“O ego não é senhor em sua própria casa”. Sigmund Freud
O Ego ou Eu (alemão: Ich), lugar em que se reconhece, Eu de cada um designa na teoria psicanalítica uma das três estruturas do modelo triádico do aparelho psíquico: Id, Ego e Superego. O ego desenvolve-se a partir do Id, na medida que o bebê vai tomando consciência de sua própria identidade, com o objetivo de permitir que seus impulsos sejam eficientes, ou seja, levando em conta o mundo externo: é o chamado princípio da realidade. É esse princípio que introduz a razão, o planejamento e a espera no comportamento humano. A satisfação das pulsões é retardada até o momento em que a realidade permita satisfazê-las com um máximo de prazer e um mínimo de consequências negativas. O Ego é lógico e racional. Sempre cumpre a função de lidar com a realidade externa, faz um meio campo entre o mundo interno e externo, lidando com a estimulação que vem tanto da própria mente como do mundo exterior. O ego atua como mediador entre o id e o mundo exterior, tendo que lidar também com o superego, com as memórias de todo tipo social e com as necessidades físicas do corpo. A sua energia é extraída do Id. O conceito de ego, que ordenou todo o arcabouço teórico e técnico da “psicologia psicanalítica do ego”, forçou a metonímia, sem dúvida feliz no que diz respeito à invenção freudiana: foi simplesmente como “psicologia do ego” (sem psicanálise no nome) que esta escola passou a ser reconhecida no processode formação. A homologação do ego à função da consciência foi o grande equívoco praticado por toda uma geração de analistas que sucedeu a Sigmund Freud, convertendo-se numa rota de desvio cujos rumores se fazem ainda ouvir em nossos dias.
Esta virada teórica, analiticamente, veio refletir-se de modo pontual no manejo técnico, ordenando no campo analítico a representação de uma técnica calcada no fortalecimento do ego com vistas ao adestramento do desejo inconsciente. O inconsciente é definido por Freud como um sistema composto por representações instituídas por meio do recalque. O recalque, ao instituir o campo das representações, institui em ato o próprio inconsciente e confere a uma representação seu estatuto inconsciente, de modo que inconsciente e recalque são conceitos indissolúveis e correlatos: “A teoria da repressão [recalcamento] é a pedra angular sobre a qual repousa toda a estrutura da psicanálise”. Um caso notável diz respeito ao filme Duel (Encurralado), um premiado filme norte-americano de 1971, do gênero psicológico suspense, dirigido por Steven Spielberg. Originalmente realizado para a televisão, o filme foi surpreendentemente produzido em somente 13 dias. Inspirado em fatos reais, o longa-metragem se passa em estradas quase desertas, retratando “um duelo anônimo entre um caminhoneiro que aparenta ter uma irresponsabilidade inconsequente pela vida humana e um pacato vendedor de eletrônicos”. A obra é quase uma análise psicológica, e busca fazer uma menção ao lugar de análise do frágil homem moderno sobre rodas. Duel lançou o até então pouco reconhecido Steven Spielberg ao mercado cinematográfico. Com suas técnicas inovadoras, Spielberg mantém uma sensação real de angústia nos espectadores durante todo filme, e aplica elementos que fazem com que o motorista do caminhão, apesar de ser o algoz de toda a amarga situação, não passe de um simples figurante — o próprio Peterbilt 281 torna-se o “monstro” em discussão no filme, não como veículo, mas no que ele representa, nesta inquietante abordagem. Para reforçar sua intenção, Spielberg fez questão que o rosto do condutor do caminhão não aparecesse em momento algum durante as cenas.
David Mann (Weaver) está dirigindo seu carro pelas estradas da Califórnia, quando começa a ser perseguido por um caminhão gigantesco, dirigido por um homem não identificado, que parece querer brincar com ele perigosamente na estrada. No decorrer do trajeto, David começa a perceber que a perseguição não se trata, apenas, de uma mera brincadeira. A medida em que as provocações do misterioso caminhoneiro atingem níveis mortais, David procura desesperadamente despistar o seu torturador psíquico, que parece não ter nenhum compromisso naquele dia, com sua família ou no cotidiano da vida, a não ser o desejo de matá-lo. Considerado um sucesso, o filme obteve nota máxima concedida pela maioria dos críticos. Entre o público geral, o Rotten Tomatoes o classificou com quatro estrelas e meia de um total de cinco estrelas. O IMDb o classificou como quatro de cinco estrelas, com a votação de quase 60 mil membros, por extenso Internet Movie Database (Base de Dados de Filmes na Internet), uma base de dados online de informação sobre cinema, TV, música e games, pertencente à Amazon. A principal função do Ego, mutatis mutandis, é procurar atender e aplacar as exigências constantes do Id e a realidade do Superego, logo preservará a saúde, segurança e sanidade da psique. Há muitos conflitos entre o Id e o Ego, pois os impulsos não civilizados do Id estão sempre querendo expressar-se. Freud destacava que os impulsos do Id são muitas vezes reprimidos pelo Ego por causa do “medo de castigo”. Ou seja, o Ego pode coibir os impulsos inaceitáveis do Id, por exemplo se uma pessoa te fecha no trânsito, o ego te impede de perseguir o carro e agredir fisicamente o motorista infrator, seria um impulso do id (que é totalmente inconsciente). Porém, visto que o indivíduo não pode sobreviver obedecendo somente aos impulsos do Id, é necessário que ele reaja realisticamente a seu ambiente de convívio. O conjunto de procedimentos que leva o indivíduo socialmente a comportar-se assim, é o Ego. Ele é mais realístico do que o Id, visando as consequências dos impulsos inconscientes do Id. O Ego não é todo consciente, os mecanismos de defesa fazem parte de um nível inconsciente.
Greta - Viúva Solitária, título em Portugal, ou Obsessão, título no Brasil, tem como representação social um filme norte-americano de suspense psicológico de 2018, dirigido por Neil Jordan e estrelado por Isabelle Huppert, Chloë Grace Moretz, Maika Monroe, Colm Feore e Stephen Rea, e segue uma jovem que faz amizade com uma viúva solitária que se torna perturbadoramente obcecada por ela. Neil Patrick Jordan, nascido em Sligo, uma cidade da República da Irlanda e sede do Condado com o mesmo nome, em 25 de fevereiro de 1950, é um cineasta, escritor, argumentista e produtor irlandês. Paralelamente à atividade de escritor, foi contratado pelo conselheiro artístico de John Boorman em Excalibur (1981). Desta experiência, Jordan extrai um documentário que seduz o British Film Institute, o que lhe valeu permitir financiar a sua primeira longa-metragem, Angel (1982), adaptado de um dos seus romances. Mas é em 1984 que Jordan se torna notado, graças ao sucesso do seu segundo filme The Company of Wolves, uma fábula onírica e irônica sobre a adolescência e a mitologia da sexualidade. Greta, sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) em 6 de setembro de 2018, um festival de cinema que ocorre todo mês de setembro na cidade de Toronto, Canadá desde 1976. O Festival começa oficialmente na Quinta-feira após o Dia do Trabalhador no Canadá e segue durante mais dez dias. O festival de Toronto já exibiu cerca de 400 filmes ao longo de sua produtiva existência. E foi lançado nos cinemas em 1º de março de 2019 nos Estados Unidos, pela Focus Features. O filme arrecadou mais de US$18 milhões e recebeu críticas mistas da crítica de cinema. O TIFF foi fundado em 1976 sob o título de Festival of Festivals e premiava os melhores filmes já exibidos em outros festivais. O Festival de Toronto era mantido por investimentos de cineastas e empresários e acabou por se tornar uma ferramenta extraordinária de marketing de Hollywood.
Desnecessário dizer que Hollywood é um distrito da região central de Los Angeles, Califórnia, situado a Noroeste do centro financeiro da cidade. Seu nome se tornou uma referência abreviada para a indústria cinematográfica dos Estados Unidos e as pessoas a ela associadas. O distrito possui grande importância na constituição da identidade cultural dos Estados Unidos da América e se tornou famoso mundialmente pela concentração de empresas comerciais do ramo cinematográfico e pela influência que exerce na cultura global. O distrito também é famoso por estar localizado perto do famoso letreiro de Hollywood e por abrigar a Calçada da Fama, um passeio ao longo das ruas Hollywood Boulevard e Vine Street em Hollywood, Califórnia. Com o passar das décadas, Hollywood se tornou um poderoso símbolo do cinema estadunidense, sediando premiações e abrigando homenagens públicas para os mais destacados artistas de cinema e musicais do mundo. Devido à sua fama e identidade cultural como o centro histórico de estúdios e astros de cinema, a palavra Hollywood é frequentemente usada como uma metonímia do cinema norte-americano, e é muitas vezes usada alternadamente para se referir à Grande Los Angeles em geral. As alcunhas StarStruck Town e Tinseltown referem-se a Hollywood e sua inquestionável indústria cinematográfica. Atualmente, grande parte da indústria do cinema se dispersou em áreas vizinhas, como a região de Westside, entretanto, significativas indústrias auxiliares, tais como empresas de edição, efeitos, adereços, pós-produção e iluminação permanecem em Hollywood, como o backlot da Paramount Pictures. Muitos teatros históricos de Hollywood são utilizados como pontos de encontro de eventos importantes do cinema e da cultura pop, além de sediar a premiação do Oscar. Alguns distritos e localidades vizinhas como West Hollywood e Hollywood Bowl se tornaram destinos populares para a vida noturna, turismo e concertos musicais.
Embora não seja uma
prática comum da cidade de Los Angeles estabelecer limites específicos para
distritos ou bairros, Hollywood é uma exceção recente. Em 16 de fevereiro de
2005, os deputados da Assembleia do Estado da Califórnia Jackie Goldberg e Paul
Koretz apresentaram um projeto de lei para requerer que a Califórnia mantivesse
registros específicos em Hollywood, como se fosse independente. Para que isso
pudesse ser feito, os limites foram definidos. Este projeto foi apoiado
unanimemente pela Câmara de Comércio de Hollywood e pelo Los Angeles City
Council, sendo aprovado pelo então governador da Califórnia, o ator e
celebridade Arnold Schwarzenegger, em 28 de agosto de 2006, permitindo que o
distrito de Hollywood possuísse fronteiras oficiais. A fronteira pode ser
vagamente descrita como a área geograficamente a Leste de Beverly Hills e West
Hollywood, ao Sul de Mulholland Drive, Laurel Canyon, Cahuenga Boulevard e
Barham Boulevard, e as cidades de Burbank e Glendale, ao Norte da Avenida
Melrose e a Oeste do Golden State Freeway e da Avenida Hyperion. Sendo uma
parte da cidade de Los Angeles, ipso facto, Hollywood não tem seu
próprio governo municipal, mas tem um funcionário público, nomeado pela Câmara
de Comércio de Hollywood, que exerce a função honorária de “Presidente de
Hollywood” apenas para fins cerimoniais. Johnny Grant manteve esta posição
durante décadas, até à sua morte em 9 de janeiro de 2008.
Arnold Alois Schwarzenegger nascido em Graz, em 30 de julho de 1947 é um ator, empresário, ex-político e ex-fisiculturista austro-americano, tendo servido como 38º Governador do estado da Califórnia de 2003 a 2011. É uma cidade da Áustria, capital do estado da Estíria. É a segunda maior cidade do país. É a cidade natal de Arnold Schwarzenegger. Graz tem uma longa tradição como cidade universitária e as suas seis universidades têm, em conjunto, mais de 44 000 alunos. A cidade antiga de Graz é um dos centros cívicos bem preservados da Europa Central. Em 1999, esse centro histórico foi adicionado à lista de Patrimônios Culturais da Humanidade pela UNESCO. A cidade foi Capital Europeia da Cultura em 2003. Schwarzenegger iniciou um treinamento físico intenso aos 15 anos de idade praticando o fisiculturismo. Nesta época determinada desejava trabalhar como modelo fotográfico. No final de sua adolescência desistiu da carreira de modelo, passando a se dedicar a treinos mais intensos para alcançar o máximo potencial de seu porte físico, cujo objetivo era ganhar cada vez mais músculos. Aos 20 anos foi premiado com o título de Mr. Universe e, ao longo de sua carreira, disciplinado venceu o concurso Mr. Olympia um total de sete vezes. Permaneceu como uma personalidade proeminente no fisiculturismo, mesmo após sua aposentadoria. Ele escreveu livros e artigos sobre o esporte, incluindo o autobiográfico Arnold: The Education of a Bodybuilder (1977) e The New Encyclopedia of Modern Bodybuilding (1998). Ganhou fama tornando-se um ícone de filmes de ação, notável pelos papéis principais em filmes como Conan the Barbarian (1982) e The Terminator (1984). Foi apelidado de “Carvalho Austríaco” e “Carvalho Estírio” em seus dias primus inter pares de desempenho como fisiculturista, de “Arnold Strong” e “Arnie” durante sua carreira e mais recentemente como Governator - um portmanteau de palavra Governor (Governador, em português) e a palavra Terminator (Exterminador, em português), um de seus papéis cinematográficos.
Filiado ao Partido Republicano, foi eleito pela primeira vez em 7 de outubro de 2003, com um recall especial para substituir o governador da Califórnia Gray Davis (1999-2003). Schwarzenegger foi empossado em 17 de novembro de 2003, para servir o restante do mandato de Davis. Foi então, reeleito em 7 de novembro de 2006, para servir um mandato completo como governador, derrotando o democrata Phil Angelides, que era o tesoureiro de Estado da Califórnia (1999-2007). Ele tomou posse para o segundo mandato em 5 de janeiro de 2007. Em maio de 2004 e 2007, foi nomeado como uma das 100 pessoas que ajudaram a moldar o mundo, pela revista Time. Em 3 de janeiro de 2011 foi sucedido pelo democrata Jerry Brown. A subjetividade foi constituída a partir de uma nova interpretação em face do indubitável dualismo a que somos remetidos pelo recurso à Lei, seria o caso de nos perguntarmos se o empirismo, pelo desprezo que tem pela Lei, não teria conseguido romper os limites impostos pelo platonismo. Sabemos como a história da filosofia reduziu o empirismo a uma corrente de pensamento moderno preocupada com a questão da origem do conhecimento: - todo conhecimento tem sua fonte na experiência. Sabemos ainda que a afirmação não é, em si mesma, falsa; o que é falso é reduzir a problemática empirista ao problema do conhecimento. O próprio adjetivo “empirista” é por demais genérico para significar, com alguma propriedade, autores tão diversos como Locke, Hume, Hartley e Stuart Mill, cujas teses centrais nem sempre dizem respeito ao problema do conhecimento.
Portanto, falar do empirismo em geral é ignorar as peculiaridades de cada autor, algumas suficientemente fortes para tornar suas posições irredutíveis aos demais. Não queremos perder de vista que o termo empirismo, se empregado genericamente, é muito mais de compreendê-lo no âmbito discursivo de um fator de ocultamento do que de esclarecimento, sem contar que reflete per se uma preocupação fundamental que não é a central dois discursos desses autores, mas da história da filosofia na sua função primordial ordenadora do saber ocidental. A identificação da subjetividade com a consciência para ser um ponto inabalável da filosofia moderna. Quando muito encontramos em algumas interpretações a referência a uma região de opacidade, mas que não chega a se constituir como uma ameaça; pelo contrário, é a própria consciência expandindo seus domínios. Melhor dizendo, da consciência individual à consciência transcendental, a problemática permanece a mesma. Nesse mundo, cartesianamente concebido e conduzido, o ideal narcísico de uma consciência idêntica a si mesmo é plenamente atingido. O que representou o século XVI como um século de incertezas e de confusão resultantes da derrubada das grandes verdades que haviam sido acumuladas por mais de dois milênios. Desde a autoridade do Aristóteles até a fé na Igreja e nas grandes instituições do mundo ocidental, tudo foi abalado por este século crítico, aturdido pelas grandes descobertas, pelas invenções e pelas transformações políticas e religiosas. O resultado foi um semicaos no interior do qual o homem ficou entregue à perplexidade e à dúvida. Ao desvario e às incertezas da consciência historicamente no século XVI, seguiu-se a ordem da racionalidade da consciência no século XVIII.
Esta oposição não se verificou apenas no âmbito do discurso filosófico, mas ela fazia parte da divisão mais ampla que colocou frente a frente a identidade e a diferença. Na Introdução à Fenomenologia foi concebida ao mesmo tempo em que a obra é redatada em primeiro termo; parece, pois, que encerra o substancial pensamento do que é efetivo em toda a obra. Verdadeiramente constitui uma Introdução em sentido literal aos três primeiros momentos de toda a obra, isto é: a consciência, a autoconsciência e a razão -, enquanto a última parte da Fenomenologia, que contêm os particularmente importantes desenvolvimentos sobre o Espírito e a Religião, ultrapassa por seu conteúdo a Fenomenologia tal como é definida stricto sensu na muito citada Introdução. Ao que parece é como se Hegel entrasse no marco de desenvolvimento fenomenológico com algo que na teoria, em princípio não deveria haver ocupado um posto nele. Não obstante, seu estudo, em maior medida que o do prólogo, nos permitirá elucidar o sentido da obra que quis escrever, assim como a técnica que para ele representa o desenvolvimento fenomenológico. Precisamente porque a Introdução não é como um Prólogo anexo posterior que contêm consideráveis informações gerais sobre o objetivo que se propunha o autor e as relações comparativamente que sua obra tem com outros tratados filosóficos do mesmo tema no período de sua abordagem. Melhor dizendo, “a introdução é parte integrante da obra, constitui o delineamento mesmo do problema e determina os meios postos em prática para resolvê-lo”.
Em primeiro lugar, Hegel define na Introdução como se coloca para ele o problema do conhecimento. Vemos como em certo aspecto retorna ao ponto de vista de Kant e de Fichte. A Fenomenologia não é uma noumenologia nem uma ontologia, mas segue sendo, todavia, um conhecimento do Absoluto, pois, que outra coisa poderia conhecer se só o Absoluto é verdadeiro, ou só o verdadeiro é Absoluto? Não obstante, em vez de apresentar o saber do Absoluto “em si para si”, Hegel considera o saber tal como é na consciência e precisamente desde esse saber fenomênico, mediante sua autocrítica, é como ele se eleva ao saber absoluto. Em segundo lugar, Hegel define a Fenomenologia como desenvolvimento e cultura, no sentido de seu progressivo afinamento da consciência natural acerca da ciência, isto é o saber filosófico, o saber do Absoluto; por sua vez indica a necessidade de uma evolução. Em último lugar, Hegel precisa a técnica teórica do desenvolvimento fenomenológico e em que sentido este método é precisamente obra própria da consciência que faz sua aparição na experiência, em que sentido é suscetível metodologicamente de ser repensado em sua necessidade pela filosofia. A lei cujo desenvolvimento necessário engendra todo o universo é a da dialética, segundo a qual toda ideia abstrata, a começar pela de ser considerada como pontode partida no seu estado de abstração, afirma necessariamente a sua negação, a sua antítese, de modo que esta contradição exige para se resolver a afirmação de uma síntese mais compreensiva que constitui uma nova ideia, rica em desenvolvimento, ao mesmo tempo, do conteúdo das duas outras em seu procesamento. Na Introdução à Fenomenologia Hegel repete suas críticas a uma filosofia que não fosse mais que teoria do conhecimento.
E não obstante, a Fenomenologia, como têm assinalado
quase todos os seus expressivos comentaristas, marca em certos aspectos um
retorno ao ponto de vista de Kant e de Fichte. Em que novo sentido devemos
entendê-lo? Ora, se o saber é um instrumento, modifica o objeto a conhecer e
não nos apresenta em sua pureza; se for um meio tampouco, nos transmite a
verdade sem alterá-la de acordo com a própria natureza do meio interposto. Se o
saber é um instrumento, isto supõe que o sujeito do saber e seu objeto se
encontram separados; por conseguinte, o Absoluto seria distinto do
conhecimento: nem o Absoluto poderia ser saber de si mesmo, nem o saber, fora
da relação dialética, poderia ser saber do Absoluto. Contra tais pressupostos a
existência mesma da ciência filosófica, que conhece efetivamente, é já uma
afirmação. Não obstante, esta afirmação não poderia bastar porque deixa a
margem a afirmação de outro saber; é precisamente esta dualidade o que
reconhecia Schelling quando opunha o saber fenomênico e o saber absoluto, mas
não demonstrava os laços entre um e outro. Uma vez colocado o saber absoluto
não se vê como é possível no saber fenomênico, e o saber fenomênico por sua
parte fica igualmente separado do saber Absoluto. Hegel retorna ao saber
fenomênico, ao saber típico da consciência comum, e pretende demonstrar
como aquele conduz necessariamente ao saber Absoluto, ou também que ele mesmo é
um saber absoluto que, todavia, não se sabe como tal.
Não apenas Fichte, mas o próprio Schelling, tampouco satisfaz a exigência de uma estrutura de sistema que retorna a si mesma, pois o dualismo fichteano do Eu e Não-Eu perdura, em última análise, no primeiro projeto resumido de sistema, no Sistema do idealismo transcendental. Segundo ele, a filosofia tem, com efeito, duas partes – filosofia natural e filosofia transcendental, a qual, por sua vez, contém, entre outras coisas, filosofia prática e filosofia teórica. Schelling argumenta do seguinte modo: já que o saber seria unidade de subjetividade e objetividade, o ponto de partida da filosofia teria de ser ou o objetivo (a natureza) ou o subjetivo (a inteligência). Naquele caso, surgiria a filosofia da natureza; neste, a filosofia transcendental. No entanto, o objetivo de cada uma dessas duas ciências seria avançar na direção da outra – portanto, de um lado, “partindo da natureza chegar ao inteligente”, e, de outro, partindo do subjetivo, “fazer surgir dele o objetivo”. Esta afirmação apenas poderia fazer sentido se para Hösle (2007), com ela se tivesse em mente que a inteligência tem de objetivar e naturalizar em atos práticos e estéticos, como Schelling tenta demonstrar no Sistema.
A segunda falha resulta da primeira. Schelling conhece, em última instância, apenas duas esferas da filosofia, as quais, na terminologia de Hegel, pertencem ambas à filosofia da realidade. Aquela estrutura que precede à ambas e que Hegel tematiza na Ciência da Lógica não tem lugar neste projeto de sistema de Schelling. É fácil ver que não se pode um renunciar a ela, e por três motivos. Em segundo lugar, somente desse modo se pode compreender porque ambas as partes são momentos de uma unidade. Não basta afirmar sua relação mútua, é preciso explicitar estruturas ontológicas gerais que subjazem de igual modo à natureza e à inteligência. Em segundo lugar, somente desse modo se pode tornar plausível a dependência da natureza em relação a uma esfera ideal. E, em terceiro lugar, uma filosofia natural e uma filosofia transcendental apriorísticas são inconcebíveis sem essa esfera abrangente, pois a partir de que deveriam ser fundamentadas as primeiras suposições de ambas as filosofias da realidade? Depois de se desfazer do “resto de fichteanismo”, ainda reconhecível sobretudo na execução do Sistema do idealismo transcendental, Schelling introduziu na Apresentação, como base destas duas ciências, o Absoluto, e o definiu como identidade de subjetividade e objetividade. No entanto, não se pode deixar de ver um limite na doutrina schellinguiana do absoluto que representa um retrocesso, ficando, no mínimo, aquém de Fichte e, em certo sentido, até mesmo aquém de Kant: as categorias analíticas que Schelling utiliza para a caracterização do Absoluto são catadas e, de modo algum deduzidas do próprio Absoluto. Unidade, identidade, infinitude são determinações que Schelling toma da tradição e que, ele não legitima em si e por si – ele apenas mostra que em sua utilização de mera identidade, antes elas que seu contrário conviria ao absoluto, o qual é entendido como unidade de subjetividade e objetividade, e que em segundo lugar, ele nem sequer põe em um nexo causal ordenado.
Luiz Alfredo
Garcia-Roza (1936-2020) sempre foi apaixonado por literatura policial. Mas, curiosamente
estreou na literatura de ficção apenas em 1996, aos 60 anos de idade. Mesmo com
o tempo apertado e dividido entre as aulas, a orientação acadêmica de teses e
dissertações, a coordenação do programa de pós-graduação em Teoria
Psicanalítica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sem falar na
preparação de livros em que utiliza a técnica de interpretação da psicanálise e
filosofia, ele arranjava tempo para ler Arthur Conan Doyle, Raymond Chandler e
Dashiell Hammett, alguns de seus autores preferidos. A partir de 1996, quando
lançou seu primeiro romance policial, “O Silêncio da Chuva”, o gênero literário
saiu do segundo plano para o papel de protagonista. Motivado pelo prêmio da
indústria cultural “Nestlé de Literatura” e pelo exotismo do prêmio Jabuti,
ganhos com a obra de estreia, Garcia-Roza decidiu deixar a vida acadêmica para
se dedicar unicamente à questão primaz da literatura nacional. Para surpresa do
autor, seus livros não só ganharam a simpatia do público como viraram best-sellers.
Juntos, “O silêncio da chuva” (1996), “Achados e perdidos” (1998), “Vento
sudoeste” (1999), “Uma janela em Copacabana” (2001) e “Perseguido” (2003),
todos da empresa editorial Companhia das Letras, venderam 90 mil exemplares no
Brasil. Com um cinismo latente afirma: - “Fiquei assustado. Nunca imaginei que
isso pudesse acontecer. A própria feitura de um best-seller supõe quase
uma fórmula e eu não sigo nada disso”. Suas histórias também foram lançadas na
Espanha, Estados Unidos, Portugal, França e Grécia. Além de atravessar com as
palavras o oceano, as tramas do autor carioca começaram a ganhar as telas dos
cinemas. O diretor José Joffly está na fase de produção de um filme baseada em
“Achados e perdida”. “Vento sudoeste” foi vendido para a produtora Ana Maria
Bahiana. “Ela vai fazer um filme e uma série para a TV”, narra Garcia-Roza.
Um dos principais responsáveis por todo esse sucesso é o delegado Espinosa, personagem presente em todos os livros do autor. Ele não é um super-herói, é um homem comum, com dúvidas e angústias, que cumpre com responsabilidade social, inteligência e honestidade suas funções como titular da 12ª DP, no tradicional bairro de Copacabana. Ele conhece a corrupção que ronda a delegacia e sabe muito bem em quem pode e em quem não pode confiar, mas vai levando, sabendo que pouco pode fazer para mudar essa estrutura que atravessou o oceano com os portugueses. Não interessa ao autor retratar com fidelidade a violência que marca cotidianamente o Rio de Janeiro. As ruas do centro e de Copacabana, bairro onde nasceu, em 1936, e os problemas que atingem a cidade estão nas páginas dos seus livros. Mas tudo é usado apenas como elemento de fundo para a criação de suas tramas. - “Os acontecimentos policiais do Rio servem somente para me manter dentro da temperatura da cidade. Nada mais do que isso. Não tenho interesse em saber detalhes. A violência da cidade não é sedutora”. A carreira artística do ator Domingos Montagner, nascido em São Paulo em 26 de fevereiro de 1962, começou no circo, na companhia de seu teatro “La Mínima”, em 1980. Em 1990, ingressa no teatro como palhaço em “Cordel Encantado”, da Rede Globo de televisão, que foi a sua primeira participação em novela. Na televisão fez poucas participações, como o seriado “Força Tarefa” e “A Cura”. Recentemente, também participou do seriado Divã, em que fez Carlos, o amante da protagonista Mercedes, vivida pela atriz Lília Cabral. Em 2012, viveu o presidente Paulo Ventura na minissérie O Brado Retumbante. Neste ano, interpretou em “Salve Jorge”, o guia turístico Zyah, que se apaixona por Bianca, personagem de Cléo Pires. Em 2013, viveu o ativista Mundo em “Joia Rara”.
Em 2014, é o protagonista de “Sete Vidas”, no
papel de Miguel, um homem que descobre ter sete filhos, após ser doador de
esperma. Neste livro, há três personagens femininas bastante importantes. A
primeira é Irene, que Espinosa conheceu em Vento Sudoeste e com quem continua a
se encontrar em uma espécie de namoro light. Irene funciona como um contraponto
para a vida profissional de Espinosa. É na presença dela, nas conversas com
ela, que Espinosa desenvolve suas teorias e de quem obtém uma perspectiva
externa dos crimes. A segunda personagem é Celeste, namorada de um dos
policiais assassinados e cuja presença, mais etérea que corpórea, é espreita
constante na narrativa. Numa analogia ao angustiante livro de Cornell Woolrich,
“A Dama Fantasma”, Celeste é capaz de aparecer com as respostas de que o
delegado precisa apenas para, no minuto seguinte, desaparecer e gerar mais
dúvidas ainda. Por fim, a terceira mulher, Serena. Impossível não se lembrar de
Lisa Fremont, de “Janela Indiscreta” (1954). Não que Serena seja elegante ou
refinada como Grace Kelly, mas a obsessão que desenvolve em relação à vigília
da janela do apartamento em frente ecoa a trama de Alfred Hitchcock (1899-1980). Serena é,
na verdade, mais uma vítima da investigação de Espinosa. Ao mesmo tempo em que
tenta desempenhar o papel de “Femme fatale”, a tentação que o delegado vacila
entre combater e abraçar, Serena é envolvida na trama mais complexa do que
poderia esperar e da qual não sabe e nem compreende como se defender.
O thriller, ou suspense, é um gênero da literatura, filmes, jogos eletrônicos e televisão que usa o suspense, tensão e excitação como principais elementos do gênero. Um exemplo de thrillers são os filmes de Alfred Hitchcock (1899-1980), um diretor e produtor cinematográfico britânico. Amplamente considerado um dos mais reverenciados e influentes cineastas de todos os tempos, Hitchcock foi eleito pelo The Telegraph o maior diretor da história da Grã-Bretanha e, pela Entertainment Weekly, “o maior do cinema mundial”. Reconhecido como “o Mestre do Suspense”, dirigiu 53 longas-metragens ao longo disciplinarmente de seis décadas de carreira. Tornou-se também famoso por conta de diversas entrevistas, assim como das frequentes aparições em seus filmes (cameo) e da apresentação do programa Alfred Hitchcock Presents (1955-1965). Tanto o ato de esconder informações importantes do leitor/espectador como cenas de perseguições são características comuns em todos os subgêneros de thrillers, embora cada gênero tenha características próprias. Outra grande característica do thriller é o clímax criado para prender os leitores/telespectadores. Esses momentos ocorrem geralmente quando o personagem principal é colocado em uma situação ameaçadora, misteriosa, em uma fuga ou uma perigosa missão humana da qual parece impossível escapar. A sua própria vida é ameaçada, geralmente porque o personagem principal é inocente ou inconscientemente está envolvido na trama. A Odisseia de Homero é uma das mais antigas histórias no mundo ocidental e é considerado no sentido histórico-filosófico um protótipo do thriller.
Melhor dizendo, é uma trama controlada por um vilão, em que ele apresenta obstáculos que o herói deve superar. O thriller criminal é uma mistura de filmes sobre crimes e o thriller, que mostra sequência de crimes bem-sucedidos e falhos, em que o protagonista trata de investigar os crimes, fazer sua detecção e descobrir quem são os criminosos e os seus motivos. Nesse gênero, geralmente se fundamenta na visibilidade de criminoso e não no investigador/policial. Geralmente, se enfatiza a ação sobre os aspectos psicológicos dos personagens. Os temas mais comuns pragmaticamente são sobre os Serial killers, assassinatos, assaltos, perseguições e tiroteios. Um exemplo de thriller criminal é We Need to Talk About Kevin (2011), um filme britânico-americano lançado em 2011, dirigido por Lynne Ramsay e estrelado por Tilda Swinton, John C. Reilly e Ezra Miller. A produção é baseada no livro Temos de Falar Sobre o Kevin (2003) de Lionel Shriver. Até então uma bem sucedida escritora de livros turísticos, ela relembra sua vida desde o momento em que conheceu seu marido Franklin (John C. Reilly), um fotógrafo que trabalhava com publicidade. Após anos desfrutando de viagens e prazeres do matrimônio Eva é trazida à realidade pela gravidez tardia. O casal abandona um loft no centro da cidade e se muda para uma confortável casa no subúrbio para criar os filhos. Entretanto, com o nascimento do filho primogênito, Kevin, a vida de Eva muda drasticamente do ponto de vista dos efeitos de poder. Kevin, uma criança agressiva e cruel, nutre uma assustadora hostilidade pela sua mãe que se intensifica com o passar dos anos, destruindo a harmonia familiar e tornando Eva uma mulher infeliz, amargurada e tomada pelo terror.
No thriller psicológico,
os personagens não são dependentes da força física para superar seus inimigos,
o que é frequentemente o caso típico de thrillers de ação, mas dependem de suas
capacidades mentais, seja pela inteligência lutando com um oponente formidável,
ou por tentar se manter em perfeito estado de equilíbrio psicológico. Uma das
características nesse gênero é que o escritor/roteirista busca descrever os
eventos do ponto de vista do personagem, sendo assim, na maioria das
vezes, narrados em primeira pessoa, ou seja, o próprio personagem é quem conta
a história. Esse recurso é muito usado pois faz o leitor ficar mais envolvido
com o personagem e ser capaz de entender como funciona sua mente. Outra
característica desse tipo de thriller é que a narração volta muitas vezes no
tempo, em que o personagem dramaturgicamente narra algo que aconteceu em seu
passado, mais especificamente para justificar suas atuais motivações
psicológicas, ou demonstrar como algo mudou sua percepção sobre seu
passado/presente. Muitos thrillers psicológicos têm surgido nos últimos anos,
em vários tipos sociais de mídias (cinema, literatura, rádio etc.). Apesar das
diferentes formas de representação, tendências gerais têm aparecido ao longo
das próprias narrativas. Alguns destes temas são: a percepção do personagem do
mundo à sua volta, sua tentativa de distinguir o verdadeiro do irreal, sua
mente confusa, busca por sua identidade e medo/fascínio pela morte. Um exemplo
de thriller psicológico é Sala Samobójców (2011), um drama
polonês dirigido por Jan Komasa. O filme é centrado em Dominik Santorski, um
garoto sensível e perdido, que é filho de pais ricos e bem sucedidos. Depois de
desafios e eventos de humilhação, colegas de classe dizem que Dominik é
homossexual e zombam dele em redes sociais.
O palácio da memória, também chamado método de loci, tem como representação uma técnica mnemônica que depende de relações espaciais memorizadas para estabelecer, ordenar e recoletar conteúdo memorial. Baseia-se em criar um lugar imaginário, que pode ser construído inspirado num “lugar familiar”, como a própria casa da pessoa, ou criar um lugar imaginário totalmente fictício, ou combinando ambas as coisas. Andi Bell, três vezes campeão do World Memory Championships, advoga o método que também era conhecido dos gregos e romanos, sendo um método antigo. No século XVI o missionário italiano Matteo Ricci tentou, com sucesso, conquistar a confiança dos chineses através de seus conhecimentos, este método dentre eles. Jonathan Dermot Spence (1936-2021) foi um historiador, sinólogo e autor britânico-americano especializado em história chinesa. Ele foi Professor Sterling de História na Universidade de Yale de 1993 a 2008. É a mais alta classificação acadêmica da Universidade de Yale, é concedido a um docente titular considerado o melhor em sua área. Seu livro mais lido é The Search for Modern China (1990), uma pesquisa dos últimos séculos de história chinesa com base em seu curso popular em Yale. Um autor, crítico e ensaísta prolífico, ele publicou mais de uma dúzia de livros sobre a China. O principal interesse de Spence era a China moderna, especialmente a dinastia Qing, e as relações entre a China e o Ocidente. Spence frequentemente usava biografias para examinar a história cultural e política. Outro tema comum são os esforços de ocidentais e chineses extraordinariamente “para mudar a China”, e como tais esforços foram frustrados.
Jonathan
Spence lecionou um curso de graduação popular na Universidade de Yale sobre a história da China moderna, que serviu
de base para seu livro The Search for Modern China (1990). Ele lecionou
em Yale por mais de 40 anos. Durante esse tempo, ele escreveu muitos livros
sobre a China que promoveram a compreensão do país e de sua cultura com o
público ocidental. Alguns de seus livros durante esse período incluem The
Search for Modern China (1990), que foi publicado após o massacre da Praça
da Paz Celestial em 1989, e God`s Chinese Son: The Taiping Heavenly Kingdom
of Hong Xiuquan (1996). Spence foi presidente da Associação Histórica
Americana entre 2004 e 2005. Embora seu foco principal fosse a China da
dinastia Qing, ele também escreveu uma biografia de Mao Tsé-Tung e O Portão
da Paz Celestial, um estudo de intelectuais do século XX e sua relação com
a revolução. Ele se aposentou de Yale em 2008. Seu livro The Search for
Modern China foi um best-seller do New York Times e
documentou a evolução da China desde o declínio da dinastia Ming no início de
1600 até o movimento pró-democracia de 1989, enquanto seu livro Treason by
the Book (2001) documentou a história de um estudioso que enfrentou o
terceiro imperador Manchu em 1700. Spence recebeu oito títulos honorários nos
Estados Unidos, bem como da Universidade Chinesa de Hong Kong e em 2003 da
Universidade de Oxford. Ele foi convidado a se tornar professor visitante na
Universidade de Pequim e professor honorário na Universidade de Nanquim. Ele
foi nomeado Companheiro da Ordem de São Miguel e São Jorge em 2001, e em
2006, foi eleito membro honorário do Clare College, Cambridge. Em 2010, Spence
foi nomeado para proferir a Palestra Anual Jefferson na Biblioteca do
Congresso, a maior honraria federal dos Estados Unidos da América por
conquistas nas humanidades.
O
thriller tecnológico é um gênero que aborda geralmente assuntos ligados
a ficção científica, suspense, espionagem, ação e guerra. Eles incluem uma
quantidade desproporcional (em relação a outros gêneros) de detalhes técnicos
sobre seu assunto (normalmente tecnologia militar); apenas a ficção científica
tende a ter um nível comparável de detalhes no lado técnico. O funcionamento
interno de tecnologias e os mecanismos de áreas distintas (espionagem, artes
marciais, política) são exaustivamente explorados, e muitas vezes o enredo gira
em torno das particularidades tecnológicas. A categoria de thriller tecnológico
se confunde com o gênero de ficção científica em alguns pontos. As
características que definem um thriller tecnológico são a ênfase no mundo real ou
em tecnologias plausíveis em um futuro próximo, muitas vezes com um foco na
ação militar ou político-militar. Michael Crichton e Tom Clancy são
considerados os pais do thriller tecnológico moderno. O livro de
Crichton O Enigma de Andrômeda (1969) e o livro de Clancy A Caçada ao
Outubro Vermelho (1984) são exemplos de que definem o gênero, embora
autores tenham escrito material similar antes, e como exemplo de filme temos o Ex-machina
(2015). O thriller político é um gênero que mostra os bastidores de uma
disputa de poder político. Eles podem envolver cenários políticos nacionais ou
internacionais. A corrupção política, o terrorismo e a guerra são temas mais comuns.
Thrillers políticos podem ser baseados em fatos reais, como o
assassinato de John F. Kennedy (1917-1963), reconhecido também pelas iniciais
do seu nome JFK, foi um político norte-americano que serviu como Presidente dos
Estados Unidos de 1961 a 1963, quando foi assassinado, ou, posteriormente o caso
de escândalo de Watergate, um grande escândalo político nos Estados Unidos
envolvendo a administração do presidente Richard Nixon (1913-1994), que começou
em 1972 e finalmente levou à renúncia de Nixon em 1974. De modo que há uma
forte sobreposição com o thriller de conspiração.
Bibliografia Geral Consultada.
SPENCE, Jonathan Dermot, O
Palácio da Memória de Matteo Ricci. Rio de Janeiro: Editora Companhia das
Letras, 1986; CALLIGARIS, Contardo, Introdução a uma clínica diferencial das
psicoses. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989; ELÍAS, Norbert, El Proceso
de la Civilización. Investigaciones Sociogenéticas y Psicogenéticas. México:
Editor Fondo de Cultura Económica, 1989; DUMONT, Louis, Homo Hierarchicus. O
Sistema de Castas e suas Implicações. São Paulo: Editora da Universidade de
São Paulo, 1992; ROTH, Michael (Org.), Freud, Conflito e Cultura: Ensaios
sobre a Vida, Obra e Legado. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2000;
VIGARRELLO, Georges, Storia della Violenza Sessuale. Veneza: Marsílio
Editore, 2001; HÖSLE, Vittorio, O Sistema de Hegel. O Idealismo da
Subjetividade e o Problema da Intersubjetividade. São Paulo: Editora
Loyola, 2007; GARCIA-ROZA, Luiz Alfredo, Acaso e Repetição em Psicanálise: Uma
Introdução à Teoria das Pulsões. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1986;
Idem, Freud e o Inconsciente. 23ª edição. Rio de Janeiro: Jorge Zahar
Editor, 2008; Idem, Uma Janela em Copacabana. 3ª edição. Rio de Janeiro:
Editora Companhia das Letras, 2010; HOMERO, Odisseia. São Paulo: Penguin
Classics Companhia das Letras, 2011; SADALÇA, Glória; MARTINHO, Maria Helena, “A
Estrutura em Psicanálise: Uma Enunciação desde Freud”. In: Ágora (Rio
J.) 14 (2) • Dez 2011; ALTOÉ, Sônia; MARTINHO, Maria Helena, “A noção de
estrutura em psicanálise”. In: Estilos Clin. vol.17 no.1 São Paulo jun.
2012; FOUCAULT, Michel; BENEDETTI, Ivone Castilho, Malfazer, Dizer
Verdadeiro. São Paulo: Editora WMF; Martins Fontes, 2018; DUNNING, Eric, A
Busca da Excitação: Desporto e Lazer no Processo Civilizacional. 1ª edição.
Lisboa: Edições 70, 2019; LIMA, Ana Lorena Bandeira, O Cinema como Produtor
de Pensamento no Ensino de Filosofia. Dissertação de Mestrado Profissional
em Filosofia. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2023; THOSI, Aline
Fernandes, Autoras inglesas da Primeira Modernidade (1500-1650): O Texto
Literário de Tema Religioso e as Estratégias Femininas de Subversão. Tese
de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Letras. Rio de Janeiro: Universidade
do Estado do Rio de Janeiro, 2025; entre outros.
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