“O mal não é outra coisa que a não-conformidade do ser ao dever-ser”. Friedrich Hegel
Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831) nasceu em Stuttgart, Alemanha, no dia 27 de agosto de 1770. Recebeu esmerada educação cristã. Em 1788 ingressou no seminário de Tübingen, que cursou durante cinco anos a fim de se preparar para receber ordens. Foi colega de classe do poeta Friedrich Hölderlin (1779-1843) e do filósofo Joseph Schelling (1775-1854), que partilhavam sua admiração pela tragédia grega e pelos ideais da clássica Revolução Francesa. Os primeiros escritos de Hegel versaram sobre assuntos teológicos, mas ao concluir o curso, Hegel não seguiu a carreira eclesiástica, preferiu se dedicar ao estudo da literatura e da filosofia grega. Em 1796 mudou-se para Frankfurt, onde Hölderlin lhe conseguiu um lugar de preceptor. Em 1801 habilitou-se Livre-Docente na Universidade Friedrich Schiller de Jena (Friedrich-Schiller-Universität Jena) situada na cidade de Jena na Turíngia no centro administrativo do país. É uma das dez universidades mais antigas da Alemanha, estabelecida no ano de 1558 segundo os planos do príncipe João Frederico I (1503-1554) da Saxônia. O auge da sua reputação acadêmica ocorreu sob os auspícios do duque Carlos Augusto, patrono do escritor Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), autor do clássico Fausto, poema trágico, obra prima da literatura, quando Fichte, Hegel, Schelling, Friedrich von Schlegel (1772-1829) e Friedrich Schiller (1759-1805) do corpo docente.
No seminário de Tübingen, escreveu com renomados colegas, os filósofos Friedrich Schelling e Friedrich Hölderlin, o que chamaram de “o mais antigo programa de sistema do idealismo alemão”. Desenvolveu um sistema filosófico extraordinário que denominou “Idealismo Absoluto”, uma filosofia capaz de compreender discursivamente o Absoluto. Entre 1807 e 1808 dirigiu um jornal em Bamberg. Entre 1808 e 1816 foi diretor do ginásio de Nuremberg. Em 1816 tornou-se professor da Universidade de Heidelberg. A Universidade de Heidelberg, ou, nas suas formas portuguesas, de Heidelberga ou de Edelberga, oficialmente denominada Universidade de Heidelberg Ruprecht Karl (Ruprecht-Karls-Universität Heidelberg, em alemão), é uma universidade pública alemã, das mais prestigiadas universidades do país. Está estabelecida na cidade de Heidelberg, no estado de Baden-Württemberg. Foi fundada em 1386, tendo sido a terceira universidade estabelecida no Sacro Império. Seu nome latino é Ruperto Carola Heidelbergensis. Estudantes do sexo feminino passaram a ser admitidas em 1899. A Universidade é constituída de doze faculdades e oferece programas de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado em cerca de 100 disciplinas, integrando o Grupo Coimbra. A universidade, criada por Ruperto I, Eleitor do Palatinato, quando Heidelberg era a capital do Palatinado, e tornou-se um centro de teólogos e especialistas em leis no Sacro Império.
Durante a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) a universidade entrou em decadência financeira e intelectual, e só viria a se recuperar no início do século XIX, aderindo ao pensamento democrático e de intelectuais humanistas independentes, tendo sido adotada como modelo para universidades norte-americanas. Não queremos perder de vista que O Mais Antigo Sistema do Idealismo Alemão é um ensaio de 1796/1797, de autoria desconhecida, possivelmente escrito por Friedrich Schelling, Georg Wilhelm Friedrich Hegel ou Friedrich Hölderlin. O documento foi publicado pela primeira vez (em alemão) por Franz Rosenzweig, que o designou como Das älteste Systemprogramm des deutschen Idealismus. Embora o documento tenha a caligrafia de Hegel, especula-se se terá sido escrito por Hegel, Schelling, Hölderlin ou uma quarta pessoa desconhecida. Yves Bonnefoy considera que foi “certamente inspirado por Hölderlin”. Segundo Glenn Magee, a maioria dos peritos em Hegel considera-o o autor. No entanto, várias das ideias defendidas no ensaio (como o desaparecimento do Estado ou a supremacia da poesia no universo intelectual) parecem contraditórias com a filosofia hegeliana. Schelling, Hegel, e Hölderlin eram colegas de turma e de dormitório em Tübinger Stift, o seminário da Universidade de Tubinga, e eram reconhecidos como os “Três de Tubinga”. Hegel e Hölderlin tinham 27 anos, e Schelling 22 anos. Em 1818 em Berlim, quando ocupou a cátedra de filosofia, período em que encontra a expressão definitiva de suas concepções estéticas e religiosas. Tinha grande talento pedagógico, mas considerado mau orador, pois usava terminologias que dificultavam sua interpretação na sociedade.
Exerceu enorme influência em seus discípulos que dominaram as universidades da Alemanha. Logo passou a ser o filósofo oficial do rei da Prússia. Friedrich Hegel descreve sua concepção filosófica, no prefácio a uma de suas mais célebres obras, a Fenomenologia do Espírito (1807). O prólogo é posterior à redação da obra. Foi escrito, passado já o tempo, quando o próprio Hegel pode tomar consciência de seu avanço e sua descoberta. Tinha como objetivo assegurar o ligamento entre a Fenomenologia, a qual só aparece como a primeira parte da ciência, e a Lógica que, situando-se em uma perspectiva distinta da adotada pela Fenomenologia, deve constituir o primeiro momento abstrato da Enciclopédia. Explica-se que neste prólogo que é assim, comparativamente, como um gonzo entre a subjetividade da Fenomenologia e a objetividade Lógica, Hegel se sentira fundamentalmente preocupado em representar uma ideia geral de todo o seu sistema filosófico. Isto é, segundo sua concepção que só deve ser justificada pela apresentação do próprio sistema, tudo decorre de entender e exprimir o verdadeiro não como substância, mas precisamente como sujeito. A substância viva é o ser, que na verdade é sujeito, ou que é efetivo, mas só na medida em que é o movimento do pôr-se-a-si-mesmo, ou a mediação consigo do tornar-se outro. Na interpretação do sujeito, é a negatividade pura e simples, e justamente por isso é o fracionamento do simples ou a duplicação oponente, que é de novo a negação dessa diversidade indiferente e de seu oposto. A história do Alpinismo se perde na Antiguidade, entre tribos que adoravam as montanhas como refúgio dos deuses, exércitos que cruzavam cordilheiras em busca de liberdade e poder, poetas e monges que procuravam inspiração entre os picos mais escarpados.
A maioria dos resultados destas primeiras experiências foram relatos assustadores, aos quais se atribuía uma origem misteriosa, divina, ou até infernal. A curiosidade humana foi se aguçando em relação às montanhas até o século XVIII. E levou o homem ao desejo de conhecer a si mesmo e ao mundo que o rodeava. Os mares do mundo já haviam sido percorridos, as terras descobertas, mas as grandes cadeias de montanhas estavam praticamente inexploradas. A conquista das montanhas representava uma forma de se realizar novas experiências e alcançar uma verdade técnica e social que parecia ter querido se ocultar do homem. Alpinismo tem cada vez mais popularidade no mundo contemporâneo, onde recebe também a denominação de Montanhismo.Só essa igualdade se reinstaurando, ou só a reflexão em si mesmo no seu ser-Outro, é que são o verdadeiro; e não uma unidade originária enquanto tal, ou uma unidade imediata enquanto tal. O verdadeiro é o vir-a-ser de si mesmo, o círculo que pressupõe seu fim como sua meta, ipso facto sua antítese, que o tem como princípio, e que só é efetivo mediante sua atualização e seu fim. Friedrich Hegel era crítico das filosofias claras e distintas, uma vez que, para ele, o negativo era constitutivo da ontologia. A clareza não seria adequada para conceituar o objeto. Introduziu um sistema de pensamento para compreender a história da filosofia e do mundo chamado geralmente dialética: uma progressão no âmbito da história e sociedade na qual cada movimento sucessivo surge, como solução das contradições inerentes ao anterior.
Em O Jogo do Predador (2026), uma mulher “viciada” em adrenalina coloca seus limites à prova ao embarcar numa aventura pela natureza selvagem australiana. A palavra adrenalina foi criada pelo cientista que conseguiu isolar este hormônio pela primeira vez, o cientista japonês Takamine Jōkichi (1854-1922), que formou o nome em questão, tomando o nome dos rins, o qual se situam as glândulas secretoras, como já mencionado. A alpinista se encontra no meio de uma caçada quando os predadores naturais não são os únicos atrás de sangue. A jovem precisa lutar para sobreviver e vencer os obstáculos do aparente caçador. Alpinismo historicamente vem ganhando cada vez mais popularidade no mundo sociológico contemporâneo das competições em seu ersatz recebe a denominação de Montanhismo. Existe uma diferença entre esses dois conceitos. Montanhismo representa a prática de qualquer atividade física em região montanhosa, como caminhadas e acampamentos, porém sem a necessidade de grandes esforços e equipamentos específicos. O Alpinismo se refere ao ato de escalar uma montanha, ou pico, usando equipamentos e conhecimentos técnicos. O termo que mais se difundiu foi “Montanhismo”, sendo “Montanhista” a pessoa que pratica qualquer tipo de atividade física na montanha, e “Escalador” (cf. Gschwendtner, 1986) aquele que recorre a equipamentos técnicos para escalar em rocha.
Existe uma diferença
entre esses dois conceitos. Montanhismo representa a prática de qualquer
atividade física em região montanhosa, como caminhadas e acampamentos, porém
sem a necessidade de grandes esforços e equipamentos específicos. O Alpinismo
se refere ao ato de escalar uma montanha, ou pico, usando para isso
equipamentos e conhecimentos técnicos. O Alpinismo não se limita apenas aos
Alpes. O termo que mais se difundiu foi “Montanhismo”, sendo “Montanhista” a
pessoa que pratica qualquer tipo de atividade na montanha, e “Escalador” aquele
que recorre a equipamentos técnicos para escalar em rocha. A história do
Alpinismo se perde na Antiguidade, entre tribos primitivas que adoravam as
montanhas como refúgio dos deuses, exércitos que cruzavam cordilheiras em busca
de liberdade e poder, poetas e monges que procuravam inspiração entre os picos
mais escarpados. A maioria dos resultados destas primeiras experiências foram
relatos assustadores, aos quais se atribuía uma origem misteriosa, divina, ou
até infernal. A curiosidade humana foi se aguçando em relação às montanhas até
os idos do século XVIII. O iluminismo levou o homem ao desejo de conhecer
melhor a si mesmo e ao mundo que o rodeava. Os mares do mundo haviam sido
percorridos, as terras descobertas, mas as grandes cadeias de montanhas estavam
inexploradas. Assim sendo, a conquista das montanhas representava uma forma de
se realizar novas experiências e alcançar uma verdade técnica e social que
parecia ter querido se ocultar do homem.
Uma montanha constituía para ele uma verdadeira
obsessão: o Mont Blanc, de 4.808 metros de altitude, ponto culminante dos Alpes
Europeus, encravado entre a França e a Itália. Saussure imaginava que, se
chegasse a escalar este pico, poderia realizar inúmeras experiências
científicas. Seguiu então em 1760 para o vale de Chamonix, que se estende no
lado francês do Mont Blanc, oferecendo uma grande soma em dinheiro para aqueles
que o ajudassem. Foram inúmeras tentativas para que somente após 26 anos,
Saussure ter o seu grande sonho realizado. A escalada do Mont Blanc aconteceu
no dia 8 de agosto de 1786 pelo médico Michel-Gabriel Paccard (1757-1827) e
pelo pesquisador de diamantes Jacques Balmat (1762-1834). Um ano depois o
próprio Saussure logrou chegar ao cume do Mont Blanc, guiado por Jacques Balmat
e acompanhado por 17 homens. Tal número de acompanhantes era necessário devido
à grande quantidade de equipamentos científicos, com os quais se realizaram
experiências durante as quatro horas e meia que permaneceram no cume. Embora o
marco inicial do alpinismo realmente tenha sido a escalada do Mont Blanc, outra
montanha desempenhou um papel fundamental para que ele se afirmasse como
esporte, trata-se do Matterhorn, como é na Suíça, ou Cervino, como é
chamado na Itália.
Seus 4.478 metros
acham-se espremidos entre estes dois países e foram vencidos pela primeira vez
em 1865 pelo inglês Edward Whymper (1840-1911), culminando “a idade do ouro do
alpinismo”. Ele foi um ilustrador, alpinista e explorador reconhecido pela primeira
escalada do Matterhorn em 1865, descida quando quatro membros da expedição
morreram. O seu livro Scrambles Among the Alps (1871) é realizado com a
descrição dessas expedições e na qual se nota que se interessa mais pela
primeira ascensão do que da via tomada, pelo que se faz guiar sempre pelo
melhor guia de alta montanha, e emprega assim Melchior Anderegg ou Christian
Almer. Como exemplo, a Aiguille Verte, é um cume do Maciço do Monte Branco, em
França, com 4122 metros de altitude, e que faz parte dos cumes dos Alpes com
mais de 4000 metros, cujo corredor ficou com o seu nome, e mesmo se bifurcou
diretamente para o cume na última terceira parte, evitando assim uma parte
considerada a mais difícil. Está considerado como o ponto de passagem entre o
alpinismo de exploração e o alpinismo desportivo. Em 1865 Edward Whymper que há
anos tenta conquistar o Matterhorn junta-se a Charles Hudson (1828-1865) que
havia escolhido Michel Croz como guia e que chefia uma cordada de sete
alpinistas composta pelo experiente guia Peter Taugwalder e o seu filho como
ele chamado Peter, como carregador, Lord Francis Douglas, Douglas Hadow,
Charles Hudson e Whymper.
Na descida Douglas Hadow perde o equilíbrio e arrasta na queda Croz, Lord Francis e Hudson. Com uma formação de desenhador e de gravador, e uma imaginação fantástica in limine descobre uma relação com os Alpes à procura de novos temas para ilustrações. Em latim, humanus é a forma adjetival do nome homo, traduzido como Homem para incluir machos e fêmeas. Por vezes, em Filosofia, é mantida uma distinção entre as noções de ser humano ou homem e de pessoa. O primeiro refere-se à espécie biológica enquanto o segundo refere-se a um agente racional, visto, por exemplo, na obra de John Locke, Ensaio sobre o Entendimento Humano (1689), e na obra de Immanuel Kant, Introdução à Metafísica da Moral (1797). Segundo a perspectiva de John Locke, a noção de pessoa passa a ser a de “uma coleção de ações e operações mentais”. O termo pessoa poderá assim ser utilizado para referir animais para além do Homem, para referir seres míticos, uma inteligência artificial ou um ser extraterrestre. O termo binomial Homo sapiens foi descrito por Carl Linnaeus em seu trabalho do século XVIII Systema Naturae e também é o lectótipo do espécime. O termo para o gênero Homo é uma derivação do século XVIII do latim homō (homem), em última instância “ser terrestre” do latim antigo hemō. A evolução humana é caracterizada por uma série de importantes alterações morfológicas, de desenvolvimento, fisiológico e comportamental, que tiveram lugar desde que a separação entre o último ancestral comum de humanos e chimpanzés.
Carl Linnaeus
(1707-1778), o grande nomenclador que dedicou sua vida a nomear a maioria dos
objetos e seres vivos e, em seguida, ordená-los de acordo com sua posição
hierárquica, tinha ele próprio um problema com a formação de sua identidade,
pois seu nome, e até mesmo seu primeiro nome, foram alterados tantas vezes ao
longo de sua vida que existem nada menos que nove binômios (ou bi-nomos)
e outros tantos sinônimos. Um
nomenclador, derivado do latim nomen (nome) + calare (chamar),
nos tempos clássicos, referia-se a um escravo cujo dever era recordar os nomes
das pessoas que seu mestre reconheceu durante uma campanha política. Gradativamente,
isso se tornou nomes de pessoas em qualquer contexto social e incluiu outras
informações socialmente importantes. Assumiu vários outros significados e
também se refere a um livro contendo coleções ou lista de palavras. Também
denota uma pessoa, geralmente um funcionário público, que anuncia os nomes dos
convidados em uma festa ou outra reunião social ou cerimônia. Em termos mais
gerais ainda, tem como representação social uma pessoa que fornece ou cria os
nomes das coisas, e isso pode se referir à aplicação de nomes em um contexto
científico ou qualquer outro, mas especialmente em relação a terminologias
especializadas, glossários, etc. Vários nomencladores foram criados em
biologia.
Eles geralmente listam os nomes dos gêneros e às vezes das espécies junto com as origens (fontes) desses nomes. Às vezes, eles também incluem informações adicionais, como a distribuição. Por exemplo, uma entrada no Nomenclator Zoologicus se parece com isso: Abronia Gray 1838, Ann. Mag. Nat. Hist., 1 (5), 389. Rept. Abronia é um gênero de lagarto que foi descrito por John Edward Gray em 1838 na revista Annals and Magazine of Natural History. A entrada termina com uma nota sobre o grupo de animais a que pertence o gênero, nomeadamente os répteis (Rept.). Nos séculos XVII e XVIII, a maioria dos suecos ainda não possuía sobrenomes. Assim, o avô de Linnaeus, de acordo com a tradição escandinava, chamava-se Ingemar Bengtsson que significa “Ingemar, filho de Bengt” e seu próprio filho, o pai de Linnaeus, foi inicialmente ou in statu nascendi reconhecido como “Nils Ingemarsson” (1674-1748) que significa “Nils, filho de Ingemar”. Mas Nils, para cumprir os requisitos administrativos para sua matrícula na Universidade de Lund, fundada em 1666 e está classificada entre as 100 melhores universidades do mundo, precisava escolher um sobrenome. Uma grande tília crescia nas terras da família. A propriedade já tinha seu nome: Linnagård (ou Linnegård), um topônimo formado por linn (uma variante agora obsoleta de lind, “tília” em sueco) e gård (“fazenda”). Vários membros da família o haviam adotado como base para sobrenomes como Lindelius (de lind) ou Tiliander (de Tilia, “tília” em latim). E como era moda nos círculos intelectuais usar o latim, Nils escolheu se tornar “Nils Ingemarsson Linnæus”.
O filme Meu Ano em
Oxford (2025), foi gravado em locais autênticos do pontode vista da cenografia de Oxford, o que permite
aos espectadores ver a beleza da universidade e da cidade, incluindo o Magdalen
College e a famosa Biblioteca Bodleian. Mas do ponto de vista
técnico-metodológico o filme lançado na Netflix, é baseado no romance My
Oxford Year de Julia Whelan, mas apresenta diversas mudanças sociais
significativas em relação à obra original. Infelizmente, para os amantes da
leitura, o livro ainda não está disponível em português. Neste texto, a Tangerina
(2025) te explica, com base no texto do site Deadline, as grandes mudanças que
a produção do serviço de streaming fez na trama literária. Uma das alterações
mais evidentes está no nome e na origem da protagonista feminina. No livro, a
personagem principal se chama Eleanor Duran, é de Ohio e recebeu uma bolsa
Rhodes para estudar em Oxford. Presentemente no filme, objeto de reflexão, ela
é Anna De La Vega (Sofia Carson), que vem de Nova York, Estados Unidos da
América. A trajetória profissional de Anna (Sofia Carson) também é diferente:
enquanto Eleanor do livro é recrutada para uma campanha política focada em políticas
educacionais, Anna do filme tem um emprego na Goldman Sachs após a formatura em
Oxford.
A trama de Eleanor no
livro dava maior destaque a essa oportunidade de trabalho, que afetava seu
tempo em Oxford. Outra mudança que ocorre substancialmente na história de Anna
no filme Netflix é que seu pai está vivo e muito bem, contrastando com o livro,
onde o pai de Eleanor morreu jovem em um fatal acidente de carro. Essa tragédia
de Eleanor resultava em um relacionamento tenso com a mãe e era um ponto
crucial na segunda metade da história, algo que Eleanor compartilha com Jamie
(Corey Mylchreest) no livro. No romance, essa revelação acontece durante um
passeio de barco, onde Eleanor e Jamie compartilham chocolate quente, o que
lembra Eleanor de seu pai. No filme, porém, Anna faz o passeio de barco com
seus amigos Charlie (Harry Trevaldwyn), Maggie (Esmé Kingdom) e Tom (Nikhil
Parmar). As diferenças também se estendem aos personagens secundários e à forma
como Anna descobre a verdade sobre Jamie. No filme, o irmão morte de Jamie
(Corey Mylchreest) é Eddie, e Cecelia Knowles (Poppy Gilbert) era sua namorada.
No livro, o irmão se chama Oliver, e Cecelia era sua noiva. Além disso, a
maneira como Anna desvenda a mentira de Jamie sobre sua tese também muda: no
livro, Eleanor descobre a farsa ao tentar surpreender Jamie na biblioteca
Bodleian, onde ele afirmava estar estudando, mas não o encontra. No filme, é a
bibliotecária Laura (Nia Anisah) quem revela a Anna que não tem visto Jamie na
biblioteca com a frequência que Anna imaginava. Nestes casos, a mentira de
Jamie encobre sua doença grave, o mesmo tipo de câncer que levou seu irmão.
O final da história é, talvez, a divergência extraordinariamente mais notável. O livro de Julia Whelan termina de forma mais ambígua, com Eleanor decidindo não voltar aos Estados Unidos da América para a campanha política, mas com uma reflexão interna que sugere que ela e Jamie não estavam destinados a ficar juntos. O filme, por outro lado, oferece um desfecho mais definitivo e trágico: Anna assume o cargo de professora de poesia em Oxford, assim como Jamie, e uma montagem mostra a protagonista viajando pela Europa, realizando subjetivamente os sonhos que Jamie havia mencionado. Contudo, Jamie desaparece dessas imagens, revelando que Anna está sozinha e que ele morreu, o que Mylchreest afirma categoricamente ao dizer “O cara está morto”. Os atores Sofia Carson e Corey Mylchreest, que interpretam Anna e Jamie, explicaram à Entertainment Weekly as razões por trás das mudanças no final do filme. Corey Mylchreest acredita que o final mais trágico é mais poderoso e se alinha melhor com a filosofia de vida de Jamie, que valoriza cada momento devido ao pouco tempo socialmente que lhe resta nesta vida diante das agruras hic et nunc do sujeito. Para ele, seria uma hipocrisia para o personagem pregar essas ideias e não ter um desfecho condizente com elas.
Sofia Carson, que
também é produtora do filme, revelou que a decisão sobre a morte de
Jamie (Corey Mylchreest) foi debatida intensamente até os últimos momentos da
edição final, com o produtor principal, Marty Bowen, preferindo manter que
Jamie (Corey Mylchreest) sobrevivesse para consagrar a possibilidade de um
futuro juntos. No entanto, eles optaram por um final que, embora estilosamente
de interpretação do social como trágico, transmitisse “esperança e a ideia de
vida após a perda”. A sequência de Anna viajando pela Europa com Jamie
desaparecendo gradualmente representa Anna vivendo o sonho deles em sua
homenagem, carregando as lições que ele a ensinou. Eles testaram várias versões
do final com o público, e a que demonstrava Jamie desaparecendo e Anna em todos
os lugares sozinha foi a que mais emocionou e foi considerada a mais bonita
para a história. Ambos comentaram como a trama os fez refletir sobre temas
complexos como o direito de morrer com dignidade. Mylchreest pesquisou e
conversou com pessoas que enfrentaram situações semelhantes à de Jamie, para
entender a força de interpretação do personagem. O filme narra a história
social de Anna, que vai estudar em Oxford e se apaixona por Jamie, descobrindo
que ele tem câncer e não pode ser curado, mas se tornando o ponto central de
sua vida. Os artigos destacam que há mudanças na história original do livro,
como o nome da protagonista e detalhes do seu histórico familiar, a relação com
Jamie e até mesmo o desfecho para o protagonista.
Tradição representa a
continuidade ou permanência de uma doutrina, visão de mundo, costumes e valores
de um grupo social ou escola de pensamento. Em grego, na acepção religiosa do
termo, corresponde à expressão paradosis (παραδοσις), que é a
transmissão de práticas e de valores espirituais, ou o conjunto das crenças,
que são conservados e seguidos com respeito ao longo de muito tempo entre
diferentes famílias. Baseia-se em dois pressupostos antropológicos: a) as
pessoas são mortais; b) a necessidade de haver um nexo de conhecimento entre as
gerações. A tradição toma feições peculiares em cada crença e mesmo pode-se
destacar a sua forte presença nos grandes grupos religiosos: judaísmo,
cristianismo, islamismo, hinduísmo. Várias disciplinas acadêmicas também usam a
palavra de maneiras distintas. As tradições são objeto em campos acadêmicos,
especialmente nas ciências sociais, como estudos de folclore, antropologia e
arqueologia. Sob a perspectiva da tradição revela um conjunto de costumes,
comportamentos, memórias, rumores, crenças, lendas, música, práticas, doutrinas
e leis de uma comunidade, sendo que os elementos passam a fazer parte da
cultura. O conceito de tradição, encontra-se per se no discurso político
e filosófico.
É a base do conceito
político de tradicionalismo, e de vertentes de muitas religiões mundiais,
comparativamente falando, incluindo a questão do catolicismo tradicional.
Embora seja comumente assumido que as tradições têm uma história antiga, muitas
tradições foram inventadas de propósito, seja político ou cultural, em curtos
períodos de tempo. Em contextos artísticos, a tradição é usada para distinguir
o padrão de uma determinada forma de arte. Por exemplo, na performance de
gêneros tradicionais, como o folclore e a dança tradicional, a adesão às
diretrizes que ditam como uma forma de arte deve ser composta recebe maior
importância na vida real do que as próprias preferências do intérprete social.
Desnecessário dizer que a cultura da Grécia Antiga historicamente é a base
sobre a qual se eleva a cultura da civilização ocidental. Como sabemos, exerceu
poderosa influência sobre os romanos, que se encarregaram de repassá-la a
diversas partes da Europa. A civilização grega antiga teve influência na
linguagem, na política, no sistema educacional, na filosofia, na ciência, na
tecnologia, na arte e na arquitetura moderna, particularmente durante a
renascença da Europa ocidental e de resto durante os diversos reviverem
neoclássicos dos séculos XVIII e XIX. Conceitos sociológicos como cidadania e
democracia são gregos, ou pelo menos de pleno desenvolvimento nos manuscritos
dos gregos. Os historiadores e escritores políticos profissionais cujos
trabalhos sobreviveram ao tempo eram, em sua maioria, atenienses ou pró-atenienses
e todos conservadores. Por isso se reconhece melhor a história de Atenas do que
a história das outras cidades.
Esses homens
concentraram seus trabalhos em aspectos políticos, militares e diplomáticos,
ignorando o que veio a se conhecer como utilidade de uso modernamente por áreas
de conhecimento em história econômica e social. O homem é criação
propiciada pelo processo real de transformação da realidade e por uma formação
ideal exagerada da imaginação coletiva que faz a essência do homem criadora. A
possibilidade real, a ocasião apriorística desse modo de comportamento que
chamamos amor, fará surgir, se for o caso, e levará à consciência, como um
sentimento obscuro e geral, inicial de sua própria realidade, antes mesmo que a
ele se some a incitação por um objeto determinado para levá-lo a seu efeito
acabado. A existência desse impulso sem
objeto, por assim dizer incessantemente fechado em si, acento premonitório do
amor, puro produto do interior e, no entanto, já acento de amor, é a prova mais
decisiva em favor da essência central puramente interior do fenômeno amor,
muitas vezes dissimulado sob um modo de representação pouco claro, segundo o
qual o amor seria uma espécie de surpresa ou de violência vindas do exterior,
tendo seu símbolo mais pertinente no “filtro do amor”, em vez da maneira de
ser, da modalidade e da orientação que a vida como tal toma por si mesma – como
se o amor viesse de seu objeto, quando, na realidade, vai em direção a ele.
De fato, o amor é o
sentimento que, fora dos entendimentos religiosos, se liga mais estreita e mais
incondicionalmente a seu objeto. À acuidade com a qual ele brota do sujeito
corresponde a acuidade igual com que ele se dirige para o objeto. É que nenhuma
instância vem se interpor. Se venero alguém. É pela qualidade de venerabilidade
que, em sua realidade, permanece ligada à imagem pelo tempo quanto eu o
venerar, passível de adoração, contemplação e respeito. Por mais insuficiente,
por mais preso a um estreito simbolismo humano que esteja o conceito de objetivo
e de meios em presença da misteriosa realização da vida, devemos qualificar
essa emoção sexual de meio de que a vida se serve para a manutenção da espécie,
confiando aqui a consecução desse objetivo não mais a um mecanismo, mas a
mediações psíquicas. A pulsão, dirigida a princípio, tanto no sentido genérico
quanto no sentido hedonista, ao outro sexo enquanto tal, parece ter
diferenciado cada vez mais seu objeto, à medida que seus suportes se
diferenciavam, até singularizá-lo. Claro, sabemos que a pulsão não se torna
amor pelo simples fato de sua individualização; esta última pode ser
refinadamente hedonista, ou instinto vital-teleológico para o parceiro apto a
procriar os melhores filhos. Mas, indubitavelmente, ela cria uma disposição
formativa e, por assim dizer, um marco para essa exclusividade que constitui a
essência do amor, mesmo quando seu sujeito se volta para uma pluralidade de
objetos. Não duvidamos em absoluto do que se chama na literatura “atração dos
sexos” se compreendermos que se constitui o primeiro factum, ou, a
prefiguração do amor.
A vida se metamorfoseia
na dimensão da produção, traz sua corrente à altura dessa onda cuja crista
vital, de desenvolvimento, sobressai acima dela. Se considerarmos o processo da
vida como um dispositivo de meios a serviço desse objetivo e se levarmos em
conta seu significado efetivo para a propagação da espécie, este também é um
dos meios que a vida se dá para si e a partir de si. Do mesmo modo, no homem que temo, o caráter
terrível e o motivo que o provocou estão intimamente ligados; mesmo o homem que
odeio não é, na maioria dos casos separado em minha representação da causa
desse ódio – é esta uma das diferenças entre amor e ódio que desmente a
assimilação que comumente se faz deles. Mas o específico do amor é
excluir do amor existente a qualidade mediadora de seu objeto, sempre
relativamente geral, que provocou o amor por ele. Ele permanece como intenção
direta e centralmente dirigida para esse objeto, e revela a sua natureza
verdadeira e incomparável nos casos em que sobrevive ao desaparecimento
indubitável do que foi sua razão de nascer. Essa constelação, que engloba
inúmeros graus, desde a frivolidade à alta intensidade, é vivida segundo o
mesmo modelo, seja em relação a uma mulher ou a um objeto, a uma ideia ou a um
amigo, à pátria ou a uma divindade. Isso deve ser solidamente estabelecido em
primeiro lugar, se quisermos elucidar em sua estrutura seu significado mais
restrito, o que se eleva no terreno da sexualidade.
A ligeireza com que a opinião corrente alia instinto sexual a amor lança talvez uma das pontes mais enganadoras na paisagem psicológica exageradamente rica em construções desse gênero. Quando, ademais, ela penetra no domínio da psicologia que se dá por científica, temos com demasiada frequência a péssima impressão de que esta última caiu nas mãos de açougueiros. Por outro lado, o que é óbvio, não podemos afastar pura e simplesmente essa relação preconceituosamente. Em seguida, em homenagem ao soberano sueco muito popular da época, Carlos XII (em sueco Karl XII, 1682-1718), Nils deu o primeiro nome do rei ao seu filho, que assim começou sua existência chamado “Carl Nilsson” que significa “Carl, filho de Nils”, depois Karl Linnæus, mais frequentemente grafado “Carl Linnæus”. Quando Carl Linnaeus se matriculou na Universidade de Lund aos vinte anos, seu primeiro nome foi registrado na forma latinizada de Carolus. E foi sob esse nome, Carolus Linnaeus, que ele publicou cientificamente seus primeiros trabalhos em latim. Tendo alcançado imensa fama como médico da família real sueca, foi enobrecido em 1761 e, em 1762, adotou o nome “Carl von Linné”. Entretanto, o nome Linné é um diminutivo, no estilo francês, como era comum na época em muitos países de língua alemã, de Linnæus, e von é a partícula nobre alemã.
No mundo francófono, assim como na Suécia, ele é hoje comumente reconhecido simplesmente como “Linnaeus”. Em botânica, onde as citações de autores são abreviadas, a abreviatura padronizada “L.” é usada. Ele é o único botânico cujo nome é abreviado para única letra. E não deve ser confundido com Carl von Linné, o Jovem, que se distingue por ser citado como Linnaeus filius, abreviado em botânica como Lf. Em zoologia, onde é costume citar o sobrenome completo do Autor do táxon, “Linnaeus” ou sua grafia sem ligaduras, “Linnaeus”. Adotada em inglês e mais prática para usuários sociais dos chamados teclados internacionais, é usado após os táxons que ele descreveu, e mais raramente “Linné”, porque foi sob seu nome propriamente acadêmico “Linnaeus” que suas principais obras sobre taxonomia zoológica até a década de 1761 foram publicadas, com exceção dos 1.500 nomes de novas espécies animais estabelecidos em 1766/1767 na 12ª edição do Systema Naturae, para os quais o nome do Autor “Linné” é geralmente utilizado na nomenclatura em francês. Além disso, diferentemente da utilidade social de uso de seu nome próprio (Carolus), “Linnaeus” não é meramente uma transliteração latina posterior, mas sim seu sobrenome propriamente dito. Quanto às suas obras academicamente, elas foram publicadas até 1762 sob os nomes “Caroli Linnæi”, a forma genitiva, significando “de Carolus Linnæus”, “Carl Linnæus” ou simplesmente “Linnaeus”. Em 1762, na capa da segunda edição de Species plantarum, o nome ainda era impresso dessa forma. Mas, a partir de então, passou a aparecer impresso apenas em sua forma aristocrática, “Carl von Linné” ou “Carolus a Linné” (sendo o “a” ou “ab” a tradução latina de “von”). Em algumas bibliotecas, geralmente consta como “Linnaeus, Carolus (Carl von Linné)”, enquanto outras usam “Carl von Linné”. Em francês, o nome aparece, por vezes, na forma afrancesada “Charles Linné”, principalmente em obras manuscritas do século XVIII, e ainda em nomes de ruas, mas também em algumas obras recentes.
O cão (Canis lupus familiaris), no Brasil também chamado de “cachorro”, é um mamífero carnívoro da família dos canídeos, subespécie do lobo, e talvez o mais antigo animal domesticado pelo ser humano. Teorias postulam que surgiu do lobo cinzento no continente asiático há mais de cem mil anos. Historicamente através da domesticação, o ser humano realizou uma “seleção artificial dos cães por suas aptidões, características físicas ou tipos de comportamento”. O resultado foi uma grande diversidade de raças caninas, as quais variam em pelagem e tamanho dentro de suas próprias raças, atualmente classificadas em diferentes grupos ou categorias. As designações vira-lata (no Brasil) ou rafeiro (em Portugal) são dadas “aos cães sem raça definida ou mestiços descendentes”. Com expectativa de vida que varia entre dez e vinte anos, o cão é um animal social que, na maioria das vezes, aceita o seu dono provavelmente como o “chefe da matilha” e possui várias características que o tornam de grande utilidade para o homem. Possui excelente olfato e audição, é bom caçador e corredor vigoroso, relativamente dócil e leal, inteligente e com boa capacidade de aprendizagem. Deste modo, o cão pode ser adestrado para executar um grande número de tarefas úteis, como um cão de caça, de guarda ou pastor de rebanhos, por exemplo. Assim como o ser humano, também é vítima de doenças como o resfriado, a depressão e o mal de Alzheimer, bem como das características do envelhecimento, como problemas de visão e audição, artrite e mudanças de humor.
O cão foi descrito por Carl Linnaeus (1707-1778) em 1758 como Canis familiaris, e considerado como uma espécie distinta do lobo, descrito também por Lineu no mesmo ano como Canis lupus. Outros nomes foram descritos por Lineu, Johann Friedrich Gmelin (1748-1804) e Charles Hamilton Smith (1776-1859) para a mesma espécie, sendo considerados sinônimos. A ancestralidade canina vem sendo discutida e estudada desde há muitos séculos. Teorias antigas sugerem uma origem proveniente do chacal-dourado ou então uma origem híbrida entre várias espécies. Um levantamento das sequências da região de controle do DNA mitocondrial em 140 cães e 162 lobos demonstrou que o lobo é o único ancestral dos cães. Esta conclusão foi confirmada em outro estudo envolvendo 654 cães e 38 lobos da Eurásia. Enquanto há uma aceitação do lobo como único progenitor do cão, a questão taxonômica envolvendo o reconhecimento de uma ou duas espécies distintas ainda não está resolvida. Baseado na consistência genética, Wayne considerou que o cão, apesar da diversidade em tamanho e proporção, “nada mais é do que um lobo”.
Em contraste, análises estatísticas de crânios têm repetidamente demonstrado uma separação totalmente entre lobo e cão. O conceito ecológico de espécie proposto por Van Valen (1935-2010) foi aplicado por pesquisadores para demonstrar características adaptativas específicas nos cães por viverem em um nicho antropogênico. Esta hipótese suporta o reconhecimento do Canis familiaris como uma espécie distinta do Canis lupus, apesar de uma idade de separação não superior a 12 000 a 15 000 anos atrás. Apesar de certos pesquisadores continuarem a reconhecer duas espécies distintas, existe uma tendência recente em seguir a classificação proposta por Wallace Christopher Wozencraft (1954-2007) que inclui o C. familiaris como uma subespécie de C. lupus. Pela lei da prioridade estipulada pelo Código Internacional de Nomenclatura Zoológica, o nome C. familiaris, descrito na página 38, tem prioridade sobre C. lupus, descrito na página 39 do Systema Naturae por Linnaeus. Por questões de usabilidade e estabilidade, foi requisitado à Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica (ICZN) a conservação de dezessete nomes específicos baseados em espécies selvagens, entre eles o Canis lupus. É uma organização dedicada a “alcançar estabilidade e sentido na nomenclatura científica dos animais”. Fundado em 1895, atualmente compreende 24 comissários de 18 países. O ICZN é regido pela “Constituição do ICZN”, que geralmente é publicada junto com o “Código do ICZN”. Os membros são eleitos pela Seção de Nomenclatura Zoológica, estabelecida pela União Internacional de Ciências Biológicas (IUBS). O mandato regular de um membro da Comissão é de 6 anos. Os membros podem ser reeleitos até um total de três mandatos completos de seis anos consecutivos.
Após 18 anos contínuos de serviço eleito, um intervalo de pelo menos 3 anos é prescrito antes que o membro possa se candidatar novamente. Desde 2014, o trabalho da Comissão é apoiado por uma pequena secretaria sediada na Universidade Nacional de Singapura, em Singapura. Anteriormente, o secretariado era sediado em Londres e financiado pelo International Trust for Zoological Nomenclature. A Comissão auxilia a comunidade zoológica “através da geração e divulgação de informações sobre a utilização correta dos nomes científicos dos animais”. O ICZN publica o Código Internacional de Nomenclatura Zoológica, geralmente referido como “o Código” ou “Código ICZN”, uma convenção amplamente aceita que contém as regras para a nomenclatura científica formal de todos os organismos que são tratados como animais. As novas edições do Código são elaboradas pelo Comitê Editorial indicado pela Comissão. A 4ª edição do Código (1999) foi editada por sete pessoas. A Comissão também fornece decisões sobre problemas individuais trazidos à sua atenção, uma vez que a arbitragem pode ser necessária em casos contenciosos, onde a estrita aderência ao Código interferiria na estabilidade de uso. Essas decisões são publicadas extraordinariamente no Boletim de Nomenclatura Zoológica. A partir de 2017, o Boletim tornou-se um jornal apenas online e se juntou à BioOne, que hospeda do volume 65 em diante do Boletim (2008). Akita inu é uma raça de cães de grande porte do tipo Spitz originária das regiões montanhosas do Norte do Japão.
Existem duas variedades
distintas de Akita: um tipo japonês, comumente chamado Akita inu (“inu”
significa cão em japonês) ou Akita japonês, e um tipo americano,
reconhecido como Akita americano. A primeira grande alteração morfológica foi a
evolução de uma forma de adaptação de locomoção arborícola ou semiarborícola
para uma forma de locomoção bípede, com todas as suas adaptações decorrentes,
tais como um joelho valgo, um índice intermembral baixo (pernas longas
em relação aos braços), e redução da força superior do corpo. Os hominídeos são
descendentes de um ancestral comum. Esqueletos de gibão, humano, chimpanzé,
gorila e orangotango. Os humanos ancestrais desenvolveram um cérebro muito
maior, isto é, normalmente de 1 400 cm³ em seres humanos modernos, mais de duas
vezes o tamanho do cérebro de um chimpanzé ou gorila. O padrão de crescimento
pós-natal do cérebro humano difere de outros primatas e permite longos períodos
de aprendizagem social e aquisição da linguagem nos seres humanos juvenis. Os antropólogos
físicos argumentam que as diferenças entre a estrutura dos cérebros humanos, e
os dos outros macacos são ainda mais significativas do que as diferenças de
tamanho. Outras mudanças morfológicas significantes foram: a evolução de um
poder de aderência e precisão; um sistema mastigatório reduzido; a redução do
dente canino; e a descida da laringe e do osso hioide, tornando a fala
possível.
Uma importante mudança fisiológica
em humanos foi a evolução do estro oculto, ou ovulação oculta, o que
pode ter coincidido com a evolução de importantes mudanças comportamentais,
tais como a ligação em casais. Os relacionamentos sendo uma jornada contínua e
dinâmica de conexão e reconexão, como uma dança imóvel, metaforicamente,
alternando momentos de proximidade social e distância, revelando
simultaneamente complexidade e harmonia. Outra mudança significativa de
comportamento foi o desenvolvimento da cultura material, com objetos feitos
pelos humanos cada vez mais comuns e diversificados ao longo do tempo. A
relação social entre todas estas mudanças é ainda tema de debate. A evolução
humana é caracterizada por uma série de mudanças morfológicas, fisiológicas e
comportamentais que ocorreram desde a divisão entre o último ancestral comum
dos humanos e dos chimpanzés. As mais significativas dessas adaptações são o
bipedalismo obrigatório, o aumento do tamanho do cérebro e a diminuição do
dimorfismo sexual; neotenia, quando comparados a outras espécies de primatas. A
relação entre todas essas mudanças é objeto de debate contínuo. As forças da
seleção natural continuam a operar em populações humanas, com a evidência de
que determinadas regiões do genoma exibiram seleção direcional nos últimos 15
mil anos.
Para que possamos melhor especificar a questão tópica as quais derivam os grupos particularmente dedicados às ideias e ao conhecimento, isto é, a clericatura, denominam todas as coisas: pessoas, objetos, sensações, sentimentos e a intelligentsia, faremos uma distinção sobre a posição da classe intelectual e as duas culturas nas sociedades arcaicas, nas quais há, fora de dúvida e com frequência, uma extraordinária acumulação de savoir-faire e de conhecimentos sobre a vida vegetal e animal, os homens possuem por vezes um saber escondido ás mulheres, e essas, um saber desconhecido dos homens: os anciãos são, em geral, portadores da experiência e da sabedoria e há, entre os feiticeiros ou xamãs, um conhecimento visionário que é fonte, segundo Morin (1972), de terapias e de atos mágicos. São comuns ao conjunto de práticas e saberes da sociedade, por um lado, um rico pensamento cosmogônico e cosmológico, expresso sob a forma de mitos e, por outro lado, uma sabedoria de vida concentrada em máximas e provérbios. Nas sociedades teocráticas da Antiguidade, comparativamente, os saberes cosmológicos, mágico, mitológico e religioso foram concentrados nos espíritos, na casta de Sacerdotes/Magos. As verdades supremas, de caráter esotérico, não podiam ser divulgadas e o acesso exigia iniciação longa, na Idade Média ocidental a instrução é privilégio dos clérigos.
A sentinela é a pessoa
que tem a função de vigiar os outros e estar atento a qualquer perigo ou
ameaça, real ou imaginária. Por este motivo, é um termo técnico que se utiliza
primordialmente na esfera de influência militar. A estratégia militar exige um complexo
sistema de organização. Um elemento fundamental é a segurança das tropas que
formam um corpo militar. Neste contexto de segurança, a sentinela cumpre com
uma missão específica: vigiar e advertir qualquer tipo de perigo que seja
possível. O indivíduo que realiza esta função é normalmente uma figura ideal do
soldado que durante um tempo determinado se coloca em posição estratégica para
ter amplo campo de visão. Na segunda metade do século XVIII: o soldado se
tornou algo que se fabrica; de uma massa informe, de um corpo inapto, fez a
máquina de que se precisa; corrigiram-se aos poucos as posturas: lentamente uma
coação calculada percorre cada parte per se do corpo, assenhoreia-se dele,
dobra o conjunto, torna-o perpetuamente disponível, e se prolonga, em silêncio,
no automatismo dos hábitos (cf. Foucault, 2014); em resumo, foi “expulso o
camponês” e lhe foi dada a “fisiognomia de soldado”. O rosto seduz de forma
mais segura e ainda mais sutil do que as palavras. O rosto é objeto de um
trabalho pessoal, indispensável à conversão e ao comércio entre os homens.
Manuais de retórica, de fisiognomonia, livros de civilidade e artes de
conversação lembram incansavelmente da passagem do século XVI ao XVIII que o
rosto está no centro das percepções de si, da sensibilidade ao outro, dos
rituais da sociedade civil, das formas do político.
Trata-se de um privilégio antigo que reveste, porém, uma nova tonalidade a partir do início daquele século. Todos esses textos dizem e repetem que o rosto fala. Ou, mais precisamente, que pelo rosto é o indivíduo que se exprime. Um laço se esboça e depois é traçado, mais nitidamente entre sujeito, linguagem e rosto, um laço crucial para a elucidação moderna. As percepções do rosto são lentamente deslocadas, as sensibilidades à expressão se desenvolvem progressivamente. É um dos traços físicos essenciais do avanço do individualismo nas mentalidades. Um “individualismo de costumes” que Philippe Ariès atribui a um processo social geral de privatização que vai transformar profundamente a identidade individual entre estes últimos séculos e reconfigurar de maneira paradoxal as relações entre comportamentos públicos e privados: o que vai, por um lado, afirmar a proeminência do indivíduo e incitar a expressão pessoal. O indivíduo é, em diante, indissociável da expressão singular de seu rosto, com uma tradução corporal de seu eu íntimo. Mas, por outro lado, esse mesmo movimento que o incita a se exprimir leva-o ao mesmo tempo a se apagar, a mascarar o seu rosto, a encobrir sua expressão. As sentinelas ficam situadas em pontos específicos no exterior dos quartéis e costumam proteger-se das inclemências relacionais de apreensão do tempo e espaço no interior de uma guarita. Este soldado deve permanecer uniformizado e armado. Deve-se ressaltar a importância do papel social da sentinela sob a ótica militar, pois cumpre também disciplinarmente uma função social comunicativa, prêt-à-porter através de sua presença e por estar pronto para defender de qualquer eventualidade.
Se a sentinela não
cumprisse com essa função de prontidão certamente o recinto militar ficaria
desprotegido e suscetível a ataques. Fora do campo militar é possível também
empregar o conceito sentinela em um sentido figurado. Isso acontece com as
várias passagens da Bíblia e que “aparecem como sinônimo de guarda”. Por
exemplo, os querubins são descritos como guardiões da árvore da vida e o
Arcanjo Miguel tem a incumbência de cuidar do corpo de Moisés. A figura do
profeta Ezequiel também cumpre essa função como sentinela do “seu povo”, o nome
Ezequiel significa em hebraico “Deus é minha fortaleza”. Desta maneira, a ideia
de sentinela na Bíblia tem o papel de guardião em um sentido simbólico de
expiação. Os recrutas são habituados a manter a cabeça ereta e alta; a se
manter direito sem curvar as costas, a fazer avançar o ventre, a salientar o
peito, e esconder o dorso; e a fim de que se habituem essa posição lhes será
dada apoiando-os contra um muro, de maneira que os calcanhares, a batata da
perna, os ombros e a cintura encostem-se a ele, assim como as costas das mãos,
virando os braços para fora, se afastá-los do corpo, ser-lhes-á igualmente
ensinado a nunca fixar os olhos na terra, mas a olhar com ousadia aqueles
diante de quem eles passam, a ficar imóveis esperando o comando, sem mexer a
cabeça, as mãos nem os pés, enfim, marchar com passo firme, com o joelho e a
perna esticados, a ponta baixa e para fora.
Houve na história
durante a Época Clássica, uma descoberta da representação do corpo como objeto
de alvo e poder, ao corpo que se manipula, modelam-se, treina-se, que obedece,
responde, torna-se hábil ou cujas forças se multiplicam. O grande livro do homem-máquina
foi escrito simultaneamente em dois registros: no anátomo-metafísico, cujas
primeiras páginas haviam sido escritas por René Descartes e que os médicos, os
filósofos continuaram; o outro, técnico-político, constituído por um conjunto
de regulamentos militares, escolares, hospitalares e por processos empíricos e
refletidos para controlar ou corrigir as operações do corpo. Dois registros bem distintos, pois se tratava
ora de submissão e utilização, ora de funcionamento e de explicação: corpo
útil, corpo inteligível. E, portanto, de um ao outro, pontos de cruzamento. “O
homem-máquina” de La Mettrie é ao mesmo tempo uma redução materialista da alma
e, além disso, uma teoria geral do adestramento, no centro dos quais reina a
noção de “docilidade” que une corpo ao corpo analisável o corpo manipulável. Ipso
facto, é dócil, afirma Foucault, “um corpo que pode ser utilizado, que pode ser
transformado e aperfeiçoado”. O que há de novo?
Não é a primeira vez, certamente, não sendo a última, que o corpo é
objeto de investimentos tão imperiosos e urgentes; nas sociedades onde o corpo
está preso no interior de poderes apertados, que lhe impõem limitações,
proibições ou obrigações. Muitas são novas nessas técnicas. A escala, em
primeiro lugar: não se trata de cuidar do corpo, em massa, como se fosse uma
unidade indissociável, mas detalhadamente; de exercer sobre ele
uma coerção sem folga, de mantê-lo ao nível da mecânica – movimentos, gestos,
atitude, rapidez: poder infinitesimal sobre o corpo ativo.
O objeto humano, em seguida do controle: não, ou não mais os elementos significativos do comportamento ou a linguagem do corpo; mas a economia, a eficácia dos movimentos, sua organização interna; a coação se faz mais sobre as forças que sobre os sinais; a única cerimônia que realmente importa é a do exercício. A modalidade, implica coerção ininterrupta, constante, que vela sobre os processos da atividade mais que sobre seu resultado e se exerce de acordo com uma codificação que esquadrinha formalmente ao máximo o tempo, o espaço, os movimentos. Esses métodos que permitem o controle minucioso das operações do corpo, que realizam a sujeição constante de suas forças e lhes impõem uma relação de docilidade-utilidade, são o que podemos chamar as “disciplinas”. Muitos processos disciplinares existam há muito tempo: nos conventos, nos exércitos, nas oficinas também. Mas as disciplinas se tornaram no decorrer do século XVII e XVIII fórmulas gerais de dominação. Diferentes da escravidão, não se fundamentam numa relação de apropriação dos corpos. Diferentemente da domesticidade, quando nos vemos diante do imediato, que é uma forma de relação social de dominação constante, global, maciça, não analítica, ilimitada e estabelecida sob a forma da vontade singular do patrão, da questão de seu “capricho”. Diferentes da vassalidade que é uma relação de submissão altamente codificada, mas longínqua e que se realiza menos sobre as operações do corpo que sobre os produtos trabalho e as marcas rituais da obediência. Diferentes ainda do ascetismo e das “disciplinas” de tipo monástico, que têm por função realizar renúncias mais do que aumentos de utilidade e que, implicam obediência à outrem, têm como fim principal um aumento do domínio de cada um sobre seu próprio corpo.
O momento histórico das disciplinas é o momento de representação nas sociedades em que nasce uma arte de utilidade de uso do corpo humano, que visa não exclusivamente o aumento de suas habilidades, nem tampouco aprofundar sua sujeição, mas a formação de uma relação que no mesmo mecanismo o torna tanto mais obediente quanto é mais útil, e inversamente. Forma-se uma política das coerções que são um trabalho sobre o corpo, uma manipulação calculada de seus elementos, de seus gestos, de seus comportamentos. O corpo humano entra numa maquinaria de poder que o esquadrinha, o desarticula, o recompõe. Sem temor a erro assim se coloca o problema abstrato das relações desses procedimentos com o discurso. Mas eles não têm a fixidez repetitiva dos ritos, dos costumes ou dos reflexos, como ocorre via de regra com cidades da dimensão de Fortaleza – saberes que não mais ou ainda se articulam em discursos. Sua mobilidade se ajusta incessantemente a uma diversidade de objetivos e “golpes”, mas sem que dependam de uma elucidação verbal. Mas são de fato autônomas a este respeito? Táticas no discurso pode ser o ponto de referência formal de táticas sem discurso. Como também essas maneiras de pensar investidas em maneiras de fazer constituem um caso estranho – e maciço – das relações que tais práticas mantêm com teorias. Em Foucault, o drama se desenrola, como sempre, entre duas forças, cuja relação a astúcia do tempo inverte. Essas táticas vão se afinando e estendendo sem precisar recorrer a uma ideologia. Mediante um lugar celular do mesmo tipo para todos, elas aperfeiçoam a visibilidade e o reticulado desse espaço para transformá-lo num instrumento capaz de disciplinar, vigiando, e de tratar não importa que grupo humano.
Trata-se de detalhes tecnológicos, processos ínfimos e decisivos. Acabam vencendo a inércia por assim dizer da concepção de teoria e social: por eles se impõem a universalização da pena uniforme, a prisão, que inverte, a partir de dentro, as instituições revolucionárias e instala em toda parte o complexo “penitenciário” ocupando o lugar da justiça penal que os distingue. Esta notável técnica de interpretação historiográfica destaca ao mesmo tempo duas questões que não se devem, no entanto, confundir: de um lado, o papel decisivo dos procedimentos e dispositivos tecnológicos na organização de uma sociedade; de outro lado, o desenvolvimento excepcional de uma categoria particular desse dispositivo: a) como explicar o desenvolvimento privilegiado da série particular que é constituída pelos dispositivos panópticos? E, b) qual o estatuto de muitas séries que, prosseguido em seus silenciosos itinerários, não deram lugar a uma configuração discursiva nem a uma sistematização tecnológica? Poderiam ser consideradas como uma imensa reserva constituindo os esboços ou traços de desenvolvimentos diferentes. Outros dispositivos tecnológicos, e seus jogos relativamente duradouros à ideologia, foram já esquadrinhados por estudos recentes que sublinham também, embora em perspectivas diferentes, o seu caráter dominante. Mas parecem prevalecer durante um tempo mais ou menos longo, depois cair na massa estratificada dos procedimentos, enquanto vão dando lugar a outros através da representação do papel de informar um determinado sistema.
Uma escarpa, em geomorfologia, tem como representação social uma forma de relevo que é uma área de transição entre diferentes províncias fisiogeográficas que envolve uma elevação aguda superior a 49º, caracterizada pela formação de um penhasco ou uma encosta íngreme. O termo vem do italiano scarpa. A superfície desta encosta íngreme é chamada de “rosto da escarpa”. Imagem sombreada e colorida da Shuttle Radar Topography Mission, demonstrando um modelo altimétrico da Falha Alpina da Nova Zelândia, com aproximadamente 500 km de extensão. A escarpa é flanqueada por cadeias de montanhas entre a falha e as montanhas dos Alpes do Sul. No topo da figura está a direção Nordeste. As escarpas geralmente são formadas pela erosão diferencial de rochas cristalinas ou pelo movimento vertical da crosta terrestre ao longo de uma falha geológica. Em outras palavras, rampas aclíveis que surgem nas bordas de planaltos. As escarpas estão na transição entre uma série de rochas sedimentares para outra série de uma composição e datação diferente. As escarpas que são formadas por falhas geológicas surgem quando uma falha move a superfície terrestre de modo a que um lado fique mais alto que o outro, dando origem a uma escarpa de falha. Em 1788, logo após a chegada dos europeus na região de Sydney, Arthur Phillip (1738-1914) nomeou a área de Colinas de Carmarthen e Lansdowne.
As colinas de Carmarthen estavam ao Norte, e as de Lansdowne ao Sul. Porém, a área geograficamente logo passou a ser chamada de Montanhas Azuis, pela tonalidade que ela adquiria quando vista de longe. Acredita-se que a explicação sociológica para a cor seja a Teoria de Mie onde luz com comprimentos de onda mais curtos é espalhada pelas partículas da atmosfera, dando uma tonalidade azul-acinzentada para objetos distantes, incluindo montanhas e nuvens. Terpenoides voláteis emitidos em grandes quantidades pelas muitas árvores de eucalipto na região podem causar o espalhamento da luz, dando assim a cor azulada para névoa, que dá nome ao local. É uma região montanhosa da Austrália. Ela faz fronteira com Sydney, e está localizada 50 km a Oeste do centro de Sydney, perto de Penrith. O entendimento comum do tamanho das Montanhas Azuis é variado, já que ela é parte da grande área montanhosa associada com a cordilheira australiana. A Solução de Mie recebeu este nome devido ao seu desenvolvimento pelo físico alemão Gustav Mie (1868-1957). Entretanto, o físico dinamarquês Ludvig Lorenz (1829-1891) e outros independentemente desenvolveram a teoria da dispersão da onda plana eletromagnética por uma esfera dielétrica. Em contraste à dispersão de Rayleigh, a Solução de Mie ao problema da dispersão é válida para todos as possíveis razões entre diâmetros e comprimentos de onda, embora a técnica resulte em soma numérica ad infinitum. Em sua formulação original assume-se um material homogêneo, isotrópico e opticamente linear irradiado por uma infinita onda plana. Entretanto, soluções para esferas em camadas são também possíveis.
De acordo com a definição de 1970, a região das Montanhas Azuis faz fronteira com os rios Nepean e Hawkesbury ao Leste, com o rio Coxs e o lago Burragorang ao Oeste e Sul, e com os rios Wolgan e Colo ao Norte. Geograficamente, ela está situada na região central da bacia de Sydney. A extensão das Montanhas Azuis se estende da cordilheira e escarpas do planalto que saem da cordilheira australiana por 4.8 km ao Noroeste da falha de Wolgan até 96 km mais ou menos ao Sudeste, terminando em Emu Plains. Em mais ou menos dois terços de seu comprimento, é atravessada pela Great Western Highway e pela Main Western Railway, e será atravessada pelo túnel das Montanhas Azuis, quando completo. Há muitos povoados na região, como Katoomba, Blackheath, Mount Victoria e Springwood. Sua cordilheira forma a bacia hidrográfica entre o rio Coxs ao sul e os rios Grose e Wolgan ao Norte. A cordilheira engloba as cordilheiras do Explorador e de Bell. A área das Montanhas Azuis inclui o governo local da cidade de Blue Mountains. Desde o início da década de 2010, a biodiversidade e infraestrutura da região vêm sendo afetadas por grandes queimadas. Em 2018, 84 milhões de pessoas visitaram o local. As florestas de basalto das Montanhas Azuis e dos Planaltos do Sul são uma comunidade florestal proeminente dentro da ecorregião. O termo Teoria de Mie é um engano, já que não se refere a uma teoria física independente ou lei. A frase “a solução de Mie às equações de Maxwell é consequente e preferível. O termo “solução de Mie” é também usado em contextos mais amplos, por exemplo ao discutir soluções das equações de Maxwell para dispersão por esferas estratificadas ou por cilindros infinitos, ou geralmente quando trata-se problemas de dispersão resolvíveis pelo uso das equações exatas de Maxwell nos casos onde se pode escrever equações separadas para a dependência radial e angular das soluções. A economia da Austrália tem como maiores bases econômicas a mineração.
O país é o 2º maior exportador mundial de carvão e o 10º maior exportador de gás natural, o maior produtor mundial de minério de ferro, bauxita e opala, e o 2º maior produtor mundial de ouro, manganês e chumbo, entre outros. A pecuária, em vista que o país era, em 2018, o maior produtor de lã do mundo e o 5º maior produtor de carne bovina, e no âmbito do turismo foi o 7º maior em receitas turísticas em 2018 e na agricultura o país é um dos 10 maiores produtores mundiais de trigo, cevada e cana-de-açúcar e também de vinho. A Austrália tem uma economia de livre mercado com elevado PIB per capita e baixa taxa de pobreza. O dólar australiano é a moeda oficial da nação e também da Ilha Christmas, Ilhas Cocos (Keeling) e Ilha Norfolk, bem como dos independentes Estados-ilhas do Pacífico Kiribati, Nauru e Tuvalu. Após a fusão de 2006 da Australian Stock Exchange e da Sydney Futures Exchange, a Australian Securities Exchange é agora a nona maior bolsa de valores do mundo. Embora a agricultura e recursos naturais representem apenas 3% e 5% do Produto Interno Bruto (PIB), respectivamente, eles contribuem substancialmente para o desempenho da exportação. Os maiores mercados de exportação da Austrália são o Japão, a China, os Estados Unidos, a Coreia do Sul e a Nova Zelândia. O turismo é um importante setor da economia australiana. Em 2003/04, a indústria do turismo representou 3,9% do PIB da Austrália no valor de cerca de 32 bilhões de dólares australianos para a economia nacional. A participação do turismo no PIB tem vindo a decrescer ligeiramente nos últimos anos, representando 1,1% do total das exportações de bens e serviços. Os 10 países que mais enviam turistas para viagens de curta duração para a Austrália são Nova Zelândia, Reino Unido, EUA, China, Japão, Singapura, Malásia, Coreia do Sul, Hong Kong e Índia.
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