“Dizendo tchau para o PT: esse partido das trevas, eu voto sim”. Pastor Marco Feliciano
(PSC-SP)
Má-fé é originária da expressão latina, mala fides, que representa um conceito associado
à ideia de fraude ou intenção dolosa. Pode envolver engano intencional dos
outros ou da própria pessoa, o autoengano. Uma expressão de utilização comum é:
assumir a má-fé; aqui, vê-se, nas ações de outra pessoa, motivações negativas,
quer essas motivações de facto existam ou não existam. É um procedimento
utilizado para enganar. Por isso, é caracterizado como crime. Quando uma pessoa
inventa uma mentira e a conta como se fora um fato verídico, mesmo que não
cause prejuízo financeiro, apenas a utilização de história fraudulenta,
caracteriza crime punível civil e criminalmente. Em direito penal, fraude é o
crime ou ofensa de deliberadamente enganar outros com o propósito de
prejudicá-los, usualmente para obter propriedade ou serviços dele ou dela
injustamente. Fraude pode ser efetuada através de auxílio de objetos
falsificados. No meio acadêmico, fraude pode se referir a fraude científica – a
falsificação de descobertas científicas através de condutas inapropriadas e, de
uso comum, fraude intelectual significa a falsificação de uma posição assumida
ou sugerida por um escritor ou interlocutor, dentro de um livro, controvérsia
ou debate, ou uma ideia apresentada enganosamente para esconder reconhecidas
fraquezas lógicas. Fraude jornalística implica numa noção similar, a
falsificação dos chamados furos jornalísticos.
O
Partido dos Trabalhadores (PT) é um partido político brasileiro de
centro-esquerda à esquerda. Fundado em 1980, integra um dos maiores e mais
importantes movimentos de esquerda da América Latina. Os símbolos do PT são a bandeira vermelha com
uma estrela branca ao centro, exceto no Rio Grande do Sul, onde a estrela na
bandeira é amarela), a estrela vermelha de cinco pontas, com a sigla PT
inscrita ao centro, e o hino do partido. Seus filiados e simpatizantes são
informalmente denominados petistas. O PT possui, como os demais partidos
políticos no Brasil, uma fundação de apoio. Denominada Fundação Perseu Abramo
(FPA), foi instituída pelo Diretório Nacional em 1996 e tem por missão realizar
debates, editar publicações, promover cursos de formação política e preservar o
patrimônio histórico do partido - tarefa pela qual é responsável o Centro
Sérgio Buarque de Holanda. A FPA substituiu uma fundação de apoio partidário
anteriormente existente no PT, a Fundação Wilson Pinheiro, criada em 1981. Em
2003, com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva como Presidente da República, o partido passou a
comandar pela primeira na história política vez o Executivo brasileiro.
Luiz Inácio Lula da Silva reelegeu-se em 2006,
terminando seu mandato como o presidente melhor aprovado de todos os tempos e
com o recorde mundial de 87% de aprovação, foi sucedido em 2011 por Dilma
Rousseff, sua ministra-chefe da Casa Civil. Dilma foi reeleita em 2014 por uma
margem estreita e deixou a presidência em agosto de 2016, após seu pedido de
impeachment ser aprovado pelo Congresso Nacional devido a operações
orçamentárias não previstas na legislação ocorridas durante sua gestão. O então
deputado federal Lula discursa na Assembleia Nacional Constituinte da Câmara dos
Deputados. O PT foi fundado por um grupo heterogêneo, formado por militantes de
oposição à Ditadura Militar, sindicalistas, intelectuais, artistas e católicos
ligados à Teologia da Libertação, no dia 10 de fevereiro de 1980, no Colégio
Sion, em São Paulo. O partido foi fruto da aproximação entre os movimentos
sindicais da região do ABC paulista, que organizaram grandes greves de reprecussão mundial entre 1978 e 1980, e
militantes antigos da esquerda brasileira, entre eles ex-presos políticos e
exilados que tiveram seus direitos casados, mas devolvidos pela lei da Anistia. Desde a
fundação, o Partido assumiu a defesa do que se compreende como socialismo democrático.
Após
o golpe de 1º de abril de 1964, o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) - federação
de trabalhadores que desde a Era Vargas reunia dirigentes sindicais tutelados
pelo Ministério do Trabalho — foi dissolvido, e os sindicatos passaram a sofrer
intervenção do regime militar. O surgimento de um movimento organizado de
trabalhadores, notabilizado pelas greves lideradas por Lula no final da década
de 1970, permitiu a reorganização de um movimento sindical independente do
Estado, o que foi concretizado na criação da Conferência das Classes
Trabalhadoras (CONCLAT), que viria ser o embrião da Central Única dos
Trabalhadores (CUT). Originalmente, este novo movimento trabalhista
buscava fazer política exclusivamente na esfera sindical. No entanto, a sobrevivência de um sindicalismo
controlado pelo Estado (expresso na recriação da CGT, que reunia líderes
conservadores como Joaquim dos Santos Andrade, reconhecido como Joaquinzão, e
Luiz Antônio Medeiros), somada à persistente influência de partidos de esquerda
tradicionais como o Partido Comunista Brasileiro sobre o movimento sindical,
fizeram com que os trabalhadores do ABC, estimulados por lideranças de esquerda
anti-stalinistas, procurassem identidade própria na criação de seu próprio
partido político – uma estratégia diferente à realizada pelo Solidarność,
na Polônia de então. Nos anos 1980, um encontro em Roma entre Walesa e Lula
mostrou que suas visões políticas eram bastante diferentes. Walesa defendia o
pluralismo na política enquanto Lula defendia a união dos sindicatos em uma
única entidade. O PT surgiu rejeitando tanto as tradicionais lideranças
do sindicalismo oficial, como também procurando colocar em prática nova forma
de trabalhismo, recusando modelos em decadência, como o
soviético e o chinês. Significou a confluência do sindicalismo basista com a intelectualidade de esquerda anti-stalinistas.
O
manifesto de fundação foi lançado no dia 10 de fevereiro de 1980, no Colégio
Sion em São Paulo, e publicado no Diário Oficial da União em 21 de
outubro daquele mesmo ano. Mais tarde, foi oficialmente reconhecido como
partido político pelo Tribunal Superior de Justiça Eleitoral no dia 11 de
fevereiro de 1982. A ficha de filiação número um foi assinada por Apolônio de
Carvalho, seguido pelo crítico de arte Mário Pedrosa, pelo crítico literário
Antonio Candido e pelo historiador e jornalista Sérgio Buarque de Hollanda. Com
a ascensão para a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 vencendo o
segundo turno das eleições gerais de 2002 e com a posse em janeiro de 2003,
aglutinaram-se vários partidos políticos, dentre eles o Partido Popular
Socialista, Partido Socialista Brasileiro, Partido Democrático Trabalhista, e
outros como base de sustentação. Com a continuidade das políticas econômicas do
Governo do FHC e com as denúncias de corrupção, adveio uma crise política que
ocasionou a cisão do Partido dos Trabalhadores em Partido Socialismo e
Liberdade (PSOL) em 2004. Havendo após este período as críticas da esquerda
ao Governo do Presidente Lula e o reconhecimento público do Partido dos
Trabalhadores como um partido reformista de centro-esquerda. Em 2006 com as
eleições gerais, foi reafirmado o projeto petista de Brasil, havendo o
desenvolvimento do Plano de Aceleração do Crescimento, o PAC. Neste governo ocorreu o escândalo conhecido
como o mensalão, que teve como protagonistas alguns integrantes do governo do
então presidente Lula, membros do Partido dos Trabalhadores (PT), Popular
Socialista (PPS), Trabalhista Brasileiro (PTB), República (PR), Socialista
Brasileiro (PSB), Republicano Progressista (PRP), e Partido Progressista (PP).
A
mistagogia origina-se com sacerdote grego, que servia o propósito da
iniciação nos mistérios da religião, ensinando as cerimônias e os ritos de
passagem. Fora da esfera grega, o mistagogo pode representar qualquer
pessoa que inicia outros em crenças místicas, que adquira conhecimento dos
mistérios sagrados. A compreensão social do conceito de mistagogia pressupõe o
conhecimento do conceito cristão de mistério. A categoria mistério tem precedentes
nos cultos pagãos da cultura helenística, mas a eficácia simbólica utilitária
pelos cristãos é mais facilitada pela tradução bíblica reconhecida como a
Septuaginta. Seu reconhecimento ocorre pelos setenta e dois rabinos que
trabalharam nela e, segundo a tradição, teriam completado a tradução em 72
dias, e pela apocalíptica judaica. Pode-se fazer a seguinte síntese do uso do
termo: um mistagogo é potencialmente o responsável por liderar um iniciado nos
ensinamentos e rituais secretos do culto. O iniciado estaria vendado e o
mistagogo deveria com a sua sabedoria poder guiá-lo até o local sagrado. O
termo mistagogia encerra vários significados, mas inicialmente desenvolve-se em
seu ersatz, como ocorre com os Padres do 4° século que faziam teologia. Tratava-se,
nesse contexto patrístico, de aplicar a tipologia triádica mítico-bíblica
baseada no batismo-crisma-eucaristia, ou a teologia do mistério, à catequese
sobre os sacramentos da iniciação cristã singularizada.
A mistagogia está sendo redescoberta
ou recidivada. O método mistagógico usado pelos Santos Padres volta a
ser estudado, não para aplicá-lo tal qual, mas para servir de inspiração e
modelo à formação cristã, principalmente na teologia litúrgico-sacramental.
Ponto de referência desse tipo de formação é a ação litúrgica e a experiência
que nos proporciona um contato vivo e pessoal com o mistério da fé. Para
tanto o espaço da celebração é de suma importância para se fazer essa
experiência. O mistério, para os cristãos, manifesta-se na pessoa de Jesus
Cristo, principalmente na sua doação total da paixão, morte e ressurreição.
Jesus Cristo é o lugar, o espaço onde é encontrada a presença e salvação de
Deus. Ele é o verdadeiro templo da nova aliança. Nele se baseia toda a
mistagogia do espaço. O espaço litúrgico revela o Cristo ressuscitado, glorioso
em sua totalidade: cabeça e membros. Os templos são lugares da memória do
mistério de Cristo e do seu corpo que é a Igreja. A ação ritual que se
desenvolve tem como finalidade aprofundar a comunhão pessoal, interior,
espiritual, em Jesus Cristo, com o Pai e o Espírito Santo, e levar as pessoas à
experiência do mistério escondido no coração da realidade individual (sonho) e
social (mito, rito) de cada fiel, para poder viver o discipulado e a missão. Simultaneamente
na assembleia cristã e em cada batizado, como novo templo de Deus, construídos
de pedras vivas, é oferecido o culto em Espírito e em verdade. No espaço
sagrado, faz-se experiência da aliança com Deus, o povo fiel se constitui como
Igreja de Cristo e recebe o Espírito Santo.
A palavra igreja, ecclesia,
a representação “casa de Deus” tem diversos significados nos livros Sagradas
Escrituras, onde os cristãos se reúnem para cumprir seus deveres religiosos. O
templo de Jerusalém era a casa de Deus e a casa de oração. O edifício dedicado
pelos cristãos ao culto de Cristo, que os sacerdotes gregos chamavam Kyriaké
(“a casa do senhor”), e, na língua inglesa veio mais tarde a se chamar Kirk e church.
Em Roma, essa assembleia denominada Concio é aquela que falava Ecclesiastes
e Concionator. No Novo Testamento, uma igreja é um grupo de cristãos
que seguem a Cristo. A palavra pode ser usada para falar de todos aqueles que
servem ao Senhor, não importa onde estejam (cf. Hebreus 12: 22-23). É frequentemente
usada para descrever grupos locais de discípulos que se encontram para
adorarem, para edificarem uns aos outros e para proclamarem o evangelho de
Jesus. É neste sentido que lemos sobre a igreja em Antioquia da Síria (Atos
13:1), sobre as igrejas em Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia (Atos 14:
21-23), sobre a igreja em Éfeso (Atos 20: 17), a igreja em Corinto (1 Coríntios
1:1; 2 Coríntios 1:1), as igrejas na região da Galácia (cf. Gálatas 1:2) e a
igreja dos tessalonicenses. É neste ambiente de culto de igrejas que
encontramos homens escolhidos para supervisionar e guiar. Os sistemas de
denominações, de ligas internacionais e de hierarquias que ligam e governam
milhares de igrejas locais, são invenções do homem. Não há modelo bíblico de
tais arranjos.
Pastor
ou Ministro do Evangelho são os títulos atribuídos ao ministro religioso no
Cristianismo, em sua maioria no Protestantismo. Dependendo da posição social e
da denominação, o ministro religioso pode ser chamado de pastor, reverendo,
missionário, bispo, diácono, embora em algumas igrejas essa posição não seja de
ministro, ancião e, recentemente, apóstolo. O rito de investidura do pastor é
chamado ordenação ou consagração. De acordo com o apóstolo Paulo, uma Igreja
Local poderia ser dirigida por uma equipe de pastores. Dependendo do ramo da
Igreja, a função do pastor é desempenhada pelo presbítero ou bispo. Há
situações no Novo Testamento onde esses termos parecem ser sinônimos. Nos
países de língua inglesa é normal referir-se aos párocos católicos romanos como
pastor. No geral, é dever do pastor dirigir a Igreja Local e cuidar de suas
necessidades espirituais. Em Atos 20:28-31, estão discriminadas na
religião, algumas atribuições específicas do pastor, tais como: apascentar a
Igreja, refutar heresias doutrinárias e exercer vigilância contra pretensos
opositores. A figura do pastor é primordial para que a Igreja alcance propósitos, devendo ele como modelo o próprio Jesus Cristo, qualificado
como “o Bom Pastor”.Em sua primeira
epístola universal, o apóstolo Pedro identificou Jesus Cristo como sendo o “Sumo
Pastor” da Igreja Cristã.
No Cristianismo evangélico, a formação de pastores
ocorre em um instituto de teologia evangélica por um período de um ano
(certificado) a quatro anos (licenciatura ou a mestrado) em teologia
evangélica. A consagração pastoral é geralmente feita pela igreja local, que o
coloca como o principal intérprete da Bíblia. Pastores se quiserem podem se casar e ter
filhos. A
palavra “reacionário” é frequentemente usada no contexto do espectro político
de esquerda e direita, e é uma tradição na política da Direita (política). No
uso popular, é comumente usada para se referir a uma posição altamente
tradicional, oposta à mudança social ou política. No entanto, de acordo com o
teórico político Mark Lilla, um reacionário anseia por derrubar uma condição
atual de percebida decadência e recuperar um passado idealizado. Tais
indivíduos e políticas reacionárias favorecem transformação social, em
contraste às pessoas ou políticas conservadoras que buscam mudanças
incrementais ou preservação da política existente. Em ciência política,
reacionário pode ser definido como uma pessoa ou entidade com opiniões
políticas que favorecem o retorno a um estado político anterior da sociedade,
como adjetivo, a palavra reacionário descreve pontos de vista e políticas
destinadas a restaurar um status quo do passado. Um reacionário é literalmente
alguém que reage contra algum desenvolvimento ou mudança, ou se opõe a
propostas de mudança na sociedade, o termo é normalmente utilizado em
associação ou mesmo no lugar de conservador, embora isso seja relativo.
As
ideologias reacionárias também podem ser radicais, no sentido de extremismo
político, a serviço do restabelecimento das condições passadas. No discurso
político, ser reacionário é geralmente considerado negativo; Peter King
observou que é "um rótulo rejeitado, usado como uma provocação e não como
um distintivo de honra".[6] Apesar disso, o descritor “reacionário
político” foi adotado por escritores como o monarquista austríaco Erik von
Kuehnelt-Leddihn, o jornalista escocês Gerald Warner do Craigenmaddie, o
teólogo político colombiano Nicolás Gómez Dávila e o historiador americano John
Lukacs. O sentido histórico do termo "reacionário" refere-se àquele
que se contrapõe ao presente, e consequentemente às mudanças revolucionárias,
sociais e políticas. Nesse sentido, entende-se como reação o conjunto de forças
que atuam no sentido de retorno ao estado anterior. O reacionário é gêmeo do
revolucionário.
O
termo foi empregado pela primeira vez no contexto da Revolução Francesa
(1789-1799) no sentido de que reacionários eram os que reagiam contra as
mudanças iniciadas pela Revolução e pretendiam um retorno ao Antigo Regime. No
Manifesto do Partido Comunista, Marx e Engels afirmam que as classes médias
pequenos comerciantes, pequenos fabricantes, artesãos, camponeses - combatem a
burguesia porque esta compromete sua existência como classes médias. Não são,
pois, revolucionárias, mas conservadoras; mais ainda, reacionárias, pois
pretendem fazer girar para trás a roda da história. Nesse sentido, as religiões
são, às vezes, qualificadas como reacionárias. Isto decorre, em parte, da
oposição a filósofos religiosos como Louis de Bonald, Joseph de Maistre e
François-René de Chateaubriand, e em parte do que Karl Popper chamou de crença
progressista (identificada como historicista) no caráter manifesto da verdade que
não conduz à construção do conhecimento, mas à procura dos obstáculos à
manifestação da verdade. Ao se identificar a religião como geradora de
preconceitos, procura-se abolir a religião. Analisar, afastar esse emaranhado
de forças e tendências conflitantes e conseguir penetração em suas raízes,
atingindo as forças de impulsão universal e as leis de transformação social —
essa a tarefa das Ciências Sociais, tal como a vê o historicismo.
O Partido Social Cristão tem como representação o símbolo cristão (peixe) e obteve registro em 29 de março de 1990. No mesmo ano, elegeu o governador de Alagoas, Geraldo
Bulhões. Usa o Ichthys como
simbologia, ou peixe de Jesus, como idealização de um acrônimo, utilizado pelos
cristãos primitivos, da expressão Iēsous
Christos Theou Yios Sōtēr, que significa Jesus Cristo, Filhode Deus,
Salvador. Tradicionalmente é utilizado para proclamar uma afinidade eletiva com
o Cristianismo, e é algumas vezes objeto de piadas ou sátiras, especialmente
quando é utilizado em automóveis em forma de adesivos plásticos. Enquanto o
símbolo ichthys, comparativamente
data do milênio passado, suas versões satíricas reconhecidas são de origem
recente. Eis alguns exemplos famosos dessas adaptações. Um estudioso retórico,
Thomas Lessl, realizou uma pesquisa por questionário dos usuários do peixe de
Darwin. Com base em suas respostas, ele interpreta o símbolo como uma paródia
científica que é em parte uma zombaria
e parte é uma imitação. Enquanto os
usuários frequentemente explicam o símbolo como uma repreensão contra o
criacionismo, Lessl sugere que o emblema representa uma metáfora para o
sentido do progresso cultural.
O peixe de Darwin levou à concorrência entre adesivos. Um
desenho foi feito com um dos peixes de Jesus comendo o peixe de Darwin. Às
vezes, o peixe maior contém letras que soletram a palavra truth (verdade). Um outro desenho demonstra dois peixes, um com as
pernas marcadas Euevoluí, o outro sem pernas rotulado com Você não. Outra
variante tem um peixe de Darwin levando na boca pelo rabo, um peixe de Jesus
menor, morto.Outras variantes
representam uma evolução ou peixe de Darwin engolindo ΙΧΘΥΣ, peixe de Jesus ou
o peixe verdade; outra talvez contemporânea versão tem um peixe escrito (ciência) engolindo um peixe
escrito (mito), constituindo uma etapa da história do cristianismo de aproximadamente três séculos (I, II, III e parte do IV), que se inicia após a Ressurreição de Jesus (30 d.C.) e termina em 325 com a celebração do Primeiro Concílio de Niceia. É tipicamente dividido em Era Apostólica e o Período Ante-Niceno, ou seja, desde a Era Apostólica até Niceia. A mensagem inicial do Evangelho foi espalhada oralmente, provavelmente em aramaico. Os livros do Novo Testamento Atos dos Apóstolos e Epístola aos Gálatas registam que a comunidade da igreja cristã foi centrada em Jerusalém e tinha entre seus líderes Pedro, Tiago, João, e os apóstolos
O deputado-pastor Marco Feliciano (PSC-SP) justificou seu voto dado nesta quarta-feira (3) a favor do relatório apresentado para que o processo de denúncia contra o presidente da República Michel Temer fosse arquivado enquanto estivesse no poder. Instigado pela repercussão negativa nas mídias sociais, em uma publicação feita em sua página no Facebook, Feliciano elencou nove motivos pelos quais foi contra o voto, aproveitando para dizer: “Chorem mais viúvas do PT”. Feliciano acredita que seu voto foi de “de um corajoso e conservador”. Para ele “o que diferencia um político de um estadista é que o 1º sacrifica o futuro pelo aplauso do momento, o 2º sacrifica o momento pelo futuro!”. Maior parte dos políticos da bancada evangélica votou a favor de Michel Temer. Além de Feliciano, estão nomes como Marcelo Aguiar (DEM-SP), João Campos (PRB-GO) e o presidente Takayama (PSC-PR), que representa o bloco. Entre os nomes contra, constam o empresário Arolde de Oliveira (PSC-RJ), o cantor e compositor Lázaro (PSC-BA), Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), seu pai Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ). Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, se absteve do processo. De acordo com o Estadão, a maior parte da bancada votaria a favor de Michel Temer (PSDB) em troca de apoios políticos em alguns projetos, como o Estatuto doNascituro, que prevê sanções mais duras à prática de aborto no Brasil. O documento Estatuto do Nascituro é um Projeto de Lei brasileiro que visa garantir proteção integral ao nascituro.
Foi
proposto pelos deputados Osmânio Pereira e Elimar Máximo Damasceno em 2005. O
projeto também visava proibir a pesquisa com células tronco embrionárias no
país. O projeto foi arquivado em 31 de janeiro de 2007. No entanto, está
tramitando outro projeto de lei semelhante: o P.L. 478/2007. Tais projetos de
lei têm sido alvo de muitas discussões e críticas por possibilitar a
interpretação da proibição do aborto em qualquer situação, pois considera que a
vida humana surge desde a concepção, conforme definição do Art. 3º desse
Projeto de Lei (478/2007), constituindo, assim, uma incompatibilidade com os
direitos já estabelecidos no Artigo 128 do CP. Para elucidar tal discordância,
foi adicionado ao caput do Artigo 13 do PL 478/2007, na provável data de
19/05/2010, a seguinte expressão: “ressalvados o disposto no Art. 128 do Código
Penal Brasileiro”. Os grupos contrários ao projeto afirmam que ele dificultaria
o acesso das mulheres aos serviços de aborto previsto em lei - nos casos de
risco de vida à gestante, de estupro e de gravidez de feto anencéfalo - e
representaria um forte retrocesso em direitos fundamentais das mulheres, por
desconsiderar a mulher como portadora de direitos sobre si mesma, atentar
contra a liberdade de expressão, criminalizando as pessoas que defendem a
legalização do aborto, condenar o uso da pílula do dia seguinte e o processo de desenvolvimento social sobre as pesquisas
com células-tronco. Os símbolos permitem que um ator
compreenda uma pessoa que conhece, a qualquer tempo, mediante uma comparação
entre tipos de conduta e de aparência, com base em experiências prévias de como
se comportam outras pessoas. Se um indivíduo é totalmente desconhecido, os
observadores podem obter, a partir de sua conduta social e aparência, indicações que
lhes permitam utilizar uma experiência anterior, que tenha tido com indivíduos
aproximadamente parecidos, e aplicar-lhes “estereótipos não comprovados”. A
informação a respeito do indivíduo serve para definir a situação, tornando os
outros capazes de conhecer o que deles se pode esperar. Assim informados,
saberão qual a melhor maneira de agir para dele obter uma resposta desejada e,
além disso, para dirigir inteligentemente sua própria atividade. As máscaras sociologicamente
para Erving Goffman, constituem uma ferramenta expressiva padrão. Elas são
compostas através de três características: a)por uma ambientação, b) uma aparência e c) por modelos. Como os modelos se
constroem mediante a ambientação e a aparências, os signos e o status social
desempenham um papel decisivo.
Ao que parece o ator social, queira
ou não, está orientado de acordo com um conjunto de restrições culturais.
Podemos citar também um processo social identificado por Erving Goffman de
institucionalização das máscaras, que seriam “expectativas abstratas e
estereotipadas” sobre um papel específico. A máscara se converteria então, em
uma “representação coletiva” uma vez que estas são construídas em
“performances” individuais que não são mais do que a forma ou expressão dessas
representações coletivas individualizadas e personalizadas com as
características de cada indivíduo. Quando, por exemplo, um ator social adentra
um grupo social específico, encontra correspondente a ele, a fixação de uma
máscara particular. Ele chega a sugerir o caráter abstrato e geral das
máscaras sociais e as converte em veículos ideais no processo de socialização.
Através das máscaras sociais a atuação é “modelada e adaptada à compreensão e
as expectativas da sociedade na qual se apresenta”.
Metodologicamente Erving Goffman
tem sido considerado “o sociólogo norte-americano mais influente do século XX”.
Listado em 2007 pelo “The Times Higher Education Guide” como o sexto autor nas
ciências humanas e sociais mais citados, atrás apenas de Anthony Giddens e à
frente de Jürgen Habermas, e, institucionalmente representando o 73º
lugar de presidente da “American Sociological Association”, fundada em 1905,
com a denominação de “Sociedade Americana de Sociologia” presidida em 2014 por
Annette Lareau. Sua contribuição reconhecidana sociologia e como constructo
para a teoria social refere-se ao conceito de “interação simbólica”,
desenvolvido com a análise dramatúrgica, em seu livro de 1959, “A Representação
do Eu”. Outras obras importantes de Goffman incluem “Manicômios, Prisões e
Conventos” (1961), “Estigma: Notas Sobre a Manipulação da Identidade
Deteriorada” (1963), “Interaction Ritual” (1967), “Frame Analysis” (1974), e
“Forms of Talk” (1981). Seus principais “survey’s” incluíram a
sociologia da vida cotidiana, a interação social, a construção social do eu,
organização social da experiência, e elementos endógenos da vida social,
denominados como “instituições totais” e “estigmas”.
Fez avanços substanciais no estudo
da interação “face-a-face”, elaborou a “abordagem dramatúrgica”, a interação
humana, e desenvolveu inúmeros conceitos que tiveram uma grande influência,
particularmente no campo da microssociologia da vida cotidiana. Muitas de suas
obras tratam da organização do comportamento cotidiano, um conceito que ele
chamou de “ordem da interação”. Ele contribuiu para o conceito sociológico de
“enquadramento” (“frame analysis”), a teoria do jogo (o conceito de interação
estratégica), e para o estudo das interações e linguística. Com relação a este
último, argumentou que a atividade de falar deve ser vista como um bem social,
em vez de uma construção linguística. A partir de uma perspectiva metodológica,
Goffman muitas vezes emprega abordagens qualitativas, a mais famosa em seu
estudo sobre os aspectos sociais da doença mental, em particular o
funcionamento das “instituições totais”, comparativamente como se torna um
clássico na interpretação de Jack Nicholson, no filme: “O Estranho no Ninho”
(1965). É frequente afirmar que se a psiquiatria não existisse, o cinema a
teria inventado. Mas coincidem ambas em suas criações. No cinema, em sua
progênie surge uma imagem da psiquiatria com métodos de tratamento, nosologia,
teorias e profissionais próprios, podendo estar bem longe da realidade da
profissão. A psiquiatria têm pontos em comum em relação a seus interesses e em
suas trajetórias históricas. As duas áreas tratam do comportamento, e
de período de aceitação e popularidade, se tornaram
influências culturais que interagem num espaço da modernidade em constante
modificação. O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva com a faixa presidencial, ao lado de sua mulher Marisa Letícia, o
presidente Fernando Henrique Cardoso e dona Ruth Cardoso e José Alencar Gomes da
Silva no Parlatório do
Palácio do Planalto.
Marco Antônio Feliciano é um
pastor da Catedral do Avivamento, uma igreja neopentecostal ligada à Assembleia
de Deus e deputado federal brasileiro. Eleito pelo Partido Social Cristão (PSC-SP)
em 2010 com 212 mil votos foi o segundo político evangélico com maior número de
votos no país e o 12° entre os 70 deputados eleitos pelo estado de São Paulo. Foi
eleito, mormente presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM)
da Câmara dos Deputados do Brasil, cargo que exerceu durante o ano de 2013, o
que gerou controvérsia pelas diversas declarações polêmicas, principalmente em
relação a temas como direitos civis dos grupos relacionados ao homoerotismo e
direito ao aborto. Fora um dos únicos dez deputados que votou em plenário
contra a cassação do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cosentino da Cunha,
economista, radialista e político filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro. Exerceu o cargo de deputado
federal entre fevereiro de 2003 e setembro de 2016, quando teve o mandato
cassado pelo plenário da Câmara dos Deputados. Foi presidente dessa Casa de 1º
de fevereiro de 2015 até renunciar ao
cargo no dia 7 de julho de 2016. Evangélico, é atualmente membro da igreja
Assembleia de Deus, Ministério de Madureira com sede no Rio de Janeiro e
presidida pelo bispo Manoel Ferreira. Seus principais templos da Assembleia de
Deus Madureira estão nas cidades de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.
É influenciado pelo personalismo
associado ao humanismo e não ligado a partido político, idealizado por Emmanuel
Mounier, após a crise de 1929 da Europa e divulgado pela revista “Esprit”, com
a intenção de “identificar a verdade em toda a circunstância”. Ele acreditava
que o problema das estruturas sociais era econômico e moral, e a saída para isso era a teorização e a construção de uma
“comunidade de pessoas”. O personalismo é uma filosofia que tem como ênfase
conduzir o homem para sua realização como representação social de sua pessoa.
Tendo esse pensamento como princípio ideológico, o sujeito que se percebe como
pessoa, percebe a importância de sua pessoalidade e se desperta para ação
vocacional dando lugar a expectativas pessoalizadas. O personalismo foi
adaptado pela Democracia Cristã (DC), e influenciou positivamente o Papa João Paulo
II e, consequentemente, muitos católicos. Na visão personalista, ser completo como pessoa é levar a sério suas
necessidades pessoais satisfeitas, percebidas e trabalhadas na congregação. Levando isso a
sério, a filosofia personalista, destacando o valor da pessoa, em detrimento do
indivíduo, coloca a questão pessoal sobre as demais questões, por entender que
as questões importantes da existência estão contidas nas pessoas. Ipso facto,
nada, deve diminuir o valor e a primazia de uma existência personalista.
A história do Partido Social Cristão
teve início em 1970, com a criação doPartido Democrático Republicano (PDR). Em 1985, com a redemocratização
política, Vítor Nósseis deu continuidade ao trabalho de manutenção da sigla,
com a fundação do PSC. Em 1989, aliou-se ao PST, PTR e PRN, essa coligação
denominada “Brasil Novo” levou à vitória Fernando Collor nas eleições
presidenciais. Em fevereiro de 1989, quando da filiação de Fernando Collor de
Melo, foi rebatizado com o nome de Partido da Reconstrução Nacional (PRN). Só
obteve registro definitivo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 1990. A
denominação “social-cristão” vem da crença dos partidários de que o
Cristianismo representa mais do que uma religião, é um estado de espírito que
não segrega e não exclui, além de servir de base para que as pessoas tomem
decisões de forma racional, e partindo deste pressuposto, declara-se contrário
ao aborto e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. O partido demonstra
repúdio ao marxismo, sua interpretação analítica sobre as relações de classe e
conflito social, porque utiliza uma interpretação materialista e uma visão
dialética de transformação social.
O marxismo engloba uma teoria
econômica, uma teoria sociológica, um método filosófico e uma visão revolucionária
radical de mudança social. Além disso, confunde o marxismo de Marx, com
ideologias similares historicamente anticomunistas. O desentendimento com o
presidente nacional do PSC e candidato a presidência pelo partido em 2014,
Pastor Everaldo, chegou ao limite quando partido firmou aliança com o PCdoB no
Maranhão. Marx fustigou as posições direitistas dos cristãos: tanto dos
católicos quanto dos protestantes. Marx tinha uma perspectiva filosófica
materialista e considerava a perspectiva da religião alienada. A religião era o “ópio para o povo”; era “o sol ilusório em tono do qual gira o
homem, enquanto não gira em torno de si mesmo”; era a consciência e o
sentimento do homem que “ainda não se encontrou ou então já tornou a se
perder”. Era também “o suspiro da criatura esmagada, o coração de um mundo sem
coração, o espírito de um estado de coisas carente de espírito”.
Vale lembrar que a nação é um
produto cultural, político e social que surge na Europa a partir do fim do
século XVIII e que se constitui efetivamente em uma comunidade política
imaginada. Nesse processo de construção histórica, a relação entre o velho e o
novo, o passado e o presente, a tradição e a modernidade é uma constante e se
reveste de importância fundamental, pois, a nação é uma comunidade de
sentimento que normalmente tende a produzir um Estado próprio, é preciso
invocar antigas tradições (reais ou inventadas) como fundamento “natural” da
identidade nacional que está sendo criada. Isso tende a obscurecer o caráter
histórico e relativamente recente dos estados nacionais que também se empenha
em demarcar suas fronteiras culturais, estabelecendo o que faz e o que não faz
parte da nação. Através desse processo social se constrói uma identidade
nacional que procura dar uma imagem à comunidade abrangida por ela. Nesse
sentido o processo de consolidação dos Estados-nações é extremamente recente.
Mesmo em sociedades que aparentemente parecem ser bem integradas.
Dos tempos de Marx para cá, muita
água passou por baixo das pontes. As ideias de Marx seguiram caminhos mais
variados e surpreendentes do que o próprio Marx poderia ter imaginado: caminhos
que vão desde a revolução e contrarrevolução na União Soviética até a China, passando pela Romênia, pela
Iugoslávia, pela Coreia do Norte, pelo Cambodja, por Cuba, pela República
Democrática Alemã, por Moçambique, pela Bulgária, pela Hungria, pela Albânia,
pelo Vietnam e pela Polônia. Ora, se entendemos que o marxismo como ideologia não tem dono, com maior razão se
pode dizer o mesmo do socialismo, que é um conceito mais amplo que o marxismo,
porque pode haver socialismo que não seja marxista, mas não pode haver marxismo
que não seja socialista. Seria, portanto, grotesco se os marxistas pretendessem
ter o monopólio do socialismo e se negassem a reconhecer que o socialismo é de
quem o fizer. Ou, como admite radicalmente, o filósofo Carlos Nelson Coutinho:
“Sem democracia não há socialismo, sem socialismo não há democracia”, pois igualdade social sem liberdade não corresponde ao ideário e à utopia dos revolucionários socialistas.
Nas sociedades modernas,
complexas, a classe operária precisa travar uma luta política prolongada, que
depende da sua capacidade de mobilizar aliados, somar forças,
ocupar-manter-e-ampliar todos os espaços democráticos que o movimento de massas
consegue abrir no interior do capitalismo globalizado. Por isso,
peremptoriamente, para avançar através da democracia na direção do socialismo,
a classe operária precisa ter uma visão pluralista. Desgraçadamente os
marxistas sectários não se sentem seguros quanto à capacidade deles de
conquistarem para o marxismo, no dia a dia, na prática consequente da
democracia, a hegemonia na vanguarda das lutas de massas: por isso, procuram
garantir antecipadamente a hegemonia para eles, recorrendo a procedimentos meramente
“golpistas” e causando estragos no pluralismo. Não compreenderam, ainda, que
qualquer prejuízo sério causado à democracia acarreta grandes danos também à
luta pela manutenção do socialismo. Enfim, na história do marxismo, tão rica e
tão dramática, nenhum pensador contribuiu tanto quanto Antônio Gramsci para a
superação do estado de espírito triunfalista, fértil para o plantio de ilusões,
e bastante frequente entre revolucionários, que não hesitam em manipular o
comportamento dos outros, em nome dos superiores interesses da “revolução”, do
“progresso” ou do “socialismo”.
Mas há casos em que uma mesma
sociedade é representada como se fosse de fato dividido em duas grandes regiões
antagônicas o que é recorrente para o Brasil. O personalismo moderno,
presente no Brasil do séc. XXI se caracteriza pelo culto dos feitos políticos,
do caráter, da trajetória pessoal acima dos valores partidários e desprendidos
de lealdades partidárias. O personalismo tem como seu aliado os meios de
comunicação hegemônicos de massa que projetam socialmente indivíduos, mais do
que o processo de formação ideológica dos partidos. Para alguns autores o personalismo
político e a infidelidade partidária enfraquecem os partidos políticos e por consequência
podem comprometer o processo de estabilidade democrática. O personalismo individual ou coletivamente,
somado a outras práticas históricas do Estado patrimonial são obstáculos para o
amadurecimento democrático do Brasil, das suas instituições, dos partidos
políticos e do eleitorado.
A aprovação de emenda ao projeto
de Lei de Reforma Política que trata da criação de uma “janela” para assegurar
mudança de partidos políticos está gerando mais um casuísmo político.
Entretanto, diante desse cenário é inevitável o surgimento de novas questões
políticas, com a proximidade do pleito de 2018, pois casuísmo político não pode
significar simplesmente a aceitação passiva de ideias ou de doutrinas, com sua
recorrência histórica no século XIX. É algo que muitos de nós estenderíamos às
áreas como políticas e religião e tem sido usada com frequência em relação ao
próprio campo científico. Alguns deputados estaduais e federais têm interesse
em mudar de legenda, mas aguardam votação no Congresso Nacional. Chamada de
“janela da infidelidade”, a medida permite a parlamentares o famoso
“troca-troca de partido”, em determinado espaço de tempo, sem terem o mandato
questionado. Parlamentares só poderão mudar de partido, sem risco de perder o
mandato, se forem para legenda recém-criada, em caso de fusão de partido ou se
for comprovado que o filiado sofreu perseguição política.
A disciplina partidária está
relacionada ao grau em que parlamentares de um partido seguem as diretrizes
partidárias em seu comportamento no Legislativo.Mais especificamente a questão ideológica é
que muitos parlamentares não seguem a orientação partidária. Pois votando de
forma individualista, mantém a individuação das referências, pensando apenas em
seus interesses pessoais na esfera da política, e não nos do partido a que
estão socialmente vinculados. Essa aparente ausência de disciplina teria suas
raízes históricas na legislação eleitoral e partidária. Especialmente no
sistema eleitoral proporcional de lista aberta, que permite aos eleitores votar
em candidatos nominalmente e não só em partidos. O que faz com que as campanhas
sejam individualizadas e que os parlamentares, depois de eleitos, se julguem
donos de seus mandatos. Daí a propriedade moral de suas ideias se afastarem das
diretrizes e normas do partido fazendo com que a ocasião cimente a ideia de
representação política.
No Brasil, uma vez eleitos, os
políticos são pouco controlados pelos partidos.Não que o controle das indicações seja meramente descentralizado, ele
praticamente não existe, porque os deputados eleitos conquistam automaticamente
o direito de concorrer nas próximas eleições, configurando-se a regra do
“candidato nato”. Não há lei que impeça os deputados de trocarem de partido, ao
contrário, a janela de infidelidade a ratifica. Essa prática já se tornou
corriqueira na Câmara dos Deputados, e muitos parlamentares mudam de partido
várias vezes durante uma mesma legislatura. Entre 1991 e 1994, deputados
mudaram de partido 260 vezes, ou seja, mais que a metade dos 503 deputados.
Como é sabido os chamados “partidos de aluguel” são os mais frágeis do mundo. Outra
variável que afeta a escolha de uma estratégia individualista é a concordância
do candidato com a formação de alianças nas eleições legislativas. Os votos de
legenda dados a um partido coligado são somados aos votos recebidos pelo conjunto
da aliança. E não somente aos votos recebidos pelos candidatos do partido.
Independentemente de um partido ser
reconhecido como de “esquerda” ou de “direita”, se estiver coligado a outros,
seus candidatos terão bons motivos para desviar os votos da legenda para suas
próprias candidaturas. Como os candidatos mais votados no conjunto da coligação
é que ficam com as vagas, os representantes dos pequenos partidos tendem a dar
menos importância à legenda referendada pela coligação. Se derem maior ênfase à
sigla do partido do que aos seus próprios nomes, correrão o risco de não
alcançar a soma de votos necessários para se elegerem. É normal, portanto, que
um partido coligado busque e receba menos votos de legenda do que um partido que
não participa de uma aliança. Por outro lado, candidatos ligados a partidos que
não querem ou não conseguem formar uma aliança eleitoral podem tentam obter
votos de legenda. Nesse caso, eles não podem se beneficiar indiretamente dos
recursos dos parceiros maiores e talvez não disponham dos meios necessários
para desenvolver campanhas individuais. Em consequência disso, uma estratégia
eleitoral de curto prazo é promover a sigla, atraindo eleitores não ligados a redes de patronagem ou que
estejam interessados em partidos de orientação programática. Há consenso sobre esse aspecto no diagnóstico da teoria política
brasileira.
Marco Feliciano é um dos
deputados tem um dos perfis mais seguidos do país. Ele foi eleito em 2012 por
medidores de popularidade em redes sociais digitais – como “Los 30 tuiteros” –
o político mais influente já em seu primeiro mandato, à frente de
presidenciáveis, senadores e governadores. O perfil de Feliciano no twitter representa a rede social que mais recebe atualizações em
seu cotidiano. Criado em 27 de abril de 2009, Feliciano enviou mais de 34. 172 tweets. Possui 289.823 seguidores e
segue 88 perfis no momento de realização da pesquisa (cf. Silva, 2015). Feliciano
ficou mais conhecido no Twitter através de uma polêmica com relação às
declarações feitas por ele em pregações religiosas em igrejas e por meio de
redes sociais, classificadas como racistas, homofóbicas e intolerantes do ponto
de vista da formação de religioso. Uma das primeiras declarações do deputado
chamando atenção ocorreu em 31 de março de 2011, quando o pastor de posse do
cargo de deputado, ao nível ideológico gerou expressiva quantidade de reações e
denúncias perturbadoras nas chamadas redes sociais, mas também apoios da parte de fiéis evangélicos,
com significativa cobertura nos meios de comunicação massivos.
A segunda declaração também foi
postada quando o deputado resolveu responder a um grupo de usuários que
questionavam suas afirmações, na mesma data, e também gerou novamente grande
quantidade de reações pelas redes e cobertura midiática. “Intimidação” apareceu
como terceira conduta mais utilizada, principalmente no que se refere ao
indicador de “sugestão de ações punitivas” (14,12%). O deputado Marco Feliciano
se mostrou bem crítico no que se refere à impunidade quando se trata de
infrações aos Direitos Humanos e intimidando os contrários à sua linha de
pensamento. Realizou críticas ao governo do Partido dos Trabalhadores (PT), ao
qual seu partido integra a base aliada, e a pensamentos de “esquerda”. Mas ao
fim e ao cabo, como reacionário, não
consegue discernir no âmbito das relações de trabalho e de poder a sua
cumplicidade com o golpe de Estado de 2016. Este novo fato político, histórico
e contraditório, não representa apenas a interrupção de um processo vitorioso
constituído pelo Partido dos Trabalhadores, mas a secularização de uma luta que
pela primeira vez na política, de fato coloca concretamente a hegemonia do
trabalho no Brasil.
Bibliografia geral consultada.
KONDER, Leandro, A Questão da
Ideologia. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2002; GOUVÊA, Ricardo Quadros, O Lado Bom do Calvinismo. São Paulo: Fonte editorial, 2013; CARCARÁ, Thiago Anastácio, Discurso do Ódio no Brasil: Elementos de Ódio na Sociedade e Sua Compreensão Jurídica. São Paulo: Editor Lúmen Juris, 2014; CALVANI, Carlos Eduardo Brandão, “Protestantismo liberal, ecumênico, revolucionário e
pluralista no Brasil – um projeto que ainda não se extinguiu”. In: Horizonte - Revista de Estudos de Teologia
e Ciências da Religião, vol. 13, nº 40: 1896-1929; 2015; SILVA, Fernando Wisse Oliveira, Personalização
da Representação Política: Um Estudo sobre as Estratégias de Comunicação dos
Deputados Marco Feliciano e Jean Wyllys no Twitter. Dissertação de Mestrado
em Comunicação. Programa de Pós-graduação em Comunicação Social.Fortaleza: Universidade Federal do Ceará,
2015; ALLAN, Nasser Ahmad, Deus,
Diabo e Trabalho: Doutrina Social Católica, Anticomunismo e Cultura Jurídica
Trabalhista Brasileira (1910-1945). Tese de Doutorado. Programa de
Pós-Graduação em Direito. Curitiba: Universidade Federal do Paraná, 2015;
FAJARDO, Maxwell Pinheiro, “Onde a Luta se Travar”: A Expansão das
Assembleias de Deus no Brasil (1946-1980). Tese de Doutorado. Faculdade de
Ciências e Letras. Assis: Universidade Estadual Paulista, 2015; ROSA, Wanderley
Pereira da, Por uma Fé Encarnada: Teologia Social e Política no
Protestantismo Brasileiro. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em
Teologia. Departamento de Teologia. Centro de Teologia e Ciências Humanas. Rio
de Janeiro: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, 2015; DARDOT, Pierre; LAVAL, Christian, A Nova Razão do Mundo: Ensaio sobre a Sociedade Neoliberal.
São Paulo: Editora Boitempo, 2016; BRAGA, Claudia Soares da Silva, A Constituição Discursivo-Homofóbica da Instância-Sujeito Marco Feliciano. Dissertação de Mestrado em Estudos Linguísticos. Uberlândia: Universidade Federal de Uberlândia, 2016; ENGELBRECHT, Camila Wada, Discurso
Político em Meios Digitais - Atores Políticos no Facebook: Jean Wyllys e Marco
Feliciano. Dissertação de Mestrado. São Paulo: Programa de Mestrado em
Comunicação Social. Faculdade Cásper Líbero, 2016; Artigo: “Feliciano Justifica Voto a
Favor de Temer: Contra o Partido dos Trabalhadores”. In: https://noticias.gospelprime.com.br/08/08/2017; ALMEIDA, Ronaldo, “Deuses do parlamento: os impedimentos de Dilma”. In: Conservadorismos, Fascismos e Fundamentalismos: Análises Conjunturais. Campinas: Editora
da Unicamp, 2018; entre
outros.
“A grande má fé dos conservadores de todos os
tempos: são ajuntadores de mentiras”. Friedrich Nietzsche (1976: 63)
O velho fazendeiro Ohlsdorfer (Janos
Derzsi) e sua filha (Erika Bok) dividem um cotidiano dominado pela monotonia. A
realidade dos dois é observada pela vista da janela e as mudanças sociais são
raras. Enquanto isso, analogamente o cavalo da família se recusa a comer e a
andar. O filme é uma nítida inspiração do que teria ocorrido com um cavalo que
fora salvo da tortura por Friedrich Nietzsche durante uma viagem a Turim, na
Itália. A família descrita pela sinopse
vive um quotidiano miserável, mas sem piedade nem reclamações. Todas as manhãs,
a filha se levanta, se veste, vai ao poço, busca água, volta, cozinha duas
batatas que ela e o pai comem com as mãos, um sentado em frente ao outro. Eles
alimentam o cavalo, limpam o estábulo e voltam para casa. O Cavalo de Turim é
destas obras formalista e poética da miséria humana,
além da ausência de conexão de sentido com a realidade. No cinema representa um drama teuto-franco-americano-suíço-húngaro de 2011 dirigido por Béla Tarr e Ágnes Hranitzky. Foi selecionado como representante da Hungria à edição do Oscar 2011, organizada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográfica. Conceitualmente o cavalo de sela (cheval de selle)
é um tipo definido de cavalo, selecionado com o objetivo de se obter um animal
diferente dos utilizados para o reboque de carroças ou para o trabalho
cotidiano, embora os primeiros animais desse tipo fossem suficientemente
robustos para desempenhar essas tarefas. Esse tipo de cavalo toma
características mais precisas a partir do século XIX, quando ocorre uma
evolução nas expectativas relacionadas ao cavalo de monta. Diversos
cruzamentos foram realizados entre éguas selvagens historicamente e com
frequência selecionadas por serem fortes e pesadas e garanhões de sangue
quente, e desses cruzamentos nasceram os chamados cavalos de médio sangue. Foi
assim que se desenvolveram as gerações seguintes de cavalos de sela, com animais
mais ou menos próximos das linhagens paternas ou maternas dominantes, em função
da orientação no processo de seleção natural. Atualmente cada país possui suas próprias
raças e seus próprios estilos e modelos ideais de cavalos de montar. Com o
tempo, os stud-books (“registros de
criação”) foram igualmente implantados. E a partir do século XX os cavalos tende
a especializarem-se em cavalos de esporte, lazer e recreação, sendo esses últimos,
enfim, atualmente identificados como cavalos de sela.
Filmes sobre o Holocausto, o Nazismo e a limpeza étnica em si foram realizados aos montes, porém poucos tão contundentes e difíceis de serem digeridos como As harmonias de Werckmeister (2000), dos húngaros Béla Tarr e Ágnes Hranitzky. Fugindo da narrativa de espetacularização cultura, antevista por Guy Debord (1966), o cineasta Steven Spielberg em A lista de Schindler (1993), do humor melancólico de Roberto Benigni em A vida é bela (1997) e do drama narrativo e realista (além de belo) de Roman Polanski em O pianista (2002), Béla Tarr e Ágnes Hranitzky preferem os simbolismos, como uma baleia vinda junto de um espetáculo circense que anuncia a hecatombe, o próprio espetáculo que traz a desgraça ao invés da alegria – ao contrário do que se viu inúmeras vezes no cinema de Federico Fellini e algumas no de Charles Chaplin, provavelmente os dois maiores realizadores que veneravam e amavam o circo, como o protagonista de As harmonias de Werckmeister, um jovem amante de astronomia, que se vê confrontado ao perder a inocência – e as relações ambíguas entre os personagens, bem como a construção dos mesmos.
Tudo é encenado e filmado pelos diretores com harmonia, cada tomada com ritmo musical, poético, operístico. Os recursos estéticos provêm do Neo-Realismo: a câmera na mão, a luz natural – em alguns momentos e inclusive com o uso da superexposição de luz –, as várias cenas nas ruas, as tomadas longas e com artifícios documentais, como a fotografia em um preto-e-branco de tons cinzas que em outros instantes assume um tom expressionista marcado pelo típico claro-escuro. Aliás, o filme é todo construído por planos-seqüencias, levando realidade à tela e guardando poucas elipses, como se Béla Tarr e Ágnes Hranitzky enganassem o espectador até o horror vindo depois de uma hora de projeção. Inesquecível a seqüencia do massacre de alguns membros da comunidade retratada, a cena inicial e a última, todas filmadas com extremo rigor poético e narrativo.
Visão lírica e única de Béla Tarr e Ágnes Hranitzky sobre os horrores causados por seres humanos a seus semelhantes, As harmonias de Werckmeister é também uma expurgação dos diretores, que nos pegam pelo estomâgo e não nos largam até que vomitemos e partilhemos de sua visão, nos sentindo como eles e como o protagonista, tomado pelo horror ao final da trama e com sua inocência perdida. Alguns se sentirão enganados e quem sabe um pouco perturbados pelo ritmo lamurioso,mas também lírico conferido a As harmonias de Werckmeister e por sua narrativa alegórica que são objetivos de Béla Tarr e Ágnes Hranitzky, pois, boa parte dos espectadores preferem comparativamente o cinema de espetáculo de Spielberg e de Benigni, que cria mentiras e não busca compreender o real significado do Holocausto e das eternas marcas deixadas nos povos que sofreram com ele, como os judeus e os ciganos. Não só o Holocausto, mas todos os tipos de limpezas étinicas e a crença em uma “raça superior” (ideais nazistas e fascistas) são representados por Béla Tarr e Ágnes Hranitzky de forma metafórica.
A
vantagem de reler A Gaia Ciência
(1976) tendo como parti pris a noção
genérica de sintomas da corrupção encerra o sentido de um restabelecimento do
equilíbrio: enquanto nas obras do último período, e nas interpretações que a
elas se remetem, a filosofia de Nietzsche apresenta-se muitas vezes em um
estado de “metafísica rarefação”, no diálogo estabelecido por Gianni Vattimo
(1967; 2000), ou tende a se enrijecer em verdadeiras “teses” ontológicas (pensamos
em certas leituras de Derrida e de seus discípulos, nas quais Nietzsche
aparece como um teórico do ser entendido como diferença), aqui elas se
apresentam ainda em seu vínculo originário com os aspectos talvez quase iluministas
da obra de Nietzsche, com sua reflexão sobre a moral e de crítico da
cultura. O que se delineia é um pensamento que não descreve estruturas do ser,
como pretendera fazer o metafísico precedente;
a descrição delas e o próprio sujeito que escreve ou a quem o escrito se
dirige, existe para Nietzsche uma ligação mais complexa, não mais
espetacular-representativa.
Esse
conteúdo não pode ser expresso nem na forma de tratado, tradicional da
filosofia e especialmente na filosofia alemã, nem na forma que Nietzsche adotou
desde Humano, demasiado humano e que,
apesar de tudo, ainda mantém na Gaia
ciência (1976), ou seja, a forma do aforismo, ainda que esta última já tenha dado
passos decisivos para a recuperação do sentido originário da filosofia como,
também, sabedoria de vida e atenção micrológica à expressão vivida. No verão
que precede a composição da GaiaCiência, o verão de 1881, Nietzsche teve
realmente a grande iluminação que o fez descobrir a ideia em torno da qual
girará todo o seu pensamento de agora em diante, a ideia do “eterno retorno” do
mesmo. Ela, como se vê também a partir da forma que sua primeira enunciação tem
na Gaia ciência (aforismo 341: - Esta
vida, tal qual a vives atualmente é preciso que a revivas ainda uma vez e uma
quantidade inumerável de vezes e anda haverá de novo, pelo contrário!), não se
deixa exprimir uma proposição “o ser é eterno retorno”, pois Zaratustra dirá
que caso possa entendê-la é fazer dela “uma modinha de realejo” e também o
recurso á poesia, que ocorre na Gaia Ciência.
Os
pontos altos da cultura e da civilização são diferentes: não se deve incorrer
no erro em relação ao antagonismo abissal entre cultura e civilização. Os
grandes momentos da cultura foram sempre, dito moralmente, “tempos de corrupção”;
por outro lado, foram as épocas da domesticação animalesca do homem, voluntária
e forçada (“civilização”-) os tempos de impaciência para as naturezas mais espirituais
e ousadas. Civilização quer algo diverso do que quer a cultura: talvez algo
inverso. Observamos os sintomas destas circunstâncias sociais, necessárias de
tempos em tempos, designadas pelo termo “corrupção”. Assim que a corrupção penetra em qualquer parte,
constata-se o reino de uma superstição multíplice, diante da qual a crença
geralmente adotada até então empalidece e impotencializa-se: uma vez que a
superstição é livre pensamento de segunda categoria; quem se lhe entrega
escolhe certas formas, certas fórmulas que lhe agradam; concede-se o direito de
escolher. O supersticioso tem qualquer coisa de pessoal e análogo que
o crente; uma sociedade supersticiosa será aquela onde se se encontram muitos
indivíduos e prazeres em tudo que é admitido por individual.
Desse
ponto de vista a superstição sempre indica um progresso sobre a fé, no âmbito da religião e religiosidade, tornando
claro que a inteligência se liberta e reclama seus direitos. Os partidários da
velha religião e da velha religiosidade lastimam-se de corrupção, mas foram
precisamente eles que até aqui determinaram o uso, no modo de se exprimir e que
criaram para a superstição uma
reputação má, mesmo entre os mais livres espíritos. Aprendamos: a superstição é
sintoma de emancipação. Épocas de corrupção
são aquelas em que as maças caem da árvore; quero dizer, os indivíduos, os que
carregam em si o sêmen do futuro, os promotores da colonização intelectual, os
que desejam modificar relações Estado-sociedade. A palavra “corrupção” só é
injuriosa quando designa os outonos
de um novo. Os homens célebres que precisam de sua celebridade - caso de todos
os políticos – nunca escolhem sem segundas intenções seus aliados e amigos:
pedem a este um pouco de brilho derivado de sua virtude, àquele o receio que
podem causar as qualidades inquietantes que todos reconhecem, ao outro vão
roubar a reputação de indolência e de amante dos demorados farniente porque é útil para seus objetivos passar momentaneamente
por desatentos e indolentes.
Toda
a moral da Europa tem por fundamento o proveito do rebanho: a aflição dos
homens mais raros e superiores está no fato de que tudo o que ela distingue
chega-lhes á consciência com o sentimento de apequenamento e de difamação. As
forças do homem atual são as causas do obscurecimento pessimista: os medíocres,
como de resto o rebanho, quase não possuem questões ou consciência moral, - são
alegres. Tanto mais perigosa numa característica parece ao rebanho, tanto mais
a fundo ele se acautela. No interior de um rebanho, de toda comunidade, a superestimação
da verdade tem boa acolhida. Não se deixar enganar – e, por conseguinte, como
pessoa moral, não enganar a si mesmo! Um compromisso mútuo entre iguais! Em
relação ao que é de fora, o perigo e
a precaução exigem que esteja vigilante
diante do engano: para tanto, como condição social e psicológica prévia,
também se deve estar internamente vigilante.
Desconfiança
como fonte de veracidade. Enfim, a inertia
ativa. 1. Na confiança, pois desconfiança torna necessária tensão, observação,
reflexão; 2. Na veneração, onde é grande a distância do poder e necessária a
submissão: para não temer, busca-se amar, apreciar muito e interpretar a
diferença de poder como diferença de valor; de maneira que a relação não volte mais; - 3. No sentido que de verdade. O que é verdadeiro?
Onde um esclarecimento é dado, o qual nos pede o menos possível de esforço
espiritual (além do mais, mentir é muito fatigante); - 4. Na simpatia.
Equiparar-se, buscar sentir de forma idêntica, admitir um sentimento dado, tudo isso é facilitação: é algo passivo
mantido de encontro ao ativo, o qual guarda para si o direito do juízo de
valore aciona continuamente. Este último não dá nenhum descanso; 5. Na imparcialidade
e frieza do juízo: teme-se a fadiga do afeto e, de preferência, fica-se à parte,
de maneira “objetiva”; 6. Na honradez: obedece-se de preferência a uma lei
dada, em vez de criar para si uma
lei, de mandar em si e nos outros. O temor de mandar – é melhor submeter-se do
que reagir; - 7. Na bendita tolerância: o temor do exercício do direito, do
julgar.
Como
ocorre na esfera de ação política o instinto do rebanho avalia o meio e o
mediano como o que há de mais alto e valioso: a posição na qual se encontra a
maioria; a maneira como ela se encontra a si mesmo; com isso, é um opositor de
toda a hierarquia, a qual observa uma ascensão de baixo para cima, ao mesmo
tempo em que considera um descenso [“Hinabsteingen”] do maior número á minoria.
O rebanho sente a exceção, tanto a
que está embaixo dele quanto a que está em cima dele, como algo infame e que se
opõe a ele. Seu truque em relação às exceções de cima, aos amis fortes, mais
poderosos, mais sábios, mais férteis, é persuadi-los a desempenhar o papel de vigias,
pastores, guardas - a ser os primeiros
servidores: com isso, ele transforma um perigo em uma utilidade. No meio,
cessa o temor: aqui, não se está sozinho
com nada; aqui, há pouco espaço para o mal-entendido; aqui, há igualdade; aqui,
o ser próprio não é sentido como uma censura, mas antes como os er autêntico;
aqui, reina a satisfação. A desconfiança dirige-se às exceções; ser exceção
vale como culpa. Ao animal de rebanho, em si, falta todo traço patológico, ele
é mesmo inestimável; mas, incapaz de conduzir-se, precisa de um “pastor”. - os sacerdotes
sabem disso... O Estado não é nem íntimo nem familiar o bastante; escapa-lhe a “condução
da consciência”. Em que ponto o “animal de rebanho” tornou-se doente por
intermédio do sacerdote?
O
mundo do processo civilizatório para Friedrich Nietzsche, não é ordem e racionalidade, mas contraditoriamente desordem e
irracionalidade. Seu princípio filosófico não era, portanto, da intencionalidade de Deus e razão, mas
a vida que atua sem objetivo definido, ao acaso, e se está
dissolvendo e transformando-se em um constante devir. A única e verdadeira
realidade “sem máscaras”, para ele é a vida humana tomada e corroborada
pela vivência do instante. Nietzsche era um crítico: a) das “ideias modernas”,
b) da vida social e da cultura moderna, c) do neonacionalismo alemão, e, para
sermos breves, d) Para ele, os ideais modernos como democracia, socialismo,
igualitarismo, emancipação feminina não eram senão expressões da decadência de
determinado “tipo homem”. Por estas razões, é, por vezes, apontado como um
precursor da concepção de pós-modernidade. Durante toda a vida, tentou explicar
o insucesso de sua literatura, hoje retomada mais do que nunca, chegando à
conclusão de que “nascera póstumo”, para os leitores do porvir.
Escondem
destarte que estão em guarda; ora, precisam ter juntado de si o caprichoso, ou
o pesquisador, ou o pedante, como espécie de eu para durar um instante, mas
podem não mais precisar dele no minuto seguinte! Desta maneira suas vizinhanças
e fachadas desaparecem constantemente quando tudo parece crescer nesse
arrabalde e dar-lhe “caráter”: fator em que se assemelham as grandes cidades.
Sua reputação altera-se incessantemente, bem como seu caráter, porque os
mutáveis meios exigem essas mudanças e trazem ao primeiro plano, para lhe dar o
papel principal, ora uma, ora outra de suas qualidades reais ou fingidas; seus
amigos ou seus aliados fazem parte , como se diz, dessas qualidades teatrais.
Contrariamente, é necessário que aquilo que desejam se mantenha ainda mais
firme e isso exige por vezes seus jogos de cena e sua comédia.
O sucesso de Nietzsche, entretanto,
sobreveio quando um professor dinamarquês leu a sua obra: Assim Falou
Zaratustra (cf. Nietzsche, 1968) e, então, tratou de difundi-la, em 1888. Em 3
de janeiro de 1889, Nietzsche sofreu um colapso mental. Teria testemunhado o
açoitamento de um cavalo no outro extremo da Piazza Carlo Alberto. Então correu
em direção ao cavalo, jogou os braços ao redor de seu pescoço para protegê-lo e
em seguida, caiu no chão. Nos dias seguintes, Nietzsche enviou escrito breve
conhecido como: Wahnbriefe, em português: Cartas da loucura – para um número
de amigos, entre eles, Cosima Wagner, filha do pianista húngaro Franz Liszt com
a Condessa Marie d`Agout e Jacob Burckhardt, filósofo da história e da cultura
suíça, autor de importantes obras sobre a cultura e história da arte. Muitas
destas cartas foram curiosamente assinadas “Dionísio”. Embora a maioria dos
comentaristas considere seu colapso como alheios à sua filosofia, Georges
Bataille (1967) chegou a insinuar que sua filosofia pudesse tê-lo enlouquecido
e a psicanálise “post-mortem”, de René Girard, postula uma “rivalidade de
adoração” com Richard Wagner.
Nietzsche
não se atém ao julgamento moral da corrupção, a vê antes como um sintoma e indaga sobre suas possíveis causas.
A extrema valorização do individualismo na era moderna seria uma causa, e
junte-se a isso o excessivo culto à aparência na era contemporânea. Houve
tempos em que a belicosidade, a inclinação para a guerra, era um valor moral de
virtude, e para Nietzsche as épocas de corrupção não são mais doces nem mais
brandas do que as épocas de guerra, antes se tornam mais e mais refinadas no
uso político que dão à crueldade. É precisamente nessas épocas que é criada a
maldade; é nelas que o prazer na maldade cresce e frutifica. Por conseguinte,
as épocas de corrupção são necessariamente épocas trágicas. O modo de ferir e
de torturar os outros com significativas palavras, e a eficácia simbólica da visibilidade dos olhares como armadilha,
atingem o seu apogeu em épocas de corrupção quando os homens demonstram-se
espirituosos e caluniadores.
Para
tanto os dois traços que caracterizam o europeu moderno encontram-se em
aparente oposição: o individualismo e
a exigência de direitos iguais. A saber, que o indivíduo é uma vaidade
extremamente vulnerável: - como ela sofre rapidamente, em sua consciência exige
que todo outro indivíduo seja posto em pé de igualdade com ele e esteja somente
inter pares. Com isso, caracteriza-se
uma raça social na qual, realmente, os talentos e forças não se elevam uns e em
relação às outras. O orgulho, que quer solidão e poucos tesouros, acha-se
totalmente fora de compreensão; os sucessos realmente “grandes” só existem com
as massas; sim, mal se compreende ainda que um sucesso de massa é sempre um
pequeno sucesso: pois pulchrum est
paucorum hominum. As morais nada sabem da consciência-coletiva. O
princípio-individual rejeita os homens realmente grandes e exige, entre os mais
ou menos iguais, o olho mais sutil e o reconhecimento mais ágil de um talento;
posto que cada um possua algum talento, em tais culturas civilizadas e tardias
pode, portanto, esperar receber de volta a sua parte de distinção; por isso hoje
tem lugar, como nunca antes, um realce dos pequenos méritos: - dá-se à época um
brilho e tom de verniz de ilimitada modicidade. Sua “não-modicidade”
reside em uma fúria sem limites não contra
os tiranos e aduladores do povo, mesmo nas artes, mas contra os homens nobres, os quais desprezam a exigência
de igualdade de direitos como por exemplo, ter assento acima de todo e qualquer
tribunal que é uma maneira de representação antiaristocrata. Uma sociedade que conserva em si aquela
consideração e delicadeza em relação à liberdade há de sentir-se nobre e ter
contra si um poder, contra o qual se ergue, é hostil e olha de cima. Para
o princípio individual, igualmente estranho é o indivíduo apagado, a submersão
em um grande tipo, o não-querer-ser-pessoa:
o que constituía outrora a distinção e o entusiasmo de muitos homens elevados
(os grandes poetas estão entre eles); ou “ser-cidade”, como na Grécia; jesuitismo,
corpo de oficiais e de servidores prussianos; ou ser discípulo e continuador de
um grande mestre: para o que são necessárias disposições não sociais e a falta
da pequena vaidade. O individualismo é uma espécie modesta e
ainda inconsciente da “vontade de poder”; aqui parece já ser suficiente ao
indivíduo conseguir livrar-se do poder superior da sociedade seja do Estado ou
da igreja. Ele não se coloca em
oposição como pessoa, mas apenas como
indivíduo; defende todos os indivíduos contra a coletividade. Quer dizer:
põe-se instintivamente em pé de igualdade
como todo indivíduo; o que combate não combate para si como pessoa, mas
antes para si como indivíduo, contra a coletividade.
Uma
sociedade onde a corrupção se instala é acusada de abandono, de fato o
prestígio da guerra e do entusiasmo marcial sofre baixa visível; aspira-se aos
prazeres da existência com tanto ardor quanto aquele antigamente posto em
conquistar honras militares ou gímnicas. É até provável que no estado de
“corrupção” sejam dispendidas uma força, uma violência energética muito maior que
nunca pela nação e que o indivíduo desperdice essa energia com muito maior
prodigalidade do que podia fazer anteriormente, quando não tinha suficiente
riqueza! Precisamente nas épocas de “abandono” é que a tragédia corre
as ruas e as coisas, que se vê nascer o grande amor, o grande ódio e a chama do
acontecimento esbraseiam no céu. É o grande momento da traição, da
corruptibilidade; pois o amor ao ego recém-descoberto é muito mais
possante que o amor à pátria, velho conceito esgarçado, enterrado sob os excessos
vocabulares e a necessidade de se defender contra temerosos caprichos da
fortuna que um homem rico e poderoso se mostre disposto de nelas deitar ouro.
Mas
os observadores talvez tenham negligenciado o fato dessa antiga energia, antiga
paixão pela nação, que as guerras e torneios punham em tão pomposa evidência,
transformou-se numa infinidade de paixões privadas e limitou-se tonar menos
visível, que digo eu? É até provável que no estado de “corrupção” sejam
dispendidas uma força, uma violência energética muito maior que nunca pela nação
e que o indivíduo desperdice essa energia vital com muito maior prodigalidade
do que podia fazer anteriormente, quando não tinha suficiente riqueza!
Precisamente nas épocas de “abandono” é que, portanto, a tragédia corre as ruas
e as coisas, que se vê nascer o grande amor, o grande ódio e a chama do
acontecimento esbraseiam no céu. Pretende-se, em terceiro lugar, que,
compensando de algum modo a censura de superstição e de abandono que se podem
estabelecer quanto às épocas de corrupção, os costumes se tornam mais suaves no
decurso desses períodos, que a crueza diminui notavelmente em análise com as épocas precedentes, mais crentes e mais fortes.
Não
poderia subscrever esse elogio, afirma Nietzsche, bem como não subscrevi a
acusação precedente; tudo que concede é que a crueldade se afirma , que suas
formas antigas repugnam ao novel gosto; mas a arte de ferir, de torturar com a
palavra e o olhar, alcançam em tempo de corrupção, em contrapartida, seu
aperfeiçoamento supremo; é então e apenas que nascem a malignidade e o prazer
de ser mau. As pessoas das épocas de corrupção são espirituais, caluniadoras.
Sabem que se pode matar dispensando o punhal e a surpresa; sabem também que se
acredita em tudo que é bemdito. Em quarto lugar, quando “os
costumes se corrompem” é o momento em que surgem esses seres denominados “tiranos”:
esses são os precursores, por assim dizer, as precoces guardas avançadas do
indivíduo. Mais um pouco de paciência: esse fruto dos frutos terminará por
pender, maduro e dourado, da árvore de um povo, é só por ele que essa árvore
existe! No apogeu da decomposição, como a luta dos tiranos de toda espécie,
sempre se vê chegar o César, tirano definitivo que vibra o golpe de
misericórdia á luta depauperante dos concorrentes à preponderância servindo-se
do cansaço em seu proveito. Quando aparece o indivíduo, geralmente, é no momento de sua maturidade perfeita,
estando a “cultura” consequentemente no zênite de sua fecundidade... Mas não é
graças a ele, não é por ele, ainda que as pessoas de grande cultura gostem de
lisonjear o César, fazendo-se passar por obra sua. A verdade é que necessitam
de paz interior porque trazem inquietação dentro deles, porque seu trabalho é
coisa interior.
Nossas
forças levam, por vezes, tão longe que não podemos continuar a suportar nossas
fraquezas e pereceremos disso; bem que nos acontece ver esse resultado, mas não
podemos lhe introduzir nenhuma modificação. Usamos então a dureza contra o que
seria necessário poupar em nós mesmos e nossa grandeza faz nossa barbárie. Essa
experiência, que acabamos por pagar com a vida, simboliza a ação dos grandes
homens nos outros e em seu tempo; é o que tem de melhor, com o que são os únicos
a poder fazer, que arruínam grande parte dos seres fracos, incertos, sem
vontade própria, ainda em mudança; é com o que tem de melhor em si próprios que
se tornam nocivos. Pode até acontecer que só prejudiquem porque aq uilo que neles há de melhor só pode ser
absorvido de um trago, de qualquer modo, por seres que ali afoguem a razão e a
individualidade, como um licor excessivamente forte, e ficam de tal modo
embriagados que não poderão deixar de partir os membros em todos os caminhos em
que sua ebriedade os fulminar. O que se faz e sempre se fez acerca de qualquer
religião, são os motivos e intenções que se escondem atrás do hábito sempre inventados
depois, por mentira, quando começa a combater o hábito, a perquirir-lhe as
razões e intenções. A grande má fé dos conservadores de todos os tempos: são
ajuntadores de mentiras.
Que
a mentira seja autorizada para fins piedosos, isso pertence à teoria de todo
sacerdócio, - quanto isso pertence à sua práxis deve ser o objeto da presente
investigação. Mas também os filósofos, tão logo tencionem, com secretos
desígnios sacerdotais, tomar em mãos a condução dos homens, também reivindicam
para si, de imediato, um direito de mentir: Platão á frente. Superlativa é a
dupla mentira desenvolvida pelos filósofos de tipo ariano dos Vedanta: dois
sistemas, contraditórios em todos os pontos principais, mas revezando-se,
preenchendo-se e completando-se segundo fins educativos. A mentira de um deve
criar um estado no qual a verdade do outro se torne, em geral audível. Até que
ponto chega a mentira piedosa dos sacerdotes e dos filósofos? Em primeiro
lugar, devem ter a seu favor o poder, a autoridade, a confiança irrestrita. Em
segundo, devem ter em mãos a totalidade do processo natural, de modo que
tudo o que acontece aos indivíduos apareça como condicionado por uma lei sua.
Em terceiro lugar, devem também possuir um âmbito de poder de muito maior
alcance e cujo controle se subtraia aos olhos dos subordinados: o castigo eterno,
o “depois-da-morte”, - e também devem possui-lo como é conveniente, os meios através
dos quais se deve saber “o caminho para a bem-aventurança”.
A
mentira sagrada inventou assim um Deus que pune
e recompensa, que aprova, em todos os
detalhes, o poderoso livro de leis do sacerdote e que os envia, exatamente, como seus
porta-vozes e procuradores do mundo; - um além
da vida, no qual somente se pensa efetiva a grande máquina-punitiva, - a
esse fim serve a imortalidade da alma; - a consciência moral [Gewissen] no homem, ser consciente
daquilo que institui bem e mal, - que Deus em pessoa fala aqui, quando ela
aconselha a conformidade com a prescrição sacerdotal; a moral como negação de
todo processo natural, como redução de todo acontecer a um acontecer moralmente
condicionado, o efeito moral (isto é, a ideia de recompensa e punição) como o
que perpassa o mundo, como uma força isolada, como creator de toda mudança; - a verdade como algo oferecido, revelado,
como coincidindo com a doutrina do sacerdote: como condição, enfim, de toda
salvação e felicidade, nesta e para os crentes noutra vida. O cristianismo deveria ter
instituído a inocência do homem como artigo de fé – os homens ter-se-iam
tornado deuses: então se poderia ainda (a) creditar.
Bibliografia
geral consultada.
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Friedrich Nietzsche. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em
Cultura e Sociedade. São Luís: Universidade Federal do Maranhão, 2017; entre outros.