“Tem que colocar o coração na ponta da chuteira!”. Carlos Eduardo dos Santos Galvão Bueno
Carlos Eduardo dos Santos Galvão Bueno nascido no Rio de Janeiro, em 21 de julho de 1950, é profissionalmente um locutor esportivo, empresário, radialista e apresentador brasileiro. Atualmente é narrador do SBT e do Amazon Prime Vídeo. O Sistema Brasileiro de Televisão é uma rede de televisão comercial aberta brasileira fundada em 19 de agosto de 1981 por Silvio Santos. Considerado o narrador esportivo de maior popularidade do Brasil, ao mesmo tempo que é alvo de críticas por ufanismos e exageros, é famoso por ter narrado momentos relevantes e histórico-sociais do esporte nacional. Entre esses eventos estão a conquista do tetra e o pentacampeonato mundial da Seleção Brasileira de Futebol, os títulos mundiais da Fórmula 1 e o acidente fatal do piloto brasileiro Ayrton Senna em 1994, vitórias de times brasileiros em Libertadores da América e Mundiais de Clubes, além de vários Jogos Olímpicos da era moderna. É proprietário da Bueno Wines, vinícola com sede no município de Candiota, no Rio Grande do Sul. Começou a carreira na Rádio Gazeta de São Paulo em 1974, depois de trabalhar numa fábrica de materiais plásticos. Logo depois, saiu da Rádio e trabalhou para a TV Gazeta. Na emissora, participou do programa Mesa Redonda, onde cobriu a Copa do Mundo de 1974. Em 1977, Galvão passou pela Rede Record apenas dois meses. Ingressou na TV Bandeirantes no final de 1977 como comentarista na Copa do Mundo de 1978. Em 1980, quando a emissora comprou os direitos de transmissão do Grande Prêmio da Fórmula 1, o locutor narrou pela primeira vez provas da categoria. Galvão foi contratado pela TV Globo em 1981. Seu primeiro trabalho na emissora foi a narração da partida entre Flamengo e Jorge Wilstermann, da Bolívia, pela Copa Libertadores da América.
Narrou jogos da Copa do Mundo de 1982, mas ainda não era o locutor principal da emissora; o titular do posto era Luciano do Valle (1947-2014), que narrou os jogos do Brasil naquele mundial. Logo após o Mundial realizado na Espanha, Luciano do Valle foi para a TV Record. Assim, o Grande Prêmio da África do Sul de 1982 foi o primeiro GP da categoria narrado por Galvão pela TV Globo. Em 2013, contou que um erro na narração deste GP quase lhe custou o emprego: “Eu vou contar o dia em que (risadas) eu achei que tinha perdido o emprego. Estava começando a carreira e terminando no mesmo dia. Estreia na Globo na Fórmula 1, Grande Prêmio da África do Sul de 1982. Naquela época ninguém parava para abastecer e trocar pneus, quem parava para trocar um pneu furado estava fora da corrida. O Prost, que estava em primeiro lugar, entrou nos boxes trocou um pneu e foi embora... e na minha cabeça nunca mais ele iria se recuperar. Quando ele passou o Carlos Reutemann eu disse: Tá tirando volta de atraso. Estava nada, Prost voltou na mesma volta e estava voltando para a primeira colocação. Narrei vitória de Carlos Reutemann. Fomos para o comercial, quando voltamos preparou-se o pódio e apareceu lá Alain Prost como vencedor. Me deu um desespero, vou pedir ajuda para quem? Para o Reginaldo Leme, que já tinha alguma história na televisão. Olhei para o Reginaldo do lado e fiz assim para ele: E agora? Ele olhou para mim e disse: Não sei. Então nesse momento eu falei: acabou a minha carreira. Foram oito horas e meia de volta para o Rio de Janeiro certo que eu estava demitido. Graças a Deus o Boni, então diretor da TV Globo, me deu uma chance, eu continuei e estou aí até hoje”.
Em 1983, no Maracanã, fez a cobertura para o Globo Esporte da morte do ex-jogador brasileiro Garrincha. Já em 1984, Galvão narrou o final da maratona feminina dos Jogos Olímpicos realizados em Los Angeles, quando a suíça Gabriela Andersen-Schiess, extenuada, conseguiu completar a prova em 37º lugar, e foi ovacionada pelo público. O brasileiro narrou ao vivo a emocionante volta final da corredora no Coliseu de Los Angeles. Em 1986, na Copa do Mundo FIFA daquele ano, Galvão ainda não era o principal narrador da Globo. Com isso, narrou apenas um jogo do Brasil naquele Mundial, pois Osmar Santos não estava se sentindo bem. Quatro anos depois, na Copa do Mundo de 1990, Galvão já era o principal narrador da emissora. Nesta primeira passagem de Galvão pela TV Globo, destaca-se, ainda, a narração das conquistas de dois dos três títulos de Nelson Piquet, em 1983 e 1987, e os três campeonatos de Ayrton Senna, em 1988, 1990 e 1991. Em 1992, Galvão deixou a TV Globo em nome de um projeto para comandar o departamento de esporte da Rede OM (atual CNT), com sede no estado do Paraná. Galvão acumulava os cargos de narrador, apresentador e diretor de esportes. Na época, a então recém criada emissora de televisão comprou os direitos de exibição da Copa Libertadores da América, sendo a única emissora do Brasil a transmitir o torneio continental daquele ano, dando a sorte de registrar a histórica campanha do São Paulo de Telê Santana. A estreia oficial de Galvão como locutor na emissora aconteceu em 1º de abril de 1992, após uma campanha de divulgação em grandes jornais brasileiros. O contratado debutou com a partida em que o São Paulo goleou o Criciúma por 4–0, no Morumbi, válida pela fase de grupos do torneio. A ocasião foi amplamente divulgada pela emissora. Nos principais jornais daquele dia, havia o anúncio da partida com o slogan “O jogão do Galvão!”.
O sucesso do São Paulo na Libertadores colocava a Rede OM à frente de emissoras como SBT, Manchete, Band e Record. A cada avanço do Tricolor na competição, a audiência da emissora paranaense crescia um pouco mais. Com o fim da Libertadores, a Rede OM se virava como podia com outros eventos esportivos. Chegou a transmitir, inclusive, o Campeonato Nacional de Rodeios para todo o Brasil. Galvão Bueno participou até da transmissão de um evento de lutas chamado “Os Campeões do Ringue”. A emissora acabou sendo prejudicada pelo envolvimento do proprietário no escândalo PC Farias, 13 de maio de 1992, que derrubaria Fernando Collor da presidência do país. As dificuldades financeiras que vieram depois disso provocaram demissões no jornalismo e denúncias de salários atrasados. Galvão seguia no comando e a área representava 60% do faturamento total da emissora, conforme informou a Folha de S. Paulo em 15 de novembro de 1992. O avanço das investigações do caso PC Farias fez com que a emissora tivesse que trocar de nome para se desvencilhar dos escândalos e da fama de cheques sem fundos distribuídos a funcionários e diretores. Com isso, Galvão iniciou suas conversas de retorno à Rede Globo em fevereiro de 1993, acertando seu retorno a Globo no dia 2 de março, como informou no dia seguinte a Folha de S. Paulo com reportagem de Flávio Gomes. Em seu retorno à TV Globo, Galvão narrou as principais conquistas de atletas do país — exceção aos títulos de Gustavo Kuerten no torneio de Roland Garros —, com destaque para as Copas do Mundo FIFA vencidas pela Seleção Brasileira em 1994, nos Estados Unidos (onde famosamente gritou “é tetra, é tetra” abraçado a Pelé), e em 2002, na Coreia do Sul e no Japão.
Também cobriu o acidente fatal de Ayrton Senna e vários Jogos Olímpicos. Em 1996, quando o Jornal Nacional passou por uma profunda reformulação e William Bonner e Lillian Witte Fibe passaram a assumir o comando, Galvão passou a participar na bancada, quase todos os dias, dando notícias do esporte. Sua participação no Jornal, porém, foi bem curta. Na Copa do Mundo de 1998, realizada na França, Galvão, além de narrar os jogos do Brasil, coordenou o debate esportivo Bate-Bola, um quadro do Esporte Espetacular com comentários sobre os jogos do torneio. De 1999 a 2001, Galvão apresentou o programa Espaço Aberto, na GloboNews. Na Copa do Mundo da Coreia e do Japão, em 2002, o Bate-Bola passou a ser um programa independente, exibido logo após os jogos da seleção. Além do programa esportivo, Galvão Bueno, Pedro Bial e Fátima Bernardes apresentaram o Brasil na Copa, exibido nas noites de domingo. De 2003 a 2022, além do futebol na Globo, Galvão apresentou o programa Bem, Amigos! nas noites de segunda, no canal de televisão a cabo SporTV. Em 2008, ganhou um quadro no programa Esporte Espetacular chamado Na Estrada com Galvão, em que ele entrevistava grandes nomes do futebol. Em entrevista à Mônica Bergamo, Galvão contou um drama que aconteceu na Copa do Mundo FIFA de 2010, realizada na África do Sul. “No jogo de Brasil e Holanda, eu travei. A minha voz falhava, parecia carro de embreagem ruim. O Cléber Machado chegou a ficar de prontidão. Me apavorei”. O problema foi um fungo nas cordas vocais, que exigiu um longo tratamento e muitos remédios. Após a final da Copa, Galvão Bueno anunciou que esta Copa seria a última que ele trabalhou fora do Brasil e que a próxima Copa que foi realizada no Brasil em 2014 seria a sua última, pois se aposentaria após o evento. Galvão, porém, voltou atrás e confirmou que narraria a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Em julho de 2014 renovou seu contrato com a Rede Globo até 2019.
Entre 2 de junho e 13 de julho de 2014, Galvão Bueno trabalhou como âncora do Jornal Nacional ao lado da apresentadora e jornalista Patrícia Poeta, na cobertura da Copa do Mundo FIFA. O expediente foi repetido em eventos seguintes, ao lado de Renata Vasconcellos. Nos Jogos Olímpicos de 2016, ele narrou algumas das principais conquistas brasileiras, como o inédito título conquistado pelo futebol masculino. Em 24 de março de 2022, em uma entrevista ao jornal O Globo, o narrador anunciou que deixaria as narrações da TV Globo após a Copa do Mundo de 2022, fechando assim um ciclo de 41 anos na emissora (sendo 29 anos seguidos). No dia 23 de abril, o locutor esportivo fechou um contrato de quatro anos com a empresa Play9, de propriedade do youtuber Felipe Neto. O intuito da empresa é levar Galvão Bueno para plataformas como YouTube e Twitch, para que o narrador realize transmissões digitais. Em maio de 2022, Galvão lançou seu primeiro projeto digital sem vínculo com a TV Globo, o podcast PodFalar, Galvão! em parceria com a HUB Mídia. Na primeira temporada, que foi de 25 de maio a 7 de setembro, o narrador contou histórias de sua vida e carreira. Seu último jogo narrado na Globo foi a final da Copa do Mundo entre Argentina e França. Em julho de 2024, retornou à emissora para a cobertura das Olimpíadas de Paris, participando da cerimônia de abertura e comentando diretamente da Central Olímpica. Após a saída da TV Globo, Galvão estreou seu canal no YouTube no dia 25 de março de 2023, com a transmissão do amistoso entre Brasil e Marrocos.
Em 13 de fevereiro de 2025, Galvão anunciou, por meio das redes sociais, seu retorno à Band após 44 anos. Em 10 de setembro de 2025, com o anúncio que o SBT havia adquirido a segunda metade da Copa do Mundo FIFA de 2026 em parceria com a N Sports (canal por assinatura da qual Galvão é sócio), dividido as transmissões com a Globo em TV aberta e jogos da Seleção Brasileira, o narrador foi confirmado para a cobertura do evento realizado nos Estados Unidos, México e Canadá. Essa inclusive é a sua primeira passagem no canal de Silvio Santos (1930-2024), a qual seria oficializada em 31 de outubro com o anúncio da aquisição da Copa, quando o narrador anunciou no dia 2 de novembro que ficaria até 22 de dezembro na Band. Separar controvérsias numa se(c)ção específica pode não ser a melhor maneira de se estruturar um artigo, pois pode gerar peso indevido para pontos de vista negativos. Se possível, integre o conteúdo ao corpo do texto em dezembro de 2025. Um dos momentos mais notáveis foi durante a partida entre Alemanha e Brasil na Copa do Mundo de 2014, quando a Seleção Alemã marcou cinco gols no primeiro tempo e goleou a Seleção Brasileira por 7–1, com Galvão atuando de forma parcial em favor do Brasil, lamentando cada gol dos alemães. Já foram frequentes as ofensas de torcidas brasileiras ao locutor em jogos em que esteve presente. Durante a final do basquetebol masculino dos Jogos Pan-Americanos de 2007, entre aplausos para Oscar Schmidt e Hortência, mais uma vez o locutor foi motivo de escárnio dos torcedores. Em 2002, novamente durante a Copa do Mundo, dessa vez na Coreia do Sul e no Japão, na transmissão do jogo entre Brasil e China, disse que: “Os chineses agora estão todos torcendo contra o Brasil”.
Em 2004, na final da Copa do Brasil, realizada no Maracanã entre Flamengo e Santo André, quando este último marcou um gol, Galvão gritou como tendo sido marcado pelo clube rival São Caetano. Em 2006, pouco antes do Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1, outra gafe. O tenor espanhol Plácido Domingo estava visitando os boxes das equipes e cumprimentando os pilotos, e Galvão se referiu ao tenor como "Placido Iglesias", confundindo-o com outro cantor espanhol famoso, Julio Iglesias. Em 2009, durante o Grande Prêmio do Barém de Fórmula 1, Bueno escalou uma banda musical imaginária com o já falecido tecladista Richard Wright, do Pink Floyd, como baterista. Na verdade, sua intenção foi se referir a Nick Mason, real percussionista da banda britânica, que é fã do esporte e estava no Oriente Médio para acompanhar a prova. Em 2010, além do incidente “cala a boca, Galvão” no Twitter, o narrador, em uma entrevista para a Folha de S. Paulo, afirmou, após ser perguntado se a Rede Globo manda “na bola no Brasil”, que “isso é uma bobagem. Eu acho até que devia mandar mais. Porque ela paga as contas”, referindo-se ao pagamento dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Em 2011, na partida de despedida de Ronaldo da Seleção, diante da Romênia, no Estádio do Pacaembu, o locutor fez referências a um texto do argentino Alberto Briti. As palavras ditas eram, na verdade, do consagrado dramaturgo alemão Bertolt Brecht. Novamente em 2012, agora em outubro, a Globo, durante a transmissão do UFC 153, entre Anderson Silva e Stephan Bonnar, teve de baixar o som ambiente, pois o público, em coro, não parava de xingar o narrador.
Em 2013, enquanto
cobria a semifinal da Liga dos Campeões da UEFA entre Bayern de Munique e
Barcelona, o narrador chegou a afirmar que o ator austríaco Arnold
Schwarzenegger já foi eleito “Miss Universo”, confundindo o prêmio de
fisiculturistas Mister Universo com o concurso de beleza feminino Miss
Universo. Além do mais, Bueno se referiu ao atacante blaugrana David Villa como
“Vilas”. Em maio de 2014, no amistoso contra a África do Sul, Galvão se
distraiu com uma mensagem e não narrou um gol do Brasil marcado por Oscar. Os
internautas não perdoaram e usaram as redes sociais para criticar o locutor da
TV Globo. Em 1990, nas oitavas de final da Copa do Mundo realizada na Itália, o
Brasil enfrentou a Argentina na polêmica partida da "água batizada".
A Seleção Brasileira foi derrotada por 1–0 e foi eliminada da competição nas
oitavas de final. O gol da Argentina ocorreu após grande jogada de Diego
Maradona, que fez fila na defesa brasileira e tocou para Claudio Caniggia
balançar as redes. Galvão Bueno criticou a marcação frouxa do meio-campo da
Seleção e acusou o volante Alemão de ter facilitado por ser “cupincha” do
argentino. O narrador pediria desculpas em 2023.
Em 1994, durante a Copa
do Mundo realizada nos Estados Unidos, sem saber que estava sendo gravado, o
locutor reclamou sobre Pelé, que trabalhou como comentarista naquela
competição. Galvão Bueno chegou a afirmar que queria “dar com uma marreta na
cabeça dele”. Ainda durante a Copa do Mundo, o meio-campista Zinho foi
apelidado de “enceradeira” pelos humoristas do grupo Casseta & Planeta fundado
em 1986. O apelido foi bastante utilizado por Galvão Bueno nas transmissões dos
jogos do Brasil na Copa do Mundo. Anos depois, em julho de 2020, o locutor
pediria desculpas publicamente. Em 2005, o zagueiro Roque Júnior e Galvão Bueno
discutiram após um treino da Seleção Brasileira durante a Copa das
Confederações. Segundo a Folha de S.Paulo, o jogador cobrou Galvão por conta
das críticas recebidas: “Sou um profissional e mereço respeito”. O narrador,
então, rebateu: “O que é isso, Roque? Quando falo bem, você não diz nada”. Na
eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2006, Galvão Bueno acusou Roberto
Carlos de ter ficado arrumando a meia no lance do gol marcado por Thierry
Henry. Em 2010, Roberto confessou que tinha mágoa de Galvão.
Em 2014, Roberto Carlos
afirmou que isso havia ficado para trás e que agora ele e Galvão eram amigos. Em
agosto de 2012, durante a transmissão dos Jogos Olímpicos de Londres, Galvão
discutiu no ar, pelo canal fechado SporTV, com o comentarista Renato Maurício
Prado, após não gostar de uma brincadeira feita pelo seu então colega de
emissora. Após o imbróglio, Prado acabou afastado e, em novembro, assinou com a
concorrente Fox Sports. No ano de 2016, devido ao fraco desempenho da Seleção
Brasileira no início dos Jogos Olímpicos de Verão, Galvão chegou a dizer que
faltava comprometimento por parte dos jogadores homens e que Marta é melhor que
Neymar: “Neymar é nada perto de Marta”. Em novembro de 2018, o ex-técnico da
Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, disse ter mágoa de Galvão por este
tê-lo criticado na derrota do Brasil para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014,
na partida conhecida como “Mineiraço”. Por causa disso, Felipão recusou o
convite para ir ao programa Bem, Amigos! apresentado por Galvão Bueno no
canal SporTV. Em outubro de 2021, durante a transmissão de uma partida de
futebol entre Brasil e Colômbia, vazou um áudio em que, supostamente, Galvão
teria chamado Neymar de “idiota”. Isso repercutiu muito nas redes sociais e a
irmã do jogador, Rafaella Santos, criticou Galvão. Em fevereiro de 2023, o
locutor falou sobre isso e negou ter xingado Neymar. Galvão disse que falou “cara,
que coisa idiota”, após Neymar ter saído de campo sem cumprimentar os jogadores
da Colômbia. O áudio da transmissão pegou apenas a palavra “idiota”, fazendo
parecer que ele tinha xingado o atacante. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo
no mês de setembro de 2025, Galvão revelou que o principal motivo de ter
decidido não renovar o vínculo com a Globo após as Olimpíadas de Paris teria
sido pela perda de prestígio na emissora carioca, que teria perguntado se ele
ainda tinha projetos a apresentar por lá.
Apitar uma partida de Copa
do Mundo é difícil. As diferenças de culturas estão presentes também para
os árbitros. Desde a primeira edição, em 1930, houve brigas generalizadas. Anteriormente
não existiam cartões, os árbitros só podiam excluir os jogadores. O juiz belga
John Langenus que apitou a primeira final da Copa do Mundo, no ríspido jogo
entre Argentina e Chile, pela primeira fase do Mundial de 1930, após uma grande
confusão, afirmou: “Na Europa, eu teria excluído os vinte e dois jogadores. Na
América, aquilo era quase natural. Finalmente, após a intervenção da polícia
montada, o jogo pôde terminar normalmente”. A interpretação das regras difere
de acordo com os árbitros e por causa de questões de equidade. Os cartões
amarelos e vermelhos foram criados durante a Copa do Mundo de 1970, quatro anos
após o caso com o capitão argentino Antonio Rattín, que se recusou a deixar o
campo, conforme solicitado pelo alemão Rudolf Kreitlein. Contra a Inglaterra, o
atleta argentino teve que ser escoltado por policiais para sair de campo.
Domingo, 31 de maio de 1970, o também árbitro alemão Kurt Tschenscher deu o
primeiro cartão da história do Mundial, durante a partida entre México e União
Soviética. O soviético Yevgeniy Lovchev, número 6 de sua seleção, recebeu
cartão amarelo em jogo que terminou 0 a 0.
O primeiro cartão vermelho foi recebido pelo chileno Carlos Caszely, contra a Alemanha Ocidental, no dia 14 de junho de 1974. O juiz turco Doğan Babacan foi quem o expulsou e o placar final da partida foi 1 a 0 para a Alemanha Ocidental. A arbitragem é muitas vezes severamente criticada por erros e controvérsias, podendo alterar o andamento de jogos decisivos. No Mundial de 1962, a Espanha vencia o Brasil por 1 a 0, quando o árbitro Sergio Bustamante, do Chile, não marcou um pênalti de Nílton Santos no espanhol Enrique Collar, onde, após o lance, Nílton se colocou um pouco para frente e o juiz marcou falta fora da área. Na sequência, após a cobrança da falta, onde a bola foi levantada para a área, Joaquín Peiró marcou de bicicleta para os espanhóis, mas o juiz novamente se equivocou, anulando erroneamente o gol. Na edição de 1966 da Copa, a Inglaterra, nação anfitriã, fez o terceiro gol contra a Alemanha Ocidental quando o jogo estava na prorrogação e empatado por 2 a 2. Geoff Hurst chutou a bola, que bateu no travessão e depois na linha da goleira, mas o árbitro suíço Gottfried Dienst validou o gol que não houve após consultar o assistente azeri Tofiq Bahramov. Em 1982, quando Alemanha Ocidental e França empatavam por 1 a 1, o goleiro alemão ocidental Harald Schumacher cometeu um pênalti violento no francês Patrick Battiston, que teve concussão cerebral e perdeu dois dentes, mas o juiz neerlandês Charles Corver não marcou nada.
No Mundial de 1986, disputado no México, o árbitro tunisiano Ali Bin Nasser não assinalou mão do argentino Diego Maradona nas quartas de final contra a Inglaterra. Maradona utilizou a mão para superar o goleiro Peter Shilton e depois fazer o gol, que mais tarde seria apelidado de “la Mano de Dios”. Em 2002, mais uma seleção anfitriã foi favorecida. A Coreia do Sul, que sediou o Mundial ao lado do Japão, viu a Espanha fazer dois gols legítimos contra si, mal anulados pelo juiz Gamal Al-Ghandour, do Egito. No Mundial de 2006, o jogador croata Josip Šimunić recebeu três cartões amarelos para ser expulso contra a Austrália. O árbitro inglês Graham Poll deu o primeiro cartão aos 17 minutos do segundo tempo e em seguida, aos 45 da etapa final, mas se esqueceu de expulsá-lo. Três minutos depois, nos acréscimos, Šimunić cometeu outra falta e recebeu seu terceiro cartão amarelo na partida, sendo só então expulso. Na Copa da África do Sul, em 2010, mais uma vez a arbitragem errou. Após o inglês Frank Lampard fazer o gol de empate contra a Alemanha, o árbitro uruguaio Jorge Larrionda não validou o tento, mas a bola havia passado da linha. Copa do Mundo da FIFA ou Campeonato Mundial de Futebol da FIFA, popularmente reconhecida como Copa ou Mundial, é uma competição internacional de futebol entre seleções masculinas organizada pela Fédération Internationale de Football Association (FIFA). Ocorre a cada quatro anos, com exceção de 1942 e 1946, quando não aconteceu devido à Segunda Guerra Mundial (19139-1945). Instituída em 1928, sob a liderança do então presidente da FIFA, Jules Rimet, está aberta a todas as federações reconhecidas pela FIFA. A primeira edição ocorreu em 1930 no Uruguai, escolhido como país-sede e cuja seleção saiu vencedora. Com exceção da Copa do Mundo de 1934 e 1938, o torneio sempre foi realizado em duas fases.
Organizada pelas confederações continentais, as
Eliminatórias da Copa do Mundo permitem que as melhores seleções de cada
continente participem da competição, que ocorre em um ou mais países-sede. O
formato atual da Copa do Mundo é com quarenta e oito equipes nacionais,
implementado a partir da edição de 2026, por um período de cerca de um mês. Apenas
oito países foram campeões mundiais até hoje. O Brasil, a única seleção a ter
jogado todas as edições da competição, é o maior campeão isolado, com cinco
títulos. Estes foram conquistados em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. É também o
único proprietário permanente da Taça Jules Rimet e ganha em definitivo pelo
país que vencesse pela terceira vez, o que se deu na competição em 1970, com
Pelé, o único jogador tricampeão mundial da história. A Seleção Brasileira é
seguida pela Itália (1934, 1938, 1982 e 2006) e Alemanha (1954, 1974, 1990 e
2014) com quatro troféus cada uma. A Argentina é tricampeã, ganhando em (1978,
1986 e 2022), e é a atual vencedora, enquanto que a equipe que venceu a
primeira edição, o Uruguai,
Finalmente, a
Inglaterra (1966) e a Espanha (2010) ganharam uma Copa do Mundo cada uma. O
Uruguai (1930), a Itália (1934), a Inglaterra (1966), a Alemanha (1974), a
Argentina (1978) e a França (1998) conseguiram vencer ao menos uma edição em
casa. Os únicos países que ganharam fora de seus continentes são o Brasil (na
Europa em 1958 e na Ásia em 2002), a Espanha (na África em 2010), a Alemanha
(na América em 2014) e a Argentina (na Ásia em 2022). A Copa do Mundo é o
evento esportivo mais assistido e prestigiado em todo o mundo, ultrapassando
até mesmo os Jogos Olímpicos, que era principal competição mundial.
Economicamente, a competição tem efeitos positivos sobre o crescimento de
certos setores e para o desenvolvimento do país que sedia. Instalações desportivas,
incluindo os estádios, são construídos ou reformados para a ocasião. Estradas,
aeroportos, hotéis e infraestrutura de um modo geral também são melhorados para
receber a competição. Entretanto, um país em desenvolvimento pode sofrer mais
que o esperado para organizar um Mundial. A Copa do Mundo tem aspectos
políticos. Enquanto pode transmitir os valores da paz e universalismo, a
competição pode ser também a ocasião de brigas generalizadas e violência em
torno das partidas, ou até mesmo desencadear uma guerra entre países. Há várias
adversidades para se organizar um Mundial. O evento está presente na
cultura popular, em vários filmes e documentários, e é uma oportunidade para
criar canções ou hinos. Jogos eletrônicos e álbuns de figurinhas dos futebolistas, são colocados à venda antes da Copa do Mundo e geram uma excelente
oportunidade econômica e lucrativa.
A primeira partida internacional de futebol representou
um amistoso disputado em Glasgow no ano de 1872, entre Escócia e Inglaterra, e
terminou empatada em 0 a 0. O primeiro torneio internacional, o British Home
Championship, ocorreu em 1884. Com o aumento da popularidade do futebol em
diversos países do mundo no início do século XX, o futebol foi incluído no
plano esportivo dos Jogos Olímpicos de Verão de 1900, em Paris, e 1904, em
Saint Louis, como esporte de demonstração, e por isso não foram concedidas medalhas.
Depois que a Federação Internacional de Futebol (FIFA) foi fundada em 1904,
houve uma tentativa de organizar um torneio internacional na Suíça em 1906,
porém a própria FIFA descreveu esta tentativa aparentemente como um “fracasso”.
O futebol veio a ser reconhecido oficialmente pelo Comitê Olímpico
Internacional (COI) nos Jogos Olímpicos de Verão de 1908 em Londres, apesar de
já ter sido disputado nos Jogos Olímpicos Intercalados de 1906 em Atenas,
edição não é reconhecida pelo COI. Planejado pela The Football Association
(FA), a entidade que rege o futebol na Inglaterra, o evento era apenas para
jogadores amadores. A Grã-Bretanha (representada pela seleção nacional de
futebol amador da Inglaterra) conquistou as medalhas de ouro nesta edição e na seguinte,
em 1912 na cidade de Estocolmo.
Tendo em vista que as
Olimpíadas continuavam a ser disputadas por equipes amadoras, o empresário
Thomas Lipton organizou o Troféu Sir Thomas Lipton, disputado em Turim no ano
de 1909. Esta competição foi disputada por clubes individuais, cada qual
representando sua nação. Muitas vezes a competição é referida como “Pré-Copa do
Mundo”, e foi disputada por equipes que representaram Alemanha, Itália e Suíça,
porém a FA recusou-se a encaminhar uma equipe que representasse a Inglaterra.
Lipton então convidou o West Auckland Town FC, uma equipe amadora do Condado de
Durham para representar a Inglaterra. O West Auckland venceu as duas edições do
torneio, em 1909 e 1911. Em 1914, a FIFA concordou em reconhecer o torneio
olímpico como “Campeonato Mundial Amador de Futebol” e assumiu historicamente a
responsabilidade pela gestão do evento. Isto pavimentou o caminho in
statu nascendi para a primeira competição de futebol intercontinental do
mundo, nos Jogos Olímpicos de Verão de 1920, disputada pelo Egito um
país que liga o nordeste da África ao Oriente Médio, remonta ao tempo dos
faraós e outras 13 equipas europeias, sendo vencida pela Bélgica. O Uruguai
venceu os dois torneios olímpicos de futebol seguintes, em 1924 e 1928. Jules
Rimet, presidente da FIFA, convenceu as confederações a organizar um torneio
intercontinental.
Devido ao sucesso dos torneios olímpicos de futebol, a FIFA, liderada pelo seu presidente Jules Rimet (1873-1956), novamente começou a organizar seu próprio torneio internacional fora das Olimpíadas. Em 28 de maio de 1928, o Congresso da FIFA em Amsterdã decidiu realizar um campeonato mundial. Por ser o então bicampeão olímpico de futebol e comemorando o centenário de sua independência em 1930, a FIFA nomeou o Uruguai como país-sede da primeira Copa do Mundo. Diversas associações nacionais foram convidadas a participar, porém a escolha do Uruguai como sede da competição significou uma longa e custosa viagem pelo Oceano Atlântico para as equipes europeias. De fato, nenhum país europeu se comprometeu a enviar uma equipe até dois meses antes do início da competição. Rimet convenceu as seleções da Bélgica, França, Romênia e Iugoslávia a fazer a viagem. No total, 13 nações participaram, sendo sete da América do Sul, quatro da Europa e duas da América do Norte. Estádio Centenário em Montevidéu, sede da primeira final de Copa do Mundo em 1930. Os dois primeiros jogos da Copa do Mundo aconteceram simultaneamente em 13 de julho de 1930, e foram vencidos pela França e pelos Estados Unidos, que derrotaram o México por 4–1 e a Bélgica por 3–0, respectivamente. O primeiro gol na história da Copa do Mundo foi marcado por Lucien Laurent, da França. Na final, o Uruguai derrotou a Argentina por 4–2 na frente de quase 93 mil pessoas em Montevidéu e se tornou a primeira seleção a vencer a Copa do Mundo.
Após a criação da Copa do Mundo, a FIFA e o
COI discordaram sobre o status de jogadores amadores e, assim, o futebol foi
retirado dos Jogos Olímpicos de Verão de 1932, retornando nos Jogos Olímpicos
de Verão de 1936, porém ofuscado pela mais prestigiada Copa do Mundo. Os
problemas enfrentados pelos primeiros torneios da Copa do Mundo foram as
dificuldades de viagens intercontinentais e conflitos armados. Poucas equipes
sul-americanas estavam dispostas a viajar para a Europa na Copa do Mundo FIFA
de 1934 e apenas as seleções do Brasil e Cuba participaram da edição de 1938. O
Brasil foi a única seleção sul-americana a disputas ambas as edições. As
edições de 1942 e 1946 foram canceladas devido à Segunda Guerra Mundial e suas
consequências. No entanto, apesar de não ter tido o torneio durante o período
de guerra, a Alemanha convocou a Suécia para uma final não-oficial da Copa do
Mundo, em 1942. Jogo de abertura do Estádio do Maracanã no Rio de Janeiro,
alguns dias antes do início da Copa do Mundo FIFA de 1950. A Copa do Mundo FIFA
de 1950, realizada no Brasil, foi a primeira com participação da Inglaterra,
sendo que esta seleção se retirou da FIFA em 1920 pela recusa de jogar contra
os países que estiveram em guerra e em protesto contra a influência estrangeira
no futebol, retornando em 1946 após convite da FIFA. O Uruguai também retornou
após não participar das duas edições anteriores, sagrando-se campeão novamente
do torneio após vencer o Brasil por 2–1 na final, em partida que ficou reconhecida
como “Maracanaço”.
Nas edições entre 1934 e 1978, dezesseis
equipes competiram em cada torneio, exceto em 1938, quando a Áustria foi
dominada pela Alemanha após a qualificação, deixando o torneio com quinze
equipes; e em 1950, quando a Índia, Escócia e Turquia desistiram de participar,
fazendo com que o torneio fosse disputado com treze equipes. A maioria das
seleções participantes era da Europa e da América do Sul, com um pequeno número
de representantes da América do Norte, África, Ásia e Oceania, que não
obtiveram resultados expressivos nas edições. Até 1982, as únicas equipes de
fora da Europa e da América do Sul que avançaram para a fase final foram os
Estados Unidos (semifinalista em 1930), Cuba (quartas de final em 1938) Coreia
do Norte (quartas de final em 1966) e o México (quartas de final em 1970). O
torneio foi expandido para 24 equipes em 1982 e para 32 equipes em 1998,
permitindo que mais seleções da África, Ásia e América do Norte participassem.
Desde então, as seleções destas regiões tiveram mais sucesso, com várias
avançando nas fases finais da competição, sendo o México nas quartas de final
em 1986, Camarões nas quartas de final em 1990, Coreia do Sul conquistando o
quarto lugar em 2002; Senegal e Estados Unidos nas quartas de final em 2002,
Gana nas quartas de final em 2010,Costa Rica nas quartas de final em 2014 e
Marrocos terminando com o 4° lugar em 2022 Contudo, as equipes europeias e
sul-americanas possuem um nível técnico bastante superior, sendo, por exemplo,
os únicos a disputar as quartas de final nas edições de 1994, 1998, 2006 e
2018, assim como equipes destes continentes foram as únicas a disputar as
finais do torneio.
Vista do estádio Soccer City em Joanesburgo, durante partida válida pela Copa do Mundo FIFA de 2010, a primeira disputada no continente africano. Um total de 199 equipes participaram das Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2002, diminuindo para 197 equipes nas Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2006, aumentando para 205 nas Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2010, diminuindo novamente para 203 equipes nas Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2014 aumentando para 209 equipes nas Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2018, e estabelecendo um novo recorde de 210 equipes nas Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2022. A Alemanha é a equipe que mais jogou finais de Copa do Mundo, oito no total, sendo também a mais regular nas semifinais, com treze aparições. A Alemanha marcou vinte e cinco gols na conquista do Mundial de 1954, o que representa o melhor desempenho ofensivo de uma equipe campeã da Copa do Mundo. Nessa edição também se estabeleceu o recorde de gols de uma seleção em uma Copa: vinte e sete, pela seleção húngara. Cinco países organizaram duas vezes a Copa do Mundo FIFA: Itália, França, México, Alemanha e Brasil. O Brasil organizou a Copa do Mundo de 1950 e de 2014. Com exceção de México e Brasil, todos ganharam a Copa do Mundo em seus domínios. Com a nomeação da América do Norte representada pela tríplice candidatura entre México, Canadá e Estados Unidos para sediar a Copa de 2026, o México se tornará mais vezes terá sediado a Copa do Mundo. Uruguai em 1930, Itália em 1934, Inglaterra em 1966, Alemanha em 1974, Argentina em 1978 e França em 1998 tornaram-se campeões em casa (seis vezes das dezenove edições). Três Copas do Mundo foram decididas nos pênaltis.
Em 1994, Brasil e Itália se enfrentaram com vitória brasileira. Em 2006, a Itália foi para uma disputa de pênaltis novamente, desta vez com a França e com vitória italiana. Em 2022, a França voltou a disputar pênaltis em uma final com a Argentina, mas novamente perdeu na disputa. Na qualificação para a Copa do Mundo, a Espanha foi o primeiro país a ter vencido dez jogos de dez disputados, ocorrendo nas eliminatórias para o Mundial de 2010. A seleção seguinte a conseguir o mesmo feito foi a Alemanha, oito anos depois, nas eliminatórias para o Mundial de 2018. Na qualificação para o Mundial de 1970, o Brasil ganhou seis jogos de seis disputados. Respectivamente nas eliminatórias de 1982 e 2010 da Copa, a Alemanha Ocidental e os Países Baixos ganharam oito partidas de oito disputada. Estes são os únicos casos de seleções que jogaram mais de cinco jogos em uma eliminatória e ganharam todas as partidas. Nas próprias eliminatórias, também ficou famosa a goleada de 31 a 0 da Austrália sobre a Samoa Americana, na qualificação à Copa do Mundo de 2002, no qual treze gols foram marcados por Archie Thompson, que detém o recorde de maior número de gols em uma partida internacional. A maior goleada da Copa do Mundo foi da vitória da Hungria por 10 a 1 sobre El Salvador, pela Copa do Mundo de 1982.
Nessa partida, László Kiss, que entrou no decorrer do jogo, realizou o mais rápido hat-trick da história da Copa, ao marcar nos minutos 25, 28 e 33 do segundo tempo, realizando também, o primeiro hat-trick por um jogador a entrar durante o jogo. Outros jogos também terminaram em uma vitória com margem de nove gols de diferença, quando a Iugoslávia derrotou Zaire no Mundial de 1974 por 9 a 0 e quando a Hungria goleou a Coreia do Sul na Copa de 1954 pelo mesmo placar. O francês Lucien Laurent foi o primeiro jogador a marcar numa Copa do Mundo, no jogo de abertura contra o México, em 1930, no Uruguai, com uma assistência de Ernest Libérati. O milésimo gol da competição foi feito pelo neerlandês Robert Rensenbrink durante a derrota de sua seleção para a Escócia, em 1978, na Argentina. O jogador polonês naturalizado alemão Miroslav Klose detém o recorde de gols marcados na Copa do Mundo, com 16 gols, seguido do brasileiro Ronaldo Nazário com 15 gols e o alemão Gerd Müller, que possui quatorze. O francês Just Fontaine continua a ser o maior artilheiro em uma edição única, com treze gols em 1958. Ele não marcou em mais nenhuma edição, já que disputou apenas aquele Mundial e se aposentou precocemente em 1961, com 27 anos, após sofrer uma grave lesão. O brasileiro Pelé é o quinto melhor marcador da história da Copa do Mundo, com doze gols. O russo Oleg Salenko é o maior marcador em uma única partida, com cinco gols no jogo entre Rússia e Camarões, quando sua seleção venceu os camaroneses por 6 a 1 em 1994. Durante esse jogo, outros dois recordes foram quebrados pelo camaronês Roger Milla. Ele se tornou o jogador mais velho a fazer um gol em Copas, com 42 anos e 39 dias; e também, à época, o mais velho a participar do torneio.
O seu recorde só seria batido por Faryd Mondragón, guarda redes (goleiro) da seleção da Colômbia, ao jogar na partida frente ao Japão em 24 de junho de 2014, na Copa do Mundo de 2014 no Brasil, aos 43 anos e 3 dias de idade. O mais jovem a jogar foi Norman Whiteside, da Irlanda do Norte, que tinha 17 anos e 41 dias durante o primeiro jogo de sua equipe contra a Iugoslávia, na Copa do Mundo de 1982. O jogador que mais vezes ganhou Copa do Mundo é Pelé, do Brasil, com três conquistas (1958, 1962 e 1970). Ele também é o mais jovem a marcar um gol e vencer o torneio, aos 17 anos. Em contrapartida, o goleiro italiano Dino Zoff é o atleta mais velho a vencer a competição, em 1982, com 40 anos. Lionel Messi é o único jogador a vencer a Bola de Ouro em mais de uma edição de Copa do Mundo. O maior artilheiro e maior assistente da Seleção Argentina nesse torneio, foi eleito o melhor jogador na Copa do Mundo 2014 e na Copa do Mundo 2022. Os jogadores Antonio Carbajal, Cristiano Ronaldo, Gianluigi Buffon, Lionel Messi e Lothar Matthäus são os únicos que jogaram em cinco edições do torneio. Messi foi o que disputou o maior número de jogos, vinte e seis, entre 2006 e 2022. O brasileiro Cafu é o único jogador a ter jogado em três finais de Copa do Mundo: vencedor em 1994, finalista em 1998 e novamente vencedor em 2002, essa última como capitão.
O argentino
naturalizado italiano Luis Monti, jogou duas finais por dois países diferentes.
Ele perdeu em 1930 com a Argentina e ganhou em 1934 com a Itália. Os irmãos
alemães Fritz e Ottmar Walter e os ingleses Bobby e Jack Charlton ganharam a
Copa do Mundo juntos por suas seleções em 1954 e 1966, respectivamente. Jairzinho é o único futebolista a marcar pelo
menos um gol em todos os jogos de uma edição da competição. Na Copa de 1970, no
México, o brasileiro deixou sua marca em todos os jogos e o Brasil
venceu pela terceira vez o torneio. Lionel Messi é o único futebolista a marcar
pelo menos um gol em todas as fases de uma copa do mundo em uma única edição,
desde que as oitavas de final foram incluídas. Na Copa de 2022, o argentino
marcou na fase de grupos, nas oitavas, nas quartas na semi e na final. O
recorde de gol mais rápido marcado numa Copa do Mundo é de Hakan Şükür, da
Turquia, com 10,8 segundos após o apito inicial. Esse gol foi marcado no jogo
entre Turquia e Coreia do Sul, vencido pelos turcos por 3 a 2, na disputa pelo
terceiro lugar do Mundial de 2002. Na fase de qualificação para a Copa do
Mundo, o gol mais rápido foi aos 8,3 segundos, feito por Davi de Gualtieri de
San Marino contra a Inglaterra, nas eliminatórias de 1994.
Na edição de 1986, no
México, o uruguaio José Batista foi expulso aos 56 segundos de jogo pelo
árbitro francês Joël Quiniou, no jogo Uruguai vs. Escócia. Ele detém o recorde
da expulsão mais rápida da história da competição. Nas edições de 1974 e 1978
jogaram pela seleção da Holanda os irmãos gêmeos Willy van de Kerkhof e René
van de Kerkhof. Nas edições de 1994 e 1998 jogaram pela seleção da Holanda os
irmãos gêmeos Frank de Boer e Ronald de Boer. O treinador mais bem sucedido da
Copa do Mundo é Vittorio Pozzo, da Itália, com duas conquistas, sendo o único
técnico a conseguir tal feito, em 1934 e em 1938. Por sua vez, o brasileiro
Mário Zagallo detém o recorde de títulos da Copa em geral. Vitorioso como
jogador em 1958 e 1962, ganhou a competição como treinador em 1970 e depois
como assistente técnico em 1994, totalizando quatro conquistas em três funções
diferentes. Zagallo ainda treinou o Brasil em 1974 e 1998 onde obteve um
vice-campeonato e foi assistente técnico em 2006. Foram cinco finais em sete
participações em Copas do Mundo. O alemão Franz Beckenbauer foi o segundo a
ganhar como jogador e treinador, vencendo como jogador em 1974 e como treinador
em 1990. O francês Didier Deschamps se tornou o terceiro campeão como jogador e
treinador, ao vencer em 1998 como atleta e treinar a equipe francesa no
bicampeonato de 2018. Além disso Beckenbauer e Deschamps são os únicos campeões
como capitão e treinador. O técnico alemão Helmut Schön é o que mais participou
de jogos em Copas do mundo, vinte e cinco. É também o que mais venceu,
dezesseis.
O brasileiro Luiz Felipe Scolari, também possui dois recordes. Ele ficou invicto doze jogos na Copa do Mundo, sete com o Brasil, com quem conquistou o título em 2002 e cinco com Portugal, em 2006. Scolari ainda venceu onze jogos seguidos na competição, sendo a mais longa série de vitórias da Copa. O brasileiro Carlos Alberto Parreira também é um treinador histórico da Copa do Mundo. Ele é o técnico recordista em participações de Mundiais, presente em seis edições do torneio. Parreira levou o Kuwait à Copa em 1982, dirigiu os Emirados Árabes Unidos no Mundial de 1990, tornou-se campeão mundial com Brasil quatro anos depois e treinou a Arábia Saudita em 1998. Ele voltou à frente da seleção brasileira em 2006, onde chegou às quartas de final, antes de se tornar treinador da África do Sul em 2010, o país anfitrião daquele Mundial. O sérvio Bora Milutinović é, ao lado de Carlos Alberto Parreira, o único treinador a participar de cinco Copas do Mundo com cinco seleções diferentes. Ele treinou o México em 1986, Costa Rica em 1990, Estados Unidos em 1994, Nigéria em 1998 e a China em 2002. O treinador mais jovem a dirigir uma seleção no torneio é o argentino Juan José Tramutola, com 27 anos e 267 dias, quando treinou a Argentina ao lado de Francisco Olazar na Copa do Mundo de 1930. O mais velho é o alemão Otto Rehhagel, que aos 71 anos e 317 dias comandou a Grécia no Mundial de 2010. A organização da primeira Copa do Mundo foi concedida ao Uruguai no Congresso da FIFA, em Barcelona, 18 de maio de 1929, para celebrar o centenário de sua independência, mas também porque a seleção havia sido campeã olímpica duas vezes, em 1924 e 1928. Para a segunda edição, em 1934, a Itália se destacou como o país por ter as condições financeiras necessárias. A Suécia desistiu antes da oferta italiana. A nomeação planejada para maio de 1932 no Congresso de Estocolmo, foi finalizada em dezembro para as nações responderem a pedidos de adiamentos da competição.
Áustria e outros países europeus estavam esperando para adiar o torneio em 1936 por causa do contexto econômico marcado pela Grande Depressão. Em 1938, Jules Rimet, Presidente da FIFA, esperava que a competição fosse disputada em seu país, a França. Argentina e Alemanha também apareceram como candidatas para a organização. A FIFA chegou a questionar a capacidade da França a dispor de instalações suficientes para sediar a competição. Mas em 15 de agosto de 1936, a França foi eleita a nação anfitriã da Copa do Mundo e teve a responsabilidade da organização do evento. Candidato para sediar a Copa do Mundo de 1942 que teve de ser cancelada por causa da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o Brasil foi nomeado para organizar a primeira edição depois da guerra, em 1950. No Congresso na cidade de Luxemburgo, em 25 de julho de 1946, foi decidido que o quarto Mundial seria realizado no Brasil. No Congresso, também foi anunciado que a Suíça seria o país sede da Copa do Mundo de 1954. Mais uma vez sem votação, a organização da edição de 1958 foi confirmada para a Suécia, em 23 de junho de 1950, na cidade do Rio de Janeiro, cerca de oito anos antes do início da Copa. Para o Mundial de 1962, três países foram candidatos para a organização: Argentina, Chile e Alemanha Ocidental. A Alemanha Ocidental se retirou e a FIFA fez uma votação no dia 10 de junho de 1956, em Lisboa, para designar qual dos dois países sul-americanos sediaria a Copa do Mundo de 1962. O Chile venceu por 32 votos a 11. Outra votação foi realizada em Roma, no dia 22 de agosto de 1960 para a próxima edição e a Inglaterra recebeu a responsabilidade de sediar a competição em 1966. Para a Copa de 1970, o Congresso da FIFA continuou alternando entre a Europa e a América. Em 8 de outubro de 1964, em Tóquio, foi decidido que o México seria o país sede em 1970. Em 6 de julho de 1966, em Londres, o Congresso da FIFA escolheu os três países anfitriões das seguintes edições do torneio.
A Alemanha Ocidental e a Espanha foram os únicos candidatos da Europa para as temporadas de 1974 e 1982 do Mundial, respectivamente. Portanto, ficou decidido que os alemães ocidentais sediariam a edição de 1974 e os espanhóis a de 1982. Após as tentativas frustradas para ser sede em 1962 e 1970, a Argentina finalmente ganhou o direito de organizar a Copa do Mundo de 1978. Escolhida para sediar a Copa de 1986, em 9 de junho de 1974, em Estocolmo, a Colômbia enfrentou problemas financeiros e não sediou o evento. Em 20 de maio de 1983, em Zurique, a candidatura mexicana foi aprovada por unanimidade pelo comitê executivo da FIFA e o México sediou sua segunda Copa do Mundo. Novamente em Zurique, na data de 19 de maio de 1984, a Itália ganhou a votação sobre a União Soviética por 11 a 5 e sediou o Mundial de 1990. Para designar o organizador da Copa do Mundo de 1994, uma nova votação foi realizada em Zurique, em 1988. Os Estados Unidos derrotaram Marrocos e Brasil, fazendo a Copa ficar sem ser sediada na América do Sul desde 1978 e continuar sem nunca ter sido sediada na África. Marrocos foi mais uma vez derrotado quatro anos mais tarde com a escolha da França para a edição de 1998 do Mundial. Em 31 de maio de 1996, uma candidatura conjunta do Japão e da Coreia do Sul foi proposta e aceita pelo comitê executivo da FIFA. Os dois países asiáticos sediaram a Copa do Mundo de 2002. Foi o primeiro Mundial sediado na Ásia e também a primeira vez em que o torneio teve dois países anfitriões. Depois de três rodadas de votação, a Alemanha foi designada para organizar a Copa do Mundo de 2006, ganhando da África do Sul por 12 votos a 11. Finalmente, o país africano seria nomeado para organizar a próxima edição do Mundial, em 2010, vencendo Marrocos, mais uma vez derrotado.
A África do Sul um país
situado na extremidade sul do continente africano e marcado por vários
ecossistemas diferentes, se tornou o primeiro país do continente africano a
sediar a competição. Com a rotação de continentes, a Copa do Mundo de 2014 foi
disputada na América do Sul, o que não ocorria desde 1978, quando a Argentina
sediou o torneio. Em 3 de junho de 2003, a Confederação Sul-Americana de
Futebol havia anunciado que Argentina, Brasil e Colômbia a se candidataram à
sede do evento. Em 17 de março de 2006, as confederações votaram de forma
unânime pela inscrição do Brasil como seu único candidato. Em 30 de
outubro de 2007 a FIFA ratificou o Brasil como país sede da Copa do Mundo de
2014. No dia 2 de dezembro de 2010, as edições de 2018 e 2022 foram,
respectivamente, atribuídas à Rússia e ao Catar, que sediarão o Mundial pela
primeira vez. Será a primeira vez do Leste Europeu e do Oriente Médio a receber
a competição. No dia 13 de junho de 2018, foi eleita a primeira candidatura tripla
da história social das Copas. Estados Unidos, México e Canadá, foram eleitos os
países sede da Copa do Mundo de 2026. Em 4 de outubro de 2023, a FIFA anunciou
que Espanha, Marrocos e Portugal sediarão a Copa de 2030, porém as três
primeiras partidas serão na Argentina, no Paraguai e no Uruguai, em homenagem aos cem anos da primeira copa, disputada no país celeste, com
isso a 24ª edição será a primeira a ser disputada em seis países e três
continentes diferentes. Em 31 de outubro de 2023, a FIFA anunciou que a Arábia
Saudita sediará a Copa de 2034 após a desistência da Austrália no pleito
previsto para 2025, sendo a segunda edição a acontecer no Médio Oriente.
O sorteio aconteceu em 5 de dezembro de 2025 às 14h (UTC−5), no Kennedy Center em Washington, D.C. Os quatro vencedores dos playoffs da UEFA e os dois vencedores da repescagem intercontinental não serão conhecidos no momento do sorteio, pois essas partidas estão previstas para acontecer em março de 2026. As 48 equipes foram divididas em quatro potes de 12. O Pote 1 foram compostos pelos três anfitriões e pelas nove melhores equipes do ranking mundial da FIFA de novembro de 2025, excluindo os anfitriões. Os Potes 2, 3 e 4 foram compostos pelas equipes restantes, de acordo com o ranking. Os 12 grupos foram formados aleatoriamente, selecionando-se uma equipe de cada um dos quatro potes. Com exceção da UEFA, que pode ter até duas equipes no mesmo grupo, duas equipes da mesma confederação não podem ser colocadas no mesmo grupo. As três nações anfitriãs foram pré-alocadas em três grupos para fins de programação. O México foi colocado no Grupo A e jogará a partida de abertura do torneio no Estádio Azteca em 11 de junho. O Canadá e os Estados Unidos foram colocados nos Grupos B e D, respectivamente. Eles jogarão a terceira e a quarta partidas do torneio, respectivamente, ambas em 12 de junho. As seleções qualificadas para a copa de 2026 podem convocar até 26 jogadores para a disputa do torneio. As equipes são obrigadas a divulgar a lista final até 2 de junho. Se um jogador lesionar ou adoecer a ponto de não poder participar do torneio, poderá ser substituído por outro atleta da lista provisória em até 24 horas antes do primeiro jogo da equipe, a exceção do guarda-redes/goleiro lesionado, que poderá ser trocado por outro da lista a qualquer momento da competição. A primeira seleção a divulgar lista foi a Bósnia, no dia 11 de maio.
Nas seleções da
lusofonia, a Seleção do Brasil fez a sua convocação em 18 de maio, a de
Portugal fez a sua em 19 de maio, e a estreante Cabo Verde indicou os seus
nomes em 18 de maio. Os confrontos específicos envolvendo as seleções que
terminaram em terceiro lugar dependem de quais oito equipes classificadas em
terceiro lugar avançarão para a fase de 16 avos de final. As 495 combinações
possíveis foram publicadas no Anexo C do regulamento do torneio. A Associação
Europeia de Clubes e seus clubes membros se opuseram à proposta de expansão
da Copa do Mundo, dizendo que o número de jogos já estava em um nível “inaceitável”
e instaram o órgão governante a reconsiderar sua ideia de aumentar o número de
equipes que se classificam. Alegaram que se tratava de uma decisão tomada por
razões políticas porque Infantino satisfaria assim o seu eleitorado, e não por
razões esportivas. O presidente da Liga Nacional de Fútbol Profesional (La
Liga), Javier Tebas, concordou, afirmando a inaceitabilidade do novo
formato. Ele disse ao Marca que a indústria do futebol se mantém graças aos
clubes e ligas, não à FIFA, e que Infantino usou a promessa de mais países
jogando na Copa do Mundo para ganhar sua eleição. O técnico da seleção alemã,
Joachim Löw, alertou que a expansão, como ocorreu na Euro 2016, diluiria o
valor do torneio mundial porque os jogadores já atingiram seu limite físico e
mental. As ordens executivas do presidente dos EUA, Donald Trump, relativas à
imigração de certos países de maioria muçulmana implementadas em 2017 foram
apresentadas como um risco potencial, com Infantino dizendo: acesso ao país,
caso contrário não há Copa do Mundo”. Em resposta, o governo Trump enviou
cartas à FIFA que diziam, em parte, que Trump estava “confiante” de que “todos
os atletas, funcionários e torcedores elegíveis de todos os países todo o mundo
seriam capazes de entrar nos Estados Unidos sem discriminação”.
Em 2018, Trump
questionou os países que pretendiam apoiar a candidatura de Marrocos para
sediar a Copa do Mundo de 2026, twittando: “Os EUA montaram uma FORTE
candidatura com Canadá e México para a Copa do Mundo de 2026. Seria uma pena se
os países que sempre apoiamos fizessem lobby contra a candidatura dos EUA. Por
que deveríamos apoiar esses países quando eles não nos apoiam (inclusive nas
Nações Unidas)?”. Em janeiro de 2021, a proibição de viagem foi revertida por
seu sucessor, Joe Biden. Preocupações em torno da realização do torneio também
foram levantadas devido à política de imigração do segundo governo Donald
Trump. Em resposta, o vice-presidente JD Vance disse: “É claro que todos são
bem-vindos para vir e ver este evento incrível, mas quando o tempo acabar, eles
terão que ir para casa. Caso contrário, eles terão que falar com a secretária
Kristi Noem”. Em junho de 2025, uma segunda proibição de viagens foi
promulgada, embora contenha uma isenção para atletas e suas equipes de apoio
que entram nos Estados Unidos para eventos como a Copa do Mundo FIFA,
Olimpíadas ou outros grandes eventos esportivos, conforme determinado pela
Secretaria de Estado. Em março de 2022, o presidente da Liga MX, Mikel Arriola,
afirmou que o envolvimento do México como coanfitrião poderia estar em risco se
a Liga e a Federação não tivessem respondido rapidamente a Tragédia no
Estádio da Corregidora entre torcedores rivais que “deixou 26 espectadores
feridos e resultou em 14 prisões”. Arriola disse que a FIFA ficou “chocada” com
o incidente, mas Infantino ficou satisfeito com as sanções impostas contra o Querétaro
ou Querétaro de Arteaga, é um dos 32 estados do México, localizado no centro do
país em uma região reconhecida como Bajío.
Em janeiro de 2025, a Queen`s University Belfast alertou sobre os potenciais riscos de calor para a maioria das cidades-sede e instou a FIFA a agendar o início das partidas para o final da tarde ou da noite, afirmando que a temperatura do globo de bulbo úmido em certas cidades-sede era mais alta do que a do Catar no inverno. Preocupações também foram levantadas por ativistas climáticos sobre o impacto ambiental tanto da expansão para 48 equipes quanto das viagens entre as cidades-sede, a maioria das quais exigiria viagens aéreas extensas e aumentaria as emissões de carbono, um contraponto a uma das metas da FIFA sobre sustentabilidade. Durante a Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2025, que também foi sediada nos Estados Unidos, várias partidas relataram altas temperaturas variando de 32 a 39 °C (90 a 102 °F) e atrasos climáticos. Um relatório dos Cientistas pela Responsabilidade Global de julho de 2025 calculou que a quantidade de emissões de gases com efeito de estufa do torneio o tornaria um dos eventos mais poluentes do mundo, que seria quase o dobro da média dos últimos quatro torneios (2022 teria tido 5,25 milhões de toneladas métricas), aproximadamente a mesma quantidade que 6,5 milhões de carros dirigidos por um ano. Questões envolvendo a Guerra de Gaza desde 2023, fizeram com que países como a Espanha ameaçassem boicotar a Copa do Mundo em caso de uma classificação de Israel. A medida, vista como inédita na história do torneio, repercutiu após a participação do país nas eliminatórias pelo Grupo I junto com Noruega, Estônia e Moldávia, gerando debates pela mídia ocidental.
Com a repercussão, tendo até comparações com a punição envolvendo a Rússia e a Bielorrússia, que foram automaticamente eliminadas das eliminatórias de 2022 e de 2026 por conta da Invasão na Ucrânia, representantes da Organização das Nações Unidas chegaram a pedir para que a UEFA e a FIFA excluíssem Israel da competição. Uma reportagem do jornal britânico The Times, do dia 25 de setembro de 2025, relatou que a UEFA realizaria uma reunião de emergência para discutir a permanência de Israel nas eliminatórias, tendo também maioria favorável pela sua desclassificação, além de aumentar a pressão na FIFA, que estaria alinhada politicamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, através do presidente da entidade, Gianni Infantino. O caso não seria inédito na história do campeonato já que além de Rússia e Bielorrússia em 2022, a África do Sul ficou suspensa entre as décadas de 1960 a 1990 por conta do regime de Apartheid, e demais seleções como Colômbia, a própria Espanha, Japão e Alemanha por outros incidentes, no caso dos três últimos, a suspensão aconteceu por situações envolvendo guerras de alcance internacional. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, rejeitou os pedidos para suspender Israel de competições internacionais. Ele afirmou: “A FIFA não pode resolver os crescentes problemas geopolíticos, mas pode e deve promover o futebol em todo o mundo, explorando os seus valores unificadores, educativos, culturais e humanitários”. Infantino destacou ainda que “o poder do futebol está em unir as pessoas num mundo dividido. Queremos continuar enviando uma mensagem de paz e de unidade”. A decisão marcou uma diferença em relação à postura adotada em 2022, quando FIFA e UEFA suspendeu a Rússia de torneios após a invasão da Ucrânia.
Neste caso, a entidade defendeu que sua função é manter o esporte como espaço de integração, sem intervir em disputas políticas. Com as tensões causadas por Donald Trump em ameaças de invasão à Groenlândia, o governo alemão anunciou no dia 20 de janeiro de 2026 que iria boicotar a Copa do Mundo e retirar a sua seleção do torneio caso se concretizasse a anexação da ilha dinamarquesa pelos Estados Unidos. Em uma pesquisa realizada pelo jornal Bild, 47% dos alemães se mostraram favoráveis a saída do país da competição e 35% se mostraram contrários. A Federação Alemã de Futebol e a FIFA informaram que estavam monitorando a situação. A participação da Seleção Iraniana é cercada por controvérsias. O contexto social dos protestos de 2025–2026, reprimidos violentamente pelo governo, levou a cobranças públicas de posicionamento e ações ágeis por parte da FIFA, como as do ex-capitão iraniano Masoud Shojaei. Em fevereiro de 2026, após os Ataques dos Estados Unidos e Israel que bombardearam o país, vitimando o líder supremo Ali Khamenei, o presidente da Federação, Mehdi Taj, afirmou ser “improvável” a ida da equipe à Copa, citando preocupações com segurança e a situação política do país. A FIFA afirmou estar monitorando de perto a situação. Em 11 de março de 2026, em declaração dada à TV estatal iraniana, o ministro dos Esportes do país, Ahmad Donyamali, disse que o país não participará da Copa do Mundo “sob nenhuma circunstância”. O Irã já havia sido o único país ausente de uma cúpula de planejamento da FIFA realizada na semana passada, em Atlanta.
A entidade diz que ainda não recebeu comunicação oficial e aguarda a formalização da saída para se manifestar a respeito. O ataque também levantou dúvidas sobre as condições como país sede do torneio, com comentaristas apontando semelhanças com o caso da Rússia, punida por ter atacado outro país também em ano de Copa do Mundo. E no caso estadunidense que atacou, além do Irã, a Venezuela, o caso passou sem nenhuma penalidade do Tribunal Penal Internacional posto que é um tribunal penal internacional permanente e universal encarregado de julgar pessoas acusadas de genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de agressão e crimes de guerra. Em 28 de setembro de 2024, a FIFA anunciou que a Global Citizen, uma organização internacional de defesa de direitos, coproduziria um show do intervalo para a partida final no MetLife Stadium, um estádio de futebol norte-americano localizado em East Rutherford, Nova Jérsei. É a casa do New York Jets e do New York Giants na National Football League, o primeiro show do intervalo na história da Copa do Mundo. O show pretende copiar o formato do do intervalo do Super Bowl, com artista reconhecido para aumentar o apelo comercial do torneio no mercado. Em 14 de maio de 2026, a FIFA anunciou que o show do intervalo contará com apresentações de Madonna, Shakira e BTS. O show gerou debate na comunidade global do futebol. Os apoiadores argumentam que ele moderniza a Copa do Mundo e oferece uma plataforma para o intercâmbio cultural global e o crescimento da receita. Críticos, jogadores, mídia, sindicatos e grupos de torcedores tradicionalistas criticaram o que consideram ersatz e “americanização” do futebol. As principais objeções se concentram na possível extensão do tradicional intervalo de 15 minutos do meio do jogo, o que gerou o argumento de que isso prejudicará a recuperação dos jogadores, interferirá nos ajustes técnicos dos treinadores e quebrará o fluxo natural da partida.
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