“Só se está intranquilo enquanto se tem esperanças”. Hermann Hesse (1877-1962)
Itália, oficialmente República Italiana, representa uma república parlamentar unitária localizada no Centro-sul da Europa. Ao Norte, faz fronteira com França, Suíça, Áustria e Eslovênia ao longo dos Alpes. A parte Sul consiste na totalidade da península Itálica, Sicília, Sardenha, as duas maiores ilhas no mar Mediterrâneo, e muitas outras ilhas menores ficam no entorno do território italiano. Os Estados independentes de San Marino e do Vaticano são enclaves no interior da Itália, enquanto Campione d`Italia é um exclave italiano na Suíça. O território do país abrange cerca de 301 338 km² e a maior parte do seu território tem um clima temperado sazonal. Com 58,9 milhões de habitantes em 2025, é a quinta nação mais populosa da Europa e a 25ª do mundo. Roma, a capital italiana, foi durante séculos o centro político e religioso da civilização ocidental como capital do Império Romano e como sede da Santa Sé. Após o declínio do Império Romano, a Itália sofreu inúmeras invasões de povos estrangeiros, desde tribos germânicas, como os lombardos e ostrogodos, aos bizantinos, aos normandos, entre outros. Séculos mais tarde, Itália tornou-se o berço das Repúblicas marítimas e do Renascimento, um movimento intelectual frutífero que seria fundamental na formação do pensamento social europeu. Durante grande parte de sua história pós-romana, a Itália foi fragmentada em vários reinos (o Reino da Sardenha; o Reino das Duas Sicílias e o Ducado de Milão, etc.) e Cidades-Estado, mas foi unificada em 1861, após um período tumultuado da história reconhecido como Il Risorgimento.
Entre o final do século XIX e o fim da Segunda Guerra Mundial, a Itália possuiu um império colonial que estendia seu domínio até à Líbia, Eritreia, Somália, Etiópia, Albânia, Dodecaneso e uma concessão em Tianjin, na China. A Itália moderna é uma república democrática, classificada como o 24º país mais desenvolvido do mundo e com índice de qualidade de vida entre os dez primeiros do planeta. O país goza de um alto padrão de vida e tem um elevado PIB nominal per capita. É um membro fundador da União Europeia e parte da Zona Euro, além de ser membro do G7, G20, OTAN, OCDE, Organização Mundial do Comércio, Conselho da Europa, União da Europa Ocidental e das Nações Unidas. A República Italiana tem o nono maior orçamento de defesa do mundo, acesso às armas nucleares da OTAN e um papel proeminente nos assuntos militares, culturais e diplomáticos europeus e mundiais, o que a torna uma das principais Potências Médias do mundo e uma Potência Regional de destaque na Europa. O país tem um elevado nível de escolaridade pública e é uma nação altamente globalizada. A Itália nasceu como um Estado unitário quando, em 17 de março de 1861, a maioria dos estados da península e as duas principais ilhas foram unidas sob o governo do rei da Sardenha Vítor Emanuel II da Casa de Saboia. O arquiteto da unificação da Itália foi o primeiro-ministro da Sardenha, conde Camillo Benso de Cavour (1810-1861), que apoiou, embora não diretamente, Giuseppe Garibaldi, com a anexação do Reino das Duas Sicílias pelo Reino da Sardenha-Piemonte.
O processo de unificação obteve a ajuda da França, que, juntamente com o Reino Unido, tinha interesse em criar um estado anti-Habsburgo liderado por uma dinastia amiga (Saboia) e capaz de impedir o surgimento de um estado republicano e democrático na Itália, desejado por alguns “patriotas”, como Mazzini e como já tinha acontecido em parte, em Roma, Milão, Florença e Veneza durante o movimento revolucionário de 1848. A primeira capital do reino foi Turim, a antiga capital do Reino da Sardenha e ponto de partida do processo de unificação da Itália. Depois da convenção de setembro de 1864, a capital foi transferida para Florença. Em 1866, a Itália anexou o Vêneto, até então na posse do Império Austríaco, na sequência da terceira guerra de Independência, na qual a Itália foi aliada da Prússia de Bismarck. A unificação não incluiu a Córsega, a região de Nice, cidade natal de Garibaldi, nem Roma e os territórios vizinhos, que estavam sob o controle do Papa e protegidos por tropas de Napoleão III. Graças à derrota da França pelos prussianos, após uma rápida ação militar em 20 de setembro de 1870, Roma também foi anexada e proclamada a capital do reino. Mais tarde, com o Tratado de Latrão, em 1929, o Papa obteve a soberania da cidade do Vaticano. Outra entidade autônoma dentro das fronteiras italianas é a República de San Marino. Mas mesmo após a conquista de Roma em 1870, a unificação da Itália ainda não estava completa, pois faltavam as “terras irredentas”: o Trentino, Trieste, a Ístria e a Dalmácia, que os nacionalistas clamavam como pertencentes à Itália. O Trentino, Trieste, a Ístria e Fiume foram anexados depois dos tratados de paz, após a I Guerra Mundial, impostos pela França, Reino Unido e Estados Unidos aos Impérios Centrais, perdedores da guerra.
Dinheiro de Velha (Lo Scopone Scientifico) tem como representação social um filme italiano de Luigi Comencini (1916-2007) lançado em 1972. Nascido na província de Bréscia, uma província italiana da região da Lombardia com cerca de 1 106 373 habitantes, densidade de 231 hab/km². Está dividida em 206 comunas, sendo a capital Bréscia. Durante a sua carreira, que conta com mais de quarenta filmes, dirigiu os mais importantes atores italianos de seu empo como os extraordinários Vittorio de Sica, Gina Lollobrigida, Alberto Sordi, Nino Manfredi, Marcello Mastroianni, Enrico Maria Salerno, Ugo Tognazzi e Claudia Cardinale. Comencini deve a sua fama internacional sobretudo à comédia Pane, amore e fantasia (Pão, Amor e Fantasia) (1953), interpretado por Vittorio de Sica e Gina Lollobrigida, que ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim. Em 1974, o seu filme “Delitto d´amore” representou a Itália no Festival de Cannes e, em 1986, realizou “Un ragazzo di Calabria”, que foi apresentado a concurso no Festival de Veneza em 1987, numa edição em que Comencini recebeu o Leão de Ouro pela sua carreira de realizador. Um catador de lixo e uma faxineira de uma favela romana sonham todos os anos em fazer fortuna quando seu velho amigo bilionário os convida para jogar scopa em italiano, “a vassoura” que tem como representação social um jogo de cartas italiano. É um dos jogos de cartas mais reconhecidos na Itália, juntamente com briscola. Também é popular no Brasil e na Argentina, principalmente na variante scopa a quindici, literalmente “scopa para quinze”, para onde foi levado por imigrantes italianos, e é difundido na Córsega e muito popular na Tunísia, onde é comumente chamado de chkobba. Dependendo da região, província ou mesmo vila, as regras do jogo e o sistema de pontuação variam. Geralmente é jogado por dois jogadores, ou duas equipes de dois jogadores, mas também pode ser jogado por três, quatro ou seis jogadores independentes. O jogo já era praticado em todas as regiões da Itália no século XVIII; no entanto, suas origens não são bem conhecidas.
Para jogar este jogo, tradicionalmente usa-se um baralho italiano, composto por 40 cartas nos naipes de copas, espadas, paus e ouros. Cada naipe inclui um ás, um valete, um cavalo, um rei e cartas com valores de 2 a 7. Também é possível usar um baralho francês, reduzido para 40 cartas (removendo os 8, 9 e 10). Os jogadores se espalham ao redor de uma mesa. Em seguida, um carteador é escolhido. O carteador distribui três cartas para cada jogador, começando pelo jogador à sua direita e prosseguindo no sentido anti-horário. Em seguida, o carteador vira quatro cartas com a face para cima na mesa. Se entre essas cartas houver três reis, ou se todas as quatro cartas forem reis, ninguém poderá “varrer” (scopa) durante o jogo, isto é, capturar todas as cartas na mesa em uma única rodada; a distribuição, portanto, não é válida e o carteador começa novamente. O jogador à direita do carteador começa: ele pode jogar uma carta virada para cima ou comprar uma vaza. Para comprar uma vaza, a carta do jogador deve ter o mesmo valor da carta que ele deseja comprar. Ele também pode comprar duas cartas se a soma dos seus valores for igual ao valor da carta jogada. Em ambos os casos, as cartas jogadas e compradas pelo jogador pertencem a ele e são removidas do jogo. Hierarquicamente as figuras de valete, dama e rei têm os seguintes valores: 8 - Valete, 9 - Cavaleiro e 10 - Rei. Exemplo: O jogador tem o 2 de ouros, o 5 de espadas e o 7 de paus. Na mesa, há o ás de ouros, o 5 de copas e o 6 de espadas. O jogador pode então: Coloque o 2 de moedas; combine o 5 de Copas com o 5 de Espadas; ou pegue o ás de ouros e o 6 de espadas com o 7 de paus. É proibido jogar uma carta que possa ser usada para ganhar uma vaza. Por exemplo, se um 2 e um 4 forem jogados, o jogador não pode jogar um 6 a menos que compre as duas cartas anteriores.
Escólio:
Uma bilionária americana idosa (Bette Davis) viaja pelo mundo conforme seus
caprichos e, em cada país, gosta de desafiar pessoas das favelas para grandes
jogos de cartas, a fim de provar que é rica porque é mais astuta. De certa
forma, sua fortuna é “merecida”. Seu jogo favorito é o “scopone scientifico”,
um jogo de memória e lógica. Mas as probabilidades estão contra ela, justamente
por ser tão rica. Como se trata de um jogo de azar e ela dobra a aposta a cada
rodada, tem certeza de que pode continuar indefinidamente e, portanto, ganhar
de forma esmagadora. Peppino (Alberto Sordi) e Antônia (Silvana Mangano) são
velhos amigos dessa senhora, pois ambos parecem conhecê-la há muito tempo.
Serão, portanto, seus adversários, mas também seus servos e amigos, em
um jogo interminável e episódico onde toda uma favela romana une seus recursos
para desafiar a “velha”. Com várias reviravoltas na trama, o filme, longe de
ser maniqueísta, oferece uma análise muito sutil das relações sociais,
emocionais e econômicas, explorando a relação de amor e amizade entre a velha
senhora e os dois pobres. Peppino e a rica americana simbolizam o choque entre
o subdesenvolvimento e o poder econômico. Aquele que possui o capital dá um
pouco de dinheiro ao proletário para que ele possa participar, mas sempre acaba
vencendo graças aos seus infinitos recursos financeiros. Lo scopone scientifico
pode ser uma fábula sobre o imperialismo econômico norte-americano
e os males de uma nova encarnação do colonialismo que ataca as mentes de
suas vítimas.
A comunidade de
barracos, localizada sob a mansão do bilionário, sonha, espera, sente-se viva,
apoia seus campeões e até lhes fornece assistência financeira. O filme não
apenas denuncia a agressão dos ricos, mas também o erro dos pobres, “que não
veem outra resposta para sua miséria senão a tentativa individual e fragmentada
de arrebatar um pouco da propriedade dos ricos”. Para Comencini, a miséria dos
desempregados e dos marginalizados só pode ser resolvida através de uma
convulsão social que os transcenda. Os conflitos de classe não se resolvem
através de compromissos, mas sim através de transformações radicais. Cleópatra,
filha de Peppino e Antônia, compreendeu isto e agiu radicalmente para destruir
as ilusões em que viviam os seus pais. Além disso, ao jogar uma carta que pode
comprar tanto uma única carta quanto uma combinação de cartas, o jogador deve
comprar o mínimo de cartas possível. Com uma carta, um jogador só pode capturar
uma ou duas cartas (mas não três ou quatro). No entanto, em muitas variantes, é
permitido capturar mais de duas cartas, multiplicando assim o alcance (ou seja,
capturar todas as cartas no tabuleiro): isso torna o jogo mais atraente. Assim
que todos os jogadores tiverem jogado suas três cartas, o carteador distribui
três novas cartas para cada jogador, e o jogo continua com o jogador à direita
do carteador até que não haja mais cartas. Nenhuma carta é reposta no centro da
mesa. Assim que o carteador jogar a última carta, o último jogador a ter ganho
uma vaza recolhe as cartas restantes na mesa. O carteador não pode fazer um
scopa na última vaza, mesmo que a carta ou a soma das cartas restantes na mesa
o permitam. Em seguida, os pontos de cada jogador ou equipe são calculados, e o novo distribuidor de cartas (à direita do anterior) começa novamente.
Como as partidas tem
começo e fim imediato. Os pontos são atribuídos ao final de cada rodada. Se
estiver jogando em equipes, os dois membros da equipe combinam suas cartas para
calcular os pontos. Há 4 pontos por rodada, distribuídos da seguinte forma: o
maior número de cartas; o maior número de moedas; o 7 de denários (il
settebello: os belos sete); as melhores cartas de cada naipe (la primeira).
Para determinar quem tem a primeira carta, cada jogador seleciona a melhor
carta que possui em cada naipe, de acordo com a ordem abaixo, e soma os valores
dessas quatro cartas: 7: vinte e um pontos; 6: dezoito pontos; como: dezesseis
pontos; 5: quinze pontos; 4: quatorze pontos; 3: treze pontos; 2: doze pontos; Rei,
cavalo e valete: dez pontos cada. Por exemplo, com o 7 de Copas e Pentáculos, o
6 de Paus e o Ás de Espadas, você marca (21 + 21 + 18 + 16) = 76 pontos. O
jogador com a maior pontuação total para as melhores cartas ganha o ponto
daquele item. Se duas equipes ou jogadores estiverem empatados em um dos itens,
nenhum ponto será atribuído para esse item. Por exemplo, se ambas as equipes
tiverem vinte cartas cada, nenhum ponto será atribuído pela quantidade de
cartas. O 7 de moedas é a carta que vale mais pontos em um jogo, pois contribui
para cada um dos quatro itens mencionados anteriormente. Além desses quatro
itens (e, portanto, dos quatro pontos), os jogadores recebem pontos adicionais
por cada scopa que fizerem durante o jogo. Um scopa é concedido se um jogador
pegar todas as cartas da mesa.
Se um 2 e um 4
permanecerem na mesa e um jogador os pegar junto com um 6, ele marca um scopa.
Para facilitar a contagem dos scopas, uma das cartas da rodada é virada para
cima. Quando, na última rodada, o jogador que ganhou a última rodada recolhe
todas as cartas, ele não marca um scopa. Jogamos até que uma equipe marque onze
(ou dezesseis, ou vinte e um) pontos e tenha mais pontos que as outras equipes.
I - Com mapas franceses: Ao jogar com cartas francesas, doze cartas devem ser
retiradas do baralho. A maneira mais simples é remover todas as figuras
(valete, dama e rei) e jogar apenas com as cartas numeradas. Também podemos
remover o 8, o 9 e o 10, e a dama passa a corresponder ao cavalo. Tradicionalmente,
os diamantes substituem as moedas para a contagem de pontos (espadas são
espadas, copas são copas e paus são paus). II - Il ponino: O jogador que
capturar os quatro cavalos dobra seus pontos Scopa totais na partida (bônus da
Scuderia). Se jogar em equipes, o mesmo companheiro de equipe deve capturar os
quatro cavalos (não a equipe inteira), mas são os pontos Scopa da equipe que
são dobrados. III - O Napoleão: Um jogador ou dupla de jogadores faz uma napola
(também chamada de napoli ou napoletana) se pegar pelo menos o ás, o dois e o
três das moedas. Uma napola vale pelo menos três pontos, mas se o jogador
também pegar o quatro das moedas, vale quatro. Se pegar o quatro e o cinco,
vale cinco; se pegar o quatro, o cinco e o seis, vale seis, e assim por diante.
Uma napola que vale 10 pontos é feita se o jogador pegar todas as moedas;
também é chamada de napoleone ou maratona. Esta regra não se aplica em todos os
lugares e quase nunca é usada no escopo científico. A pontuação máxima que se
pode obter numa única rodada num jogo com um napola é 32 (4 pontos de jogo + 18
pontos de scopa + 10 pontos de napola).
Alguns jogadores seguem
a regra de que o jogador ou dupla que conseguir um napoleão vence o jogo
imediata e automaticamente. IV - O Escopone e o Escopone Scientifico: Scopone é
baseado no jogo Scopa. Neste jogo, disputado por duas equipes de dois
jogadores, os membros da equipe sentam-se frente a frente, e o carteador
distribui nove cartas para cada jogador e vira quatro cartas com a face para
cima na mesa. O jogo segue as regras clássicas até que cada jogador fique sem
cartas na mão, momento em que a pontuação é feita da mesma forma que no Scopa. Uma
variante do Scopone é o Scopone Científico. Nesta variante, o carteador
distribui todas as cartas no início do jogo e não revela nenhuma carta na mesa.
Cada jogador, portanto, começa o jogo com dez cartas na mão, e o jogador à
direita do carteador inicia o jogo jogando a primeira carta com a face para
cima. Esta variante do jogo pode ser jogada em torneios ou competições por
equipes. Esta última variante é chamada de científica (do italiano Scientific)
porque as táticas são mais elaboradas. Há alguma incerteza quanto às datas dos
primeiros relatos escritos do jogo de scopone Scientific, mas todos
esses escritos formalizam as táticas a serem aplicadas e concordam em dois
conceitos fundamentais.
Primeiro, a memorização das cartas já jogadas e, portanto, a gestão das cartas ainda detidas pelos quatro jogadores, que são as cartas restantes a serem jogadas: a equipe do carteador se esforça para garantir que o número de cartas com o mesmo valor permaneça par entre as cartas restantes a serem jogadas, enquanto a equipe adversária tenta garantir que seu número seja ímpar (por exemplo, capturando várias cartas em uma única jogada). O segundo conceito mais importante no decorrer de um jogo é a gestão adequada dos 7 restantes a serem jogados, dependendo se cada jogador faz parte da equipe do carteador ou não, e dependendo do número de 7 que eles possuem. O scopone Scientific está no centro da trama de um filme homônimo de Lugi Comencini, O Dinheiro da Velha (em italiano: Lo scopone scientifico). V - La escopo di quindici (A escopo dos quinze). As regras são idênticas, exceto que uma vaza é ganha quando a soma das cartas é igual a quinze. Por exemplo: 7 leva 8 (e vice-versa), dama leva 7, cavalo leva 6, rei leva 5 e todas as combinações (rei leva 4 e às), 7 leva 4 e 4... V - O escopão de Trento: Nesta variante do Scopone, o jogo é disputado até um máximo de vinte e um pontos em vez de onze. O ás, o 2 e o 3 das moedas valem o seu valor nominal como pontos adicionais. Se uma equipe ganhar todas as moedas, vence imediatamente. VI - A escopo d`Assi ou Asso piglia tutto: Nessa variante, o às capturas todas as cartas da mesa. Essa mão pode ser considerada um scopa, de acordo com o costume. VII - O re bello: Em re bello (“belo rei”), o rei de moedas também vale um ponto, assim como o 7 de moedas. VIII - Scopa perdeu: Em scopa a perdere, o jogador ou dupla de jogadores perdedores é aquele que marca mais pontos, até um máximo de 21.
Os vencedores são aqueles que marcam menos pontos. IX - A Fratura Scopa: Ironicamente descrita como a scopa mais elegante (o fraque é um tipo de traje formal), seu nome é, na verdade, um acrônimo para Valete, Rei, Ás e Cavaleiro - em outras palavras, as únicas cartas que valem pontos nesta variante. Cada uma dessas cartas vale um ponto, as outras zero, totalizando 16 pontos por rodada (os quatro ases e as doze figuras). Ao final (seguindo as regras clássicas da scopa), o jogador com mais pontos na rodada vence. Se o placar estiver empatado em 8 a 8, o vencedor é o jogador que capturou o Rei de Ouros. Diferentemente do scopa tradicional, se você jogar uma carta na mesa e houver outra de mesmo valor, ou duas que somadas tenham o mesmo valor, não é obrigatório pegar apenas essa carta. X - A escoba: Na Espanha, o jogo de scopa é chamado de escoba. Os quatro naipes são nomeados: oros (ouro = moedas), copas (copos), espadas (espadas) e bastos (palitos). O jogo é idêntico à sua versão italiana. XI - A cirula: Esta variante, também chamada de acchiappaquindici (captura de quinze), é uma evolução do scopa di quindici. Capturas também são possíveis quando a soma da carta jogada e de uma ou mais cartas na mesa é igual a 15. Os outros tipos de captura do scopa também são jogados nesta variante. Ela é jogada com todas as regras, cujas variações ficam a critério dos jogadores. A característica única é que, após cada distribuição de três cartas, cada jogador olha sua mão: se a soma das cartas for igual ou menor que 9 (por exemplo, um 5 de espadas, um ás de ouros e um 2 de copas), ele tem uma cirulla. Se as três cartas forem idênticas, ele tem um cirullone.
Quando chega a vez do
jogador, ele diz em voz alta “cirulla” ou “cirullone” e revela sua mão, que
permanece visível durante todo o jogo. Uma cirulla vale três pontos
(três scopas adicionais são contados então), e um cirullone vale dez. Além
disso, se um jogador tiver o 7 de Espadas, e somente se isso lhe permitir
declarar uma das duas combinações, ele poderá alterar o valor da carta como
achar melhor. Por exemplo, se ele tiver o 7 de Espadas e dois ases, quando
chegar a sua vez, ele declara um cirullone. O 7 de Espadas, transformado em um
ás neste caso, mantém seu novo valor para a rodada! XII - O jogo de Scopa, tal
como é jogado na Argélia. O jogo de scopa (pronuncia-se chkop com um “o”
aberto) era comumente jogado no Leste da Argélia (Annaba) antes da Independência,
provavelmente trazido para lá pelos numerosos imigrantes italianos. As regras
do jogo são as mencionadas acima, com os seguintes esclarecimentos: O jogo é
disputado até 21 pontos. Um jogador pode pegar mais de duas cartas em uma
rodada. Quatro pontos são concedidos fora do escopo: o septebel
(pronuncia-se seh-teh-bel), os deinars (pronuncia-se deh-nar),
as cartas e o primeiro. O primeiro vai para o jogador com mais 7s e, em caso de
empate em 7s, para o jogador com mais 6s. Se, por exemplo, dois jogadores
tiverem dois 7s e dois 6s, respectivamente, o primeiro é chamado de empate e o
ponto não é concedido. Finalmente, durante a distribuição inicial, nenhuma das
quatro cartas colocadas na mesa pode ser duplicada. Neste caso, quando ocorrer,
uma das duas cartas duplicadas é então devolvida ao baralho e outra é comprada
em seu lugar.
Chkobba ( شكبة ),
também grafado chkouba ou chcobba, é um jogo de cartas derivado
do scopa (um jogo de cartas) e trazido para a Tunísia por imigrantes italianos.
É jogado com um baralho francês padrão de 40 cartas. Os quatro naipes
tradicionais (copas, ouros, paus e espadas) consistem em 10 cartas: o ás, as
cartas numeradas de 2 a 7 e as figuras (valete, dama e rei). A dama representa
o 8, o valete o 9 e o rei o 10. O objetivo do jogo é ter o maior número de
cartas, o maior número de moedas e o maior número de 7s (o 6 desempata), cada
um valendo um ponto. Um 7 de moedas vale um ponto adicional; e cada chkouba
(retirar todas as cartas da mesa em uma única rodada) vale um ponto. O ponto concedido por obter 7s (e 6s em caso de
empate) é chamado de “bormilla” em árabe tunisiano e pode derivar de uma
corruptela do italiano “primiera”. Além das fronteiras da Tunísia, o dialeto
tunisiano é falado também no Nordeste da Argélia e na parte ocidental da
Tripolitânia (no Noroeste da Líbia), mas cada um com diferentes sotaques. Na
Tunísia em si também ainda há dialetos berberes falados na região Sul. As
moedas (que correspondem aos quadrados no sistema chkobba tunisiano) são
chamadas de “dinari”. O 7º “dinari” é chamado de “sabha el haya” (os 7 vivos,
tradução literal). A origem desse nome é desconhecida. Um empate em um critério
é chamado de “baji”. Nesse caso, nenhum ponto é atribuído para esse critério.
A palavra matemática
vem do grego antigo máthēma e significa “aquilo que se aprende”, “aquilo que se
conhece”, assim como “estudo” e “ciência”. A palavra passou a ter o significado
mais restrito e técnico de “estudo matemático” mesmo no período clássico. Seu
adjetivo é mathēmatikós (μαθηματικός), que significa “relacionado à
aprendizagem” ou “estudioso”, que também passou a significar “matemático”. Em
particular, mathēmatikḗ tékhnē (μαθηματικὴ τέχνη; em latim: ars mathematica)
significava “a arte matemática”. Da mesma maneira, uma das duas principais
escolas de pensamento do pitagorismo era reconhecida em grego antigo como
mathēmatikoi (μαθηματικοί) — que na época significava “alunos” ao invés do
significado moderno dado ao termo “matemáticos”. Os pitagóricos foram
provavelmente os primeiros a restringir o uso da palavra apenas ao estudo da
aritmética e da geometria. Na época de Aristóteles (384-322 a.C.) este
significado foi totalmente estabelecido. Em latim até cerca de 1700, o termo
matemática tinha como significado mais comum “astrologia” (ou às vezes
“astronomia”); isto mudou gradualmente para o significado atual entre 1500 e
1800. Esta mudança resultou em vários erros de tradução: a advertência de Santo
Agostinho de que os cristãos deveriam tomar cuidado com os mathematici, que
significa “astrólogos”, às vezes é mal traduzida como “uma condenação dos
matemáticos”.

Bibliografia Geral Consultada.
GARDNER, Martin, Divertimentos
Matemáticos. São Paulo: Editora Ibrasa, 1967; HUIZINGA, Johan, Homo
Ludens: O Jogo como Elemento da Cultura. São Paulo: Editora Perspectiva,
1971; WITTGENSTEIN, Ludwig, Tratado Lógico-Filosófico. Investigações
Filosóficas. Lisboa: Editor Fundação Calouste Gulbenkian, 1995; FREIRE,
Paulo, Extensão ou Comunicação? Tradução de Rosisca Darcy de Oliveira.
Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1983; Idem, Pedagogia da Autonomia: Saberes
Necessários à Prática Educativa. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1996; TAHAN,
Malba, Matemática Divertida e Curiosa. Rio de Janeiro: Editora Record,
1998; DUFLO, Colas, O Jogo de Pascal a Schiller. Porto Alegre: Artmed
Editora, 1999; QUEIROZ, Sávio Silveira, Inteligência e Afetividade na
Dialética de Jean Piaget: Um Estudo com o Jogo da Senha. Tese de Doutorado.
Instituto de Psicologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2000; JANNUZZI,
Giovanni, Breve História de Italia. 11 ed. Buenos Aires: Ediciones
Letemendía, 2005; OLIVEIRA, Maria Lúcia de “Escola Não é Lugar de Brincar?”.
In: ARANTES, Valéria Amorim (Org.). Humor e Alegria na Educação. São
Paulo: Summus, 2006, p. 75-102; AMAL RAHIF, Suleiman, O Jogo e a Educação Matemática:
Um Estudo sobre as Crenças e Concepções dos Professores de Matemática quanto ao
Espaço do Jogo no Fazer Pedagógico. Dissertação de Mestrado em Educação
Escolar. Faculdade de Ciências e Letras. Araraquara: Universidade Estadual
Paulista, 2008; PICK, Daniel, Roma ou Morte. As Obsessões do General
Garibaldi. 1ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2009; ANGIOLINO, Andrea; SIDOTI, Beniamino,
Dizionario dei Giochi. Bolonha: Editore Zanichelli, 2010; ACCORDI, Iury;
AMBROSIO-ACCORDI, Andreia, “Resgate do patrimônio lúdico de idosos
institucionalizados da região do Contestado Santa Catarina, Brasil”. In: Revista
Práxis Saberes da Extensão. João
Pessoa, vol. 8, n° 17, pp. 106-121, jan./abri., 2020; SILVA, Mário Ferreira da;
BARROS, Sérgio Alexandre Pereira, Depois de Itália, a Obra Informal.
Porto: Faculdade de Belas Artes. Porto: Universidade do Porto, 2024; SÁ, Gonçalo,
“De Pasolini a Johnny Depp: Festa do Cinema Italiano está de volta com
raridades, antestreias e sessões especiais”. In: https://sapo.pt/artigo/17/03/2026; entre outros.
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