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terça-feira, 2 de junho de 2026

Beijo Francês – Matrimônio & Muamba de Colar de Diamantes.

                                                                           Pior do que ser infiel é ser fiel sem o querer”. Brigitte Bardot (1934-2025)

                                    

           

        Brigitte Bardot nasceu no dia 28 de setembro de 1934, em um apartamento localizado na Place Violet, no 15º arrondissement de Paris. Sua juventude foi marcada por uma educação muito rigorosa. Em entrevista ao jornalista Jean Cau (1925-1993), ela atribuiu seu espírito rebelde à educação que recebeu: “Fui criada por pais de direita, de uma burguesia austera, que me deram uma educação católica bastante rigorosa. Eu conhecia o chicote. Era supervisionada por uma governanta. Nunca saía sozinha na rua. Fui muito bem mantida até os quinze anos”. Nesta época, ela se interessou por dança, que sua mãe via como potencial para uma carreira de bailarina. Bardot foi admitida aos sete anos de idade na escola particular Cours Hattemer. Ela frequentava a escola três dias por semana, o que lhe dava tempo suficiente para ter aulas de dança em um estúdio local, sob os arranjos de sua mãe. Em 1947 foi aceita no Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris, onde cursou as aulas de balé por três anos, ministradas pelo coreógrafo russo Boris Knyazev, onde também foi colega e se tornou amiga de Leslie Caron. Com o apoio e incentivo da mãe começou a fazer trabalhos de moda, em 1949, aos quinze anos, e em 1950 foi contratada pela revista francesa Elle para ser modelo da coleção juvenil, sendo capa da edição de março daquele ano. A fundadora da revista, Hélène Gordon-Lazareff, pertencia ao círculo de amizades da mãe de Brigitte em Paris.  

A capa Elle chamou a atenção do jovem cineasta Roger Vadim, que mostrou o trabalho ao cineasta e roteirista Marc Allégret, que convidou Brigitte para um teste para seu filme Les lauriers sont coupé. Bardot foi escolhida para o papel, mas o filme acabou não sendo realizado. Mesmo assim, esta oportunidade fez com que ela pensasse em se tornar atriz. Mais do que isso, seu encontro com Vadim, que assistiu ao teste, iria influenciar sua carreira e sua vida. Depois de aparecer na capa da revista Elle novamente, Bardot recebeu seu primeiro papel no cinema pelo diretor Jean Boyer, no filme Le Trou Normand, em 1952, aos dezessete anos de idade. Em sua autobiografia, ela contou que resistiu em aceitar esse pequeno papel por causa do dinheiro e que também não guardava boas lembranças das filmagens, devido à sua inexperiência diante das câmeras. Em dezembro de 1952, após dois anos de namoro à revelia dos pais, ela casou-se com Roger Vadim na igreja Notre-Dame-de-Grâce de Passy, em Paris, indo morar com ele a partir de então. Apesar da insegurança que sofreu durante as gravações do primeiro filme, continuou tentando novos trabalhos e, no mesmo ano, conseguiu seu segundo papel em Manina, la fille sans voile, dirigido por Willy Rozier — filme que fez seu pai recorrer à Justiça impedir que as cenas de biquíni fossem levadas ao cinema.

Roger Vadim não estava contente com o pouco sucesso dos primeiros filmes e achava que Brigitte estava sendo subestimada pela indústria cultural. A nouvelle vague francesa, inspirada no neorrealismo italiano que estava começando a crescer internacionalmente e ele, acreditando que Bardot poderia estrelar filmes desta categoria, a escalou para o papel principal de sua nova produção, Et Dieu... créa la femme (1956), com a então jovem sensação masculina do cinema francês, Jean-Louis Trintignant (1930-2022). O filme, sobre uma adolescente amoral numa pequena e respeitável cidade do litoral, fez um grande sucesso e causou escândalo mundial, especialmente pela forma como abordou a sexualidade. Quando chegou aos Estados Unidos o filme estourou as receitas, transformando Bardot em um fenômeno “da noite para o dia” com suas cenas de biquíni percorrendo as telas de cinema do mundo todo. No entanto, o filme sofreu fortes censuras e chegou a ser proibido em alguns países, sendo condenado pela Liga da decência católica. Na Europa, a imprensa conservadora reagiu violentamente contra a obra, estampando em suas capas manchetes com a foto de Bardot e usando termos como “sujeira”, “vulgaridade”, “besta” e chamando-a de “A heroína pitoyable”, expressão em francês para algo ruim, lastimável, patético e sem valor. Houve magnatas e movimentos religiosos que se articularam para tentar banir ela definitivamente dos cinemas.                                    

Durante a abertura da Exposição Universal de Bruxelas em 1958, o pavilhão do Vaticano, decorado com o tema dos sete pecados capitais, ilustrou a luxúria com um outdoor de fotos de Bardot, o que precisou de uma intervenção dos advogados dela e do governo francês para ser removido. Durante a década de 1960, quando a Europa, principalmente Londres e Paris, começou a ser o novo centro irradiador de moda e comportamento e Hollywood saiu por um tempo da luz dos holofotes, ela acabou eleita a deusa sexual da década. Verdadeiro ou falso, nesta época se dizia que Brigitte Bardot era mais importante para a balança comercial francesa que as exportações da indústria automobilística do país, sendo apelidada por Charles de Gaulle (1890-1970) como “A exportação francesa mais importante que os carros da Renault”. Em 1960, estrelou com Sami Frey o filme A Verdade, trabalho muito aguardado de Henri-Georges Clouzout. Durante as filmagens, Bardot teve um caso com seu colega Sami Frey, que resultou no rompimento com seu marido Jacques Charrier. Após o fim das gravações o escândalo veio à tona, elacometeu uma tentativa de suicídio, semanas antes de completar 26 anos. - “Provavelmente nenhum filme nos últimos anos - pelo menos na França - recebeu tanta atenção antecipada. Dois anos de planejamento, seis meses de filmagem, cenários fechados para a imprensa e tudo culminando na tentativa de suicídio da estrela do drama, Brigitte Bardot. Disseram ao público que Clouzot estava transformando BB em uma atriz de verdade”. In The New York Times

O seu corpo inconsciente foi encontrado nos arredores da cidade de Menton, onde ela havia se refugiado na casa de amigos quando a imprensa começou a noticiar o fim de seu casamento e seu novo romance, após ingerir barbitúricos e cortar os pulsos. Ela foi levada para um hospital em Nice, onde recuperou a consciência dois dias depois e mais uma vez precisou lidar com a reação do público e dos jornais após sair do hospital. La Vérité estreou nos cinemas parisienses em 2 de novembro de 1960. O filme foi bem recebido pela crítica e obteve um bom sucesso de público, sendo premiado em inúmeros festivais internacionais e foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 1961. O dinheiro e o trabalho podem existir e existiram historicamente antes de explicar o capital, os bancos, o trabalho assalariado, etc. Neste sentido objetivo do desenvolvimento humano, podemos dizer que a categoria mais simples pode exprimir relações dominantes de um todo menos desenvolvido ou, pelo contrário, relações subordinadas de um todo mais desenvolvido. Relações que existiam antes que o todo se desenvolvesse no sentido que encontra a sua expressão numa categoria mais concreta.

Nesta medida, lembra Marx (1973), que a evolução do pensamento abstrato, que se eleva do mais simples ao mais complexo, corresponderia ao processo histórico real. Por outro lado, podemos dizer que há formas de sociedade muito desenvolvidas, mas a quem falta maturidade, e nas quais descobrimos as formas mais elevadas de economia, como, por exemplo, a cooperação, uma divisão do trabalho desenvolvida e assim por diante, sem que exista necessariamente nenhuma forma de moeda: o Peru, pré-capitalista, por exemplo. Também entre os eslavos, o dinheiro e a troca que o conduziu não aparecem (ou aparecem pouco) no interior de cada comunidade, mas aparecem nas suas fronteiras, no comércio com comunidades. A troca surge nas relações das diversas comunidades entre si, muito antes de aparecer nas relações dos membros no interior de uma só e mesma comunidade. Embora o dinheiro apareça muito cedo e desempenhe um papel múltiplo, é na Antiguidade, enquanto elemento dominante, apanágio das nações determinadas unilateralmente, de nações comerciais. E mesmo na Antiguidade de menor duração, claramente entre os gregos e os romanos, ele só atinge o seu completo desenvolvimento, postulado na aurora da sociedade burguesa moderna, no período de sua dissolução.

Esta categoria social, no entanto, tão simples, só aparece com todo o seu vigor nos Estados mais desenvolvidos. O sistema monetário, por exemplo, situa ainda de forma perfeitamente objetiva, como coisa exterior a si, a riqueza do dinheiro. Um enorme progresso é devido ao talento do escocês Adam Smith, que rejeitou toda a determinação particular da atividade criadora de riqueza, considerando apenas o trabalho puro e simples, isto é, nem o trabalho industrial, nem o trabalho comercial, nem o trabalho agrícola, mas todas estas formas de trabalho no seu caráter comum. Com a generalidade abstrata da atividade criadora de riqueza igualmente se manifesta, então, a generosidade do objeto na determinação da riqueza, o produto considerado em absoluto, ou ainda o trabalho em geral, mas enquanto trabalho passado, objetivado num objeto. A indiferença em relação a um gênero determinado de trabalho pressupõe a existência de uma totalidade muito desenvolvida de gêneros de trabalho reais, dentre os quais nenhum é absolutamente predominante. Assim, as abstrações mais gerais só nascem, analiticamente, com o desenvolvimento concreto mais rico, em que um caráter aparece como comum a muitos, como comum a todos. Esta abstração do trabalho em geral não é somente o resultado mental de uma realidade concreta de trabalhos. A indiferença em relação a esse trabalho determinado corresponde a uma forma de sociedade na qual os indivíduos mudam com facilidade de trabalho para outro, e na qual o gênero preciso é para eles fortuitos, logo indiferente. Aí o trabalho tornou-se não só no plano das categorias, mas na própria realidade, um meio de criar a riqueza em geral e deixou, enquanto determinação, de constituir um todo com os indivíduos, em qualquer aspecto particular.   

A abstração mais simples e válida para todas as sociedades, só aparece, no entanto, sob esta forma abstrata como verdade prática enquanto categoria da sociedade mais moderna. Mas, precisamente por causa de sua natureza abstrata, para todas as épocas históricas da humanidade, não são menos, sob a forma determinada desta mesma abstração, o produto de condições históricas e só se conservam nestas condições e no quadro propriamente destas. A realidade é simplificadamente “tudo o que existe”. Em sentido mais livre, o termo inclui tudo o que é, seja ou não perceptível, acessível ou entendido pela filosofia, ciência, arte ou qualquer outro sistema de análise. O real é tido como aquilo que existe fora ou dentro da mente. A ilusão quando existente é real e verdadeira em si mesma. Ela não nega sua natureza. Ela diz sim a si mesma. A realidade interna ao ser, seu mundo das ideias, imaginário, individual e coletivo, idealizado no sentido de tornar-se ideia, e ser ideia, pode - ou não - ser existente e real também no mundo externo. O que não nega a realidade da sua existência enquanto ente idealizado. Quanto ao externo - o fato de poder ser percebido só pela mente - torna-se sinônimo de interpretação da realidade, de uma aproximação com a verdade. A relação íntima entre realidade e verdade, o modo em como a mente apreende a realidade, está no cerne da questão da imagem como representação sensível do objeto e da ideia do objeto como interpretação ideal, mental. Ter a mente tranquila em meio à agitação e aos estímulos que estamos expostos na modernidade não é uma atividade que pode parecer um luxo.

Enfatizando essas atividades sociais desenvolveu-se o conceito de indústria cultural. A linguagem do discurso autoral é tanto vista como compreendida numa ótica estreitamente unidimensional, onde a instrumentalização torna-se instrumentalização dos indivíduos, desconsiderando-se a intervenção dos homens na vida social e omitindo a complexidade da dimensão simbólica de apropriação do real omnipresente em todo o ato comunicativo. Perceber as sociedades de controle de forma unidimensional equivale a pensar as instituições como instância separadas e isoladas das dinâmicas sociais. A análise concreta das relações de poder nas instituições (família, Estado, universidade, etc.) que são par excellence, as protagonistas da inserção social, lideram o processo de constituição das identidades e regulam a sociedade. O processo ad infinitum de evolução social, envolve então a permanente produção de subjetividades culturais modulada por instituições híbridas e diferentes combinações fora das instituições. A crise das instituições significa que as fronteiras entre elas estão sendo derrubadas, de modo que a lógica de pensar que funcionava principalmente dentro das paredes institucionais se espalhava por todo o complexo e terreno social. Do ponto de vista da comunicabilidade o efeito social específico move a causa e a causalidade se move em espiral.

Ipso facto, todo comportamento humano passa a ter valor comunicativo e, como a comunicação não ocorre sobre fatos sociais fora das relações sociais, entendemos que todo processo de trabalho é um processo de comunicação, embora nem todo processo de comunicação seja um processo de comunicação. Onde o processo de produção se caracteriza por elementos imateriais ligados às capacidades cerebrais e cognitivas, a cooperação entre trabalhadores, não pode realizar sua atividade na reprodutibilidade técnica, reduzida e confundida com a cooperação tecnológica e comercial. A utilização da força de trabalho é o próprio trabalho. O processo de trabalho é o processo de sua valorização. O comprador da força de trabalho, o capitalista, a consome fazendo com que seu vendedor trabalhe. Desse modo, este último se torna actu aquilo que ante era apenas potentia, a saber, força de trabalho em ação, trabalhador. Para incorporar seu trabalho em mercadorias, ele tem de incorporá-lo, antes de mais nada, em valores de uso, isto é, em coisas que sirvam à satisfação de necessidades de algum tipo. Assim, o que o capitalista faz o trabalhador produzir é um valor de uso particular, um artigo determinado.

A produção de valores de uso ou de bens não sofre nenhuma alteração em sua natureza pelo fato de ocorrer para o capitalista e sob seu controle, razão pela qual devemos, de início, considerar o processo de trabalho independentemente de qualquer forma social determinada. O trabalho é, antes de tudo, um processo entre o homem e a natureza, processo este em que o homem, por sua própria ação, media, regula e controla seu metabolismo com a natureza. Ele se confronta com a matéria natural como uma potência natural. Agindo sob a natureza externa modificando-a por esse movimento, ele modifica, ao mesmo tempo, sua própria natureza. Ele desenvolve as potências que nela jazem latentes e submete o jogo de suas forças sociais a seu próprio domínio. Lembra Marx, que um incomensurável intervalo de tempo separa o estágio em que o trabalhador se apresenta no mercado como vendedor de sua própria força de trabalho daquele em que o trabalho humano ainda não se desvencilhou de sua forma instintiva. Quando um valor de uso, economicamente falando, resulta do processo de trabalho como produto, nele estão incorporados, como meios de produção, outros valores de uso, produtos de processos de trabalho na vida social anteriores. O mesmo valor de uso que é produto desse trabalho constitui o meio de produção de um trabalho ulterior, de modo que os produtos são não apenas resultado, mas também condição do processo de trabalho.

O engajamento do cinema francês é o mais dinâmico da Europa continental em termos de público, números de filmes produzidos e de receitas tributárias geradas por suas produções cinematográficas. O cinema francês teve um desempenho importante na história social deste meio social de comunicação, tanto em termos técnicos como históricos. Os primórdios do cinema contam com vários nomes franceses, entre os quais os se destacam os irmãos Ampére, não só responsáveis pelo estudo da corrente elétrica, mas também a invenção das primeiras câmeras, feito geralmente erroneamente atribuído aos irmãos Auguste Marie e Louis Jean Lumiére, os inventores do cinématographe, sendo frequentemente referidos como “os pais do cinema”. No desenvolvimento do cinema como forma técnica de arte, muitos dos filmes realizados na França são considerados marcos relevantes. Após 1ª Grande Guerra (1914-18) o cinema francês entrou em crise, como de resto os países envolvidos no conflito, devido à falta de recursos financeiros para a criação de novos filmes, como aconteceu na maioria dos países europeus. A situação de crise permitiu que os filmes norte-americanos chegassem aos cinemas europeus. Mas os filmes de consumo mais baratos poderiam ser bem comercializados já que seus estúdios recuperavam os gastos dos filmes em seu próprio mercado. A França adotou um princípio de reserva de mercado (cf. Renzi, 2013) para diminuir a importação de filmes e estimular a produção interna e comercial francesa, onde proporcionalmente, a cada sete filmes importados um filme francês deveria ser produzido e exibido nos cinemas franceses.         

O cinema francês estatisticamente tem o mais alto índice de participação de mercado na Europa, oscilando entre 35% e 40%. Eric Garandeau explicou que o país não tem cota de tela. – “Acreditamos que os outros mecanismos são suficientes para garantir a presença da produção francesa nas salas. O que temos são mecanismos de incitação à diversidade e algumas medidas de regulação. Há, por exemplo, uma limitação quanto ao número de salas em que um mesmo filme pode ser exibido em um único complexo. Essa regra chegou a provocar uma reclamação dos donos de cinemas de arte, já que muitos multiplex passaram a programar os mesmos filmes que o circuito especializado. Mas preferimos esse tipo social de problema a ver uma grande concentração de um mesmo lançamento”. Ele destacou a digitalização dos cinemas e dos filmes como a principal nova demanda financeira do setor. O governo estabeleceu um padrão mínimo para a projeção digital e criou um “fundo de digitalização” no valor de € 200 milhões. Parte dessa quantia será destinada à um fundo de apoio à digitalização dos circuitos de pequeno e médio porte. – “Nosso desafio é que o vpf não estabeleça condições discriminatórias e não comprometa a diversidade que existe nos cinemas franceses. Precisamos garantir a liberdade total de programação e o acesso dos distribuidores a todas as salas, sem que se estabeleçam acordos privilegiados”. Em 2011, 3349 salas (60.8% do total) e 888 cinemas (43.2% do total) já haviam sido digitalizados, e o objetivo é que o circuito do país esteja 100% digitalizado. 

Parte do fundo é destinada à restauração e à digitalização, em 2K, de todos os filmes franceses desde a consagração cinematográfica dos irmãos Lumière. Louis e Auguste eram filhos e colaboradores do industrial Antoine Lumière, fotógrafo e fabricante de películas fotográficas, proprietário da Usine Lumière, instalada na cidade francesa de Lyon. Antoine reformou-se em 1892, deixando a fábrica entregue aos filhos. O cinematógrafo era uma máquina de filmar e projetor de cinema, invento que lhes tem sido atribuído, mas que na verdade foi inventado por Léon Bouly (1872-1932), no ano de 1892, que teria perdido o registro dessa patente, sendo novamente registrado pelos irmãos Lumière em 13 de fevereiro de 1895. São os inventores da chamada Sétima Arte junto com Georges Méliès (1861-1938), sendo este visto como “pai do cinema de ficção”. Louis e Auguste eram ambos engenheiros. Auguste ocupava-se da gerência da fábrica, fundada pelo pai. Dedicaram-se à produção cinematográfica realizando alguns documentários curtos, destinados à promoção do invento, embora acreditassem que o cinematógrafo fosse apenas um instrumento científico, talvez sem futuro comercial. Casaram-se com duas irmãs e moravam todos na mesma mansão. Mas houve também um investimento na formação abstrata e de produção de ideias durante o período próspero de guerras 1914-1918 destacando-se Jacques Feyder (1885-1948) um profissional policompetente, ator, roteirista e diretor de cinema belga que trabalhou principalmente na França, mas também nos Estados Unidos da América, Grã-Bretanha e Alemanha.

É um dos fundadores do chamado realismo poético francês no cinema. Ele também dominou o cinema impressionista francês junto com Jean Epstein (1897-1953), Abel Gance (1889-1981) e Germaine Dulac (1882-1948). Desde o início, inventores e produtores cinematográficos tentaram casar a imagem com um som sincronizado. Mas nenhuma técnica deu certo até a década de 1920. Assim sendo, durante 30 anos os filmes eram praticamente silenciosos sendo acompanhados muitas vezes de música ao vivo, outras vezes de efeitos especiais e narração e diálogos escritos presentes entre cenas. Tendo destaque para Charles Chaplin (1889-1997), considerado uma das figuras mais importantes no cinema mudo. Em 1915, Chaplin assinou um contrato muito mais favorável com a Essanay Studios, e desenvolveu suas habilidades cinematográficas, adicionando novos níveis de sentimentalismo e pathos em seus filmes. A maioria dos filmes produzidos na Essanay foram ambiciosos, com uma duração duas vezes maior que os curtas-metragens da Keystone. Chaplin também desenvolveu o seu próprio elenco, no qual estava incluído a heroína Edna Purviance (1895-1958) e os vilões cômicos Leo White e Bud Jamison. Visto que grupos de imigrantes chegavam constantemente nos Estados Unidos da América, os filmes mudos foram capazes de atravessar quase todas as barreiras de linguagem, principalmente por seu ineditismo, sendo compreendidos por todos os níveis da Torre de Babel americana, simplesmente devido ao fato de serem mudos. Chaplin foi tornando-se o exponente máximo do cinema mudo.

Foi dado a Chaplin o controle artístico quase total, produzindo doze filmes durante um período de dezoito meses, notando que estes estão entre os filmes de comédia mais influentes da história mundial do cinema. Praticamente todos os filmes de Chaplin produzidos na Mutual são clássicos: Easy Street, One A.M., The Pawnshop e The Adventurer são provavelmente os mais conhecidos. Edna Purviance continuou sendo a protagonista, e Chaplin adicionou Eric Campbell, Henry Bergman e Albert Austin ao seu elenco de primeira linha; Campbell, um veterano nas óperas de Gilbert e Sullivan, interpretou vilões soberbos, e os atores coadjuvantes Bergman e Austin permaneceram no elenco de Chaplin durante décadas. Chaplin considera o período em que esteve na Mutual como o mais feliz de sua carreira. Após a entrada dos Estados Unidos na 1ª grande guerra (1914-1918), tornou-se um garoto-propaganda para a venda de “bônus da liberdade” junto com Mary Pickford (1892-1979) e seu amigo Douglas Fairbanks (1883-1939). Mais do que isso, pelo fato de que Chaplin antecipa o mágico que está presente na literatura e na realidade, na arte, na história e no cinema, como reconhecemos, sugere a possibilidade de que corresponda a um “modo e olhar”, a um estilo de pensamento, e não somente a um estilo de criação artística, ainda que importante. Não se trata de indagar sobre os nexos entre literatura e realidade, literatura e cinema a propósito da aura mágica que irradia da escritura e da cultura. Cabe indagar se essa aura não só emana como também constitui o todo da cultura. É como se um fato insólito de repente desvendasse dimensões recônditas e significados críveis da cultura, vida social, biografia, história, mundo moderno.

O diamante é um cristal, mutatis mutandis, sob uma forma alotrópica do carbono, de fórmula química C. É a forma triangular estável do carbono em pressões acima de 6 GPa (60 kbar). Comercializados como pedras preciosas, os diamantes possuem um alto valor agregado. Normalmente, o diamante cristaliza com estrutura cúbica e pode ser sintetizado industrialmente. Outra forma de cristalização do diamante é a hexagonal, menos comum na natureza e com dureza menor (9,5 na escala de Mohs). A característica que difere os diamantes de outras formas alotrópicas, é o fato tecnológico de cada átomo de carbono estar hibridizado em sp³, e encontrar-se ligado a outros 4 átomos de carbono por meio de ligações covalentes em um arranjo tridimensional tetraédrico. O diamante pode ser convertido em grafite, o alótropo termodinamicamente estável em baixas pressões, aplicando-se temperaturas acima de 1 500 °C sob vácuo ou atmosfera inerte. Em condições ambientes, normais de temperatura e pressão, essa conversão é lenta, tornando-se negligenciada. Cristaliza no sistema cúbico, geralmente em cristais com forma octaédrica (8 faces) ou hexaquisoctaédrica (48 faces), com superfícies curvas, arredondadas, incolores ou coradas. Os diamantes de coloração escura são pouco reconhecidos, e provavelmente, o seu valor de beleza única e raridade, como lembrava Marx (1973) como gema é menor devido ao seu aspecto pouco atrativo. Diferente do que se pensou durante anos, os diamantes “não são eternos, pois o carbono definha com o tempo, mas os diamantes duram mais que qualquer ser humano”. Sendo carbono puro, o diamante arde quando exposto a uma chama, transformando-se em dióxido de carbono. É solúvel em diversos ácidos e infusível, exceto a altas pressões.                    

O diamante é o mais duro material de ocorrência natural que se conhece. Sua dureza é superada pelos também compostos (sintéticos) de carbono, grafeno e carbono acetilênico linear, conhecido também como carbino. Isto significa que não pode ser riscado por nenhum outro mineral ou substância, exceto o próprio diamante, funcionando como um importante material abrasivo. No entanto, é muito frágil, e isso deve-se à clivagem octaédrica perfeita segundo (2o). Estas duas características fizeram com que o diamante não fosse talhado durante muitos anos. A maior jazida do mundo, revelada pela Rússia ao mundo em 2012, porém de conhecimento do Kremlin, um complexo fortificado no centro da capital russa, nas margens do rio Moskva ao Sul, com a Catedral de São Basílio e a Praça Vermelha a Leste e o Jardim de Alexandre a Oeste, desde 1970, tem capacidade para suprir diamantes, mesmo para uso industrial, pelos próximos 3000 anos. A jazida conta com trilhões de quilates, e matematicamente com 10 vezes mais diamantes do que todas as jazidas reconhecidas existentes no mundo juntas. Ela situa-se numa cratera com extensão de 100 km entre a região de Krasnoiarsk e da República de Sakha na Sibéria, Rússia. Tal cratera teve origem há 35 milhões de anos, com a queda de um asteroide, e seus diamantes são duas vezes mais resistentes, duros, do que os encontrados em outros lugares. A sua origem é decorrente da pressão e do calor gerado no impacto.  

Tal durabilidade é do interesse de certos setores industriais, pois é ótimo e de extrema utilidade para confecção de equipamentos das indústrias eletrônica e ótica, assim como em equipamentos para perfuração do solo. Outras jazidas no mundo são da África do Sul. Outras jazidas importantes situam-se na Rússia (segundo maior produtor) e na Austrália (terceiro maior produtor), entre outras de menor importância. Em outubro de 2019, um dos diamantes mais raros do mundo foi descoberto na República de Sakha da Sibéria; ele foi designado de “diamante Matryoshka”, em homenagem às icônicas bonecas russas. O diamante mede apenas 4,8 mm x 4,9 mm x 2,8 mm, e dentro dele existe uma cavidade interna que contém outro diamante medindo apenas 1,6 milímetro cúbico. Ainda não foi estimado o valor da pedra, mas a empresa que a descobriu (ALROSA) disse que suas características a tornará uma das mais valiosas do mundo. A densidade é de 3,48. O brilho é adamantino, derivado do elevadíssimo índice de refração (2,42). Recorde-se que todos os minerais com índice de refracção maior ou igual a 1,9 possuem este brilho. No entanto, os cristais não cortados podem apresentar um brilho gorduroso. Pode apresentar fluorescência, ou seja, a incidência dos raios ultravioleta produz luminescência com cores variadas originando colorações azul, rosa, amarela ou verde.

French Kiss tem como representação social um filme de comédia romântica de 1995 dirigido por Lawrence Kasdan e estrelado por Meg Ryan e Kevin Kline. Após concluir seus estudos, Kasdan foi para Hollywood no início da década de 1970 com o roteiro de Bodyguard em mãos, na esperança de viabilizar o projeto com Steve McQueen. Depois de várias rejeições de estúdios, o projeto foi abandonado e o filme foi finalmente realizado em 1992 com Kevin Costner.  Em 1979, ele conseguiu vender outro roteiro, Continental Divide, para Steven Spielberg, que se tornaria um filme dirigido em 1981 por Michael Apted (1921-2021), com John Belushi (1949-1982) no papel principal. George Lucas o contatou imediatamente para escrever o roteiro de sua próxima produção, baseado em uma história que ele e Philip Kaufman co-escreveram, Raiders of the Lost Ark (1981). Satisfeito com seu trabalho, Lucas o confiou a reescrever vários diálogos em seu roteiro para Star Wars, Episódio V: O Império Contra-Ataca. O sucesso internacional desses filmes permitiu que ele se aventurasse na direção com o thriller Body Heat em 1981, coproduzido por George Lucas que o contratou novamente para reescrever vários diálogos em seu roteiro. Posteriormente, especializou-se em filmes com elenco numeroso, reunindo um grande grupo de atores consagrados ou novatos, revelando nesse processo talentos como Kevin Kline, com quem colaboraria em diversos filmes, e Kevin Costner. Seus filmes abrangem gêneros tão diversos quanto comédia dramática com The Big Chill em 1983 e Grand Canyon (Urso de Ouro em Berlim em 1992), faroeste com Silverado e Wyatt Earp, comédia romântica com French Kiss, ou noir puro com Je t`aime à te tuer.

A história do cinema nasce com o desenvolvimento de uma forma de arte visual criada com tecnologias cinematográficas que teve início no final do século XIX. Os primeiros filmes eram em preto e branco, com menos de um minuto de duração, sem som gravado e consistiam em um único plano a partir de uma câmera fixa. Na primeira década, o cinema deixou de ser uma novidade para se tornar uma indústria de entretenimento de massa, com empresas de produção e estúdios estabelecidos em todo o mundo. Desenvolveram-se convenções rumo a uma linguagem cinematográfica geral, com a edição, os movimentos de câmera e outras técnicas cinematográficas assumindo papéis específicos na narrativa dos filmes. O primeiro filme exibido em 1895 foi L`Arrivée d`un train en gare de La Ciotat. O cinema baseia-se em projeções públicas de imagens animadas. O cinema nasceu de várias inovações que vão desde do domínio fotográfico até a síntese do movimento. A esta foi atribuída como causa a persistência da visão ou “persistência retiniana”, por teóricos renomados. Mas o efeito de movimento do cinema não pode ser explicado pela “persistência retiniana”, onde na verdade, acontece em nível neural, já posterior à fase da retina no processo de percepção visual.

Hugo Münsterberg, psicólogo e um dos primeiros teóricos do cinema, já negava, em 1916, a possibilidade de o efeito de movimento produzido no cinema resultar de fenômenos retinianos. Münsterberg acreditava (e estava certo) que tudo acontecia na fase neural do processo de percepção visual, e deu ao fenômeno o nome de “Phi” (Fenômeno phi). Dentre os jogos óticos inventados vale a pena destacar o thaumatrópio inventado entre 1820 e 1825 por John Ayrton Paris, Fenacistoscópio (1828-1832) por Joseph-Antoine Ferdinand Plateau, zootrópio (1828-1832) por William George Horner, praxinoscópio (1877) e o Estroboscópio (1828-1832) por Simon von Stampfer. Em 1876, Eadweard Muybridge (1830-1904) fez uma experiência: primeiro colocou 12 e depois 24 câmeras fotográficas ao longo de um hipódromo e tirou várias fotos da passagem de um cavalo. Ele obteve assim a decomposição do movimento em várias fotografias e através de um zoopraxiscópio pode recompor o movimento. Em 1882, Étienne-Jules Marley melhorou o aparelho de Muybridge. Em 1888, Charles-Émile Reynaud melhorou sua invenção e começou projetar imagens no Musée Grévin durante 10 anos.

Em 1888, Louis Aimée Augustin Le Prince filmou uma cena de cerca de 2 segundos, mas a fragilidade do papel utilizado fez com que a projeção ficasse inadequada. William Kennedy Laurie Dickson, chefe engenheiro da Edison Laboratories, inventou uma tira de celuloide contendo uma sequência de imagens que seria a base para fotografia e projeção de imagens em movimento. Em 1891, Thomas Edison (1847-1931) inventou o cinetógrafo e posteriormente o cinetoscópio. O último era uma caixa movida a eletricidade que continha a película inventada por Dickson, mas com funções limitadas. O cinetoscópio não projetava o filme. Baseado na invenção de Edison, Auguste e Louis Lumière inventaram o cinematógrafo, um aparelho portátil que consistia num aparelho “três em um”: máquina de filmar, de revelar e projetar. Em 1895, o pai dos irmãos Lumière, Antoine, organizou uma exibição pública paga de filmes no dia 28 de dezembro no Salão do Grand Café de Paris. A exposição foi um sucesso. Este dia, data da primeira projeção pública paga, é comumente reconhecida como o nascimento do cinema mesmo que os irmãos Lumière não tenham reivindicado para si a invenção de tal feito. Porém, as histórias norte-americanas atribuem um maior peso a Thomas Edison pela invenção do cinema, quando na verdade o que ele fez foi pegar pequenos vídeos e exibi-los em maquinas caça-níquel, normalizando o conteúdo de sentido do lugar de exibição, e para não perder tal fonte lucrativa sempre foi contra a exibição dos filmes em grandes salas.

O Gran Café de Paris foi um edifício modernista localizado na Plaza de la Campana, em Sevilha. Localizado na esquina da O`Donnell com a Campana, o Gran Café de Paris foi uma referência na vida social sevilhana durante as primeiras décadas do século XX. Construída por Aníbal González entre 1904 e 1906, por encomenda de Manuel Suárez, a casa é repleta de salas com grandes espelhos e cadeiras com estofamento vermelho. Havia discussões acaloradas entre os defensores das touradas e do clássico de futebol da cidade. Também ocorreram inúmeras reuniões para debater a Exposição Ibero-Americana de 1929, além dos bailes de máscaras do Carnaval, e o local se tornou a última parada antes da estreia do Teatro San Fernando. Durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), o Gran Café de París foi renomeado como Café de Roma para evitar confusão com o café da Avenue de l`Opéra em Paris. Nessa conjuntura histórica e social, o edifício já havia sofrido várias remodelações que lhe tinham reduzido muito do esplendor dos seus primórdios. Com o nome recuperado na década de 1940, o Café Paris não durou muito, pois deixou de existir na década seguinte.

O espaço no térreo do edifício modernista era então ocupado por uma loja de Departamentos, “La Importadora”, uma espécie de bazar “onde se podia encontrar de tudo, algo novo para a época”. Os irmãos Lumière enviaram ao mundo globalizado como forma de espetáculo, a fim de apresentar pequenos filmes, os primeiros registros como um início do cinema amador. “Sortie de l`usine Lumière à Lyon” ou “Empregados deixando a Fábrica Lumière” é tido como o primeiro audiovisual exibido na história, sendo dirigido e produzido por Louis Lumière. Do mesmo ano, ainda dos irmãos Lumière o filme L`Arroseur Arrosé, uma pequena comédia. Menos de 6 meses depois, Edison projetaria seu primeiro filme: Vitascope. Le Grand Café é um café-restaurante localizado no número 49 da Place d`Allier, no centro de Moulins, no departamento francês de Allier. Considerado um dos cafés mais bonitos da França, foi criado em 1899. Sua arquitetura interior e fachada são características do estilo neorrococó de 1900, um estilo em voga na virada do século XIX para o XX, cuja expressão curvilínea e orgânica é inspirada no estilo rococó e contemporânea das criações da Art Nouveau, da qual representa uma versão mais refinada. O salão principal é decorado com grandes espelhos de parede, pilastras de estuque com guirlandas de folhagens, trabalhos em ferro, diversos lustres, incluindo um grande lustre de bronze, um teto com um afresco alegórico e um vitral, além de vários murais. O Grand Café é tombado como monumento histórico desde 1978.

No piso térreo, a grande sala retangular é dividida em duas, uma divisão marcada por uma grande viga metálica central com o logotipo da Torre Eiffel, revestida de estuque e que sustenta um imenso lustre de bronze. A extremidade oposta da sala é dominada por um mezanino com uma balaustrada de ferro forjado elaboradamente trabalhada que sustenta um relógio. As paredes longitudinais são decoradas, entre cada pilastra de estuque, com madeira esculpida encimada por imensos espelhos com molduras douradas que criam uma perspectiva infinita. No teto, na parte frontal da sala, a área do “café”, um afresco pintado por Auguste Sauroy (1864-1946) retrata a lenda de Gambrinus, o mítico rei de Flandres e Brabante, a quem se atribui o nascimento da cerveja. Provavelmente havia outro afresco no teto na parte posterior da sala, a área da “cervejaria”, mas este foi posteriormente substituído por um grande vitral no estilo dos anos 1930. O conceito de café-brasserie começou a se espalhar pelas principais cidades francesas no final do século XIX, impulsionado em parte pelos alsacianos que fugiram da anexação alemã de sua região após a derrota de 1870. Os arquitetos deram rédea solta à sua imaginação durante esse período da Belle Époque, marcado por intensa atividade cultural.

Esses cafés muitas vezes se tornaram centros da vida intelectual local. Um homem chamado Renoux, originário de Montluçon e que tinha sido garçom na brasserie parisiense Lipp procurava um local para criar um estabelecimento desse tipo. Ele o encontrou na Place d`Allier, que se tornara o novo centro da atividade comercial em Moulins: um mercado coberto com estrutura metálica foi inaugurado ali em 1880, o Crédit Lyonnais, estabelecendo-se em Moulins, instalou sua filial na praça em 1881 no nº 66, mas mudou-se para um prédio construído especialmente para ele no nº 33 em 1910, o Société Générale também se instalou nesta praça em 1910. Os arquitetos de Moulins reproduziram neste bairro os desenvolvimentos arquitetônicos, assim as ondulações aparecem nas fachadas, varandas e janelas, como no edifício típico das Nouvelles Galeries que abriu em 1914 na rue de l`Allier. Em 1898, Renoux investiu 250.000 francos de ouro, equivalente a € 600.000 em 2016 para criar este café. Ele recorreu a um reconhecido, o arquiteto italiano Louis Galfione-Garetta (1880-1873), diretor da escola municipal de belas artes, que projetou uma decoração um tanto fantasiosa, antecipando a Art Nouveau que ele também supervisionou a decoração da confeitaria Aux Palets D’Or, que existe. Galfione confiou a decoração do teto do Grand Café ao pintor Auguste Sauroy (1864-1946). Este artista pintou um afresco (agora perdido) no teto do novo teatro da cidade em 1894, em homenagem ao poeta simbolista Théodore de Banville (1823-1891), que nasceu em Moulins e havia falecido alguns anos antes.           

Em 1896, ainda em Moulins, participou da decoração da casa Mantin, uma rica residência burguesa que se transformou em um museu. Um mezanino foi construído na parte de trás do térreo para acomodar uma orquestra, e o Grand Café permaneceu como café-concerto até as décadas de 1950 e 1960. Foi inaugurado em 1899. O café apresentava o “Cosmorama em movimento”, que, usando lentes e imagens, exibia locais pitorescos de todo o mundo. Panfletos distribuídos por toda a cidade o descreviam como “um espetáculo artístico e social inigualável, variando todas as segundas, quartas e sextas-feiras: ilusão completa”. Por volta de 1905, o Grand Café ofereceu as primeiras exibições de cinema da cidade seguido por outros dois cafés, inicialmente realizadas ao ar livre na praça. O equipamento de projeção foi montado na varanda externa do primeiro andar, com a orquestra, localizada no mezanino interno, tocando durante a exibição. No início do século o clímax era tranquilo. O Grand Café era frequentado pelos notáveis ​​de Moulins, os altos funcionários desta prefeitura do Departamento, os ricos comerciantes e os negociantes de gado após as feiras. Foi durante esse período que Coco Chanel, ainda chamada Gabrielle Chasnel (1883-1971) e que então trabalhava como costureira na Maison Grampayre, uma loja de armarinhos localizada a menos de 200 metros de distância, frequentava o Grand Café, onde possivelmente se apresentava como cantora.

Vale lembrar que o clímax, também chamado de ápice, conceitualmente é o ponto mais alto de tensão numa narrativa. É particularmente usado em referência a peças de teatro, ao drama em particular. Na cultura clássica as narrativas ilustravam com frequência temas no género de comédia, por exemplo problemas de dinheiro (narrativa com final feliz), ao passo que na tragédia ilustravam um drama com final triste. Mantêm-se tais processos na narrativa moderna, em que por vezes o clímax é ténue ou sutil. Por definição, o clímax ocorre no desenrolar de um conflito, pouco antes do desfecho. É o momento mais difícil no percurso do herói, a crise mais iminente do protagonista, o ponto crucial do conflito, onde não se sabe para que lado a história penderá. Em O vermelho e o Negro, por exemplo, o clímax pode ser visto como o momento em que Julien Sorel descobre que a Sra. de Renal escreveu uma carta ao Marquês de La Mole e, furioso, mata a mulher. As cenas seguintes serão a prisão, a condenação e a morte. Em Romeu e Julieta o clímax está mais próximo do final da história, quando Julieta finge que está morta, causando o trágico e conhecido desfecho. Na tragédia clássica Édipo Rei, de Sófocles, culmina com a peripécia e o reconhecimento, ou quando o herói passa da ignorância para a consciência, mudando seu destino. No caso de Édipo, o clímax tem lugar quando ele se apercebe que matou o pai e cometeu incesto com sua própria mãe, cegando-se.

Com sua tia Adrienne, dois anos mais velha, elas tiveram ali seu primeiro contato com a burguesia. Elas conviviam com os oficiais do 10º Regimento de Chasseurs à Cheval estacionado em Moulins, aos quais mais tarde seguiriam até o Café de la Rotonde, um café-concerto mais festivo e barulhento e onde ela ganhou o apelido de “Coco”, inspirado por uma canção que cantou ali. Em 1933, Émile Marcelot, com apenas vinte anos e recém-saído da escola de hotelaria, assumiu o lugar do pai na direção do estabelecimento; ele permaneceria lá por sessenta anos. Após a guerra, a clientela diversificou-se. Os jovens deram-lhe a alcunha de “Grand jus”, usada pelas pessoas de Moulins. A fachada e as duas salas com a sua decoração de Grand Café estão classificadas como monumentos históricos. Em 1993, Marcel Pocheron tornou-se o novo proprietário do estabelecimento. Ele realizou a sua renovação sob a supervisão do arquiteto dos edifícios da França, o grande salão do Grand Café recuperando assim a sua cor cinza imperial. O Grand Café mudou de mãos novamente, desta vez para o seu atual proprietário, o quinto desde a sua criação, Christian Belin, que, no final dos anos 2000 e início dos anos 2010, passou a gestão para as suas duas filhas, Maud e Alexandra. No final de 2013, o Grand Café foi galardoado com o prestigiado selo Maître Restaurateur. Em março de 2014, o Grand Café foi renovado e a cozinha foi ampliada de 20 para 80 m², abrindo-se para a sala de jantar.   

O Grand Café serviu como local de filmagem para o filme para televisão Coco Chanel, dirigido por Christian Duguay em 2008. É frequentemente afirmado, mas erroneamente, que também serviu como locação para o filme Maigret e o Caso Saint-Fiacre, dirigido por Jean Delannoy em 1959, estrelado por Jean Gabin como o Inspetor Maigret. Este filme é baseado no romance O Caso Saint-Fiacre, de Georges Simenon, que se passa em Moulins e arredores, incluindo cenas em um café fictício de Moulins chamado Café de Paris. Georges Simenon, em sua juventude, frequentava o Grand Café. Ele era secretário do Conde de Tracy no Château de Paray-le-Frésil, um castelo localizado não muito longe de Moulins. No entanto, várias diferenças notáveis entre o interior e o exterior do Grand Café e o que é visto no filme desmentem que quaisquer cenas tenham sido filmadas. Um cenário semelhante ao Grand Café foi criado para o filme, provavelmente nos estúdios Éclair, nos subúrbios de Paris. O proprietário do Grand Café, Émile Marcelot, negou esse rumor, afirmando que o diretor, Jean Delannoy, de fato havia ido procurar locações, mas que a disposição do local, e especialmente os numerosos espelhos, o dissuadiram de filmar no local. Ao contrário do que às vezes se afirma, a chegada de Maigret (Jean Gabin) a Moulins não foi filmada na estação de trem da cidade, mas sim na estação de trem de Vaux-sur-Seine, no Noroeste dos subúrbios parisienses.

Escrito por Adam Brooks, o filme French Kiss acompanha uma mulher que viaja para a França para confrontar seu noivo infiel, mas acaba se envolvendo com um charmoso criminoso sentado ao seu lado em um voo, que a usa para contrabandear um colar de diamantes roubado. Nascido em 3 de setembro de 1956, Brooks é um diretor de cinema, roteirista e ator canadense. Ele é reconhecido por escrever e dirigir Definitely, Maybe (2008) e estrelado por Ryan Reynolds, Isla Fisher, Rachel Weisz, Elizabeth Banks, e Abigail Breslin. Will Hayes é um jovem de 30 e poucos anos que vive em Manhattan com a filha de 10 anos de idade, Maya. Will está se divorciando, quando Maya decide surpreendentemente querer saber absolutamente tudo sobre como os pais se conheceram e se apaixonaram. Will não se intimida e começa a contar a ela uma parcela de três de seus relacionamentos passados, dando detalhes de cada uma das mulheres. No entanto ele troca os nomes, para que a filha descubra com qual delas ele veio a se casar. À medida que Maya começa a juntar as peças do quebra-cabeças, passa a entender que “o amor não é tão simples quanto parece”. E também por escrever os roteiros de French Kiss (1995), Wimbledon (2004) e Bridget Jones: The Edge of Reason (2004).             

Seu primeiro filme como roteirista e diretor, Almost You, ganhou o Prêmio do Júri no Festival de Cinema de Sundance em 1985. Brooks atuou como membro do conselho do Writers Guild of America East e atualmente faz parte do conselho da Fundação Writers Guild of America East. Ele também leciona cinema na Escola de Pós-Graduação em Artes da Universidade Columbia. Brooks mora na cidade de Nova York. O elenco de French Kiss também inclui Timothy Hutton, Jean Reno, François Cluzet, Susan Anbeh e Marie-Christine Adam. French Kiss foi filmado em locações em Paris, na região de Provence-Alpes-Côte d`Azur, no Sudeste da França, e em Cannes. Foi lançado pela 20th Century Fox nos Estados Unidos da América e pela PolyGram Filmed Entertainment em outros territórios em 5 de maio de 1995, e recebeu críticas mistas. Os elogios foram direcionados às atuações de Meg Ryan e Kevin Kline e ao charme da comédia romântica, enquanto as críticas se dividiram quanto à profundidade emocional e à eficácia simbólica narrativa do filme que foi um sucesso comercial, arrecadando aproximadamente US$ 102 milhões em todo o mundo globalizado impulsionado principalmente pelo desempenho internacional, contra um orçamento de produção de US$ 40 milhões. Por suas atuações extraordinárias, Meg Ryan e Kevin Kline receberam indicações ao American Comedy Awards de 1996. O filme inspirou remakes, last but not least, incluindo o filme hindi Pyaar To Hona Hi Tha (1998) e o malaiala Vettam (2004). Foi o último filme filmado em extraordinários lugares pelo diretor de fotografia Owen Roizman antes de sua morte em 2023.

Kate, uma professora de história norte-americana, mora no Canadá com seu noivo, Charlie, um médico. Quando Charlie a convida para acompanhá-lo a Paris para uma conferência, ela recusa, em parte por causa de seu medo de voar, intolerância à lactose e por estar aguardando o pedido de cidadania canadense. Dias depois, Charlie liga para Kate, dizendo que se apaixonou por uma francesa, chamada Juliette, e que não voltará. Determinada a reconquistá-lo, Kate embarca em um voo para Paris e senta-se ao lado do francês afetado Luc Teyssier, de quem ela antipatiza instantaneamente. Luc, que vem de uma família de viticultores, mas que está contrabandeando um colar de diamantes roubado em uma videira americana. Ele planeja vender o colar e usar a videira para criar seu próprio vinhedo. Sabendo que é improvável que Kate seja revistada na alfândega, ele esconde os diamantes em sua bolsa de viagem. No aeroporto de Paris, Luc é reconhecido pelo inspetor Jean-Paul Cardon, que lhe oferece uma carona para casa e revistar sua bagagem em busca de indícios de crime. Cardon está ciente da profissão de Luc, mas o encoraja a parar e se recusa a prendê-lo porque Luc já lhe salvou a vida. Kate espera por Charlie no saguão do hotel, mas desmaia ao vê-lo beijando a bela e glamorosa Juliette.             

Um ladrão francês, Bob, rouba sua bagagem enquanto ela está fora. Luc chega para recuperar a trepadeira e o colar e ajuda Kate a identificar o ladrão, que Luc conhece. No apartamento de Bob, ele admite ter vendido o passaporte dela e dado suas roupas, mas a trepadeira ainda está lá. Kate tenta obter ajuda das embaixadas americana e canadense, mas tem seu pedido negado, pois solicitou a cidadania canadense sem revelar uma condenação anterior por porte de maconha. Ela então embarca em um trem para Cannes para ir atrás de Charlie, que está viajando com Juliette para conhecer seus pais. Luc, ao descobrir que o colar não está com a trepadeira e sim na bolsa de Kate, chega e finge estar interessado em ajudá-la a reconquistar Charlie. Naquela noite, Kate beija Luc enquanto dorme. Ele fica perturbado ao perceber a atração que sente por ela. De manhã, Kate descreve um “sonho delicioso”, enquanto degustava grandes quantidades de queijo francês, mas logo passa mal. O casal desce do trem em La Ravelle, em Paulhaguet, cidade natal de Luc, que ele admite, embora com relutância, ser a sua. Ele leva Kate ao vinhedo da família. Ela fica sabendo sobre sua família e que perdeu seus direitos sobre o vinhedo em um jogo de pôquer, mas que “entende de vinhos e tem uma clara paixão por eles”.

Ao embarcarem no trem para Cannes, Kate revela, em tom de brincadeira, que encontrou o colar. Luc aconselha Kate a imitar a atitude romântica das mulheres francesas, que se mostram indiferentes aos homens e se fazem de difíceis. Kate aborda Charlie e Juliette na praia. Ela admite ter vindo à França para reconquistar Charlie, mas agora afirma que Luc é seu amante e que percebeu que a vida que estava construindo com Charlie era entediante e não lhe interessa mais. Naquela tarde, Cardon aborda Kate, dizendo que o colar foi roubado e pedindo que ela o entregue para que Luc não seja preso. Ela convence Luc a deixá-la vender o colar para a Cartier. Kate janta com Charlie para discutir os detalhes da divisão da propriedade que compartilham no Canadá. Ele fica intrigado com a indiferença repentina dela, enquanto Luc distrai Juliette. Kate e Charlie voltam para o quarto dela, mas Kate rejeita suas investidas, percebendo que não o ama mais. Luc vai para a cama com Juliette, mas para ao chamá-la de “Kate”. Na manhã seguinte, Kate conta a Luc que reconquistou Charlie. Ela devolve o colar a Cardon e depois entrega a Luc um cheque, supostamente da Cartier, que na verdade é um cheque referente às suas economias. Ela se retira, agradecida por Luc, e segue para o aeroporto. Cardon aborda Luc, que testemunha a reconciliação entre Charlie e Juliette, e revela o que fez por ele. Luc encontra Kate no avião e confessa seu amor. A última vez que são vistos, estão se beijando apaixonadamente no vinhedo que finalmente possuem juntos. O papel principal de Luc foi originalmente escrito para Gérard Depardieu, mas Kevin Kline aceitou o papel quando Depardieu não estava disponível para o filme. As filmagens principais ocorreram de 17 de setembro a 22 de dezembro de 1994.

French Kiss foi filmado principalmente em Paris, no departamento de Alpes-Maritimes na região de Provence-Alpes-Côte d`Azur, no Sudeste da França, e em Cannes. A região Provence-Al é composta por seis departamentos das antigas províncias da Provença, do Condado de Nice, do Condado Venaissin e parte do Delfinado: Alpes-de-Haute-Provence, Hautes-Alpes, Alpes-Maritimes, Bouches-du-Rhône, Var e Vaucluse. Com a institucionalização dos distritos de ação regional em 1960, foi criada sob o nome “Provence-Côte d`Azur-Corse”. Tornou-se “Provence-Côte d`Azur” após a criação da região da Córsega em 1970 e foi renomeada “Provence-Alpes-Côte d`Azur” em 1976. Desde 2018, o conselho regional tem usado o nome Région Sud-Provence-Alpes-Côte d`Azur em seus documentos de comunicação, embora o nome oficial da região permaneça inalterado. A região é banhada ao Sul pelo Mar Mediterrâneo. Faz fronteira a Leste e Nordeste com as regiões italianas da Ligúria e do Piemonte, a Norte e Noroeste com a região de Auvergne-Rhône-Alpes e a Oeste com a região da Occitânia, sendo o rio Ródano o limite regional. Seu território abrange grande parte dos Alpes Meridionais. A região de Provence-Alpes-Côte d`Azur tem 5.218.960 habitantes. Isso a torna a sétima região mais populosa da França. Inclui três das maiores áreas metropolitanas do país: Aix-Marseille, Nice e Toulon. Em 2013, e levando em consideração as fusões regionais de 2016, era a quinta maior região da França em termos de PIB (€ 152,13 bilhões) e a terceira maior em termos de PIB per capita (€ 30.688). A economia e a sociedade de Provence-Alpes-Côte d`Azur são marcadas pela imigração de outras regiões quanto de países: 47% dos habitantes da região não nasceram lá, e a proporção de imigrantes é de 10,2%.

Em Paris, foram filmadas cenas no Hotel George V, onde Kate tem seus encontros com o concierge arrogante. O saguão do hotel foi usado para a cena em que o pequeno ladrão Bob rouba a bolsa de Kate depois que ela desmaia. Várias cenas mostram a Torre Eiffel ao fundo, o lugar que Kate mais deseja ver, mas que sempre acaba não conseguindo visitar. Uma cabine telefônica na Champs-Élysées, perto do Arco do Triunfo, foi usada para a cena em que Kate liga para a mãe de Charlie. Também foram filmadas cenas na Embaixada Americana, na Avenida Gabriel, nº 2, e na Embaixada Canadense, na Avenida Montaigne, nº 35. A cena em que Luc joga dinheiro na calçada foi filmada na esquina da Rua Paul-Albert com a Rua Feutrier, em Montmartre. As cenas de direção em Paris foram filmadas em frente ao Louvre, perto da Pirâmide do Louvre, ao longo da Rive Droite e na Rue des Rosiers, onde Luc dirige por uma rua estreita e sinuosa de paralelepípedos. Outras cenas em Paris foram filmadas na Sacré-Cœur em Montmartre, na Grande Pharmacie de la Place Blanche, no número 5 da Place Blanche, no Palais de Chaillot e na Place des Abbesses, onde Kate e Luc discutem seu “pequeno problema”. A última cena em Paris foi na estação de trem Gare Saint-Lazare, onde Luc é perseguido pelo Inspetor Jean-Paul Cardon enquanto tenta embarcar em um trem para o Sul, rumo a Cannes.

O Hotel George V, oficialmente Four Seasons Hotel George V, é um hotel construído em 1928, localizado no número 31 da Avenida George V, no bairro Champs-Élysées, no 8º arrondissement de Paris. É propriedade do príncipe saudita Al-Waleed bin Talal Al Saud, mas continua sendo administrado pelo grupo hoteleiro Four Seasons. O hotel foi encomendado pelo empresário e arquiteto norte-americano Joel Hillman no final da década de 1920. Foi construído em 1928 por André Terrail e Georges Wybo com um orçamento de 31 milhões de dólares, ou 60 milhões de francos. Estes últimos eram figuras conhecidas: o primeiro era um restaurador e proprietário do La Tour d`Argent, o hotel recém-construído no número 31 da Avenida George V, em frente à sua mansão particular; o segundo foi o arquiteto do cassino de Deauville e da reconstrução do Printemps Haussmann após o incêndio de 1921. Sua aparência exterior é no estilo da década de 1930, com nove andares de grande sobriedade. A inauguração do hotel contou com uma grande proporção de clientes americanos (mais de dois terços), desembarcando de navios transatlânticos. Escritórios foram instalados em Cherbourg para receber os clientes na sua chegada. Joel Hillman foi forçado a vender o George V a um grupo bancário após a Quinta-Feira Negra, em 24 de outubro de 1929. Foi recomprado em 1931 pelo financista e empresário François Dupré, e uma ala foi construída pelos arquitetos, destinada a apartamentos para aluguel anual ou por temporada, com acesso aos serviços do hotel.

Dupré contribuiu com diversas obras de arte para o hotel, como tapeçarias flamengas, móveis Boulle, um Renoir e um Dufy. Em 1962, o hotel foi comprado pelo grupo hoteleiro britânico Forte, que o vendeu em 1996 para o grupo Granada. Em 1997, foi adquirido pelo Príncipe Alwaleed. Em 1964, os Beatles se hospedaram neste hotel durante sua turnê pela França e sua série de 18 shows no Olympia. Depois de terem levado um piano para a sua suíte, Paul McCartney escreveu Can`t Buy Me Love. Por outro lado, Jim Morrison não gostou, chamando o hotel de “bordel com tapetes vermelhos”. Embora seja propriedade do Príncipe Alwaleed, o hotel George V agora faz parte da rede Four Seasons Hotels & Resorts, que o administra. Desde o 13 de setembro de 2011, O Hotel Four Seasons George V juntou-se ao grupo de palácios na França. Em 2017, o príncipe Alwaleed foi detido na Arábia Saudita no Ritz Carlton em Riade por corrupção. O hotel dispõe de 244 quartos divididos em três categorias: Superior, Deluxe e Premium. Também oferece 59 suítes, algumas com vista para a Basílica de Sacré-Cœur em Montmartre ou para a Torre Eiffel. Além disso, dispõe de sete salas de eventos com capacidade para 12 a 900 pessoas, ideais para conferências, recepções, coquetéis e jantares de gala. O spa, inaugurado em 2018, oferece uma variedade de serviços, incluindo uma piscina interior de 17 metros, hidroterapia, massagens, um hammam, uma jacuzzi, um salão de beleza e um salão de cabeleireiro. Também dispõe de um centro de fitness de 90 m². No interior do hotel, existem ainda lojas, um serviço de lavandaria e estacionamento com manobrista.

Na região de Provence-Alpes-Côte d`Azur, a pequena vila de Valbonne, a cerca de quinze minutos ao norte de Cannes, foi usada para diversas cenas, incluindo a cena em que Luc briga com seu irmão na praça principal da vila, em frente ao Hotel les Armoiries, um antigo prédio do século XVII. Outras cenas foram filmadas na estação de trem e nos vinhedos próximos a La Ravelle, 84240 La Tour-d`Aigues. A estação de trem perto de Meyrargues, Bouches-du-Rhône, também foi usada em uma cena. Em Cannes, diversas tomadas externas do Hotel Carlton foram usadas para representar a hospedagem dos quatro personagens principais. Há cenas internas do lobby e da brasserie onde são servidos os cafés da manhã. Outras cenas filmadas no local incluem a praia em frente ao hotel e a orla adjacente, em particular, a boutique da Cartier na esquina seguinte. As cenas da colheita da uva foram filmadas no Château Val Joanis, em Pertuis, Vaucluse. As cenas de estúdio foram gravadas no Paris Studios Cinéma. O filme foi originalmente intitulado Paris Match, um trocadilho com o nome da famosa revista francesa. No entanto, o título teve que ser alterado depois que Billy Crystal o contestou junto à MPAA, que buscava recuperar gravações não autorizadas de filmes para evitar a duplicação, por semelhança da comédia ambientada em Paris, Forget Paris, lançada apenas duas semanas depois.

Bibliografia Geral Consultada.

GIDDENS, Anthony, A Transformação da Intimidade: Sexualidade, Amor e Erotismo nas Sociedades Modernas. São Paulo: Unesp, 1992; CANEVACCI, Massimo, Antropologia della Comunicazione Visuale. Roma: Edizionne Meltemi, 2001; CAWTHORNE, Nigel, A Vida Sexual dos Ídolos de Hollywood. Rio de Janeiro: Ediouro Publicações, 2004; COMOLLI, Jean-Louis, Voir et Pouvoir. L`innoncence Perdue: Cinéma, Télévision, Fiction, Documentaire. Lagrasse (FR): Éditions Verdier, 2004; CARLI, Ana Meri Sehbe de, O Corpo no Cinema: Variações do Feminino. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica. São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 2007; DIDI-HUBERMAN, Georges, Quand les Images Prennent Position. L´Oiel de l´Histoire, 1. Paris: Les Editions de Minuit, 2009; MARX, Carlos, El Capital. Crítica de la Economía Política. Libro Primero. Buenos Aires: Editorial Cartago, 1973; HÉRCULES, Lana Carvalho, Sob o Domínio da Cor: Análise dos Filmes Pierre le Fou e Le Bonheur. Dissertação de Mestrado. Escola de Comunicações e Artes. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2013; CONRADO, Marcelo Miguel, A Arte nas Armadilhas dos Direitos Autorais. Uma Leitura dos Conceitos de Autoria, Obra e Originalidade. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação. Setor Ciências Jurídicas. Curitiba: Universidade Federal do Paraná, 2013; QUINSANI, Rafael Hansen, A Revolução em Película: A Relação Cinema-História e a Transformação do Paradigma Historiográfico. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em História. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2015; PIGLIA, Ricardo, Los Diarios de Emilio Renzi. Años de Formación. Barcelona: Editorial Anagrama, 2015; BERNARDET, Jean-Claude, O Autor no Cinema: A Política dos Autores: França Brasil – Anos 1950 e 1960. Colaboração de Francis Vogner dos Reis. 2ª edição atualizada. São Paulo: Edições Serviço Social do Comércio São Paulo, 2018; SILVA, Henrique Martins da, Diante de Godard: História, Imagem e Multiplicidade Temporal. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em História. Faculdade de História. Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 2019; GÓES, Vera Lúcia de, François Truffaut e Arthur Schopenhauer: Além do Amor e da Paixão. Tese de Doutorado em Educação, Arte e História da Cultura. Centro de Educação, Filosofia e Teologia. São Paulo: Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2021; Artigo: “Assembleia Nacional da França Aprova Lei que Elimina Obrigação Sexual no Casamento”. Disponível em: https://ibdfam.org.br/noticias/05/02/2026; entre outros.

domingo, 3 de maio de 2026

Monstros de Aço – Tecnologia Industrial & Mineração a Céu Aberto.

                      Se a aparência e a essência das coisas coincidissem, a ciência seria desnecessária”. Karl Marx  

              

            Pedologia representa o estudo dos solos no seu ambiente natural. Geografia física ou fisiografia é o estudo das características naturais existentes na superfície terrestre, ou seja, o estudo das condições da natureza ou paisagem natural da Terra. A superfície da Terra é irregular e varia de um lugar para outro em função da inter-relação dinâmica entre os fatores entre si e geográfica em conjunto com outros fatores. A manifestação local deste produto dinâmica é conhecida como paisagem, que é em Geografia um fenômeno de interesse particular, mesmo considera por muitos a ser o objeto de estudo da geografia: Otto Schlüter, Siegfried Passarge, Leo Waibel, Jean Brunes, Carl Sauer, entre outros. Uma das teorias clássicas para explicação da evolução da paisagem como produto da dinâmica da superfície terrestre, é denominada teoria do ciclo geográfico. Este ciclo começa com o soerguimento do relevo, de proporções continentais, através de processos geológicos tais como epirogênese, também de “movimento epirogenético” ou epirogenia, sendo que a epirogênese é um tipo de “movimento tectônico” que consiste no deslocamento vertical da crosta terrestre e acontece em ambos os sentidos: para cima ou para baixo, vulcanismo, representa um fenômeno geológico natural determinado pelas atividades vulcânicas.  A palavra vulcão deriva do nome do “deus do fogo” na mitologia romana Vulcano. A ciência que estuda os vulcões é chamada de vulcanologia, e o profissional que atua na área vulcanóloga, que deve ter conhecimento em geofísica, e ramos tais como a petrologia e a geoquímica. 

         Vulcão é uma estrutura geológica criada quando o magma, gases e partículas quentes como cinza vulcânica “escapam” para a superfície. Eles ejetam altas quantidades de poeira, gases e aerossóis na atmosfera, interferindo no clima. São frequentemente considerados causadores de poluição natural. Tipicamente, os vulcões apresentam formato cónico e montanhoso. A erupção de um vulcão pode resultar num grave e extraordinário “desastre natural”, por vezes de consequências planetárias. Tal como outros eventos naturais, as erupções embora monitoradas por sistema tecnológico e conhecimento humano, são quase que imprevisíveis e causam danos indiscriminados. Entre outros, tendem a desvalorizar os imóveis em suas vizinhanças, prejudicam o turismo, interrompem o tráfego aéreo e consomem a renda pública e privada em reconstruções. Na Terra, os vulcões tendem formar-se junto das margens das placas tectónicas. Existem exceções quando os vulcões ocorrem em zonas chamadas de hot spots, locais onde o “manto superior” atinge altas temperaturas. Os solos nos arredores de vulcões formados de “lava arrefecida”, tendem a ser bastante férteis para a agricultura. O processo de vulcanismo (cf. Riggio, 2013) ocorre por meio da alta pressão e temperatura presente no interior da Terra, onde há expulsão do magma (lava), cinzas, gases, poeira, vapor d`água e de piroclastos para a superfície, orogênese, também chamada de movimento orogenético e orogenia, a orogênese é um tipo de movimento tectônico que acontece nas zonas de convergência entre placas tectônicas, que consistem nas regiões de maior instabilidade da crosta terrestre etc.

A partir disso, os rios e o escoamento superficial começam a criar vales com a forma de V entre as montanhas, a fase chamada “juventude”. Durante esta primeira etapa, o terreno é mais íngreme e mais irregular. Ao longo do tempo histórico, as correntes podem “esculpir” vales mais amplos, considerados “maturidade”. Por fim, tudo se tornaria uma planície (senilidade) nivelada à menor altitude possível e per se chamada de “nível do base”. Esta planície final foi chamada peneplanície por William Morris Davis, que significa “quase plana”. O reconhecimento da tectónica de placas na década de 1950, e da neotectônica em áreas com formação de plataformas, subsidiou novas interpretações da evolução das “paisagens”, como uma fração do espaço, como o princípio do equilíbrio dinâmico das formas de relevo. Neste princípio, a superfície pode ser modelada sem que haja “arrasamento do relevo” e “formação de peneplanícies”. Isto se daria em função da compensação isostática, sendo as formas de relevo resultantes da interação entre os tipos de rocha e os climas atuantes. Esses processos permitem o trânsito alívio por diferentes fases. Os fatores de estos (movimentos, ruídos) processos podem ser classificados em quatro grupos: fatores geográficos: a paisagem é afetada tanto pela fatores bióticos e abióticos, que são considerados geográficos só fatores abióticos de origem exógena, tais como relevo, solo, clima e corpos d`água. O clima, com elementos como pressão, temperatura, ventos. Água de superfície com a ação do escoamento, o rio e a ação do mar. O gelo glacial com modelagem, entre outros. Esses são fatores que ajudam a modelo favorecendo processos de erosão.                                     

Fatores bióticos: o efeito de fatores bióticos no alívio geral, se opõem ao processo de modelagem, especialmente considerando a vegetação, no entanto, existem poucos animais que não trabalham com o processo erosivo, como cabras. Fatores geológicos: como placas tectônicas, o diastrofismo, a orogenia e vulcanismo são processos construtivos e de origem endógena que se opõem e interromper a modelagem do ciclo geográfico. Fatores humanos: As atividades humanas sobre o relevo são muito variáveis, dependendo da atividade desenvolvida neste contexto e como muitas vezes acontece com os homens é muito difícil generalizar e podem influenciar a favor ou contra a erosão. Embora os vários fatores que influenciam a superfície da Terra estão incluídos na dinâmica do chamado “ciclo geográfico”, fatores geográficos só contribuem para o “ciclo de desenvolvimento” e seu objetivo final, o peneplano. Enquanto o resto dos fatores biológicos, geológicos e sociais puder interromper ou perturbar o ciclo de desenvolvimento normal. Embora as mudanças climáticas façam parte da história do planeta desde os primórdios, seus efeitos foram acelerados nos últimos anos pela atividade humana. É o que alerta José Antonio Marengo, climatologista peruano, coordenador geral de pesquisa e desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, órgão brasileiro que estuda o tema. O especialista explica que algumas consequências dessas mudanças ser percebidas; apesar disso, no entanto, ainda é possível implementar medidas que ajudem a reduzir o impacto que as alterações climáticas geram. Mas o que é exatamente a mudança climática? 

E quais são as causas e consequências desse fenômeno tecnológico? De acordo com a Organização das Nações Unidas, a mudança climática refere-se a mudanças de longo prazo nas temperaturas e padrões climáticos.  Portanto, diz respeito a todas as alterações que o clima sofreu em diferentes escalas de tempo, diz o climatologista peruano, confirma o climatologista peruano. A ONU explica que estas alterações podem ser naturais (tais como as variações no ciclo solar, por exemplo, mas que “desde o século 19, as atividades humanas têm sido o principal motor da mudança climática”. O que causa a mudança climática? O especialista do Cemaden considera que existem causas naturais e humanas para a mudança climática. Entre as primeiras, ele menciona a distância entre o Sol e a Terra, que é um processo astronômico natural, e as erupções vulcânicas, que liberam aerossóis capazes de bloquear a energia solar. Entre os fatores antropogênicos envolvidos na mudança climática, Marengo lista a queima de combustíveis fósseis por veículos ou indústria; o metano liberado por aterros sanitários, pela agricultura e pela pecuária; e a queima de vegetação ou biomassa como os principais. A Organização das Nações Unidas, por sua vez, deixa claro que a geração de energia a partir de combustíveis fósseis é um motivo de grande preocupação. – “A maior parte da eletricidade ainda é gerada pela queima de carvão ou gás, que produz dióxido de carbono e óxido nitroso, potentes gases de efeito estufa que cobrem o planeta e retêm o calor do Sol”, informa ciosa a entidade. Eles advertem sobre as emissões da indústria e das fábricas, principalmente da queima de combustíveis fósseis para gerar energia para produzir cimento, componentes eletrônicos ou roupas, por exemplo, todas ações que colaboram com a mudança climática. 

Os climas do planeta são determinados de acordo com a localização geográfica do lugar e a intensidade de luz solar que o mesmo recebe em certos períodos do ano. A Terra possui forma geoide, por isso a luz solar que incide na superfície do planeta não atinge com a mesma intensidade todos os pontos do mesmo. A quantidade de luz que atinge a superfície em áreas próximas à Linha do Equador é diferente das recebidas em regiões adjacentes ao Círculo Polar Ártico. Astronomicamente denominam-se “círculos polares” as linhas definidas pelos pontos de interseção entre a superfície da esfera planetária, em questão a terrestre, e uma reta imaginária (abstrata) que passe pelo centro do planeta de forma a posicionar-se sempre perpendicular ao plano eclíptico, provida no mínimo uma rotação completa do planeta, isto é, um dia sideral. Em minutos o dia na Terra dura 1440 minutos, em segundos dura 86 400. O dia sideral (rotação) utiliza as estrelas como referência para a determinação do tempo. Devido ao movimento de translação da Terra ao redor do Sol, a duração do dia sideral não coincide com a do dia solar. Entre uma noite e outra o planeta Terra percorre a orbita em torno do Sol. 

O dia sideral é consequência do movimento de translação. Se, em um ano corresponde, um dia solar se deve ao movimento de rotação, em um dia sideral, 0.274% dele se deverá ao movimento de translação. Considerando-se um dia solar de 24 horas, ou 1440 minutos, 3,94 minutos seriam consequência do movimento de translação e 23 horas, 56 minutos e 4 segundos consequência do movimento de rotação. A rotação (dia sideral) tem duração menor que a duração de um dia solar. Uma estrela observada numa linha perpendicular ao eixo de rotação da Terra às 00:00 de uma noite será observada, na mesma linha perpendicular às 23:56:04 na noite seguinte, após uma nova rotação. Durante esta rotação a Terra terá deslocado um pouco na sua órbita ao redor do Sol, esta é a diferença entre o que se explica sobre o dia solar e o dia sideral. O dia sideral médio, considerando as variações elípticas da órbita da Terra, é de 23 horas, 56 minutos e 4 segundos. O dia sideral médio pondera diferenças que ocorrem durante o afélio da Terra, é o ponto da órbita em que um planeta, ou um corpo menor do sistema solar está mais afastado do Sol, onde o dia sideral é maior, a velocidade angular de translação da Terra é menor, e vice-versa, quando um corpo se encontra no periélio, ele tem a maior velocidade de translação de toda a sua órbita.  Quando o corpo em questão estiver orbitando outro objeto celeste que não o Sol, utiliza-se o periastro para identificar esse ponto. Quando a Terra está mais próxima do Sol, e a velocidade angular de translação é maior. Moléculas de água congelada foram descobertas à sombra de uma cratera na Lua. Isto é importante como veremos adiante.

A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA), norte-americana, anunciou o Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha que detectou moléculas de água congelada na Cratera Clavius, uma enorme e antiga cratera existente nas terras altas perto do polo Sul lunar, numa região acidentada e montanhosa, crivada de antigas crateras de impacto, situada no hemisfério Sul da Lua, segundo o astrônomo Cássio Barbosa, do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros, uma instituição de ensino superior católica jesuíta. Foi uma das fundadoras da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 1946. Sally Ride (1951-2012) uma das 8 mil mulheres que se inscreveram para concorrerem num programa da NASA para ser a primeira astronauta do programa espacial norte-americano em 1978. Por simetria tais linhas justapõem-se a dois dos paralelos geográficos do planeta. Ao paralelo assim selecionado no hemisfério Norte dá-se o nome de Círculo Polar Ártico, e ao paralelo assim selecionado no hemisfério Sul dá-se o nome de Círculo Polar Antártico. Nas regiões entre os dois círculos verifica-se sempre um nascer e um ocaso da estrela central (o Sol no caso da Terra) a cada dia. Sobre cada um dos círculos polares, em uma data do ano não se verifica o nascer, e em outra não se verifica o poente da estrela, havendo, um dia sem iluminação e outro sem umbra ao ano. Para regiões entre cada um dos círculos polares e seu respectivo polo, quer dizer, quanto mais junta ao polo, maior o número de dias consecutivos sob aparente iluminação contínua (sem ocaso) e ocorrência de maior o número de dias sob umbra contínua (sem amanhecer), verificando-se o extremo para tais períodos justos nos polos.

A Escavadeira 288 (Bagger 288), anteriormente reconhecida como MAN TAKRAF RB288 construída pela empresa alemã Krupp para a empresa de energia e mineração Rheinbraun, é uma escavadeira de roda de caçamba ou máquina móvel de mineração a céu aberto. Tecnologicamente, a mineração de superfície, incluindo a mineração a céu aberto, a mineração em minas a céu aberto e a mineração de remoção do topo da montanha, é uma categoria ampla de mineração na qual o solo e a rocha que recobrem o depósito mineral (a sobrecarga) são removidos, em contraste com a mineração subterrânea, na qual a rocha sobrejacente é deixada no local e o mineral é extraído por meio de poços ou túneis. Na América do Norte, onde ocorre a maior parte da mineração de carvão a céu aberto, esse método começou a ser usado em meados do século XVI e é praticado em todo o mundo na mineração de muitos minerais diferentes. Na América do Norte, a mineração a céu aberto ganhou popularidade ao longo do século XX, e as minas a céu aberto agora produzem a maior parte do carvão extraído nos Estados Unidos da América. 

Na maioria das formas de mineração a céu aberto, equipamentos pesados, como escavadeiras, removem primeiro a camada superficial do solo. Em seguida, máquinas de grande porte, como escavadeiras de arrasto ou escavadeiras de roda de caçamba, extraem o mineral. As vantagens econômicas da mineração a céu aberto incluem custos mais baixos e maior segurança comparativamente com a mineração subterrânea. As desvantagens sociológicas incluem riscos à saúde humana e ao meio ambiente. Os seres humanos enfrentam uma variedade de riscos à saúde causados ​​pela mineração, como diferentes doenças cardiovasculares, contaminação de alimentos e água. A destruição de habitats, juntamente com a poluição do ar, sonora e da água, são impactos ambientais negativos significativos causados ​​pelos efeitos colaterais da mineração a céu aberto. Existem cinco tipos principais de mineração de superfície. A mineração a céu aberto é a prática de extrair um veio mineral removendo-se primeiro uma longa faixa de solo e rocha sobrejacentes (a camada superficial); essa atividade também é conhecida como remoção da camada superficial. É mais usada para extrair carvão e linhita (carvão marrom). A mineração a céu aberto só é viável quando o corpo de minério a ser escavado está próximo da superfície e/ou é predominantemente horizontal. Esse tipo de mineração utiliza algumas das maiores máquinas do mundo, incluindo escavadeiras de roda de caçamba que podem movimentar até 12.000 m³ de terra por hora. Existem duas formas de mineração a céu aberto. O método mais comum é a mineração por alargamento de área, utilizada em terrenos relativamente planos para extrair depósitos em uma grande área.

À medida que cada faixa longa é escavada, o material de cobertura é colocado na escavação feita pela faixa anterior. A mineração por contorno envolve a remoção da camada superficial acima da camada mineral próxima a um afloramento em terrenos acidentados, onde o afloramento mineral geralmente acompanha o contorno do terreno. A remoção por contorno é frequentemente seguida pela mineração com trado na encosta, para extrair mais mineral. Esse método geralmente deixa para trás terraços nas encostas das montanhas. A mineração a céu aberto refere-se a um método de extração de rochas ou minerais da terra através da sua remoção de uma cava ou depósito aberto. Este processo é realizado na superfície do solo. É mais adequado para aceder a depósitos minerais predominantemente verticais. Embora a mineração a céu aberto seja por vezes erroneamente designada como “mineração a céu aberto”, os dois métodos são diferentes. A mineração por remoção do topo da montanha (MTR) é uma forma de mineração de carvão que extrai camadas de carvão sob o topo das montanhas, removendo primeiro o topo da montanha que recobre a camada de carvão. Explosivos são usados ​​para quebrar a camada superficial (camadas de rocha acima da camada), que é então removida. A camada superficial é então despejada por caminhões basculantes em aterros em depressões ou vales próximos. A MTR envolve a reestruturação da terra para alcançar camadas de carvão a até 120 metros (400 pés) abaixo da superfície. 

A remoção do topo da montanha substitui a paisagem íngreme original por uma topografia muito mais plana. As tentativas de desenvolvimento econômico em áreas de mineração recuperadas incluem prisões, como a Penitenciária Federal Big Sandy no Condado de Martin, Kentucky , aeroportos de pequenas cidades, campos de golfe como o Twisted Gun no Condado de Mingo, Virgínia Ocidental, e o Stonecrest Golf Course no Condado de Floyd, Kentucky, bem como “locais de descarte de lodo de lavagem industrial, aterros sanitários de resíduos sólidos, parques de trailers, fabricantes de explosivos e depósitos para aluguel”. Este método tem sido cada vez mais utilizado nos últimos anos nos campos de carvão dos Apalaches, na Virgínia Ocidental, Kentucky, Virgínia e Tennessee, nos Estados Unidos. As profundas alterações na topografia e a perturbação dos ecossistemas pré-existentes tornaram a remoção do topo das montanhas altamente controversa. Os defensores da remoção do topo da montanha apontam que, uma vez que as áreas são recuperadas conforme exigido por lei, a técnica fornece terrenos planos de alta qualidade, adequados para muitos usos em uma região onde terrenos planos são raros. 

Eles também sustentam que o novo crescimento em áreas mineradas recuperadas do topo da montanha é mais capaz de sustentar populações de animais de caça. Os críticos argumentam que a remoção do topo de montanhas é uma prática desastrosa que beneficia um pequeno número de empresas em detrimento das comunidades locais e do meio ambiente. Uma declaração de impacto ambiental da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos da América constata que os riachos próximos a aterros de vales podem, por vezes, conter níveis mais elevados de minerais na água e uma diminuição da biodiversidade aquática. A declaração estima ainda que 1.165 km de riachos dos Apalaches foram soterrados por aterros de vales entre 1985 e 2001. A detonação em uma mina de remoção de topo de montanha expele poeira e rochas voadoras no ar, que podem então perturbar ou depositar-se em propriedades privadas próximas. Essa poeira pode conter compostos de enxofre, que alguns técnicos afirmam corroer estruturas e lápides e representar um risco à saúde. Embora os locais de recuperação de mineração (MTR) devam ser recuperados após a conclusão da atividade, a recuperação tem se concentrado tradicionalmente na estabilização de rochas e no controle da erosão, mas nem sempre no reflorestamento da área. Gramíneas não nativas de crescimento rápido, plantadas para fornecer vegetação rapidamente a um local, competem com mudas de árvores, e as árvores têm dificuldade em estabelecer sistemas radiculares em aterro compactado. Consequentemente, a biodiversidade sofre em uma região dos Estados Unidos com inúmeras espécies endêmicas. 

A erosão também aumenta, o que pode intensificar as inundações. No Leste dos Estados Unidos, a Iniciativa Regional de Reflorestamento dos Apalaches trabalha para promover o uso de árvores na recuperação de áreas mineradas. A dragagem é um método de mineração abaixo do lençol freático. É mais comumente associada à mineração de ouro. Dragas pequenas geralmente usam sucção para trazer o material extraído do fundo de um corpo d`água. Historicamente, as operações de dragagem em grande escala frequentemente utilizavam uma draga flutuante; uma embarcação semelhante a uma barcaça que recolhe o material através de uma esteira transportadora na proa, filtra o componente desejado a bordo e devolve o material indesejado à água por meio de outra esteira transportadora na popa. Em vales fluviais com cascalho e lençóis freáticos rasos, uma draga flutuante pode abrir caminho através do sedimento solto em um lago criado por ela mesma. A mineração de talude alto é outra forma de mineração, às vezes realizada para recuperar carvão adicional adjacente a uma área minerada a céu aberto. O método evoluiu da mineração com trado, mas não se enquadra tecnologicamente na definição de “mineração a céu aberto”, uma vez que não envolve a remoção da camada superficial para expor a camada de carvão. O relatório final nº 2014-004 do CERB, “Mineração de Talude Alto: Metodologia de Projeto, Segurança e Adequação”, de Yi Luo, caracteriza-a como um “método de mineração de carvão semi-superficial e semi-subterrâneo relativamente novo, que evoluiu da mineração com trado”.

  Na mineração de talude alto, a camada de carvão é penetrada por uma mineradora contínua impulsionada por um mecanismo de transferência de viga hidráulica (PTM). Um ciclo típico inclui o afundamento (lançamento - empurrão para a frente) e o cisalhamento (elevação e abaixamento da lança da cabeça de corte para cortar toda a altura da camada de carvão). À medida que o ciclo de recuperação de carvão continua, a cabeça de corte é progressivamente lançada na camada de carvão por 6,01 metros (19,72 pés). Em seguida, o PTM insere automaticamente uma viga de empurrar retangular de 6,01 metros (19,72 pés) de comprimento (segmento de transportador helicoidal) na seção central da máquina, entre a cabeça de força e a cabeça de corte. O sistema de viga de empurrar pode penetrar quase 370 metros (1.200 pés) na camada de carvão. Um sistema patenteado de mineração de talude alto utiliza brocas helicoidais embutidas na viga de empurrar que impedem a contaminação do carvão extraído por detritos rochosos durante o processo de transporte.

Utilizando imagens de vídeo e/ou um sensor de raios gama e/ou outros sistemas de georradar, como um sensor de detecção da interface carvão-rocha, o operador pode visualizar a projeção da interface camada-rocha e guiar o avanço da mineradora contínua. A mineração em taludes altos pode produzir milhares de toneladas de carvão em operações de contorno com bancadas estreitas, áreas previamente mineradas, aplicações de mineração em trincheiras e veios de inclinação acentuada, utilizando um sistema de bombeamento de fluxo de água controlado e/ou um sistema de ventilação de gás (inerte). A recuperação de solo com o formato de túnel utilizado por mineradores de talude alto é muito melhor do que com furos circulares perfurados, mas o mapeamento das áreas exploradas por esse tipo de equipamento não é tão rigoroso quanto o das áreas mineradas em profundidade. O deslocamento de solo é muito menor em comparação com a mineração a céu aberto; no entanto, o custo de aquisição e operação de um minerador de talude alto é comparativamente maior. O mapeamento do afloramento, bem como os dados de perfuração e as amostras coletadas durante o processo de construção das bancadas, são levados em consideração para projetar da melhor forma os painéis que a mineradora de talude irá cortar. Obstáculos que possam ser danificados por subsidência e o contorno da mina de talude são considerados, e um topógrafo orienta a mineradora em linha de levantamento topográfico predominante perpendicular ao talude.

As linhas paralelas representam o corte na montanha até 370 metros de profundidade. Sem direcionamento ou correção de rumo em um azimute de navegação durante a mineração, isso resulta na perda de uma porção da camada de carvão e representa um risco potencial de corte em pilares de galerias mineradas anteriormente devido à deriva horizontal (rolamento) da coluna de módulos de corte e vigas de empuxo. Recentemente, mineradores de taludes altos penetraram mais de 370 metros na camada de carvão, e os modelos atuais são capazes de ir mais longe, com o auxílio da navegação giroscópica e sem a limitação da quantidade de cabo armazenada na máquina. A profundidade máxima seria determinada pela tensão de penetração adicional e pelo consumo de energia específico associado, melhor dizendo, torção e tensão na coluna de transportadores helicoidais, mas os sistemas atualmente otimizados de transporte por parafusos (vigas de empuxo) com desenvolvimento visual de produto e modelagem de elementos discretos utilizam. Na realidade o software de simulação de fluxo demonstra que penetrações estendidas com perfuração direcional inteligente são possíveis, mesmo em ângulos de inclinação acentuados, desde a horizontal até mais de 30 graus em profundidade. Em casos de mineração com declives significativos, a nova metodologia de mineração deve ser denominada “mineração direcional”, ou seja, tecnologias comuns utilizadas, como perfuração direcional e mineração direcional, apresentam sinergia valiosa e são categorizadas em técnicas “da superfície para a camada”.             

A drenagem, seja a seco ou a úmido, é desenvolvida, ou o corte e a dragagem por meio de transportadores helicoidais são estratégias proativas no desenvolvimento de um roteiro para a principal empresa global de engenharia de mineração de taludes íngremes. Historicamente, o transporte de materiais para fora das minas a céu aberto era realizado por meio de trabalho manual, veículos puxados por cavalos e/ou ferrovias de mineração. As práticas atuais tendem a utilizar caminhões de transporte em estradas de acesso projetadas nas próprias instalações da mina. Os governos federais impuseram diversas leis e regulamentos que as empresas de mineração devem seguir rigorosamente. Nos Estados Unidos, a Lei de Controle e Recuperação da Mineração de Superfície de 1977 exige a recuperação de minas de carvão a céu aberto. A recuperação de minas que não sejam de carvão é regulamentada por leis estaduais e locais, que podem variar bastante. A Lei Nacional de Política Ambiental, a Lei de Conservação e Recuperação de Recursos, a Lei Abrangente de Resposta Ambiental, Compensação e Responsabilidade e muitas outras leis tratam do tema da mineração de superfície. Em alguns casos, mesmo com legislação adequada em vigor para a mineração de superfície, alguns impactos negativos na saúde humana e no meio ambiente persistem. A mineração a céu aberto pode ter vários efeitos no ambiente. Os efeitos negativos incluem poluição do solo, da água, do ar e sonora, bem como alteração da paisagem e vários outros impactos negativos.

No entanto, novas tecnologias e gestão adequada podem facilitar o tratamento adequado do abastecimento de água e restaurar a ecologia local, o que ajuda a reconstruir o ambiente. Cada tipo de mineração a céu aberto tem seu próprio impacto ambiental. Mineração a céu aberto - Após o término das operações, os rejeitos são colocados de volta no buraco e cobertos para que o local se assemelhe à paisagem anterior à operação de mineração. Esse processo envolve a remoção de toda a vegetação rasteira da área, o que é prejudicial ao meio ambiente. Uma camada superficial do solo pode ser colocada sobre os rejeitos, juntamente com o plantio de árvores e outras vegetações. Outro método de recuperação envolve o preenchimento do buraco com água para criar um lago artificial. Grandes pilhas de rejeitos deixadas para trás podem conter metais pesados ​​que podem liberar ácidos como chumbo e cobre e contaminar os sistemas hídricos. Mineração a céu aberto - Um dos maiores tipos de mineração do mundo, e a dimensão dessas operações deixa enormes cicatrizes na paisagem, destruição de habitats ambientais e custos substanciais de limpeza. Uma mina a céu aberto pode produzir uma enorme quantidade de rejeitos, dolinas podem se formar ao longo da estrada, inundações e impactos negativos semelhantes aos da mineração em faixas. Mineração por remoção do topo da montanha - Envolve a remoção de topos de montanhas inteiros, cuja rocha residual é usada para nivelar o terreno circundante, aterrando rios e vales. Isso é muito destrutivo, pois altera a vida e o ecossistema associado.

Ao longo dos Apalaches, em estados como Kentucky e Virgínia, a remoção do topo da montanha é um método de mineração comum, onde florestas inteiras são desmatadas e a área se torna vulnerável a possíveis deslizamentos de terra, sendo a restauração, às vezes, muito difícil/custosa. Dragagem. Uma forma de mineração de superfície cujos impactos ambientais se encontram principalmente debaixo d`água. O método de extração de material do fundo do mar ou de qualquer corpo d`água acarreta riscos prejudiciais à vida marinha. No geral, os efeitos são muito menores em comparação com outros métodos de mineração. O influxo de sedimentos pode soterrar flora e fauna, alterar os níveis da água e modificar o teor de oxigênio. A poluição da água e sonora é uma preocupação que deve ser monitorada, pois a vida marinha é muito sensível e vulnerável a mudanças drásticas e prejudiciais em seu ecossistema. Minério é um agregado de minerais rico em um determinado mineral ou elemento químico que é economicamente e tecnologicamente viável para extração. Pode ser uma rocha, sedimento ou solo. O minério é constituído de minerais de minério ou minerais de interesse econômico e ganga, ou minerais que não possuem interesse econômico. A Mineração abrange os processos, atividades e indústrias cujo objetivo é a extração de substâncias minerais a partir de depósitos ou massas minerais. É um conceito que tem de ter em conta dois domínios, o natural e o político. Representam um conjunto de minerais utilizáveis na forma em que são extraídos, isto é, não é necessário nenhum processo de beneficiação. Estas são de alto volume e baixo valor, pois quanto mais se gastar no processamento, beneficiação e metalurgia, mais caros são os materiais. 

Metalurgia é a ciência que estuda e gerencia os metais desde a extração do subsolo até sua transformação em produtos adequados ao uso. Metalurgia designa um conjunto de procedimentos e técnicas para extração, fabricação, fundição e tratamento dos metais e suas ligas. Desde muito cedo, o homem explorou os metais para fabricar utensílios, materiais como o cobre, o chumbo, o bronze, o ferro, o ouro e a prata tiveram amplo uso na Antiguidade.   Os primeiros altos-fornos apareceram no século XIII. A indústria metalúrgica teve novo impulso no século XVIII com a revolução industrial. Com o domínio do fogo, surgia a possibilidade da metalurgia. Com exceção do ouro e, eventualmente, da prata, do cobre, da platina e do mercúrio, todos os metais praticamente existem na natureza apenas na forma de minérios, combinados com outros elementos químicos e na forma oxidada, e para extraí-lo e purificá-lo ou separar o metal da sua combinação inicial e transformá-lo em substância simples. A oxidação e a redução são fenômenos que ocorrem simultaneamente em reações em que há transferência de elétrons entre os átomos. Esses fenômenos também são chamados de oxirredução ou redox, ou seja, reduzir seu nox a zero, podemos ter como auxílio o processo de oxirredução (eletrólise industrial).

A palavra metal vem do grego e significa procurar, sondar. O ouro é um dos metais mais raros e compõe estatisticamente a proporção 1/200 000 000 da crosta terrestre. Mas provavelmente foi o primeiro metal a ser descoberto, exatamente por existir quase sempre em forma de pepita, cuja cor reluzente é amarela que chama a atenção. Era extremamente pesado, podia ser usado como ornamento por ser brilhante e podia ser moldado nas mais variadas formas, pois não era muito duro. Além disso, era permanente, uma vez que não oxidava nem deteriorava. É provável que o ser humano tenha iniciado seu trabalho com o ouro há mais de dez mil anos. O ouro e, até certo ponto, a prata e o cobre eram valiosos devido à sua beleza e raridade e tornaram-se um meio de troca e uma ótima maneira de se armazenar riquezas. Por volta de 640 a. C, os lídios da Ásia Menor inventaram as moedas, pedaços de liga de ouro e prata com peso determinado, cunhados com um brasão do governo para garantir sua autenticidade. Provavelmente, a primeira produção de metal foi obtida acidentalmente, ao se colocar certos minérios de estanho ou de chumbo numa fogueira. O calor de uma fogueira (cerca de 200 °C) e o carvão são suficientes para derreter e purificar estes minérios, produzindo um pouco de metal. Depois, o estanho e chumbo também podem ser derretidos e moldados numa fogueira comum.

                   

As primeiras contas de chumbo reconhecidas atualmente foram encontradas em Çatalhüyük, na Anatólia, atualmente Turquia, tendo sido datadas de 6500 a.C. Não está claro sobre quando os primeiros artefatos de estanho foram moldados, pois este é um metal mais raro que o chumbo. Os primeiros moldes de estanho poderiam ter sido também reutilizados mais tarde em misturas com outros metais e, assim, terem-se perdido seus registros. Embora o chumbo seja um metal relativamente comum, é muito macio para ter grande utilidade, de modo que o início da metalurgia do chumbo não teve impacto significativo no mundo antigo. Para servir como ferramenta, outro metal mais duro era necessário e, assim, surgiu o uso do cobre. A primeira evidência referente à metalurgia humana data do quinto e sexto milênio antes da Era Cristã e foi encontrada nos sítios arqueológicos de Majdanpek, Yarmovac e Plocnik, na Sérvia. Estes exemplos incluem um machado de cobre de 5.500 a.C., que pertencia à cultura Vincha. Outros sinais de metalurgia humana do 5º milénio a.C. foram encontrados num sitio arqueológico do Neolítico, na Almeria, Sul de Espanha e a partir do terceiro milênio a.C. em lugares como Palmela (Portugal), Cortes de Navarra (Espanha), e Stonehenge (Reino Unido).

No entanto, como muitas vezes acontece com estudos pré-históricos, os marcos iniciais não podem ser claramente definidos e novas descobertas são contínuas e permanentes. O período calcolítico, ou Idade do Cobre, fica entre a idade da pedra polida, ou neolítico, e a idade do bronze. O cobre nativo era conhecido por algumas das mais antigas civilizações que se tem notícia e tem sido utilizado pelo menos há dez mil anos - onde atualmente é o norte do Iraque foi encontrado um colar de cobre de 8.700 a.C. Porém, o descobrimento acidental do metal pode ter ocorrido há vários milênios. Havia alguns argumentos de que o cobre seria o primeiro metal a ter sido obtido acidentalmente em fogueiras, mas isso parece improvável, uma vez que fogueiras não são quentes o suficiente para derreter minérios de cobre nem cobre metálico. Um caminho mais provável pode ter sido através dos fornos de cerâmica, inventados na Pérsia (Irã) por volta de 6000 a.C. Fornos de cerâmicas, além de, logicamente, produzirem cerâmica, também podiam derreter certos quartzos de diferentes cores para vitrificar e tornar vasos de cerâmica coloridos; acontece que a malaquita (um minério de cobre oxidado) é uma pedra verde colorida, e um oleiro que tentasse produzir algum vidro com malaquita acabaria obtendo cobre metálico. Assim pode ter iniciado a metalurgia do cobre.

O primeiro artefato de cobre moldado conhecido é a cabeça de um martelo encontrada em Can Hasan, Turquia Central, sendo datado de 5000 a.C. Embora na época fosse um metal raro, indícios apontam que o cobre foi utilizado no leste da Anatólia em 6500 a.C. em Alaca, necrópole pré-hititas. Em diversos sítios daquela região existem objetos que representam touros e cervos do metal. Também foram encontradas obras de joalheria e ourivesaria, que se presumem ter a mesma datação. Em 3500 a. C. acredita-se que tenha havido um rápido desenvolvimento da metalurgia na região da Mesopotâmia - e que este pode ter proporcionado o crescimento tecnológico daquela região. Existem indícios em diversos sítios que em aproximadamente 3000 a. C., utensílios de cobre se disseminaram pelo Oriente Médio chegando a atingir culturas neolíticas na região da Europa. Na Espanha, França e Hungria, regiões em que o cobre é abundante, as tribos nômades faziam usos de objetos daquele metal, difundindo-o pela região. O cobre gerou algum impacto no mundo antigo, pois produzia boas armas e armaduras razoáveis, mas ainda era muito macio para produzir ferramentas de corte úteis.

Consequentemente, a metalurgia do cobre não substituiu a manufatura de armas e ferramentas de pedra, que ainda produziam lâminas superiores. O bronze é uma liga de cobre com um metaloide chamado arsênio ou de cobre com o metal estanho. A adição de arsênio ou de estanho no cobre aumentou dramaticamente sua dureza, produzindo armas e armaduras excelentes. O conhecimento da metalurgia do bronze permitiu aos reis superar seus inimigos e causou tal revolução que marcou o fim da Idade da Pedra e o começo da Idade do Bronze. Entretanto, passaram-se milênios até que o bronze pudesse ser usado por soldados comuns e por cidadãos, tendo sido, por muito tempo, artigo de luxo da nobreza. Os primeiros bronzes de cobre/arsênio foram usados por muito tempo até serem substituídos pelos bronzes modernos de cobre/estanho por volta de 1500 a. C. Não se sabe ao certo historicamente se os ferreiros que produziam bronze de cobre/arsênio adicionavam minérios de arsênio ou se exploravam per se minas de cobre que continham arsênio. Os primeiros bronzes de cobre/estanho datam de 3200 a.C., novamente da Ásia Menor. Os bronzes de cobre/estanho são mais duros e duráveis que os de cobre/arsênio e, além disso, o trabalho com arsênio não é seguro, uma vez que o arsênio é um elemento venenoso, podendo ter sido o primeiro “mal industrial” a atormentar o homem.

Tudo isso contribuiu para tornar obsoleto o bronze de cobre/arsênio. Como os ferreiros aprenderam a produzir bronze com cobre e estanho também é um mistério. Tal conhecimento provavelmente surgiu por um acidente: pela contaminação de estanho em minérios de cobre, embora, por volta de 2000 a. C, saibamos que o estanho já era minerado para a produção de bronze. Isto é surpreendente, visto que o estanho é um metal semi-raro, e mesmo um minério rico em estanho como a cassiterita contém somente 5% dele. Igualmente, a cassiterita perece uma rocha comum, sendo necessário habilidades especiais (ou instrumentos especiais) para encontrá-la. Mas, quaisquer tenham sido os passos para se aprender sobre o estanho, ele já era bem compreendido em 2000 a.C. Entre as mais notáveis relíquias da Idade do Bronze estão as escrituras épicas Ilíada e Odisseia, nas quais os guerreiros lutavam com armaduras de bronze e com lanças cujas pontas eram de bronze. O minério de cobre não é comum, e as civilizações que usaram o bronze intensamente descobriram ter exaurido o suprimento local, tendo que importar grandes quantidades de outros países. 

O minério de estanho era ainda pior. O cobre já não é um componente comum da crosta terrestre, mas o estanho é menos ainda. Aliás, o estanho é quinze vezes mais raro que o cobre. Isso queria dizer que pelo ano 2500 a.C., tempo em que ainda se encontrava o cobre em vários locais do Oriente Médio, o suprimento local de estanho parecia ter-se exaurido completamente. Foi a primeira vez na história que os homens enfrentaram o esgotamento de um recurso natural; não apenas um esgotamento temporário, como o do alimento em tempos de seca, mas sim permanente. As minas de estanho esvaziaram-se e nunca mais tornariam a se encher. A menos que o ser humano pretendesse se ajeitar com o bronze existente, novos suprimentos de estanho teriam que ser encontrados em algum lugar. A busca continuou por áreas cada vez mais amplas e, por volta de 1000 a. C, os navegadores fenícios ultrapassavam a região Mediterrânea e talvez já chegassem a regiões tão distantes quanto Índia, África e Europa. Porém, nesse ínterim, desenvolvera-se uma técnica de obtenção do ferro a partir de seus minérios em 1300 a. C., na Ásia Menor. O ferro era de purificação mais difícil. Exigia uma temperatura mais alta, e a técnica da utilização do carvão vegetal para esse propósito levou algum tempo para se desenvolver. Mineração a céu aberto refere-se ao método de extração de rochas ou minerais da terra por sua remoção de um poço aberto ou de uma escavação em empréstimo. O termo é usado para diferenciar esta forma de mineração dos métodos extrativos que requerem perfuração de túneis na terra - mineração subterrânea.

A mineração a céu aberto é usada quando depósitos de minerais ou rochas comercialmente úteis são encontrados perto da superfície; isto é, onde a espessura do terreno de cobertura situado por cima do material de interesse, e que tem de ser removido para se chegar a este é relativamente pequena ou o material de interesse é estruturalmente impróprio para a abertura de túneis como é o caso de areias, cinzas vulcânicas e cascalhos. Onde os minerais ocorrem muito abaixo da superfície, e a espessura dos terrenos de cobertura é grande ou o mineral ocorre em veios na rocha - o material de interesse é extraído usando métodos de mineração subterrânea. As minas a céu aberto são ampliadas tipicamente até que o recurso mineral ou o lote de terra possuído pela companhia de mineração se esgote. Minas a céu aberto de onde se extraem naturalmente materiais de construção e pedra ornamental são geralmente chamadas pedreiras. A maioria das pessoas dificilmente distingue na vida cotidiana os vários tipos de minas a céu aberto, como pedreiras, empréstimos, minas de aluvião, e as minas de lavra em tiras. As minas a céu aberto são geralmente expandidas até que o recurso mineral seja esgotado, ou até que a razão crescente entre o volume de terreno de cobertura e o volume de minério torne a continuação da extração não-econômica. Quando tal acontece, as minas a céu aberto podem ser transformadas em aterros sanitários

Porém, em geral, é necessário que exista algum tipo de controle da água para a mina não se transformar em lago. Materiais extraídos de minas a céu aberto incluem: argila, carvão, coquina, granito, gravilha, gesso, calcário, mármore, metais: cobre, ferro, por exemplo, areia e cascalho, arenito. ThyssenKrupp é um grupo industrial diversificado de alta tecnologia alemão com mais de 155.000 empregados em quase 80 países. A empresa resultou de uma união em 1999 das empresas Thyssen e Krupp. No ano fiscal de 2011/2012 ThyssenKrupp gerou vendas de € 40 bilhões. O Grupo é formado por 670 empresas difundidas pelo mundo e é um dos maiores produtores de aço no mundo contemporâneo. Possui três unidades de serviço: aço, bens de capital e serviços. A produção de aço se concentra no aço carbono e aço inoxidável, enquanto as unidades de bens de serviço abrangem três segmentos: elevadores, indústria automotiva (peças, subconjuntos e módulos) e construção de plantas de indústrias de alta tecnologia e desenvolvimento de componentes e maquinário. Na Alemanha, o grupo já pagou em 2007 uma multa recorde de 480 milhões de euros pela Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, por envolvimento em um cartel, ferindo a livre concorrência. Mesmo com o histórico da grande multa, ThyssenKrupp teve de pagar uma outra multa de 88 milhões de euros em julho de 2013 por ter outro envolvimento há uma década num cartel de ferrovias, sendo a companhia que pagou o maior preço na multa em comparação às outras envolvidas no esquema. 

A ThyssenKrupp AG é um grupo siderúrgico alemão oficialmente estabelecido em 1999 da fusão da Friedrich Krupp AG Hoesch-Krupp e da Thyssen AG. Com subsidiárias em vários continentes, suas sedes estão localizadas em Essen e Duisburg, Alemanha. A sede anterior ficava em Düsseldorf. A ThyssenKrupp está estruturada em seis divisões: Steel Europe, Components technology, Elevator technology, Material services, Industrial solutions e Marine systems. Em março de 1997 a Friedrich Krupp AG Hoesch-Krupp, com sede em Essen, tentou assumir o controle da Thyssen AG, com sede em Düsseldorf, mas não obteve sucesso após o vazamento de informações de um dos bancos envolvidos na potencial transação. Isso desencadeou uma onda de protestos e manifestações por parte dos funcionários da Thyssen AG, que culminaram com a presença de quase 30.000 colaboradores na sede do Deutsche Bank em Frankfurt. A Krupp e a Thyssen decidiram iniciar negociações de fusão, que foram finalizadas em 1997e feito em1999. O logotipo da nova estrutura combina o da Krupp (três anéis) com o da Thyssen. Em novembro de 2005 o grupo Arcelor lançou uma oferta agressiva de aquisição da empresa canadense Dofasco. Para contrariar essa ofensiva, a ThyssenKrupp interveio lançando uma oferta amigável de aquisição de € 3,5 bilhões, representando um prêmio de 9,8% sobre a oferta hostil da Arcelor. O acordo foi finalizado no final de janeiro de 2006 em favor da Arcelor por um montante de 4,6 mil milhões de dólares.

Em 21 de fevereiro de 2007 a Comissão Europeia multou os quatro maiores fabricantes mundiais de elevadores, a saber: ThyssenKrupp, Kone, Otis e Schindler por participarem num cartel ilegal no mercado de elevadores e escadas rolantes, o que viola as regras de concorrência consagradas nos tratados europeus. A ThyssenKrupp foi condenada a pagar uma multa de 479 milhões de euros ao orçamento europeu. Em novembro de 2013 a ThyssenKrupp vende suas operações nos EUA para uma oferta conjunta da ArcelorMittal e da Nippon Steel & Sumitomo Metal por quase 200 bilhões de ienes ou US$ 1,97 bilhão. Em junho de 2014 a ThyssenKrupp vende um estaleiro especializado em submarinos localizado na Suécia para a Saab por 50 milhões de euros. Em dezembro de 2014 a ThyssenKrupp adquiriu a empresa de manutenção de elevadores Lift & Engineering Services por um valor desconhecido. 

Em 2015, a ThyssenKrupp Elevators anunciou a demissão de 258 pessoas na fábrica de Angers, na França. Em abril de 2016 a Vale anunciou a venda de sua participação de 26,87% na fábrica brasileira ThyssenKrupp CSA por um valor simbólico de um euro. Em 2017, a ThyssenKrupp vendeu toda a operação para a empresa argentina Ternium por US$ 1,5 bilhão. Combinando os custos adicionais de construção com os custos de inicialização, as perdas da ThyssenKrupp chegaram a € 12 bilhões. Incluindo a venda das fábricas nos Estados Unidos e no Brasil, bem como a participação financeira da Vale, o resultado líquido do empreendimento americano foi um prejuízo de aproximadamente € 8 bilhões. Em janeiro de 2017 a ThyssenKrupp adquiriu da Airbus a participação de 49% que ainda não possuía na Atlas Elektronik, por um valor não divulgado. A ThyssenKrupp já havia adquirido a participação da BAE Systems nessa subsidiária em dezembro de 2005. Em setembro de 2017A ThyssenKrupp e a Tata Steel anunciaram a fusão das suas operações siderúrgicas europeias, anunciando simultaneamente a reestruturação deste negócio com a eliminação de 4.000 postos de trabalho. A sede desta nova joint venture, denominada ThyssenKrupp Tata Steel e detida em partes iguais (50-50), ficará localizada nos Países Baixos. A ThyssenKrupp Tata Steel terá 48.000 funcionários e um volume de negócios de 15 mil milhões de euros. Em maio de 2019 a ThyssenKrupp anuncia o abandono da fusão, em conformidade com os requisitos das autoridades europeias da concorrência. Na sequência deste insucesso, a ThyssenKrupp anuncia a sua intenção de cotar a subsidiária de elevadores na bolsa de valores e um plano de reestruturação com o objetivo de eliminar 6.000 postos de trabalho.

Em agosto de 2019 a ThyssenKrupp anuncia que vai apresentar uma queixa contra a rejeição do seu projeto de fusão pela Comissão Europeia, aumentando assim a pressão sobre as regras europeias de concorrência consideradas demasiado rigorosas através deste procedimento raro. Em janeiro de 2020 a Kone anuncia que está lançando uma oferta de aquisição da subsidiária de escadas rolantes e elevadores da ThyssenKrupp por 17 bilhões de euros, mas sua oferta é abandonada. Em fevereiro de 2020 a ThyssenKrupp anuncia a venda de sua subsidiária especializada em escadas rolantes e elevadores (TK Elevator) por 17,2 bilhões de euros para um consórcio de fundos de investimento composto por Advent, Cinven e RAG. Em julho de 2021, a FLSmidth anunciou a aquisição do negócio de mineração da Thyssenkrupp por € 325 milhões. Em agosto de 2021, a ThyssenKrupp anunciou a venda de seu negócio de infraestrutura para um fundo de investimento. Em abril de 2024, o bilionário checo Daniel Kretinsky compra 20% do negócio de aço da Thyssenkrupp. Em 2024, o Ministério da Economia da Alemanha considerou um investimento do governo federal na ThyssenKrupp. O banco estatal Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW) e a empresa de private equity Carlyle estavam supostamente em negociações políticas para adquirir conjuntamente o controle da TKMS. Em novembro de 2024, a ThyssenKrupp anunciou planos para cortar 11.000 empregos até 2030, incluindo o fechamento de sua unidade de Kreuztal-Eichen, que empregava 1.000 pessoas. Em março de 2025, o grupo anunciou a eliminação de mais 1.800 postos de trabalho na sua divisão automóvel.

Bibliografia Geral Consultada.

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