dentes do tubarão-branco e são indiscutivelmente mais adequados para cortar presas de superfície dura. Um tubarão-tigre geralmente possui nadadeiras longas para fornecer sustentação enquanto manobra na água, enquanto a longa cauda superior proporciona explosões de velocidade. O tubarão-tigre normalmente nada usando pequenos movimentos corporais.

            No estudo da relação entre genealogia e poder, mutatis mutandis, observava Michel Foucault que a primeira característica do que ocorria de forma nebulosa dizia respeito ao caráter local da crítica, uma espécie de produção teórica autônoma, não centralizada, isto é, que não tem necessidade, para estabelecer sua validade, da concordância de um sistema comum. Esta crítica local se efetuou através do que se poderia chamar de “retorno do saber”. Em um caso como no outro, no saber da erudição como naquele desqualificado, nestas duas formas de saber sepultado ou dominado, se tratava na realidade de saber histórico da luta. Nos domínios especializados da erudição como nos saberes desqualificados das pessoas jazia a memória dos combates, que até então havia sido subordinada. Delineou-se o que se poderia chamar uma genealogia, ou, pesquisas genealógicas múltiplas: a redescoberta exata das lutas e memória bruta dos combates. E esta genealogia, como acoplamento do saber científico e do saber das pessoas, só será possível se for eliminada a tirania dos colegiados, com suas hierarquias e os privilégios que permeia o discurso religioso/científico em saberes regionais.   

            Trata-se de ativar saberes locais, descontínuos, desqualificados, não legitimados, contra a instância teórica unitária que pretenderia depurá-los, hierarquiza-los, ordená-los em nome de um conhecimento verdadeiro, em nome dos direitos de uma concepção de ciência detida por alguns. Trata-se da insurreição dos saberes não tanto contra os conteúdos, os métodos e os conceitos de uma ciência, mas de uma insurreição dos saberes antes de tudo contra os efeitos de poder centralizadores que estão ligados à instituição e ao funcionamento de um discurso científico organizado no interior da sociedade. Pouco importa que esta institucionalização do discurso científico se realize em uma universidade ou, de modo mais geral, em um aparelho político com todas as suas aferências, pois são os efeitos de poder próprios a um discurso considerado como científico que a genealogia deve combater, seja diante do processo de gentrificação do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, objeto de pesquisa de pós-doutoramento em curso em análise comparada da degradação do Centro Poliesportivo da Universidade Estadual do Ceará. Não se trata de estudos de caso, mas com a pesquisa efetiva, torna-los capazes de oposição e de luta contra a coerção de um discurso teórico, unitário, formal e científico. Poderíamos lançar o desafio, lembrava o filósofo Michel Foulcault: - “Tentem colonizar-nos”. A burocracia moderna engendrou o intelectual específico nas universidades, através das atividades regulares necessárias aos objetivos da estrutura governada burocraticamente, que por sua vez são distribuídas de forma fixa como deveres oficiais que contém uma orientação, mas podem mudar de forma e sentido.

A autoridade de dar ordens necessárias à execução desses deveres oficiais se distribui de forma estável, sendo rigorosamente delimitada pelas normas relacionadas com os meios de trabalho e de coerção, físicos, sacerdotais ou outros, que possam ser colocados à disposição dos funcionários ou autoridades. O princípio da autoridade hierárquica de cargo encontra-se em todas as organizações burocráticas. Não importa, para o caráter da burocracia, que sua autoridade seja compreendida como privada ou pública. É o que tenta demonstrar, de forma hilária, o escritor gaúcho Luís Fernando Veríssimo em uma série de ensaios temáticos. Quando o cargo está plenamente desenvolvido, a atividade oficial exige a plena capacidade de trabalho do funcionário, a despeito do fato de ser rigorosamente delimitado o tempo de permanência na repartição, que lhe é exigido. O desempenho do cargo segue regras gerais, mais ou menos estáveis, mais ou menos exaustivas, e que podem ser apreendidas. O conhecimento dessas regras representa um aprendizado técnico especial, a que se submetem esses funcionários. Envolve jurisprudência, ou administração pública e privada. A redução do cargo a regras está profundamente arraigada à sua própria natureza. A teoria da administração pública, sustenta que a autoridade para ordenar certos assuntos através decretos não dá à repartição o direito de regular o assunto através de normas expelidas em cada caso, mas na prática, converte-se em relações através dos privilégios individuais e concessão de favores, que domina de forma absoluta as relações entre indivíduos no âmbito do patrimonialismo.

A ocupação de um cargo é considerada uma profissionalização ou estágio, com a exigência de um treinamento rígido, que demanda toda a capacidade de trabalho durante um longo período de tempo e nos exames especiais que, em geral, são pré-requisitos para o emprego. A posição de um funcionário tem a natureza de um dever, sendo a lealdade dedicada a finalidades impessoais e funcionais. Sua posição social é assegurada pelas normas que se referem à hierarquia ocupada. A posse de diplomas educacionais está habitualmente ligada à qualificação técnica para o cargo. O tipo puro sociológico de funcionário burocrático é nomeado por uma autoridade superior. Mas uma autoridade eleita pelos governados não é como tal, uma figura exclusivamente burocrática. A nomeação independe dos estatutos legais, mas da forma pela qual funciona o sistema. Em todas as circunstâncias, a designação de funcionários por meio de uma eleição entre os governados modifica o rigor da subordinação hierárquica. O funcionário se prepara para uma carreira por concurso público, o que não impede que ocorra por determinado tempo a vigilância hierárquica para o cargo no serviço público. Foi esse tipo específico de poder que Michel Foucault chamou de “disciplina” ou “poder disciplinar”. E é justamente esse aspecto que explica o fato de que tem como alvo o corpo humano, não para supliciá-lo, mutilá-lo, mas para aprimorá-lo, adestra-lo. O que lhe interessa não é expulsar os homens da vida social, impedir o exercício de suas atividades, e sim gerir a vida dos homens, controla-los em suas ações para que seja possível e viável utilizá-los ao máximo, aproveitando suas potencialidades e utilizando um sistema de aperfeiçoamento gradual e contínuo de suas capacidades. É um objetivo ao mesmo tempo econômico e político: aumento do efeito de seu trabalho, isto é, tornar os homens força de trabalho dando-lhes uma utilidade econômica máxima; diminuição de sua capacidade de revolta, de resistência, de luta, de insurreição contra as ordens do poder, neutralização dos efeitos de contrapoder, isto é, tornar os homens dóceis. Aumentar a utilidade econômica e diminuir os inconvenientes, os perigos políticos; aumentar a força econômica e diminuir expressivamente a sua força política.

Situemos as suas características básicas. Em primeiro lugar, a disciplina é um tipo de organização do espaço. É uma técnica de distribuição dos indivíduos através da inserção dos corpos em um espaço individualizado, classificatório, combinatório. Isola em um espaço fechado, esquadrinhado, hierarquizado, capaz de desempenhar funções diferentes segundo o objetivo específico que deles se exige. Mas, como relações de poder disciplinar não necessitam de espaço fechado para se realizar, é essa sua característica menos importante. Em segundo lugar, e mais fundamentalmente, a disciplina é um controle do tempo. Isto é, ela estabelece uma sujeição do corpo ao tempo, com o objetivo de produzir o máximo de rapidez e o máximo de eficácia. Em terceiro lugar, a vigilância é um dos seus principais instrumentos de controle. Não uma vigilância que reconhecidamente se exerce de modo fragmentar e descontínuo; mas que é ou precisa ser vista pelos indivíduos que a ela estão expostos como forma contínua, perpétua, permanente; que não tenha limites, penetre nos lugares mais recônditos, esteja presente em toda extensão do espaço. Olhar invisível que permite impregnar quem é vigiado de tal modo que este adquira de si mesmo a visão panóptica de quem o olha. A disciplina implica um registro contínuo de conhecimento. O olhar que observa para controlar não é o mesmo que transfere as informações para os pontos mais altos da hierarquia do poder? Seu objetivo econômico e político é tornar o homem útil e dócil. A grande importância estratégica que as relações de poder disciplinar desempenham nas sociedades depois do século XIX, vem do fato delas não serem negativas. Mas positivas, quando tiramos desses termos qualquer juízo de valor moral ou político e pensarmos unicamente nas condições e possibilidaeds da tecnologia empregada. É então, que, segundo Foucault, surge uma das teses fundamentais da genealogia: “o poder é produtor de individualidade”. O indivíduo é uma produção do poder e do saber. Atuando sobre uma massa confusa, desordenada e desordeira, o esquadrinhamento disciplinar faz nascer uma multiplicidade ordenada na qual o indivíduo emerge historicamente como alvo do poder. 

O nascimento da prisão em fins do século XVIII, não representou uma massificação com relação ao modo como anteriormente se era encarcerado. O nascimento do hospício não destruiu a especificidade da loucura. É o hospício, ao contrário, que produz o louco como doente mental.Um personagem individualizado a partir da instauração de relações disciplinares. E antes da constituição das ciências humanas, no século XIX, a organização das paróquias, a institucionalização do exame de consciência e da direção espiritual e a reorganização do sacramento da confissão, que aparecem como importantes dispositivos de individualização. Em suma, o poder disciplinar não destrói o indivíduo; ao contrário, ele o fabrica. O indivíduo não é o outro do poder, realidade exterior, que é por ele anulado; é um de seus mais importes efeitos. O objetivo é neutralizar a ideia que faz da ciência um conhecimento em que o sujeito vence as limitações reais ou imaginárias de suas condições particulares de existência instalando-se na neutralidade objetiva do universal e da ideologia um conhecimento em que o sujeito tem sua relação com a verdade perturbada, obscurecida, velada pelas condições reais de existência. Todo conhecimento, seja ele científico ou ideológico, só pode existir a partir de condições políticas que são as condições para que se formem tanto o sujeito quanto os domínios do saber. A investigação do saber não deve remeter a um sujeito de conhecimento que seria a sua origem, mas a relações de poder que lhe constituem. Não há saber neutro. Todo saber é político. E isso não porque cai nas malhas do Estado, é apropriado por ele, que dele se serve como instrumento de dominação, descaracterizando seu núcleo essencial. Mas porque todo saber tem sua gênese em relações de poder. 

O fundamental da análise teórica é que saber e poder se implicam mutuamente; não há relação de poder sem constituição de um campo de saber, como também, reciprocamente, todo saber constitui novas relações de poder. Todo ponto de exercício do poder é, ao mesmo tempo, um lugar de formação de saber. É assim que o hospital não é apenas local de cura, mas também instrumento de produção, acúmulo e transmissão de saber. Do mesmo modo que a escola está na origem da pedagogia, a prisão da criminologia, o hospício da psiquiatria. Mas a relação ainda é mais intrínseca: é o saber enquanto tal que se encontra dotado estatutariamente, institucionalmente, de determinado poder. O saber funciona dotado de poder. E enquanto é saber tem poder. A configuração do que Foucault denomina de “intelectual específico” se desenvolveu na 2ª grande guerra (1939-1945), e talvez o físico atômico tenha sido quem fez a articulação entre intelectual universal e intelectual específico. É porque tinha uma relação direta e localizada com a instituição e o saber científico que o físico atômico intervinha; mas já que a ameaça atômica concernia todo o gênero humano e o destino do mundo, seu discurso podia ser ao mesmo tempo o discurso do universal. Sob a proteção deste protesto que dizia respeito a todos, o cientista atômico desenvolveu uma posição específica na ordem do saber. E admite Foucault, pela primeira vez o intelectual foi perseguido pelo poder político, não mais em função do seu discurso geral, mas por causa do saber que detinha: é neste nível que ele se constituía como um perigo político. Mas o intelectual específico deriva de uma figura muito pobre e diversa do “jurista-notável”. O “cientista-perito”. O importante é que a verdade não existe fora do poder ou sem poder. A verdade é deste mundo, produzida nele graças a múltiplas coerções que produz efeitos regulamentados de poder.

Cada sociedade tem seu regime de verdade, seus tipos de discursos que faz funcionar como verdadeiros; os mecanismos e as instâncias que permitem distinguir os enunciados verdadeiros dos falsos, a maneira como se sanciona uns e outros; as técnicas e os procedimentos que são valorizados, sob nosso olhar, para a obtenção da verdade. Quem está de fora do poder, mas tem a capacidade analítica de interpretar o estatuto que delimita o seu campo de saber, percebe os efeitos de poder do que funciona como verdadeiro.  É preciso repensar os problemas políticos dos intelectuais não mais em termos exclusivos da relação entre ciência e ideologia, mas sem abandoná-la, tendo em vista que a universidade pública é um domínio de casta, a forma natural pela qual costumam socializarem-se as comunidades étnicas que creem no parentesco de sangue com os membros de comunidades exteriores e o relacionamento social. Essa situação de casta é parte do fenômeno de povos párias e se encontra em todo o mundo, a análise pode ser religada na medida em que a questão da profissionalização do intelectual, da divisão entre trabalho manual e intelectual, na esfera pública pode ser retomada. A verdade está circularmente ligada a sistemas de poder que a produzem e apoiam, e a efeitos de poder que ela induz e a reproduzem. Ipso facto, o problema político essencial para o intelectual não é apenas criticar os conteúdos ideológicos que privilegiam grupos no sistema educacional que estariam ligados à ciência ou fazer com que sua prática científica seja acompanhada por métodos de inclusão democráticos. O que está em jogo num sistema de castas, é se podemos constituir uma nova arena política sobre a questão da verdade. Mas não se trata de libertar a verdade do sistema de poder, mas de desvincular o poder da verdade das formas com as quais ele legitima suas formas de saber. A genealogia exige a minúcia do saber, evidenciando grande número de materiais acumulados.

Jovens cientistas unem biologia e matemática na Amazônia (2024).Vale lembrar, neste aspecto que a biomatemática é um ramo da biologia que emprega análises teóricas, modelos matemáticos e abstrações dos organismos vivos para investigar os princípios que governam a estrutura, desenvolvimento e comportamento dos sistemas, em oposição à biologia experimental que lida com a realização de experimentos para comprovar e validar as teorias científicas. O campo multidisciplinar é algumas vezes chamado, precisamente, de biologia matemática ou biomatemática para enfatizar o lado técnico-científico matemático, ou biologia teórica para enfatizar abstratamente o lado biológico. Ipso facto, deste ponto de vista a biologia teórica se concentra mais do que nunca no desenvolvimento programático de princípios teóricos per se para a biologia. Enquanto a biologia matemática se concentra no uso de técnicas matemáticas para estudar sistemas biológicos embora ambos sejam muitas vezes trocados. A biologia matemática visa a representação matemática e modelagem de processos biológicos, utilizando técnicas e procedimentos metodológicos da matemática aplicada. Pode ser útil tanto em pesquisas teóricas e práticas. Descrever sistemas de maneira quantitativa significa que seu comportamento pode ser melhor simulado e, podem ser previstas propriedades que podem não ser evidentes para o experimentador. Uma matéria sempre apresenta a tendência de manter o seu estado, seja de repouso, seja de movimento, a não ser que uma força externa influencie. 

A massa é uma grandeza que indica a medida da inércia ou da resistência de um corpo de ter seu movimento acelerado. De uma forma geral, podemos associar a massa à quantidade de partículas existentes em uma matéria. Isso requer modelos matemáticos precisos. Devido à complexidade dos sistemas vivos, a biologia teórica emprega vários campos de domínio de métodos da matemática, e tem contribuído para o desenvolvimento de novas técnicas. A matemática foi usada na biologia já no século XIII, quando Leonardo Fibonacci (1170-1250) usou a famosa série de Fibonacci para descrever uma população crescente de coelhos. No século XVIII, Daniel Bernoulli (1700-1782) aplicou a matemática para descrever o efeito da varíola na população humana. O ensaio de Malthus de 1789 sobre o crescimento da população humana foi baseado no conceito de crescimento exponencial. Há aqui um debate memorável: Pierre François Verhulst (1804-1849) formulou o modelo de crescimento logístico em 1836. Fritz Müller (1822-1897) descreveu os benefícios evolucionários do que é chamado mimetismo Müllerian em 1879, em uma conta notável sendo o primeiro uso de argumento matemático em ecologia evolutiva para mostrar o quão poderoso o efeito da seleção natural seria, a menos que se inclui Malthus s` discussão dos efeitos do crescimento populacional que influenciaram Charles Robert Darwin (1809-1882) e Thomas Malthus (1766-1834) argumentam que tal crescimento seria exponencial, enquanto os recursos só poderiam crescer aritmeticamente. O termo biologia teórica ​​foi usado pela primeira vez em 1901 por Johannes Reinke (1849-1931). Um texto fundador é On Growth and Form (1917) por D`Arcy Thompson, e outros incluem exatamente Ronald Fisher, Hans Leo Przibram, Nicolas Rashevsky e Vito Volterra.

A Terra é o terceiro planeta mais próximo do Sol, o mais denso e o quinto maior dos oito planetas do Sistema Solar. É também o maior dos quatro planetas telúricos. É por vezes designada como Mundo ou Planeta Azul. Lar de milhões de espécies de seres vivos, incluindo os seres humanos, a Terra é o único corpo celeste onde é reconhecida a existência de vida. O planeta formou-se há 4,56 bilhões de anos, e a vida surgiu na sua superfície depois de um bilhão de anos. Desde então, a biosfera terrestre alterou de forma significativa a atmosfera e fatores abióticos do planeta, permitindo a proliferação de organismos aeróbicos, como a formação da camada de ozônio, que em conjunto com seu campo magnético, bloqueia radiação solar prejudicial, permitindo a vida no planeta. A sua superfície exterior é dividida em segmentos rígidos, chamados placas tectônicas, que migram sobre a superfície terrestre ao longo de milhões de anos. Aproximadamente 71% da superfície é coberta por oceanos de água salgada, com o restante consistindo de continentes e ilhas, contendo lagos e corpos de água que contribuem para a hidrosfera. Os polos geográficos encontram-se cobertos por mantos de gelo ou banquisas. O interior abstrato da Terra permanece ativo e relativamente sólido: um núcleo externo líquido que gera um campo magnético, e um núcleo interno sólido, composto, sobretudo por ferro. A Terra interage com objetos em movimento no espaço, em particular com o Sol e a Lua. Orbita o Sol uma vez por cada 366,26 rotações sobre o próprio eixo, o que equivale a 365,26 dias solares ou representa um (01) ano sideral.

Vale lembrar que o eixo de rotação da Terra possui uma inclinação de 23,4° em relação à perpendicular ao seu plano orbital, reproduzindo variações sazonais na superfície do planeta, com período igual a um ano tropical, ou, 365,24 dias solares. Um fato social é questão sociológica ainda mais necessária porque se utiliza essa qualificação sem muita precisão. Ela e empregada correntemente para designar socialmente as relações que se dão originariamente no interior de uma sociedade, por menos que apresentem, com uma certa generalidade, algum interesse social. Todo indivíduo come, bebe, dorme, raciocina, e a sociedade tem todo o interesse em que essas funções se exerçam regularmente. O sistema de signos de que me sirvo para exprimir meu pensamento, o sistema de moedas que emprego para pagar minhas dívidas, os instrumentos de crédito que utilizo em minhas relações comerciais, as práticas observadas em minha profissão, etc., funcionam independentemente do uso que faço deles. Que se tomem um a um todos os membros de que é composta a sociedade; o que procede poderá ser repetido a propósito de cada um deles, ou seja, maneiras de agir, de pensar e de sentir que apresentam essa notável propriedade de existirem fora das consciências individuais. Mas não são apenas exteriores ao indivíduo, como também são dotados de uma “força imperativa” e coercitiva em virtude da qual se impõe a ele, quer ele queira, quer não. Em se tratando de máximas morais, a consciência pública reprime todo ato que as ofenda através da vigilância que exerce sobre a conduta dos cidadãos. A coerção, mesmo sendo de forma indireta, continua sendo uma técnica ou estratégia de submissão eficaz.

Trata-se de uma ordem de fatos que apresentam características muito especiais: consistem em maneiras de agir, de pensar e de sentir, exteriores ao indivíduo, e que são dotadas de um poder de coerção em virtude do qual esses fatos se impõem a ele. Por conseguinte, eles não poderiam se confundir com os fenômenos orgânicos, já que consistem em representações e em ações, nem com os fenômenos psíquicos, os quais só tem existência na consciência individual e através dela. Estes fatos constituem, portanto, uma espécie nova, e é a eles que deve ser dada e reservada a qualificação de sociais. Essa qualificação lhes convém; pois é claro que, não tendo o indivíduo por substrato, eles não podem ter outro senão a sociedade, seja a sociedade política em seu conjunto, seja um dos grupos parciais que ela encerra: confissões religiosas, escolas políticas, literárias, corporações profissionais, etc. Por outro lado, é a eles só que ela convém; pois a palavra social só tem sentido definido com a condição de designar unicamente fenômenos que não se incluem em nenhuma das categorias de fatos já constituídos e denominados. Eles representam o domínio próprio da sociologia. Mas só há fato social onde há organização delineada, normalizada e estritamente definida. O hábito coletivo não existe apenas em estado de imanência nos atos sucessivos que ele determina, mas se exprime de uma vez por todas, por um privilégio cujo exemplo não encontramos no reino biológico, numa fórmula que se repete de boca em boca pela educação, que se fixa através da escrita.

Tais são as origens e a natureza das regras jurídicas, morais, dos aforismos e dos ditos populares, dos artigos de fé em que as seitas religiosas ou políticas condensam em crenças, dos códigos de gosto que as escolas literárias estabelecem, etc. Nenhuma dessas maneiras de agir ou de pensar se acha por inteiro nas aplicações que os particulares fazem delas, já que eles podem inclusive existir sem serem atualmente aplicadas. Há certas correntes de opinião que nos impelem, com desigual intensidade, conforme os tempos e os lugares, uma ao casamento, por exemplo, outra, ao suicídio, ou a uma natalidade mais ou menos acentuada. As circunstâncias individuais (o sonho) e coletivas (os mitos, os ritos, os símbolos) que podem ter alguma participação social na produção do fenômeno, neutralizam-se mutuamente e não contribuem para em princípio poder determina-lo. O que esse fato exprime é um certo estado de alma coletiva. Um fato social se reconhece, segundo Durkheim (1999), pelo poder de coerção que exerce ou é capaz de exercer sobre os indivíduos; e a presença desse poder se reconhece, por sua vez, seja pela resistência que o fato opõe a toda tentativa individual de faze-lhe violência. De fato, a coerção é fácil de constatar quando se traduz exteriormente por alguma reação direta da sociedade, como é o caso em relação ao direito, à moral, às crenças, aos costumes, inclusive às modas. Mas, quando, é apenas indireta, como a que exerce uma organização econômica, ela nem sempre se deixa perceber tão bem. A generalidade combinada com a objetividade pode ser mais fácil de esclarecer. Essa segunda definição não é senão outra forma da primeira; pois, se uma maneira de se conduzir, que existe exteriormente às consciências individuais, se generaliza, ela só pode fazê-lo impondo-se.

Bibliografia Geral Consultada.

ENZENSBERGER, Hans Magnus, Para Uma Crítica de la Ecologia Política. Barcelona: Editorial Anagrama, 1974; GUATTARI, Félix, As Três Ecologias. Campinas (SP): Editora Papirus, 1990; MARCUSE, Herbert, “La Ecología y la Crítica de la Sociedad Moderna”. In: Ecología Política Barcelona, n° 5, pp. 73-79, 1993; SATO, Michèle, Educação para o Ambiente Amazônico. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais. Centro de Ciências Biológicas e da Saúde. São Carlos: Universidade Federal de São Carlos, 1997; DEBORD, Guy, A Sociedade do Espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto Editora, 1997; CARLA, Ricardo Clapis, Ecologia e Conservação de Tubarões do Arquipélago de Fernando de Noronha, com ênfase no Tubarão-Cabeça-de-Cesto Carcharhinus perezi (Poey, 1876) (Carcharhiniformes, Carcharhinidade). Tese de Doutorado. Instituto de Biociências. Rio Claro: Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho, 2003; LÖWY, Michael, Ecologia e Socialismo. São Paulo: Cortez Editores, 2005; MORIN, Edgar, Introducción al Pensamiento Complejo. Barcelona: Editorial Gedisa, 1998; Idem, O Método 4 – As Ideias. Habitat, Vida, Costumes, Organização. 4ª edição. Porto Alegre: Editora Sulina, 2008; GOFFMAN, Erving, Estigma: La Identidad Deteriorada. 2ª edición. Madrid: Amorrotu Editores, 2009; GIDDENS, Anthony, A Constituição da Sociedade. 3ª edição. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009; BERMAN, Marshall, Tutto ciò che è Solido Svanisce nell`aria. L`Esperienza della Modernità. Bologna: Editore Il Mulino, 2012; FOUCAULT, Michel, Arqueologia do Saber. Petrópolis (RJ): Editoras Vozes, 1971; Idem, Vigiar e Punir. Nascimento da Prisão. 42ª edição. Petrópolis (RJ): Editoras Vozes, 2014; DURKHEIM, Émile, Da Divisão do Trabalho Social. São Paulo: WMF/Martins Fontes, 2015; PEREIRA, Renato Crespo; SOARES-GOMES, Abílio, Ecologia Marinha. 1ª edição. Rio de Janeiro: Editora Interciência, 2021; OLIVEIRA, Cícero Diogo Lins de, Temas Prioritários para Conservação de Elasmobrânquios Marinhos e Métodos Alternativos para Determinação de Risco de Extinção. Tese de Doutorado. Programa de Pós-graduação em Diversidade Biológica e Conservação nos Trópicos. Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde. Maceió: Universidade Federal de Alagoas, 2023; GAMEIRO, Gabriel, “Encantadora de Tubarões divide opiniões ao tentar promover a preservação ambiental”. Disponível em: https://geekpopnews.com.br/01/07/2025; entre outros. 

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Amor – Experiência Espacial & Fronteiras do Conhecimento Científico.

 “A ficção consiste não em fazer ver o invisível, mas em fazer ver até que ponto é invisível a invisibilidade do visível”. Michel Foucault                                   

A Terra é o terceiro planeta mais próximo do Sol, o mais denso e o quinto maior dos oito planetas do Sistema Solar. É também o maior dos quatro planetas telúricos. É por vezes designada como Mundo ou Planeta Azul. Lar de milhões de espécies de seres vivos, incluindo os seres humanos, a Terra é o único corpo celeste onde é reconhecida a existência de vida. O planeta formou-se há 4,56 bilhões de anos, e a vida surgiu na sua superfície depois de um bilhão de anos. Desde então, a biosfera terrestre representa o conjunto de todos os ecossistemas da Terra, sendo o maior nível de organização ecológica. Ela inclui a biota e os compartimentos terrestres com os quais a biota interage (litosfera, hidrosfera, criosfera e atmosfera), assim como seus processos e inter-relações. O termo foi introduzido em 1875 pelo geólogo austríaco Eduard Suess (1831-1914) como o habitat dos seres vivos. Este conceito foi estendido para seu significado atual em 1926 pelo geoquímico russo Vladimir Vernadsky (1863-1945) que reconheceu a biosfera como um sistema integrado de processos bióticos e abióticos. A biosfera é um sistema fechado para troca de matéria com o universo circundante, constituindo assim uma unidade natural. Alterou de forma significativa a atmosfera e fatores abióticos do planeta, permitindo a proliferação de organismos aeróbicos, como a formação da camada de ozônio, que em seu campo, bloqueia radiação solar prejudicial, permitindo o conceito vida no planeta.

Love tem como representação social um filme norte-americano de drama e ficção científica de 2011, produzido e com trilha sonora da banda de rock alternativo Angels & Airwaves. Formada em 2005, após o Blink-182 ter entrado em hiato, a banda possui uma temática espacial em suas artes e é considerada uma banda do estilo space rock. É influenciada por U2, Pink Floyd e Radiohead. O filme marca a estreia na direção do cineasta William Eubank.  A estreia mundial do filme ocorreu em 2 de fevereiro de 2011, no 26º Festival Internacional de Cinema de Santa Bárbara, e o filme foi posteriormente exibido no Festival Internacional de Cinema de Seattle, no FanTasia 2011 e em diversos outros festivais. O Festival Internacional de Cinema de Santa Barbara (SBIFF) é um festival de cinema realizado em Santa Barbara, Califórnia, desde 1986, por onze dias de sessões de filmes. O filme foi exibido em 460 cinemas nos Estados Unidos da América em 10 de agosto de 201, no evento Love Live. O filme “Love” retrata os efeitos pessoais e psicológicos do isolamento e da solidão quando um astronauta fica à deriva no espaço e, por meio disso, enfatiza a importância da conexão humana e do amor. Além disso, aborda a fragilidade da existência da humanidade explorada por meio de um cenário apocalíptico da Terra moribunda, inspirado pelas advertências de Carl Sagan em “Pale Blue Dot”, e considera as memórias e as histórias como legado da humanidade. 

O Capitão Lee Miller (Gunner Wright), um astronauta em meio a uma missão no espaço, acaba perdendo todo o contato com os sistemas de comunicação com a Terra e fica isolado na imensidão do espaço sideral. Com os suprimentos acabando, Lee precisa descobrir uma forma de manter sua sanidade dentro de sua claustrofóbica nave. Certo dia, ele descobre algo dentro do veículo espacial que muda tudo. A cultura da Grécia Antiga é a base sobre a qual se eleva a cultura da civilização ocidental. Como sabemos, exerceu poderosa influência sobre os romanos, que analogamente se encarregaram de repassá-la a diversas partes da Europa. A civilização grega antiga teve influência na linguagem, na política, no sistema educacional, na filosofia, na ciência, na tecnologia, na arte e na arquitetura moderna, particularmente durante a renascença da Europa ocidental e de resto durante os diversos reviverem neoclássicos dos séculos XVIII e XIX. Conceitos sociológicos como cidadania e democracia são gregos, ou pelo menos de pleno desenvolvimento nos manuscritos dos gregos. Os historiadores e escritores políticos cujos trabalhos sobreviveram ao tempo eram, em sua maioria, atenienses ou pró-atenienses e todos conservadores. Por isso se conhece melhor a história de Atenas do que a história das outras cidades. Esses homens concentraram seus trabalhos em aspectos políticos, militares e diplomáticos, ignorando o que veio a se conhecer modernamente por áreas de conhecimento em história econômica e social. O homem é criação propiciada pelo processo real de transformação da realidade e por uma formação ideal exagerada da imaginação que faz a essência do homem criadora.                                

A possibilidade real, a ocasião apriorística desse modo de comportamento que chamamos amor, fará surgir, se for o caso, e levará à consciência, como um sentimento obscuro e geral, inicial de sua própria realidade, antes mesmo que a ele se some a incitação por um objeto determinado para levá-lo a seu efeito acabado.  A existência desse impulso sem objeto, por assim dizer incessantemente fechado em si, acento premonitório do amor, puro produto do interior e, no entanto, já acento de amor, é a prova mais decisiva em favor da essência central puramente interior do fenômeno amor, muitas vezes dissimulado sob um modo de representação pouco claro, segundo o qual o amor seria uma espécie de surpresa ou de violência vindas do exterior, tendo su símbolo mais pertinente no “filtro do amor”, em vez de uma maneira de ser, de uma modalidade e de uma orientação que a vida como tal toma por si mesma – como se o amor viesse de seu objeto, quando, na realidade, vai em direção a ele. De fato, o amor é o sentimento humano que, fora dos sentimentos exclusivamente religiosos, se liga mais estreita e mais incondicionalmente a seu objeto. À acuidade com a qual ele brota do sujeito corresponde a acuidade igual com que ele se dirige para o objeto de pensamento. É que nenhuma instância vem se interpor. Se venero alguém. É pela qualidade de venerabilidade que, em sua realidade, permanece ligada à imagem pelo tempo quanto eu o venerar, passível de adoração, contemplação e respeito.

Por mais insuficiente, por mais preso a um estreito simbolismo humano que esteja  o conceito de objetivo e de meios em presença da misteriosa realização da vida, devemos qualificar essa emoção sexual de meio de que a vida se serve para a manutenção da espécie, confiando aqui a consecução desse objetivo não mais a um mecanismo (no sentido lato) mas a mediações psíquicas. Enfim, a pulsão, dirigida a princípio, tanto no sentido genérico quanto no sentido hedonista, ao outro sexo enquanto tal, parece ter diferenciado cada vez mais seu objeto, à medida que seus suportes se diferenciavam, até singularizá-lo. Claro, sabemos que a pulsão não se torna amor pelo simples fato de sua individualização; esta última pode ser refinadamente hedonista, ou instinto vital-teleológico para o parceiro apto a procriar os melhores filhos.  Mas, indubitavelmente, ela cria uma disposição formativa e, por assim dizer, um marco para essa exclusividade que constitui a essência do amor, mesmo quando seu sujeito se volta para uma pluralidade de objetos. Não duvidamos em absoluto que no seio do que se chama “atração dos sexos” constitui-se o primeiro factum, ou, se quiserem, a prefiguração do amor. A vida historicamente se metamorfoseia nessa produção social, traz sua corrente à altura dessa onda cuja crista vital, de desenvolvimento, sobressai acima dela. Se considerarmos o processo da vida como um dispositivo de meios a serviço desse objetivo e se levarmos em conta seu significado efetivo para a propagação da espécie, então este também é um dos meios que a vida se dá para si e a partir de si.          

Do mesmo modo, no homem que temo, o caráter terrível e o motivo que o provocou estão intimamente ligados; mesmo o homem que odeio não é, na maioria dos casos separado em minha representação da causa desse ódio – é esta uma das diferenças entre amor e ódio que desmente a assimilação que comumente se faz deles. Mas o específico do amor é excluir do amor existente a qualidade mediadora de seu objeto, sempre relativamente geral, que provocou o amor por ele. Ele permanece como intenção direta e centralmente dirigida para esse objeto, e revela a sua natureza verdadeira e incomparável nos casos em que sobrevive ao desaparecimento indubitável do que foi sua razão de nascer. Essa constelação, que engloba inúmeros graus, desde a frivolidade até a mais alta intensidade, é vivida segundo o mesmo modelo, seja em relação a uma mulher ou a um objeto, a uma ideia ou a um amigo, à pátria ou a uma divindade. Isso deve ser solidamente estabelecido em primeiro lugar, se quisermos elucidar em sua estrutura seu significado mais restrito, o que se eleva no terreno da sexualidade. A ligeireza com que a opinião corrente alia instinto sexual a amor lança talvez uma das pontes mais enganadoras na paisagem psicológica exageradamente rica em construções desse gênero. Quando, ademais, ela penetra no domínio da psicologia que se dá por científica, temos com demasiada frequência a impressão de que esta última caiu nas mãos de açougueiros. Por outro lado, o que é óbvio, não podemos afastar pura e simplesmente essa relação.

Para que a espécie humana pudesse sobreviver, a psique precisou ser socializada e dar sentido a um mundo aparentemente sem-sentido natural-biológico. Ao criar as significações, institui-se a sociedade que é a origem de si mesma. Não se poderia pensar a humanidade fora do mundo de significações, ou a subjetividade, a partir do termo “para si”, das representações das instituições sociais. O “para si” é inferido a partir das instancias, interdependentes, em que todas existem, mas nenhuma se mantém sem a outra, numa completa relação de atividade e reciprocidade representando a totalidade do sujeito. Enfim, Cornelius Castoriadis admite que é impossível fazer filosofia sem uma ontologia, segundo o aristotelismo, parte da filosofia que tem por objeto o estudo das propriedades mais gerais do ser apartada da infinidade de determinações que, ao qualificá-lo particularmente, ocultam sua natureza plena e integral. isto é, sem uma interrogação sobre o ser, mas, ao contrário do que possa pensar aquele para quem ontologia soa como “palavra proibida”, sua reflexão é inteiramente articulada à questão política. Não sendo, pois, uma idealização, mas um pensamento radical sobre a possibilidade de uma sociedade na qual os homens tenham consciência de seu poder. Por sua vez, o imaginário radical enquanto imaginário social aparece como corrente do coletivo anônimo, traduzindo-se na sociedade e no que para o social-histórico é posição, criação e fazer ser. Duas dimensões não incomunicáveis nem estáticas, embora a dimensão psíquica, tenha participação oculta na formação do que é próprio na criação.

Michel Foucault é reconhecido internacionalmente por descrever uma analítica do poder em relação às instituições sociais, entre elas a Igreja Católica. Do latim cathedra que, por sua vez, tem origem num vocábulo grego que significa “assento” ou “cadeira”, a cátedra é a disciplina ou a cadeira, metaforicamente, que ensina um catedrático - professor que tenha preenchido determinados requisitos para partilhar conhecimentos e que tenha alcançado o posto mais alto na docência. O termo também é usado para fazer referência à função e ao exercício do catedrático. Essa Cátedra, que leva o nome de Michel Foucault, não é dedicada à leitura de seus escritos – que hoje já é parte da cultura clássica. Ela está voltada, sob o impulso não exclusivo de seus trabalhos, como o diz seu título, para uma livre análise, informação e debate sobre questões de filosofia e de vida civil contemporânea. A recusa de tal Cátedra, aberta à complexidade e diversidade de estudos e pesquisas na atualidade, contradiz a deontologia universitária assim como seu fundamento filosófico. A Universidade seria sua primeira vítima. Assim teríamos ironicamente, no caso da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a 2ª morte de Michel Foucault. O filósofo deixou inscrito uma das mais belas profecias sobre o “cuidado de si”. Uma ética política sobre a história da sexualidade, incluída a morte. 

O filósofo deixou inscrita uma das mais belas profecias sobre o “cuidado de si”. Uma ética política sobre a história da sexualidade, incluída a morte. Este aspecto, não por acaso, passa a ser um elemento novo decorrente da analítica do poder proposta através da análise discursiva. A problemática da governamentalidade fora retomada no “resumo dos cursos do College de France” (1970-1984): “gostaria de me insinuar sub-repticiamente no discurso que devo pronunciar hoje, e nos que deverei pronunciar aqui, talvez durante dez anos”. Veio a falecer em 25 de junho de 1984, “quando seu estado de saúde não mais lhe permitia prepará-los”. Salvo engano, nenhum sistema de pensamento obteve repercussão tão ampla e evidente, do ponto de vista da mudança de simbólica, a partir de temas como: a crítica da razão governamental, a analítica do poder, sobre as relações “espaço-tempo” e “poder-saber”, “estética da existência” e “experimento moral”, e mesmo entre o “império do olhar” e a “arte de ver”. É impossível esquecer a tese foucaultiana segundo a qual “a visibilidade é uma armadilha” que “canceriza” a vista através do poder disciplinar. O estudo dedicado ao “cuidado de si” teve como referência Alcibíades, retratado pelo pintor Pedro Américo em 1865. Nele, as questões dizem respeito ao “cuidado de si” com a política, com a pedagogia e com o conhecimento de si. Sócrates recomendava a Alcibíades que aproveitasse a sua juventude para ocupar-se de si mesmo, pois, “com 50 anos, seria tarde demais”. Mas isso, numa relação que diz respeito talvez ao enamoramento, e que não pode “ocupar-se de si” sem a ajuda do outro.

O exercício da morte, como evocado na Antiguidade por Sêneca, consiste em viver a duração da vida como se fosse tão curta quanto um dia e viver cada dia como se a vida inteira coubesse nele; todas as manhãs, deve-se estar na infância da vida, mas deve-se viver toda a duração do dia como se a noite fosse o momento da morte. Na hora de dormir, afirma na Carta 12, com um sorriso: “eu vivi”. Mas há uma advertência, importantíssima na existência humana: “é preciso tempo para isso”. E é um dos grandes problemas dessa cultura de si, fixar, no decorrer do dia ou da vida, a parte que convém consagrar-lhe. Recorre-se a muitas fórmulas diversas. Podem-se reservar, à noite ou de manhã, alguns momentos de recolhimento para o exame daquilo que se fez para a memorização de certos princípios úteis, para o exame do dia transcorrido; o exame matinal e vesperal dos pitagóricos se encontra, sem dúvida com conteúdos diferentes, nos estoicos; Sêneca, Epiteto, Marco Aurélio, fazem referência a esses momentos revigorados na plenitude da vida que se deve consagrar a voltar-se para si mesmo.  Pode-se também interromper de tempos em tempos as próprias atividades ordinárias e fazer um desses retiros que Musonius, recomendava: eles permitem ficar face a face consigo mesmo, recolher o próprio passado, colocar diante de si o conjunto da vida transcorrida, familiarizar-se, através da leitura, com os preceitos e os exemplos nos quais se quer inspirar e encontrar, graças a uma vida examinada, os princípios essenciais de uma conduta racional.

É possível ainda, no meio ou no fim da própria carreira, livrar-se de suas diversas atividades e, aproveitando esse declínio da idade onde os desejos ficam aparentemente apaziguados, consagrar-se inteiramente, como Sêneca, no trabalho filosófico ou, como Spurrima, na calma de uma existência agradável, “à posse de si próprio” no espaço e tempo sociais habituais. Esse tempo não é vazio: ele é povoado por exercícios, por tarefas práticas, atividades diversas que são ocupadas pelas reflexões de nosso dia a dia. Ocupar-se de si não é uma sinecura. Existem os cuidados com o corpo, os regimes de saúde, os exercícios físicos sem excesso, a satisfação, tão medida quanto possível, as necessidades. Existem as meditações, as leituras, as anotações que se toma sobre livros ou conversações ouvidas, e que mais tarde serão relidas, a rememoração das verdades que já se sabe, mas de que convém apropriar-se ainda melhor. Marco Aurélio fornece, assim, um exemplo de “anacorese em si próprio”: trata-se de um longo trabalho de reativação dos princípios gerais e de argumentos racionais que persuadem a não se deixar irritar com os outros nem com os acidentes, nem tampouco com as coisas. Tem-se aí um dos pontos mais importantes dessa atividade consagrada a si mesmo. Ela não constitui um mero exercício da solidão; mas sim uma verdadeira prática. Mas toda essa aplicação a si não possuía como único suporte social a existência das escolas, do ensino e dos profissionais da direção da alma; ela encontrava, facilmente, o feixe de relações habituais de parentesco, de amizade ou de obrigação. 

Cometas são corpos celestes compostos principalmente de gelo e poeira. Quando um cometa se aproxima do Sol, o gelo derrete e forma uma cauda visível. Recentemente, mapeamento realizado por uma sonda mostrou que a água está presente em toda superfície da lua, incrustada nas rochas, e também pode estar abaixo da camada de poeira, no manto. Essa água encontrada na Lua pode ter sido roubada da Terra, logo após o impacto catastrófico que formou a Lua, ou pode ter sido entregue posteriormente por impactos de asteroides e de cometas. Esses pequenos objetos podem ter entregue a água ao sistema Terra-Lua logo nos primeiros milhões de anos do nosso planeta. Imagens de radar de alta resolução da superfície de Mercúrio sugeriram a presença de gelo de água no polo Norte do planeta. Entretanto em Vênus, uma quantidade muito pequena de vapor de água (de algumas partes por milhão) foi encontrada na atmosfera. Existe gelo de água nas calotas polares de Marte e em algumas de suas crateras. Além disso, a água em Marte está presente em pequena quantidade de vapor na atmosfera. Evidências geológicas e mineralógicas sugerem que água líquida já existiu em Marte em abundância. Além disso, foi descoberto um lago subglacial em Marte, a 1,5 km abaixo da calota polar do Sul.

É estimado que o lago possua cerca de 20 km de diâmetro. Dado esta descoberta, os cientistas afirmam que não há razão para concluir que a presença de água subterrânea em Marte esteja limitada a este único local. A descoberta do lago subterrâneo também reforça a especulação sobre a existência de microrganismos presentes no planeta vermelho. Planetas gigantes, Saturno e Júpiter, podem ter água em forma sólida e líquida em suas camadas mais baixas de nuvens, mas sua abundância ainda não foi realmente aferida. Acredita-se que acima dos núcleos rochosos de Urano e Netuno exista uma grande camada de gelos, incluindo o gelo de água propriamente dito. As atmosferas destes gigantes de gelo também contêm H₂O. Foi observado que os anéis de Saturno contêm principalmente a formação de gelo de água com uma pequena mistura de orgânicos e outros contaminantes, enquanto os anéis de Júpiter, Urano e Netuno contêm no máximo uma pequena fração de gelo de água. Plutão também contém uma fração significativa de água em sua superfície, assim como muitas das luas dos planetas exteriores, com Tethys (Lua de Saturno) possivelmente consistindo quase inteiramente de gelo de água. Acredita-se que algumas Luas, como Europa e Ganimedes de Júpiter, e Enceladus de Saturno, contenham vastos oceanos de água líquida sob a camada superficial de gelo.

A sua superfície é dividida em segmentos rígidos, chamados placas tectônicas, que migram sobre a superfície terrestre ao longo de milhões de anos desde a sua formação. Aproximadamente 71% da superfície é coberta por oceanos de água salgada, com o restante consistindo de continentes e ilhas, contendo lagos e corpos de água que contribuem para a hidrosfera. Os polos geográficos da Terra encontram-se majoritariamente cobertos por mantos de gelo ou por banquisas. Uma bomba-relógio é a designação sociológica comum de um artefato denominado bomba que é acionada para detonação através de um período de tempo, geralmente calculado por um relógio. A utilização dessa técnica, permite que o artefato seja abandonado ou alojado em um local, sem a presença humana. Possui diversos propósitos, como fraude em seguros, terrorismo, assassinato e como arma de guerra. A palavra é usada metaforicamente. - Esse problema é uma bomba-relógio significa algo que algo deve ser feito para sua realização, antes que exploda. O interior da Terra permanece ativo e sólido, um núcleo externo líquido, um campo magnético, e um núcleo interno sólido, composto por ferro.

A Terra interage com outros objetos em movimento no espaço, em particular com o Sol e a Lua. A Terra orbita o Sol uma vez por cada 366,26 rotações sobre o seu próprio eixo, o que equivale a 365,26 dias solares ou representa um (01) ano sideral. O eixo de rotação da Terra possui uma inclinação de 23,4° em relação à perpendicular ao seu plano orbital, reproduzindo variações sazonais na superfície do planeta, com período igual a um ano tropical, ou, 365,24 dias solares. A Lua é o único satélite natural reconhecido da Terra. O atual modelo consensual para a formação da Lua é representado pela hipótese do grande impacto. É uma hipótese astronômica que postula a formação da Lua através do impacto de um planeta com aproximadamente o tamanho da massa de Marte, reconhecido como Theia, com a Terra. Ela é responsável pela formação das marés, estabiliza a inclinação axial da Terra e abranda gradualmente a rotação do planeta. A Lua pode ter afetado dramaticamente o desenvolvimento da vida ao moderar o clima do planeta. Evidências paleontológicas e simulações de computador demonstram que a inclinação axial do planeta é estabilizada pelas interações cíclicas de maré com a Lua.

            A história da humanidade ou história humana descreve a história dos seres humanos como determinada pelos estudos arqueológicos e registros históricos. A chamada história Antiga começa com a invenção da escrita. Há certas dúvidas sobre quais foram exatamente os nossos antepassados mais remotos. Os seres humanos modernos só surgiram há cerca de 200 mil anos. Os humanos são primatas e surgiram na África; duas espécies que pertenceram aos primórdios da evolução dos hominídeos foram o Sahelanthropus tchadensis, com um misto de características humanas e símias, e o Orrorin tugenensis, já bípede, mas não se sabe o tamanho do cérebro, que no Sahelanthropus era de 320–380 cm cúbicos. Ambos existiam há mais de 6 milhões de anos. Os hominídeos da época habitavam a África subsariana, a Etiópia e Tanzânia, ou seja, na África Oriental. Seguiram-se a esses primeiros hominídeos os Ardipithecus e mais tarde há 4,3 milhões de anos até há 2,4 milhões, os Australopithecus, descendentes dos Ardipithecus. Tinham os australopitecos maiores cérebros, pernas mais longas, braços menores, e traços faciais mais parecidos aos nossos. Há 2,5 milhões de anos surge o gênero Homo, Homo habilis na África oriental, com ele começam-se a usar ferramentas de pedra totalmente feitas por eles, começando o Paleolítico e carne passa a ser mais importante na dieta do Homo habilis. Eram caçadores e tinham um cérebro maior (590–650 cm cúbicos), mas tinham braços compridos. Não eram apenas caçadores, também eram necrófagos e herbívoros.

Havia outras espécies como o Homo rudolfensis que tinha um cérebro maior e era bípede e existiu durante a mesma época que o Homo habilis. Há dois milhões de anos surgiu o Homo erectus: de constituição forte, com um cérebro muito maior (810–1 250 cm cúbicos), rosto largo e foi o primeiro hominídeo a sair de África existindo na África, Ásia e Europa, existindo até há 500 mil anos. É o primeiro a usar o fogo. Há 300 mil anos já tinha estratégias elaboradas de caça a mamíferos corpulentos. Há uns 50 mil anos, os seres humanos lançaram-se à conquista do planeta em diferentes rumos desde África. Um rumo alcançou a Austrália. A outra chegou a Ásia Central, para logo se dividir em dois, uma a Europa, e a outra caminhou até cruzar o Estreito de Bering e chegou à América do Norte. As últimas áreas a ser colonizadas foram as ilhas da Polinésia, durante o primeiro milênio. Os neandertais eram robustos, com um cérebro grande, e viviam na Europa e Oeste da Ásia. Sobreviveram até 24 mil anos atrás e coexistiram com os modernos Homo sapiens, apesar de estudos de ADN provarem que não podiam reproduzir-se entre si. A origem dos Homo Sapiens atuais é bastante discutida, mas a maioria dos cientistas apoia a teoria da Eva Mitocondrial, apoiada por testes genéticos, em vez da teoria evolução multirregional que defende que os seres humanos modernos evoluíram em todo o mundo ao mesmo tempo a partir das espécies Homo lá existentes e que se reproduziram entre si entre as várias migrações que supostamente fizeram. Os primeiros fósseis totalmente humanos foram encontrados na Etiópia e datam de 160 mil anos. Há cerca de 35 mil anos surgiu a arte paleolítica na Europa. Consistia em pinturas nas paredes das grutas, e pequenas esculturas em madeira ou pedra, representado vários símbolos de fertilidade.

Idade Antiga mormente Antiguidade, na periodização das épocas históricas da humanidade, é o período que se estende desde a invenção da escrita de 4 000 a 3 500 a.C. até à queda do Império Romano do Ocidente (476 d.C.). Embora o critério da invenção da escrita como balizador entre o fim da Pré-história e o começo da História propriamente dita seja o mais comum, estudiosos que dão mais ênfase à importância da cultura material das sociedades têm procurado repensar essa divisão mais recentemente. Também não há entre os historiadores um verdadeiro consenso sobre quando se deu o verdadeiro fim do Império Romano e início da Idade Média, por considerarem que processos sociais e econômicos não podem ser datados com a mesma precisão dos fatos políticos. Também deve-se levar em conta que essa periodização está relacionada à História da Europa e também do Oriente Próximo como precursor das civilizações que se desenvolveram no Mediterrâneo, culminando com Roma. Essa visão se consolidou com a historiografia positivista que surgiu no século XIX, que fez da escrita da história uma ciência e uma disciplina acadêmica. Se repensarmos os critérios que definem o que é a Antiguidade no resto do mundo, é possível pensar em outros critérios e datas balizadoras.

No caso da Europa e do Oriente Próximo, diversos povos se desenvolveram na Idade Antiga. Os sumérios, na Mesopotâmia, foram a civilização que originou a escrita e a urbanização, mais ou menos ao mesmo tempo em que surgia a civilização egípcia. Depois disso, já no Primeiro milénio a.C., os persas foram os primeiros a constituir um grande império, que foi posteriormente conquistado por Alexandre, o Grande. As civilizações clássicas da Grécia e de Roma são consideradas as maiores formadoras da civilização ocidental atual. Destacam-se também os hebreus (primeira civilização monoteísta), os fenícios (senhores do mar e do comércio e inventores do alfabeto), além dos celtas, etruscos e outros. O próprio estudo da história começou nesse período, com Heródoto e Tucídides, gregos que começaram a questionar o mito, a lenda e a ficção do fato histórico, narrando as Guerras Médicas e a Guerra do Peloponeso respectivamente. Na América, pode-se considerar como Idade Antiga a época pré-colombiana, onde surgiram as avançadas civilizações dos astecas, maias e incas. Porém, alguns estudiosos considerem que em outras regiões, como no que constitui a maior parte do território do Brasil, boa parte dos povos ameríndios ainda não havia constituído similar nível de complexidade e a classificação de Pré-história para essas sociedades seria mais correta. Na China, a Idade Antiga termina por volta de 200 a.C., com o surgimento da dinastia Chin, enquanto que no Japão é apenas a partir do fim do período Heian, em 1185, que podemos falar em início da Idade Média. Algumas religiões no mundo moderno tiveram origem nessa época, entre elas o cristianismo, o budismo, confucionismo e judaísmo.

O século XX foi marcado por um período de mudanças tecnológicas, políticas e sociais. Com invenções como a lâmpada, o automóvel e o telefone no final do século anterior, a qualidade de vida aumentou para muitos, ao passo que esse progresso não só prosseguiu no século XX, assim como foi essencial para grandes mudanças no cenário político global. Os Estados Unidos tiveram grandes ganhos econômicos e políticos; por volta de 1900, os Estados Unidos eram a potência industrial líder no mundo em termos de produção. A África, América Central, América do Sul e Ásia também gradualmente rumaram a uma maior autonomia. Com a criação de novos estados independentes em ex-possessões europeias, o balanço de poder ao longo do século XX começou a se deslocar para fora da Europa. Na Europa, mudanças começaram também. O Império Britânico alcançou o ápice de seu poder. Império alemão e Reino de Itália, que passaram a existir como nações unificadas no final do século XIX, trataram de crescer em poder, economia e influência. Com o nacionalismo à toda a força nesse momento, as potências europeias competiram entre si por terras, força militar e poderio econômico. A Ásia e a África, para a maioria, ainda estava sob controle de seus conquistadores europeus como consequência do neocolonialismo. Exceções existiram, contudo, como na China e no Japão. Além disso, Império do Japão e o Império Russo estavam em guerra entre si em 1905. A Guerra Russo-Japonesa foi uma das primeiras instâncias de uma potência europeia é derrotada por uma nação asiática. A própria guerra reforçou o militarismo japonês e desenvolveu o crescimento de status do Japão por poder no cenário internacional. A Rússia czarista, por outro lado, não lidou bem com a derrota. A guerra expôs a fraqueza militar do país e o crescente retrocesso econômico. Os Estados Unidos foram um elemento de crescente influência na política mundial durante o século XIX. Tornaram sua presença conhecida no cenário mundial desafiando a os espanhóis na Guerra Hispano-Americana, ganhando colônias de Cuba e Filipinas como protetorados. Agora, com crescimento na imigração e uma resolução de uma questão de unidade nacional através da sangrenta Guerra Civil Americana, os Estados Unidos estavam surgindo também como uma usina de força industrial, rivalizando com a Grã-Bretanha, Alemanha e França.

Demorou mais de duzentos mil anos de história humana até 1804 para que a população mundial atingisse 1 bilhão; a população mundial atingiu cerca de 2 bilhões em 1927; no final de 1999, a população global atingiu 6 bilhões, com mais da metade concentrada no Leste, Sul e Sudeste Asiático. A alfabetização global foi em média de 80%. A penicilina e outras descobertas médicas combinadas com as campanhas globais da Organização Mundial da Saúde para a erradicação da varíola e outras doenças responsáveis por mais mortes humanas do que todas as guerras e desastres naturais combinados produziram resultados sem precedentes; a varíola agora só existia em laboratórios. As máquinas estavam sendo utilizadas em todas as áreas de produção, alimentando uma cadeia de abastecimento nacional cada vez mais intrincada, ou seja, pela primeira vez na história, a humanidade não estava mais limitada por quanto poderia produzir, mas sim pela vontade das pessoas de consumir. As melhorias no comércio reverteram o conjunto limitado de técnicas de produção de alimentos usadas desde o período Neolítico, aumentando muito a diversidade de alimentos disponíveis, resultando em uma melhora na qualidade da nutrição humana. Até o início do século XIX, a expectativa de vida era de cerca de trinta na maioria das populações; as médias de vida global ultrapassaram 40+ anos pela primeira vez na história, com mais da metade atingindo 70+ anos, isto é, três décadas a mais do que um século antes.

            Durante uma batalha da Guerra Civil Americana em 1864, um soldado solitário da União, o Capitão Lee Briggs (Bradley Horne), é enviado em uma missão para investigar um objeto misterioso relatado às forças da União. Ele parte para cumprir a missão. Em 2039, o astronauta norte-americano Lee Miller (Gunner Wright) é enviado à Estação Espacial Internacional (ISS) como o único tripulante da estação, com a missão de avaliar sua segurança e realizar os ajustes necessários, após duas décadas de abandono por razões desconhecidas. Logo após sua chegada, distúrbios significativos ocorrem na Terra, levando Miller a perder contato com o “comunicador da cápsula” e a se encontrar isolado em órbita, assistindo impotente aos eventos terrestres através de vigias a 320 km acima de seu planeta natal. Miller luta para manter a sanidade mental em isolamento, interagindo com fotos Polaroid de ex-tripulantes da ISS deixadas a bordo da nave. Geralmente, apenas o comunicador da espaçonave se comunica diretamente com a tripulação de um voo espacial tripulado. A sigla remonta ao Projeto Mercury, quando a espaçonave era originalmente chamada de cápsula. A NASA considerou importante que  toda a comunicação com os astronautas no espaço passasse por um único indivíduo no Centro de Controle da Missão. Essa função foi inicialmente designada como comunicador da cápsula e era desempenhada por outro astronauta, geralmente um dos membros da equipe de apoio ou reserva. A NASA acredita que um astronauta é o mais capacitado para compreender a situação na espaçonave e transmitir informações da maneira mais clara.

Para missões de longa duração, há mais de “comunicador da cápsula”, cada um designado a equipe de turno diferente. Após o controle dos voos espaciais americanos ser transferido para o Centro Espacial Johnson no início da década de 1960, cada “comunicador da cápsula” passou a usar o indicativo de rádio “Houston”. Quando pessoas que não são astronautas se comunicam diretamente com a espaçonave, o “comunicador da cápsula” atua como controlador de comunicações. A partir de 2011, devido à redução do corpo de astronautas após o fim do programa do Ônibus Espacial, o número de astronautas disponíveis para desempenhar as funções de “comunicador da cápsula” diminuiu. Assim, não astronautas, mas sim profissionais das áreas de treinamento de voo espacial e controle de voo, também atuam como “comunicador da cápsula” durante as missões da ISS, enquanto que, nas missões Apollo e do Ônibus Espacial, essa função era desempenhada exclusivamente por astronautas. Os astronautas ainda assumem a posição de durante eventos críticos, como acoplagem e atividades extraveiculares. No contexto de potenciais missões tripuladas a Marte, o Centro de Pesquisa Ames da NASA realizou testes de campo de suporte computacional avançado para astronautas e equipes científicas remotas, para testar as possibilidades de automatizar o “comunicador da cápsula”.

Com problemas de energia, Miller se desloca para um módulo não pressurizado da estação espacial para realizar reparos e descobre o diário de Briggs de 1864. Miller lê o relato de Briggs sobre a guerra e fica fascinado pelo objeto misterioso que procura, sem perceber que em breve se familiarizará com esse mesmo objeto, e não por acaso. Em 2045, após seis anos sem contato com o “comunicador da cápsula” e com o sistema de oxigênio da ISS em deterioração, Miller veste um traje espacial e realiza uma caminhada espacial, decidindo que seria mais fácil se desprender do cabo de segurança e flutuar lentamente em direção à Terra, queimando na atmosfera, do que sufocar lentamente até a morte a bordo da ISS. Ele descobre, no entanto, que é incapaz de levar adiante seu suicídio. Miller ainda é visto a bordo da ISS, presumivelmente muito tempo depois: seu cabelo cresceu bastante e ele está coberto de tatuagens. Ele fez esboços de pessoas e batalhas da Guerra Civil Americana, de 12 de abril de 1861 à 26 de maio de 1865; foi uma guerra civil nos Estados Unidos entre a União[e] (“o Norte”) e a Confederação (“o Sul”), que foi formada em 1861 por estados que se separaram da União para preservar a escravidão de afro-americanos, que eles consideravam ameaçada devido à eleição de Abraham Lincoln e ao crescente movimento abolicionista no Norte, retirados de seu diário, por todo o interior da ISS. Os aposentos apertados da estação espacial se tornaram um emaranhado de objetos, simbolizando sua sanidade debilitada. Ele então parece ser contatado de fora da ISS e recebe instruções para acoplar e fazer a transferência. Ele o faz e parece chegar a uma gigantesca estrutura desabitada, de construção humana. Não está claro se isso é real ou fruto da imaginação de Miller, que agora está insano.

Miller vagueia até se deparar com um servidor central onde encontra um livro intitulado: “Uma História de Amor Contada por Você”. Dentro do livro, ele encontra fotos do Capitão Lee Briggs com sua descoberta, um gigantesco objeto alienígena em forma de cubo que pode ter ajudado a impulsionar a sociedade humana. No índice do livro, Miller encontra uma referência a si mesmo e a digita no prompt do computador. Ele então se vê dentro de um quarto de hotel genérico, onde uma voz incorpórea diz: Como você está, Lee? Desculpe por esta projeção, mas foi a única maneira de conseguirmos entrar em contato com você. Estamos aliviados por tê-lo aqui. Agora, antes de nos empolgarmos demais, precisamos lhe dizer algo. Você é o último, tudo acabou. Entendemos como você se sente. A conexão é talvez a coisa mais preciosa que qualquer ser pode ter. É isso. É por isso que estávamos ouvindo. O lugar que você vê aqui é uma espécie de álbum de recortes, uma coleção de memórias e lembranças da breve existência da humanidade. Ainda bem que encontramos você. Estamos ansiosos para conhecê-lo, Lee. Durante o discurso, vemos o mesmo objeto cúbico no espaço, no ano de 2045. O espectador é levado a supor que esse objeto “capturou” Lee Miller e está falando diretamente com ele. O filme termina com a voz de um computador falando sobre conexões humanas e amor.               

O cenário da estação espacial, mutatis mutandis, foi construído no quintal dos pais de William Eubank. Em um vídeo de making-of publicado em sua conta do Vimeo, Eubank detalha a construção do cenário e lista materiais como cobertores de embalagem, MDF, sacos de pizza, velcro, isolamento, luzes de Natal e outros materiais reaproveitados como componentes do cenário da ISS. De acordo com Tom De Longe, a produção iria alugar a estação espacial de outro filme, mas optou por construí-la com materiais reaproveitados por questões de orçamento. Os primeiros teasers foram lançados em 2007 e 2009. Em 10 de janeiro de 2011, o trailer final do filme foi lançado no Apple Trailers. O lançamento deste trailer teve cobertura em vários sites da indústria. - Posso dizer, honestamente, que o filme é dez vezes melhor do que eu pensava que seria. Mas não pretende competir com Transformers. Este é um filme de arte e nenhuma banda fez isso há muito tempo. Então, esperamos surpreender algumas pessoas e também esperamos fazer algo que seja muito credível em termos de perspicácia artística. A estreia mundial do filme ocorreu em 2 de fevereiro de 2011, no 26º Festival Internacional de Cinema de Santa Bárbara, com exibições adicionais nos dias 3, 4 e 5 de fevereiro no Metro 4 e no Arlington Theater. O filme foi exibido gratuitamente em 11 de fevereiro no Riviera Theatre, em Santa Bárbara, como onze filmes escolhidos como “Melhores do Festival”. O Festival Internacional de Cinema de Seattle de 2011 exibiu “Love” tanto na seção “Ficção Científica e Além” quanto na seção “Novo Cinema Americano”.

O filme foi exibido em 21 de maio no Pacific Place Theatre e em 22 de maio no SIFF Cinema. Uma terceira exibição ocorreu em 11 de junho no Egyptian Theatre. O filme “Love” foi selecionado para o Festival Internacional de Cinema Fantasia de 2011, realizado em Montreal, Quebec. Sua exibição na FanTasia, em 18 de julho, no Hall Theatre, como parte da seção Câmera Lucida do festival, marcou a estreia internacional do filme. O longa também foi exibido em Atenas, Lund, Londres, Nantes, Coreia do Sul, Espanha, Israel e outros países. Em 8 de novembro de 2011, a Angels & Airwaves lançou um box set contendo Love, a trilha sonora do filme Love Part I, e o quarto álbum de estúdio da banda, Love Part II. No agregador de críticas Rotten Tomatoes, o filme tem uma taxa de aprovação de 60% com base em 15 críticas, com uma classificação média de 5,4/10. No Festival Internacional de Cinema de Santa Bárbara, o filme estava inicialmente programado para três exibições, mas duas sessões adicionais no Teatro Arlington foram adicionadas depois que alguns ingressos para as sessões originais se esgotaram.

Dennis Harvey, para a revista Variety, escreveu: “[A] abstrusão espiritual do filme e as inúmeras outras ambiguidades do roteiro poderiam irritar em um filme menos engenhosamente concebido em aspectos mais tangíveis. Mas Love encanta com o detalhe de seu cenário principal, bem como com efeitos bem-feitos, texturas de trilha sonora consistentemente interessantes, porém submissas (a única música original é reservada para os créditos finais) e um ritmo de edição ágil...”. Dustin Hucks, do Ain`t It Cool News, lançado em 1996 e seu nome é atribuído a uma citação do personagem de John Travolta no filme Broken Arrow. Knowles começou a navegar na internet enquanto se recuperava de um acidente debilitante em 1996. Ele passava muito tempo em grupos de discussão trocando fofocas e rumores sobre filmes que estavam por vir, eventualmente criando seu próprio site como parte de seu hobby na internet, escreveu: “Love pode, por vezes, se tornar muito amplo em termos de cenas, diálogos e ritmo... se você preza pela clareza e linearidade, Love vai te frustrar. Para outros, no entanto, o desafio de entender o que está acontecendo pode levar ao desejo de assistir ao filme repetidas vezes, o que, para mim, é muito divertido... Este é um filme que claramente não é para todos, mas tem muito a oferecer aos fãs de Inception e Moon”. Hucks continuou dizendo que Love era um dos filmes de baixo orçamento visualmente mais empolgantes que ele tinha visto em algum tempo e concluiu com um endosso geral: “Vale a pena procurar Love nos cinemas – mas não perca o DVD se você não tiver a oportunidade de vê-lo nos cinemas”.

Bibliografia Geral Consultada.

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