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sábado, 15 de fevereiro de 2025

Lago Hornindalsvatnet – Nova Rota Europeia & Natureza em Movimento.

                     Jogaram uma pedra na tranquilidade do lago. O lago comeu-a. Sorriu ondulações”. Hermógenes                      

            

         A rota europeia E39 designa uma estrada de 1.330 km (830 milhas) no sentido Norte-sul, na Noruega e na Dinamarca, que liga Klett, a Sul de Trondheim, a Aalborg, passando por Bergen, Stavanger e Kristiansand. No total, existem nove ferries, mais do que qualquer outra estrada na Europa. Em Trondheim, há ligações com as linhas E6 e E14; em Ålesund, com a E136; em Bergen, com a E16; em Haugesund, com a E134; em Kristiansand, com a E18; e em Aalborg, com a E45. Na Noruega, a E39 faz parte do sistema rodoviário nacional norueguês e, como tal, é desenvolvida e mantida pela administração de estradas públicas. A E39 é principalmente uma estrada de duas faixas sem divisão, e apenas trechos relativamente curtos perto de Stavanger, Trondheim e Bergen são autoestradas ou semi-autoestradas. Em 1786, foi tomada uma decisão real para estabelecer uma rota postal entre Bergen e Trondheim. Desde o estabelecimento do correio na Noruega em 1647 até então, toda a correspondência entre essas cidades passava por Oslo. Inicialmente, a rota era, em grande parte, transitável apenas a pé ou a cavalo, mas nas décadas seguintes “foi reconstruída para permitir a circulação de carruagens”. Vários trechos, porém, exigiam o uso de barco. A decisão de 1786 também incluiu uma rota postal entre Stavanger e Bergen. Em 1858, o correio foi redirecionado para os recém-criados navios a vapor Bergen-Vadheim, e a rota do correio mudou para Vadheim – Sande – Førde. 

Rogfast, que será o túnel rodoviário subaquático mais profundo e mais longo do mundo, com 27 quilômetros (17 milhas) de comprimento e 392 metros (1.286 pés) de profundidade, teve sua construção iniciada (primeira detonação) em 2018 e deverá ser inaugurado em 2033. Está previsto que todo o percurso entre Stavanger e Kristiansand seja reconstruído em uma autoestrada de quatro faixas antes de 2035, restando, no total, 144 quilômetros (89 milhas) a serem construídos (dados de 2021). Existem planos para substituir todas as ligações de ferry por ligações fixas. Existem sete, mas cada uma apresenta um desafio técnico dispendioso, uma vez que os fiordes são largos e muito profundos, e têm encontrado resistência pública. Além de Rogfast, dois projetos têm um cronograma, embora atrasado. Hordfast (ao Sul de Bergen) é priorizada por ter o maior número de balsas, cinco em operação, e o segundo maior tráfego de veículos depois de Rogfast, apesar de ser provavelmente a travessia tecnicamente mais desafiadora de todas. Está planejada uma ponte flutuante de cinco quilômetros de extensão sobre Bjørnafjorden, um novo recorde mundial, em uma área tempestuosa, com espaço livre para o tráfego de navios abaixo. E uma ponte suspensa sobre Langenuen com um vão de 1.700 metros (5.600 pés), uma das mais longas do mundo. O custo total de Hordfast é estimado em 37 bilhões de coroas norueguesas (US$ 4,31 bilhões), em parte pagos por pedágios rodoviários de cerca de 400 coroas norueguesas. Os padrões concluídos em 2023 e a obra na década de 2030. 

Uma travessia do Romsdalsfjorden (Ålesund–Molde), com túnel submarino de 16 quilômetros (9,9 milhas) de extensão e uma ponte suspensa de 2.000 metros de comprimento e 1.650 metros de vão. O início da construção está previsto para cerca de 2030. As quatro travessias de fiorde restantes são incertas, mas estão sendo investigadas. Sognefjorden: está sendo considerada a construção de uma ponte flutuante com 4 km de extensão. Nordfjorden: está sendo considerada a construção de uma ponte suspensa com 1,8 km de comprimento e 1,5 km de vão. Sulafjorden e Vartdalsfjorden: está sendo considerada a construção de uma ponte flutuante de 4 km de extensão, além de uma ponte suspensa de 2 km. Halsafjorden: está sendo considerada a construção de uma ponte flutuante com 3 km de extensão. Um ferry internacional para carros é operado pela Color Line e pela Fjord Line (sazonalmente). Partindo da Noruega, a E39 segue de ferry de Kristiansand para Hirtshals, no norte da Dinamarca. Os ferries são operados pelas empresas Color Line e Fjord Line. A autoestrada liga o Sul de Hirtshals ao Norte de Aalborg. Lago representa uma área cheia de água localizada em uma bacia cercada por terra e separada de qualquer rio ou outra saída que sirva para alimentar ou drenar a comunicação no lago. Ficam em terra e não fazem parte do oceano, embora, como os oceanos muito maiores, façam parte do ciclo da água da Terra. Os lagos são distintos das lagoas, que são partes costeiras do oceano.                                 


Os lagos são geralmente maiores e mais profundos do que as lagoas, que também ficam em terra, embora não haja definições técnicas e sociais, oficiais ou científicas. Lagos podem ser contrastados com rios ou córregos, que geralmente fluem em um canal em terra. A origem dos lagos é variável e depende da geomorfologia do terreno. Em zonas como a Antártida, podem existir lagos sub-glaciares, isto é, debaixo do gelo, como o Lago Vostok. Geologicamente, a maior parte dos lagos da Terra é recente. Os resultados naturais da erosão tendem a eliminar pelo menos um dos lados da bacia que contém o lago, tal como acontece no lago Baikal, que se estima ter entre 25 e 30 milhões de anos. Há um número de processos naturais que formam os lagos. Um levantamento tectônico recente de uma cordilheira pode criar depressões que acumulam água e formam os lagos. O avanço e recuo dos glaciares pode também formar depressões na superfície. Do ponto de vista geográfico tais lagos são comuns na Escandinávia, Sibéria e Canadá. Os lagos podem também ser formados por meio de deslizamento de terras ou por bloqueios glaciares. Um exemplo deste último ocorreu durante a última Idade do Gelo no estado norte-americano de Washington, quando um enorme lago se formou.

Os lagos salgados formam-se onde não existe escoamento natural ou onde a água se evapora rapidamente. Exemplos destes são o Grande Lago Salgado, o Mar Cáspio, o Mar de Aral e o Mar Morto. Os lagos pequenos com forma de arco ou crescente poderão formar-se nos vales de cursos de água como resultado da existência de meandros. Rios com baixa velocidade da água tomam formas sinuosas e os lados externos das curvas são erodidos mais rapidamente que os internos. Eventualmente uma forma semelhante a uma ferradura é formada e o rio muda o seu leito por uma nova passagem, fazendo surgir na zona da antiga passagem um lago arqueado. O lago Vostok é um lago subglacial da Antártica, possivelmente o maior do mundo. A pressão do gelo e da composição química interna sugerem que se o lago fosse furado, poderia resultar numa fissura que daria origem a um geyser. Alguns lagos, em análise comparada, como ocorre com o Baikal e o Tanganica estão em zonas de rift continental, e são criados por subsidência da crosta à medida que duas placas tectónicas são friccionadas. Estes são os lagos mais antigos e mais profundo do mundo, e tornar-se-ão oceanos dentro de milhões de anos. Por exemplo, julga-se que o Mar Vermelho teve origem num lago de vale de rift continental. Os vulcões podem criar lagos. Um exemplo é a Caldeira das Sete Cidades, nos Açores.

A Noruega tem 20.000 lagos maiores que 0,1 km² (100.000 m²; 25 acres) e, usando esse limite de medição, a Noruega ocupa o sétimo lugar entre os países com mais lagos no mundo. No entanto, existem pelo menos 450.000 lagos de água doce na Noruega. A maioria foi criada pela erosão glacial. A erosão é a ação de processos superficiais, como o fluxo de água ou o vento que removem solo, rocha ou material dissolvido de um local na crosta terrestre e o transportam para outro local onde é depositado. A erosão é, comparativamente, distinta do intemperismo, que não envolve movimento. A remoção de rocha ou solo como sedimento clástico é denominada erosão física ou mecânica; isso contrasta com a erosão química, onde o solo ou o material rochoso é removido de uma área por dissolução. Sedimentos ou solutos erodidos podem ser transportados por apenas alguns milímetros ou por milhares de quilômetros. Os agentes de erosão incluem tipologicamente a precipitação; o desgaste do leito rochoso em rios; a erosão costeira pelo mar e pelas ondas; o arrancamento glacial, a abrasão e a erosão; as inundações; a abrasão eólica; os processos de águas subterrâneas; e os processos de movimento de massa em paisagens íngremes, como deslizamentos de terra e fluxos de detritos. As taxas com que esses processos atuam controlam a velocidade com que uma superfície é erodida.

Normalmente, os especialistas admitem por que a erosão física ocorre mais rapidamente em superfícies com declives acentuados, e as taxas também podem ser sensíveis a algumas propriedades controladas pelo clima, incluindo a quantidade de água fornecida, por exemplo, pela chuva, a intensidade das tempestades, a velocidade do vento, o alcance das ondas ou a temperatura atmosférica especialmente para alguns processos relacionados ao gelo). Também são possíveis retroalimentações entre as taxas de erosão e a quantidade de material erodido que já foi transportado, por exemplo, por um rio ou geleira. O transporte de materiais erodidos de sua localização original é seguido pela deposição, que é a chegada in statu nascendi, e o assentamento do material em um novo local. A precipitação, e o escoamento superficial que pode resultar da precipitação, produz quatro tipos principais de erosão do solo: erosão por impacto de gotas de chuva, erosão laminar, erosão em sulcos e erosão em ravinas. A erosão por impacto de gotas de chuva é geralmente vista como o primeiro e menos severo estágio no processo de erosão do solo, que é seguido pela erosão laminar, depois pela erosão em sulcos e finalmente pela erosão em ravinas sendo a mais severa das quatro. Na erosão por impacto, o impacto de uma gota de chuva que cai cria uma pequena cratera no solo, ejetando partículas de solo.

A distância que essas partículas de solo percorrem pode chegar a 0,6 metros (2,0 pés) verticalmente e 1,5 metros (4,9 pés) horizontalmente em terreno plano. Se o solo estiver saturado, ou se a taxa de precipitação for maior do que a taxa na qual a água pode infiltrar-se no solo, ocorre escoamento superficial. Se o escoamento tiver energia de fluxo suficiente, ele transportará partículas de solo soltas (sedimento) pela encosta. A erosão laminar é o transporte de partículas de solo soltas pelo escoamento superficial. A erosão em sulcos refere-se ao desenvolvimento de pequenos caminhos de fluxo concentrado efêmeros que funcionam como sistemas de fonte e transporte de sedimentos para a erosão em encostas. Geralmente, onde as taxas de erosão hídrica em áreas de planalto perturbadas são maiores, os sulcos estão ativos. As profundidades do fluxo nos sulcos são tipicamente da ordem de alguns centímetros (cerca de uma polegada) ou menos e as inclinações ao longo do canal podem ser bastante íngremes. Isso significa que os sulcos exibem uma física hidráulica muito diferente da água que flui pelos canais mais profundos e largos de riachos e rios. A erosão em ravinas ocorre quando a água de escoamento se acumula e flui rapidamente em canais estreitos durante ou imediatamente após chuvas fortes ou derretimento de neve, removendo o solo a uma profundidade considerável.

Uma ravina se distingue de um sulco com base em uma área de seção transversal crítica de pelo menos um pé quadrado, ou seja, o tamanho de um canal que não pode mais ser eliminado por meio de operações normais de cultivo. A erosão extrema em ravinas pode progredir para a formação de badlands. Estas formam-se em condições de alto relevo sobre leito rochoso facilmente erodido em climas favoráveis ​​à erosão. Condições ou perturbações que limitam o crescimento da vegetação protetora (rexistasia) são um elemento chave da formação de badlands. O riacho Dobbingstone Burn, na Escócia, mostra dois tipos diferentes de erosão afetando o mesmo local. A erosão do vale ocorre devido ao fluxo do riacho, e os pedregulhos e pedras e grande parte do solo que se encontram nas margens são depósitos glaciais deixados para trás pelo avanço das geleiras da era glacial sobre o terreno. A erosão de vales ou cursos d`água ocorre com o fluxo contínuo de água de uma feição linear. As feições lineares são formadas principalmente pela ação de forças tectônicas, que atuam na crosta terrestre e causam deformações nas rochas. A erosão é tanto descendente, aprofundando o vale, quanto regressiva, estendendo o vale para a encosta, criando cortes de cabeceira e margens íngremes. No estágio inicial da erosão fluvial, a atividade erosiva é predominantemente vertical, os vales têm uma seção transversal típica em forma de V e o gradiente do curso d`água é íngreme.

Quando um certo nível de base é atingido, a atividade erosiva muda para erosão lateral, que alarga o fundo do vale e cria uma planície de inundação estreita. O gradiente do curso d'água torna-se quase plano e a deposição lateral de sedimentos torna-se importante à medida que o curso d'água serpenteia pelo fundo do vale. Em todos os estágios da erosão fluvial, a maior parte da erosão ocorre durante as cheias, quando há água disponível e com maior velocidade para transportar carga sedimentar maior. Nesses processos de atividade erosiva, não é apenas a água que erode: partículas abrasivas em suspensão, seixos e pedregulhos também podem agir erosivamente ao atravessarem uma superfície, em um processo conhecido como tração. A erosão das margens é o desgaste das margens de um córrego ou rio. Se distingue das mudanças no leito do curso d`água, que são chamadas de erosão superficial e as mudanças na forma das margens do rio podem ser medidas inserindo hastes de metal na margem e marcando a posição da superfície da margem das hastes em diferentes momentos. A erosão térmica resulta do derretimento e enfraquecimento do permafrost devido à água em movimento. Pode ocorrer tanto ao longo de rios como na costa.

A rápida migração do leito do rio observada no rio Lena, na Sibéria, deve-se à erosão térmica, uma vez que essas porções das margens são compostas de materiais não coesivos cimentados por permafrost. Grande parte dessa erosão ocorre quando as margens enfraquecidas desmoronam em grandes deslizamentos. A erosão térmica também afeta a costa do Ártico, onde a ação das ondas e as temperaturas próximas à costa se combinam para erodir os taludes de permafrost ao longo desenvolvido da linha costeira e causar seu desmoronamento. As taxas anuais de erosão ao longo de um segmento de 100 quilômetros (62 milhas) da costa do Mar de Beaufort apresentaram uma média de 5,6 metros (18 pés) por ano, de 1955 a 2002. A maior parte da erosão fluvial ocorre perto da foz do rio. Em uma curva, a observação indica que o lado mais longo e menos acentuado da curva tem águas mais lentas, sendo onde os depósitos se acumulam. Na análise comparativamente que ocorre no lado mais estreito e acentuado da curva, as águas correm mais rápido, e por isso essa margem tende a sofrer maior erosão. A erosão rápida por um grande rio pode remover sedimentos suficientes para produzir um anticlinal fluvial, à medida que o rebote isostático eleva geologicamente camadas rochosas livres da erosão das camadas sobrejacentes. Hornindalsvatnet é o lago mais profundo da Noruega e da Europa, e o décimo quarto lago mais profundo do mundo contemporaneamente, medido oficialmente a uma profundidade de 514 metros (1.686 pés). Sua superfície fica a 53 metros (174 pés) acima do nível do mar, demonstrando o que significa que seu fundo está a 461 metros (1.512 pés) abaixo do nível abstrato do mar. A vila de Grodås fica na extremidade Leste do lago, no município de Volda, condado de Møre og Romsdal, e a vila de Mogrenda está na extremidade Oeste do lago de Stad, condado de Vestland.  

A aldeia de 0,66 km² (160 acres) tem uma população (2024) de 503 habitantes e uma densidade populacional de 762 habitantes por quilômetro quadrado (1970/sq mi). A área da vila é um destino turístico, com o ambiente natural, as montanhas e o lago servindo de atração turística. Também abriga o Museu Anders Svor. A Igreja de Hornindal está localizada na vila. As indústrias localizadas na área de Grodås incluem a fabricação de madeira e móveis, bem como a construção de casas de férias. Antes de 2020, a aldeia era o centro administrativo do antigo município de Hornindal. A rodovia europeia E39 passa perto do lago. É a designação de uma estrada Norte-sul de 1.330 Km na Noruega e na Dinamarca de Klett, ao Sul de Trondheim, até Aalborg via Bergen, Stavanger e Kristiansand. No total, existem nove ferries, mais do que qualquer outra estrada na Europa. A vila de Heggjabygda e a Igreja de Heggjabygda ficam na margem Norte do lago. Seu volume é estimado em 12 km³ (2,9 milhas cúbicas), sua área é de 51 km² (20 milhas quadradas) e ocupa o 19º lugar em área entre os lagos da Noruega. O principal afluente é o rio Eidselva, que deságua no Eidsfjorden, um braço do Nordfjorden principal. O ponto mais profundo do lago foi explorado usando um Remotely Operated Vehicles em 2006. Um pequeno peixe branco foi descoberto no fundo do lago, provavelmente representando “uma nova espécie de truta ártica (Salvelinus alpinus)”. Anteriormente, também havia sido localizado no Lago Tinn, o terceiro lago mais profundo da Noruega. O lago é o local da Maratona Hornindalsvatnet, realizada anualmente em julho. A questão do solo do ponto de vista teórico e metodológico, e em alguma medida o debate na teoria sobre o “determinismo ambiental”

          

Mas é algo que ainda permanece um tanto obscuro para a compreensão da concepção antropogeográfica de Friedrich Ratzel. Em primeiro lugar, como o Estado não é concebível sem território e sem fronteiras, considera-se, entretanto, como fora de dúvida que o Estado não pode existir sem um solo. Abstraí-lo numa teoria do Estado é uma tentativa vã que nunca pode ter êxito senão de modo passageiro. A maior parte dos sociólogos, inferia Ratzel, “estuda o homem como se ele tivesse formado no ar”, sem laços com a terra. O erro dessa concepção salta aos olhos, é verdade, no que concerne às formas inferiores da sociedade, porque sua extrema simplicidade faz com que sejam semelhantes às formas mais elementares do Estado. Se os tipos mais simples de Estado são irrepresentáveis sem um solo que lhes pertença, assim também deve ser com os tipos mais simples de sociedade, a conclusão se impõe. Num e noutro caso, a dependência em relação ao solo é um efeito, de causas do todo gênero que ligam o homem à terra. Assim, fora de dúvida, o papel do solo aparece com mais evidência na história dos Estado enquanto práticas e saberes sociais na história das sociedades, e devido aos espaços mais consideráveis de que o Estado tem “necessidade de existir”.

A geografia é uma ciência que estuda a relação entre a Terra e seus habitantes. Os geógrafos querem saber onde e como vivem os homens, as plantas e os animais; onde se localizam os rios, os lagos, as montanhas e as cidades. A palavra geografia vem do grego geographía (γεογραπηία), que significa descrição da Terra. A geografia depende do compartilhamento de outras áreas do conhecimento técnico-científico. Utiliza os dados da química, da geologia, da matemática, da história, da física, da astronomia, da antropologia e da biologia e principalmente da ecologia, pois tanto a Ecologia como a Geografia são estudos e pesquisas com objetos abstratos interrelacionados, porque estão interessados com as análises biológicas, com as análises de fatores geológicos e dos ciclos biogeoquímicos dos ecossistemas, da relação entre os seres vivos e a utilidade de uso do ambiente como sobrevivência. Os geógrafos utilizam inúmeras técnicas, como viagens, leituras e estudo de estatísticas. Os mapas são seu instrumento etnográfico e meio de expressão mais importante. Além de estudar mapas, os geógrafos os atualizam como pesquisas especializadas, aumentando o campo de reconhecimento geográfico.     

O homem sempre precisou e se utilizou do conhecimento geográfico. Os povos pré-históricos tinham de encontrar cavernas para habitar e reservas regulares de água para a manutenção da existência na vida cotidiana. Tinham também de morar perto de um lugar onde pudessem caçar. Caverna, gruta ou furna é toda cavidade natural rochosa com dimensões que permitam acesso aos seres humanos. Os termos relativos a caverna geralmente utilizam a raiz espeleo -, derivada do latim spelaeum, do grego σπήλαιον, “caverna”, da mesma raiz da palavra espelunca. As cavernas são também estudadas pela espeleologia, uma ciência multidisciplinar que envolve análises simultâneas e comparativamente através da geologia, hidrologia, biologia, paleontologia e arqueologia. Sabiam localizar “os rastros dos animais e as trilhas dos inimigos”. Usavam carvão ou argila colorida para desenhar mapas primitivos de sua região nas paredes das cavernas ou nas peles secas dos animais.  O homem aprendeu a lavrar a terra e a domesticar os animais. As leis de evolução geográfica da sociedade são menos fáceis de se perceber no desenvolvimento da família e da sociedade que no desenvolvimento do Estado; e o são porque aquelas estão mais enraizadas ao solo e mudam menos facilmente do que este.

É mesmo um dos fatos mais consideráveis da história a força com a qual a sociedade permanece fixada ao solo, mesmo quando o Estado romano morre, o povo romano lhe sobrevive sob a forma de grupos sociais de todo tipo e é pelo intermédio desses grupos que se transmitiram à posteridade uma multiplicidade de propriedades que o povo havia adquirido no Estado e pelo Estado. Quer seja o homem considerado isolado ou em grupo (família, tribo ou Estado), por toda parte em que se observar se encontrará algum pedaço de terra que pertence ou à sua pessoa ou ao grupo de que ele faz pare. No que diz respeito ao Estado a geografia política após longo tempo se habituou a levar em consideração a dimensão do território ao lado da cifra da população. Mesmo os grupos, como a tribo, a família, a comuna, que não são unidades políticas autônomas, somente são possíveis sobre um solo, e seu desenvolvimento não pode ser compreendido senão com respeito a esse solo; assim como o progresso do Estado é inteligível se não estiver relacionado com o progresso do domínio político. Estamos na presença de organismos que entram em intercâmbio mais ou menos durável com a terra, no curso que se troca entre eles e a terra todo gênero de ações e de reações. E quem venha a supor que um povo em vias de crescimento, a importância do solo não seja tão evidente, que observe no momento da decadência e da dissolução. Não se pode entender nada a respeito do que então ocorre se não for considerado o solo.

Um povo regride quando perde território. Ele pode contar com menos cidadãos e conservar ainda muito solidamente o território onde se encontram as fontes de sua vida. Mas se seu território se reduz, é, de um amaneira geral, o começo do fim. Quer dizer, sob variações diversas, a relação da sociedade com o solo permanece sempre condicionada por uma dupla necessidade: a da habitação e a da alimentação. A necessidade que tem por objeto a habitação é de tal modo simples que dela resultou, entre o homem e o solo, uma relação que permaneceu quase invariável no tempo. Em nossas capitais, os representantes da mais alta civilização que já existiu dispõem, para suas habitações, de menor lugar que os habitantes, miseráveis de um Kraal hotentote. As habitações ente as quais há mais diferença são, de um lado, aqueles dos pastores nômades, com a extrema mobilidade necessária às migrações contínuas da vida pastoril, e, de outro, os apartamentos amontoados nos enormes edifícios de nossas grandes cidades. E, todavia, os próprios nômades estão ligados ao solo, ainda que os laços que os ligam e ele sejam mais fracos, que aqueles da sociedade de vida sedentária. Eles têm a necessidade de mais espaço para se mover, mas voltam a ocupar os mesmos locais. Portanto, não existe apoio para se opor os nômades a todos os outros povos sedentários, tomados em bloco, pela única razão de que após uma estada de alguns meses no local, o nômade levanta sua tenda e a transmita, no dorso de seu camelo, para algum outro negar, de pastagem. Essa diferença nada tem de essencial, não em, mesmo, a importância daquela resultante de grande mobilidade, de sua necessidade de espaço, consequência da vida pastoril.

De resto, não é entre os pastores que a ligação com o solo está em seu mínimo, com efeito eles retornam sempre às mesmas pastagens. Ela é muito mais fraca entre os agricultores da África tropical e das Américas que, a cada dois anos aproximadamente, deixam seus campos de milho de mandioca para a eles nunca mais retornar. E ela é menos ainda entre aqueles que, por medo dos povos que ameaçam sua existência, não ousam se ligar muito fortemente à terra. Entretanto, uma classificação superficial não inclui tais sociedades, entre os nômades. Se se classificar os povos segundo a força com que aderem ao solo, é preciso colocar decididamente no nível mais baixo os pequenos caçadores da África central e da Ásia do sudoeste, assim como aqueles grupos que se encontram errante em toda espécie de sociedade, sem que um solo determinado lhes seja destinado em particular, por exemplo, os boêmios da Europa, os Fetths do Japão.  Os australianos, os habitantes da Terra do Fogo, os esquimós que para suas caçadas, para suas coletas de raízes, procuram sempre intuitivamente certas localidades, o que delimitam seus territórios como sobrevivência de caça, estão a um nível mais elevado. Mais acima, se encontram os agricultores nômades dos países tropicais, depois, os povos pastores que, nas diferentes regiões da Ásia, há séculos se mantém sobre o mesmo solo. E é, então que vêm os agricultores sedentários, estabelecidos em algumas aldeias fixas, e os povos civilizados, igualmente sedentários, dos quais a cidade é como que o símbolo.

Uma multiplicidade de fenômenos sociais que têm sua causa na necessidade, primitiva e premente, da alimentação. E para se explicar esse fato, não é necessário, se recorrer à teoria da “urgência” de que fala Lacombo, segundo a qual as instituições mais primitivas o mais fundamentais seriam aqueles que respondem às necessidades mais urgentes. Quanto mais se utiliza o solo apenas de uma maneira passageira, a fixação a le se dá apenas de uma maneira também passageira. Quanto mais as necessidades da habitação e da alimentação ligam-se estreitamente a sociedade à terra, tanto mais, é precisamente a necessidade fundamentada de nela se manter. É dessa maneira que o Estado tira suas melhores forças. A tarefa do Estado, no que concerne ao solo, permanece sempre a mesma em princípio: “o Estado protege o território contra ataques externos que tendem a diminuí-lo”. No mais alto grau de evolução política, segundo Ratzel, a defesa das fronteiras não é a única a servir esse objetivo; o comércio, o desenvolvimento de todos os recursos que contém o solo, numa palavra, tudo aquilo que pode aumentar o poder do estado a isso concorre igualmente. A defesa do território (pays) é o fim último que se persegue por todos esses meios. Essa mesma necessidade de defesa e também o resultado do mais notável desenvolvimento que apresente a história das relações do Estado com o solo, isto é, ao crescimento, porque ele tende finalmente a fortalecer-se e fazer recuar os Estados vizinhos. Uma sociedade grande ou pequena, exuberante ou escassa de relevo, busca manter integralmente o solo sobre o qual vive e do qual vive. Logo venha a se assegurar dessa tarefa imediata ela se transforma em Estado.

              

O nomadismo tem como representação social a prática dos povos nômades ou nômadas, ou seja, que não têm uma habitação fixa, que vivem permanentemente mudando de lugar. Usualmente são os povos do tipo caçadores-coletores ou pastores, mudando-se a fim de buscar novas pastagens para o gado, quando se esgota aquela em que estavam. Os nômades não se dedicam à agricultura e frequentemente ignoram fronteiras nacionais na sua busca por melhores pastagens. A maioria dos antigos povos nômades tornaram-se sedentários com a descoberta da agricultura. No entanto, ainda hoje subsistem sociedades nômades, como algumas tribos de tuaregues do Saara. O nomadismo na economia recoletora era motivado pela deslocação das populações que, na procura constante de alimentos, acompanhavam as movimentações dos próprios animais que pretendiam caçar, procuravam os locais onde existiam frutos ou plantas para recolher ou necessitavam de se defender das condições climáticas ou dos predadores. Este tipo de nomadismo manteve-se entre as comunidades que persistiram no modo de produção recoletor. Há uma diferença essencialmente básica na natureza entre este tipo de nomadismo e o nomadismo coincidente com o início da criação de gado. Alguns povos, seja por razões de natureza ambiental ou por ao longo dos anos se terem afastado dos agricultores, preferiram um tipo de vida dedicado à criação de ovelhas, cabras, bovinos e outros animais.

A pastorícia implica uma frequente deslocação dos animais criados em função dos recursos naturais existentes ou para possibilitar a renovação da flora. Em consequência da sua constante mobilidade, os nómadas não produziam, em geral, qualquer espécie de cerâmica, que tinham de obter por troca. Na Ásia Central e Setentrional optou e continuou com o seu estilo de vida característico dos nômadas, mudando frequentemente os seus locais de acampamento. Ampliou-se com o avanço e a diversificação da criação de gado e tem sobrevivido até aos nossos dias sem modificações assinaláveis. É o caso das tribos nômadas mongóis, a viverem em regiões onde a vegetação típica das estepes proporciona boas pastagens com condições naturais para a manutenção de grandes rebanhos. Na Índia uma cultura nómada de caçadores destacou-se na domesticação e criação de animais. Grupos de pequenas famílias ou comunidades, atravessavam os rios utilizando jangadas, cobriam o corpo com peles de animais e usavam equipamento de caça como o arco e a flecha com micrólitos na ponta. No Saara uma economia de pastoreio nómada mais desenvolvida pode ter sido também uma consequência da desertificação crescente. Na África Oriental, fenômenos como a dessecação dos lagos, onde eram abundantes os recursos alimentares, alterou a fixação das populações que passaram a um regime de pastoreio nômada que permaneceu até tempos recentes.

Bibliografia Geral Consultada.

BRUMAT, Cristina, “Quali Interconnessioni Tra Sociologia e Geografia?”. In: Studi di Sociologia, 1994, 32 (2), pp. 177-189; BRAGA, Ubiracy de Souza, Das Caravelas aos Ônibus Espaciais: A Trajetória da Informação no Capitalismo. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação. Escola de Comunicações e Artes. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1995;  DEBUS, Allen George, El Hombre y la Naturaleza en el Renacimiento. México: Fondo de Cultura Económica, 1996; GEERTZ, Clifford, Mondo Globale, Mondi Locali. Cultura e Política alla Fine del Ventesimo Secolo. Traduttore A. G. Michler. Bolonha: Editore Il Mulino, 1999; GÓRGIAS, “Tratado do Não-Ente. Elogio de Helena”. Tradução, Introdução e Comentários de Maria Cecília de Miranda Nogueira Coelho. In: Cadernos de Tradução, nº 4. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1999; SANTOS, Milton, A Natureza do Espaço - Técnica e Tempo, Razão e Emoção. 3ª edição. São Paulo: Editor Hucitec, 1999; WALKER, Jeffrey, Rhetoric and Poetics in Antiquity. Nova York: Oxford University Press, 2000; THOMAS, Keith, O Homem e o Mundo Natural: Mudanças de Atitude em Relação às Plantas e aos Animais (1500-1800). São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2010; ELSTER, Jon, An Introduction to Karl Marx. Cambridge: Cambridge University Press, 2012; HARVEY, Adrian, Introducing Geomorphology. A Guide to Landforms and ProcessesEdinburgh: Dunedin Academic Press, 2012; GENNEP, Arnold van, Os Ritos de Passagem: Estudo Sistemático dos Ritos da Porta e da Soleira, da Hospitalidade, da Adoção, Gravidez e Parto, Nascimento, Infância, Puberdade, Iniciação, Coroação, Noivado, Casamento, Funerais, Estações, etc. 4ª edição. Petrópolis (RJ): Editoras Vozes, 2013; BURKE, Peter, O Que é História Cultural? Rio de Janeiro: Editor Zahar, 2014; DELEUZE, Gilles, Diferença e Repetição1ª edição. Rio de Janeiro; São Paulo: Editora Paz e Terra, 2018;  GIRALDIN, Maíra Machado, Resistência à Dessecação e Morfologia de Ovos de Odonata Neotropicais. Dissertação de Mestrado. Instituto de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal. Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 2020; AMARAL PENHA, Diego, Faces do Horror em Freud: Palavras, Gestos e Imagens. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica. Instituto de Psicologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2021; GROIZELEAU, Vincent, “Robots Sous-marins: La Marine Nationale va se Doter d’une Flotte de Micro-rov”. Disponível em: https://www.meretmarine.com/fr/18/07/2025; entre outros.

quarta-feira, 29 de maio de 2024

Introdução à Pedologia, Desertificação & Solos em Ambiente Natural.

                                                                              A fama não é uma planta que cresça em solo mortal”. John Milton

                                                

        John Milton foi um poeta, polemista, intelectual e funcionário público inglês, servindo como Secretário de Línguas Estrangeiras da Comunidade da Inglaterra sob Oliver Cromwell. Escreveu em um momento de fluxo religioso e agitação política, e é reconhecido por seu épico Paraíso Perdido (1667), escrito em verso branco. Nascido em Londres em 1608, frequentou a Christ’s College da Universidade de Cambridge, onde graduou-se em 1629 e obteve um título acadêmico de mestrado em 1632. Leu obras antigas e modernas de teologia, filosofia, história, política, literatura e ciência, e em maio de 1638, viajou per se para França e Itália em uma digressão, onde se encontrou com o astrônomo Galileu Galilei (1564-1642) e visitou a Accademia della Crusca, considerada a mais prestigiosa instituição linguística da Itália. Ao voltar à Inglaterra, escreveu prosas contra o episcopado na Guerra Civil Inglesa, e William Laud, arcebispo de Cantuária. Em março de 1649 foi feito Secretário de Línguas Estrangeiras pelo Conselho de Estado. Publicou textos em defesa dos princípios republicanos, e em 1654 ficou cego e consequentemente pobre. Após a Restauração Inglesa continuou a defender a República e criticar a monarquia. Se escondeu e teve um mandado de prisão, sendo perdoado. Ele morreu em 1674, tendo na vida se casado por três vezes.

        Escrevendo em inglês, latim e italiano, alcançou fama internacional, e seu célebre  Areopagítica, está entre as defesas mais influentes da história da liberdade de expressão e liberdade de imprensa. Foi publicado em 23 de novembro de 1644, no auge da Guerra Civil Inglesa. Leva o título em parte do Areopagitikos, um discurso escrito pelo orador ateniense Isócrates no século 4 a. C. O Areópago é geograficamente uma colina em Atenas, local de tribunais reais e lendários, e nome de um conselho cujo poder Isócrates esperava restaurar. Alguns argumentam que é também uma referência à defesa que São Paulo fez perante o Areópago em Atenas contra as acusações de promulgar deuses estrangeiros e ensinamentos estranhos, conforme registrado em Atos 17:18-34. Como Isócrates, Milton que não era parlamentar, não pretendia que seu trabalho fosse um discurso oral na assembleia. Foi distribuído panfleto, desafiando censura de publicação contra a qual ele argumentou e como radical, Milton apoiou os presbiterianos no Parlamento inglês, e mais tarde trabalharia como funcionário público da nova República. Mas neste trabalho ele argumentou vigorosamente contra a Portaria de 1643 do Parlamento para a Regulamentação da Impressão, também reconhecida como Ordenação de Licença de 1643, na qual o Parlamento propugna censura prévia, pois exigia que “os autores tivessem uma licença aprovada pelo governo antes que seu trabalho pudesse ser publicado”. Sua prosa e poesia refletiam profundas convicções, a paixão pela liberdade e autodeterminação, e as questões urgentes e turbulência política. Vale lembrar que a questão era pessoal para John Milton, pois havia sofrido censura para publicar diversos tratados em defesa do divórcio, uma postura radical que não teve o apoio dos censores.

Em particular, The Doctrine and Discipline of Divorce (1643), que ele publicou anonimamente e sem licença, foi condenado pelo clero puritano como sendo herético e com a intenção de promover a libertinagem sexual, e foi citado em petições ao parlamento como evidência da necessidade de reinstalar um sistema de licenciamento de pré-publicação. Areopagítica está repleta de referências bíblicas e clássicas que Milton usa para fortalecer seu argumento. Isso é particularmente adequado porque o panfleto estava sendo dirigido aos presbiterianos calvinistas que compunham o Parlamento. A biografia de William Hayley (1745-1820), publicada em 1796, o chamou de “o maior autor inglês”, e ele geralmente permanece sendo considerado como “um dos escritores mais proeminentes da língua inglesa”, embora a recepção crítica tenha oscilado nos séculos desde sua morte e muitas vezes por conta de seu republicanismo. Samuel Johnson elogiou Paraíso Perdido como “um poema que, em relação ao design pode reivindicar o primeiro lugar, e no que diz respeito ao desempenho, o segundo, entre as produções da mente humana”, embora ele tenha sido um conservador e destinatário do patrocínio real que interpretou e descreveu a política de Milton como as de um “amargo e ranzinza republicano”. Seu republicanismo, tem sido objeto de partidarismo britânico, representando a consideração hostil de Anthony Wood, em 1691, a biografia “não-conformista”, em 1698, de John Willard Toland (1912-2004) e outros. Seus tratados políticos foram consultados na elaboração da Constituição dos Estados Unidos. Desnecessário dizer que Oliver Cromwell (1599-1658), foi militar e líder político e Lorde Protetor, título nobiliárquico que tem sido utilizado pela lei da Grã-Bretanha, para os chefes de Estado, como um título particular em respeito de eles conduzirem “a Igreja Anglicana e serem responsáveis da proteção”.

                                  

Este foi dado a Oliver Cromwell como chefe dos protestantes que se opunham aos católicos britânicos, na guerra civil e durante a sua governação d “O Protectorado”, e algumas vezes foi utilizado para nomear postos de regência temporária, atuando na ausência do monarca. O monarca britânico detém os poderes do chamado Lorde-protetor, sendo o Lorde-protetor da Inglaterra com a Graça de Deus. Nascido no centro da nobreza rural, os quarenta anos da sua vida são pouco conhecidos. Após passar por uma conversão religiosa durante a década de 1630, Cromwell tornou-se um “puritano independente”, assumindo uma posição, no geral, tolerante, face aos protestantes do seu tempo. Um homem intensamente religioso, autodenominado de “Moisés puritano”, ele acreditava profundamente que Deus era o seu guia nas suas vitórias. Cromwell foi eleito membro do parlamento pelo círculo eleitoral de Huntingdon em 1628, e por Cambridge, no Pequeno Parlamento (1640) e Longo Parlamento entre 1640 e 1649. Participou na Guerra civil inglesa, ao lado dos Parlamentaristas. A Revolução Puritana foi uma guerra civil que teve início na Inglaterra em 1642, quando o exército do rei Carlos I entrou em confronto com o exército do Parlamento inglês, e terminou em 1649 com a derrota do monarca e o fim do absolutismo em território inglês. Chamado de “Old Ironsides”, foi já promovido de uma tropa de cavalaria para um dos comandantes principais do New Model Army, onde desempenhou um papel de destaque na derrota das forças realistas.

Neste aspecto USS Constitution, também reconhecido como Old Ironsides, é uma fragata pesada de três mastros com casco de madeira da Marinha dos Estados Unidos da América. Em primeiro lugar, ele é o navio de guerra comissionado mais antigo do mundo ainda em funcionamento. Ela foi lançada em 1797, uma das seis fragatas originais autorizadas para construção pela Lei Naval de 1794 e a terceira construída. O nome “Constituição” estava entre os dez nomes apresentados ao presidente George Washington pelo secretário da Guerra, Timothy Pickering, em março de 1795, para as fragatas que seriam construídas. Joshua Humphreys projetou as fragatas para serem os navios capitais da jovem Marinha e, portanto, o Constitution e seus navios irmãos eram maiores, mais fortemente armados e construídos do que as fragatas padrão. Ela foi construída no estaleiro Edmund Hartt no North End de Boston, cidade de Massachusetts, em solo norte-americano. Suas primeiras funções foram fornecer proteção à navegação mercante americana durante a chamada Quase Guerra com a França e derrotar os piratas da Barbária na Primeira Guerra da Barbária. Constitution é mais reconhecida por suas ações durante a Guerra de 1812 contra o Reino Unido, quando capturou vários navios mercantes e derrotou cinco navios de guerra britânicos: HMS Guerriere, Java, Pictou, Cyane e Levant. A batalha com Guerriere rendeu-lhe afetivamente o apelido de “Velho Ironsides” e a adoração pública que a salvou do fim trágico de desmantelamento e morte da memória socialmente determinada. Ela continuou a servir como Nau Capitânia nas esquadras do Mediterrâneo e da África e circulou pelo mundo na década de 1840.

Durante a Guerra Civil Americana, serviu como navio de treinamento da Academia Naval dos Estados Unidos. Ela levou obras de arte e exposições industriais americanas para a Exposição de Paris de 1878. O Constitution foi “aposentado” do serviço ativo em 1881 e serviu como navio receptor até ser designado Navio-museu em 1907. Em 1934, ele completou uma viagem de três anos por 90 portos pelo país. Ela navegou por conta própria para comemorar seu 200º aniversário em 1997 e novamente em agosto de 2012 para comemorar o 200º aniversário de sua vitória sobre Guerriere. A missão declarada da Constituição é promover a compreensão do papel social e político da Marinha na Guerra e na paz “por meio de divulgação educacional, demonstração histórica e participação ativa em eventos públicos como parte do Comando de História e Patrimônio Naval”. Por ser um navio da Marinha totalmente comissionado, sua tripulação de 75 oficiais e marinheiros participa de cerimônias, programas educacionais e eventos especiais, mantendo-o aberto a visitantes durante todo o ano e oferecendo passeios gratuitos. Os oficiais e tripulantes são todos funcionários da Marinha em serviço ativo e a missão é considerada serviço especial. Ela em geral fica atracada no Píer 1 do Charlestown Navy Yard, em uma extremidade da Freedom Trail de Boston.

Foi um dos signatários da sentença de morte do rei Carlos I em 1649, e, como membro do Rump Parliament (1649–53), dominou a Comunidade da Inglaterra. Foi escolhido para assumir o comando da campanha inglesa na Irlanda durante 1649–50. As suas forças derrotaram a coligação entre os Confederados e os Realistas, e ocuparam o país - terminando, assim, com as Guerras confederadas irlandesas. Durante este período, foram redigidas uma série de Leis Penais contra os católicos romanos (uma minoria significativa na Inglaterra e na Escócia, mas uma grande maioria na Irlanda), e grande parte das suas terras foram confiscadas. Cromwell também liderou uma campanha contra o exército escocês entre 1650 e 1651, liderando os “Roundheads” contra os “Cavaliers”, saindo vitorioso principalmente pelo fato do seu exército ter um modelo chamado New Model Army que tinha uma hierarquia baseada na meritocracia, ou seja, as altas patentes só eram alcançadas por merecimento. A 20 de abril de 1653, dissolveu o Rump Parliament pela força, instituindo uma assembleia, embora de curta duração, conhecida como Parlamento Barebone, antes de ser convidado pelos seus pares para liderar como “Lorde Protetor” da Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda, a partir de 16 de dezembro de 1653. Como governante, esteve à frente de uma política exterior autoritária muito agressiva e eficaz. Depois da morte infecciosa por malária em 1658, foi sepultado na Abadia de Westminster, mas, após a tomada do poder pelos monarquistas, em 1660, o seu corpo “foi retirado da sepultura, pendurado por correntes e decapitado”.

Um carro de transporte por aplicativo foi “engolido” por uma cratera após o asfalto ceder na Avenida Recife, no bairro de Areias, na Zona Oeste da capital pernambucana. Segundo testemunhas, não havia buracos na via, e sim um vazamento de água há dias. Não houve feridos. O acidente aconteceu por volta das 9h15 na segunda-feira (03/09/2023), e somente depois das 12 horas o veículo foi retirado do buraco. Imagens enviadas para o WhatsApp da TV Globo mostram um dos passageiros sendo retirado por pessoas que passavam pelo local enquanto o veículo estava caído dentro do buraco. O motorista de aplicativo Alberto de Oliveira Silva contou que o piso cedeu assim que estacionou o veículo. – “Eu só parei o carro e o piso cedeu. Vou ter prejuízo. Quero ver quais medidas a prefeitura vai tomar para mim. Dependo do carro para trabalhar todo dia”. unto com ele, estava a dentista Petrúcia Prado, que relatou que o momento em que o carro caiu na cratera foi desesperador. Uma equipe da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) foi ao local para “averiguar o problema e sinalizar a área”; do ponto de vista do poder público a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano foi a avenida para orientar sobre um desvio: “quem vem no sentido Aeroporto segue pelas ruas Capitão Estevão Fernandes e General Francisco Figueira”.

 Recife é um município brasileiro, capital do estado de Pernambuco, localizado na Região Nordeste do país. Com área territorial de aproximadamente 218 km², é formado por uma planície aluvial, tendo as ilhas, penínsulas e manguezais como suas principais características geográficas. Cidade nordestina com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M), o Recife é a quarta capital brasileira na hierarquia da gestão federal, após Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, e possui o quinto aglomerado urbano mais populoso, com 3,7 milhões de habitantes em 2022, superado apenas pelas concentrações urbanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. A capital pernambucana tem, num raio de 300 km, três capitais estaduais sob sua influência direta: João Pessoa (122 km), Maceió (257 km) e Natal (286 km). Recife é a metrópole mais rica do Norte-Nordeste e sétima do Brasil, articulando, em sua região geográfica intermediária, 71 cidades, que somam um PIB de 135 bilhões de reais. O município isoladamente detém o décimo terceiro maior PIB do país e o maior PIB per capita entre as capitais nordestinas. A cidade é a nona mais populosa do país, e sua região metropolitana é a sétima do Brasil em população, além de ser a terceira área metropolitana mais densamente habitada do país, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. A capital pernambucana desempenha um forte papel centralizador em seu estado e região: abriga sedes de órgãos e instituições como a Sudene, a Eletrobras Chesf, o Comando Militar do Nordeste, o Cindacta III, o TRF da 5ª Região, dentre muitas outras, e o maior número de consulados estrangeiros fora do eixo Rio-São Paulo, sediando Consulados-Gerais de países como Estados Unidos, China, Alemanha, França e Reino Unido. O município foi eleito por pesquisa da MasterCard Worldwide de 2013 como uma das 65 cidades com economia mais desenvolvida dos mercados emergentes no mundo: apenas cinco cidades brasileiras entraram na lista, tendo o Recife recebido a quarta posição, após São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, e à frente de Curitiba.

Mais antiga entre as capitais estaduais brasileiras, Recife surgiu como Ribeira de Mar dos Arrecifes dos Navios no ano de 1537, na principal área portuária da Capitania de Pernambuco, a mais rica capitania do Brasil Colônia, conhecida em todo o mundo comercial da época graças à cultura da cana-de-açúcar e ao pau-brasil (ou pau-de-pernambuco). No século XVII, a cidade foi por vinte e quatro anos a sede da colônia de Nova Holanda, que teve como um dos administradores o conde Maurício de Nassau. Após a expulsão dos neerlandeses, feita na Insurreição Pernambucana, o Recife emerge como a cidade mais importante de Pernambuco, tendo uma grande vocação comercial influenciada principalmente pelos comerciantes portugueses, os chamados “mascates”. A atual área metropolitana do Recife foi palco de muitos dos primeiros fatos históricos do Novo Mundo: no Cabo de Santo Agostinho ocorreu o descobrimento do Brasil pelo navegador espanhol Vicente Yáñez Pinzón no dia 26 de janeiro de 1500; na Ilha de Itamaracá estabeleceu-se, em 1516, o primeiro Governador das Partes do Brasil, Pero Capico, que ali construiu o primeiro engenho de açúcar de que se tem notícia na América portuguesa. Dentre as suas muitas alcunhas atribuídas, “Veneza Brasileira” é a mais reconhecida. O romancista argelino Albert Camus esteve no Recife em 1949 e comparou a capital pernambucana a outra cidade italiana ao descrevê-la, em seu livro Diário de Viagem, como a “Florença dos Trópicos”. O Centro Histórico do Recife, com demolições e descaracterizações, é um conjunto com “os sítios históricos de Olinda, Igarassu e dos Guararapes um dos mais valiosos patrimônios barrocos do Brasil”.

Os levantamentos de solos dos Estados do Nordeste apresentam escalas variando de 1:400.000 a 1:1.000.000. Portanto, alerta-se aos usuários que, devido ao nível generalizado dos mapeamentos, é de se esperar obter dos mesmos apenas uma visão global generalizante dos diversos solos existentes no Estado, elemento básico essencial para planejamentos regionais, escolha de áreas prioritárias que justifiquem levantamentos de solos mais detalhados e seleção de áreas para experimentação agrícola. Não se prestam, deste modo, para solucionar problemas de glebas específicas (pequenas propriedades). No estado do Ceará o estudo da Geografia Física destaca-se através de amplo predomínio espacial das superfícies aplainadas da depressão sertaneja, posicionada em cotas modestas, resultante de uma prolongada atuação dos processos erosivos e denudacionais que promoveu o arrasamento do relevo sustentado pelo embasamento ígneo-metamórfico pré-cambriano.  A despeito da existência de registros neotectônicos no estado do Ceará, sua influência parece ser pequena na configuração do atual cenário geomorfológico. O predomínio de vastas superfícies aplainadas denota um longo período de notável estabilidade tectônica, sem grandes variações de nível de base. Estas condições devem ter prevalecido ao longo do Cenozoico, como devem ter vigorado paleoclimas quentes e semiáridos, com poucas variações em relação ao clima. 

Todavia, estas superfícies aplainadas encontram-se pontilhadas de montes rochosos isolados (inselbergs) que se configuram em mediações de relevos residuais elaborados em rochas mais resistentes ao intemperismo e erosão, e que, portanto, resistiram aos processos de aplainamento generalizado, gerando solos rasos e pouco profundos e pedregosos, porém de boa fertilidade natural devido à grande influência presente do material originário, que caracterizam grande parte do cenário geomorfológico do Estado.  Os eventos geológicos, que configuram-se na evolução geomorfológica do estado do Ceará, está fortemente associada ao processo de abertura do Atlântico Equatorial durante o Cretáceo sendo datado do período Aptiano, entre 125 e 110 milhões de anos, num sistema de falhamentos transcorrentes e instalação de bacias sedimentares em pequenos ou grandes rifts abortados (pull-apart basins), tais como as bacias do Araripe, Potiguar, Iguatu e Icó, implantados sobre o Escudo Pré-Cambriano das Faixas de Dobramento Nordestinas. Este embasamento ígneo-metamórfico destas Faixas de Dobramento Nordestinas corresponde a um conjunto de orógenos amalgamados que exibe, ao longo do percurso da Depressão Sertaneja, núcleos metamórficos mais antigos do embasamento, de idade arqueano-paleoproterozoica; e largas faixas remobilizadas que sofreram a orogênese Brasiliana, de idade neoproterozoica. Nestes orógenos brasilianos, verifica-se um conjunto de rochas metamórficas intrudidas por vastos plútons e batólitos graníticos de antigos arcos magmáticos do período neoproterozoico.

Este complexo e diversificado conjunto de litologias do escudo Pré-Cambriano foi denominado de “Província Borborema” e reflete-se na paisagem atual, através do grande número de relevos residuais isolados (maciços montanhosos e inselbergs) originados a partir da resistência diferencial ao intemperismo e à erosão, apresentada por esse vasto conjunto de litologias, além de um complexo arranjo tectono-estrutural, no qual se salientam extensas zonas de cisalhamento que cortam o estado do Ceará. Estudos sobre evolução geomorfológica do Nordeste brasileiro, como os desenvolvidos, propõem, em linhas gerais, um prolongado evento epirogenético que se estende pelo Cretáceo e Cenozoico, destacando-se, neste contexto, o Planalto da Borborema, com consequente geração de dois a quatro níveis de aplainamento escalonados, tendo sido avaliados com base em datações relativas.  Os estudos especializados neste âmbito sugerem a geração de, pelo menos, duas superfícies de aplainamento para o estado do Ceará, isto é, uma superfície de idade paleógena, que corresponderia aos topos das chapadas da Ibiapaba e Araripe, em cotas variáveis entre 750 metros e 900 metros, o que corresponde à superfície sul-americana; e outra superfície de idade neógena, uma superfície interplanáltica que corresponderia ao piso da Depressão Sertaneja, embutidas em cotas inferiores a 500 metros, o que corresponderia à superfície Velhas. A despeito dos sólidos argumentos científicos apresentados pelos especialistas e considerando a tese de que a Depressão Sertaneja (ou parte dela) tenha sido originada no Cretáceo Médio ou Superior, não se pode desconsiderar que, durante todo o período Cenozoico, os processos geológicos de erosão e aplainamento tenham sido constantes e promoveram ou acentuaram uma notável planura da chamada Depressão Sertaneja, sendo apenas interrompida por esparsos inselbergs e portanto, dentre os maciços residuais.

A paisagem física atual denuncia uma incipiente dissecação quaternária das superfícies aplainadas, marcadas pela ligeira incisão fluvial e pela topografia muito suavemente ondulada das vastas áreas pediplanadas, comparativamente bem como o pequeno desenvolvimento pedogenético dos solos, sendo dominantemente rasos a pouco profundos, comprovada pela elevada relação silte/argila e sílica (SiO2) /alumina (Al2O3). Entretanto, o entendimento do funcionamento e dinâmica deste conjunto de “paisagens sertanejas” envolve, forçosamente, a compreensão de sua dinâmica climática e sua importância para caracterizar um conjunto de terrenos, o qual se convencionou denominar de Sertão. O estado do Ceará incluindo sua zona costeira está inserido no denominado “polígono das secas” com regime climático quente e semiárido, com temperaturas sempre elevadas, típico de uma zona subequatorial, onde a maior parte de seu território registra uma precipitação média anual inferior a 700 mm/ano, sendo que essas chuvas estão concentradas em dois ou mais meses do ano. O trimestre chuvoso restringe-se aos meses de fevereiro a abril. Nas áreas mais úmidas do estado (faixa costeira e os “brejos de altitude”) o período úmido se estende de janeiro a julho. Nas áreas mais áridas, dominadas por “caatingas hiperxerófilas”, prevalece o clima tipo BSh de Köeppen, com predomínio de precipitações pluviométricas médias anuais entre 400 e 450 mm/ano. As taxas de evaporação são altas, a insolação é forte e a umidade relativa é baixa. Neste sentido, deve-se levar em consideração que o regime hídrico de semiaridez do Sertão Nordestino está diretamente associado ao fato de que todos os sistemas produtores de chuvas que atingem a região atuam por poucos meses promovendo, portanto, estiagens muito prolongadas que podem variar de sete a dez meses, condição hídrica característica do Bioma da Caatinga.

Destacam-se, no estado do Ceará, dois sistemas produtores de chuvas que atingem, marginalmente, o chamado território semiárido: 1) A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que promove intensa pluviosidade no Amapá e no Norte do Pará e Maranhão, e atinge o sertão do Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte apenas durante o máximo de sua oscilação no hemisfério Sul entre os meses de fevereiro a abril. Os outros meses do ano tendem a ser secos. 2) A Massa Equatorial Atlântica (mEa), portadora dos ventos alíseos úmidos (ventos do quadrante leste), promove intensa precipitação no litoral oriental do Nordeste durante o inverno, porém, poucas chuvas nas áreas a sotavento do Planalto da Borborema. Portanto, o semiárido do Rio Grande do Norte e Ceará tende também a apresentar longas estiagens com curtos períodos chuvosos durante o inverno. A situação sinótica exposta (cf. Brandão, 2014) explica o regime climático de semiaridez que graça sobre a região, porém a característica climática mais penosa para a população sertaneja é a sua irregularidade pluviométrica. Neste caso, existe uma diferença fundamental entre estiagem e o histórico fenômeno da seca. A prolongada estiagem de 7 a 10 meses é um fato climático já esperado pelo sertanejo. Todavia, nos anos em que a ZCIT atua de forma atenuada no hemisfério Sul, não ocorrem chuvas no Ceará durante seu período úmido (fevereiro-abril). Isto implica em mais de ano sem chuvas ou chuvas inexpressivas. Assim, se caracteriza o fenômeno da “seca” que tanto aplica-se a população sertaneja. Os anos atípicos de 2009 e 2010 ilustram, de forma exemplar, esta situação: em 2009, quando o Nordeste Setentrional estava submetido à influência do fenômeno El Niño, a ZCIT oscilou de forma acentuada no hemisfério Sul e promoveu chuvas torrenciais, muito “acima” da normalidade estatisticamente falando de chuvas mensais nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, entre os meses de fevereiro e junho.

Tal evento climático acarretou inundações, perdas de colheita, danos em obras de infraestrutura como construções, pontes, açudes, estradas etc. Em contraposição, no ano de 2010, quando o Nordeste Setentrional estava submetido à influência do fenômeno El Niño, a ZCIT oscilou de forma muito atenuada no hemisfério Sul e verificou-se o fenômeno da “seca” com precipitações muito abaixo das normais de chuvas mensais no período úmido nos mesmos estados referidos. Tal evento acarretou do modo semelhante perdas de colheita com severa quebra da safra agrícola e morte de animais. Do ponto de vista geomorfológico, as chuvas concentradas e torrenciais, como as registradas no período úmido de 2009 que ocorrem em curtos períodos de tempo geram, inclusive, fluxos de enxurradas com alto potencial erosivo foi caracterizado por intensos fluxos laminares de escoamento superficial. Após o período da seca, ainda com a caatinga desfolhada, essas chuvas intensas praticamente não encontram nenhuma barreira ao chegar ao solo. As folhas ou restos vegetais estão destruídos pela insolação e altas temperaturas. Isso se intensifica à medida que os terrenos são degradados historicamente pelo desmatamento climático da caatinga, gerando um cenário de solos intensamente castigados pari passu por erosão laminar e linear acelerada, onde os materiais finos são transportados pela erosão aflorando e mais intensos os aspectos de pedregosidade e rochosidade, numa pré-condição à implantação de processos de desertificação.

Pedologia representa o estudo dos solos no seu ambiente natural. Geografia física ou fisiografia é o estudo das características naturais existentes na superfície terrestre, ou seja, o estudo das condições da natureza ou paisagem natural da Terra. A superfície da Terra é irregular e varia de um lugar para outro em função da inter-relação dinâmica entre os fatores entre si e geográfica em conjunto com outros fatores. A manifestação local deste produto dinâmica é conhecida como paisagem, que é em Geografia um fenômeno de interesse particular, mesmo considera por muitos a ser o objeto de estudo da geografia: Otto Schlüter, Siegfried Passarge, Leo Waibel, Jean Brunes, Carl Sauer, entre outros. Uma das teorias clássicas para explicação da evolução da paisagem como produto da dinâmica da superfície terrestre, é denominada teoria do ciclo geográfico. Este ciclo começa com o soerguimento do relevo, de proporções continentais, através de processos geológicos tais como epirogênese, também de “movimento epirogenético” ou epirogenia, sendo que a epirogênese é um tipo de “movimento tectônico” que consiste no deslocamento vertical da crosta terrestre e acontece em ambos os sentidos: para cima ou para baixo, vulcanismo, representa um fenômeno geológico natural determinado pelas atividades vulcânicas.  

A palavra vulcão deriva do nome do “deus do fogo” na mitologia romana Vulcano. A ciência que estuda os vulcões é chamada de vulcanologia, e o profissional que atua na área vulcanólogo, que deve ter conhecimento em geofísica, a outros ramos da geologia tais como a petrologia e a geoquímica. Vulcão é uma estrutura geológica criada quando o magma, gases e partículas quentes como cinza vulcânica “escapam” para a superfície. Eles ejetam altas quantidades de poeira, gases e aerossóis na atmosfera, interferindo no clima. São frequentemente considerados causadores de poluição natural. Tipicamente, os vulcões apresentam formato cónico e montanhoso. A erupção de um vulcão pode resultar num grave e extraordinário “desastre natural”, por vezes de consequências planetárias. Tal como outros eventos naturais, as erupções embora monitoradas por sistema tecnológico e conhecimento humano, são quase que imprevisíveis e causam danos indiscriminados. Entre outros, tendem a desvalorizar os imóveis em suas vizinhanças, prejudicam o turismo, interrompem o tráfego aéreo e consomem a renda pública e privada em reconstruções. Na Terra, os vulcões tendem formar-se junto das margens das placas tectónicas. Existem exceções quando os vulcões ocorrem em zonas chamadas de hot spots, locais onde o “manto superior” atinge altas temperaturas. Os solos nos arredores de vulcões formados de “lava arrefecida”, tendem a ser bastante férteis para a agricultura.

O processo de vulcanismo (cf. Riggio, 2013) ocorre por meio da alta pressão e temperatura presente no interior da Terra, onde há expulsão do magma (lava), cinzas, gases, poeira, vapor d'água e de outros materiais (piroclastos) para a superfície, orogênese, também chamada de movimento orogenético e orogenia, a orogênese é um tipo de movimento tectônico que acontece nas zonas de convergência entre diferentes placas tectônicas, que consistem nas regiões de maior instabilidade da crosta terrestre etc. A partir disso, os rios e o escoamento superficial começam a criar vales com a forma de V entre as montanhas, a fase chamada “juventude”. Durante esta primeira etapa, o terreno é mais íngreme e mais irregular. Ao longo do tempo histórico, as correntes podem “esculpir” vales mais amplos, considerados “maturidade”. Por fim, tudo se tornaria uma planície (senilidade) nivelada à menor altitude possível e per se chamada de “nível do base”. Esta planície final foi chamada peneplanície por William Morris Davis, que significa “quase plana”. O reconhecimento da tectónica de placas na década de 1950, e da neotectônica em áreas com formação de plataformas, subsidiou novas interpretações da evolução das “paisagens”, como uma fração do espaço, como o princípio do equilíbrio dinâmico das formas de relevo. Neste princípio, a superfície pode ser modelada sem que haja “arrasamento do relevo” e “formação de peneplanícies”.    

Isto se daria em função da compensação isostática, sendo as formas de relevo resultantes da interação entre os tipos de rocha e os climas atuantes. Esses processos permitem o trânsito alívio por diferentes fases. Os fatores de estos (movimentos, ruídos) processos podem ser classificados em quatro grupos: fatores geográficos: a paisagem é afetada tanto pela fatores bióticos e abióticos, que são considerados geográficos só fatores abióticos de origem exógena, tais como relevo, solo, clima e corpos d'água. O clima, com elementos como pressão, temperatura, ventos. Água de superfície com a ação do escoamento, o rio e a ação do mar. O gelo glacial com modelagem, entre outros. Esses são fatores que ajudam a modelo favorecendo processos de erosão. Fatores bióticos: o efeito de fatores bióticos no alívio geral, se opõem ao processo de modelagem, especialmente considerando a vegetação, no entanto, existem poucos animais que não trabalham com o processo erosivo, como cabras. Fatores geológicos: como placas tectônicas, o diastrofismo, a orogenia e vulcanismo são processos construtivos e de origem endógena que se opõem e interromper a modelagem do ciclo geográfico. Fatores humanos: As atividades humanas sobre o relevo são muito variáveis, dependendo da atividade desenvolvida neste contexto e como muitas vezes acontece com os homens é muito difícil generalizar e podem influenciar a favor ou contra a erosão. Embora os vários fatores que influenciam a superfície da Terra estão incluídos na dinâmica do chamado “ciclo geográfico”, fatores geográficos só contribuem para o “ciclo de desenvolvimento” e seu objetivo final, o peneplano. Enquanto o resto dos fatores biológicos, geológicos e sociais puder interromper ou perturbar o ciclo de desenvolvimento normal.

Embora as mudanças climáticas façam parte da história do planeta desde os primórdios, seus efeitos foram acelerados nos últimos anos pela atividade humana. É o que alerta José Antonio Marengo, climatologista peruano, coordenador geral de pesquisa e desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, órgão brasileiro que estuda o tema. O especialista explica que algumas das consequências dessas mudanças já podem ser percebidas; apesar disso, no entanto, ainda é possível implementar medidas que ajudem a reduzir o impacto que as alterações climáticas geram. Mas o que é exatamente a mudança climática? E quais são as causas e consequências desse fenômeno? De acordo com a Organização das Nações Unidas, a mudança climática refere-se a mudanças de longo prazo nas temperaturas e padrões climáticos.  Portanto, diz respeito a todas as alterações que o clima sofreu em diferentes escalas de tempo, diz o climatologista peruano, confirma o climatologista peruano. A ONU explica que estas alterações podem ser naturais (tais como as variações no ciclo solar, por exemplo, mas que “desde o século 19, as atividades humanas têm sido o principal motor da mudança climática”. O que causa a mudança climática? O especialista do Cemaden considera que existem causas naturais e humanas para a mudança climática. Entre as primeiras, ele menciona a distância entre o Sol e a Terra, que é um processo astronômico natural, e as erupções vulcânicas, que liberam aerossóis capazes de bloquear a energia solar. Entre os fatores antropogênicos envolvidos na mudança climática, Marengo lista a queima de combustíveis fósseis por veículos ou indústria; o metano liberado por aterros sanitários, pela agricultura e pela pecuária; e a queima de vegetação ou biomassa como os principais. A Organização das Nações Unidas, por sua vez, deixa claro que a geração de energia a partir de combustíveis fósseis é um motivo de grande preocupação. – “A maior parte da eletricidade ainda é gerada pela queima de carvão ou gás, que produz dióxido de carbono e óxido nitroso, potentes gases de efeito estufa que cobrem o planeta e retêm o calor do Sol”, informa ciosa a entidade. A organização também adverte sobre as emissões da indústria e das fábricas, principalmente da queima de combustíveis fósseis para gerar energia para produzir cimento, componentes eletrônicos ou roupas, por exemplo, todas ações que colaboram com a mudança climática.

Os climas do planeta são determinados de acordo com a localização geográfica do lugar e a intensidade de luz solar que o mesmo recebe em certos períodos do ano. A Terra possui forma geoide, por isso a luz solar que incide na superfície do planeta não atinge com a mesma intensidade todos os pontos do mesmo. A quantidade de luz que atinge a superfície em áreas próximas à Linha do Equador é diferente das recebidas em regiões adjacentes ao Círculo Polar Ártico. Astronomicamente denominam-se “círculos polares” as linhas definidas pelos pontos de interseção entre a superfície da esfera planetária, em questão a terrestre, e uma reta imaginária (abstrata) que passe pelo centro do planeta de forma a posicionar-se sempre perpendicular ao plano eclíptico, provida no mínimo uma rotação completa do planeta, isto é, um dia sideral. Em minutos o dia na Terra dura 1440 minutos, em segundos dura 86 400. O dia sideral (rotação) utiliza as estrelas como referência para a determinação do tempo. Devido ao movimento de translação da Terra ao redor do Sol, a duração do dia sideral não coincide com a do dia solar. Entre uma noite e outra o planeta Terra percorre a orbita em torno do Sol. O dia sideral é consequência do movimento de translação. Se, em um ano corresponde, um dia solar se deve ao movimento de rotação, contido em um dia sideral, 0.274% dele se deverá ao movimento de translação. 

Considerando-se um dia solar de 24 horas, ou 1440 minutos, 3,94 minutos seriam consequência do movimento de translação e 23 horas, 56 minutos e 4 segundos consequência do movimento de rotação. A rotação (dia sideral) tem duração menor que a duração de um dia solar. Uma estrela observada numa linha perpendicular ao eixo de rotação da Terra às 00:00 de uma noite será observada, na mesma linha perpendicular às 23:56:04 na noite seguinte, após uma nova rotação. Durante esta rotação a Terra terá deslocado um pouco na sua órbita ao redor do Sol, esta é a diferença entre o que se explica sobre o dia solar e o dia sideral. O dia sideral médio, considerando as variações elípticas da órbita da Terra, é de 23 horas, 56 minutos e 4 segundos. O dia sideral médio pondera diferenças que ocorrem durante o afélio da Terra, é o ponto da órbita em que um planeta, ou um corpo menor do sistema solar está mais afastado do Sol, onde o dia sideral é maior, a velocidade angular de translação da Terra é menor, e vice-versa, quando um corpo se encontra no periélio, ele tem a maior velocidade de translação de toda a sua órbita.  Quando o corpo em questão estiver orbitando outro objeto celeste que não o Sol, utiliza-se o periastro para identificar esse ponto. Quando a Terra está mais próxima do Sol, e a velocidade angular de translação é maior. Moléculas de água congelada foram descobertas à sombra de uma cratera na Lua. Isto é importante como veremos adiante.

A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA), norte-americana, anunciou o Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha que detectou moléculas de água congelada na Cratera Clavius, uma enorme e antiga cratera existente nas terras altas perto do polo Sul lunar, numa região acidentada e montanhosa, crivada de antigas crateras de impacto, situada no hemisfério Sul da Lua, segundo o astrônomo Cássio Barbosa, do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros, uma instituição de ensino superior católica jesuíta. Foi uma das fundadoras da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 1946. Sally Ride (1951-2012) uma das 8 mil mulheres que se inscreveram para concorrerem num programa da NASA para ser a primeira astronauta do programa espacial norte-americano em 1978. Por simetria tais linhas justapõem-se a dois dos paralelos geográficos do planeta. Ao paralelo assim selecionado no hemisfério Norte dá-se o nome de Círculo Polar Ártico, e ao paralelo assim selecionado no hemisfério Sul dá-se o nome de Círculo Polar Antártico. Nas regiões entre os dois círculos verifica-se sempre um nascer e um ocaso da estrela central (o Sol no caso da Terra) a cada dia. Sobre cada um dos círculos polares, em uma data do ano não se verifica o nascer, e em outra não se verifica o poente da estrela, havendo, um dia sem iluminação e outro sem umbra ao ano. Para regiões entre cada um dos círculos polares e seu respectivo polo, quer dizer, quanto mais junta ao polo, maior o número de dias consecutivos sob aparente iluminação contínua (sem ocaso) e ocorrência de maior o número de dias sob umbra contínua (sem o amanhecer), verificando-se o extremo para tais períodos justamente nos polos.

Historicamente, as estrelas são importantes para as civilizações em todo o mundo, como parte de práticas religiosas, auxílio da navegação e orientação astronômica. Muitos astrônomos antigos pensavam que elas estavam permanentemente fixadas a uma esfera celestial e eram imutáveis. Por convenção, os astrônomos agruparam estrelas em constelações e as usaram para acompanhar os movimentos dos planetas e a posição inferida do Sol. O movimento solar em relação ao fundo de estrelas e ao horizonte foi usado para criar calendários que podiam ser usados para regular as práticas agrícolas. O calendário gregoriano, atualmente usado em quase todo o mundo, é um calendário solar e baseado no ângulo do eixo de rotação da Terra em relação a sua estrela, o Sol. Estrela é um astro (objeto astronômico) de plasma que possui luz própria, esférico e grande, mantido íntegro pela gravidade e pressão de radiação, que ao fim de sua vida pode conter uma proporção de matéria degenerada. Sua formação foi possivelmente iniciada em torno de 180 milhões a 250 milhões de anos após o Big Bang. O Sol é a estrela mais próxima da Terra e sua maior fonte de energia. Outras são visíveis da Terra durante a noite, quando não são ofuscadas pela luz solar ou bloqueadas por fenômenos atmosféricos. As estrelas mais importantes da esfera celeste foram agrupadas em constelações e asterismos, com as mais brilhantes ganhando nomes próprios monográficos. Extensos catálogos estelares foram compostos pelos astrônomos, o que permite designações padronizadas.

A Lua é o único corpo celeste para além da Terra no qual os seres humanos já pisaram. O Programa Luna, da União Soviética comunista (URSS), foi o primeiro a atingir a Lua com sondas não tripuladas em 1959. O Programa Apollo, do governo imperialista dos Estados Unidos da América, permitiu a realização das únicas missões tripuladas até hoje ao satélite, desde a primeira viagem tripulada em 1968 pela Apollo 8, até seis alunagens tripuladas entre 1969 e 1972, a primeira das quais a Apollo 11. Estas missões recolheram mais de 380 kg de rochas lunares que têm sido usadas no estudo sobre a origem, história geológica e estrutura interna da Lua. Após a missão Apollo 17, em 1972, a Lua foi visitada por naves espaciais não tripuladas, pela última sonda do programa soviético Lunokhod. Mas desde 2004, Japão, China, Índia, Estados Unidos da América e a Agence Apatiale Européenne enviaram sondas espaciais ao satélite. Estas naves espaciais têm contribuído para confirmar a descoberta de água gelada em crateras lunares escuras nos polos e vinculada ao regolito lunar. Missões tripuladas para a Lua foram planejadas, através de esforços de governos e financiamento privado. A Lua permanece, conforme acordado no Tratado do Espaço Exterior, livre para todas as nações democráticas que queiram explorar o satélite para fins pacíficos.

Equador é a linha abstrata ao redor do meio de um planeta ou outro corpo celeste. Está a meio caminho entre o Polo Norte e o Polo Sul, a 0 graus de latitude. Um equador divide o planeta em hemisfério norte e hemisfério sul. A Terra é esférica mais larga no seu equador, com uma circunferência de 40. 075 quilômetros. Seu diâmetro equatorial, de cerca de 12. 756 quilômetros, também é mais largo ali, criando o fenômeno chamado de “protuberância equatorial”. O empuxo gravitacional da Terra é ligeiramente mais fraco no equador devido a sua protuberância equatorial. Por sua atração gravitacional ser levemente mais fraca, o equador é ideal para lançamentos de foguetes espaciais, pois os mesmos consomem menos energia ao serem lançados em baixa gravidade. Duas vezes ao ano, nos equinócios da primavera e outono, o sol passa diretamente sobre o equador. Mesmo no resto do ano, as regiões equatoriais geralmente experimentam um clima quente e úmido com pouca variação sazonal. A estação úmida ou chuvosa geralmente dura mais tempo seguindo a variação da climatologia, a maior parte do ano. A longa e quente estação chuvosa cria florestas tropicais. Seu clima úmido faz com que as regiões equatoriais não sejam as mais quentes do mundo, e algumas regiões, como o monte Quilimanjaro na Tanzânia e os Andes na América do Sul, que não são quentes e úmidas. 

Pelo menos durante parte de sua vida, uma estrela brilha devido à fusão nuclear do hidrogênio em seu núcleo, liberando energia que atravessa seu interior e irradia para o espaço sideral. Quase todos os elementos da natureza mais pesados que o hélio foi criado por estrelas, seja pelo nucleossíntese estelar durante as suas vidas ou pelo nucleossíntese de supernova, quando explodem. Os astrônomos podem determinar a massa, idade, composição química e muitas outras propriedades de uma estrela observando o seu espectro, luminosidade e movimento no espaço. Sua massa total é o principal determinante de sua evolução e possível destino. Outras características são delimitadas pela história da sua evolução, inclusive o diâmetro, rotação, movimento e temperatura. O Diagrama de Hertzsprung-Russell de distribuição mostra a relação entre a magnitude absoluta ou luminosidade versus o tipo espectral ou classificação estelar e sua temperatura efetiva, permite determinar sua idade e seu estado evolucionário.

Uma estrela se forma através do colapso de uma nuvem de material, composta principalmente de hidrogênio e traços de elementos dispersos no espaço sideral mais pesados. Uma vez que o núcleo estelar seja suficientemente denso, parte do hidrogênio é gradativamente convertido em hélio pelo processo analisado por Albert Einstein (1879-1955) de fusão nuclear. O restante do interior da estrela transporta a energia a partir do núcleo por uma combinação de processos radiantes e convectivos. A pressão interna impede que ela colapse devido a sua própria gravidade. Quando o combustível do núcleo (hidrogênio) se exaure, as estrelas que possuem pelo menos 40% da massa do Sol se expandem para se tornarem gigantes vermelhas, em alguns casos fundindo elementos mais pesados no núcleo ou em camadas em torno do núcleo. A estrela então evolui para uma forma degenerada, reciclando parte do material para o ambiente interestelar, onde será formada uma nova geração de estrelas com uma maior proporção de elementos pesados. Sistemas binários e multiestelares consistem de duas ou mais estrelas que estão gravitacionalmente ligadas, movendo-se umas em torno das outras em órbitas estáveis. Quando duas delas estão em órbitas relativamente próximas, sua interação gravitacional pode causar um impacto significativo na sua evolução. As estrelas podem ser parte de uma estrutura gravitacional muito maior, como um aglomerado ou uma galáxia.

Isso acontece porque os raios que atingem os pontos próximos ao Paralelo do Equador incidem de forma perpendicular, isto é, de maneira mais intensa. Na medida em que se afasta do mesmo, os raios atingem a superfície de forma mais inclinada e, automaticamente, com menor intensidade. Em suma, o direcionamento dos raios solares influencia na formação de áreas mais quentes ou mais frias de nosso planeta. É bom lembrar que existem outros fatores determinantes na composição dos climas, como o relevo, vegetação, entre outros. Para facilitar a classificação dos climas e a sua localização no globo terrestre, o homem estabeleceu as zonas térmicas, que são cinco: zonas polares (Norte e Sul), zonas temperadas (Norte e Sul) e zona intertropical. Zonas polares: essas se localizam entre os círculos polares (Norte e Sul) e os polos (Norte e Sul). Tais áreas recebem luz solar de forma muito inclinada, por isso apresenta as menores temperaturas do planeta, quase sempre abaixo de 0°C. Zonas temperadas: áreas climáticas localizadas entre o Círculo Polar Ártico e o Trópico de Câncer, indicam a zona temperada Norte. A zona temperada Sul se localiza entre o Trópico de Capricórnio e o Círculo Polar Antártico. A intensidade de luz que atinge essas regiões é superior as das zonas polares e inferior da zona intertropical, que tem como representação a faixa climática a qual se estabelece, em termos abstratos, entre o Trópico de Câncer e o Trópico de Capricórnio, tendo em vista que essa parte do planeta recebe uma intensa quantidade de luz solar e per se apresenta elevadas temperaturas.

Bibliografia Geral Consultada.

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