Sônia Braga - Hair, Teatro, Arte, Cinema & Vida entre Paixões.
Ubiracy de Souza Braga*
“Não
quero ser a estrela do nosso cinema, mas que o nosso cinema seja a
estrela no qual trabalho”. Sonia Braga
Hair: The American Tribal Love-Rock
Musical é um
rock-musical escrito por James Rado e Gerome Ragni, também autores das letras
das músicas criadas por Galt MacDermot. Produto da contracultura hippie
e da revolução sexual dos anos 1960, muitas de suas canções tornaram-se hinos dos
movimentos populares antiguerra do Vietnã nos Estados Unidos da América. A
profanação de valores embutida no musical, sua descrição do uso de drogas
ilegais, tratamento da sexualidade, irreverência pela bandeira nacional e uma
cena de nu explícito, causaram enorme controvérsia. Ele trouxe o mundo dos
musicais a novos parâmetros, criando o “rock-musical”, usando a integração
racial para compor o elenco e convidando a plateia a interagir com o
espetáculo, subindo ao palco na cena final. Hair narra a história social de um grupo de hippies cabeludos politicamente ativos da Era de Aquário,
que levam uma vida boêmia em Nova York e lutam contra o alistamento militar
para o Vietnã. Claude, seu bom amigo Berger, sua amiga Sheila e outros amigos
hippies, tentam equilibrar suas jovens vidas, amores e sexo livre com a
rebelião pessoal contra seus pais e a sociedade conservadora norte-americana. Na análise, Claude precisa decidir entre rasgar seu cartão de
alistamento como seus amigos fizeram ou sucumbir à pressão de seus parentes e
da América conservadora e servir no extraordinário então, Vietnã, comprometendo seus princípios
pacifistas e arriscando sua vida.
Após estrear off-Broadway
em outubro de 1967 no The Public Theater — onde ficou por 45 dias — e
fazer algumas apresentações numa discoteca no centro de Manhattan, a peça
estreou na Broadway em 29 de abril de 1968 para uma carreira que duraria
por 1750 apresentações. Produções subsequentes e simultâneas foram montadas em
diversas cidades dos Estados Unidos e da Europa e a partir daí a peça foi
apresentada por todo o mundo, incluindo a gravação de discos nas línguas
locais, como a gravação original do elenco nova-iorquino, que vendeu cerca de
três milhões de cópias nos Estados Unidos e ganhou o Grammy Awards de
Melhor Álbum de Musical. Algumas das canções fizeram parte da lista de Top 10
da Billboard e um filme foi realizado em 1979, dirigido por Milos Forman
(1932-2018), baseado no musical. Hair foi concebido pelos atores James
Rado e Gerome Ragni, que se conheceram em 1964 durante uma peça fracassada
encenada off-Brodway chamada Hang Down Your Head and Die e começaram a
escrever juntos o musical no fim daquele ano. Os personagens principais, “Claude”
e “Berger”, são autobiográficos, com o “Claude” de Rado um
romântico pensativo e o “Berger” de Ragni um extrovertido. A relação próxima e
volúvel dos autores impacta o musical. Rado diz: “Nós éramos
grandes amigos. Tínhamos um tipo de relação passional que dirigíamos para a
criatividade, para os textos e canalizamos para a criação da peça. Nós
colocamos o drama existente entre nós em cima do palco”.
Rado descreve a
inspiração para Hair como a combinação de alguns personagens que
encontravam pelas ruas, pessoas que conheciam e sua própria imaginação: “Nós
conhecemos esse grupo de garotos do East Village que estavam recusando e
jogando fora os certificados de alistamento e havia vários artigos na imprensa
sobre alunos que estavam sendo expulsos das escolas por usarem cabelos
compridos. Havia uma grande excitação nos parques, nas ruas e nas áreas hippies
e nós imaginamos que se pudéssemos transmitir isso para o palco seria
magnífico. Nós saíamos com eles e íamos a seus “Be-Ins[i] e deixamos nossos
cabelos crescer. Vários integrantes do elenco original foram recrutados
diretamente das ruas”. Rado continua: “Aquilo foi muito importante
historicamente e se nós não o tivéssemos escrito, não teria havido nenhum
registro daquele movimento. Você hoje pode ler ou ver filmes sobre aquilo, mas
não pode vivenciar a experiência pessoalmente. Nós pensamos: Isto está acontecendo
nas ruas e queremos levar para o palco”. Rado e Ragni levaram seus rascunhos da
peça até um produtor, Eric Blau, que os colocou em contato com o compositor
canadense Galt MacDermot. MacDermot havia ganho o Grammy em 1961 e tinha um
estilo de vida completamente diferente dos outros dois.
Usava cabelo curto,
tinha esposa, quatro filhos e nunca tinha entrado em contato com um hippie
antes do encontro, mas dividiu com eles o entusiasmo por criar um musical de
rock & roll. Os três trabalharam de maneira independente, com Rado e Ragni
lhes levando as letras e ele transformando-as em música. MacDermot compôs a
trilha musical completa em três meses. Os criadores de Hair apresentaram o
musical para diversos produtores e receberam apenas negativas. Joseph Papp, que
dirigia o New York Shakespeare Festival, resolveu que queria Hair para
abrir o novo The Public Theater, ainda em construção no East Village de
Nova York. Hair seria a primeira atração oferecida por Papp que não era
relacionada a William Shakespeare. A montagem, porém, não ocorreu com
tranquilidade. O diretor do Public, Geral Freedman, demitiu-se
frustrado: “A seleção e os ensaios foram confusos, o material em si era
incompreensível para vários de nós da equipe do teatro”. Papp aceitou a
renúncia de Freedman e contratou a coreógrafa Anna Solokow para o cargo, mas
após um desastrado ensaio final com as roupas da peça, ele foi obrigado a
chamar Freedman em Washington, onde ele se encontrava, para que assumisse o
trabalho novamente. Hair estreou em 17 de outubro de 1967 e foi encenado
no Public por cerca de seis semanas. Apesar de receber críticas mornas da
imprensa, ele logo se tornou popular com as audiências e no mesmo ano um álbum
com as músicas foi gravado pelo elenco off-Broadway.
Michael Butler, um
empresário de Chicago que pretendia lançar sua candidatura ao Senado dos
Estados Unidos tendo como plataforma política a oposição à Guerra do Vietnã,
viu um anúncio da peça no New York Times e, imaginando tratar-se de uma obra
sobre índios americanos, sugestionado pelo cartaz do anúncio, foi ao teatro assisti-la.
Acabou assistindo-a várias vezes e resolveu juntar esforços com Papp para levar
o musical a outro teatro de Nova York quando acabasse o tempo acordado de
exibição no Public. Sem um teatro disponível, os dois levaram Hair para uma
discoteca na Broadway, onde ela estreou em 22 de dezembro de 1967 e foi
encenada durante 45 dias. Tanto no Public Theater quanto na discoteca, ainda
não havia nudez em Hair. Entre o fim das apresentações na discoteca
Cheetah e a estreia na Broadway três meses depois, Hair passou por várias
modificações. Seu enredo original off-Broadway, que já trazia a base do que o
faria famoso, mas tinha muitas divagações surreais, foi ainda mais depurado,
tornando-o mais realista. Por exemplo, o personagem “Claude”, que na
concepção original era um extraterrestre que pretendia ser um cineasta, na
montagem final da Broadway tornou-se um humano. Além disso, treze novas canções
foram incluídas no roteiro e “Let the Sunshine In”, um de seus futuros hinos
pacifistas, foi adicionado ao fim do musical, para que ele se tornasse mais
edificante e otimista em sua mensagem. Antes da mudança para a Broadway, a
equipe de criação contratou o diretor Tom O`Horgan (1924-2009), que havia realizado sua
reputação artisitcamente dirigindo per se o teatro experimental em Nova York.
Ele tinha sido a
primeira escolha dos autores para dirigir a peça no Public, mas na época
encontrava-se na Europa. A revista Newsweek descreveu o estilo de
direção de O`Horgan como “selvagem, sensual, e bem musical … [ele] desintegra a
estrutura verbal e muitas vezes divide e distribui o caráter narrativo até
mesmo entre diferentes atores.... O`Horgan gosta de um bombardeio sensorial”.
Nos ensaios, o diretor usou técnicas que envolviam jogos de improvisação e
muitas delas acabaram incorporadas ao roteiro final. O`Horgan e a nova
coreógrafa Julie Arenal encorajaram a liberdade de criação e a espontaneidade
entre seus atores, introduzindo um estilo de interpretação expansiva e orgânica
nunca vista antes na Broadway. A inspiração para incluir a nudez no musical
veio quando os autores assistiram a uma demonstração antiguerra no Central Park
onde dois homens ficaram nus numa atitude de desafio e liberdade, e decidiram
incorporar a ideia ao show. O`Horgan já havia usado da nudez em várias de suas
peças experimentais, e ajudou a integrar a ideia dentro da estrutura do
musical. Papp, o produtor original off-Broadway declinou de tentar uma carreira
para Hair na Broadway, e assim Butler assumiu a produção e o desafio sozinho.
Durante algum tempo parecia que ele não seria capaz de conseguir um teatro, já
que os donos ficaram receosos de exibir material tão
controverso. Butler, porém, puxou alguns cordões de ligações políticas e laços
familiares e acabou convencendo David Cogan, dono do Biltmore Theater, a lançar
o espetáculo.
O Central Park, um vasto parque
urbano norte-americano com 341 hectares (3,41 km²), ou aproximadamente 4 km por
800 metros, está localizado no bairro de Manhattan, na cidade de Nova York,
estado de Nova York. É administrado pela Central Park Conservancy, que possui
um orçamento anual de US$ 200 milhões, e sua manutenção, assim como a de outros
espaços públicos verdes da cidade, é de responsabilidade do Departamento
de Parques e Recreação da cidade de Nova York. Concluído em 1873, após
dezesseis anos de construção, de acordo com os planos de Frederick Law Olmsted
e Calvert Vaux, o Central Park tornou-se um verdadeiro espaço verde no coração
da floresta de arranha-céus de Manhattan, embora esteja localizado na parte Norte
da ilha, onde os edifícios eram um pouco mais baixos até a década de 2020. É
delimitado pela Rua 110 ao Norte, pela Oitava Avenida a oeste, pela Rua 59 ao Sul
e pela Quinta Avenida a Leste. Essas ruas são chamadas respectivamente
de Central Park Norte, Central Park Oeste e Central Park Sul, e o parque é
ladeado por dois bairros residenciais: o Upper East Side (a Leste) e o Upper
West Side (a Oeste). Com 37,5 milhões de visitantes anualmente, o Central Park
é o parque mais visitado dos Estados Unidos da América. Sua aparência natural é
resultado de um extenso trabalho de paisagismo: o parque contém vários lagos
artificiais dos quais, o Reservatório Jacqueline Kennedy Onassis,
cobre 0, 43km²), caminhos para
pedestres, duas pistas de patinação no gelo, um santuário de vida selvagem e
gramados para esportes e jogos ao ar livre.
O parque também é um santuário para
aves migratórias, atraindo muitos observadores de pássaros e visitantes. Uma
estrada de 9,7 km de extensão, relativamente tranquila para motoristas,
circunda o parque. Ela pode ser usada por pedestres, corredores, ciclistas e
patinadores quando o tráfego de carros é proibido. O Central Park foi o
primeiro grande parque público a ser desenvolvido em uma cidade americana. O
plano para um grande espaço verde no coração da cidade de Nova York não fazia
parte do Plano dos Comissários de 1811, o principal plano cadastral que formou a
base do atual traçado das ruas. Em 1830, a cidade de Nova York havia se tornado
a maior cidade dos Estados Unidos, com aproximadamente 200.000 habitantes. Em
torno de 1850, a maioria dos nova-iorquinos vivia ao Sul da Rua 38 em bairros
superlotados e barulhentos, e os moradores tinham apenas alguns espaços
verdes disponíveis, geralmente cemitérios, como o Cemitério Green-Wood no
Brooklyn. Quando historicamente a cidade de Nova Iorque começou a expandir-se
para o Norte na ilha de Manhattan, no século XIX, muitas vozes clamaram pela
criação de um espaço verde, semelhante ao Bois de Boulogne, em Paris, concluído
em 1852, ou ao Hyde Park, em Londres. Entre os que defendiam a construção do
parque estavam o arquiteto paisagista Andrew Jackson Downing e escritores como
George Bancroft e Washington Irving. William Cullen Bryant, poeta e jornalista
do New Evening Post, um dos apoiadores do projeto, exigiu que: “O município
está inaugurando um parque, um grande parque, um parque de verdade, que, por
meio do lazer saudável das pessoas, as manterá longe do álcool, do jogo e dos
vícios, e as educará em bons costumes e ordem”. Ele então propôs em 1850 que o
município comprasse um terreno que ele descreveu como “em pousio, feio e
repugnante” no qual o projeto poderia ser construído.
Em 1853, a Legislatura
do Estado de Nova Iorque decidiu sobre a sua localização, situada para além da
Rua 42, então o limite norte de Nova Iorque. As autoridades determinaram uma
área de 2,8 km² da Rua 59 à Rua 106, entre a 5ª e a 8ª Avenidas, a um custo de
mais de 5 milhões de dólares apenas para a compra do terreno. O estado nomeou a
Comissão do Parque Central para supervisionar o desenvolvimento do espaço
verde. Em 1857, foi realizado um concurso para projetar o parque, e o Plano
Greensward, do escritor Frederick Law Olmsted e do arquiteto britânico Calvert
Vaux, foi selecionado. De acordo com Olmsted, o parque deveria ser “de
importância primordial como o primeiro verdadeiro parque do século e um
empreendimento democrático da maior significância”. A visão de Olmsted foi sem
dúvida influenciada por suas extensas viagens pela Europa durante a década de
1850, nas quais visitou inúmeros parques e ficou particularmente impressionado
com o Parque Birkenhead, em Wirral, inaugurado em 1847, que foi o primeiro
parque público totalmente construído do mundo. O projeto escultural foi
confiado a Jacob Wrey Mould, e Andrew Haswell Green tornou-se presidente da
Comissão do Central Park em 1857, cargo que ocupou até 1871. Apesar de sua
falta de experiência (pois ele era formado em direito), desempenhou um papel
fundamental no desenvolvimento do parque nova-iorquino: em 1858, negociou a
aquisição de mais 26 hectares para expandir o plano original. Graças a ele, o
Central Park estendeu-se para o Norte até a Rua 110, enquanto originalmente o
parque deveria terminar na Rua 106. Em
torno de 1850, o terreno designado era coberto por um pântano, pontilhado de
grandes rochas e ocupado por numerosos ocupantes ilegais, que criavam cabras e
porcos e que, por vezes, utilizavam a área como lixão. Consequentemente,
as primeiras obras só começaram em 1857, quando Olmsted foi nomeado
superintendente do Central Park. Duraram um total de dezenove anos, tendo em
vista que o 150º aniversário comparativamente do parque foi celebrado em 2003. Isso envolveu a
detonação de 300.000 m³ de rocha, a drenagem do terreno pantanoso e a
introdução de três milhões de metros cúbicos de solo. Além disso, 1.500
trabalhadores labutaram quatorze horas por dia para plantar cerca de 500.000
árvores.
O projeto de construção, concluído em 1869, custou a vida de cinco
trabalhadores e o trabalho de construção e paisagismo do Central Park custou o
equivalente a 500 milhões de dólares na atualidade. A construção do parque
também levantou a questão da realocação dos diversos moradores da área onde ele
foi construído, a maioria dos quais bastante pobres, sendo a maioria imigrantes
de origem irlandesa e alemã. Muitos deles haviam vivido em pequenas vilas antes
da completa urbanização de Manhattan; essas vilas incluíam Seneca Village,
Harsenville , o Piggery District e o Convento das Irmãs da Caridade. Em 1857,
cerca de 1.600 pessoas foram despejadas sob o pretexto de expropriação para uso
público: as vilas foram arrasadas para dar lugar ao futuro parque. O projeto de
Calvert era “uma celebração da natureza monumental americana, concebida para
ser acessível ao maior número de pessoas”. As influências foram variadas,
notadamente inspiradas por cemitérios paisagísticos (como Mount Auburn em
Cambridge, Massachusetts, ou Green-Wood Cemetery no Brooklyn), que eram
idílicos e naturalistas. Os arquitetos paisagistas do parque procuraram
reproduzir diversas pinturas: a Leste do parque, a paisagem é a de Kindred
Spirits, uma obra de Asher Durand que exalta a beleza das florestas das
Montanhas Catskill, localizadas a cerca de 100 Km ao Norte da cidade de Nova
York. As obras de Jervis McEntee e Thomas Cole inspiraram o Terraço Bethesda. A
principal inovação na construção do Central Park foi a separação das faixas de
tráfego entre pedestres, cavaleiros e veículos recreativos, permitindo que
todos os tipos de moradores e turistas circulassem pela cidade com segurança. O
tráfego comercial utiliza vias completamente escondidas por arbustos e
folhagens, para não perturbar o aspecto rústico do local. As ruas transversais Leste-Oeste
estão enterradas sob o parque. O parque conta com trinta e seis pontes
projetadas por Vaux, com arquitetura única, construídas em granito,
xisto ou, estilo mais neogótico, metal.
O objetivo de Frederick
Law Olmsted era dividir seu futuro parque em três partes. A primeira parte, “pastoral”,
pretendia evocar, através de seus grandes espaços verdes, as vastas planícies
verdes da Inglaterra. Uma segunda parte, “pitoresca”, deveria afirmar o estilo
escolhido para o espaço, enquanto a terceira seção, “formal”, incluiria uma
fonte, um corpo d`água ou um mirante que poderia se tornar um local de encontro.
Durante a construção do parque, Olmsted esteve constantemente em conflito com
os membros da Comissão do Central Park, a maioria dos quais era afiliada ao
Tammany Hall, uma organização democrática informal. Em 1860, ele foi destituído
do cargo de superintendente do Central Park e substituído por Andrew Haswell
Green, ex-presidente do Conselho de Educação da cidade de Nova York, que foi
nomeado presidente da comissão. Apesar de sua experiência relativamente
limitada, Green conseguiu acelerar a construção e negociar a aquisição do
terreno adicional de 26 hectares (180 acres) ao Norte do parque. O papel de
Olmsted na construção diminuiu, e ele então trabalhou no desenvolvimento do
Prospect Park, no Brooklyn.
Sônia Braga
estreou na carreira artística aos 18 anos, na peça teatral Hair, da qual foi a grande estrela. No cinema protagonizou
importantes papéis em Dona Flor e Seus
Dois Maridos, Eu Te Amo e A Dama do Lotação. No primeiro caso,
trata-se de um filme baseado em um dos romances mais conhecidos do escritor
brasileiro Jorge Amado, membro da ABL, que o publicou em 1966, em plena
ditadura militar castilhista (cf.
Figueiredo, 1980). Na terceira parte do livro os acontecimentos se “atropelam”
e assumem um estilo do “realismo fantástico”, quando o espírito de Vadinho (que
era filho assumem um estilo do “realismo
fantástico”, quando o espírito de Vadinho (que era filho de Exu) retorna e
passa a atormentar Dona Flor. Somente ela vê Vadinho, que quando está com Dona
Flor parece ser capaz de realizar as mesmas coisas que fazia na cama quando
estava vivo. Dona Flor hesita em se manter fiel ao novo marido ou ceder ao
espírito do primeiro. Queremos dizer com isto que o realismo mágico está
presente na literatura e na realidade latino-americana, originariamene como efeito de poder colonialista. A fantasia do escritor,
trabalhada por sua linguagem, produz a magia da escritura. O que há de novo é
que ressoa a realidade na ficção, da mesma forma que esta naquela. Uma povoa a
outra. Há acontecimentos, situações, figuras, sombras, ecos, labirintos que
aparecem pela aura da escritura.
Há
expressões, imagens, metáforas, alegorias no romance que revelam a fantasia do
real. Assim como pode ser um traço fundamental de uma época da história da
literatura latino-americana. Um estilo literário que revela o espírito da
cultura dessa época. E esta altura, por sua vez, ressoa os trabalhos e os dias,
os impasses e as lutas, as derrotas e as façanhas da vida das pessoas,
famílias, grupos, classes, movimentos sociais e outros setores ou
“manifestações de vida” no sentido simmeliano do termo, nas sociedades nacionais,
do continente e das ilhas. Talvez tenham sido os desafios característicos da
história social e política que transformaram a cultura da América Latina em um
vasto arsenal de fatos surpreendentes, insólitos, brutais, incríveis,
encantados; isto é, “uma profusão de
fantasias, maravilhas e barroquismos”. Os impasses e as façanhas de uma época
permitem reler o passado e o presente. É como se um novo horizonte iluminasse
de repente todo o vasto mural da história, revelando fatos e feitos que adquire
outro movimento, som, cor. O romancista pode ser um cronista “fora do tempo”,
narrando o imaginado e o acontecido segundo a luz que o ilumina historicamente na sociedade. Ele pode representar “um estilo de olhar” na medida em que o realismo mágico
parece uma “superação do realismo social, crítico”. Tem sido visto como um
estilo diferente, novo, em contraste com o europeu.
Destarte a
estreia de Sonia Braga como atriz ocorreu no teatro, e logo num papel pra lá de
polêmico. Pela insistência do produtor, conseguiu, aos 18 anos, um papel com
nudez na peça “Hair”. Foi a primeira peça a trazer atores nus para os palcos
brasileiros. No cinema, conseguiu sua primeira oportunidade no mesmo ano, no
antológico “O Bandido da Luz Vermelha” (1968), de Rogério Sganzerla. Vale
lembrar que João Acácio Pereira da Costa, conhecido como “Bandido da Luz
Vermelha” (1942-1998), foi um notório criminoso brasileiro. O reconhecimento
internacional veio com “O Beijo da Mulher Aranha” (“Kiss of the Spider Woman”, 1985),
de Hector Babenco. O filme narra uma história estereotipada do prisioneiro político de esquerda
Valentín Arregui (Raul Julia) e Luís Molina (William Hurt), que em como representação social um “homossexual
afeminado” condenado por “corrupção de menor”. Os dois dividem uma cela numa
prisão brasileira. Molina relembra, na prisão, um de seus filmes favoritos, um
suspense romântico de guerra que também é uma propaganda nazista. Ele descreve
os personagens numa narrativa que traz conforto a Arregui para
distraí-lo da dura realidade da prisão e da separação da mulher que ama. Arregui
permite que Molina penetre sua auto-defensiva intimidade e abre seu coração para
ele. Dirigido magistralmente por Hector Babenco, ”O Beijo da Mulher-Aranha” é uma obra prima, com roteiro primoroso de Leonard Shrader baseado no best-seller de Manuel Puig, tornou-se um clássico absoluto imediatamente, aclamado no Festival de Cannes e posteriormente pelo Globo de Ouro, BAFTA e o Oscar. Apesar de suas
boas discussões sobre a política como background no cinema, uma quase improvável
amizade se desenvolve entre os dois prisioneiros: o sonhador e o ativista
político. À medida que a história se desenvolve, fica claro que Arregui está
sendo envenenado pelos carcereiros para que revele o que sabe. Molina, ao que
tudo indica, também pode ter outras intenções, ou seja, seus sentimentos
românticos por Arregui. Produzido em conjunto entre Brasil e Estados Unidos,
reuniu ao lado de Sônia Braga os renomados atores William Hurt e Raul Julia. O
trio de atores e diretor ganharam destaque na mídia norte-americana, tendo
suas carreiras projetadas globalmente. Foi indicado ao Oscar de
Melhor Filme, com Sônia Braga sendo ao Globo de Ouro de Melhor Atriz.
Atingia, ali, o auge de sua popularidade internacional.
Aproveitando o
bom momento de realização profissional, estética e artística, Sônia Braga deixou
o Brasil ainda em 1985, logo após a concretização do movimento político Diretas Já de reivindicação por
eleições presidenciais diretas no Brasil ocorrido entre 1983-1984, indo morar
nos Estados Unidos. Lá, artisticamente envolveu-se com os mais diversos tipos
de produção cinematográfica como: “Moon over Parador” (Br/Pt: “Luar sobre
Parador”) é um filme estadunidense de 1988, do gênero comédia, dirigido por
Paul Mazursky, com roteiro de Leon Capetanos e Paul Mazursky, baseado em
história social de Charles G. Booth, música de Maurice Jarre e direção de arte do
brasileiro Marcos Flaksman. O filme teve locações em Nova Iorque, e no Brasil
especificamente ans cidades históricas de Ouro Preto, Rio de Janeiro e Salvador. “Rebelião em Milagro” (1988), a morte
do presidente/ditador de um país latino-americano faz com o chefe de seu
gabinete, Roberto Strausmann, convença o ator Jack Noah, que “é um sósia do
morto, a assumir seu lugar”. Desta forma, Strausmann pode governar, usando Noah
como fantoche. Porém, a namorada do falecido, Madonna Mendez, ao contrário da
população sabe da verdade como ocorre esse processo de comunicação inferido no âmbito da substituibilidade.
Sonia Braga fez
alguns telefilmes incluindo sua participação no seriado “The Bill Cosby Show”. Um
dos visionários a levar cinema para TV foi o genial Alfred Hitchcock. Na
primeira metade dos anos 1990, Sônia Braga percebe que os papéis começavam aparentemente
a diminuir. Depois de fazer “A Última Prostituta” (1991) onde um ancião conta
aos sobrinhos a história da cortesã Loah Campos, que foi amante de homens
poderosos. Ao descobrirem que a mulher vive agora reclusa numa fazenda do
Texas, os dois partem para lá e buscam emprego, “a fim de perder a virgindade
com uma mulher experiente” e “Amazônia em Chamas” (1994), que narra a história política
de Chico Mendes, (Xapuri, 15 de dezembro de 1944 - Xapuri, 22 de dezembro de
1988) um seringueiro, sindicalista e ativista ambiental brasileiro assassinado.
O homem condenado por ser o mandante da morte do sindicalista Chico Mendes, o
fazendeiro Darly Alves da Silva, afirmou em entrevista concedida pelas lentes
do Fantástico (Rede Globo de
Televisão) que o seringueiro “não valia nada”. Segundo ele, foi Chico Mendes
“quem se matou” porque “mexeu com todo mundo”. Sua atividade política visada à
preservação da Floresta Amazônica lhe deu projeção mundial. Neste período, como
vimos, Sônia Braga voltou a se dedicar a algumas produções no Brasil. E, logo
de cara, retornou às adaptações de Jorge Amado, com “Tieta do Agreste” (1996),
de Cacá Diegues.
A partir daí,
começou a fazer participações especiais em novelas, mas sempre aparecendo hic et nunc em outro filme, tais como: “Cidade
do Silêncio”, “Um Amor Jovem” ou nas séries norte-americanas: “CSI: Miami”,
“Alias: Codinome Perigo”, “Ghost Whisperer”. Em “Páginas da Vida”, apelava
Sônia Braga aos jornalistas que acompanharam, no Rio de Janeiro, as gravações
do último episódio: - “Vocês têm que compreender que eu estou sempre fazendo
uma novela”. Como toda celebridade, vidrada em fama e holofotes, a atriz não
escondeu a cara perante as câmaras e as objetivas. E na festa, que ocorreu no Porcão Rio’s, Sônia Braga parecia ser a
“estrela da novela”, pela atitude de vedete que revestiu a sua entrada no
recinto. O objetivo era mesmo chamar a atenção. Uma mulher sabe chamar atenção.
Sorrisos, beijos lançados para os fãs, piscares de olho e um insinuante despir-se
do casaco para os fotógrafos, marcaram a entrada da atriz, que demorou mais
tempo na “passarela vermelha” do que provavelmente qualquer outro colega. Na
novela escrita por Manoel Carlos, conhecido pelos cariocas como Maneco e
morador da bela praia do Leblon, em exibição na SIC, a pose é a mesma e Sônia
Braga “bebe cada cena como se fosse a derradeira”. Como que agradecendo a Deus
o fato de, com a proximidade dos 6o anos ter a oportunidade de brilhar no gênero
que, na década de 1970, a lançou para a fama na interpretação da doce e sensual
“Gabriela”.
Em “Páginas da
Vida”, uma novela em meu modo de entender claustrofóbica, Sônia Braga
interpreta a escultora Tônia Werneck. Tônia é uma artista plástica sedutora,
que vive uma paixão tórrida com um homem mais novo e casado (Edson Celulari) e termina
a história nos braços de um galã serôdio (Tarcísio Meira) que, curiosamente, é
sogro do primeiro. Depois de várias décadas vivendo nos Estados Unidos, onde
protagonizou um tórrido romance com Robert Redford, a própria atriz responde à
imprensa: - “Graças a vocês [jornalistas] eu tive um marido e um namorado.
Espero que não me separem agora que acabou a novela”. A imprensa brasileira
relata ao pormenor o seu namoro com o ator Sidney Sampaio, 29 anos mais novo.
Mas Sônia Braga nega ter uma relação séria: “Isso foi a imprensa que inventou”,
disse ao canal Correio TV na festa que
se seguiu às gravações da trama escrita por Manoel Carlos, afirmando ainda: - “Desde
o começo que nós somos amigos. Um dia, num desfile, eu disse que usava uma
aliança criada pelo joalheiro Antônio Bernardo e depois dei-lhe uma igual, no
Natal, porque ele adora anéis. Foi um presente de amigo”. No entanto, este é
apenas mais um maravilhoso caso, seja verdadeiro ou não, que a atriz coleciona
na memória como qualquer ser humano feliz com as suas realizações em seu campo
afetivo e de trabalho.
Foi com as
personagens de Jorge Amado que ela redescobriu sua sensualidade como
“Gabriela”, “Dona Flor” e “Tieta”. Uma mulher, para lembrarmo-nos de Simone de
Beauvoir, “não nasce mulher, torna-se”. Na tranquilidade de Petrópolis, em
1958, escreve “Gabriela, cravo e canela”. O livro, publicado em agosto, esgota
20 mil exemplares em apenas duas semanas; até dezembro venderia mais de 50 mil
exemplares. Sai o disco “Canto de amor à Bahia e quatro acalantos de Gabriela,
cravo e canela”, trazendo leituras de Jorge Amado e música de Dorival Caymmi.
No ano seguinte, “Gabriela” coleciona prêmios: Machado de Assis, do Instituto Nacional do Livro; Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro e
Luiza Cláudio de Souza, do Pen Club,
são alguns deles. O romance ultrapassa a casa dos 100 mil exemplares vendidos.
Recebe em Salvador, do Axé Opô Afonjá, Muniz Sodré de Araújo Cabral, autor de
livros e artigos, entre eles: “O dono do corpo” (1998), “La Città e il Tempi”
(1998), “Multiculturalismo” (1999), “Corpo de Mandinga” (2002), “Antropológica
do Espelho” (2002) , um dos mais altos títulos do candomblé, o de obá orolu, também receberam tal
distinção o compositor Dorival Caymmi e o artista plástico Carybé. “Obá, no
sentido primitivo, é um dos doze ministros de Xangô”, explica Jorge Amado.
Funda a Academia de Letras de Ilhéus. Lança na revista Senhor, do Rio de Janeiro, a novela “A morte e a morte de Quincas
Berro D`água”; a ideia inicial era que este texto, de 98 páginas
e escrito em dois dias, integrasse o romance “Os pastores da noite”. Naquela
mesma publicação sairia o conto: “De como o mulato Porciúncula descarregou o
seu defunto”.
Sonia
Braga se transformou em sinônimo dos principais personagens libertários
femininos deste escritor baiano e no símbolo sexual do cinema brasileiro. Com
12 milhões de espectadores, “Dona Flor e Seus Dois Maridos” até então
recordista de público do cinema brasileiro. Raul Julia foi seu parceiro em
quatro filmes. O ator porto-riquenho morreu em 1994 e foi um dos colegas mais
especiais da vida de Sonia Braga. São púbicos seus flertes e namoros com Robert
Redford, Clint Eastwood, Caetano Veloso, Warren Beatty, Chico Buarque, Djavan,
Pelé, Mick Jagger e Pat Metheny. Grande sucesso de público nos anos 1980, Eu Te Amo é uma fantasia romântica
sobre o desejo e a paixão. Tudo se passa dentro de um apartamento fantástico,
como um caleidoscópio ou um palácio de espelhos, onde “os delírios do amor e do
sexo se refletem num ritmo alucinante”. É a história de um homem, industrial
falido no chamado “milagre econômico” dos anos 1970, e de uma mulher que deseja
desesperadamente se amar e que, ao mesmo tempo, têm um medo brutal desse
encontro. O filme Eu Te Amo começa
como drama psicológico, evolui para a comédia e erotismo e acaba como um grande
delírio musical.
Mas o que há de fantástico/mágico é que este filme realizado em 1981 atravessa duas décadas e continua com uma projeção atual, não apenas
nos discursos amorosos, mas, sobretudo nos sentimentos que deveríamos todos ter
o sentimento à flor da pele, a sede de amar e de descobrir um mundo novo atrás
do amor.A
Dama do Lotação é um filme brasileiro de 1978 do gênero
drama erótico, dirigido por Neville de Almeida baseado em uma história de
Nélson Rodrigues. O filme é “a quarta maior bilheteria da história do cinema
brasileiro, com 6 508 182 espectadores”. Na televisão, um
de seus primeiros trabalhos deu-se na versão brasileira do programa educativo
infantil Vila Sésamo (“Sesame Street”),
em que interpretava a professora Ana Maria. Vila Sésamo foi uma série de televisão, uma versão brasileira
baseada no programa infantil norte-americano “Sesame Street”, criado pela Children’s Television Workshop de Nova
York, baseado em opiniões e conceitos emitidos por técnicos de educação e
agência de publicidade norte-americana. Mas seus maiores sucessos foram as
telenovelas Gabriela e Dancin`Days, sendo esta uma telenovela
brasileira, produzida e exibida pela Rede Globo de 10 de julho de 1978 a 27 de
janeiro de 1979, às 20 horas. Foi escrita por Gilberto Braga e dirigida por
Daniel Filho, Gonzaga Blota, Dênis Carvalho, Marcos Paulo e José Carlos Pieri,
tendo contado com 173 capítulos. Júlia de Souza Matos é uma ex-presidiária, que
ganha liberdade condicional após onze anos de prisão. Ela foi presa por
atropelar acidentalmente, um homem durante a fuga ao assalto a banco. Após
sair da cadeia, onde sofreu tenta se reaproximar da filha, Marisa de
Souza Matos como obstáculo a irmã.
Após vinte anos viver nos Estados Unidos da América, em 2006, Sônia Braga regressou ao Brasil para participar de
uma telenovela inteira, Páginas da Vida,
de Manoel Carlos, “onde interpretou uma escultora internacionalmente
reconhecida”. É uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo
no horário nobre da emissora, entre 10 de julho de 2006 e 2 de março de 2007,
totalizando 203 capítulos. A novela, que substituiu Belíssima, de Sílvio de Abreu, foi escrita por Manoel Carlos com
colaboração de Fausto Galvão, Maria Carolina, Leandra Pires, Juliana Peres,
Ângela Chaves e Daisy Chaves, dirigida por Jayme Monjardim, Fabrício Mamberti,
Teresa Lampreia, Fred Mayrink e Luciano Sabino e com direção de núcleo de Jayme
Monjardim. Sua última participação completa fora em 1980, em Chega Mais. Na trama Tom e Gelly vivem
uma relação difícil. Ela se complica ainda mais quando Tom é sequestrado no dia
do seu casamento com Gelly deixando-a aflita no altar. Ele planejou
o sequestro para a família de Gelly pagar o resgate.
O que Tom não sabia é que
a família composta pelos pais Agda e Belmiro, o irmão Dadá, a tia Lili e a avó
Cândida, vivem em uma crise financeira. Depois disso,
ela participou dos primeiros quinze capítulos da telenovela dita “de época”: Força de um Desejo, em 1999. No Século XIX, Vale do Paraíba, Rio de
Janeiro. Higino Ventura (Paulo Betti) é o ex-mascate que enriqueceu com
negócios escusos e que comprou a fazenda Morro Alto, na localidade de Vila de
Sant`Anna, para se aproximar de sua antiga paixão, Helena (Sônia Braga),
moradora da fazenda vizinha, a Ouro Verde, agora casada com o poderoso Barão
Henrique Sobral (Reginaldo Faria). Ele está disposto a tudo para reconquistar
Helena, inclusive comprar a Ouro Verde e obter o título de nobreza e o mesmo
status do barão. Mas Helena, apesar de amar o marido e desprezar Higino, sofre
nas mãos do barão, pois este sabe que
Abelardo (Selton Mello), que criou como seu filho, é na verdade filho de
Higino. O segredo é uma lei de atração.
Bibliografia geral consultada. FIGUEIREDO,
Eurico de Lima, Os Militares e a
Democracia. Rio de Janeiro: Graal Editor, 1980; CHRISTOFARO, Paulo Rubens, Revolução, Nacionalismo e Democrcia na RCB. Disseração de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em História. São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 1996; SODRÉ, Muniz, Samba - O Dono do Corpo.
Rio de Janeiro: Editora Mauad, 1998; Idem, Reinventando
la Cultura. Barcelona: Ediciones Gedisa, 1998; Idem, Claros e Escuros. Petrópolis (RJ): Editoras Vozes, 1999; RODRIGUES,
Nelson, A Dama do Lotação e outros contos e crônicas.
São Paulo: Editora Companhia das Letras, 1992; Idem, Flor de Obsessão. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 1997; AMADO,
Jorge, Bahia de Tous les Saints.
Paris: Éditions Gallimard, 1979; ALBERONI, Francesco, O Erotismo, Fantasias e Realidades do Amor e da Sedução. São Paulo: Editora Circulo do Livro, 1986; RIBEIRO, Darcy, O
Povo Brasileiro: A Formação e o Sentido do Brasil. 2ª edição. São Paulo: Editora Companhia
das Letras, 1995; ALMEIDA, Gelson Rozentino de, A História de uma Década quase Perdida: 1979-1989. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em História Social. Niterói: Universidade Federal Fluminense, 2000; CALDAS, Sonia Regina de Araújo, Gabriela, Baiana de Todas as Cores. Tese de Doutorado. Departamento de Letras e Linguística. Salvador: Universidade Federal da Bahia, 2003; SILVA, Marcia Regina Carvalho da, A Canção Popular na História do Cinema Brasileiro. Tese de Doutorado em Multimeios. Instituto de Artes. Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 2009; HERMAN, Gláucia Jacuk, Os Passos de Gabriela: Adaptação para Televisão (1975-2012). Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Comunicação. São Paulo: Universidade Paulista, 2016; entre outros.
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* Sociólogo (UFF), Cientista Político (UFRJ), Doutor em Ciências junto à Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Professor Associado da Coordenação do curso de Ciências Sociais do Centro de Humanidades da Universidade Estadual do Ceará (UECE).
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