“Irritação é um alarme de carro que dispara bem no meio do seu peito”. Adriana Falcão
Adriana Franco de Abreu Falcão nasceu no Rio de Janeiro, em 12 de fevereiro de 1960. É uma roteirista e escritora brasileira. Atualmente, roteirista da TV Globo, escreveu para séries como A Comédia da Vida Privada e A Grande Família, além de roteiros para cinema e a série Mulher. Nasceu no Rio, e mudou-se para Recife aos 11 anos de idade. Teve uma história de vida trágica: o pai, Caio Franco de Abreu, cometeu suicídio e a mãe, Maria Augusta Teresa Izabel de Souza, um tempo depois, tomou uma dose fatal de comprimidos para dormir. É neta do escritor Augusto Gonçalves de Sousa Júnior. Em Pernambuco, foi casada com o professor Tácio de Almeida Maciel e formou-se em Arquitetura. Sua primeira filha, Tatiana Maciel, é fruto do primeiro casamento. Também foi casada com João Falcão, com quem teve mais duas filhas (Clarice e Maria Isabel). Em 1995 voltou a morar no Rio de Janeiro, começou a escrever para TV e cinema, e os atores começaram a gostar de seus diálogos e a usá-los nas peças. Nunca exerceu a profissão de arquiteta, pois logo descobriu sua vocação para a literatura. Seu primeiro romance foi A Máquina, e a novidade expressa a maneira nova do procedimento da narratividade criada pela autora. Atualmente publica crônicas no fabuloso jornal O Estado de S. Paulo. Acredita-se que a palavra carro se origine em latim carrus ou carrum (“veículo com rodas”). Por sua vez, estes se originaram da palavra gaulesa karros, que representa sociologicamente uma carruagem gaulesa.
Referia-se originalmente a qualquer veículo puxado por cavalos com rodas, como uma carruagem ou carroça. A palavra “automóvel” é um composto clássico derivado da palavra grega antiga autós (αὐτός), que significa “eu”, e a palavra latina mobilis, que significa “móvel”. Automóvel, ou carro, é um veículo motorizado com rodas. A maioria das definições diz que eles correm basicamente em estradas, acomodam de uma a oito pessoas, têm quatro rodas e, principalmente, transportam pessoas em vez de mercadorias. Os carros entraram em uso global durante a démarche do século XX e as economias desenvolvidas dependem deles. O ano de 1886 é considerado como o ano de nascimento do carro quando o inventor Karl Friedrich Michael Benz (1844-1929) patenteou seu Benz Patent-Motorwagen. Os carros tornaram-se amplamente disponíveis no início do século XX. Um dos primeiros carros acessíveis às massas foi o 1908 Model T, um carro norte-americano fabricado pela Ford Motor Company. Os carros foram per se adotados nos EUA, onde substituíram carruagens e carros puxados por animais, mas demoraram para serem aceitos na Europa Ocidental e em outras partes do mundo globalizado. Os carros têm controles de direção, estacionamento, conforto para os passageiros e uma variedade de luzes. Ao longo das décadas, recursos e controles adicionais foram adicionados aos veículos, tornando-os mais complexos e competitivos.
Estes incluem câmeras de marcha à ré, ar condicionado, sistema de navegação por satélite e entretenimento no carro. Em 1991, Roger Billings desenvolveu o primeiro carro elétrico movido pela energia de uma célula de combustível a hidrogênio. A maioria dos carros em uso na década de 2010 é impulsionada por um motor de combustão interna, alimentado pela combustão de combustíveis fósseis. Os carros elétricos, que foram inventados no início da história do carro, começaram a se tornar comercialmente disponíveis em 2008. Existem custos e benefícios para o uso do carro. Os custos para o indivíduo incluem a aquisição do veículo, pagamentos de juros (se o carro for financiado), reparos e manutenção, combustível, depreciação, tempo de direção, taxas de estacionamento, impostos e seguro. Os custos para a sociedade incluem a manutenção de estradas, o uso da terra, congestionamentos, a poluição do ar, a saúde pública e a eliminação do veículo no final da sua vida útil. Os acidentes de trânsito são a maior causa de mortes relacionadas a ferimentos em todo o mundo. Os benefícios pessoais incluem transporte sob demanda, mobilidade, independência e conveniência. Os benefícios sociais incluem benefícios econômicos, como criação de emprego e riqueza da indústria automotiva, fornecimento de transporte, bem-estar social por oportunidades de lazer e viagens e geração de receita dos impostos. A capacidade das pessoas de se mover de forma flexível de um lugar para outro tem implicações de longo alcance para a natureza das sociedades. Existem cerca de 1 bilhão de carros em uso em todo o mundo. Os números estão aumentando na China, na Índia e em outros países industrializados.
Escólio: O registro etnográfico mais antigo do tendão sendo chamado de “tendão de Aquiles” é de 1693, pelo cirurgião e anatomista holandês Philip Verheyen (1648-1710). Em seu texto amplamente utilizado, Corporis Humani Anatomia, descreveu a localização do tendão e afirmou que ele era comumente chamado “o cordão de Aquiles”. De Humani Corporis Fabrica Libri Septem ou simplesmente De Humani Corporis Fabrica é um livro de anatomia humana, escrito em 1543 por Andreas Vesalius (1514-1564). É resultado dos trabalhos de Vesalius como professor da Universidade de Pádua, onde realizou inúmeras dissecações de cadáveres. Nesses estudos, ele refutou grande parte das teorias do médico greco-romano Galeno acerca do corpo humano, expostas por ele nesse trabalho. Para a impressão da obra, ele não poupou gastos: contratou os melhores artistas, sendo que entre eles o desenhista Jan Stephan van Calcar (1499-1546), discípulo de Tiziano, que realizou as gravuras nas duas primeiras partes e xilógrafos que tem como primícias para preparar as gravuras a serem impressas. Para a realização desse último serviço, foi escolhido o impressor Johannes Oporinus (1507-1568), de Basileia, a ir até esta cidade para supervisionar pessoalmente os trabalhos. Graças a isso, esta obra é um magnífico exemplo do que havia de melhor na produção de livros na Renascença, com 17 desenhos de página inteira, além de diversas ilustrações acompanhadas de texto. Com significado de “área de fraqueza, ponto vulnerável”, o uso geral de “calcanhar de Aquiles” é recente datando de 1840, observada a utilidade de uso especificamente clínica implícita na citação de Samuel Taylor Coleridge (1772-1834): “Ireland, that vulnerable heel of the British Achilles!”, de 1810 no Oxford English Dictionary.
Aquiles, filho de Peleu
rei dos mirmidões e de Tétis (ninfa), é um dos heróis mais reconhecidos da
mitologia grega. Ele é extraordinário por sua força, bravura e beleza. Um
calcanhar de Aquiles representa um substantivo composto que significa “fraqueza
a despeito de uma força geral, que pode levar a derrota ou queda”. Enquanto a
origem mitológica se refere a “vulnerabilidade física”, referências idiomáticas
a outros atributos ou qualidades que podem levar a queda são comuns. Na
mitologia grega, quando Aquiles era um recém-nascido, foi predito que ele
morreria jovem. Para preveni-lo de sua morte, sua mãe Tétis o levou ao rio
Estige, que deveria dar o “poder da invulnerabilidade”, e mergulhou seu corpo
na água. Porém, já que Tétis segurava Aquiles pelos calcanhares, eles não foram
lavados pela água. Aquiles cresceu e tornou-se “homem de guerra” que sobreviveu
a muitas batalhas. Embora a morte de Aquiles seja prevista pela Ilíada de
Homero, ela não ocorre de fato na Ilíada, mas é descrita em poemas e dramas gregos
e romanos posteriores que tratam dos eventos após a Ilíada, na guerra de troia.
Nos mitos em torno da guerra, é dito que Aquiles morreu devido a “uma ferida em
seu calcanhar”, tornozelo ou torso, que foi causada por uma flecha, talvez
envenenada, atirada por Paris. Aquiles era simplesmente invencível em batalha,
e só a intervenção divina de Apolo finalmente pôs fim ao seu longo reinado como
“o maior guerreiro grego de todos eles”.
Aquiles tem ainda a característica
de ser “loiro e o mais belo dos heróis reunidos contra Troia, assim como o
melhor entre eles”. A figura de Aquiles foi sendo moldada por diversos autores
num espaço de mil anos, o que explica suas diversas contradições. A mais
reconhecida é a que fala que Aquiles era invulnerável em todo o seu corpo por
se banhar no rio Estige, exceto em seu calcanhar, conforme um poema de Estácio,
no século I. Nestas versões de seu mito, sua morte teria sido causada por uma
flecha envenenada que o teria atingido nesta parte de seu corpo, desprotegida
da armadura. As obras literárias e artísticas em geral em que Aquiles aparece
como herói são abundantes. Para além da Ilíada e da Odisseia - onde é
demonstrada o destino de Aquiles após a sua morte - pode-se destacar, a
tragédia Ifigénia em Áulide, de Eurípides (cf. Santos, 2016), “imitada” pelo
dramaturgo Jean Racine (1674) e transformada em ópera pelo compositor Christoph
Willibald Gluck (1774), além das artes plásticas, onde podem ser encontradas,
além das diversas pinturas de vasos e esculturas do próprio período da
Antiguidade Clássica, telas de Peter Paul Rubens (1577-1640), David Teniers, o
Jovem (1610-1690), Jean-Auguste Dominique Ingres (1780-1867), Eugène Delacroix
(1798-1863) entre outros, que retratam as suas múltiplas façanhas sociais.
O papel de Aquiles como “herói do luto” forma, assim, um contraste irônico com a visão convencional, que o apresenta como um herói de kleos, “glória”, especialmente na guerra. Laos foi interpretado como “um corpo de soldados”; neste sentido, o nome teria um sentido duplo, no poema; quando o herói atua da maneira correta, seus homens trazem luto ao inimigo; da maneira errada, são “os seus homens que sentem o luto e a dor da guerra”. O poema fala, em parte, sobre a má direção da ira por parte dos líderes. O nome Achilleus passou a ser um nome comum e presente entre os gregos desde o início do século VII a.C. Foi transformado para a forma feminina Ἀχιλλεία (Achilleía), atestada pela primeira vez na Ática, no século IV a.C., e Achillia, encontrada num relevo de Halicarnasso como nome de uma gladiadora lutando contra Amazonia (“amazonas”). Os jogos gladiatórios romanos frequentemente reverenciavam a mitologia clássica, e esta parece ser uma referência à luta de Aquiles contra a rainha amazona Pentesileia, com um toque “curioso de demonstrar o herói na forma de uma mulher”. Aquiles era o filho da nereida Tétis e de Peleu, rei dos mirmidões. Tétis era uma das várias filhas de Nereu e Doris e Peleu era filho de Éaco e Endeis. Zeus e Posídon haviam sido rivais pela mão de Tétis até que Prometeu, o responsável por trazer “o fogo aos humanos”, alertou Zeus a respeito da profecia que dizia Tétis daria luz a um filho ainda maior que seu pai.
Drive My Car tem como representação social um filme
de drama japonês de 2021 dirigido por Ryusuke Hamaguchi, que coescreveu o
roteiro com Takamasa Oe. Ex-aluno da Universidade de Tóquio e da Universidade
Nacional de Belas Artes e Música de Tóquio, ele ganhou reconhecimento
internacional com Happy Hour (2015), Asako I & II (2018) e Wheel
of Fortune and Fantasy (2021), que estrearam nas principais competições de Locarno,
Cannes e Berlim, respectivamente. Baseado no conto homônimo de Haruki Murakami,
de 2014, é estrelado por Hidetoshi Nishijima como um diretor de teatro que
dirige uma produção multilíngue de Tio Vânia enquanto lida com a morte
de sua esposa. Reika Kirishima, Tōko
Miura, Park Yu-rim, Jin Dae-yeon, Sonia Yuan, Ahn Hwitae, Perry Dizon, Satoko
Abe e Masaki Okada também estrelam o filme. Drive My Car teve sua
estreia mundial no Festival de Cannes de 2021, onde concorreu à Palma de Ouro e
ganhou três prêmios, incluindo o de Melhor Roteiro. Foi indicado a quatro
prêmios no 94º Oscar, apresentada pela Academia de Artes e Ciências
Cinematográficas, em 27 de março de 2022, no Dolby Theatre, em Hollywood, vencendo
o de Melhor Filme Internacional, e recebeu inúmeros outros prêmios. Drive My
Car foi o primeiro filme japonês a receber uma indicação a Melhor Filme. Tem
sido considerado um dos melhores filmes da década de 2020 e do século XXI. Drive
My Car é um filme japonês que chegou ao Brasil em março de 2022. Acompanha
a vida de Yusuke Kafuku, um ator e diretor que enfrenta o luto pela morte de
sua esposa. Depois de dois anos da perda, ele parte para Hiroshima para dirigir
uma peça de teatro. É lá que conhece a jovem motorista Misaki Watari.
Após
se formar na Universidade de Tóquio, Hamaguchi trabalhou na indústria de filmes
comerciais por alguns anos antes de ingressar no programa de pós-graduação em
cinema na Universidade de Artes de Tóquio, onde estudou e foi influenciado por
Kiyoshi Kurosawa. Seu filme de formatura, Passion, foi selecionado para
a competição do Tokyo Filmex de 2008. Com Kō Sakai, ele realizou um
documentário em três partes sobre sobreviventes do terremoto e tsunami de
Tōhoku de 2011, com Voices from the Waves sendo selecionado para a
competição no Festival Internacional de Cinema Documentário de Yamagata de 2013,
e Storytellers ganhando o Prêmio Sky Perfect IDEHA. Seu próximo filme, Happy
Hour, foi desenvolvido in statu nascendi enquanto Hamaguchi era
artista residente no KIITO Design and Creative Center Kobe em 2013. Vale
lembrar que surgiu de uma oficina com trabalho de improvisação de atuação
que ele ministrou para não profissionais, com muitos dos atores do filme tendo
participado da oficina. As quatro atrizes principais dividiram o prêmio de
melhor atriz e o filme recebeu uma menção especial por seu roteiro no Festival
de Cinema de Locarno de 2015. Hamaguchi também recebeu um prêmio especial do
júri no Japan Movie Critic Awards de 2016, bem como um prêmio de melhor
estreante na categoria de cinema do Geijutsu Sensho Awards da Agência de
Assuntos Culturais. Seu filme Asako I & II foi selecionado para
competir pela Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes de 2018. Em 2021,
Hamaguchi ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim com seu filme Wheel
of Fortune and Fantasy.
No mesmo ano, Drive My Car conquistou os prêmios de Melhor Filme do Círculo de Críticos de Cinema de Nova York, da Sociedade de Críticos de Cinema de Boston e da Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, Estados Unidos da América, além do Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa. Hamaguchi foi indicado ao Oscar de Melhor Diretor por Drive My Car, tornando-se o terceiro diretor japonês a alcançar tal feito cinematográfico. Em 2023, seu filme Evil Does Not Exist recebeu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cinema de Veneza. No mesmo ano, ele lançou o filme Gift, que usa as mesmas filmagens de Evil Does Not Exist (com uma história diferente) e é acompanhado por uma trilha sonora ao vivo. Em dezembro de 2023, juntamente com outros 50 cineastas, Hamaguchi assinou uma carta aberta publicada no Libération exigindo um cessar-fogo e o fim da matança de civis em meio à invasão israelense da Faixa de Gaza, e que um corredor humanitário em Gaza seja estabelecido para ajuda humanitária e a libertação dos reféns. Em maio de 2025, foi anunciado que Hamaguchi dirigiria All of a Sudden, a ser filmado em Paris e estrelado por Virginie Efira e Tao Okamoto. Hamaguchi se referiu a si mesmo como “puramente um cinéfilo” e “convencionalmente apaixonado por filmes de Hollywood”. Ele foi influenciado pelas obras de John Cassavetes. Em abril de 2024, ele listou seus 50 filmes favoritos para LaCinetek.
Sua seleção explora vários gêneros e períodos do cinema, incluindo obras de diretores como Robert Bresson, Clint Eastwood, Howard Hawks, Edward Yang, Kenji Mizoguchi e Robert Zemeckis. Foi anunciado que o filme teria sua estreia mundial na competição principal do Festival de Cannes de 2026, onde foi indicado à Palma de Ouro. Escólio: O ator e diretor de teatro Yūsuke Kafuku vive em Tóquio com sua esposa Oto, uma roteirista que concebe suas histórias após o sexo e as narra para ele. Ele aprende suas falas ouvindo fitas gravadas por Oto enquanto dirige seu Saab 900 Turbo vermelho. Depois de Yūsuke atuar em Esperando Godot, Oto o apresenta ao jovem astro da televisão Kōji Takatsuki. Quando um festival de teatro no qual Yūsuke seria jurado é adiado, ele volta para casa, onde encontra sua esposa fazendo sexo com Kōji, mas não os interrompe. Após um acidente de carro, Yūsuke descobre que tem glaucoma em um dos olhos e precisa usar colírio para evitar a cegueira. Um dia, Oto pede para ter uma conversa séria com Yūsuke. Depois de passar o dia dirigindo sozinho, Yūsuke volta para casa e encontra Oto morta devido a uma hemorragia cerebral. Após o funeral, Yūsuke entra em colapso enquanto interpreta o papel principal em Tio Vânia. Dois anos depois, Yūsuke aceita uma residência em Hiroshima para dirigir uma produção multilíngue de Tio Vânia. O festival de teatro exige que ele seja levado em seu próprio carro por questões de seguro e, apesar da relutância inicial, ele acaba criando um laço com sua jovem e reservada motorista, Misaki Watari. Com a ajuda do dramaturgo Gong Yoon-su, Yūsuke escala diversificados de atores para atuarem em seus idiomas nativos.
Ele fica impressionado com Lee Yoo-na, uma atriz muda que se comunica em Língua de Sinais Coreana, e também escala Kōji inesperadamente para o papel de Tio Vânia. Após um ensaio, Kōji convida Yūsuke para tomar um drinque, onde o jovem ator se opõe às duras críticas ao seu personagem, mas admite seu amor não correspondido por Oto. Ele repreende alguém por tirar uma foto dele. Yoon-su convida Yūsuke e Misaki para jantar com sua esposa, que se revela ser Yoo-na. Dirigindo para casa, Misaki conta a Yūsuke sobre as longas horas que passava dirigindo para sua mãe abusiva quando era jovem. Mais tarde, eles visitam uma central de coleta de lixo, onde Misaki explica que dirigia caminhões de lixo depois de deixar sua cidade natal quando um deslizamento de terra destruiu sua casa e matou sua mãe. Bebendo com Kōji novamente, Yūsuke revela que acha que não consegue mais interpretar Vanya e sugere que a falta de autocontrole de Kōji é uma fraqueza pessoal, mas uma força como ator. Depois que Kōji se afasta para confrontar um homem que estava tirando fotos dele, Misaki os leva para casa. Yūsuke revela que ele e Oto perderam a filha pequena, que agora teria a idade de Misaki; o dom de Oto para contar histórias depois do sexo era um laço que os ajudava a lidar com a situação.
Embora soubesse dos casos extraconjugais da esposa. Yūsuke acredita que ela
ainda o amava, e Kōji compartilha uma das histórias de Oto que Yūsuke nunca
tinha ouvido por completo. A polícia interrompe um ensaio e prende Kōji, pois o
homem que ele atacou morreu devido aos ferimentos. Com dois dias para decidir
se assume o papel de Vanya ou cancela a produção, Yūsuke pede a Misaki que o
leve à sua casa de infância em Hokkaido. Yūsuke compartilha sua culpa por não
ter voltado para casa para ter a conversa que Oto queria ter, o que poderia ter
permitido que ele salvasse a vida dela. Misaki revela que escapou do
deslizamento de terra, mas optou por não resgatar sua mãe dos escombros,
ficando com uma cicatriz na bochecha que preferiu não tratar. Eles visitam as
ruínas nevadas da casa de infância de Misaki e se abraçam enquanto ambos
confrontam sua dor compartilhada. Yūsuke assume o papel de Vanya e oferece uma
atuação apaixonada diante de uma plateia ao vivo, incluindo Misaki. Yoo-na
interpreta com emoção as falas finais de Sonya: “Ouviremos os anjos, veremos o
céu inteiro em diamantes, veremos como todo o mal terreno, todo o nosso
sofrimento, se afogará na misericórdia que preencherá o mundo inteiro. E nossa
vida se tornará pacífica, terna, doce como uma carícia... Você não teve alegria
em sua vida; mas espere, Tio Vanya, espere... Nós descansaremos”. Atores e
público se emocionam com a apresentação. Algum tempo depois, Misaki está
morando na Coreia do Sul. Fazendo compras, ela volta para o Saab vermelho de
Yūsuke, onde um cachorro descansa. Ela tira a máscara cirúrgica, revelando que
sua cicatriz agora está quase invisível, e vai embora dirigindo.
Possui uma população de mais de 3,3 milhões de habitantes
em 2024. Também romanizada como Pusan, é o centro econômico, cultural e
educacional do Sudeste da Coreia do Sul, com seu porto sendo o mais movimentado
da Coreia do Sul e o sexto mais movimentado do mundo. A Região Industrial
Marítima do Sudeste circundante, incluindo Ulsan, Gyeongsang do Sul, Daegu e
parte de Gyeongsang do Norte e Jeolla do Sul é a maior área industrial da
Coreia do Sul. O grande volume de tráfego portuário é extraordinário e a
população nacional urbana superior a 1 milhão, fazem de Busan uma metrópole
portuária de grande porte, de acordo com o Sistema de Classificação de
Cidades Portuárias de Southampton. Em 2025, o Porto de Busan era o principal
porto da Coreia e o sexto maior porto de contêineres do mundo.
O cinegrafista
Hidetoshi Shinomiya foi designado para fazer as filmagens do projeto. A
história original apresenta um Saab 900 conversível amarelo, um automóvel
produzido pela montadora sueca Saab Automobile de 1978 a 1998, divido em duas
gerações, mas no filme foi alterado para um Saab 900 Turbo vermelho é o
clássico casrro da Suécia e um ícone presente entre os fãs, para complementar
visualmente a paisagem de Hiroshima. A trilha sonora original de Drive My
Car foi composta pela musicista Eiko Ishibashi. Em uma entrevista à Variety,
o diretor Hamaguchi disse: “Normalmente, não uso muita música em meus filmes,
mas ouvir a música que Ishibashi fez foi a primeira vez que pensei que isso
poderia funcionar para o filme”. A trilha sonora tem 12 faixas. Hamaguchi
desejava incorporar a música dos Beatles “Drive My Car”, que dá nome ao filme e
à história. Foi difícil a permissão para seu uso. Em vez
disso, ele incluiu uma peça para quarteto de cordas de Beethoven, que é
referenciada diretamente na história original de Murakami. Escrevendo para a
Pitchfork, Quinn Moreland disse que a trilha sonora “possui um distanciamento
frio, espelhando a profundidade glacial do filme com nuances orgânicas e
improvisação contemplativa”. Vanessa Ague, do The Quietus, escreveu: “Ishibashi
cria uma narrativa dentro do tema e variações, traçando um caminho musical que
se sustenta por si só”.
The Beatles representou socialmente uma banda de rock britânica formada na cidade de Liverpool em 1960. A formação mais reconhecida da banda contava com John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Amplamente reconhecida como a maior e mais influente banda da história da música popular de todos os tempos, foi essencial para o desenvolvimento da contracultura da década de 1960 e para o reconhecimento da música popular como forma de arte. Enraizados no skiffle, beat e o rock and roll dos anos 1950, os Beatles mais tarde experimentaram com diversos gêneros, desde baladas pop e a música indiana até a música psicodélica e o hard rock, e incorporaram elementos clássicos de maneiras inovadoras. Em meados da década de 1960, a imensa popularidade da banda tornou-se reconhecida como Beatlemania, mas conforme a música do grupo crescia em sofisticação, liderada pelos principais compositores John Lennon e Paul McCartney, seus membros começaram a ser percebidos nos ideais compartilhados pelas revoluções socioculturais da Era. Os Beatles construíram sua reputação apresentando-se em boates de Liverpool e Hamburgo durante três anos na década de 1960. O empresário da banda Brian Epstein (1934-1967) que se tornou famoso ao empresariar os Beatles transformou seus integrantes em artistas profissionais, e o produtor George Martin melhorou seus potenciais musicais. Eles ganharam popularidade no Reino Unido com seu primeiro sucesso “Love Me Do” no final de 1962. Eles adquiriram o apelido “The Fab Four”, conforme a Beatlemania crescia em território britânico no ano seguinte, e ao final de 1964 tornaram-se astros internacionais, liderando a “Invasão Britânica” no mercado musical estadunidense.
A partir de 1965, os Beatles produziam o que muitos consideram como seus melhores materiais, incluindo os inovadores e influentes álbuns Rubber Soul (1965), Revolver (1966), Sgt. Pepper`s Lonely Hearts Club Band (1967), The Beatles (comumente referido como White Album, 1968) e Abbey Road (1969). Após a separação de seus membros em 1970, todos conquistaram carreiras musicais bem-sucedidas. McCartney e Starr, os membros ainda vivos, estão musicalmente ativos. Lennon foi assassinado em dezembro de 1980, enquanto Harrison morreu de câncer de pulmão em novembro de 2001. De acordo com a Recording Industry Association of America (RIAA), os Beatles são os artistas com o maior número de vendas nos Estados Unidos, com 178 milhões de unidades certificadas. Eles possuem o maior número de álbuns que chegaram ao cume da UK Albums Chart e venderam mais singles no Reino Unido do que qualquer outro artista. Em 2008, o grupo foi listado pela Billboard como o ato mais bem sucedido de todos os tempos nas tabelas publicadas pela revista; até 2015, o conjunto ainda detém o recorde de mais números um na Billboard Hot 100, com 20 canções. Eles receberam dez Grammy Awards, um Oscar para Melhor Banda Sonora e 15 Ivor Novello Awards. Com seus membros incluídos na compilação da Time que listou as 100 pessoas mais influentes do século XX, é banda mais bem sucedida na história da música, vendendo mais de 600 milhões de cópias.
O grupo musical foi incluído no Rock and Roll Hall of Fame em 1988, com todos os participantes individualmente entre 1994 e 2015, e possui cinco álbuns na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame, juntamente ao Led Zeppelin. Escrevendo para a PopMatters, Jay Honeycomb descreveu: “A música de Ishibashi te envolve quando chega, permitindo que as sementes plantadas por Hamaguchi germinem e cresçam sem te afogar em sentimentalismo”. O extraordinário filme Drive My Car teve sua estreia mundial no Festival de Cinema de Cannes de 2021 na competição pela Palma de Ouro. Foi lançado no Reino Unido em 19 de novembro de 2021 e em 24 de novembro de 2021 nos Estados Unidos. Em 2025, o filme foi apresentado na seção Momentos Decisivos do Cinema Asiático no 30º Festival Internacional de Cinema de Busan, como parte do especial Asian Cinema 100, sendo a obra de assinatura do diretor Ryusuke Hamaguchi. As versões em DVD e Blu-ray do filme foram lançadas nos Estados Unidos em 19 de julho de 2022, como parte da Criterion Collection que representa uma empresa estadunidense de distribuição de home vídeos que tem como escopo o licenciamento, restauração e distribuição de “importantes filmes clássicos e contemporâneos”. A Criterion atende estudantes de cinema e mídia, cinéfilos e bibliotecas públicas e acadêmicas. Em 8 de abril de 2022, Drive My Car arrecadou US$ 2,3 milhões nos Estados Unidos e Canadá e US$ 12,3 milhões em outros territórios, totalizando US$ 14,7 milhões em todo o mundo. Nos Estados Unidos, o filme arrecadou US$ 944.000 na época de suas indicações ao Oscar em 8 de fevereiro de 2022. Entre então e 20 de março, arrecadou US$ 1,15 milhão (um aumento de 122%), totalizando US$ 2,1 milhões.
Bibliografia Geral Consultada.
BROHM, Jean-Marie, Sociologie Politique du Sport. Paris: Jean-Pierre Delarge Éditeur, 1976; BRANDÃO, Junito de Souza, Mitologia Grega. Volume 1. Petrópolis (RJ): Editoras Vozes, 1980; BERGSON, Henri, O Pensamento e o Movente. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Editor Abril Cultural, 1984; PROUST, Marcel, Os Prazeres e os Dias. Rio de Janeiro: Editora Rio Gráfica, 1986; BRAGA, Ubiracy de Souza, A Racionalização Fordista no Brasil: Efeitos Econômicos e Políticos na Reprodução do Trabalho. Dissertação de Mestrado em Sociologia. Instituto de Filosofia e Ciências Sociais. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1988; 320 páginas; BARTHES, Roland, Fragmentos de Um Discurso Amoroso. Rio de Janeiro: Francisco Alves Editor, 1991; BRUMAT, Cristina, “Quali Interconnessioni Tra Sociologia e Geografia?”. In: Studi di Sociologia, 1994, 32 (2), pp. 177-189; BIANCHI, Henri, O Eu e o Tempo: Psicanálise do Tempo e do Envelhecimento. São Paulo: Editor Casa do Psicólogo, 1993; DURAND, Gilbert, As Estruturas Antropológicas do Imaginário. Introdução à Arquetipologia Geral. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1997; SIMMEL, Georg, El Individuo y la Libertad: Ensayos de Crítica de la Cultura. Barcelona: Ediciones Península, 2001; CUADRA, César, Modernidad en el Realismo Mágico de García Márquez. Madrid: Editor Centro Virtual Cervantes, 2002; FREUD, Sigmund, “Luto e Melancolia”. In S. Freud, Escritos Sobre a Psicologia do Inconsciente. Rio de Janeiro: Editora Imago, 2006; SANTOS, Alexandra Coelho, “Em Nome da Hélade: O Sacrifício Voluntário em Ifigénia em Áulide de Eurípides”. In: Phaine: Revista de Estudos Sobre a Antiguidade, n° 1, volume 1, janeiro – julho de 2016; THORPE, Christopher et al., (eds.), O Livro da Sociologia. 2ª edição. São Paulo: Globo Livros, 2016; MORIN, Edgar, Cultura de Massas no Século XX - O Espírito do Tempo - Neurose e Necrose. 11ª edição. Rio de Janeiro: Editora Forense Universitária, 2018; DARGIS, Manohla, “Crítica de Drive My Car: Um Diretor Leva Seu Coração Para Dar Uma Volta”. In: The New York Times, 24 de novembro de 2021; LIMA, Felipe Benicio de, O Neodistópico: Metamorfoses da Distopia no Século XXI. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Linguística e Literatura. Faculdade de Letras. Maceió: Universidade Federal de Alagoas, 2022; SILVA, Ariane Stefanie da, Gênero, Cinema e Super-heroi(na): Um Olhar sobre o Feminino no MCU a partir da Representação de Viúva Negra. Dissertação de Mestrado em Comunicação. Instituto de Ciências Sociais Aplicadas. Mariana: Universidade Federal de Ouro Preto, 2026; entre outros.
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