“O melhor aço tem que passar pelo fogo mais quente”. Richard Nixon
Pedologia representa o estudo dos solos no seu ambiente natural. Geografia física ou fisiografia é o estudo das características naturais existentes na superfície terrestre, ou seja, o estudo das condições da natureza ou paisagem natural da Terra. A superfície da Terra é irregular e varia de um lugar para outro em função da inter-relação dinâmica entre os fatores entre si e geográfica em conjunto com outros fatores. A manifestação local deste produto dinâmica é conhecida como paisagem, que é em Geografia um fenômeno de interesse particular, mesmo considera por muitos a ser o objeto de estudo da geografia: Otto Schlüter, Siegfried Passarge, Leo Waibel, Jean Brunes, Carl Sauer, entre outros. Uma das teorias clássicas para explicação da evolução da paisagem como produto da dinâmica da superfície terrestre, é denominada teoria do ciclo geográfico. Este ciclo começa com o soerguimento do relevo, de proporções continentais, através de processos geológicos tais como epirogênese, também de “movimento epirogenético” ou epirogenia, sendo que a epirogênese é um tipo de “movimento tectônico” que consiste no deslocamento vertical da crosta terrestre e acontece em ambos os sentidos: para cima ou para baixo, vulcanismo, representa um fenômeno geológico natural determinado pelas atividades vulcânicas. A palavra vulcão deriva do nome do “deus do fogo” na mitologia romana Vulcano. A ciência que estuda os vulcões é chamada de vulcanologia, e o profissional que atua na área vulcanóloga, que deve ter conhecimento em geofísica, e ramos da geologia tais como a petrologia e a geoquímica.
Vulcão é uma estrutura geológica criada quando o magma, gases e partículas quentes como cinza vulcânica “escapam” para a superfície. Eles ejetam altas quantidades de poeira, gases e aerossóis na atmosfera, interferindo no clima. São frequentemente considerados causadores de poluição natural. Tipicamente, os vulcões apresentam formato cónico e montanhoso. A erupção de um vulcão pode resultar num grave e extraordinário “desastre natural”, por vezes de consequências planetárias. Tal como outros eventos naturais, as erupções embora monitoradas por sistema tecnológico e conhecimento humano, são quase que imprevisíveis e causam danos indiscriminados. Entre outros, tendem a desvalorizar os imóveis em suas vizinhanças, prejudicam o turismo, interrompem o tráfego aéreo e consomem a renda pública e privada em reconstruções. Na Terra, os vulcões tendem formar-se junto das margens das placas tectónicas. Existem exceções quando os vulcões ocorrem em zonas chamadas de hot spots, locais onde o “manto superior” atinge altas temperaturas. Os solos nos arredores de vulcões formados de “lava arrefecida”, tendem a ser bastante férteis para a agricultura. O processo de vulcanismo (cf. Riggio, 2013) ocorre por meio da alta pressão e temperatura presente no interior da Terra, onde há expulsão do magma (lava), cinzas, gases, poeira, vapor d`água e de piroclastos para a superfície, orogênese, também chamada de movimento orogenético e orogenia, a orogênese é um tipo de movimento tectônico que acontece nas zonas de convergência entre placas tectônicas, que consistem nas regiões de maior instabilidade da crosta terrestre etc.
A partir disso, os rios e o escoamento superficial começam a criar vales com a forma de V entre as montanhas, a fase chamada “juventude”. Durante esta primeira etapa, o terreno é mais íngreme e mais irregular. Ao longo do tempo histórico, as correntes podem “esculpir” vales mais amplos, considerados “maturidade”. Por fim, tudo se tornaria uma planície (senilidade) nivelada à menor altitude possível e per se chamada de “nível do base”. Esta planície final foi chamada peneplanície por William Morris Davis, que significa “quase plana”. O reconhecimento da tectónica de placas na década de 1950, e da neotectônica em áreas com formação de plataformas, subsidiou novas interpretações da evolução das “paisagens”, como uma fração do espaço, como o princípio do equilíbrio dinâmico das formas de relevo. Neste princípio, a superfície pode ser modelada sem que haja “arrasamento do relevo” e “formação de peneplanícies”. Isto se daria em função da compensação isostática, sendo as formas de relevo resultantes da interação entre os tipos de rocha e os climas atuantes. Esses processos permitem o trânsito alívio por diferentes fases. Os fatores de estos (movimentos, ruídos) processos podem ser classificados em quatro grupos: fatores geográficos: a paisagem é afetada tanto pela fatores bióticos e abióticos, que são considerados geográficos só fatores abióticos de origem exógena, tais como relevo, solo, clima e corpos d`água. O clima, com elementos como pressão, temperatura, ventos. Água de superfície com a ação do escoamento, o rio e a ação do mar. O gelo glacial com modelagem, entre outros. Esses são fatores que ajudam a modelo favorecendo processos de erosão.
Fatores bióticos: o efeito de fatores bióticos no alívio geral, se opõem ao processo de modelagem, especialmente considerando a vegetação, no entanto, existem poucos animais que não trabalham com o processo erosivo, como cabras. Fatores geológicos: como placas tectônicas, o diastrofismo, a orogenia e vulcanismo são processos construtivos e de origem endógena que se opõem e interromper a modelagem do ciclo geográfico. Fatores humanos: As atividades humanas sobre o relevo são muito variáveis, dependendo da atividade desenvolvida neste contexto e como muitas vezes acontece com os homens é muito difícil generalizar e podem influenciar a favor ou contra a erosão. Embora os vários fatores que influenciam a superfície da Terra estão incluídos na dinâmica do chamado “ciclo geográfico”, fatores geográficos só contribuem para o “ciclo de desenvolvimento” e seu objetivo final, o peneplano. Enquanto o resto dos fatores biológicos, geológicos e sociais puder interromper ou perturbar o ciclo de desenvolvimento normal. Embora as mudanças climáticas façam parte da história do planeta desde os primórdios, seus efeitos foram acelerados nos últimos anos pela atividade humana. É o que alerta José Antonio Marengo, climatologista peruano, coordenador geral de pesquisa e desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, órgão brasileiro que estuda o tema. O especialista explica que algumas consequências dessas mudanças ser percebidas; apesar disso, no entanto, ainda é possível implementar medidas que ajudem a reduzir o impacto que as alterações climáticas geram. Mas o que é exatamente a mudança climática?
E quais são as causas e consequências desse fenômeno tecnológico? De acordo com a Organização das Nações Unidas, a mudança climática refere-se a mudanças de longo prazo nas temperaturas e padrões climáticos. Portanto, diz respeito a todas as alterações que o clima sofreu em diferentes escalas de tempo, diz o climatologista peruano, confirma o climatologista peruano. A ONU explica que estas alterações podem ser naturais (tais como as variações no ciclo solar, por exemplo, mas que “desde o século 19, as atividades humanas têm sido o principal motor da mudança climática”. O que causa a mudança climática? O especialista do Cemaden considera que existem causas naturais e humanas para a mudança climática. Entre as primeiras, ele menciona a distância entre o Sol e a Terra, que é um processo astronômico natural, e as erupções vulcânicas, que liberam aerossóis capazes de bloquear a energia solar. Entre os fatores antropogênicos envolvidos na mudança climática, Marengo lista a queima de combustíveis fósseis por veículos ou indústria; o metano liberado por aterros sanitários, pela agricultura e pela pecuária; e a queima de vegetação ou biomassa como os principais. A Organização das Nações Unidas, por sua vez, deixa claro que a geração de energia a partir de combustíveis fósseis é um motivo de grande preocupação. – “A maior parte da eletricidade ainda é gerada pela queima de carvão ou gás, que produz dióxido de carbono e óxido nitroso, potentes gases de efeito estufa que cobrem o planeta e retêm o calor do Sol”, informa ciosa a entidade. Eles advertem sobre as emissões da indústria e das fábricas, principalmente da queima de combustíveis fósseis para gerar energia para produzir cimento, componentes eletrônicos ou roupas, por exemplo, todas ações que colaboram com a mudança climática.
Os climas do planeta
são determinados de acordo com a localização geográfica do lugar e a
intensidade de luz solar que o mesmo recebe em certos períodos do ano. A Terra
possui forma geoide, por isso a luz solar que incide na superfície do planeta
não atinge com a mesma intensidade todos os pontos do mesmo. A quantidade de
luz que atinge a superfície em áreas próximas à Linha do Equador é diferente
das recebidas em regiões adjacentes ao Círculo Polar Ártico. Astronomicamente
denominam-se “círculos polares” as linhas definidas pelos pontos de interseção
entre a superfície da esfera planetária, em questão a terrestre, e uma reta
imaginária (abstrata) que passe pelo centro do planeta de forma a posicionar-se
sempre perpendicular ao plano eclíptico, provida no mínimo uma rotação completa
do planeta, isto é, um dia sideral. Em minutos o dia na Terra dura 1440
minutos, em segundos dura 86 400. O dia sideral (rotação) utiliza as estrelas
como referência para a determinação do tempo. Devido ao movimento de translação
da Terra ao redor do Sol, a duração do dia sideral não coincide com a do dia
solar. Entre uma noite e outra o planeta Terra percorre a orbita em torno do
Sol. O dia sideral é consequência do movimento de translação. Se, em um ano
corresponde, um dia solar se deve ao movimento de rotação, em um dia
sideral, 0.274% dele se deverá ao movimento de translação.
Considerando-se um dia
solar de 24 horas, ou 1440 minutos, 3,94 minutos seriam consequência do
movimento de translação e 23 horas, 56 minutos e 4 segundos consequência do
movimento de rotação. A rotação (dia sideral) tem duração menor que a duração
de um dia solar. Uma estrela observada numa linha perpendicular ao eixo de
rotação da Terra às 00:00 de uma noite será observada, na mesma linha
perpendicular às 23:56:04 na noite seguinte, após uma nova rotação. Durante
esta rotação a Terra terá deslocado um pouco na sua órbita ao redor do Sol,
esta é a diferença entre o que se explica sobre o dia solar e o dia sideral. O
dia sideral médio, considerando as variações elípticas da órbita da Terra, é de
23 horas, 56 minutos e 4 segundos. O dia sideral médio pondera diferenças que
ocorrem durante o afélio da Terra, é o ponto da órbita em que um planeta, ou um
corpo menor do sistema solar está mais afastado do Sol, onde o dia sideral é
maior, a velocidade angular de translação da Terra é menor, e vice-versa,
quando um corpo se encontra no periélio, ele tem a maior velocidade de
translação de toda a sua órbita. Quando
o corpo em questão estiver orbitando outro objeto celeste que não o Sol,
utiliza-se o periastro para identificar esse ponto. Quando a Terra está mais
próxima do Sol, e a velocidade angular de translação é maior. Moléculas de água
congelada foram descobertas à sombra de uma cratera na Lua. Isto é importante
como veremos adiante.
A Administração
Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA), norte-americana, anunciou o
Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha que detectou moléculas
de água congelada na Cratera Clavius, uma enorme e antiga cratera existente nas
terras altas perto do polo Sul lunar, numa região acidentada e montanhosa,
crivada de antigas crateras de impacto, situada no hemisfério Sul da Lua,
segundo o astrônomo Cássio Barbosa, do Centro Universitário da Fundação
Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros, uma instituição de ensino
superior católica jesuíta. Foi uma das fundadoras da Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo em 1946. Sally Ride (1951-2012) uma das 8 mil mulheres
que se inscreveram para concorrerem num programa da NASA para ser a primeira
astronauta do programa espacial norte-americano em 1978. Por simetria tais
linhas justapõem-se a dois dos paralelos geográficos do planeta. Ao paralelo
assim selecionado no hemisfério Norte dá-se o nome de Círculo Polar Ártico, e
ao paralelo assim selecionado no hemisfério Sul dá-se o nome de Círculo Polar
Antártico. Nas regiões entre os dois círculos verifica-se sempre um nascer e um
ocaso da estrela central (o Sol no caso da Terra) a cada dia. Sobre cada um dos
círculos polares, em uma data do ano não se verifica o nascer, e em outra não
se verifica o poente da estrela, havendo, um dia sem iluminação e outro sem
umbra ao ano. Para regiões entre cada um dos círculos polares e seu respectivo
polo, quer dizer, quanto mais junta ao polo, maior o número de dias
consecutivos sob aparente iluminação contínua (sem ocaso) e ocorrência de maior
o número de dias sob umbra contínua (sem o amanhecer), verificando-se o extremo
para tais períodos justamente nos polos.
A Escavadeira 288 (Bagger 288), anteriormente reconhecida como MAN TAKRAF RB288 construída pela empresa alemã Krupp para a empresa de energia e mineração Rheinbraun, é uma escavadeira de roda de caçamba ou máquina móvel de mineração a céu aberto. Tecnologicamente, a mineração de superfície, incluindo a mineração a céu aberto, a mineração em minas a céu aberto e a mineração de remoção do topo da montanha, é uma categoria ampla de mineração na qual o solo e a rocha que recobrem o depósito mineral (a sobrecarga) são removidos, em contraste com a mineração subterrânea, na qual a rocha sobrejacente é deixada no local e o mineral é extraído por meio de poços ou túneis. Na América do Norte, onde ocorre a maior parte da mineração de carvão a céu aberto, esse método começou a ser usado em meados do século XVI e é praticado em todo o mundo na mineração de muitos minerais diferentes. Na América do Norte, a mineração a céu aberto ganhou popularidade ao longo do século XX, e as minas a céu aberto agora produzem a maior parte do carvão extraído nos Estados Unidos da América.
Na maioria das formas de mineração a céu aberto, equipamentos pesados, como escavadeiras, removem primeiro a camada superficial do solo. Em seguida, máquinas de grande porte, como escavadeiras de arrasto ou escavadeiras de roda de caçamba, extraem o mineral. As vantagens econômicas da mineração a céu aberto incluem custos mais baixos e maior segurança comparativamente com a mineração subterrânea. As desvantagens sociológicas incluem riscos à saúde humana e ao meio ambiente. Os seres humanos enfrentam uma variedade de riscos à saúde causados pela mineração, como diferentes doenças cardiovasculares, contaminação de alimentos e água. A destruição de habitats, juntamente com a poluição do ar, sonora e da água, são impactos ambientais negativos significativos causados pelos efeitos colaterais da mineração a céu aberto. Existem cinco tipos principais de mineração de superfície. A mineração a céu aberto é a prática de extrair um veio mineral removendo-se primeiro uma longa faixa de solo e rocha sobrejacentes (a camada superficial); essa atividade também é conhecida como remoção da camada superficial. É mais usada para extrair carvão e linhita (carvão marrom). A mineração a céu aberto só é viável quando o corpo de minério a ser escavado está próximo da superfície e/ou é predominantemente horizontal. Esse tipo de mineração utiliza algumas das maiores máquinas do mundo, incluindo escavadeiras de roda de caçamba que podem movimentar até 12.000 m³ de terra por hora. Existem duas formas de mineração a céu aberto. O método mais comum é a mineração por alargamento de área, utilizada em terrenos relativamente planos para extrair depósitos em uma grande área.
À medida que cada faixa
longa é escavada, o material de cobertura é colocado na escavação feita pela
faixa anterior. A mineração por contorno envolve a remoção da camada
superficial acima da camada mineral próxima a um afloramento em terrenos
acidentados, onde o afloramento mineral geralmente acompanha o contorno do
terreno. A remoção por contorno é frequentemente seguida pela mineração com
trado na encosta, para extrair mais mineral. Esse método geralmente
deixa para trás terraços nas encostas das montanhas. A mineração a céu aberto
refere-se a um método de extração de rochas ou minerais da terra através da sua
remoção de uma cava ou depósito aberto. Este processo é realizado na superfície
do solo. É mais adequado para aceder a depósitos minerais predominantemente
verticais. Embora a mineração a céu aberto seja por vezes erroneamente
designada como “mineração a céu aberto”, os dois métodos são diferentes. A
mineração por remoção do topo da montanha (MTR) é uma forma de mineração de
carvão que extrai camadas de carvão sob o topo das montanhas, removendo
primeiro o topo da montanha que recobre a camada de carvão. Explosivos são
usados para quebrar a camada superficial (camadas de rocha acima da camada),
que é então removida.
A remoção do
topo da montanha substitui a paisagem íngreme original por uma topografia muito
mais plana. As tentativas de desenvolvimento econômico em áreas de mineração
recuperadas incluem prisões, como a Penitenciária Federal Big Sandy no Condado
de Martin, Kentucky , aeroportos de pequenas cidades, campos de golfe como o
Twisted Gun no Condado de Mingo, Virgínia Ocidental, e o Stonecrest Golf Course
no Condado de Floyd, Kentucky, bem como “locais de descarte de lodo de lavagem
industrial, aterros sanitários de resíduos sólidos, parques de trailers,
fabricantes de explosivos e depósitos para aluguel”. Este método tem sido cada
vez mais utilizado nos últimos anos nos campos de carvão dos Apalaches, na
Virgínia Ocidental, Kentucky, Virgínia e Tennessee, nos Estados Unidos. As
profundas alterações na topografia e a perturbação dos ecossistemas
pré-existentes tornaram a remoção do topo das montanhas altamente controversa. Os
defensores da remoção do topo da montanha apontam que, uma vez que as áreas são
recuperadas conforme exigido por lei, a técnica fornece terrenos planos de alta
qualidade, adequados para muitos usos em uma região onde terrenos planos são
raros. Eles também sustentam que o novo crescimento em áreas mineradas
recuperadas do topo da montanha é mais capaz de sustentar populações de animais
de caça. Os críticos argumentam que a remoção do topo de montanhas é uma
prática desastrosa que beneficia um pequeno número de empresas em detrimento
das comunidades locais e do meio ambiente.
Uma declaração de
impacto ambiental da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos da América
constata que os riachos próximos a aterros de vales podem, por vezes, conter
níveis mais elevados de minerais na água e uma diminuição da biodiversidade
aquática. A declaração estima ainda que 1.165 km de riachos dos Apalaches foram
soterrados por aterros de vales entre 1985 e 2001. A detonação em uma mina de
remoção de topo de montanha expele poeira e rochas voadoras no ar, que podem
então perturbar ou depositar-se em propriedades privadas próximas. Essa poeira
pode conter compostos de enxofre, que alguns técnicos afirmam corroer
estruturas e lápides e representar um risco à saúde. Embora os locais de
recuperação de mineração (MTR) devam ser recuperados após a conclusão da
atividade, a recuperação tem se concentrado tradicionalmente na estabilização
de rochas e no controle da erosão, mas nem sempre no reflorestamento da área.
Gramíneas não nativas de crescimento rápido, plantadas para fornecer vegetação
rapidamente a um local, competem com mudas de árvores, e as árvores têm
dificuldade em estabelecer sistemas radiculares em aterro compactado.
Consequentemente, a biodiversidade sofre em uma região dos Estados Unidos com
inúmeras espécies endêmicas. A erosão também aumenta, o que pode intensificar
as inundações. No Leste dos Estados Unidos, a Iniciativa Regional de
Reflorestamento dos Apalaches trabalha para promover o uso de árvores na
recuperação de áreas mineradas.
A
dragagem é um método de mineração abaixo do lençol freático. É mais comumente
associada à mineração de ouro. Dragas pequenas geralmente usam sucção para
trazer o material extraído do fundo de um corpo d`água. Historicamente, as
operações de dragagem em grande escala frequentemente utilizavam uma draga
flutuante; uma embarcação semelhante a uma barcaça que recolhe o material
através de uma esteira transportadora na proa, filtra o componente desejado a
bordo e devolve o material indesejado à água por meio de outra esteira
transportadora na popa. Em vales fluviais com cascalho e lençóis freáticos
rasos, uma draga flutuante pode abrir caminho através do sedimento solto em um
lago criado por ela mesma. A mineração de talude alto é outra forma de
mineração, às vezes realizada para recuperar carvão adicional adjacente a uma
área minerada a céu aberto. O método evoluiu da mineração com trado, mas não se
enquadra tecnologicamente na definição de “mineração a céu aberto”, uma vez que
não envolve a remoção da camada superficial para expor a camada de carvão.
Na mineração de
talude alto, a camada de carvão é penetrada por uma mineradora contínua
impulsionada por um mecanismo de transferência de viga hidráulica (PTM). Um
ciclo típico inclui o afundamento (lançamento - empurrão para a frente) e o
cisalhamento (elevação e abaixamento da lança da cabeça de corte para cortar
toda a altura da camada de carvão). À medida que o ciclo de recuperação de
carvão continua, a cabeça de corte é progressivamente lançada na camada de carvão
por 6,01 metros (19,72 pés). Em seguida, o PTM insere automaticamente uma viga
de empurrar retangular de 6,01 metros (19,72 pés) de comprimento (segmento de
transportador helicoidal) na seção central da máquina, entre a cabeça de força
e a cabeça de corte. O sistema de viga de empurrar pode penetrar quase 370 metros
(1.200 pés) na camada de carvão. Um sistema patenteado de mineração de talude
alto utiliza brocas helicoidais embutidas na viga de empurrar que impedem a
contaminação do carvão extraído por detritos rochosos durante o processo de
transporte.
Utilizando imagens de
vídeo e/ou um sensor de raios gama e/ou outros sistemas de georradar, como um
sensor de detecção da interface carvão-rocha, o operador pode visualizar a
projeção da interface camada-rocha e guiar o avanço da mineradora contínua. A
mineração em taludes altos pode produzir milhares de toneladas de carvão em
operações de contorno com bancadas estreitas, áreas previamente mineradas,
aplicações de mineração em trincheiras e veios de inclinação acentuada,
utilizando um sistema de bombeamento de fluxo de água controlado e/ou um
sistema de ventilação de gás (inerte). A recuperação de solo com o formato de
túnel utilizado por mineradores de talude alto é muito melhor do que com furos
circulares perfurados, mas o mapeamento das áreas exploradas por esse tipo de
equipamento não é tão rigoroso quanto o das áreas mineradas em profundidade. O
deslocamento de solo é muito menor em comparação com a mineração a céu aberto;
no entanto, o custo de aquisição e operação de um minerador de talude alto é
comparativamente maior. O mapeamento do afloramento, bem como os dados de
perfuração e as amostras coletadas durante o processo de construção das
bancadas, são levados em consideração para projetar da melhor forma os painéis
que a mineradora de talude irá cortar. Obstáculos que possam ser danificados
por subsidência e o contorno da mina de talude são considerados, e um topógrafo
orienta a mineradora em linha de levantamento topográfico predominante
perpendicular ao talude.
As linhas paralelas
representam o corte na montanha até 370 metros de profundidade. Sem
direcionamento ou correção de rumo em um azimute de navegação durante a
mineração, isso resulta na perda de uma porção da camada de carvão e representa
um risco potencial de corte em pilares de galerias mineradas anteriormente
devido à deriva horizontal (rolamento) da coluna de módulos de corte e vigas de
empuxo. Recentemente, mineradores de taludes altos penetraram mais de 370
metros na camada de carvão, e os modelos atuais são capazes de ir mais longe,
com o auxílio da navegação giroscópica e sem a limitação da quantidade de cabo
armazenada na máquina. A profundidade máxima seria determinada pela tensão de
penetração adicional e pelo consumo de energia específico associado, melhor
dizendo, torção e tensão na coluna de transportadores helicoidais, mas os
sistemas atualmente otimizados de transporte por parafusos (vigas de empuxo)
com desenvolvimento visual de produto e modelagem de elementos discretos
utilizam. Na realidade o software de simulação de fluxo demonstra que
penetrações estendidas com perfuração direcional inteligente são possíveis,
mesmo em ângulos de inclinação acentuados, desde a horizontal até mais de 30
graus em profundidade. Em casos de mineração com declives significativos, a
nova metodologia de mineração deve ser denominada “mineração direcional”, ou
seja, tecnologias comuns utilizadas, como perfuração direcional e mineração
direcional, apresentam sinergia valiosa e são categorizadas em técnicas “da
superfície para a camada”.
A drenagem, seja a seco
ou a úmido, é desenvolvida, ou o corte e a dragagem por meio de transportadores
helicoidais são estratégias proativas no desenvolvimento de um roteiro para a
principal empresa global de engenharia de mineração de taludes íngremes. Historicamente,
o transporte de materiais para fora das minas a céu aberto era realizado por
meio de trabalho manual, veículos puxados por cavalos e/ou ferrovias de
mineração. As práticas atuais tendem a utilizar caminhões de transporte em
estradas de acesso projetadas nas próprias instalações da mina. Os governos
federais impuseram diversas leis e regulamentos que as empresas de mineração
devem seguir rigorosamente. Nos Estados Unidos, a Lei de Controle e Recuperação
da Mineração de Superfície de 1977 exige a recuperação de minas de carvão a céu
aberto. A recuperação de minas que não sejam de carvão é regulamentada por leis
estaduais e locais, que podem variar bastante. A Lei Nacional de Política
Ambiental, a Lei de Conservação e Recuperação de Recursos, a Lei Abrangente de
Resposta Ambiental, Compensação e Responsabilidade e muitas outras leis tratam
do tema da mineração de superfície. Em alguns casos, mesmo com legislação
adequada em vigor para a mineração de superfície, alguns impactos negativos na
saúde humana e no meio ambiente persistem. A mineração a céu aberto pode ter
vários efeitos no ambiente. Os efeitos negativos incluem poluição do solo, da
água, do ar e sonora, bem como alteração da paisagem e vários outros impactos
negativos.
No entanto, novas
tecnologias e gestão adequada podem facilitar o tratamento adequado do
abastecimento de água e restaurar a ecologia local, o que ajuda a reconstruir o
ambiente. Cada tipo de mineração a céu aberto tem seu próprio impacto ambiental.
Mineração a céu aberto - Após o término das operações, os rejeitos são
colocados de volta no buraco e cobertos para que o local se assemelhe à
paisagem anterior à operação de mineração. Esse processo envolve a remoção de
toda a vegetação rasteira da área, o que é prejudicial ao meio ambiente. Uma
camada superficial do solo pode ser colocada sobre os rejeitos, juntamente com
o plantio de árvores e outras vegetações. Outro método de recuperação envolve o
preenchimento do buraco com água para criar um lago artificial. Grandes pilhas
de rejeitos deixadas para trás podem conter metais pesados que podem liberar
ácidos como chumbo e cobre e contaminar os sistemas hídricos. Mineração a céu
aberto - Um dos maiores tipos de mineração do mundo, e a dimensão dessas
operações deixa enormes cicatrizes na paisagem, destruição de habitats
ambientais e custos substanciais de limpeza. Uma mina a céu aberto pode
produzir uma enorme quantidade de rejeitos, dolinas podem se formar ao longo da
estrada, inundações e impactos negativos semelhantes aos da mineração em
faixas. Mineração por remoção do topo da montanha - Envolve a remoção de topos
de montanhas inteiros, cuja rocha residual é usada para nivelar o terreno
circundante, aterrando rios e vales. Isso é muito destrutivo, pois altera a vida e o ecossistema associado.
Ao longo dos Apalaches, em estados como Kentucky e Virgínia, a remoção do topo da montanha é um método de mineração comum, onde florestas inteiras são desmatadas e a área se torna vulnerável a possíveis deslizamentos de terra, sendo a restauração, às vezes, muito difícil/custosa. Dragagem. Uma forma de mineração de superfície cujos impactos ambientais se encontram principalmente debaixo d`água. O método de extração de material do fundo do mar ou de qualquer corpo d`água acarreta riscos prejudiciais à vida marinha. No geral, os efeitos são muito menores em comparação com outros métodos de mineração. O influxo de sedimentos pode soterrar flora e fauna, alterar os níveis da água e modificar o teor de oxigênio. A poluição da água e sonora é uma preocupação que deve ser monitorada, pois a vida marinha é muito sensível e vulnerável a mudanças drásticas e prejudiciais em seu ecossistema. Minério é um agregado de minerais rico em um determinado mineral ou elemento químico que é economicamente e tecnologicamente viável para extração. Pode ser uma rocha, sedimento ou solo. O minério é constituído de minerais de minério ou minerais de interesse econômico e ganga, ou minerais que não possuem interesse econômico. A Mineração abrange os processos, atividades e indústrias cujo objetivo é a extração de substâncias minerais a partir de depósitos ou massas minerais. É um conceito que tem de ter em conta dois domínios, o natural e o político. Representam um conjunto de minerais utilizáveis na forma em que são extraídos, isto é, não é necessário nenhum processo de beneficiação. Estas são de alto volume e baixo valor, pois quanto mais se gastar no processamento, beneficiação e metalurgia, mais caros são os materiais.
Metalurgia é a ciência que estuda e gerencia os metais desde a extração do subsolo até sua transformação em produtos adequados ao uso. Metalurgia designa um conjunto de procedimentos e técnicas para extração, fabricação, fundição e tratamento dos metais e suas ligas. Desde muito cedo, o homem explorou os metais para fabricar utensílios, materiais como o cobre, o chumbo, o bronze, o ferro, o ouro e a prata tiveram amplo uso na Antiguidade. Os primeiros altos-fornos apareceram no século XIII. A indústria metalúrgica teve novo impulso no século XVIII com a revolução industrial. Com o domínio do fogo, surgia a possibilidade da metalurgia. Com exceção do ouro e, eventualmente, da prata, do cobre, da platina e do mercúrio, todos os metais praticamente existem na natureza apenas na forma de minérios, combinados com outros elementos químicos e na forma oxidada, e para extraí-lo e purificá-lo ou separar o metal da sua combinação inicial e transformá-lo em substância simples. A oxidação e a redução são fenômenos que ocorrem simultaneamente em reações em que há transferência de elétrons entre os átomos. Esses fenômenos também são chamados de oxirredução ou redox, ou seja, reduzir seu nox a zero, podemos ter como auxílio o processo de oxirredução (eletrólise industrial).
A palavra metal
vem do grego e significa procurar, sondar. O ouro é um dos metais mais raros e compõe
estatisticamente a proporção 1/200 000 000 da crosta terrestre. Mas
provavelmente foi o primeiro metal a ser descoberto, exatamente por existir
quase sempre em forma de pepita, cuja cor reluzente é amarela que chama a
atenção. Era extremamente pesado, podia ser usado como ornamento por ser
brilhante e podia ser moldado nas mais variadas formas, pois não era muito
duro. Além disso, era permanente, uma vez que não oxidava nem deteriorava. É
provável que o ser humano tenha iniciado seu trabalho com o ouro há mais de dez
mil anos. O ouro e, até certo ponto, a prata e o cobre eram valiosos devido à
sua beleza e raridade e tornaram-se um meio de troca e uma ótima maneira de se
armazenar riquezas. Por volta de 640 a. C, os lídios da Ásia Menor inventaram
as moedas, pedaços de liga de ouro e prata com peso determinado, cunhados com
um brasão do governo para garantir sua autenticidade. Provavelmente, a primeira
produção de metal foi obtida acidentalmente, ao se colocar certos minérios de
estanho ou de chumbo numa fogueira. O calor de uma fogueira (cerca de 200 °C) e
o carvão são suficientes para derreter e purificar estes minérios, produzindo
um pouco de metal. Depois, o estanho e chumbo também podem ser derretidos e
moldados numa fogueira comum.
As primeiras contas de
chumbo reconhecidas atualmente foram encontradas em Çatalhüyük, na Anatólia, atualmente
Turquia, tendo sido datadas de 6500 a.C. Não está claro sobre quando os
primeiros artefatos de estanho foram moldados, pois este é um metal mais raro
que o chumbo. Os primeiros moldes de estanho poderiam ter sido também
reutilizados mais tarde em misturas com outros metais e, assim, terem-se
perdido seus registros. Embora o chumbo seja um metal relativamente comum, é
muito macio para ter grande utilidade, de modo que o início da metalurgia do
chumbo não teve impacto significativo no mundo antigo. Para servir como
ferramenta, outro metal mais duro era necessário e, assim, surgiu o uso do
cobre. A primeira evidência referente à metalurgia humana data do quinto e
sexto milênio antes da Era Cristã e foi encontrada nos sítios arqueológicos de
Majdanpek, Yarmovac e Plocnik, na Sérvia. Estes exemplos incluem um machado de
cobre de 5.500 a.C., que pertencia à cultura Vincha. Outros sinais de
metalurgia humana do 5º milénio a.C. foram encontrados num sitio arqueológico
do Neolítico, na Almeria, Sul de Espanha e a partir do terceiro milênio a.C. em
lugares como Palmela (Portugal), Cortes de Navarra (Espanha), e Stonehenge
(Reino Unido).
No entanto, como muitas
vezes acontece com estudos pré-históricos, os marcos iniciais não podem ser
claramente definidos e novas descobertas são contínuas e permanentes. O período
calcolítico, ou Idade do Cobre, fica entre a idade da pedra polida, ou
neolítico, e a idade do bronze. O cobre nativo era conhecido por algumas das
mais antigas civilizações que se tem notícia e tem sido utilizado pelo menos há
dez mil anos - onde atualmente é o norte do Iraque foi encontrado um colar de
cobre de 8.700 a.C. Porém, o descobrimento acidental do metal pode ter ocorrido
há vários milênios. Havia alguns argumentos de que o cobre seria o primeiro
metal a ter sido obtido acidentalmente em fogueiras, mas isso parece
improvável, uma vez que fogueiras não são quentes o suficiente para derreter
minérios de cobre nem cobre metálico. Um caminho mais provável pode ter sido
através dos fornos de cerâmica, inventados na Pérsia (Irã) por volta de 6000
a.C. Fornos de cerâmicas, além de, logicamente, produzirem cerâmica, também
podiam derreter certos quartzos de diferentes cores para vitrificar e tornar
vasos de cerâmica coloridos; acontece que a malaquita (um minério de cobre
oxidado) é uma pedra verde colorida, e um oleiro que tentasse produzir algum
vidro com malaquita acabaria obtendo cobre metálico. Assim pode ter iniciado a
metalurgia do cobre.
O primeiro artefato de
cobre moldado conhecido é a cabeça de um martelo encontrada em Can Hasan,
Turquia Central, sendo datado de 5000 a.C. Embora na época fosse um metal raro,
indícios apontam que o cobre foi utilizado no leste da Anatólia em 6500 a.C. em
Alaca, necrópole pré-hititas. Em diversos sítios daquela região existem objetos
que representam touros e cervos do metal. Também foram encontradas obras de
joalheria e ourivesaria, que se presumem ter a mesma datação. Em 3500 a. C.
acredita-se que tenha havido um rápido desenvolvimento da metalurgia na região
da Mesopotâmia - e que este pode ter proporcionado o crescimento tecnológico
daquela região. Existem indícios em diversos sítios que em aproximadamente 3000
a. C., utensílios de cobre se disseminaram pelo Oriente Médio chegando a
atingir culturas neolíticas na região da Europa. Na Espanha, França e Hungria,
regiões em que o cobre é abundante, as tribos nômades faziam usos de objetos
daquele metal, difundindo-o pela região. O cobre gerou algum impacto no mundo
antigo, pois produzia boas armas e armaduras razoáveis, mas ainda era muito
macio para produzir ferramentas de corte úteis.
Consequentemente, a
metalurgia do cobre não substituiu a manufatura de armas e ferramentas de
pedra, que ainda produziam lâminas superiores. O bronze é uma liga de cobre com
um metaloide chamado arsênio ou de cobre com o metal estanho. A adição de
arsênio ou de estanho no cobre aumentou dramaticamente sua dureza, produzindo
armas e armaduras excelentes. O conhecimento da metalurgia do bronze permitiu
aos reis superar seus inimigos e causou tal revolução que marcou o fim da Idade
da Pedra e o começo da Idade do Bronze. Entretanto, passaram-se milênios até
que o bronze pudesse ser usado por soldados comuns e por cidadãos, tendo sido,
por muito tempo, artigo de luxo da nobreza. Os primeiros bronzes de
cobre/arsênio foram usados por muito tempo até serem substituídos pelos bronzes
modernos de cobre/estanho por volta de 1500 a. C. Não se sabe ao certo historicamente
se os ferreiros que produziam bronze de cobre/arsênio adicionavam minérios de
arsênio ou se exploravam per se minas de cobre que continham arsênio. Os
primeiros bronzes de cobre/estanho datam de 3200 a.C., novamente da Ásia Menor.
Os bronzes de cobre/estanho são mais duros e duráveis que os de cobre/arsênio
e, além disso, o trabalho com arsênio não é seguro, uma vez que o arsênio é um
elemento venenoso, podendo ter sido o primeiro “mal industrial” a atormentar o
homem.
Tudo isso contribuiu
para tornar obsoleto o bronze de cobre/arsênio. Como os ferreiros aprenderam a
produzir bronze com cobre e estanho também é um mistério. Tal conhecimento
provavelmente surgiu por um acidente: pela contaminação de estanho em minérios
de cobre, embora, por volta de 2000 a. C, saibamos que o estanho já era
minerado para a produção de bronze. Isto é surpreendente, visto que o estanho é
um metal semi-raro, e mesmo um minério rico em estanho como a cassiterita
contém somente 5% dele. Igualmente, a cassiterita perece uma rocha comum, sendo
necessário habilidades especiais (ou instrumentos especiais) para encontrá-la.
Mas, quaisquer tenham sido os passos para se aprender sobre o estanho, ele já
era bem compreendido em 2000 a.C. Entre as mais notáveis relíquias da Idade do
Bronze estão as escrituras épicas Ilíada e Odisseia, nas quais os guerreiros
lutavam com armaduras de bronze e com lanças cujas pontas eram de bronze. O
minério de cobre não é comum, e as civilizações que usaram o bronze
intensamente descobriram ter exaurido o suprimento local, tendo que importar
grandes quantidades de outros países. O minério de estanho era ainda pior. O
cobre já não é um componente comum da crosta terrestre, mas o estanho é menos
ainda.
Aliás, o estanho é
quinze vezes mais raro que o cobre. Isso queria dizer que pelo ano 2500 a.C.,
tempo em que ainda se encontrava o cobre em vários locais do Oriente Médio, o
suprimento local de estanho parecia ter-se exaurido completamente. Foi a
primeira vez na história que os homens enfrentaram o esgotamento de um recurso
natural; não apenas um esgotamento temporário, como o do alimento em tempos de
seca, mas sim permanente. As minas de estanho esvaziaram-se e nunca mais
tornariam a se encher. A menos que o ser humano pretendesse se ajeitar com o
bronze existente, novos suprimentos de estanho teriam que ser encontrados em
algum lugar. A busca continuou por áreas cada vez mais amplas e, por volta de
1000 a. C, os navegadores fenícios ultrapassavam a região Mediterrânea e talvez
já chegassem a regiões tão distantes quanto Índia, África e Europa. Porém,
nesse ínterim, desenvolvera-se uma técnica de obtenção do ferro a partir de
seus minérios em 1300 a. C., na Ásia Menor. O ferro era de purificação mais
difícil. Exigia uma temperatura mais alta, e a técnica da utilização do carvão
vegetal para esse propósito levou algum tempo para se desenvolver. Mineração a
céu aberto refere-se ao método de extração de rochas ou minerais da
terra por sua remoção de um poço aberto ou de uma escavação em empréstimo.
O termo é usado para diferenciar esta forma de mineração dos métodos extrativos
que requerem perfuração de túneis na terra - mineração subterrânea.
A mineração a céu aberto é usada quando depósitos de minerais ou rochas comercialmente úteis são encontrados perto da superfície; isto é, onde a espessura do terreno de cobertura situado por cima do material de interesse, e que tem de ser removido para se chegar a este é relativamente pequena ou o material de interesse é estruturalmente impróprio para a abertura de túneis como é o caso de areias, cinzas vulcânicas e cascalhos. Onde os minerais ocorrem muito abaixo da superfície, e a espessura dos terrenos de cobertura é grande ou o mineral ocorre em veios na rocha - o material de interesse é extraído usando métodos de mineração subterrânea. As minas a céu aberto são ampliadas tipicamente até que o recurso mineral ou o lote de terra possuído pela companhia de mineração se esgote. Minas a céu aberto de onde se extraem naturalmente materiais de construção e pedra ornamental são geralmente chamadas pedreiras. A maioria das pessoas dificilmente distingue na vida cotidiana os vários tipos de minas a céu aberto, como pedreiras, empréstimos, minas de aluvião, e as minas de lavra em tiras. As minas a céu aberto são geralmente expandidas até que o recurso mineral seja esgotado, ou até que a razão crescente entre o volume de terreno de cobertura e o volume de minério torne a continuação da extração não-econômica. Quando tal acontece, as minas a céu aberto podem ser transformadas em aterros sanitários.
Porém, em geral, é necessário que exista algum tipo de controle da água para a mina não se transformar em lago. Materiais extraídos de minas a céu aberto incluem: argila, carvão, coquina, granito, gravilha, gesso, calcário, mármore, metais: cobre, ferro, por exemplo, areia e cascalho, arenito. ThyssenKrupp é um grupo industrial diversificado de alta tecnologia alemão com mais de 155.000 empregados em quase 80 países. A empresa resultou de uma união em 1999 das empresas Thyssen e Krupp. No ano fiscal de 2011/2012 ThyssenKrupp gerou vendas de € 40 bilhões. O Grupo é formado por 670 empresas difundidas pelo mundo e é um dos maiores produtores de aço no mundo contemporâneo. Possui três unidades de serviço: aço, bens de capital e serviços. A produção de aço se concentra no aço carbono e aço inoxidável, enquanto as unidades de bens de serviço abrangem três segmentos: elevadores, indústria automotiva (peças, subconjuntos e módulos) e construção de plantas de indústrias de alta tecnologia e desenvolvimento de componentes e maquinário. Na Alemanha, o grupo já pagou em 2007 uma multa recorde de 480 milhões de euros pela Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, por envolvimento em um cartel, ferindo a livre concorrência. Mesmo com o histórico da grande multa, ThyssenKrupp teve de pagar uma outra multa de 88 milhões de euros em julho de 2013 por ter outro envolvimento há uma década num cartel de ferrovias, sendo a companhia que pagou o maior preço na multa em comparação às outras envolvidas no esquema.
A ThyssenKrupp AG é um grupo siderúrgico alemão oficialmente estabelecido em 1999 da fusão da Friedrich Krupp AG Hoesch-Krupp e da Thyssen AG. Com subsidiárias em vários continentes, suas sedes estão localizadas em Essen e Duisburg, Alemanha. A sede anterior ficava em Düsseldorf. A ThyssenKrupp está estruturada em seis divisões: Steel Europe, Components technology, Elevator technology, Material services, Industrial solutions e Marine systems. Em março de 1997 a Friedrich Krupp AG Hoesch-Krupp, com sede em Essen, tentou assumir o controle da Thyssen AG, com sede em Düsseldorf, mas não obteve sucesso após o vazamento de informações de um dos bancos envolvidos na potencial transação. Isso desencadeou uma onda de protestos e manifestações por parte dos funcionários da Thyssen AG, que culminaram com a presença de quase 30.000 colaboradores na sede do Deutsche Bank em Frankfurt. A Krupp e a Thyssen decidiram iniciar negociações de fusão, que foram finalizadas em 1997e feito em1999. O logotipo da nova estrutura combina o da Krupp (três anéis) com o da Thyssen. Em novembro de 2005 o grupo Arcelor lançou uma oferta agressiva de aquisição da empresa canadense Dofasco. Para contrariar essa ofensiva, a ThyssenKrupp interveio lançando uma oferta amigável de aquisição de € 3,5 bilhões, representando um prêmio de 9,8% sobre a oferta hostil da Arcelor. O acordo foi finalizado no final de janeiro de 2006 em favor da Arcelor por um montante de 4,6 mil milhões de dólares.
Em 21 de fevereiro de 2007 a Comissão Europeia multou os quatro maiores fabricantes mundiais de elevadores, a saber: ThyssenKrupp, Kone, Otis e Schindler por participarem num cartel ilegal no mercado de elevadores e escadas rolantes, o que viola as regras de concorrência consagradas nos tratados europeus. A ThyssenKrupp foi condenada a pagar uma multa de 479 milhões de euros ao orçamento europeu. Em novembro de 2013 a ThyssenKrupp vende suas operações nos EUA para uma oferta conjunta da ArcelorMittal e da Nippon Steel & Sumitomo Metal por quase 200 bilhões de ienes ou US$ 1,97 bilhão. Em junho de 2014 a ThyssenKrupp vende um estaleiro especializado em submarinos localizado na Suécia para a Saab por 50 milhões de euros. Em dezembro de 2014 a ThyssenKrupp adquiriu a empresa de manutenção de elevadores Lift & Engineering Services por um valor desconhecido.
Em 2015, a ThyssenKrupp Elevators anunciou a demissão de 258 pessoas na fábrica de Angers, na França. Em abril de 2016 a Vale anunciou a venda de sua participação de 26,87% na fábrica brasileira ThyssenKrupp CSA por um valor simbólico de um euro. Em 2017, a ThyssenKrupp vendeu toda a operação para a empresa argentina Ternium por US$ 1,5 bilhão. Combinando os custos adicionais de construção com os custos de inicialização, as perdas da ThyssenKrupp chegaram a € 12 bilhões. Incluindo a venda das fábricas nos Estados Unidos e no Brasil, bem como a participação financeira da Vale, o resultado líquido do empreendimento americano foi um prejuízo de aproximadamente € 8 bilhões. Em janeiro de 2017 a ThyssenKrupp adquiriu da Airbus a participação de 49% que ainda não possuía na Atlas Elektronik, por um valor não divulgado. A ThyssenKrupp já havia adquirido a participação da BAE Systems nessa subsidiária em dezembro de 2005. Em setembro de 2017A ThyssenKrupp e a Tata Steel anunciaram a fusão das suas operações siderúrgicas europeias, anunciando simultaneamente a reestruturação deste negócio com a eliminação de 4.000 postos de trabalho. A sede desta nova joint venture, denominada ThyssenKrupp Tata Steel e detida em partes iguais (50-50), ficará localizada nos Países Baixos. A ThyssenKrupp Tata Steel terá 48.000 funcionários e um volume de negócios de 15 mil milhões de euros. Em maio de 2019 a ThyssenKrupp anuncia o abandono da fusão, em conformidade com os requisitos das autoridades europeias da concorrência. Na sequência deste insucesso, a ThyssenKrupp anuncia a sua intenção de cotar a subsidiária de elevadores na bolsa de valores e um plano de reestruturação com o objetivo de eliminar 6.000 postos de trabalho.
Em agosto de 2019 a
ThyssenKrupp anuncia que vai apresentar uma queixa contra a rejeição do seu
projeto de fusão pela Comissão Europeia, aumentando assim a pressão sobre as
regras europeias de concorrência consideradas demasiado rigorosas através deste
procedimento raro. Em janeiro de 2020 a Kone anuncia que está lançando uma
oferta de aquisição da subsidiária de escadas rolantes e elevadores da
ThyssenKrupp por 17 bilhões de euros, mas sua oferta é abandonada. Em fevereiro
de 2020 a ThyssenKrupp anuncia a venda de sua subsidiária especializada em
escadas rolantes e elevadores (TK Elevator) por 17,2 bilhões de euros para um
consórcio de fundos de investimento composto por Advent, Cinven e RAG. Em julho
de 2021, a FLSmidth anunciou a aquisição do negócio de mineração da
Thyssenkrupp por € 325 milhões. Em agosto de 2021, a ThyssenKrupp anunciou a
venda de seu negócio de infraestrutura para um fundo de investimento. Em abril
de 2024, o bilionário checo Daniel Kretinsky compra 20% do negócio de aço da
Thyssenkrupp. Em 2024, o Ministério da Economia da Alemanha considerou um
investimento do governo federal na ThyssenKrupp. O banco estatal KfW e a
empresa de private equity Carlyle estavam supostamente em negociações políticas
para adquirir conjuntamente o controle da TKMS. Em novembro de 2024, a
ThyssenKrupp anunciou planos para cortar 11.000 empregos até 2030, incluindo o
fechamento de sua unidade de Kreuztal-Eichen, que empregava 1.000 pessoas. Em
março de 2025, o grupo anunciou a eliminação de mais 1.800 postos de trabalho
na sua divisão automóvel.
Bibliografia Geral Consultada.
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Tiago Alfredo da Silva, Entendimento, Conhecimento e Autonomia: Virtudes
Intelectuais e o Objetivo do Ensino de Ciências. Tese de Doutorado em
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Agiotagem. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Estudos
Linguísticos, Literários e Tradutológicos em Francês. Departamento de Letras
Modernas. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. São Paulo:
Universidade de São Paulo, 2017; NOGUEIRA, Penelope, “Monstro de Aço: Máquina Consome
Energia de Uma Cidade Para Operar”. Disponível em: https://revistaforum.com.br/30/04/2026; entre outros.
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