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Diretas-Já, na Candelária, no Rio de Janeiro (1984) |
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Diretas-Já, na Candelária, no Rio de Janeiro (1984) |
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“A maneira como os bancos ganham dinheiro é tão simples que é repugnante”. John Kenneth Galbraith
O sucesso dos Templários esteve
vinculado ao das Cruzadas. Quando a Terra Santa foi perdida, o apoio à Ordem
reduziu-se. Rumores acerca da cerimônia de iniciação secreta dos Templários
criaram desconfianças, e o rei Filipe IV
de França e I de Navarra, também chamado de Filipe, o Belo, foi o Rei da França
como Filipe IV de 1285 até sua morte e também Rei de Navarra como Filipe I de
1284 a 1305 em virtude de seu casamento com Joana I - também reconhecido como
Felipe, O Belo - profundamente endividado com a Ordem, começou a
pressionar o papa Clemente V (1263-1314) para que tomasse medidas legais contra
eles. Em 1307, muitos dos membros da Ordem em França foram detidos e queimados
publicamente. Em 1312, o papa Clemente dissolveu a Ordem. O súbito
desaparecimento da maior parte da infraestrutura europeia da Ordem deu origem a
especulações e lendas, que mantêm o nome dos templários vivo até aos dias
atuais. O banco é uma das maiores invenções da era medieval. Como a Ordem dos
Templários possuía milhares de terras com castelos fortificados e bem
guardados, os templários se ofereciam para guardar os pertences de qualquer
nobre ou comerciante por uma pequena taxa de manutenção.
A “Ordem dos Pobres
Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão”, em latim: Ordo Pauperum
Commilitonum Christi Templique Salominici, reconhecida como Cavaleiros
Templários, Ordem do Templo ou simplesmente “Templários”, foi uma ordem militar
de Cavalaria. A organização existiu por cerca de dois séculos na Idade Média,
fundada no rescaldo da Primeira Cruzada de 1096, “com o propósito original de
proteger os cristãos que voltaram a fazer a peregrinação a Jerusalém após a sua
conquista”. Os seus membros fizeram voto de pobreza e castidade para se
tornarem monges, usavam manta branca, com a característica cruz vermelha, e o
seu símbolo passou a ter como representação um cavalo montado por dois
cavaleiros. É o local que se estabeleceu o monte do Templo em Jerusalém, onde
existira o Templo de Salomão, e se ergue a Mesquita de Al-Aqsa e do voto de
pobreza e da fé em Cristo, os Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de
Salomão. Como os templários gozavam da imagem “naturalizada”, mas reconhecida
de “heróis do cristianismo”, correta conduta ética, conseguiram a confiança de
diversos reis e nobres que confiaram suas fortunas aos templários.
O banco templário
ainda oferecia mais dois importantes serviços. O primeiro era o “empréstimo de
ouro” que devia ser devolvido com juros “caso você quisesse manter a cabeça
grudada no pescoço”. O segundo era uma “carta de crédito” para comerciantes e
peregrinos. Essas pessoas podiam trocar seu dinheiro por uma carta de crédito
nominal, feita com um código complexo e secreto que podia ser trocada pelo
mesmo valor em dinheiro em qualquer posto templário por uma aparente pequena
taxa de juros. Se você falsificasse a carta e tentasse lucrar com o dinheiro
dos templários, sua pena seria a morte ou a mão decepada. Esse sistema
econômico ocorreu de forma tão eficiente que a Ordem dos Templários pode ser
considerada historicamente a primeira “organização social” de financeirização,
multinacional e de sucesso do mundo ocidental. Com o florescimento do comércio
no fim da Idade Média, a função de banqueiro se tornou algo muito comum na
Europa. Nas feiras da Europa Central, quando as pessoas chegavam com valores em
ouro para trocar por outro produto, era o banqueiro quem fazia a pesagem de
moedas, avaliação da autenticidade e qualidade dos metais, “em troca de uma
comissão”.
Com o passar do tempo, os banqueiros passaram a aceitar depósitos monetários e, em troca, o banco emitia uma espécie de certificado. Todavia, foi após a percepção de que nem sempre as pessoas retiravam tudo o que haviam depositado, melhor dizendo, sempre haveria dinheiro para circular, que surgiu a ideia de conceder empréstimos mediante o pagamento de juros. Esta foi a base para o enriquecimento dos banqueiros, que deixaram de ser simplesmente “cambistas” ou agiotas. Contudo, a cobrança de juros era algo de total desaprovação da Igreja, aspecto que explica o porquê da existência de muitos judeus no ramo bancário naquele período. John Kenneth Galbraith (1908-2006) foi um consagrado economista, filósofo, cientista político e escritor norte-americano. Politicamente alinhado ao liberalismo norte-americano, ou seja, a esquerda daquele país, e crítico mordaz dos conservadores, Galbraith foi autor de alguns dos best-sellers de economia e sociologia mais vendidos e lidos no mundo contemporâneo, tais como o seu ensaio: 1929: A Grande Crise, A Sociedade Afluente, O Novo Estado Industrial, Capitalismo Americano: O Conceito do Poder Compensatório, A Anatomia do Poder e Economia, Paz e Humor, nos quais direciona críticas intensas a seus pares economistas pela falta de rigor metodológico, oferece uma análise crítica da economia de mercado sem regulação estatal.
Galbraith foi um Democrata bastante ativo, participando, como conselheiro, dos governos de John Kennedy, Lyndon Johnson e Bill Clinton e como vice-presidente da Comissão de Preços do governo de Franklin Delano Roosevelt. As escolas keynesiana e institucionalista foram as duas tradições econômicas que mais influência exerceram sobre Galbraith, muito embora ele costumasse conceder importância a conservadores como o escocês Adam Smith e o comunista alemão Karl Marx, pela sua relevância histórica. Galbraith também foi presidente da American Economic Association, a principal agremiação de economistas nos EUA. O economista e cientista político morreu aos 97 anos, em 2006, mesmo ano em que faleceu Milton Friedman, um de seus mais reconhecidos adversários. Pensador de rara compreensão, foi assessor econômico do presidente John Kennedy e publicou diversos livros, entre os quais The Affluent Society, no ano de 1958, em que critica a política econômica dos Estados Unidos da América. Em 1937 se tornou cidadão dos Estados Unidos, embora nessa época os Estados Unidos e o Canadá não aceitassem a dupla nacionalidade, mas foi homenageado pelo seu país nativo até o fim de sua vida, e suas origens canadenses foram frequentemente citadas. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) Galbraith pertenceu à administração pública, no cargo de vice-diretor do gabinete da administração de preços (deputy head of the Office of Price Administration).
No final da guerra global capitalista foi-lhe pedido que executasse um inquérito sobre o bombardeamento estratégico aliado, que concluiu que ele não teve efeitos e não encurtou a guerra. Após a guerra tornou-se conselheiro da administração do pós-guerra na Alemanha e Japão. Em 1949 Galbraith foi nomeado professor de economia na Universidade de Harvard. Foi então também editor da revista Fortune. Aposentado como professor universitário em 1957, publicou em 1981 a autobiografia: A Life in Our Times: Memoirs. Galbraith era filho de canadenses de ascendência escocesa, William Archibald Galbraith e Sarah Catherine Kendall. Nasceu em Iona Station, Ontário, e cresceu em Dutton, Ontário. Seu pai era fazendeiro e professor de escola, e sua mãe era ativista política. Galbraith licenciou-se pelo Colégio de Agricultura do Ontário, depois Universidade de Guelph, tendo depois feito o mestrado e doutoramento na Universidade da Califórnia em Berkeley. Foi amigo do presidente John F. Kennedy (1917-1963), por quem foi nomeado embaixador na Índia entre 1961 e 1963, onde teve um papel interessante no apoio econômico ao governo indiano e ao desenvolvimento social do país.
No país asiático, ajudou a estabelecer uma das primeiras faculdades de ciências de computação no Instituto Indiano de Tecnologia em Kanpur, Uttar Pradesh. Mercado de crédito é o nome dado ao sistema financeiro onde ocorre o processo de concessão e tomada de crédito. O mercado de crédito envolve uma dupla parte, uma credora e outra devedora, que normalmente estabelecem uma relação contratual entre si, podendo ser formal ou informal. Esta situação sugere que uma das partes, a credora conceda liquidez à outra, mediante um premio de liquidez ou de risco, comumente intitulado de juros. Nesta relação à parte credora oferece um bem a parte devedora, que na sociedade capitalista é a moeda fiduciária ou escritural. No sistema capitalista global os principais agentes de concessão de crédito são as instituições financeiras, embora existam vários outros agentes, como as empresas para seus clientes e as pessoas físicas para seus parentes e amigos. As instituições financeiras são os principais agentes estatuídos pelo seu poder político de arregimentar recursos, e pelo grau de especialização que alcançam no processo de emprestar e receber seus empréstimos.
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| Cambista e sua mulher, Quentin Massys (1514). |
Lembrava Marx que num debate parlamentar sobre os Bank-acts de Sir Robert Peel de 1844 e 1845, Gladstone observava que “nem mesmo o amor levou tantas pessoas à loucura como o cismar sobre a essência do dinheiro”. Ele falava de britânicos para britânicos. Os holandeses, ao contrário, que apesar da dúvida de Petty possuíam desde tempos imemoriais uma “malícia angelical” para a especulação com o dinheiro, nunca perderam sua malícia na especulação sobre o dinheiro. A principal dificuldade da análise sobe o dinheiro é vencida quando se compreende que o dinheiro tem a sua origem na própria mercadoria. Desse pressuposto, apenas resta conceber nitidamente as idades que lhe são próprias; o que é dificultado em certa medida pelo fato de que todas as relações burguesas aparecem transformadas em ouro ou prata, aparecendo como relações monetárias. E a forma dinheiro parece possuir, por conseguinte, um conteúdo infinitamente variado que lhe é estranho, mas o primeiro ato necessário desse processo consiste em que as mercadorias excluam uma mercadoria específica, o ouro, como encarnação imediata do tempo de trabalho geral, ou seja, como equivalente geral.

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Praça Marechal Deodoro da Fonseca, Maceió-AL. |
Depois da queda política da capital de Kaifeng, os Song (960-1279), sob a liderança da herdeira dinastia Song do sul, continuaram a luta por conquista de territórios durante mais de uma década contra os Jin, assinando por fim um Tratado de Paz em 1141, e cedendo todo o norte da China aos Jin em 1142, a fim de obter a paz. Ele também conseguiu conquistar a maioria das tribos turcas da Ásia Central, abrindo todo o território para a geopolítica da Pérsia. Isso o levou a enviar exércitos para o Leste da Europa, bem como, a atacar terras russas, inclusive as fronteiras de Estados alemães da Europa Central. Mais importante do que o processo civilizatório é entender como Genghis Khan o conquistou. Na esfera política ele usou deliberadamente o “terror como arma de guerra”. Se uma cidade que ele estava sitiando desistisse sem lutar, o povo normalmente seria poupado, mas teria que ficar sob controle Mongol. Se a cidade lutou contra os mongóis, todos, incluindo civis, seriam massacrados. Este reinado de terror é uma grande parte da gestão política pela qual ele irá se tornar “conquistador consagrado”. Os povoados estavam mais dispostos a desistirem do que sofrerem massacres em suas mãos. Por exemplo, quando ele sitiou a cidade de Herat, no atual Afeganistão, matou mais de 1,6 milhões de pessoas. No Norte da África e no Oriente Próximo, algumas dinastias principais, como os Fatímida (909-1171), surgiram e governaram uma área que inclui as regiões atuais do Egito, Sicília, Argélia, Tunísia e partes da Síria. Foi também neste período que algumas das principais dinastias turcas e povos da Ásia central tomaram a vanguarda da política e da criatividade artística do mundo islâmico.
Os seljúcidas eram nômades da Ásia central que governaram terras do oriente islâmico e eventualmente controlaram o Irã, o Iraque e grande parte da Anatólia, embora tenha sido um império de curta duração. O ramo principal dos seljúcidas, o Império Seljúcida, manteve o controle sobre o Irã. Esse foi também o período das cruzadas cristãs europeias, que tinham por objetivo reconquistar a Terra Santa dos muçulmanos. Uma série de pequenos reinos cristãos surgiram no século XII, bem como dinastias muçulmanas, como o Império Aiúbida (1179-1260), cujo líder mais famoso, Salah al-Din (r.1169-93), conhecido no ocidente como Saladino, terminou a dinastia Fatímida. Por fim, os soldados escravizados, responsáveis pela proteção militar da dinastia Aiúbida, derrubaram o último sultão Aiúbida em 1249-1250. Esses escravos, denominados mamluk, que significa “possuídos”, e ficaram reconhecidos na história social e política denominados como “mamelucos” quando controlaram a Síria e o Egito até meados de 1517. Representavam soldados de uma milícia egípcia constituída por escravos turcos. Formaram uma casta militar, vindo a conquistar o poder no Egito. Em 1798, foram derrotados por Napoleão na batalha das Pirâmides. A Batalha das Pirâmides teve lugar a 21 de julho de 1798 entre o exército francês no Egito comandado por Napoleão Bonaparte e as forças locais mamelucas e foi a batalha onde Napoleão usou a formação em quadrados. Em julho de 1798, Napoleão ia na direção do Cairo, depois de invadir e capturar Alexandria. Pelo caminho encontrou as forças dos mamelucos a 15 km das pirâmides, e a apenas 6 km do Cairo. Os mamelucos eram comandados por Murade Bei e Ibraim Bei e tinham uma poderosa cavalaria. Apesar de serem superiores em número, estavam equipados com uma tecnologia antiga, possuíam espadas, arcos e flechas; ainda por cima as suas forças militares ficaram divididas pelo Nilo, com Murade entrincheirado em Embebeh e Ibrahim em campo aberto. Napoleão deu conta de que a única tropa egípcia de grande valor era a cavalaria.
Ele possuía pouca cavalaria a seu mando e era superado em número pelos mamelucos. Viu-se, pois, estrategicamente forçado a ir na defensiva militar das tropas, e formou o seu exército em quadrados com o suporte da artilharia, cavalaria e equipes no centro de cada uma, dispersando assim o ataque da cavalaria mameluca com fogo de artilharia de apoio simulado. O povo nômade mongol tem uma relação profunda com os cavalos, tanto na paz, quanto na guerra, foram a base para a construção dessa sociedade. Símbolo de força, resistência, velocidade, liberdade e espiritualidade, é um animal que apresenta conexão com o sagrado. Como se diz em um ditado popular: - “Um mongol sem cavalo é como um pássaro sem asas”. A sociedade mongol foi construída historicamente com a equitação, as crianças aprendem a andar a cavalo por volta dos 3 anos. Na guerra, na alimentação, no comércio, em praticamente todas as áreas o cavalo é essencial. Na guerra o imperador mongol Gêngis Khan conquistou boa parte do mundo somente construindo uma cavalaria potente. Então atacou o acampamento egípcio de Embebeh, provocando a fuga do exército egípcio. Em 1811, foram exterminados por Mehmet Ali (1769-1849), vice-rei do Egito no império otomano. A palavra vulgarizou-se em Portugal possivelmente na Idade Média, derivando do termo árabe denotativo da facção de escravos turcos que engrossando as fileiras do exército muçulmano no Egito, acabaria por fundar uma dinastia afamada por sua tirania na região. Os mamelucos coloniais, isto é, para não falar nos mestiços reinóis, herdaram, pois, no próprio nome, a representação na esfera política da “fama de violência dos guerreiros turco-egípcios”. Os mamelucos também tiveram que enfrentar uma das maiores ameaças ao seu reinado muito cedo: os invasores mongóis. Estes guerreiros e seu grande líder, Gengis Khan (1162-1227), são quase sempre associados a conquista e destruição, mas seu legado incluía a dinastia Yuan na China (1279-1368), o Canato Chaghatay, na Ásia Central (1227-1363), a Horda de Ouro no sul da Rússia, estendendo-se para a longa geopolítica de conquista da Europa (1227-1502), e dinastia Ilkhanid, no Grande Irã (1256-1353).
A Pax Mongolica inclui um grande florescimento das artes. Os Ilkhanids, que governaram Irã, assim como partes do Iraque e Ásia Central, supervisionaram o grande desenvolvimento artístico em manuscritos, tais como aquelas que recontou o Shahnama, ou, Livro dos Reis, o famoso épico persa. Eles eram patronos importantes da arquitetura. A dinastia Ilkhanid desintegrou-se em 1335 e dinastias locais chegaram ao poder no Iraque e Irã. Em 1370, a última grande dinastia surgiu a partir da Ásia Central: os Timúridas (1370-1507). Eles foram nomeados por seu líder, Timur, também reconhecido como Tamerlane, que conquistou e controlou toda a Ásia Central, o grande Irã e o Iraque, bem como partes do Sul da Rússia e parte do subcontinente indiano. Os Timúridas eram excelentes construtores de arquitetura monumental. Herat, no Afeganistão atual, tornou-se o capital e o centro cultural do Império Timúrida. Enquanto a produção artística e arquitetura floresceram na Ásia sob diferentes dinastias islâmicas, elas também desabrocharam em terras islâmicas ocidentais. A mais famosa destas dinastias é provavelmente os Nasridas (1232-1492) do Sul da Península Ibérica e norte da África Ocidental, cuja realização artística mais importante é o notável Alhambra, um complexo do palácio-fortaleza em Granada, na Espanha atual. Herāt é a terceira mais populosa cidade do Afeganistão.
Está localizada na província de Herate, no oeste do país. Foi conquistada por Alexandre, o Grande no final de 330 a. C. e denominada de Artacoana (Alexandria Ariana). Está situada em local fértil, produtivo, a cerca de 150 quilômetros da fronteira com o Turcomenistão e também com o Irã, no vale do rio Hari. A cidade era reconhecida tradicionalmente pela fabricação comercial de seu vinho e é, hoje, um importante centro econômico do Afeganistão, além de evidentemente ser um grande e importante centro religioso. Além de algumas invasões e massacres nas regiões fronteiriças do domínio islâmico, Genghis Khan “não invadiu profundamente o mundo muçulmano”. Sob seu sucessor, Ogedei, o mundo muçulmano continuou a ser poupado da ira Mongol. Oguedai nasceu em 1185 e era filho de Gengis Khan (1206-1227), o fundador do Império Mongol. Em 1229, sucedeu o seu irmão Tolui Khan (1227-1229) como cã, mas adotaria o título de grão-cã. Estabeleceu a sua base no rio Orcom, onde fundou Caracórum. Tal como seu pai, conduziu várias campanhas simultaneamente ao usar vários generais que agiram independentemente, mas estiveram sujeitos a suas ordens. No Oriente, atacou o nortista Império Jim (1115-1234) com ajuda sulista do Império Songue (960-1279), que desejava recuperar territórios. A aliança permitiu a captura da capital Jim de Caifengue em 1234. A pedido de Ielu Chucai, não arrasou o norte da China à mongol, mas preservou a riqueza e habilidade dos habitantes. No Ocidente, Oguedai enviou exércitos ao planalto Iraniano, Iraque Árabe no sul da Mesopotâmia e Rússia de Quieve.
Em 1240, após o Saque de Quieve, a resistência russa ruiu. Em 1241, os mongóis derrotaram as forças do Reino da Polônia e Sacro Império Romano-Germânico na Batalha de Legnica e o Reino da Hungria na Batalha de Mohi. Isso lhes permitiu atravessar o território da Hungria e alcançar o mar Adriático. Essa campanha, no entanto, foi interrompida pela morte de Oguedai devido a problemas de alcoolismo. A evidência dendrocronológica tem apontado, por sua vez, que o inverno de 1241-42 na Hungria foi particularmente rigoroso, levando ao fim da expedição. Seja como for, a viúva de Oguedai, Toreguene Catum, assumiu o papel de regente até 1246, quando cedeu o trono a seu filho Guiuque Khan. Nascida nos territórios dos naimãs, Toreguene foi dada primeiramente como esposa a Cudu, o nobre do clã merquita. Mas Raxidadim de Hamadã nomeou seu primeiro marido como Dair Usum dos merquites. Quando Gêngis conquistou os merquites em 1204, ele deu Toreguene para Oguedai Khan como sua segunda esposa. Enquanto a primeira esposa de Oguedai não tinha filhos, Toreguene deu à luz a cinco filhos. Ela eclipsa todas as esposas de Oguedai e aumenta gradualmente a sua influência entre os oficiais de justiça. Mas Toreguene ainda se ressentia dos funcionários de Oguedai e da política de centralizar a administração e reduzindo os encargos fiscais. Toreguene patrocinou a reimpressão do cânon Taoísta no Norte da China. Através da influência de Toreguene, Oguedai nomeado Abderramão, como o imposto de agricultor na China.
Logo após a morte de Oguedai em
1241, primeiramente, o poder passou para as mãos de Moqe, uma das esposas de
Gêngis Khan que Oguedai herdara. Com apoio de Chagatai e seus filhos,
Toreguene assumiu por completo o poder como regente, na primavera de 1242 como
“Grã Catum” e demitiu os ministros de seu falecido marido e substituiu-os com
os seus próprios, a mais importante dos quais era outra mulher, Fátima, uma
tadjique, ou persa cativa da campanha do Oriente Médio. Ela era xiita que foi
deportada santuário Xiita de Mexede para a Mongólia. Ela tentou prender
diversos de Oguedai sendo principais funcionários. O chefe da secretaria de seu
marido, Chincai, e o administrador, Mamude Ialavaque, que fugiu para seu filho
Codém no Norte da China, enquanto o administrador turquestano Maçude Begue
fugiu para Batu Cã, na Rússia. No Irã, Toreguene ordenou Corguz ser preso e
entregue à viúva de Chagatai, a quem ele havia desafiado. O khan chagatai, Cara
Hulegu o executou. Toreguene nomeou Arum Aca dos oirates como governador na
Pérsia. Ela colocou Abd-ur-Rahman encarregado da administração no Norte
da China e Fátima tornou-se poderoso tribunal Mongol. Estas ações
políticas levaram o Mongol aristocrata em um frenesi de exorbitantes exigências
para a receita socioeconômica.
Ela
estava no exercício do poder em uma sociedade que tradicionalmente foi
conduzida apenas por homens. Ela conseguiu conciliar os vários poderes em
disputa dentro do império, e mesmo dentro de uma família de descendentes de
Gêngis Khan, ao longo de um período de 5 anos em que ela não só governou o
império, mas definiu o cenário para a ascensão do seu filho Guiuque como
grão-cã. Durante Toreguene reinado, dignitários estrangeiros chegaram a partir
dos mais distantes cantos do império, a sua capital em Caracórum, ou para seu
acampamento imperial nômade. O sultão seljúcida veio da Turquia - como fizeram
os representantes do Califado Abássida em Bagdá. Assim como dois pretendentes
ao trono da Geórgia: Davi Ulu, o filho ilegítimo do falecido rei, e Davi Narim,
o legítimo filho do mesmo rei. O mais alto delegado do escalão europeu foi o
pai de Alexandre I, o grão-príncipe Jaroslau II, que morreu de forma suspeita
logo depois de jantar com Toreguene Catum. No entanto, em 1255 a paz chegaria
ao fim. O Grande Khan, Mongke, colocou seu irmão Hulagu Khan no comando de um
exército cujos objetivos eram conquistar tanto a Pérsia, como a Síria e Egito, assim como
destruir o califado abássida. O objetivo da campanha geopolítica parece ser a complexa e completa
destruição do Islam. Hulagu Khan (1217-1265) tinha um ódio profundo por tudo ligado ao
islamismo.
Grande parte desse ódio acumulado originara-se de seus conselheiros budistas e cristãos que influenciaram suas políticas públicas. O mundo muçulmano neste momento não estava em posição de resistir aos ataques mongóis. O califado abássida era nada além de uma miragem de seu anterior, não tendo nenhum poder fora de Bagdá. A maior parte da Pérsia estava desunida politicamente, pois o Império Corásmio, representa uma dinastia muçulmana sunita de influência persa formada por turcomanos de origem mameluca. Dominaram o Grande Irã durante a Alta Idade Média, no período de 1077 a 1231, primeiro como vassalos dos seljúcidas, os caraquitais, e, posteriormente, como soberanos independentes, até as invasões mongóis do século XIII, tinha se deteriorado. O estado Aiúbida estabelecido por Salah al-Din (1138-1193) estava apenas no controle de pequenas partes do Iraque e da Síria. No Egito, a recente revolução tinha derrubado os descendentes de Salah al-Din e levou ao poder o novo sultanato Mameluco. Com seu exército gigante de centenas de milhares, Hulagu Khan não encontrou muita resistência.
Batalha dos Guararapes. Em 1882, mesmo com a exaustão da sociedade escravagista de 350 anos ainda têm sido excluídos os analfabetos com a alegação que para tanto, era preciso assinar um documento comprovando o exercício do voto. Como no início da industrialização europeia os operários precisaram aprender a ler, escrever e contar. A democratização das colônias não implicava necessariamente a civilização dos povos conquistados. Com o surgimento do presidencialismo, a Constituição de 1891 ratificou o regime de votações diretas, embora Manuel Deodoro da Fonseca, militar, político e primeiro presidente do Brasil tenham sido idealizados pelo imaturo regime republicano. Este período conjuntural de crise de hegemonia é caracterizado por instabilidade política e econômica, devido principalmente às tentativas de centralização do poder, à movimentação de opositores monarquistas ao recém-instaurado regime republicano, às rebeliões escravas e à oposição de setores politizados das Forças Armadas do Brasil que se apresentavam como descontentes com a situação política republicana. A crise institucional teve seu ápice no fechamento do Congresso Nacional, levando à renúncia de Deodoro da Fonseca. Em segundo lugar, vale lembrar que o voto não é a mais antiga instituição do Brasil para exercer o poder e escolher seus representantes. Da Colônia até o fim do 2° Reinado, só podiam votar e ser votados homens da colonização portuguesa, burocratas, militares, comerciantes ricos, senhores de engenho ou de posses, mesmo sendo analfabetos. Em 1555, a vila de Santo André da Borda do Campo tinha juiz, vereador, inspetor e procurador eleitos. Só o Alcaide-mor, espécie de prefeito, era indicado pelo rei. Em 1820, clero, nobreza e exército se rebelaram, exigindo a monarquia constitucional. D. João VI convocou eleições em 1821 para a nova corte com 72 vagas para a elite social brasileira. Após seis meses, uma junta escolheu 68 brasileiros, mas apenas 50 assumiram.