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quarta-feira, 12 de abril de 2023

Sahara – Amor, Paixão, Cinema & Corrida Transafricana de Automóveis.

                 Um deserto conta uma história diferente cada vez que alguém se aventura nele”. Robert Edison Fulton Jr.                    

        A palavra Saara origina-se do árabe ṣaḥrā (ou ṣaḥārā, no plural), que significa “deserto”. A transliteração da palavra árabe para o alfabeto latino é ṣaḥārā. Ela se formou pelo Latim sub, “abaixo”, mais Saara, do Árabe: As Sahra Al-Kubra, “o maior deserto”. O Deserto do Saara é reconhecido geologicamente por ser “o maior deserto quente do mundo”. Oficialmente, é o terceiro maior deserto da Terra, logo após o deserto da Antártida e o Ártico, pois estas duas também são consideradas desertos. Localizado no Norte da África, tem uma área total de 9 065 000 km², sendo sua área equiparável à da Europa com 10 400 000 km² e à área dos Estados Unidos da América, e maior que a área de muitos países continentais, comparativamente, entre eles o giant Brasil, Austrália e Índia. O nome Saara é uma transliteração da palavra árabe صحراء, que por sua vez é a tradução da palavra tuaregue tenere (deserto). O deserto do Saara compreende parte dos seguintes países e territórios: Argélia, Chade, Egito, Líbia, Mali, Mauritânia, Marrocos, Níger, Saara Ocidental, Sudão e Tunísia onde vivem cerca de 2,5 milhões de pessoas na região desértica. O deserto é rico em sua historiografia, evidenciada hic et nunc em diversos fósseis de dinossauros e outros animais bem como resquícios de diversas civilizações existentes em sua categorial monumentalidade já foram arqueologicamente encontrados. O Saara moderno é isento in partibus infidelium de vegetação, exceto no vale do rio Nilo. E eventos de formação de Oásis é uma região localizada entre o Egito e o Sudão e em formações montanhosas dispersas.

A área geográfica do deserto também inclui parte da bacia do famoso Rio Nilo, as montanhas Aïr, Hoggar, Atlas, Tibesti e Adrar dos Ifogas, e as sub-regiões do deserto da Líbia, do deserto da Núbia, do Ténéré e do deserto Oriental Africano. No interior do Saara, existem alguns poucos e dispersos oásis formados devido ao afloramento de aquíferos subterrâneos, estando entre eles os oásis de Baria, Gardaia, Timimoun, Cufra e Siuá. As fronteiras do Saara são o Oceano Atlântico a Oeste, a cordilheira do Atlas e o mar Mediterrâneo a Norte, o mar Vermelho a Leste e o Sahel a Sul. O Saara divide o continente africano em duas partes, o Norte da África e a África Subsaariana. A fronteira saariana ao Sul é marcada por uma faixa semiárida de savana chamada Sahel. Os limites do Saara podem também ser definidos por critérios botânicos, definidos pelo botânico florestal britânico Frank White (1927-1994), que correspondem a zonas climáticas, por exemplo, definidas por Robert Capot-Rey. O limite Norte coincide com a região em que se cultiva a tamareira nos oásis e com o limite Sul do esparto, uma Poaceae tipicamente do clima mediterrânico; este limite corresponde igualmente à isoieta, linha de igual precipitação anual dos 100 mm. Ao Sul, o Saara limita com o Sahel, uma “cintura de savana seca com um verão chuvoso, que se estende a quase toda a África”. Aí definido pela Cornulaca monacantha, uma quenopodiácea tolerante à seca, ou pelo limite Norte do Cenchrus biflorus, enquanto uma grama característica do Sahel, o que corresponde à isoieta de 150 mm. Este valor climatológico proporcional é a média de muitos anos, uma vez que a precipitação varia de um ano a outro no tempo.

A África possui um histórico relativamente inexistente de cooperação internacional na construção de estradas. As potências coloniais e, posteriormente, as superpotências rivais e as potências regionais geralmente não incentivaram a ligação rodoviária entre suas respectivas esferas de atuação, exceto em casos de absoluta necessidade. Além disso, nos estados africanos recém-independentes, as restrições fronteiriças eram frequentemente reforçadas em vez de flexibilizadas, visando proteger o comércio interno, como arma em disputas de fronteira e para aumentar as oportunidades de corrupção oficial. O surgimento de estradas e infraestrutura rodoviária associada reduz a pobreza ao aumentar o comércio, revitalizar o empreendedorismo, diminuir os preços dos bens e melhorar as condições de vida. As estradas proporcionam acesso a ambulâncias, polícia, bombeiros, serviços de resgate, serviços de reparação e serviços de construção. A rede rodoviária desenvolvida tornou possível estender os serviços médicos e educacionais a áreas anteriormente inacessíveis. No dia 1º de julho de 1971 Robert K. A. Gardiner (1914-1994), secretário executivo da Comissão Econômica das Nações Unidas para a África (ECA), criou o Escritório de Rodovias Transafricanas para supervisionar o desenvolvimento de uma rede rodoviária continental. Além de dificultar a construção de estradas, guerras e conflitos levaram à destruição de estradas e travessias de rios, impediram a manutenção e, muitas vezes, interromperam ligações vitais. Serra Leoa, Libéria, República Democrática do Congo e Angola estão em processo social de reconstrução pós-guerra. As guerras na República Democrática do Congo atrasaram a infraestrutura rodoviária do país em décadas e interromperam a principal rota de comunicação entre a África Oriental e Ocidental. Nos últimos anos, preocupações com a segurança restringiram o tráfego em estradas no Sul da Argélia, Mali, Níger, Líbia e Egito, bem como no Norte do Chade e em parte do Sudão.           

As rotas transafricanas só podem se desenvolver em tempos de paz e estabilidade. Ao utilizar ao máximo as estradas nacionais existentes, as agências de desenvolvimento visam identificar prioridades comerciais, planejar estradas e buscar financiamento para a construção de pontes e ligações faltantes, a pavimentação de trechos de estradas de terra e cascalho e a recuperação de trechos pavimentados deteriorados. A necessidade de reduzir os atrasos causados ​​por verificações rodoviárias e de fronteira, ou de flexibilizar as restrições de viagem, também foi identificada, mas até agora nenhuma solução foi encontrada. Em vez de termos apenas rodovias internacionais onde cada país mantém seus próprios regulamentos e práticas, é necessário criar rodovias transnacionais onde os regulamentos e as práticas sejam simplificados, unificados e implementados sem causar atrasos para mercadorias e viajantes. O desenvolvimento da Rodovia Transafricana e da infraestrutura rodoviária associada visa combater a pobreza na África, aumentando o comércio interestadual e doméstico, revitalizando pequenas e médias empresas, reduzindo os preços dos produtos e melhorando as condições de vida. Graças às rodovias, a população africana finalmente tem acesso a ambulâncias, polícia, bombeiros, serviços de resgate, reparos e serviços de construção. A rede rodoviária desenvolvida possibilitou a expansão dos serviços médicos e educacionais para áreas antes inacessíveis. Sahara é um filme de aventura e drama de 1983 dirigido por Andrew McLaglen e estrelado por Brooke Shields, Lambert Wilson, Horst Buchholz, John Rhys-Davies e John Mills. A trilha sonora original foi composta por Ennio Morricone. Andrew Victor McLaglen nascido em Londres, 28 de julho de 1920 e morto em Friday Harbor, uma cidade localizada no estado norte-americano de Washington, no Condado de San Juan em 30 de agosto de 2014), foi um diretor de cinema e televisão inglês, radicado nos Estados Unidos da América. 

Um diretor prolífico no gênero faroeste onde praticamente dedicou-se em toda sua carreira, seus colaboradores frequentes eram os atores: John Wayne e James Stewart. Filho do ator britânico Victor McLaglen e Enid Lamont, Andrew foi casado com a atriz estadunidense Veda Ann Borg, com quem teve um filho, Andrew Victor McLaglen II. A Rodovia Transafricana 4, também reconhecida como Rodovia Cairo–Cidade do Cabo, é uma rodovia transnacional que faz parte da Rede Rodoviária Transafricana, sob responsabilidade da Comissão Econômica das Nações Unidas para a África, do Banco Africano de Desenvolvimento, da União Africana e dos Estados nacionais atravessados. Também chamada de Estrada Pan-Africana a rodovia é um projeto iniciado com a reivindicação de Cecil Rhodes, a mando do Império Britânico, de atravessar a África, ligando as duas cidades (embora ele preferisse o caminho-de-ferro). Foi pensada para ligar as principais cidades coloniais britânicas do continente africano: além dos dois últimos pontos, Joanesburgo, Pretória, Harare (então chamada Salisbury), Lusaca, Nairóbi e Cartum. Muito tempo depois, espera-se que seja concluída no contexto da Rede Rodoviária Transafricana. A primeira tentativa de fazer a rota com um veículo a motor foi a do capitão Kelsey em 1913 e 1914, inacabada devido à morte de Kelsey na Rodésia, às garras de um leopardo. A primeira tentativa bem-sucedida foi a de Chaplin Court Treatt, entre 23 de setembro de 1924 e 24 de janeiro de 1926. A proposta era semelhante à da linha ferroviária do Cabo ao Cairo, outro projeto de infraestrutura proposto pelas mesmas colónias britânicas. 

Nenhuma delas foi concluída antes do fim do domínio colonial britânico em África. Na década de 1980, o plano foi revivido com modificações como a Estrada Cairo-Cidade do Cabo, conhecida como Rodovia Transafricana 4, na rede de estradas transcontinentais sendo desenvolvida pela Comissão Económica das Nações Unidas para a África (UNECA), o Banco Africano de Desenvolvimento e a União Africana, como parte da rede de estradas transafricanas. Do seu segundo casamento nasceram John e Mary McLaglen. O pai de Andrew McLaglen, Victor, tornou-se muito conhecido graças aos inúmeros filmes que fez com John Ford e John Wayne. Andrew foi assistente de direção do filme de ambos, The Quiet Man, em 1952. Nascido na Inglaterra, McLaglen foi educado nos Estados Unidos da América, onde estudou na Universidade de Virginia. Trabalhou na Lockheed até 1944.Em 1956 Andrew dirigiu seu primeiro filme, Gun the Man Down, um Western B com James Arness, Angie Dickinson e Harry Carey Jr.. Depois dessa experiência no cinema, ele se dedicou durante muitos anos à televisão, dirigindo para a CBS inúmeros episódios de séries que ficaram famosas. A partir dos anos 1960 Andrews retornou ao cinema, dirigindo sucessos populares no gênero western, filmes de ação e aventura. Apesar de pouco valorizado pela crítica especializada, Andrew sempre contou em seus filmes com grandes nomes do cinema, tais como John Wayne (com quem fez cinco filmes), James Stewart, Rock Hudson, Kirk Douglas, Dean Martin, Charlton Heston e James Coburn.                            

Escólio: Em 1928, RJ Gordon morre durante um treino antes de poder pilotar seu novo carro de corrida na Corrida Transafricana de Automóveis pelo Deserto do Saara. O filme foi supostamente inspirado no filho da primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, Mark Thatcher, que se perdeu no Norte da África em 1982 num rali automobilístico. Também surgiu devido ao sucesso de bilheteria de Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida e à admiração de Menahem Golan pelo filme de Rudolph Valentino, O Sheik (1921). O desenvolvimento de Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida foi retomado naquele ano, quando ele compartilhou a ideia com Steven Spielberg, que se juntou ao projeto alguns meses depois. Embora a dupla tivesse ideias para cenários e cenas de ação para o filme, eles contrataram Kasdan para preencher as lacunas narrativas entre elas. As filmagens principais começaram em junho de 1980, com um orçamento de US$ 20 milhões, e terminaram em setembro. As filmagens ocorreram em estúdios em Elstree, na Inglaterra, e principalmente em La Rochelle, na França, na Tunísia e no Havaí.  As pesquisas de opinião (cf. Thiolllent, 1982) antes do lançamento no mercado cinematográfico indicavam pouco interesse do público pelo filme, especialmente em comparação com Superman II, data de estreia em 12 de junho de 1981.

Este é o filme seguinte ao Superman, lançado em 1978, baseado no personagem Superman criado em 1933 por Jerry Siegel e Joe Shuster. A tensão política e comercialmente entre o diretor original, Richard Donner, e os produtores Alexander e Ilya Salkind aumentou, levando à decisão de interromper a produção da sequência, da qual 75% já havia sido concluída, e simplesmente terminar o primeiro filme. Após o lançamento do primeiro filme, Donner foi demitido da direção e substituído por Richard Lester, que foi oficialmente creditado como diretor. Lester refilmou a maior parte do filme com um tom mais humorístico. Vários membros do elenco incluindo Marlon Brando e da equipe se recusaram a retornar para concluir a sequência após a demissão de Donner. Apesar das dificuldades de produção e da troca de diretor durante as filmagens, o filme recebeu críticas positivas. Também foi um sucesso comercial, embora não tenha alcançado o mesmo desempenho de seu antecessor. Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida tornou-se a maior bilheteria, arrecadando em torno de US$ 354 milhões no mundo globalizado, e em cartaz em alguns cinemas por mais de um ano. Também foi um sucesso de crítica, recebendo elogios por suas cenas de ação, humor e sequências de ação.  

        O deserto do Saara, no qual se distinguem dois trechos, um dominado por dunas arenosas e denominado Erg, e outro bastante pedregoso denominado Hamadas, compreende parte dos seguintes países e territórios: Argélia, Chade, Egito, Líbia, Mali, Mauritânia, Marrocos, Níger, Saara Ocidental, Sudão e Tunísia. Atualmente, em 2020, vivem cerca de 2,5 milhões de pessoas na região do Saara. A área do deserto também inclui parte da bacia do Rio Nilo, as montanhas Aïr, Hoggar, Atlas, Tibesti e Adrar dos Ifogas, e as subregiões do deserto da Líbia, do deserto da Núbia, do Ténéré e do deserto Oriental Africano. No interior do Saara, existem alguns poucos e dispersos oásis formados devido ao afloramento de aquíferos subterrâneos, estando entre eles os oásis de Baria, Gardaia, Timimoun, Cufra e Siuá. As fronteiras do Saara são o Oceano Atlântico a oeste, a cordilheira do Atlas e o mar Mediterrâneo a norte, o mar Vermelho a leste e o Sahel a sul. O Saara divide o continente africano em duas partes, o Norte da África e a África Subsaariana. A fronteira saariana ao sul é marcada por uma faixa semiárida de savana chamada Sahel. Os limites do Saara podem também ser definidos por critérios botânicos, definidos por Frank White, que correspondem a zonas climáticas (por exemplo, definidas por Robert Capot-Rey). O limite norte coincide com a região em que se cultiva a tamareira (nos oásis) e com o limite sul do esparto, uma poácea típica do clima mediterrânico; este limite corresponde igualmente à isoieta (linha de igual precipitação anual) dos 100 mm.

Ao Sul, o Saara limita com o Sahel, uma cintura de savana seca com um verão chuvoso, que se estende através de toda a África. Aí o limite é definido pela Cornulaca monacantha, uma quenopodiácea tolerante à seca, ou pelo limite norte do Cenchrus biflorus, uma grama característica do Sahel, o que corresponde à isoieta de 150 mm. Este valor é a média de muitos anos, uma vez que a precipitação varia muito de um ano a outro. O clima da região que compreende hoje o Saara sofreu enormes variações, indo várias vezes do seco ao húmido durante os últimos cem mil anos chegando a mais de 50 graus e muito seco a 1 hora da tarde, quando a temperatura chega a 53 graus celsius. Durante a última Era do Gelo, o Saara era maior do que é hoje, estendendo para o sul além de seus limites atuais. O fim da idade de gelo trouxe épocas melhores ao Saara no período compreendido entre aproximadamente 8 000 a.C. a 6 000 a.C., isto devido a área de baixa pressão que acompanhou o desmoronar do manto de gelo ao Norte. Quando a Era do Gelo se foi, a parte norte do Saara secou. Entretanto, não muito tempo depois, monções trouxeram chuva ao Saara, neutralizando a tendência de desertificação do Saara na parte Sul. Sabe-se que ar sobre o planeta Terra se move por convecção de forma a redistribuir a energia pelo planeta, e ascensões de ar, puxando ar úmido do oceano, causam geralmente chuvas em determinadas regiões. 

Paradoxalmente, o Saara estava mais úmido quando recebeu mais insolação no verão. Por sua vez, todas as mudanças na insolação são causadas por mudanças na geofísica da Terra. Ao redor de 2 500 a.C., as monções recuaram para o Sul onde está hoje, que conduziram a desertificação do Saara. O deserto está atualmente árido na forma que o conhecemos hoje há aproximadamente 13 000 anos. Estas circunstâncias são responsáveis para o que foi chamado de Teoria da Bomba do Saara. O Saara é conhecido por ter um dos climas mais áridos do mundo. O vento que vem do Nordeste prevalece, e pode por várias vezes fazer com que a areia dê forma a “furacões”. As precipitações, muito raras, mas não desconhecidas, acontecem ocasionalmente nas zonas de beira-mar ao Norte e ao Sul, e o deserto recebe aproximadamente 25 mm de chuva em um ano. As chuvas acontecem muito raramente, geralmente torrenciais após os longos períodos secos, que podem durar anos. Em 18 de fevereiro de 1979, nevou em vários lugares no sul da Argélia, incluindo uma tempestade de neve de 30 minutos que parou o tráfego em Gardaia, e foi relatado como sendo “pela primeira vez na memória viva”. A neve desapareceu em horas. Dromedários e cabras são os animais predominantes no Saara. Por causa das suas habilidades de sobrevivência, da resistência e da velocidade, o dromedário é o animal favorito dos nômades. Dentre os mamíferos também há o feneco, um onívoro, o Dassie, cujo primeiro fóssil encontrado remonta a 40 milhões de anos atrás e o adax, um grande antílope branco, o qual atualmente é uma espécie ameaçada. Muito adaptado ao deserto, pode sobreviver por até um ano sem água. 

A chita do Saara vive no Níger, no Mali e no Chade.  O Leiurus quinquestriatus (escorpião-amarelo-da-palestina) é um tipo de escorpião do Saara que pode alcançar 10 cm. Ele produz agitoxina e cilatoxina que são venenos tóxicos. Em relação aos repteis, há o varano (família varanidae), um tipo de lagarto que se encontra nas areias do deserto. Acerastes é um tipo de cobra que tem em média 50 cm no comprimento que tem proeminências que lembram um par de chifres. Muito ativa à noite, encontra-se geralmente enterrada na areia com somente seus olhos visíveis. As mordidas destas cobras são dolorosas, mas raramente fatais. Os Prêmios da Academia Britânica de Cinema, do inglês British Academy Film Awards, são prêmios atribuídos anualmente pela Academia Britânica de Cinema e Televisão para homenagear as melhores contribuições britânicas e internacionais para as artes cinematográficas. O filme foi indicado a diversos prêmios e ganhou cinco Oscars, sete Saturn Awards e um British Academy Film Awards, entre outras honrarias. Os Caçadores da Arca Perdida é considerado  um dos maiores filmes já realizados e teve uma influência duradoura na cultura popular, gerando uma série de imitadores em diversas mídias e inspirando outros cineastas. A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos o selecionou para preservação no Registro Nacional de Filmes em 1999. Os Caçadores da Arca Perdida é o primeiro filme daquela que se tornaria a franquia Indiana Jones, que inclui mais quatro filmes: O Templo da Perdição (1984), A Última Cruzada (1989), Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (2008) e O Disco do Destino (2023), além disso, respectivamente uma série de televisão, videogames, histórias em quadrinhos, romances, atrações em parques temáticos e brinquedos.

Escólio: Para salvar o sonho do pai e ganhar o prêmio em dinheiro, a bela filha de  Gordon, Dale, planeja pilotar o carro em seu lugar. Para isso, Dale se disfarça de homem e, com a ajuda dos amigos do pai, assume a corrida. Dale Gordon é uma excelente pilota automobilística e tem boas chances de vencer a corrida exclusiva para homens. Logo após cruzar a linha de partida, Dale retira o chapéu e o bigode, revelando aos outros competidores que é uma mulher. Ao pegar um atalho, ela se aproxima de uma guerra tribal entre facções beduínas. Outro competidor, o alemão Henrich Von Glessing, também pega “o mesmo atalho para fornecer armas ao líder maligno das duas tribos em guerra”. Dale e sua equipe são capturadas por Rasoul, tio do Sheikh Ahmed Al Jaffar, o bom líder das tribos rivais. Jaffar avistara Dale de longe e a desejara, então a resgata de Rasoul, declarando-a sua noiva. Dale casa-se com Jaffar e foge na manhã seguinte em seu carro para tentar terminar a corrida. Ela é capturada pelo líder tribal Lorde Beg antes de conseguir completar a prova, mas “uma criança cigana clandestina volta correndo para Jaffar para contar sobre a captura de Dale”. Enquanto isso, Dale é jogada em um fosso de leopardos. Jaffar reúne seus homens, a resgata e permite que ela retorne para dirigir na corrida. Dale vence a corrida e, ao comemorar, vê o cavalo de Jaffar por perto. 

Ela se despede de sua equipe, monta no cavalo e retorna para Jaffar. O Deserto do Saara é reconhecido por ser o maior deserto quente do mundo. Oficialmente, é o terceiro maior deserto da Terra, logo após a Antártida e o Ártico, pois estas duas também são consideradas desertos. Localizado na região Nordeste do continente africano, tem uma área total de 9,40 milhões de km², sendo sua área equiparável à da Europa em torno de 10,19 milhões de km² e à área dos Estados Unidos, e maior que a área de muitos países continentais tais como Brasil, Austrália e Índia. A área total ocupada por este imenso deserto é maior que a de outros importantes biomas terrestres, como a floresta amazônica. O nome Saara é uma transliteração da palavra árabe صحراء, que por sua vez é a tradução da palavra tuaregue tenere (deserto). O deserto do Saara compreende parte dos seguintes países e territórios: Argélia, Chade, Egito, Líbia, Mali, Mauritânia, Marrocos, Níger, Saara Ocidental, Sudão e Tunísia. Atualmente vivem cerca de 2,5 milhões de pessoas na região geográfica do Saara. Os seres humanos vivem na extremidade do deserto há milhares de anos. Durante a última glaciação, o deserto do Saara foi mais úmido como o Leste africano do que é agora, e já possuiu densas florestas tropicais. 

Seu clima era tão diferente comparativamente que recentes estudos revelaram que o Rio Nilo corria antigamente para o Oceano Atlântico em vez de desaguar no mar Mediterrâneo.  Uma mudança de poucos graus no eixo de rotação terrestre causou, há cerca de 10 mil anos, uma grande transformação climática gerando o Saara. Essa alteração, segundo alguns cientistas, gerou as condições necessárias à formação da civilização egípcia quando obrigou pessoas que já haviam desenvolvido formas de vida sedentárias, agricultura e pastoreio, e tradições históricas (civilização) a se deslocarem para o leito atual do Rio Nilo. O deserto é rico em história, e diversos fósseis de dinossauros e outros animais bem como resquícios de diversas civilizações já foram encontrados ali. O Saara moderno geralmente é isento de vegetação, exceto no vale do Nilo, tem poucos oásis, e em algumas montanhas nele dispersas. O deserto do Saara, no qual se distinguem dois trechos, um dominado por dunas arenosas e denominado Erg, e outro pedregoso denominado Hamadas, é parte dos seguintes países e territórios: Argélia, Chade, Egito, Líbia, Mali, Mauritânia, Marrocos, Níger, Saara Ocidental, Sudão e Tunísia. A área do deserto também inclui parte da bacia do Rio Nilo, as montanhas Aïr, Hoggar, Atlas, Tibesti e Adrar dos Ifogas, e subregiões do deserto da Líbia, do deserto da Núbia, do Ténéré e deserto Oriental Africano.  

No interior do Saara, existem alguns poucos e dispersos oásis formados devido ao afloramento de aquíferos subterrâneos, estando entre eles os oásis de Baria, Gardaia, Timimoun, Cufra e Siuá. As fronteiras do Saara são o Oceano Atlântico a Oeste, a cordilheira do Atlas e o mar Mediterrâneo a Norte, o mar Vermelho a Leste e o Sahel a Sul. O Saara divide o continente africano em duas partes, o Norte da África e a África Subsaariana. A fronteira saariana ao sul é marcada por uma faixa semiárida de savana chamada Sahel.  Os limites do Saara podem também ser definidos por critérios botânicos, definidos por Frank White, que correspondem a zonas climáticas (por exemplo, definidas por Robert Capot-Rey). O limite norte coincide com a região em que se cultiva a tamareira (nos oásis) e com o limite sul do esparto, uma poácea típica do clima mediterrânico; este limite corresponde igualmente à isoieta (linha de igual precipitação anual) dos 100 mm. A sul, o Saara limita com o Sahel, uma cintura de savana seca com um verão chuvoso, que se estende através de toda a África. Aí o limite é definido pela Cornulaca monacantha, uma quenopodiácea tolerante à seca, ou pelo limite norte do Cenchrus biflorus, uma grama característica do Sahel, o que corresponde à isoieta de 150 mm. Este valor é a média de muitos anos, uma vez que a precipitação varia muito de um ano a outro. Acredita-se que a palavra carro se origine da palavra em latim carrus ou carrum, “veículo com rodas”. Estes se originaram da palavra gaulesa karros (uma carruagem gaulesa).

Referia-se originalmente a qualquer veículo puxado por cavalos com rodas, como uma carruagem ou carroça. A palavra “automóvel” é um composto clássico derivado da palavra grega antiga autós (αὐτός), que significa “eu”, e a palavra latina mobilis, que significa “móvel”. Automobilismo também reconhecido como corridas de automóveis ou desporto motorizado, é um desporto relacionado com competição com automóveis. É um dos desportos mais populares do mundo e talvez aquele em que a comercialização seja mais intensa e de forte influência midiática. Automóvel, auto (forma reduzida) ou carro é um veículo motorizado com rodas. A maioria das definições de carro diz que eles correm basicamente em estradas, acomodam de uma a oito pessoas, têm quatro rodas e, principalmente, transportam pessoas em vez de mercadorias. Os carros entraram em uso global durante o século XX e as economias desenvolvidas dependem deles. O ano de 1886 é considerado como o ano de nascimento do carro moderno, quando o inventor alemão Karl Benz (1844-1929) patenteou seu Benz Patent-Motorwagen. Os carros tornaram-se amplamente disponíveis no início do século XX. Um dos primeiros carros acessíveis às massas foi o 1908 Model T, um carro norte-americano fabricado pela Ford Motor Company. Os carros foram rapidamente adotados nos Estados Unidos, onde substituíram carruagens e carros puxados por animais, mas demoraram muito mais para serem aceitos na Europa Ocidental e em outras partes do mundo globalizado.

Em 1871, aos 27 anos, Benz se associou a August Ritter (1826-1908) para abrir a Fundição de Ferro e Oficina Mecânica em Mannheim, mais tarde renomeada Fábrica de Máquinas para Trabalhar Chapas Metálicas. O primeiro ano da empresa foi ruim. Ritter se mostrou pouco confiável e as ferramentas da firma foram confiscadas. A dificuldade foi superada quando a noiva de Benz, Bertha Ringer (1849-1944), comprou a parte de Ritter na empresa usando seu dote. Em 20 de julho de 1872, Benz e Bertha Ringer se casaram. Tiveram cinco filhos: Eugen (1873), Richard (1874), Clara (1877), Thilde (1882) e Ellen (1890). Bertha Benz, nascida Bertha Ringer, foi uma das pioneiras do automóvel. Em 5 de agosto de 1888 ela foi a primeira pessoa na história a dirigir um automóvel a uma longa distância. Ao fazer isso, Bertha trouxe a atenção do mundo todo para o Benz Patent-Motorwagen, primeiro automóvel do mundo, iniciando as vendas da companhia. Bertha Ringer nasceu em uma rica família de Pforzheim, no Grão-Ducado de Baden, filha de Auguste Friederike e Karl Friedrich Ringer. Era a terceira de nove filhos do casal. Em uma época em que a educação era negada às mulheres, Bertha se interessava por mecânica e pelos intrincados mecanismos que o pai, carpinteiro, fazia. Foi ele quem lhe explicou o funcionamento da locomotiva e que também permitiu que ela fosse a uma escola para meninas aos 9 anos. Sua disciplina preferida era a de ciências naturais.

Diz-se que ela ficou decepcionada com o pai ao ler uma frase que ele escreveu na Bíblia familiar que, infelizmente, tinha nascido outra menina. Isso teria alimentando seu desejo de mostrar que as mulheres podiam fazer grandes feitos. Bertha era uma moça bonita, inteligente e de família rica, portanto não lhe faltaram pretendentes. Em 27 de junho de 1869, porém, ela conheceu um engenheiro falido, que se juntou a ela e sua mãe em uma excursão, mencionando uma carruagem sem cavalos que ele vinha desenvolvendo, o que atraiu sua atenção imediatamente. O engenheiro era Karl Benz. Dois anos antes de conhecer Karl, ela usou parte de seu dote para investir em uma empresa de fundição. Mas ao se casar, pela lei alemã da época, a mulher perdia qualquer poder legal como investidora, assim qualquer decisão de negócios tinha que ser conduzida por Karl. Os dois se casaram em 20 de julho de 1872 e Karl usou o dote de Bertha para investir em seus negócios, como a Benz & Cie. Seu “projeto da carruagem sem cavalo” foi terminado em dezembro de 1885. 

Mesmo tendo investido no processo social de desenvolvimento e até podendo ter direito à patente, como mulher casada ela não era permitida a entrar com o pedido da patente. A vida do casal, porém, não foi fácil. Muita gente achava a invenção de Karl uma loucura, um artefato inútil e perigoso. Eles passaram fome, humilhações públicas, mas persistiram na invenção e no registro. Em 1886, Karl apresentou o automóvel Patent-Motorwagen ao mundo. Em uma década, cerca de 25 deles seriam construídos. Usando o corte básico de uma bicicleta, o Modelo I foi a patente original do carro motorizado e o primeiro automóvel do mundo. O Modelo II foi convertido para um automóvel de quatro rodas para testes, sendo o único deste modelo. A primeira produção a vender relativamente bem foi do Modelo III, com vários opcionais de fábrica. O Modelo III, Benz Patent-Motorwagen Number 3 de 1886, usado por Bertha Benz na primeira viagem de longa distância usando um automóvel, que durou 106 km. Em 5 de agosto de 1888, aos 39 anos, Bertha dirigiu de Mannheim até Pforzheim, junto de seus filhos Richard e Eugen, de 13 e 15 anos de idade, em um Modelo III, “sem contar ao marido e sem nenhuma permissão das autoridades”, tornando-se a primeira pessoa a dirigir um automóvel a uma longa distância, ainda que ilegalmente. Antes desta viagem histórica, os carros motorizados eram conduzidos a curtas distâncias, retornando ao ponto de partida e muitas vezes com a ajuda de um mecânico. Seguindo as marcas das carroças, esta pioneira viagem cobriu 106 km entre uma cidade e outra. Carl e Bertha Benz por volta de 1926. Apesar de o motivo da viagem fosse para visitar sua mãe, Bertha tinha outros motivos: provar ao seu marido, que não conseguiu fazer propaganda de sua invenção, de que o invento no qual eles tanto investiram poderia se tornar um sucesso comercial uma vez que se mostrasse útil ao grande público. 

Além disso, ela esperava que Karl ganhasse a confiança necessária para continuar seu trabalho. Bertha deixou Mannheim cedo pela manhã, resolvendo vários assuntos pelo caminho, demonstrando sua capacidade técnica com o veículo. Sem tanque adicional e com um suprimento de apenas 4,5 litros de combustível, ela precisou usar ligroína para tentar fazer o automóvel rodar. O produto só era vendido em boticários, então ela parou em uma farmácia, em Wiesloch e comprou mais. Era comum para a época que petróleo e seus componentes fossem encontrados com químicos e boticários e assim “uma farmácia se tornou o primeiro posto de combustível no mundo”. Ela limpou o cano de combustível com o alfinete do seu chapéu e usou uma de suas cintas-ligas como material isolante. Para melhorar o sistema de freios, ela parou em um sapateiro, que confeccionou correias novas de couro. Um sistema de refrigeração foi usado para esfriar o motor e assim Bertha tinha que se abastecer com água a cada parada. As engrenagens do carro não foram suficientes para superar as subidas e Eugen e Richard muitas vezes tiveram que empurrar o veículo em estradas íngremes. Bertha chegou a Pforzheim pouco antes do pôr do sol, mandando um telegrama ao marido, avisando sobre a viagem bem-sucedida. Ela voltou dirigindo para Pforzheim dias depois. A viagem de Bertha ganhou notoriedade, como ela esperava. Esta viagem foi essencial para o desenvolvimento técnico do automóvel. O casal fez diversas melhorias à invenção após a viagem de Bertha e suas experiências na estrada.

Ela lhe contou tudo o que aconteceu no caminho, dando sugestões como a de uma engrenagem extra para locais íngremes e correias mais resistentes para tornar a freada mais rápida. Sua viagem demonstrou que os test-drives na indústria automobilística eram essenciais para o negócio e para a segurança dos passageiros. Apesar dos infortúnios comerciais, Benz liderou o desenvolvimento de novos motores na fábrica inicial de propriedade dele e da esposa. Para obter mais receita, em 1878 ele começou a trabalhar em novas patentes. Primeiro, concentrou-se em criar um confiável motor a gasolina de ciclo a dois tempos. Benz concluiu esse motor em 31 de dezembro de 1879 e obteve a patente em 28 de junho de 1880. Enquanto projetava o que se tornaria o padrão de produção para seu motor de dois tempos, Benz patenteou o sistema de aceleração (speed regulation), a ignição por faíscas com bateria, a vela, o carburador, a embreagem, a alavanca de câmbio e o radiador a água. Novos problemas surgiram quando os bancos de Mannheim exigiram a transformação da empresa de Benz em Sociedade Anônima, devido aos altos custos de produção. Benz e sua esposa precisaram formar associação com o fotógrafo Emil Bühler e seu irmão (um comerciante de queijo) para receber mais apoio de capital bancário. Assim, em 1882, a empresa se tornou a Gasmotoren Fabrik Mannheim. Entretanto, após todos os acordos de incorporação, Benz ficou insatisfeito por ter apenas 5% (cinco por cento) das ações e ocupar apenas um cargo modesto de diretor. O pior de tudo é que suas ideias não eram consideradas no desenvolvimento de novos produtos, levando-o a se desligar dessa corporação um ano depois, em 1883.

Bibliografia Geral Consultada.

MACPHERSON, Crawford Brough, Libertá e Proprietà alle Origini del Pensiero Borghesi. La Teoria dell`Individualismo Possessivo da Hobbes a Locke. Milano: Casa Editrice Isedi, 1973; THIOLLENT, Michel Jean-Marie, Crítica Metodológica, Investigação Social e Enquete Operária. São Paulo: Editora Polis, 1980; FANNING, Leonard, Carl Benz: Father of the Automobile Industry. New York: Mercer Publishing, 1955; McNEIL, Ian, LANCE, Day, Lance, “Benz, Karl”. In: Biographical dictionary of the history of technology. London and New York: Routledge, 1996; BARBIER Jean Marie, Savoirs Théoriques et Savoirs d`action. Paris: Presses Universitaires de France,1996; EGG, Johnny, Intercâmbios transfronteiriços e integração regional na África Subsaariana. Paris: Éditions de l`Aube, 1998; BORGHESI, Massimo, L`Era Dello Spirito: Secolarizzacione ed Escatologia Moderna. Roma: Edizioni Studium, 2008; CAPPELLETTI, Laurent, “La Recherche-intervention: Quels Usages en Contrôle de Gestion? In: Communication pour le Congrès de l’Association Francophone de Comptabilité (AFC), Nice, mai 2010; FRIEND, Sandra; RILEY, Trish; WOLF, Kathy, “Explorer`s Guide South Florida: Includes Sarasota, Naples, Miami & the Florida Keys (Second Edition) (Explorer's Complete)”. In: The Countryman Press, 1° February 2010, p. 346; SILVA, Francisco Carlos Teixeira da; ALVES, Francisco Eduardo; SCHURSTER, Karl (Organizadores), Atlântico: A História de um Oceano. 1ª edição. Rio de Janeiro: Editora ‎ Civilização Brasileira, 2013LANNES, Suellen Borges de, A Formação do Império Árabe-Islâmico: História e Interpretações. Tese de Doutorado. Instituto de Economia. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2013; PIRIE, Gordan, “Automobile Organizations Driving Tourism in Pre-independence Africa”. In: Journal of Tourism History, 5 (1): 73-91, 2013; OLIANI, Karina, “A Vida no Saara, o Maior Deserto Quente do Mundo!”. In: Estadão, 2 de setembro de 2016; LEINHARD, John H. (ed.), “Bertha Benz's Ride”. In: Engines of Our Ingenuity. Retrieved 5 August 2018; ROBERTSON, Patrick, Robertson's Book of Firsts: Who Did What for the First Time. Bloomsbury: Bloomsbury Publishing USA, 2011, 500 páginas; Artigo: “Karl Benz: Father of the Automobile”. In: YouTube, 11 fevereiro 2020; MONTEIRO, Bruno Motta, O Orientalismo nas Telas da Globalização: Império, Guerra e Representação no Cinema Hollywoodiano. Dissertação de Mestrado. Instituto de Ciências Sociais. Rio de Janeiro: Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2021; NWABASILI, Mariana Queen, “Entre Europa, África e América Latina: representações de mulheres negras e brancas em filmes coloniais espanhóis”. In: Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual 11(2) 2023; entre outros.

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Alexander A. Karelin – Profissional Wrestler Greco-Romano.


                     É o mais popular atleta de luta greco-romana da história”. Antônio Strini
     

            O nome Rússia é derivado da Rússia de Quieve, um Estado medieval povoado principalmente pelos Eslavos do Leste. No entanto, este nome próprio tornou-se mais proeminente posteriormente e o país normalmente era chamado por seus habitantes de “Русская Земля” (“russkaya zemlya”), que poderia ser traduzido como “Terra Russa” ou “Terra de Rus”. O nome atual do país, Россия (Rossiya), vem da designação grega bizantina Ρωσσία (Rossía) à Rússia de Quieve. A Federação da Rússia foi criada na sequência da dissolução da União Soviética, em 1991, mas é reconhecida como o Estado sucessor da URSS. O país é a 12ª maior economia do mundo por PIB nominal e a 6ª maior economia do mundo em paridade do poder de compra e com o quinto maior orçamento militar nominal. É um dos cinco Estados reconhecidos com armas nucleares do mundo, além de possuir o maior arsenal de armas de destruição em massa do planeta. A Rússia é membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, membro do BRICS, G20, Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), Organização para Cooperação de Xangai (OCX), Comunidade Econômica Eurasiática (CEEA ou EurAsEC), além de um destacado membro da Comunidade dos Estados Independentes (CEI). O povo russo pode se orgulhar da tradição de excelência em quase todos os aspectos das artes e das ciências humanas e sociais, e em tecnologia, incluindo de forma evidente o primeiro voo espacial humano em torno da Lua.
       O Programa espacial soviético é a designação dada para o conjunto de projetos e missões executados pela antiga União Soviética (URSS) para exploração do espaço, tanto por meio de sondas e voos não tripulados, quanto com espaçonaves tripuladas, desde a década de 1930 até a sua dissolução em 1991. Atualmente é coordenado pela agência espacial russa Roscosmos. Durante os seus sessenta anos de história, esse programa, originalmente militar e secreto, foi responsável por um grande número de metas pioneiras alcançadas na conquista do espaço, incluindo: o primeiro míssil balístico intercontinental, o primeiro satélite artificial (1957), o primeiro animal no espaço (1957), o primeiro homem no espaço (1961), a primeira mulher no espaço, a primeira caminhada no espaço, o primeiro veículo a entrar em órbita solar (1959), o primeiro impacto na Lua (1959), a primeira imagem do lado escuro da Lua (1959), o primeiro pouso suave na Lua (1966), o primeiro satélite artificial da Lua (1966), o primeiro rover na Lua (1970), a primeira estação espacial e a primeira sonda interplanetária a atingir a superfície de outro planeta. Estas iniciativas pioneiras acabaram comprovando que era possível enviar artefatos humanos para o espaço exterior e, mais importante, enviar seres humanos ao espaço.
            O programa espacial e de foguetes da União Soviética, teve no seu início a ajuda de cientistas e principalmente, muitos engenheiros alemães, sendo Helmut Gröttrup o principal deles, que trabalharam no avançado programa alemão de foguetes, foi conduzido em sua maior parte por cientistas e engenheiros soviéticos depois de 1955, e era baseado em teorias únicas e exclusivas desenvolvidas desde o Império Russo, muitas delas derivadas do trabalho de Konstantin Tsiolkovsky, muitas vezes chamado de “pai da teoria aeroespacial”. Sergei Korolev, também traduzido como Sergey Korolyov foi o líder do principal grupo de projetistas. Seu título oficial era desenhista chefe, um título padrão para posições similares na URSS. Foi ele quem concebeu todo o programa e trabalhou para torna-lo realidade, convencendo a alta cúpula soviética, particularmente o líder Nikita Khrushchov, da importância da conquista do espaço. Diferente do seu competidor norte-americano na “corrida espacial”, que tinha a NASA como única agência de coordenação, o programa da URSS era dividido entre vários grupos de projetistas liderados por Korolev, Mikhail Yangel, Valentin Glushko, and Vladimir Chelomei.

Karelin: maior 
Wrestler Olímpico da história.
           Devido ao fato político de o programa ser secreto, e por seu valor estratégico como propaganda, os anúncios dos resultados das missões eram adiados até que o sucesso fosse certo, e as falhas eram em geral mantidas em segredo. Devido à política de glasnost de Mikhail Gorbachev (1987) na década de 1980, muitos fatos até então desconhecidos sobre o programa espacial foram divulgados. Entre os principais segredos que finalmente foram revelados, constam: as mortes de Korolev, Vladimir Komarov (na queda da Soyuz 1), e Yuri Gagarin (em treinamento de rotina num avião de caça) entre 1966 e 1968, além de falhas desastrosas com o enorme foguete N1 que deveria ser usado na missão de pouso tripulado na Lua, que explodiram logo após o lançamento em cada um dos quatro testes não tripulados. O programa espacial soviético foi descontinuado com a queda da União Soviética, com a Rússia e a Ucrânia se tornando os seus principais herdeiros do ponto de vistas tecnológico. A Rússia criou a “Agência de Aviação e Espaço Russa”, reconhecida como Agência Espacial Federal Russa (Roscosmos), enquanto a Ucrânia criou a Agência Espacial do Estado da Ucrânia (NSAU). A Rússia continua a desenvolver um consistente programa espacial, que inclui experimentos de longa permanência no espaço, para determinar os efeitos da falta de gravidade sobre o organismo humano. Estas experiências tornaram-se a base do conhecimento que está sendo aplicado hoje na Estação Espacial Internacional. 
             A partir de 1985, o último líder da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), Mikhail Gorbachev, tentou aprovar reformas liberais no sistema soviético e apresentou as políticas de glasnost (“Abertura”) e da perestroika (“Reestruturação”), na tentativa de acabar com o período de estagnação econômica e democratizar o governo. Isso, no entanto, levou ao surgimento de fortes movimentos nacionalistas e separatistas. Antes de 1991, a economia soviética era a segunda maior do mundo, mas durante seus últimos anos, foi atingida pela escassez de mercadorias em supermercados, enormes déficits orçamentários e pelo crescimento explosivo na oferta de dinheiro, o que levando à inflação. Em 1991, as crises econômicas e política começaram a transbordar e as repúblicas bálticas escolheram separar-se da URSS. Em 17 de março, foi realizado um referendo em que a maioria dos cidadãos que votaram a favor de preservar a União Soviética como uma federação politicamente renovada. Em agosto de 1991, uma tentativa de golpe de Estado foi realizada por membros do governo dirigida contra Mikhail Gorbachev e visava preservar a União Soviética. Em vez disso, levou ao fim do Partido Comunista da União Soviética. Apesar da vontade expressa pelo povo, em 25 de dezembro de 1991, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) foi dissolvida em 15 Estados pós-soviéticos. 
 

               
   Nos anos 1990 foram expostos os conflitos armados na região da Ciscaucásia, tanto os conflitos étnicos locais, quanto as insurreições de separatistas islâmicos. Depois que os separatistas chechenos declararam independência no começo dos anos 1990, uma guerra de guerrilha intermitente foi travada entre os grupos rebeldes e as forças militares russas. Ataques terroristas contra civis foram realizados por separatistas, sendo os mais relevantes a crise dos reféns do teatro de Moscou e o cerco à escola de Beslan, que causaram centenas de mortos e chamaram a atenção do mundo. A questão refere-se ao sequestro dos espectadores de um teatro, na área de Dubrovka, em Moscou, entre os dias 23 e 26 de outubro de 2002, por um grupo de separatistas chechenos. Durante a apresentação do espetáculo musical Nord-Ost, 42 militantes chechenos armados ocuparam o teatro lotado de espectadores, anunciando pertencer ao movimento separatista da Chechênia, e tomaram as 850 pessoas presentes como reféns. A Rússia assumiu a responsabilidade pela liquidação das dívidas externas da URSS, apesar de sua população ser apenas metade comparativamente da população do real Estado Soviético com a sua dissolução. Elevados déficts orçamentais provocados pela crise econômica e política da Rússia em 1998 resultaram em declínio maior do Produto Interno Bruto (PIB).           
Conceitualmente atleta é aquele que combatia nos jogos solenes da Grécia e Roma antiga; lutador. Alexander Alexandrovich Karelin nasceu em 19 de setembro de 1967 em Novosibirsk. Atleta soviético e russo, lutador do estilo clássico (greco-romano), tricampeão olímpico (1988, 1992, 1996), estadista e figura política, deputado da Duma Estatal de cinco convocações. Honrado Mestre dos Esportes da URSS (1988), Herói da Federação Russa (1997). Após a 8ª série entrou na faculdade de transporte motorizado, continuou seus estudos no Instituto Estadual de Cultura Física Omsk, que se formou em 1991. Karelin começou a se engajar no wrestling clássico em 1981 na seção do Instituto Eletrotécnico de Novosibirsk. Viktor Kuznetsov permaneceu o único treinador de Karelin ao longo de sua carreira esportiva. Em 1985, Karelin tornou-se o campeão mundial entre os jovens. Neste ano serviu no Departamento de Tropas Internas da URSS e da Rússia, no oeste da Sibéria.  Herói da Federação Russa (1996). Em 1988, ele se tornou o campeão da URSS pela primeira vez. Desde 1988, por 12 anos, Alexander Karelin não perdeu um único torneio, seus adversários ganharam o número mínimo de pontos em lutas com ele. Em 1993, ele se tornou um dos fundadores da organização pública Karelin Fund. Desde 1995 trabalhou no Serviço Federal de Polícia Fiscal da Rússia. Em dezembro de 1999, em conexão com a eleição de deputado da Duma Estatal, ele terminou servindo no Comité de Segurança do Estado (FSB) da Federação Russa com o posto de coronel.
Em 1999 trabalhou como Assessor do Presidente do Governo da Rússia, Sergey Stepashin. Em 2001, se formou na Universidade de São Petersburgo do Ministério de Assuntos Internos da Rússia e ativamente no partido Rússia Unida. Alexander Karelin é casado e tem três filhos. Em seguida tornou-se um membro do Alto Conselho do partido Rússia Unida. De 2002 a 2006, liderou o Conselho de Coordenação Inter-regional da Sibéria da Rússia Unida. Em 2007 foi presidente da comissão do presidium do Conselho Geral da Rússia Unida sobre esportes e o desenvolvimento de projetos partidários no campo da cultura física. Doutor em Educação (2002).  No período entre 1999-2016 exerceu a função de Deputado da Duma Estatal das III, IV, V e VI convocações. Em 18 de setembro de 2016, ele foi eleito para a Duma do Estado da VII convocação. Membro do Comitê de Energia da Duma. Membro da Comissão de Duma do Estado sobre as questões de ética do deputado. Alexander Karelin é professor da Universidade Estadual Nacional de Cultura Física, Esportes e Saúde, em homenagem a PF Lesgafta (São Petersburgo). Karelin também obteve os prêmios nacionais e internacionais: Ordem da Amizade dos Povos, Ordem de Honra, Ordem do Mérito da Pátria, IV grau. Cavaleiro da Ordem Olímpica Golden Palm, na Federação Internacional de Luta Livre Amadora (FILA): a maior premiação “eleito o maior lutador greco-romano do século XX”. 
Na infância, do ponto de vista etnográfico, “ele era um valentão”. Como Alexandr disse, ele podia arrastar o cachorro dos vizinhos para brincar de guardas de fronteira, fazer um incêndio no lugar errado e por acaso apareceu com um amigo em uma padaria local batizada em homenagem a Yakushev para conseguir pão quente lá. Para isso, ele conseguiu de seus pais, sua mãe foi especialmente rigorosa com ele: - “A punição mais cruel foi quando minha mãe não falou comigo”. Havia pedagogia russa do meu pai, mas eu ainda me lembrava de mais de uma mãe para uma frase absolutamente inofensiva: - Mãe, você perdeu a cabeça? - ela não falava comigo há muito tempo. Essa foi a melhor lição para mim. Agora eu entendo que a mãe era, em princípio, muito mais rígida. Quando criança, ele sonhava em seguir os passos de seu pai e se tornar um grande motorista de caminhão. - De meu pai, aprendi a dirigir um carro bem cedo, era bem versado em tecnologia. Como adolescente, conseguia montar e desmontar com habilidade um carro com as próprias mãos. Mais tarde na profissão de técnico mecânico, adquiriu o direito de dirigir até mesmo um trem de ferrovia.
         A construção do chamado Grande Caminho Siberiano, como a Ferrovia Transiberiana era então chamada, começou em 31 de março de 1891. Todavia, até 1890, a porção continental europeia da Rússia dispunha de uma rede ferroviária que se estendia quase 30.000 km, fruto de uma parceria público-privada. Enquanto isso, a leste dos montes Urais, que separam a Europa da Ásia, não havia um quilômetro sequer de vias férreas, embora o tsar Aleksandr 3º houvesse dado aval para sua construção. Em 1886, o imperador lamentou que o governo ainda não tivesse feito nada “para atender às necessidades dessa região rica, porém fronteiriça”. A ideia de um projeto ferroviário de Moscou até o Oceano Pacífico parecia utópica. Se a construção de 650 quilômetros da ferrovia São Petersburgo-Moscou (aberta em 1851) tinha custado 67 milhões de rublos – quando o governo tinha um orçamento anual de 200 milhões de rublos –, para ligar Moscou a Vladivostok custaria, pelo menos, cinco vezes mais: 330 milhões de rublos. Além disso, a Guerra da Crimeia de 1853 a 1856 havia drenado muitos recursos econômicos, e os cofres públicos estavam aparentemente vazios. Outro fator que assustava o governo era o fato de que a Transiberiana deveria ser construída através de regiões quase despovoada da Sibéria, atravessando centenas de rios, tanto pequena como grandes. Por isso, os burocratas da cultura responderam a Aleksandr 3º que as obras eram inviáveis. Ninguém imaginava, provavlemente, que dentro de poucos anos chegaria uma notícia para compensar o aparente medo dos custos econômicos exorbitantes: em julho de 1890, soube-se que a poderosa política da China havia iniciado a construção de uma ferrovia desenvolvida cruzando a periferia do Extremo Oriente russo.  
           A ferrovia Transiberiana é uma das mais antigas e politicamente importantes estradas de ferro (Road to Power) do mundo. O principal trecho da ferrovia com extensão de 7500 km, com percurso de Tcheliábinsk a Vladivostok, foi construído entre 1891 e 1916. O transporte direto de passageiros entre Moscou e Vladivostok só teve início após a conclusão da construção da ponte sobre o rio Amur, junto à cidade de Khabárovsk, no ano de 1916. Antes disso, para percorrer o mesmo trajeto, eram utilizados trechos da estrada de ferro Chinesa-Oriental e a viagem em um único sentido prolongava-se por 16 dias. A construção de uma ferrovia de tais dimensões foi realmente um evento importante para o Império Russo. Prova disso é o fato de que o príncipe Nikolái Aleksándrovitch, por incumbência do tzar Aleksandr III, esteve presente na missa celebrada para o lançamento das bases da ferrovia. A ideia de uma ferrovia na região surgiu, no século XIX, como alternativa para desbravar e desenvolver economicamente as longas distâncias daquele território de dimensões continentais com mais de 17 milhões de km², considerado o maior país do mundo. Do ponto de vista fordista (cf. Braga, 1988) o planejamento político que o governo russo tinha para ver aqueles linhas férreas em funcionamento, a cada ano eram acrescentados mil km de trilhos, cujo auge das obras otimizadas no período de 1895 a 1896 contou com a capacidade da força-tarefa de trabalho em torno de 84 mil trabalhadores.
A ferrovia Transiberiana é uma das mais antigas estradas de ferro do mundo. O principal trecho da ferrovia com extensão de 7500 km, que vai de Tcheliábinsk a Vladivostok, foi construído entre 1891 e 1916. O transporte direto de passageiros entre Moscou e Vladivostok só teve início após a conclusão da construção da ponte sobre o rio Amur, junto à cidade de Khabárovsk, no ano de 1916. Antes disso, para percorrer o mesmo trajeto, eram utilizados trechos da estrada de ferro Chinesa-Oriental e a viagem em um único sentido prolongava-se por 16 dias. A construção de uma ferrovia de tais dimensões foi realmente um evento importantíssimo para o Império Russo. Prova disso é o fato de que o príncipe Nikolái Aleksándrovitch, por incumbência do tzar Aleksandr III, esteve presente na missa celebrada para o lançamento das bases da ferrovia. A ideia de uma ferrovia na região surgiu, no século 19, como alternativa para desbravar e desenvolver economicamente as longas distâncias daquele território de dimensões continentais com mais de 17 milhões de km², considerado o maior país do mundo. Para se ter uma ideia de planejamento econômico e político que o governo russo tinha para ver aquelas linhas férreas em funcionamento, a cada ano mil km de trilhos, cujo auge das obras otimizadas no período de 1895 a 1896 contou com a capacidade da força de trabalho em torno de 84 mil trabalhadores.
Metodologicamente para tratarmos de temas como magia e orientalismo, comumente utilizado para definir o estudo constituído por sociedades fora do amplo e dinâmico contexto ocidental, da cultura global europeia utilizamos a noção “pós-orientalismo”. Por duas razões sociológicas: a) É correlata à filosofia dita pós-moderna; b) Trata-se de um eclético e elusivo movimento social caracterizado por sua crítica à filosofia ocidental. Começando como um movimento de crítica da filosofia Continental, foi influenciada fortemente pela fenomenologia, pelo estruturalismo e pelo existencialismo, incluindo Søren Kierkegaard e Martin Heidegger. Sofreu influências, também, em certo grau associado ao positivismo da filosofia analítica de Ludwig Wittgenstein. Para uma parte dos pensadores, a filosofia pós-moderna reproduz a volumosa literatura da teoria crítica. Outras áreas na fronteira do debate incluíram a “desconstrução” e as diversas áreas que começam com o prefixo “pós”, como o “pós-estruturalismo”, o “pós-marxismo” e o “pós-feminismo”.  É também utilizado para designar a familiaridade por artistas e criadores ocidentais de elementos, descrições ou imitações conotadas com as culturas ditas orientais.
Popularizado como um campo ou nível de análise de estudo desde o século XVIII, mas tendo adquirido particularidades institucionais a partir do colonialismo do século XIX, o orientalismo estudava, sem distinções, um vasto grupo humano vulgarizado pela designação “mundo árabe” e mesmo a África, em alguns casos. O orientalismo ratificou a hipótese colonialista da inferioridade racial e cultural de todas as civilizações não europeias. O seu objetivo, não assumido, foi à busca da justificação do processo de dominação imperialista através do discurso de redenção dos povos ditos primitivos, inferiores e subdesenvolvidos que tem origem na antropologia colonialista. O Oriente, sociologicamente falando, é uma entidade autônoma dotada de múltiplas identidades com suas respectivas localizações territoriais. O que seria então esse Orientalismo cuja definição permite afirmar que o Oriente é uma invenção do Ocidente? Segundo Edward Said (1990) esse conceito tem diversos significados, históricos e culturais, mas que reflete a forma específica pela qual o Ocidente europeu reproporia ao nível ideológico e cultural a designação do que é interpretado como Oriente.
Assim, o Orientalismo não necessariamente estabelece uma relação dialética e real de identificação real com o Oriente e sim, inversamente é a ideia que o Ocidente faz dele. Nesse sentido o Oriente ajudou a definir a Europa ou o Ocidente de forma transcendente com sua imagem, ideia, personalidade e experiência contrastantes. O Oriente na visão do Orientalismo é o lugar do exótico. Analiticamente precisamos tornar do ponto de vista teórico, prático e afetivo o exótico em familiar. A magia, antigamente chamada de Grande Ciência Sagrada pelos Magos, é uma forma de ocultismo que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando, assim, um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades internas espirituais e ocultas do homem, até que este tenha o domínio total sobre si mesmo e sobre a natureza. A magia tem características ritualísticas e cerimoniais que visam a entrar em contato com os aspectos ocultos do Universo e da Divindade. Afirma-se que, por meio de rituais, feitiços, orações ou invocações é possível fazer com que forças ocultas atuem sobre o ambiente, modificando, a vontade, o agir ou o destino das pessoas. Essa concepção é tida como irracional pela ciência.
Há registros etnográficos de práticas mágicas em diversas épocas e civilizações. Supõe-se que o caçador primitivo desenhava a presa na parede da caverna antes da caça como forma de motivação. Posteriormente, adquiriu o ritual de enterrar os mortos e nomeou as forças da natureza que desconhecia, dando origem à primeira tentativa de compreensão da realidade, que chamamos de mito. Segundo o Novo Testamento bíblico, por exemplo, são três magos os primeiros a dar as boas-vindas a Jesus recém-nascido. No Velho Testamento, há a disputa mágica entre Moisés e os Magos Egípcios. Nos Vedas, no Bhagavad Gita, no Alcorão e em diversos textos sagrados, existem relatos similares. Os antigos acreditavam no poder dos homens e que, através de magia, eles poderiam comandar os deuses que são, na verdade, os poderes ocultos e latentes na natureza. As zonas horárias ou fusos horários representam cada uma das vinte e quatro áreas em que se divide analiticamente a Terra e que seguem a mesma definição de tempo. O termo fuso denomina a porção de superfície esférica compreendida entre dois semiplanos que partem de um diâmetro da esfera, assemelhando-se comparativamente à superfície externa de um gomo de laranja. Anteriormente, por volta do ano 1300, ou já anteriormente, usava-se o tempo solar aparente, utilizando a passagem meridiana do Sol, de forma que a hora do meio-dia se diferenciava compassadamente de uma cidade para outra. Os fusos horários corrigiram em parte o problema ao colocar os relógios de cada região no mesmo tempo solar médio.
Todos os fusos horários são definidos em relação ao Tempo Universal Coordenado (UTC), o fuso horário que contém Londres quando esta cidade não está no horário de verão onde se localiza o meridiano de Greenwich, o qual divide o fuso horário. A hora era uma característica local. Antigos viajantes tinham que acertar o relógio quando chegavam a cidade nova. O acerto de horas era feito através do sol: o meio dia representava o ponto mais alto que a estrela alcançava. Grande parte das empresas, devido a estas irregularidades resolveu fixar cem fusos dos caminhos de ferro. Esta prática ocorreu até 1883. Na Grã-Bretanha, foi criada uma única hora legal para todo o país: Inglaterra, Escócia e País de Gales, sendo o autor original desta ideia William Hyde Wollaston. Com isto, a prática foi se popularizando. Great Western Railway foi a primeira companhia de trem a utilizar a hora Greenwich Mean Time (GMT) ou Tempo Médio de Greenwich. Em 1847, praticamente todas utilizavam este sistema. O senador do Canadá, Sanford Fleming, em 1878, sugeriu a complexidade de um sistema internacional de fusos horários. Seu pensamento era dividir a Terra em 24 faixas verticais, onde cada uma delas era um fuso de uma hora. O planeta possui 360° de circunferência, assim cada faixa teria 15° de largura longitudinal. Em 1879, o estudo foi publicado no jornal do Instituto do Canadá, de Toronto. Com a aprovação norte-americana, em 18 de novembro de 1883, as linhas de trem passaram a utilizar os fusos. O mais populoso é o GMT +8, da República Popular da China, da Mongólia, de parte da Rússia, na Sibéria, Oeste da Austrália.  É o fuso horário que cobre maior extensão territorial. Sobre o território da China, ao longo do 38º30`N, se estende por cerca de 4060 km, entre as longitudes 75ºE e 122ºE.                     A ferrovia Transiberiana é uma rede ferroviária conectando a Rússia Europeia com as províncias do Extremo-Oriente Russo, Mongólia, China e o Mar do Japão. É frequentemente associada com o comboio transcontinental russo que liga centenas de grandes e pequenas cidades da Rússia, tanto na Europa como na Ásia. Com 9 289 km, abrangendo oito fusos horários e levando vários dias para realizar uma viagem completa, é o terceiro mais longo serviço contínuo do mundo, depois dos serviços das linhas Moscovo-Pyongyang (10 267 km) e a Donetsk-Vladivostok (9 903 km), ambos os quais também compartilham a ferrovia Transiberiana em muitas das suas rotas. A rota principal é a linha Transiberiana que se inicia em Moscou, passa por Iaroslavl no Volga, Perm no rio Kama, Ekaterinenburg nos Urais, Omsk no rio Irtysh, Novosibirsk no rio Ob, Krasnoyarsk no rio Ienissei, Irkutsk perto da extremidade sul do lago Baikal, Tchita, Blagoveshchensk, Khabarovsk e finalmente Vladivostok. Frequentemente em vez do trecho Moscou-Iaroslavl-Kirov usa-se rota ferroviária Moscou-Vladimir-Níjni Novgorod-Kirov. A sua construção durou desde 1891 até 1916 e em 2002 levando quase 100 anos para a eletrificação ser totalmente finalizada. Cerca de 30% das exportações russas viajam por este poderoso meio social de comunicação que integra a área geográfica Asia-Pacific Economic Cooperation (APEC), um bloco político-econômico que tem por objetivo social transformar o Pacífico numa área de livre comércio e que engloba economias asiáticas, norte-americanas e da Oceania (cf. Nogueira, 2013; Volinets, 2017).
A luta greco-romana - mutatis mutandis - foi recriada também neste período histórico para resgatar os valores estéticos e históricos do esporte na Antiguidade, com a proibição de ataques mais duros e golpes baixos. Durante o período greco-romano o matemático Papo de Alexandria representa um relato etnográfico sistemático da obra de seus predecessores, desde Euclides até Esporo de Niceia. Há também extensas notas explicativas sobre vários temas matemáticos e valiosas introduções aos diversos livros, nas quais Papo de Alexandria resume o tema geral e os assuntos técnico-metodológicos a serem tratados. Notabilizou-se por ser pai da filosofa Hipátia e por produzir em 390 uma versão mais elaborada e definitiva da obra Os Elementos de Euclides que sobreviveu aos dias atuais. Dentre suas obras está uma que faz importantes considerações de domínio abstrato sobre a ocorrência de um eclipse solar em Alexandria. A mobilidade trouxe a Atenas Hipócrates de Quios, no séc. V a. C., o primeiro autor de uma compilação de Elementos, em que parecem já figurar investigações ligadas à resolução do problema de Delos (a duplicação do cubo) e à quadratura do círculo. Com a morte de Platão, seu discípulo, Têudio de Magnésia, escreveu nova compilação dos manuscritos Elementos
  Na Grécia Antiga, os lutadores “competiam nus, com o corpo envolto por azeite e uma fina camada de areia para se protegerem do frio”. No final do XVIII – início do século XIX moderna luta greco-romana começou a sua formação. As principais regras foram estabelecidas na França, onde luta naquela época era especialmente popular em áreas rurais e urbanas. Por causa do grande interesse causado por competições ‘lutadores, os atletas começaram a agir em circos itinerantes, jardins de verão, lugares para passeio e entretenimento. Mais tarde, em toda a cidade, na França, e, em seguida, campeonatos mundiais foram organizados. Em 1848, em Paris apareceu as primeiras fases, em que lutadores profissionais atuaram. Com o aumento da prática da luta no século XIX em toda a Europa, o esporte foi incluído na primeira edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna - sua primeira participação nos Jogos Olímpicos foi em Atenas 1896.
A queda de um gigante.
     O programa dos Jogos Olímpicos em 1996, oficialmente Jogos da XXVI Olimpíada, foram os Jogos realizados em Atlanta, capital do estado de Geórgia, nos Estados Unidos, entre 19 de julho e 4 de agosto de 1996. Em competições de luta greco-romana passou a essas categorias de peso: até 48 kg, a 52 kg, para 57 kg, para 62 kg, 68 kg, 74 kg para, a 82 kg, para 90 kg, a 100 kg, a 130 kg. Como é determinado o vencedor? Rodada termina quando a queda é contada, o lutador coloca o adversário em ambas as asas sobre o tapete, pelo menos para metade de um segundo. A vantagem de 10 pontos de um dos lutadores também o leva pelas regras para acabar com a luta. Além disso, a vitória é contada se o lutador houver marcado mais pontos no final do jogo cinco minutos, ou o seu adversário foi ferido ou desqualificado. Se nenhum dos lutadores não teve mais de três pontos, ou que têm um número igual de pontos, tempo adicional é dado aos competidores. Depois de uma perda de luta o atleta se aposenta da luta pelo “ouro”, mas poderia, eventualmente, ser o candidato a uma medalha de bronze.
            O Comitê Olímpico Internacional deu o nome oficial de luta greco-romana, para demonstrar a natureza internacional deste tipo de desportos. Em relação ao título, em diferentes anos, este tipo de luta livre foi dado muitos nomes: profissionais reconhecidos como sua “luta francês”, amantes – “greco-romanos”. Os primeiros Jogos foram 5 pessoas, que representavam quatro países: dois eram da Grécia, três para a Alemanha, Hungria e Grã-Bretanha. Não houve divisão dos lutadores em categorias de peso nesses Jogos. Desde então, a luta greco-romana, com exceção de dois Jogos Olímpicos de 1900 e 1904 que não fizeram parte das competições olímpicas. Em 1948, o Comitê All-União de Cultura Física e Esporte aprovou os seguintes nomes para certos tipos de desportos de combate: luta francês, ou, greco-romana ficou conhecido como “estilo clássico”. Até 1950 em competições internacionais greco-romana dos mais bem sucedidos lutadores eram representantes da Finlândia e Suécia, os lutadores da Hungria e Turquia têm procurado repetir e revelar seu sucesso. 
            Quando em 1952 os lutadores soviéticos entraram na arena, especialistas tradicionalmente começaram a chamá-los os mais fortes, os atletas russos, também fortes são o atletas de Cuba, Alemanha, Ucrânia e Polônia. A luta como uma forma de entretenimento e expressão de força e coragem sempre foi popular na Rússia. Foi a diversão mais bela em todos os feriados. Ao longo do tempo e espaço, estas espécies deram lugar ao modo principal da luta livre russa chamada “luta cinto”. Nesta forma de luta livre, segurando com as duas mãos sobre o cinturão do adversário, um teve que jogar o oponente de costas sem o uso de plataformas e recortes. O desenvolvimento amplo da luta profissional que recebeu durante a emergência da Rússia demonstra que viajam, faziam parte como membros do circo. Desde 1860 que as lutas de cinto se tornaram uma parte integrante do programa de circo, os lutadores competiram não só na luta, mas também em vários exercícios de solo articulados com gravidade. Como em outros países, as lutas se tornaram um esporte competitivo na Rússia e foi reconhecida primus inter pares no final do século XIX.
             Em 1885, no primeiro “clube de fãs de esportes de levantamento de peso” de São Petersburgo na Rússia foi fundada. Seguindo os clubes St. Petersburg de fãs de luta livre foram criados em Moscovo, Kiev, Riga e outras cidades da Rússia. Em 1896, A Sociedade Atlética Carta Petersburg foi aprovado, e um ano mais tarde, em 1897, em São Petersburgo, o primeiro campeonato amador de lutas amador russo foi realizada, e esta data é considerada o início do desenvolvimento da luta livre desporto amador na Rússia. Um grande papel no desenvolvimento da luta amadora foi jogado por luta profissional. A própria luta profissional foi quase desprovida de conteúdos desportivos. Os resultados das lutas e da distribuição de prêmios durante campeonatos foram principalmente pré-planejado pelos empresários. Participantes para os campeonatos foram escolhidos para que eles interessassem seus espectadores e apaziguar seus gostos não muito exigentes. A luta profissional foi em geral um desempenho teatral, mas também um bom meio de agitação de fãs. A partir da lista de lutadores profissionais se tornaram especialmente famosos Ivan Poddubny, seis vezes campeão do mundo, e também populares lutadores como Ivan Shemyakin, Ivan Zaikin, Nikolai Vahturov etc.
Até o início da 1ª guerra mundial (1914-1918), havia cerca de 20 organizações desportivas na Rússia, cultivando luta, o número total de fãs era de cerca de 250-300 pessoas. Após a 1ª guerra mundial, a Revolução de Outubro de 1917 e da guerra civil o primeiro campeonato da URSS na luta clássica foi realizada em 1924. Participaram 40 atletas. Um dos campeões foi Vladimir Ivanov, o autor de um dos primeiros livros didáticos, que foi chamado de “A luta Francês” e foi emitido em 1929. Valentin Ivanov também foi um dos primeiros professores de luta no Instituto Central de Cultura Física em Moscou, posteriormente Academia de Cultura Física. Blagoy Ivanov tornou famosos na década de 1930 lutadores Grigory Pylnov e A. G. Pylnova Katulin. Também deve ser mencionado o fato social de que no desenvolvimento de cada esporte está intimamente ligado com as regras da concorrência global no meio competitivo desportivo. Só em 1914 o halterofilismo russo aprovou a luta internacional, e desde esse ano todas as competições foram realizadas em cinco características competitivas de peso: leve, meio-leve, médio, meio-pesado e pesado. Antes disso não havia regras uniformes, padronizadas e até mesmo nas mesmas competições que nas cidades poderia ocorrer de diferentes maneiras.
As primeiras novas regras foram aprovadas na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e publicadas em 1924 e que no mesmo ano o primeiro campeonato de países realizou-se, na URSS as competições de luta clássica começaram regularmente tomar lugar apenas a partir de 1933. Na história social e política das relações internacionais e competições de nossos lutadores havia dois períodos – o primeiro – 1924-1946, quando houve a participação ocasional em competições internacionais na Finlândia, Suécia e outros países escandinavos. Após a entrada oficial da Federação Soviética em FILA em 1947, na equipe nacional o mesmo do país ano teve lugar no primeiro campeonato europeu na luta clássica em Praga. Em 1952, nos XV Jogos Olímpicos de Helsinque lutadores soviéticos em um golpe ganharam quatro medalhas de ouro olímpicas, uma de prata e duas de bronze. Isto lhes permitiu tomar as classificações com o lugar da equipe do premier. Os Jogos Olímpicos de Verão de 1952, em finlandês Kesäolympialaiset 1952, reconhecidos oficialmente como os Jogos da XV Olimpíada foram os Jogos Olímpicos realizados em Helsinque, Finlândia, pátria de alguns dos maiores atletas olímpicos de antes da II Guerra Mundial e de todos os tempos. E foram os maiores deles, Hannes Kolehmainen e Paavo Nurmi, os responsáveis pelo momento mais emocionante da Abertura do evento, quando, já homens quase idosos, entraram no estádio conduzindo a tocha olímpica e acendendo a pira sagrada. Participaram destes Jogos 4.955 atletas, sendo 519 deles mulheres, de um total de 69 nações, representando um recorde até então.  No total, a partir de 1952, representantes da União Soviética e, em seguida, a própria Rússia ganhara 38 medalhas de ouro olímpico marcadamente com participação na luta greco-romana.
Em 2013 o Comitê Olímpico Internacional votou pela exclusão da modalidade, junto com a luta livre, dos Jogos Olímpicos a partir de 2020, mas na 125ª Sessão do Comitê Olímpico Argentino, em Buenos Aires, a Luta foi reinserida no programa olímpico não só para os Jogos Olímpicos de 2020, quanto para os de 2024, em francês: Les Jeux olympiques d`été de 2024, reconhecidos oficialmente como os Jogos da XXXIII Olimpíada, mais comumente Paris 2024, será um evento multiesportivo realizado no segundo semestre de 2024, na cidade de Paris. Será a terceira vez na história em que a cidade sediará sendo a primeira vez em 1900 e a segunda em 1924. A pira sagrada foi acesa e tem inicio a boda celeste. 
O gigantesco russo Alexandr Karelin nasceu com quase 7kgs em Novossibirsk, coração da gélida Sibéria. Pesava menos de 100kgs, de puro músculo, e só tinha 7% de gordura na massa corporal. E que jamais tinha sido derrotado em uma competição internacional. Sua força era descomunal, treinava diariamente na Sibéria, correndo na neve e fazendo musculação. Ele inventou uma manobra, chamada “Levantamento Karelin” (Karelin Lift), absolutamente arrasador. Era uma adaptação de um movimento comum nas categorias leves da luta greco-romana, mas totalmente impensável em atletas da sua categoria, com até 130kgs até Karelin existir. Dotado de uma força inacreditável, o russo enganchava os braços no peito do adversário e levantava seu oponente sobre seus ombros. Então arremessava com toda a força, como um saco de batatas, o rival no chão, largando todo o peso no pescoço ou sobre o peito. A maioria dos grandes e bons adversários desistia das lutas com Alexandr Karelin nos nove minutos dos combates públicos.
Dois vice-campeões olímpicos capitularam antes de continuar apanhando, vergonhosamente saindo da arena no meio da luta, mas com a saúde em dia. Karelin era absolutamente imbatível até a sua última luta. No dia que se tornaria o primeiro atleta a se sagrar tetracampeão olímpico em uma mesma competição, Karelin perdeu. Quando o então presidente do COI, o espanhol Juan Antônio Samaranch, estava no ginásio para entregar a medalha das olimpíadas, ninguém, provavelmente nem o inesperado vencedor, imaginava. O autor da façanha desportiva foi o então “ilustre desconhecido” Rulon Gardner, atleta dos Estados Unidos da América. Atleta universitário mediano, sem títulos expressivos e resultados médios no circuito internacional, Rulon já havia sido derrotado por 5 a 0 por Karelin três anos antes.  Na luta Greco-Romana, depois de três minutos sem pontuação, Gardner conseguiu desmanchar a chave de braço de Karelin, o que constitui pontuação. Os juízes debateram, mas afinal concordaram e deixaram Gardner com vantagem de 1 a 0. Desesperado, mas já cansado, Karelin não conseguiu reverter a vantagem na prorrogação. Os minutos finais são de euforia no ginásio, contra o lutador russo. Uma cena quase surreal para o desporto. O narrador vai percebendo a derrota e no final afirma: - Você acredita em milagres? Estão espantados quanto Alexander Karelin, Gardner, Samaranch e o mundo esportivo? Aleksandr Karelin tem um cartel de 887 vitórias e 2 derrotas, é dodecampeão europeu (12 vezes), eneacampeão mundial (9 vezes) e tricampeão olímpico (1988, 1992 e 1996).  
Além de ser considerado o melhor wrestler e um dos maiores atletas da história social, também é reconhecido pela sua vasta inteligência disciplinar, tanto de formação técnica quanto humanista, sendo doutor em Engenharia Elétrica e, além disso, PhD em Pedagogia. Um Doutorado, também reconhecido como PhD, é um curso fornecido pelas universidades para aqueles que cumpriram todas as qualificações necessárias para obtenção do título e podem ser considerados doutores em sua área acadêmica. Ipso facto, possui profundos conhecimentos de música, poesia, história e literatura, além de ser apreciador de ópera, teatro e balé. O russo também tem o cargo de deputado, tendo sido eleito 3 vezes. Desde a queda da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas em 1991, a Rússia superou o sistema de partido único e tornou-se uma República Federativa (cf. Gorbachev, 1987). A democracia russa, assim como qualquer democracia moderna, comparativamente defende a separação de poderes em Executivo, Legislativo e Judiciário. A Constituição Federal garante os direitos civis e liberdades democráticas como a liberdade de associação, de expressão de pensamento e de liberdade de imprensa.
              A Federação Russa é uma república semipresidencialista que tem o Presidente como chefe de Estado e o Primeiro-Ministro como chefe de Governo. O Legislativo é bicameral, isto é, a Assembleia Russa possui duas casas para representar o povo: a Duma, (câmara baixa) e o Conselho de Federação (câmara alta do parlamento russo). A Duma equivale à Câmara dos Deputados e o Conselho de Federação ao Senado. O Conselho de Federação foi criado pela Constituição Russa de 1993 e possui 166 membros que atuam como a voz das entidades regionais. Ao contrário da Duma, o Conselho não é eleito diretamente pelo povo. A federação russa se organiza em 83 distritos. As duas casas do parlamento funcionam juntas para rever vetos - as leis que o presidente vetou, ou votar projetos de Lei. O Conselho de Federação tem atribuições próprias, como afastar o presidente por meio de processo jurídico, semelhante ao de outras nações, e permitir ou não o uso das Forças Armadas fora do território russo. O Judiciário é independente e funciona de forma autônoma do Legislativo ou Executivo. O sistema jurídico da Rússia continuou com grande parte da estrutura jurídica soviética porque a maioria dos funcionários foi treinada pelos próceres ligados aos partidos comunistas.
           A Constituição da Federação Russa regulamentou uma profunda transformação na vida política do país. Introduziu eleições competitivas, livres e principalmente, a substituição do sistema de partido político único para o pluripartidarismo. Atualmente, existem quatro partidos que compõem a Duma: o Partido Comunista com 42 assentos, o Partido Liberal Democrata com 39 cadeiras ocupadas, o Partido Rússia Justa com 23 cadeiras no parlamento federal russo. O partido governista Rússia Unida possui a maioria das vagas de representação política da Duma que no total dispõe de 342 assentos. Em setembro de 2016, os russos votaram nas eleições parlamentares para a Duma, mas foram as eleições legislativas menos disputadas em 25 anos de história. - “Em comparação com as eleições legislativas de 1996, o povo sentia que havia mais candidatos e debates políticos”, afirma Nikolai Petrov, chefe do Centro de Análise Política e Geográfica em uma entrevista para a British Broadcasting Corporation (BBC), uma corporação pública de rádio e televisão do Reino Unido fundada em 1922. Possui uma boa reputação nacional e internacional. Por vezes, é chamada afetuosamente pelos britânicos como Beeb, The Corporation ou Auntie, o ex-presidente da extinta União Soviética, Mikhail Gorbachev (1987), afirmou que a Rússia está na “metade do caminho” para a democracia.  - “Os governadores agora são indicados e não eleitos. O povo é contra isso, o povo quer que sejam eleitos”, disse Gorbachev. “Estamos no rumo da democracia e na minha visão nós andamos a metade do caminho, na melhor das hipóteses. Precisamos seguir até o fim”. Fim é a representação de um resultado que se converte em causa de uma ação; sem medo de ser feliz!
Bibliografia geral consultada.
GORBACHEV, Mikhail, Perestroika: Novas Ideias para o Meu País e o Mundo. São Paulo: Editora Best Seller, 1987; MARKS, Steven Gary, Road to Power: The Trans-Siberian Railroad and the Colonization of Asian Russia, 1850–1917. New York, 1991; KELLER, Brigit, Estudo Comparativo dos Níveis de Cortisol Salivar e Estresse em Atletas de Luta Olímpica de Alto Rendimento. Dissertação de Mestrado. Departamento de Educação Física. Setor de Ciências Biológicas. Curitiba: Universidade Federal do Paraná, 2006; PEREIRA, Marcio da Silva, O Leitmotiv: Da Ópera ao Cinema, à Televisão. Tese de Doutorado em Música. Centro de Letras e Artes. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, 2007; NOGUEIRA, Flavio Schluckebier, A Busca pela Modernização: Uma Análise Comparativa entre a Rússia Imperial (1861-1914) e a Rússia Soviética (1921-1939). Dissertação de Mestrado em Economia. Programa de Pós-Graduação em Economia Política Internacional. Instituto de Economia. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2013; SANTOS, Sérgio Luiz Carlos dos, Wrestling – Luta Olímpica. Departamento de Educação Física. Curitiba: Universidade Federal do Paraná, 2013; MARIANTE NETO, Flávio Py, Jabs, Diretos, Low Kicks e Duble Lags no Processo Civilizador: Uma Leitura Elisiana das Artes Marciais Mistas. Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano. Programa de Doutorado. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2016; GONDIM, Denis Foster, Dojô: Espaço de Educação. Dissertação de Mestrado em Educação. Programa de Pós-graduação em Educação. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 2017; ROCCO JÚNIOR, Ary José, O Consumidor do Esporte: Da Digitação Social à Imersão Digital. Tese de Livre-Docência. Escola de Educação Física e Esporte. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2019; GARRAFFONI, Renata Senna, Os Antigos Gregos no acervo do Museu Paranaense: Recepção dos Clássicos, Poesia Simbolista e Política. Curitiba: SAMP/Museu Paranaense, 2018; Idem, “Recepção Greco-romana em Curitiba: Literatura, Patrimônio e Novas Abordagens do Centro Histórico”. In: Revista Memória em Rede. Pelotas. Volume 12, nº 23, Jul/dez. 2020; entre outros.