“Você pode saber o que disse, mas nunca o que outro escutou”. Jacques-Marie Émile Lacan (1901-1981)
O ressentimento pode surgir em
diversas situações sociais, afetando a autoestima e gerando um sentimento per
se de injustiça ou humilhação. As situações em que o ressentimento surge
com mais frequência incluem: 1. incidentes humilhantes em público, como
maus-tratos sem possibilidade de retaliação, atos de discriminação ou
preconceito, inveja ou ciúme, 2. sentimentos de ser abusado ou ridicularizado por
aqueles ao seu redor e a sensação de ter trabalhado arduamente e não ter seus
feitos reconhecidos, enquanto outros obtiveram sucesso com menos esforço. O
ressentimento também pode surgir. 3. da rejeição social ou interpessoal
deliberadamente humilhante, particularmente, ou do sentimento de injustiça
gerado por certas contradições in statu nascendi nas sociedades contemporâneas. Ao contrário das
emoções básicas, psicologicamente falando, o ressentimento não possui características faciais que
permitam sua expressão. No entanto, certos traços físicos, como franzir a
testa, podem ser associados a emoções semelhantes ao ressentimento, comparativamente, como ocorrem com a raiva
e a inveja. O ressentimento pode ser autodiagnosticado através de sinais como a
necessidade de regulação emocional. E ser diagnosticado durante estados
emocionais de agitação ou rejeição, como depressão inexplicável, pensamento
repetitivo, raiva sem motivo aparente ou pesadelos ou sonhos perturbadores
sobre um ou mais indivíduos no ambiente.
O
ressentimento é um dos principais conceitos filosóficos do filósofo alemão Friedrich
Nietzsche (1844-1900). A utilidade desse termo provavelmente remonta ao extraordinário pensador dinamarquês Søren Kierkegaard (1813-1855). Posteriormente, foi adotado
por Max Scheler (1874-1928) em seu livro O Homem do Ressentimento (1933),
onde discute as causas individuais do ressentimento que, ao se acumularem,
podem criar um ressentimento difuso, porém generalizado, na sociedade. Para
Nietzsche, em sua Genealogia da Moral (1887), o ressentimento é uma
perversão moral originada no antigo conflito cultural e religioso entre romanos
e judeus, dando origem ao ideal ascético. Para Nietzsche, as pessoas
ressentidas são uma espécie de seres humanos para quem “a verdadeira reação, a
da ação, é proibida e que se compensam apenas por meio de uma vingança
imaginária”. Ele, portanto, vincula o ressentimento ao que chama de “moralidade
escrava”, que é essencialmente constituída pelo ressentimento, por uma força
não criativa. Assim, uma pessoa ressentida é profundamente reativa, ou seja,
encontra-se em um estado de impotência que gera frustração. Qualquer
pessoa, seja quem for, que seja proibida de agir e, consequentemente, se veja
impotente, é afetada pelo ressentimento: ou seja, só lhe resta suportar a
impossibilidade de se expressar.
A força reside em superar esse estado imaginário que então se torna apenas uma fase passageira, assim como quando se supera o desejo de vingança. A fraqueza, ao contrário, reside na incapacidade de se livrar dela, por exemplo, quando o desejo de vingança se torna uma obsessão, ou quando o arrependimento por um ato pragmático se torna uma tortura moral que “não deixa paz de espírito”, e o indivíduo então transforma suas frustrações em vantagem, encontrando justificativas para sua impotência através da negação e da inversão de valores. Esse desejo de encontrar justificativas caracteriza precisamente a mentalidade de “escravo”, segundo Nietzsche. Tal mentalidade ressentida é encontrada em ideologias que se definem em relação a um inimigo real ou imaginário: o inimigo (a causa da impotência) é julgado como a causa do sofrimento suportado; e, inversamente, aquele que o sofre atribui a si mesmo uma imaginária superioridade moral. O conceito de ressentimento foi discutido, notadamente, por Gilles Deleuze em Nietzsche e a Filosofia (1962) a partir da perspectiva de renovação afirmativa e antidialética própria da filosofia. Após a hegemonia das doutrinas pós-hegelianas, propõe uma filosofia não mais centrada na ideia intrínseca subjetivista de superação dialética e na atividade crítica, mas na valorização do ativo sobre o reativo sendo a crítica e a dialética assimiladas ao reativo e à negatividade sensível humana.
Vale lembrar que Gilles Deleuze (1925-1995) foi um pensador que nos diz muito acerca dessas questões. Sua filosofia se baseia em um “conflito amplo”, um confronto entre dois modos de pensar as subjetividades culturais. De um lado, quando infere na filosofia da representação, o primado à identidade, do outro, quando analisa a filosofia da diferença, reduzindo a diferença enquanto tal. Deleuze se propõe a pensar a relação do diferente com o diferente, sem submetê-lo a nenhuma forma de representação que o reconduza ao mesmo. Neste sentido oferece a alternativa na interpretação da linguagem entre o poeta e o político muito próximo da “jogada” fenomenológica de Michel de Certeau (1925-1986). O primeiro tem um poder criador, que afirma a diferença e perverte as ordens, num estado de revolução permanente. O segundo nega a diferença, pois quer conservar uma ordem reconhecidamente estabelecida, ou estabelecer o reconhecimento de um mundo que solicite as formas de sua representação. Queremos dizer com isso que a referência à “linguagem comum”, segundo a ênfase do filósofo austríaco, naturalizado britânico Ludwig Wittgenstein (1889-1951) e dos filósofos de Oxford, concentra-se nos conceitos “tal como forjados pelos falantes da língua em situações concretas de uso das palavras”. Certeau acaba, afirmando que por essas características a obra disseminada e rigorosa parece oferecer uma épura filosófica a uma ciência do ordinário. Sem entrar nos pormenores, deve-se confrontar este método, tomado como hipótese no campo da comunicação, do poder e da linguagem, com as contribuições das ciências humanas com a redução paradigmática ao conhecimento da cultura ordinária.
Contagem Regressiva (Blown Away) tem como representação
social um filme de ação e suspense norte-americano de 1994 dirigido por Stephen
Hopkins e estrelado por Jeff Bridges, Tommy Lee Jones, Forest Whitaker, Suzy
Amis e Lloyd Bridges. Stephen Hopkins, nascido em 1° de novembro de 1958 na
Jamaica, é um diretor britânico- australiano. Hopkins passou a juventude no
Reino Unido e na Austrália, onde dirigiu vários programas, incluindo Rasputin.
Ele começou sua carreira de diretor com uma série de videoclipes e comerciais
premiados, exibidos em diversos eventos importantes. O filme acompanha um
membro do esquadrão antibombas de Boston, Estados Unidos da América, em
perseguição a um terrorista irlandês que escapou recentemente da prisão e está
mirando os outros membros do esquadrão. O filme foi distribuído e financiado
pela Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), um estúdio que enfrentava dificuldades
financeiras em seu tempo. O chefe do estúdio era o ex-executivo da Paramount,
Frank G. Mancuso Jr., um ex-executivo de estúdio de cinema norte-americano.
Mancuso foi presidente e Chief Executive Officer (CEO) da Paramount
Pictures entre 1984 e 1991, e da Metro-Goldwyn-Mayer entre 1993 e 1999, quando
se aposentou. Mancuso começou com o trabalho de lanterninha em teatro em
Buffalo, Nova York e eventualmente dirigiu a programação dos 50 teatros da
empresa. Mancuso ingressou na Paramount Pictures em 1962, agendando filmes a
partir do escritório de Buffalo. Ele galgou posições na divisão de vendas até
se tornar vice-presidente de distribuição nacional em março de 1977. Tornou-se
vice-presidente sênior em agosto de 1978. Em abril de 1979, a
vice-presidente executivo de distribuição e marketing, assumindo as
responsabilidades de marketing. Em agosto de 1980, tornou-se presidente
da nova divisão de Distribuição da Paramount, que também passou a ser
responsável pela aquisição de filmes para distribuição.
Depois
de dirigir a segunda unidade de Highlander (1986), dirigiu seu primeiro
longa-metragem, o thriller australiano Dangerous Game (1987). Em seguida, alcançou seu primeiro sucesso
internacional com o filme de terror A Hora do Pesadelo 3: O Filho dos Sonhos
(1989), o quinto filme da saga Freddy Krueger. Ele também dirigiu três
episódios da série de fantasia Tales from the Crypt (1989) e, posteriormente,
dirigiu Danny Glover enfrentando a criatura predadora em Predador 2, em
1990. Na década de 1990, Stephen Hopkins dirigiu diversas produções de
Hollywood que combinavam suspense e ação: Judgment Night (1993), com
Emilio Estevez; o explosivo Blown Away (1994), estrelado por Jeff
Bridges e Tommy Lee Jones; The Ghost and the Darkness (1996), com
Michael Douglas e Val Kilmer como caçadores de leões; e Lost in Space (1998),
a adaptação da famosa série. Dois anos depois, ele se aventurou na difícil
tarefa de um remake, entregando sua própria versão de The Suspicion
(2000). Após uma pausa na carreira cinematográfica para participar da futura série de sucesso 24 Horas em 2001, da qual foi
coprodutor executivo e diretor do episódio piloto, bem como dos
episódios da primeira temporada, Stephen Hopkins retornou com força às telonas,
mudando radicalmente seu estilo e apresentando Eu, Peter Sellers (205) na
competição oficial do Festival de Cannes de 2004, uma evocação da vida do
famoso ator britânico. Quinze anos depois, Hopkins reuniu-se com a equipe de 24
para dirigir o episódio piloto da série derivada 24: Legacy no início de
2016, enquanto atuava como produtor executivo da próxima temporada; ele dirigiu o episódio final no início do ano seguinte, coincidindo com o
início da transmissão da série derivada.
Escólio: Ryan Gaerity, especialista em fabricação de bombas do Exército Republicano Irlandês (IRA), escapa de sua cela na prisão de Castle Gleigh, na Irlanda do Norte, após transformar “um vaso sanitário em uma bomba, matando um guarda e seu companheiro de cela”. Um ano e dois meses depois, em Boston, o tenente Jimmy Dove é um veterano do esquadrão antibombas da polícia, prestes a se aposentar e ajudando a treinar os recrutas mais novos. Dove esconde que, na verdade, é Liam McGivney, um ex-membro de uma célula terrorista da Irlanda do Norte. Ele era amigo de Gaerity, mas quando Gaerity tentou detonar uma bomba que mataria vários civis, ele interveio, resultando na morte da maioria dos membros da célula e de sua namorada (irmã de Gaerity), além da prisão de Gaerity. Devastado, McGivney se mudou para Boston e assumiu uma nova identidade, na esperança de se redimir salvando vidas ao desarmar bombas. Apenas o tio materno de Dove, o policial aposentado de Boston Max O`Bannon, sabe de seu passado e o incentiva a se aposentar mais cedo, por acreditar que ele já cumpriu sua penitência. Gaerity vê Dove na televisão e vai para Boston. Ele arranja provisoriamente um emprego de zelador na delegacia de polícia para aprender mais sobre a vida de Dove e paralelamente de seus colegas no processo de trabalho e se instala em um curioso navio-cassino abandonado no porto de Boston.
O
Porto de Boston foi historicamente importante para o crescimento da cidade de
Boston e estava originalmente localizado no que hoje é a área central da
cidade, chamada Long Wharf. O aterro e a conversão para outros usos significam
que a área central não lida mais com tráfego comercial, embora ainda haja um
uso considerável de balsas e lazer em Long Wharf. As principais instalações de
movimentação de carga estão localizadas nos bairros de Charlestown, East Boston
e South Boston, em Boston, e na cidade vizinha de Everett. O Porto de Boston
também tem sido um ponto de entrada para muitos imigrantes. A Autoridade
Portuária de Massachusetts (Massport) foi criada em 1956 por um ato especial da
Assembleia Geral de Massachusetts; no entanto, a Autoridade só foi ativada em
1959, devido a atrasos no financiamento por meio de títulos. A Autoridade é uma
entidade pública independente sob a lei estadual, não sendo uma agência estatal
vinculada ao gabinete. O Secretário de Transportes e Obras Públicas de
Massachusetts atua como membro ex-officio do conselho e os seis membros
restantes são nomeados pelo governador para mandatos escalonados de sete anos.
Os membros do Conselho devem ser residentes de Massachusetts. O Departamento de
Segurança Interna também está presente com agentes da Alfândega e Proteção de
Fronteiras dos Estados Unidos. O porto possui três áreas de atividade: carga,
cruzeiros e serviço de balsas. Antes da colonização das Américas, a área servia
como entreposto comercial para os nativos da região. Após a fundação do
assentamento de Boston por John Winthrop em 1630 e a criação de uma indústria
naval local, o porto serviu às colônias americanas em rápida expansão.
Naquela época, o
comércio envolvia produtos manufaturados da Inglaterra em troca de madeira,
embarcações totalmente construídas, rum e peixe salgado. Com o rápido
crescimento das colônias do Atlântico Médio na década de 1750, os portos de
Nova York e Filadélfia, Pensilvânia, começaram a superar Boston no comércio
intercolonial. Em resposta, os comerciantes de Boston estabeleceram relações
comerciais com nações estrangeiras além da Grã-Bretanha. Esse comércio levou a
um enorme aumento na riqueza dos comerciantes locais de Massachusetts. No
entanto, a imposição de regulamentações pelo governo britânico restringindo o
comércio com a Grã-Bretanha, combinada com os novos impostos sobre os colonos,
fez com que os comerciantes de Boston se juntassem aos elementos mais radicais
da sociedade americana. Após a Festa do Chá de Boston, o Parlamento
Britânico aprovou a Lei do Porto de Boston, que fechou o porto até que a
Companhia das Índias Orientais fosse indenizada pelo chá danificado.
Essas ações levaram à Guerra da Independência Americana. Embora devastado
economicamente pela guerra, o Porto de Boston voltou a prosperar com o comércio
com diversos portos estrangeiros, como Xangai. A prosperidade do porto aumentou
ainda mais com a instalação de uma base naval em Charlestown. Em meados do
século XIX, a indústria naval atingiu seu auge, demonstrado pelos navios clipper
desenvolvidos por Donald McKay. O porto testemunhou muitos projetos de aterro e
a construção de novos cais.
Com o início da
Revolução Industrial nos Estados Unidos, a atividade portuária voltou-se para o
comércio interestadual. A partir de meados do século XIX, o Porto de Boston foi
novamente ofuscado por outros portos da costa leste, como o Porto de Nova Iorque,
à medida que as empresas mercantis locais foram adquiridas por empresários
nova-iorquinos. Em 1956, o controle do porto foi transferido para a Autoridade
Portuária de Massachusetts (Massport), que iniciou o processo de modernização.
Durante as décadas de 1980 e 1990, um projeto dedicado à limpeza do Porto de
Boston foi supervisionado pela Autoridade de Recursos Hídricos de Massachusetts
(MWRA). Em 1966, a Sea-Land introduziu o transporte de contêineres e,
posteriormente, estabeleceu um dos primeiros portos de contêineres na Ilha
Castle, onde hoje se encontra o Terminal Conley. Para atender à crescente
demanda por transporte de contêineres, a Massport construiu um porto de
contêineres de uso comum no que é o Terminal Moran. No entanto, o porto
enfrentou um revés com o fechamento do Estaleiro Naval de Charlestown em 1974. Em
meados da década de 1990, o porto passou por mais uma rodada de modernização.
As operações de transporte de contêineres foram consolidadas no Terminal
Conley, enquanto o Terminal Moran passou a ser dedicado ao transporte de
automóveis.
Um projeto de dragagem do porto teve início em
1997. Através do Projeto Central Artery/Tunnel (Big Dig), o acesso
terrestre às instalações de South Boston foi aprimorado com a extensão da I-90
e a construção do Túnel Ted Williams, que liga South Boston a East Boston e ao
Aeroporto Internacional Logan. O porto também testemunhou um crescimento
expressivo da indústria de cruzeiros, bem como a expansão de empreendimentos
comerciais e residenciais na orla de Boston. Com a conclusão do projeto de
expansão do Canal do Panamá, que permitiu a entrada de navios maiores a partir
de 2016, o Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos iniciara, em
2017, a dragagem das vias de acesso ao porto, aumentando sua profundidade de 40
para 47 e depois para 51 pés. Isso permitirá a passagem de navios
porta-contêineres com capacidade para até 12.000 TEUs, em vez dos 7.000 TEUs
anteriores, e reduzirá a quantidade de carga que se espera ser enviada para o
Porto de Nova York e Nova Jersey e transportada por caminhão para
Massachusetts. O projeto tem um custo estimado de US$ 310 milhões e é
financiado pela Lei Federal de Reforma e Desenvolvimento de Recursos Hídricos
(cerca de dois terços), pela Massport e por uma verba adicional do Estado de
Massachusetts. Novos guindastes para contêineres, capazes de suportar navios
maiores, foram instalados em 2021. O primeiro navio porta-contêineres da classe
de 12.000 TEUs, o Ever Fortune, chegou a Conley em 16 de janeiro de 2022.
Na trama cinematográfica, do porto Gaerity fabrica bombas projetadas para matar o resto da equipe antibombas: a primeira vítima, Blanket, é morta por uma bomba colocada sob uma ponte na noite do casamento de Dove com sua noiva, Kate. Mais tarde, no local de uma falsa ameaça de bomba, os técnicos Rita e Cortez são mortos por um explosivo escondido em seu robô de desativação de bombas. Dove recebe uma ligação de Gaerity e percebe que Kate e sua enteada, Elizabeth, estão em perigo. Ele corre para casa e não encontra nenhuma bomba, mas seu cachorro, Boomer, foi morto. Ele explica seu passado para Kate e a convence, junto com Elizabeth, a se esconderem na casa de praia de Max. A terceira bomba de Gaerity quase mata o técnico novato Anthony Franklin, que havia ligado a vida anterior de Dove à de Gaerity, mas Dove o resgata, e Franklin promete ajudá-la. Max decide deter Gaerity, obtendo a localização dele através de um contato irlandês. Ele tenta se aproximar de Gaerity em um bar irlandês, mas acaba capturado e algemado a uma bomba improvisada. Dove rastreia Max e vai recuperar suas ferramentas, mas Max, percebendo que Gaerity estava por perto e havia criado a bomba para matar os dois, a aciona enquanto Dove está ausente, sacrificando-se.
Ao analisar os destroços da bomba, encontra bola de roleta que aponta para o navio abandonado e encontra Gaerity que revela que instalou outra bomba no carro de Kate e a ativa por meio de um sinal de rádio, acionando em seguida um mecanismo complexo para detonar os explosivos que destruirão o navio. Dove enfrenta Gaerity em uma luta corpo a corpo por todo o navio. Dove leva a melhor e se algema a Gaerity, impedindo-o de escapar, preparando-se para morrer a fim de manter seu segredo e evitar mais mortes. Dove é salva por Franklin no último segundo, e os dois escapam antes que a nave exploda, matando Gaerity. Os dois voltam correndo onde Kate está tocando violino na celebração ao ar livre do 4 de julho com a Orquestra Sinfônica de Boston, na esperança de impedi-la antes que ligue o carro. Eles chegam tarde demais, mas alcançam Kate, e Dove pula para dentro do carro dela. Ele encontra a bomba complexa e tecnicamente a desativa a tempo. Enquanto se recuperam, Franklin diz a Dove que sabe sua identidade anterior, mas que manterá segredo se puder levar o crédito por derrubar Gaerity; Dove concorda e entrega seu pager para Franklin antes de partir com Kate e Lizzie. Stephen Hopkins, que concordou em fazer o filme depois de terminar Judgment Night, disse ao seu agente: “Não quero fazer um filme sobre um esquadrão antibombas! Mas ele insistiu, o que raramente faz, então eu li e achei ótimo. Quarenta e oito horas depois, o acordo estava fechado, pronto”. – “Eu diria que o filme é, espero, mais um filme de suspense, o que é mais interessante para mim do que aquele tipo de filme onde vemos um monte de explosões”, disse Hopkins.
Fui atraído porque
havia um monte de personagens ótimos que obviamente atrairiam ótimos atores
para interpretá-los. E também a parte do suspense; há muitos tipos diferentes
de suspense no filme. Há algumas cenas de suspense divertidas e algumas cenas
emocionalmente muito intensas”. - Você pode transformar a violência em uma
situação fantasiosa ou pode tentar torná-la relacionável, disse Hopkins. “Se
você a reduzir a termos o mais realistas possível dentro das circunstâncias,
então, para mim, ela se torna mais interessante do que estar lá com tipos
super-humanos grandiosos em situações glamorosas e sofisticadas. Há algumas
coisas politicamente incorretas neste filme que eu gosto e que geralmente não
são permitidas nesse tipo de filme. O herói cometeu erros, mentiu para a
esposa, mente para os amigos durante o filme, sente-se culpado e age de forma
irresponsável, desiste. Normalmente, acho que agora todos têm que ser perfeitos”.
Hopkins diz que a escalação de Bridges “abre um leque enorme de atores que
realmente querem trabalhar com ele”. Eu estava procurando um filme de ação,
disse Jeff Bridges. “Então li muitos roteiros, procurando um que transcendesse
o gênero. Eu queria algo que tivesse um pouco mais de profundidade — que
tivesse personagens e relacionamentos genuínos. O que me atraiu neste roteiro
foi que você se importava com as pessoas”.
Richard Harris iria
interpretar o mentor de Bridges. No entanto, o papel acabou sendo interpretado
pelo pai de Bridges, Lloyd. Os produtores fizeram Lloyd Bridges fazer um teste
porque associavam o ator a comédias. Cuba Gooding Jr. foi originalmente cotado
para um dos papéis principais, mas acabou sendo escalado para um papel menor. Outro
ator estreante no gênero foi Forest Whitaker, que queria interpretar “um
personagem que pudesse entrar em uma sala e dizer: Eu sou o melhor. Fique por
perto e talvez você aprenda algo comigo”. As filmagens estavam programadas para
começar em 24 de agosto de 1993 em Massachusetts. Na época, era o filme de
maior orçamento já realizado no estado. O Esquadrão Antibombas de Boston atuou
como consultor. Hopkins usou microfotografia e efeitos sonoros digitais
expandidos para entrar de cabeça nas bombas. “Achei que era uma ótima maneira
de usar som e imagens”, disse ele. – “Você pode aumentar a resposta visceral à
cena. Você pode de repente cortar para esta grande bola de gude pendurada ali e
ouvi-la Whooosh! por toda parte. Você é capaz de mudar o mundo, de
entrar e realmente ver o que está acontecendo”. A filmagem da explosão
climática do navio causou ondas de choque tão poderosas que 8.000 janelas foram
quebradas na área de East Boston. Paul Hill, um dos quatro de Guildford que
foram presos injustamente no Reino Unido, ajudou os cineastas com informações
de contexto. A MGM fez grande campanha para o filme, gastando 7 milhões de
dólares em anúncios de televisão.
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