“Monstros são reais e fantasmas são reais também. Vivem dentro de nós e, às vezes, vencem”. Stephen King
A Vida de Chuck tem como representação social um
filme norte-americano de drama e fantasia de 2024, escrito para o cinema,
coproduzido, editado e dirigido por Mike Flanagan. É baseado na novela homônima
de Stephen King, publicada em 2020. É um dos mais populares escritores de
terror contemporâneo, reconhecido por ter escrito as famosas obras “Carrie”, “O
Iluminado”, “It”, “Misery” e muitas outras. Tendo iniciado o seu trabalho na
década de 1970, King de forma extraordinária conseguiu atrair uma enorme audiência, motivo este que fez
com que a U.S. National Book Fundation o premiasse em 2003. Brian Lumley, James
Herbert, Dean Koontz, Clive Barker, Ramsey Campbell e Peter Straub também são
reconhecidos autores de horror contemporâneo populares. Sequências de livros best-selling
de tempos contemporâneos estão relacionadas com ficção de horror, como a
fantasia urbana de lobisomens Kitty Norville de Carrie Vaughn, e a ficção
gótica e erótica da escritora Anne Rice. O conto de fadas A Bela Adormecida
ganha uma nova interpretação nada inocente. Em Os desejos da Bela Adormecida,
primeiro da trilogia erótica, a princesa condenada a dormir por cem anos depois
de furar o dedo em uma roca de fiar enfeitiçada se torna vítima de um segundo
feitiço: seu coração e seu corpo estão sob controle do príncipe que a
despertou, que a declara sua “escrava sexual” e a leva para a corte de sua mãe,
a rainha Eleanor, um universo simbólico que mistura prazer, dor e
subserviência sadomasoquistas que se expandem além do gênero de terror
em si.
Os filmes estudantis de Flanagan eram mais voltados para o melodrama. O termo tem significados muitas vezes contraditórios e é aplicado com diferentes significados a formas artísticas diversas e ocorrências variadas e/ou em distintas ocorrências dentro dos meios de comunicação de massas. Originário do grego μέλος = canto ou música + δράμα = ação dramática, refere-se, algumas vezes, a um efeito utilizado na obra, outras como estilo dentro da obra e outras como gênero. Existe desde o século XVII principalmente na ópera, no teatro, na literatura, no circo-teatro, no cinema, no rádio e na televisão. Ele será melhor entendido se reconhecermos algumas de suas diferenças nos meios ou formas artísticas em que ocorre. Na televisão é utilizado em telenovelas com cunho romântico, calçada no sofrimento dos protagonistas, na indução do público ao choro. Historicamente em sua aplicação em ópera, o termo melodrama tem significados distintos dependendo do meio de trabalho e de comunicação ao qual se refere em italiano, francês ou alemão. O termo italiano correspondente é melodramma, que foi utilizado desde o final do século XVI como sinônimo de ópera, sendo esse seu significado mais genérico. O termo francês imediatamente correspondente é mélodrame, que foi utilizado desde meados do século XVIII com o mesmo significado genérico que o termo italiano. O termo alemão correspondente é (das) Melodram, que foi utilizado desde o final do século XVIII em sentido específico, significando um recurso dramatúrgico-musical em meio à ópera, designando um trecho ou cena em que há execução falada do texto com acompanhamento simultâneo de música instrumental.
Adicionalmente, há também o termo francês scène lyrique, também de meados do século XVIII, que tem significado parcialmente correspondente àquele do termo alemão, com a diferença que esse outro termo francês se refere a um trecho ou cena com texto falado alternando com intervenções de música instrumental. Dentre todos esses significados, o mais utilizado em estudos musicológicos é aquele relacionado ao termo alemão; portanto, é mais apropriado utilizar o termo em alemão Melodram, do que o termo em português, ou qualquer dos outros. Embora o termo e significado de Melodram seja mais característico e definido na ópera romântica Fidelio, de Beethoven; Der Freischütz, de Weber; Ariadne auf Naxos, de R. Strauss, pode-se considerar uma origem no meio alemão na primeira metade da década de 1770, ainda no meio exclusivamente teatral e não no operístico. Em 1775, foi estreada a peça teatral Ariadne Auf Naxos, com texto de Johann Christian Brandes (1722-1795) e música incidental de Georg Anton Benda (1722-1795). Diferente da ópera homônima de Richard Strauss (1864-1949), essa peça setecentista é um duodrama, obra teatral que havia sido escrito entre 1772 e 1773, recebendo poucos números musicais de Anton Schweitzer (1735-1787), mas teve sua música finalizada Benda, que compôs acompanhamentos simultâneos a alguns dos trechos falados. Em seu significado e utilidade de uso mais definidos como recurso operístico, o termo Melodram refere-se a trechos de recitativo ou de recitativo arioso em que há execução falada (não cantada) acompanhada pela música orquestral. Há casos, com na cena Wolfs Glen (“Clareira do lobo”, ou “Vale do lobo”, ou “Desfiladeiro do lobo”), na ópera Der Freischütz (1821), em que trechos de Melodram de um personagem (Samiel) se alternam, no mesmo número musical, com trechos cantados de outro personagem (Kaspar).
Escólio: Os termos em
francês, mélodrame (genérico) e scène lyrique (específico), foram
ambos utilizados pelo ilusionista francês Jean-Jacques Rousseau
(1712-1778); o primeiro como sinônimo de ópera e suas transformações sociais na
França, o segundo utilizado inicialmente para definir suas pretensões de
utilização de música para sua peça teatral Pygmalion (1762-1770). Essa
peça teatral, com texto aparentemente iniciado em 1762, foi apresentada somente
em 1770, com música por Horace Coignet (1735-1821) e possivelmente alguns
números pelo próprio Rousseau. Num comentário sobre a Alceste de Gluck
(Lettre à M. Burney sur la musique, avec fragmens d’observations sur l’Alceste
italien de M. le chevalier Gluck, ca. 1767), Rousseau define o recurso no qual
a fala e a música não ocorrem simultaneamente, mas alternam-se
para que as frases musicais anunciem e preparem as frases faladas (“a
frase falada é aquela espécie de anúncio e preparação da frase musical”). Uma
das versões de Pygmalion de Rousseau, com música de Anton Schweitzer,
foi assistida em Weimar por J. C. Brandes e sua esposa, a atriz Charlotte
Brandes, para quem foi concebido o duodrama Ariadne Auf Naxos, a partir
dos exemplos da peça de Rousseau. Na realidade, no ambiente francês é
controversa a identificação de significado análogo ao Melodram alemão,
pois o termo scène lyrique foi inicialmente aplicado por Rousseau como
referência ao gênero teatral de seu Pygmalion, não diretamente como
termo descritivo de um recurso dramatúrgico-musical.
Em suma, tanto o
conceito alemão quanto o francês foram originados no ambiente do teatro falado
e, em certa medida, derivados de conceitos desenvolvidos por Rousseau, embora o
uso operístico tenha se fixado mais em relação ao termo e conceito final alemães.
Portanto, em concordância com a tendência musicológica, é prudente que o termo
melodrama, com grafia portuguesa, semelhante ao italiano melodramma, seja
reservado como sinônimo de ópera, e que apenas o termo Melodram
(com grafia alemã) seja utilizado como descritor do recurso
dramatúrgico-musical de recitativo falado com acompanhamento instrumental. Se
na ópera este termo distingue uma forma ou estilo musical, o melodrama teatral
surge oficialmente como gênero em 1800 com a obra Coeline, de
René-Charles Guilbert de Pixérécourt, definindo um tipo complexo de espetáculo
cênico iniciado após a Revolução Francesa. Com forte influência do teatro das
feiras e da pantomima utiliza máquinas, cenas de combate e danças para
construção de suas cenas e conta, em sua construção dramática, com a
alternância de elementos da tragédia e da comédia. O melodrama teatral surgiu
com grande sucesso de público em temporadas que, pela primeira vez na história social
do teatro, ultrapassaram as mil representações, isto o fez o primeiro gênero
teatral de características internacionais. Seu fundador é o dramaturgo francês
René-Charles Guilbert de Pixérécourt (1773-1844) e os principais representantes
em outros países são: o inglês Thomas Holcroft (1745-1809) seu introdutor na
Grã Bretanha, o alemão August Friederich von Kotzebue (1761-1819) e, nos
Estados Unidos da América, Dion Boucicault (1822-1890).
Seu sucesso duradouro o tornou no principal gênero teatral e literário do século XIX e, posteriormente, fez com que de forma extraordinária o melodrama teatral fosse absorvendo e exportando elementos sociais a todos os estilos, formas e gêneros artísticos que surgiram durante este período, principalmente o folhetim. Ao final do século XIX, as novas propostas estéticas que surgiam, entre elas o naturalismo, acabaram negando muitas das formas comunicativas super utilizadas de interpretação do melodrama, que foram consideradas antinaturais, o que disseminou um excessivo valor negativo a tudo que fosse considerado melodramático, que se tornou sinônimo de uma interpretação exagerada, antinatural, assim como de efeitos (cf. Roas, 2001; Barthes, 2004) de apelo fácil à plateia. O início da cultura de massas no século XX veio trazer mais confusão a este gênero de sucesso. O melodrama no cinema aporta diferentes significados, de aventura e ação das primeiras décadas do século XX eram de melodrama, e foi o gênero de grande sucesso durante a fase muda do cinema, com grande influência do teatro popular e do vaudeville de onde vinham a maioria de seus artistas.
Por outro lado, na
segunda metade do século XX, os filmes dirigidos a um certo público feminino,
de características totalmente distintas dos filmes de ação, também foram
chamados melodrama. É comum nomear alguns elementos da técnica de interpretação
de clown ou palhaço como melodrama. O clown utiliza-se
algumas vezes do estilo melodramático como um recurso, uma paródia ou uma
distorção, sendo que a interpretação do clown por outro lado pode se dirigir
comumente a um estilo de interpretação contido, o que evita a gestualidade ou o
exagero melodramático. Com o surgimento da radionovela e, posteriormente, das
telenovelas, o termo melodrama passou a ser empregado em histórias românticas
com sentimentalismo exagerado através do sofrimento dos protagonistas
para levar a plateia ao choro. Pouco utilizado no Brasil, é comumente utilizado
em novelas mexicanas. O melodrama apresentado no circo brasileiro é uma forma
constante de manifestação teatral circense que pode ocorrer entre as atrações
do circo. De certa forma segue algo do estilo do melodrama teatral do
final do século XIX, isto é, repetidos em ações com conflitos polarizados
através de uma dramaturgia simples, baseada em conflitos familiares, atuado de
uma forma grandiosa ou exagerada, tendo em vista os padrões de interpretação
atuais que sublinham o natural.
Ipso facto, mais tarde, Mike Flanagan os
caracterizou como “impróprios para consumo público”, mas os chamou de “experiências
de aprendizado incríveis”. Depois de se formar, ele dirigiu Ghosts of
Hamilton Street (2003), filmado em Maryland com atores locais, incluindo
Scott Graham, que Flanagan conheceu em Towson. Graham estrelaria o
curta-metragem de Flanagan de 2006, Oculus: Chapter 3 – The Man with the
Plan, que ele fez com US$ 1.500. Flanagan originalmente pretendia contar a
história de Oculus em uma série de curtas-metragens, mas não conseguiu
financiamento. Em vez disso, filmou o capítulo que incluía uma história de
fundo e usou-o para demonstrar que podia dirigir um filme de terror. O
curta-metragem fez sucesso em festivais de cinema e produtores se interessaram
em desenvolver o conceito. No entanto, eles queriam filmá-lo como um filme de found
footage ou rejeitaram a condição imposta por Flanagan de que ele dirigisse
a adaptação para longa-metragem. Flanagan dirigiu Absentia (2011),
financiado por meio de uma campanha no Kickstarter, em resposta a essa
rejeição. É o maior site de financiamento coletivo do mundo contemporâneo e que
busca apoiar projetos sociais inovadores. O site foi fundado em 2008 por Perry
Chen, Yancey Strickler, e Charles Adler. Feito com um orçamento de US$ 70.000 e
filmado em seu apartamento em Glendale, Califórnia, Absentia foi lançado
diretamente em vídeo, mas ganhou popularidade quando a Netflix o ofereceu em
seu serviço de streaming. Após o
sucesso inesperado, Flanagan continuou a apresentar Oculus para outras
produtoras. A Intrepid Pictures se interessou pelo conceito desenvolvido e
concordou em deixar Flanagan dirigir o filme.
A versão longa-metragem de Oculus foi filmada em 2012 e lançada nos cinemas pela Relativity Media em 2014. Flanagan filmou seu próximo filme, Before I Wake, em 2013. Ele foi adquirido pela Relativity Media em 2014 e originalmente programado para ser lançado em 8 de maio de 2015, mas foi adiado para 25 de setembro de 2015 e, posteriormente, retirado da programação completamente quando a empresa entrou com pedido de falência. Após um ano no tribunal de falências, a Relativity anunciou que Before I Wake seria lançado em 8 de abril de 2016, mas perdeu essa data enquanto a empresa lutava para se reerguer. O filme foi então programado para 9 de setembro de 2016, mas a Relativity mais uma vez retirou o filme três semanas antes dessa data, provocando uma discussão pública entre Flanagan e o Chief Executive Officer da Relativity, Ryan Kavanaugh, no Twitter; Kavanaugh afirmou que 9 de setembro era uma “data ruim”; Flanagan sugeriu que a Relativity não tinha condições financeiras para lançar o filme. A Relativity nunca lançou o filme, pois Kavanaugh vendeu a empresa para a rede social singapuriana YuuZoo em outubro de 2016, com a Netflix eventualmente adquirindo os direitos do filme e lançando-o em janeiro de 2018. Flanagan escreveu e dirigiu Ouija: A Origem do Mal, estrelado por Elizabeth Reaser, Henry Thomas e Annalise Basso. A produção começou em setembro de 2015 e o filme foi lançado em outubro de 2016, arrecadando mais de US$ 81 milhões em todo o mundo.
Quase ao mesmo tempo, foi revelado que Flanagan estava trabalhando em um “projeto secreto” chamado Hush. Escrito em 2014 e filmado em março de 2015, o projeto foi mantido em sigilo até uma exibição no Festival Internacional de Cinema de Toronto. Escrito por Flanagan e pela atriz principal Kate Siegel, e também estrelado por John Gallagher Jr., Michael Trucco e Samantha Sloyan, o filme teve sua estreia mundial no SXSW em março de 2016 e foi lançado exclusivamente na Netflix em 8 de abril de 2016, recebendo críticas positivas. Em 2017, Flanagan dirigiu, escreveu e editou o filme de terror psicológico Gerald`s Game, baseado no romance homônimo de 1992 de Stephen King. O filme foi lançado na Netflix em 29 de setembro de 2017 e aclamado pela crítica. King chamou o filme de “hipnótico, horripilante e fantástico” depois de assistir à versão preliminar. Em 2018, Flanagan criou, escreveu, dirigiu, produziu e editou a série de terror sobrenatural da Netflix, A Maldição da Residência Hill, baseada no romance homônimo de Shirley Jackson. Em 2019, Flanagan escreveu e dirigiu o filme de terror Doutor Sono, baseado no romance homônimo de Stephen King, que por sua vez é a sequência de seu romance anterior, O Iluminado. Ewan McGregor estrela como a versão mais velha de Danny Torrance no filme, que foi lançado em novembro.
Em fevereiro de 2019, A Maldição da Residência Hill foi renovada para uma segunda temporada independente, intitulada A Maldição da Mansão Bly, baseada no romance A Volta do Parafuso, de Henry James. Estreou em 2020. Quase ao mesmo tempo, também foi anunciado que Flanagan havia assinado um contrato exclusivo com a Netflix para produzir conteúdo para televisão. Em julho de 2019, como parte desse acordo geral, a Netflix encomendou a série de terror original de Flanagan, Midnight Mass. Flanagan escreveu, dirigiu e atuou como showrunner na série de sete episódios, que foi lançada em setembro de 2021 com aclamação da crítica após um atraso na produção em 2020 causado pela pandemia. Em maio de 2020, foi anunciado que Flanagan adaptaria vários romances de Christopher Pike em uma nova série, intitulada The Midnight Club, para a Netflix. Flanagan cocriou a série e atua como produtor executivo e showrunner. Em outubro de 2021, foi anunciado que Flanagan criaria The Fall of the House of Usher, uma minissérie de oito episódios para a Netflix baseada no conto de mesmo nome e em outras obras de Edgar Allan Poe. Flanagan dirigiu quatro episódios da série, com os outros quatro dirigidos por seu diretor de fotografia de longa data, Michael Fimognari. Em maio de 2023, foi anunciado que Flanagan adaptaria a novela dramática de King, The Life of Chuck, da coleção de contos If It Bleeds, em um longa-metragem estrelado por Tom Hiddleston e Mark Hamill. O filme teve sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto em 6 de setembro de 2024, onde ganhou o Prêmio do Público. Em maio de 2024, Flanagan lançou sua própria empresa, a Red Room Pictures. Em julho de 2024, foi confirmado que Flanagan escreveria um segmento para V/H/S/Beyond, que foi lançado exclusivamente no Shudder em 4 de outubro de 2024.
Por seu lado, a literatura de horror contém indissociavelmente elementos do sobrenatural, muitas vezes associados a componentes típicos da ficção científica. É o caso de Frankenstein, no qual um cientista representado por um médico decide criar um ser - um Novo Prometeu - unindo partes retiradas de cadáveres e usando a eletricidade como fluido vital. Mas ela também recorre ao folclore e à cultura tradicional, no caso de Drácula e Carmilla, à religião: “Aprisionado com os faraós”, de Lovecraft, isto é, ao sobrenatural - ou mesmo a supostos poderes latentes no ser humano: leia-se o conto “O Estranho Caso do Sr. Waldemar” (Poe), no qual o dito Sr. Waldemar, prestes a morrer, é mesmerizado e permanece vivo enquanto dura o transe. A ideia de escapar à morte é recorrente na literatura de horror; além do óbvio Frankenstein, temos “Vento frio”, de Lovecraft, cujo personagem principal, mesmo estando morto, consegue se manter vivo mediante sistema de refrigeração instalado em seu apartamento. Também de Lovecraft, existe “O caso de Charles Dexter Ward”, com a ideia da reencarnação premeditada. Temos que ter em mente que se sofremos, é porque fizemos alguém sofrer. E a respeito de males cometidos em vidas passadas, muitos dizem: Por que e como vou pagar um erro que eu teria feito numa encarnação passada, se eu não me lembro dele? Mas é o Mestre dos mestres que ensinou que ninguém deixará de pagar todas as suas faltas até o último centavo (são Mateus 5: 26; e são Lucas 12: 59), o que quer dizer que as penas não duram para sempre, pois pago o último centavo, não vamos pagar mais nada, sim, pois a lei divina é justa e perfeita.
O filme é estrelado por Tom Hiddleston, Chiwetel Ejiofor, Karen Gillan, Mia Sara, Carl Lumbly, Benjamin Pajak, Jacob Tremblay e Mark Hamill, com narração de Nick Offerman. A trama do filme acompanha os momentos formativos da vida de Charles “Chuck” Krantz, narrados em ordem cronológica inversa, desde sua morte, que é relacionada ao fim do universo, até sua infância. O filme “The Life of Chuck” estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto em 6 de setembro de 2024, onde ganhou o Prêmio do Público, e foi lançado em cinemas selecionados nos Estados Unidos pela Neon em 6 de junho de 2025, antes de expandir para todo o país em 13 de junho. O filme arrecadou US$ 19 milhões em todo o mundo e recebeu críticas geralmente positivas. Mike Flanagan nasceu em Salem, Massachusetts, em 20 de maio de 1978, filho de Timothy e Laura Flanagan. Ele tem um irmão mais novo, Jamie. Sua família se mudava com frequência devido ao trabalho de seu pai na Guarda Costeira dos Estados Unidos, tendo morado em Governors Island em determinado momento. Governors Island é uma ilha de 86 hectares, situada na baía de Nova Iorque, aproximadamente a 1km ao Sul de Manhattan. Está separada do Brooklyn pelo Buttermilk Channel.
Embora tenham vivido em Salem por pouco tempo, a cidade deixou uma marca positiva da literatura fantástica em Mike, o que fez com que ele mantivesse o interesse tanto nos julgamentos das bruxas de Salem quanto em tópicos relacionados, notadamente como histórias de fantasmas e ficção de terror. Mais tarde, ele morou em Maryland, onde foi aluno da Archbishop Spalding High School, envolvendo-se no departamento de teatro e sendo presidente da Associação de Governo Estudantil, antes de frequentar a Universidade de Towson. É uma universidade pública localizada em Towson, Maryland, Estados Unidos. Fundada em 1866 como a primeira escola de formação de professores de Maryland, a Universidade Towson faz parte do Sistema Universitário de Maryland. Desde a sua fundação, a universidade evoluiu para oito faculdades subsidiárias, com mais de 20.000 alunos. Seu campus de 133 hectares está situado no Condado de Baltimore, Maryland, a 13 Km ao Norte do centro de Baltimore. Towson é uma das maiores universidades públicas de Maryland e forma o maior número de professores entre todas as universidades do estado. Ele se formou com um BA, com especialização em Mídia Eletrônica e Cinema e especialização secundária em Teatro. Durante a infância, Flanagan fazia curtas-metragens amadores com a câmera de vídeo da família. Ele era fã de Stephen King, cuja obra adaptaria mais tarde para o cinema, tendo lido It na quinta série, que ele afirmou que “me traumatizou completamente”, e Gerald`s Game, que ele adaptaria mais tarde, na faculdade.
Ele se descreveu como “uma criança muito assustada” que “não conseguia assistir a filmes de terror de jeito nenhum”. Desde o final do século XIX que os Estados Unidos e o Canadá mantêm o sistema triplo com os graus de bachelor (bacharel), master (mestre) e doctor (doutor). Apesar da semelhança de designações aplicadas a formação, este sistema não é exatamente equivalente ao dos outros países anglo-saxónicos. Metodologicamente o filme é apresentado em ordem cronológica inversa, dividido em três atos. Ato Três: Obrigado, Chuck. O professor do ensino fundamental Marty Anderson observa acontecimentos incomuns ao redor do mundo, desde desastres naturais até a perda global da internet. Vários outdoors e anúncios surgem por toda parte exibindo a foto de um contador chamado Charles “Chuck” Krantz, com os dizeres “Charles Krantz: 39 Anos Incríveis! Obrigado, Chuck!”. A ex-esposa de Marty, Felicia Gordon, liga para ele e os dois refletem se o fim do universo está próximo. Marty descreve o Calendário Cósmico de Carl Sagan, um método para visualizar a idade do universo em um único ano. Ambos começam a presenciar mais desastres e ocorrências sobrenaturais. Após ficarem sem telefone e eletricidade, Marty vai para a casa de Felicia para que possam ficar juntos nos momentos finais do universo, observando as estrelas desaparecerem uma a uma. O fim do universo se revela estar ligado a Chuck, de 39 anos, que está acamado em um hospital, morrendo de um tumor cerebral. Ele está acompanhado de sua esposa, Ginny, e seu filho, Brian. Chuck morre enquanto Ginny lhe diz: “39 anos maravilhosos. Obrigada, Chuck”. Enquanto isso, Marty diz a Felicia: “Eu te amo”, justamente quando o universo termina abruptamente. Ato Dois: Artistas de Rua Para Sempre.
Nove meses antes de sua
morte, Chuck estava participando de uma conferência bancária. Ao sair, ele se
deparou com um baterista de rua chamado Taylor Franck, que o viu e começou a
tocar para ele. Chuck se sentiu inspirado e começou a dançar ali mesmo, atraindo
uma multidão. Janice Halliday, uma jovem que havia sido dispensada pelo
namorado por mensagem de texto, juntou-se a Chuck e eles dançaram juntos,
embora ele tenha sido momentaneamente acometido por uma dor de cabeça antes de
continuar a dançar para a alegria da multidão. Chuck e Janice ajudam Taylor a
arrumar as coisas e os três dividem os lucros a pedido de Taylor. Chuck admite
que não tem certeza do porquê de ter decidido dançar assim que ouviu Taylor
tocar. Taylor sugere que formem uma trupe itinerante, mas ele e Janice recusam
e os três se despedem com um abraço coletivo. Chuck retoma seu dia, ainda
refletindo sobre o motivo de ter dançado, mas nos meses seguintes, à medida que
sua saúde piora, ele tem a sensação de que o mundo foi feito justamente para
aquele momento. Ato Um: Eu Contenho Multidões. Quando criança, Chuck
perde o pai e a mãe grávida em um acidente de carro. Ele então passa a morar
com seus avós paternos, Albie e Sarah. A alegre Sarah ensina Chuck a gostar de
dançar.
O sarcástico Albie se
entrega ao álcool após a morte do filho e proíbe Chuck de entrar na cúpula no
topo da casa, insinuando que já viu fantasmas de pessoas ali antes de
morrerem. Durante a conversa sobre isso, uma televisão ao fundo exibe Carl
Sagan descrevendo o Calendário Cósmico. Na escola, Chuck pergunta à sua
professora idealista, Sra. Richards, o significado da frase “Eu contenho
multidões”, do poema “Canção de Mim Mesmo”, de Walt Whitman, poeta, ensaísta e
jornalista estadunidense, considerado por muitos como o “pai do verso livre”.
Sua obra Folhas de Relva é considerada um marco na literatura universal,
principalmente dentro do gênero poético. Richards explica que ele contém
multidões, com as memórias que adquire ao longo da vida formando um universo em
sua mente. Sarah morre após desmaiar em um supermercado, agravando o alcoolismo
de Albie. Inspirado por sua avó, Chuck entra para o programa extracurricular de
dança da escola, “Twirlers and Spinners”, onde se destaca como o melhor
dançarino do grupo e ensina os outros a fazer o moonwalk ou backslide,
é um passo de dança do popping em que o dançarino se move para trás
enquanto parece caminhar para frente. Tornou-se notório após o astro Michael
Jackson executa-lo no especial de TV em 1983.
Chuck tem uma queda por Cat McCoy, uma garota mais velha e mais alta que frequentemente dança com ele. Apesar de ter um namorado, ela o convida para dançar com ela no baile de outono da escola. Chuck expressa ao avô seu interesse em seguir carreira na dança, mas Albie o desencoraja e o incentiva a ser contador como ele, explicando como a matemática está presente e é necessária em tudo. No baile de outono, Chuck hesita a princípio, mas decide se soltar e dança com Cat em frente à multidão, recebendo aplausos de todos, incluindo Marty e Felicia, sendo que Marty se revela professora na escola de Chuck. Após ser beijado por Cat, Chuck dança sozinho no campo da escola, mas acaba machucando a mão, o que deixa uma cicatriz. Anos depois, Albie morre, deixando o adolescente Chuck como herdeiro de tudo, inclusive da casa. Seus avós maternos, vindos de Omaha, viajam para ficar com ele até que ele vá para a faculdade. Agora de posse da chave da cúpula, Chuck finalmente decide entrar e vê uma aparição de si mesmo em seu leito de morte, já adulto, que ele identifica pela cicatriz. Apesar disso, ele ignora a visão, prometendo viver a vida ao máximo, dizendo: “Eu sou maravilhoso, eu mereço ser maravilhoso e sou multifacetado”. Vale lembrar que o interesse especial da paixão é, portanto, inseparavelmente da realização do universal, pois o universal resulta do particular e definido e de sua negação. É o particular que se esgota na luta, onde parte dele é destruída. Não é a ideia geral que se envolve em oposição e luta expondo-se ao perigo, permanece no segundo plano, intocada e incólume.
Isto pode ser chamado astúcia
da razão, porque deixa as paixões trabalharem por si, enquanto aquilo
através do qual ela se desenvolve paga o preço e sofre a perda. O fenomenal é
que em parte é negativo e em parte, positivo. Em geral o particular é muito
insignificante em relação ao universal, os indivíduos são sacrificados e
abandonados. Ela contraria o tributo da existência e da transitoriedade, não de
si mesmo, mas das paixões dos indivíduos. Podemos achar tolerável a ideia de
que os indivíduos, seus objetivos e suas satisfações sejam assim sacrificados e
sua felicidade entregue ao domínio do acaso, a que ela pertence – e que em
geral os indivíduos sejam vistos sob a categoria social de seus recursos. Este
é um aspecto dinâmico de representação da individualidade humana que devemos
recusar a tomar exclusivamente a esta luz, mesmo em relação ao mais elevado, um
elemento que absolutamente não está subordinado, mas que existe nos indivíduos
como essencialmente eterno e divino. Estamos falando da moral, da ética e da
religião. Por prosperidade pode-se
entender analogicamente muitas coisas – a riqueza, a honra aparente e afins,
mas ao falar-se de objetivo em si e por si, o que chamamos de prosperidade ou
infelicidade, deste ou daquele indivíduo isolado, não pode ser visto como
elemento essencial na ordem racional do universo que vivemos.
A substância viva é o
ser, que na verdade é sujeito, ou que é na verdade efetivo, mas só na medida em
que é o movimento do pôr-se-a-si-mesmo, ou a mediação consigo mesmo do
tornar-se outro. Como sujeito, é a negatividade pura e simples, e justamente
por isso é o fracionamento do simples ou a duplicação oponente, que é de novo a
negação dessa diversidade indiferente e de seu oposto. Só essa igualdade se
reinstaurando, ou só a reflexão em si mesmo no seu ser-Outro, é que são o
verdadeiro; e não uma unidade originária enquanto tal, ou uma unidade imediata
enquanto tal. O verdadeiro é o vir-a-ser de si mesmo, o círculo que pressupõe
seu fim como sua meta, ipso facto sua antítese, que o tem como
princípio, e que só é efetivo mediante sua atualização e seu fim. Friedrich
Hegel era crítico das filosofias claras e distintas, uma vez que, para ele, o
negativo era constitutivo da ontologia. Neste sentido, a clareza não
seria adequada para conceituar o próprio objeto. Introduziu um sistema de
pensamento para compreender a história da filosofia e do mundo chamado
geralmente dialética: uma progressão no âmbito da história e sociedade na qual
cada movimento sucessivo surge como solução das contradições inerentes ao
movimento anterior. Com mais razão do que a felicidade ou as vezes afortunadas,
requer-se do objetivo do mundo que os objetivos bons, morais e corretos
encontrem sua satisfação e segurança realizadas de forma plena.
O que faz os homens
insatisfeitos moralmente – uma insatisfação de que eles se orgulham – é que não
acham o presente adequado à realização de objetivos que em sua opinião são
corretos e bons, especialmente os ideais das instituições políticas de nosso tempo.
Comparam as coisas como elas são, com seu ideal de como deveriam ser. Neste
caso, não é o interesse privado ou a paixão que deseja a satisfação, mas a
razão, a justiça, a liberdade. Em seu nome as pessoas pedem o que lhes é devido
e geralmente não estão apenas insatisfeitas, mas abertamente revoltadas contra
a condição de mundo. Para julgar esses pontos de vista e esses sentimentos,
ter-se-ia de examinar as exigências persistentes e as opiniões dogmáticas em
questão. Em nenhuma época tanto como na nossa vida privada esse tipo de
princípios e ideias gerais se apresentou com tamanha pretensão. Embora as
paixões não faltem, a história demonstra uma luta de ideias justificáveis e, em
parte, uma luta de paixões e interesses subjetivos sob as pretensões mais elevadas
como possíveis que são encaradas como legítimas em nome do suposto destino ou
conteúdo de sentido da Razão, têm assim validade como fins absolutos, da
mesma maneira que a religião, a moral, a ética. No amor, nunca é demais
repetir, um indivíduo tem a consciência de si na consciência do outro, se
considerarmos que ele vive de maneira altruísta.
Nesta renúncia cada um ganha a vida do outro e também a sua, que é uma só com o outro. Contra tal unilateralidade tem a efetividade uma força própria: alia-se à verdade contra à consciência, e lhe mostra enfim o que é a verdade. Mas a consciência ética bebeu, da taça da substância absoluta, o olvido de toda a unilateralidade do ser-para-si, de seus fins e conceitos peculiares; e por isso afogou, ao mesmo tempo, nessa água do Estige toda essencialidade própria e significação independente da efetividade objetiva. É, portanto, seu direito absoluto que, agindo conforme à lei ética, não encontre outra coisa nessa efetivação que o cumprimento dessa lei mesma, e o ato não mostre outra coisa senão o agir ético. O ético, enquanto essência absoluta e ao mesmo tempo potência absoluta, não pode sofrer perversão de seu conteúdo. Fosse apenas a essência absoluta sem a potência, poderia experimentar uma perversão por parte da individualidade, mas essa, como consciência ética, com o abandonar de seu ser-para-si unilateral, renunciou ao perverter. Inversamente, a simples potência seria pervertida pela essência, caso fosse ainda um tal ser-para-si. A individualidade é pura forma da substância, que é o conteúdo; e o agir comunicativo do pensamento à efetividade, somente como o movimento de uma oposição socialmente carente-de-essência, cujos momentos não possuem conteúdo e essencialidade distintos entre si.
O direito absoluto da consciência ética consiste em que a figura de sua efetividade – não seja outro, senão o que ela sabe. Elenco é extraordinário. Vejamos. Tom Hiddleston interpreta Charles "Chuck" Krantz, um contador que cresceu amando dançar. Jacob Tremblay como Chuck, de 17 anos. Benjamin Pajak como Chuck, de 11 anos. Cody Flanagan como Chuck, de 7 anos. Chiwetel Ejiofor interpreta Marty Anderson, um professor do ensino fundamental e ex-marido de Felicia, que mais tarde se revela um dos acompanhantes no baile. Karen Gillan interpreta Felicia Gordon, uma enfermeira e ex-esposa de Marty. Mark Hamill interpreta Albie Krantz, o “zayde” ou avô paterno de Chuck, que também é contador. Mia Sara interpreta Sarah Krantz, a “bubbe” (avó paterna) de Chuck, que inspira o amor dele pela dança. Nick Offerman como Narrador. Carl Lumbly interpreta Sam Yarborough, um agente funerário idoso que Marty encontra e que mais tarde se revela ser o agente funerário do funeral de Albie. Annalise Basso interpreta Janice Halliday, uma jovem se recuperando de um término de relacionamento que se torna brevemente a parceira de dança de Chuck. Taylor Gordon/A Rainha de Bolso como Taylor Franck, uma baterista de rua e musicista de rua. Andy Grush interpreta Mac, o amigo músico de rua e motorista de Taylor. Kate Siegel interpreta a Srta. Richards, uma professora idealista da escola de Chuck. Samantha Sloyan interpreta a Srta. Rohrbacher, a professora principal de “Giradoras e Giradoras”, o programa de dança da escola de Chuck.
Trinity Bliss interpreta Cat McCoy, uma garota por quem Chuck é apaixonado e que frequentemente a acompanha nas festas de dança. Matthew Lillard como Gus Wilfong, vizinho de Marty. Rahul Kohli interpreta Bri, colega de Felicia no hospital onde trabalham. Violet McGraw interpreta Iris, uma jovem de patins que Marty encontra a caminho da casa de Felicia. Heather Langenkamp interpreta Vera Stanley, a vizinha da família Krantz e a fofoqueira do bairro. David Dastmalchian interpreta Josh, um pai solteiro que sofre com o abandono da esposa. Harvey Guillén interpreta Hector, pai de um dos alunos de Marty. Q`orianka Kilcher interpreta Virginia "Ginny" Krantz, esposa de Chuck e mãe de Brian. Antonio Raul Corbo interpreta Brian Krantz, o filho adolescente de Chuck. Molly C. Quinn como a mãe de Chuck, que estava grávida quando morreu. Saidah Arrika Ekulona como Andrea, uma banqueira que Marty conhece Michael Trucco como o pai de Dylan. Amy Biedel como a mãe de Dylan. Matt Biedel como Dr. Winston Sauriyan Sapkota como Ram, um aluno de Marty. Carla Gugino como locutora de notícias e comerciais de TV. Hamish Linklater como repórter americano (voz). Lauren LaVera como repórter italiana (voz). Elan Gale como repórter de rádio e DJ da Festa de Outono. Eric Vespe como apresentador de rádio nº 1. Scott Wampler como apresentador de rádio nº 2. Mike Flanagan como um dos presentes no funeral de Sarah. Durante seu primeiro fim de semana limitado, The Life of Chuck arrecadou US$ 224.585 em 16 cinemas de semana de 6 a 8 de junho.
Nos Estados Unidos e Canadá, o filme estreou junto com How to Train Your Dragon, Materialists e The Unholy Trinity, e arrecadou US$ 2,3 milhões, terminando em 9º lugar nas bilheterias durante o fim de semana de 13 a 15 de junho. A atuação de Mark Hamill recebeu ampla aclamação da crítica. No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, 80% das 296 críticas são positivas. O consenso do site diz: “Mostrando um lado mais doce do profundo registro emocional do diretor Mike Flanagan, A Vida de Chuck é uma adaptação vibrante e muitas vezes maravilhosa de um dos contos mais cosmicamente otimistas de Stephen King”. O Metacritic, que usa uma média ponderada, atribuiu ao filme uma pontuação de 67 em 100, com base em 42 críticas, indicando avaliações “geralmente favoráveis”. O filme “The Life of Chuck “foi eleito o “Melhor Filme de 2025” pelo The Boston Globe, USA Today, e The Washington Post. Por outro lado, Peter Debruge, da Variety, o considerou o “Pior Filme de 2025”, escrevendo: “Flanagan oferece aforismos artificiais, como os de biscoito da sorte, sobre como até mesmo os mais unidimensionais entre nós contêm multidões [...] Sem deixar espaço para o público tirar suas próprias conclusões, a manipulação emocional começa com a trilha sonora pesada de piano e cordas dos Newton Brothers, que pontua cada momento pseudoprofundo com um plunk”. Matt Zoller Seitz, do RogerEbert.com, atribuiu ao filme 4 de 4 estrelas. Seitz descreveu o filme como um “ótimo exemplo da capacidade do cinema popular de abordar as experiências de vida de uma grande gama de espectadores sem simplificar demais”. Thomas Floyd, do The Washington Post, elogiou o enredo por conter “amor, tristeza e uma pitada de sobrenatural”, além de elogiar a atuação de Mia Sara e Mark Hamill. A crítica negativa do The New York Times, Manohla Dargis escreveu “alguns contos de fadas são melhores quando deixados nas páginas dos livros”. Ela sentiu que o filme “mistura desconfortavelmente humores e tons” e que se tornou cada vez mais irrealista na segunda metade. Um crítico da NPR, Justin Chang, também criticou o filme por “despejar informações em cena após cena” e por seus enredos serem monótonos.
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