“Canta, coração que esta alma necessita de ilusão”. Raimundo Fagner
Górgias foi responsável por
inovações retóricas envolvendo a estrutura e a ornamentação, além da introdução
da paradoxologia, ou seja, a ideia do pensamento paradoxal, e da expressão
paradoxal, o que fez com que fosse apelidado de “o pai da sofística”. Górgias
também é reconhecido por contribuir com a “difusão do dialeto ático como língua
da prosa literária”. As obras de retórica de Górgias ainda em existência (Encômio
de Helena, Defesa de Palamedes, Sobre a Não-Existência e Epitáfio)
foram preservados através de uma obra chamada Technai, um manual de
instrução retórica, que consistia de modelos a serem memorizados, e demonstrava
diversos princípios da prática retórica. Embora alguns estudiosos tenham
alegado que cada uma dessas obras apresenta afirmações contrastantes, os quatro
textos podem ser lidos como contribuições interrelacionadas à arte (technê)
e à teoria promissora da retórica. Das obras existentes de Górgias, apenas o Encômio
e a Defesa encontram-se em sua forma integral. Diversas de suas obras
políticas, retóricas e discursos foram referenciadas e citadas por Aristóteles,
incluindo um discurso sobre a unidade helênica, uma oração fúnebre pelos
atenienses mortos na guerra, e uma citação curta de um Encômio sobre os
Eleenses. Além destes discursos, existem paráfrases de seu tratado “Sobre a
Natureza ou o Não-Existente”. Estas obras fazem parte da coleção Diels-Kranz e,
embora os acadêmicos considerem esta fonte confiável, muitas delas estão em
estado fragmentário, ou mesmo corrompido. Diversas questões históricas e
sociais foram levantadas a respeito da autenticidade e da exatidão dos textos
que lhe são atribuídos.
Os escritos de Górgias
são tanto retóricos quanto performáticos; o autor faz grande esforço para
exibir sua habilidade de fortalecer uma posição argumentativa absurda.
Consequentemente, cada uma de suas obras defende pontos de vista que eram
impopulares, paradoxais e até mesmo absurdos. A natureza performática de seus
escritos é exemplificada pela maneira com que ele aborda, jocosamente, cada
argumento, com estratagemas estilísticos como a paródia, a figuração artificial
e a teatralidade. Seu estilo argumentativo pode ser descrito como poesia sem a
métrica (poiêsis sem a métrica). Górgias argumentava que palavras
persuasivas tinham uma força (dunamis) equivalente às palavras dos
deuses, e o mesmo impacto da força física. No Encômio, comparou o efeito da
fala sobre a alma ao efeito das drogas sobre o corpo: Assim como diferentes
drogas trazem à tona os diferentes humores do corpo — alguns interrompendo uma
doença, outros a vida — o mesmo ocorre com as palavras: algumas causam dor,
outras alegria, algumas provocam o medo, algumas instilam em seus ouvintes a
ousadia, outras tornam a alma muda e enfeitiçada com crenças más. Górgias
também acreditava que seus “encantamentos mágicos” trariam cura à psiquê humana
ao controlar as emoções fortes. Dedicava atenção especial aos sons das
palavras, que, como na poesia, podiam cativar plateias. Seu estilo flórido e
rimado parecia hipnotizar aqueles que o ouviam. Seu lendário poder de persuasão
sugere que tinha uma influência sobrenatural sobre seu público e suas emoções.
Ao contrário de outros sofistas, especialmente Protágoras, Górgias não
professava ensinar areté (“excelência”, ou “virtude”).
Acreditava não haver uma forma absoluta de areté, mas que o conceito era relativo a cada situação, por exemplo, a virtude num escravo não equivale à virtude num estadista. Sua crença, na falta de melhor expressão, era a de que a retórica, a arte da persuasão, é a rainha de todas as ciências, na medida em que é capaz de persuadir qualquer curso de ação. Embora a retórica existisse no currículo de cada um dos sofistas, Górgias atribuiu-lhe maior proeminência do que qualquer outro. Górgias reconhecido nos tempos modernos como “o Niilista”, foi um retórico e filósofo grego, natural de Leontinos, na Sicília. Juntamente com Protágoras de Abdera, formou a primeira geração de sofistas. Diversos doxógrafos relatam que teria sido discípulo de Empédocles, embora tenha sido apenas alguns anos mais jovem que ele. Como outros sofistas, estava continuamente mudando de cidade, praticando e dando demonstrações públicas de suas habilidades em diversas cidades, e nos grandes centros pan-helênicos como Olímpia e Delfos, cobrando por suas apresentações e por aulas. Uma característica especial de suas aparições era a de ouvir questões da plateia sobre todos os assuntos e respondê-las sem qualquer preparo. Seu principal legado foi ter levado a retórica desde sua Sicília natal para a Ática, e contribuir com a difusão do dialeto ático como idioma da prosa literária. Antístenes, fundador do cinismo, foi ouvinte de Górgias, e Platão escreveu um diálogo intitulado Górgias, onde discute a função e a validade da retórica n avida cotidianamente.
Górgias era originário
de Leontinos, uma colônia grega na Sicília, a maior ilha do Mediterrâneo, fica
perto do “dedo” da “bota” da Itália. Sua história se reflete em lugares como o
Vale dos Templos, as ruínas bem conservadas de 7 templos gregos monumentais em
estilo dórico e os mosaicos bizantinos da Cappella Palatina, antiga capela real
na capital, Palermo, local que frequentemente é “chamado de terra natal da
retórica grega”. Sabe-se que seu pai se chamava Carmântides, e que tinha dois
irmãos — um irmão chamado Heródico e uma irmã que lhe dedicou uma estátua em
Delfos. Tinha em torno de 60 anos quando, em 427 a.C., foi enviado a Atenas por
seus compatriotas na função de embaixador, chefiando um grupo que pediu pela
proteção da cidade contra a agressão dos siracusanos. Acabou por se fixar
permanentemente lá, provavelmente devido à enorme popularidade do seu estilo de
oratória e dos benefícios financeiros que obteve com suas apresentações e aulas
de retórica. De acordo com Aristóteles, entre seus discípulos estava Isócrates.
Outros de seus estudantes foram indicados em tradições posteriores; a Suda
lista Péricles, Pólo e Alcídamas, Diógenes Laércio menciona Antístenes, e, de
acordo com Filóstrato, “atraiu a atenção dos homens mais admirados, Crítias e
Alcibíades, entre os jovens, e Tucídides e Péricles, entre os mais velhos.
Agatão também, o poeta trágico, a quem a Comédia considera sábio e eloquente,
frequentemente gorgianiza em seu verso iâmbico”. Górgias teria vivido mais de
cem anos. Conquistou uma riqueza considerável, suficiente para que ele
encomendasse uma estátua de ouro de si mesmo para um templo público. Morreu em
Lárissa, na Tessália, em 376 a. C.
A cultura da Grécia
Antiga é a base sobre a qual se eleva a cultura da civilização
ocidental. Como sabemos, exerceu poderosa influência sobre os romanos, que se
encarregaram de repassá-la a diversas partes da Europa. A civilização grega
antiga teve influência na linguagem, na política, no sistema educacional, na filosofia,
na ciência, na tecnologia, na arte e na arquitetura moderna, particularmente
durante a renascença da Europa ocidental e de resto durante os diversos
reviverem neoclássicos dos séculos XVIII e XIX. Conceitos sociológicos como
cidadania e democracia são gregos, ou pelo menos de pleno desenvolvimento nos
manuscritos dos gregos. Os historiadores e escritores políticos cujos trabalhos
sobreviveram ao tempo eram, em sua maioria, atenienses ou pró-atenienses e
todos conservadores. Por isso se conhece melhor a história de Atenas do que a
história das outras cidades. Esses homens concentraram seus trabalhos em
aspectos políticos, militares e diplomáticos, ignorando o que veio a se
conhecer modernamente por áreas de conhecimento em história econômica e social.
O homem é criação propiciada pelo processo real de transformação da realidade e
por uma formação ideal exagerada da imaginação que faz a essência do homem
criadora. A possibilidade real, a ocasião apriorística desse modo de
comportamento que chamamos amor, fará surgir, se for o caso.
A existência desse impulso sem objeto, por assim dizer incessantemente fechado em si, acento premonitório do amor, puro produto do interior e, no entanto, já acento de amor, é a prova mais decisiva em favor da essência central puramente interior do fenômeno amor, muitas vezes dissimulado sob um modo de representação pouco claro, segundo o qual o amor seria uma espécie de surpresa ou de violência vindas do exterior, tendo su símbolo mais pertinente no “filtro do amor”, em vez de uma maneira de ser, de uma modalidade e de uma orientação que a vida como tal toma por si mesma – como se o amor viesse de seu objeto, quando, na realidade, vai em direção a ele. De fato, o amor é o sentimento que, fora dos sentimentos religiosos, se liga mais estreita e mais incondicionalmente a seu objeto. À acuidade com a qual ele brota do sujeito corresponde a acuidade igual com que ele se dirige para o objeto. É que nenhuma instância vem se interpor. Se venero alguém. É pela qualidade de venerabilidade que, em sua realidade, permanece ligada à imagem pelo tempo quanto eu o venerar, passível de adoração, contemplação e respeito. Por mais insuficiente, por mais preso a um estreito simbolismo humano que esteja o conceito de objetivo e de meios em presença da misteriosa realização da vida, devemos qualificar essa emoção sexual que a vida se serve para a manutenção da espécie, confiando aqui a consecução desse objetivo não mais a um mecanismo (no sentido lato) mas a mediações psíquicas.
Enfim, a pulsão, dirigida a princípio, tanto no sentido genérico quanto no sentido hedonista, ao outro sexo enquanto tal, parece ter diferenciado cada vez mais seu objeto, à medida que seus suportes se diferenciavam, até singularizá-lo. Claro, sabemos que a pulsão não se torna amor pelo simples fato de sua individualização; esta última pode ser refinadamente hedonista, ou instinto vital-teleológico do parceiro apto a procriar filhos. Mas, indubitavelmente, ela cria uma disposição formativa e, por assim dizer, um marco para essa exclusividade que constitui a essência do amor, mesmo quando seu sujeito se volta para uma pluralidade de objetos. Não duvidamos em absoluto que no seio do que se chama “atração dos sexos” constitui-se o primeiro factum, ou, se quiserem, a prefiguração do amor. A vida historicamente se metamorfoseia nessa produção social, traz sua corrente à altura dessa onda cuja crista vital, de desenvolvimento, sobressai acima dela. Se considerarmos o processo da vida como um dispositivo de meios a serviço desse objetivo e se levarmos em conta seu significado efetivo para a propagação da espécie, então este também é um dos meios que a vida se dá para si e a partir de si. Do mesmo modo, no homem que temo, o caráter terrível e o motivo que o provocou estão intimamente ligados; mesmo o homem que odeio não é, na maioria dos casos separado em minha representação da causa desse ódio – é esta uma das diferenças entre amor e ódio que desmente a assimilação que comumente se faz deles. Mas o específico do amor é excluir do amor existente a qualidade mediadora de seu objeto, sempre relativamente geral, que provocou o amor por ele. Ele permanece como intenção direta e centralmente dirigida para esse objeto, e revela a sua natureza verdadeira e incomparável nos casos em que sobrevive ao desaparecimento indubitável do que foi sua razão de nascer.
Essa constelação, que
engloba inúmeros graus, desde a frivolidade até a mais alta intensidade, é
vivida segundo o mesmo modelo, seja em relação a uma mulher ou a um objeto, a
uma ideia ou a um amigo, à pátria ou a uma divindade. Isso deve ser solidamente
estabelecido em primeiro lugar, se quisermos elucidar em sua estrutura seu
significado mais restrito, o que se eleva no terreno da sexualidade. A
ligeireza com que a opinião corrente alia instinto sexual a amor lança talvez
uma das pontes mais enganadoras na paisagem psicológica exageradamente rica em
construções desse gênero. Quando, ademais, ela penetra no domínio da psicologia
que se dá por científica, temos com demasiada frequência a impressão de que
esta última caiu nas mãos de açougueiros. Por outro lado, o que é óbvio, não
podemos afastar pura e simplesmente essa relação. Para que a espécie humana
pudesse sobreviver, a psique precisou ser socializada e dar sentido a um mundo
aparentemente sem-sentido natural-biológico. Ao criar as significações,
institui-se a sociedade que é a origem de si mesma. Não se poderia pensar a humanidade
fora do mundo de significações, ou a subjetividade, a partir do termo “para
si”, das representações das instituições sociais. O “para si” é inferido a
partir das instancias, interdependentes, em que todas existem, mas nenhuma se
mantém sem a outra, numa completa relação de atividade e reciprocidade
representando a totalidade do sujeito.
Enfim, Cornelius Castoriadis admite que é impossível fazer filosofia sem uma ontologia, segundo o aristotelismo, parte da filosofia que tem por objeto o estudo das propriedades mais gerais do ser apartada da infinidade de determinações que, ao qualificá-lo particularmente, ocultam sua natureza plena e integral. isto é, sem uma interrogação sobre o ser, mas, ao contrário do que possa pensar aquele para quem ontologia soa como “palavra proibida”, sua reflexão é inteiramente articulada à questão política. Não sendo, pois, uma idealização, mas um pensamento radical sobre a possibilidade de uma sociedade na qual os homens tenham consciência de seu poder. Por sua vez, o imaginário radical enquanto imaginário social aparece como corrente do coletivo anônimo, traduzindo-se na sociedade e no que para o social-histórico é posição, criação e fazer ser. Duas dimensões não incomunicáveis nem estáticas, embora a dimensão psíquica, tenha participação oculta na formação do que é próprio na criação. Em H. M. Enzensberger, a inteligência é vista como uma ferramenta crucial para a compreensão do mundo e para a resolução de problemas, incluindo a própria existência. A inteligência não é apenas uma capacidade cognitiva, mas também uma força vital que permeia a organização dos sistemas, incluindo os seres vivos, e que permite a adaptação e a sobrevivência. A literatura de Enzensberger, em particular, destaca a inteligência em ação, utilizando-a para analisar e criticar a sociedade, a cultura e a política. A inteligência, segundo Enzensberger é essencial para a sobrevivência. A capacidade de encontrar soluções e adaptar-se a novas situações é fundamental para a existência de qualquer sistema, seja ele vivo ou não. Uma força organizadora, pois, atua na organização e na manutenção da ordem em sistemas complexos, incluindo o próprio corpo humano e a sociedade. Presente em todas as formas de vida, pois, a inteligência não é exclusiva da espécie humana, mas é uma característica presente em todos os seres vivos, manifestando-se de diferentes formas.
A inteligência é um elemento central na obra de Enzensberger, especialmente na sua poesia, onde é usada para analisar e criticar o mundo. A inteligência não é estática, mas sim um processo contínuo de aprendizado e adaptação, capaz de se renovar e evoluir. A obra “Destinatário: Desconhecido”, demonstra como a inteligência pode ser usada para lidar com a complexidade do mundo, intrincada teia de interconexões e interdependências que caracterizam os sistemas sociais, naturais e tecnológicos e, portanto, para questionar as estruturas de poder e de conhecimento existentes. Acaso é algo que surge ou acontece a esmo, sem motivo ou explicação aparente. A palavra acaso tem três sentidos diferentes, que dependem do sentido inversamente que se dá à palavra causa. Algo que acontece sem finalidade ou sem objetivo, isto é, algo sem causa final. Neste sentido, o acaso, filosoficamente entendido, se opõe à teleologia. Algo que acontece sem ser consequência de algo passado, ou seja, efeito que não se explica por uma determinação precedente. Neste sentido, o acaso, filosoficamente entendido, se opõe ao pré-determinismo. O conceito de acaso nos fenômenos da natureza é relacionado ao conceito da aleatoriedade objetiva de Epicuro, que é a aleatoriedade da ausência de causas. É a aleatoriedade associada às estruturas e processos sociais enquanto sequências de fenômenos que não são determinados por nenhuma causa, que negam todo recurso a mecanismos antecedentes; uma estrutura com aleatoriedade objetiva é impossível de descrever completamente, portanto, sobre ela não podemos construir modelos físicos ou construir uma Física que os descreva. Um processo com tal aleatoriedade objetiva tem comportamento impossível de ser previsto e controlado, e se o repetirmos a partir de seus estados iniciais e causas idênticas produzirá efeitos diferentes que são determinados de um modo totalmente ao azar e aqui, podemos usá-lo como um sinônimo de acaso.
A doutrina de Epicuro entende que o bem reside no prazer, e, por isso, foi uma doutrina muitas vezes confundida praticamente com o hedonismo. O prazer de que fala Epicuro é o prazer do sábio, entendido como quietude da mente e o domínio sobre as emoções e, portanto, sobre si mesmo. É o prazer da justa medida e não dos excessos. É a própria Natureza que nos informa que o prazer é um bem. Este prazer, no entanto, apenas satisfaz uma necessidade (sexo) ou aquieta a dor. A Natureza conduz-nos a uma vida simples. O único prazer é o prazer do corpo e o que se chama de prazer do espírito é apenas lembrança dos prazeres do corpo. O mais alto prazer reside no que chamamos de saúde. Entre os prazeres, Epicuro elege a amizade. Por isso, o convívio entre os estudiosos de sua doutrina era tão importante a ponto de viverem em uma comunidade, o “Jardim”. Ali, os amigos poderiam se dedicar à filosofia, cuja função principal é libertar o homem para uma vida melhor. Epicuro foi um filósofo grego do período helenístico. Seu pensamento foi muito difundido em numerosos centros epicuristas que se desenvolveram na Jônia, no Egito e, a partir do século I, em Roma, onde Lucrécio foi seu maior divulgador. Epicuro nasceu na Ilha de Samos, em 341 a.C., mas ainda muito jovem partiu para Teos, na costa da Ásia Menor. Quando criança estudou com o platonista Pânfilo por quatro anos e era considerado um dos melhores alunos. Certa vez, ao ouvir a frase de Hesíodo, “todas as coisas vieram do caos”, ele perguntou: “E o caos veio de quê?”.
Retornou para a terra natal em 323 a.C.
Sofria de cálculo renal, o que contribuiu para que tivesse uma vida marcada
pela dor. Epicuro ouviu o filósofo acadêmico Pânfilo em Samos, que não lhe foi
de muito agrado. Por isso foi mandado para Téos pelo seu pai, uma cidade antiga
localizada na costa jônica, ao Norte de Éfeso. Com Nausífanes de Téos,
discípulo de Demócrito de Abdera, teria entrado em contato com a teoria
atomista da qual reformulou alguns pontos. Epicuro ensinou filosofia em
Lâmpsaco, Mitilene e Cólofon até que em 306 fundou sua própria escola
filosófica, O Jardim, onde residia com alguns amigos, na cidade de
Atenas. Lecionou em sua escola até a
morte, em 270 a.C., cercado de amigos e discípulos e tendo sua vida marcada
pelo ascetismo, serenidade e doçura.
O propósito da filosofia para Epicuro era atingir a felicidade, estado caracterizado pela aponia, a ausência de dor (física) e ataraxia ou imperturbabilidade da alma. Ele buscou na natureza as balizas para o seu pensamento: o homem, a exemplo dos animais, busca afastar-se da dor e aproximar-se do prazer. Estas referências seriam as melhores maneiras de medir o que é bom ou ruim. Utilizou-se da teoria atômica de Demócrito para justificar a constituição de tudo o que há. Das estrelas à alma, tudo é formado de átomos, sendo, porém de diferentes naturezas. Dizia que os átomos são de qualidades finitas, de quantidades infinitas e sujeitos a infinitas combinações. A morte física seria o fim do corpo e do indivíduo, que era entendido como somatório de carne e alma, pela desintegração completa dos átomos que o constituem nessa esfera de conhecimento. Eternos e indestrutíveis, estariam livres para constituir outros corpos. Essa teoria, bem trabalhada, tinha a finalidade de explicar todos os fenômenos naturais conhecidos ou ainda não e extirpar os maiores medos humanos: o medo da morte e o medo dos deuses. Naqueles tempos, Epicuro percebeu que as pessoas eram muito supersticiosas e haviam se afastado da verdadeira função das religiões e dos deuses. Os deuses, segundo ele, viviam em perfeita harmonia, desfrutando da bem-aventurança (felicidade) divina. Não seria preocupação divina atormentar o homem de qualquer forma. Os deuses deveriam ser tomados como foram em tempos remotos, modelos de bem-aventurança que servem como modelo para os homens e não seres instáveis, com paixões humanas, que devem ser temidos. Desta forma, procurou tranquilizar as pessoas quanto aos tormentos futuros ou após a morte. Não há por que temer os deuses nem em vida e nem após a vida. E, além disso, depois de mortos, como não estaremos mais de posse de nossos sentidos, será impossível sentir alguma coisa. Então, não haveria nada a temer com a morte. A caminho da busca da felicidade, ainda estão as dores e os prazeres. Quanto às dores físicas, nem sempre seria possível evitá-las.
Mas Epicuro faz questão de frisar que elas não são duradouras e podem ser suportadas com as lembranças de bons momentos que o indivíduo tenha vivido. Piores e mais difíceis de lidar são as dores que perturbam a alma. Essas podem continuar a doer mesmo muito tempo depois de terem sido despertadas pela primeira vez. Epicuro recomenda a reflexão. As dores da alma estão frequentemente associadas às frustrações. Em geral, oriundas de um desejo não satisfeito. Encontra-se, aqui, um dos pontos fundamentais para o entendimento dessa curiosa doutrina, que também foi tomada por seus seguidores e discípulos como um evangelho ou “boa nova”, o equacionamento entre dores e prazeres. Das 300 obras escritas pelo filósofo, restaram apenas três cartas que versam sobre a natureza, sobre os meteoros e sobre a moral, e uma coleção de pensamentos, fragmentos de outras obras perdidas. Estas cartas, com os fragmentos, foram coligidas por Hermann Usener (1834-1905) sob o título de Epicurea em 1887, e mais tarde, Hermann Diels (1848-1922) descobriu que os fragmentos eram de Leucipo. Segundo Epicuro, para atingir a certeza é necessário confiar naquilo que foi recebido passivamente na sensação pura e, por consequência, nas ideias gerais que se formam no espírito como resultado dos dados sensíveis recebidos pela faculdade sensitiva. Epicuro defendia ardorosamente a liberdade humana e a tranquilidade do espírito. O atomismo, acreditava o filósofo, poderia garantir ambas as coisas desde que modificado. A representação vulgar do mundo com seus deuses, o medo dos quais fez com que se cometessem os piores atos, é obstáculo à serenidade. Todas as doutrinas filosóficas, salvo o atomismo, participam dessas superstições, segundo Epicuro.
No sistema epicurista,
os átomos se encontram, fortuitamente, por causa de uma leve inclinação em sua
trajetória (clinâmen), o que os faria chocar-se uns com os outros para
constituir a matéria. Esta é a grande modificação em relação ao atomismo de
Demócrito, segundo o qual o encontro dos átomos é necessário. A inclinação, em
consequência da qual o átomo se desvia, poderia ser por uma vontade, um desejo
ou por afinidade com outro átomo. Precisamente este é o ponto obscuro na teoria
atômica de Epicuro. Provavelmente o filósofo o terá explicado melhor em alguma
das suas obras perdidas. Certo é que esse encontro fortuito dos átomos garante
a liberdade, se assim não fosse, tudo estaria sob o jugo exclusivamente da
Natureza e a explicação dos fenômenos, fazendo com que possam ser explicados
racionalmente. Assim, ao compreender como opera a Natureza, o homem pode
livrar-se do medo e das superstições que afligem o espírito. Relacionado com o
atomismo, segundo o astrofísico suíço Michel Mayor, Epicuro, numa carta muito
famosa, admite a existência de uma infinidade de mundos no cosmos, em
que alguns devem ser habitados e outros não, mas sublinhando que não haverá
vida em todo o lado. Para aquele astrofísico, é interessante poder imaginar há
dois mil anos um filósofo sentado em cima de um calhau à beira-mar a discutir
este tipo de questões, o da existência de vida no cosmos. Na Divina Comédia,
de Dante Alighieri, em sua interpretação Epicuro é colocado no Inferno como um
Herege. Ele está na 6º Prisão, junto com seus seguidores, na cidade de Dite. A
pena dos hereges é serem enterrados em túmulos ardentes e abertos, tendo os
membros queimados pela areia quente.
Originado do árabe azhar,
figura em formato de flor que pintavam em seus dados para jogos, a palavra
acabou sendo associada ao aleatório, embora o termo azar seja utilizado com
várias acepções, em especial no sentido de má-sorte. É um sinônimo de
aleatório. Neste sentido o termo é usado, por exemplo, na expressão jogos de
azar, ou seja, jogos não dependem apenas do raciocínio ou da habilidade dos
jogadores, por conter alguma regra que implique acaso. Seria uma “infelicidade
constante, azar. Mal que atinge algum indivíduo por suposta força negativa de
outrem. Urucubaca, dizem os estudiosos, vem de urubu, aquela ave de mau
agouro, que fica atrás das carniças, dos cadáveres”, diz o professor de
português Sérgio Nogueira. O pai Renato de Obaluaiê tem outra
explicação: “A palavra urucubaca é de origem banto, que os negros
usavam, pois eles, no tempo da escravidão, por causa da Igreja Católica, dos
senhores, eles não poderiam falar feitiçaria, bruxaria, magia negra. Eles
usavam na sua própria língua a palavra urucubaca”.
É entendido como o
oposto da sorte ou associado à má sorte e, assim, o azar se aplica como crença
de que situações, pessoas e objetos possam produzir resultados reiteradamente
negativos, catastróficos ou desastrosos. Situações são qualificadas como
azaradas, azar ou de azar quando ocorrem de modo contrário à expectativa, ou
quando provocam uma surpresa que resulta em um desastre, prejuízo, perda ou
calamidade. Pessoas podem ser azaradas ou “terem azar”. Pessoas azaradas são as
que com frequência se envolvem em situações azaradas. Quando o azar ocorre
ocasionalmente, diz-se que a pessoa “teve azar”, urucubaca. Para quem crê que o
azar pode ser causado por um fator externo, objetos podem ser causa de azar.
Desse modo, certos objetos ou situações a eles relativos podem trazer ou dar
azar. Por exemplo, as crenças de que gato preto, ou o número 13 dão azar. Isso
é chamado de superstição. Em geral, a associação se dá por analogia com fato,
lenda ou mito, que vincula o objeto de pensamento ao azar. A analogia pode se
estabelecer por tradição cultural ou individual, quando a pessoa, observando
que há uma coincidência entre a presença de um objeto e fatos desagradáveis,
começa a crer que o objeto lhe dê azar, embora não necessariamente dê azar aos
outros.
Champagne Problems tem como representação social um
filme de comédia romântica norte-americano de 2025 escrito e dirigido por Mark
Steven Johnson. Nascido em 30 de outubro de 1964 é um cineasta americano.
Johnson começou sua carreira escrevendo os filmes da Warner Bros., Grumpy
Old Men (1993) e sua sequência, Grumpier Old Men (1995). Johnson
escreveu e dirigiu dois filmes baseados em histórias em quadrinhos, Daredevil
(2015) e Ghost Rider (2007), bem como o filme Simon Birch (1998).
Johnson também escreveu a história do filme Christopher Robin (2018) e
dirigiu os filmes da Netflix Love, Guaranteed (2020) e Love in the
Villa (2022). Mais recentemente, Johnson escreveu e dirigiu Champagne
Problems, também para a Netflix, objeto de nossa interpretação. O filme é
estrelado por Minka Kelly, uma atriz, modelo e filantropa norte-americana. Se
tornou reconhecida por seu papel como Lyla Garrity na série dramática Friday
Night Lights (2006) da NBC. Além de ter interpretado Dawn Granger nas três
primeiras temporadas da série de super-heróisTitans. Titãs segue os
jovens super-heróis da equipe de mesmo nome enquanto eles combatem o mal e
outros perigos. Dissolvida quando a história começa, a série vê o retorno da
equipe quando o original e os novos membros reformam os Titãs.
Os Titãs lutam contra o
crime em vários locais, incluindo Detroit e São Francisco. Os primeiros membros
da equipe a aparecer na série são o ex-parceiro vigilante de Batman, Dick
Grayson, a extraterrestre Kory Anders, a empata Rachel Roth e o metamorfo
Garfield “Gar” Logan. Dick é mais tarde revelado como um dos Titãs originais,
ao lado da meia Amazona Donna Troy e da dupla de combate ao crime Dawn Granger
e Hank Hall. Após a reforma dos Titãs, a equipe se juntou ao novo parceiro de
Batman, Jason Todd, a assassina Rose Wilson e o clone genético Conner. Na
primeira temporada, Rachel vai até Dick para se proteger das forças perigosas
que a perseguem, o que os leva a se encontrarem e se unirem a Kory e Gar. Os
heróis eventualmente descobrem que Rachel está sendo alvo de seu pai demônio
Trigon, que busca escravizar o mundo. A temporada também mostra os esforços de
Dick para se distanciar de seu mentor e de sua persona de Robin, enquanto Kory
luta contra um surto de amnésia que a deixa inconsciente de sua identidade. A
segunda temporada se concentra na reforma oficial dos Titãs, com Dick liderando
uma nova equipe composta por Rachel, Gar e Jason.
O retorno dos Titãs, no
entanto, leva ao ressurgimento do temido assassino Exterminador, cujo conflito
anterior com a equipe original causou sua dissolução. Enquanto o Exterminador
tenta eliminar os heróis, os Titãs originais são forçados a enfrentá-lo novamente,
enquanto outras ameaças emergem dos Laboratórios Cadmus e da irmã de Kory,
Estrela Negra. Ela também é autora de seu livro de memórias Tell Me
Everything: A Memoir (2023), que se tornou um best-seller do New
York Times e Tom Wozniczka, um ator francês de cinema e televisão. Seus
trabalhos na televisão incluem Drops of God (2023-presente) e Slow
Horses (2024). No cinema, atuou em Champagne Problems (2025). Wozniczka
teve seu primeiro papel no filme francês Les Damnes (2016). Ele apareceu
nos curtas-metragens Souviens moi, Nico e Musher. Em 2023, ele teve um
papel na série de televisão francesa Besoin D’Amour. A partir de 2023,
Wozniczka pôde ser visto na série de televisão internacional Drops of God
como Thomas Chassangre. Wozniczka apareceu como Patrice na quarta temporada da
série de espionagem Slow Horses da Apple TV+, interpretando o filho na
tela de Harkness (Hugo Weaving). Wozniczka teve um papel principal ao lado de
Minka Kelly na comédia romântica natalina da Netflix de 2025, Champagne
Problems. O filme foi bem assistido, tendo alcançado mais de 20 milhões de
visualizações na semana após o seu lançamento, e liderando o ranking
mundial de filmes da Netflix, e alcançando o primeiro lugar em 58 países
diferentes, incluindo os Estados Unidos da América, a França e o Reino Unido.
Um potencial projeto de
uma série live-action dos Novos Titãs para a TNT foi anunciado em
setembro de 2014. Em dezembro de 2014, um piloto escrito por Akiva Goldsman e
Marc Haimes foi encomendado que apresentaria Dick Grayson emergindo da sombra
do Batman para se tornar Asa Noturna, o líder de um bando de heróis incluindo
Estelar, Ravena, Rapina e Columba e Oráculo. O piloto foi definido com filmagem
para ocorrer em Toronto em meados de 2015. Em maio de 2015, o presidente da
TNT, Kevin Reilly, disse que eles esperavam ter o elenco não revelado até no
início das filmagens e que a série seria “muito verdadeira” para os quadrinhos
e “inovadora”. A série, seria chamada de Titans e depois Blackbirds, foi
inicialmente definida para começar a ser filmada em Toronto em meados de 2015.
A produção foi então adiada para outubro. Em janeiro de 2016, foi anunciado que
a TNT não estaria mais avançando com o projeto. Em fevereiro de 2016, Geoff
Johns declarou: “Nós [na DC] sabemos sobre [a TNT rejeitando Titãs] há meses e
meses. Isso não é novidade para nós. Temos planos para os Titãs. É um grande
pedaço de DC e temos planos”. Johns, que passou sete anos desenvolvendo o
material com Goldsman, disse em outubro de 2018 que o projeto dependia da
garantia dos direitos de Dick Grayson. Ele disse: “Você não poderia fazer Titãs
sem Robin ... Então, houve muito trabalho de bastidores nisso”. Projetos
anteriores de Titãs foram prejudicados pelos direitos de Batman ser trancado.
Greg Walker e John Fawcett serão adicionados como produtores executivos a partir da segunda temporada. Em abril de 2017, a Warner Bros. anunciou que "Titans" iria estrear em 2018 no próprio serviço digital direto da DC Comics. A série é desenvolvida por Akiva Goldsman, Johns, Greg Berlanti e Sarah Schechter, com Goldsman, Johns e Berlanti escrevendo o episódio piloto. As funções de showrunner foram atribuídas a Greg Walker. Todos também são produtores executivos da série para Weed Road Pictures e Berlanti Productions em associação com a Warner Bros. Television. Embora doze episódios tenham sido inicialmente anunciados, o décimo primeiro episódio foi anunciado como o final da primeira temporada em dezembro de 2018. Antes da estreia da série na New York Comic Con em outubro de 2018, Titans foi renovado para uma segunda temporada e os elementos do décimo segundo episódio da primeira temporada foram movidos para a estreia da segunda temporada. A segunda temporada estreou em 6 de setembro de 2019, e consistiu em 13 episódios. A produção da 2ª temporada foi temporariamente suspensa em julho de 2019 devido à morte acidental do coordenador de efeitos especiais Warren Appleby; a estreia da segunda temporada é dedicada em sua memória.Para a terceira temporada, o diretor de criação da DC Jim Lee anunciou que a série seria transferida para a HBO Max. No DC FanDome em agosto de 2020, Walker revelou que a terceira temporada acontecerá em Gotham City e contará com aparições do Capuz Vermelho, Jonathan Crane e Barbara Gordon. Johns observou que a série foi inspirada principalmente nos quadrinhos dos Novos Titãs dos anos 1980, já que a série de quadrinhos “tinha muito drama” e “era tão revolucionária para sua época”. Ele acrescentou: “Nós realmente queríamos nos apoiar na ideia de que cada Titã desses Titãs é uma porta para outro gênero.
Com Rachel [também
conhecida como Ravena], é o sobrenatural e o terror, e a primeira temporada
realmente se concentra em quem é Ravena e como os Titãs se galvanizam em torno
dela”. Johns também sentiu que a série seria “um pouco mais adulta” do que a
série de televisão Riverdale, chamando-a de “não necessariamente um drama
adolescente, [mas] mais uma peça de aventura”. Ele disse isso em tom: “Queríamos
fazer algo diferente de tudo o mais que existe. Queríamos chegar a um tom que
não fosse tão acolhedor quanto alguns dos programas de DC foram, nem tão
niilista quanto alguns dos filmes foram”. Goldsman disse que, à medida que a
série continua, ela vai perguntar “Como essas pessoas quebradas vão se manter
coesas? Ou vão?” uma adição tardia ao script. Thwaites disse sobre a
fala: “Achei que era perfeito... Este não é um programa sobre o Batman. É um
programa sobre Dick”. No início de agosto de 2017, Teagan Croft foi escalada
como Rachel Roth, seguida no final do mês com a escalação de Anna Diop como
Kory Anders, e Brenton Thwaites como Dick Grayson. Antes da estreia da série,
Diop reduziu sua presença nas redes sociais por causa de ataques racistas
contra a sua escalação. O elenco principal da primeira temporada seria
completado por Ryan Potter como Gar Logan, que foi anunciado em outubro de
2017. No início de setembro de 2017, Alan Ritchson e Minka Kelly foram
escalados para os papéis recorrentes de Hank Hall e Dawn Granger,
respectivamente. No final do mês, Lindsey Gort foi escalada como Amy Rohrbach.
Em janeiro de 2018, Seamus Dever foi escalado para um papel não revelado que
mais tarde seria revelado como Trigon, e um mês depois, membros da Patrulha do
Destino foram anunciados com Bruno Bichir como Niles Caulder / O Chefe, April
Bowlby como Rita Farr, Jake Michaels como Clifford “Cliff” Steele, e Matt Bomer
como a voz de Larry Trainor. Curran Walters e Conor Leslie aparecem como Jason
Todd e Donna Troy, respectivamente. Em agosto de 2018, Elliot Knight foi
escalado como Don Hall.
Em fevereiro de 2019,
foi anunciado que Joshua Orpin havia sido escalado Conner para a segunda
temporada. Depois que o personagem foi provocado por Johns, Esai Morales foi
escalado como Exterminador em março de 2019, com Chella Man e Chelsea Zhang
anunciados como seus filhos Jericho e Rose. Iain Glen foi escalado como Bruce
Wayne / Batman em 11 de abril de 2019, marcando a primeira aparição física do
personagem depois de ser retratado por dublês no final da primeira temporada.
Em junho de 2019, Natalie Gumede e Drew Van Acker foram escalados como Mercy
Graves e Garth, respectivamente. Em julho de 2019, Genevieve Angelson foi
anunciada como cientista dos Laboratórios Cadmus, Dra. Eve Watson. Em agosto de
2019, foi revelado que Michael Mosley estava interpretando o Dr. Luz. No mesmo
mês, Olunike Adeliyi anunciou em seu Instagram que ela havia se juntado ao
elenco em um papel não revelado que mais tarde foi revelado como o dançarino
burlesco Mati Matisse e Hanneke Talbot era revelado como Shimmer. Em setembro
de 2019, foi revelado que Demore Barnes estava interpretando Wintergreen. Após
a aparição do personagem em um trailer de outubro de 2019, Anna Diop confirmou
em seu Instagram que Damaris Lewis interpretaria a irmã de Kory, Estrela Negra,
o que também foi confirmado por Lewis.
Em dezembro de 2019,
foi anunciado que Damaris Lewis havia sido promovido a regular da série na
terceira temporada. As filmagens para a primeira temporada começaram em 15 de
novembro de 2017, em Toronto, e Hamilton, Ontário, concluindo em 28 de junho de
2018. As filmagens para a segunda temporada começaram em 2 de abril de 2019, e
concluídas em 8 de outubro de 2019. A produção foi suspensa devido à morte
acidental do coordenador de efeitos especiais Warren Appleby em 18 de julho,
mas foi retomada em 24 de julho de 2019. Depois que o primeiro episódio foi
exibido em 3 de outubro de 2018, na New York Comic Con, Titans estreou
oficialmente em 12 de outubro de 2018. A primeira temporada compreendeu onze
episódios e cada episódio foi lançado semanalmente na DC Universe até o final
da temporada ir ao ar em 21 de dezembro de 2018. Fora dos Estados Unidos, a
primeira temporada tornou-se disponível para streaming via Netflix em 11 de
janeiro de 2019. A segunda temporada estreou em 6 de setembro de 2019 e
concluída em 29 de novembro de 2019, composta por 13 episódios. Fora dos
Estados Unidos, a segunda temporada tornou-se disponível para streaming via
Netflix em 10 de janeiro de 2020. A primeira temporada de Titans foi lançada
digitalmente em 21 de março de 2019, e em DVD e Blu-Ray em 16 de julho de 2019.
A segunda temporada foi
lançada digitalmente e em DVD e Blu-Ray em 3 de março de 2020. Foi adquirida
pelo SBT, estreando no dia 29 de junho de 2025 com transmissão aos domingos na
faixa posterior ao Programa Silvio Santos (1930-2024), substituindo The
Chosen. A primeira temporada foi exibida de 29 de junho à 7 de setembro de
2025. A segunda temporada está sendo exibida desde 11 de janeiro de 2026. O site Rotten Tomatoes, deu a primeira
temporada da série um índice de aprovação de 80%, com uma classificação média
de 6,66/10, baseado em 45 comentários. O consenso crítico do site disse: “Apesar
de algumas dores de crescimento tonais, Titans faz justiça ao seu material de
origem e realmente brilha quando seu conjunto titular finalmente se reúne”. O
Metacritic deu à primeira temporada da série uma pontuação de 55/100, baseado
em oito críticas, indicando “críticas mistas ou médias”. Susana Polo do site
Polygon, elogiou os Titans por “temperar violência brutal e assuntos obscuros
com humor - e dando a seus personagens tempo suficiente para se esticar,
respirar e se apegar um ao outro”. Charlie Ridgely, do Comicbook.com, escreveu
que Diop “transmite muita admiração e intriga com suas expressões sutis e
genuínas, mas há uma ferocidade e tenacidade consistentes que estão sempre à
espreita logo abaixo da superfície” do Nerdist Industries escreveu que o “elenco
é tão bom que isso torna Titans tão agradável”, enquanto elogiava o roteiro
também.
Merrill Barr da Forbes
comparou o Titans com a série da emissora CW, Riverdale, descrevendo-a como “uma
série sombria e corajosa” muito longe da imagem que os Jovens Titãs conseguiram
através de uma variedade de animações nas últimas décadas. Barr argumentou que
os telespectadores “que tomem o tom com calma e se encontrem no meio de uma
série direcionada diretamente aos seus interesses”. Rob Salkowitz da Forbes
escreveu que Titãs “de alguma forma conseguiram entregar o tom sombrio e
agourento que os primeiros filmes de DC tão visivelmente erraram”. Kevin
Yeoman, da Screen Rant, criticou a excessiva violência da série, escrevendo que
“Titans não apresenta nenhum pensamento novo ou particularmente convincente
sobre seus personagens ou sobre super-heróis em geral”. Da mesma forma, Vinne
Mancuso do canal de Youtube, Collider, disse que “se você é apenas fã de
algumas histórias de ultraviolência e humor antiquado, a série não é um exemplo
bem-sucedido disso”. O site Rotten Tomatoes deu a segunda temporada da série um
índice de aprovação de 81%, baseado em 21 comentários. O consenso crítico do
site disse: “Embora a segunda temporada de Titans sofra de uma ligeira queda no
início, ela se reinicia rapidamente, aproveitando o impulso de sua primeira
temporada enquanto estabelece uma estrutura fascinante para onde o show pode
chegar”.
Bibliografia Geral Consultada.
BATAILLE, Georges, Sur Nietzsche: Volonté de Chance. Paris: Éditions Gallimard, 1967; FARRINGTON, Benjamin, A Doutrina de Epicuro. Tradução de Edmond Jorge. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1968; BECKER, Howard, Los Extraños. Buenos Aires: Editorial Tiempo Contemporâneo, 1971; LUCRÉCIO, Tito, Da Natureza. Coleção Os Pensadores, volume V. São Paulo: Editora Abril, 1973; GOFFMAN, Erving, Estigma: Notas sobre a Manipulação da Identidade Deteriorada. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975; ARON, Raymond, La Société Industriel et la Guerre. Paris: Éditions Plon, 1985; Idem, Dimensions de la Conscience Historique. Paris: Editeur Julliard, 1985; ELIAS, Norbert, A Sociedade dos Indivíduos. 1ª edição. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 1994; ULLMANN, Reinholdo Aloysio, Epicuro o Filósofo da Alegria. Porto Alegre: Editora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 1996; GUAL, Carlos Garcia, Epicuro. Madrid: Alianza Editorial, 1996; EPICURO, Carta Sobre a Felicidade (a Meneceu). Trad. e apresentação de Álvaro Lorencini e Enzo Del Carratore. São Paulo: Universidade Estadual Paulista, 1997; MAFFESOLI, Michel, Saturação. São Paulo: Editoras Iluminuras, 2010; SPINELLI, Miguel, Os Caminhos de Epicuro. São Paulo: Editora Loyola, 2009; Idem, Epicuro e as Bases do Epicurismo. São Paulo: Paulus Editora, 2013; FELÍCIO, Thiago Harrison, A Primazia da Phrónesis sobre a Philosophía em Epicuro. Dissertação de Mestrado em Filosofia. Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 2014; MARTUCCELLI, Danilo, La Condition Sociale Moderne. L`Avenir d`une Inquiétude. Paris: Éditeur Gallimard, 2017; TALLIS, Frank, Românticos Incuráveis. Quando o Amor é uma Armadilha. 1ª edição. São Paulo: Faro Editorial, 2019; PONZIO, Augusto, “Prospettiva Dostoevskij. L’arte di Parlare dell’altro Come se Parlasse a se Stesso, Rendendolo così Inevitabilmente Amato”. In: Revista Cerrados, 31(58), 178–185; 2022; AMORIM, Maria Inês Araújo, Comunicação, Clima e Geração Z. Dissertação de Mestrado em Ciências da Comunicação. Faculdade de Letras. Porto: Universidade do Porto, 2024; ABRAMOVITCH, Seth, “Why Aziz Ansari, Keanu Reeves and Seth Rogen Are Praying for a Little Good Fortune”. In: The Hollywood Reporter, 3 de setembro de 2025; entre outros.
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