“O amor é a única loucura de um sábio e a única sabedoria de um tolo”. William Shakespeare
Film Noir é uma expressão francesa designada a um subgênero de filme policial, derivado do romance de suspense influenciada pelo expressionismo alemão, o qual teve o seu ápice nos Estados Unidos da américa entre os anos 1939 e 1950. A expressão foi aplicada pela primeira vez a um filme pelo crítico francês Nino Frank, em 1946, por analogia com os romances policiais da Série noire, uma coleção criada pela Gallimard, em 1945, cujos livros tinham capa preta e amarela, com sobrecapa preta e bordas brancas. A expressão era desconhecida dos diretores e atores à época em que foram produzidos os filmes noirs clássicos, tendo sido introduzida posteriormente por historiadores e críticos de cinema. Muitos dos criadores de films noirs revelaram mais tarde que não imaginavam, naquela época, que haviam dado origem a um subgênero cinematográfico. O noir deriva dos romances de suspense da época extraordinária da Grande Depressão norte-americana, onde muitos foram adaptados de romances policiais do período e da estética dos filmes de terror da década de 1930. Os primeiros noirs apareceram no começo da década de 1940. Historicamente, foram filmados em preto-e-branco em alto contraste, sob influência da cinematografia do expressionismo alemão. O film noir é a representação do resultado de uma combinação de estilos e gêneros de cinema e também das artes plásticas.
De acordo com James Monaco, em American Film Now (1979), o film noir não constitui propriamente um gênero, mas um estilo visual. Outros críticos tratam o film noir como um modo ou ciclo. A estética do film noir é fortemente influenciada pelo expressionismo alemão à época do regime totalitário. Muitos diretores, como Fritz Lang (1890-1976), Billy Wilder (1906-2002) e Robert Siodmak (1900-1973), foram forçados a emigrar, levando em sua bagagem as técnicas que haviam desenvolvido, e realizaram, nos Estados Unidos da América, alguns dos mais famosos films noirs, no qual os recursos de iluminação tinham importância fundamental, sendo utilizados, por exemplo, para destacar aspectos psicológicos dos personagens ou para criar uma certa tensão no espectador, por exemplo. Do ponto de vista técnico-metodológico com uso da iluminação “por zonas, manchas e flashes era capaz de estabelecer um isolamento do ator, separando-o do ambiente”. A luz, no cinema expressionista, tem “o poder de estabelecer rupturas e relações entre personagens”, acompanhando a ação de modo aparentemente arbitrário, mas com a finalidade de “concentrar a atenção, articular a ação, acentuar a tensão e colorir a emoção do público”. Outras influências vieram do realismo poético francês, através de certos temas como o fatalismo, a injustiça, protagonistas arruinados e do neorrealismo italiano, que busca uma autenticidade dos personagens. Muitos films noirs posteriores, como Night and the City (1950) e Panic in the Streets (1950), adotaram uma abordagem neorrealista, utilizando fotografia in loco e, per se, alguns atores não profissionais, encarnando pessoas comuns (cf. Thompson, 1998) e oprimidas, como The Lost Weekend e In a Lonely Place.
Nos Estados Unidos da América, a principal influência literária do film noir veio da ficção policial e de suspense, produzida por escritores em torno de Dashiell Hammett (1894-1961), Raymond Chandler (1888-1959) e James M. Cain (1892-1977), popularizado em revistas baratas de consumo popular como Black Mask. Apesar de não ser considerado um “film noir”, Cidadão Kane (1941) de Orson Welles teve uma forte influência no desenvolvimento do estilo deste gênero, particularmente por seus visuais barrocos e a complexa estrutura narrativa conduzida por sobreposição. As décadas de 1940 e 1950 foram o período clássico do film noir. Alguns historiadores do cinema consideram Stranger on the Third Floor (1940) como o primeiro film noir genuíno. Touch of Evil (1958), de Orson Welles é comumente citado como o último filme do período clássico do noir. Alguns estudiosos do cinema acreditam que o film noir nunca tenha acabado realmente, mas apenas perdido temporariamente a popularidade para, mais tarde, ser revivido de uma maneira um pouco diferente. Outros críticos - talvez a maioria - não consideram autênticos os filmes feitos fora do período clássico. Esses críticos consideram o genuíno film noir como pertencente a um ciclo ou período e creem que os filmes subsequentes, que tentaram reviver os filmes clássicos, são diferentes, pois os criadores historicamente são conscientes do estilo noir, o que os diretores dos film noirs originais talvez não fossem.
Muitos dos filmes deste subgênero eram produções de baixo orçamento, sem atores de grande prestígio. Alguns diretores e roteiristas foram mesmo perseguidos políticos durante o macartismo enquanto ideologia autoritária de fim da década de 1940 até meados da década de 1950, e ipso facto, impedidos de trabalhar nos grandes estúdios de Hollywood. Assim, colaboravam, sob pseudônimo, nessas produções de baixo custo. Os mais populares exemplos de film noir giravam em torno de uma mulher de virtudes questionáveis e eram também reconhecidos por Bad girl movies (“filmes de menina má”). Enquanto os filmes dos grandes estúdios demandavam mensagens mais positivas, nos filmes noir, os protagonistas podiam ser personagens fracos e moralmente ambíguos, enquanto os personagens secundários raramente possuíam alguma profundidade ou autonomia. Era regra nos filmes “A” o uso de iluminação sofisticada, interiores luxuosos e sets de filmagem externas ricamente elaborados. O film noir ficou reconhecido por narrar dramas inteligentes e austeros permeados por niilismo, desconfiança, paranoia e cinismo, em ambientes urbanos industriais e utilizando-se de técnicas como narração confessional e movimentos de câmera do ponto-de-vista do protagonista. Em geral, o estilo noir influenciou a estética do cinema, mesmo fora de Hollywood.
Na
década de 1960, cineastas como Sam Peckinpah, Arthur Penn e Robert Altman
criaram filmes inspirados nos film noirs originais. Em The Long
Goodbye (1973), o detetive criado por Altman é apresentado como um idiota
azarado que não consegue evitar sua derrota numa batalha moral. Talvez o mais
bem sucedido filme neo-noir tenha sido Chinatown (1974), de Roman
Polanski. Muitos dos filmes de Joel e Ethan Coen são exemplos de filmes
influenciados pelo subgênero noir, especialmente O Homem que Não
Estava Lá, Gosto de Sangue e Onde os Fracos Não Têm Vez, além
da comédia O Grande Lebowski. Vale lembrar que O Homem que Não Estava
Lá apresenta uma cena que parece ter sido filmada de maneira similar a uma
cena do filme Out of the Past. Os irmãos Coen também acrescentaram
diversos elementos de film noir tanto na filmagem quanto no roteiro de
Fargo. Alguns críticos consideram-no um clássico moderno do gênero. O aclamado Los
Angeles: Cidade Proibida, de Curtis Hanson adaptado do romance de James
Ellroy, pode ser o filme que mais se aproxima do film noir moderno, com
suas histórias de policiais corruptos e femmes fatales que parecem
ressurgidos dos anos 1950. O ponto-de-vista cínico e pessimista do film noir
influenciou brilhantemente os criadores do gênero cyberpunk de ficção
científica no início dos anos 1980, sendo Blade Runner (1982) e o
japonês Akira (1988) os mais reconhecidos filmes deste gênero. Uma
mistura de film noir e cyberpunk também é chamada de tech-noir.
Os personagens destes filmes são geralmente derivados de filmes de gangsters dos anos 1930 e de revistas em quadrinhos. Outros exemplos de ficção científica noir são: Gattaca, The Thirteenth Floor, Ghost in the Shell, Dark City e Minority Report. Alguns consideram que os filmes de David Lynch têm forte influência noir, principalmente Blue Velvet, Lost Highway e Mulholland Drive. Trabalhos recentes com uma veia noir incluem filmes como Cães de aluguel (1992), Chicago (2002), Fargo (1996), Kiss Kiss, Bang Bang (2005), e A Simple Plan (1998); a série de videogames Max Payne, os jogos Heavy Rain e The Wolf Among Us, o remake de Insônia, de Christopher Nolan, e o suspense Dália Negra, de Brian De Palma. Também de Christopher Nolan, Amnésia e Batman Begins são considerados neo-noir, como o filme Sin City, em preto-e-branco, com alguns elementos em cores. Com a estreia do seriado de TV Veronica Mars (2003), e do filme Brick (2006), o noir ganha uma nova vertente, batizada (e aplaudida) por críticos como teen-noir, uma reinvenção do gênero como expressão das angústias do adolescente. Corpos Ardentes (Body Heat) tem como representação social um filme neo-noir norte-americano de 1981 de suspense erótico escrito e dirigido por Lawrence Kasdan em sua estreia na direção. É estrelado por William Hurt e Kathleen Turner, com Richard Crenna, Ted Danson, J. A. Preston e Mickey Rourke.
O filme foi inspirado
no filme noir Double Indemnity, de 1944, por sua vez baseado no
romance de 1943 dirigido por Billy Wilder e produzido por Buddy DeSylva e
Joseph Sistrom. O diretor e Raymond Chandler adaptaram o roteiro do romance
homônimo de James M. Cain, publicado como um conto de oito partes na revista Liberty
em 1936. O filme narra a história social de um vendedor de seguros, Walter Neff
(Fred MacMurray), que conspira com uma mulher (Barbara Stanwyck) para “matar o
marido dela a fim de reivindicar o pagamento do seguro de vida”, despertando a
suspeita do gerente Barton Keyes (Edward G. Robinson). O título faz referência
a uma cláusula de “double indemmity” que dobra os pagamentos do seguro quando a
morte ocorre de forma extremamente rara. O longa-metragem foi indicado a sete
Oscars. Considerado um clássico, Double Indemnity é frequentemente
citado como tendo estabelecido o padrão noir e também um dos maiores
filmes de todos os tempos. Em 1938, um agente de seguros encontra a atraente (e
casada) Phyllis Dietrichson quando vai efetuar um negócio e ambos logo se
apaixonam. Phyllis o convence a seguir um plano para assassinar o marido dela
após fazer um seguro de vida para ele. O objetivo dos dois é ficar com o
dinheiro do seguro. Mas nem tudo dá certo na execução de tal plano.
James
M. Cain baseou sua novela Double Indemnity em um assassinato de 1927
perpetrado por Ruth Snyder e seu amante Henry Judd Gray, que conspirou com um
agente de seguros para obter uma apólice de US$ 45.000 com uma cláusula de
dupla indenização sem o conhecimento de seu marido Albert Snyder e então assassina-lo.
Cain se tornou um romancista popular após a publicação de The Postman Always
Rings Twice durante 1934, e Double Indemnity começou a circular em
Hollywood logo após ser publicado na revista Liberty em 1936.
Metro-Goldwyn-Mayer, Warner Bros., Paramount, 20th Century-Fox, RKO Pictures e
Columbia competiram pelos direitos de adaptação da obra, mas o fervor acabou
quando o administrador do código hays, Joseph Breen, alertou em uma carta aos
estúdios: O tom sombrio e o sabor sórdido desta história tornam-na, a nosso
ver, completamente inaceitável para adaptação em tela diante de plateias de
todas as idades no cinema. Tenho certeza de que você concordará que é
extremamente importante... evitar o que nós chamamos de endurecimento do
público, especialmente daqueles jovens e impressionáveis, à ideia e à
brutalidade do crime. No ano de 1943, Joseph Sistrom da Paramount, comprou os
direitos do romance por US$ 15.000, imaginando Billy Wilder no papel de
diretor. O estúdio então reenviou o livro para o código hays e obteve uma
resposta idêntica à de sete anos antes; a Paramount novamente fez algumas
modificações.
A sinopse só foi
aprovada com três objeções: retratar cruelmente o descarte de um cadáver, a
cena de execução na câmara de gás e o tamanho da toalha usada pelo corpo da
protagonista feminina. O autor do romance afirma que Joseph Breen lhe devia US$
10.000 por vetar a compra por US$ 25.000 em 1936. As restrições impostas pelo
Código Hays tornaram a adaptação de Double Indemnity um desafio. O parceiro de
roteiro de Wilder, Charles Brackett, o ajudou inicialmente antes de se
aposentar. O diretor caracterizou o período em que estiveram separados: “1944
foi O Ano das Infidelidades (...) Charlie produziu The Uninvited (...).
Acho que nunca me perdoou. Ele sempre achou que eu o traí com Raymond Chandler”.
O próprio autor do romance seria a primeira escolha de Wilder como substituto
de Brackett; mas como ele estava trabalhando na 20th Century Fox, então nunca
foi convidado para trabalhar no longa-metragem. O produtor Joseph Sistrom então
chamou Raymond Chandler já que admirava The Big Sleep. Novo em
Hollywood, Raymond Chandler exigiu US$ 1.000 e pelo menos uma semana para
concluir o roteiro, sem perceber que não verdade seu salário seria 750 dólares
por 7 dias. O diretor chamou o primeiro rascunho de Chandler como “instruções
de câmera inúteis”; para ensinar o roteirista a escrever roteiros melhores,
Wilder deu a ele uma cópia de seu roteiro para Hold Back the Dawn (1941).
Eles não se deram bem durante os quatro meses seguintes. Chandler reclamou
disto uma vez, enviando uma longa lista de queixas sobre o diretor para a
Paramount. O roteirista concordou em aparecer no filme, erguendo os
olhos de uma revista enquanto Neff caminha para fora do escritório de Keyes;
esta é a única participação especial dele em alguma obra cinematográfica.
Eles fizeram mudanças
consideráveis na história do livro. Como o Código Hays exigia que os
criminosos pagassem por suas transgressões, o suicídio duplo no final do
romance não era então permitido. A solução foi fazer com que os dois
protagonistas se ferissem mortalmente. O personagem Barton Keyes foi
transformado de um colega bastante desavisado para o mentor e antagonista do
filme. Chandler sentiu que os diálogos do romance não ficariam bem numa tela de
cinema, mas Wilder discordou; após contratar atores contratados para ler
trechos do texto de Cain em voz alta, ele cedeu ao argumento do roteirista.
Chandler também procurou locações, incluindo o Jerry`s Market na Melrose
Avenue, onde Phyllis e Walter se encontram discretamente para planejar e
discutir o assassinato. Raymond Chandler era um alcoólatra em recuperação.
Wilder disse que “Ele estava nos Alcoólicos Anônimos [...] Eu o fiz voltar a
beber”. O roteirista escreveu no The Atlantic Monthly em novembro de
1945 que “O primeiro filme em que trabalhei foi indicado ao Oscar (...), mas eu
nem fui convidado para a entrevista para a imprensa”. Wilder atacou: “Como
poderíamos? Você estava bêbado debaixo da mesa...”.
A experiência do
diretor com Chandler o levou a adaptar o romance The Lost Weekend (1944)
de Charles Reginald Jackson (1903-1968) que é sobre um escritor alcoólatra,
como seu próximo filme. James M. Cain ficou impressionado com o roteiro,
chamando-o de “o único filme que já vi feito a partir dos meus livros que tinha
coisas que eu gostaria de ter pensado”. Ele se formou na Newark High School em
1921. É uma escola pública de Ensino Médio em Newark, Delaware. É uma das
instituições de ensino mais antigas do estado, tendo formado sua primeira turma
de alunos em 1893. Frequentou a Universidade de Syracuse, onde ingressou em uma
fraternidade, mas saiu durante seu primeiro ano após um “encontro sexual
furtivo com um membro de sua fraternidade, que então espalhou a notícia do
incidente de tal forma que apenas Jackson sofreu a desgraça pública”; uma
versão ficcionalizada dessa experiência foi posteriormente incorporada em The
Lost Weekend. O final de Wilder foi muito melhor do que a minha conclusão,
e seu truque para deixar o cara contar a história, eliminando a máquina de
escrever do escritório - eu teria feito isso se tivesse pensado um pouco mais”.
O filme lançou a carreira de Turner — a revista Empire citou o filme quando a nomeou uma das “100 estrelas mais sexy da história do cinema”. O New
York Times escreveu em 2005 que, impulsionada por sua “estreia de tirar o
fôlego no cinema [em] Body Heat ... ela construiu uma carreira em
aventura e sexualidade franca nascida de uma fisicalidade robusta”.
A Flórida Sul ou Sul da
Flórida é a região mais ao Sul do estado americano da Flórida. É uma das três
regiões mais comumente chamadas de regiões direcionais da Flórida, sendo as
outras regiões a Flórida Central e o Flórida Norte. Inclui a populosa área
metropolitana de Miami, Florida Keys e outras localidades. O Sul da Flórida é a
única parte do território continental dos Estados Unidos com clima tropical. Como
acontece com todas as regiões vernáculas, o Sul da Flórida não tem fronteiras
ou status oficial e é definido de forma diferente por diferentes fontes.
Um estudo de 2007 das regiões da Flórida realizado por Ary Lamme e Raymond K.
Oldakowski descobriu que os moradores da Flórida pesquisados identificaram o “Sul
da Flórida” como compreendendo as seções mais ao Sul da península da Flórida,
ou seja, de Júpiter, Flórida, ao Sul. Essa área inclui a área metropolitana de
Miami geralmente definida como condados de Miami-Dade, Broward e Palm Beach,
Florida Keys e a região interior conhecida como Glades. Além disso, o Sudoeste
da Flórida, representando o Sul da Costa do Golfo do estado, emergiu como uma
região vernácula direcional. Alguns entrevistados do extremo Noroeste da área
da baía de Tampa ao Sul identificaram sua região como sendo no Sul da Flórida,
em vez de Sudoeste ou Flórida Central. Para confundir ainda mais a questão, a
Universidade do Sul da Flórida, nomeada em parte devido ao seu status de
universidade pública mais meridional do estado na época de sua fundação em
1957, está localizada em Tampa.
A Enterprise Florida, a
agência de desenvolvimento econômico do estado, identifica “Sudeste da Flórida”
como uma das oito regiões econômicas usadas pela agência e outras entidades
estaduais e externas, incluindo o Departamento de Transporte da Flórida.
Algumas entidades designam alternadamente esta região como “Sul da Flórida”.
Sua definição inclui muito do mesmo território que o relatório de Lamme e
Oldakowski, exceto a Costa do Golfo e grande parte da região das Glades
interiores, bem como área adicional. Inclui o condado de Monroe (as Chaves) e
os três condados metropolitanos de Miami-Dade, Broward e Palm Beach, bem como
os três condados da “Costa do Tesouro” de Indian River, St. Lucie e Martin ao Norte.
O sotaque de Miami é um sotaque regional do dialeto inglês americano falado no
sul da Flórida, particularmente nos condados de Miami-Dade, Broward, Palm Beach
e Monroe. O sotaque nasceu no centro de Miami, mas se expandiu para o resto do
sul da Flórida nas décadas desde 1960. O sotaque de Miami é mais prevalente nos
jovens americanos do sul da Flórida. O sotaque de Miami é baseado em um sotaque
americano razoavelmente padrão, mas com algumas mudanças muito semelhantes aos
dialetos do Atlântico Central especialmente o dialeto da área de Nova York, o
inglês do norte de Nova Jersey e o inglês latino de Nova Iorque. Ao contrário
dos dialetos Virginia Piedmont, Coastal Southern American e Northeast American,
o “sotaque de Miami” é rótico; também incorpora um ritmo e pronúncia fortemente
influenciados pelo espanhol onde o ritmo é sincronizado por sílaba.
Lamme e Oldakowski
identificam vários elementos demográficos, políticos e culturais que
caracterizam o Sul da Flórida e o distinguem de outras áreas do estado. Muitas
de suas diferenças parecem ser causadas por seu nível proporcionalmente mais
alto de migração dos estados do norte dos Estados Unidos e do Caribe e da
América Latina, especialmente na área densamente povoada de Miami.
Politicamente, o Sul da Flórida é mais liberal do que o resto do estado. Embora
menos de 10% das pessoas no Norte ou Central da Flórida considerassem que sua
área era liberal, mais de um terço dos habitantes do Sul da Flórida descreveu a
sua região como tal. Sendo que 38% caracterizaram a área como conservadora; 26%
como moderado. Isso acompanha a demografia do sul da Flórida e as descobertas
de Lamme e Oldakowski são paralelas às pesquisas de Barney Warf e Cynthia
Waddell sobre a geografia política da Flórida durante a eleição presidencial de
2000. A economia no Sul da Flórida é muito semelhante à da Flórida Central. Em
comparação com a economia mais diversificada do Norte da Flórida, o turismo é
de longe a indústria mais significativa no Sul e centro da Flórida, com uma
indústria agrícola muito menor, mas vibrante. A pesquisa de Lamme e Oldakowski
também encontrou alguns indicadores culturais que distinguem o Sul da Flórida.
O Sul da Flórida é a única região do estado onde os alimentos étnicos são tão
populares quanto a culinária americana em geral. Além disso, embora houvesse
pouca variação geográfica para a maioria dos estilos de música, havia variação
regional para a música country e latina. O país era significativamente menos
popular no Sul da Flórida do que no Norte ou centro da Flórida, enquanto o
latim era mais popular do que nas outras regiões.
Escólio:
Na sensual Flórida do Sul, o advogado mulherengo e de reputação duvidosa, Ned
Racine, inicia um caso com Matty Walker, a jovem esposa do empresário
inescrupuloso Edmund Walker. O caso se transforma em uma paixão avassaladora,
mas os dois o mantêm em segredo. Matty diz a Ned que quer o divórcio, mas um
acordo pré-nupcial a deixaria sem a fortuna de Edmund. Quando ela deseja a
morte de Edmund, Ned sugere que ela o assassine. Matty diz que quer falsificar
um novo testamento, mas Ned a adverte de que isso levantaria suspeitas. Ned
encontra Matty e Edmund em um restaurante. Matty apresenta Ned como um advogado
que estava interessado em comprar a casa dos Walker. Os três jantam e, durante
o jantar, Edmund afirma, após Matty se ausentar brevemente, que mataria
qualquer homem que estivesse tendo um caso com sua esposa. Ned então se
encontra com um antigo cliente, o incendiário e fabricante de bombas Teddy
Lewis, que constrói um dispositivo incendiário para ele. Ned cria um álibi
viajando para Miami, se hospeda em um hotel e volta para casa dirigindo à
noite. Depois de matar Edmund, Ned e Matty movem o corpo para um prédio
abandonado que pertencia à vítima armam a bomba para destruir o corpo de Edmund
e enganar a polícia.
Ned e Matty se separam
e concordam em não ter contato até que Matty tome posse da propriedade. Logo
depois, o advogado de Edmund liga para Ned a respeito do novo testamento de
Edmund, que supostamente teria sido redigido por Ned; o testamento teria sido
testemunhado por Mary Ann Simpson, uma mulher que Ned conheceu brevemente, mas
que agora está desaparecida. O novo testamento foi preparado de forma
inadequada, violando a regra contra perpetuidade, e o juiz local, com uma má
opinião de Ned, o anula, deixando Matty como única beneficiária e deserdando a
sobrinha de Edmund, Heather. Ned percebe que Matty ignorou seu aviso e
falsificou o testamento, calculando que ele seria anulado. Matty implora por
perdão, jurando seu amor por Ned. O caso
é investigado pelos amigos de Ned, o promotor Peter Lowenstein e o detetive
Oscar Grace. Eles suspeitam que Matty esteja envolvida na morte do marido e
alertam Ned para não se encontrar com ela; Ned começa a namorar Matty
abertamente para despistá-los. A polícia deduz que Edmund não foi morto no
incêndio criminoso porque seus óculos estavam desaparecidos. Além disso, Matty
parece ter mentido sobre Mary Ann Simpson. Oscar começa a suspeitar de Ned
quando percebe que o álibi dele em Miami não se sustenta. A sobrinha de Edmund,
que certa vez flagrou Matty e Ned fazendo sexo, é levada à polícia, mas não
reconhece Ned. Cada vez mais nervoso e questionando a lealdade de Matty, Ned
encontra um conhecido que diz tê-lo recomendado a ela. Mais tarde, Teddy conta
a Ned sobre uma mulher que queria saber como instalar uma bomba em uma porta.
Ela pede a Ned que busque os óculos em seu galpão de
barcos. Lá, Ned vê um fio preso à porta. Matty chega e Ned pede que ela pegue os
óculos, e ela concorda. Oscar chega e observa à interação. Matty caminha em
direção ao galpão de barcos, que explode. Um corpo encontrado lá dentro é
identificado por meio de registros dentários como sendo o de Matty. Agora na
prisão, Ned pressente (e tenta convencer Oscar) que “Matty” ainda está viva.
Ned acredita que ela assumiu a identidade de uma antiga colega de escola, Matty
Tyler, para esconder seu passado sórdido de Edmund. Ned deduz que a “Mary Ann
Simpson”, que ele conhecera anteriormente, descobriu o plano e estava
chantageando Matty, para depois ser assassinada e seu corpo enterrado no galpão
de barcos. É por isso que os registros dentários coincidiam. Se Ned tivesse
morrido na explosão, a polícia teria encontrado os corpos de ambos os suspeitos
e encerrado o caso. Oscar logicamente não se convence e lembra a Ned que ele
realmente foi quem matou Edmund. Ned consegue obter uma cópia do Anuário do Ensino
Médio de Matty: nele, há fotos de Mary Ann Simpson e Matty Tyler, confirmando
sua suspeita. Abaixo da foto de Mary Ann, está o apelido “A Vampira” e a frase “Ambição:
Ser rica e viver em uma terra exótica”. A verdadeira Mary Ann aparece relaxando
em uma praia tropical, vivendo uma nova vida.
Na sensual Flórida do
Sul, o advogado mulherengo e de reputação duvidosa, Ned Racine, inicia um caso
com Matty Walker, a jovem esposa do empresário inescrupuloso Edmund Walker. O
caso se transforma em uma paixão avassaladora, mas os dois o mantêm em segredo.
Matty diz a Ned que quer o divórcio, mas um acordo pré-nupcial a deixaria sem a
fortuna de Edmund. Quando ela deseja a morte de Edmund, Ned sugere que ela o
assassine. Matty diz que quer falsificar um novo testamento, mas Ned a adverte
de que isso levantaria suspeitas. Ned encontra Matty e Edmund em um
restaurante. Matty apresenta Ned como um advogado que estava interessado em
comprar a casa dos Walker. Os três jantam e, durante o jantar, Edmund afirma,
após Matty se ausentar brevemente, que mataria qualquer homem que estivesse
tendo um caso com sua esposa. Ned então se encontra com um antigo cliente, o
incendiário e fabricante de bombas Teddy Lewis, que constrói um dispositivo
incendiário para ele. Ned cria um álibi viajando para Miami, onde se hospeda em
um hotel e volta para casa dirigindo à noite. Depois de matar Edmund, Ned e
Matty movem o corpo para um prédio abandonado que pertencia à vítima. Ned arma
a bomba para destruir o corpo de Edmund e enganar a polícia. Ned e Matty se separam
e concordam em não ter contato até que Matty tome posse da propriedade.
Logo depois, o advogado de Edmund liga para Ned a respeito do novo testamento de Edmund, que supostamente teria sido redigido por Ned; o testamento teria sido testemunhado por Mary Ann Simpson, uma mulher que Ned conheceu brevemente, mas que agora está desaparecida. O novo testamento foi preparado de forma inadequada, violando a regra contra perpetuidade, e o juiz local, com uma má opinião de Ned, o anula, deixando Matty como única beneficiária e deserdando a sobrinha de Edmund, Heather. Ned percebe que Matty ignorou seu aviso e falsificou o testamento, calculando que ele seria anulado. Matty implora por perdão, jurando seu amor por Ned. O caso é investigado pelos amigos de Ned, o promotor Peter Lowenstein e o detetive Oscar Grace. Eles suspeitam que Matty esteja envolvida na morte do marido e alertam Ned para não se encontrar com ela; Ned começa a namorar Matty abertamente para despistá-los. A polícia deduz que Edmund não foi morto no incêndio criminoso porque seus óculos estavam desaparecidos. Além disso, Matty parece ter mentido sobre Mary Ann Simpson. Oscar começa a suspeitar de Ned quando percebe que o álibi dele em Miami não se sustenta. A sobrinha de Edmund, que certa vez flagrou Matty e Ned fazendo sexo, é levada à polícia, mas não reconhece Ned. Cada vez mais nervoso e questionando a lealdade de Matty, Ned encontra um conhecido que diz tê-lo recomendado a ela. Mais tarde, Teddy conta a Ned sobre uma mulher que queria saber como instalar uma bomba em uma porta.
Matty liga para Ned,
alegando que sua empregada concordou em devolver os óculos incriminadores
depois que ela provavelmente a subornou. Ela pede a Ned que busque os óculos em
seu galpão de barcos. Lá, Ned vê um fio preso à porta. Matty chega e Ned pede
que ela pegue os óculos, e ela concorda. Oscar chega e observa a interação.
Matty caminha em direção ao galpão de barcos, que explode. Um corpo encontrado
lá dentro é identificado por meio de registros dentários como sendo o de Matty.
Agora na prisão, Ned pressente (e tenta convencer Oscar) que “Matty” ainda está
viva. Ned acredita que ela assumiu a identidade de uma antiga colega de escola,
Matty Tyler, para esconder seu passado sórdido de Edmund. Ned deduz que a “Mary
Ann Simpson”, que ele conhecera anteriormente, descobriu o plano e estava
chantageando Matty, para depois ser assassinada e seu corpo enterrado no galpão
de barcos. É por isso que os registros dentários coincidiam. Se Ned tivesse
morrido na explosão, a polícia teria encontrado os corpos de ambos os suspeitos
e encerrado o caso. Oscar não se convence e lembra a Ned que ele realmente
matou Edmund. Ned consegue uma cópia do anuário do Ensino Médio de Matty: nele,
há fotos de Mary Ann Simpson e Matty Tyler, confirmando sua suspeita. Abaixo da
foto de Mary Ann, está o apelido “A Vampira” e a frase “Ambição: Ser rica e
viver em uma terra exótica”. A verdadeira Mary Ann, não por acaso, aparece
relaxando em uma praia tropical, vivendo uma nova vida.
Além disso, a esposa do
diretor, Meg Kasdan, faz uma breve participação especial no início do filme
como uma das parceiras sexuais de Racine – vista se arrumando para sair do
apartamento dele para ir trabalhar. Kasdan “queria que este filme tivesse a
estrutura intrincada de um sonho, a densidade de um bom romance e a textura de
pessoas reconhecíveis em circunstâncias extraordinárias”. George Lucas atuou
como produtor executivo não creditado após colaborações bem-sucedidas com
Kasdan como roteirista em Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida (1981)
e Star Wars - O Império Contra-Ataca 1980). Christopher Reeve recusou o
papel de Ned Racine, que acabou ficando com William Hurt; Reeve mais tarde se
arrependeria da decisão, embora estivesse feliz por seu amigo. Gail Matthius,
do Saturday Night Live (1980-81) fez teste para o papel de Turner. Uma
parte substancial foi filmada na região centro-leste do Condado de Palm Beach,
na Flórida, incluindo o centro de Lake Worth e o enclave litorâneo de Manalapan.
Outras cenas foram filmadas em Hollywood Beach, na Flórida, como a cena
ambientada em uma concha acústica. Originalmente, havia cenas de sexo mais
explícitas e extensas, mas estas foram exibidas apenas em uma prévia cinematográfica
em duas cidades, incluindo West Palm Beach, onde o filme foi gravado, e foram
editadas para o lançamento oficial. Em uma entrevista, a editora do filme Body
Heat, Carol Littleton, disse: “Obviamente, havia cenas mais explícitas. Mas
achamos que menos era mais”.
No final de 1980,
Lawrence Kasdan se reuniu com quatro compositores cujas obras ele admirava, mas
apenas John Barry apresentou ideias próximas às do próprio diretor. Dez demos
foram gravadas em 31 de março e Barry escreveu toda a trilha sonora durante abril
e início de maio de 1981. O compositor forneceu vários temas e leitmotivs
- o mais memorável foi “Tema Principal”, ouvido durante os créditos iniciais e
representando Matty. Barry trabalhou em estreita colaboração com o engenheiro
de sessões de gravação Dan Wallin para mixar o álbum da trilha sonora, mas por
vários motivos JS Lasher que produziu o Long Play e Compact Disk de edição
limitada remixou as multitracks sozinho, sem a participação de Barry ou
Wallin. O álbum de JS Lasher foi lançado diversas vezes: em formato 45 RPM
(Southern Cross LXSE 1.002) em 1983 e em CD (Label X LXCD 2) em 1989. Ambas as
edições também incluíam “Ladd Company Logo”, composta e conduzida por John
Williams. Em 1998, a Varèse Sarabande lançou uma regravação de Joel McNeely e
da Orquestra Sinfônica de Londres. Este CD continha várias faixas novas em
comparação com as edições de JS Lasher, mas ainda não estava completo. Em
agosto de 2012, a Film Score Monthly lançou uma edição definitiva de dois
discos: a trilha sonora completa com trechos alternativos, não utilizados e
originais no disco 1, e as demos originais do álbum e do tema, autorizadas por
Barry, no disco 2. Body Heat foi um sucesso comercial. Nos Estados
Unidos da América e Canadá, arrecadou US$ 24,1 milhões nas bilheterias, contra
um orçamento de US$ 9 milhões.
No agregador de críticas Rotten Tomatoes, o filme tem uma aprovação de 96% com base em 49 críticas, com uma classificação média de 8,1/10. O consenso dos críticos do site diz: “Feito com ingredientes clássicos do noir e temperado com uma generosa dose de especiarias modernas e sensuais, Body Heat faz jus ao seu título evocativo”. No Metacritic, que atribui uma pontuação média ponderada de 0 a 100 com base em críticas de veículos de imprensa especializados, o filme recebeu uma pontuação média de 77, com base em 11 críticas, indicando avaliações geralmente favoráveis. Após seu lançamento, Richard Corliss escreveu: “Corpos Ardentes tem mais força narrativa, densidade de personagens e senso de lugar do que qualquer roteiro original desde Chinatown (1974), mas ainda deixa espaço para alguns jovens atores esplêndidos respirarem, para colaborarem na criação da textura do filme”; é “repleto de personagens substanciosos e performances marcantes — Ted Danson como um promotor sapateador, J.A. Preston como um detetive obstinado e, especialmente, Mickey Rourke como um jovem ex-presidiário esperto que parece e age como se pudesse ser o irmão gêmeo mais sórdido de Ned”.
A revista Variety escreveu: “Corpos Ardentes é uma trama envolvente e extremamente estilosa na qual sexo e crime caminham de mãos dadas rumo à tragédia, como nos velhos tempos. Trabalhando sob a imponente sombra do falecido James M. Cain, o roteirista Lawrence Kasdan faz uma estreia na direção impressionantemente confiante”. Roger Ebert incluiu o filme em sua “Lista dos 10 Melhores” do ano. Janet Maslin escreveu que Body Heat foi “habilmente, embora servilmente, derivado” dos clássicos do cinema noir da década de 1940; ela afirmou que “o Sr. Hurt faz um trabalho maravilhoso ao dar vida a Ned”, mas não ficou impressionada com a atuação de Turner: O sexo é de suma importância em Body Heat, como o título pode indicar. E além disso, não há muito que faça a história avançar ou que aproxime esses personagens. Grande parte do distanciamento entre [Ned e Matty] pode ser atribuída à atuação da Srta. Turner, que tem a aparência da típica musa dos anos quarenta, mas soa como a atriz de novela que é. A Srta. Turner mantém o queixo erguido, fala em um tom perfeitamente monótono e nunca parece se mover da posição em que o Sr. Kasdan a deixou. Pauline Kael rejeitou o filme, citando seu “diálogo insinuante e acalorado que seria divertido de se vaiar se o modo silencioso e sonâmbulo do filme não fizesse você se encolher ou bocejar”.
Ebert respondeu à crítica negativa de Kael quando adicionou o filme à sua lista de Grandes Filmes: Sim, Body Heat (1981), de Lawrence Kasdan, tem consciência dos filmes que o inspiraram — especialmente Double Indemnity (1944), de Billy Wilder. Mas possui um poder que transcende suas fontes. Explora o estilo pessoal de seus astros para se insinuar; Kael é injusto com Turner, que em seu papel de estreia interpretou uma mulher tão sexualmente confiante que podemos acreditar que seu amante (William Hurt) poderia ser levado a fazer quase tudo por ela. No momento em que acreditamos nisso, o filme deixa de ser um exercício e começa a funcionar. John Simon, da National Review, descreveu Body Heat como “derivativo e odioso”. Em uma crítica de vídeo doméstico para o Turner Classic Movies, Glenn Erickson o chamou de “possivelmente o primeiro Neo Noir consciente”; e escreveu: “Muitas vezes descrito como uma refilmagem rápida de Double Indemnity, Body Heat é mais detalhado em estrutura e mais pessimista sobre a natureza humana. O herói noir dos anos Reagan é... mais parecido com o autodestrutivo Al Roberts de Detour, de Edgar Ulmer”. Rourke recebeu elogios da crítica por sua atuação cinematográfica, que o ajudou a evoluir de ator coadjuvante para astro de cinema. A Warner Home Vídeo lançou uma edição de luxo em DVD do 25º aniversário de Body Heat, incluindo documentário do filme de Laurent Bouzereau, com cenas deletadas provavelmente com razão e um trailer. Foi lançado pela Criterion Collection em 19 de maio de 2026.
Bibliografia Geral Consultada.
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Cinematografias Latino-americanas. Tese de Doutorado em Educação. Faculdade
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entre outros.
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