sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Um Talento Extraordinário – Música, Ginástica & Mudança de Paradigma.

                                                                     O amor é uma força irresistível que move o mundo”. Sigmund Freud                   

            

        No panorama filosófico do século XX, a obra de Gaston Bachelard representa uma reflexão referencial sobre a ciência e os saberes objetivos em que se revela outra direção fundamental do seu pensamento – a poética. De origem humilde trabalhou enquanto estudava. Pretendia formar-se engenheiro até que a 1ª grande guerra (1914-18) eclodiu e impossibilitou-lhe, felizmente, a conclusão deste projeto. Em 1903, após o término do curso secundário, ingressou na administração dos Correios trabalhando sessenta horas semanais. Nos momentos de lazer estudava, vindo a licenciar-se em 1912, aos 28 anos em Ciências Matemáticas. No ano seguinte, a administração dos correios lhe concede uma bolsa de estudos, a fim de que se preparasse para o concurso de engenheiro de telégrafo no Liceu Saint-Louis. Com a eclosão a guerra mundial, sua carreira foi interrompida, sendo obrigado a desistir de seu intento. Em 8 de julho de 1914 casou-se, e em 1920 sua esposa faleceu, deixando com ele a pequena Suzane. De 1917 a 1930 foi professor no magistério secundário em Bar-Sur-Aube, dedicando-se ao ensino das ciências – Física e Química – e posteriormente de Filosofia, na qual se licenciou em 1920 e tornou-se mestre em 1922. Doutorou-se em Letras com menção honrosa na Sorbonne, com a tese: “Ensaio Sobre o Conhecimento Aproximado”, em 1927, um ano depois. Nesse ensaio, encontram-se as bases de uma nova epistemologia. A psicanálise vem em auxílio da ideia implícita: o homem é um ser que se percebe na sua relação de habitação e familiaridade inquietante com as coisas do mundo. Essa é a condição do ser que vive num mundo constituído por saberes e verdades que ele próprio inventa.

            Um Talento Extraordinário acompanha Nikolai, um garoto de oito anos de idade que convive com uma doença que o impede praticamente de andar e falar. Ao ter seu talento musical descoberto por um amigo da família, ele passa a aprender piano, enquanto a música parece provocar mudanças surpreendentes em sua condição social e humana. Baseado em fatos reais a ação se desenvolve em duas linhas temporais e do ponto de vista espacial: quando o adolescente Kolya chega a Xangai para participar de uma prestigiosa competição musical acompanhado de seu padrasto, onde se apaixona pela primeira vez, recebe apoio de colegas de outro país e descobre uma vida extraordinariamente diferente, bem como memórias do passado: Kolya, de 8 anos, tem uma doença congênita e usa cadeira de rodas desde a infância. Sua mãe, Tatyana, seguindo o conselho contraditório dos médicos, não acredita que seu filho algum dia será normal. Mas seu novo conhecido, Yuri, um engenheiro naval, desenvolve seu próprio sistema de exercícios de ginástica para o menino, incluindo aulas de piano, fica claro que ele tem talento musical. Em ampla distribuição desde 28 de março de 2024, a estreia ocorreu no cinema Oktyabr, a bilheteria na Rússia e na CEI totalizou US$ 843.659, o filme foi visto por 256.272 espectadores. É um cinema e sala de concertos em Moscou, na rua Novy Arbat. O edifício foi construído em 1967 de acordo com o projeto dos arquitetos M. Posokhin, A. Mndoyants, Yu. Popov, A. Zhbakov, V. Turchinovich, G. Umnov, engenheiros S. Shkolnikov e V. Nikolaev.

A poesia e a ciência é uma forma de compreender a relação do homem com o seu saber. O nascimento de tal categoria decorre do desdobramento de questões relativas ao tempo incluídas em obras anteriores como: “L´intuition de l`instant” (1932), e “La Dialectique de la Durée”, (1936), nas quais Bachelard desenvolve as teses da instantaneidade e da descontinuidade temporais. Neste sentido da durée bergsoniana, Bachelard contrapõe a noção de “descontinuidade temporal”. O tempo e a instantaneidade correspondem, para ele a problemática presente no livro: “L´intuition de l`instant”, a saber, que o tempo é uma realidade fechada sobre o instante e interrompida entre dois nadas. O tempo poderá renascer, mas é necessário primeiramente que ele morra. Ele não poderá transportar o seu ser de um instante para outro instante para daí fazer uma duração. Em 1930, aos 46 anos de idade, com a obtenção do título de doutor, iniciou sua carreira universitária na Faculdade de Letras, cidade de Dijon, capital da região da Burgúndia no Departamento francês Côte-d `Or, importante centro de comercial, industrial, cultural e universitário da França, permanecendo até novembro de 1940, quando foi nomeado para a Sorbonne, onde passa a ministrar cursos disputados pelos alunos de espírito livre, original e profundo deste filósofo que foi um professor par excellence.


Em 1951, ingressa na legião para a Academia de Ciências Morais e Políticas de Paris, quando posteriormente laureado com o Grande Prêmio Nacional de Letras em 1961, próximo de sua morte ocorrida em 1962. No auge do prestígio intelectual proferiu a conferência inaugural do 1° colóquio de Les Cahiers Internationaux de Symbolisme, realizado em 1962, em Paris. Em sua memória foi criado o Centre Gaston Bachelard de Recherches sur L`Imaginaire et la Racionalité na Universidade de Borgonha.  Em “A Intuição do Instante” o autor desenvolve e amplia a ideia do historiador francês Gaston Roupnel em um de seus mais importantes estudos – chamado Siloë – que propõe o olhar sobre a história numa perspectiva de tempo descontinuada, em instantes. Em Siloë, só o amor faz com que a duração progrida à medida que nos direcionamos à fonte única e misteriosa de seu leito. A partir da demonstração de alguns dos principais conceitos da filosofia bergsoniana – duração, criação, impulso vital – ele desenvolve e alonga a tese de Roupnel refutando que “a duração não passa de um número cuja unidade é o instante”. Segue afirmando que a duração não tem força direta – já que não é em si representativa de um ato – e que o tempo real só existe verdadeiramente pelo instante isolado, esse sim, acontecendo inteiramente no ato. O autor propõe uma aproximação conceitual – comparativamente na mesma constelação de Roupnel – que os hábitos e o progresso não se dissipam na descontinuidade do tempo; eles ganham força e uma nova dimensão social.

Enfim, após ter lido os “Cantos de Maldoror” de Lautréamont – sua principal obra, escrita originalmente em francês –, o filósofo Gaston Bachelard será um dos primeiros a escrever um livro acerca deste literato em 1939, cuja atualidade da abordagem pode trazer perplexidade para muitos historiadores. Primitividade poética é, para Bachelard, a agressividade do movimento criativo das imagens poéticas, que está em descompasso com as referências intelectuais, com os valores aprendidos pela tradição, em contradição com as interpretações já consolidadas. É no instante da criação poética que é possível apreender-lhe sua primitividade, alheia aos esquemas interpretativos que a tradição intelectualista lhe impõe. É, portanto, a partir de uma filosofia do ato poético – e não da ação poética – que está a riqueza da análise bachelardiana da obra de Lautréamont. Quando põe em contraposição os pensamentos de Henri Bergson e de Gaston Roupnel acerca da natureza do tempo, faz uma constatação: enquanto Bergson admite ser a duração contínua seu princípio, Roupnel afirma ser o instante sua realidade. Bachelard aprofunda esta antinomia, comparando ato e ação citando o livro “Siloë” (1927), de Roupnel, para responder esta questão. Acredita-se que o pseudônimo Lautréamont tenha sido inspirado no nome de um romance de Eugène Sue (1804-1857), “Latréaumont”. Note-se que há uma leve diferença na grafia da palavra. A atribuição do título de Conde poderá ser uma referência ao Marquês de Sade ou uma forma de destacar-se da burguesia, ainda que não existam quaisquer provas destas duas teses. Mais robustas são as hipóteses apresentadas pelo romancista, dramaturgo e poeta pernambucano Ruy Câmara, no seu belíssimo livro: “Cantos de Outono - O Romance da vida de Lautréamont”. Sugere a junção de duas palavras de grande relevância na vida de Isidore Ducasse. 

A primeira palavra seria “lauréat”, que significa laureado ou premiado em concurso acadêmico, deslocando-se o “t” final para o meio teremos “lautréa”, que acrescida de “mont”, raiz da palavra “Montevidéu”, cidade natal do poeta, tem como resultado “Lautréamont”, denotando “o laureado de Montevidéu”. A terceira possibilidade, mais rigorosa que as duas anteriores, trabalha com a associação da palavra “l`autre”, “o outro”, mais a preposição “a” que indica lugar, a raiz “mont”, de Montevidéu, dando Lautréamont, cujo sentido único, exato e incontestável na semiologia representa “o outro de Montevidéu”, já que o primeiro é ele próprio. O símbolo não sendo já de natureza linguística deixa de se desenvolver numa só dimensão.  As motivações que ordenam os símbolos não apenas já não formam longas cadeias de razões, mas nem sequer cadeias. A explicação linear do tipo de dedução lógica ou narrativa introspectiva já não basta para o estudo das motivações simbólicas. A classificação dos grandes símbolos da imaginação em categorias motivacionais distintas apresenta, com efeito, pelo próprio fato da não linearidade e semantismo das imagens, grandes dificuldades na vida cotidiana.

Metodologicamente, se se parte dos objetos bem definidos pelos quadros da lógica dos utensílios, como faziam as clássicas “chaves dos sonhos”, segundo as estruturas antropológicas do imaginário, cai-se rapidamente, pela massificação das motivações, numa inextricável confusão. Parecem-nos mais sérias as tentativas para repartir os símbolos segundo os grandes centros de interesse de um pensamento, certamente perceptivo, mas ainda completamente impregnado de atitudes assimiladoras nas quais os acontecimentos perceptivos não passam de pretextos para os devaneios imaginários. Tais são, de fato, as classificações mais profundas de analistas das motivações do simbolismo religioso ou da imaginação de modo geral literária.  No prolongamento dos esquemas explicativos, arquétipos e simples símbolos modernos podem-se considerar o mito. Lembramos, todavia, que não estamos tomando este termo na concepção restrita que lhe dão os etnólogos, que fazem dele apenas o reverso representativo de um ato ritual. Entendemos por mito, “um sistema dinâmico de símbolos, arquétipos e esquemas, sistema dinâmico que, sob o impulso de um esquema, tende a compor-se na narrativa”. O mito é já um esboço de racionalização, dado que utiliza o fio do discurso, no qual os símbolos se resolvem em palavras e os arquétipos em ideias. O mito explicita um esquema ou um grupo de esquemas. Do mesmo modo que o arquétipo promovia a ideia e que o símbolo engendrava o nome, podemos dizer que o mito promove a doutrina religiosa, o sistema filosófico ou, como bem observou Bréhier, a narrativa histórica e lendária. O método analítico de convergência evidencia o mesmo isomorfismo na constelação e sobretudo no mito. Enfim, para sermos breves, este isomorfismo dos esquemas, arquétipos e símbolos no seio dos sistemas míticos ou de constelações estáticas pode levar-nos a verificar a existência de protocolos das representações imaginárias, bem definidos e estáveis, agrupados nos esquemas originais e que antropologia da literatura refere-se como estruturas. 

Uma parte de sua obra, incluindo seus livros mais representativos sobre a tópica da intuição trabalhada como: A Poética do Espaço, A Poética do Devaneio, A Água e os Sonhos e O Ar e os Sonhos, é permeada por categorias e conceitos que fogem ao lugar comum de análise e, sobretudo, do debate contemporâneo da ciência institucionalizada: sonho, devaneio, poética, alquimia, tempo, imaginação. A riqueza de Bachelard consiste fundamentalmente do ponto de vista do processo de criação em trazer para sua produção intelectual um duplo projeto: o aspecto diurno da sua obra – onde se inscrevem os conceitos mais ligados à epistemologia – e o aspecto noturno – onde aparece a complementaridade dos sinais da poesia e do sonho – e posteriormente do devaneio e da ciência. Ao aproximar a sua concepção de história e filosofia demonstra que a cisão entre razão e imaginação é clara se utilizarmos a via racional; se usarmos a via onírica, a razão e a imaginação se articulam, se interpenetram e se tornam complementares. A atividade dialética surge aí esboçada e a partir da análise da noção de “corpúsculo”. Tendo como certo que o filósofo deve tentar compreender a novidade da linguagem e ao mesmo tempo aprender a formar noções e conceitos completamente novos para resistir aos conhecimentos comuns e à memória cultural, Bachelard, tentando precisar a noção de “corpúsculo”, rememora uma sequência de teses: o corpúsculo não é um pequeno corpo. 

Não é fragmento de substância. O corpúsculo não tem dimensões absolutas definidas. Só existe nos limites do espaço em que atua.  Correlativamente, se o corpúsculo não tem dimensões definidas, não tem, portanto, forma reconhecida. Melhor dizendo, o elemento não tem geometria. E, ipso facto, não se lhe pode atribuir um lugar muito preciso em virtude do princípio da indeterminação na Física de Werner Heisenberg, a sua localização é submetida a tais restrições que a função de existência situada não tem mais valor absoluto. Em várias circunstâncias, a microfísica põe como um verdadeiro princípio a perda da individualidade do corpúsculo. Enfim, uma última tese que contradiz o axioma fundamental do chamado atomismo filosófico. Complementarmente com as suas reflexões acerca da imaginação criadora e da poética, Bachelard infere que os corpúsculos, não sendo dados dos sentidos, “nem de perto nem de longe”, também não são dados escondidos. No entanto, apenas é possível conhecê-los, descobrindo-os, ou melhor, inventando-os, porque eles são a prova de que algo está no limite da invenção e da descoberta. Admirável é, então, a referência que Bachelard faz à noção de intuição trabalhada. Em Études, no ensaio “Idealismo discursivo” ele sublinha que tem alguma confiança na intuição para descrever positivamente o seu ser íntimo. Diz mesmo que o fato de exercermos uma preparação discursiva dá à intuição uma nova Jeunesse. De maneira que aconselha a fecharmos os olhos como uma forma de nos prepararmos para termos uma visão do nosso ser. A intuição será a via refletida de renunciar aos acidentes na história e significa um recurso metafísico de compreensão “de si”. Interessa, então, a intuição trabalhada e não a intuição imediata, a intuição que permite uma espécie de “repouso”, mesmo sabendo que na ciência, esse “repouso” na intuição pode ser “quebrado” pela necessidade de rigor metafísico e pela necessidade de encadear mais forte as teorias sociais.

Esta valorização social da intuição intelectual em detrimento da intuição sensível torna-se nítida quando sustenta que o realismo das primeiras intuições deve pôr-se entre parêntesis, queremos dizer com isso, uma vez que a apreensão do real científico não se satisfaz com imagens primeiras. Elas podem ser então, “boas” e “más”, indispensáveis e perigosas, dependendo da moderação no seu uso e da instância da redução em que as imagens devem permanecer quando as queremos usar para descrever um mundo que não se vê, ou fenômenos que não aparecem. Na ciência é preciso ir das imagens às ideias e este caminho é de análise, de discussão e de ordenação. Com certeza, também de polêmica, uma razão polêmica pode pensar-se como uma razão que tanto sabe afirmar, em reação às negações oficiais antecedentes, como negar afirmações anteriores a partir dos valores da verificação e da descoberta; uma razão polêmica crítica e introduz “nãos” que passam a desempenhar um papel pedagógico decisivo na produção de conhecimento por darem a compreender que na interpretação de Gaston Bachelard toda a afirmação não é sinônimo de conhecimento positivo e que aquilo que é dado como verdadeiro aparece, muitas vezes, sob um fundo de erros e de ignorâncias tomadas como antecedentes. O espírito científico bachelardiano, exigindo aproximações sucessivas da experiência deve afastar-se daquelas teses cartesianas da razão. Então, com o novo espírito científico, sabe-se que todo o problema da intuição se encontra subvertido, trabalhado.

Com efeito, esta intuição não poderá ser primitiva porque é precedida por um discurso que realiza uma espécie de dualidade fundamental. Sua crítica analítica é dirigida a Descartes no ponto essencial da sua doutrina, afirmando que o pensador setecentista acreditava não somente na existência de elementos absolutos no mundo objetivo, mas também que esses elementos absolutos seriam conhecidos na sua totalidade e diretamente. Porque, no fundo, era por eles que a evidência se tornava tão clara. A noção de “aproximações sucessivas da experiência” sugere a modificação espiritual, indica a necessidade de uma filosofia das ciências não cartesiana, revela a razão solidária de uma experiência que constrói e celebra a pedagogia da ruptura. Numa atitude pedagógica, assegura que a “filosofia do não”, não tem necessariamente de conduzir a um niilismo; ela é, inversamente, uma atividade construtiva. Um pensamento dialetizador afigura-se, então, a melhor forma de aumentar a garantia de criar fenômenos científicos completos. Esta interação está presente e significa que não se obtém mais que um conhecimento aproximado, inacabado, cuja objetividade tem apenas uma garantia provisória. De fato, todo o desenvolvimento do pensamento científico desde há um século, segundo Bachelard, provém de tais generalizações dialéticas que, portanto, perfazem o envolvimento daquilo que se nega.   

A intuição como forma de representação do conhecimento consiste na capacidade de reconhecer algo sem entender seu funcionamento. Está fundamentada na noção inicial que temos sobre algo, noção esta que nasce da experiência sensorial e/ou de uma análise superficial das características que compõe determinado elemento. Tomando esta noção inicial como base, conseguimos entender de forma pouco esclarecida do que se trata determinado elemento e já nos dispomos a emitir juízos acerca do mesmo. Todas estas concepções do homem, que se expressam de diversas formas, nasceram a partir da análise que seus sentidos o proporcionaram fazer. Mas há algo a mais nisto. Não bastariam ele olhar para a pedra e sentir seu peso para concluir todas estas coisas. Teria o homem que pensar por associação, por comparação. Teria o homem que se basear em suas outras experiências para entender tais coisas. Têm-se nas reflexões anteriores, um exemplo desta forma básica de entender o mundo que nos cerca. O pensamento por associação. O conhecimento que se constrói através de memórias de experiências passadas e logo comparações com experiências presentes. O raciocínio intuitivo da forma como foi apresentado, revela-nos uma superficialidade na forma de compreender o mundo. Retomando ao exemplo do homem: o mesmo não saberia explicar o porquê de nenhuma de suas conclusões, visto que ele se baseou somente em suas antigas experiências. Os fatos usados para formar a conclusão, não são compreendidos pelo homem, ele apenas sabe que são tal como são e aceita isso como sendo natural.

Não entende ele, o “como” e nem o “por que” daqueles fatos se apresentarem daquela maneira. Tudo que ele sabe, foi captado pelos sentidos, guardado na memória e utilizado quase que automaticamente em seu dia-a-dia como uma forma de entender o mundo que lhe é anterior e encontra-se ao seu redor.  A “intuição trabalhada”, tal como a entendera a concepção e discernimento Gaston Bachelard (1884-1962), significa assumir com essa ideia a existência de dois polos necessariamente presentes no universo cultural humano. Ou seja, o polo da objetividade e o polo da subjetividade, entrelaçados e mediados nos duros e doces caminhos da constituição da mediação científica assim como dos demais caminhos existentes, ideia esta tão cara à concepção de ciência nestes tempos modernos. O pensamento de Bachelard se faz contemporâneo na atualidade potente de sua reflexão. Felizmente fora da dinâmica consensual entre pesquisadores, pois é reconhecido por sua filosofia não cartesiana, não bergsoniana, não aristotélica e não kantiana, visto que sua obra excede a epistemologia e a estética e dialoga com diferentes áreas de saber. Foi o pensador hic et nunc do novo “espírito científico” que, ao refletir sobre o conhecimento, problematiza o erro em sua positividade e a importância real da retificação. Seu racionalismo aberto e dinâmico, histórico e factual, inova a concepção de imaginação, explora os devaneios e desconfia das metáforas. Foi um “filósofo da solidão feliz” que de instantes poéticos nos desestabiliza nas incertezas do mundo objetivo. A noção de paradigma resulta fundamentalmente neste enfoque historicista e não é mais que uma macroteoria, um marco ou perspectiva que se aceita de forma geral por toda a “comunidade científica”, melhor dizendo, conjunto de cientistas que compartilham um mesmo paradigma e realizam a mesma atividade científica e a partir do qual se realiza a atividade científica, cujo objetivo é esclarecer as possíveis falhas do paradigma ou extrair todas as suas consequências. 

Em Estrutura das Revoluções Científicas, o termo paradigma causou confusão a uma série de estudiosos. Thomas Kuhn esclareceria posteriormente que o termo pode ser utilizado num sentido geral e num sentido restrito. O primeiro diz respeito à noção de matriz disciplinar, que representa o “conjunto de compromissos de pesquisa de uma comunidade científica”. O segundo sentido denota os paradigmas exemplares, que são a base da formação científica, uma vez que o pesquisador passa a dominar o conteúdo cognitivo da ciência através da experimentação dos exemplos compartilhados. A ciência normal é o período durante o qual se desenvolve uma atividade científica baseada num paradigma. É a maior parte da comunidade, consistindo em trabalhar para mostrar ou pôr a prova a solidez do paradigma no qual se baseia. E é precisamente nesse debate ou luta onde se demonstra que os cientistas não são só absolutamente racionais, não podem ser apenas objetivos, pois nem a eles é possível afastar-se de todos os paradigmas e compará-los de forma objetiva, senão que sempre estão imersos em um paradigma e interpretam o mundo conforme o mesmo. Isto demonstra que na atividade científica influi tanto interesses científicos (a prática de uma teoria) quanto subjetivos, como a existência de coletividades ou grupos sociais a favor ou contra uma teoria concreta, ou a existência de problemas éticos, de tal maneira que a atividade científica se vê influenciada pelo contexto histórico-sociológico em que se desenvolve.

 Também é verdade que, epistemologicamente falando, Thomas Kuhn se guia por um paradigma para estudar a formação dos paradigmas! Para Kuhn a ciência é subjetiva e evolui de modo a se aproximar da verdade. Esta aproximação é feita pela substituição de teorias, paradigmas que são objetivamente melhores que a teoria ou paradigma anteriores, sendo assim a ciência objetiva. Mas Kuhn critica este ponto de vista e afirma que dois paradigmas são incomensuráveis, e afirma também que, para um paradigma ser melhor que o outro, tinha de ser objetivamente melhor que o anterior, mas isso não acontece, pois os fatores que levam a escolher um paradigma e desfavorecimento do anterior são fatores subjetivos. Sendo assim, a ciência não é objetiva, pois as escolhas que levam à evolução da ciência são meramente subjetivas. Milenar, a ginástica faz parte da vida do ser humano enquanto atividade física, desde que começou a organizar-se em civilizações, pois detinha um papel importante para sua sobrevivência, expressada, principalmente, na necessidade vital de atacar e defender-se como preparação para essas atividades. O exercício físico utilitário e sistematizado de forma rudimentar era transmitido através das gerações, fazendo também parte dos jogos, rituais e festividades. Na Antiguidade, principalmente no Oriente, os exercícios físicos apareceram nas várias formas de luta, na natação, no remo, no hipismo e na arte de atirar com o arco, além de figurar nos jogos, nos rituais religiosos e na preparação militar de maneira geral. Sendo a prática da ginástica muito difundida na antiga Grécia berço dos Jogos Olímpicos. Também chamada de gímnico, originalmente é o “ato de exercitar o corpo com exercícios sistematizados para torna-lo forte e ágil”. 

Mas é um conceito que engloba modalidades competitivas e não competitivas, envolvendo a prática de uma série de movimentos físicos, exigentes de força, flexibilidade e, coordenação motora com objetivo de aperfeiçoamento físico e mental; prática desenvolvida a partir dos exercícios físicos praticados por soldados da Grécia Antiga nos gymnasios. Os exercícios dos soldados gregos incluíam as habilidades de montaria do cavalo e também a atividade semelhante a executada no circo, como fazem os acrobatas. Naquela época, os ginastas praticavam no gymnasios os exercícios sem roupa supervisionados pelo deus Apolo. A ginástica somente voltou a ser praticada, com ênfase desportiva e militar, no final do século XVIII na Europa com o posterior nascimento das escolas alemã e sueca, que introduziram o uso de aparelhos na prática do esporte. Tais avanços geraram a chamada ginástica moderna, agora subdividida. A Federação Internacional de Ginástica foi fundada, para regulamentar, sistematizar e organizar todas as suas ramificações surgidas posteriormente. As práticas não competitivas, popularizaram-se e difundiram-se pelo mundo de diferentes formas e com diversas finalidades e praticantes. Desse momento em diante, inúmeros educadores voltaram-se para a prática esportiva, na busca de uma melhor elaboração de métodos especializados e escolas de educação física. Entre os destacados estiveram Francisco Amoros, que desenvolveu um estudo voltado para a resistência física, Friedrich Ludwig Jahn, que desenvolveu aparelhos e a sistematização da ginástica artística, e Pehr Henrik Ling (1776-1839), que iniciou a separação da ginástica em categorias, como a de fins militares e a para a formação, e o dinamarquês Niels Bukh, que desenvolveu vestimentas, formas de toque na prática coletiva e envolveu o conceito, assim como Jahn, a esfera política

Foi o precursor da Educação Física. Filho de um ministro, Ling formou-se em 1792, aos dezesseis anos, na escola de Växjö. Após, estudou teologia na Universidade de Lund de onde transferiu-se, no mesmo ano de entrada, para a Universidade de Uppsala, pela qual graduou-se em 1797. Sucessivamente, partiu em uma viagem de sete anos, na qual conheceu um chinês chamado Ming, que o ensinou as práticas das artes marciais e do Tui Na, uma terapia manual utilizada para a cura do corpo, bastante praticada na China. De volta a Suécia, Pehr aprofundou-se nas técnicas aprendidas, incluídas as da medicina tradicional, para elaborar um sistema gímnico dividido em quatro partes: pedagógico, médico, militar e estético, que incorporavam os ensinamentos do Tui Na. Nesta época, o alemão, Friedrich Ludwig Jahn, elaborou um outro sistema de prática gímnica, mais individual. Enquanto Jahn utilizou dos conceitos da ginástica para restaurar o espírito alemão humilhado por Napoleão e desenvolver a força física e moral dos homens através da prática desta atividade para assim reunir seguidores militares contra as tropas do governante francês. 

Com a evolução social da educação física, a ginástica especializou-se, de acordo com as finalidades com que é praticada ou então em correspondência com os movimentos que a compõem. Enquanto modalidade esportiva, não parou de se desenvolver. Dentre as provas esportivas dos Jogos Olímpicos é das mais antigas. Por isso e por seu desenvolvimento, sua história é constantemente confundida com a de sua primeira ramificação, a artística, o que não fere suas individualidades. Fora das escolas e dos ginásios, a ginástica conquistou espaço por desempenhar função na sociedade industrial, apresentando-se capaz de corrigir os vícios da postura acarretados pelos esforços e repetições físicas no ambiente de trabalho. Tal capacidade mostrava sua vinculação com a medicina e isso lhe rendeu status entre os adeptos e estudiosos dessas questões, adquirindo então uma nova ramificação em sua história evolutiva. Durante o século XIX, a ginástica passou a refletir apenas o significado de prática esportiva moderna, deixando para trás a preparação militar e a preparação para e junto a outras atividades, como o atletismo praticado nos Jogos Olímpicos antigos.  Ipso facto, surgiram e aprimoraram-se as escolas inglesa, alemã, sueca e francesa. Exceto a inglesa, destinada unicamente a elaboração de jogos e portanto, a atividade atlética, as demais determinaram e expandiram os métodos ginásticos, passados através dos movimentos europeus que resultaram na criação das Lingiadas, festival internacional de ginástica criado em comemoração aos cem anos da morte de Ling. 

Estes movimentos ainda se influenciaram e universalizaram os conceitos ginásticos, per se trabalhados dentro de cada modalidade. A cidade está localizada no estuário Sul do rio Yangtzé, pelo qual flui o rio Huangpu. Com uma população de 26,31 milhões, é a maior cidade da China, e uma das cidades mais populosas do mundo e a única cidade do Leste Asiático com um PIB maior que o da capital do seu país. Xangai é um centro global de finanças, negócios e economia, pesquisa, educação, ciência e tecnologia, manufatura, turismo, cultura e transportes, sendo que o Porto de Xangai é o porto de contêineres mais movimentado do mundo. Originalmente uma vila de pescadores e uma cidade mercantil, Xangai cresceu em importância no século XIX devido ao comércio interno e externo e à sua localização portuária favorável. A cidade foi um dos cinco portos forçados a abrir ao comércio europeu após a Primeira Guerra do Ópio (1839-1842). O Acordo Internacional de Xangai e a Concessão Francesa foram posteriormente estabelecidos. A cidade então floresceu, tornando-se o principal centro comercial e financeiro da Ásia na década de 1930. Durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa, a cidade foi o local da grande Batalha de Xangai. Após a guerra, com a tomada comunista da China continental em 1949, o comércio foi limitado a outros países socialistas e a influência global da cidade diminuiu. Nos anos 1990, as reformas econômicas introduzidas por Deng Xiaoping (1904-1997) uma década antes resultaram em uma intensa remodelação da cidade, especialmente na área de Pudong, auxiliando no retorno das finanças e do investimento estrangeiro. A guerra foi travada entre a Companhia Britânica das Índias Orientais e a Dinastia Qing da China entre 1839-1842 com o objetivo de forçar a China a permitir o livre comércio, principalmente do ópio. A Grã-Bretanha pedia a abertura do comércio de ópio, a droga soporífera, enquanto o governo imperial da China tentou proibir. 

Comerciantes ingleses foram expulsos da China e ao chegarem em Londres apresentam uma queixa ao governo britânico, que decidiu atacar a China com a sua poderosa armada para forçar os chineses a comprar ópio cultivado na Índia britânica. O Império Britânico enviou uma frota para bloquear todos os portos chineses, que tinha ordens para apreender todas a embarcações chinesas que se aproximassem e tomar parte do território chinês, até que o Império Britânico recebesse satisfações. Inicialmente os ingleses bloquearam o Rio das Pérolas e tomaram diversas ilhas próximas ao Porto de Ningbo, além de bloquearem os principais portos do país. Mas Qishan, vice-rei de Zhili, percebeu a inferioridade militar da China e foi enviado para negociações preliminares com uma frota inglesa que se dirigia para Tianjin, na qual conseguiu obter uma suspensão temporária das hostilidades e recuo da frota britânica para o sul do país. Qishan foi encaminhado para substituir Lin Zexu em Guandzhou. Lin Zexu foi submetido a uma expulsão desonrosa de seu cargo e condenado ao exílio no Oeste do país por ter provocado um “ataque bárbaro”. Qishan iniciou negociações com o Capitão Charles Elliot. Inicialmente o objetivo de Qishan era ganhar tempo para permitir um contra-ataque chinês, mas os britânicos pressionaram para a conclusão das negociações disparando canhões contra diferentes pontos da costa, e, portanto, as negociações resultaram em uma minuta de acordo denominada Convenção de Chuan-pi, que garantia aos britânicos direitos especiais em Hong Kong, uma indenização de 6 milhões de dólares e garantia de que as futuras negociações ocorreriam em situação de igualdade. 

Os termos da Convenção de Chuan-pi foram rejeitas tanto pelo Imperador Daoguang, quanto pelo Império Britânico. Qishan foi inicialmente condenado a morte por ter feito muitas concessões, mas, posteriormente teve sua sentença reduzida para o exílio. Pelo outro lado, o Lord Palmerston, destituiu Charles Elliot, e enviou Sir Henry Pottinger para dar continuidade às negociações. Ao chegar a China, Pottinger intensificou a pressão, bloqueando mais portos, o Grande Canal e o Rio Yangtzé, além disso encaminhou uma frota para atacar Nanquim. Nesse contexto, O Imperador da China designou um novo negociador: o Princípe Qiying. As negociações resultaram no Tratado de Nanquim (1842), que posteriormente foi complementado pelo Tratado de Bogue (1843), que faziam mais concessões do que a Convenção de Chuan-pi, pois além da cessão de Hong Kong, de uma indenização de 6 milhões de dólares, previa a abertura de outros quatro portos para o comércio com o ocidente: Ningbo, Xangai, Xiamen e Fuzhou, previa mais direitos aos britânicos nos portos onde era admitido o comércio, inclusive a jurisdição sobre os cidadãos o Império Britânico, o maior império em extensão de terras descontínuas do mundo, residentes em tais portos. Pouco tempo depois, norte-americanos e franceses obtiveram os direitos similares àqueles concedidos aos britânicos, com exceção da indenização. A China passou a adotar a Política de Portas Abertas e fazer acordo com as potências estrangeiras, isto e´, um parti pris, com base na Cláusula de Nação Mais Favorecida. Essas concessões feitas a diferentes potências faziam parte da estratégia militar de utilizar “bárbaros contra bárbaros” e, desse modo, evitar a dominação por uma única potência estrangeira. 

Pelo Tratado de Nanquim (1842), foi o primeiro dos Tratados Desiguais, que deram fim ao isolamento da China e início da história da China moderna. Desde então, Xangai ressurgiu como um centro financeiro internacional; é a sede da Bolsa de Valores de Xangai, uma das maiores bolsas de valores do mundo por capitalização de mercado e da Zona de Livre Comércio de Xangai, a primeira zona de livre comércio na China continental. Xangai é classificada como uma cidade global alfa+ pela Globalization and World Cities Research Network e é classificada como o terceiro centro financeiro mais competitivo e maior do mundo, atrás de Nova York e Londres. Possui a maior rede de metrô, o sexto maior número de bilionários, o quinto maior número de arranha-céus e a quinta maior produção de pesquisa científica do mundo, com instituições educacionais de excelente reputação, como a Universidade Fudan, a Universidade Jiao Tong e a Universidade Normal do Leste da China. Xangai tem sido descrita como a vitrine da economia chinesa. Apresentando vários estilos arquitetônicos, como art déco e shikumen, a cidade é conhecida pelo urbano de Lujiazui, por seus museus e edifícios históricos, como o Templo de Deus da Cidade, e pelos edifícios ao longo do Bund, o que inclui a Torre Pérola Oriental. É reconhecida por sua culinária açucarada, pela linguagem local distinta e sua característica cosmopolita. Como uma importante cidade internacional é a sede do Novo Banco de Desenvolvimento, um banco multilateral de desenvolvimento estabelecido pelos Estados-membros do BRICS. A cidade também abriga mais de 70 representantes comerciais estrangeiros e inúmeros eventos nacionais e internacionais todos os anos como a Semana de Moda de Xangai e o Grande Prêmio da China, e é o polo turístico mais lucrativo do mundo, com o sétimo maior número de hotéis cinco estrelas do planeta e o terceiro edifício mais alto do mundo, a Torre de Xangai.

Bibliografia Geral Consultada.

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