sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Touch – Terra do Gelo, Multiculturalismo & Belo Drama Cinematográfico.

                                Hoje uma pessoa normal dirá 2250 palavras para 7,4 bilhões de pessoas”. In Touch (2024)                      

         

       Touch (em Islandês: Snerting) tem como representação social um filme de drama romântico de 2024 dirigido por Baltasar Kormákur Baltasarsson, escrito em coautoria por Baltasar e Ólafur Jóhann Ólafsson, e estrelado por Egill Ólafsson, Kōki e Palmi Kormakur. Nascido em 27 de fevereiro de 1966 é ator, diretor de teatro e cinema e produtor cinematográfico islandês. Ele dirigiu os filmes 101 Reykjavík (2000), estrelado por Victoria Abril e Hilmir Snær Guðnason, O Mar, (Hafið) um filme de drama de 2002, A Little Trip to Heaven, um filme de suspense islando-estadunidense, Contraband é um filme americano de ação e suspense, 2012, estrelado Mark Wahlberg, Kate Beckinsale, Ben Foster, 2 Armas, uma comédia de ação, estrelado por Denzel Washington e Mark Wahlberg, Everest, (2015), estrelado por Jason Clarke, Jake Gyllenhaal, Touch e a série de televisão Katla. Baltasarsson nasceu em Reykjavík, Islândia. Seu pai é o pintor espanhol Baltasar Samper e sua mãe é Kristjana Guðnadóttir Samper. Em 1999, Baltasar fundou a produtora cinematográfica Blueeyes com sua esposa, Lilja Pálmadóttir. Agnes Johansen (1958–2025) também foi produtora da empresa, e Daði Einarsson juntou-se mais tarde. Pelo seu filme Jar City, Baltasar ganhou o prêmio Globo de Cristal no Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary em 2007. Em dezembro de 2011, foi anunciada a produção do drama Rocketman, com Baltasar Kormákur e Dagur Kári na direção. 

            O filme de Baltasar de 2012, The Deep, foi selecionado como a entrada islandesa para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro na 85ª edição dos Oscars, entrando na lista de janeiro. Em janeiro de 2013, foi anunciado o filme, Rocketman, seria produzido por Baltasar com sua parceira Agnes Johansen, com a produtora dinamarquesa Nimbus Film como coprodutora. O lançamento do filme estava previsto para 2015. Em fevereiro, foi anunciado que seu próximo filme seria o thriller policial The Oath, que é baseado em um roteiro do ator Ólafur Egilsson. Em 2020, Baltasar iniciou a produção da série de ficção científica da Netflix, Katla. Seu filme Touch (2024) baseado no romance homônimo de Ólafur Jóhann Ólafsson, tornou-se de encerramento do Filmfest München. A primeira esposa de Baltasar foi Lilja Pálmadóttir, e seu filho é o ator Baltasar Breki Samper. Em 2019, eles anunciaram a separação após um relacionamento de 20 anos. Mais tarde naquele ano, jornais relataram que Baltasar havia começado um relacionamento com a cenógrafa Sunneva Ása Weisshappel. O filme é baseado no romance homônimo de Ólafur de 2022. É uma coprodução entre Islândia, Estados Unidos e Reino Unido. Touch foi lançado na Islândia em 29 de maio de 2024 como a entrada islandesa para Melhor Filme Internacional no 97º Oscar e chegou à lista dos 15 finalistas, mas acabou não sendo classificado. No final da década de 1960, Kristófer é um jovem islandês que estuda na London School of Economics, mas suas “convicções de esquerda o colocam em conflito com a administração da escola” (cf. Bobbio, 1999). 

            Depois de ser ridicularizado pelos colegas por dizer que abandonaria os estudos, se candidata a uma “vaga de lavador de pratos no Nippon”, um restaurante japonês de propriedade do chef Takahashi, onde conhece e se apaixona por Miko, filha de Takahashi. Jovem e disciplinado Kristófer aprende japonês, trabalha na Nippon conquistando a confiança de Takahashi e Miko. Ele presencia Takahashi interromper à força o relacionamento entre Miko e seu namorado. Takahashi treina Kristófer como chef e permite que ele chegue cedo para praticar. Conforme Miko visita Kristófer para provar sua comida, eles se aproximam e iniciam um relacionamento, sem que Takahashi saiba. Fundada em 1895 pelos membros da Fabian Society Sidney Webb, Beatrice Webb, Graham Wallas e George Bernard Shaw, a London School of Economics (LSE), é uma universidade pública de pesquisa em Londres, Inglaterra, e uma instituição membro da Universidade de Londres. A escola é especializada em ciências sociais puras e aplicadas. Ela juntou-se à Universidade de Londres em 1900 e ofereceu os seus primeiros programas de licenciatura sob os auspícios dessa universidade em 1901. Em 2008, a LSE começou a atribuir diplomas com o seu próprio nome e tornou-se uma universidade independente dentro da Universidade de Londres em 2022. Está localizada no bairro londrino de Camden e Westminster, no centro de Londres, perto da divisa entre Covent Garden e Holborn, na área historicamente reconhecida como Clare Market. Durante o biênio 2023/2024 tinha menos de 13.000 alunos, sendo a maioria alunos de pós-graduação e pouco menos de dois terços provenientes de nações fora do Reino Unido. A universidade possui o sexto maior patrimônio entre as universidades do Reino Unido e teve uma receita de £ 548,2 milhões em 2024/25, dos quais £ 39,2 milhões foram provenientes de bolsas de pesquisa.      

Ela é membro do Russell Group uma associação das 24 maiores universidades de investigação do ponto de vista da pesquisa tecnológica e intensiva do Reino Unido, que recebe dois terços dos recursos financeiros destinados à pesquisa do país da Associação das Universidades da Commonwealth, originalmente criada como Comunidade Britânica de Nações, é uma organização intergovernamental composta por 56 países membros independentes e da Associação das Universidades Europeias, sendo considerada parte do chamado “triângulo dourado” das universidades de pesquisa no Sudeste da Inglaterra. A Biblioteca Britânica de Ciências Políticas e Econômicas, comumente chamada de “Biblioteca da LSE”, é a principal biblioteca da universidade e uma das maiores bibliotecas do mundo dedicadas às ciências econômicas e sociais. Desde 1990, a London School of Economics formou 24 primeiros-ministros ou presidentes, o segundo maior número de qualquer universidade no Reino Unido, e desde a fundação da escola em 1895, mais de 40 líderes mundiais, 2 presidentes da Comissão Europeia e 21 laureados com o Prêmio Nobel lecionaram ou estudaram na universidade. Miko confidencia a Kristófer que sua família era originalmente de Hiroshima e a mãe estava grávida dela na época do bombardeio. Sofrendo discriminação em país natal por serem considerados “Hibakusha”, mudaram para a Inglaterra. Ao voltar de férias, Kristófer fica chocado ao ver que o restaurante fechou e que os Takahashi se mudaram sem dizer uma palavra, exceto por um último cheque a ele. Cinquenta anos depois, Kristófer é viúvo e vive sozinho na Islândia.  

Escólio: Hibakusha, pessoa “afetada pela bomba”, ou, mais recentemente, pessoa “afetada pela exposição”, é um termo que geralmente se refere às vítimas dos bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki em 6 de junho de 1944 e 1944, respectivamente em 9 de agosto de 1945 por ordem de Harry S. Truman, nascido em 8 de maio de 1884 em Lamar, Missouri, e morto em 26 de dezembro de 1972, foi o 34º vice-presidente dos Estados Unidos, e presidiu os Estados Unidos durante o fim da Segunda Guerra Mundial e o aumento das tensões com a União Soviética como parte da Guerra Fria. Ele passou parte da juventude na fazenda da família. Durante a Primeira Guerra Mundial, lutou na França como oficial em uma unidade da Guarda Nacional. Mais tarde, foi brevemente proprietário de uma loja de artigos de armarinho. Membro do Partido Democrata em Kansas City, foi eleito para o Senado dos Estados Unidos em 1934. Ganhou destaque nacional durante a guerra como presidente do Comitê Truman, que investigou desperdício, fraude e corrupção em contratos militares. Companheiro de chapa de Franklin Roosevelt na eleição presidencial de 1944, ele o sucedeu após a morte deste. Embora a Alemanha tenha capitulado pouco depois, ele autorizou os bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki. Sua presidência marcou uma virada na política externa, com uma postura intervencionista em conjunto com aliados europeus. Trabalhando em estreita colaboração, ele participou da fundação das Nações Unidas, implementou a Doutrina Truman e garantiu a aprovação do Plano Marshall.

A primeira visita documentada a terras canadenses in statu nascendi por navegadores europeus ocorreu em 1497 ou 1498, quando o veneziano ao serviço de Inglaterra Giovanni Caboto, reconhecido em inglês como John Cabot aportou à Terra Nova. Alguns historiadores compreendem que há indícios que a Terra Nova já teria sido rebuscada pelo navegador português João Vaz Corte Real em 1472, ou antes e por Diogo de Teive e o seu piloto Pero Vasques Saavedra em 1452. A colonização europeia começou efetivamente no século XVI, quando os britânicos, e principalmente, os franceses estabeleceram-se pelo Canadá. Os britânicos não tiveram uma forte presença no antigo Canadá, instalando-se originalmente na Terra de Rupert, sendo que a região dos Grandes Lagos e do Rio São Lourenço, bem como a região que atualmente compõe as províncias de Nova Escócia e Novo Brunswick, estava sob domínio territorial dos franceses. A Nova França e a Acádia continuavam a se expandir. Essa expansão territorial não foi bem aceita pelos iroqueses, e, também pelos britânicos e os colonos rearranjados das chamadas Treze Colônias, desencadeando uma série de batalhas que culminou, em 1763, no Tratado de Paris, no qual os franceses cederam seus territórios da Nova França e da Acádia aos britânicos. Os iroqueses (cf. Engels, 2000) eram primariamente nômades. Até o século XVII, formavam o que é chamado de nação iroquesa.

           Esta nação indígena é composta pelos seguintes povos Seneca, Cayuga, Onondaga, Oneida, Mohawk e Tuscarora, formando uma confederação distribuída entre o Canadá e os Estados Unidos, no estado de Nova Iorque e província de Quebec. Os iroqueses foram estudados, no século XVIII, pelo missionário jesuíta J. F. Lafitau (1681-1746), que chegou a conviver com eles. Sua obra, Mœurs des Sauvages Américains Comparées aux Mœurs des Premiers Temps, publicada em 1724, descreve os princípios da sociedade iroquesa em relação a sua matriarcalidade e matrilinearidade. Lafitau abordou os ritos de casamento, jogos, lazer, doenças, enterros, língua, caça, educação e a divisão de trabalho entre os iroqueses, enfocando seus estudos na religião. Para ele, os iroqueses possuíam a sua religião, diferentemente de pensadores anteriores, que afirmavam que os índios não tinham religião alguma, embora esta não fosse tão organizada quanto a religião católica. Embora possuíssem religião, eram desprovidos de leis e política. Demonstra, também, que a religião dos nativos deturpava a “verdadeira” religião: o Catolicismo. Ao estudar os iroqueses, J. C. Lafitau distinguiu características positivas, como a coragem, e negativas, como vingança e cobiça, inovando ao utilizar o método de análise comparativo, ao comparar os iroqueses aos heróis de Homero, na comunidade científica europeia, se idealizavam os gregos e romanos.  

Lafitau enaltecia os iroqueses, ao dizer que as construções náuticas desses povos eram parecidas, mas também os denegria, afirmando que a brutalidade dos heróis de Homero não se distinguia da ferocidade dos iroqueses, ferocidade esta que ele considerava como sendo inata. Mesmo assim, a importância social e histórica se deu pelo que deixou os nativos mais humanos, diferentemente de pensadores da filosofia moral como Bernard Mandeville (1670-1733) que assemelhavam os nativos a monstros. A Economia dos iroqueses tem como escopo a produção comunal e ao sistema combinado de horticultura e de caçador-recoletor. As tribos da Confederação Iroquesa e outras do Norte do continente americano que compartilhavam idioma (iroquês), como o povo Huron, viviam na região do atual Estado de Nova York e a Região dos Grandes Lagos. A Confederação Iroquesa compunha-se de seis tribos existentes antes da história da colonização europeia da América. Mesmo não sendo iroquês, o povo Huron entrava no mesmo grupo linguístico e compartilhava economia com os iroqueses. Os hurões, huronianos, wyandot ou wendat representam um grupo de indígenas agricultores da América do Norte. Antigamente, viviam em tribos de até mil membros. Em suas aldeias, que eram geralmente fortificadas, eles chegavam a construir casas comunais de até 60 m², semelhante aos iroqueses, outro povo indígena norte-americano que habitou o território correspondente ao Canadá. Eles possuíam uma língua comum e sobreviviam do cultivo de feijão, milho e abóbora. A caça e a pesca forneciam alimento adicional aos huronianos que possuem várias reservas em Quebec e nos Estados Unidos da América.

Os Estados Unidos, em 1812, invadiram o Canadá Inferior e o Canadá Superior, na tentativa de anexar o resto das colônias britânicas na América do Norte, desencadeando a Guerra de 1812. Os Estados Unidos não tiveram sucesso, recuando ao tomarem conhecimento da chegada de tropas britânicas enviadas para combatê-los, mas, ocuparam temporariamente as cidades de York (atual Toronto) e Quebec, queimando-as ao se retirarem. Como o Reino Unido ainda mantinha o controle das relações exteriores do Canadá, ao abrigo da Lei da Confederação, com a declaração britânica de guerra em 1914, o Canadá foi automaticamente envolvido na 1ª grande guerra (1914-1918). O Canadá declarou guerra à Alemanha de forma independente durante a 2ª guerra mundial (1939-1945) sob o governo do primeiro-ministro liberal William Lyon Mackenzie King (1874-1950), três dias após o Reino Unido. As primeiras unidades do Exército canadense chegaram na Grã-Bretanha em dezembro de 1939. Em 1919, o Canadá entrou na Liga das Nações, independentemente do Reino Unido e, em 1931, o Estatuto de Westminster, afirmou a Independência do Canadá. O Domínio de Terra Nova (Terra Nova e Labrador), equivalente do Canadá e da Austrália como um domínio, uniu-se ao Canadá em 1949. O crescimento do Canadá, combinado com as políticas dos sucessivos governos liberais, levou ao aparecimento de uma nova identidade canadense, marcada pela adoção da atual bandeira, em 1965, a aplicação do bilinguismo ocorreu em 1969, e o multiculturalismo em 1971. O Quebec passou por profundas mudanças sociais e econômicas através da “Revolução Tranquila”, dando origem a um movimento separatista radical na província Front de libération du Québec, cujas ações culminaram na Crise de Outubro de 1970.

            A Islândia é uma grande ilha vulcânica localizada no Norte do oceano Atlântico um pouco ao Sul do Círculo Polar Ártico. Culturalmente ligada à Europa, a Islândia não possui nenhum traço geológico em comum com o continente europeu. Com uma área de mais de 102 mil km², é a décima oitava maior ilha do mundo e a segunda maior da Europa. Existem outras numerosas pequenas ilhas no litoral como as ilhas Hrísey, Grímsey e o arquipélago de Vestmannaeyjar. As outras massas de terra mais próximas do país são a Groenlândia ou Gronelândia em português europeu, quer dizer de Portugal, a 286 km, a Escócia a 795 km e a Noruega a 950 km. A Islândia possui um relevo bastante acidentado cheio de montanhas localizadas em uma espécie de planalto com altitude média em torno de 500 metros. O monte Hvannadalshnúkur é o mais alto do país, com altitude de 2 119 metros acima do nível do mar. Existem diversos glaciares na ilha, que cobrem cerca de 11% da superfície do país. O maior e mais reconhecido é o Vatnajökull (vat`najö`küdll) com mais de oito mil km². Outros glaciares importantes são o Langjökull, o Hofsjökull e o Mýrdalsjökull. Nos últimos anos esses glaciares tem diminuído e significa que é atribuída ao aquecimento global. Os rios da Islândia podem ser classificados em três grupos. O primeiro deles são os rios formados pelo degelo dos glaciares que carregam uma grande quantidade de lama, por isso, a cor da água costuma ser acastanhada.

Possuem maior quantidade de água no verão, principalmente entre julho e agosto, e no inverno podem congelar completamente. O segundo tipo de rio são aqueles comuns, onde a água brota de nascentes, que geralmente surgem em áreas de rocha basáltica. A água geralmente é clara, e os maiores volumes de vazão ocorrem na primavera e no outono por causa do derretimento da neve e das chuvas intensas, respectivamente. Por fim, o terceiro grupo de rios são os pequenos afluentes que nascem nas regiões porosas das áreas vulcânicas e se juntam em rios maiores de água límpida. Na nascente, esses rios apresentam uma temperatura constante entre três e cinco graus Celsius, por isso não congelam no inverno. Outra característica desse tipo de rio é que a caudal é praticamente constante, independentemente dos fatores externos. Os três tipos de rios possuem um curso rápido, profundo e cheio de quedas de água. Uma delas é a catarata de Dettifoss no rio Jökulsá á Fjöllum que, com 44 metros de altura, é a maior da Europa. Os rios mais longos do país são o Thjórsá com 237 km de extensão, Jökulsá à Fjöllum com 206 e Ölfusá–Hvítá com 185 km. Na Islândia os lagos são numerosos, mas são relativamente pequenos e origens diversas, como os formados por movimentos tectônicos e nas crateras de vulcão, além do movimento dos glaciares. O maior lago do país é o Thingvallavatn, com uma área de 84 km², localizado na região Sudoeste do país.

            A Islândia está localizada na dorsal mesoatlântica, uma cadeia de montanhas submarinas que se estendem ao longo dos limites das placas tectônicas, no encontro entre as placas norte americana e euroasiática. Esta dorsal mesoatlântica é exatamente a zona em que uma nova crosta oceânica se vai formando continuamente por meio de erupções vulcânicas, enquanto as placas se afastam a uma taxa média de dois centímetros e meio ao ano, fazendo o país crescer. Além disso, a Islândia está sobre um ponto quente, o que significa que a crosta é mais fina em comparação com o resto do mundo. Quando as placas tectônicas se movem, surge uma fissura que permite que o magma flua para a superfície, dando origem a uma erupção vulcânica. Atualmente existem cerca de trinta sistemas vulcânicos no país. Um dos mais famosos é o vulcão Eyjafjallajökull, que em 2010 causou o fechamento de diversos aeroportos na Europa por causa das cinzas ejetadas na atmosfera. Várias erupções importantes aconteceram na história do país, dentre elas a principal é do vulcão Laki, ocorrida de 1783 a 1784, causou um desastre natural comprometendo a agropecuária e matou um quarto da população islandesa.

Por conta da atividade vulcânica, existem ainda muitos gêiseres e fontes termais por todo o território islandês. O gêiser mais famoso e também o mais antigo conhecido é o Geysir, cujo nome deu origem à palavra que designa tais nascentes eruptivas. Esse gêiser surgiu por volta do século XIV e tornou-se dormente no começo do século XIX, até que um terremoto em junho de 2000 fez com que essa fonte entrasse novamente em atividade, expelindo água quente e vapor a cada oito horas. Outro gêiser famoso é o Strokkur, lançando água quente a mais de vinte metros de altura a cada oito minutos. A água aquecida das fontes termais também é muito apreciada pelas suas propriedades medicinais. Localizada numa área de encontro entre placas tectônicas, os terremotos na ilha são relativamente comuns. Ao longo da história do país, numerosos tremores de terra foram registrados. No entanto, a sua intensidade geralmente não é muito grande, pois as placas estão em afastamento contínuo. Dentre os mais recentes, os mais intensos foram registrados em 2008, com magnitude 6.1 na escala de Richter e em 17 e 21 de junho de 2000, com magnitude de 7,1. Ambos os sismos aconteceram na região sudeste do país, onde se encontra a maior parte da população. Nessas ocasiões não foram registradas vítimas fatais, tendo havido somente danos em prédios e construções.                 

O clima da costa da Islândia é oceânico subpolar, ou seja, possui verões frescos e curtos e invernos suaves com temperaturas que não descem abaixo dos −3 °C. As temperaturas no país são relativamente amenas se comparadas com as de outras regiões na mesma latitude. A corrente marítima do Golfo, que é um fluxo de água quente que sai da América Central em direção ao Norte da Europa, faz com que as temperaturas sejam maiores e os invernos menos rigorosos. Todo o litoral do país, essencialmente na parte sul, é mais quente por causa dessa corrente marítima, o que geralmente impede a formação de blocos de gelo (inclusive no inverno); a despeito de em 1969 o gelo ter invadido toda a costa Norte. A precipitação está diretamente relacionada com a passagem de ciclones de baixa pressão que se formam no oceano ao Sul da ilha, onde são registradas as maiores quantidades de chuva e gelo do país. Os ventos predominantes são na direção leste e nordeste, possuindo maior intensidade nas regiões mais altas das montanhas, embora sob certas circunstâncias, a topografia do relevo pode canalizar esses ventos fazendo com que sejam registradas grandes velocidades a menor altitude, como no interior dos vales. Por vezes, ventos secos vindos da parte norte podem causar fortes tempestades de areia, mais frequentes no verão e no começo do outono.

As tempestades com chuva e trovoadas são bastante raras na Islândia, mas ocorrem no fim do verão quando as massas de ar quente são defletidas da Europa para as latitudes nórdicas; em média menos de cinco dias por ano. De acordo com registros datados do século XII, a Islândia já foi um país coberto por florestas que se estendiam "do alto das montanhas até a costa do mar". Entretanto, a chegada dos seres humanos perturbou esse delicado ecossistema. A destruição das florestas para formar criação de pastos, a atividade vulcânica, o movimento dos glaciares e o clima desfavorável contribuíram com a erosão do solo que não permite o crescimento de novas árvores. Atualmente, apenas um quarto da superfície do país tem algumas zonas florestais. A área restante é coberta de areia, rochas e campos de lava, além dos glaciares, distribuídos por todo o país. A vegetação remanescente consiste em gramíneas e pequenos arbustos, que pertencem principalmente à família Cyperaceae. Entre as espécies de árvores, as bétulas predominam, principalmente a Betula pubescens juntamente com os álamos Populus tremula. Atualmente, as poucas árvores que sobraram estão em reservas isoladas.

 Diversas iniciativas têm sido tomadas a esta questão, como o reflorestamento e o isolamento dessas áreas, e a utilização de algumas espécies estrangeiras. Mesmo com um aumento significativo da quantidade de árvores, elas ainda não se comparam com as florestas originais. Em relação à vida animal, os animais selvagens nativos mais comuns são os mamíferos aquáticos e as aves. O único mamífero terrestre existente antes da ocupação humana era a raposa-do-ártico, que provavelmente chegou ao país quando caminhava sobre o oceano congelado durante a última Era do gelo. Outras espécies de animais domésticos foram trazidas pelos habitantes da ilha. Por causa do isolamento, essas espécies mantiveram-se sem modificações ao longo do tempo. O cavalo e a ovelha islandeses são os exemplos mais conhecidos desse fato, enquanto da fauna marinha os principais representantes são focas, baleias golfinhos e mais de três mil espécies de peixes. Nos dias atuais, a conservação do meio ambiente no país é uma prioridade, dada a alta dependência da economia dos produtos pesqueiros. O país tem-se mostrado forte na luta contra a poluição marinha, com grandes ações de prevenção que fazem com que as águas da Islândia estejam entre as menos poluídas do mundo. Apesar de a beleza natural da Islândia permanecer praticamente intacta, certas áreas que foram desmatadas sofrem com a erosão e desertificação causados principalmente pelos ventos constantes.

O processo de reflorestamento, está sendo uma das prioridades da Islândia para as próximas décadas. Criaram-se assim diversas unidades de conservação de espécies por todo o país, como parques nacionais e reservas naturais. Dentre os mais importantes, pode-se destacar o maior deles, o Parque Nacional Vatnajökull, e o Parque Nacional de Þingvellir, que foi considerado patrimônio mundial pela Unesco. Acredita-se que a população da ilha tenha variado de 40 mil a 60 mil habitantes, desde o início da colonização, até meados do século XIX. Durante esse tempo, invernos rigorosos, cinzas tóxicas de erupções vulcânicas e a peste bubônica afetaram a população diversas vezes. De acordo com Bryson (1974), houve 37 períodos de fome na Islândia entre 1500 e 1804. O primeiro censo foi realizado em 1703 e revelou que a população era de 50 358 pessoas. Após as erupções destrutivas do vulcão Laki, entre 1783 e 1784, a população chegou a um mínimo de cerca de 40 000 indivíduos. A melhoria das condições de vida provocou um rápido aumento da população a partir de meados do século XIX, indo de cerca de 60 000 pessoas em 1850 para 320 000 em 2008. A Islândia tem uma população jovem para um país desenvolvido, com uma em cada cinco pessoas tendo 14 anos ou menos.

Com uma taxa de fecundidade em torno de 2,1, a Islândia é um dos poucos países europeus com uma taxa de natalidade suficiente para o crescimento da população a longo prazo. Reiquiavique, maior cidade e centro da Grande Reiquiavique, que, com uma população de 200 mil pessoas, concentra 64% da população do país.  No começo de 2025, a população da Islândia chegou a quase 392 mil pessoas. Desse total, mais de trezentos mil vivem em localidades com mais de duzentos habitantes, estimando-se que mais da metade da população de todo o país se concentra na capital Reiquiavique e cidades próximas. Em 2012, houve um declínio do número de habitantes, principalmente no Noroeste, enquanto em outras áreas foi registrado um aumento, entre elas a região Sudoeste, que já era a mais populosa. Cerca de seis por cento da população islandesa veio de outros países, principalmente de países europeus, apesar do número de estrangeiros que se naturalizam islandeses ter diminuído nos últimos anos. A maior parte da população concentra-se em estreitas faixas no litoral, nos vales e na região sudoeste do país. Estatísticas do governo islandês afirmam que noventa e nove por cento da população vive em áreas urbanas, sendo a maior parte composta por jovens e adultos. A expectativa de vida no país é de cerca de oitenta anos. Em dezembro de 2007, 33 678 pessoas (13,5% do total da população) que viviam na Islândia tinham nascido no exterior, incluindo os filhos de pais islandeses que vivem no estrangeiro. Cerca de 19 mil pessoas, 6% da população  tinha cidadania estrangeira. Os poloneses formavam o maior grupo minoritário.   Cerca de 8 mil vivem na Islândia, 1 500 em Reyðarfjörður onde  são 75% da força de trabalho que está construindo a fábrica de alumínio Fjarðarál.   

O recente aumento da imigração para a Islândia tem sido creditado à falta de trabalhadores nativos para cobrir a demanda, devido à economia em expansão na época, bem como pela diminuição das restrições à circulação de pessoas dos países da União Europeia. Projetos de construção de grande escala no Leste da Islândia também levaram muitas pessoas a mudarem para a ilha, mesmo que temporariamente. Muitos imigrantes poloneses, contudo, já saíram ou pensam em sair da Islândia como consequência da crise financeira de 2008. A Islândia possui uma taxa de criminalidade menor do que a de muitos países desenvolvidos. Alguns fatores que contribuem para essa taxa reduzida são o alto padrão de vida, a pequena população e a força policial bem treinada. Dentre os crimes mais comuns no país estão os pequenos assaltos e arrombamento de carros, que ocorrem principalmente na capital do país. A força policial do país inclui duas organizações principais: a Polícia Metropolitana de Reiquiavique e a Polícia Nacional, que usam equipamentos e técnicas modernas para prevenir e investigar crimes. Em outras regiões do país a força policial é reduzida, mas o trabalho de voluntários civis ajuda a fazer o sistema de segurança do país mais eficaz. A maioria desses voluntários são bem treinados e estão prontos para lidar com situações de emergência.     

A aliança com a União Soviética durante a guerra transformou-se em oposição aberta, reconhecida como “Guerra Fria”. Nesse contexto, Truman supervisionou o Bloqueio de Berlim em 1948 e a criação da OTAN em 1949. Quando a Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul em 1950, ele enviou tropas americanas e obteve a aprovação das Nações Unidas para participar da Guerra da Coreia, que se tornou um impasse até o final de seu mandato. Ele venceu por uma margem apertada a eleição de 1948 contra o republicano Thomas Dewey, que era considerado o favorito. No entanto, tendo se tornado profundamente impopular, Truman perdeu em New Hampshire durante as primárias democratas para a eleição presidencial de 1952. Ele então decidiu não concorrer a um terceiro mandato, apesar de suas políticas do Fair Deal, que davam continuidade ao New Deal. A corrupção dentro de sua administração, ligada a certos membros do gabinete e da equipe da Casa Branca, foi uma questão central na campanha presidencial, que acabou com a derrota do democrata Adlai Stevenson para o republicano Dwight D. Eisenhower. Sua memória está falhando e seu médico sugere que “ele resolva qualquer assunto pendente enquanto ainda tem tempo e capacidade”. Kristófer fecha seu restaurante e parte em busca de Miko justamente quando o mundo está sob o impacto da pandemia. Ao chegar em Londres em meio às restrições da pandemia, Kristófer descobre que o restaurante de Takahashi agora é um estúdio de tatuagem. Ele consegue localizar Hitomi, uma ex-funcionária da Nippon, que lhe conta que Takahashi e Miko voltaram para o Japão há 50 anos e que Takahashi faleceu desde então. Ela fornece a Kristófer o último endereço conhecido de Miko. Kristófer visita o apartamento de Miko no Japão. Após um momento de hesitação, os dois se abraçam, pois não se viam há mais de meio século. 

Miko revela o motivo de sua partida repentina: seu pai sempre temeu que seus filhos nascessem com defeitos congênitos devido à exposição à radiação, por isso a proibiu de ter qualquer tipo de relacionamento. Quando descobriu que Miko estava grávida do filho de Kristófer, ele a mandou de volta para o Japão e, mais tarde, a obrigou a entregar a criança para uma instituição de adoção. Miko permanece solteira desde então, sem outros filhos. Miko então conta a Kristófer que seu filho, Akira, nasceu saudável, foi adotado e agora é chef de cozinha, dono de um restaurante e costumeiramente com sua própria família. Ela o leva ao restaurante de Akira, do qual é cliente assídua.  Kristófer se emociona ao ver o filho pela primeira vez, embora Akira ainda não saiba quem são seus pais biológicos. O filme termina com Kristófer e Miko caminhando de mãos dadas pela rua. Enquanto a tela escurece, ele canta baixinho para ela a extraordinária canção islandesa que cantou anos atrás em uma festa no restaurante Nippon. Touch foi produzido pela RVK Studios. Baltasar, Agnes Johansen e Mike Goodridge foram os produtores do filme. Em uma entrevista de dezembro de 2022, Baltasar Kormákur revelou que planejava filmar o filme na Islândia e no Japão. As filmagens principais começaram em 9 de outubro de 2022, em Londres. Touch foi lançado na Islândia em 29 de maio de 2024. O filme teve um lançamento limitado nos cinemas dos Estados Unidos e Canadá em 12 de julho de 2024. No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, 92% das 63 críticas são positivas, estatisticamente com classificação média de 7,6/10. O consenso do site diz: “Traçando a passagem do tempo com leveza, o comovente drama do diretor Baltasar Kormákur é uma reflexão melancólica sobre a própria vida”. O Metacritic, que usa uma média ponderada, atribuiu uma pontuação de 74 em 100, com base em 21 críticas, indicando avaliações “geralmente favoráveis”. Em janeiro de 2025, ganhou o prêmio do público no Festival Internacional de Cinema de Tromsø, na Noruega.

Bibliografia Geral Consultada.

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