“A indignação moral é composta por 2% de moral, 48% de indignação e 50% de inveja. Vittorio de Sica
O jardim dos Finzi-Contini, uma
rica família de judeus italianos, é o último símbolo de resistência usado pela
jovem Nicole contra as leis antijudaicas do regime fascista até que todos
membros de sua família sejam presos. República Romana representou um período da
antiga civilização romana onde o governo operou como uma República, também
designado como monarquia romana ou período régio, é a expressão utilizada por
convenção para definir o estado monárquico romano desde sua origem em 21 de
abril de 753 a.C.) até a queda da realeza em 509 a.C. Começou com a queda da
monarquia, tradicionalmente datada cerca de 509 a.C., e sua substituição pelo
governo chefiado por dois cônsules, eleitos anualmente pelos cidadãos e
aconselhados pelo senado. Uma complexa constituição gradualmente foi
desenvolvida, centrada nos princípios de uma separação dos poderes e de freios
e contrapesos. Exceto em tempos de terrível emergência nacional, ofícios
públicos foram limitados por um ano, de modo que, em teoria ao menos, nenhum
indivíduo exercesse poder absoluto sobre seus concidadãos. Era hierárquica. A
evolução da constituição da República Romana foi pesadamente influenciada pela
luta entre os patrícios, aristocratas proprietários de terra, que traçaram sua
ancestralidade no início da história do Reino de Roma, e os plebeus, os
cidadãos muito mais numerosos. Depois da fundação da República, o conflito
levou à primeira das muitas secessões da plebe, na qual os plebeus se retiraram
e se reuniram no monte sacro numa época de guerra, o que levou à criação do
cargo de tribuno da plebe, o que é a primeira partilha de poder entre
as ordens tradicionais romanas.
Historicamente as leis
que deram aos patrícios direitos exclusivos de acesso aos mais altos ofícios
foram revogadas e enfraquecidas, e as principais famílias plebeias tornaram-se
membros plenos da aristocracia. Os líderes da República desenvolveram uma forte
tradição e moralidade que exigia serviço público e patrocínio na paz e na
guerra, tornando os sucessos políticos e militares indissociáveis. Durante os
primeiros dois séculos de sua existência a república expandiu-se através de uma
combinação de conquista e aliança, da Itália central para a península Itálica
inteira. Pelo século seguinte, incluía o Norte da África, a Península Ibérica,
Grécia, e o que é hoje o Sul da França. Dois séculos após isso, em direção ao
fim do século I a.C., incluía o resto da moderna França, e muito do
Mediterrâneo Oriental. A República Romana, sem temor a erro, pode-se dizer que
nunca foi totalmente restaurada, mas também pode-se afirmar, politicamente, que
nunca foi formalmente abolida. Por esta conjuntura política, apesar das
restrições tradicionais e legais da República contra qualquer aquisição
individual de poderes políticos permanentes, a política foi dominada por um
pequeno número de líderes romanos, com suas alianças pontuadas por uma série de
guerras civis. O vencedor de uma destas guerras civis, Otaviano (mais tarde
reconhecido como Augusto) reformou a república como um principado, com ele
mesmo como o “primeiro cidadão”.
O senado continuou a
sentar e debater. Magistrados anuais foram eleitos como antes, mas as decisões
finais em assuntos de política, guerra, diplomacia e nomeações foram
privilégios de Augusto através de seu manejo de um número de separados poderes
simultaneamente. Um de seus muitos títulos foi Imperator do qual o título
Imperador derivou, e é “o primeiro imperador romano”. Contudo, o termo res
publica continuou a ser usado para referir-se ao aparato do Estado, assim a
data exata da transição para o Império Romano é um assunto de interpretação.
Historiadores variadamente propuseram a nomeação de Júlio César como ditador
perpétuo em 44 a.C., a derrota de Marco Antônio na Batalha de Ácio em 31 a.C.,
e a concessão de poderes extraordinários para Otaviano sob o primeiro
assentamento e sua adoção do título de Augusto em 27 a.C., como o evento que
define o fim da República. Precedentes (“mos maiorum”), isto é, “costume
ancestral”, era reivindicado como argumento legal, a continuidade era desejável e os princípios republicanos eram tidos em larga medida
como frutos da tradição. Esse sistema político era conhecido como “res
Publica”, expressão que, grosso modo, pode ser traduzida por “coisa pública”. O
surgimento da República Romana é situado no ano 510 a. C.,
quando o último rei romano teria sido expulso e o sistema monárquico teria sido
substituído por magistrados nomeados anualmente.
A ausência de documentação expressiva sobre este período torna difícil verificar a autenticidade desses relatos ou de fornecer detalhes mais expressivos sobre o processo político. É altamente provável que muitas das instituições republicanas já existissem no período monárquico, algo sugerido por Cícero (106 a. C. – 46 a. C.) no livro 2 da República. Relatos tardios referem-se aos primórdios da República como período de disputa entre plebeus, a maioria da população e patrícios, uma minoria que teria controle dos principais cargos políticos. Essas duas “castas” de cidadãos, dizem, teriam tido instituições exclusivas que se sobrepunham e conflitavam, algumas das quais teriam permanecido ativas até o período republicano tardio. Os principais magistrados romanos eram o ditador, o censor, o cônsul, o pretor, o edil, o questor e o tribuno da plebe. O ditador era “superior” a todos os outros cargos e era acompanhado por 24 lictores. Ele deveria ser escolhido pelos cônsules em situação emergencial por requisição do Senado e não poderia governar por mais de seis meses. O ditador possuía o “imperium”, isto é, a instância de poder de controlar homens dentro e fora de Roma e o auspício de consultar os deuses em nome da cidade. Dois cônsules eram eleitos em votações na assembleia das centúrias. Eram nomeados para atuar 1 ano apenas, mas poderiam ser reeleitos após um intervalo fixo de dez anos. Possuíam o “imperium” de controlar homens dentro e fora de Roma, além do direito de realizar eleições de forma justa para magistrados.
Neste sentido que um cidadão deveria ter ao menos 42 anos para ser eleito para o cargo de cônsul. Dois censores eram eleitos na assembleia das centúrias para servir por 18 meses. A função, normalmente cumprida por ex-cônsules, consistia em revisões de listas senatoriais e na exclusão de senadores indesejáveis (ou inclusão de senadores bem quistos). O censor também era responsável pela fiscalização da moral e dos costumes. Os questores e edis eram mais numerosos e tinham funções relativamente restritas. Ambos eram eleitos pela assembleia tribal, sendo os primeiros responsáveis pelo controle do tesouro, dos arquivos e das finanças, enquanto os segundos organizavam jogos anuais e fiscalizavam ruas e mercados, além de se responsabilizarem pelo suprimento de alimentos. O tribuno da plebe tinha poder de veto contra qualquer decisão de outro magistrado ou decreto senatorial. Ele poderia intervir pela proteção dos direitos de qualquer cidadão, exceto se essa ação contrariasse as intenções de um ditador. Eles também detinham o poder de propor leis para a assembleia tribal. Os pretores eram líderes políticos eleitos “para comandar exércitos fora de Roma”. Cumpriam um termo de um ano, e eram escolhidos pela assembleia das centúrias após a decisão de um cônsul. Esse cargo foi introduzido pela primeira vez no ano 366 a. C. e, na época de Lúcio Cornélio Sula (138 a. C. – 78 a. C), existiam pelo menos 8 pretores na República, apenas para citarmos tal exemplo.
O Jardim dos
Finzi-Contini (Il
Giardino dei Finzi Contini) tem como representação social um drama
histórico de guerra de 1970, dirigido por Vittorio De Sica (1901-1974). O roteiro de Ugo Pirro (1920-2008) e Vittorio
Bonicelli (1919-1994) adapta o romance semiautobiográfico de 1962 do autor
judeu italiano Giorgio Bassani, sobre a vida de uma família judia de classe
alta em Ferrara durante a Era de domínio, opressão e decadência fascista no
continente europeu. Bassani nasceu em Bolonha, Itália, em 4 de março de 1916.
Romancista e poeta, reconhecido pela adaptação que Vittorio De Sica fez de seu
romance Os Jardim dos Finzi Continni (1962), que ele por razão política
não gostou. Filho da burguesia judaica italiana, suas obras fazem uma análise
lírica e amarga deste segmento social na segunda metade do século passado. Seu
primeiro livro Cittá in Pianura (1940) – foi publicado com o pseudônimo
de Giacomo Marchi para se esquivar das leis raciais impostas pelo ditador
Mussolini. A partir daí transforma-se em ativista político; é preso por pouco
tempo; passa a viver em Florência e, depois, Roma, onde trabalha como redator
da revista literária Botteghe Oscure. Em 1944 publica o livro de poesias
Storie del Poveri Amanti e Altri Versi e outros. Em 1954 passa a
redator da revista Paragoni (1950) e dois anos depois recebe o “Prêmio
Strega” com o livro Cinque Storie Ferraresi (1956). Torna-se “alto
executivo” empresarial como vice-presidente da Radiotelevisione Italiana
(RAI); professor universitário e diretor da editora Feltrinelli.
Seu êxito editorial
veio com O Jardim dos dos Finzi-Contini, que lhe valeu o Prêmio Viareggio.
Posteriormente publicou L’airone Airone (1968), com o qual ganhou o
Prêmio Campiello; L’ Odore del Fieno (1972); Epitafio (1974);
In Gran Segreto (1978) e um livro de ensaios Di là dal Cuore.
Hoje tem seu nome estampado numa biblioteca municipal e numa fundação na cidade
de Ferrara, onde foi reconstituído o estúdio do escritor que veio a falecer em
13 de abril de 2000. O filme é estrelado por Lino Capolicchio, Dominique Sanda,
Helmut Berger, Romolo Valli e Fabio Testi em seu papel inovador. Uma coprodução
ítalo-alemã, O Jardim dos Finzi-Contini foi exibido no 21º Festival
Internacional de Cinema de Berlim e ganhou o Urso de Ouro. O filme ganhou o
Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1972 e recebeu uma indicação para Melhor
Roteiro Adaptado. Em 1938, em Ferrara, os Finzi-Contini são uma família judia
rica que vive em uma mansão dentro de um parque murado. Quando os judeus são
proibidos de frequentar o clube de tênis da cidade, a família permite
que os amigos de seus dois filhos, Micòl e o doentio Alberto, usem sua quadra
de tênis particular. Entre eles estão Giorgio, filho de um empresário judeu, e
Giampiero, um comunista e não judeu. Giorgio é apaixonado por Micòl desde a
adolescência, mas ela é ambivalente. Com a aproximação da guerra, o irmão de
Giorgio muda-se para França para prosseguir os seus estudos, enquanto Giorgio,
perto da formatura, decide ficar em Ferrara e, quando os judeus são proibidos
de entrar na biblioteca da universidade, os Finzi-Contini permitem-lhe usar a
sua biblioteca privada. Micòl parte para Veneza e, ao regressar a Ferrara,
rejeita definitivamente Giorgio. Em 1940, quando a Itália entra na 2ª guerra mundial
(1939-1945), Giampiero é convocado, enquanto Giorgio, por ser judeu, é
dispensado.
Ferrara tem sido um importante centro hebraico de estudos talmúdicos desde o século XIII, e um gueto judeu foi estabelecido ali em 1626, privando assim a comunidade de contato prolongado com o resto da cidade. Foi nessa época que começou a emigração judaica e a cidade deixou de ser um importante centro da vida judaica. Durante os anos que se seguiram às Leis Raciais promulgadas em 1938 pelo governo fascista, tornou-se palco de perseguições e de um massacre, relembrado pelo escritor Giorgio Bassani (1916-2000) em Gli Occhiali d`Oro (Os Óculos de Ouro, 1958), adaptado para o cinema em 1987 por Giuliano Montaldo, e em O Jardim dos Finzi-Contini (1962), adaptado para o cinema em 1970 por Vittorio De Sica, e em Uma Noite de 43 (1956). Sede de uma universidade desde 1391, foi sede dos estudantes do século XVI Nicolau Copérnico (1503) e Paracelso. Importante centro humanista, recebeu na Corte Este os maiores poetas italianos do Quattrocento e Cinquecento, Matteo Maria Boiardo (1441-1494), Ludovico Ariosto (1474-1533) Reggio Emilia -Ferrara) e Torquato Tasso (1544-1595), bem como os grandes pintores, Andrea Mantegna (1431-1506), Giovanni Bellini , Cosmè Tura (1432-1495), Francesco del Cossa (falecido em 1480) e Ercole dei Roberti (falecido em 1496) (a famosa Officina ferrarese ), Garofalo (1481-1559), Tiziano (1490-1576), Dosso Dossi (1490-1542) e Battista Dossi (1490-1548), Scarsellino (1551-1620). Muitas obras destes artistas estão agora na Galeria Nacional de Arte, instalada no Palazzo dei Diamanti.
É a cidade onde
nasceram o frade dominicano Girolamo Savonarola (Ferrara, 1452-1498) e o
compositor Girolamo Frescobaldi (1583-1643). Uma Virgem com o Menino,
datada de 1400-1405 e pintada por Gentile da Fabriano, está conservada na
Galeria Nacional de Arte. A cidade também se orgulha de sua importante coleção
municipal de obras dos pintores locais Giovanni Boldini (1842-1931) e Filippo
De Pisis (1896-1956) e organiza exposições de arte internacionais de alto nível
no Palazzo dei Diamanti, uma obra-prima arquitetônica do século XV de Biagio
Rossetti. Além da catedral, um dos grandes edifícios religiosos da cidade é a
Igreja de Sainte-Marie-en-Vado, construída nos séculos XV e XVI. Uma cidade
apreciada por diretores italianos e estrangeiros, serviu de cenário, entre
outros filmes, para O Jardim dos Finzi-Contini (Vittorio De Sica, 1970),
A Longa Noite de 43 (Florestono Vancini, 1960), Além das Nuvens (Michelangelo
Antonioni e Wim Wenders, 1995) e A Profissão das Armas (Ermanno Olmi,
2001). As temporadas de dança, concertos de música clássica, teatro e ópera
produzidas no Teatro Comunale do século XVIII, dirigido durante muito tempo por
Claudio Abbado, são importantes por lá. O Palio mais antigo da Itália,
conhecido como Palio di San Giorgio (o último domingo de maio), acontece na
Piazza Ariostea. Outros eventos: 1000 Milhas de Automóveis (em maio), Festival
de Artistas de Rua de Ferrara (última semana de agosto), Prêmio
Literário Estense (final de setembro). A cidade é hoje um importante centro
universitário, um polo hospitalar e uma das cidades artísticas menores mais
visitadas da Itália. Suas muralhas renascentistas fortificadas, com mais de 9 km
de extensão, podem ser exploradas inteiramente a pé ou de bicicleta.
Em sua última noite em Ferrara, Giampiero encontra-se com Giorgio e, quando se despedem à meia-noite, Giorgio sente um forte desejo de ver Micòl mais uma vez. Escalando o muro do parque da família Finzi Contini, ele percebe uma luz acesa na cabana do jardim e, olhando para dentro, vê Micòl nu ao lado de Giampiero. Em 1943, em meio a rumores de novas medidas contra os judeus, Giorgio entra na clandestinidade e a polícia prende toda a família Finzi-Contini, mantendo-os em uma escola junto com os outros judeus da cidade. Micòl se vê encurralada com sua frágil avó na mesma sala de aula que frequentou quando criança. Lá, ela vê o pai de Giorgio, que lhe informa que Giorgio conseguiu fugir. Os dois se abraçam, com o futuro tão incerto quanto a névoa que paira sobre a cidade. A rememoração do passado a que o narrador se entrega dá-se no final dos anos 1950, enquanto os acontecimentos objeto da anamnese decorrem antes do início da 2ª guerra mundial (1939-1945) e passam-se no interior da comunidade judaica de Ferrara, que até à chegada das leis raciais promulgadas pelo governo do ditador fascista de Benito Mussolini se encontrava completamente integrada, de tal maneira que muitos judeus, como o próprio pai do narrador, estavam inscritos no partido fascista. São as leis raciais, inspiradas pelo terror nazista, que alteram essa integração das boas famílias judias nos círculos mais distintos de Ferrara, que confinaram alguns jovens judeus, mas não só, no jardim do palácio dos Finzi-Contini, também eles judeus, mas que mantiveram sempre uma distância aristocrática com a comunidade judaica e as autoridades fascistas. O romance abre praticamente com a revelação, durante uma visita inopinada em 1957, ao mausoléu dos Finzi-Contini, do destino trágico da família.
Alberto, amigo do narrador,
morrera cedo com um linfoma, ainda antes da deportação em massa dos judeus para
campos de concentração na Alemanha, para onde foram enviados o pai, a mãe e a
irmã, Micol. Nenhum sobreviveu. O romance, contudo, não se centra na crescente
ameaça que paira sobre a comunidade judaica, embora esse ameaça esteja
omnipresente, como se fora o cenário onde as relações do narrador, cujo nome
obviamente nunca se chega a saber, com a família Finzi-Contini, em especial com
a belíssima Micol, se desenrolam. A narrativa rememoradora das relações entre o
narrador e Micol centra-se, embora de forma sub-reptícia, sobre o Kairós, sobre
o momento oportuno. Qual o instante em que o coração de uma mulher se abre para
um homem? Falhar esse momento, não entrar pela abertura na hora em que ela se
dá, tem como consequência clara falhar o amor. O narrador ao contar os diversos
episódios das relações entre ambos, relações que começam ainda em crianças e
que se prolongam até à idade de jovens universitários, interroga-se se num
certo momento não deveria ter beijado Micol, se não teria sido essa a hora em
que o coração dela seria a porta que ele atravessaria em direção ao seu corpo.
Perdida a oportunidade, o que se descobre é que esse corpo se torna numa
muralha inexpugnável.
Rememorar seja o que for significa colocá-lo à distância, instituir um afastamento, o que no caso das relações entre o narrador e Micol é o selar de um triplo afastamento. O primeiro trazido pela eventual perda do momento oportuno, fruto de um desacerto na relação com o Kairós, o segundo trazido pela história e consumado com a morte de Micol num campo de concentração terrorista e o último, o que certifica a realidade definitiva do afastamento através do deambular da memória pelos campos do passado, uma memória que é detonada pelo monumental, embora horrível, jazigo quase vazio dos Finzi-Contini. O fato do corpo de Micol morta não se encontrar ali acaba, porém, por tornar quase irreal a sua existência, bem como tudo aquilo que o narrador viveu na sua relação com a família dos Finzi-Contini. A rememoração tem um efeito simbólico terapêutico, libertando aquele que a ela recorre dos miasmas que lhe poluem a consciência, entregando os mortos à sua morte e limpando o futuro dos vivos das sombras que o passado nele projeta. Individualismo é um conceito político, moral e social que exprime a afirmação e a liberdade do indivíduo frente a um grupo à sociedade ou ao Estado. O Homem do Renascimento passou a apoiar a competição e a desenvolver uma crença baseada em que o homem poderia tudo, desde que tivesse vontade de poder, talento e capacidade de ação individual. O individualismo, em princípio, opõe-se à toda forma de autoridade ou controle coercitivo sobre os indivíduos e coloca-se em total oposição ao coletivismo, no que concerne à propriedade. O individualista pode permanecer dentro da sociedade e de organizações que tenham o indivíduo como valor básico, embora as organizações e as sociedades, contraditoriamente, carreguem valores universais, não necessariamente individualistas, o que cria um estado de permanente tensão entre o indivíduo e essas instâncias ou níveis de análise da vida social.
Segundo Jean-Paul Sartre (1905-1980), mesmo dentro do maior constrangimento político, econômico, educacional ou outro, existe um espaço, maior ou menor, para o exercício da liberdade individualmente, o que faz com que as pessoas possam se distinguir uma das outras, através das suas escolhas. Mas o exercício da liberdade individual implica escolhas nas sociedades contemporâneas, frequentemente associadas a determinado projeto individual (sonho) e coletivo (os mitos, os ritos, os símbolos). Indivíduos desenvolvem projetos dentro de um campo de possibilidades reais e um certo repertório que inclui ideologias, concepções de mundo e luta de classe, grupos, ethos, experiências nas quais o indivíduo se insere. A sinceridade é uma virtude valorizada em circunstâncias onde as divisórias entre “amigo” e “inimigo” eram geralmente distintas e tensas. A vasta extensão de sistemas sociais abstratos associada à modernidade transforma a natureza da amizade. Não por acaso o sociólogo inglês percebe que a amizade é com frequência um modo do que ele chama de reencaixe, mas ela não está diretamente envolvida nos próprios sistemas abstratos, que superam explicitamente a dependência ligada a laços pessoais. O oposto de “amigo”, discursivamente enquanto categoria social já não é mais “inimigo”, nem mesmo “estranho”; ao invés disto é “conhecido”, “colega”, ou “alguém que não conheço”. Acompanhando esta transição, a honra é substituída pela lealdade que não tem outro apoio a não ser o afeto pessoal, e a sinceridade substituída pelo que podemos chamar de autenticidade: a exigência de que o outro seja aberto e bem intencionado. Embora estas conexões sociais possam envolver “intimidade emocional”, isto não é uma condição da manutenção da confiança pessoal.
Laços pessoais institucionalizados e códigos de sinceridade e honra informais ou informalizados fornecem estruturas de confiança. É bastante errôneo, contudo, realçar a impessoalidade dos sistemas abstratos contra as intimidades da vida pessoal como a maior parte das explicações sociológicas correntes tendem a fazer. A vida pessoal e os laços sociais que ela envolve estão entrelaçados com sistemas abstratos de mais longo alcance como ocorre com o partido político. O termo “confiança” aflora com frequência na linguagem cotidiana. A questão para Giddens é: como estas mudanças afetaram as relações de intimidade pessoal e sexual? Pois estas não são apenas simples extensões da organização da comunidade ou do parentesco. A amizade, por exemplo, desde Georg Simmel (1858-1918) ou Friedrich Nietzsche (1844-1900), foi pouco estudada pelos sociólogos, mesmo se considerarmos a intuição de Alain Touraine a respeito, mas ela proporciona uma pista sociológica importante para fatores de amplo alcance que influenciam a vida pessoal. Os escritos de Georg Simmel sobre vitalismo ou filosofia de vida, quase no final de sua vida, dimensionam não tanto a tragédia da cultura (cf. Simmel, 1988), mas a ambivalência do sujeito frente à cultura: o conflito da cultura. Entende Simmel que, ainda que as formas culturais na sociedade mercantil tornem difícil ao homem exprimir criatividade, o mesmo não consegue viver sem elas.
A comodidade, as formas de simbolização e informação, as novas normas legais, a liberação da sexualidade, dentre outras, são manifestações de vidas de uma espécie de outro lado da modernidade. Não obstante, essa percepção sensível de um maior avanço da cultura subjetiva não foi suficiente para alterar o “nó duro” de sua análise. A imaginação se desenvolve em torno da crítica da dimensão de massa dos bens culturais, os quais deixam os homens deprimidos por não poder assimilá-los todos no mesmo momento em que não podem excluí-los, pela fragmentação da existência em razão da separação crescente das esferas da vida e a erosão da cultura pessoalmente em correspondência com o avanço dos multivariados objetos os quais ganham e exigem conotação claramente cultural. Temos de compreender o caráter da amizade em contextos pré-modernos em associação e estruturação da comunidade local e o próprio parentesco. Seus habitantes, por extensão, se denominaram burgensis, burgari - burgueses - termo atestado pela primeira vez de forma corrente no século VIII. Com a conquista normanda da Inglaterra o termo bürg foi importado e aparece no século XII como bury, borough, burgh, denominando uma cidade. Aparece na mesma época também no Norte do Reino da França. O conceito é associado ao de cidadania, cujas origens históricas estão na Antiguidade. Tanto a Grécia como Roma organizaram suas sociedades urbanas de maneira a integrar um corpo de cidadãos, que viviam em um espaço físico bem definido, eram regidos por leis específicas e detinham relevantes direitos políticos, não atribuídos a outras classes. Após a queda do Império Romano as cidades entraram em declínio comercial e a população se ruralizou em larga proporção. No processo social e de comunicação através de crescimento dos burgos o estatuto de cidadão adquiriu uma base jurídica diferenciada. Passou a ser exclusivo dos habitantes livres, ou homens livres do servilismo ou escravidão, e capazes de exercer direitos especiais. A este grupo social específico, apenas, ficou restrito o uso do termo burguês, um sinônimo de cidadão.
Outros residentes dos burgos passaram a ser em alemão: Lumpen-proletariat (lumpen, “trapo, farrapo” + proletariat, “proletariado”), ou “lumpesinato”, ou ainda “subproletariado”, designando na economia marxista, a população situada socialmente abaixo do nível do proletariado, do ponto de vista das condições sociais de vida e de trabalho, formada por frações pobres de miseráveis, não organizadas do proletariado, não apenas destituídas de recursos econômicos, mas também desprovidas de consciência de classe, não sendo suscetíveis de servir aos interesses particulares da burguesia. Em 1982, a social-democracia conseguiu, mutatis mutandis, recuperar o controle do governo. Em 1979, tornou-se membro da Comissão Norte-Sul da Organização das Nações Unidas (ONU), encarregada de melhorar as relações entre os países industrializados e o 3º Mundo. Como presidente da Comissão das Nações Unidas para Questões de Desarmamento e Segurança, lutou a partir de 1981 por uma Escandinávia livre de armas atômicas. De volta ao poder em 1982, Olof Palme (1927-1986) passou dois anos trocando acusações com a União Soviética, devido à presença de submarinos soviéticos em águas territoriais suecas, desta vez sem esquecer a política interna. Com uma desvalorização da coroa e uma série de medidas drásticas, seu governo conseguiu retomar as rédeas da economia. A modificação das relações políticas e partidárias fez com que a organização política da Suécia, apesar da manutenção de um consolidado sistema pluripartidarista, se aproximasse do sistema de contradição e oposição exequível do bipartidarismo anglo-saxão com mediações complexas de um “bloco liberal” oposto ao socialista. Mas a Suécia continua a ser uma economia pujante e com um Estado Social que é continuamente repensado através de suas lutas sociais e políticas, à medida das capacidades da economia sueca e não de certas e determinadas correntes ideológicas que fazem lobby do poder político e usam sindicatos como “correias de transmissão” dos partidos, como é lugar-comum em Portugal e outros países do Sul da Europa.
O bipartidarismo
tradicional nasce após a Revolução Francesa. Com maior ou menor êxito, foram
sendo implantados na Europa parlamentos bipartidaristas nos quais se
apresentaram sempre dois blocos opostos que se rivalizam em conservadores e
liberais. Uma interpretação muito comum, mas errônea quando se fala do Estado
Social na Suécia, é a ideia de representação social de que este foi o resultado
político de um produto exclusivo da esquerda e que anteriormente às ideias
socialistas que germinaram no século XIX, não existia qualquer tipo de Estado
Social nesse país. Na realidade, foi a Igreja sueca que lançou as primeiras
pedras na construção do Estado Social sueco, quando esta instituiu em 1734 a
obrigação de cada paróquia ter um asilo para os mais desfavorecidos e
economicamente carenciados. O sistema eleitoral dessa instituição cristã é
único no mundo. A cada quatro anos, os cidadãos filiados à igreja elegem
nominalmente uma espécie de Parlamento da Igreja Sueca (“Svenska kyrkan”), a
que é a maior organização religiosa do país. Esse Parlamento é composto tanto
por representantes do clero como por leigos e tem o poder de decidir não só
questões mundanas, como a reforma das paróquias e o valor de doações a países
pobres, mas também assuntos de ordem teológica, mas também de ordem
sociológica, a exemplo do casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovado pela
Igreja Sueca em 2009. Até a segunda metade do século XIX a Suécia manteve-se um
país pobre e tipicamente subdesenvolvido no quadro
comparativo das nações e Estados nacionais da Europa que tinha então já
iniciado a sua industrialização e relativa independência nos países economicamente
mais avançados.
Os processos qualitativos, no entanto, que assumiam tais formas também deveriam ser estudados pela sociologia geral, subproduto da sociologia formal, como a concebia o filósofo Georg Simmel. Estudando o conflito, o autor não conferia aos grupos unidades hipostasiadas, supervalorizadas com relação ao indivíduo, como ocorre comumente no jornalismo de guerra. Antes via neste o fundamento dos grupos, daí que as “formas”, constituem-se em um processo de interação entre tais indivíduos, seja por aproximação, seja pelo distanciamento, competição, subordinação, e assim por diante no âmbito do conflito. Melhor dizendo, a investigação entre o número de indivíduos no seio das formas de vida coletiva. O modo como o aspecto quantitativo afeta o tipo de relação social existente. Simmel analisa uma relação exclusiva entre duas pessoas e, por fim, entre três, produz diferentes tipos de interação entre as pessoas. Se as relações de poder não são unilaterais é preciso explicar como as formas de comando e obediência estão relacionadas, como a obediência do grupo a um indivíduo, a dominação do grupo ou a dominação de regras impessoais. Segundo a interpretação sociológica de Simmel (1988), “traduz claramente o papel social desse modo de casamento eminentemente pouco individual”. Em sua análise a humanidade sempre atravessa estágios em que: a) opressão da individualidade é o ponto de passagem obrigatório de seu livre desabrochar superior, em que a pura exterioridade das condições de vida se torna a escola da interioridade, b) em que a violência da modelagem produz uma acumulação de energia, destinada, em seguida, a gerar filosoficamente toda a especificidade pessoal. Do alto desse ideal é que, c) a individualidade desenvolvida, tais períodos parecerão grosseiros e indigno.
Mas, para dizer a verdade, atenta Georg Simmel que, além de semear os germes positivos do progresso vindouro, já é em si uma manifestação do espírito exercendo uma dominação organizadora sobre a matéria-prima das impressões flutuantes, uma aplicação das personalidades especificamente humanas, procurando-as fixar suas normas de vida - do modo mais brutal, exterior ou, mesmo, estúpido que seja -, em vez de recebê-las das simples forças da natureza. A horda “não protege mais a moça e rompe suas relações com ela, porque nenhuma contrapartida foi obtida por sua pessoa”. Desnecessário dizer que o desvio às normas sociais ou normas morais dominantes de uma sociedade implica “coragem e determinação”. Contudo é frequentemente um processo social para garantir as mudanças políticas que mais tarde vêm a ser consideradas como sendo de interesse geral. Uma sociedade tolerante em relação ao comportamento desviante não sofrerá necessariamente uma ruptura social. O conceito sociológico de desvio, por exemplo, aplica-se às condutas individuais ou coletivas que transgrida as normas de uma dada sociedade, ou de um grupo. Refere-se à ausência ou falha de conformidade face às normas ou obrigações sociais. Um comportamento só pode ser qualificado de desviante por referência à sociedade em que surge. Pode, ser “como um atentado à ordem social”. Tal como na arte, a ideologia pode se expressar na ética de maneiras muito distintas.
Pode, por exemplo, representar as manifestações de vida individual e coletiva na disposição subjetiva, como indicamos pistas na concepção de Georg Simmel, implícita ou explícita, no sentido de abandonar o envolvimento com a comunidade. E mesmo decorrente no sentido de cancelar qualquer compromisso com ela. Como a comunidade representa socialmente a matriz dos valores, basta lembrarmos historicamente que “ethos”, comparativamente, em grego, e “mores” em Latim, significam costumes; normas de conduta estabelecidas pela comunidade, onde os indivíduos que negam o vínculo que os liga à comunidade são, de fato, pessoas que renegam por assim dizer a ética. É neste sentido que este tipo de distorção se liga a formas extremas de egoísmo, que ultrapassam amplamente o chamado “egoísmo saudável”, ligado à autopreservação e à afirmação pessoal de si mesmo. Os indivíduos cuja vida interior se enriquece em diálogo constante dialeticamente com os outros, não se resignam a ser apenas aquilo que já se tornaram, e querem ser mais do que estão sendo pelo fato de poder pensar juntos. Cultivam, um lado deles que os impele na direção de uma busca de universalização e sentido da vida. A confiança nos amigos era de importância central.
Nas culturas tradicionais, com a exceção parcial de algumas vizinhanças citadinas em Estados agrários, havia uma divisão do trabalho social bem clara entre membros reconhecidos historicamente como “os de dentro e os de fora ou estranhos”. As amplas arenas de interação social não hostil com outros anônimos, característica da atividade social moderna, claramente não existia. Nestas circunstâncias sociais, a amizade era institucionalizada e vista como meio social objetivando criar alianças mais ou menos duradouras com outros contragrupos potencialmente hostis. Amizades institucionalizadas eram formas de camaradagem, assim como mormente ocorrem nas reconhecidas “fraternidades de sangue”, socialmente, ou dentre “companheiros de armas”. Institucionalizada ou não, a amizade era em geral baseada em valores de sinceridade e honra. Alguns sentidos do termo, embora compartilhem amplas afinidades eletivas como é recorrente na literatura comparada de Johann von Goethe (1749-1832) e Max Weber (1864-1920), com outras “utilidades de uso”, são de implicação relativamente desimportante. Quer dizer, alguém que diz: “confio que você esteja bem”, normalmente quer dizer algo mais com esta fórmula de polidez do que “espero que você esteja com boa saúde” – embora mesmo aqui “confio” tenha uma conotação algo mais forte que “espero”, implicando algo mais próximo a “espero não ter motivos para duvidar”. A atitude de crença ou credulidade que entra em confiança em alguns contextos mais significativos já se encontra aqui. Quando alguém diz: “confio em que X se comportará desta maneira”, esta implicação social é mais evidente, embora não muito além do nível do “conhecimento indutivo fraco”. É reconhecido que se conta com X para produzir o comportamento, dadas as circunstâncias normais apropriadas.
Uma forma de atividade generalizada que tomou lugar na vida social não pode, evidentemente, permanecer tão desregulamentada, em seu desempenho e atividade, sem que disso resulte os impactos sociais sobre a divisão do trabalho e as mais profundas perturbações. Mas sofrer no trabalho não é uma fatalidade. É, como decorre e testemunhamos, uma fonte de desmoralização geral real. Pois, precisamente porque as funções econômicas absorvem o maior número de cidadãos, para o pleno desenvolvimento da vida social, há uma multidão de indivíduos, como dizia Freud, cuja vida transcorre quase toda no meio industrial e comercial; a decorrência disso é que, como tal meio é pouco marcado pela moralidade, a maior parte da existência transcorre fora de toda e qualquer ação moral. De outra parte, a tese funcionalista expressa na pena de Émile Durkheim, como uma espécie de antídoto da civilização, e que o sentimento do dever cumprido se fixe fortemente em nós, é preciso que as próprias circunstâncias em que vivemos permanentemente desperto. A atividade de uma profissão só pode ser regulamentada eficazmente por “um grupo próximo o bastante dessa mesma profissão para conhecer bem seu funcionamento, para sentir todas as suas necessidades e poder seguir todas as variações destas”.
O único grupo que corresponde a essas condições é o que seria formado por todos os agentes de uma mesma condição reunidos num mesmo corpo. E que a sociologia durkheimiana conceitua de corporação ou grupo profissional. É na ordem econômica que o grupo profissional existe tanto quanto a moral profissional. Desde que, com a supressão das antigas corporações, não se fizeram mais do que tentativas fragmentárias e incompletas para reconstituí-las em novas bases sociais. O que poderia ser mais objetivo do que o funcionamento da ideologia? Embora se constitua uma surpresa para muitos, a verdade é que em nossa cultura liberal-conservadora, quer a percebamos ou não, o sistema ideológico socialmente estabelecido e dominante funciona de modo a representar ou desvirtuar suas próprias regras sociais de seletividade, preconceito, discriminação e distorção sistemática como as noções sobre normalidade, objetividade e a tênue imparcialidade científica presente nas universidades. Compreensivelmente, a ideologia dominante tem uma grande vantagem na determinação do que pode ser considerado per se um critério legítimo de avaliação do conflito, já que controlam efetivamente as instituições culturais e políticas da sociedade, o sistema tem dois pesos e duas medidas, movidos pela ideologia e viciosamente tendencioso, é evidente em toda parte: mesmo entre aqueles que se orgulham em dizer que representam a nossa (sua) qualidade de vida capaz de medir as condições de sociais e políticas de um ser humano representando as condições que contribuem para o bem físico e espiritual dos indivíduos em sociedade. Nas últimas décadas, os intelectuais se intimidaram em admitir a essência de classe em suas teorias e posturas ideológicas. A ideologia não é simplesmente ilusão nem superstição religiosa de indivíduos mal-orientados, mas uma forma específica de consciência social, materialmente ancorada e sustentada.
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