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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Uma Saída de Mestre – Trabalho & Ação Coletiva Heterogênea.

           A ação humana não é apenas direcionada por metas; ela também é moldada por paixões”. Jon Elster                                        

          O ouro é medida de valor porque seu valor é variável, e é padrão de preços porque é fixado como unidade de peso invariável. Aqui, como em todas as determinações de grandezas nominalmente iguais, solidez e determinidade das relações de medidas são decisivas. A necessidade de se fixar uma quantia de ouro como unidade de medida e partes alíquotas como subdivisões dessa unidade produziu a representação de que uma determinada quantia de ouro, que naturalmente tem um valor variável, se colocasse numa relação de valor fixa com os valores de troca das mercadorias, no que se perdeu de vista que os valores de troca das mercadorias estão transformados em preços, em quantias de ouro antes mesmo que o ouro se desenvolva como padrão dos preços. Assim como o valor do ouro varia, diferentes quantias de ouro apresentam entre si permanente a mesma proporção de valor. O preço de uma mercadoria ou a quantia de ouro, na qual se transforma idealmente, se expressa agora, portanto, nos nomes monetários do padrão-ouro. A forma própria com que essas mercadorias dão os seus valores de troca está transformada em nomes monetários, pelo quais expressam mutuamente o que elas valem. O dinheiro, por sua vez, torna-se moeda de cálculo. O dinheiro, compreendido como moeda de cálculo, pode existir apenas idealmente (teoria), enquanto o dinheiro que circula efetivamente (prática) é cunhado em um outro padrão totalmente diferente.

Em muitas colônias inglesas da América do Norte, a moeda circulante, até boa parte do século XVIII, consistia em moedas portuguesas e espanholas, enquanto, por toda parte, a moeda de cálculo era a mesma da Inglaterra. O mais famoso agiota da literatura viveu em Veneza e se chamava: Shylock, personagem de William Shakespeare, do “Mercador de Veneza”. O assunto empréstimo foi central neste romance, o agiota Shylock se dispõe a emprestar o dinheiro em troca de uma garantia da parte do amigo de Barsanio, o comerciante Antônio. Em qualquer empréstimo o risco de as coisas dar errado é grande, e talvez seja por isso, que as pessoas que emprestam dinheiro precisam economicamente ser compensadas, com um valor pago pelo que emprestou além do montante emprestado que é chamado de juros. Mas porque Shylock se tornou o grande vilão do valor de troca entre pessoas? Naquela época, ele era um dos muitos judeus agiotas que viviam nos guetos de Veneza. Durante a vida de Shakespeare, a agiotagem era uma ocupação comum entre os judeus, devido à crença entre os cristãos nesse período de que a usura era um pecado, e por ser uma das poucas profissões que era permitido aos judeus exercerem na Europa medieval, tendo em vista que as leis mercantilistas proibiam qualquer outro tipo de ocupação. A cidade os tolerava, pois eram os únicos que poderiam fornecer o serviço comercial que os mercadores cristãos eram proibidos de fazer, e poderiam cobrar juros pelos seus empréstimos. Por isso que os maiores banqueiros foram judeus.

Os judeus se sentavam em suas mesas, as suas “tavule” em seus bancos, os “banci”, raiz da palavra italiana para “bancos”, num local reconhecido por Banco Rosso. Pinturas de Giorgio Vasari, Frederico Zuccari e Domenico di Michelino retratam bem a crença de um inferno para os agiotas. No final da história Shylok é proibido de cobrar o meio quilo de carne de Antônio exigido no empréstimo em caso de inadimplência. O tribunal o proíbe de derramar sangue de um veneziano, por ele ser judeu a lei determina ainda a perda de seus bens por planejar a morte de um cristão. Então porque ele confiou o empréstimo, como grande vilão do romance de William Shakespeare – “Mercador de Veneza”? Os bancos desfrutam, portanto, do poder de multiplicação monetária através do crédito sem lastro.  Mas nem sempre foi assim, como demonstra Murray Rothbard. O esquema de reservas fracionárias não passa de uma fraude, segundo o economista.  A produção de mercadorias e a circulação de mercadorias, o comércio, constituem os pressupostos históricos em que aquele surge o mercado mundial e abrem no século XVI a moderna biografia do capital. Se abstrairmos do conteúdo material da circulação de mercadorias, da troca dos diversos valores de uso, e considerarmos apenas as formas econômicas que este processo gera, encontraremos seu último produto o dinheiro.

Este último produto da circulação de mercadorias é a primeira forma fenomênica do capital. O capital contrapõe-se à propriedade fundiária e em primeiro lugar, sob a forma de dinheiro, como fortuna em dinheiro, capital mercantil e capital usurário. E necessário voltarmos à gênese do capital para reconhecermos o dinheiro como a sua primeira forma fenomênica. Murray Rothbard combinou a economia laissez-faire de seu professor Ludwig von Mises com os pontos de vista absolutistas dos direitos do homem e a rejeição do estado que ele tinha absorvido a partir do estudo dos anarquistas individualistas norte-americanos do século XIX, como Lysander Spooner e Benjamin Tucker. Rothbard foi um ardente crítico do influente economista John Maynard Keynes e do pensamento econômico keynesiano. Seu ensaio “Keynes, o homem”, é um ataque as ideias econômicas e ao personagem Keynes. Rothbard foi também um crítico severo do filósofo utilitarista Jeremy Bentham em seu ensaio: “Jeremy Bentham: The Utilitarian as Big Brother”. Rothbard enunciou a ideia segundo a qual “os acadêmicos tenderiam a se especializar no que eles são piores”. Henry George foi grande em tudo, exceto no que diz respeito a terra, sendo assim, ele escreveu sobre terra, 90% do tempo. Milton Friedman foi excelente, exceto em teoria monetária, então foi nisso que ele se concentrou.

Murray Rothbard dedica um capítulo em “Power and Market” para o papel tradicional do economista. Rothbard nota que as funções do economista no livre mercado, diferem muito das do economista em um mercado obstruído. – “O que pode fazer um economista no livre mercado puro?”. No campo da ideologia econômica Rothbard infere. – “Ele pode explicar o funcionamento da economia de mercado (uma tarefa vital, especialmente porque a pessoa ignorante tende a considerar a economia de mercado como mero caos desordenado), mas ele não pode fazer muito mais”. A mesma história desenrola-se diariamente diante dos nossos olhos. Cada novo capital pisa o palco: o mercado de mercadorias e de trabalho ou mercado que se transforma em capital através de processos determinados. O surgimento das operações bancárias foi simultâneo ao surgimento da moeda, na medida em que seu surgimento logo criou a necessidade de instituições que a guardassem e emprestassem. O nome “banco” foi criado pelos banqueiros judeus de Florença na época do Renascimento, designando “a mesa onde eram trocadas as moedas”. Em 1406, foi criado aquele que é considerado o primeiro banco moderno: o Banco di San Giorgio, em Gênova. Em 1983, o Banco da Escócia se tornou o primeiro banco a oferecer serviços eletrônicos, tendência esta que vem se ampliando continuamente desde então no mundo inteiro.  O primeiro caixa eletrônico do mundo ocidental foi fabricado pela empresa britânica De La Rue e foi instalado num bairro no norte da Grande Londres em 27 de junho de 1967 pelo Barclays Bank.

A invenção foi creditada a John Sheperd-Barron, apesar de Luther George Simjian a ter patenteado em Nova Iorque, EUA na década de 1930 e Donald Wetzel e outros da Docutel também o terem feito em 4 de junho de 1973. Os primeiros caixas aceitavam apenas uma “ficha” ou “cupão” de uso único, que era retida pelo caixa. Essas trabalhavam em vários princípios como radiação e magnetismo de baixa coercitividade que era retirado pelo leitor de cartão para tornar fraudes mais difíceis. A ideia de um número de identificação pessoal (PIN) armazenado no cartão em si ao invés de ser digitado quando se queria retirar o dinheiro foi desenvolvido pelo engenheiro britânico James Goodfellow em 1965, que ainda possui patentes internacionais cobrindo esta tecnologia. Os primeiros “caixas eletrônicos falantes”, ou seja, caixas com instruções sonoras para pessoas com deficiência visual, foram instalados no Canadá em 1999. O primeiro caixa eletrônico “falante” nos Estados Unidos foi instalado em São Francisco em outubro do mesmo ano. Em 2005 já há em torno de trinta mil caixas eletrônicos falantes naquele país. A circulação de mercadorias lembra a análise materialista de Marx, é o ponto de partida do capital. Como portador consciente deste movimento, o possuidor de dinheiro torna-se capitalista. A sua pessoa, a sua algibeira, é o ponto de partida e o ponto de chegada do dinheiro.

O conteúdo objetivo daquela circulação - a valorização do valor - é o seu fim subjetivo e apenas na medida em que a crescente apropriação da riqueza abstrata é o único motivo propulsor das suas operações ele funciona como capitalista ou como “capital personificado”, dotado de vontade e consciência. O valor de uso não é, portanto, nunca de tratar como fim imediato do capitalista. E também não o ganho singular, mas apenas o movimento incansável do ganhar. Este impulso absoluto de enriquecimento, esta caça apaixonada ao valor é comum ao capitalista e ao entesourador: mas enquanto que o entesourador é o capitalista louco, o capitalista é o entesourador racional. A incansável multiplicação do valor, a que o entesourador aspira na medida em que tenta salvar o dinheiro da circulação, alcança-a o capitalista esperto quando o entrega de novo à circulação. Com razão afirmava satiricamente nosso jornalista, escritor e pioneiro no humorismo político brasileiro, o conhecido Barão de Itararé, Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly (1895-1971), também reconhecido por Apporelly e pelo falso título de nobreza de Barão de Itararé: - “O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro”. Uma rede interbancária é uma rede de computadores que liga as caixas eletrônicas de diferentes bancos e permite que estes possam interagir economicamente com clientes de outros bancos. 

Embora as redes interbancárias possam fornecer recursos para todos os cartões de dentro da mesma rede, para usar caixas eletrônicos de outros bancos que pertencem à mesma rede, os serviços podem variar. Por exemplo, quando uma pessoa usa seu cartão de débito em um caixa eletrônico que não pertencem ao seu banco, serviços básicos, tais como consulta de saldos e saques, são geralmente disponíveis. No entanto, serviços específicos, tais como recarga de telefones celulares, podem não estar disponíveis para clientes de outros bancos. Além disso, os bancos podem cobrar uma taxa, quando o cliente usa esse serviço, a partir de um caixa eletrônico de um banco diferente. Redes interbancárias são úteis porque as pessoas podem acessar caixas eletrônicos de outros bancos que são membros da rede quando não um há caixa eletrônico do seu próprio banco nas proximidades. Isto é especialmente conveniente para as pessoas que viajam ao exterior, onde, as redes interbancárias internacionais como “Plus” ou “Cirrus”, quando estão disponíveis. Redes interbancárias, através de seus diferentes meios, como processo de trabalho, também permitem o uso dos cartões em diversos estabelecimentos, na função crédito ou débito. Apesar dos caixas eletrônicos serem utilizados principalmente para retirar dinheiro, eles evoluíram para incluir muitas outras funções bancárias.

Uma Saída de Mestre (The Italian Job) tem como representação social um filme de assalto de ação, uma refilmagem norte-americana de 2003 do filme homônimo britânico de 1969, dirigido por F. Gary Gray, um diretor de cinema e produtor de videoclipes estado-unidense, e estrelado por Mark Wahlberg, Charlize Theron, Edward Norton, Jason Statham, Seth Green, Mos Def e Donald Sutherland. O enredo segue uma equipe heterogênea de ladrões que planejam roubar o ouro de um ex-associado que os enganou. Apesar do título compartilhado, o enredo e os personagens deste filme diferem daqueles do filme original; Gray descreveu o filme como “uma homenagem ao original”. Neal Purvis e Robert Wade escreveram um esboço de um remake da comédia criminal britânica The Italian Job, de 1969, que originalmente foi rejeitada pela Paramount. A equipe de roteiristas Donna e Wayne Powers foram posteriormente contratados para escrever um remake. A dupla viu o filme original, que nenhum dos dois tinha visto antes, apenas uma vez “porque [eles] queriam ter uma noção do que era” em relação ao seu tom. Ao longo de dois anos e através de 18 rascunhos, eles desenvolveram um roteiro que foi descrito pelo diretor F. Gary Gray como “inspirado no original”. Gray, Powers e Powers e o produtor executivo James Dyer identificaram as semelhanças mais proeminentes como o trio de Mini Cooper usado pelos ladrões, bem como o roubo titular envolvendo o roubo de barras de ouro. 

Algumas sequências do filme passaram pelo processo de storyboards e previsualizadas por Gray antes do início da produção. Etnograficamente a maior parte do filme foi gravada em locações topográficas específicas em Veneza, Itália, no continente europeu e per se, em Los Angeles, nos Estados Unidos da América, onde canais e ruas, respectivamente, foram temporariamente fechados durante a filmagem principal. Distribuído pela Paramount Pictures, The Italian Job estreou no Festival de Cinema de Tribeca em 11 de maio de 2003, e foi lançado nos Estados Unidos em 30 de maio de 2003. Em seu fim de semana de estreia, o filme arrecadou US$19,457,944, ficando em 3º lugar. A Paramount relançou-o em 29 de agosto e quando o filme foi lançado em novembro de 2003, o filme arrecadou US$106,128.601 nos Estados Unidos e no Canadá e US$69,941,570 no exterior - US$176,070,171 em todo o mundo comercialmente globalizado pela Arte. Foi o filme de maior bilheteria produzido pela Paramount em 2003. Em 2012, foi produzido outro remake em Bollywood na Índia, Players, a indústria cultura de cinema de língua hindi, a maior indústria de cinema indiana, em termos de lucros e popularidade a nível nacional e internacional que empregam igualmente o mesmo enredo da versão de 2003, todavia, enquanto fazem os personagens e incidentes completamente diferentes. A resposta crítica foi geralmente positiva, com publicações destacando as sequências de ação. Uma sequência, The Brazilian Job, está em desenvolvimento desde 2004, mas ainda não foi produzida a partir de 2018. Gray e o diretor de fotografia Wally Pfister trabalharam juntos para desenvolver um estilo visual para o filme avant-première da produção.

           Eles viam comerciais de automóveis e fotografias de revistas, bem como sequências de perseguição analogamente nos filmes The French Connection (1971), Ronin (1998) e The Bourne Identity (2002) como referências visuais. Gray queria que o filme fosse o mais realista possível; consequentemente, os atores fizeram a maioria de suas próprias cenas de ação, e as imagens geradas por computador foram usadas com muita parcimônia. A segunda unidade, sob o comando do diretor Alexander Witt e de fotografia Josh Bleibtreu, fizeram plano de estabelecimento, a sequência de perseguição do canal de Veneza e a sequência de perseguição de Los Angeles durante um período de 40 dias. As filmagens no local colocaram alguns desafios. A sequência do assalto inicial em Veneza, na Itália, foi rigorosamente monitorada pelas autoridades locais, devido às altas velocidades em que os barcos foram levados. As temperaturas frias em Passo Fedaia nos Alpes italianos criaram problemas à produção: “Os canhões engasgariam, e se você pudesse imaginar não ser capaz de caminhar 12 metros com uma garrafa de água sem congelar, essas são as condições em que tivemos que trabalhar”, observou Gray. Pedestres tiveram permissão para usar as calçadas da Hollywood Boulevard entre tomadas. Além disso, cenas ocorridas em estradas e ruas da cidade foram filmadas nos finais de semana.

            Em filosofia e lógica, a contingência enquanto representação da realidade é o modo de ser daquilo que não é necessário nem impossível.  É bem verdade que a liberdade no pensamento tem somente o puro pensamento por sua verdade; e verdade sem a implementação da vida. Por isso, para lembrarmos de Friedrich Hegel, é ainda só o conceito da liberdade, não a própria liberdade viva. Com efeito, para ela a essência é só o pensar em geral, a forma coo tal, que afastando-se da independência das coisas retornou a si mesma. Mas porque a individualidade, como individualidade atuante, deveria representar-se como viva; ou, como individualidade pensante, captar o mundo vivo como um “sistema de pensamento”; teria de encontrar-se no pensamento mesmo, para aquela expansão do agir, um conteúdo do que é bom, e para essa expansão do agir, um conteúdo do que é bom, e para essa expansão do pensamento, um conteúdo do que é verdadeiro. Com isso não haveria, nenhum outro ingrediente, naquilo que é para a consciência, a não ser o conceito que é a essência. O conceito abstrato, separando-se da multiplicidade das coisas, não tem conteúdo nenhum em si mesmo, exceto um conteúdo que lhe é dado. A consciência, quando pensa o conteúdo, o destrói como um ser alheio; mas o conceito é determinado e justamente essa determinidade é o alheio que o conceito possui nele.  

Esta unidade do existente, o que existe, e do que é em si é o essencial da evolução. É um conceito especulativo, esta unidade do diferente, do gérmen e do desenvolvido. Ambas estas coisas são duas e, no entanto, uma. É um conceito da razão. Por isso só todas as outras determinações são inteligíveis, mas o entendimento abstrato não pode conceber isto. O entendimento fica nas diferenças, só pode compreender abstrações, não o concreto, nem o conceito. Resumindo, teremos uma única vida a qual está oculta. Mas depois entra na existência e separadamente, na multiplicidade das determinações, e que com graus distintos, são necessárias. E juntas de novo, constituem um sistema. Essa representação é uma imagem da história da filosofia. O primeiro momento era o em si da realização, e em si do gérmen etc. O segundo é a existência, aquilo que resulta. Assim, o terceiro é a identidade de ambos, mais precisamente agora o fruto da evolução, o resultado de todo este movimento. E a isto Hegel chama “o ser por si”. É o “por si” do homem, do espírito mesmo. Somente o espírito chega a ser verdadeiro por si, idêntico consigo. O que o espírito produz, seu objeto, é ele mesmo. Ele é um desembocar em seu outro. É um desprendimento, um desdobrar-se, e por isso, ao mesmo tempo, um desafogo. No que toca mais precisamente a um dos lados da educação, melhor dizendo, à disciplina, não se há de permitir ao adolescente abandonar-se a seu próprio bel-prazer; ele deve obedecer para aprender a mandar. 

A obediência é o começo de toda a sabedoria; pois, por ela, a vontade que ainda não conhece o verdadeiro, o objetivo, e não faz deles o seu fim, pelo que ainda não é verdadeiramente autônoma e livre, mas, antes, uma vontade despreparada, faz que em si vigore a vontade racional que lhe vem de fora, e que pouco a pouco esta se torne a sua vontade. O capricho deve ser quebrado pela disciplina; por ela deve ser aniquilado esse gérmen do mal. No começo, a passagem de sua vida ideal à sociedade civil pode parecer ao jovem como uma dolorosa passagem à vida de filisteu. Até então preocupado apenas com objetos universais, e trabalhando só para si mesmo, o jovem que se torna homem deve, ao entrar na vida prática, ser ativo para os outros e ocupar-se com singularidades, pois concretamente se se deve agir, tem-se de avançar em direção ao singular. Nessa produção do mundo consiste no trabalho do homem. Podemos, pois, fora de dúvida, de um lado dizer que o homem só produz o que já existe. Por outro, é necessário que um progresso individual seja efetuado. Mas o progredir no mundo só ocorrer nas massas, e só se faz notar em uma grande soma de coisas produzidas. Adam Przeworski entende que todas as teorias que explicam o funcionamento da sociedade sejam elas oriundas concepção revolucionária de Marx, conservantista de Émile Durkheim ou sistêmica de Talcott Parsons, incluindo este que buscou combinar atividade humana e estrutura em uma teoria da ação e não se limitou ao “funcionalismo” strictu sensu, necessitam ser submetidas ao pleno desafio: fornecer os micros-fundamentos para interações sociais e especificamente, basear toda a teoria da sociedade nas ações dos indivíduos concebidas como orientadas para a realização de objetivos racionais. 

Mesmo que a ação racional seja um elemento fundamental, o individualismo metodológico não é em princípio, segundo Jon Elster, redutível ao primeiro. Em tese, e isto é importante, na perspectiva da ação, pode-se imaginar a suposição analítica como referencial de análise da ação individual, mas não necessariamente, a ação racional no sentido weberiano. Elster dá um exemplo na seguinte frase, “os Estados Unidos temem a União Soviética, o primeiro substantivo coletivo é objeto de redução, mas não o segundo, porque aquilo que os norte-americanos individualmente considerados temem pode muito bem ser uma nebulosa entidade coletiva (escrito em 1986)”. A função do individualismo metodológico é a de ajudar a “abrir a caixa preta” e mostrar como funcionam as suas “engrenagens internas”. Isto é, a dedução a partir das macroestruturas não é válida, pois os mecanismos causais da ação social ficam ocultos e o nível de explicação do(s) motivo(s) da ocorrência de determinado(s) evento(s) fica bastante reduzido. Além disso, argumenta que “a racionalidade instrumental, a escolha de meios adequados aos interesses egoístas, é mais um mecanismo que explica as razões da escolha e da ação do homem”. Elster estuda um amplo conjunto de práticas e saberes sociais, em torno de mecanismos que ele divide entre aqueles que explicam as ações individuais e aqueles que explicam a interação social entre os indivíduos; evidentemente, os segundos são mais complexos que os primeiros e os pressupõem. 

Escólio: O desenvolvimento do tema da justiça na concepção de teoria de Aristóteles, discípulo de Platão, tem sede no campo ético, ou seja, no campo de um saber que vem definido em sua teoria como saber prático. É da reunião das opiniões dos sábios, dentro de uma visão de todo o problema que surgiu uma concepção propriamente aristotélica. O mestre do Liceu tratou também a justiça a entendendo como virtude, assemelhada a todas as demais tratadas no curso. A justiça, assim definida como virtude, torna-se o escopo das atenções de um ramo do conhecimento humano que se dedica ao estudo próprio do comportamento humano; à ciência prática, intitulada ética, cumpre investigar e definir o que é o justo e o injusto, o que é ser temperante e o que é ser corajoso, o que é ser jactante, etc. Somente a educação ética (hábito em grego), a criação do hábito do comportamento ético, o que se faz com a prática à conduta diuturna do que é deliberado pela reta razão à esfera das ações humanas, pode construir um comportamento virtuoso, ou seja, um comportamento justo. A justiça, em meio as demais virtudes, que se opõem a dois extremos, caracteriza-se por uma peculiaridade: trata-se de uma virtude à qual não se opõe dois vícios diferentes, mas um único vício, que é a injustiça. Teoria da ação representa um nível abstrato da filosofia que se dedica à análise de processos que causam os movimentos voluntários de um tipo mais ou menos complexo.

Entre os mecanismos da ação social, chama a atenção para dois, e especialmente: a) as emoções e paixões que nos impelem impulsivamente, e, b) as normas sociais, leis que nós obedecemos (e queremos que os outros obedeçam), sem uso de coerção social, e, portanto, formas de conduta compulsória. Entre as interações sociais, chama a atenção ainda, em especial, para as consequências “não intencionais” de um comportamento, desde a sua progênie quer em Max Weber e ipso facto em Charles Wright Mills, enquanto que explicam muito bem os mecanismos de “ação coletiva”, uma forma de interação cooperativa entre todos os indivíduos de um grupo (como partidos políticos), e as instituições, mecanismos de imposição de regras compulsórias, utilizando inventivos positivos ou coerções para regular o comportamento do indivíduo, como por exemplo: Estado, empresas, exército, judiciário, etc. Enfim, ele analisa a mudança social de várias esferas da vida social, da inovação tecnológica às revoluções políticas. É muito claro e conciso, igualmente ilustrando os mecanismos hipotéticos, históricos e literários, demonstrando na teoria que sabe muito bem do que está falando, estabelecendo bases sólidas de interpretação para as ciências sociais, considerando uma gama de dados e status correlatos à idade, barrando interesses e posições particulares. O contexto político ligeiramente amplexo é profundamente contextualizado na trama com um roteiro instigante que retoma oportunas reviravoltas ao longo de seu desenvolvimento. Que prende a atenção do espectador, ainda que o “arco dramático” de maior relevância permaneça mesmo com escopo no romance entre Moïse e Alice. Essa relação social é apresentada de modo convincente. E, muito, pelo “social irradiado” do elenco principal, apaixonado e comprometido, além da intrometida presença de Tim Roth nesse conturbado romance. Ela permanece alheia às verdades sobre Moïse. Seus senadores também se engajam em atividades políticas secretas, a pedido do presidente dos Estados Unidos. 

 

Este nível de análise tem sido regra dos filósofos, principalmente desde a obra de Aristóteles, Ética a Nicômaco, a principal interpretação de Aristóteles sobre Ética. Nela se expõe sua concepção teleológica e eudaimonista de racionalidade prática, sua concepção da virtude como mediania e suas considerações acerca do papel do hábito e da prudência. Em Aristóteles, toda racionalidade prática é teleológica, quer dizer, orientada para um fim, ou um bem, como está no texto. À Ética cabe determinar a “finalidade suprema” (o summum bonum), que preside e justifica todas as demais, e qual a maneira de alcançá-la. Essa finalidade suprema é a felicidade (eudaimonia), que não consiste, comparativamente, nem nos prazeres, nem nas riquezas, nem nas honras, mas numa vida virtuosa. A virtude, por sua vez, se encontra no justo meio de trabalho entre os extremos, da divisão do trabalho intelectual e, será encontrada por aquele “dotado de prudência” (phronesis) e educado pelo hábito no seu exercício. Vale destacar ipso facto que a ideia de virtude, na Grécia Antiga, não é idêntica ao conceito atualmente, muito influenciado tipicamente pela forma moralista pelo cristianismo. Virtude tinha o sentido da “excelência de cada ação”, ou seja, de “fazer bem feito”, na justa medida, cada vez em ato. Os valores sociais da conjuntura em que ele escreveu eram bem diferentes dos leitores atualmente; a palavra bem ou mal, por exemplo, apresenta significados totalmente opostos.

Desta forma, metodologicamente, o que é injusto ocupa na teoria dois polos diversos, ou seja, é ora injustiça por excesso, ora é injustiça por defeito. Desse modo, como o homem sem lei é injusto e o cumpridor da lei é justo, evidentemente todos os atos conforme à lei são atos justos em certo sentido, pois os atos prescritos pela arte do legislador são conforme a lei, e dizemos que cada um dele é justo. Aristóteles desenvolveu uma concepção de justiça muito eficiente sobre a qual vários países do mundo ocidental elaboraram medidas pragmáticas de punições para pessoas que cometerem crimes graves na sociedade, baseadas nos métodos de justiça criados por ele. A palavra equidade, por exemplo, carregada de conteúdo de sentido, tem origem no latim “aequitas” e quer dizer característica de algo ou alguém que “revela senso de justiça, imparcialidade, isenção e neutralidade: duvidou da equidade das eleições”. Correção no modo de agir ou de opinar; lisura; honestidade; igualdade: tratou-a com equidade. Disposição elementar para reconhecer a imparcialidade do direito de cada indivíduo. Assim, Aristóteles em sua obra Ética a Nicômaco, Livro V, aborda a questão da originalmente em torno da equidade enquanto princípio norteador indispensável para a efetivação da justiça.

Para o referido filósofo, o maior pensador da Antiguidade, a singularidade é que “o equitativo é justo, porém não o legalmente justo, e sim uma correção da justiça legal. A razão disto é que toda lei é universal, mas a respeito de certas coisas não é possível fazer uma afirmação universal que seja correta”. Diante de tal raciocínio, é possível constatar que para Aristóteles, a lei não é totalmente plena, no sentido de abranger todas as situações e problemas jurídicos aos quais a sociedade possa estar sujeita, ou seja, existe uma determinada lei, entretanto, podem existir situações que não foram pensadas pelo legislador e consequentemente não estão abrangidas por esta lei, mas que também necessitam de amparo legal. Desse modo, não seria justo que tal situação ou caso fosse ignorado por uma “falha” do legislador, sendo necessário então a aplicação do princípio da equidade para permitir que aquele caso seja conhecido e apreciado quanto ao seu mérito de maneira justa, levando-se em consideração as peculiaridades do caso concreto. Aristóteles menciona ainda que “essa é a natureza do equitativo: uma correção da lei quando ela é deficiente em razão da sua universalidade”, sendo que é justamente essa correção que torna justa a resolução do caso concreto. Desse modo é possível depreender por meio de um raciocínio lógico que toda lei é justa, mas nem tudo que é justo é abarcado pela lei, sendo necessário então a aplicação do princípio da equidade para que aquela situação que não foi abrangida pela lei tenha seu mérito analisado de maneira justa.

E é justamente por ter esse caráter corretivo e, também, complementarmente, que para Aristóteles, o equitativo é uma espécie superior de justiça: por se amoldar as mais diversas situações existentes no mundo fático, afinal, é claro e notório que a sociedade tem uma mutação/mudança social muito mais acelerada do que a legislação posta para a regular, até mesmo porque são as próprias mudanças da sociedade que vão embasar alterações na legislação. Da perspectiva da teoria da ação social, é só de maneira insatisfatória que as atividades do espírito humano podem ser restritas à confrontação cognitivo-instrumental, segundo Habermas (2012) com a natureza exterior; ações sociais orientam-se por valores culturais. Estes últimos, porém, não contam com um referencial de verdade. Assim, coloca-se a seguinte alternativa: ou negamos aos componentes “não cognitivos” da tradição cultural o status assumido pelas entidades do terceiro mundo graças à alojação delas em uma esfera de nexos de validade, e então nivelamos esses mesmos componentes de maneira empirista, como formas enunciativas do espírito subjetivo; ou procuramos equivalentes para o referencial de verdade que está ausente. 

Essa segunda via, como veremos, é escolhida ou mediada pela teoria da ciência de Max Weber. Ele tem o mérito de distinguir do ponto de vista da teoria, diversas esferas culturais de valor, a saber para o que nos interessa, ciência e técnica, direito e moral, bem como arte e crítica. E também as esferas de valor não cognitivas constituem esferas de validade. Noções jurídicas e morais podem ser criticadas e analisadas sob o ponto de vista da correção normativa; obras de arte, sob o ponto de vista da autenticidade (ou beleza). Pode-se trabalhá-las como campo autônomos de problemas. Entende que a tradição cultural no todo como uma provisão de saber, a partir da qual se podem formar “esferas especiais de valor” e “sistemas especiais de validade distintas”. Por isso ele atribuiria ao terceiro mundo tanto os componentes culturais avaliativos e expressivos quanto os cognitivos-instrumentais. Quando se escolhe essa alternativa, é preciso esclarecer o que podem significar “validade” e “saber” em face dos componentes “não cognitivos” da cultura. Este aspecto é muito importante na análise. Estes últimos, diversamente de teorias e enunciados, não podem ser ordenados a entidades do primeiro mundo. Valores culturais não cumprem uma função representativa. Segundo Habermas, desde Aristóteles, o conceito de agir teleológico está no centro da teoria filosófica da ação. O ator realiza um propósito ou ocasiona um estado almejado, à medida que escolhe em dada situação meios auspiciosos, para empregá-los de modo adequado. O conceito central é o da decisão entre diversas alternativas, voltada à realização de um propósito, de máximas e apoiada na interpretação da situação. O modelo teleológico do agir é ampliado a modelo estratégico, quando pelo menos um ator que atua orientado a determinados fins revela-se capaz de integrar ao “cálculo do êxito” a expectativa de decisões.

Esse modelo de ação é frequentemente interpretado de maneira utilitarista; aí se supõe que o ator escolhe e calcula os meios e fins, provavelmente no trabalho, segundo aspectos da maximização do proveito ou das expectativas de proveito. Esse modelo de ação, em economia, sociologia e psicologia social, está subjacente às abordagens vinculadas à decisão ou à teoria lúdica.  O conceito de agir regulado por normas não se refere ao comportamento de um ator, que encontra outros no entorno, mas a membros de um grupo social, que orientam seu agir segundo valores em comum. O ator individual segue uma norma (ou colide com ela), tão logo as condições se apresentem em uma dada situação na qual se possa emprega-las. As normas expressam o comum acordo subsistente em um grupo social. Todos os membros de um grupo social em que vale determinada norma podem esperar uns dos outros que cada um execute ou omita as ações preceituadas de acordo com determinadas situações. O conceito central de cumprimento da norma significa a satisfação de uma expectativa de comportamento generalizada. A expectativa de comportamento não tem o sentido cognitivo da expectativa de um acontecimento prognosticado, mas o sentido normativo de que o partícipe goze do direito à expectativa de um comportamento. Esse modelo normativo de ação subjaz à teoria dos papéis.

O conceito do “agir dramatúrgico” sociologicamente falando, seguindo as pegadas de Jurgen Habermas não se refere primeiramente ao “ator solitário”, muito menos ao membro de um grupo social, mas aos participantes de uma interação social que constituem uns para os outros um público a cujos olhos eles se apresentam. O ator suscita em seu público uma determinada imagem, uma “impressão de si mesmo”, ao desvelar sua subjetividade em maior ou menor medida. Todo aquele que age pode controlar o acesso público à esfera de suas próprias intenções, pensamentos, posicionamentos, desejos, sentimentos, etc., à qual somente ele mesmo tem acesso. No “agir dramatúrgico”, os partícipes usam essa circunstância e monitoram sua interação por meio da regulação do acesso recíproco à subjetividade culturalmente própria. Portanto, filosoficamente o conceito central de “autorrepresentação” não significa a disciplina de um comportamento expressivo espontâneo, mas per se a “estilização da expressão de vivências próprias endereçadas a expetadores”. Esse modelo dramatúrgico de ação serve em primeira linha a descrições da interação fenomenologicamente orientadas; até o momento, porém, ele não foi elaborado a ponto de construir uma abordagem teoricamente generalizante.

            Baseado em 182 comentários dados por Rotten Tomatoes, The Italian Job tem uma classificação média de aprovação de 73%, com uma pontuação média ponderada de 6.43/10. O consenso do site diz: “Apesar de alguns elementos duvidosos da trama, The Italian Job consegue apresentar uma versão moderna e divertida do filme original de 1969, graças a um elenco carismático”. Em comparação, o Metacritic, que atribui uma classificação normalizada a revisões de críticos convencionais, calculou uma pontuação média de 68 de 100 das 37 revisões que coletou, indicando “revisões geralmente favoráveis”. Stephanie Zacharek, escrevendo para Salon.com, gostou da reinvenção da trama e do estilo e execução das sequências de ação, especificamente aquelas que envolvem o trio de Mini Cooper, que ela escreveu foram as estrelas do filme. O crítico do Los Angeles Times, Kevin Thomas, elogiou a sequência de abertura de Veneza e a caracterização de cada um dos ladrões, mas sentiu que a sequência de assaltos de Los Angeles estava “indiscutivelmente esticada um pouco demais”. Roger Ebert deu o filme 3 de 4, escrevendo que o filme foi “duas horas de escapismo sem sentido em um nível profissional relativamente qualificado”. Mick LaSalle, do San Francisco Chronicle, concordou, descrevendo The Italian Job como entretenimento puro, mas inteligente, “plotado e executado com invenção e humor”. O revisor James Berardinelli também deu ao filme 3 estrelas de 4, e disse que Gray descobriu a receita certa para fazer um filme de assalto: “mantenha as coisas em movimento, desenvolva um bom relacionamento entre os protagonistas, lance ocasionalmente surpresa, e top com uma pitada de brio”.

Robert Koehler, da Variety, comparou The Italian Job a The Score (2001), outro filme de assalto que também contou com Edward Norton em um papel semelhante. David Denby, escrevendo para The New Yorker, elogiou o desempenho de Norton, assim como os de Seth Green e Mos Def, e a falta de efeitos digitais nas sequências de ação. Owen Gleiberman da Entertainment Weekly deu ao filme uma nota B, comparando-o positivamente com o remake de 2000 de Gone in 60 Seconds, bem como o remake de 2001 de Ocean`s Eleven. O revisor do New York Daily News, Jack Mathews, deu para The Italian Job 2,5 de 4 estrelas, escrevendo que as sequências de ação e reviravoltas foram uma “grande melhoria” do original, e que a sequência do roubo de Los Angeles foi “inteligente e absurda”. Mike Clark, do USA Today, um jornal diário norte-americano de circulação nacional fundado em 1982 por Allen Neuharth e publicado pela Gannett. É um dos jornais de maior circulação nos Estados Unidos, mas que também questionou a probabilidade da sequência de assaltos de Los Angeles e escreveu que o filme era “um remake preguiçoso e com apenas um nome”, dando-lhe 2 estrelas de 4. Peter Travers, escrevendo para a Rolling Stone, uma revista mensal sediada nos Estados Unidos dedicada à música, política, e cultura popular, deu para o filme The Italian Job 1 estrela de 4, descrevendo-o de forma rotinizada como “um remake de um filme de assalto que já era plano e estereotipado em 1969”. Travers apreciou o alívio cômico nos personagens de Green e Def, e acrescentou que o Norton era “o desempenho mais perversamente magnético” fora do Mini Cooper, mas sentiu que havia uma falta de lógica no filme.

Bibliografia Geral Consultada.

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