“Culto é aquele que sabe onde encontrar aquilo que não sabe”. Georg Simmel
O nome Espanha provém de Hispânia,
nome segundo o qual os romanos designavam geograficamente a Península Ibérica. O
nome Ibéria era o que imaginavam os gregos à Península embora houvesse outras
designações dadas pelos povos antigos. O fato social de o termo Hispânia não
ter uma raiz latina resultou na formulação de diversas teorias históricas
e sociais sobre a sua origem, algumas controversas. A opção mais consensual
seria a de que o nome Hispânia provém historicamente do fenício i-spn-ea.
Os romanos tomaram essa denominação dos vencidos cartaginenses, interpretando o
prefixo i como costa, ilha ou terra, e o sufixo ea com o
significado de região. O lexema spn foi traduzido como coelhos, na
realidade dassies, animais comuns no Norte da África. O topônimo
Espanha, evolução da designação do Império Romano Hispânia era, até ao século
XVIII, apenas descritivo da Península Ibérica, não se referindo a um país ou
Estado específico, mas sim ao conjunto representado de todo o território
ibérico e dos países que nele se incluíam. A Espanha é unificada durante o
Iluminismo, também chamado de Séculos das Luzes, Século da Razão,
Ilustração e Esclarecimento, isto é, tendo como representação
social o movimento intelectual e filosófico que ocorreu na Europa nos
séculos XVII e XVIII. Apresentou uma série de ideias sociais centradas no valor
do conhecimento aprendido por meio do racionalismo e do empirismo estruturado no continmente europeu. E ideais
políticos como o direito natural, a liberdade e o progresso, a tolerância, a
fraternidade, o governo constitucional e a separação formal entre Igreja e
Estado segundo os quais até então era um conjunto de reinos juridicamente e
politicamente independentes governados pela mesma monarquia.
O Iluminismo foi precedido e se sobrepõe à Revolução Científica e ao trabalho de Johannes Kepler, Galileu Galilei, Francis Bacon, Pierre Gassendi e Isaac Newton, entre outros, bem como à filosofia racionalista de Descartes, Hobbes, Spinoza, Leibniz e John Locke. Alguns datam o início do Iluminismo com a publicação do Discurso sobre o Método, de René Descartes, em 1637, com seu método de desacreditar sistematicamente em tudo, a menos que houvesse uma razão calculadora bem fundamentada para aceitá-lo, e apresentando seu famoso ditado, cogito, ergo sum (“Penso, logo existo”). Outros citam a publicação dos Principia Mathematica de Isaac Newton (1687) como o ponto culminante da extraordinária Revolução Científica e o início tendo como parti pris o Iluminismo. Os historiadores europeus tradicionalmente datam seu início com a morte de Luís XIV da França em 1715 e seu fim com a eclosão da Revolução Francesa em 1789. Muitos historiadores datam agora o fim do Iluminismo como o início do século XIX, sendo o último ano proposto a morte de Immanuel Kant em 1804. Na realidade, períodos históricos não têm datas de início ou término claramente definidas. Filósofos e cientistas do período divulgaram suas ideias por meio de reuniões em academias científicas, lojas maçônicas, salões literários, cafés e em livros impressos, periódicos e panfletos.
As ideias do Iluminismo minaram as autoridades monárquicas e religiosas e abriram caminho para as revoluções políticas dos séculos XVIII e XIX e de movimentos sociais do século XIX, incluindo o liberalismo, o socialismo e o neoclassicismo, remontam a sua herança intelectual ao Iluminismo. As doutrinas centrais do Iluminismo eram a liberdade individual e a tolerância religiosa, em oposição à monarquia absoluta e ao poder das autoridades religiosas. O Iluminismo foi marcado por uma crescente consciência da relação entre a mente e a mídia cotidiana do mundo globalizado e por uma ênfase no método científico e no reducionismo, juntamente com um questionamento crescente da ortodoxia religiosa - uma atitude capturada pelo ensaio de Kant respondendo à pergunta: O que é o Iluminismo? onde a frase sapere aude (“ousar saber”) pode ser encontrada. A Era do Iluminismo foi precedida e intimamente associada à Revolução Científica. Os primeiros filósofos cujo trabalho influenciou o Iluminismo incluem Francis Bacon, Pierre Gassendi, René Descartes, Thomas Hobbes, Baruch Spinoza, John Locke, Pierre Bayle e Gottfried Wilhelm Leibniz. Algumas das principais figuras do período incluem Cesare Beccaria, George Berkeley, Denis Diderot, David Hume, Immanuel Kant, Lord Monboddo, Montesquieu, Jean-Jacques Rousseau, Adam Smith, Hugo Grotius e Voltaire. Desnecessário dizer que uma publicação influente do Iluminismo foi a Encyclopédie. Publicado entre 1751 e 1772 em 35 volumes, foi compilado por Diderot, Jean le Rond d`Alembert e uma equipe de 150 pessoas.
A obra ajudou a disseminar hic et nunc as ideias do Iluminismo no velho continente e além. René Descartes, amplamente considerado uma figura seminal no surgimento da filosofia e da ciência modernas. O empirismo de Bacon e a filosofia racionalista de Descartes lançaram as bases para o pensamento iluminista. A tentativa de Descartes de construir as ciências sobre uma base metafísica segura não foi tão bem-sucedida quanto seu método de dúvida aplicado em áreas filosóficas, levando a uma doutrina dualista de mente e matéria. Seu ceticismo foi refinado pelo Ensaio acerca do Entendimento Humano (1690), de John Locke, e pelos escritos de David Hume na década de 1740. O seu dualismo foi desafiado pela afirmação intransigente de Espinoza sobre a unidade da matéria nas obras Tractatus (1670) e Ética (1677). Segundo Jonathan Israel, estes estabeleceram duas linhas distintas de pensamento iluminista: primeiro, a variedade moderada, seguindo Descartes, Locke e Christian Wolff, que buscava acomodação entre a reforma e os sistemas tradicionais de poder e fé, e, segundo o Iluminismo Radical, inspirado na filosofia de Espinoza, defendendo a democracia, a liberdade individual, a liberdade de expressão e a erradicação da autoridade religiosa.
A variedade moderada
tendia a ser deísta, enquanto a tendência radical separava inteiramente a base
da moralidade da teologia. Ambas as linhas de pensamento acabaram por ser
combatidas por um contrailuminismo conservador que procurava um regresso à fé. Em meados do século XVIII, Paris se tornou o
centro da atividade filosófica e científica, desafiando doutrinas e dogmas
tradicionais. Após o Édito de Fontainebleau em 1685, a relação entre a igreja e
o governo absolutista ficou muito forte. O iluminismo surgiu meios as
circunstâncias, ganhando terreno com o apoio de Madame de Pompadour, amante de
Luís XV. Chamado de Siècle des Lumières, o movimento filosófico do
Iluminismo já havia começado no início do século XVIII, quando Pierre Bayle (1647-1706)
lançou a crítica popular e acadêmica do Iluminismo à religião. Como cético,
Bayle aceitava apenas parcialmente a filosofia e os princípios da
racionalidade. Ele traçou uma fronteira rígida entre moralidade e religião. O
rigor de seu Dictionnaire Historique et Critique influenciou muitos dos
enciclopedistas iluministas. Em meados do século XVIII, o Iluminismo francês
encontrou um foco no projeto da Encyclopédie. O movimento filosófico foi
liderado por Voltaire e Rousseau, que defendiam uma sociedade baseada na razão
e não na fé e na doutrina católica, uma nova ordem civil baseada na lei natural
e uma ciência baseada em experimentos e observações. O filósofo político
Montesquieu introduziu a ideia de separação de poderes em um governo, um
conceito que foi adotado com entusiasmo pelos autores da Constituição dos
Estados Unidos da América.
Embora os filósofos do
Iluminismo francês não fossem revolucionários e muitos fossem membros da
nobreza, suas ideias desempenharam um papel importante em minar a legitimidade
do Antigo Regime e moldar a Revolução Francesa. Francis Hutcheson, um filósofo
moral e figura fundadora do Iluminismo escocês, descreveu o princípio
utilitário e consequencialista de que a virtude é aquilo que proporciona, em
suas palavras, “a maior felicidade para o maior número”. Muito do que está
incorporado no método científico (a natureza do conhecimento, evidência,
experiência e causalidade) e algumas atitudes modernas em relação à ciência e
religião foram desenvolvidas pelos protegidos de Hutcheson em Edimburgo: David
Hume e Adam Smith. Kant tentou conciliar o racionalismo e a crença religiosa, a
liberdade individual e a autoridade política, bem como traçar uma visão da
esfera pública através da razão privada e pública. A obra de Kant continuou a
moldar o pensamento alemão e, na verdade, toda a filosofia europeia, até ao
século XX. Neste aspecto vale lembrar que Mary Wollstonecraft (1759-1797), foi escritora,
filósofa, e defensora dos direitos da mulher inglesa. Até finais do século XX,
a vida de Wollstonecraft e suas várias relações pessoais não convencionais
àquela altura, receberam mais atenção do que a sua escrita. Foi uma das
primeiras filósofas feministas da Inglaterra. Ela defendia uma sociedade baseada na razão e
que tanto as mulheres quanto os homens comparativamente deveriam ser tratados
como seres racionais. Ela é mais reconhecida por sua obra A Vindication of
the Rights of Woman (1791).
Até à data da unificação a monarquia era
formada por um conjunto de reinos associados por herança e união dinástica ou
por conquista. A forma de governo era reconhecida como aeque principaliter,
os reinos eram governados cada um de forma independente, como se tivesse cada
reino o seu próprio rei, cada reino mantinha o seu próprio sistema legal, a sua
língua, os seus foros e os seus privilégios. As Leyes de Extranjeria
determinavam que o natural de qualquer um dos reinos era estrangeiro em todos
os outros reinos ibéricos. A constituição de 1812 adota o nome As Espanhas
para a nova nação. A constituição de 1876 adota pela primeira vez o nome
Espanha. Os termos “as Espanhas” e “Espanha” não eram equivalentes, e eram
usados com muita precisão. O termo As Espanhas referia-se a um conjunto
de unidades jurídico-políticas, ou seja, referia-se a um conjunto de reinos
independentes, primeiramente apenas aos reinos cristãos da Península Ibérica,
depois apenas aos reinos unidos sobre a mesma monarquia.
O termo Espanha etimologicamente
referia-se a um espaço geográfico e cultural que englobava diversos reinos
independentes. A partir de Carlos V o uso do título Rei das Espanhas,
referia-se à parte da Espanha que não incluía Portugal, mas esta designação era
apenas uma forma de designar coletivamente um extenso número de reinos, uma
abreviação, que não tinha validade jurídica, para uma longa lista de títulos
reais cuja forma oficial era rei de Castela, de Leão, de Aragão, de Navarra, de
Granada, de Toledo, de Valência, da Galiza, de Maiorca, de Menorca, de Sevilha,
etc., da mesma forma utilizava-se o título Sua Majestade Lusitana para o rei de
Portugal, ou rei Lusitano. O uso da designação de “reis de Espanha” pelos reis colonialistas
Fernando e Isabel foi considerado uma ofensa pelo rei de Portugal que
considerava que o nome designava a Península. A última vez que Portugal
protestou oficialmente o uso do termo “coroa de Espanha” ou “monarquia de
Espanha” pelo governo de Madrid foi, supõe-se, durante o Tratado de Utrecht
em 1714. Atualmente o nome “Península Hispânica” não é aceite pelos
portugueses, sendo que a designação usada é a de Península Ibérica. A partir de
1640, com a Restauração da Independência de Portugal, a designação “Rei da
Espanha” manteve-se, apesar de a união dinástica já não englobar toda a
Península.
A Desconhecida (em castelhano: La Desconocida)
tem como representação social um filme de suspense de 2026 realizado por Gabe
Ibáñez e escrito por Lara Sendim baseado no romance de Rosa Montero e o
jornalista e escritor francês Olivier Truc. Nos principais papéis estão Ana
Rujas, Candela Peña e Pol López. A trama dramatúrgica passa-se entre Barcelona,
a capital da comunidade autônoma da Catalunha, Espanha, bem como o segundo
município mais populoso do país, com uma população de 1,6 milhão dentro dos
limites da cidade e Algeciras, um município e cidade portuária do Sul de
Espanha, na província de Cádis, comunidade autônoma da Andaluzia. O município
tem 85,9 km² e em 2021 tinha 122 982 habitantes. Localiza-se perto da cidade
Gibraltar, ligeiramente mais a Norte do que Tarifa, que é a cidade mais a Sul
da Europa continental. O moderno porto de Algeciras é o 24º mais movimentado do
mundo (5º da Europa e 1º do Mar Mediterrâneo e da Espanha, com bastante tráfego
de e para África. Ainda existe uma linha regular de navios porta-contêiners
para a América do Sul (Santos, Montevidéu, Buenos Aires). Existe um serviço
regular de ferry-boats para Tânger (Marrocos) e para o enclave espanhol
de Ceuta. Devido a esses transportes, existem bastantes hotéis e estalagens. Uma
importante indústria é a refinaria da Compañía Española de Petróleos que
fornece tanques na baía de Algeciras, tanques esses que uma vez cheios se
deslocam para as águas de Gibraltar para venderem o combustível com taxas mais
baratas.
A cidade foi palco da Conferência
de Algeciras, em 1906. Encontrada por um guarda de segurança num contentor
do Porto de Barcelona, uma mulher incapaz de se lembrar da sua identidade é
levada para um hospital para realizar check-up, onde sofre por razões
desconhecidas tentativa de assassinato. A sargento da polícia Anna Ripoll e o
cabo Quique Zárate assumem a investigação. A Netflix revelou o projeto com uma
lista de outros filmes futuros num encontro da indústria cultural durante o 72º
Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, em setembro de 2024. Naquela
conjuntura específica de San Sebastián, a realização estava prevista para Eva
Vives. Adaptado por Lara Sendim é baseado no romance La Desconocida
(Alfaguara & Points, 2023) de Rosa Montero e Olivier Truc. A 2 de junho de
2025, a Netflix anunciou o início das filmagens e o elenco. A realização é
assinada por Gabe Ibáñez, reconhecido por filmes de ficção científica como Autómata
(2014), de ficção científica búlgaro-espanhol coescrito e realizado por Gabe
Ibáñez. O filme teve uma exibição limitada nos cinemas de Espanha, distribuída
pela Tripictures, a 29 de maio de 2026. Dirigido por Gabe Ibáñez, o filme A
Desconhecida acompanha uma mulher encontrada quase morta dentro de um contêiner,
sem qualquer lembrança sobre sua identidade ou sobre os responsáveis por sua
situação. Enquanto tenta reconstruir o próprio passado, ela se vê no centro de
uma investigação que envolve tráfico humano, corrupção e segredos que
atravessam fronteiras.
Barcelona está
localizada na costa Nordeste da Península Ibérica, de frente para o Mar
Mediterrâneo, em uma planície de aproximadamente 5 km largamente limitada pela
cordilheira de Collserola, o rio Llobregat a Sudoeste e o rio Besòs ao Norte.
Esta planície cobre uma área de 170 km² dos quais 101 km² são ocupados pela
própria cidade. Em seu topo, está localizado o Tibidabo, a planície e os deltas
dos rios Besòs e Lobregat, que, juntamente com o litoral, delimitam seu
território. Localiza-se cerca de 160 km ao sul das montanhas dos Pirenéus. A
população da cidade é de 1 595 110 habitantes, sendo que a população da área
metropolitana é de 3 161 081. A população da província é de 5 226 354, mas
cobre apenas 7 773 km² da cidade. Barcelona tem um clima mediterrânico, segundo
a classificação climática de Köppen: Csa, com invernos suaves e úmidos e verões
quentes e secos. Sua temperatura média anual é de 21°C durante o dia e 14 °C à
noite. A temperatura média anual do mar é de cerca de 20 °C. No mês mais frio,
janeiro, a temperatura tipicamente varia entre 7 até 17 °C durante o dia e de 4
a 10 °C durante a noite, enquanto a temperatura média do mar fica em torno de
13 °C.
Anna recebe a ajuda do
policial Quique Zárate, interpretado por Pol López. A relação entre os dois
funciona como um dos motores da narrativa. Quique possui um comportamento
agressivo, impaciente e muitas vezes inconveniente. Em vários momentos ele
parece mais interessado em acelerar a investigação do que em proteger a vítima.
Sua postura gera dúvidas constantes. Ele é apenas um policial de métodos
questionáveis ou existe algo mais por trás de suas atitudes? Pol López
aproveita bem essa ambiguidade. O personagem passa boa parte do filme ocupando
uma área cinzenta. O espectador nunca sabe exatamente até onde pode confiar
nele, e essa incerteza ajuda a manter a tensão elevada durante boa parte da
história. A dinâmica entre Anna e Quique também impede que a investigação siga
por caminhos previsíveis. Há divergências, suspeitas e desacordos que tornam a
parceria mais interessante do que uma simples dupla policial tradicional. O
porto de Barcelona não aparece apenas como cenário de abertura. Sua presença
ajuda a definir o clima de comunicação do filme. Contêineres, armazéns,
corredores industriais e espaços de circulação reforçam a sensação de anonimato
que cerca a protagonista. Ela surgiu naquele ambiente sem passado, sem
documentos e sem qualquer ligação visível com o mundo exterior. O hospital
também assume papel importante. Em muitos thrillers, o local representa
proteção. Aqui acontece o contrário.
A permanência da mulher
naquele espaço deixa evidente que os responsáveis pelo crime continuam próximos
e sem um programa de fato explícito do rapto social. Nem mesmo cercada por
médicos e policiais ela consegue sentir segurança. Essa instabilidade
permanente sustenta boa parte da tensão. A qualquer momento surge a impressão
de que alguém está observando, esperando uma oportunidade para concluir um
trabalho interrompido. Embora a investigação seja o elemento mais visível da
trama, o aspecto mais interessante de “A Desconhecida” está nos personagens. Candela
Peña entrega uma atuação marcada pela contenção. Anna Ripoll é uma mulher
emocionalmente ferida que tenta continuar trabalhando enquanto lida com dores
particulares. A atriz evita exageros e constrói uma policial vulnerável,
imperfeita e profundamente humana. Ana Rujas também enfrenta um desafio
complexo. Sua personagem precisa despertar empatia mesmo sem possuir uma
identidade definida durante boa parte da história. A atriz consegue transmitir
medo, confusão e fragilidade sem transformar a protagonista em uma figura
passiva. Entre os coadjuvantes, nomes como Manolo Solo, Luka Peros e Kira Miró
ajudam a enriquecer um universo onde quase ninguém parece revelar tudo o que
sabe.
No mês mais quente,
agosto, a temperatura varia entre 26 a 32 °C durante o dia, cerca de 23 °C
durante a noite e temperatura média do mar de 26 °C. Geralmente a temporada
mais quente dura cerca de seis meses, de maio a outubro. Dois meses, abril e
novembro, são de transição; por vezes, a temperatura fica superior a 20 °C, com
uma temperatura média de 18–19 °C durante o dia e de 10–13 °C durante a noite.
Dezembro, janeiro e fevereiro comparativamente são os meses mais frios, com
temperaturas médias em torno de 15 °C durante o dia e de 9 °C à noite. Grandes
flutuações de temperatura são raras, especialmente durante os meses de verão.
Por causa da proximidade com o mar quente, do ponto de vista climático a
formação de geadas são muito pouco frequentes na cidade. Na verdade, estatisticamente
apenas um dia nos últimos 30 anos foi registrada uma temperatura abaixo de
zero. A umidade relativa média anual é de 72%, variando de 69% em julho para
75% em outubro. Os totais de precipitação são maiores no outono e menores no
verão. A duração da luz do Sol é 2 524 horas por ano, de 138 (média de 4,5
horas de Sol por dia) em dezembro para 310 (média de 10 horas de Sol por dia)
em julho.
A Desconhecida é uma obra de ficção baseada no
romance La Desconocida, escrito pelos autores Rosa Montero e Olivier
Truc. Embora a trama não seja inspirada em um caso real específico, ela utiliza
temas presentes na realidade contemporânea, como tráfico de pessoas, violência física
contra mulheres, corrupção policial e organizações criminosas internacionais. A
detetive Anna Ripoll, vivida por Candela Peña, assume a investigação depois que
uma mulher (Ana Rujas) é encontrada dentro de um contêiner no porto de
Barcelona, imobilizada, amordaçada e, o pior de tudo, incapaz de lembrar
qualquer coisa sobre si mesma. O problema se intensifica quando a vítima sofre
uma tentativa de assassinato já no hospital. Alguém quer silenciá-la antes que
ela se recorde de algo, e isso significa que o que ela carrega na memória pode
ser devastador. Ripoll, junto ao policial Quique Zárate, parte então numa
corrida contra o relógio para reconstruir a identidade da desconhecida antes
que seja tarde demais. A trama se passa entre Barcelona e Lyon. Se você não reconhece
Candela Peña, esta é uma boa oportunidade. A atriz catalã tem três Prêmios Goya
no currículo, o maior reconhecimento do cinema espanhol, incluindo Melhor Atriz
por Princesas (2005) e Melhor Atriz Coadjuvante por Te Doy Mis Ojos
(2003) e Dos Disparos (2012). Nos últimos anos, ela se consolidou ainda
mais com a série O Caso Asunta (2024), produção da própria Netflix em
que interpretou uma das figuras mais controversas de um caso real que eletrizou
a Espanha.
A atriz traz para Anna
Ripoll exatamente o que se espera de um detetive que já viu de tudo: cansaço
acumulado, intuição afiada e uma humanidade que mantém o espectador ancorado
mesmo quando o roteiro aperta o acelerador. É o tipo de performance que
equilibra o frio do gênero policial com algo bem mais terrenal. O filme adapta
a história criada pelos dois escritores e transforma o mistério literário em um
suspense policial para o público da Netflix. O romance que inspirou o filme
possui uma característica incomum. Rosa Montero é uma escritora espanhola,
enquanto Olivier Truc é francês. Por isso, o livro foi desenvolvido de forma
bilíngue. Os capítulos escritos por Rosa foram produzidos em espanhol, enquanto
os de Olivier foram escritos em francês. Essa estrutura também aparece na
própria narrativa, que envolve investigações conduzidas por autoridades de
diferentes países. Para a adaptação, a roteirista Lara Sendim reformulou a
história para o formato cinematográfico, mantendo o mistério central e os
principais personagens. Apesar de não retratar uma história verdadeira, A
Desconhecida utiliza temas bastante atuais. Rosa Montero afirmou que não
começou o livro pensando em denunciar o tráfico humano, mas que o tema acabou
surgindo durante a construção da trama. Para os autores, a ficção pode servir
como ferramenta para discutir questões sociais e políticas, mesmo quando a
história em si é completamente inventada. Embora Clara, Ripoll e os
demais personagens sejam fictícios, os problemas enfrentados por eles refletem
situações no mundo real. A Desconhecida mistura suspense policial e
crítica social para construir uma narrativa que vai além do simples mistério
sobre a identidade de sua protagonista.
Na perspectiva abstrata da dimensão simbólica, da capacidade própria ao ser humano de fixar o vínculo social pela criação de sentido e de valores, em primeiro lugar, a unidade da condição humana implica diferenças nas relações de gênero tanto individuais (o sonho) quanto coletivas (os mitos, os ritos, os símbolos). De um lado, ela gera a diversidade cultural, de outro, acarreta a singularidade das maneiras pelas quais os indivíduos delas se apropriam. As percepções sensoriais, ou a experiência, e a expressão das emoções parecem irradiar da intimidade secreta do sujeito empregado por Nicolau Maquiavel (1469-1527), no caso da têmpera, entretanto, elas também são social e culturalmente modeladas. Os gestos que sustentam a relação social com o mundo e que colorem a presença não provêm, nem da pura e simples fisiologia, nem unicamente da psicologia: ambas se encrustam a um simbolismo corporal, segundo Le Breton (2019), que lhes confere sentido, nutrindo-se, ainda, da cultura afetiva que o sujeito vive à sua maneira, tendo em vista a sua capacidade de interpretar a realidade. Na perspectiva antropológica, os sentimentos e emoções não são estados absolutos, substâncias que se pode transpor de um indivíduo ou grupo a outro. Elas tampouco são, ao menos não exclusivamente, processos fisiológicos cujos segredos estariam contidos no corpo. Trata-se de relações, que, embora os sentimentos e emoções não sejam unicamente fisiológicos ou psicológicos, eles não são deixados ao acaso ou à iniciativa pessoal de cada ator.
Sua emergência e expressão corporal correspondem a convenções que não se distanciam da linguagem, mas, no entanto, que dela se distinguem. As emoções nascem de uma avaliação mais ou menos lúcida, como é comum na vida cotidiana, de um acontecimento presenciado por um ator social provido de sensibilidade própria. Elas são pensamentos em ação dispostas num sistema de sentido e de valores. Enraizadas numa cultura afetiva, elas também se exprimem mediante uma linguagem gestual e mímica que pode, em princípio, ser reconhecida pelos integrantes de seu meio social. A cultura afetiva, de acordo com a análise pontual de Le Breton, oferece os principais esquemas de experiência e de ação sobre os quais o indivíduo como um tecelão desenvolve a sua conduta de acordo com a sua história pessoal, seu estilo de vida e, notadamente, sua avaliação da situação. A emoção experimentada traduz a significação conferida pelo indivíduo às circunstâncias que nele ressoam. É pari passu uma atividade produtiva de conhecimento, uma construção social e, a qual se torna um fato pessoal mediante o estilo de vida particular do indivíduo real. Os sentimentos ou as emoções fazem parte de um sistema de sentidos e de valores próprios a um grupo social cujo bem-fundado, os principais organizadores de elo social, eles confirmam. O fundo biológico universal se declina social e culturalmente em modos por vezes análogos ou diversos.
A natureza realiza-se
somente na cultura que o acolhe. As particularidades da afetividade nas
sociedades, as sensíveis divergências dos etos de uma época e de um lugar a
outro, consoante as orientações coletivas são marcadas pela existência de
emoções ou de sentimentos que não são traduzíveis sem erros grosseiros de
interpretação para o vocabulário do outro grupo. A fidelidade aos significados
visados implica a conservação do termo local para designar a singularidade do
estado afetivo ou o recurso a explicações, a longas perífrases a fim de
discernir com sutileza e precisão. Diversos etnólogos, segundo Le Breton,
admitiram sua incapacidade de descrever a cultura afetiva da sociedade que
estudam por causa da singularidade da mesma. Tal viés antropológico demonstra
hic et nunc a relatividade cultural dos etos e o aplainamento das diferenças
operado pela afirmação peremptória da universalidade emotiva e de sua
expressão. O obstáculo da tradução remete a muitas diferenças de sentimentos
entre uma sociedade ou época e outra. Além disso, cada estado afetivo se insere
num conjunto de significados e de valores do qual depende e do qual pode ser
desagregado sem romper seu enredo. Uma cultura afetiva forma um tecido estreito
onde cada emoção é colocada em perspectiva no interior de um conjunto
indissociável. Falar de emoções em absoluto, como, por exemplo, da raiva, do
amor, da vergonha, etc., implica incorrer em etnocentrismo de forma mais
ou menos clara, pois que propõe implicitamente um significado comum a
diferentes culturas.
Os motivos da vergonha,
por exemplo, podem ser estranhos ou desconhecidos para outras sociedades e suas
consequências podem ser muito diferentes, assim, o sentimento afetivo assim
denominado pode não ter nada em comum com o estado afetivo do indivíduo “envergonhado”,
entre aspas para traduzir o fato de que ele somente pode ser realmente
entendido no interior de um etos próprio.
O simbolismo conforma seu corpo e lhe possibilita compreender as
modalidades corporais dos outros. Para desenvolver plenamente seu
relacionamento social com o mundo, o homem demanda que a presença dos outros
sobre ele reverbere. Neste sentido, o outro não é somente o “transformador” do
homem da qualidade de infans para a de ator social, ele é também a condição de
perpetuidade do simbolismo que o atravessa e do qual ele se serve para
comunicar-se com os outros. O outro é a estrutura que organiza a ordem de
significado do mundo. Ele relativiza, na falta de melhor expressão, “o não
saber e o não perceber, pois o outro, para mim, introduz o sinal do não
perceber naquilo que eu percebo, determinando-me a compreender o que eu não
percebo, mas que é perceptível pelo outro.
Em todos esses
sentidos, é sempre pelo outro que passa o meu desejo, e que o meu desejo recebe
um objeto. O que eu desejo é o que é visto, pensado, possuído por um possível
outro. Eis o fundamento de meu desejo. É sempre o outro que pondera o meu
desejo sobre um objeto. A partir do comportamento desta ordem de significação,
nunca estamos sozinhos em nosso corpo. Esse se revela uma superfície e uma
espessura de inscrição cuja forma e sentido são delineadas pelas injunções
culturais que se apõem. De outro ponto
de vista, ainda que eurocentrista, entendemos que o tema central da
teoria moral de Marx é: como realizar a liberdade humana. Isso significa que
ele tem de investigar não só os obstáculos criados pelo homem – ou seja,
autoimpostos – à liberdade na forma dada de sociedade, mas também a questão
geral da natureza e das limitações da liberdade como liberdade humana. O
problema da liberdade emerge na forma de tarefas práticas no curso do
desenvolvimento humano e apenas mais tarde, de fato muito mais tarde, segundo
Mészáros (2006: 149) podem os filósofos elevá-lo ao nível da abstração. Assim,
a verdadeira questão é a liberdade humana, não um princípio abstrato chamado
“liberdade”. E como o caráter específico de tudo é ao mesmo tempo a “essência”
(poder, potencial, função) daquela determinada coisa bem como o seu limite,
chegaremos então ao fato de que a liberdade humana não é a transcendência das
limitações (caráter específico) da natureza humana, mas uma coincidência com
elas.
Em outras palavras, a
liberdade humana não é a negação daquilo que é especificamente natural no ser
humano – uma negação em favor do que parece ser um ideal transcendental – mas,
pelo contrário, sua afirmação. Os ideais transcendentais – no sentido em que
transcendental significa a superação das limitações inerentemente humanas – não
têm lugar no sistema de Marx. Ele explica seu aparecimento em sistemas
filosóficos anteriores como resultado de uma suposição a-histórica, socialmente
motivada, de certos absolutos. Um exemplo: se o economista político do século
XVIII funda suas teorias na “natureza humana”, identificada com o egoísmo, o
filósofo moral que é sua contrapartida, como no caso de Adam Smith, pode ser a
mesma pessoa, irá completar o quadro superpondo a esse “homem egoísta” a imagem
ideal transcendental. Não deixa de ser significativo que Immanuel Kant tenha
sido influenciado por Adam Smith. Uma forma de atividade generalizada que tomou
lugar na vida social não pode, evidentemente, permanecer tão desregulamentada,
em seu desempenho e atividade, sem que disso resulte os impactos sociais sobre
a divisão do trabalho e as mais profundas perturbações. Mas sofrer no trabalho
não é uma fatalidade.
É, em particular, como decorre e testemunhamos, uma fonte de desmoralização geral real. Pois, precisamente porque as funções econômicas absorvem o maior número de cidadãos, para o pleno desenvolvimento da vida social, há uma multidão de indivíduos, como dizia Freud, cuja vida transcorre quase toda no meio industrial e comercial; a decorrência disso é que, como tal meio é pouco marcado pela moralidade, a maior parte da existência transcorre fora de toda e qualquer ação moral. A tese funcionalista expressa na pena de Émile Durkheim (2010), como uma espécie de antídoto da civilização, e que o sentimento do dever cumprido se fixe fortemente em nós, é preciso que as próprias circunstâncias em que vivemos permanentemente desperto. A atividade de uma profissão só pode ser regulamentada eficazmente por “um grupo próximo o bastante dessa mesma profissão para conhecer bem seu funcionamento, para sentir todas as suas necessidades e poder seguir todas as variações destas”. O único grupo que corresponde a essas condições é o que seria formado por todos os agentes de uma mesma condição reunidos num mesmo corpo. E que a sociologia durkheimiana conceitua de corporação ou grupo profissional. É na ordem econômica que o grupo profissional existe tanto quanto a moral profissional. Não sem razão, com a supressão das antigas corporações, não se fizeram mais que tentativas fragmentárias e incompletas para reconstituí-las em novas bases sociais.
Os únicos agrupamentos
dotados de permanência são os que se chamam sindicatos, seja de patrões, seja
de operários. Historicamente, temos aí in statu nascendi o começo e o princípio
ético de uma organização profissional, mas ainda de forma rudimentar. Isto
porque, em primeiro lugar, um sindicato é uma associação privada, sem
autoridade legal, desprovida, por conseguinte, de qualquer poder
regulamentador. O número deles é teoricamente ilimitado, mesmo no interior de
uma categoria industrial; e, como cada um é independente dos outros, se não se
constituem em federação e se unificam, não há neles nada que exprima a unidade
da profissão em seu conjunto de práticas e saberes sociais. Não só os
sindicatos de patrões e de empregados são distintos uns dos outros, o que é
legítimo e necessário, como não há entre eles contatos regulares. Não existe
organização comum que os aproxime sem fazê-los perder sua individualidade e na
qual possam elaborar em comum uma regulamentação que, estabelecendo suas
relações mútuas, imponha-se a ambas as partes com a mesma autoridade; por
conseguinte, é sempre a “lei dos mais forte” que resolve os conflitos sociais,
e o estado de guerra subiste inteiro. Salvo no caso de seus atos pertencentes à
esfera moral comum estão na mesma situação. A tese sociológica conforma: para
que uma moral e um direito profissionais possam se estabelecer nas diferentes
profissões, é necessário, pois, que a corporação, em vez de permanecer um
agregado confuso e sem unidade, se torne, ou antes, volte a ser, um grupo
definido, organizado, uma instituição pública.
Seu nome em italiano é
Cristóforo Colombo, em latim Christophorus Columbus e em espanhol, Cristóbal
Colón. Este antropónimo inspirou o nome de, pelo menos, um país, Colômbia e
duas regiões da América do Norte: a Colúmbia Britânica no Canadá e o Distrito de
Colúmbia nos Estados Unidos da América. Entretanto o Papa Alexandre VI
escrevendo em latim sempre chamou ao navegador pelo nome de Christophorum Colon
com significado de Membro e nunca pelo latim Columbus com significado de Pombo.
Colombo é creditado como o primeiro explorador europeu a estabelecer e
documentar rotas comerciais para as Américas, apesar de ter sido precedido
cinco séculos por uma expedição viquingue liderada por Leif Erikson no século
XI. As viagens de Cristóvão Colombo abriram caminho para um período de contato,
expansão, exploração, conquista e colonização do continente americano pelos
Europeus pelos próximos séculos. Essas viagens e expedições trouxeram várias
mudanças e desenvolvimentos na história moderna do conturbado Mundo Ocidental. Entre
várias outras coisas, impulsionou, por exemplo, o comércio atlântico de
escravos. Colombo é acusado por diversos historiadores de iniciar e incitar o
genocídio e repressão cultural dos povos nativos na América. O próprio Colombo
viu suas conquistas sob a luz de expandir a religião cristã. Ele foi também
acusado, até por contemporâneos, de “comportamento tirânico, corrupção e vários
crimes contra os nativos indígenas, como espancamentos, torturas, saques e
estupros”.
Há denúncias sobre como
a “chegada”, melhor dizendo invasão de Colombo ao Novo Mundo esteve ligada à
perseguição, agressão, estupro e morte de nativas, consequência da
subvalorização e desconhecimento da humanidade dos povos nativos. Essas
reavaliações de seus feitos fizeram com que a visão dos acadêmicos e
historiadores sobre Colombo ficasse um tanto quanto negativa com o passar do
tempo. Na biografia História del Almirante Don Cristóbal Colón escrita
pelo filho, este obscureceu a pátria e origem de Colombo, afirmando que o pai
não queria que fossem reconhecidas tais informações sociais, enumerando várias
cidades italianas, em especial lígures, que disputavam tal glória. No livro Pedatura
Lusitana, um nobiliário de famílias de Portugal, Cristóvão Colombo é
apresentado como um homem natural de Gênova, junto aos seus dois irmãos,
Bartolomeu Colombo e Diogo Colombo. Também é possível observar que no documento
é relatado o seu casamento com uma mulher portuguesa chamada D. Filipa Muniz de
Melo Perestrelo (1455-1485). Em Espanha Colombo invariavelmente foi considerado
como estrangeiro, lamentando-se de como essa situação o prejudicava em
alguns dos documentos que escreveu. Esteve constantemente em contacto com
italianos, e neles depositava a sua confiança. Mas “as regras do tempo
mostram-nos que um plebeu nunca se casava com uma nobre, pelo que a origem de
Colombo é assaz duvidosa”.
Bibliografia Geral Consultada.
DEBORD,
Guy, Commentaires Sur la Societé du Spectacle. Paris: Éditions Gallimard, 1966; DELEUZE,
Gilles, Crítica e Clínica. 1ª edição. São Paulo:
Editora 34, 1997; SIMMEL, Georg, On Individuality and Social Forms.
Chicago: University of Chicago Press, 1971; Idem, La Tragédie de la Culture.
Paris: Petite
Bibliothèque Rivages, 1988; Idem, Philosophie de l`Amour. Paris: Petite
Bibliothéque Rivages, 1988; Idem, “O Papel do Dinheiro nas Relações Entre os Sexos
- Fragmento de uma Filosofia do Dinheiro”. In: Filosofia do Amor. São
Paulo: Editora Martins Fontes, 1993; ARON, Raymond, As Etapas do Pensamento
Sociológico. 4ª edição. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1993; TORRE,
Ramon, “Simmel y la Tragédia de la Cultura”. In: Reis: Revista Española de Investigaciones
Sociológicas, n° 89. Monográfico: Georg Simmel en el Centenario de
Filosofía del Dinero, jan.- mar., 2000, pp. 37-71; WAIZBORT, Leopoldo, As Aventuras
de Georg Simmel. 1ª edição. São Paulo: Editora 34, 2000; SZONDI, Peter, Ensaios
sobre o Trágico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004; RORTY, Richard, Consequências
do Pragmatismo. Lisboa: Editor Rolos e Filhos, 1982; Idem, Contingência,
Ironia e Solidariedade. São Paulo: Editora Martins Editora, 2007; DURKHEIM,
Émile, Da Divisão do Trabalho Social. 4ª edição. São Paulo: Editora
Martins Fontes, 2010; SCARAMBONI, Bruna Aline, Além de Freud: Um Estudo
sobre a Relação entre a Sociologia de Norbert Elias e a Psicanálise Freudiana.
Dissertação de Mestrado. Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. São
Paulo: Universidade Federal de São Paulo, 2015; COURTINE, Jean-Jacques, História
do Rosto: Exprimir e Calar as Emoções (do século 16 ao começo do século 19).
Petrópolis (RJ): Editoras Vozes, 2016; VANDENBERGHE, Frédéric, As
Sociologias de Georg Simmel. Petrópolis (RJ): Editoras Vozes, 2018; LE
BRETON, David, Antropologia das Emoções. Petrópolis (RJ): Editoras
Vozes, 2019; VIDEIRA NETO, Edmo, “Experienciando a Modernidade: A Tragédia da Cultura
e as Crises do Tempo na Obra de Georg Simmel”. In: Cadernos de Pesquisa do Centro
de Documentação e Pesquisa em História. Uberlândia, Volume 35 n°2, jul./dez.
2022; ALMEIDA, Diego, “A Desconhecida: Filme da Netflix Mistura Amnésia,
Crime e Uma Corrida Contra o Tempo”. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/2026/06/05/; entre outros.
Nenhum comentário:
Postar um comentário