domingo, 1 de março de 2026

AIR – Um Significado Cultural & Estilo de Vida Por Trás do Logo.

 O talento vence jogos, mas só o trabalho em equipe ganha campeonatos”. Michael Jordan

        Em primeiro lugar, estilo de vida tem como representação social uma expressão moderna que se refere à estratificação da sociedade por aspectos comportamentais, expressos geralmente sob a forma de padrões de consumo, rotinas, hábitos ou uma forma de vida adaptada hic et nunc ao dia a dia. Sua determinação não foge às regras da formação e diferenciação das culturas: a adaptação ao meio ambiente e aos outros seres humanos. É a forma pela qual uma pessoa ou um grupo de pessoas vivencia o mundo e, em consequência, se comporta e faz escolhas. Há revistas populares e colunas em jornais anunciando padrões específicos de conduta, alimentação, roupas, espaços de esporte, lazer etc. Poder-se dizer que o “estilo de vida” denomina alguns aspectos da vida social relacionadas ao comportamento de grupos específicos, como, por exemplo: as classes sociais, concebidas numa perspectiva da teoria marxista ou do ponto de vista funcionalista, simplesmente como segmentos da estratificação socioeconômica; os novos ricos; os aristocratas (e burgueses); o american way of life; e o comportamento das tribos urbanas punks, góticas e hippies, entre outros outsiders. O problema que se coloca a um pesquisador é “como” e “por que” estudar estilos de vida. Não há dúvida que estamos diante de um tema (objeto) de estudo das ciências sociais (sociologia e etnologia) e/ou psicologia social. Alguns padrões sociais de estilo de vida constituem os principais fatores de risco comportamentais envolvidos nas doenças crônicas e incapacidades sérias. Observe-se que doenças crônicas típicas como as cardiovasculares e neoplasias, com os acidentes e violências urbanas, estão entre as principais causas de morte nas sociedades.

Nada acontece por acaso, e essencialmente já seria uma razão suficiente, mas outros problemas sociais e comportamentais também podem ser compreendidos, como a elaboração de conceitos e medidas relativas a esse modo de ser da sociedade e dos indivíduos. Michael nasceu no Brooklyn, Nova Iorque, filho de James e Delores Jordan. Michael nem sequer andava quando a família se mudou para a Carolina do Norte. Jordan entrou na Emsley A. Laney High School em Wilmington, onde impulsionou sua carreira de atleta, jogando beisebol, futebol e basquete. Ele tentou entrar para o time do colégio de basquete durante seu segundo ano, mas tendo apenas 1,80 m, ele foi “considerado muito baixo para jogar”. Seu amigo, Harvest Leroy Smith, foi o único segundanista a fazer parte da equipe. Motivado a provar seu valor, Jordan tornou-se a estrela da equipe júnior, registrando vários jogos de 40 pontos. No verão seguinte, Jordan cresceu 10 centímetros após treinamentos rigorosos. Após ganhar um lugar no time do colégio, Jordan teve médias de 20 pontos por jogo nas duas últimas temporadas atuando na escola. Como sênior, foi selecionado para a equipe All-American McDonald, depois de ter média de um triple-double: 29,2 pontos, 11,6 rebotes e 10,1 assistências. Jordan foi recrutado por inúmeros programas de basquete universitário, incluindo as Universidades de Duke, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Syracuse e Virginia. Em 1981, Jordan aceitou uma bolsa de estudo para jogar basquete pela Universidade da Carolina do Norte, onde se formou em geografia cultural. Como calouro, foi treinado por Dean Smith e foi nomeado Calouro do Ano da Atlantic Coast Conference (ACC), depois de uma média de 13,4 pontos por jogo, tendo um aproveitamento de 53,4% nos arremessos.

É um prêmio determinado por várias ligas esportivas, principalmente as dos Estados Unidos da América, para o atleta que se destacou durante sua primeira temporada profissional. O prêmio é concedido anualmente aos jogadores/pilotos da NBA, NFL, NHL, MLB, MLS, Nascar e Fórmula Indy. O Campeonato de Basquete da National Collegiate Athletic Association (NCAA) de 1982 representou a 44ª edição do campeonato universitário americano de basquete. Quarenta e oito equipes competiram em jogos de eliminação simples até chegar ao Final Four, que foi realizado em Nova Orleans de 11 a 29 de março. Pela primeira vez desde 1947, o campeonato não terá uma disputa pelo terceiro lugar. Esta é também a primeira edição transmitida nos Estados Unidos pela CBS, Broadcasting Inc.; as edições anteriores foram transmitidas pela NBC, National Broadcasting Company, uma rede de televisão e de rádio comercial americana que é a propriedade carro-chefe da NBC Universal, uma subsidiária da Comcast. A final foi vencida pelo North Carolina Tar Heels contra o Georgetown Hoyas por 63 a 62, com uma cesta de Michael Jordan que marcou o início de sua lenda pela vitória contra seu eterno rival Patrick Aloysius Ewing. Foi dele a cesta da vitória no Campeonato da NCAA de 1982 contra a Universidade de Georgetown, que era liderada por Patrick Ewing, seu futuro rival na NBA. Jordan descreveu esse arremesso o principal ponto de partida para sua carreira no basquete.  Durante suas três temporadas na Universidade da Carolina do Norte, um sistema universitário de várias universidades públicas, composto por todas as 16 universidades públicas, obteve médias de 17,7 pontos e 54,0% de aproveitamento nos arremessos, além de 5,0 rebotes.

                                       


Ele foi escolhido por consenso para o NCAA All-American First Team, tanto no ano de 1983 como no ano de 1984. Depois de vencer o Naismith and the Wooden College Player of the Year Awards em 1984, Jordan deixou Carolina do Norte um ano antes de sua formatura para entrar no Draft da NBA de 1984. O Chicago Bulls selecionou Jordan como a terceira escolha geral, depois de Hakeem Olajuwon (Houston Rockets) e Sam Bowie (Portland Trail Blazers). Jordan voltou a Carolina do Norte para completar a sua licenciatura ciências em 1986. O talento de Jordan para o basquete estava claro desde sua temporada de estreia. Em seu primeiro jogo no Madison Square Garden contra o New York Knicks, Jordan foi ovacionado de pé por um longo período, uma raridade para um jogador adversário. Depois de marcar o recorde de 63 pontos para um jogo de playoffs contra o Boston Celtics em 1986, Larry Bird, estrela dos Celtics, descreveu-o como “Deus disfarçado de Michael Jordan”. Jordan liderou a NBA em pontos em 10 temporadas (recorde da NBA) e junto com Wilt Chamberlain detém o recorde de temporadas seguidas liderando a liga neste quesito com sete títulos. Ele também foi um nome notável na lista de jogadores defensivos da liga, sendo escolhido para o NBA All-Defensive Team em nove oportunidades, (recorde da NBA compartilhado com Gary Payton).

Jordan também detém as melhores médias de pontos da temporada regular e playoffs (30,1 e 33,4 pontos por jogo), respectivamente. Jordan marcou 5 987 pontos nos playoffs, sendo o segundo maior pontuador da história da NBA. Ele se aposentou com 32 292 pontos marcados na temporada regular, ficando em terceiro na lista dos maiores de todos os tempos da NBA atrás de Kareem Abdul-Jabbar e Karl Malone. Com cinco MVP (Minimum Viable Product) da temporada regular, empatado em segundo lugar com Bill Russell, ficando atrás apenas de Kareem Abdul-Jabbar que ganhou seis vezes, seis vezes MVP das Finais (recorde da NBA), e três MVP do All-Star Game, Jordan é o jogador mais condecorado da história da liga. Em empreendedorismo, principalmente no contexto de startups, um produto viável mínimo é a versão mais simples de um produto que pode ser lançada com uma quantidade mínima de esforço e desenvolvimento. Um MVP ajuda os empreendedores a iniciarem o processo de aprender da forma mais rápida possível, pois poupa tempo e esforços. Porém, ele não é necessariamente o menor produto imaginável. Jordan terminou entre os três primeiros colocados na lista de MVP da temporada regular por 10 vezes, e foi nomeado um dos 50 maiores jogadores da história da NBA em 1996. Muitos dos jogadores contemporâneos de Jordan o rotulam como o maior jogador de basquete de todos os tempos. Um levantamento realizado pela ESPN entre jornalistas, atletas e figuras de esportes, classificou Jordan como “o maior atleta norte-americano do século XX, acima de ícones como Babe Ruth e Muhammad Ali”.

Jordan ficou em segundo lugar na lista da Associated Press, perdendo para Babe Ruth. Além disso, a Associated Press o elegeu como o maior jogador de basquete do século XX. Jordan também apareceu a capa da Sports Illustrated por 50 vezes. Na edição de esportes de setembro 1996, tema do 50º aniversário da publicação, Jordan foi nomeado o maior atleta dos últimos 50 anos. A habilidade atlética de Jordan para saltar, com destaque em suas duas vitórias seguidas no campeonato de enterradas 1987 e 1988, é creditado por muitos por ter influenciado uma geração de jovens jogadores. Vários dos atuais All-Stars têm afirmado que consideravam Jordan seu modelo, enquanto cresciam, incluindo LeBron James e Dwyane Wade. Além disso, vários comentaristas têm chamado alguns jogadores das gerações seguintes como “O próximo Michael Jordan”, comparando seus primeiros anos da liga, incluindo Anfernee “Penny” Hardaway, Grant Hill, Allen Iverson, Kobe Bryant, LeBron James, Vince Carter e Dwyane Wade. Ipso facto, vale lembrar que calçado é uma peça do vestuário. Um acessório com a função primária de proteger os pés do ambiente. Há uma grande variedade de calçados, que são classificados por sua utilidade de uso e formato. Em alguns casos, utilizam-se meias juntamente com os calçados, tanto para a proteção como para o conforto dos pés. Dependendo da cultura e época, há diferenciações nos calçados utilizados por homens e mulheres.

Com o resto da indumentária, pode ser utilizado como forma de distinção social, demonstrando a riqueza ou posicionamento político de uma pessoa, sendo que alguns poucos modelos são adornados com pedras preciosas. Na sociedade moderna, o design final é ditado pela indústria da moda. O termo calçado deriva do verbo calçar, cujo uso comum está ligado “ao ato de cobrir um pé”. Calçado é, portanto, o elemento utilizado para a proteção e cobertura dos pés e parte das pernas. Por exemplo: No meu último aniversário deram-me muito calçado, essa semana eles inauguraram uma loja de calçado no centro comercial, eu já escolhi as roupas que vou usar na festa de fim de ano: só preciso escolher o calçado. Existem vários tipos de calçado. Sua função básica é proteger e abrigar os pés, embora eles também tenham uma finalidade estética. Muito calçado é usado com meias: isto é, eles não estão em contato direto com a pele da pessoa, mas sim em outra peça: as meias. Os tamanhos dos sapatos variam de acordo com o pé do usuário. O calçado é feito com uma variedade de materiais: couro, borracha, tecido, etc. Com roupas casuais, é comum as pessoas usarem calçados esportivos. Este tipo de calçado é reconhecido como sapatilhas ou tênis, dependendo do país. O calçado mais formal é chamado de sapato

Quando o calçado cobre os tornozelos e parte da perna, fala-se de uma bota. Alpercatas, sandálias, chinelos e pantufas são outros artigos de calçado. Deve-se notar que alguns artigos de calçado são usados em ambiente doméstico, dentro de casa. Os tênis são quase indispensáveis no mundo atualmente, sejam para prática de exercícios físicos, atividades esportivas, ou apenas como itens de um determinado estilo. Desde à Antiguidade os homens já inventavam formas de calçar os pés. Existem relatos históricos, segundo o site Mais Calçados, que nos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga, os atletas utilizavam sandálias feitas a partir de tiras de couro. Como estes obtiveram maior êxito do que os que os atletas descalços, logo a invenção se tornou popular. No século XVIII, as práticas esportivas no Reino Unido levaram ao desenvolvimento de um tipo de calçado de couro flexível. Mas, o tênis tal qual é reconhecido hoje teve início nos Estados Unidos em 1839, quando o fabricante de pneus Charles Goodyear descobriu o processo chamado de vulcanização, um método que consiste na aplicação de calor e pressão a uma composição de borracha, garantindo a sua maior preservação. A borracha vulcanizada, que de início era utilizada para a melhora na qualidade de pneus, passou a ser usada na sola dos calçados, antes feitas de couro, tornando-os mais leves e flexíveis. A novidade foi adotada por várias indústrias de calçados, segundo o site da loja World Tennis. Em 1860 e 1870, surgem os cadarços e as sapatilhas para a prática de esportes. Em 1917, nos Estados Unidos da América, surge um tênis que “poderia ser levado à máquina de lavar”: era o popular Keds, que se transformou em um ícone da modernidade norte-americana.

             No mesmo ano, é criado o primeiro All Star unissex de cano alto, utilizado inicialmente para a prática de basquete, tornando-se popular ao ser adotado pelo jogador Chuck Taylor (1901-1969), que passou a assinar a fabricação do tênis. Charles Hollis “Chuck” Taylor nascido no Condado de Brown, em 24 de junho de 1901 e morto em Port Charlotte, em 23 de junho de 1969, foi um basquetebolista e treinador de basquete estadunidense, membro do Basketball Hall of Fame em 1969 como um contribuinte. Taylor adotou e fez o tênis mundialmente famoso All Star, feito de lona e borracha e produzidos pela empresa Converse. Taylor estudou na Columbus High School em Indiana, uma das escolas públicas de Ensino Médio localizadas em Columbus, Indiana, Estados Unidos onde jogou basquete até a formatura em 1918. Mais tarde, deixou a faculdade e jogou em várias equipes profissionais em Detroit e Fort Wayne; tocou no Akron Firestone Non-Skids durante a década de 1920. Durante a 2ª guerra mundial (1939-1945), treinou a equipe na base militar da Força Aérea Wright-Patterson. Desde o Ensino Médio, Taylor costumava usar tênis de jogo da Converse. Apreciou-os a ponto de ir diretamente para a empresa em 1921, para procurar um emprego. Foi contratado com a qualificação de agente de vendas e, a partir de então, dedicou-se quase exclusivamente à divulgação dos tênis All Star, que tinham sido de pouco sucesso até então. Taylor viajou por todos os Estados Unidos, promovendo o jogo de basquete e o uso dos All Star.

Em 1922, teve a intuição de não só catalogar, mas sobretudo, publicar o “Converse Basketball Yearbook”, um anuário que reunia fotos históricas para preservação da memória dos campeões, que usavam tênis Converse. O Converse Basketball Yearbook, publicado até 1983, tornou-se uma dentre as mais aguardadas publicações de basquete, e contribuiu decisivamente para a notoriedade do jogo, promovendo e celebrando o trabalho técnico e social de jogadores e treinadores norte-americanos. Em 1932, o nome de Chuck Taylor foi consagrado pela Converse, colocando a assinatura do jogador no All Star, que, portanto, oficialmente se tornou o Chuck Taylor All Star. Taylor continuou a gastar com a disseminação e o desenvolvimento do basquete em todo o mundo, realizando cursos e seminários (“clínicas”) em escolas de ensino médio, faculdades e academias onde o basquete era jogado. Foi para o México, América do Sul, Canadá, Porto Rico, África e Europa. Tornou-se o seletor All-America, e suas escolhas foram inscritas anualmente no Converse Yearbook. Em 1969, seu nome tornou-se parte do Basketball Hall of Fame, em reconhecimento aos esforços pioneiros que visam promover e difundir o basquete nos Estados Unidos. Em 1920, o alemão Adolph Dassler (1900-1978), um dos criadores da Adidas produz o primeiro calçado de corrida do mundo, mais leve que os sapatos convencionais. Adolf “Adi” Dassler nasceu em Herzogenaurach, uma cidade da Baviera, Alemanha, em 3 de novembro de 1900 e falecendo em 6 de setembro de 1978.

Foi um sapateiro e empresário alemão, fundador da empresa de material esportivo Adidas. Deu à companhia o nome de Adidas devido a seu apelido (Adi), junto com as iniciais do sobrenome (Das, Dassler). Adi Dassler iniciou a vida como padeiro. Começou a produzir seus próprios sapatos esportivos na lavanderia da casa materna, após seu retorno da I Guerra Mundial (1914-1918). Seu pai, Christoph, havia trabalhado numa fábrica de calçados e deu-lhe apoio no início do negócio. Em 1924 seu irmão Rudolf Dassler juntou-se à iniciativa. Por causa de disputas pessoais, Rudolf Dassler deixou a companhia em 1947 e fundou a concorrente Puma AG. Após essa cisão, Adolf batizou seus materiais com a marca Adidas, baseada em seu nome. A empresa estava assim fundada no ano de 1949. Equipado com chuteiras Adidas, a Seleção Alemã Ocidental de futebol venceu a Copa do Mundo de 1954, debaixo de forte chuva. Em 2003 o filme “Das Wunder von Berna” (“O Milagre de Berna”) reconta a história social desse triunfo, apresentando os calçados de Dassler como chave para o sucesso do time e, ainda mais, da nação: a vitória proporcionou uma verdadeira injeção de ânimo para a Alemanha de pós-guerra, e a inclusão da Adidas no filme pode ser vista como uma grande publicidade da companhia. A partir dos anos 1950, os tênis se popularizaram entre a “juventude rebelde sem causa” simbolizada pelo ator James Dean, tornando-se não só necessário para a prática esportiva, um estilo de vida e de contestação aos padrões estéticos conservadores.

Horst, filho de Adi Dassler, estabeleceu uma sucursal da Adidas, na França, em 1959, iniciando a expansão internacional da empresa. Ao longo das décadas, os tênis sofreram mudanças e ajustes para acompanhar principalmente as práticas esportivas e atender às necessidades dos atletas. Nos anos 1960 as empresas Puma e a Adidas introduziram no mercado os “tênis de couro com formatos mais adaptáveis ao pé”. Até os anos 1970, o tênis não era utilizado na vida cotidiana pela maioria das pessoas no dia-a-dia. Em 1973, Horst fundou a Arena, marca para a produção de equipamentos de natação. Após a morte de Adi, em 1978, seu filho e a esposa Käthe assumiram a administração da empresa.  O tênis passa a ser um significado cultural maior a partir dos anos 1980, quando grupos de jovens de diversos estilos musicais passam a adotá-lo, em especial o All Star. Segundo o site da loja Rami Calçados, em 1980, graças à greve dos meios de transportes em Nova York, as americanas passaram a caminhar de tênis até o trabalho (o sapato alto era carregado dentro da bolsa). Era comum ver em clipes e filmes dessa década artistas exibindo grandes marcas (algumas inclusive assinadas por eles), o que disseminou o consumo por todo o mundo. Em 1989 a Adidas converteu-se em companhia limitada, permanecendo uma propriedade familiar até a sua abertura de capital em 1996. E hoje, o tênis é um dos calçados mais utilizados no mundo. Deixou de ter apenas a função de pratica esportiva e tornou-se ícone da moda, do estilo de vida e até símbolo de status. Segundo o posto do Portal do Empreendedor, publicado em março de 2010, Nike (proprietária da Converse), Reebok, Adidas e Puma são as marcas que dominam o mercado mundial de tênis. Todas possuem o faturamento mundial acima de US$ 1 bilhão por ano. No caso da Nike, líder mundial, seu faturamento já alcança quase US$ 15 bilhões.

Air: A História por Trás do Logo, tem como representação social um longa-metragem estadunidense biográfico esportivo e dramático lançado em 2023 dirigido por Ben Affleck e escrito pelo roteirista Alex Convery. A narrativa é baseada em fatos reais sobre a origem do “Air Jordan”, linha de calçados de basquete, da qual um funcionário da Nike busca fechar um negócio com o jogador novato Michael Jordan. Um filme de esportes é um gênero cinematográfico que usa o esporte como tema do filme. É uma produção em que um esporte, evento esportivo, atleta e seu esporte ou seguidor do esporte e o esporte que eles seguem, são destaques e que dependem do esporte em um grau significativo para sua motivação ou resolução de enredo. Apesar disso, o esporte raramente é a preocupação central de tais filmes e o esporte desempenha principalmente um papel alegórico. Além disso, os fãs de esportes não são necessariamente o público-alvo desses filmes, mas os fãs de esportes tendem a ter um grande número de seguidores ou respeito por esses filmes. O roteirista e acadêmico Eric R. Williams identifica os filmes esportivos como um dos onze “supergêneros” na sua taxonomia de roteiristas, alegando que todos os filmes narrativos de longa-metragem podem ser classificados por esses supergêneros. Os outros dez gêneros que ele define como “supergêneros” são ação, crime, fantasia, terror, romance, ficção científica, slice of life, thriller, guerra e western.

É estrelado por Matt Damon, Ben Affleck, Jason Bateman, Marlon Wayans, Chris Messina, Chris Tucker e Viola Davis. O projeto fora anunciado em abril de 2023 com Affleck definido para dirigir, bem como estrelar e produzir ao lado de Damon com sua recém-formada produtora Artists Equity. As filmagens ocorreram entre junho e julho de 2022, com Affleck se reunindo com seus colaboradores frequentes: o diretor de fotografia Robert Richardson e o montador William Goldenberg. Embora Michael Jordan não estivesse envolvido com a produção, ele se encontrou com Affleck, oferecendo várias sugestões, incluindo escalar Davis como sua mãe. Originalmente programado para estrear no serviço de streaming Amazon Prime Vídeo, a distribuidora Amazon Studios optou por lançar o filme primeiro nos cinemas após exibições de teste positivas, tornando-o o primeiro título da Amazon desde Late Night (2019) a ser lançado nos cinemas sem estrear também no Prime Vídeo. Air estreou na South by Southwest em 18 de março de 2023 e foi lançado nos cinemas nos Estados Unidos, Brasil e Portugal em abril, grande parte das críticas foram positivas, especialmente sobre a direção de Affleck, o roteiro de Convery e atuações do elenco, nas bilheterias, arrecadou 85 milhões de dólares no mundo.

História social é um campo ou nível de análise abstrato da disciplina História que tem como objeto a sociedade como um todo. Surgiu como uma reação à história política e militar, que destacava figuras individuais como reis e heróis. Desde o início das reflexões sobre a história, com Heródoto e Tucídides, pode-se rastrear tentativas de ampliar o objeto e a concepção do sujeito da história, mas é apenas no século XX que a história econômica e a história social se desdobram intimamente ligadas. O surgimento da história social esteve ligado à recepção do materialismo histórico de origem marxista, sua adaptação e modificação por diferentes escolas históricas, especialmente pela Escola dos Annales, na França. A abordagem chamada história total também teria fronteiras imprecisas metodologicamente com a história social, embora a história total privilegie inter-relacionar todos os aspectos correlatos e possíveis do passado. Não há história econômica e social. Há somente história, em sua unidade. A história que é, por definição, absolutamente social. Para o historiador marxista Eric Hobsbawm, a história social pode ser vista a partir de três ângulos. Primeiro como a história dos pobres ou das classes mais baixas como escopo a história do trabalho e das ideias e organizações socialistas.

Em segundo lugar como a história sobre “diversas atividades humanas difíceis de se classificar”. Coletivismo é um elemento cultural básico da natureza humana que existe como o inverso do individualismo. Coletivistas salientam a importância da coesão no seio dos grupos sociais e, em alguns casos, a prioridade dos objetivos do grupo são mais importantes que objetivos individuais. Os coletivistas muitas vezes concentram seus objetivos em comunidade, sociedade, nação ou país. Ele tem sido usado como um elemento em muitos tipos diferentes e diversificados do governo e filosofias políticas, econômicas e educacionais ao longo da história e nas sociedades humanas, na prática, contendo elementos de individualismo e coletivismo. Coletivismo pode ser dividido em coletivismo horizontal (ou igualitário) e coletivismo vertical (ou hierárquico). Coletivismo horizontal salienta a tomada de decisão coletiva entre indivíduos iguais, e é, portanto, geralmente baseada na descentralização e igualitarismo. O ato de "trabalhar e produzir para consumirmos juntos" é a principal característica deste coletivismo. Coletivismo vertical é baseado em estruturas hierárquicas de poder e em conformidade moral e cultural e, portanto, baseia-se na centralização e hierarquia.

A empresa cooperativa seria um exemplo de coletivismo horizontal, enquanto que a hierarquia militar seria um exemplo de coletivismo vertical. E, finalmente, como o estudo da combinação entre a história social e a história econômica. A partir dessas três variáveis, identifica-se a mudança extraordinária para uma história das coletividades, que vem fornecer contribuições significativas a partir de vivências e experiências, que permitem uma mudança na compreensão do desenvolvimento das sociedades no estudo historiográfico. A história social é recebida pela influência europeia e pelo trabalho de hispanistas como Pierre Vilar (1906-2003) e exilados como Manuel Tuñón de Lara. Um dos seus principais representantes é Josep Fontana, um historiador espanhol, nascido em Barcelona em 1931, e morto na mesma cidade em 28 de agosto de 2018. Formou-se em História pela Universidade de Barcelona em 1956. Doutorou-se em História pela mesma universidade em 1970. É um dos historiadores mais prestigiados na Espanha. Escólio: Em 1984, a Nike, Inc., sediada no Oregon (EUA), estava prestes a fechar sua divisão de calçados de basquete devido às baixas vendas. Em resposta a isso, o vice-presidente de marketing, Rob Strasser, juntamente com o cofundador e Chief Executive Officer (CEO), Phil Knight, incumbiram o “olheiro de talentos” de basquete da Nike, Sonny Vaccaro, executivo norte-americano de marketing esportivo de encontrar um novo porta-voz para os calçados de basquete da Nike. CEO ou Diretor Executivo, é o mais alto cargo executivo dentro da empresa. Como líder máximo, é responsável pela visão estratégica da organização, pela tomada de decisões críticas e pela supervisão geral de todas as operações empresariais. Ao analisar os jogadores de basquete escolhidos no draft da National Basketball Association é a principal liga de basquetebol profissional da América do Norte. Com 30 franquias, a NBA também é considerada a principal liga de basquete do mundo.  

Na NBA de 1984, os executivos da Nike consideravam “Michael Jordan, a terceira escolha, inacessível, por ser fã da Adidas e mais caro para o orçamento limitado da divisão de basquete”. Após assistir a lances de destaque de Jordan com um comercial de raquetes Head estrelado por Arthur Ashe, Vaccaro se convenceu de que a Nike deveria investir naquele que ele considerava “um talento geracional, com a marca e o atleta se beneficiando mutuamente”. Após jantar com seu amigo George Raveling, que treinou Jordan no torneio olímpico, e pedir seu apoio para conquistar o astro. As unidades de geração desenvolvem perspectivas, reações e posições políticas e afetivas diferentes em relação a um mesmo dado problema. O nascimento em um contexto social idêntico, mas em um período específico, faz surgirem diversidades nas ações dos sujeitos. Outra característica é a adoção ou criação de estilos de vida distintos pelos indivíduos, mesmo vivendo em um mesmo âmbito social. Em outras palavras, sociologicamente, a unidade geracional constitui uma adesão mais concreta em relação àquela comparativamente estabelecida pela conexão geracional. Mas a forma como grupos de uma mesma conexão geracional lida com os fatos históricos vividos, por sua geração, fará surgir distintas unidades geracionais no âmbito da mesma conexão geracional no conjunto da sociedade. Karl Mannheim não esconde sua preferência pela abordagem histórico-romântica alemã.  Destaca ainda que este é um exemplo bastante claro de como a forma de se colocar uma questão pode variar, na análise comparada, de país para país culturalmente, assim como de uma época para outra no âmbito da história social. O pensamento romântico alemão se esforça em compreender no problema geracional uma contraproposta diante da linearidade do fluxo temporal da história social.

 O problema geracional gira em torno de um conjunto de práticas e saberes sociais que se torna um problema de existência de um tempo interior não mensurável e que só pode ser apreendido qualitativamente. As unidades de geração desenvolvem perspectivas, reações e posições políticas diferentes em relação a um mesmo problema dado. O nascimento em um contexto social idêntico, mas em um período específico, faz surgirem diversidades sociais nas ações dos sujeitos. Outra característica é a adoção ou criação de estilos de vida distintos pelos indivíduos, mesmo vivendo em um mesmo ambiente social. Em outras palavras: a unidade geracional constitui uma adesão mais concreta em relação àquela estabelecida pela conexão geracional. Estes, de acordo com Karl Mannheim (1893-1947), foram produtos específicos - capazes de produzir mudanças sociais, last but not least, da colisão entre o tempo biográfico e o tempo histórico. Ao mesmo tempo, as gerações podem ser consideradas o resultado de descontinuidades históricas e, portanto, de mudanças sociais geracionais. O que forma uma geração não é uma data de nascimento - a “demarcação geracional” é algo apenas potencial - mas é a parte do processo histórico que jovens da mesma idade compartilham em vista do vínculo com a geração atual.  Vaccaro viaja para Wilmington, na Carolina do Norte, onde convence a mãe de Michael, Deloris, de que a Nike daria a Jordan toda a atenção que ele não receberia de suas marcas preferidas, Adidas e Converse. Após receber um telefonema negativo do agente de Jordan, David Falk, sobre como contatar a família de seu cliente, Vaccaro descobre que os Jordans agendaram uma reunião na sede da Nike em Beaverton, Oregon, na segunda-feira seguinte. Vaccaro e Strasser começam a preparar sua apresentação enquanto pedem ao designer de calçados Peter Moore que crie um protótipo, que Moore batiza de “Air Jordan”, em referência à tecnologia Air Sole da Nike. Enquanto isso, Knight concorda em destinar todo o orçamento de US$ 250.000 da divisão de basquete para a contratação de Jordan. 

Após o sucesso da reunião com Jordan e seus pais, Vaccaro descobre que a Adidas igualou a oferta, acrescentando um Mercedes-Benz 380SL, e pensa que o negócio não se concretizará. No entanto, Vaccaro recebe uma ligação de Deloris, que afirma que Michael assinará com a Nike sob a condição de receber uma porcentagem de cada Air Jordan vendido. Embora Vaccaro acredite que os altos executivos da empresa não aceitariam esse bônus devido a precedentes da indústria, Knight concorda, considerando-o necessário para garantir o patrocínio. Um epílogo revela que o Air Jordan superou as expectativas de Knight de US$ 3 milhões em vendas, faturando US$ 162 milhões em um ano e se tornando uma fonte estável de renda para a Nike. Affleck criou uma playlist intitulada 1984 no Spotify, com mais de cem sucessos populares da década de 1980. Ele enviou a playlist para a supervisora ​​musical Andrea von Foerster e instruiu-a a selecionar as faixas adequadas para o filme. Como ela não tinha um grande orçamento para a música do filme, pediu a artistas e editoras musicais que confiassem (cf. Luhmann, 1996) na história do filme e compilassem a trilha sonora. A trilha sonora do filme apresentou 13 músicas das 23 faixas tocadas e 18 trechos da trilha sonora ouvidas no filme, e foi lançada pela gravadora Legacy Recordings em 5 de abril de 2023. Air foi originalmente planejado para um lançamento apenas em streaming no Amazon Prime Vídeo, mas a Amazon Studios acabou decidindo lançar o filme nos cinemas após resultados positivos de exibições de teste. Air foi lançado nos cinemas dos Estados Unidos em 5 de abril de 2023, tornando-se o primeiro título da Amazon desde Late Night (2019) a receber um lançamento exclusivo nos cinemas. A Warner Bros. 

Pictures cuidou do lançamento internacional nos cinemas e do mundial em mídia física (cf. Maigret, Eric; Macé, Eric, 2005). A Amazon deu uma janela de exibição mais longa antes de lançá-lo no Prime Vídeo do que seus lançamentos anteriores nos cinemas. O filme encerrou o festival South by Southwest Film & TV Festival de 2023 em 18 de março de 2023. O filme foi lançado via streaming no Amazon Prime Vídeo em 12 de maio de 2023. A Amazon gastou US$ 40 a 50 milhões na promoção do filme, incluindo US$ 7 milhões em um anúncio que foi ao ar durante o Super Bowl LVII. De acordo com o Deadline, a Amazon “apreciou o longo alcance do filme e seu impacto no Prime Vídeo em termos de visualizações, retenção de assinantes e repercussão em outras partes do Amazon.com”. Foi lançado em Blu-ray e DVD em 12 de setembro de 2023 pela Warner Bros. Home Entertainment. Apesar de ser um filme da Amazon Studios, o lançamento físico é creditado como um lançamento da Metro-Goldwyn-Mayer Pictures devido à aquisição desse estúdio pela Amazon em 2022. O filme teve sua estreia na televisão aberta na American Broadcasting Company em 11 de junho de 2024, servindo como um programa de transição para a transmissão das finais da NBA de 2024 pela rede, sendo exibido em uma noite de folga entre os jogos 2 e 3. Air arrecadou US$ 52,5 milhões nos Estados Unidos e Canadá e US$ 37,6 milhões em outros territórios, totalizando US$ 90,1 milhões em todo o mundo. Nos Estados Unidos da América (EUA) e no Canadá, Air foi lançado juntamente com The Super Mario Bros. Movie e a previsão era de que arrecadasse entre US$ 16 e US$ 18 milhões em 3.507 cinemas em seu fim de semana de estreia de cinco dias. Arrecadou US$ 3,2 milhões no primeiro dia e US$ 2,4 milhões no segundo. O filme estreou com US$ 14,4 milhões e o total de US$ 20,2 milhões nos cinco dias, terminando em terceiro lugar nas bilheterias; 49% do público tinha mais de 35 anos.

O filme arrecadou US$ 7,6 milhões e US$ 5,5 milhões em seu segundo e terceiro fim de semana, respectivamente, terminando em quinto lugar em ambos os casos.  Fora dos EUA e Canadá, Air arrecadou US$ 10,5 milhões em 59 mercados no seu fim de semana de estreia. No seu segundo fim de semana, o filme arrecadou US$ 6,2 milhões em 66 mercados, representando uma queda de 34%. No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, 93% das 343 críticas são positivas, com uma classificação média de 7,7/10. O consenso do site diz: “Um drama baseado em fatos reais que ninguém vai criticar, Air pretende dramatizar eventos que mudaram o mundo dos esportes para sempre — e acerta quase nada além da rede”. O Metacritic, que usa uma média ponderada, atribuiu ao filme uma pontuação de 73 em 100, com base em 59 críticas, indicando avaliações “geralmente favoráveis”. O público pesquisado pelo CinemaScore deu ao filme uma nota média de “A” em uma escala de A+ a F, enquanto aqueles entrevistados pelo PostTrak deram uma pontuação positiva de 93%, com 83% dizendo que o recomendariam. Richard Roeper, do Chicago Sun-Times, deu ao filme quatro estrelas, escrevendo: “Graças à direção segura e impecável de Affleck, ao roteiro brilhante de Alex Convery e às performances vibrantes, engraçadas, calorosas e apaixonadas do elenco de primeira linha, Air é tão divertido e dinâmico quanto um jogo das finais da NBA que está destinado à prorrogação”.

Peter Debruge, escrevendo para a Variety, fez uma crítica positiva ao filme e elogiou as atuações, dizendo: “Air deve ser considerado o exemplo máximo do sonho americano, uma história engraçada e comovente de Cinderela sobre como a marca de tênis em terceiro lugar fez um pedido a uma estrela, e como aquele homem — e sua mãe — foram inteligentes o suficiente para reconhecer seu valor”. Lovia Gyarkye, do The Hollywood Reporter, também deu ao filme uma crítica positiva e considerou que, “Para a maioria do público, Air valerá a pena assistir apenas pelo fabuloso elenco estelar — particularmente o reencontro entre Mat Damon & Ben Affleck. Suas cenas possuem um dinamismo cinético e íntimo que o resto do filme tenta alcançar, mas nem sempre consegue igualar”. Os cineastas AV Rockwell e Reinaldo Marcus Green o citaram como seus filmes favoritos de 2023. Por menos Aisha Harris, da National Public Radio, rejeitou a “premissa frágil” como um “exercício covarde de exaltação capitalista”; embora tenha elogiado as atuações de Davis e Messina, Harris ressentiu-se do desenvolvimento inadequado dos personagens e concluiu com a impressão de que havia “algo, em última análise, vazio em tentar extrair a mentalidade da Fubu, de estilos nas ruas associada ao ar rap e hip-hop fundada em 1992 por Daimon John é uma marca icônica de moda urbana e hip hop. O nome Fubu significando alvo na cultura afro-americana nos anos noventa tornou-se um símbolo de expressão cultural com roupas, do que equivale “a um anúncio de duas horas para a Nike e os super-ricos”. Da mesma forma, Peter Bradshaw, do The Guardian, advertiu o filme por “parecer a promoção corporativa interna mais cara da história: superficial, provinciana e obtusa” e também lamentou a subutilização de Davis, que ele descreveu como tendo “mais carisma e força do que o resto do elenco junto”.

Etnograficamente o roteiro fora escrito por Alex Convery entre 2020 e 2021, aparecendo na The Black List de 2021 com o título Air Jordan. Esta lista é uma pesquisa anual dos roteiros cinematográficos “mais apreciados” ainda não produzidos. Convery teve a ideia enquanto assistia ao trecho de como a Nike assinou com o jogador de basquete Michael Jordan e criou o Air Jordan na minissérie documental The Last Dance, e logo em seguida fez uma pesquisa sobre o assunto. Foi relatado em abril de 2022 que o roteiro havia sido adquirido pela Amazon Studios por 125 milhões de dólares, que iria produzir com a Skydance Sports e Mandalay Pictures, com Ben Affleck e Matt Damon se unindo para estrelar o filme, enquanto o primeiro ainda assumiria a direção do projeto. As filmagens iniciaram em Los Angeles em 6 de junho de 2022, com Jason Bateman, Viola Davis, Chris Tucker, Marlon Wayans e Chris Messina entre às várias adições ao elenco. Robert Richardson atuou como diretor de fotografia, utilizando a câmera recém lançada na época da Arri, Alexa 35. No mesmo mês, Joel Gretsch, Gustaf Skarsgård e Jessica Green foram anunciados no elenco. O personagem de Michael Jordan é retratado no filme, embora seu rosto não seja visto e tenha diálogos limitados. Embora não estivesse diretamente envolvido com o filme, Jordan se encontrou com Affleck antes do início da produção e deu sua aprovação ao projeto, solicitando quatro mudanças no roteiro, pedindo a inclusão de George Raveling, seu assistente técnico na equipe olímpica masculina de basquete dos Estados Unidos que disputou os Jogos Olímpicos de Verão de 1984, este, segundo Michael, fora o primeiro a recomendá-lo a assinar com a Nike.

Jordan também pediu que Howard White, vice-presidente da Jordan Brand da Nike e seu amigo pessoal, fosse incluído no filme. Isso levou diretamente Affleck a escalar Tucker, com quem há muito desejava trabalhar e que Jordan conhecia. Ele também pediu o afastamento de Tinker Hatfield como personagem, já que Hatfield, apesar de trabalhar na Nike na época, não esteve envolvido com a criação do Air Jordan. Por fim, Jordan solicitou que os papéis de seus pais, James R. Jordan Sr. e Deloris Jordan, fossem estendidos, além da escalação de Viola Davis para interpretar sua mãe, fundamental para decidir sobre o encontro e a assinatura de um contrato com a Nike. Affleck e Damon fizeram uma revisão do roteiro sem créditos para atender aos pedidos de Jordan. Air foi originalmente programado para ser lançado apenas em streaming no Amazon Prime Vídeo, todavia, a Amazon Studios optou por lançá-lo nos cinemas após fortes resultados em exibições teste. Por conta disso, o longa-metragem estreou nos cinemas nos Estados Unidos em 5 de abril de 2023, tornando-se o primeiro título da Amazon desde Late Night (2019) que recebeu um lançamento nos cinemas. A Warner Bros. Pictures cuidou do lançamento da mídia doméstica física internacional e mundial do filme.    

A Amazon também deu ao filme “uma janela nos cinemas mais longa antes de lançá-lo no Prime Vídeo”. Além disso, o filme também encerrou o festival South by Southwest no dia 18 de março de 2023. Seu lançamento ocorreu simultaneamente digitalmente e ao vivo no Amazon Prime Vídeo em 12 de maio de 2023. Ainda fora informado que a Amazon investiu cerca de 40 até 50 milhões de dólares ao promover o filme, incluindo 7 milhões de dólares em um anúncio que foi ao ar durante o Super Bowl LVII. Foi a 57ª edição do Super Bowl e a 53ª decisão de campeonato da era moderna da National Football League (NFL) que decidiu o campeão da temporada da NFL de 2022. O jogo foi disputado entre o Kansas City Chiefs, campeão da AFC e o Philadelphia Eagles, campeão da NFC, em 12 de fevereiro de 2023, no State Farm Stadium em Glendale, Arizona, terminando com a vitória dos Chiefs, sendo o terceiro título da franquia. Foi o quarto Super Bowl sediado na Região metropolitana de Phoenix, sendo a edição mais recente o Super Bowl XLIX, disputado em 2015, historicamente no chamado de University of Phoenix Stadium. O jogo foi televisionado nacionalmente nos Estados Unidos pela Fox. Ambos os times terminaram a temporada de 2022 com quatorze vitórias e três derrotas, sendo as melhores campanhas da liga. Os Chiefs jogaram o quinto Super Bowl da sua história, tendo participado das edições I, IV, LIV e LV. Os Eagles estavam na sua terceira final, tendo vencido a edição LII, tendo aparecido também nos Super Bowls XV e XXXIX. 

Três dos cinco Super Bowls apresentaram ou os Chiefs ou os Eagles, na primeira vez que as duas equipes se enfrentariam na final do campeonato. A vitória do Chiefs foi a segunda em quatro anos e a terceira no geral. Os Eagles começaram o jogo melhor, indo para o intervalo na liderança no placar por 24 a 14. No segundo tempo, contudo, os Chiefs conseguiram virar o placar e venceram a partida por 38 a 35 após um chute de field goal pelo kicker Harrison Butker. É um jogador de futebol americano do Kansas City Chiefs da National Football League. Ele jogou futebol americano universitário na Georgia Tech. Ele é o segundo na história da NFL em porcentagem de field goals na carreira com 90,1%, atrás apenas de Justin Tucker. O total de pontos combinados nesta partida (73) foi o terceiro jogo do Super Bowl com maior pontuação e os 35 marcados pelos Eagles foi a maior quantidade por um time perdedor na história do Super Bowl. O quarterback dos Chiefs, Patrick Mahomes, foi nomeado com o Jogador Mais Valioso (MVP) da partida, completando 21 de 27 passes para 182 jardas e três touchdowns, correndo com a bola também seis vezes para 44 jardas. Mahomes se tornou o primeiro jogador desde Kurt Warner em 1999 a vencer o prêmio de MVP da liga e o título do Super Bowl na mesma temporada. 

A transmissão do jogo pela Fox se tornou o segundo programa mais assistido na história da televisão dos Estados Unidos até aquele momento (sendo superado pela edição do ano seguinte), com uma média de 113 milhões de telespectadores. O show do intervalo, cuja principal atração foi a cantora Rihanna, teve um pico de audiência de 118,7 milhões. Até 31 de maio de 2023, Air arrecadou 52,5 milhões de dólares nos Estados Unidos e Canadá e 37,5 milhões de dólares em territórios, totalizando cerca de 90 milhões de dólares globalmente. Nos Estados Unidos e no Canadá, ele fora lançado juntamente a The Super Mario Bros. Movie, e arrecadou entre 16 e 18 milhões de dólares em 3 507 cinemas em seu fim de semana de estreia de cinco dias. Arrecadando 3,2 milhões de dólares no primeiro dia e 2,4 milhões de dólares no segundo. O longa-metragem estreou com 14,4 milhões de dólares e um total de 20,2 milhões de dólares nos cinco dias, terminando em terceiro na bilheteria; 49% do público de faixa etária que tinha mais de 35 anos. 

Ele ainda arrecadou 7,6 milhões de dólares e 5,5 milhões de dólares em segundo e terceiro fim de semana, respectivamente, terminando em quinto nas duas vezes. Fora dos Estados Unidos e Canadá, arrecadou 10,5 milhões de dólares em 59 praças primeiro fim de semana. Em seu segundo fim de semana, o arrecadou 6,2 milhões de dólares em 66 praças, marcando uma queda de 34%. No site agregador de críticas, Rotten Tomatoes, 92% das 295 críticas dos críticos são positivas, com uma classificação média de 7,7/10. O consenso do site diz: “Um drama baseado em fatos que ninguém vai enterrar, Air visa dramatizar eventos que mudaram o mundo dos esportes para sempre - e atinge quase nada além da rede”. Metacritic, como abemos, que utiliza uma média ponderada, atribuiu ao filme uma pontuação de 73 em 100, com base em 59 críticos, indicando “críticas geralmente favoráveis”. O público entrevistado pelo CinemaScore atribuiu ao filme uma nota média de “A” em uma escala de A + a F, enquanto os entrevistados pelo PostTrak deram uma pontuação positiva de 93%, com 83% afirmando que o recomendariam. Richard Roeper, do Chicago Sun-Times, atribuiu ao filme quatro de quatro estrelas, escrevendo “Graças à direção certeira e perfeita de Affleck, um bom roteiro estaladiço de Alex Convery e as performances animadas, engraçadas, calorosas e apaixonadas do elenco de primeira linha, Air é tão divertido e acelerado quanto um jogo das finais da NBA destinado à prorrogação”.

Para Peter Debruge, a Variety, deu uma crítica positiva ao filme e elogiou as atuações, de suas personagens dizendo: “Air deve ser considerado o exemplo máximo do sonho americano, uma história engraçada e comovente da Cinderela sobre como a terceira marca de tênis desejou sobre uma estrela, e como aquele homem - e sua mãe - eram espertos o suficiente para saber seu valor”. Lovia Gyarkye, do The Hollywood Reporter, considerou que, “Para a maioria do público, Air valerá a pena assistir apenas pelo elenco estrelado - particularmente o reencontro entre Damon e Affleck. Suas cenas possuem um dinamismo cinético e íntimo que o resto do filme se aproxima, mas nem sempre corresponde”. Conclusão: Max Weber quis dizer que o homem é um animal amarrado a teias de significados que ele mesmo teceu, a cultura como sendo o condutor dessas teias e as suas análises acerca do pensamento, portanto, não como uma ciência experimental em busca de leis, mas como uma ciência interpretativa, à procura do significado.

Bibliografia Geral Consultada.

HELLER, Agnes, Sociologia della Vita Quotidiana. Roma: Editore Riuniti, 1975; TOURAINE, Alain, La Voix et le Regard. Paris: Éditions du Seuil, 1978; LUHMANN, Niklas, Confianza. Mexico: Ediciones Universidad Iberoamericana, 1996; GIDDENS, Anthony, Modernidad y Identidadel Yo: El Yo y la Sociedad en la Época Contemporânea. Barcelona: Ediciones Península, 1997; ALVIRA, Rafael, La Razón de Ser Hombre. Ensayo Acerca de la Justificación del Ser Humano. Madrid: Ediciones Rialp, 1998; MAIGRET, Eric; MACÉ, Eric (Org.), Penser les Médiacultures. Nouvelles Pratiques et Nouvelles Approches de la Represéntation du Monde. Paris: Editeur Armand Colin, 2005; FIRESTEIN, David, “Fields of Dreams: American Sports Movies”. In: E Journal USA,12, 2007; CAMY, Julien; CAMY, Gérard, Sport & Cinéma. Editeur Du Bailli de Suffren, 2016; CROSSON, Seán, Sport and Film. Abingdon, Oxon: Routledge, 2013; JERÓNIMO, Jérémy Silvares, A Nova Direita Radical Americana. O Movimento Tea Party: Entre a Homogeneidade e a Heterogeneidade Política. Dissertação de Mestrado em Ciência Política. Faculdade de Ciências Humanas e Sociais. Covilhã: Universidade da Beira Interior, 2013; PIKETTY, Thomas, “Um Estado Social para o Século XXI”. In: O Capital no Século XXI. 1ª edição. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2014; WILLIAMS, Eric, The Screenwriters Taxonomy: A Roadmap to Collaborative Storytelling. New York: Routledge - Studies in Media Theory and Practice, 2017; BENSON, Pat, “Michael Jordan e Nike Comemoram 38 anos Juntos”. In: FanNation, 26 de outubro de 2022; CREAMER, Chris, “First Look at the Super Bowl LVII Logo, Held in Arizona in 2023”. In: SportsLogos.Net News, 14 de fevereiro de 2022; D`ALESSANDRO, Anthony, “Amazon Studios Retorna aos Cinemas com o Filme Air, de Ben Affleck e Matt Damon, Patrocinado Pela Nike, Nesta Primavera”. In: Deadline Hollywood, 23 de janeiro de 2023; GUPTA, Manas Sem, “Air: Uma análise profunda da parceria lendária entre Michael Jordan e a Nike”. In: August Man, 21 de março de 2023; BAUM, Brent, “Como Michael Jordan revolucionou a indústria de tênis — e nossa relação com os calçados”. In: Temple Now, 3 de abril de 2023; MORAES, Felipe Moralles e, Neoconservadorismo: A Teoria da Injustiça de Jürgen Habermas. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2024; RIBEIRO, Maria João de Barros, Criação de Uma Marca de Calçado Sustentável e a Proposta de Seu Modelo de Negócio. Dissertação de Mestrado. Escola de Engenharia. Minho: Universidade do Minho, 2024; SKOLNIK, Neil, “Revisando os pilares da medicina do estilo de vida”. Disponível em: https://portugues.medscape.com/04/02/2026; entre outros.

Vapor Benjamim Guimarães – Estado & História da Navegação Brasileira.

 E porque o Benjamim não mais pertence aos homens. Benjamim pertence ao rio”. Andre Rodrigues Costa Oliveira                               

          

        Benjamim Guimarães tem como representação social um barco a vapor construído em 1913, nos Estados Unidos da América pelo estaleiro James Rees & Com. O Benjamim Guimarães navegou no Rio Mississipi e, posteriormente, em rios da Bacia Amazônica. Essa bacia hidrográfica faz parte da região hidrográfica do Amazonas, uma das doze regiões hidrográficas do território brasileiro, que abrange uma área de 7 milhões de km²; sendo a maior do planeta Terra, com cerca de um quinto do fluxo fluvial, sendo que a água que flui pelos rios amazônicos equivale a 20% da água doce líquida da Terra. A bacia hidrográfica compreende terras de vários países da América do Sul, a saber: Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Suriname, Bolívia e Brasil. É a maior bacia de regime misto pluvial e niveal do mundo. Sendo regime pluvial, que deriva das águas das chuvas e niveal que deriva do derretimento das geleiras dos Andes. O rio Amazonas tem mais de 7 mil afluentes, e possui 25 mil km de vias navegáveis. De sua área total, cerca de 3,89 milhões de km² encontram-se no Brasil, ou seja, 45% do país, abrangendo os estados do Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Pará e Amapá. A teoria mais aceita pelos geólogos é de que o rio Amazonas se formou a partir de um grande golfo, que originalmente se abria em sua extensão ao oceano Pacífico. Com a separação naturalmente do super continente Pangeia há 130 milhões de  anos, particularmente, a quebra do Gondwana, o continente formado após o Pangeia pela junção da África, América do Sul, Antártica, Nova Zelândia, Índia, Arábia e Austrália, o deslocamento da placa americana para Oeste gera a formação da cordilheira dos Andes há 65 Ma, esse golfo fechado a Oeste, se abre para Leste pela captura de drenagem vinda do Atlântico, tendo o grande rio assim se formado. Esse deslocamento provavelmente ocorreu através do Norte da África. Naquele período, antes da abertura completa do Oceano Atlântico, ainda existiam conexões terrestres entre América do Sul, África e Europa. 

Sua origem explica o fato hidrograficamente de o rio Amazonas apresentar inclinação muito pequena. Em todo seu trajeto inclina-se menos de cem metros; num trecho de 3 mil quilômetros em território brasileiro, a inclinação é de apenas 15 metros. Durante muito tempo, considerou-se a desembocadura do Amazonas na região de Belém. O rio que banha a capital paraense (rio Pará) não é considerado como foz do Amazonas, fazendo parte da Bacia Hidrográfica do Tocantins. A foz do Amazonas está no lado ocidental da ilha de Marajó. Isso faz com que a cidade de Macapá seja considerada a única capital banhada pelo rio. O volume d`água despejado pelo rio é tão descomunal que a água do mar é doce por vários quilômetros além da desembocadura.  O rio Amazonas descarrega no oceano Atlântico 20% de toda a água doce que chega nos oceanos. A bacia amazônica é formada pelo rio Amazonas e seus afluentes. Estes estão situados nos dois hemisférios no Norte e no hemisfério Sul e, devido a esse fato, o rio Amazonas tem dois períodos de chuvas, pois a época das chuvas é diferente no hemisfério norte e no hemisfério Sul. O Rio Amazonas nasce na cordilheira dos Andes, no Peru. Possui 6 868 km, sendo que 3 165 km estão em território brasileiro. Sua vazão média é da ordem de 109 000 m³/s e 290 000 m³/s na estação de chuvas. É um rio típico de planície, ele e muitos de seus afluentes são navegáveis, o que é muito importante para a população da Amazônia, que se serve do rio como meio de locomoção. Na segunda metade da década de 1920, a firma Júlio Guimarães adquiriu a embarcação e a montou no porto de Pirapora, recebendo o nome de “Benjamim Guimarães”, uma homenagem ao patriarca da família proprietária da firma. É o segundo maior polo industrial do norte de Minas Gerais, 33ª economia exportadora do estado e 2° Produto Interno Bruto Norte-mineiro. 

Destaca-se per se o começo nos estudos de hidrografia de partida do trecho navegável do Rio São Francisco e por suas indústrias de ferrosilício, silício metálico, ferroligas, ligas de alumínio e tecidos que são os principais produtos exportados pelo município. O vapor passou a realizar contínuas viagens ao longo do Rio São Francisco e em alguns dos seus afluentes. É o último exemplar de seu tipo “movido a lenha movido no mundo”. O vapor Benjamim Guimarães foi construído em 1913, pelo estaleiro norte-americano James Rees & Sons e navegou alguns anos no Rio Amazonas sendo transferido para o Rio São Francisco a partir de 1920. O Benjamim Guimarães é uma embarcação fluvial de popa quadrada, alimentada por máquina a vapor de 60 cv de potência alimentada a lenha. Possui capacidade de estocagem de 28 toneladas de combustível e sistema de propulsão a base de roda de pás na popa. Pode atingir até 6,5 nós de velocidade.  Seu peso descarregado é de 243 toneladas. Possui 43,85 metros de comprimento e 7,96 metros de altura. Seu casco é estruturado em chapas de ferro e compartimentado para evitar afundamento. Possui três pisos: no primeiro, encontra-se a casa de máquinas, caldeira, banheiros e uma área para abrigar passageiros. No segundo, estão instalados doze camarotes e no terceiro, um bar e área coberta. Tem capacidade para 140 pessoas, entre tripulantes e passageiros e consome um metro cúbico de lenha por hora. De acordo com as normas de segurança da Marinha, nas atuais condições em que se encontra, o vapor está autorizado a navegar na chamada área um: rio, lago e correnteza que não tenham ondas ou ventos fortes. Transporta turistas sendo o único em funcionamento. Com capacidade para transportar até 140 pessoas, entre tripulantes e passageiros, o vapor navega a área 01: rio, lago e correnteza que não tenham ondas ou ventos fortes. 

                            


Como características construtivas, é uma embarcação fluvial de popa quadrada, possuindo um design quadrado, literalmente. É muito comum ver esse tipo de popa em grandes navios cargueiros. Popa afiada, representa o tipo de popa que possui um afilamento, formando uma espécie de bico. Esse tipo é mais comum em barcos de pesca, veleiros, entre outras embarcações. com máquina à vapor de 60 CV de potência alimentada por lenha, e com uma capacidade máxima de estocagem de 28 toneladas de combustível. O sistema de propulsão é o de roda de pás localizado na popa, capaz de atingir até 6,5 nós de velocidade máxima. O peso descarregado é de 243,42 toneladas, podendo ser acrescido de mais de 66 toneladas, possui 43,85 metros de comprimento total e 7,96 metros de largura. O Rio São Francisco é um importante rio brasileiro que nasce na Serra da Canastra, no sul de Minas Gerais, a uma altitude de aproximadamente 1. 200 metros. Flui de sul para norte, atravessando Minas Gerais e entrando na Bahia, onde curva para leste, formando a divisa com o estado de Pernambuco. Completa então seu curso para sudeste, separando os estados de Sergipe e Alagoas. Finalmente, deságua no Oceano Atlântico. Anteriormente chamado de “Opara”, foi renomeado em homenagem a São Francisco de Assis, fundador da Ordem Franciscana, que teve atuação social na região durante o período colonial. O rio tem um comprimento total de 3.160 km. Drena uma área de 617. 812 km², maior que a França e a Suíça juntas. Seus principais afluentes são os rios Paraopeba, Abaeté, das Velhas, Jequitaí, Paracatu, Urucuia, Verde Grande, Carinhanha, Corrente e Grande. Esses rios nascem principalmente no sul de Minas Gerais, onde a precipitação é significativamente maior do que mais ao norte. 

A vazão média do Rio São Francisco, superior a 3.000 m³/s, é muito irregular e significativa, excedendo as vazões do Reno em sua foz, do Nilo em Cartum e as vazões combinadas do Tigre e do Eufrates. As regiões atravessadas pelo rio são vastas e pouco povoadas, mas algumas cidades de médio porte surgiram ao longo de suas margens. Desde sua nascente, o rio flui por Pirapora, São Francisco, Januária, Bom Jesus da Lapa e Xique-Xique, antes de passar pelas cidades gêmeas de Petrolina e Juazeiro e, finalmente, Paulo Afonso. As áreas geográficas por onde passa são secas e áridas, por isso as demais cidades são pequenas e subdesenvolvidas. Historicamente a Teoria da Dependência tem origem em dois artigos publicados em 1949, um de Hans Singer (1910-2006) e outro de Raúl Prebisch (1901-1986), nos quais observam que os termos de sistemas trocam dos países “subdesenvolvidos” em relação aos países “desenvolvidos” se deterioraram ao longo do tempo: os países subdesenvolvidos Pretendem comprar cada vez menos produtos manufaturados dos países desenvolvidos em troca de uma determinada quantidade de suas exportações de materiais primários. Essa ideia é reconhecida como a tese de Prebisch-Singer. Prebisch, um economista argentino da Comissão das Nações Unidas para a América Latina, concluiu que as nações subdesenvolvidas devem empregar algum grau de protecionismo nenhum comércio se quiser entrar em um caminho representado por políticas públicas de desenvolvimento autossustentável. Ele argumentou que a industrialização por “substituição de importações” (ISI), e não uma orientação de comércio e exportação, era a melhor estratégia para os países subdesenvolvidos. A teoria foi desenvolvida a partir de uma perspectiva marxista por Paul A. Baran (1910-1964) em 1957 com a publicação de seu The Political Economy of Growth.

Alguns autores identificam duas correntes principais na teoria: o estruturalista latino-americano, tipificado pelo trabalho de Raúl Prebisch (1901-1986), Celso Furtado e Aníbal Pinto/Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina (CEPAL); e o marxista norte-americano, desenvolvido por Paul A. Baran, Paul Sweezy e André Gunder Frank. Utilizando o modelo analítico de dependência latino-americano, o historiador marxista Walter Rodney, em seu livro: Como a Europa Subdesenvolveu a África, descreveu em 1972 uma África que “havia sido deliberadamente explorada pelos imperialistas europeus, levando diretamente ao subdesenvolvimento moderno da maior parte do continente”. A teoria foi popular nas décadas de 1960 e 1970 como uma crítica à teoria da modernização, que estava caindo cada vez mais em desuso devido à pobreza generalizada e contínua em grande parte do mundo. Os pressupostos das teorias liberais de desenvolvimento estavam sob análise crítica. Foi usado para explicar as causas da superurbanização, uma teoria de que as taxas de urbanização ultrapassaram o crescimento industrial em vários países em desenvolvimento. Paul Baran colocou a remoção de excedentes e a acumulação de capital no centro de sua análise. O desenvolvimento depende de uma população produzida mais do que precisa para a subsistência básica (com produção de um excedente). Parte desse excedente deve ser usada para acumulação de capital – a compra de novos meios de produção – para que o desenvolvimento ocorra; gastar o excedente em consumo de luxo não produz desenvolvimento, pois desde, Hegel (1770-1831), do famoso ensaio Fenomenologia do Espírito (1807) dialeticamente, “desenvolver-se é vir a ser aquilo que se é”.               

Em homenagem ao prócer Anibal Pinto, com admiração, lembra Tavares (1996) um mestre e amigo de tantas gerações de brasileiros, acaba de falecer em Santiago do Chile. Morre com o século, no meio de derrotas e homenagens e, como sempre viveu, cercado do afeto de todos os que tiveram o privilégio de conviver com ele. Mestre Anibal Pinto deu uma contribuição intelectual ao pensamento latino-americano, que não pode ser traduzida apenas listando as suas próprias obras e as de seus discípulos, que ele ajudou a criar. Todos os temas relevantes para o entendimento de nossa situação histórica de subdesenvolvimento e os possíveis mecanismos de sua superação foram tratados por ele: heterogeneidade estrutural, inflação e distribuição desigual da renda, como as marcas permanentes de uma situação social fraturada; o financiamento do desenvolvimento e a política, como capacidade e liberdade de atenuar ou agravar o “desequilíbrio tradicional” entre as condições sociais e os dados do desenvolvimento econômico; a incorporação desigual do progresso técnico e a diferenciação da dependência no esquema conceitual prebishiano de assimetria analítica “Centro – Periferia”, conduzindo a diferentes estilos de desenvolvimento. Todos os instrumentos de análise que o modo de pensar histórico-estrutural permite conceber para entender as realidades contraditórias de nossos países periféricos foram utilizados pelo querido mestre.

Sua luta estrategicamente contra as ideias conservadoras prevalecentes no pensamento convencional dos círculos dominantes da América Latina começou cedo. Foi sua a primeira análise crítica sistemática da doutrina do Fundo Monetário Internacional (FMI), contida numa breve obra publicada em 1960: “Ni Estabilidad Ni Desarollo: e la Política del Fondo Monetário”. As críticas contundentes à ideia de que o mercado define livremente as vantagens competitivas de um país e “à tendência dos economistas ortodoxos de acharem que o saber econômico” oferece respostas semelhantes às mesmas questões, sem considerar o momento histórico e as condições econômicas, sociais e políticas de cada país, foi uma postura permanente em seus escritos, aulas e conferências. Foi um apóstolo do entendimento da necessidade de tratar apropriadamente a interação entre economia, política e sociedade, e sua obra constituiu, junto com a de Raul Prebisch, Celso Furtado (1920-2004) e José Medina Echevarría (1903-1977), um dos pilares do pensamento crítico latino-americano. Estão vivos hoje vários discípulos de Anibal Pinto, sobreviventes do massacre neoliberal que assola o mundo e as terras latino-americanas. Não posso deixar de destacar Enzo Falletto (1935-2003), no Chile, e Eric Calcagno, na Argentina, que continuaram fiéis às ideias e à luta do mestre.  

Sei que prantearam a sua morte, pelo muito que lhe devem, muitos amigos em várias partes do mundo, que seguiram, no entanto, por caminhos distintos. Mas falo hoje apenas pelos brasileiros, onde fez um grande número de discípulos na direção do Centro Cepal-BNDE, de 1960 a 1964. Creio que os represento a todos, por ter sido neste país, juntamente com Carlos Lessa e Antônio Barros de Castro, uma das suas discípulas mais antigas e fiéis. Ensinou-nos os fundamentos da economia política e, com a paciência, o entusiasmo e a generosidade que o caracterizavam, guiou os nossos primeiros ensaios sobre economia brasileira. Mais do que isso, ajudou, por meio dos cursos Cepal-BNDE, a formar dezenas de economistas originários das burocracias públicas, da universidade e da política. Os mais ativos na política de resistência à ditadura acabaram no exílio e vários deles se reencontraram no Chile, onde na CEPAL ou Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, na Escolatina e na Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO) continuaram desenvolvendo, junto com o mestre, seu pensamento econômico e social em forma mais rigorosa. Os que ficaram no Brasil criaram vários centros de ensino e pesquisa, o mais notório dos quais foi o Departamento de Economia da Universidade de Campinas. Como núcleo de resistência e pensamento econômico independente, grupos de economistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da Universidade Federal Fluminense, continuaram como puderam o seu trabalho.

Nas burocracias, os núcleos mais importantes do pensamento renovador foram os do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste e do Encontro Nacional de Pesquisa em Educação Ambiental. Paul Baran, observou dois tipos sociais predominantes de atividade econômica em países pobres. Não mais antigo dos dois, a agricultura de plantação, que se originou colonialista, a maior parte do excedente vai para os proprietários de terras, que o utilizam para emular os padrões de consumo de pessoas ricas no mundo desenvolvido; grande parte dele vai para a compra de itens de luxo produzidos no exterior – automóveis, roupas, etc. – e pouco é acumulado para investimento em desenvolvimento. O tipo mais recente de atividade econômica na periferia é uma indústria – mas de um tipo particular. Geralmente é realizado por estrangeiros, embora frequentemente em conjunto com interesses locais. Frequentemente está sob proteção tarifária especial ou outras concessões governamentais. O excedente dessa produção destina-se principalmente a dois destinos: parte é devolvida aos acionistas estrangeiros como lucro; a outra parte é gasta em consumo conspícuo, de forma semelhante à da aristocracia das plantações. Novamente, um pouco é usado para o desenvolvimento. Baran acreditava que uma revolução política era necessária para quebrar esse padrão. Na década de 1960, membros da escola estruturalista latino-americana argumentaram que havia mais latitude no sistema do que marxistas acreditavam. Argumentaram que ele permite o desenvolvimento parcial ou desenvolvimento dependente – desenvolvimento, mas ainda sob o controle de tomadores de decisão externos. Citaram as provas bem-sucedidas de industrialização na América Latina na Argentina, Brasil, México, como evidência da hipótese.

Foram levados a uma posição de que a dependência não é uma relação entre exportadores de commodities e países industrializados, mas entre países com diferentes graus de industrialização. Em sua abordagem, há uma distinção entre as esferas econômica e política: economicamente, pode-se ser desenvolvido ou subdesenvolvido; mas mesmo que (um pouco) economicamente desenvolvido, pode-se ser politicamente independente ou dependente. Mais recentemente, Guillermo O`Donnell (1936-2011) argumentou que as restrições impostas ao desenvolvimento pelo neoliberalismo foram suspensas pelos golpes militares na América Latina que promoveram o desenvolvimento sob uma aparência autoritária (O`Donnell, 1982). Estas posições, particularmente no que diz respeito à América Latina, foram desafiadas teoricamente de forma notável no trabalho e nos ensinamentos de Ruy Mauro Marini, que desenvolveu um reconhecimento mais amplo da Teoria da Dependência especificamente marxista, após uma leitura atenta de Marx, segundo a qual a superexploração e a troca desigual surgiram das formas específicas de reprodução do capital da dependência e das relações de classe específicas a essa dependência na periferia. A importância das corporações multinacionais e a promoção estatal da tecnologia foram focadas pelos estruturalistas latino-americanos.

Uma crise da dívida do chamado Terceiro Mundo da década de 1980 e a estagnação contínua na África e na América Latina na década de 1990 causaram algumas dúvidas quanto à previsão ou desejabilidade do “desenvolvimento dependente”. A conditio sine qua non da relação social de dependência não é uma diferença na sofisticação tecnológica, como acredito os teóricos tradicionais da dependência, mas sim a diferença na solidez financeira entre os países centrais e periféricos – particularmente a incapacidade dos países periféricos de tomar empréstimos em sua própria moeda. Ele acredita que a posição hegemônica dos Estados Unidos da América é muito forte devido à importância de seus mercados financeiros e ao controle da moeda de reserva internacional – o dólar norte-americano. Ele acredita que o fim dos acordos financeiros internacionais de Bretton Woods iniciados em 1944 e posteriormente da década de 1970 fortaleceu consideravelmente a posição dos Estados Unidos da América, pois removeu algumas restrições de embargo às suas ações financeiras. A Teoria da Dependência do “padrão” difere do marxismo contra o internacionalismo e qualquer esperança de progresso nas nações menos dirigida à industrialização e a uma revolução. Theotônio dos Santos descreveu uma “nova dependência”, que se concentrava nas relações internas e externas dos países menos desenvolvidos da periferia, derivada de uma análise marxista.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que esteve no cargo politicamente de 1995 a 2002, escreveu extensivamente sobre a Teoria da Dependência durante seu exílio político na década de 1960, argumentando que se tratava de uma abordagem para estudar as disparidades econômicas entre o centro e a periferia. Cardoso resumiu sua versão da teoria da dependência da seguinte forma: há uma penetração financeira e tecnológica dos centros capitalistas desenvolvidos dos países da periferia e semiperiferia; isso produz uma estrutura econômica desequilibrada tanto dentro das sociedades periféricas quanto entre elas e os centros; isto leva a limitações no crescimento autossustentável na periferia; isso favorece o surgimento de padrões específicos de relações de classe; estas modificações no papel do Estado para garantir o funcionamento da economia como articulação política de uma sociedade que contém, em si, focos de inarticulação e de desequilíbrio estrutural. A análise dos padrões de desenvolvimento na década de 1990 e posteriores é complicada pelo fato de o capitalismo não se desenvolver suavemente, mas com altos e baixos muito fortes e autorrepetitivos, chamados ciclos. Resultados relevantes são de Joshua Goldstein, Volker Bornschier e Luigi Scandella. Com o crescimento da Índia e de algumas economias do Leste Asiático, a teoria econômica da dependência perdeu parte de sua antepassada influência. Ela ainda influencia algumas campanhas de ONG`s, como a Make Poverty History e o movimento do comércio justo.

Apenas a conurbação Petrolina-Juazeiro prosperou de fato. Essas duas cidades são importantes para a fruticultura da região, graças à irrigação proporcionada pela Usina Hidrelétrica de Sobradinho. O fluxo do rio foi observado por 66 anos (1929-1994) em Juazeiro, uma localidade no estado da Bahia localizada a 610 km de distância, bastante longe de sua foz no oceano. Em Juazeiro, o caudal ou módulo médio anual observado durante este período foi de 2.711 m³/s para um território de 510.800 km², o que representa 82,6% de toda a área de drenagem do rio. Os trechos navegáveis ​​estão localizados nos cursos médio e inferior do rio. O mais longo deles, entre Pirapora e Juazeiro - Petrolina, tem 1.371 km de extensão. O primeiro subtrecho, que vai de Pirapora, ao Sul em Minas Gerais, até a nascente do reservatório de Sobradinho, próximo à cidade de Xique-Xique na Bahia, tem 1.074 km de extensão. A navegação neste trecho é gerenciada pela Companhia de Navegação do São Francisco, fundada em 24 de janeiro de 1963, foi uma empresa vinculada ao Ministério dos Transportes do Brasil. As principais mercadorias transportadas são cimento, sal, açúcar, arroz, soja, diversos produtos manufaturados, madeira e, principalmente, gesso. O transporte turístico também ocorre nos trechos navegáveis, utilizando embarcações apropriadas. O último barco a vapor com roda de pás ainda em serviço no Brasil, o Benjamim Guimarães, navega no Rio São Francisco.                        

Um barco a vapor tem como representação social uma embarcação impulsionada por um motor a vapor que aciona rodas de água montadas inicialmente a meia-nau, nas laterais (bombordo e estibordo) e depois na popa. Uma bomba de incêndio é uma bomba movida a vapor. Esta é provavelmente a primeira aplicação das máquinas a vapor. A primeira bomba a vapor foi inventada por Thomas Savery (1650-1715) e Thomas Newcomen (1664-1729), com base na ideia do cilindro de pistão a vapor de Denis Papin (1690). Posteriormente, foi aprimorada por James Watt (1736-1819) e, em seguida, por Jacques-Constantin Périer (1742-1818). As bombas de incêndio eram usadas para drenagem e em fontes. São tipicamente caracterizados por possuírem grandes chaminés. Os primeiros projetos de barcos a vapor usavam motores a vapor Newcomen. Esses motores eram grandes, pesados e produziam pouca potência, o que resultava em uma relação peso-potência desfavorável. O peso pesado do Newcomen exigia um barco estruturalmente forte, e o movimento alternativo do feixe do motor exigia um mecanismo complexo para produzir propulsão. As melhorias no projeto de James Watt aumentaram a eficiência do motor a vapor, melhorando a relação potência-peso, e criaram um motor capaz de movimento rotativo usando um cilindro de dupla ação que injetava vapor em cada extremidade do curso do pistão para mover o pistão para frente e para trás.  

O motor a vapor rotativo simplificou o mecanismo necessário para girar uma roda de pás para impulsionar um barco. Apesar da eficiência aprimorada e do movimento rotativo, a relação potência-peso da máquina a vapor Boulton e Watt ainda era baixa. A máquina a vapor de alta pressão foi o desenvolvimento que tornou o barco a vapor prático. Tinha uma alta relação peso-potência e era eficiente em termos de combustível. Os motores de alta pressão foram possíveis graças a melhorias no projeto das caldeiras e componentes do motor para que pudessem suportar a pressão interna, embora as explosões das caldeiras fossem comuns devido à falta de instrumentação, como manômetros. As tentativas de fabricar motores de alta pressão tiveram que esperar até a expiração da patente de Boulton e Watt em 1800. Pouco tempo depois, os motores de alta pressão de Richard Trevithick (1771-1836) e Oliver Evans (1755-1819) foram introduzidos. A máquina a vapor composta se espalhou no final do século XIX. A composição usa o vapor de exaustão de um cilindro de alta pressão para um cilindro de pressão mais baixa e melhora a eficiência. Com motores compostos, era possível que os navios a vapor transoceânicos transportassem menos carvão do que carga. Os navios desenvolvidos a motor a vapor composto permitiram grande aumento no comércio internacional. O motor a vapor mais eficiente usado para propulsão marítima é a turbina a vapor. Foi desenvolvido perto do final do século XIX e usado ao longo do século XX.

Uma história apócrifa de 1851 atribui o primeiro barco a vapor a Denis Papin por um barco que ele construiu em 1705. Papin foi um dos primeiros inovadores em energia a vapor e o inventor do digestor de vapor, a primeira panela de pressão, que desempenhou um papel importante nos experimentos a vapor de James Watt. No entanto, o barco de Papin não era movido a vapor, mas movido por remos com manivela. Um barco a vapor foi descrito e patenteado pelo médico e inventor inglês brilhante John Allen em 1729. Em 1736, Jonathan Hulls recebeu uma patente na Inglaterra para um barco a vapor movido a motor Newcomen, usando uma polia em vez de uma viga e uma lingueta e catraca para obter movimento rotativo, mas foi a melhoria nos motores a vapor por James Watt que tornou o conceito viável. William Henry, de Lancaster, Pensilvânia, tendo aprendido sobre o motor de Watt em uma visita à Inglaterra, fez seu próprio motor e o colocou em um barco. O barco afundou e, embora Henrique tenha feito um modelo aprimorado, ele não pareceu ter muito sucesso, embora possa ter inspirado outros. O primeiro navio movido a vapor, Pyroscaphe, era um navio a vapor movido por um motor a vapor de dupla ação; foi construído na França em 1783 pelo Marquês Claude de Jouffroy (1751-1832) e seus colegas como uma melhoria de uma tentativa anterior, o Palmipède de 1776.

Em sua primeira demonstração em 15 de julho de 1783, o Pyroscaphe viajou rio aparentemente acima no rio Saône por cerca de quinze minutos antes que o motor falhasse. Presumivelmente, isso foi facilmente reparado, pois diz-se que o barco fez várias dessas viagens. Depois disso, De Jouffroy tentou fazer com que o governo se interessasse por seu trabalho, mas por razões políticas foi instruído de que ele teria que construir outra versão no Sena, em Paris. De Jouffroy não tinha fundos para isso e, após os eventos da Revolução Francesa, o trabalho no projeto foi interrompido depois que ele deixou o país. Barcos semelhantes foram feitos em 1785 por John Fitch na Filadélfia e William Symington em Dumfries, Escócia. Fitch testou com sucesso seu barco em 1787 e, em 1788, começou a operar um serviço comercial regular ao longo do rio Delaware entre a Filadélfia e Burlington, Nova Jersey, transportando até 30 passageiros. Este barco normalmente podia fazer de 7 a 8 milhas por hora (11 a 13 km / h) e viajava mais de 2 000 milhas (3 200 km) durante seu curto período de serviço.

          

O barco a vapor Fitch não representou um sucesso comercialmente, pois essa rota de viagem era adequadamente coberta por estradas de vagões relativamente boas. No ano seguinte, um segundo barco fez excursões de 30 milhas (48 km) e, em 1790, um terceiro barco realizou uma série de testes no rio Delaware antes que as disputas de patentes dissuadissem Fitch de continuar. Enquanto isso, Patrick Miller de Dalswinton, perto de Dumfries, Escócia, desenvolveu barcos de casco duplo movidos por rodas de pás acionadas manualmente colocadas entre os cascos, até mesmo tentando interessar vários governos europeus em uma versão gigante de navio de guerra, 246 pés (75 m) de comprimento. Miller enviou ao rei Gustavo III da Suécia uma versão real em pequena escala, com 100 pés (30 m) de comprimento, chamada Experiment. Patrick Miller então contratou o engenheiro William Symington para construir sua máquina a vapor patenteada que acionava uma roda de pás montada na popa num barco em 1785. O barco foi testado com sucesso em Dalswinton Loch em 1788 e foi seguido por um barco a vapor maior no ano seguinte. Miller então abandonou o projeto. O projeto fracassado de Patrick Miller chamou a atenção de Lord Dundas, governador da Forth and Clyde Canal Company, e em uma reunião com os diretores da empresa do canal em 5 de junho de 1800, eles aprovaram suas propostas para o uso de “um modelo de barco do capitão Schank para ser trabalhado por uma máquina a vapor pelo Sr. Symington” no canal. O barco foi construído por Alexander Hart em Grangemouth de acordo com o projeto de Symington com um motor de cilindro vertical e cruzeta transmitindo energia para uma manivela acionando as rodas de pás.  

Os testes no rio Carron em junho de 1801 foram bem-sucedidos e incluíram o reboque de chalupas do rio Forth até o Carron e daí ao longo do Canal Forth e Clyde. Em 1801, a Symington patenteou uma máquina a vapor horizontal diretamente ligada a uma manivela. Ele recebeu o apoio de Lord Dundas para construir um segundo barco a vapor, que ficou famoso como Charlotte Dundas, nomeado em homenagem à filha de Lord Dundas. Symington projetou um novo casco em torno de seu poderoso motor horizontal, com a manivela acionando uma grande roda de pás em um suporte central no casco, com o objetivo de evitar danos às margens do canal. O novo barco tinha 56 pés (17,1 m) de comprimento, 18 pés (5,5 m) de largura e 8 pés (2,4 m) de profundidade, com casco de madeira. O barco foi construído por John Allan e o motor pela Carron Company. A primeira viagem foi no canal de Glasgow em 4 de janeiro de 1803, com Lord Dundas e alguns de seus parentes e amigos a bordo. A multidão ficou satisfeita com o que viu, mas a Symington queria fazer melhorias e outro teste mais ambicioso foi feito em 28 de março. Nesta ocasião, o Charlotte Dundas rebocou duas barcaças de 70 toneladas por 30 km (quase 20 milhas) ao longo do Canal Forth e Clyde até Glasgow e, apesar de “uma forte brisa à frente” que parou todos os outros barcos do canal, demorou apenas nove horas e um quarto, dando uma velocidade média de cerca de 3 km h (2 mph).

O Charlotte Dundas foi o primeiro barco a vapor prático, na medida em que demonstrou a praticidade da energia a vapor para navios, e foi o primeiro a ser seguido pelo desenvolvimento contínuo de barcos a vapor. A réplica de 1909 do North River Steamboat, o primeiro barco a vapor a alcançar sucesso comercial transportando passageiros ao longo do rio Hudson. O americano Robert Fulton esteve presente nas provas do Charlotte Dundas e ficou intrigado com o potencial do barco a vapor. Enquanto trabalhava na França, ele se correspondeu e foi ajudado pelo engenheiro escocês Henry Bell, que pode ter lhe dado o primeiro modelo de seu barco a vapor em funcionamento.  Fulton projetou seu próprio barco a vapor, que navegou ao longo do rio Sena em 1803. Fulton mais tarde obteve uma máquina a vapor Boulton and Watt, enviada para a América, onde seu primeiro navio a vapor adequado foi construído em 1807, North River Steamboat (conhecido como Clermont), que transportava passageiros entre Nova York e Albany, Nova York. Clermont conseguiu fazer a viagem de 150 milhas (240 km) em 32 horas. O barco a vapor era movido por um motor Boulton e Watt e era capaz de viagens de longa distância. Foi o primeiro barco a vapor comercialmente bem-sucedido, transportando passageiros ao longo do rio Hudson. Em 1807, Robert L. Stevens iniciou a operação do Phoenix, que usava um motor de alta pressão em combinação com um motor de condensação de baixa pressão. Os primeiros barcos a vapor movidos apenas por alta pressão foram o Aetna e o Pennsylvania, projetados e construídos por Oliver Evans.

Em outubro de 1811, um navio projetado por John Stevens, Little Juliana, operaria como a primeira balsa a vapor entre Hoboken e a cidade de Nova York. O navio de Stevens foi projetado como um barco a vapor movido a parafuso duplo em justaposição ao motor Boulton e Watt de Clermont.  O projeto foi uma modificação do navio a vapor anterior de Stevens, Phoenix, o primeiro navio a vapor a navegar com sucesso em mar aberto em sua rota de Hoboken para a Filadélfia. Em 1812, o PS Comet de Henry Bell foi inaugurado.  O barco a vapor foi o primeiro serviço comercial de passageiros na Europa e navegou ao longo do rio Clyde, na Escócia. O Margery, lançado em Dumbarton em 1814, em janeiro de 1815 tornou-se o primeiro barco a vapor no rio Tâmisa, para espanto dos londrinos. Ele operou um serviço fluvial de Londres a Gravesend até 1816, quando foi vendido aos franceses e se tornou o primeiro barco a vapor a cruzar o Canal da Mancha. Quando ela chegou a Paris, os novos proprietários a rebatizaram de Elise e inauguraram um serviço de barco a vapor no Sena. Em 1818, Ferdinando I, o primeiro barco a vapor italiano, deixou o porto de Nápoles, onde havia sido construído.

Ao contrário das demais embarcações da época, as viagens eram programadas de modo a permitir que o mesmo atendesse as mais variadas necessidades, indo e vindo de vários portos intermediários antes do seu regresso ao porto de origem. O Benjamim Guimarães era mais utilizado no transporte de cargas do que de passageiros. Relatos dos antigos usuários da embarcação contam que em uma dessas viagens coincidiu com as andanças do líder cangaceiro Lampião por pequenos povoados situados às margens do rio, atacando fazendas na região de Juazeiro na Bahia. Ao tomar conhecimento do grande volume de carga transportada pelo Benjamim Guimarães, Lampião e seu bando planejaram atacá-lo. Ciente do perigo que corria e se valendo do fato do rio ser largo naquele trecho, a tripulação do Benjamim imprimiu velocidade máxima à embarcação, dirigindo-se à outra margem, livrando-se assim dos tiros em sua direção. Na década de 1940, o vapor tornou-se propriedade da empresa Navegação e Comércio do São Francisco, do empresário Quintino Vargas (1892-1949) que, em 1942, foi incorporada à Companhia Indústria e Viação de Pirapora. Em 1955, tendo ocorrido a encampação, pela União, de todas as empresas de navegação, o Vapor Benjamim Guimarães é transferido com 31 embarcações, para o Serviço de Navegação do Vale do São Francisco e, para Companhia de Navegação do São Francisco.

Por várias décadas, o Benjamim Guimarães foi utilizado no transporte de cargas e passageiros no trecho Pirapora - Juazeiro, no Norte da Bahia, chegando a navegar com centenas de passageiros a bordo que se dividiam em primeira, segunda e terceira classes, além de ter transportado - durante a Segunda Grande Guerra Mundial - tropas do Exército Brasileiro que se dirigiam para o litoral de Pernambuco e do Rio Grande do Norte para o patrulhamento da costa, de onde embarcariam para a Itália, na Força Expedicionária Brasileira. No início dos anos 1980, com a decadência da navegação no São Francisco, o vapor passou a ser utilizado em passeios turísticos e as viagens tornaram-se cada vez menos frequentes. Em 1° de agosto de 1985 dado seu valor histórico-cultural, o Benjamim foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico, IEPA-MG, fundação vinculada à Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais. No mesmo ano, já bastante deteriorado pela ação do tempo, espaço e omissão do poder público recebe sua primeira reforma. Após concluída a restauração, o vapor volta a navegar em 24 de outubro de 1986, data marcada por uma cerimônia com a presença do então Ministro dos Transportes José Reinaldo Carneiro Tavares. Em julho de 1987, a Unitour. International University Fair ficou responsável pelo agenciamento de viagens turísticas no trecho Pirapora-São Francisco-Pirapora, totalizando 460 km, atraindo turistas de todo o Brasil. Foram reiniciados, também, os passeios aos sábados, com duração de três horas, promovidos pelos principais hotéis da cidade. Em 1995, o Vapor apresentou falhas na caldeira e no casco e, por motivo de segurança, foi interditado pela Capitania dos Portos de Minas Gerais. 

Em 29 de janeiro de 1997, o Benjamim foi incorporado ao Patrimônio Histórico do Município de Pirapora, através de Termo de Transferência firmado entre a Franave e a Prefeitura. Atracado no porto da Franave por quase dez anos, o Vapor Benjamim Guimarães voltou a navegar nas águas do Rio São Francisco na manhã do dia 11 de agosto de 2004, após passar por uma segunda recuperação - reforma e restauração, realizada pela Franave/Ministério dos Transportes, com supervisão do Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e vistoria técnica da Capitania Fluvial do São Francisco (CFSF). O engenheiro naval Odair Sanguino do Rio de Janeiro, foi o responsável pela coordenação dos trabalhos de recuperação, recebendo o auxílio do restaurador Aílton Batista da Silva e do arquiteto Joacir Silva Concelos, lotados no Instituto Estadual de Patrimônio Histórico. A partir de agosto de 2014 ficou atracado no porto da Capitania Fluvial do São Francisco, pois a licença de tráfego não foi concedida por falta de reforma. Cidade de praia fluvial e cachoeiras, atrai turistas com os melhores carnavais do Norte de Minas. A primeira celebração histórica de Carnaval em Belo Horizonte ocorreu em 1897, precedendo a própria inauguração oficial da cidade. Nos anos seguintes, a folia tornou-se mais organizada com a criação de grandes sociedades carnavalescas, inspiradas no modelo do Rio de Janeiro, como o “Club Demônios de Luneta”, fundado em 1899. No início do século XX, os corsos carnavalescos também ganharam destaque. Durante as décadas de 1950 e 1960, os jornais concorrentes Estado de Minas e Folha de Minas promoviam desfiles para disputar a hegemonia da melhor festa na capital. O carnaval de rua, se já não é um truísmopermaneceu popular até os anos 1990, quando entrou em um período de declínio. Após quase duas décadas de ostracismo, a retomada da festa iniciou-se em 2009 com o ressurgimento de blocos de rua. No final daquele ano, um decreto do então prefeito Marcio Lacerda, que restringia o uso da Praça da Estação para eventos, gerou forte reação popular. 

Em protesto, surgiu o movimento social “Praia da Estação”, que reivindicou o espaço público e serviu como catalisador para a revitalização orgânica da festa. A organização do Carnaval de Belo Horizonte conta com a atuação de entidades representativas como a Liga Independente das Agremiações Carnavalescas, a Samba Dez fundada em 2005 após uma cisão de dirigentes e a Associação Cultural dos Blocos Caricatos. Historicamente, as manifestações ocuparam o hipercentro da capital, com registros de desfiles nas avenidas João Pinheiro e Rua da Bahia desde o início do século XX. O desfile oficial foi formalizado em 1980, estabelecendo a Avenida Afonso Pena como passarela oficial. A cronologia das sedes incluiu: 1980 - 1990: Avenida Afonso Pena; 1990 - 2003: Período de declínio; desfiles oficiais interrompidos e substituídos por bailes populares regionais; 2004 - 2010: Retomada dos desfiles na Via 240, na Região Norte; 2011 - 2013: Realização no Boulevard Arrudas, na Região Centro-Sul; 2014 - Presente: Retorno à Avenida Afonso Pena após consenso entre a Belotur e agremiações. A festa é marcada pela coexistência entre as escolas de samba (modelo fluminense) e os blocos caricatos, tradição de Belo Horizonte surgida na década de 1930 nos bairros periféricos. O renascimento do carnaval de rua a partir de 2009 foi marcado por um forte tom político e de apropriação do espaço público. Em 2017, a cidade já contava com quase 400 blocos cadastrados. Os blocos abrangem diversos estilos musicais, como marchinhas, axé, pop, rock, afoxé, hare krishna, forró e jazz. Entre os principais nomes estão: Baianas Ozadas, Então Brilha, Abalô-caxi, Chama o Síndico, Tchanzinho Zona Norte, Bloco Afro Angola Janga, Alcova Libertina, Pena de Pavão de Krishna, Samba Queixinho, Beiço do Wando, entre outros. As bandas carnavalescas são uma tradição que remonta a 1897.

           

Um marco recente foi a marchinha “Na Coxinha da Madrasta” (2012), de Flávio Henrique Alves. Vencedora do Concurso de Marchinhas Mestre Jonas, a música tornou-se um fenômeno nacional e o principal hit da Banda Mole naquele ano. Em 2017 o Ministério Público do Estado de Minas Gerais entrou na justiça cobrando que o município de Pirapora restaurasse o vapor, bem como o pagamento das multas no valor de R$ 1 milhão por descumprimento de cláusulas previstas no Termo de Ajustamento de Conduta assinado em 2013, que tinham o intuito de preservar o barco da deterioração. Em dezembro de 2019 foi anunciado pelo Ministério do Turismo e Secretaria de Estado de Cultura e Turismo um convênio para recuperação do vapor no valor de R$ 3,7 milhões. A previsão inicial era de que a reforma durasse 12 meses. As obras compreendem a substituição total do casco, restauração do motor e parte superior da embarcação, feita de madeira, e reparos no mobiliário. Em setembro de 2019, durante visita do governador Romeu Zema, um administrador, empresário e político filiado ao Partido Novo. Formado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (SP), é governador do estado de Minas Gerais desde janeiro de 2019 e foi presidente do Conselho de Administração do Grupo Zema, cargo que exerceu de 1990 até o final de 2016. Foi anunciado que duas empresas interessadas na licitação realizaram visitas à embarcação e solicitaram alteração na planilha de custo, visto que a reforma inclui itens não orçados.

Pirapora é o segundo maior polo de industrialização do Norte de Minas Gerais, sendo classificada, portanto, como uma cidade de porte médio em relação a sua estrutura e funcionabilidade dentro de sua microrregião, isto é, sua capacidade de produção e prestação de serviços. O município tem uma economia sólida que o diferencia de outras cidades vizinhas, como polo industrial, prestador de serviços e gerador de emprego e renda. Situada a 340 km ao norte de Belo Horizonte, Pirapora marca o ponto inicial da navegação no Rio São Francisco. Segundo maior centro industrial da região mineira do Vale do São Francisco, possui comércio movimentado e rotativo. A indústria têxtil e metalurgia são as principais empregadoras de mão de obra fabril. A pesca, turismo e a fruticultura irrigada também fazem parte da economia local, tendo como carro chefe a produção de uvas. A fruticultura gera para Pirapora e Região inúmeros postos de trabalho movimentando assim a economia local. Há tantos outros ramos de trabalho na cidade além destes citados. Favorecida por sua localização geográfica estratégica as margens da BR-365, BR-496 e pela Ferrovia Centro-Atlântica que liga o município ao Porto de Tubarão no Estado do Espírito Santo, a cidade é destaque na produção e exportação de Ferro silício, Silício metálico, Ferroligas, Ligas de Alumínio e Tecidos. Estatisticamente nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior de 2011 o município ampliou suas exportações favoravelmente de R$ 183.600.000,00 milhões de dólares em 2010 para R$ 342.200.000,00 milhões de dólares em 2011.

A abertura das propostas previstas para o início de agosto, haviam sido adiadas para o próximo dia 30 de setembro. Durante a vistoria foram detectados “deficiência no chapeamento, rasgos e furos no casco”. O barco permaneceu atracado até novembro de 2020. No dia 30 de setembro de 2019 o convênio foi assinado com a empresa vencedora, a INC Industria Naval Catarinense, com vigência até junho de 2022. Em novembro de 2020 o Benjamim Guimarães voltou aos holofotes dos jornais durante a sua retirada do Rio São Francisco. Durante a operação de retirada pela empresa responsável houve dano em parte do casco, que será todo trocado, devido à rampa íngreme pela qual o barco foi içado, causando alagamento em parte da embarcação. Houve grande comoção popular e divulgação de que a empresa havia danificado a quilha e inutilizado o vapor. O Benjamim Guimarães é administrado pela Empresa Municipal de Pirapora (EMUTUR), fazia rotineiramente passeios públicos aos domingos, a partir das 10 horas, sempre lotado de turistas, principalmente. Passeios esporádicos também eram feitos aos sábados e durante os dias da semana, conforme contratos de aluguel feitos com empresas e agências de viagens, tornando-se um dos principais atrativos turísticos de toda a região do Norte de Minas. Existe um projeto que integra a reforma do Benjamim Guimarães à restauração da Ponte Marechal Hermes, na criação de importante ponto turístico da região. O projeto foi entregue ao Governo Estadual pela Prefeitura de Pirapora em setembro de 2020.

Bibliografia Geral Consultada.

RANDLES, William Graham Lister, Da Terra Plana ao Globo Terrestre. Uma Mutação Epistemológica Rápida (1480-1520). Campinas: Papirus Editora, 1994; MICELI, Paulo, O Ponto Onde Estamos: Viagens e Viajantes na História da Expansão e da Conquista. São Paulo: Editora Scritta, 1994; DURAND, Gilbert, As Estruturas Antropológicas do Imaginário: Introdução à Arquetipologia Geral. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1997; RAMBELLI, Gilson, A Arqueologia Subaquática e sua Aplicação à Arqueologia Brasileira: O Exemplo do Baixo Vale do Ribeira de Iguape. Dissertação de Mestrado em Arqueologia. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas: Museu de Arqueologia e Etnologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1998; SMITH, Nigel J.H., Amazon Sweet Sea: Land, Life, and Water at the River`s Mouth. Texas: University of Texas Press, 2002; THORNTON, John, A África e os Africanos: Na Formação do Mundo Atlântico, 1400-1800. Rio de Janeiro: Editora Elsevier, 2004; HORNBORG, Alf, “Amazon Sweet Sea: Land, Life, and Water at the River’s Mouth”. In: Tipití: Journal of the Society for the Anthropology of Lowland South America: Vol. 2: Iss. 2, Article 5, 2004; LUBAR, Steve, “Este foi o primeiro barco a vapor, locomotiva e carro da América?”. In: Revista Invention and Technology, Primavera de 2006, Volume 21, Edição 4ELIAS, Norbert, “Estudos sobre a Gênese da Profissão Naval”. In: Escritos & Ensaios (1): Estado, Processo, Opinião Pública. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2006; pp. 69-113; TILL, Geoffrey, El Poder Marítimo: Una Guia para el Siglo XXI. Buenos Aires: Instituto de Publicaciones Navales, 2007; ALMEIDA, Silvia Capanema Pereira, “Nous, Marins, Citoyens Brésiliens et Republicains”: Identités, Modernité et Memoire de la Revolte dês Matelots de 1910. Tese de Doutorado em História. Paris: École des Hautes Études en Sciences Sociales, 2009; NASCIMENTO, Rodnei Antonio do, Formas da Subsunção do Trabalho no Capital: Subsunção Formal, Real e Intelectual. Tese de Doutorado. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2007; CRUZ, Nathalia da Costa, As Mitopoéticas na Obra de Paulo Nunes: Ensaio sobre Literatura e Educação na Amazônia. Dissertação de Mestrado em Educação. Belém: Universidade do Estado do Pará, 2013; SZEMERE, Gabriel Barmak, A Temporalidade do Capital: Estudos Preliminares sobre a Concepção de História de Karl Marx em O Capital. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2024; Artigo: “Região Nordeste é associada ao atraso e à irracionalidade política”. In: https://www.ihu.unisinos.br/19/03/2026; entre outros.