sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Ferrovia Transiberiana - Utopia & Fantástica dos Fusos Horários.

                                                                                                     Ubiracy de Souza Braga

           “Há décadas em que nada acontece e há semanas em que décadas acontecem”. Vladimir Lenin

        
   
O isolamento de seus territórios asiáticos foi o motivo pelo qual São Petersburgo (então sede do governo) se assustou quando, no verão de 1890, soube dos planos da China de construir uma ferrovia rumo à periferia do Extremo Oriente russo. A China, com a ajuda de engenheiros ingleses, começou a criar a estrutura de sua ferrovia de Pequim ao norte, à Manchúria e à cidade de Hunchun, localizada na junção de três países: China, Rússia e Coreia, a apenas 100 km de Vladivostok. Na época, a China tinha uma população estimada em 400 milhões de habitantes, e as regiões russas que fazem fronteira com o país contavam com uma população de menos de dois milhões. Foi então que, em agosto de 1890, o ministro do Exterior do Império Russo, Nikolai Girs, declarou que a construção da Ferrovia Transiberiana era “de suma importância”. Ele foi um dos arquitetos da Aliança Franco-Russa, que mais tarde foi transformada na Triple Entente. Ele promoveu uma imagem da Rússia como um parceiro pacífico para lidar com situações diplomáticas complexas e perigosas, mas a maior parte do crédito público foi para o czar. Alexander. O cenário geopolítico acabou se sobrepondo aos receios financeiros, e Aleksandr 3º instruiu o príncipe herdeiro, Nikolai, a supervisionar pessoalmente a construção da estrada de ferro em Vladivostok. A construção do “Grande Caminho Siberiano”, como a Ferrovia Transiberiana era então chamada, começou em 31 de maio de 1891.
Até 1890, a porção europeia da Rússia dispunha de uma rede ferroviária que se estendia quase 30.000 km, fruto de uma parceria público-privada. Enquanto isso, a leste dos montes Urais, que separam a Europa da Ásia, não havia um quilômetro sequer de vias férreas, embora o tsar Aleksandr 3º houvesse dado aval para sua construção. Em 1886, o imperador lamentou que o governo ainda não tivesse feito nada “para atender às necessidades dessa região rica, porém fronteiriça”. A ideia de um projeto ferroviário de Moscou até o Oceano Pacífico parecia utópica. Se a construção de 650 quilômetros da ferrovia São Petersburgo-Moscou (aberta em 1851) tinha custado 67 milhões de rublos – quando o governo tinha um orçamento anual de 200 milhões de rublos –, para ligar Moscou a Vladivostok custaria, pelo menos, cinco vezes mais: 330 milhões de rublos. Além disso, a Guerra da Crimeia de 1853 a 1856 havia drenado muitos recursos econômicos, e os cofres públicos estavam aparentemente vazios. Outro fator que assustava o governo era o fato de que a Transiberiana deveria ser construída através de regiões quase despovoada da Sibéria, atravessando centenas de rios, tanto pequena como grandes. Por isso, os burocratas responderam a Aleksandr 3º que as obras eram inviáveis. Ninguém imaginava que dentro de poucos anos chegaria uma notícia para compensar o medo dos custos econômicos exorbitantes: em julho de 1890, soube-se que a poderosa política da China havia iniciado a construção de uma ferrovia à periferia do Extremo Oriente russo. 


A ferrovia Transiberiana é uma das mais antigas estradas de ferro do mundo. O principal trecho da ferrovia com extensão de 7500 km, que vai de Tcheliábinsk a Vladivostok, foi construído entre 1891 e 1916. O transporte direto de passageiros entre Moscou e Vladivostok só teve início após a conclusão da construção da ponte sobre o rio Amur, junto à cidade de Khabárovsk, no ano de 1916. Antes disso, para percorrer o mesmo trajeto, eram utilizados trechos da estrada de ferro Chinesa-Oriental e a viagem em um único sentido prolongava-se por 16 dias. A construção de uma ferrovia de tais dimensões foi realmente um evento importantíssimo para o Império Russo. Prova disso é o fato de que o príncipe Nikolái Aleksándrovitch, por incumbência do tzar Aleksandr III, esteve presente na missa celebrada para o lançamento das bases da ferrovia. A ideia de uma ferrovia na região surgiu, no século 19, como alternativa para desbravar e desenvolver economicamente as longas distâncias daquele território de dimensões continentais com mais de 17 milhões de km², considerado o maior país do mundo. Para se ter uma ideia de planejamento econômico e político que o governo russo tinha para ver aqueles linhas férreas em funcionamento, a cada ano eram acrescentados mil km de trilhos, cujo auge das obras otimizadas no período de 1895 a 1896 contou com a capacidade da força de trabalho em torno de 84 mil trabalhadores (cf. Marks, 1991; Chapman, 2001).
Metodologicamente para tratarmos de temas como magia e orientalismo, comumente utilizado para definir o estudo constituído por sociedades fora do amplo e dinâmico contexto ocidental, da cultura global europeia utilizamos a noção “pós-orientalismo”. Por duas razões sociológicas: a) É correlata à filosofia dita pós-moderna; b) Trata-se de um eclético e elusivo movimento social caracterizado por sua crítica à filosofia ocidental. Começando como um movimento de crítica da filosofia Continental, foi influenciada fortemente pela fenomenologia, pelo estruturalismo e pelo existencialismo, incluindo Søren Kierkegaard (1813-1855) e Martin Heidegger (1889-1976). Sofreu influências, também, em certo grau associado ao positivismo da filosofia analítica de Ludwig Wittgenstein (1889-1951). Para  parte dos pensadores, a filosofia pós-moderna reproduz a volumosa literatura da teoria crítica. Outras áreas na fronteira do debate incluíram a “desconstrução” e as diversas áreas que começam com o prefixo “pós”, como o “pós-estruturalismo”, o “pós-marxismo” e o “pós-feminismo”. 

É também utilizado para designar a familiaridade por artistas e criadores ocidentais de elementos, descrições ou imitações culturalmente conotadas com as culturas ditas orientais. Popularizado como um campo de estudo desde o século XVIII, mas tendo adquirido particularidades institucionais a partir do colonialismo do século XIX, o orientalismo estudava, sem distinções, um vasto grupo humano vulgarizado pela designação “mundo árabe” e mesmo a África, em alguns casos. O orientalismo ratificou a hipótese colonialista da inferioridade racial e cultural de todas as civilizações não europeias. O seu objetivo, não assumido, foi à busca da justificação do processo de dominação imperialista através do discurso de redenção dos povos ditos primitivos, inferiores e subdesenvolvidos que tem origem na antropologia colonialista. O Oriente, sociologicamente falando, é uma entidade autônoma dotada de múltiplas identidades com suas respectivas localizações territoriais. O que seria então esse Orientalismo cuja definição permite afirmar que o Oriente é uma invenção do Ocidente? Segundo Edward Said (1990) esse conceito tem diversos significados, históricos e culturais, mas que reflete a forma específica pela qual o Ocidente europeu reproporiam ao nível ideológico e cultural a designação do que é interpretado como Oriente.
Assim, o Orientalismo não necessariamente estabelece uma relação dialética e real de identificação real com o Oriente e sim, inversamente é a ideia que o Ocidente faz dele. Nesse sentido o Oriente ajudou a definir a Europa ou o Ocidente de forma transcendente com sua imagem, ideia, personalidade e experiência contrastantes. O Oriente na visão do Orientalismo é o lugar do exótico. Analiticamente precisamos tornar do ponto de vista teórico, prático e afetivo o exótico em familiar. A magia, antigamente chamada de Grande Ciência Sagrada pelos Magos, é uma forma de ocultismo que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando, assim, um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades internas espirituais e ocultas do homem, até que este tenha o domínio total sobre si mesmo e sobre a natureza. A magia tem características ritualísticas e cerimoniais que visam a entrar em contato com os aspectos ocultos do Universo e da Divindade. Afirma-se que, por meio de rituais, feitiços, orações ou invocações é possível fazer com que forças ocultas atuem sobre o ambiente, modificando, a vontade, o agir ou o destino das pessoas. Essa concepção é tida como irracional pela ciência.
Há registros de práticas mágicas em diversas épocas e civilizações. Supõe-se que o caçador primitivo desenhava a presa na parede da caverna antes da caça como forma de motivação. Posteriormente, adquiriu o ritual de enterrar os mortos e nomeou as forças da natureza que desconhecia, dando origem à primeira tentativa de compreensão da realidade, que chamamos de mito. Segundo o Novo Testamento bíblico, por exemplo, são três magos os primeiros a dar as boas-vindas a Jesus recém-nascido. No Velho Testamento, há a disputa mágica entre Moisés e os Magos Egípcios. Nos Vedas, no Bhagavad Gita, no Alcorão e em diversos textos sagrados, existem relatos similares. Os antigos acreditavam no poder dos homens e que, através de magia, eles poderiam comandar os deuses que são, na verdade, os poderes ocultos e latentes na natureza.
As zonas horárias ou fusos horários representam cada uma das vinte e quatro áreas em que se divide analiticamente a Terra e que seguem a mesma definição de tempo. O termo fuso denomina a porção de superfície esférica compreendida entre dois semiplanos que partem de um diâmetro da esfera, assemelhando-se comparativamente à superfície externa de um gomo de laranja. Anteriormente, por volta do ano 1300, ou já antes, usava-se o tempo solar aparente, passagem meridiana do Sol, de forma que a hora do meio-dia se diferenciava de uma cidade para outra. Os fusos horários corrigiram em parte o problema ao colocar os relógios de cada região no mesmo tempo solar médio. Todos os fusos horários são definidos em relação ao Tempo Universal Coordenado (UTC), o fuso horário que contém Londres quando esta cidade não está no horário de verão onde se localiza o meridiano de Greenwich, o qual divide o fuso horário. A hora era uma característica local. Antigos viajantes tinham que acertar o relógio quando chegavam a cidade nova. O acerto de horas era feito através do sol: o meio dia representava o ponto mais alto que a estrela alcançava. Grande parte das empresas, devido a estas irregularidades resolveu fixar cem fusos dos caminhos de ferro.
 Esta prática ocorreu até 1883. Na Grã-Bretanha, foi criada uma única hora legal para todo o país: Inglaterra, Escócia e País de Gales, sendo o autor original desta ideia William Hyde Wollaston. Com isto, a prática foi se popularizando. Great Western Railway foi a primeira companhia de trem a utilizar a hora Greenwich Mean Time (GMT) ou Tempo Médio de Greenwich. Em 1847, praticamente todas utilizavam este sistema. O senador do Canadá, Sanford Fleming, em 1878, sugeriu a complexidade de um sistema internacional de fusos horários. Seu pensamento era dividir a Terra em 24 faixas verticais, onde cada uma delas era um fuso de uma hora. O planeta possui 360° de circunferência, assim cada faixa teria 15° de largura longitudinal. Em 1879, o estudo foi publicado no jornal do Instituto do Canadá, de Toronto. Com a aprovação norte-americana, em 18 de novembro de 1883, as linhas de trem passaram a utilizar os fusos. O mais populoso é o GMT +8, da República Popular da China, da Mongólia, de parte da Rússia, na Sibéria, oeste da Austrália. Esse é também o fuso horário que cobre maior extensão territorial. Sobre o território da China, aproximadamente ao longo do 38º30'N, se estende por cerca de 4060 km, entre as longitudes 75ºE e 122ºE.                        
A ferrovia Transiberiana é uma rede ferroviária conectando a Rússia Europeia com as províncias do Extremo-Oriente Russo, Mongólia, China e o Mar do Japão. É frequentemente associada com o comboio transcontinental russo que liga centenas de grandes e pequenas cidades da Rússia, tanto na Europa como na Ásia. Com 9 289 km, abrangendo oito fusos horários e levando vários dias para realizar uma viagem completa, é o terceiro mais longo serviço contínuo do mundo, depois dos serviços das linhas Moscovo-Pyongyang (10 267 km) e a Donetsk-Vladivostok (9 903 km), ambos os quais também compartilham a ferrovia Transiberiana em muitas das suas rotas. A rota principal é a linha Transiberiana que se inicia em Moscou, passa por Iaroslavl no Volga, Perm no rio Kama, Ekaterinenburg nos Urais, Omsk no rio Irtysh, Novosibirsk no rio Ob, Krasnoyarsk no rio Ienissei, Irkutsk perto da extremidade sul do lago Baikal, Tchita, Blagoveshchensk, Khabarovsk e finalmente Vladivostok. Frequentemente em vez do trecho Moscou-Iaroslavl-Kirov usa-se rota ferroviária Moscou-Vladimir-Níjni Novgorod-Kirov. A sua construção durou desde 1891 até 1916 e em 2002 a eletrificação foi finalizada. Cerca de 30% das exportações russas viajam por este poderoso meio de comunicação que integra a área Asia-Pacific Economic Cooperation (APEC), um bloco político-econômico que tem por objetivo social transformar o Pacífico numa área de livre comércio e que engloba economias asiáticas, americanas e da Oceania. 
Em 1884, foi realizada a Conferência Internacional do Primeiro Meridiano, em Washington, D. C., Estados Unidos da América. A proposta era padronizar a utilização mundial da hora legal. Acabou sendo aceita a teoria de Fleming. A longitude 0° passaria pelo Observatório Real de Greenwich. Os outros fusos seriam contados positivamente para leste, e negativamente para oeste, até ao Meridiano de 180º - o Antemeridiano, situado no Oceano Pacífico, onde seria a Linha Internacional de Data. O cálculo é aproximado por questões de existir o horário de verão e convenções políticas de cada país. Os limites entre fusos horários, como é bem conhecido, não seguem necessariamente os meridianos múltiplos de +/- 15°. Seguem fronteiras políticas entre nações, províncias, estados dentro dos países, convenções e definições dos países. Para facilitar o entendimento, pode-se considerar que na linha do Equador cada fuso (15°) apresenta uma largura média da ordem de 1667 km. Os fusos vão tendo reduzida sua largura média, à medida que se aproximam dos Polos. Nos trópicos de Câncer e Capricórnio essa largura média dos 15° de cada fuso seria da ordem de 1529 km. A extensão Leste-Oeste dos fusos é, na altura dos Paralelos 30° Norte e 30° Sul, em torno de 1443 km. Nas Latitudes 50° Norte e 50° Sul os fusos apresentam largura média de 1071 km. O mais populoso dos fusos horários é o GMT +8, da República Popular da China (quase toda a população do fuso), da Mongólia, de parte da Rússia (na Sibéria), oeste da Austrália. É o fuso horário que cobre a maior extensão territorial na China, ao longo do 38º30'N, se estende por cerca de 4060 km, entre as longitudes 75ºE e 122ºE.
  Atualmente, o percurso mais longo do mundo percorrido por um vagão de passageiros pertence à viagem de Kiev a Vladivostok, na qual a distância de 10259 km é percorrida em 187 horas e 50 minutos. O trem de passageiros que vence com maior velocidade o percurso Moscou – Vladivostok é o de nº 1/2 “Rússia”. São 146 horas ou quase 7 dias de viagem. Em média, esse trem transporta 200 mil pessoas anualmente e, por isso, é frequentemente chamado de o principal trem do país. Esse título está ligado, em primeiro lugar, à construção da ferrovia Transiberiana e ao desbravamento da Sibéria e do Extremo Oriente russo. Os primeiros trens começaram a transportar os passageiros de Moscou para Vladivostok no ano de 1903, dois anos antes da revolução de 1905 e antes da conclusão da ferrovia Transiberiana. O moderno trem “Rússia” partiu para sua primeira viagem no dia 30 do setembro de 1966. Os trens que seguem de Moscou com destino a Vladivostok, partem da estação Iaroslávski, na capital, onde estão instaladas colunas especiais de indicação de quilometragem com o marco “0 km”. No outro extremo, em Vladivostok, está o marco “9298 km”. Desde então, os vagões passaram por repetidas reformas e sua coloração foi sendo alterada. Hoje em dia, em função das novas transformações políticas radicais, o trem é simbolizado com as cores da bandeira nacional e “carrega” simbolicamente o brasão oficial da Federação Russa.
Bibliografia geral consultada.

TVARDOVSKAIA, Valentina Aleksandrovna, El Populismo Russo. México: Siglo Veintiuno Editores, 1972; LENIN, Vladimir, El Desarrollo del Capitalismo en Russia. el Proceso de la Formanción de un Mercado Interno para a Grande Indústria. Barcelona: Editorial Ariel, 1974; Idem, Contenido Económico de Populismo. México: Siglo Veintiuno Editores, 1974;  RODRIGUES, Leôncio Martins e FIORE, Ottaviano de, Lênin: Capitalismo de Estado e Burocracia. São Paulo: Editora Perspectiva, 1978; GATRELL, Peter, “Industrial Expansion in Tsarist Russia, 1908-14”. In: The Economic History Review. Bristol, United Kingdom. Vol. 35, n° 1, February, 1982, pp. 99-110; JOLL, James, Europe since 1870: An International History. Londres: Penguin Books, 1990; MARKS, Steven Gary, Road to Power: The Trans-Siberian Railroad and the Colonization of Asian Russia, 1850–1917. New York, 1991; RAFFESTIN, Claude, Por uma Geografia do Poder. São Paulo: Editora Ática, 1993; CHAPMAN, Tim, Imperial Rússia: 1801-1905. London: Routledge Editor, 2001; BARROS, José Mauro Felipe Mendes, Avaliação do Principais Métodos Analíticos de Cálculo de Capacidade de Trafego Utilizados em Ferrovia Nacional e Internacional. Dissertação de Mestrado. Programa de Mestrado em Geotecnia e Transporte. Escola de Engenharia. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, 2013; NOGUEIRA, Flavio Schluckebier, A Busca pela Modernização: Uma Análise Comparativa entre a Rússia Imperial (1861-1914) e a Rússia Soviética (1921-1939). Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Economia Política Internacional do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2013; Artigo: “Uma Viagem pela História da Transiberiana”. Disponível em: https://br.rbth.com/sociedade/2013/03/30/; BRANCO, Danyelle Karine Santos, Impactos da Ferrovia Transnordestina na Exportação de Manga e Uva do Vale Submédio São Francisco. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Economia. Centro Acadêmico do Agreste. Caruaru: Universidade Federal de Pernambuco, 2014; MATOS, Luciana Ferreira, Memória Ferroviária: Da Mobilização à Política Pública de Patrimônio. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2015; VOLINETS, Aleksei, “Por que a Rússia Construiu a Ferrovia Transiberiana?”. Disponível em: https://br.rbth.com/arte/historia/2017/01/13/entre outros. 

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