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quinta-feira, 16 de maio de 2024

Missão Resgate – Caminhão & Pragmatismo em Estradas de Gelo.

                                                       Nem homem nem nação podem existir sem uma ideia sublime”. Fiódor Dostoiévski

Numa das mais avançadas expressões da Modernidade, o cinema, surge o lumpen-proletariat olhando hic et nunc espantado para os outros, as coisas, o mundo do trabalho. Etnograficamente falando temos n`O Vagabundo (cf. Chaplin, 1981; Baudrillard, 1981) a representação social e artística de um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro; aparece sempre vestindo um paletó apertado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, e um chapéu-coco; carrega uma bengala de bambu; e possui um pequeno bigode-de-broxa, como vimos. O público viu o personagem pela primeira vez no segundo filme de Chaplin, Kid Auto Races at Venice, lançado em 7 de fevereiro de 1914. Carlitos é um herói trágico. Solitário e triste, vaga perdido no meio da cidade, um deserto povoado pela multidão. Farrapo coberto de farrapos. Fragmento de um todo no qual não se encontra; desencontra-se. Caminha perdido e só, no meio da estrada sem-fim. Parece ele e outros muitos e, portanto, outros, todos os que formam e conformam a multidão gerada pela sociedade moderna. Um momento excepcional da épica da Modernidade. Carlitos revela a poética da vida e do mundo a partir da visão paródica do lumpen que “olha a vida e o mundo a partir dos farrapos da extrema carência, de baixo-para-cima, de ponta-cabeça”. A arte no século XX consumou um processo iniciado no século XIX, com o ingresso da produção artística na “Era de sua Reprodutibilidade Técnica”, para concordarmos com a análise de Walter Benjamin de 1935. O vício e a compra desenfreada são exemplos claros de um processo ininterrupto como compulsão.

Um consumo não movido por uma necessidade real, objetiva, mas por um desejo imaginado de posse, que cria o “amor da posse”, para lembramos de Simmel, cujo objetivo de possuir algo com significado é essencialmente simbólico transcende a esfera da necessidade humana em termos de valor de uso e sua necessidade do dia a dia. Uma ideologia individualista (cf. Dumont, 1993), nessa sociedade afluente, ao mesmo tempo afagava e enfraquecia o Eu, exaltando-lhe o poder e, simultaneamente, tornando-o cada vez mais disponível para aceitar um comando externo. Embora fossem manipuladas por colossais investimentos repetitivos como tendo corolário a propaganda, as pessoas têm a impressão de que são livres porque podem escolher entre muitas mercadorias e numerosos serviços. Por isso, tendem a se adaptar naquilo que filosoficamente Herbert Marcuse, por exemplo, caracterizou insidiosamente como “conduta e pensamento unidimensional”. Há prevalentemente nos consumidores, uma expectativa bastante clara de felicidade. Eles se dirigem ao mercado consumista, que os induz a uma escalada, sugerindo que para ser felizes precisarão comprar cada vez mais mercadorias. O aumento dos frustrados e intensidade da frustração torna imprescindível o crescimento de uma rede discreta, mas implacável de meios repressivos, para controle da população.

A atividade e o gozo da saúde que se exteriorizam e confirmam imediatamente na sociedade afetiva em sua relação com outros homens, encontrar-se-ão onde quer que aquela expressão imediata da sociabilidade esteja fundada na essência de seu conteúdo e seja adequada à sua própria natureza.  Somente uma sociedade constituída desfruta de supremacia moral e material que é indispensável para impor a lei aos indivíduos, pois a única personalidade moral que está acima das personalidades particulares é a formada pela coletividade. Além disso, apenas ela tem a continuidade e, mesmo, a perenidade necessária para manter a regra para além das relações efêmeras que a encarnam cotidianamente. Seu papel não se limita simplesmente a erigir em preceitos imperativo os resultados mais gerais dos contratos particulares, ela intervém de maneira ativa e positiva na formação de todas as regras. Em primeiro lugar, ela é o árbitro designado para resolver os interesses em conflito e atribuir a cada um os limites que convêm. Ela é a primeira interessada em que a ordem e a paz reinem; se conceitualmente a noção de anomia representa um mal, segundo a sociologia normativa de Émile Durkheim (2010), é antes de mais nada porque a sociedade sofre desse mal, não podendo dispensar, para viver, a coesão e a própria regularidade. Uma regulamentação moral e jurídica exprime, pois, as necessidades sociais que só a sociedade pode conhecer cotidianamente.

Isto quer dizer que ela repousa num estado de opinião, e toda opinião é coisa e forma de representação coletiva, produto de uma elaboração assim entendida. Nem a sociedade política em seu conjunto, nem o Estado, podem, evidentemente, incumbir-se dessa função; a vida econômica, por ser muito especial e por se especializar cada dia mais, escapa à sua competência e à sua ação produtiva. A atividade de uma profissão só pode ser regulamentada eficazmente por um grupo próximo o bastante dessa mesma profissão para conhecer bem seu funcionamento, para sentir todas as suas necessidades e poder seguir todas as variações destas. O único grupo que corresponde a essas condições é o que seria formado por todos os agentes de uma mesma indústria reunidos e organizados num mesmo corpo. É o que chamamos sociologicamente do ponto de vista técnico-metodológico de corporação ou grupo profissional. Na ordem econômica, o grupo profissional existe tanto quanto a moral profissional. Desde que, na história não sem razão, vem se suprimindo as antigas corporações, não se fizeram mais que tentativas fragmentárias e incompletas para reconstituí-las em novas bases políticas. Sem dúvida, os indivíduos socialmente que se consagram a um mesmo ofício estão em relações mútuas per se por causa de suas ocupações similares.   

A própria concorrência entre eles os põe em relação. Mas essas relações sociais nada têm de regular; elas dependem do acaso relativamente comum dos encontros e, na maioria das vezes, têm um caráter totalmente individual. É este industrial que se acha em contato social com aquele, não é o corpo industrial de determinada especialidade que se reúne para agir habilmente em comum. Excepcionalmente, vemos todos os membros de uma mesma profissão reunirem-se em congresso para tratar de alguma questão de interesse geral; mas esses congressos têm sempre duração limitada, não sobrevivem às circunstâncias particulares que os suscitam e, depois, em contato a vida coletiva de que foram ocasião se extingue mais ou menos completamente com eles interiormente. Os únicos agrupamentos dotados de certa permanência são os que se chama sindicatos, seja de patrões, seja sindicatos de operários. Por certo, temos aí um começo pragmático de organização profissional, mas ainda bastante informe e rudimentar. Isso porque, em primeiro lugar, um sindicato é uma associação privada, sem autoridade legal estatal, desprovida, por conseguinte, de qualquer poder regulamentador. O número deles é limitado, mesmo no interesse de uma categoria industrial; e, como cada um é independente dos outros, se não se constituem em federação e se unificam, não há nada que exprima a unidade profissional em seu conjunto diante das atividades laborais.

Não só os sindicatos de patrões e de empregados são distintos uns dos outros, o que é legítimo e necessário, como não há entre eles contratos regulares. Não existe organização que os aproxime sem fazê-los perder características de sua individualidade em que possam elaborar uma regulamentação que, estabelecendo suas relações mútuas, imponha-se a ambas as partes com a mesma autoridade. Por conseguinte, é sempre a chamada “lei do mais forte” que resolve os conflitos, e o “estado de guerra” subsiste por inteiro. Salvo no caso de seus atos pertencentes à esfera moral comum, patrões e operários estão, uns em relação aos outros, na mesma situação de dois Estados autônomos, mas claramente de força desigual. Eles podem, como fazem os povos por intermédio de seus governos, firmar entre si contratos, mas esses contratos exprimem apenas o respectivo estado de forças econômicas em presença, do mesmo modo análogo que os tratados que ocorre entre dois beligerantes firmam exprimem tão-somente o respectivo estado de suas forças militares. Eles consagram um estado de fato e não poderiam fazer deste um estado de direito. A questão decisiva para que uma moral e um direito profissionais possam se estabelecer nas diferentes profissões econômicas, é necessário, pois, que a corporação, em vez de permanecer um agregado confuso e sem unidade, se torne, ou antes, volte a ser, um grupo definido, organizado, numa palavra, uma instituição pública.

Mas todo projeto desse gênero vem se chocar contra certo número de preconceitos sociais que se cumpre prevenir ou dissipar. Em primeiro lugar, a corporação tem contra si seu passado histórico. De fato, ela é tida como intimamente solidária de nosso antigo regime político e, por conseguinte, como incapaz de sobreviver a ele. Parece que reclamar para a indústria e para o comércio uma organização corporativa é querer seguir ao revés o curso da história; ora, tais regressões são justamente tidas como impossíveis, anormais. O argumento caberia se se propusesse ressuscitar a velha corporação. O que permite considerar as corporações uma organização temporária, e uma civilização determinada, é, ao mesmo tempo, suas relíquias e como se desenvolveram no âmbito da história. Mas se nem toda organização corporativa é necessariamente um anacronismo histórico, temos base para crer que ela seria chamada a desempenhar, em nossas sociedades contemporâneas, o papel considerável que lhes atribuímos, guardadas as proporções de tempo e espaço. Se a julgamos indispensável, é por causa não de seus serviços econômicos que ele poderia prestar, mas da influência moral que poderia ter. O que vemos antes de mais nada no grupo profissional é um poder moral capaz de conter os egoísmos individuais, de manter no coração dos trabalhadores um sentimento mais vivo de sua solidariedade comum, de impedir precisamente que a chamada lei do mais forte se aplique de maneira tão brutalmente de forma eficaz nas relações industriais e comerciais em geral. 

É preciso evitar estender a todo o regime corporativo o que pode ter sido válido para certas corporações e durante um curto lapso de tempo de seu desenvolvimento. Longe de ser atingido por uma sorte de enfermidade moral devida à sua própria constituição, foi sobretudo um papel moral que ele representou na maior parte da sua história do ponto de vista social e econômico. A atividade determinada da profissão só pode ser regulamentada de forma eficaz por um grupo social próximo o bastante dessa mesma profissão para conhecer bem o seu funcionamento para sentir todas as suas necessidades e poder seguir todas as variações destas. O único grupo que corresponde a essas condições é o que seria formado por todos os agentes de uma mesma indústria reunidos e organizados num mesmo corpo. Sociologicamente, segundo Durkheim (2010) é o que se chama de corporação ou grupo profissional. Na ordem econômica, o grupo profissional existe tanto quanto a moral profissional. Desde que, não sem razão, o século XIX suprimiu as antigas corporações, não se fizeram mais que tentativas fragmentárias e incompletas para reconstitui-las em novas bases. Sem dúvida, os indivíduos que se consagram a um mesmo ofício estão em relações mútuas por causa de suas ocupações similares. A própria concorrência entre eles os põe em relação. Mas essas relações nada têm de regular; elas dependem do acaso do encontro e, na maioria das vezes, têm um caráter totalmente individual.

É este industrial em contato social com o outro, não o corpo de determinada especialidade que se reúne para agir comunicativamente em comum. Os únicos agrupamentos dotados de certa permanência são os que se chama sindicatos, em sua bidimensionalidade política, seja de patrões, seja de operários. Por certo, temos aí um começo de organização profissional, mas ainda bastante informe e rudimentar. Isto porque, em primeiro lugar, um sindicato é uma associação privada, sem autoridade legal, desprovida, por conseguinte, de qualquer poder regulamentador. Não só os sindicatos de patrões e os sindicatos de empregados são distintos uns dos outros, o que é legítimo e necessário, como não há entre eles contatos regulares. Basta notar que não existe organização comum que os aproxime sem fazê-los perder sua individualidade e na qual possam elaborar em comum uma regulamentação que, estabelecendo suas relações mútuas, imponha-se com a mesma autoridade; por conseguinte, é sempre a lei do mais forte que resolve os conflitos, e a formação do estado de guerra subsiste por inteiro. Eles podem, como fazem os povos por intermédio de seus governos, firmar entre si contratos, mas esses contratos exprimem apenas o respectivo estado das forças econômicas em presença, do mesmo modo que os tratados que dois beligerantes firmam exprimem tão-somente o respectivo estado de suas forças militares. Eles consagram um estado de fato e não poderiam fazer deste um estado de direito simplesmente. A corporação, em vez de permanecer um agregado confuso e sem unidade, se torne, ou antes, volte a ser, um grupo definido, organizado, numa palavra, uma instituição pública, livre, democrática.

Os Inuits vivem no Ártico há milhares de anos e conservam grandes experiências de sobrevivência no gelo. Além disso, são caçadores de focas muito habilidosos e grandes pescadores também, o que lhes garante uma boa alimentação mesmo no rigoroso inverno do Ártico. Os Inuits são povos tradicionais que aprenderam a conviver com o clima polar de sua região. Ao longo de sua história, desenvolveram técnicas para a caça e a pesca em condições muito adversas, sob temperaturas muito abaixo de zero. Suas habilidades tradicionais permitiram a construção de moradias com materiais simples, mas que oferecem razoável segurança e conforto em relação às condições naturais. Possuem um conhecimento astronômico muito rico, assim como a habilidade de se orientarem em meio à uniformidade das áreas cobertas por gelo onde vivem. Atualmente, poucos deles vivem de acordo com suas tradições mais antigas. O contato social com os europeus já abrange séculos, o que resultou na questão de assimilação de técnicas, costumes e hábitos que conhecemos, inclusive a religião cristã. Os assuntos religiosos eram cuidados pelo xamã da tribo. Além de tudo, acreditavam numa espécie de alma, chamada de Inua.

Os inuítes são descendentes do que os antropólogos chamam de povo Thule, Os Thule surgiram do Oeste do Alasca por volta do ano 1000 d.C. Eles se separaram do grupo relacionado aos aleútes cerca de 4000 anos atrás e também de migrantes do Nordeste da Sibéria. Eles se espalharam para Leste através do Ártico. Os Thule foram responsáveis por deslocar a cultura relacionada aos Dorset, que eram chamados de Tuniit em Inuktitut, que foi a última grande cultura paleoesquimó. As lendas inuítes falam dos Tuniit como “homens gigantes”, pessoas que eram fisicamente mais altas e mais fortes do que os inuítes. Comparativamente, mas com menos frequência, as lendas se referem aos Dorset como “homens anões”. Os pesquisadores sociais acreditam que a sociedade Inuíte teve vantagens ao se adaptar ao uso de cães como animais de transporte e ao desenvolver armas maiores e outras tecnologias superiores às da cultura Dorset. Em torno do ano 1100 d.C., os migrantes inuítes haviam chegado à Groenlândia Ocidental, onde se estabeleceram. Durante o século XII, eles também se estabeleceram no Leste.

Durante este período, os nativos do Alasca conseguiram continuar suas atividades de caça à baleia. No entanto, no Alto Ártico, os inuítes foram forçados a abandonar seus locais de caça e pesca à baleia, uma vez que as baleias-da-Groenlândia desapareceram do Canadá e da Groenlândia. Esses inuítes tiveram que subsistir com uma dieta muito mais pobre e perderam o acesso aos materiais essenciais para suas ferramentas e arquitetura, que anteriormente obtinham da caça às baleias. A mudança climática forçou os inuítes a migrarem para o sul, empurrando-os para nichos marginais ao longo das bordas da linha das árvores. Essas eram áreas que as Primeiras Nações não haviam ocupado ou onde eram frágeis o suficiente para que os inuítes pudessem viver perto deles. Os pesquisadores têm dificuldade em definir quando os inuítes pararam essa expansão territorial. Há evidências de que os inuítes ainda estavam se movendo para novos territórios no sul de Labrador quando começaram a interagir com os colonos europeus no século XVII. No fim do século XVIII, a Companhia da Baía do Hudson estava funcionando com vários postos de comércio no território inuítes. Durante o século XIX, operações madeireiras substituíram o comércio de peles. Esta nova atividade econômica, combinada com movimento de pessoas da vila de Saint-Lawrence, privou os inuítes de muitas de suas áreas de caça.

Por este motivo civilizatório eles moveram-se mais para o Norte, mas em vão, porque a colonização logo os alcançou na distante região do lago Saint-Jean, ao mesmo tempo em que o governo canadense criava as primeiras vilas para habitação humana: Mashteuiatsh, Les Escoumins e Betsiamites. Na parte inicial do século, operações de mineração e a construção das barragens de hidrelétricas alteraram profundamente o resto do território tradicional dos inuítes. Clubes privados ocuparam os melhores lugares de caça e pesca nos rios de salmão, como resultados disto os inuítes tiveram problema em acessar os recursos que anteriormente provinham seu modo de vida. Enfrentando pressões populacionais dos Thule e outros grupos circundantes, como os povos algonquinos e falantes Sioux, ao Sul, os Tuniit gradualmente recuaram. Os Tuniit eram considerados extintos como povo provavelmente de 1400 ou 1500. Mas, em meados da década de 1950, o pesquisador Henry B. Collins (1899-1997) determinou que com base arqueológica nas ruínas em Native Point, na Ilha Southampton, os Sadlermiut eram prováveis os últimos remanescentes da cultura Dorset, ou Tuniit. A população Sadlermiut sobreviveu até o inverno de 1902-1903, quando “a exposição a novas doenças infecciosas trazidas pelo contato com os europeus levou à sua extinção como povo”. No início do século XXI, pesquisas de DNA mitocondrial humano apoiaram a teoria da continuidade entre os Tuniit e o povo Sadlermiut. Também forneceu evidências de que não ocorreu deslocamento populacional dentro das Ilhas Aleutas durante a transição entre as culturas Dorset e Thule.

Após o desabamento de mina de diamantes no Norte do Canada, um motorista de caminhão precisa liderar uma missão quase impossível de resgate e dirigir sobre o mar congelado para salvar os mineiros. O Norte do Canadá, coloquialmente chamado apenas de Norte é uma região canadense formada pelos três territórios do país. O Canadá se divide em dez províncias e três territórios, sendo estes territórios incorporados à região Norte. São eles: Yukon, Territórios do Noroeste e Nunavut. Geograficamente, é definida como a região mais setentrional do país. Em contraste com a região, o extremo Norte pode ser referido como o Ártico Canadiano, ou seja, a parte do Canadá atravessada pelo Círculo Polar Ártico. Abrangendo todas as terras localizadas ao Norte do paralelo 60° N e todas as ilhas árticas, o Norte canadense, formado pelos territórios de Yukon e do Noroeste, apresenta temperaturas baixas e não favorece, portanto, a ocupação humana. A densidade demográfica da região é reduzidíssima. A população é composta principalmente de esquimós, índios e mineiros. Os esquimós sobrevivem através da caça e da pesca, que lhes proporcionam alimento, roupas, abrigo, ferramentas e utensílios; os mineiros instalam-se em acampamentos e exploram as riquezas minerais: petróleo, ouro, urânio, cobre, etc. Todos dos povos que vivem no Norte são os povos autóctones.

O arquipélago Ártico Canadiano representa é um conjunto de ilhas no oceano Ártico, geograficamente no Norte do Canadá. Essas ilhas são a parte mais setentrional da América do Norte. Encontram-se a leste do Mar de Beaufort e a oeste da baía de Baffin e da Groenlândia. A maior parte do arquipélago encontra-se no território de Nunavut e a outra parte nos Territórios do Noroeste. O grupo de ilhas mais setentrional denomina-se Ilhas da Rainha Isabel. As ilhas Ellesmere, Victoria e Baffin, o qual fazem parte do arquipélago, estão entre as dez maiores do mundo. No total o arquipélago contém 94 grandes ilhas com mais de 130 km², e 36 469 ilhas com áreas menores. O clima no arquipélago é ártico e a vegetação consiste de tundra, exceto nas áreas montanhosas. A pouca população no local consiste na sua maioria em membros do povo Inuit. O maior diamante já encontrado na América do Norte foi extraído pela Dominion Diamond Mines e pela Rio Tinto Group de uma mina do gélido norte do Canadá. A gema amarela de 552 quilates foi encontrada na mina de Diavik, nos Territórios do Noroeste, e tem quase o triplo do tamanho da segunda maior pedra já encontrada no Canadá. A mina de Diavik e a vizinha mina Ekati produzem alguns diamantes de altíssima qualidade, mas não são extraordinariamente famosas por pedras grandes como aquelas normalmente encontradas originalmente em minas do Sul da África. O Chief Executive Officer (CEO) da Dominion, Shane Durgin, disse que o diamante tem qualidade de gema, o que significa que é adequado para joias, mas deu poucos detalhes adicionais que ajudariam a determinar seu valor merceológico.

As pedras amarelas normalmente são vendidas por valores inferiores aos dos diamantes brancos tipo IIa, frequentemente encontrados nas melhores minas africanas. Ainda assim, as pedras de maior qualidade de cores amarelo excepcional vívido ou amarelo excepcional intenso podem conseguir um preço mais alto. - “Podemos classificá-lo como fancy yellow, mas além disso, devido a sua natureza áspera e às escoriações sofridas na instalação de processamento, isso é tudo o que podemos comentar”, disse Durgin, em entrevista. - “É muito difícil dar uma estimativa aproximada. Tudo depende, novamente, do corte e da pedra resultante”. A descoberta é a sétima maior deste século, segundo cálculos da Bloomberg, e estaria entre as 30 maiores pedras já descobertas. O maior foi nomeado Cullinan, de 3.106 quilates, encontrado perto de Pretória, na África do Sul, em 1905. Ele foi cortado em várias gemas polidas, sendo que as duas maiores - a Grande Estrela da África e a Pequena Estrela da África - fazem parte das Joias da Coroa Britânica. Houve uma série de grandes descobertas nos últimos anos porque a tecnologia melhor ajudou as mineradoras primeiro a detectar e, em seguida, a não quebrar pedras grandes que correm o risco de serem esmagadas no processo de mineração. Entre elas há diamantes encontrados pela Lucara Diamond e pela Gem Diamonds que alcançaram valores no mercado global variando de US$ 40 milhões a US$ 63 milhões.

Na década de 1950, o governo federal do Canadá criou novas reservas: Uashat, Maliotenam, Natashquan, La Romaine, Matimekosh e Mingan. Os Inuits também moravam em Pakua Shipi, embora esta área não tivesse a designação geral de “reserva indígena”. Nas últimas décadas, os inuítes recuperaram historicamente algumas das áreas de sobrevivência que tinham sido tomadas pelas grandes companhias. A economia das comunidades de Mingan, La Romaine e Natashquan é culturalmente ligada à pesca do salmão. Os inuítes são conscientes do potencial econômico da indústria do turismo em suas terras; para obter o máximo disto, os atikamekw e os inuítes estão negociando com o governo federal e governo provincial para equitativamente repartir os recursos usados por ele para produzir uma nova divisão das forças em suas terras ancestrais. Inuíte significa povo em inuktitut (seu idioma) e é o nome genérico para grupos humanos culturalmente relacionados que habitam o Ártico, com características físicas que ajudam a sobreviver no frio. Os cílios são pesados, para proteger os olhos do brilho do Sol que é refletido no gelo, e seu corpo é baixo e robusto, conservando mais o calor.

Em contraste com populações Tuniit, os aleútes e Sadlermiut se beneficiaram do isolamento geográfico e sua capacidade de adotar certas tecnologias Thule. No Canadá e na Groenlândia, os inuítes circulavam quase exclusivamente ao Norte da “linha de árvores árticas”, melhor dizendo, a fronteira efetiva Sul da sociedade Inuits. A comunidade Inuits mais ao Sul “oficialmente reconhecida” no mundo é Rigolet em Nunatsiavut. Ao Sul de Nunatsiavut, os descendentes dos inuítes do Sul de Labrador em NunatuKavut continuaram com seu estilo de vida semi-nômade transumante tradicional até meados dos anos 1900. O povo Nunatukavummuit geralmente realizava a mobilidade social entre ilhas e baías sazonalmente. Eles não estabeleciam comunidades estacionárias. Em outras áreas ao sul da linha das árvores, culturas indígenas não inuítes estavam bem estabelecidas. A cultura e tecnologia da sociedade Inuíte que funcionavam tão bem no Ártico não eram adequadas para regiões subárticas, então eles não deslocaram seus vizinhos do Sul. Os inuítes tinham relações comerciais com culturas mais ao sul; disputas de fronteira eram comuns e deram origem a ações agressivas. Guerras não eram incomuns entre aqueles grupos inuítes com densidade populacional suficiente. Os inuítes como os Nunamiut (Uummarmiut), que habitavam a área do delta do rio Mackenzie, muitas vezes se envolviam em conflitos armados. Os inuítes mais escassamente instalados no Ártico Central, no entanto, faziam isso com menos frequência. Quando os europeus tiveram o primeiro contato social com os inuítes, estes já haviam estabelecido contato social com os Vikings que se estabeleceram na Groenlândia séculos anteriormente.

Em 1950, a empresa Kenworth havia crescido fora do Noroeste do Pacífico, comercializando veículos na metade ocidental dos Estados Unidos da América e em quase 30 países. Em 1955, a Kenworth iniciou o redesenho de sua linha de produtos COE, lançando o Cab-Surrounding-Engine; em linha com o bull-nose, o CSE compartilhava suas bases com os caminhões da série 500 e não tinha cabine basculante. Em 1956, a norte-americana Pacific Car and Foundry revisou sua propriedade da Kenworth, transformando-a de uma subsidiária independente em uma divisão. No mesmo ano, a série 900 foi introduzida com um novo chassi “drop-frame”, com o cabover CSE substituído pelo COE da série K derivado da série 900. Em 1957, a Kenworth encerrou a produção de ônibus, vendendo os direitos de sua linha de produtos. Em 1958, a Kenworth tornou-se uma empresa irmã da Peterbilt, já que esta última foi adquirida pela Pacific Car and Foundry. Em 1959, a empresa expandiu ainda mais sua base de vendas, estabelecendo instalações no México. Para a produção de 1961, a Kenworth passou por uma revisão substancial de sua linha de caminhões comerciais, estreando o W900 e o K900, mais tarde renomeado como K100; os prefixos dos modelos W e K são derivados dos fundadores da indústria Worthington e Kent. O W900 estreou o primeiro redesenho completo da cabine convencional Kenworth desde 1939 com um capô basculante padrão. Quer dizer, semelhante em aparência ao K500 anterior, o K900/K100 recebeu uma cabine mais alta e as portas do W900.

Inversamente esta ideia foi suficiente ao desenho mais correto na inscrição como esta: “Isto não é um cachimbo”, para que logo a figura esteja obrigada a sair de si própria, isolar-se de seu próprio espaço e, finalmente, pôr-se a flutuar, longe ou perto de si mesma, não se sabe, se semelhante ou diferente de si. No oposto de Isto não é um cachimbo, L`Art de la conversation: numa paisagem de começo do mundo ou mesmo de gigantomaquia, dois personagens minúsculos estão falando: discurso inaudível, murmúrio que é logo retomado no silêncio das pedras, no silêncio dessa parede em desaprumo que domina, com seus blocos enormes, os dois tagarelas mudos; ora esses blocos amontoados em desordem uns sobre os outros, formam a sua base, um conjunto de letras onde é fácil decifrar a palavra: rêve – sonho que é possível, olhando melhor, completar com trêve, trégua, ou crêve, morte, ou morra, arrebente, como se todas essas palavras frágeis e sem peso tivessem recebido o poder de organizar o caos das pedras. Ao contrário, pois por detrás da tagarelice despertada, mas logo perdida, dos homens, as coisas pudessem, em seu mutismo e em seu sono, compor uma palavra, estável que anda poderá apagar, palavra que designa a mais fugidia das imagens. Mas não é tudo: pois segundo Foucault, é no sonho que os homens, enfim, reduzida ao silêncio, comunicam com a significação das coisas, e se deixam impressionar por essas palavras enigmáticas, insistentes, que vem de outro lugar. Isto não é um cachimbo, era a incisão do discurso na forma das coisas, era seu poder ambíguo de negar e de desdobrar: A arte da conversa é a gratidão autônoma das coisas que forma as suas próprias palavras na indiferença dos homens, impondo a eles, sem mesmo que saibam, em sua tagarelice cotidiana. E importa entre esses dois extremos, a obra de Magritte desdobra o jogo das palavras e imagens.

Os títulos inventados a posteriori e por outrem, se inserem nas figuras onde o ponto em que podem se agarrar, estava se não marcado, autorizado de antemão, onde representam um ambíguo. Foucault nos coloca em dupla condição comunicacional de um complexo esboço filosófico sobre a arte que, ao mesmo tempo, é arte enquanto abstração. Dois sujeitos escapam ao marcado mundo das semelhanças: o leitor e o expectador. Este mesmo campo das semelhanças serve à representação e igualmente a ordena, enquanto a similitude se estabelece na incerteza e na flutuação. Tudo isso é necessário para afirmar que “em nenhum lugar há um cachimbo” (p. 34). O que importa saber para além da representação de Magritte é que os signos e as coisas, dois universos de semelhanças, estão unidos pelo mesmo jogo. A semelhança domina a trama do mundo das coisas. O que Foucault chamou de “um apagar do lugar-comum” não é mais que a ausência de espaço entre os signos da escrita e as linhas da imagem. A arte escreve algo em nós, discursa e apresenta enunciados de difícil compreensão. Um objeto num quadro é um volume organizado e colorido de tal sorte que se reconhece logo e que não é necessário nomeá-lo, mas no objeto, a massa necessária é reabsorvida, o nome inútil é despedido; Magritte elide o objeto e deixa o nome imediatamente superposto à massa.

O fuso substancial do objeto não é mais representado senão por seus dois pontos extremos, a massa que faz sombra e o nome que designa. L`Alphabet des révélations se opõe muito exatamente ao Personagem caminhando em direção do horizonte: para Foucault, um grande quadro de madeira dividido em dois painéis, à direitas, formas simples, perfeitamente reconhecíveis, um cachimbo , uma chave, uma folha, um copo; ora, embaixo do painel, a figuração de um rasgo mostra que essas formas não são nada além de recortes numa folha de papel sem espessura; sobre o outro painel, uma espécie de barbante torcido e inextricável não desenha nenhuma forma reconhecível. Sem massa, sem nome, forma e volume, recorte vazio, é o objeto, entenda-se, que havia desaparecido do quadro precedente. É preciso não se enganar: num espaço em que cada elemento parece obedecer ao único princípio de representação plástica e da semelhança, os sinais linguísticos, que pareciam excluídos, que rondavam à volta da imagem, e que o arbitrário do título parecia ter afastado para sempre, se aproximaram sub-repticiamente: introduziram na solidez da imagem, uma desordem – uma ordem que só lhes pertence.

Fizeram fugir o objeto, que revela a finura de sua película. Parece, grosso modo, que Magritte dissociou a semelhança da similitude e joga esta contra aquela. A semelhança tem um padrão impreciso, mas que funciona como elemento original que ordena e hierarquiza a partir de si todas as cópias, cada vez mais fracas, que podem ser tiradas. Assemelhar significa uma referência primeira que prescreve e classifica. O similar se desenvolve em séries que não tem começo nem fim, que é possível percorrer num sentido ou em outro, que não obedecem a nenhuma hierarquia, como num colegiado universitário, mas se propagam sob a forma de pequenas diferenças em inúteis pequenas diferenças. A semelhança serve à representação, que reina sobre ela; a similitude serve à repetição, que corre através dela. A semelhança se ordena segundo o modelo que está encarregada de acompanhar e de fazer reconhecer; a similitude faz circular o simulacro como relação indefinida e reversível do simular ao simular. Na Décalcomanie (1966), uma cortina vermelha de largas dobras que ocupa dois terços do quadro subtrai ao olhar uma paisagem do céu, do mar e de areia. Ao lado da cortina, dando como de costume, as costas ao espectador, o homem com chapéu-coco olha para o perigo. A cortina se encontra recortada com uma forma que é exatamente a do homem: como se fosse ele próprio um pedaço de cortina cortado com a tesoura. Nessa larga abertura, vê-se a praia. O que se deve compreender? É o homem destacado da cortina e, ao se deslocar permite ver o que ele provavelmente estava olhando quando se misturava com a dobra da cortina?

 Decalcomania? Deslocamento e mudança de elementos similares, mas de modo algum reprodução semelhante: “corpo=cortina”, diz representação semelhante. A semelhança comporta uma única asserção, sempre a mesma. A similitude as afirmações diferentes, que dançam juntas, apoiando-se e caindo umas em cima das outras. Expulsa do espaço do quadro, excluída da relação entre as coisas que reenviam uma à outa, a semelhança desaparece. Mas não era para reinar em outro lugar, onde estaria liberta do jogo indefinido da similitude. Não cabe à semelhança ser a soberania que faz surgir. A semelhança, que não é uma propriedade das coisas, não é própria ao pensamento? “Só ao pensamento”, diz Magritte, “é dado ser semelhante; ele assemelha sendo o que vê, ouve ou conhece; torna-se o que o mundo oferece”. O pensamento assemelha sem similitude, tornando-se ele próprio essas coisas cuja similitude entre si exclui a semelhança. A pintura é esse ponto onde está na vertical um pensamento que está sob o modo da semelhança e das coisas que estão nas relações de similitude. Ou antes, de fazer falar, os elementos dispostos, seja deles mesmo: “Isto não é um cachimbo”. Ela inaugura sociologicamente um jogo de transferências que correm, proliferam, se propagam, se respondem, no plano do quadro sem nada afirmar, nem representar nesses jogos prementes da similitude. Vale lembrar neste aspecto hitoricamente em Les Liaisons Dangereuses (1782) que uma mulher nua mantém diante de si um espelho que a esconde quase inteiramente: tem os dois olhos quase fechados, baixa a cabeça, que volta para a esquerda como se quisesse não ser vista e não ver que é vista.

Esse espelho, que se encontra exatamente no plano do quadro e de frente para o espectador, envia a imagem da própria mulher que se esconde: a face refletidora do espelho faz ver essa parte do corpo (dos ombros às coxas) que a face cega esconde. O espelho funciona um pouco ao modo de uma tela radioscópica. Mas com todo um jogo de diferenças. A mulher é ali vista de perfil, inteiramente voltada para a direita, o corpo ligeiramente inclinado para a frente, o braço não estendido para carregar o espelho pesado, mas dobrado sobre os seios; a longa cabeleira que deve mergulhar por trás do espelho, à direita, escorre, na imagem do espelho, à esquerda, ligeiramente interrompida pela moldura do espelho, no momento desse ângulo brusco. A imagem é notavelmente menor do que a própria mulher, indicando assim, entre o espelho e o que ele reflete, uma certa distância que a atitude da mulher contesta, ou é por ela contestada, apertando o espelho contra seu próprio corpo para melhor escondê-lo. Esse pouco de distância por trás do espelho é manifestado ainda pela extrema proximidade da parede. Entre a parede e o espalho, o corpo escondido foi eliminado e a superfície opaca da parede, que recebe apenas sombras, não há nada. Em todos esses planos, escorregam-se similitudes que nenhuma referência vem fixar; translações sem ponto de partida nem suporte. Dia virá no qual a própria imagem, com o nome que traz, é que será desidentificada pela relação social de similitude indefinidamente transferida numa série. Isto quer dizer que o objeto abstrato: “Isto não é um cachimbo”,  escondido na representação semelhante, tornou-se o tema  de “Isto não é um cachimbo” das similitudes em circulação.                                 

Para atender à crescente demanda pelas novas linhas de produtos, a Kenworth abriu uma nova instalação de montagem em Kansas City, Missouri, em 1964. De 1964 a 1966, a Kenworth quase dobrou suas vendas anuais de caminhões. Em 1968, a empresa fundou a Kenworth Austrália; no lugar da importação e conversão, caminhões com volante à direita foram produzidos e desenvolvidos em Melbourne, Austrália. Em 1969, a Kenworth contratou Gary Ridgway, que trabalhou em seu departamento de pintura pelos próximos 32 anos, período durante o qual ele assassinou 48 mulheres como o “Green River Killer”. Durante a década de 1970, a empresa passou por uma expansão adicional, adicionando uma instalação totalmente nova em Chillicothe, Ohio, em 1974. O W900 e o K100 passaram por suas revisões mais substanciais, tornando-se o W900A e o K100C. A Kenworth adicionou duas novas linhas de produtos em 1972, adicionando o C500 6X6 para serviços pesados severos e o Hustler de cabine baixa COE desenvolvido em conjunto com a Peterbilt e produzido no Canadá. No mesmo ano, a empresa controladora Pacific Car and Foundry adotou seu nome atualmente PACCAR. Coincidindo com o 50º aniversário da empresa, as vendas anuais da Kenworth ultrapassaram 10.000 pela primeira vez em 1973. 

Em 1985, o Kenworth T600 foi lançado pela empresa; em contraste com o W900, o T600 foi projetado com um eixo dianteiro recuado e um capô inclinado. Embora o último inicialmente tenha se demostrado controverso, a combinação melhorou em três aspectos: a aerodinâmica, a eficiência de combustível e a capacidade de manobra. Pretendido como uma expansão da linha de modelos Kenworth, o sucesso do T600 levaria à introdução de designs semelhantes de vários fabricantes de caminhões americanos. Em 1986, o T800 foi lançado, adaptando o capô inclinado e o eixo dianteiro recuado para um chassi de serviço pesado; o T400 de capô mais curto foi lançado em 1988 como um caminhão de transporte regional. Em 1994, o T300 foi apresentado como o primeiro caminhão Kenworth convencional de serviço médio, adaptando o T600 a uma classificação de peso GVWR Classe 7 inferior. O leito Aerocab foi introduzido, integrando a cabine leito Aerodyne II e a cabine do motorista como uma única unidade. Em 1996, a Kenworth apresentou o T2000 como seu convencional aerodinâmico de última geração. Apesar de não substituir diretamente o T600 e o W900, o T2000 tinha um design completamente novo o primeiro da Kenworth desde 1961. Em 1998, a empresa controladora PACCAR comprou a fabricante britânica de caminhões Leyland Trucks, dois anos após a fabricante holandesa DAF Trucks, mas as duas se fundiram como Leyland DAF de 1987 a 1993. Dentro da PACCAR, a DAF desenvolveria caminhões COE para Kenworth e Peterbilt.

Em 2000, a Kenworth redesenhou sua linha COE de serviço médio, com o K300 substituindo o design da MAN por uma cabine DAF 45 (Leyland Roadrunner). Após a queda na demanda por cabovers Classe 8, o K100E foi silenciosamente eliminado após a produção de 2002 na América do Norte; Kenworth Austrália continuando a produção do modelo. Em 2006, a empresa lançou o K500, o maior COE já produzido pela empresa. Desenvolvido principalmente para aplicações fora de estrada, o K500 combinou o chassi do pesado C500 e a cabine COE do DAF XF; todos os exemplares produzidos de 2006 a 2020 foram vendidos para exportação. Em 2008, a empresa Kenworth passou por uma modernização de sua linha de modelos. O primeiro Kenworth convencional de “corpo largo”, o modelo dividia sua cabine com a Peterbilt, distinguindo-se por seus faróis montados no para-choque. O T2000 foi descontinuado em 2010. O T600 passou por uma revisão substancial em sua aerodinâmica, tornando-se o T660. Para a produção de 2011, o T700 substituiu o T2000, adotando uma grade maior e faróis montados no para-lama. Para a produção anual de 2013, o T680 foi introduzido como o Kenworth convencional aerodinâmico de terceira geração industrial, servindo como um único substituto para o T660 de corpo estreito e o T700 de corpo largo. O T700 foi descontinuado em 2014, enquanto o T660 foi descontinuado em 2017, 32 anos após a introdução do T600.

O culto social da indiferença nas frações das classes dominantes representa o hábito de estupidez de uma sociedade que perdeu o sentido de comunidade. O consumo é o leitmotiv do progresso que faz da cidade um lugar passageiro. Onde tudo pode ser destruído e reconstruído a qualquer momento, onde as histórias são substituídas por outras sem perspectiva de futuro. Na sociedade contemporânea as notícias correm o mundo em tempo real através dos mais avançados meios tecnológicos. A expressão jornalismo em tempo real é uma figura de linguagem utilizada para associar a proximidade da instantaneidade com que a informação que é transmitida, do momento em que ocorre o fato social a ser noticiado ao momento que chega aos receptores, sejam eles leitores, telespectadores ou a opinião de público ouvinte. Para que exista, é necessário que haja concomitância da percepção sociológica dos fatos ao momento em que eles acontecem. É o nível máximo de prontidão que na estratégia técnica do watchdog role os norte-americanos se referem à transmissão, processamento ou uso técnico das informações. O tempo real é relativo à sua velocidade, que está diretamente associada ao “instrumento de transmissão”. Nunca contendo matematicamente a suposição considerada como sendo exatamente real. Devido ao tempo gasto com o processamento e a finalização do processo de trabalho e comunicação de difusão da informação. A rede global internet rompeu com a imprensa clássica ao ponto de centenas de jornais terem desaparecido após muitos anos de grande sucesso jornalístico e de empresa econômica. Nas sociedades contemporâneas revela-se que os mass-media deixou de ter futuro de modo definitivo.

Marca é a representação simbólica de uma entidade, qualquer que seja ela, objeto/símbolo que permite identificá-la de um modo imediato como, por exemplo, um sinal de presença, uma simples pegada. Na teoria da comunicação, pode ser um signo, um símbolo ou um ícone. Uma simples palavra pode referir uma marca. O termo é frequentemente usado hoje em dia como referência a uma determinada empresa: um nome, uma marca verbal, imagens ou conceitos que distinguem o produto, serviço ou a própria empresa. Quando se fala em marca, é comum estar se referindo, na maioria das vezes, a uma representação gráfica no âmbito e competência do design, onde a marca pode ser representada graficamente por uma composição de símbolo ou logotipo, tanto individualmente quanto combinados. No entanto, o conceito de marca é bem mais abrangente que a sua representação gráfica. Marca não é um conceito fácil de definir. A marca em essência representa produção-consumo com uma série específica de atributos, benefícios e serviços uniformes aos compradores. A garantia de qualidade surge entre marcas, mas a marca é um símbolo mais complexo, pois em princípio, a relação social entre complexo e símbolo, coincide em muitos aspectos do desejo, comparativamente, pois ambos se enraízam num núcleo de significado arquetípico.   

Compartilhando a mesma cabine do T680, o T880 foi apresentado como o primeiro Kenworth de fuselagem larga para aplicações vocacionais, ao lado do W900S e da família de modelos T800. O T300 de serviço médio foi substituído pela família de modelos Classe 5-7 T170/T270/T370. O COE de cabine baixa voltou, baseado no DAF LF. Comercializado como K260/K360, a linha do modelo foi renomeada para K270/K370 em 2013. O T660 seria descontinuado em 2017. Em 2018, o W990 foi apresentado como o carro-chefe convencional da linha de modelos Kenworth.[14] Compartilhando a cabine de corpo largo do T680 e T880, o W990 é o capô convencional mais longo já produzido pela Kenworth. A partir da produção atual, o W900 continua fazendo parte da linha de modelos Kenworth durante seis décadas após sua introdução. Para a produção de 2021, a Kenworth introduziu três linhas de modelos de veículos elétricos, com o K270E, K370E e T680E alimentados por motores elétricos a bateria. Em 2021, a Kenworth lançou o T680 FCEV com uma frota de demonstração de 10 veículos na Califórnia. O T680 FCEV é alimentado por uma célula de combustível de hidrogênio da Toyota, tem seis tanques de hidrogênio e uma autonomia de mais de 300 milhas (480 km) com um peso de carga total de 80.000 libras (36.000 kg). Em 2022, a Kenworth anunciou um novo T680. O T680 Next-Gen foi redesenhado com o futuro em mente. O novo modelo Next-Gen tem uma grade mais fina, mas mais alta do que o T680 original. Tem um para-choques dianteiro novo. Como o 579 Next-Gen, ele tem um interior e volante totalmente novos.

Bibliografia Geral Consultada.

TRONTI, Mario, Operai e Capitale. Turim: Einaudi Editore, 1966; CHAPLIN, Charles, Mis Primeros Años. Buenos Aires: Emecé Editores, 1981; BAUDRILLARD, Jean, Simulacres et Simulation. Paris: Éditions Galilée, 1981; FREEMAN, Judi, A Imagem Dada & Surrealista Word. Los Angeles: Los Angeles County Museum of Art, 1989; DUMONT, Louis, O Individualismo: Uma Perspectiva Antropológica da Ideologia Moderna. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1993; GORDON, Wendy Jane, Truth and Consequences: The Force of Blackmail’s Central Case. University of Pennsylvania Law Review, vol. 141, n° 5, pp. 1741-1785, 1993; ELIAS, Norbert, O Processo Civilizador. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 1993, Parte II: Sinopse: “Sugestões para uma Teoria de Processos Civilizadores”, pp. 193-274; MARCUSE, Herbert, “La Ecología y la Crítica de la Sociedad Moderna”. In: Ecología Política. Barcelona: Editor Cuadernos de Debate Internacional, n° 5, pp. 73-79, 1993; EHRENBERG, Alain, La Fatiga de Ser Uno Mismo – Depresión y Sociedad. Buenos Aires: Ediciones Nueva Visión, 2000; BRAGA, Ubiracy de Souza, “Prolegômenos sobre o Cuidado de Si, de Michel Foucault”. In: Jornal O Povo. Fortaleza (CE), 23 de dezembro de 2006; DURKHEIM, Émile, Da Divisão do Trabalho Social. 4ª edição. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2010; HIRATA, Helena (Org.); GUIMARAES, Nadya Araújo (Org.), Cuidado e Cuidadoras. As Várias Faces do Trabalho do Care. 1ª edição. São Paulo: Editora Atlas, 2012; FOSTER, John Bellamy, “Marxismo e Ecologia: Fontes Comuns de uma Grande Transição”. In: Lutas Sociais. São Paulo, volume 19, n° 35, pp. 80-97, jul./dez. 2015; SOUTO MAIOR, Patrícia Silva, O Devir da Angústia: Um Diálogo entre Kierkegaard e Dostoiévski. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Estética e Filosofia da Arte. Departamento de Filosofia. Ouro Preto: Universidade Federal de Ouro Preto, 2017; JINKINGS, Ivana, Tecnopolíticas da Vigilância: Perspectivas da Margem. Organização Fernanda Bruno et al. 1ª edição. São Paulo: Boitempo Editorial, 2018; BADARÓ, Tatiana, Harm Principle, Bem Jurídico e Teoria da Criminalização: Fundamentos e Limites da Criminalização Legítima em um Estado Liberal. Tese de Doutorado em Direito. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, 2021; MORENO, Cláudio, Um Rio Que Vem da Grécia. Crônicas do Mundo Antigo. Porto Alegre: L&PM Editores, 2023; entre outros. 

quinta-feira, 25 de abril de 2024

Crystal Rotaru – Imagens Perigosas & Indivíduos de Segurança Pública.

           Os homens efetivamente precisam de mitos, mas não para comandar sua vida social”. Norbert Elias                             


           A única oportunidade na vida em que os indivíduos têm de buscar sozinhos a realização dos anseios pessoais, predominantemente com base em suas próprias decisões, envolve um tipo especial de risco. O conceito de figuração, segundo Elias (2006) distingue-se de outros conceitos teóricos da sociologia por incluir expressamente os seres humanos em sua formação social. Contrasta, decididamente com um tipo dominante de formação de conceitos que se desenvolve sobretudo na investigação de objetos sem vida, portanto no campo da física e da filosofia para ela orientada. Há figurações de estrelas, per se como as de plantas e de animais. Mas apenas os seres humanos formam figurações uns com os outros. O modo de sua vida conjunta em grupos grandes e pequenos é, de certa maneira, singular e sempre co-determinado pela transmissão de conhecimento de uma geração a outra, por tanto por meio do ingresso singular do mundo simbólico específico de uma figuração sociológica já existente de seres humanos. Às quatro dimensões espaço-temporais indissoluvelmente ligadas se soma, no caso dos seres humanos, uma quinta, a dos símbolos socialmente apreendidos. Sem sua apropriação, sem, por exemplo, o aprendizado de uma determinada língua especificamente social, os seres humanos não seriam capazes de se orientar no seu mundo nem de se comunicar uns com os outros. Um ser humano adulto, que não teve acesso aos símbolos da língua e conhecimento de grupo permanece fora das figurações humanas, pois não é um humano; é um ser a-social (cf. Goldfarb, 2004). 

         Crystal Elysia Lorraine Rotaru é uma atriz canadense nascida em 9 de novembro de 1984 em Vancouver, Columbia Britânica. O nome da província foi escolhido pela Rainha Vitória, quando a Colônia da Colúmbia Britânica (1858-1866), ou seja, “o Continente”, tornou-se uma colônia britânica em 1858. O nome se refere ao Distrito de Columbia, o nome britânico para o território drenado pelo rio Columbia no Sudeste da Colúmbia Britânica, e que também é homônimo do Tratado Pré-Oregon. A Rainha Vitória escolheu o nome Colúmbia Britânica para distinguir o que era o setor britânico do Distrito de Columbia dos Estados Unidos da América (“Colúmbia Americana” ou “Colúmbia do Sul”), que se tornou o Território do Oregon em 8 de agosto de 1848, como resultado do Tratado. Em última análise, o “Colúmbia” no nome “Colúmbia Britânica” é derivado do Columbia Rediviva, um navio norte-americano que nomeou o rio Columbia e a região mais ampla. O “Columbia” no nome do navio Columbia Rediviva veio do nome Columbia para o chamado Novo Mundo ou partes dele, uma referência ao explorador Cristóvão Colombo. A Colúmbia Britânica, é uma das dez províncias do Canadá. É a província mais ocidental do Canadá, localizada entre o oceano Pacífico e as Montanhas Rochosas. É uma componente do Noroeste Pacífico e também da biorregião de Cascadia,  com os estados norte-americanos de Idaho, Oregon, Washington, Alasca e Oeste de Montana.

As diversas definições funcionalistas de controle social são demasiado amplas e vagas, e, portanto, seria legítimo indagar, escolhendo-as mais ou menos ao acaso, para inferir que resultam em termos de um controle, isto é, qualquer estímulo ou complexo de estímulos que provoca uma determinada reação. Assim, pois, todos os estímulos são controles, pois representam a direção do comportamento por influências grupais, estimulando ou inibindo a ação individual ou grupal. O controle social pode ser definido, portanto, como a soma total ou, antes, o conjunto de padrões culturais, símbolos sociais, signos coletivos, valores culturais, ideias e idealidades, comparativamente tanto como atos quanto como processos diretamente ligados a eles, pelo qual a sociedade inclusiva, cada grupo particular, e cada membro individual participante superam as tensões e os conflitos entre si, através do equilíbrio temporário, e se dispõem a novos esforços criativos. Ipso facto, em toda a dimensão da vida associativa deverá haver algum ajustamento de relações sociais tendentes a prevenir a interferência de direitos e privilégios entre os indivíduos. De maneira mais específica, são três as funções do que podem ser estabelecidas pelo meio de trabalho e de controle social: a obtenção e a manutenção da ordem, da proteção social e da eficiência social.

O seu emprego na sociologia contribuiu consideravelmente para produzir uma simplificação do ponto de vista técnico-metodológica ou redução sociológica na análise dos problemas sociais, conseguida proporcionalmente, graças à compreensão positiva da integração das contradições correspondentes no sistema de organização das sociedades e da importância relativa de cada um deles, como e enquanto expressão do jogo social. Embora obscuro e equívoco, em seu significado corrente, o conceito de controle social é necessário à sociológica na modernidade, encontraram um sistema de referências propício à sua crítica analítica científica, seleção lógica e coordenação metódica. O crescimento de um jovem convivendo e habitando comum em figurações humanas, como processo social e experiência, assim como o conjunto do aprendizado de um determinado esquema de autorregulação na relação social com os seres humanos, é condição indispensável ao desenvolvimento rumo à humanidade. Neste sentido, socialização e individualização de um ser humano, são nomes diferentes para o processo. Cada ser humano assemelha-se aos outros, e é, ao mesmo tempo, diferente de todos os outros. O mais das vezes, as teorias sociológicas ou filosóficas deixam sem resolver o problema essencial humano da relação dialética entre indivíduo e sociedade.

Quando se fala que uma criança se torna um indivíduo humano por meio da integração em determinadas figurações, como, por exemplo, em famílias, em classes escolares, em comunidades aldeãs ou em Estados, assim como mediante a apropriação e reelaboração de um patrimônio simbólico social, conduz-se o pensamento por entre dois grandes perigos da teoria e das ciências humanas: o perigo de partir de um indivíduo a-social, portanto, como que de um agente que existe por si mesmo; e o perigo de postular um “sistema”, um “todo”, em suma, uma sociedade humana que existiria para além do ser humano singular, para além dos indivíduos. Embora não possuam um começo absoluto, não tendo nenhuma outra substância a não ser seres humanos gerados familiarmente por pais e mães, as sociedades humanas não são simplesmente um aglomerado cumulativo dessas pessoas. A crueldade da colonização europeia não foi um bom presságio para a população nativa remanescente da Colúmbia Britânica. Os oficiais coloniais consideraram que os colonos poderiam fazer melhor uso da terra do que os povos das Primeiras Nações, e assim o território seria propriedade dos colonos. Para garantir que os colonos pudessem se estabelecer adequadamente e fazer uso da terra, as Primeiras Nações foram realocadas à força para reservas, que muitas vezes eram pequenas demais para sustentar seu modo de vida. Na década de 1930, a Columbia Britânica tinha mais de 1 500 reservas indígenas. Assim, espalharam-se pelo mundo  reivindicando territórios e construindo o Império Britânico. 

Quando se fala que uma criança se torna um indivíduo humano por meio da integração em determinadas figurações, como, por exemplo, em famílias, em classes escolares, em comunidades aldeãs ou em Estados, assim como mediante a apropriação e reelaboração de um patrimônio simbólico social, conduz-se o pensamento por entre dois grandes perigos da teoria e das ciências humanas: o perigo de partir de um indivíduo a-social, portanto, como que de um agente que existe por si mesmo; e o perigo de postular um “sistema”, um “todo”, em suma, uma sociedade humana que existiria para além do ser humano singular, para além dos indivíduos. Embora não possuam um começo absoluto, não tendo nenhuma outra substância a não ser seres humanos gerados familiarmente por pais e mães, as sociedades humanas não são simplesmente um aglomerado cumulativo dessas pessoas. A crueldade da colonização europeia não foi um bom presságio para a população nativa remanescente da Colúmbia Britânica. Os oficiais coloniais consideraram que os colonos poderiam fazer melhor uso da terra do que os povos das Primeiras Nações, e assim o território seria propriedade dos colonos. Para garantir que os colonos pudessem se estabelecer adequadamente e fazer uso da terra, as Primeiras Nações foram realocadas à força para reservas, que muitas vezes eram pequenas demais para sustentar seu modo de vida. Na década de 1930, a Columbia Britânica tinha mais de 1 500 reservas indígenas. No período colonial, espalharam-se pelo mundo reivindicando territórios e construindo o Império.    

Terras reconhecidas como parte da Colúmbia Britânica foram adicionadas ao império durante o século XIX. Originalmente estabelecida sob os auspícios da Companhia da Baía de Hudson, foram estabelecidas colônias na Ilha de Vancouver e no continente que foram fundidas e, em seguida, entraram na Confederação como Colúmbia Britânica em 1871 como parte do Domínio do Canadá. Durante a década de 1770, a varíola matou pelo menos 30% das Primeiras Nações do Pacífico Noroeste. Esta epidemia devastadora foi a primeira de uma série, onde a Grande Epidemia de Varíola de 1862 exterminou em torno de 50% da população nativa. É a terceira maior província do Canadá, tanto em área, desconsiderando os territórios, quanto em população, atrás somente do Ontário, a província mais populosa do país e do Quebec, a maior província do país em área. A Colúmbia Britânica é a única das treze subdivisões canadenses que é banhada pelo oceano Pacífico. A província é comumente chamada de BC, que é “a abreviação oficial de British Columbia”. Mais do que 60% da população da Colúmbia Britânica vive no Sudoeste da província, nas regiões metropolitanas de Vancouver e de Vitória. Vancouver é a maior cidade da Colúmbia Britânica, e a sua região metropolitana é a terceira mais populosa do Canadá. Já Vitória, localizada na Ilha de Vancouver, é a capital da província e a 15ª maior região metropolitana do país. A Colúmbia Britânica ecologicamente é reconhecida por suas belezas naturais. Nenhuma outra província canadense possui mais parques e reservas naturais do que a Colúmbia Britânica.

Vale lembrar que suas praias, montanhas e parques atraem milhões de turistas anualmente. A economia do Estado é baseada primariamente no turismo e nos transportes - Vancouver é o maior polo portuário e o segundo maior centro aeroportuário do Canadá, além de ser um importante polo ferroviário. A indústria madeireira e a agricultura também são fontes de renda primárias da Colúmbia Britânica - a província produz mais de 60% de toda a madeira produzida no país. Até 1846, a região de toda a Colúmbia Britânica fez parte, juntamente com os Estados norte-americanos de Oregon, Idaho e Washington, do Oregon Country, um território britânico controlado pela Companhia da Baía de Hudson. A expansão norte-americana em direção ao Oeste fez com que surgissem atritos entre os britânicos e os americanos. Um tratado realizado em 1848 dividiu o Oregon Country, usando o paralelo 49 como fronteira, com o Norte do Oregon Country sob controle britânico. Uma exceção político-administrativa ocorreu na Ilha Vancouver, que continuou administrada pelo Reino Unido segundo o Tratado, mesmo estando localizada ao Sul do Paralelo 49. Em 1870, a província foi admitida como a sexta província canadiana.

Historicamente a área reconhecida como Colúmbia Britânica é e foi o lar de vários grupos das Primeiras Nações que têm uma história longa e profunda e com um número significativo de línguas e culturas indígenas. Existem mais de 200 nações indígenas em BC. Antes do contato social com pessoas não-aborígenes, a história humana na área é reconhecida a partir de histórias orais de grupos das Primeiras Nações, investigações arqueológicas e de registros etnográficos iniciais de exploradores que encontraram sociedades humanas no início do período. A chegada dos paleoíndios de Beringia ocorreu estatisticamente entre 20 000 e 12 000 anos atrás. Famílias de caçadores-coletores foram a principal estrutura social historicamente de 10 000 a 5 000 anos atrás. A população nômade vivia em estruturas obviamente não-permanentes, buscando porcos, frutas e raízes comestíveis, enquanto caçava e capturava animais para comer e fazer vestimentas com as peles. Aproximadamente em torno de 5 000 anos, grupos individuais começaram a se concentrar nos recursos disponíveis para eles localmente. Assim, com o passar do tempo, há um padrão de crescente generalização regional com um estilo de vida mais sedentário. Essas populações com históricas tribos indígenas evoluíram ao longo dos próximos processos civilizatórios dos 5 000 anos em uma grande área em muitos grupos com tradições e costumes compartilhados.

A Noroeste da província estão os povos de línguas na-dene, que incluem os povos de línguas atabascanas e os Tlingit, que viviam nas ilhas do Sul do Alasca e do Norte da Colúmbia Britânica. Acredita-se que o grupo linguístico na-dene esteja ligado às línguas ienisseianas da Sibéria. Os povos dene do ártico ocidental pode representar uma onda distinta de migração da Ásia para a América do Norte. O Interior da Colúmbia Britânica era o lar de indígenas que falavam língua do grupo linguístico das línguas salishanas, como os grupos de língua shuswap, okanagan e atabascanas, principalmente os grupos de língua dakelh e o tsilhqot`in. As enseadas e vales da costa da Colúmbia Britânica abrigavam populações grandes e distintas, como os haida, os kwakwaka`wakw e os nuu-chah-nulth, sustentados por quantidades abundantes de salmão e marisco da região. Esses povos desenvolveram culturas complexas, dependentes da madeira do cedro vermelho ocidental, que usava para construir casas de madeira, baleeiros de mar, canoas de guerra, potlatches e totens elaboradamente esculpidos. O contato com os europeus trouxea série de epidemias e doenças devastadoras da Europa que os indígenas não tinham imunidade. O resultado foi um dramático colapso populacional, culminando no surto de varíola de 1862 em Vitória que se espalhou por toda a costa da província.

A invasão dos europeus no âmbito do processo civilizatório começou em meados do século XVIII, quando comerciantes de peles entraram na área para caçar lontras-marinhas. Enquanto se pensa na possibilidade de que Sir Francis Drake pode ter explorado a costa colombiana britânica em 1579, foi Juan Pérez quem completou a primeira viagem documentada, que ocorreu em 1774. Juan Francisco de La Bodega y Quadra explorou a costa em 1775. Ao fazê-lo Pérez e Quadra reafirmaram a reivindicação espanhola pela costa do Pacífico, feita pela primeira vez por Vasco Núñez de Balboa em 1513. As explorações de James Cook em 1778 e George Vancouver em 1792-93 estabeleceram a jurisdição britânica sobre a área costeira ao norte e oeste do rio Columbia. Em 1793, Sir Alexander Mackenzie foi o primeiro europeu a viajar pela América do Norte por terra até o Oceano Pacífico, inscrevendo em uma pedra para marcar a conquista na costa de Dean Channel, perto de Bella Coola. Sua expedição teoricamente estabeleceu a soberania britânica para o interior, e uma sucessão de outros exploradores de comércio de pele mapeou o labirinto de rios e cordilheiras entre as pradarias canadenses e o Pacífico. Mackenzie e outros exploradores, principalmente John Finlay, Simon Fraser, Samuel Black e David Thompson, estavam preocupados em estender o comércio de peles, em vez de considerações políticas. Em 1794, pelo terceiro da série de acordos como as Convenções Nootka, a Espanha concedeu sua exclusividade no Pacífico.

Politicamente abriu o caminho para reivindicações formais e colonização por outros poderes, incluindo a Grã-Bretanha, mas por causa geopolítica das Guerras Napoleônicas, houve pouca ação britânica sobre suas reivindicações na região até posteriormente. O estabelecimento de postos comerciais sob os auspícios da Companhia do Noroeste e da Companhia da Baía de Hudson (HBC), efetivamente estabeleceu uma presença britânica permanente na região. O Distrito de Columbia foi amplamente definido como sendo ao sul de 54°40' de latitude norte, (limite sul da América Russa), ao Norte da Califórnia controlada pelo México e a Oeste das Montanhas Rochosas. Foi, pela Convenção Anglo-Americana de 1818, sob a “ocupação e uso conjunto” de cidadãos dos Estados Unidos e de súditos da Grã-Bretanha, isto é, as redes de comércio de peles. Com a fusão das “empresas de comércio de peles”, em 1821, a região que agora compreende a Colúmbia Britânica existia em três Departamentos de comércio de pele. A maior parte do interior central e Norte foi organizada no distrito da Nova Caledônia, administrado a partir do Forte St. James. O interior sul da bacia hidrográfica do rio Thompson e ao Norte da Columbia foi organizado no Distrito de Columbia, administrado a partir do Forte Vancouver, no baixo rio Columbia. O canto Nordeste da província a Leste das Montanhas Rochosas, reconhecido o Bloco do Rio da Paz anexado  ao maior Distrito de Athabasca, sede no Fort Chipewyan, na atual Alberta.

Esta co-ocupação terminou com o Tratado de Oregon de 1846. Até 1849, esses distritos eram uma área totalmente desorganizada da América do Norte Britânica sob a jurisdição de fato dos administradores da Companhia da Baía de Hudson. Diferentemente da Terra de Rupert, ao Norte e ao Leste, o território não era uma concessão para a empresa. Pelo contrário, foi simplesmente concedido o monopólio do comércio com os habitantes das Primeiras Nações. Tudo isso foi mudado com a extensão da exploração norte-americana para o Oeste e as concomitantes alegações de sobreposição de soberania territorial, especialmente na bacia do Sul de Columbia (atualmente Washington e Oregon). Em 1846, o Tratado de Oregon dividiu o território ao longo do Paralelo 49 ao Estreito de Geórgia, com a área ao Sul desta fronteira, mas excluindo a Ilha de Vancouver e as Ilhas do Golfo transferida para a única soberania norte-americana. A Colônia da Ilha de Vancouver foi criada em 1849, com Vitória designada como a capital. A Nova Caledônia, como todo o continente, e não apenas o Interior do Centro-norte veio a ser chamado, continuou a ser território desorganizado da América do Norte Britânica, “administrado” por gerentes individuais de postos de comércio da Companhia da Baía de Hudson, comumente referida como The Bay, é a mais antiga corporação do Canadá e uma das mais antigas do mundo ainda em atividade. A corporação foi fundada em 1670, e controlou muito do comércio de peles nas colônias britânicas na América do Norte por vários séculos, explorando grande parte regional do Norte da América do Norte.

A sede da empresa é na Torre Simpson em Toronto, Ontário, e é propriedade da companhia nova-iorquina NRDC Equity Partners. A região onde atualmente localizam-se as subdivisões canadenses de Alberta, Manitoba, Saskatchewan, Nunavut e os Territórios do Noroeste foram governadas pela Companhia da Baía de Hudson. Com o declínio do comércio de peles, a companhia cedeu seus territórios ao Canadá, e a companhia passou a ser uma vendedora de produtos vitais aos assentadores do oeste do Canadá. Atualmente, a companhia é uma das maiores redes comerciais do país, com lojas por todo o país, que vendem uma grande variedade de produtos. O faturamento estimado da companhia para 2005 é de sete bilhões de dólares canadenses. A companhia está sediada em Toronto, Ontário. Crystal Rotaru é uma atriz canadense reconhecida por interpretar Taiana Venediktov em Arrow. Taiana Venediktov, morta em 2011, foi uma prisioneira em Lian Yu, uma ex-instrutora de mergulho e a irmã do falecido Vlad Venediktov. Ela foi morta por seu bom amigo, Oliver Queen, depois quando ela ficou corrompida antropologicamente pelo poder de “um totem que concedeu seu poder com base nas mortes daqueles à sua volta”. Rotaru nasceu em Vancouver, filha de pais imigrantes russos, por quem fala com fluidez inglês e russo. Desde pequena tomou aulas de dança e esteve envolvida em obras de teatro escolar assim como recitais de piano. Matriculou-se na Universidade Simon Fraser para a carreira de Psicologia, mas em meio ao programa disciplinar mudou para Teatro, obtendo a licenciatura em Belas Artes com especialização em Teatro. Obteve um doutorado em Medicina Chinesa Tradicional.

Também reconhecida como medicina chinesa, é a denominação usualmente dada ao conjunto de práticas de medicina tradicional em uso na China, desenvolvidas no curso de sua história. É utilizada principalmente como medicina alternativa, com caráter integrativo e complementar - não substitutivo - à medicina alopática. Observe-se que é uma história que não corresponde exatamente a China que conhecemos, e sim através da história da Ásia, ao longo do desenvolvimento de milhares de anos, quando foram se consolidando as fronteiras dos atuais países e desenvolvendo uma civilização que reuniu mais da metade das descobertas e invenções tecnológicas do mundo moderno. A medicina chinesa pode ser considerada, portanto, uma “sistematização” das mais antigas formas de medicina oriental, abrangendo, para fins de estudo, as outras medicinas da Ásia, como os sistemas médicos tradicionais do Japão, Taiwan, da Coreia, do Tibete e da Mongólia. A medicina tradicional chinesa foi desenvolvida empiricamente a partir da experiência clínica, e documentada em muitos textos clássicos. Se fundamenta numa estrutura teórica sistemática e abrangente, de natureza filosófica. Ela inclui entre seus princípios o estudo da relação de yin/yang, da teoria dos cinco elementos e do sistema de circulação da energia pelos meridianos do corpo humano. O reconhecimento das Leis fundamentais que governam o funcionamento do organismo humano e sua interação com o ambiente segundo os ciclos da natureza, procura aplicar esta compreensão tanto ao tratamento das doenças quanto à manutenção da saúde através de diversos métodos.

Ela tem, por princípio básico, a teoria da energia vital do corpo (chi ou qi) que circula pelo corpo através de canais, chamados de meridianos, os quais teriam ramificações que os conectariam aos órgãos. Os conceitos de “corpo” e “doença” utilizados pela Medicina Tradicional Chinesa se baseiam em noções de uma cultura pré-científica, similar à teoria europeia dos humores (humorismo), em voga até o advento das pesquisas médicas modernas dos anos 1800. Pesquisas científicas não encontraram nenhuma “prova” fisiológica ou histológica dos conceitos tradicionais chineses, como qi, meridianos ou mesmo pontos de acupuntura. Roupa de xamã da região da Manchúria. Práticas xamanísticas dos “Wu” () antecedem comparativamente aos mitos da dinastia Shang, persistem como crenças populares e influenciaram os mitos dos imperadores Shennong e Huangdi associados aos primeiros escritos da medicina tradicional. A teoria e a prática não são baseadas em conhecimento científico, e seus praticantes discordam grandemente sobre os diagnósticos e os tratamentos dos pacientes. A eficácia da medicina fitoterápica chinesa continua pouco pesquisada e documentada. Pesquisas farmacêuticas têm explorado o potencial de criação de remédios em princípios ativos que poderiam ser encontrados em soluções da medicina tradicional chinesa.

A Universidade de Simon Fraser representa uma universidade pública canadense localizada na província da Colúmbia Britânica, com campus em Burnaby, Vancouver e Surrey. Crystal Rotaru estreou em 2008 como estrela convidada em um episódio da série USA Network Psych, e seguiu participações em séries de contos de televisão como Eureka de SyFy (2006) e Smallville (2001) e Supernatural de The CW (2005). Em 2010, Rotaru obteve um papel recorrente em Hellcats, onde foi interpretado por Betsy. Assim como participou do filme Diário de um Wimpy Kid 2: Rodrick Rules onde interpreta a vida social de Ingrid. Outros créditos de Crystal Rotaru incluem as séries de televisão Sanctuary, Fringe, Mr. Young e Rush, bem como participação nos curtas-metragens Turducken (2008), Deadweight (2015) e Crooked (2012). Também participou de filmes como Stan Helsing, Finding Mrs. Claus e GirlHouse. Rotaru também estrelou a curta-metragem Earthlickers, estreada no Whistler Film Festival em dezembro de 2014, assim como The Wall, curta-metragem estreada no Atlanta Horror Film Festival em 2015 e aquele que também funcionou como produtor. Em 2015 aparece como estrela convidada em Motive, a série de televisão transmitida pela CTV e em iZombie da cadeia The CW, dando vida a Tess com a voz da personagem de Sabine Wren em Lego Star Wars: Droid Tales de Disney XD (2015). Não por acaso em agosto de 2015, ele descobriu que Crystal Rotaru foi eleita para interpretar Taiana Venediktov, interessada no amor de Oliver Queen (Stephen Amell) nas sequências de flashback na série The CW Arrow.

O convívio dos seres humanos em sociedades tem sempre, mesmo no caos, na desintegração, na maior desordem social, uma forma absolutamente determinada. É isso que o conceito de figuração exprime. O processo de concentração física de força pública se acompanha de uma desmobilização da violência ordinária. A violência física só pode ser aplicada por um agrupamento especializado, especialmente mandatado para esse fim, claramente identificado no seio da sociedade pelo uniforme, portanto um agrupamento simbólico, centralizado e disciplinado. A noção de disciplina, sobre a qual Max Weber escreveu páginas magníficas, é capital: não se pode concentrar a força física sem, ao mesmo tempo, controla-la, do contrário é o desvio da violência física, e o desvio da violência física está para a violência física assim como o desvio de capitais está para a dimensão econômica: ou seja, é o equivalente da concussão. A violência física pode ser concentrada num corpo formado para esse fim, claramente identificado em nome da sociedade em si pelo uniforme simbólico, especializado e disciplinado, isto é, capaz de obedecer como um só homem a uma ordem central que, em si mesma, não é geradora de nenhuma ordem. O conjunto das instituições mandatadas para garantir a ordem, a saber, as forças públicas e de justiça, são separadas pouco a pouco do mundo social corrente. Essa concentração do capital físico se realiza num duplo aspecto e contexto social. Para uns, o desenvolvimento do exército profissional está ligado à guerra, assim como o imposto sobre o trabalho humanos e renda econômica e social; mas há também a guerra interior, a guerra civil, a arrecadação do imposto como uma espécie de guerra civil.

Revelações Perigosas tem como representação o filme canadense, de 2023 dirigido por Joe Zanetti, socialmente de mistério e suspense que acompanha a trilha aberta pela jovem fotógrafa de pássaros Taylor Crane (Elysia Rotaru), que parte em uma viagem até o interior do Oregon para tirar algumas fotos. Porém, durante a viagem, Taylor acaba presa em uma floresta após seu carro parar de funcionar. Presa em um lugar desconhecido, ela sai em busca de ajuda, e vai parar na cabana de Riad Bishara (Stephen Lobo). Mas o homem está longe de ser alguém cordialmente que poderá ajudá-la: Riad é um fugitivo da Central Intelligence Agency (CIA) paranoico por teorias da conspiração, e acredita que Taylor trabalhe para o governo norte-americano decidindo mantê-la como sua refém. A agência CIA é reconhecida formalmente como uma Agência de espionagem. É um serviço civil com utilidade de “inteligência estrangeira” do governo federal dos Estados Unidos, oficialmente encarregado de coletar, processar e analisar informações de segurança nacional de todo o mundo, principalmente por meio do uso de inteligência humana e conduzir ações secretas por meio de sua Diretoria de Operações. Como membro principal da poderosa Comunidade de Inteligência dos Estados Unidos, a CIA, se reporta ao Diretor de Inteligência Nacional e está treinada principalmente em fornecer “inteligência” para o Presidente e para o Gabinete político dos Estados Unidos.

A Central Intelligence Agency expandiu cada vez mais seu papel político, incluindo “operações paramilitares secretas”. Uma de suas maiores divisões, o Information Operations Center (IOC), mudou oficialmente o alvo do contraterrorismo para operações cibernéticas ofensivas. A agência tem sido objeto de muitas controvérsias, incluindo violações de direitos humanos, escutas telefônicas domésticas, propaganda e denúncias de tráfico de drogas. O Diretor da Agência Central de Inteligência é nomeado pelo Presidente dos Estados Unidos com confirmação do Senado dos Estados Unidos e reporta diretamente ao Diretor de Inteligência Nacional (DNI); na prática, o diretor da CIA interage com o Diretor de Inteligência Nacional (DNI), o Congresso dos Estados Unidos e a Casa Branca, enquanto o vice-diretor (DD/CIA) é o executivo interno da CIA e o Diretor de operações, reconhecido como diretor executivo até 2017, lidera o trabalho diário como o terceiro posto mais alto da hierarquia da CIA. O vice-diretor é formalmente nomeado pelo diretor sem confirmação do Senado, mas como a opinião do presidente tem grande peso na decisão, o vice-diretor é geralmente considerado um cargo político, tornando o diretor de operações o cargo não político mais sênior para os oficiais de carreira da CIA. O Gabinete Executivo também apoia os militares dos Estados Unidos da América, fornecendo-lhes as informações que coleta, receber informações de organizações de inteligência militar e cooperar com atividades de campo. O vice-diretor associado da CIA é responsável pelas operações diárias da agência. Cada filial da agência tem seu próprio diretor. O Escritório de Assuntos Militares subordinado ao Vice-Diretor Associado, gerencia a CIA e os Comandos Unificados de Combate, que produzem à inteligência operacional e consomem inteligência nacional produzida pela CIA.

O Oregon é, tal como seu vizinho do Norte, Washington, reconhecido pelas suas florestas de perenifólias, que cobrem metade de todo o estado. Graças à abundância de florestas, o Oregon é um dos maiores produtores de madeira do país. O estado produz cerca de 10% de toda a madeira produzida nos Estados Unidos anualmente, mais do que qualquer outro estado americano com exceção de Washington. Outro aspecto geográfico marcante são as chuvas torrenciais comuns em todo o ano no Oregon. Tanto as florestas quanto as chuvas, porém, estão presentes no Oeste do Oregon, a Oeste da Cordilheira das Cascatas, uma grande cadeia de montanhas da parte ocidental da América do Norte, estendendo-se desde o sul da Colúmbia Britânica, no Canadá, até Washington, Óregon e o norte da Califórnia, nos Estados Unidos. Ela inclui tanto as montanhas não-vulcânica e como os vulcões notáveis​. A Leste, a maior parte do estado caracteriza-se pelo seu clima semiárido e seu terreno seco. As belezas naturais do Oregon - graças à sua grande diversidade e abundância de florestas, montanhas, rios e lagos que atraem milhões de turistas todos os anos para visitar o estado. Os habitantes do Oregon orgulham-se destas atrações naturais, e são reconhecidos nacionalmente por darem grande importância ao uso apropriado de seus recursos naturais. Apesar disto, o rápido crescimento populacional do estado é uma ameaça às suas atrações naturais. Prioritariamente, os habitantes do Oregon têm tentado balancear o desenvolvimento necessário para suportar esta população em crescimento, sem tornar o estado menos atrativo a novos habitantes. O Oregon é pioneiro em encontrar soluções alternativas para problemas ambientais, mas tem sofrido ecologicamente também pelo rápido desmatamento de suas florestas. 

Assim, os indivíduos vivem em relações sociais de cooperação, mas também de oposição, portanto, os conflitos são parte mesma da constituição da sociedade. É neste sentido que formam momentos de crise, um intervalo entre dois momentos de harmonia, vistos numa função positiva de superação das divergências. Fundamenta uma episteme em torno da ideia de movimento, da relação, da pluralidade, da inexorabilidade do conhecimento, de seu caráter construtivista, cuja dimensão central realça o fugidio, o fragmento e o imprevisto. Por isso, seu panteísmo estético, ancorado sob formas decerto paradoxais de interpretação real, como episteme, no qual se entende que cada ponto, cada fragmento superficial e, portanto, fugaz é passível de significado estético absoluto, de compreender o sentido total, os traços significativos, do fragmento à totalidade. O significado sociológico do “conflito”, em princípio, nunca foi contestado. Conflito é admitido por causar ou modificar grupos de interesse, unificações, organizações. Os fatores de dissociação entre pessoas e grupos, como ódio, inveja, necessidade, desejo, são as causas tanto sociais quanto psíquicas da condenação, que irrompe em função deles. Conflito é destinado a resolver dualismos divergentes, a obter um tipo de unidade social através da aniquilação de uma das partes em litígio. A imagem está associada a conhecimentos pretéritos adquiridos e concernentes ao objeto que ela de fato representa. Ela não apreende nada além daquilo possível de extrair durante o trabalho de percepção.

A imagem não se relaciona com o mundo em si, ela só depende do processo de como podemos descobrir algo sobre ela. Portanto, se existe uma possibilidade de se observar o objeto através da imaginação, mesmo assim essa possibilidade ainda não nos permite apreender nada de novo em relação ao objeto. A imagem, ato da consciência imaginante, é um elemento, identificado como o primeiro e incomunicável, como produto de uma atividade consciente atravessada de um extremo ao outro por uma corrente de “vontade criadora”. Trata-se, de dar-lhe à sua própria consciência um conteúdo de sentido imaginante, próximo da analogia weberiana da interpretação do estatuto da ciência que recria para si os objetos afetivos espontaneamente ao seu redor: ela é criativa.  Daí a importância social e afetiva de se compreender no campo da imagem, de sua produção, recepção, influência, de sua relação com o sonho, o devaneio, a criação e a ficção, a substituição das mediações complexas pelos meios de comunicação, posto que contenha em si uma possibilidade de violência, a partir da constituição do novo regime de ficção que hoje afeta, contamina e penetra a vida social. Fora dos maniqueísmos de observação empírica, nem sempre temos a sensação de sermos colonizados, sem saber precisamente por quem. Não é identificável e, a partir daí é normal questionar-se o papel da cultura ou ideia geral que por associação fazemos. 

O descobrimento da primitiva gens do direito materno, como etapa anterior à gens de direito paterno dos povos civilizados, tem, para a história primitiva, a mesma importância que a teoria da evolução de Darwin para a biologia e a teoria da mais-valia, enunciada por Marx, para a economia política. Essa descoberta permitiu a Morgan esboçar, pela primeira vez, uma história da família, onde pelo menos as fases clássicas da sua evolução são provisoriamente estabelecidas, tanto quanto permitem o resgate dos dados estatísticos. Em torno da gens de direito materno, por exemplo, gravita, toda essa reveladora concepção de ciência. Desde seu descobrimento, sabe-se em que a direção encaminhar as pesquisas e o que precisamente estudar. Como e de que modo devem ser classificados os seus principais resultados. Reconstituindo a história da família, chega, de acordo com a maioria de seus colegas, à conclusão de que existiu uma época primitiva em que imperava, no seio da tribo, o comércio sexual promíscuo, de modo que cada mulher pertencia igualmente a todos os homens e cada homem a todas as mulheres. No século XIX havia feito menção a esse estado, evolutivo primitivo, mas apenas de modo geral; J. J. Bachofen foi o primeiro etnólogo - este é um dos seus maiores méritos – que o levou a sério e procurou seus vestígios nas tradições históricas e religiosas. Ipso facto a definição de híbrido em biologia pode referir-se à genética ou à taxonomia.

No contexto da genética, o termo híbrido tem vários significados, todos referentes à descendência geracional por reprodução sexual. Em geral, o híbrido é sinônimo de heterozigoto, constituindo o indivíduo no qual os alelos de um ou mais genes são diferentes qualquer prole resultante do cruzamento de dois indivíduos homozigotos, indivíduo no qual os alelos de um ou mais genes são idênticos diferentes.  A hibridação representa a junção de patrimônios genéticos diferentes a partir do cruzamento de indivíduos de populações diferentes. Esse fato pode ocorrer devido à existência de uma zona híbrida, através da migração ou dispersão de indivíduos ou pela inserção de espécies exóticas. A zona híbrida indica na natureza uma sobreposição de populações diferentes com uma ou mais características herdáveis diferentes que possuem capacidade de produzir proles viáveis e pelo menos parcialmente férteis. Este contato social reprodutivo proporciona aproximação genética entres as espécies como causa da diminuição do isolamento. E devido à heterose podem resultar em uma criação de indivíduos melhores em muitas características. Mas só ocorre quando existe certa proximidade evolutiva entre os indivíduos, pois, há uma diferença genética grande, pode ocorrer a esterilidade ou inviabilidade da prole podendo até prejudicar as populações.

A casa inteira, lembra Durand (1997), é mais do que para se viver, é um vivente. A casa redobra, sobredetermina a personalidade daquele que a habita. A casa constitui entre o microcosmo do corpo humano e o cosmo, um microcosmo secundário, um meio termo cuja configuração iconográfica é, por isso mesmo, muito importante no diagnóstico psicológico e psicossocial. Pode-se dizer: Dize-me que casa imaginas e dir-te-ei quem és. E as confidências sobre o habitat são mais fáceis de fazer do que sobre o corpo ou sobre um elemento objetivamente pessoal. Os poetas, os psicanalistas, a tradição católica ou a sabedoria dos dogon fazem coro para reconhecer no simbolismo da casa um enquanto duplicado microcosmo do corpo material e do corpo mental. A própria organização dos compartimentos, ou da choupana: canto onde se dorme, lugar onde se prepara a refeição, sala de jantar, quarto de dormir, dormitório, sala de estar, celeiro, casa da fruta, granja, sótão, todos estes elementos orgânicos trazem equivalentes anatômicos mais do que fantasias arquiteturais. A questão sobre a compreensão psicológica só em segundo lugar é determinada pelos odores do jardim, os horizontes da paisagem. Os cheiros da casa que constituem a intimidade: vapores da cozinha, perfumes de alcova, bafios de corredores, perfumes de benjoim ou de patchouli dos armários maternos. A intimidade vital de microcosmo vai redobrar-se e sobredeterminar-se como se quiser para viver.

O mundo da objetividade é polivalente para a projeção imaginária. A importância microscópica concedida à moradia indica já a primazia dada na constelação da intimidade às imagens do lugar praticado feliz. É um centro que pode muito bem situar-se no cimo de uma montanha, mas que na sua essência comporta sempre um antro, uma abóbada, uma caverna. Embora a noção de centro integre rapidamente elementos masculinos, é importante sublinhar as suas infraestruturas obstétricas e ginecológicas: o centro é umbigo, omphalos, do mundo. E mesmo as montanhas sagradas têm direito, como Gerizim e o tão justamente chamado Tabor, ao atributo de “umbigo da Terra”. É por essas razões uterinas que o que antes de tudo sacraliza um lugar é o seu fechamento: ilhas de simbolismo amniótico ou então floresta cujo horizonte se fecha por si mesmo. A floresta é centro de intimidade como o pode ser a casa, a gruta ou a catedral. A paisagem silvestre fechada é constitutiva do lugar sagrado. Todo lugar sagrado começa pelo “bosque sagrado”. O lugar sagrado é uma cosmicização maior que o microcosmo da morada, do arquétipo da intimidade feminóide.  O espaço circular é o do jardim, do fruto, do voo ou do ventre, e desloca o acento simbólico para as volúpias secretas da intimidade.

A sociologia, não confunde a prática dos rituais com seu sentido. Há requisitos da vida social entre estabelecidos através das relações entre e com os animais que são inconcebíveis em sua analogia no mundo vegetal. Reações ou relações baseadas na capacidade de locomoção, na plasticidade assegurada pelo sistema nervoso, na interdependência dinâmica produzida pela divisão do trabalho, em tendências mais ou menos conscientes de comportamento, etc., não comportam condições de manifestação nas comunidades de plantas, por maior que seja o grau de sociabilidade inerente aos seus padrões de organização interna. Isso não impede que se reconheça que alguns tipos de relações comunitárias das plantas possuem valor social definido no amplo e diversificado mercado mundial de consumo de drogas. As dificuldades são de ordem descritiva. Raramente se assume um estado de espírito que lhe permita considerar a vida social, independentemente dos padrões mais complexos, que ela alcança a análise comparada entre os animais e os dos homens. Nenhum sociólogo é capaz de realizar seu ofício antes de percorrer as fases da de investigação completa, na qual transmite do levantamento dos dados à sua crítica e à análise e, em seguida, ao tratamento interpretativo propriamente dito. Os que repudiam o estudo de comunidade ou de caso com obstinação, ignoram o lado pedagógico do treinamento pela pesquisa sistemática.

        O símbolo não sendo já de natureza linguística deixa de se desenvolver numa só dimensão. As motivações que ordenam os símbolos não apenas já não formam longas cadeias de razões, mas nem sequer cadeias. A explicação linear do tipo de dedução lógica ou narrativa introspectiva já não basta para o estudo das motivações simbólicas. A classificação dos grandes símbolos da imaginação em categorias motivacionais distintas apresenta, com efeito, pelo próprio fato da não linearidade e do semantismo das imagens, grandes dificuldades. Metodologicamente, se se parte dos objetos bem definidos pelos quadros da lógica dos utensílios, como faziam as clássicas “chaves dos sonhos”, segundo as estruturas antropológicas do imaginário, cai-se rapidamente, pela massificação das motivações, numa inextricável confusão. Parecem-nos mais sérias as tentativas para repartir os símbolos segundo os grandes centros de interesse de um pensamento, certamente perceptivo, mas ainda completamente impregnado de atitudes assimiladoras nas quais os acontecimentos perceptivos não passam de pretextos para os devaneios imaginários. Tais são as classificações profundas de analistas das motivações que ocorrem no âmbito do simbolismo religioso e imaginação social em geral literária.  

No prolongamento dos esquemas explicativos, arquétipos e simples símbolos modernos podem-se considerar o mito. Lembramos, todavia, que não estamos tomando este termo na concepção restrita que lhe dão os etnólogos, que fazem dele apenas o reverso representativo de um ato ritual. Entendemos por mito, “um sistema dinâmico de símbolos, arquétipos e esquemas, sistema dinâmico que, sob o impulso de um esquema, tende a compor-se na narrativa”. O mito é já um esboço de racionalização, dado que utiliza o fio do discurso, no qual os símbolos se resolvem em palavras e os arquétipos em ideias. O mito explicita um esquema ou um grupo de esquemas. Do mesmo modo que o arquétipo promovia a ideia e que o símbolo engendrava o nome, podemos dizer que o mito promove a doutrina religiosa, o sistema filosófico ou, como bem observou Émile Bréhier, a narrativa histórica e lendária. Seguidor dos estoicos, Bréhier era também um seguidor de Henri Bergson e herdou sua cátedra na Sorbonne e na Academia das Ciências Morais e Políticas, em 1941. Antes disso, Bréhier ensinou na Universidade do Cairo, em 1925, e na Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1936. O método de convergência evidencia o mesmo isomorfismo na constelação e no mito. Enfim, para sermos breves, este isomorfismo dos esquemas, arquétipos e símbolos dos sistemas míticos ou de constelações estáticas pode levar-nos a verificar a existência de protocolos normativos das representações imaginárias, individuais e coletivas, definidos e estáveis, agrupados nos esquemas que antropologicamente a literatura refere estruturas sociais.

Na ciência os conceitos teóricos abstratos e os sistemas de referência não passam de concretizações de uma compreensão antecipada e estrategicamente eficaz, à qual é fixada temporariamente em vista da comparação analítica. A peculiar aporia do método de análise das ciências do espírito foi denominada de círculo hermenêutico. Mas, desde que se formule esse problema exclusivamente sob o ponto de vista lógico, como o termo sugere, não é fácil expor a justificação metodológica de tal infração da forma em termos plausíveis: o que faz com que o círculo hermenêutico seja “frutífero” e o distingue de um círculo vicioso? Em termos usuais a práxis da interpretação e a formação hermenêutica seriam circulares, caso se tratasse ou da análise exclusiva linguística ou de uma análise puramente empírica. A análise das relações entre símbolos ordenados, sistematicamente, serve-se de proposições metalinguísticas acerca da linguagem do objeto.  Se a tarefa social da hermenêutica consistisse apenas nisso, seria difícil perceber por que ela não devesse manter em separado os dois níveis interpretativos de linguagem, evitando assim uma relação recíproca circular entre conceitos analíticos e objetos linguísticos. Se os objetos da compreensão pudessem ser apreendidos não como objetos linguísticos, mas como dados da experiência, existiria, per se entre o plano teórico e os dados de realidade (prática) uma relação que, sob o visor lógico, não deixaria de ser também problemática.

O aparente círculo resulta unicamente, segundo Habermas (1987), do fato de os objetos das ciências do espírito usufruírem de um status duplo sui generis: os conteúdos semânticos, legados por tradição e objetivados em palavras e ações – as quais perfazem o objeto da compreensão hermenêutica – não são menos símbolos do que fatos. É por isso que a compreensão deve combinar a análise linguística e a experiência. Sem esta coação para tal combinação peculiar, o desenvolvimento circular do processo interpretativo permaneceria preso em um círculo vicioso. A explicação é a seguinte: a exegese de um texto depende de um efeito recíproco entre a interpretação das “partes” por um “todo”, antecipando de forma confusa, e a correção de tal conceito antecipatório por meio das partes por esse subsumidas.  As “partes” só podem exercer uma influência modificadora sobre o todo antecipado, sobre cujo pano de fundo elas são interpretadas, por já estarem interpretadas independentemente de tal antecipação hermenêutica. Não dúvida que o complexo da compreensão antecipada do teto todo possui o peso valorativo de um esquema exegético variável, ao qual os elementos individuais com o objetivo de torna-los compreensíveis. Mas o esquema só é capaz de tornar visíveis os elementos que engloba na medida em que ele próprio possa ser corrigido em função de tais dados.

Os elementos societários não se comportam frente ao esquema interpretativo nem como fatos em relação à teoria, nem como expressões semântico-objetivas em relação às expressões que interpretam uma metalinguagem. Em realidade o explicandum e o explicans fazem parte do mesmo sistema linguístico.  A conexão do esquema exegético e dos elementos, por ele contidos, apresenta-se para o intérprete como um conjunto imanente à linguagem, um conjunto que obedecer às regras gramaticais; mas nele articula-se em si, ao mesmo tempo, uma conexão vital num sentido individual não passível de ser dissolvido em categorias universais. Nesta medida a análise linguística torna acessível o conteúdo empírico de uma experiência vital, comunicada indiretamente. Os conjuntos simbólicos, visualizados pela compreensão hermenêutica de uma linguagem, definida em seu todo pelas regras da constituição metalinguística. Esta é a razão por que sua interpretação não pode ter a forma de uma reconstrução analiticamente inevitável pela aplicação de regras universais – ela também não é mensurável com tais critérios estandardizados. Em um sistema aberto da linguagem ordinária, à qual é também sua própria metalinguagem, escolhemos no início de cada interpretação um esquema exegético provisório, antecipando de saída o resultado do processo exegético em seu todo.

Na medida em que a interpretação é uma análise linguística, tal antecipação não possui conteúdo empírico em seu sentido estrito. O vínculo da hermenêutica com uma linguagem, ela mesma intimamente comprometida com a práxis, explica o duplo caráter de um método que explora nas estruturas gramaticais, simultaneamente, o conteúdo empírico das condições da vida individualizada. A integração dos símbolos disponíveis em um quadro de referência selecionado, portanto, o processo de sua aplicação é uma decifração do material e, ao mesmo tempo, um teste da chave interpretativa no próprio material: em suma, análise linguística e controle experimental num e no mesmo. Na medida em que a sobrevivência de indivíduos socializados está conectada a uma sólida intersubjetividade da compreensão, a hermenêutica possui razões “no trabalho da vida, próprio à geração das ideias”. A manifestação isolada da vida individual está inserida em um conjunto vital particular e é soletrada em uma linguagem com vigência intersubjetiva. As formas elementares da compreensão pressupõem implicitamente as formas superiores: estas visualizam, em termos hermenêuticos, a apreensão de um contexto a partir do qual um elemento individualizado torna-se compreensível. 

A função da compreensão na práxis da vida é análoga àquela problematização que emerge de expectativas frustradas; mas em um caso o critério da decepção é o fracasso de uma ação finalista-racional controlada pelo sucesso, no outro trata-se de embaraços de um consenso, isto é, da desconformidade de expectativas recíprocas entre, no mínimo, dois sujeitos agentes. As intenções das duas orientações de pesquisa distinguem-se de forma correspondente: no primeiro caso máximas comportamentais, as quais fracassaram frente à realidade, devem ser submetidas por regras técnicas comprovadas; no segundo caso trata-se de interpretar manifestações vitais incompreensíveis e que bloqueiam a reciprocidade de expectativas comportamentais. Enquanto o experimento eleva os controles pragmáticos cotidianos, aplicados às regras de uma atividade instrumental ao nível de uma forma metódica à verificação, a hermenêutica equivale à maneira científica do agir interpretativo do cotidiano. Não há dúvida que no exercício de tal habilidade, o domínio da arte hermenêutica permanece em menos graus dependente “do virtuosismo pessoal” do que esse é o caso do domínio de operações mensuráveis. A compreensão hermenêutica tem, de acordo com sua estrutura, o objetivo de assegurar, no seio das tradições culturais, uma autoconcepção dos indivíduos e dos grupos, suscetível de orientar a ação e o entendimento recíproco de diferentes grupos e indivíduos.

Bibliografia Geral Consultada.

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