Mostrando postagens com marcador Michael Clarke Duncan. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Michael Clarke Duncan. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de julho de 2024

À Espera de Um Milagre – Cinema & Sensibilidade da Degradação.

                                                   Mas o tempo, o tempo caleja a sensibilidade”. Joaquim Maria Machado de Assis

Em primeiro lugar, a acepção empregada, com o significado de “milagre” ou “miraculo”, do latim miraculum, do verbo mirare, “maravilhar-se” é um acontecimento dito extraordinário que, na interpretação filosófica, ou sociológica dos sentidos, e conhecimentos até então disponíveis, não possuindo explicação científica ainda reconhecida, dá-se de forma a sugerir “uma violação das leis naturais que regem os fenômenos ordinários”. Entretanto, os milagres são considerados o “resultado do poder de Deus na vida apenas das pessoas que têm fé”. Eles são realizados por meio de orações e intercessores que são apontados pela Igreja Católica como santos.   Para parte dos teístas, sua realização é atribuída à omnipotência divina, sendo considerado como um ato de intervenção direta de Deus no curso normal dos acontecimentos. Geralmente os milagres têm, segundo esses, propósitos definidos, sendo o mais comum o de beneficiar, por mérito moral e ou de fé, adeptos de determinada crença em detrimento dos não adeptos, que permanecem sujeitos às leis regulares. Para a ciência física ou astronomia, não há milagres até o momento corroborados sensivelmente; e a natureza rege-se, com base no que se tem ciência, por leis naturais inexoráveis. Para a ciência, caso afronte a realidade, a crença exacerbada em milagres pode implicar riscos de morte ou mesmo fatalidades que, à luz dos fatos sociais, far-se-iam plenamente desnecessários.

Em segundo lugar, este aspecto “litúrgico do milagre” também pode referir-se ao teatro religioso onde encenavam-se histórias públicas atreladas às vidas dos anjos. Foram populares na Idade Média, e chegaram a fazer parte “oficial dos ritos da Igreja Católica”. Em tal acepção, o milagre ainda se mostra importante sobretudo na literatura. À Espera de um Milagre (The Green Mile, 1999) representa um filme norte-americano comum dentre os gêneros drama, policial e fantasia, dirigido e roteirizado por Frank Darabont, com base no livro homônimo de Stephen King, lançado em 1996. O filme é narrado com a técnica em flashback, tendo como significado a interrupção de uma sequência cronológica narrativa pela interpolação de ouros eventos sociais da memória ocorridos anteriormente. É, portanto, uma forma de anacronia, ou seja, melhor dizendo, uma mudança de plano temporal. É estrelado por Tom Hanks como Paul Edgecomb e Michael Clarke Duncan como John Coffey, narrando a história de Paul e de sua vida como agente penitenciário do corredor da morte durante a Grande Depressão, também reconhecida como Crise de 1929, a maior crise financeira da história dos Estados Unidos, que teve início em 1929 e na década de 1930, terminando apenas com a 2ª guerra mundial (1939-1945) e os eventos sobrenaturais por ele presenciados.

 O flashback é um recurso técnico-metodológico de gêneros cinematográficos, sendo frequente nos filmes policiais e nos clássicos do filme Noir Norte-americano.  Em 1999, numa casa de repouso em Louisiana, Paul Edgecomb começa a chorar enquanto assiste ao filme Top Hat, da década de 1930. Sua companheira Elaine, fica preocupada, e Paul lhe diz que o filme lhe lembrou os eventos extraordinários de 1935, que ocorreram na chamada Grande Depressão, quando ele disciplinarmente respondia como chefe de guarda da prisão, encarregado do corredor da morte. Naquele ano, Paul supervisiona os oficiais Brutus Howell, Dean Stanton, Harry Terwilliger e Percy Wetmore, na Penitenciária de Cold Mountain. Paul, que está sofrendo de uma infecção da bexiga, recebe “o mais novo prisioneiro, John Coffey, um homem negro fisicamente forte, mas mentalmente bondoso e gentil, que está sob sua custódia”. Coffey, que é um homem de grandes proporções, foi condenado à morte pelo assassinato de duas jovens garotas brancas. Um dos outros presos é um nativo norte-americano chamado Arlen Bitterbuck, que foi acusado de assassinato; é o primeiro a ser executado. Enquanto isso, Percy demonstra ser per se “um grande sádico”. Ele é abusivo com um preso chamado Eduard Delacroix (Del), lhe quebrando os dedos com seu bastão, pisando em um rato de estimação chamado Sr. Jingles, que Del adotou, e repetidamente o ofendendo com “insinuações homossexuais”, além de sabotar sua própria execução, deliberadamente não absorvendo a esponja para conduzir eletricidade à cabeça de Del. John demonstra poderes sobrenaturais. Ele cura a infecção de Paul, ressuscita o Sr. Jingles e cura Melinda Moores, a mulher casada com o diretor que sofria de um tumor no cérebro.


 Filmado por Thomas Edison (1847-1931), o inventor da lâmpada, The Kiss, por exemplo, demonstrava a cena final do musical The Widow Jones, encenada pelos mesmos atores da Broadway. May Irwin foi atriz e cantora canadense. Apareceu em 1896 no primeiro beijo filmado com John C. Rice por uma máquina de Thomas Edison no filme citado, dirigido por William Heise (1847-1910) para o Edson`s Black Maria Studios em West Orange, New Jersey de propriedade do inventor norte-americano. O filme possui 47 minutos de duração com a reencenação do beijo entre May Irwin e John Rice (1896), inspirado na cena final da peça musical The Widow Jones (1895-1896). O fonógrafo, um aparelho para registar e reproduzir o som, foi uma de suas principais invenções. O cinematógrafo, mais que isso representa a primeira câmera cinematográfica bem-sucedida no mercado global, com o equipamento disponível para demonstrar os filmes que realizava. O famoso Edison também aperfeiçoou o telefone, inventado por Antonio Meucci (1808-1889), em um aparelho que funcionava melhor. Fez de forma idêntica com a máquina de escrever. Trabalhou em projetos variados, como alimentos empacotados a vácuo, um aparelho de raios X e um sistema de construções de concreto. Entre suas principais contribuições encontra-se a lâmpada elétrica incandescente, e a criação do fonógrafo, do cinescópio, do ditafone e o microfone de grânulos de carvão para o telefone.

O caráter social é, pois, de natureza humana e o caráter geral de todo o movimento; assim, como é a própria sociedade que produz o homem enquanto homem, assim também ela é produzida por ele. A atividade e o gozo também são sociais, tanto em seu modo de existência, como em seu conteúdo; atividade social e gozo social. A essência humana da natureza não existe senão para o homem social, pois apenas assim existe para ele como vínculo com o homem, como modo de existência para o outro e modo de existência do outro para ele, como elemento vital da efetividade humana; só assim existe como fundamento de seu próprio modo de existência humano. Só então se converte para ele seu modo de existência natural em seu modo de existência humano, e a natureza torna-se para ele o homem. A sociedade é, pois, a plena unidade essencial do homem com a natureza, a verdadeira ressureição da natureza, o naturalismo acabado do homem e o humanismo acabado a natureza. A atividade e o gozo social não existem de modo algum unicamente na forma de uma atividade imediatamente coletiva e de um gozo imediatamente coletivo, ainda que a atividade coletiva e o gozo social coletivo. A atividade e o gozo da saúde que se exteriorizam e confirmam imediatamente na sociedade afetiva em sua relação com outros, encontrar-se-ão onde quer que aquela expressão imediata da sociabilidade esteja na essência adequada à própria natureza. Para nós sociólogos o que menos importa não é a maneira como tal pensador individualmente concebe tal instituição, mas a concepção concreta que dela tem o grupo social; somente essa concepção é socialmente eficaz.                                           

Ela não pode ser reconhecida por simples observação interior, uma vez que não está inteira dentro de nenhum de nós, é preciso, pois, encontrar alguns sinais exteriores que a tornem sensível. Além dos mais, ela não surgiu do nada; ela própria é um efeito de causas externas que é preciso conhecer, para poder apreciar seu papel no futuro. Seja como for, é sempre ao mesmo método de análise que é necessário voltar. Outra proposição não foi menos vivamente discutida que a precedente: a que apresenta os fenômenos sociais como exteriores aos indivíduos. Mas, como a sociedade não é composta senão de indivíduos, o pretenso senso comum julga que a vida não pode ter outro substrato que a consciência individual; sem isso, ela parece “no ar” e no vazio. Entretanto, o que se julga tão facilmente inadmissível quando se trata de fatos sociais é normalmente admitido nos outros reinos da natureza. A vida não poderia se decompor desta forma; ela é una e, em consequência, só pode ter por sede a substância viva em sua totalidade. Se, ocorre como nos concedem, essa síntese sui generis que constitui toda sociedade produzir fenômenos novos, diferentes dos que se passam nas consciências solitárias, cumpre admitir que esses fatos residem na sociedade mesma que os produz, e não em suas partes, isto é, em seus membros. Eles são exteriores no processo de formação das consciências individuais.

Chamamos profissão aquela especificação, especialização e combinação dos serviços de uma pessoa que, para esta, constituem o fundamento de uma possibilidade contínua de abastecimento ou aquisição. Sua divisão na esfera do trabalho pode, segundo Max Weber (2012): 1. Ocorrer em virtude de atribuição heterônoma de serviços e, ao mesmo tempo, de meios de subsistência dentro de uma associação reguladora da economia (divisão dependente das profissões) ou em virtude de orientação autônoma pela situação de mercado para a realização de serviços profissionais (divisão livre das profissões). 2. Basear-se em especificação ou espacialização dos serviços. 3. Significar utilização econômica que pode ser autocéfala ou heterocéfala dos serviços profissionais por parte de quem os executa ou presta. Entre as profissões típicas e as formas típicas das oportunidades de obter rendimentos existem conexões das situações “estamentais” e “de classe”. 1. Divisão dependente das profissões: de forma litúrgica ou Oikos, através de recrutamento coativo das pessoas designadas para determinada profissão, dentro de uma associação principesca, estatal, senhorial ou comunal. Divisão livre das profissões: em virtude de oferta bem-sucedida de serviços profissionais ou solicitação bem-sucedida de “vagas”, no mercado de trabalho. 2. Especificação de serviços, a divisão nos ofícios da Idade Média; especificação de serviços e das profissões nas empresas racionais.

A desigualdade social reproduzida através da classe social está relacionada ao poder aquisitivo, ao acesso à renda, à posição social, ao nível de escolaridade e ao padrão de vida existente na sociedade entre as frações da classe dominante que controlam direta ou indiretamente o Estado, através de efeitos de poder político, na educação e trabalho, reproduzindo inexoravelmente uma estrutura social fortemente implantada e difundida pelos métodos de trabalho e de produção no âmbito das esferas sociais e de poder dominante. A divisão da sociedade em classes é consequência dos diferentes papéis que os grupos sociais têm no processo de produção, ocupado por cada classe que depende o nível de fortuna e de rendimento, o gênero de vida e numerosas características culturais das diferentes classes. Classe social define-se como conjunto de agentes sociais nas mesmas condições no processo de produção e que têm afinidades eletivas políticas e ideológicas. E esse problema não estava relacionado ao trabalho manual no processo de cooperação e às classes trabalhadoras. Basta pensarmos na referência ao capitão Hawdon, ou Nemo, de “A Casa Abandonada”, de Charles Dickens.

O personagem representa um ex-oficial do Exército que vivia fazendo trabalho temporário como jurista. Mas no caso de Marx, lembra Jones (2017: 357), não se tratava de pobreza no sentido comum da palavra. Em 1862, a bem intencionada sugestão de Lassale de que uma das filhas de Marx trabalhasse para ganhar dinheiro com a condessa Von Hatzfeldt, sua companheira, foi recebida como um indizível desrespeito ao status social deles e provocou um dos mais repulsivos insultos de Marx. – “Imagine só! Esse sujeito, sabendo do caso americano etc. [a perda dos rendimentos do Tribune], e, portanto, da situação de crise em que me encontro, teve a insolência de perguntar se eu cederia uma das minhas filhas à la Hatzfeldt como “dama de companhia”. Uma das justificativas para o comportamento deles era de que isso seria determinado para garantir o “futuro das filhas”. Em julho de 1865, admitiu o filósofo materialista Karl Marx: - “É verdade que minha casa está acima de meus meios, e que temos, além disso, vivido melhor este ano do que foi o caso antes. Mas “é o único jeito de as meninas se estabelecerem socialmente, com vistas a assegurar o seu futuro”. Mas para o que nos interessa, o termo sobrenatural registrado entre 1520-1530, em geral designa o contrário de natural; o que não admite ou é suposto não admitir a explicação per se científica.

Designa aquilo que, em princípio, é ou ocorre fora da ordem natural, à parte das leis naturais que regem os fenômenos ordinários; aquilo que é superior à natureza. Na filosofia, na cultura popular e na ficção cinematográfica, o termo é associado com a ideia de paranormalidade, mas também de religiões e ocultismo. É propriedade imanente, por exemplo, das deidades. Em geral, explicações sobrenaturais pressupõem a existência de algum tipo de realidade além da física, como o mundo espiritual, Deus, uma dimensão mental não detectável pela matéria. Seria, então, nesta instância superior, que estaria a causa do fenômeno sobrenatural, que não poderia ser detectada por meios físicos, visto estar “acima” da natureza humana, transcendendo-a. Em meio religioso, o sobrenatural, geralmente, personifica-se na forma dos então denominados milagres ou na assumida existência de entidades e forças declaradamente não reconhecidas pela ciência. Sendo a morte um fator marcante na história de todo ser vivo, muito difundida é, também, a ideia de existência de um universo transcendente, onde a essência deste ser continuaria a existir mesmo após a morte física do mesmo. A posição científica stricto sensu é a de que não há indício algum, devidamente qualificado, que leve à conclusão  de uma realidade sobrenatural subjacente ao universo natural em que vivemos.

Mais tarde, ele libera sua aflição em Percy, que sob sua influência, atira contra um outro prisioneiro, o assassino em massa, William “Wild Bill” Wharton. Wharton era realmente um encrenqueiro, desde sua chegada. Ele agrediu os guardas quando lhe escoltaram para o quarteirão, fez travessuras em duas ocasiões, que mais tarde levaram Paul a mandá-lo para cela acolchoada do bloco, tateou Percy, fez uma observação racista na presença de John e revelou psiquicamente a John que “foi ele quem havia estuprado e matado as duas meninas brancas”. John foi preso injustamente, pelo crime de Wharton, já que ele havia estado no local sem sucesso tentando ressuscitar as duas crianças com seus poderes. John revela a história psiquicamente para Paul, que também recebe um pouco de sua energia sobrenatural. Enquanto isso, Percy é mandado para um manicômio, depois, em estado vegetativo. Paul discute com John a possibilidade de uma improvável fuga a longo prazo, pois em termos de crença, ele não quer executar “um homem que ele percebe ser um milagre de Deus”. Embora esteja perturbado com a fato de ser executado injustamente, John diz a Paul que ele já passou por experiências psíquicas suficientes, e que está cansado da crueldade do mundo. Após revelar que nunca havia visto um filme, John assiste a Top Hat, como uma forma de último pedido. 

John é executado naquela noite. Ele pede que “o capuz habitual não seja colocado em sua cabeça, pois ele tem medo do escuro”. Paul conclui a narrativa de sua história social dizendo a Elaine que aquela foi a última execução, supervisionada por ele e Brutus. Após a execução de John, ambos tiveram empregos proporcionados no âmbito do sistema juvenil. Elaine percebe que, desde que ele teve um filho adulto em 1935, Paul deve ser muito mais velho do que parece. Paul revela que ele tem, na verdade, 108 anos de idade. Ele tinha 44 anos quando conheceu John Coffey. Não só ele ainda está vivo, como é flagrante a cena do rato de Del, o Sr. Jingles, também está. Paul continua explicando que embora John nunca tenha pretendido que isso acontecesse, a cura de Paul lhe deu uma vida extraordinária, fazendo com que ele sobrevivesse mais que sua família e amigos, o que ele acredita ser, por assim dizer, “um castigo de Deus por ter executado John”. Mais tarde, Paul comparece ao funeral de Elaine e se pergunta, se o poder de John fez um rato, de vida curta, viver por seis décadas, quanto tempo ele próprio ainda terá na Terra.

O diretor Darabont adaptou o romance de Stephen King em um roteiro em menos de oito semanas. O filme foi rodado, como se diz, nos estúdios da Warner Bros em Hollywood, Califórnia, e em Shelbyville, Tennessee, e Blowing Rock, na Carolina do Norte. Tom Hanks e Frank Darabont realmente se conheceram em um almoço durante a cerimônia do Óscar em 1994. O famoso escritor Stephen King afirmou que imaginou Tom Hanks no papel e ficou feliz quando Darabont cogitou seu nome. Hanks originalmente deveria interpretar o idoso Paul Edgecomb também, mas os testes de maquiagem não “o fizeram parecer digno de ser um homem idoso”. Por conta deste detalhe, Dabbs Greer foi contratado para fazer o velho Edgecomb. Duncan foi uma importante sugestão para o elenco graças a Bruce Willis, com quem ele havia trabalhado no filme Armageddon um ano antes. De acordo com Duncan, Willis apresentou-o a Darabont depois de “ouvir falar dos testes para o papel de John Coffey”. Antes da indicação de Duncan, jogador de basquete Shaquille O`Neal foi considerado para o papel de John Coffey. Morse não tinha ouvido falar sobre o roteiro até que ele foi oferecido o papel; ele afirmou que chegou a chorar após ler todo o script cinematográfico. Darabont queria James Cromwell desde o início do projeto; Cromwell aceitou participar do elenco após ler o roteiro do filme.

Seu papel social não se limita simplesmente a erigir em preceitos imperativo os resultados mais gerais dos contratos particulares, ela intervém de maneira ativa e positiva na formação de todas as regras. Em primeiro lugar, ela é o árbitro designado para resolver os interesses em conflito e atribuir a cada um os limites que convêm. Ela é a primeira interessada em que a ordem e a paz reinem; se conceitualmente a noção de anomia representa um mal, segundo a sociologia normativa de Émile Durkheim (2010), é antes de mais nada porque a sociedade sofre desse mal, não podendo dispensar, para viver, a coesão e a própria regularidade. Uma regulamentação moral e jurídica exprime, pois, essencialmente, necessidades sociais que só a sociedade pode conhecer cotidianamente. Isto quer dizer que ela repousa num estado de opinião, e toda opinião é coisa e forma de representação coletiva, produto de uma elaboração assim entendida. Nem a sociedade política em seu conjunto, nem propriamente o Estado, podem, incumbir-se dessa função; a vida econômica, por ser muito especial e por se especializar cada dia mais, escapa à sua competência e à sua ação produtiva. A atividade técnico-metodológica de uma profissão só pode ser regulamentada eficazmente por um grupo próximo o bastante no interior da profissão para reconhecer seu funcionamento, para todas as suas necessidades possíveis e assim, poder seguir todas as variações destas. 

 O único grupo que corresponde a essas condições é o que seria formado por todos os agentes de uma mesma indústria reunidos e organizados num mesmo corpo. É o que chamamos do ponto de vista técnico-metodológico de corporação ou grupo profissional. Na ordem econômica, o grupo profissional existe tanto quanto a moral profissional. Desde que, na história não sem razão, vem se suprimindo as antigas corporações, não se fizeram mais que tentativas fragmentárias e incompletas para reconstituí-las em novas bases políticas. Sem dúvida, os indivíduos que se consagram a um mesmo ofício estão em relações mútuas por causa de suas ocupações similares. A própria concorrência entre eles os põe em relação. Mas essas relações nada têm de regular; elas dependem do acaso dos encontros e, na maioria das vezes, têm um caráter totalmente individual. É este industrial que se acha em contato com aquele, não é o corpo industrial de determinada especialidade que se reúne para agir em comum. Excepcionalmente, vemos todos os membros de uma mesma profissão reunirem-se em congresso para tratar de alguma questão de interesse geral; mas esses congressos estabelecidos em sua historicidade do dia a dia têm sempre duração limitada, não sobrevivem às circunstâncias particulares que os suscitam e, depois, em contato a vida de que foram se extingue mais ou menos completamente com eles.

Os únicos agrupamentos dotados de certa permanência são os que se chama sindicatos, seja de patrões, seja sindicatos de operários. Por certo, temos aí um começo pragmático de organização profissional, mas ainda bastante informe e rudimentar. Isso porque, em primeiro lugar, um sindicato é uma associação privada, sem autoridade legal estatal, desprovida, por conseguinte, de qualquer poder regulamentador. O número deles é limitado, mesmo no interesse de uma categoria industrial; e, como cada um é independente dos outros, se não se constituem em federação e se unificam, não há nada que exprima a unidade profissional em seu conjunto diante das atividades laborais. A questão decisiva para que uma moral e um direito profissionais possam se estabelecer nas diferentes profissões econômicas, é necessário, pois, que a corporação, em vez de permanecer um agregado confuso e sem unidade, se torne, ou antes, volte a ser, um grupo definido, organizado, numa palavra, uma instituição pública. Mas todo projeto desse gênero vem se chocar contra certo número de preconceitos que se cumpre prevenir ou dissipar. Em primeiro lugar, toda corporação tem contra si seu passado histórico.

De fato, ela é tida como intimamente solidária de nosso antigo regime político e, por conseguinte, como incapaz de sobreviver a ele. Parece que reclamar para a indústria e para o comércio uma organização corporativa é querer seguir ao revés o curso da história; ora, tais regressões são justamente tidas como impossíveis, anormais. O argumento caberia se se propusesse ressuscitar a velha corporação. O que permite considerar as corporações uma organização temporária, e uma civilização determinada, é, ao mesmo tempo, suas relíquias e como se desenvolveram no âmbito da história. Mas se nem toda organização corporativa é necessariamente um anacronismo histórico, melhor dizendo, temos base para crer que ela seria chamada a desempenhar, em nossas sociedades contemporâneas, o papel considerável que lhes atribuímos, guardadas as proporções de tempo e espaço. Porque, se a julgamos indispensável, é por causa não da economia que poderia prestar, mas da influência moral que poderia ter. Mas porque a individualidade, portanto, como individualidade atuante, deveria representar-se como viva; ou, como individualidade socialmente pensante, captar o mundo vivo como um sistema de pensamento; então teria de encontrar-se no pensamento mesmo, para aquela expansão do agir, um conteúdo do que é bom, e para essa expansão do agir, um conteúdo do que é bom, e para essa expansão do pensamento, um conteúdo do que é verdadeiro. 

Com isso não haveria, absolutamente nenhum outro ingrediente, naquilo que é para a consciência, a não ser o conceito que é a essência. Porém, aqui o conceito enquanto abstração, separando-se da multiplicidade variada das coisas, não tem conteúdo nenhum em si mesmo, exceto um conteúdo que lhe é dado. A consciência, quando pensa o conteúdo, o destrói como um ser alheio; mas o conceito é conceito determinado e justamente essa determinidade é o alheio que o conceito possui nele.  Esta unidade do existente, o que existe, e do que é em si é o essencial da evolução. É um conceito especulativo, esta unidade do diferente, do gérmen e do desenvolvido são duas e, no entanto, uma. É um conceito da razão. Outras determinações são inteligíveis, mas o entendimento abstrato não pode conceber isto apenas desta forma. O entendimento fica nas diferenças, só pode compreender abstrações, não o concreto, nem o conceito. Resumindo, teremos uma única vida a qual em sua aparência está vezes oculta. Mas depois entra na existência e separadamente, na multiplicidade das determinações, e que com graus distintos, são necessárias. E juntas de novo, constituem um sistema. Essa representação é uma imagem da história da filosofia. O primeiro momento era o em si da realização, e em si do gérmen etc. O segundo é a existência, aquilo que resulta. Assim, o terceiro é a identidade de ambos, mais precisamente agora o fruto da evolução, o resultado de todo este movimento. E a isto Friedrich Hegel chama “o ser por si”. É o “por si” do homem, do espírito mesmo. Somente o espírito chega a ser verdadeiro por si, idêntico consigo. O que o espírito produz, seu objeto de pensamento, é ele mesmo. Ele é um desembocar em seu outro. O desenvolvimento do espírito é um desprendimento, um desdobrar-se, e por isso, ao mesmo tempo, um desafogo. No que toca mais precisamente a um dos lados da educação, e, à disciplina, não se há de permitir ao adolescente abandonar-se a seu próprio bel-prazer; ele deve obedecer para aprender a mandar.

A obediência é o começo de toda a sabedoria; pois, por ela, a vontade que ainda não conhece o verdadeiro, o objetivo, e não faz deles o seu fim, pelo que ainda não é verdadeiramente autônoma e livre, mas, antes, uma vontade despreparada, faz que em si vigore a vontade racional que lhe vem de fora, e que pouco a pouco esta se torne a sua vontade. O capricho deve ser quebrado pela disciplina; por ela deve ser aniquilado esse gérmen do mal. No começo, a passagem de sua vida ideal à sociedade civil pode parecer ao jovem como uma dolorosa passagem à vida de filisteu. Até então preocupado apenas com objetos universais, e trabalhando só para si mesmo, o jovem que se torna homem deve, ao entrar na vida prática, ser ativo para os outros e ocupar-se com singularidades, pois concretamente se se deve agir, tem-se de avançar em direção ao singular. Nessa conservadora produção e desenvolvimento do mundo consiste no trabalho do homem. Podemos, pois, de um lado dizer que o homem só produz o que já existe. É necessário que um progresso individual seja efetuado. Mas o progredir no mundo só ocorrer nas massas, e só se faz notar em uma grande soma de coisas formalmente produzidas. Ipso facto, conforme entendemos, a consciência moral não pode renunciar à felicidade.

O tempo é igualmente contínuo como o espaço, pois ele representa a negatividade abstratamente referindo-se a si e nesta abstração ainda não há nenhuma diferença real. No tempo, diz-se, tudo surge e perece, se se abstrai de tudo, a saber, do recheio do tempo e igualmente do recheio do espaço, fica de resto o tempo vazio como o espaço vazio – isto é, são então postas e representadas estas abstrações de exterioridade, como se elas fossem por si. O real é limitado, e o outro para esta negação está fora dele, a determinidade é assim nele exterior a si, e daí por extensão a contradição de seu ser; a abstração opera nessa exterioridade de sua contradição e a inquietação da mesma é o próprio tempo. Por isso o finito é transitório e temporário, porque ele não é, como o conceito nele mesmo, a negatividade total, mas tem esta temporalidade em si, como sua essência universal, entretanto – diferentemente da mesma essência – é unilateral, e se relaciona à mesma como à sua potência. Só o natural, na vida, na realidade concreta é, portanto, enquanto é finito, sujeito ao tempo; o verdadeiro, a ideia, o espírito, é eterna.

A intemporalidade absoluta é diferente da própria duração; é a eternidade que é sem o tempo natural. Mas o próprio tempo é, em seu conceito, eterno; pois ele, não quer qualquer tempo, nem o agora, mas o tempo-enquanto-tempo, é seu conceito; este tempo, porém, como cada conceito em geral, é o eterno, e também é presente absoluto. O que não está no tempo é o sem-processo; o péssimo e o mais perfeito não estão no tempo, dura. O péssimo, da pior qualidade, porque ele é uma universalidade abstrata, assim espaço, assim tempo mesmo; sua duração não é vantagem. O duradouro é mais altamente cotado do que o transitório; mas toda florescência, toda bela vitalidade tem morte cedo. Mas também o mais perfeito dura, não só o universal sem-vida, inorgânico, mas também o outro universal, o concreto em si, o gênero, a lei, a ideia, o espírito. Representa o processo total ou apenas um momento do processo que entra no tempo enquanto os momentos do conceito têm a aparência da relativamente da independência; mas as diferenças excluídas portam-se como reconciliadas e retomadas à paz. A noção de desenvolvimento passa a ser central depois dessa concepção e, para o bem ou para o mal de nossa existência até os dias de hoje.

Mesmo a ideia de progresso, que implicava o depois poder ser explicado em função do antes, encalhou, de certo modo nos recifes do século XX, ao sair das esperanças ou das ilusões que acompanharam a travessia do mar aberto pelo século XIX. Esse questionamento refere-se a várias ocorrências distintas entre si que não atestam um progresso moral da humanidade, e sim, uma dúvida sobre a história como portadora de sentido, dúvida renovada, essencialmente no que se refere ao seu método, objeto e fundamentalmente nas grandes dificuldades não só em fazer do tempo um princípio de inteligibilidade, como ainda em inserir aí um princípio de identidade. A história: isto é, uma série de acontecimentos reconhecidos como acontecimentos por muitos, acontecimentos que podemos pensar que importarão aos olhos dos historiadores de amanhã e, ao qual cada um de nós, por mais consciente que seja de nada representar nesse caso pode vincular circunstâncias ou imagens particulares, como se fosse a cada dia menos verdadeiro que os homens, que fazem a história senão, quem mais faria senão homens, não sabem que a fazem. Hegel dizia que a verdade é ou representa o todo.

Que se não enxergamos o todo, podemos atribuir valores exagerados a verdades limitadas, prejudicando a compreensão de uma verdade geral. Essa visão é sempre provisória, nunca alcança uma etapa definitiva e acabada, caso contrário a dialética estaria negando a si própria. O método dialético nos incita a revermos o passado, à luz do que está acontecendo no presente, ele questiona o presente em nome do futuro, o que está sendo em nome do que “ainda não é”. Para Hegel, o trabalho é o conceito chave para compreensão da superação da dialética, atribuindo o verbo suspender com três significados: negação de uma determinada realidade, conservação de algo essencial dessa realidade e elevação a um nível superior. A filosofia descreve a realidade e a dialética busca, não interpretar, mas refletir acerca da realidade. A dialética é a história das contradições sociais. O reprimido permanece dentro da totalidade. Esta contradição não é do pensamento, mas da realidade. Tudo está em processo de constante devir.

Esse padrão é nosso velho conhecido, visto que é algo do qual a filosofia durante séculos de elaboração utilizou para conhecer. E isto fica claro da seguinte maneira; se o saber é igual ao conceito e a essência corresponde o objeto, logo o conceito precisa corresponder ao objeto e vice-versa, basta para nós, portanto, verificar em nosso exame – diz Hegel – se o objeto corresponde ao conceito. Por isso, é necessário manter os dois momentos do exame; o conceito, quer dizer, ser para outro e o objeto consequentemente ser em si mesmo. Com isso verificamos que não é necessário um “padrão de medida”, um instrumento que capte o raio, mas de outro modo, é necessário investigar a partir do que é dado, embora, aquilo que é dado fique no limite da própria consciência. Dessa forma, a consciência é consciência do objeto e por identificar este objeto de pensamento como um elemento extrínseco torna-se “consciência de si mesmo”. Para a experiência a consciência do que é verdadeiro é consciência do “seu saber da verdade”, que estabelece a comparação na relação entre tempo e espaço é a representação da própria consciência.

Friedrich Hegel, admite Marx, não enxerga o trabalho em toda a sua contraditória materialidade e por isso metafisicamente o idealiza e o vê de maneira unilateralmente positiva, minimizando a força da sua negatividade, a sua contraditoriedade: a essência humana, o ser humano, equivale para Hegel à consciência de si, em vez de reconhecer na consciência de si a consciência de si própria do homem, quer dizer, “de um homem real, que vive num mundo real, objetivo, e é condicionado por ele”. Por isso, Hegel, na interpretação de Marx da Introdução de 1857, caiu na ilusão de conceber o real como resultado do pensamento, que se encontra em si mesmo, se aprofunda em si mesmo e se movimenta por si mesmo, enquanto o método que consiste em elevar-se do abstrato ao concreto é para o pensamento precisamente a maneira de se apropriar do concreto, de reproduzi-lo como concreto espiritual. Portanto, ao assumir o conceito hegeliano de dialética, Marx foi levado a modificá-lo, mas a perspectiva de Marx implicava não só uma reavaliação do papel extraordinário do trabalho material na autocriação da sociedade e na autotransformação do própria do ser humano, como também exigia uma reavaliação dos trabalhadores e de sua concepção orgânica como força material de trabalho capaz de dar prosseguimento à autotransformação histórica da humanidade na modernidade.  

A definição histórica do sábado e do domingo como dias de descanso semanal remunerado é uma conquista relativamente recente dos trabalhadores. Foi resultado da luta operária surgida na Inglaterra depois da Revolução Industrial, no início do século XIX. Na Antiguidade, os romanos e os adeptos de religiões pagãs dedicavam o sábado ao deus Saturno, que regia a agricultura. Esse dia era reservado para o descanso, numa forma de agradecimento ao deus por uma boa colheita. Em outras religiões, como no judaísmo, o sábado também já era consagrado como um dia de repouso semanal. Já o domingo ganhou esse “status” um pouco mais tarde. Só na era cristã é que passou a ser considerado sagrado, “porque Jesus ressuscitou dos mortos neste dia”. Por conta disso, os cristãos consagraram o domingo ao Senhor e, para que os fiéis pudessem ir tranquilamente aos cultos, era natural que fosse reservado um dia sem trabalho. Porque pode fazer história e revolucionar a estrutura dessa sociedade, em sua transitoriedade assimilando assim as conquistas mais profundas da história da filosofia. Utilizando o conhecimento para superar/conservar a situação particular de classe que lhes é imposta. Em sua dialética materialista, a filosofia, “não pode se realizar sem a superação do proletariado; e o proletariado não pode se superar sem a realização da filosofia”. 

O modo de pensar dialético atento à infinitude do real e a irredutibilidade do real ao saber distingue os planos de análise e de realidade de quem opera sociologicamente. Implica uma interpretação da consciência no sentido dela se abrir para o reconhecimento do novo, inédito, no âmbito das “mediações complexas” e das contradições sociais que irrompem no campo visual do sujeito e lhe revelam a existência de problemas que não estava enxergando. Hegel é o primeiro a ter visibilidade na Filosofia colocando a questão tópica da consciência e da autoconsciência vis-à-vis à consciência comum. É neste sentido conspícuo que a jornada de trabalho põe em evidência a interrupção do trabalho, fora das crenças religiosas, para que o homem possa gozar e reconstituir-se. O que vemos antes de mais nada no grupo profissional é um poder moral capaz de conter os egoísmos individuais, de manter no coração dos trabalhadores um sentimento mais vivo de sua solidariedade comum, de impedir que a lei do mais forte se aplique de maneira tão brutal nas relações industriais e comerciais. É preciso evitar estender a todo o regime corporativo o que pode ter sido válido para certas corporações e durante um curto lapso de tempo de seu desenvolvimento. Longe de ser atingido por uma sorte de enfermidade moral devida à sua própria constituição, foi sobretudo um papel moral que ele representou na maior parte da sua história do ponto de vista social e econômico.

A atividade determinada da profissão só pode ser regulamentada de forma eficaz por um grupo social próximo o bastante dessa mesma profissão para conhecer bem o seu funcionamento para sentir todas as suas necessidades e poder seguir todas as variações destas. O único grupo que corresponde a essas condições é o que seria formado por todos os agentes de uma mesma indústria, posteriormente cultural, reunidos e organizados num mesmo corpo. Sociologicamente, segundo Durkheim (2010) é o que se chama de corporação ou principalmente grupo de trabalhador profissional. Na ordem econômica, o grupo profissional existe tanto quanto a renitente moral profissional como meio extensivo e intensivo permanente. Desde que, não sem razão, o século XIX suprimiu as antigas corporações, não se fizeram mais que fragmentárias e incompletas para reconstitui-las em novas bases sociológicas. Os únicos agrupamentos de permanência são os que se chama sindicatos, em sua bidimensionalidade de patrões, de operários. Temos aí um começo de organização profissional, mas ainda bastante informe e rudimentar. Isso porque, em primeiro lugar, um sindicato é uma associação privada, sem autoridade legal, desprovida, por conseguinte, de qualquer poder regulamentador.

Não só os sindicatos de patrões e os sindicatos de empregados são distintos uns dos outros, o que é legítimo e necessário, como não há entre eles contatos sociais regulares. Basta notar que não existe organização comum que os aproxime sem fazê-los perder sua individualidade e na qual possam elaborar em comum uma regulamentação que, estabelecendo suas relações mútuas, imponha-se com a mesma autoridade; por conseguinte, é sempre a lei do mais forte que resolve os conflitos, e a formação do estado de guerra subsiste por inteiro. Eles podem, historicamente, como fazem os povos por intermédio de seus governos, firmar entre si contratos, mas esses contratos exprimem apenas o respectivo estado das forças sociais e econômicas em presença, do mesmo modo que os tratados que dois grupos beligerantes firmam exprimem tão-somente o respectivo estado in fieri de suas respectivas forças corporativas progressivas militares. Eles consagram um estado de fato ainda que incipiente e não poderiam fazer deste um estado de direito. A corporação, quando bem pensada, raramente estruturada, fora de interesses de permanecer um agregado confuso e sem unidade, se torne, ou antes, volte a ser, um grupo definido, organizado, numa palavra, uma instituição pública.

A trilha sonora oficial do filme, Music from the Motion Picture The Green Mile, foi lançada editorialmente em 19 de dezembro de 1999 pela Warner Bros Records. Ela contém 37 faixas, com destaque principalmente para as trilhas instrumentais da trilha sonora de Thomas Newman. O album também contém quatro faixas cantadas: “Cheek to Cheek”, de Fred Astaire (1899-1987), “I Can`t Give You Anything but Love, Baby”, de Billie Holiday (1915-1959), “Did You Ever See a Dream Walking?”, De Gene Austin (1900-1972), e “Charmaine” de Guy Lombardo and His Royal Canadians. Gaetano Alberto Guy Lombardo (1902-1977), representou um líder de banda, violinista e piloto de hidroavião canadense e norte-americano cujo estilo único de “Sweet jazz” se tornou popular entre o público consumidor por quase cinco décadas. Lombardo formou o Royal Canadians em 1924 com seus irmãos Carmen, Lebert e Victor, e músicos de sua cidade natal. Eles se autodenominavam criadores de “a música mais doce deste lado do céu”. Acredita-se que os Lombardos venderam entre 100 e 300 milhões de discos durante suas vidas, apresentando o vocalista da banda de 1940 em diante, Kenny Gardner. 

Jazz é uma manifestação artístico-musical originária de comunidades de Nova Orleães, nos Estados Unidos da América. Tal manifestação teria surgido por volta do final do século XIX na região urbana de Nova Orleães, tendo origem na cultura popular e na criatividade das comunidades negras existentes, um de seus espaços de desenvolvimento mais importantes. O jazz se desenvolveu com a mistura de várias tradições religiosas, em particular a afro-americana. Esta nova forma de se fazer música incorporava blue notes, chamada e resposta, forma sincopada, polirritmia, improvisação e notas com swing do ragtime. Os instrumentos musicais básicos para o Jazz são aqueles usados em bandas marciais e bandas de dança: metais, palhetas e baterias. No entanto, o jazz, em suas várias formas, aceita praticamente todo tipo de instrumento. Contudo, as origens da palavra “jazz” são incertas. A palavra tem suas raízes na gíria norte-americana e várias derivações têm sugerido tal fato. O jazz não foi aplicado como música até por volta de 1915. Earl Hines, nascido em 1903 e logo se tornou celebrado músico de jazz, dizia que estava “tocando o piano antes mesmo da palavra jazz ser inventada”.

Desde o começo do seu desenvolvimento, no início do século XX, o jazz produziu uma grande variedade de subgêneros, como o dixieland da década de 1910, o Swing das Big bands das décadas 1930 e 1940, o bebop de meados da década de 1940, o jazz latino das décadas de 1950 e 1960 e o estilo fusion das décadas de 1970 e 1980. Devido à sua divulgação mundial, o jazz se adaptou a muitos estilos musicais locais, obtendo, assim, uma grande variedade melódica, harmônica e rítmica. Como o termo “jazz” tem, desde longa data, sido usado para uma grande variedade de estilos, uma definição abrangente que incluísse todas as variações é difícil de ser encontrada. Enquanto alguns entusiastas de certos tipos de jazz têm colocado definições menos amplas, que excluem outros tipos, que também são habitualmente descritas como “jazz”, os próprios jazzistas são muitas vezes relutantes quanto a definição da música que são executadas. Duke Ellington dizia, “é tudo música”. Alguns críticos tem dito que a música de Ellington “não era de fato jazz”, como a sua própria definição, segundo esses críticos, “o jazz não pode ser orquestrado”. Posteriormente, a orquestra de Lombardo gravou duas vezes para Brunswick. A primeira sessão ocorreu em Cleveland no final de 1926, mas a gravação foi rejeitada. A segunda gravação foi aceita pelo selo Vocalionno no início de 1927. O conjunto de Lombardo deixou a área de Cleveland em 1927 e foi para Chicago, onde foi apresentado no Granada Café e foi transmitido na estação de rádio WBBM tem como representação uma estação de rádio AM comercial totalmente noticiosa licenciada para servir Chicago, Illinois.  

Propriedade da Audacy, Inc., seus estúdios estão localizados em Two Prudential Plaza no Chicago Loop, enquanto o transmissor da estação - diplexado com a estação irmã WSCR - reside no subúrbio próximo de Bloomingdale. É uma estação Classe A que transmite em frequência AM de canal livre, alimentada com 35.000 watts durante o dia e 42.000 watts à noite, usando uma antena não direcional. Seu sinal diurno fornece cobertura de pelo menos grau B para a maior parte dos dois terços do norte de Illinois no extremo Sul de Springfield, bem como para grandes porções de Wisconsin, Iowa, Michigan e Indiana. Sua cobertura de nível urbano chega ao extremo Norte até Milwaukee. À noite, o WBBM licenciada em 1924, pode ser ouvido em grande parte da América do Norte sob condições favoráveis, mas é mais forte no Centro-Oeste. Além de uma transmissão analógica padrão, o WBBM transmite por HD Radio usando o padrão in-band on-channel, é transmitido simultaneamente por WCFS-FM (105.9), e está disponível online via Audacy. Logo depois disso, surgiram vários contratos de gravação lucrativas. Entre 1927 e 1931, a orquestra de Lombardo fez quarenta e cinco gravações em 78 para o Selo Columbia. Estas foram seguidas por quarenta exceções adicionais após seu retorno ao Selo Brunswick em 1932, que durou até 1934, quando ele juntou forças com a Decca (1934–35). No final de 1935, surgiu oportunidade na Victor Records e Lombardo aparece até meados de 1938. Posteriormente, ele retornou à Decca até 1957.

As vendas comerciais totais das gravações de Lombardo ultrapassaram 300 milhões de cópias no início dos anos 1970 e apoiaram sua recepção. como líder da banda de dança mais popular de sua época. Entre 1941 e 1948, uma irmã de Lombardo, Rose Marie, a mais nova de todos os sete irmãos Lombardo, também se juntou à banda como sua primeira vocalista feminina.  Em 1929, a orquestra de Lombardo iniciou uma série notável de apresentações no Roosevelt Grill do Roosevelt Hotel que durou por mais de três décadas. Ele também foi apresentado em Los Angeles durante a década de 1930 e tornou-se cidadão naturalizado dos Estados Unidos da América em 1938. Ele continuou a fazer turnês pelas principais cidades do Canadá e dos Estados Unidos da América depois de deixar o Roosevelt Hotel em 1962. No entanto, apesar do seu sucesso como artista musical, alguns críticos do jazz descreveram o estilo “doce” de big band de Lombardo como “chato e mainstream”. O lendário trompetista de jazz Louis Armstrong (1901-1971) discordou e muitas vezes falou a banda de Lombardo como sua orquestra favorita. Na verdade, a banda de Lombardo desfrutou de um apelo notável e amplo que ultrapassou as fronteiras raciais. Enquanto se apresenta no famoso Savoy Ballroom no Harlem, sua banda foi distribuída em um novo disco público em 1930. Após a morte de Guy Lombardo (1902-1977), seus irmãos sobreviventes, Victor (1911-1924) e Lebert Lombardo (1905-1993), assumiram o controle dos Royal Canadians, embora Victor tenha deixado a banda no início de 1978 por diferenças criativas. A partir de 1980, o nome foi franqueado para vários líderes de banda. Lebert morreu em 1993, passando os direitos do nome da banda para três de seus seis filhos. A banda foi revivida em 1989 por Al Piersone ativo em 2021.

Bibliografia Geral Consultada.

CHAPLIN, Charles, Mis Primeros Años. Buenos Aires: Emecê Editores, 1981; DEL ROIO, José Luiz, O 1º de Maio. Cem Anos de Luta. 1886-1986. São Paulo: Global Editora, 1986; DEJOURS, Christophe, A Loucura do Trabalho: Estudo de Psicopatologia do Trabalho. São Paulo: Editor Cortez-Oboré, 1988; SÉGUY, Georges, 1er Mai - Les 100 Printemps. Paris: Editeur Messidor; Éditions Sociales, 1989; MINTZ, Sidney; PRICE, Richard, O Nascimento da Cultura Afro-Americana: Uma Perspectiva Antropológica. Rio de Janeiro: Editora Pallas; Rio de Janeiro: Universidade Cândido Mendes, 2003; BAILYN, Bernard, As Origens Ideológicas da Revolução Americana. Bauru: Editora da Universidade Sagrado Coração, 2003; WEBER, Max, Economia e Sociedade: Fundamentos da Sociologia Compreensiva. 4ª edição. 3ª reimpressão. Brasília: Universidade de Brasília, 2012; ANTUNES, Ricardo, The Meanings of Work. Essay on the Affirmation and Negation of Work. Leiden/Boston: Brill/HM Book Editor, 2013; BÜLL, Sandra, Quantas Vidas Vive um Trabalhador? Trabalho e Cultura Popular. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Campinas: Pontifícia Universidade Católica de Campinas, 2016; SILVA, Selmo Nascimento, Greves e Lutas Insurgentes: A História da AIT e as Origens do Sindicalismo Revolucionário. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em História. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Niterói: Universidade Federal Fluminense, 2017; NOBOA, Ígor Carastan, O Futuro e o Passado estão Além da Imaginação: A Viagem no Tempo e os EUA no Contexto do Segundo Pós-Guerra. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em História Social. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Departamento de História. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2019; CARDOSO, Tatiana Cristina, Americanismo e Cinema Hollywoodiano no Filme A Felicidade Não Se Compra. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-graduação em História. Faculdade de História. Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 2018; TIRABOSCHI, Fernanda Franco, (De)colonialidades na Educação Literária em Língua Inglesa: Construção Crítico-colaborativa de Sentidos Rumo a Travessias Interculturais. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística. Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 2022; Artigo: “Pena de Morte Retrocede Lentamente nos Estados Unidos”. Disponível em:  https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2024/01/25/; entre outros. 

sexta-feira, 10 de abril de 2020

O Rei Escorpião – Civilização Egípcia & Resgate da Cenografia Cultural.

                                                                         Toda a ciência começa como filosofia e termina em arte”. Will Durant                 

        

        O rei Escorpião teria sido um líder guerreiro de grande importância para a unificação dos principados regionais do antigo Egito, numa época anterior à das dinastias faraônicas. No final do período paleolítico, o clima árido do Norte da África tornou-se cada vez mais quente e seco, forçando as populações da área a se concentrarem ao longo do Vale do Nilo. Desde que os caçadores e coletores nômades até os homens modernos começaram a viver na região, até o final do Pleistoceno Médio, cerca de 120 000 anos atrás, o Nilo tem sido a salvação do Egito. A planície fértil do Nilo deu aos homens a oportunidade de desenvolver uma economia agrícola sedentária e uma sociedade mais sofisticada e centralizada que se tornou um marco na história da civilização humana. Nos períodos pré-dinástico e dinástico, o clima egípcio era muito menos árido do que é hoje. Grandes regiões do Egito, estavam cobertas de savanas arborizadas e eram atravessadas por rebanhos de pastagens ungulados. Fauna e flora eram muito mais prolíficas em todos os arredores e na região do Nilo havia grandes populações de aves aquáticas. A caça teria sido comum para os egípcios e este é também o período em que muitos animais foram domesticados pela primeira vez.  Em 5 500 a.C., pequenas tribos que viviam no vale do Nilo haviam se desenvolvido em uma série de culturas demonstrando o firme controle da agricultura e pecuária, e são identificáveis pela sua cerâmica e objetos pessoais, como pentes, pulseiras e colares. 

          No Norte as culturas que mais se destacaram foram a cultura Faium, desenvolvida entre 5400-4 400 a.C. ao Norte do lago Qarun, onde a cultura epipaleolítica Qaruniana prosperou; segundo “diferenças tecnológicas e tipológicas entre a Qaruniana e a Faiumiana são tão significativas que não pode haver questão da Faiumiana tendo desenvolvido fora da cultura Qaruniana. Além disso eles argumentam que a indústria lítica Faiumiana está relacionada com as tecnologias tardias do neolítico do deserto ocidental; Béatrix Midant-Reynes   acredita que esta cultura originou-se do Oriente: “Parece possível que o neolítico do Vale do Nilo pode ser surgido do Saara oriental, o Faium poderia, portanto, ter sido uma das primeiras áreas ocupadas no momento do deslocamento das populações em direção ao rio, sob a pressão das condições áridas que prevaleceram no milênio VI a.C. É por essa razão que Kozlowski e Ginter (1989) interpretam a Moeriana (a segunda fase do neolítico de Faium) como um eco tardio destas tradições saarianas, dada a sua tecnologia de lâmina/lamela dos líticos encontrados no oásis Siwa. A Faiumiana (a primeira fase do neolítico de Faium), por outro lado, poderia ter tido as suas origens no Oriente Próximo”. A que começou a tecer e a cultura El-Omari, já que foi nela que surgiram os cemitérios. E no Sul do Egito, a Badariana, era conhecida por sua cerâmica de alta qualidade, ferramentas de pedra e seu uso de cobre. No Sul do Egito, a cultura Badariana foi sucedida pelas culturas Amratiana e Gerzeana, que apresentaram uma série de melhoras técnicas.

No período Gerzeano, evidências iniciais existem a respeito do contato com Canaã e a costa de Biblos. No Sul do Egito, a Cultura de Nacada, semelhante a Badariana, começou a se expandir ao longo do Nilo por cerca de 4 000 a.C. Quando mais cedo o período Nacada I, os egípcios pré-dinásticos importavam obsidiana da Etiópia, usados para dar forma a lâminas e outros objetos a partir de lascas. Durante um período de cerca de 1 000 anos, a cultura de Nacada se desenvolveu em uma poderosa civilização cujos líderes estavam em completo controle das pessoas e dos recursos do vale do Nilo. O estabelecimento de um centro de poder em Hieracômpolis e, posteriormente, em Abidos, líderes de Nacada III expandiram seu controle sobre o Norte do Egito ao longo do Nilo. Eles também negociaram com a Núbia, ao Sul, os oásis do deserto ocidental, a Oeste, e as culturas do Mediterrâneo Oriental, ao Leste. A cultura de Nacada fabricou uma gama diversificada de bens, do crescente poder e da riqueza da elite, que inclui pintura, cerâmica de alta qualidade, vasos de pedra decorados com motivos geométricos e animais estilizados, paletas de cosméticos e joias feitas de ouro, lápis-lazúli e marfim. Eles também desenvolveram um esmalte cerâmico conhecido como faiança, que foi bem usado no período romano para decorar copos, amuletos e figurinhas.                                 

Durante a última fase do período pré-dinástico, a cultura de Nacada começou a usar símbolos escritos que acabariam por evoluir para um sistema cheio de hieróglifos para escrever a antiga língua egípcia. No século III a.C., o sacerdote Manetão agrupou uma linha do tempo dos faraós de Menés aos do seu tempo em 30 dinastias, um sistema ainda em uso. Ele escolheu para começar a sua história oficial o rei chamado Meni (em grego, Menés) que se acredita que foi o unificador dos reinos do Alto e Baixo Egito (c. de 3 100 a.C.). A transição para um estado unificado realmente aconteceu de forma mais gradual do que os escritores egípcios nos querem fazer crer, e não há registro contemporâneo de Menés. Alguns estudiosos acreditam agora que, no entanto, que o mítico faraó Menés pode realmente ter sido o faraó Narmer, que é retratado vestindo trajes reais sobre a cerimonial Paleta de Narmer em um ato simbólico de unificação, ou então o faraó Atótis. O período tinita, c. de 3 150 a.C., o primeiro dos faraós solidificou seu controle sobre o Alto Egito mudando a capital de Tinis para a recém-fundada Mênfis, a partir da qual eles poderiam controlar a força de trabalho e a agricultura do fértil Delta, bem como as rotas do lucrativo e fundamental comércio com o Levante. O crescente poder e da riqueza dos faraós durante o período dinástico em suas mastabas elaboradas e em estruturas de culto mortuário em Abidos, que foram utilizadas para celebrar o faraó endeusado após sua morte.           

A forte instituição da realeza desenvolvida pelos faraós serviu para legitimar o controle estatal sobre a terra, trabalho e recursos que foram essencialmente para a sobrevivência e o crescimento da antiga civilização egípcia. Durante o período tinita os faraós realizaram ataques contra os núbios, líbios e beduínos árabes, assim como realizaram incursões contra o Sinai em busca de cobre e turquesa e no Mar Vermelho para exploração das minas locais. Também comercializaram com a região Síria Palestina de onde obtinham a madeira de cedro. Impressionante avanço na arquitetura, arte e tecnologia foram feitos durante o Império Antigo, alimentado pelo aumento da produtividade agrícola possível graças a uma administração central bem desenvolvida. Sob a direção do vizir, os impostos arrecadados pelos funcionários do Estado, coordenados projetos de irrigação para melhorar o rendimento da cultura, camponeses recrutados para trabalhar em projetos de construção, e o estabelecimento de um sistema de justiça pode manter a ordem e a paz. Com o excedente dos recursos disponibilizados por uma economia produtiva e estável, o Estado foi capaz de patrocinar a construção de monumentos colossais e à excepcional comissão de obras de arte para as oficinas reais.

 Durante o Império Antigo, houve uma tendência para a construção de pirâmides como monumentos fúnebres para os faraós. Entre as mais proeminentes pode-se citar as pirâmides de Djoser (Pirâmide de degraus), Seneferu (Pirâmide de Meidum, Pirâmide Romboidal e Pirâmide Vermelha), Quéops (Pirâmide de Quéops), Quéfren (Pirâmide de Quéfren e a Esfinge de Guizé) e Miquerinos (Pirâmide de Miquerinos). Os faraós Djedefre (Pirâmide de Abu Roach), Seberquerés (Pirâmide Purificada), Userquerés (Pirâmide de Userquerés), Sefrés (Pirâmide de Sefrés), Neferircaré (Pirâmide de Neferircaré), Neferefré (Pirâmide de Nedefefré), Niuserré (Pirâmide de Niuserré), Tanquerés (Pirâmide de Tanquerés), Unas (Pirâmide de Unas), Teti (Pirâmide de Teti), Pepi I (Pirâmide de Pepi I), Merenré I (Pirâmide de Merenré) e Pepi II (Pirâmide de Pepi II) também empreenderam a construção de outras pirâmides. O Império Antigo é caracterizado por um crescente comércio com o Líbano, Palestina, Mesopotâmia e Punte, assim como por expedições comerciais para exploração mineral nas minas do Sinai e Mar Vermelho (Deserto Oriental) e por campanhas militares contra núbios e líbios. Com suas campanhas militares e comerciais o Egito além de criam acampamentos estratégicos também adquiriu ouro, cobre, turquesa, madeira de cedro, mirra, malaquita e eletro. Sob Sefrés, com o crescente comércio, foi criada a primeira frota marítima egípcia.

Junto com a crescente importância de uma administração central surgiu uma nova classe de educados escribas e funcionários que receberam propriedades do faraó em pagamento a seus serviços. Os faraós também fizeram concessões de terras para seus cultos mortuários e templos locais para assegurar que estas instituições teriam recursos necessários para a adoração do faraó após a sua morte. Até o final do Império Antigo, cinco séculos de práticas feudais corroeram o poder econômico do faraó, que já não podia dar o luxo de suportar uma grande administração centralizada. Como o poder do faraó diminuiu, governantes regionais chamados nomarcas começaram a desafiar a supremacia do faraó. Isso, juntamente com secas severas entre 2 200 e 2 150 a.C., em última análise, fizeram o país entrar num período de 140 anos de fome e conflitos conhecidos como o Primeiro Período Intermediário. Depois que o governo central do Egito entrou em colapso no final do Império Antigo, o governo não podia mais suportar ou estabilizar a economia do país. Os líderes regionais não podiam contar com o faraó para ajudar em épocas de crise, e a consequente escassez de alimentos e as disputas políticas se transformaram em situações de fome e em pequena instância, em guerras civis.

No entanto, apesar dos problemas, os líderes locais, não devendo tributo ao faraó, usaram sua independência para estabelecer uma cultura próspera nas províncias. Uma vez no controle dos seus próprios recursos, as províncias tornaram-se economicamente mais ricas, fato demonstrado por enterros maiores e melhores entre todas as classes sociais. Em surtos de criatividade, os artesãos das províncias adotaram e adaptaram motivos culturais antes restritos à realeza do Império Antigo, e os escribas desenvolveram estilos literários que expressam o otimismo e a originalidade do período. Livres de sua lealdade ao faraó, os governantes locais começaram a competir uns contra os outros para o controle territorial e poder político. Até 2 160 a.C., os governantes de Heracleópolis controlavam o Baixo Egito, enquanto um clã rival, baseado em Tebas, a família de Intefe, assumiu o controle do Alto Egito. Como os Intefes cresceram em poder e expandiram seu controle para o norte, um confronto entre as duas dinastias rivais tornou-se inevitável.

Cerca de 2 055 a.C. as forças de Tebas sob Mentuotepe II, finalmente derrotaram os governantes de Heracleópolis, reunindo as Duas Terras e inaugurando um período de renascimento econômico e cultural conhecido como o Império Médio. Os faraós do Império Médio restauraram a prosperidade do país e a estabilidade, estimulando um renascimento da arte, literatura e projetos grandiosos de construção. Mentuotepe II e seus sucessores da XI dinastia governaram de Tebas, mas o vizir Amenemés I, ao assumir ao trono dando início a XII dinastia por volta de 1 985 a.C., mudou a capital do país para a cidade de Itjtawy, localizada no Faium. De Iti-Taui, os faraós da XII dinastia comprometeram-se a realizarem uma recuperação de áreas degradadas e melhorar o sistema de irrigação para aumentar a produção agrícola na região. Além disso, houve a reconquista militar de toda a Núbia, rica em pedreiras e minas de ouro, enquanto que trabalhadores construíram uma estrutura defensiva no Delta Oriental, chamada "Muros-do-Rei", para defender o Egito contra os ataques estrangeiros. Tendo garantido a segurança militar e política e a riqueza agrícola assim como uma vasta quantidade de minerais, a população, a arte e a religião floresceram. Em contraste com a atitude elitista do Império Antigo para os deuses, o Império Médio teve um aumento nas expressões da piedade pessoal o que poderia ser chamado de democratização da vida após a morte, em que todas as pessoas possuíam uma alma e poderiam ser recebidos na companhia dos deuses após a morte. 

A literatura do Império Médio destaca temas sofisticados e os caracteres escritos em um estilo confiante e eloquente, e a escultura em relevo e retrato capturou a sutileza, detalhes individuais que atingiram um novo patamar da perfeição técnica. Todos os governantes do Império Médio erigiram pirâmides. Durante o Império Médio, como forma de assegurar a sucessão ainda em vida, foi comum os faraós dividirem o trono com seus sucessores, mantendo-os como co-faraós. Durante este período foi mantido relações comerciais com a Fenícia, com Creta e houve expedições comerciais a Punt. O último grande governante do Império Médio, Amenemés III, permitiu colonos asiáticos na região do Delta para fornecer uma força de trabalho suficiente para sua especialmente ativa mineração e campanhas de construção. Estas ambiciosas atividades de mineração e construção, porém, combinadas com inadequadas inundações do Nilo em seu reinado, fragilizaram a economia e precipitaram um lento declínio no Segundo Período Intermediário durante as posteriores dinastias XIII e XIV. Durante esse declínio, os colonos asiáticos começaram a assumir o controle da região do Delta, acabando por chegar ao poder, como os hicsos. Historicamente em torno do ano de 1 785 a.C., com o poder dos faraós do Império Médio enfraquecido, os imigrantes asiáticos residentes na cidade do Delta Oriental Aváris assumiram o controle político da região e forçaram o governo central a se retirar para Tebas, onde “o faraó era tratado como um vassalo e esperava-se pagamento de tributo”. 

Os hicsos (Heka-khasut, governantes estrangeiros) imitaram o modelo egípcio de governo e se apresentaram como faraós, integrando elementos egípcios na sua cultura da Idade do Bronze Médio. Após sua retirada, os reis de Tebas se viram presos entre os hicsos no Norte e os aliados núbios dos hicsos, os cuxitas, ao Sul. Após anos de inação tênue, Tebas reuniu forças suficientes para desafiar os hicsos em um conflito que duraria mais de 30 anos, até 1 555 a.C. Os faraós Taá II e Camés acabaram por serem capazes de derrotar os núbios, mas foi o sucessor de Camés, Amósis I, que empreendeu como sucesso uma série de campanhas que permanentemente erradicaram a presença dos hicsos no Egito. No Império Novo que se seguiu, os militares se tornaram uma prioridade central para os faraós que procuraram expandir as fronteiras do Egito e garantir o domínio completo do Oriente Próximo. Os hicsos introduziram elementos novos na civilização egípcia como o cavalo, os carros de guerra, novos métodos de fiação e tecelagem e novos instrumentos musicais. Os faraós do Império Novo estabeleceram um período de prosperidade sem precedentes, ao assegurar suas fronteiras e reforçar os laços diplomáticos com vizinhos. Campanhas militares sob Tutemés I e seu neto Tutemés III, estenderam a influência dos faraós para o maior império que o Egito já havia visto. Quando Tutemés morreu em 1 425 a.C., o Egito se estendia de Nia no norte da Síria até a quarta catarata do Nilo, na Núbia, cimentando lealdades e abrindo acesso às importações essenciais, como bronze e madeira.     

Os faraós do Império Novo começaram uma campanha de construção em grande escala para promover o deus Amom, cujo culto foi crescendo com base em Carnaque. Eles também construíram monumentos para glorificar suas próprias realizações, tanto reais como imaginárias. A faraó feminina Hatexepsute usou como propaganda para legitimar sua pretensão ao trono. Seu reinado bem sucedido foi marcado por expedições comerciais em Punt, um templo mortuário elegante, um par de obeliscos colossais e uma capela em Carnaque. Apesar de suas realizações, o sobrinho e enteado de Hatexepsute, Tutemés III tentou apagar o seu legado perto do fim de seu reinado, possivelmente em represália por usurpar seu trono. Sob Tutemés IV (1 397–1 388 a.C.) realizou uma aliança com Mitani para empreender ataques contra os hititas. Durante Amenófis III foram edificados os templos de Luxor, o palácio de Malcata e o Templo de Milhões de Anos, do qual atualmente só restam os conhecidos “Colossos de Memnon”; também mandou ampliar o templo de Amom em Carnaque. Durante seu reinado, com colheitas férteis e excedentes, Amenófis III pode assegurar relações com os reinos orientais assim como os nobres das cidades Sírio-Palestinas por meio de acordo diplomáticos que podiam envolver casamentos reais. Cerca de 1 350 a.C., a estabilidade do Império Novo foi ameaçada quando Amenófis IV subiu ao trono e instituiu uma série de reformas radicais e caóticas. 

Mudando seu nome para Aquenáton (O Esplendor de Atom), ele classificou o anteriormente obscuro deus Sol Atom como a divindade suprema, suprimindo o culto de outras divindades, e atacando o poder do estabelecimento sacerdotal. E posteriormente a capital para a nova cidade de Aquetáton (Horizonte de Atom, atual Amarna), tornou-se desatento aos negócios estrangeiros deixando-se absorver pela devoção a Atom e a sua personalidade de artista e pacifista. Durante seu reinado as relações comerciais com o mar Egeu (minoicos e micênios) são cortadas e os hititas começam a pôr em dúvida a soberania egípcia na Síria. Após sua morte, o culto de Atom foi rapidamente abandonado, e os faraós Tutancâmon, Aí e Horemebe apagaram todas as referências a heresia de, agora conhecida como Período de Amarna. Sob Seti I, o Egito controlou revoltas e conquistou a cidade de Cadexe e da região vizinha de Amurru, ambas localidades palestinas. Cerca de 1 279 a.C., Ramessés II também reconhecido como Ramessés, o Grande ascendeu ao trono, e passou a construir mais templos, erguer mais estátuas e obeliscos, além de ter sido o faraó com a maior quantidade de filhos da história. Ramessés II também mudou a capital do império de Tebas para Pi-Ramessés no Delta Oriental. Ousado líder militar, Ramessés II levou seu exército contra os hititas na Batalha de Cadexe em 1 274 a.C. e depois de um empate, assinou, em 1 258 a.C., o primeiro tratado de paz da história, onde ambas as nações se comprometiam a se ajudaram mutuamente contra inimigos internos ou externos.

O tratado foi selado com o casamento de Ramessés II e a filha mais velha do imperador Hatusil III. A riqueza do Egito fez dele um alvo tentador para uma invasão, em especial de líbios e dos povos do mar. Sob Merneptá o Egito começou a enfrentar a ameaça dos povos do mar. Aliaram-se com os líbios planejando atacar o Egito, assim como incitaram os núbios a revolta, no entanto, Merneptá conseguiu suplantar os revoltosos na medida em que repeliu os invasores. Durante o reinado de Ramessés III o faraó conseguiu em duas grandes batalhas expulsando os povos do mar para fora do Egito, no entanto, eles acabariam por se assentarem na costa palestina e durante o reinado de seus sucessores tomariam por completo a região. No entanto, o império não estava enfrentando apenas problemas no exterior. Após a morte de Ramessés II e a subida ao trono de seu filho Merneptá, uma terrível instabilidade política assolou o Egito. Diversos golpes de Estado depuseram muitos faraós em pouco tempo. Além disso diversos distúrbios civis, corrupção, revoltas de trabalhadores e roubos de túmulos também assolaram o país. Durante o início da XX dinastia, como forma de ganhar popularidade, concedeu muitas terras, tesouros e escravos para os templos de Amom, o que fortaleceu  seu crescente poder, fragmentou o país durante o Terceiro Período Intermediário.         

William James Durant (1885-1981) foi um filósofo, historiador e escritor norte-americano, reconhecido por sua autoria e coautoria, junto à sua esposa Ariel Durant, da coleção A História da Civilização. Durant concebeu a filosofia como perspectiva total, ou seja, uma visão das coisas sub specie totius, expressão inspirada pelo sub specie aeternitatis de Baruch Spinoza. Procurou em sua obra unificar e humanizar o grande corpo de conhecimento histórico - que havia se tornado muito volumoso e se fragmentado em especializações com terminologias esotéricas, para aplicação contemporânea. Dotado de talentoso estilo narrativo de prosa e considerado um excelente contador de histórias, Durant ganhou grande número de leitores, em parte por causa da natureza e da excelência da sua escrita, que, em contraste com a linguagem acadêmica, é animada, inteligente, carismática, colorida, ornamentada, epigramática, em suma, humanizada. Max Schuster, co-fundador da editora Simon & Schuster, comentou que a prosa de Durant “implora para ser lida em voz alta”. John Little, que fundou a Will Durant Foundation dedicando muito esforço de trabalho abstrato para popularizar as obras do autor no século XXI, ecoa a admiração de Schuster em palavras que o próprio Durant se utilizou muitas vezes para descrever algumas das melhores obras da Antiguidade Clássica: “prosa tão bonita rivaliza com a poesia”. Will e Ariel Durant foram agraciados com o Prêmio Pulitzer de Não Ficção Geral em 1968, e com a Medalha Presidencial da Liberdade em 1977.

Durant nasceu em 5 de novembro de 1885 na cidade de North Adams, no estado de Massachusetts, com seus pais franco-canadenses que tiveram parte na emigração quebequiana aos Estados Unidos da América. Estes se chamavam Joseph Durant e Marry Allard. Em 1900, com quinze anos, foi admitido na Saint Peter`s Academy e mais tarde no Saint Peter`s College sendo educado por jesuítas, na cidade de Jersey no estado de New Jersey. Em 1905 após graduar-se, mudou-se para a cidade de Nova Iorque onde teve contato com os círculos libertários a partir de contatos com intelectuais da época. Em 1907 passou a trabalhar como repórter para o periódico New York Evening ganhando dez dólares a semana. Neste jornal escreveu diversos artigos denunciando práticas de abuso sexual. Também em 1907 passou a lecionar Latim, Francês, Inglês e Geometria na universidade Setton Hall, na cidade de South Orange, New Jersey. Nesta mesma instituição atuou como bibliotecário organizando o acervo desta universidade. Devido a desentendimentos ideológicos com a direção da universidade deixa o emprego em 1911, ano em que passa a atuar na recém inaugurada Escola Moderna de Nova Iorque (Ferrer Modern School conhecida como Ferrer Institute) na qualidade de diretor e professor. O empreendimento baseado nos ideais pedagógicos do catalão Francisco Ferrer contou com o apoio financeiro de Alden Freeman, que patrocinou também uma viagem de Will Durant para a Europa. Esta mesma viagem nunca o fazer esquecer Freeman, fato evidenciado nas demonstrações de gratidão presentes no prefácio de sua A História da Filosofia. Entre 1911 e 1912 a revista Modern School passou a ser editada pela instituição. Na capa de sua primeira Edição Will Durant apareceu junto à sua turma de jovens estudantes em uma foto tirada na porta da Escola Moderna de Nova Iorque.

Lecionando na Escola Moderna, Durant apaixonou-se por uma de suas alunas e casou-se com a mesma. A menina Ida Kaufmann, apelidada Ariel por Will, torna-se sua companheira por toda a vida. Juntos o casal tivera uma filha que recebeu o nome de Ethel, e um filho, chamado Louis. Ariel contribuiu substancialmente em todos os volumes de A História da Civilização, seu nome, no entanto, só foi creditado na capa de apenas um dos livros, o volume VII, A Era da Razão. Este fato só se verifica na tiragem da primeira edição. Em 1913, Durant deixa o cargo de professor da escola moderna e para conseguir recursos passa a fazer palestras sobre história em uma igreja presbiteriana, por uma remuneração de 5 e 10 dólares. Parte do material destas palestras posteriormente serviu de ponto de partida para sua obra maior: A História da Civilização. Passa a trabalhar também como professor auxiliar na Universidade de Columbia. Em 1917, trabalhando em sua tese de doutorado em filosofia, Will escreveu seu primeiro livro Filosofia e o problema social. Nele defendeu a tese de que a Filosofia havia deixado de se desenvolver por evitar os problemas sociais atuais. Durant concluiu sua tese de doutorado e recebeu o título de doutor ainda em 1917. Sua primeira obra de peso, A História da Filosofia, foi inicialmente publicada no formato de pequenos livretos azuis, que na época era o formato de materiais educacionais destinados aos trabalhadores nos Estados Unidos. Estes livros acabaram sendo tão populares que foram republicados no ano de 1926 pela editora Simon & Schuster, tornando-se imediatamente um bestseller, e dando aos pesquisadores Durant a independência financeira que lhes permitiu viajar pelo mundo várias vezes e passarem os próximos quarenta anos escrevendo A História da Civilização.

William Durant foi um extraordinário filósofo, historiador e escritor norte-americano, reconhecido por sua autoria e coautoria, junto à sua esposa Ariel Durant (1898-1981), da coleção A História da Civilização. Durant concebeu a filosofia como perspectiva total, ou seja, uma visão das coisas sub specie totius, expressão inspirada pelo sub specie aeternitatis de Spinoza. Procurou em sua obra unificar e humanizar o grande corpo de conhecimento histórico - que havia se tornado muito volumoso e se fragmentado em especializações com terminologias esotéricas, para aplicação contemporânea. Dotado de um talentoso estilo narrativo de prosa e considerado um excelente contador de histórias, Durant ganhou grande número de leitores, em parte por causa da natureza e da excelência e do manejo da sua escrita, que, em contraste com o academicismo, é animada, inteligente, carismática, colorida, ornamentada, epigramática, em suma, humanizada. Max Schuster, co-fundador da editora Simon & Schuster, comentou que a prosa de Durant “implora para ser lida em voz alta”. John Little, que fundou a Will Durant Foundation dedicando muito esforço de trabalho abstrato para popularizar as obras do autor no século XXI, ecoa a admiração de Schuster em palavras que o próprio Durant se utilizou muitas vezes para descrever algumas das melhores obras da Antiguidade Clássica: “prosa tão bonita rivaliza com a poesia”. Will e Ariel Durant agraciados com o Prêmio Pulitzer de Não Ficção Geral em 1968, por Rousseau e a Revolução, o 10 volume d`A História da Civilização. Em 1977, eles foram agraciados com Medalha Presidencial da Liberdade de Gerald Ford, e Ariel eleita “Mulher do Ano” por Los Angeles. Os Durant’s receberam o Golden Plate Award da American Academy of Achievement em 1976.

Numa época em que, nos Estados Unidos das América, ser dona de casa e mãe era a principal ocupação social aprovada para as mulheres, Ariel Durant demostrou uma maneira de romper essa tradicional e conservadora relação social. Envolvida em um relacionamento de amor e trabalho ao longo da vida com o apaixonado marido, Will Durant, e com a filha, Ethel, Ariel Durant primeiro tornou-se assistente de pesquisa e, em seguida, uma coautora séria e disciplinada com seu prolífico marido, filósofo e escritor. Intelectual ativa e consciente dos direitos da mulher, Ariel Durant foi capaz de compartilhar da fama e das realizações pessoais do esposo. Mas com sua personalidade e ambição autoral, ela provavelmente teria preferido um reconhecimento independente para seu talento e engajamento como mulher. Ariel Durant nasceu com o nome Chaya Kaufmann, sendo seu nome Ida Kaufmann, em Proskurov, Rússia, hoje Khmelnytskyi, Ucrânia, em 10 de maio de 1898. Era filha dos judeus Ethel Appel Kaufmann e Joseph Kaufmann, que emigrou para a América do Norte, trazendo sua família, em 1901. O início da vida de Chaya/Ida foi agitado: os pais eram pobres, vendedores de jornais, e sua mãe acabou afastando-se da atenção à família para ser militante anarquista que tem sua origem em um contexto particular da segunda metade do século XIX.  Em sua autobiografia, Ariel se identifica com a “personalidade completa e intensa” da mãe, e descreve os sofrimentos da Sra. Kaufmann com pungência simpática.                       

 Quando tinha 14 anos, Chaya foi transferida das escolas públicas de Nova York, que tinha frequentado esporadicamente, para a Modern School, de inspiração anarquista. Um de seus professores era o historiador Will Durant. Chaya seria apelidada de “Puck”, o personagem travesso de “Sonho de uma noite de verão”, de William Shakespeare. Mais tarde seu apelido foi mudado para Ariel, o duende de “A Tempestade”, porque ela era “forte e valente como um menino, e rápida e travessa como um elfo”. Marido e mulher tinham personalidades opostas. Ele era tímido e reservado, e ela era extrovertida, alegre  e sociável. Ele ofereceu-lhe os meios de satisfazer sua curiosidade intelectual e ela o apresentou ao mundo dos artistas, poetas, filósofos e artistas com quem conviveram em Nova York e Los Angeles. Durante sua vida, eles conheceram figuras notáveis da ciência, da arte e da política, como Albert Einstein, Franklin D. Roosevelt, Chaplin e outros. Ariel desenvolveu uma conversação brilhante e debatedora afiada, sob a aparente tutela do homem que ela chamava de “professor, amante, mentor e amigo”. Will apreciava especialmente o entusiasmo de Ariel em falar de suas ideias, sua divertida e apaixonada valorização da vida, e sua defesa dos direitos das mulheres.

Em torno de 1912, Will Durant imaginou escrever uma História da Civilização em cinco partes, descrevendo a narrativa através das histórias de pessoas famosas de cada época. Esta foi uma abordagem muito diferente da pesquisa histórica como era feita em seu tempo. Fez uma História legível para o público em geral, e os volumes foram bem recebidos por uma nação beligerante que se recuperava da guerra mundial, embora alguns acadêmicos rigorosos tenham sido críticos severos de A História da Civilização. De qualquer forma, tornou-se uma obra de 11 volumes, publicados entre 1935 e 1975. Ariel começou a ajudar Will com este grande projeto, metodologicamente ao classificar e organizar suas anotações. Como sua assistente literária, ela trabalhou ao seu lado em relativo anonimato por muitos anos. Ariel começou a ajudar Will com este grandioso projeto ao classificar e organizar suas anotações. Como sua assistente literária, ela trabalhou ao seu lado em relativo anonimato por muitos anos. Mais tarde, ela começou a completar e complementar a pesquisa de Will, e logo se tornou uma crítica e uma colaboradora. Ariel realizou grande parte da própria pesquisa para o volume 4, quando Will já estava em seus setenta anos de idade. Em 1961, quanto o sétimo volume foi publicado, Ariel Durant recebeu o crédito como coautora para este e os quatro volumes restantes. Seu interesse nas mulheres, na França e na Inglaterra teve um impacto social e político, nas questões de gênero, sobre o conteúdo da série.

As lições da história e as lições contemporaneamente de vida e de amor de Will & Ariel Durant integram-se historicamente na lenda medieval do bravo Tristão, um dos Cavaleiros da Távola Redonda que cai de amores pela princesa irlandesa Isolda, esposa prometida para seu tio, o Rei Marcos da Cornualha. A lenda tornou-se a célebre ópera de Richard Wagner. O mais famoso casal da América Latina, María Eva Duarte e Juan Perón inscreveram a mulher na história da América, famosa na política, mas também pela sua elegância e carisma. Provavelmente a história de amor mais famosa de todos os tempos, a tragédia escrita por William Shakespeare, Romeu & Julieta, não cessa de inspirar versões e releituras para o teatro, cinema e televisão. A história de amor de Victor Hugo e Juliette Drouet é digna de um de seus romances. Eles se conheceram em Paris, quando Juliette ainda era uma atriz. Apaixonaram-se e ele pede que ela deixe sua vida artística para acompanhá-lo e ser sua musa inspiradora durante quase meio século incluindo seu exílio em Guernsey. Na modernidade, o indivíduo, ator, identidade, grupo social, classe social, etnia, minoria, movimento social, partido político, corrente de opinião pública, poder estatal, todas estas “manifestações de vida”, não mais se esgotam no âmbito da sociedade nacional, o que nos faz admitir que a diferenciação em comunidades locais, tribos, clãs, grupos étnicos, nações e Estados, perderam seu significado anterior em seu interior.          

William James Durant foi historiador e escritor norte-americano reconhecido por  sua autoria e coautoria, junto à sua esposa Ariel Durant, da coleção A História da Civilização (1926). De talentoso estilo de prosa e considerado um excelente narrador, Will Durant enredou um grande número de leitores, em parte por causa da natureza e da excelência da sua escrita, que comparativamente com a linguagem rígida acadêmica, é animada, inteligente, carismática, ornamentada, epigramática, em suma, humanizada. Max Schuster, cofundador da editora Simon & Schuster, admite que a prosa de Durant “implora para ser lida em voz alta”. John Little, que fundou e dirigiu a Will Durant Foundation, dedicando-se muito para popularizar as obras do autor no século XXI, ecoa a admiração de Schuster em palavras que Durant se utilizou vezes para descrever algumas das melhores obras da Antiguidade Clássica que uma “prosa tão bonita rivaliza com a poesia”. Will e Ariel Durant foram agraciados com o Prémio Pulitzer de não ficção, em 1968, e com a Medalha Presidencial da Liberdade em 1977. De Buda a Confúcio, de Jesus a Martinho Lutero, de Péricles a Aristóteles, de Nero a Alexandre.

 A história narrada a partir da vida de seus grandes homens foi o inestimável legado do historiador norte-americano Will Durant. Descobertos pelo editor John Little vinte anos após a morte de Durant (1885-1981), os originais de Heróis da História constituem uma síntese perfeita do grandioso trabalho de uma vida. Desde a publicação de A História da Filosofia (1926), notabilizou-se por traduzir aquilo que estava restrito à academia para o grande público. Foi essa a ideia que permeou a escrita de A História da Civilização. Ao longo de cinco décadas e com a parceria de sua esposa, escreveu um dos maiores e mais abrangentes estudos sobre a humanidade, premiado com o Pulitzer em 1968: nos onze volumes d`A História da Civilização, o autor interpreta acontecimentos e personagens com um estilo de narrativa apaixonante e único em sua clareza, características que fazem de sua obra uma leitura fascinante. A área editorial estava mudando o processo de trabalho e social de comunicação. Leitores que preferiam livros maiores queriam informação e diversão mais concisa, buscavam formas mais eficientes de entretenimento e educação.

      Will Durant decidiu, assim, no âmbito de um projeto inovador elaborar uma série de minipalestras. Melhor dizendo: conferências em áudio concentradas em figuras e acontecimentos-chave da história humana. Durant gostou da ideia e Ethel conseguiu que fossem gravadas; porém, numa carta à filha, datada de 7 de março de 1977, com a tenra idade de 92 anos, Durant manifestou uma certa hesitação quanto à sua capacidade de completar a tarefa: - Vejo com cuidado o programa que tracei para uma dupla de camicases intelectuais, e percebo que está além da minha capacidade física, mesmo com a ajuda de Ariel, compor e recitar tarefa tão ambiciosa. Acho que a ceifadora afinal nos descobriu, pois deixou o seu cartão sob a forma de falhas de memória, com certa instabilidade no andar e uma nova rigidez nas pernas. Essas intimidações da mortalidade não me entristecem; eu ficaria envergonhado de viver mais do que o meu tempo útil; em todo caso, não devo permitir que você ou a Paramount invistam energia ou dinheiro na minha permanência.       

Quatro anos antes de sua morte, Will Durant, vencedor do Prêmio Pulitzer, começou a trabalhar intensamente naquele que seria o seu último livro. O Pulitzer é um prêmio norte-americano outorgado a pessoas que realizem trabalhos de excelência na área do jornalismo, literatura e composição musical. É administrado pela Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque. Foi criado em 1917 por desejo de Joseph Pulitzer que, na altura da sua morte, deixou dinheiro à universidade. Parte do dinheiro foi usada para começar o curso de jornalismo na universidade em 1912. O primeiro Prêmio Pulitzer foi obtido em 4 de junho de 1917, mas é anunciado sempre em abril. Os indicados são escolhidos por uma banca examinadora independente, ao contrário das universidades, onde em geral há um conchavo para a formação de bancas em qualquer nível de exame. Apenas matérias e fotografias publicadas por jornais nos Estados Unidos são elegíveis pelo prêmio de jornalismo. No Brasil o equivalente ao prêmio Pulitzer é o Prêmio Esso.

            O Rei Escorpião tem como representação social um filme de ação e aventura de 2002 dirigido por Chuck Russell. O filme é estrelado por Dwayne Johnson (creditado como The Rock) no papel principal, com Steven Brand, Kelly Hu, Grant Heslov e Michael Clarke Duncan em papéis coadjuvantes. É tanto uma prequela quanto um spin-off da franquia A Múmia, isto é, o título de várias séries de filmes de horror-aventura, centrada em um antigo sacerdote egípcio, que é acidentalmente ressuscitado, trazendo com ele uma poderosa maldição e, posteriormente, os esforços subsequentes de arqueólogos heroicos para detê-lo. Estes filmes da franquia acompanham um spin-off da série de filmes, duas adaptações de quadrinhos, três jogos de vídeo games e uma série animada de televisão e deu início à série de filmes O Rei Escorpião. Este foi o primeiro papel principal de Dwayne Johnson. Os eventos de O Rei Escorpião se passam 5.001 anos antes dos eventos de A Múmia e O Retorno da Múmia, revelando as origens de Mathayus e sua ascensão ao poder como o Rei Escorpião. Esse nome é uma referência a um rei histórico do período protodinástico do Egito, o Rei Escorpião. O filme foi lançado em 19 de abril de 2002 pela Universal Pictures. O filme recebeu críticas mistas e arrecadou US$ 178,8 milhões em todo o mundo contemporâneo, contra um orçamento de produção de US$ 60 milhões.

            Trata-se de um trabalho de escavação na história social, pois, A Múmia (em inglês The Mummy) é um filme de terror de 1932 e o primeiro filme da história social a tratar desse tema. Depois foi retomado no cinema em diversas produções que o perpetuam. Esta série de seis filmes (1932-1955) foi distribuída pela Universal Pictures e possui uma duração média de 429 minutos. Originalmente, um remake proposto de A Múmia teria sido dirigido pelo cineasta de horror/escritor Clive Barker. A visão de Barker para o filme foi violenta, com a história revolvendo na sua cabeça sobre um museu de arte contemporânea, que acaba por ser um cultista tentando reanimar múmias. A opinião de Barker era “sombria, sexual e cheia de misticismo”, e isso “teria sido um ótimo filme de baixo orçamento”. Em 1999, Stephen Sommers escreveu e dirigiu um remake de A Múmia, vagamente baseado no filme original de 1932. Este filme alterna gêneros a partir da ênfase em horror para a aventura, concentrando-se mais em sequências de ação, efeitos especiais, comédia, e um maior elemento da lore Egípcia. O filme se tornou um sucesso de bilheteria, gerando duas sequências, e vários jogos de vídeo game, uma spin-off da série, e uma série animada de televisão. Os dois primeiros filmes receberam críticas mistas, enquanto o terceiro recebeu, a maioria, críticas negativas.     

            A trilogia A Múmia apresenta-se na seguinte sequência: 1.  A Múmia, 1999. É o ano de 1926 e Richard “Rick” O`Connell, um explorador norte-americano, descobriu Hamunaptra, a cidade dos mortos. Mais tarde, ele encontra com uma linda jovem bibliotecária, Evelyn “Evy” Carnahan, e seu irmão, Jonathan. Quando Evy, acidentalmente, reanima o cadáver mumificado de um sacerdote Egípcio, Imhotep, o casal deve encontrar uma maneira de matá-lo “antes que ele retorne de volta aos seus poderes e destrua o mundo”. 2. O Retorno Da Múmia, 2001. Em 1933, Rick O`Connell e Evelyn Carnahan são casados e têm um filho de 7 anos de idade chamado Alex. Quando Alex dispara uma maldição e Imhotep é ressuscitado, Rick e Evy mais uma vez tentam salvar o mundo e derrotar, novamente, a múmia. 3. A Múmia: Tumba do Imperador Dragão, 2008. Em 1946, o filme continua as aventuras de Rick O`Connell, sua esposa Evy, e seu filho Al Depois de que Túmulo do Imperador Dragão foi lançado, a atriz Maria Bello afirmou que a continuação do filme deveria “absolutamente” ser feita, e que ela já tinha assinado. O ator Luke Ford  tinha assinado para mais três filmes. Mas em 2012, a Universal Pictures anunciou que tinham cancelado a sequência, e estavam se concentrando em um reboot. ex, já com 20 anos, contra uma diferente múmia, o Imperador Dragão (Jet Li) da China. O Escorpião Rei - Spin-off da série (2002-2018).

Este spin-off da série segue as aventuras de Mathayus, que mais tarde seria conhecido como O Escorpião Rei e, eventualmente, tornar-se um inimigo no filme O Retorno da Múmia. Os filmes são como se seguem: O Escorpião Rei. Um filme de 2002. O Escorpião Rei 2: A Saga de um Guerreiro. Um filme de 2008, lançado diretamente em vídeo (direct-to-vídeo). O Escorpião Rei 3: Batalha Pela Redenção. Um filme de 2012, lançado diretamente em vídeo (direct-to-vídeo). O Escorpião Rei 4: Na Busca Pelo Poder. Um filme de 2015, lançado diretamente em vídeo (direct-to-vídeo). O Escorpião Rei: O Livro das Almas. Um filme de 2018, lançado diretamente em vídeo (direct-to-vídeo). Duas adaptações em jogo de vídeo game d`A Múmia (1999) foram desenvolvidas pela empresa Rebellion Developments e publicado pela Konami em 2000: um jogo de ação-aventura para o PlayStation e PC, bem como um Game Boy Color jogo de quebra-cabeça. A versão da Dreamcast foi anunciada, mas posteriormente cancelada no final da década de 2000. O retorno da Múmia foi lançado no final de 2001 para o PlayStation 2 e desenvolvido pela empresa Blitz Games, a versão da Game Boy Color foi desenvolvida pela GameBrains. Ambas as versões foram publicadas pela Universal Interactive. A Múmia: Tumba do Imperador Dragão foi lançado em 2008, desenvolvido pela Eurocom para o PlayStation 2 e o Wii, o lançamento para Nintendo DS foi desenvolvido pela empresa A2M, sendo que todas as versões foram publicadas pela Sierra Entertainment.

Em março de 2012, um jogo massivo multiplayer online conhecido como The Mummy Online foi lançado. Em maio de 2001, a Chaos! Quadrinhos lançou a terceira edição da série inspirada pelo filme, intitulado The Mummy: Vale dos Deuses. O enredo era suposto ter lugar entre o primeiro filme e O Retorno da Múmia. Rick e Evelyn estão em lua de mel no Egito e acabam embarcando em mais uma aventura, onde eles devem desvendar os mistérios da Esfera do Destino e descobrir a localização do Vale dos Deuses, escondido sob as areias. No entanto, a segunda e a terceira questões nunca foram publicadas. Isto ocorreu, provavelmente, devido a Chaos posteriormente ter entrado em falência, em 2002, vendendo, assim, os direitos de todos os seus títulos naquele tempo. Anos mais tarde, em 2008, outra série de A Múmia em quadrinhos foi lançada pela empresa IDW Publishing, abrangendo quatro problemas. Esta série foi intitulada A Múmia: A Ascensão e Queda do Machado de Xango. Ao contrário da série anterior de quadrinhos, todos as edições planejadas foram publicadas. De 2001 até 2003, uma série de animação intitulado simplesmente A Múmia foi feito pela Universal Animation Studios, onde foi baseada na Série de filmes de Stephen Sommers. A série mudou de nome mais tarde, na segunda temporada, e ficou A Múmia: Segredos dos Medjai. O filme também inspirou um passeio de montanha-russa chamado Revenge of the Mummy: O Passeio em Parques Temáticos Universal Studios, na Flórida. Experiências semelhantes também podem ser encontradas em Hollywood e Singapura.                            

Escólio: Uma múmia é um cadáver, cuja pele e órgãos foram preservados intencional ou acidentalmente pela exposição a produtos químicos, frio extremo (múmias de gelo), umidade muito baixa etc. Atualmente, as múmias humanas mais antigas são de Portugal. O mais antigo cadáver humano naturalmente mumificado descoberto foi uma cabeça decapitada, com cerca de 6 000 anos, encontrado em 1936. As múmias mais famosas são as egípcias, destacando-se as dos faraós, Tutancâmon, Seti I e Ramessés II, embora a primeira múmia egípcia reconhecida, apelidada de “Ginger”, remonta a cerca de 3300 a.C. Múmias humanas e de outros animais têm sido encontradas em todo o mundo, tanto como resultado da preservação natural através de circunstâncias incomuns, como pelo uso de artefatos culturais para preservar os mortos; por exemplo, há mais de mil múmias preservadas pelo clima seco em Xinjiang na China, e mais de um milhão de múmias de animais foram encontrados no Egito, muitos dos quais são gatos. As múmias naturais são raras, pois são necessárias condições específicas para a sua formação, entretanto este processo produziu as múmias mais antigas conhecidas. A múmia mais conhecida é Ötzi (ou The Iceman), congelado em uma glaciação, nos alpes Ötztal, em torno de 3300 a.C. e foi encontrada em 1991. Uma outra múmia mais antiga, no entanto, menos preservada, foi encontrada em Nevada, EUA em 1940, e foi datada com carbono-14 em torno de 7400 a.C. Em alguns países da Europa, como Reino Unido, Alemanha, Suécia e Dinamarca possuem regiões pantanosas, chamadas de bogs.

O vale Ötztal é um vale lateral do rio Inn, a montante (Sudoeste) de Innsbruck, no Tirol austríaco, e recebeu o nome da cidade de Ötz, a jusante. Separa os Alpes de Ötztal a Oeste dos Alpes de Stubai a leste, e o rio que o atravessa, o Ötztaler ache, tem a sua nascente perto do Passo de Rombo (Timmelsjoch). O nome do vale deriva da cidade principal, Oetz. O vale é apelidado de “Vale dos Milionários” devido às estrelas e inúmeras personalidades internacionais que o visitam no inverno para esquiar e relaxar nas diversas aldeias, incluindo Längenfeld, Huben e Sölden, que são as maiores e mais famosas. O vale Ötztal é um vale alpino com orientação norte-sul, com 65 km de extensão. É o vale lateral mais longo do vale do Inn e o vale transversal mais longo dos Alpes Orientais. Aproximadamente a 45 km a oeste de Innsbruck, entre Haiming e Roppen , o riacho Ötztaler ache deságua no rio Inn, abaixo da montanha Tschirgant , a uma altitude de cerca de 670 metros. O bairro de Ötztal-Bahnhof, em Haiming, foi construído como parte da ferrovia de Arlberg e forma a entrada para o vale. As línguas glaciais do período Ötztal esculpiram o vale num estreito gargalo, que foi ainda subdividido por vários deslizamentos de terra. As partes exteriores e centrais do vale foram preenchidas por deslizamentos, cujos detritos represaram o rio Ötztaler ache e criaram planícies aluviais. 

O longo e estreito vale entre Längenfeld e Sölden divide-se numa zona turística de verão, na parte baixa do vale, e numa zona de desportos de inverno, na parte alta. O vale estende-se por cinco níveis e está pontilhado de pomares e campos de cereais, desde o fundo do vale até à vasta região glaciar. O vale abrange as comunidades de Oetz, Umhausen, Längenfeld, Sölden e Zwieselstein. Em Zwieselstein, divide-se nos vales de Gurgler e Venter. O vale de Timmelstal deságua no vale de Gurgler e liga Merano ao Tirol do Sul através do Passo de Rombo. Os maiores vales laterais ramificam-se principalmente para Leste. Apenas 5% da área do vale é habitada. As geleiras (conhecidas localmente como Ferner) são importantes reservatórios de água e cobrem 115 km² (13% da área total do vale). As maiores são a Gurgler Ferner, a Schalfferner, a Vernagtferner e a Hintereisferner. As flutuações climáticas têm causado repetidamente o avanço e o recuo das geleiras, mas desde meados do século XIX, elas têm recuado continuamente. As áreas glaciais do Vale Ötztal diminuíram 95 km² desde 1850. Existem muitos lagos de montanha nos Alpes de Ötztal e Stubai, que resultam do derretimento das geleiras. O vale possui muitos pontos turísticos, incluindo a Igreja de Santa Catarina em Längenfeld, em estilo gótico-barroco tardio, construída em 1303. A principal fonte de renda do vale é o turismo. O vale de Ötztal tem sido uma das rotas mais importantes para os Alpes do Sul durante milênios. No primeiro século, mercadorias eram transportadas pela estrada de Timmelsjoch em direção a Passeiertal para serem comercializadas ou vendidas no Tirol do Sul.

Na Idade Média, o vale e suas aldeias pertenciam à família Montalbant, uma família nobre que recebeu o vale como feudo do Conde Meinhart II do Tirol. Um castelo foi então construído acima da aldeia de Längenfeld, em um esporão rochoso com vista para o vale. Sua construção data de 1312. Hoje, esse castelo não existe mais. Posteriormente, os senhores de Montalbant residiram no Castelo de Petersberg, localizado na entrada do vale. No século XIV, uma das características da região eram os camponeses livres que viviam no vale principal do Ötztal. Gries e Huben foram as aldeias que se libertaram do domínio do mosteiro de Frauenchiemsee ou da família Montalbant. Além da pecuária do século XIV, o cultivo e o processamento do linho também eram a principal fonte de renda da região. Em 1800, o linho conhecido como "linho de Längenfeld" foi negociado na bolsa de valores de Hamburgo devido à sua alta qualidade. Essa indústria desapareceu do vale em meados do século XX. Desde os anos 2000, o turismo, em particular o turismo de inverno, tem sido o principal fator econômico no vale. Até a década de 1970, o turismo de verão desempenhou um papel muito importante no vale.

No entanto, com a expansão da estância de Sölden para os desportos de inverno, o turismo de verão tornou-se cada vez menos importante. O vale, juntamente com as diversas cidades e vilas, converteu-se então ao turismo de inverno e ao esqui, renovando as várias áreas de esqui com infraestruturas de alta qualidade e ultramodernas. Além disso, diversos eventos, como concertos de grandes cantores e músicos, a Copa do Mundo de Esqui Alpino realizada anualmente na geleira de Sölden e as filmagens de filmes que tiveram o vale e suas montanhas como cenário, contribuíram para a chegada de uma clientela rica e de renome internacional. Assim, as diversas cidades e vilas do vale tiveram que se adaptar a essa nova clientela com consideráveis ​​recursos financeiros, construindo grandes hotéis de luxo, um resort com spa (o Aqua Dome) e acolhendo grandes lojas como a Dior ou a Rolex. Nestes terrenos a acidez da água, as baixas temperaturas e a falta de oxigênio são combinadas para curtir os tecidos moles dos corpos escondidos nas águas, normalmente sacrifícios rituais e assassinatos. Tais múmias são extremamente bem conservadas, normalmente os esqueletos se decompõem, mas em alguns casos é possível determinar última refeição do conteúdo estomacal.

Em 1972, foram descobertas oito múmias extraordinariamente bem conservadas em uma comunidade Inuit, chamada Qilakitsoq, na Groelândia. As “Múmias da Groelândia” é um grupo formado por um bebê de seis meses, um garoto de quatro anos e seis mulheres de várias idades, que morreram há 500 anos. Os corpos foram mumificados por causa das temperaturas abaixo de zero e os ventos secos que cercam a caverna onde foram encontrados. Algumas das mais bem preservadas múmias datam do período Inca no Peru (cf. Arguedas, 1976), há 500 anos, quando crianças sacrificadas em ritos eram colocadas nos picos das montanhas da Cordilheira dos Andes. O clima frio e seco age na preservação dos corpos. No estado de Guanajuato, México foram descobertas múmias em um cemitério da cidade chamada Guanajuato, a nordeste da Cidade do México. Estas são múmias modernas acidentais e foram literalmente desenterradas entre os anos de 1896 e 1958, quando o governo local exigia o pagamento de uma espécie de taxa. As múmias de Guanajuato estão expostas no Museu de las Momias em uma colina com vista para a cidade. Em Portugal há registos naturais de mumificação, alguns dos quais deram origem a fenômenos de devoção popular, como os de Santa Maria Adelaide e da Santa de Vilar.

Na América pré-colombiana o poder político se legitimava na religião. Também reconhecidos como Quollas ou Kollas. No Peru os falantes da língua aimará somam mais de 300.000 pessoas, o que leva a supor estatisticamente que o grupo étnico é bem maior. Aí estão mais concentrados no Departamento Puno, próximo do Lago Titicaca, nas regiões Moquegua, Arequipa e Tacna. Na Bolívia existem cerca de 1.200.000 falantes do idioma aimará, sendo a forma corrente falada na capital La Paz, isto é, mais pura e estruturada da língua, havendo concentrações nos Departamentos de Oruro e Chuquisaca. No Chile, a população aimará não é tão grande, mas havendo cerca de 50.000 falantes também habitando nas regiões andinas do Norte do país, em Tarapacá e Antofagasta. Existem também cerca de 10.000 falantes do idioma aimará no oeste da Argentina. Na atualidade há quase 2,5 milhões de pessoas de etnia e língua aimará, na zona dos Andes. São o segundo grupo nativo, só superado pelos quíchuas com quase 15 milhões de pessoas espalhadas pelos Andes da Colômbia até a Argentina. Imperador inca também denominado Sapa Inca, é a expressão usada para referir-se aos governantes do Império Inca. É costume referir-se também a eles apenas como o Inca. Uma das qualidades mais notáveis do Império Incaico era curiosamente seu governo altamente organizado, centralizado em Cuzco, a capital, onde o imperador vivia. 

O imperador inca, o filho do Sol, era adorado como um deus. Tinha poderes absolutos sobre toda a sociedade, inclusive nobres e sacerdotes. Era cercado por milhares de servidores, que viviam dos tributos pagos pela população. O que se tem de considerar é que, embora adiantados e prósperos, os reinos aimarás originais acabaram sendo dominados pelo imperador inca Huayna Capac entre as duas décadas de 1493 a 1525. Embora a anexação tenha sido compulsória, mas não necessariamente violenta, a inclusão dos aimarás no império acabou influenciando a língua local pela adoção da língua oficial para alguns efeitos burocráticos. De resto, a influência lingüística quíchua é reflexo direto da influência cultural inca que impôs sua religião na qual o próprio imperador era tido como uma divindade: Huayna Capac mandou os arquitetos e artesãos aimarás irem para Cuzco para aprender as técnicas construtivas e estilo para erigir templos e construções influentes religiosas imperiais. O processo não foi diferente do que ocorreu, comparativamente, no plano político, com a posterior dominação espanhola cruenta que impregnou no idioma com vários vocábulos e expressões da língua espanhola.

Allincapac, é uma montanha nos Andes do Peru. É o pico mais alto da cordilheira de Carabaya, chegando a 5.805 metros. Allincapac está localizado na região de Puno, Província de Carabaya, distrito de Macusani, ao Sul de Huaynaccapac, a Nordeste de Chichicapac e ao Norte do Lago Chaupicocha. A província de Carabaya é uma das treze que conformam o Departamento de Puno no Sul do Peru. Limita pelo Norte com o Departamento de Madre de Dios; por Leste com a província de Sandia; pelo Sul com a província de Azángaro e a província de Melgar; e, pelo Oeste com o Departamento de Cusco. Desde o ponto de vista hierárquico da Igreja católica forma parte da prelatura de Ayaviri, que é poder pessoal e parte da Igreja Católica, composta por determinados fiéis e está estruturada de modo hierárquico, de sufrágio da Arquidiocese de Arequipa. Dada sua localização, durante o período do Vice-Reino do Peru o território foi alvo de várias expedições destinadas a localizar a lendária cidade perdida de Paititi, as mesmas que deixaram a sua marca na instalação de cidades e postos de missionários.  Reconhecidas são as expedições de Pedro de Candia, Anzúrez, Ñuflo de Chávez, Álvarez Maldonado, Recio de León e Diego de Zecenarro, as mesmas que lançaram as bases para incorporar esses territórios ao Peru, durante o conflito social e político de fronteira com a Bolívia nos primeiros anos do século XX. Parte deste território de origem pré-inca, embora sem delimitação precisa ad integrum, está atribuída à jurisdição do Puno na sua criação (1776), embora nunca deixasse de pertencer ao domínio do bispado de Cuzco.

A lhama, do quíchua llama, é um mamífero ruminante da América do Sul, da família dos camelídeos, gênero Lama. É um animal de pelagem longa e lanosa, domesticado para a utilização no transporte de carga e na produção de lã, carne e couro. A lhama é relacionada com o guanaco, a vicunha e a alpaca. Foram domesticadas pelo povo inca, tendo sido muito importantes para o desenvolvimento desse povo. As lhamas vivem na cordilheira dos Andes, onde as temperaturas são baixas. Assim, as pelagens servem para protegê-las do frio, além de arranhões e outros ferimentos. A Bolívia é o país em que se concentra o maior número de lhamas, com mais de 2 milhões de indivíduos. Estes animais conseguem sobreviver em locais onde não são encontrados outros animais. Muitas vezes os lhamas são associados a ovelhas e com elas são colocados para pastar em locais onde não é possível haver agricultura. Além disso, os lhamas são usados para transporte de mercadorias, e também são utilizadas a sua carne, o couro, as fibras e o estrume para cozinhar alimentos e como fertilizante natural.  O uso têxtil das fibras retiradas desses animais é cultural e acredita-se que se iniciou há 2.500 anos. Os produtos deste mamífero doméstico constituem o principal meio de apoio para produtores e com a escassez de recursos nos países centrais da América do Sul incluindo Equador, Peru, Bolívia, Argentina e Chile, tornou-se uma fonte de sobrevivência. O uso de fibras produzidas pelos espécimes selvagens ainda é naturalmente limitado, mas é potencial e importante para a sobrevivência de algumas populações. Estima-se que a produção de lhamas beneficia 37.000-50.000 famílias de produtores em locais escassos de recursos. No entanto, esta produção ainda não representa uma forma direta de reduzir a pobreza e marginalização dos seus produtores. 

O lhama tem pelagem longa e lanosa, a coloração varia bastante indo desde o branco, marrom e chegando a tons mais escuros, alimenta-se de capim e mato. Estes animais medem de 1,40 m a 2,40 m contando com a cauda de 25 cm e chegam a pesar 150 Kg. A gestação dura 11 meses e nasce normalmente 1 filhote chegando a pesar 11 kg. Os adultos chegam a viver até 24 anos. É definitivamente parte da atual Região de Puno desde 1912. Antes, a Bolívia disputava parte de Carabaya com base no uti possidetis da Audiência de Charcas em 1810; e o Peru finalmente afirmou o direito de filiação clerical ao bispado de Cuzco e integração de fato com 70% das comunicações anteriores ao século XX eram com Sicuani; 20% com Azángaro e 10% com Larecaja (Bolívia), relatado sobre Manuel Pando, na viagem para Carabaya (1902). As diferenças de critérios são esclarecidas com a arbitragem argentina, primeiro em 1902, e dez anos depois é reconfirmada com a aceitação do protocolo binacional pelos congressos das Repúblicas. Isso acabaria com parte da precária condição de delimitação de territórios trinacionais do Brasil, Bolívia e Peru, com a qual as três Repúblicas haviam se formado no início do glorioso século XIX. Os primeiros autores latino-americanos designam esta antiga cidade-território como a cidade dos grupos Callahuayas, Carwayas, Calabayas, Carabayas,  Kallawayas, todos topônimos do mesmo espaço e lugar, para diferenciá-lo dos igualmente antigos Canchis, Chunchos, Canas, Omasuyos, Collas, Muxus, ou outras cidades que existiram  e cujos vestígios arqueológicos ainda sobrevivem entre Cuzco, Madre de Dios, Larecaja, La Paz, Beni, Pando e a atual Puno Por ser uma província, este território dá provas de ter sido  habitado por uma população que se desenvolveu longe e diferente da influência dos Canchis de Sicuani (hoje), dos Canas ou dos Chunchos de Madre de Dios e Larecaja (Bolívia), e quase  sem contato com as relativamente remotas Collas de Puno e Omasuyos (Bolívia).

     No caso de O Rei Escorpião (2002), Chuck Russell é Russell que entrou na indústria cinematográfica ou indústria cultural, como gerente de produção e assistente de direção em filmes independentes, enquanto escrevia roteiros. Durante a produção do filme Hell Night (1981), ele conheceu o roteirista Frank Darabont, com quem se tornaria um colaborador próximo. Seu primeiro roteiro produzido foi o filme Dreamscape, de 1984, dirigido por Joseph Ruben e estrelado por Dennis Quaid. Russell estrelou na direção em 1987 com A Nightmare on Elm Street 3: Dream Warriors. Naquela época, a New Line Cinema estava incerta sobre o futuro da franquia Elm Street. Russell os convenceu de que a série poderia dar um passo além no mundo de pesadelo de Freddy através de efeitos visuais avançados e dramatizar o vínculo entre as jovens vítimas de Freddy com o conceito de Guerreiros dos Sonhos. O sucesso do filme redefiniu a franquia para a New Line, arrecadando mais nas bilheterias do que os dois primeiros filmes juntos. Russell escreveu e dirigiu o filme cult de terror The Blob em 1988, mais uma vez expandindo os limites dos efeitos visuais com um orçamento limitado. Ele então alcançou aclamação internacional com o sucesso de bilheteria The Mask, sobre “um bancário que descobre uma máscara antiga que o transforma em um brincalhão malicioso que usa pegadinhas para combater o crime”. Russell criou tecnologias digitais inovadoras para The Mask com a Industrial Light and Magic de George Lucas, combinando atuação ao vivo com conceitos radicalmente novos em efeitos visuais. O trabalho de Russell rendeu ao filme uma indicação ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais. The Mask também catapultou Jim Carrey e Cameron Diaz ao estrelato internacional. 

        Com um orçamento de produção de US$ 18 milhões, The Mask arrecadou mais de US$ 350 milhões em bilheteria mundial. Russell dirigiu então os filmes de ação Eraser, com o consagrado Arnold Schwarzenegger, que arrecadou mais de 240 milhões de dólares internacionalmente, e O Rei Escorpião, que marcou a estreia de Dwayne “The Rock” Johnson como protagonista. Ambos os filmes foram sucessos de bilheteria, alcançando o primeiro lugar nas bilheterias cinematográficas após seus lançamentos. Russell foi originalmente contratado para dirigir o filme Collateral de 2004, embora a produção tenha sido finalmente passada para Michael Mann, um cineasta estadunidense. Mann é formado em literatura inglesa e em Cinema. A maior parte de sua obra foca-se no gênero policial, com personagens obsessivos em suas atividades. Costuma operar ele próprio a câmera na fotografia de seus filmes, sendo que nos mais recentes optou pelo uso do formato digital. Russell manteve o crédito de produtor executivo, enquanto Darabont foi um consultor de roteiro não creditado. Após um hiato de quatorze anos na direção, com exceção de um episódio da série de televisão Fringe em 2010, o próximo filme de Russell foi I Am Wrath, de 2016, estrelado por John Travolta. Em 2019, ele dirigiu Junglee, um filme de ação e aventura indiano lançado em 29 de março de 2019. Para Junglee, o diretor de 60 anos trabalhou com “elefantes e com a tradição de música e dança exclusiva do cinema indiano pela primeira vez”. Ambos foram inspiradores, disse ele ao Scroll.in durante uma visita recente a Mumbai. Em 2022, Russell dirigiu Paradise City, conjugando o estrelado por Bruce Willis e Travolta. Em 2024, Russell escreveu e dirigiu um remake do filme Witchboard de 1986. Russell é cofundador da A-Nation, uma produtora de cinema que utiliza tecnologia blockchain.

Bibliografia Geral Consultada.

SOARES, Luiz Eduardo, A Invenção do Sujeito Universal: Hobbes e a Política como Experiência Dramática do Sentido. Tese de Doutorado em Ciência Política. Rio de Janeiro: Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro, 1991; COSTA, Ricardo da, “A Árvore Imperial–Um Espelho de Príncipes” na Obra de Ramon Llull (1232-1316). Tese de Doutorado em História. Programa de Pós-Graduação em História. Niterói:  Universidade Federal Fluminense, 2000; HOURANI, Albert, O Pensamento Árabe na Era Liberal: 1798-1939. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2005; MARX, Karl & ENGELS, Friedrich, La Condizione Postcoloniale: Storia e Politica nel Presente Globale. Verona: Ombre Corte Edizioni, 2008; MAZZELLA, Sylvie (Org.), La Mondialisation Etudiante: Le Maghreb entre Nord et Sud. Tunis-Pairs: IRMC- Khartala, 2009; AG DOHO, Sidi Alamine, Touareg 1973-1997: Vingt-cinq Ans d’Errance et de Déchirement. Paris: Editeur L’Harmattan, 2010; DURANT, Will; DURANT, Ariel, The Lessons of History. Estados Unidos: Editora Simon & Schuster, 2010; PINSKY, Carla Bassanezi; LUCA, Tania Regina de (Org.), O Historiador e suas Fontes. São Paulo: Editor Contexto, 2011; DURANT, Will, Heróis da História. Uma Breve História da Civilização da Antiguidade ao Alvorecer da Era Moderna. Porto Alegre: L&PM Editores, 2012; LIMA, Marta Margarida de Andrade, As Tessituras da História Ensinada nos Anos Iniciais: Pelos Fios da Experiência e dos Saberes Docentes. Tese de Doutorado. Faculdade de Educação. Campinas:  Universidade Estadual de Campinas, 2013; LANNES, Suellen Borges de, A Formação do Império Árabe-Islâmico: História e Interpretações. Tese de Doutorado. Instituto de Economia. Rio de Janeiro:  Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2013; OLIVEIRA, Everton de, “Em Memória de Ariel”. Disponível em: http://favoravento.blogspot.com/2014/05/; SANTOS, Samuel Nunes dos, Concepção de Passado, Presente e Futuro na I Apologia de Justino Mártir: Uma Visão do Tempo Histórico no Século II d. c. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em História. Faculdade de História. Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 2017; Artigo: “Lembra-se de O Rei Escorpião? Dwayne Johnson avança com nova versão do filme que lançou a sua carreira”. Disponível em: https://sapo.pt/artigo/11/11/2020; entre outros.