“A coisa mais incompreensível sobre o universo é que ele é compreensível”. Albert Einstein
A nanotecnologia tem como representação uma ciência que se dedica ao estudo da manipulação da matéria numa escala atómica e molecular lidando com estruturas entre 1 e 100 nanômetros. Pode ser utilizada em diferentes áreas interdisciplinares tais como, a medicina, eletrônica, ciência da computação, física, química, biologia, engenharia dos materiais e engenharia da computação. O princípio básico da nanotecnologia tem como representção a construção de estruturas e novos materiais a partir dos átomos. É uma área promissora, mas em seus primeiros passos, mostrando, contudo, resultados surpreendentes na produção de semicondutores, Nanocompósitos, Biomateriais, Chips, entre outros. Criada no Japão, a nanotecnologia busca inovar invenções, aprimorando-as e proporcionando uma melhor vida ao Homem. Um dos instrumentos utilizados para exploração de materiais nessa escala tecnológica é o Microscópio eletrônico de varredura e o Microscópio de varredura por Tunelamento, que permite a observação de átomos e moléculas ao nível atômico. O objetivo não é chegar a um controle preciso e individual dos átomos, mas elaborar estruturas estáveis com eles. Existe muito debate nas implicações futuras da nanotecnologia, pois os desafios são semelhantes aos de desenvolvimentos de tecnologias, incluindo questões adversas sobre a toxicidade e impactos ambientais dos nanomateriais, os efeitos na economia global, a especulação socialmente ideológica sobre cenários apocalípticos (“doomsday scenarios”). Essas questões per se levam ao debate indivíduos e governos sobre regulação social da nanotecnologia. Do ponto de vista teórico, histórico e pontual Richard Feynman (1918-1988) foi o precursor do conceito de nanotecnologia, embora não tenha utilizado este termo em sua palestra para a Sociedade Americana de Física, em 29 de dezembro de 1959, onde apresentou pela primeira vez suas ideias acerca do assunto.
Foi um dos pioneiros da eletrodinâmica quântica e ficou reconhecido pelos seus trabalhos no ramo da formulação integral da mecânica quântica. Pelas suas contribuições para o desenvolvimento da eletrodinâmica quântica, Feynman recebeu o Nobel de Física em 1965 junto ao Julian Schwinger (1918-1994) e Shin`ichiro Tomonaga (1906-1979). É irmão mais velho da astrofísica Joan Feynman (1927-2020). Nasceu em Nova Iorque, Estados Unidos da América e cresceu em Far Rockaway, um bairro na parte oriental da península de Rockaway, no bairro de Queens, em Nova York. Desde criança demonstrava facilidade com a interpretação sociológica das ciências e a matemática. Cursou física no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) onde, graças a imagem de John Clarke Slater, Julius Adams Stratton (1901-1904) e Philip McCord Morse (1903-1985), pioneiro na pesquisa operacional, além de outros professores devidamente conceituados. A palavra “Nanotecnologia” foi utilizada pela primeira vez pelo professor Norio Taniguchi (1912-1999) em 1974 para “descrever as tecnologias que permitam a construção de materiais a uma escala de 1 nanômetro”. Para se perceber o que isto significa, considere uma praia de 1 000 km de extensão e um grão de areia de 1 mm, “este grão está para esta praia como um nanômetro está para o metro”. Em alguns casos, elementos da escala periódica da química mudam seu estado, isto é, criando condições e possibilidades, ficando até explosivos em escala nanométrica. A nanotecnologia é a capacidade potencial de criar coisas a partir do menor elemento, usando as técnicas e ferramentas que estão a ser desenvolvidas hoje para colocar cada átomo e cada molécula no lugar desejado. Se conseguirmos este sistema de engenharia molecular, o resultado será uma nova revolução industrial.
Além disso, teria também importantes consequências econômicas, sociais, ambientais e militares. Fulerenos, é um membro representante das estruturas de carbono reconhecido como fulerenos. Os membros da família fulereno são um tema importante da investigação técnica e social que recaem sob a égide especificamente da nanotecnologia. Embora a nanotecnologia seja um desenvolvimento recente na pesquisa científica, o desenvolvimento de seus conceitos centrais vem acontecendo através de um extraordinário longo período histórico. A emergência da nanotecnologia na década de 1980 ocorreu-se devido a convergência de avanços tecnológicos experimentais como a invenção do “microscópio de varredura de tunelamento” em 1981 e na descoberta dos fulerenos em 1985, com o esclarecimento e popularização de um modelo de trabalho para os objetivos da nanotecnologia iniciando com a publicação em 1986 do livro Motores da Criação. O microscópio de varredura de tunelamento, é um instrumento para visualização de superfícies no nível atômico, foi desenvolvido em 1981 por Gerd Binnig e Heinrich Rohrer no IBM Zurich Research Laboratory, pelo qual eles receberam o prêmio Nobel em física em 1986. Fulerenos foram descobertos em 1985 por Harry Kroto (1939), Richard Smalley (1943-2005), e Robert Curl (1933-2022), que juntos receberam o Prêmio Nobel em química em 1996. Assim na década dos anos 1980, o conceito de Nanotecnologia foi popularizado por Eric Drexler por meio do livro Engines of Creation (Motores da Criação). Este livro com algumas especulações próximas da ficção científica baseou-se no trabalho minudente, sério desenvolvido por Drexler enquanto cientista. Drexler foi o primeiro cientista a doutorar-se em nanotecnologia pelo MIT.
O extraordinário sociólogo Norbert Elias (1897-1990) em seu ensaio: A Sociedade dos Indivíduos (1994) distingue os seres humanos como indivíduos e como sociedade, entendendo com isso, que quando uma pessoa diz “sociedade” e a outra escuta, elas se entendem sem dificuldade. Mas será que realmente nos entendemos? A sociedade, como sabemos, somos todos nós; é um grande número de pessoas reunidas. Mas um bom número de pessoas reunidas consequentemtne na Índia e na China forma um tipo de sociedade diferente da encontrada na América do Norte, ou na Grã-Bretanha; a sociedade composta por muitos indivíduos na Europa do século XII era diferente historicamente da sociedade encontrada comparativamente nos séculos XVI ou XX. E, embora todas essas sociedades certamente tenham consistido e consistam em nada além de muitos indivíduos, é claro que a mudança social de uma forma de convívio para outra não foi planejada por nenhum deles. Pelo menos, é impossível constatar que qualquer pessoa dos séculos XII, ou mesmo XVI, tenha trabalhado deliberadamente pelas sociedades, que assumem a forma de Estados nacionais altamente industrializados. Que tipo de formação é esse, que só existe diante de um grande número de pessoas, só continua a funcionar quando pessoas, tomadas isoladamente, querem e fazem certas coisas, mas cuja estrutura e transformações históricas independem das intenções de qualquer pessoa em particular? Quando alguém examina as respostas dadas a essas e outras questões sociológicas similares, vê-se confrontado, em termos gerais, com dois amplos campos opostos de indagação. Parte das pessoas aborda como se estas tivessem sido concebidas, planejadas e criadas, tal como agora se apresentam ao observador retrospectivo, por diversos indivíduos ou organismos governamentais.
Embora com frequência alguns indivíduos dentro desse campo geral possam ter algum nível de consciência de que seu tipo de explicação não é realmente satisfatório, por mais que distorçam suas ideias de modo a fazê-las corresponderem aos fatos, o modelo conceitual a que estão presos continua a ser o da criação racional e deliberada de uma obra – como um prédio ou uma máquina – por pessoas individuais. Quando têm diante de si instituições sociais específicas, como os parlamentos, a polícia, os bancos, os impostos, os livros etc., eles procuram para explicá-las, as pessoas que originalmente tiveram a ideia dessas instituições ou que primeiro a puseram em prática. Quer dizer, ao lidarem com um gênero literário, buscam o escritor que serviu de modelo para os outros. Ao depararem com formações em que esse tipo de explicação é difícil, como a linguagem ou o Estado, por exemplo, ao menos procedem como se essas formações sociais pudessem ser explicadas da mesma forma que as outras, as que seriam deliberadamente produzidas por pessoas isoladas para fins específicos. Podem, por exemplo, acreditar que a existência da linguagem é explicada ao se assinalar sua função coletivamente de meio de comunicação entre as pessoas, ou que a dos Estados se explica ao se argumentar que sua finalidade tenha como representação a manutenção da ordem, como se, no curso da história da humanidade, a linguagem ou a organização das pessoas sob a forma de Estados tivesse sido criada para essa finalidade específica, por indivíduos isolados, como resultado do pensamento racional.
As origens de Brick foram as obsessões de Rian Johnson com os romances de Dashiell Hammett, reconhecido por romances policiais pesados, e Johnson queria fazer uma história de detetive norte-americana direta. Ele descobriu o trabalho de Hammett através de uma entrevista com os irmãos Coen sobre seu filme de gângster de 1990, Miller`s Crossing. Ele leu Red Harvest (1929) e depois passou para The Maltese Falcon (1930) e The Glass Key (1931), este último dos quais foi a principal influência para o filme dos Coen. Johnson cresceu assistindo a filmes de detetive e filmes noir. Ler os romances de Hammett o inspirou a fazer sua própria contribuição. Ele percebeu que isso resultaria em uma mera imitação e ambientou sua peça no ensino médio para manter as coisas frescas. Sobre o processo inicial de escrita, ele comentou: foi “realmente incrível como todos os arquétipos daquele mundo policial deslizaram perfeitamente sobre os tipos do ensino médio”. Ele também queria romper com as tradições visuais que vinham do gênero. Quando começou a fazer Brick, ele achou que era “muito sobre a experiência de ser um adolescente para mim”. Johnson afirmou que o filme não era autobiográfico. Johnson escreveu o rascunho em 1997 após se formar na Escola de Artes Cinematográficas da School of Cinematic Arts anteriormente. Ele passou os sete anos lançando seu roteiro, mas ninguém estava interessado, porque o material era incomum demais para ser feito por um diretor estreante.
Johnson estimou a quantia mínima de dinheiro pela qual poderia fazer o filme e pediu apoio a amigos e familiares. Sua família trabalhava na indústria da construção e contribuiu o suficiente para encorajar outros a contribuírem. Depois que Johnson adquiriu cerca de US$ 450.000 para o orçamento do filme, Brick começou a produção em 2003. Embora o filme tenha sido rodado em 20 dias, Johnson passou bastante tempo refinando o roteiro e três meses ensaiando com o elenco. Ele viu Joseph Gordon-Levitt em Manic (2001), se encontrou com ele e sabia que queria escalar o jovem ator. Ele encorajou o elenco a ler Hammett, mas não a assistir a nenhum filme noir, porque não queria que eles influenciassem suas performances. Em vez disso, ele os fez assistir a comédias de Billy Wilder como The Apartment (1960) e His Girl Friday (1940). Ele estava inicialmente nervoso trabalhando com um elenco e equipe profissionais pela primeira vez, mas assim que começou a filmar, esse sentimento foi embora e ele teve uma boa experiência. Johnson filmou o filme em sua cidade natal, San Clemente, Califórnia, em filme de 35 mm. Grande parte do filme se passa na San Clemente High School, que ele estudou. Ele convocou alunos atuais para trabalhar no filme, filmando nos fins de semana. O diretor de fotografia era Steve Yedlin, um amigo da escola de cinema que estava envolvido no projeto desde que o roteiro foi escrito. Para as cenas da cabine telefônica, Johnson e sua equipe filmaram no subúrbio de San Clemente. A mesma placa para o cruzamento das ruas Sarmentoso e Camino del Rio ainda está de pé. No entanto, a cabine telefônica em si era apenas um acessório.
O túnel de drenagem do filme fica localizado na mesma rua do campo de futebol da San Clemente High School e passa por baixo da rodovia, na saída do Pico. Johnson teve dificuldade em encontrar uma casa em ruínas para a base de operações do Pin. A produção encontrou uma casa adequada, mas teve apenas uma semana até que ela fosse demolida para ser reconstruída em seu terreno. O porão era um cenário que eles construíram, mas a cozinha e a sala de estar do Pin ainda existem na pousada Blarney Castle. Johnson também teve dificuldade em encontrar uma mansão para a cena da festa até que, faltando um dia para encontrar o local, um ex-executivo de telecomunicações e milionário excêntrico permitiu que filmassem em sua casa, que ainda estava em construção. A grande mansão estava lotada do chão ao teto com telefones públicos que datavam da década de 1950. Johnson citou os Spaghetti Westerns de Sergio Leone e Cowboy Bebop (1998) de Shinichiro Watanabe como influências em sua visualização do filme.
Ele usou sapatos como um elemento de design para seus personagens e os viu como um “instantâneo da essência” dos personagens. Ele também afirmou que muitas das dicas visuais do filme foram tiradas do neo-noir Chinatown (1974) com seus espaços planos abertos. A maioria dos chamados efeitos especiais do filme foram produzidos de forma barata e eficiente usando efeitos práticos e na câmera. No início do filme, por exemplo, de Ravin caminha em direção à câmera saindo de um túnel enquanto um saco de lixo flutua rio abaixo e engole a câmera, fazendo a transição para Joseph Gordon-Levitt de volta ao quarto de seu personagem. Para conseguir isso, o efeito desejado foi filmado na ordem inversa. O saco de lixo começou sobre a câmera e foi puxado para longe durante a filmagem, enquanto de Ravin caminhava de costas para o túnel. Essa filmagem foi então cortada em uma cena em que um saco de lixo foi simplesmente puxado sobre a cabeça de Gordon-Levitt. Filmar um carro dirigindo lentamente em marcha ré e, em seguida, reproduzir a filmagem para trás em uma velocidade mais alta dá a ilusão de um carro se aproximando rapidamente enquanto a câmera dispara na frente dele com estilo. Fades inteligentes dão a impressão de mudanças de tempo, enquanto cortes bruscos adicionam tensão a uma cena em que o protagonista acorda após desmaiar. Certas edições também foram introduzidas no filme para cronometrar a filmagem em diálogos diferentes, adicionando certas informações e deixando outras de fora. Essas edições são perceptíveis, eficazmente, pois as bocas dos atores em cena nem sempre se movem em sincronia com seus diálogos. Uma cena em particular, na qual o personagem de Ravin flutuou em direção à câmera, usou uma tela verde, mas foi editada fora do filme antes de sua conclusão a película. O corte original do filme durou mais de duas horas, embora tenha sido editado para 117 minutos para o Festival de Cinema de Sundance.
Outros 7 minutos foram cortados antes do lançamento nos cinemas, incluindo uma cena das costas nuas de Zehetner enquanto ela colocava a blusa de volta depois que ela e o personagem de Gordon-Levitt fizeram sexo. De acordo com uma postagem de Johnson em seus próprios fóruns, ele sentiu que a própria nudez parecia errada no contexto do filme e que preferia deixar o grau de intimidade ambíguo, embora ocasionalmente se pegasse questionando essa decisão. A trilha sonora de Brick foi composta pelo primo de Johnson, Nathan Johnson, com apoio adicional e música do The Cinematic Underground. A trilha sonora remonta ao estilo, sensação e textura geral dos filmes noir. Ela apresenta instrumentos tradicionais como piano, trompete e violino, e também contém instrumentos únicos e inventados como o wine-o-phone, metalofone, pianos de pregos, armários de arquivo e utensílios de cozinha, todos gravados com um microfone em um Apple PowerBook. Como Nathan Johnson estava na Inglaterra durante a maior parte do processo de produção, a trilha sonora foi composta quase inteiramente no Apple iChat, com Rian tocando clipes do filme para Nathan, que então os compunha. Os dois se encontraram na cidade de Nova York para mixar a trilha sonora. O compact disk (CD) da trilha sonora do filme foi lançado mundialmente em 12 de março de 2006 pela Lakeshore Records. Além da trilha sonora de Johnson contém canções de The Velvet Underground, uma banda de rock americana formada em Nova Iorque em 1964, considerada por muitos a primeira banda de rock alternativo. Anton Karas e Kay Armen, bem como a versão big band de Frankie and Johnny interpretada por Bunny Berigan e uma performance completa e não editada de The sun whose rays are all ablaze por Nora Zehetner. Johnson confirmou que vários elementos do filme foram influenciados pelo criador de Twin Peaks, David Lynch.
O lançamento em DVD da Região 1 de Brick ocorreu em 8 de agosto de 2006, como parte da série Focus Features Spotlight. Os recursos especiais incluem: seleção de cenas deletadas e estendidas com introduções de Johnson; cenas de audição com Nora Zehetner e Noah Segan; e comentários em áudio com Rian Johnson, Nora Zehetner, Noah Segan, o produtor Ram Bergman, a designer de produção Jodie Tillen e a figurinista Michele Posch. O Blu-ray de Brick foi lançado em 7 de janeiro de 2020, pela Kino Lorber , que foi supervisionada por Johnson e Yedlin. O lançamento estava previsto para 7 de maio de 2019. Brick estreou nos Estados Unidos em 7 de abril de 2006, em dois cinemas. Estreou para o público do Reino Unido em 12 de maio de 2006, em um número limitado de telas. De acordo com os comentários do DVD, o filme custou US$ 450.000. O filme arrecadou US$ 2,07 milhões na América do Norte e um total de US$ 3,9 milhões em todo o mundo. Brick tem uma taxa de aprovação de 80% no Rotten Tomatoes com base em 143 avaliações e uma pontuação média de 7,10/10. O consenso afirma: “Esta divertida homenagem ao passado noir foi habilmente e convincentemente atualizada para um cenário de Ensino Médio contemporâneo”, e, portanto, classificado em 35º lugar na lista da Entertainment Weekly dos “50 Melhores Filmes de Ensino Médio”. Com base estatisticamente em 34 avaliações críticas, o Metacritic deu-lhe uma pontuação média de 72 de 100, indicando avaliações “geralmente favoráveis”. Roger Ebert, do Chicago Sun-Times, deu ao filme três de quatro estrelas, afirmando: “[Funciona] no sentido em que os clássicos noirs de Hollywood funcionaram: a história nunca é clara enquanto se desenrola, mas fornece uma rica fonte de diálogos, comportamentos e incidentes”. A única falha séria do filme, pensou Ebert, era que os personagens não eram totalmente críveis e, portanto, era difícil se importar com o resultado dos eventos para os personagens. Peter Travers, da Rolling Stone, também deu ao filme uma crítica positiva, explicando: “Uma paródia teria sido fácil. Em vez disso, Johnson mergulha fundo, arriscando o ridículo ao moldar este fascinante com coragem e seriedade”.
Stephen Holden, do The New York Times, comentou: “O Sr. Haas e o Sr. Gordon-Levitt pelo menos conseguem evocar os contornos de seus personagens. Mas a dependência desajeitada do filme em termos de época não só desgasta, como também mantém os personagens, tais como são, a uma distância fria”. Brick está na 489ª posição na lista de 2008 da revista Empire dos 500 maiores filmes de todos os tempos. E, com frequência, ao serem confrontados com fenômenos sociais que obviamente não podem ser explicados por esse modelo, e caso da evolução dos estilos artísticos ou do processo civilizador, seu pensamento estanca, sem fazer perguntas. Opostamente é amiúde tratada com desdém. A Guerra do Golfo Pérsico representou geopoliticamente uma das maiores campanhas militares da história da tecnologia, com uma enorme mobilização de recursos humanos e materiais em um curto espaço de tempo, introduzindo no campo de batalha diversos novos meios bélicos e tecnologias sofisticadas de ponta, para a época. Novos vocábulos foram adicionados ao léxico global, como aviões Stealth (1991) e bombas inteligentes. Este conflito também foi um dos primeiros a ser demonstrado ao vivo das linhas de frente, com transmissão via satélite, catapultando à notoriedade a rede de televisão CNN e o formato de “jornalismo 24 horas”. É uma guerra de cinco semanas de intenso bombardeio aéreo por parte da Coalizão de 17 de janeiro até 24 de fevereiro, seguido por menos de 100 horas de campanha terrestre que resultou na rápida expulsão das forças iraquianas do Kuwait. No final das contas, os aliados da Coalizão conseguiram uma avassaladora vitória, libertando o Kuwait, enquanto infligiam pesadas baixas nos iraquianos, embora suas próprias perdas tenham sido mínimas. Em 28 de fevereiro, a Coalizão internacional declarou que seus objetivos foram completados com a libertação do território kuwaitiano e a retirada das tropas de Saddam, firmando um cessar-fogo e encerrando as hostilidades.
No decorrer da guerra,
os combates se restringiram a apenas o Iraque, Kuwait e a regiões de fronteira
saudita. A Cable News Network foi inaugurada às 5:00 da tarde Hora do
Leste em 1° de junho de 1980. Após uma introdução de Ted Turner, a equipe de
marido e mulher de David Walker e Lois Hart ancorou o primeiro noticiário do
canal. Burt Reinhardt, vice-presidente executivo da CNN em lançamento,
contratou a os 200 primeiros funcionários do canal, incluindo o
primeiro âncora da rede, Bernard Shaw. Desde o seu lançamento, a CNN expandiu
seu alcance para vários fornecedores de televisão a cabo e por satélite, vários
sites e canais especializados de circuito fechado como o CNN Airport. A empresa
possui 42 agências com 11 nacionais, 31 internacionais, mais de 900 estações
locais afiliadas que também recebem conteúdo e recursos por meio do
serviço de notícias em vídeo CNN Newsource, e várias redes regionais e de
idiomas estrangeiros em todo o mundo. O sucesso do canal transformou o fundador
Ted Turner em um legítimo magnata, e preparou o terreno para a eventual
aquisição pelo conglomerado Time Warner do Turner Broadcasting System em 1996.
A primeira Guerra do Golfo Pérsico em 1991 foi um divisor de águas para a CNN que catapultou o canal pelas três grandes redes norte-americanas pela primeira vez em sua história social e de tecnologia, em grande parte devido a uma informação histórica e sem precedentes: a CNN era a única fonte de notícias com a capacidade de se comunicar de dentro do Iraque durante as primeiras horas da campanha de bombardeio da Coalizão, com reportagens ao vivo do hotel al-Rashid em Bagdá pelos repórteres Bernard Shaw, John Holliman e Peter Arnett. O momento em que o bombardeio começou foi anunciado na CNN, a segunda rede de televisão a noticiar o caso atrás, por segundos, da rede TV Globo, por Shaw em 16 de janeiro de 1991, como segue: - Este é Bernie Shaw. Algo está acontecendo lá fora. Peter Arnett, junte-se a mim aqui. Vamos descrever aos nossos espectadores o que estamos vendo. Os céus de Bagdá foram extraordinariamente iluminados. Estamos vendo flashes brilhantes disparando por todo infinito firmamento. Incapaz de transmitir cenas ao vivo de Bagdá, a cobertura das horas iniciais da Guerra do Golfo da CNN tinha a sensação dramática de uma transmissão de rádio - e foi comparada aos lendários e emocionantes relatos de Edward R. Murrow, âncora da CBS, em rádio ao vivo do bombardeio nazista de Londres durante a 2ª guerra mundial (1939-1945). Apesar da falta de imagens ao vivo, a cobertura foi transmitida por estações de televisão e redes em todo o mundo, resultando na CNN sendo assistida por mais de um bilhão de telespectadores em todo o mundo.
A experiência da Guerra do Golfo trouxe à CNN certa legitimidade e transformou nomes familiares de repórteres anteriormente obscuros. Shaw, conhecido por sua reportagem ao vivo de Bagdá durante a Guerra do Golfo, tornou-se o principal âncora da CNN até sua aposentadoria em 2001. A cobertura inicialmente da Primeira Guerra do Golfo e de outras crises do início dos anos 1990, particularmente a infame Batalha de Mogadíscio levou as autoridades do Pentágono a cunhar ideologicamente o termo “efeito CNN” para descrever o impacto social e político percebido da cobertura de notícias em tempo real nos processos de tomada de decisão do governo estadunidense. A CNN foi o primeiro canal de notícias a cabo a divulgar os ataques de 11 de setembro de 2001. A âncora Carol Lin estava no ar para entregar o primeiro relato público do evento. Ela entrou às 8:49 da manhã, horário da costa leste, e disse: - Acabou de acontecer. Você está vendo obviamente uma cena ao vivo muito perturbadora. Esse é o World Trade Center e temos relatos não confirmados nesta manhã de que um avião colidiu com uma das torres do World Trade Center. O CNN Center está apenas começando a trabalhar cinematograficamente nesta história, chamando nossas fontes e tentando descobrir exatamente o que aconteceu, mas claramente algo relativamente devastador está acontecendo nesta manhã no extremo sul da ilha de Manhattan.
Mais uma vez, uma cena de uma das torres do World Trade Center. Sean Murtagh, vice-presidente de finanças e administração da CNN, foi o primeiro funcionário da “rede no ar”. Ele ligou para o CNN Center de seu escritório no escritório da CNN em Nova York e informou que um jato comercial atingiu o Trade Center. Daryn Kagan e Leon Harris estavam no ar pouco depois das 9:00, quando o segundo avião atingiu a Torre Norte do World Trade Center (WWW) e, por meio de uma entrevista com o correspondente da CNN, David Ensor, informou a notícia de que autoridades estadunidenses determinaram “que este é um ato terrorista”. Mais tarde, Aaron Brown e Judy Woodruff “ancoraram” dia e noite enquanto os ataques se desenrolavam, ganhando o prêmio Edward R. Murrow pela rede. Antes da eleição presidencial de 2008 nos Estados Unidos da América, a CNN dedicou grande parte de sua cobertura à política, incluindo a realização de debates de candidatos durante as temporadas primárias democrata e republicana. Em 3 e 5 de junho de 2007, a CNN se uniu ao Saint Anselm College para patrocinar os debates republicanos e democratas de New Hampshire. Mais tarde durante aquele ano, o canal sediou os primeiros debates presidenciais da CNN no YouTube, um formato “não tradicional em que os espectadores eram convidados a enviar previamente perguntas”. Em 2008, a CNN fez uma parceria com o Los Angeles Times para sediar dois debates políticos principais que antecederam a cobertura da chamada Super Terça-Feira. Nos Estados Unidos, “Super Terça” (Super Tuesday) refere-se ao dia que costuma ser em fevereiro ou março, em anos de eleições presidenciais.
É o dia em que um grande número de estados tem eleições primárias, e o dia em que se elege o maior número de delegados; portanto, é um dia em que realizam eleições muito decisivas nas escolhas dos candidatos de um ou dos dois partidos. Em alguns estados fazem-se eleições primárias, votando-se diretamente em algum delegado; em outros realizam-se cáucus. No primeiro caso podem votar eleitores independentes, os quais só podem participar na votação de um partido; no segundo caso, só participam os militantes. Historicamente a denominação de “super terça” é usada pelo menos desde 1984 quando Walter Mondale foi eleito pelos democratas para enfrentar o presidente Ronald Reagan. Em 1988, Michael Dukakis impôs-se ao reverendo Jesse Jackson e ao jovem senador pelo Tennessee Al Gore. Em 1992, depois do fiasco de Dukakis nas presidenciais, surgiu o governador do Arkansas Bill Clinton, que derrotou o antigo senador pelo Massachussets Paul Tsongas. Em 1996 foi o campo republicano que teve que eleger candidato, e foi o senador pelo Kansas Bob Dole, que teve como maior rival o populista Pat Buchanan. Em 2000, com ambos os partidos à procura de candidatos à Casa Branca, George Walker Bush venceu o senador pelo Arizona John McCain, e o vice-presidente Gore não teve problemas, apesar de no início o desfecho ser indeciso, para derrotar o ex-jogador dos New York Knicks, Bill Bradley. Em 2004 o candidato democrata foi John Kerry, que teve que derrotar John Edwards, governador do Vermont Howard Dean e o general reformado Wesley Clark.
Em 2008 John McCain vence Mitt Romney e Mike Huckabee no campo republicano e o campo democrata teve uma acirrada disputa entre Hillary Clinton e Barack Obama. Em 2012 Mitt Romney vence 6 estados, Rick Santorum 3, Newt Gingrich 1 e Ron Paul nenhum. Houve um total de 410 delegados (17,9% do total), com escolha nos estados da Geórgia (76), Idaho (32), Massachusetts (41), North Dakota (28), Ohio (66), Oklahoma (43), Tennessee (58), Vermont (17) e Virgínia (49), bem com os caucus do Alasca entre 6 e 24 de março. Em 2016 Donald Trump vence em 7 estados, Ted Cruz 3, Marco Rubio 1, Ben Carson nenhum e John Kasich nenhum também. O debate da CNN e a cobertura da noite das eleições levaram às suas audiências mais altas do ano, com uma média 1,1 milhão de espectadores consumidores em janeiro de 2008, um aumento de 41% em relação ao ano anterior. O início do ataque, que incluiu um intenso bombardeio de alvos em Bagdá, forças norte-americanas rapidamente entraram no Sul do Iraque, cruzando a fronteira com o Kuwait, e seguiram em direção à capital. Os britânicos usaram a mesma rota de entrada, mas permaneceram no Sul do país, onde assumiriam o controle da cidade portuária de Basra, mais importante do Iraque. Sem a participação de uma coalizão ampla, a invasão contou também com pequenos contingentes da Austrália e da Polônia. Outros países que apoiaram a guerra, como Espanha, Itália e Ucrânia, enviariam tropas depois de iniciada a ocupação.
Menos de um mês depois do início da guerra, os americanos tomaram Bagdá, declarando ter controle da capital em 14 de abril. Outras cidades importantes, como Tikrit, Falluja e Ramadi, na região central, e Kirkut, no Curdistão (Norte), foram tomadas pelas forças de ocupação. Saddam Hussein, no entanto, não foi encontrado. Em 1º de maio de 2003, a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, o presidente George W. Bush fez um discurso em que declarou que, “na batalha do Iraque, os Estados Unidos e nossos aliados prevaleceram”. Atrás dele, uma faixa dizia “Missão Cumprida”. Até então, a guerra já impusera um enorme custo humano ao Iraque. Levantamento do instituto americano Project on Defence Alternatives, divulgado em outubro de 2003, estimou que entre 10.800 e 15.100 iraquianos foram mortos nas semanas da invasão, entre 3.200 e 4.300 eram civis. Com a queda do regime, começou a ocupação. Em 12 de maio, aterrissava em Bagdá o novo “administrador do Iraque”, o norte-americano Paul Bremer. No dia da chegada ao país, a BBC News noticiou: - Vários bairros de Bagdá ainda estão sem eletricidade e água corrente, lixo se acumula nas ruas, e muitos comerciantes têm medo de reabrir seus negócios por causa de saqueadores”. A administração do país era conduzida a partir de uma área, no centro da capital, protegida e isolada do resto da cidade. Era reconhecida como Zona Verde. O Iraque tentou atrair Israel para a guerra ao lançar mísseis Scud contra o seu território, com objetivo tentar causar uma cisão entre as potências ocidentais e seus aliados árabes.
A decisão de Saddam Hussein (1937-2006) de invadir o Kuwait foi essencialmente uma tentativa de lidar com “a contínua vulnerabilidade da sua economia e o seu consequente impacto nas finanças públicas”. Ao fim da Guerra Irã-Iraque, em agosto de 1988, a economia iraquiana estava de fato à beira do colapso e também internamente havia tensões sectárias pelo país. Os maiores credores da dívida da nação eram a Arábia Saudita e o Kuwait. O governo do Iraque tentou fazer com que estes países perdoassem parte do débito, mas eles se recusaram. Além da questão econômica, o conflito entre o Iraque e Kuwait também acontecia por disputas territoriais. O Kuwait era parte da província de Baçorá na época da dominação do Império Otomano, que passou a ser reivindicado como território iraquiano. A família real kuwaitiana havia concluído um acordo de protetorado com o Reino Unido em 1899, deixando assim a responsabilidade aos britânicos de cuidar da política externa do país. A fronteira entre as duas nações foi desenhada então pelos ingleses em 1922. Do ponto de vista geopolítico a criação de um Kuwait independente tirou a única saída para o mar que o Iraque detinha. Os kuwaitianos rejeitaram tentativas dos iraquianos de tentar manter provisões no país. O governo de Saddam Hussein (1979-2003), logo após o conflito bélico com o Irã, começou a acusar o Kuwait de extrapolar as cotas de controle de mercado da OPEP de exportação de petróleo. O cartel na época queria manter o preço da commodity a US$ 18 dólares por barril e disciplina era necessária. Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait estavam produzindo acima do esperado.
O resultado do excesso de produção foi uma redução no preço do barril para apenas US$ 10, o que representava uma perda de US$ 7 bilhões anuais ao Iraque, que era quase o exato valor do pagamento para balancear o déficit em 1989. Os gastos públicos e os planos para reconstruir a infraestrutura interna do país acabaram se saindo debilitados, o que fez com que a economia iraquiana entrasse em forte recessão. A Jordânia e o Iraque tentavam manter a disciplina nos preços, mas com pouco sucesso merceológico. O governo iraquiano acusou os kuwaitianos de fazer “guerra econômica”. O Kuwait também foi acusado de fazer perfurações subterrâneas próximas a fronteira com o Iraque, em amplos territórios sob disputa. A guerra do Iraque também teve grande impacto político no Reino Unido. Parceiro de George W. Bush na invasão e ocupação do Iraque, o premiê Tony Blair foi acusado por muitos de ter mentido sobre as verdadeiras razões para a guerra. Em julho de 2003, uma polêmica reportagem de rádio da BBC sugeria que um Relatório de Inteligência sobre as supostas “armas de destruição em massa” iraquianas havia sido produzido sob influência política-ideológica do governo, que negava a acusação.
Após ser exposto pela imprensa como a fonte da reportagem, o cientista David Kelly, especialista em guerra biológica a serviço do ministério de Defesa britânico, se suicidou. Apesar da queda de popularidade que o episódio e a guerra lhe causaram, em maio de 2005 Tony Blair foi reeleito para um terceiro mandato como primeiro-ministro. A Guerra do Iraque, entretanto, continuaria a assombrar os britânicos. Em julho de 2005, quatro britânicos muçulmanos provocaram quatro explosões suicidas na capital, Londres - três delas em trens do metrô e uma em um ônibus. Além dos quatro suicidas, 52 pessoas foram mortas, e cerca de 800 ficaram feridas. Duas semanas depois, houve uma tentativa frustrada de novos ataques, em que bombas colocadas no metrô não explodiram. Com o país em estado de alerta máximo, o brasileiro Jean Charles de Menezes foi confundido com um suspeito pela polícia londrina e morto a tiros por policiais dentro de um vagão do metrô. A rede Al-Qaeda indicou ter ligação com os ataques, e um dos suicidas gravara um vídeo dizendo que eles eram vingança contra bombardeios de países muçulmanos. Mas o premiê Tony Blair negava que a invasão do Iraque tivesse levado aos atentados.
Em junho de 2007, após
dez anos como primeiro-ministro, Blair renunciou ao cargo, entregue a seu
colega de partido e ministro da Economia, Gordon Brown. Na avaliação, se não
fosse pela perda de popularidade causada pela Guerra do Iraque, Blair poderia
ter ficado ainda mais tempo no poder. Saddam Hussein foi detido pelas forças de
ocupação em dezembro de 2003, num esconderijo subterrâneo próximo a Tikrit, sua
região natal. Ele foi entregue às autoridades locais para ser julgado por
inúmeros crimes que cometeu contra a população iraquiana enquanto estava no
poder, processo iniciado no segundo semestre de 2004. No julgamento político,
cujas sessões eram transmitidas ao vivo pela televisão à população, o
ex-ditador do país questionou o processo. Ao lado de outros integrantes do
regime, disse que seu julgamento era ilegítimo e que os juízes iraquianos
estavam sendo manipulados pelas forças de ocupação. Após ser declarado culpado,
ele foi condenado à morte. Em 30 de dezembro de 2006, Saddam foi executado por
enforcamento, numa cena gravada em vídeo e exibida no mundo todo. Sua morte, no
entanto, assim como sua captura três anos antes, não resultou em avanços na
situação de segurança. No início de 2007, o conflito sectário bélico no Iraque vivia
seus piores momentos da guerra de guerrilha, com uma série de atentados a bomba - muitos suicidas,
vários usando carros-bomba -, geralmente matando dezenas de civis,
especialmente em Bagdá. Mercados da comunidade xiita foram alvos de ataques,
organizados pelo grupo Al-Qaeda no Iraque.
Milícias xiitas, por
sua vez, realizavam sequestros e assassinatos de membros da população sunita.
Em Washington, Robert Gates assumiu o lugar de Rumsfeld como secretário de
Defesa. O resultado das eleições de novembro de 2006 significava que os
norte-americanos pediam o fim da guerra, mas o governo concluiu que precisava,
primeiro, reduzir os níveis de violência. Como? O caminho escolhido pelo
governo Bush foi o envio de 30 mil soldados adicionais, a maioria para Bagdá e
região, o que ganhou o nome de “surge”, mas em português, “escalada”. Com o
reforço, o tamanho do efetivo norte-americano voltou aos níveis da invasão de
2003, cerca de 150 mil soldados - e 2007 foi “um dos mais sangrentos períodos
da guerra”. Segundo o Brookings Institute, foi o ano com o maior número de
soldados americanos mortos durante a ocupação: 904. O de britânicos mortos
atingiu 47, próximo dos 53 de 2003. O número de civis iraquianos que perderam a
vida, 26.112, só ficou abaixo dos 29.526 de 2006. Até o número de jornalistas
mortos no Iraque foi o mais alto em 2007, um total de 32 vítimas, igualando o
recorde do ano anterior. Em 2008 a violência começou a diminuir
significativamente, com menos da metade de soldados americanos e civis
iraquianos mortos. Também em 2008, nos Estados Unidos da América, os eleitores
foram às urnas, dessa vez para escolher o sucessor de George W. Bush.
Desgastado pelos anos de guerra no Iraque, o Partido Republicano foi tirado do
poder. O senador Barack Obama, oportunista, tornou-se o primeiro negro em Washington a ocupar
a presidência na Casa Branca. Aparentemente crítico da Guerra prometera que colocaria fim no
conflito. A primeira medida foi a manutenção de Robert Gates no cargo.
Com a continuidade da mesma equipe no Departamento de Defesa, os Estados Unidos, juntamente com o governo iraquiano, conseguiram deixar o país menos instável. As mortes, tanto de civis como de combatentes, caíram significativamente, especialmente a partir de 2009. Em abril daquele ano, os últimos soldados britânicos saíram do Iraque. Em 2010, os Estados Unidos encerraram sua participação em operações de combate, deixando apenas cerca de 50 mil soldados no país. No dia 18 de dezembro de 2011, veio o esperado momento. Quase nove anos depois da invasão liderada pelos Estados Unidos da América, a agência Reuters noticiava: - “Últimas tropas dos EUA deixam o Iraque, terminando a guerra”. Apenas cerca de 150 soldados americanos ficaram no país, em funções de treinamento das forças locais. Com um saldo de 120 mil civis iraquianos, 4.431 americanos, 179 britânicos mortos e um país parcialmente destruído, chegava ao fim o conflito cujo maior motivo não existia - e que a Reuters chamou de “a guerra mais impopular desde o Vietnã”. O total de vidas perdidas foi estimado em pelo menos 200 mil, e o custo para os cofres norte-americanos em pelo menos US$ 800 bilhões. Para o Iraque, o processo de pacificação - tanto de suas cidades como da política - seria lento e de resultado incerto. As lideranças xiitas haviam consolidado seu poder, mas parte dessa autoridade precisava ser compartilhada com curdos e sunitas, segundo a Constituição - convivência rara tranquila. Militantes sunitas islamistas continuavam em operação e, voltariam a ameaçar o país sob a bandeira do Estado Islâmico, mas o Iraque culturalmente continuaria per se em guerra.
Brick tem como representação social um filme de suspense e mistério norte-americano de 2005, escrito, editado e dirigido por Rian Johnson em sua estreia na direção, estrelado por Joseph Gordon-Levitt. Brick foi distribuído pela Focus Features em Nova York e Los Angeles em 7 de abril de 2006. A narrativa do filme centra-se em uma história policial hardboiled ambientada em um subúrbio da Califórnia. A maioria dos personagens principais são estudantes do Ensino Médio. O filme se baseia extraordinariamente em enredo, caracterização social e diálogo de clássicos hardboiled, especialmente aqueles de Dashiell Hammett (1894-1961), considerado o pai do romance policial americano, um dos precursores da literatura noir. O título se refere a um bloco de heroína, comprimido ao tamanho e formato de um tijolo comum. O filme ganhou o Prêmio Especial do Júri de Originalidade de Visão no Festival de Cinema de Sundance de 2005, e recebeu críticas positivas da cinematografia. Ele passou a ser considerado um clássico cult. Os clássicos do literário hardboiled incluem obras como O Falcão Maltês de Dashiell Hammett, A Grande Soneca e Adeus, Minha Amada de Raymond Chandler, e O Carteiro Sempre Toca Duas Vezes de James M. Cain.
O gênero originou-se nos anos 1920, popularizando-se na década de 1930 e 1950, apresentando detetives mais falhos e emocionalmente envolvidos em tramas sombrias e urbanas, com uma interpretação mais realista e cínica. Dashiell Hammett nasceu no Condado de Saint Mary`s, Maryland, em 27 de maio de 1894. Frequentou a escola de Baltimore para onde a família se tinha mudado, mas aos 14 anos teve de começar a trabalhar para ajudar a sustentar a família. Cresceu na Filadélfia e Baltimore. Abandonou a escola com quatorze anos e passou a trabalhar como mensageiro, entregador de jornal, escriturário, apontador de mão-de-obra e estivador, entre outros empregos. Aos 20 anos, foi trabalhar na Agência Pinkerton de detetives. Em 1918, alistou-se tout court no Corpo de Ambulâncias do Exército. Depois da guerra, com tuberculose, vagou de sanatório em sanatório e voltou à agência Pinkerton, demitindo-se em seguida para se dedicar à literatura. Bebia muito. Suas histórias começaram a ser publicadas em revistas baratas e populares como Black Mask e Smart Set. Imediatamente suas histórias sociais chamaram a atenção do público e da crítica, e ele foi reconhecido como “um grande escritor, responsável por uma renovação historiográfica no gênero policial”. Autor de livros de sucesso, como: Seara Vermelha (1929), O falcão maltês (1930) – sucesso também no cinema, dirigido por John Huston –, A chave de vidro (1930); Mulher no escuro (1933) e Continental OP (1945), e de uma infinidade de contos, trabalhou regularmente para o cinema em Hollywood. Na década de 1930, conheceu a escritora Lillian Hellman (1905-1984), a quem esteve ligado até a morte.
Durante a II Guerra (1939-1945),
serviu novamente como sargento do exército. Homem de esquerda simpatizante do Communist
Party USA, foi vítima da “caça às bruxas” promovida pelo senador fascista Joseph
McCarthy (1908-1957) no início da década de 1950. Recusando-se a colaborar com
a comissão que investigava atividades supostamente “subversivas na indústria
cinematográfica”, foi preso e incluído na lista negra, na falta de melhor
expressão, que impedia os artistas de trabalharem na indústria cinematográfica.
Amargurado e doente morreu a 10 de janeiro de 1961, em Nova York. Samuel
Dashiell Hammett começou a escrever no fim da década de 1920. Macarthismo é um
termo ideológico que se refere à prática de acusar alguém de subversão ou de
traição. O termo tem suas origens no período da História dos Estados Unidos reconhecido
como “segunda ameaça vermelha”, que durou de 1950 a 1957 e foi caracterizado
por uma acentuada repressão política aos comunistas, assim como por uma campanha
de medo à influência deles nas instituições estadunidenses e à espionagem
por agentes da União Soviética. Foi utilizado para descrever a patrulha anticomunista
promovida pelo Senador republicano Joseph McCarthy, do Wisconsin, um estado no
centro-oeste dos Estados Unidos América com costas banhadas por 2 dos Grandes Lagos e um interior
de florestas e fazendas.
Milwaukee, a maior
cidade, é reconhecida pelo Milwaukee Public Museum, com vários vilarejos
internacionais recriados, e pelo Harley-Davidson Museum, que exibe motocicletas
clássicas. O termo logo adquiriu um significado per se mais extenso,
sendo utilizado hoje para descrever o excesso de iniciativas similares. Também
é utilizado para descrever acusações imprudentes e logicamente pouco
fundamentadas, assim como ataques demagógicos ao caráter ou ao senso de
patriotismo de adversários políticos. Durante o macarthismo, milhares de
norte-americanos foram acusados de serem comunistas ou simpatizantes e
tornaram-se objetos de agressivas investigações policiais e de inquéritos
abertos pelo governo ou por indústrias privadas. O principal alvo das suspeitas
foram funcionários públicos, trabalhadores da indústria do entretenimento,
educadores e sindicalistas. As suspeitas eram frequentemente dadas como certas
mesmas se fossem baseadas em evidências inconclusivas e questionáveis e se o
nível de ameaça representado pela real ou suposta afiliação do indivíduo a
ideias ou associações de esquerda fosse exagerado. A maioria das
punições foram baseadas em julgamentos que mais tarde foram anulados, leis que
foram declaradas inconstitucionais, demissões por justa causa que foram
declaradas ilegais ou contestáveis e procedimentos extrajudiciais que entrariam
em descrédito geral na dinâmica histórica do próprio futuro.
Os exemplos mais notáveis do macarthismo incluem a produção dos discursos, as investigações e os inquéritos do próprio Senador McCarthy; a Lista Negra de Hollywood, com as investigações conduzidas pelo Comitê de Atividades Antiamericanas (HUAC); e as diversas atividades anticomunistas do FBI sob a direção de J. Edgar Hoover. O macarthismo foi um amplo fenômeno sociocultural que afetou a sociedade dos Estados Unidos da América em todos os níveis e gerou uma grande quantidade de debate e conflito interno naquele país. Muitos filmes foram produzidos sobre este período, retratando McCarthy e seguidores como figuras desprezíveis e a história como uma crise que foi superada. Dentre estes destaca-se Boa Noite e Boa Sorte dirigido por George Clooney e estrelado por David Strathairn, no papel do jornalista Edward R. Murrow. O filme narra os embates entre o jornalista e o Senador McCarthy, durante os anos 1950, que contribuíram na decadência do senador. Um herói de ação imagética ou heroína de ação tem como representação social o protagonista de um filme de ação ou outra forma de entretenimento que retrata pontualmente a ação, aventura e, muitas vezes, violência simbólica. Outras mídias em que tais heróis aparecem incluem tradicionalmente filmes consagrados de capa & espada, de faroeste, rádio antigo, romances de aventura, romances baratos, revistas populares e folclore. A origem do herói de ação está no imperialismo com histórias escritas principalmente para meninos, para se imaginarem como homens em viagens e vivenciando uma ação emocionante.
A palavra imperialismo surge a partir da palavra imperium em latim, e significa poder supremo. Seu significado atual surge no Reino Unido na década de 1870 e foi usado com uma conotação negativa. Na Grã-Bretanha, a palavra tinha sido usada para se referir à política de Napoleão III (1808-1873) de obtenção de opinião pública favorável na França, comparativamente, através de intervenções militares fora do país. Shawn Shimpach escreveu: “Os jovens homens brancos que eram (ou se tornaram) os sujeitos engrandecidos dessas histórias motivaram as narrativas por meio de sua propensão à ação e resolveram conflitos por meio da violência informada por coragem, inteligência e habilidade inata, garantindo, em cada história, o futuro do mundo pelo qual eles eram responsáveis e no processo de confirmação de sua identidade masculina”. No início do século XX, essa narrativa foi comercializada e as histórias foram “prontamente adaptadas” para o cinema. Um dos primeiros atores dos heróis de ação foi Douglas Fairbanks. No Chicago Tribune, Donald Liebenson escreveu: “Douglas Fairbanks foi o primeiro grande herói de ação de Hollywood, mais reconhecido pelas fantasias épicas que o estabeleceram como o espadachim mais arrojado da tela”. Um dos personagens do heroísmo de ação definidores interpretado por Fairbanks foi Zorro, que Michael Sragow chamou de “a figura de ação mais influente da história do cinema e o guerreiro do cinema mais feliz de todos os tempos”.
Fairbanks foi seguido por Errol Flynn (1909-1959), o qual alcançou a fama e espetacularidade como Robin Hood no filme de 1938, As Aventuras de Robin Hood. Em meados do século XX, “o gênero de ação era previsivelmente povoado por heróis galantes e atraentes vivendo aventuras emocionantes e exóticas, sem impedimentos (se claramente alinhados a) fronteiras nacionais, culturais ou estaduais”. Quando a televisão se tornou comum, programas que apresentavam “heróis de ação” incluíam Adventures of Superman (1952–1958), The Avengers (1961–1969), The Saint (1962–1969), The Man from UNCLE (1964–1968), Batman (1966–1969) e Mission Impossível (1966–1973). Shawn Shimpach disse que “ofereceram homens brancos extraordinários (embora nem sempre completamente sérios) que resolveriam conflitos por meio de ação direta e violência, enquanto exibiam seu domínio sem esforço dos espaços urbanos, novas tecnologias, moda e seus próprios corpos”. O sucesso dos Commandos britânicos durante a Segunda Guerra Mundial levou o presidente Franklin D. Roosevelt (1882-1945), a autorizar a criação de um serviço de inteligência modelado após o Secret Intelligence Service (MI6), e Special Operations Executive. O que levou à criação do Escritório de Serviços Estratégicos (OSS), estabelecido por uma ordem militar emitida pelo presidente Roosevelt em 13 de junho de 1942. Em 20 de setembro de 1945, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, Harry S. Truman assinou uma ordem executiva dissolvendo o OSS e, em outubro de 1945, suas funções foram divididas entre os Departamentos de Estado e de Guerra. A divisão durou apenas alguns meses. Os fármacos de liberação controlada ou nanofármacos são macromoléculas nanométricas, capazes de armazenar em seu interior princípios ativos ou outras moléculas capazes de desenvolver uma resposta farmacológica, que funcionam como vetores capazes de efetuar o transporte pelo organismo e controlar a taxa de liberação e até mesmo fazer com que o fármaco seja liberado no ambiente fisiológico adequado, para que a liberação do composto específico possa ocorrer de maneira correta.
Estas macromoléculas também podem ter sua parte exterior preparada para que sua dissolução, fator que permitirá a liberação do fármaco, ocorra apenas em tecidos-alvo específicos, minimizando os efeitos colaterais da droga utilizada. Por fim, as dimensões nanométricas das moléculas-gaiola podem levar inclusive à preparação de medicamentos capazes de vencer a barreira hematoencefálica, levando ao desenvolvimento de uma nova geração de fármacos específicos para o tratamento de patologias que causam danos cerebrais, seja causando alterações bioquímicas ou teciduais. Devido a isto este tipo de tecnologia possui um potencial enorme para a liberação de fármacos neoplásicos, pois a mesma é capaz de gerar a liberação de fármacos apenas em tecidos específicos diminuindo o dano sofrido pelos tecidos saudáveis do corpo. Um dos tipos de nanotecnologia utilizada na indústria farmacêutica são as nanopartículas poliméricas, que é um termo que quando aplicado à liberação de fármacos se refere a dois tipos de estruturas diferentes: as nanoesferas e as nanocápsulas. As nanocápsulas, por serem constituídas por um invólucro polimérico disposto ao redor de um núcleo oleoso, permitem que o fármaco esteja dissolvido neste núcleo e/ou adsorvido à parede polimérica. No entanto, as nanoesferas, por não apresentarem óleo em sua composição, são formadas por uma matriz polimérica em que o fármaco pode ficar retido ou adsorvido. Nanopartículas podem ser obtidas através de diversos métodos, que podem ser classificados em: polimerização interfacial de monômeros dispersos ou dispersos de polímeros pré-formados, no entanto, as nanocápsulas podem ser obtidas através do método da emulsificação de fusão, que foi destacada por Schaffazick como sendo uma das áreas mais promissoras na utilização das nanopartículas, pois a vetorização de fármacos anticancerígenos e de antibióticos, principalmente através de administração parenteral, permite uma distribuição mais seletiva dos mesmos e, assim, é capaz de gerar um aumento do índice terapêutico.
Bibliografia Geral Consultada.
ELIAS, Norbert, A Sociedade dos Indivíduos. 1ª edição. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 1994; FACION, José Raimundo, Transtornos do Desenvolvimento e do Comportamento. 3ª edição. Rev. Atual. Curitiba: Instituto Brasileiro de Pós-Graduação e Extensão, 2007; CAMPOS, Haroldo de, Deus e o Diabo no Fausto de Goethe. São Paulo: Editora Perspectiva, 2008; BERMAN, Marshall, Tutto ciò che è solido svanisce nell'aria. L`esperienza della modernità. Traduttore V. Lalli. Bologna: Editore Il Mulino, 2012; ABREU, Cleto Junior Pinto de, A Sociologia da Modernidade Líquida de Zygmunt Bauman: Ciência Pós-Moderna e Divulgação Científica. Dissertação de Mestrado em Sociologia. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2012; FOUCAULT, Michel, Vigiar e Punir: Nascimento da Prisão. 42ª edição. Petrópolis (RJ): Editoras Vozes, 2014; CARVALHO, Leno Veras de, Cápsulas do Tempo - Memória e Amnésia: Iconologia Imagética em Espaço Mnemotécnico. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Comunicação. Faculdade de Comunicação. Brasília: Universidade de Brasília, 2014; NASCIMENTO, Marcio Lima do, Do Mal-estar em Freud ao Mal-estar em Bauman. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Filosofia. João Pessoa: Universidade Federal da Paraíba, 2014; VIEIRA, Patrícia Elias, O Consumidor no Ciberespaço Transnacional: O Devir da “Sociedade Líquido-Moderna” e do Estado Contemporâneo na Construção da Ciberdemocracia. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Ciência Jurídica. Itajaí: Universidade do Vale do Itajaí, 2016; EATON, Sarah Elaine, “Ethical Considerations for Research Conducted with Human Participants in Languages Other Than English”. In: British Educational Research Journal, 46 (4): 848–858; 2020; BERNARDES, Guilherme, Uma Camisa de Força para Houdini: Paul Muldoon, Forma Fixa e Tradução. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Letras. Setor de Ciências Humanas. Curitiba: Universidade Federal do Paraná, 2020; NASCIMENTO, Rodrigo Trindade, Uma Discussão da Filosofia do Empirismo Lógico em seu Contexto Histórico. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2022; Artigo: “O Filme Mais Instigante do Ano Mistura Nanotecnologia e Dilemas Éticos”. In: https://revistaoeste.com/oestegeral/2025/07/22/; entre outros.
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