“O homem é um animal amarrado a teias de significados que ele mesmo teceu”. Max Weber
O desenvolvimento do tema da justiça na concepção de teoria de Aristóteles, discípulo de Platão, tem sede no campo ético, ou seja, no campo de um saber que vem definido em sua teoria como saber prático. É da reunião das opiniões dos sábios, dentro de uma visão de todo o problema que surgiu uma concepção propriamente aristotélica. O mestre do Liceu tratou também a justiça a entendendo como virtude, assemelhada a todas as demais tratadas no curso. A justiça, assim definida como virtude, torna-se o escopo das atenções de um ramo do conhecimento humano que se dedica ao estudo próprio do comportamento humano; à ciência prática, intitulada ética, cumpre investigar e definir o que é o justo e o injusto, o que é ser temperante e o que é ser corajoso, o que é ser jactante, etc. Somente a educação ética (hábito em grego), a criação do hábito do comportamento ético, o que se faz com a prática à conduta diuturna do que é deliberado pela reta razão à esfera das ações humanas, pode construir um comportamento virtuoso, ou seja, um comportamento justo. A justiça, em meio das demais virtudes, que se opõem a dois extremos, caracteriza-se por uma peculiaridade: trata-se de uma virtude à qual não se opõe dois vícios diferentes, mas um único vício, que é a injustiça. Teoria da ação é um nível abstrato da filosofia que se dedica à análise de processos que causam os movimentos voluntários de um tipo mais ou menos complexo. Este nível de análise tem sido regra dos filósofos, principalmente desde a obra de Aristóteles, Ética a Nicômaco, a principal interpretação de Aristóteles sobre Ética.
Nela se expõe sua concepção teleológica e eudaimonista de racionalidade prática, sua concepção da virtude como mediania e suas considerações acerca do papel do hábito e da prudência. Em Aristóteles, toda racionalidade prática é teleológica, quer dizer, orientada para um fim, ou um bem, como está no texto. À Ética cabe determinar a “finalidade suprema” (o summum bonum), que preside e justifica todas as demais, e qual a maneira de alcançá-la. Essa finalidade suprema é a felicidade (eudaimonia), que não consiste, comparativamente, nem nos prazeres, nem nas riquezas, nem nas honras, mas numa vida virtuosa. A virtude, por sua vez, se encontra no justo meio de trabalho entre os extremos, da divisão do trabalho intelectual e, será encontrada por aquele “dotado de prudência” (phronesis) e educado pelo hábito no seu exercício. Vale destacar ipso facto que a ideia de virtude, na Grécia Antiga, não é idêntica ao conceito atualmente, muito influenciado pelo cristianismo. Virtude tinha o sentido da “excelência de cada ação”, ou seja, de fazer bem feito, na justa medida, cada pequeno ato. Os valores sociais da conjuntura em que ele escreveu eram bem diferentes dos leitores atualmente; a palavra bem ou mal, por exemplo, apresenta significados totalmente opostos. Desta forma, metodologicamente, o que é injusto ocupa na teoria dois polos diversos, ou seja, é ora injustiça por excesso, ora é injustiça por defeito. Desse modo, como o homem sem lei é injusto e o cumpridor da lei é justo, evidentemente todos os atos conforme à lei são atos justos em certo sentido, pois os atos prescritos pela arte do legislador são conforme a lei, e dizemos que cada um dele é justo.
Aristóteles desenvolveu uma concepção de justiça muito eficiente sobre a qual vários países do mundo ocidental elaboraram medidas pragmáticas de punições para pessoas que cometerem crimes graves na sociedade, baseadas nos processo e métodos de trabalho na justiça democraticamente criados por ele. A palavra equidade, por exemplo, carregada de conteúdo de sentido, tem origem no latim “aequitas” e quer dizer característica de algo ou alguém que “revela senso de justiça, imparcialidade, isenção e neutralidade: duvidou da equidade das eleições”. Correção no modo de agir ou de opinar; lisura; honestidade; igualdade: tratou-a com equidade. Disposição elementar para reconhecer a imparcialidade do direito de cada indivíduo. Assim, Aristóteles em sua obra Ética a Nicômaco, Livro V, aborda a questão da originalmente em torno da equidade enquanto princípio norteador indispensável para a efetivação da justiça. Para o referido filósofo, o maior pensador da Antiguidade, a singularidade é que “o equitativo é justo, porém não o legalmente justo, e sim uma correção da justiça legal. A razão disto é que toda lei é universal, mas não é possível fazer uma afirmação universal que seja correta”. É possível constatar que a lei não é totalmente plena, no sentido de abranger todas as situações e problemas jurídicos e sociais aos quais a sociedade possa estar sujeita, ou seja, existe uma determinada lei, entretanto, podem existir situações que não foram pensadas pelo legislador e consequentemente não estão abrangidas por esta lei, mas que também necessitam de amparo legal.
Desse modo, não seria justo que tal situação ou caso fosse ignorado por uma “falha” do legislador, sendo necessário então a aplicação do princípio da equidade para permitir que aquele caso seja conhecido e apreciado quanto ao seu mérito de maneira justa, levando-se em consideração as peculiaridades do caso concreto. Aristóteles menciona ainda que “essa é a natureza do equitativo: uma correção da lei quando ela é deficiente em razão da sua universalidade”, sendo que é justamente essa correção que torna justa a resolução do caso concreto. Desse modo é possível depreender por meio de um raciocínio lógico que toda lei é justa, mas nem tudo que é justo é abarcado pela lei, sendo necessário então a aplicação do princípio da equidade para que aquela situação que não foi abrangida pela lei tenha seu mérito analisado de maneira justa. E é justamente por ter esse caráter corretivo e, diga-se também, complementarmente, que para Aristóteles, o equitativo é uma espécie superior de justiça: por se amoldar as mais diversas situações existentes no mundo fático, afinal, é claro e notório que a sociedade tem uma mutação/mudança social muito mais acelerada do que a legislação posta para a regular, até mesmo porque são as próprias mudanças que vão embasar alterações na legislação. Da perspectiva da teoria da ação social, é só de maneira insatisfatória que as atividades do espírito humano podem ser restritas à confrontação cognitivo-instrumental, segundo a concepção filosófica de Habermas (2012) com a natureza exterior; ações sociais orientam-se por valores culturais.
Estes últimos, porém, não contam do ponto de vista da ciência com um referencial de verdade. Assim, coloca-se a seguinte alternativa: ou negamos aos componentes “não cognitivos” da tradição cultural o status assumido pelas entidades do terceiro mundo graças à alojação delas em uma esfera de nexos de validade, e então nivelamos esses mesmos componentes de maneira empirista, como formas enunciativas do espírito subjetivo; ou procuramos equivalentes para o referencial de verdade que está ausente. Essa segunda via, como veremos, é escolhida por Max Weber. Ele distingue diversas esferas culturais de valor – ciência e técnica, direito e moral, bem como arte e crítica. E também as esferas de valor não cognitivas constituem esferas de validade. Noções jurídicas e morais podem ser criticadas e analisadas sob o ponto de vista da correção normativa; obras de arte, sob o ponto de vista da autenticidade (ou beleza). Pode-se trabalhá-las como campo autônomos de problemas. Entende que a tradição cultural no todo como uma provisão de saber, a partir da qual se podem formar “esferas especiais de valor” e “sistemas especiais de validade distintas”. Por isso ele atribuiria ao terceiro mundo tanto os componentes culturais avaliativos e expressivos quanto os cognitivos-instrumentais. Quando se escolhe essa alternativa, é preciso esclarecer o que podem significar “validade” e “saber” em face dos componentes “não cognitivos” da cultura. Este aspecto é importante na análise.
Estes últimos, diversamente de teorias e enunciados, não podem ser ordenados a entidades do primeiro mundo. Valores culturais não cumprem uma função representativa. Segundo Habermas, desde Aristóteles, o conceito de agir teleológico está no centro da teoria filosófica da ação. O ator realiza um propósito ou ocasiona o início de um estado almejado, à medida que escolhe em dada situação meios auspiciosos, para então empregá-los de modo adequado. O conceito central é o da decisão entre diversas alternativas, voltada à realização de um propósito, derivada de máximas e apoiada em uma interpretação da situação. O modelo teleológico do agir é ampliado a modelo estratégico quando pelo menos um ator que atua orientado a determinados fins revela-se capaz de integrar ao cálculo do êxito a expectativa de decisões. Esse modelo de ação é frequentemente interpretado de maneira utilitarista; aí se supõe que o ator escolhe e calcula os meios e fins, provavelmente no trabalho, segundo aspectos da maximização do proveito ou das expectativas de proveito. Esse modelo de ação, em economia, sociologia e psicologia social, está subjacente às abordagens vinculadas à decisão ou à teoria lúdica. O conceito de agir regulado por normas não se refere especificamente ao comportamento de um ator, que encontra outros no entorno, mas a membros de um grupo social, que orientam seu agir segundo valores em comum. O ator individual segue uma norma (ou colide com ela), tão logo as condições se apresentem em uma dada situação na qual se possa emprega-las.
As normas expressam o comum acordo subsistente em um grupo social. Todos os membros de um grupo social em que vale determinada norma podem esperar uns dos outros que cada um execute ou omita as ações preceituadas de acordo com determinadas situações. O conceito central de cumprimento da norma significa a satisfação de uma expectativa de comportamento generalizada. A expectativa de comportamento não tem o sentido cognitivo da expectativa de um acontecimento prognosticado, mas o sentido normativo de que o partícipe goze do direito à expectativa de um comportamento. Esse modelo normativo de ação subjaz à teoria dos papéis. O conceito do “agir dramatúrgico” não se refere primeiramente ao ator solitário, nem ao membro de um grupo social, mas aos participantes de uma interação que constituem uns para os outros um público a cujos olhos eles se apresentam. O ator suscita em seu público uma determinada imagem, uma impressão de si mesmo, ao desvelar sua subjetividade em maior ou menor medida. Todo aquele que age pode controlar o acesso público à esfera de suas próprias intenções, pensamentos, posicionamentos, desejos, sentimentos, etc., à qual somente ele com a percepção de sua individualidade tem acesso ao hic et nunc. No “agir dramatúrgico”, os partícipes usam essa circunstância e monitoram sua interação por meio da regulação do acesso recíproco à subjetividade própria.
Escólio:
No título deste estudo, a saber sobre a “ética protestante” e o conceito de capitalismo,
afirma Max Weber, é usada a expressão pretensiosa o espírito do capitalismo.
O que se deve entender por ela? A tentativa de lhe atribuir qualquer coisa semelhante
a uma definição acarreta certas dificuldades que estão na própria natureza
deste tipo de investigação. Se puder ser encontrado algum objeto ao qual este
termo possa ser aplicado com algum significado compreensível, ele apenas poderá
ser uma unidade histórica, isto é, um conjunto de elementos associados na
realidade histórica, que unimos em um todo conceitual do ponto de vista de seu
significado cultural. Tal conceito histórico, entretanto, uma vez que se refere
seu conteúdo a um fenômeno significativo por sua individualidade única, não
pode ser definido segundo a fórmula genus proximum, differentia
specifica, mas deve ser gradualmente estruturado as partir de cada parte
extraída da realidade histórica que o institui. Assim, o conceito final e definitivo
não pode figurar no início da investigação, mas deve surgir ao seu término. Em outras palavras, devemos desenvolver no
curso da discussão, como seu método mais importante, a melhor formulação
conceitual do que entendemos aqui por “espírito do capitalismo”, isto é, a
melhor do ponto de vista que aqui nos interessa. Este ponto de vista não é de
modo algum, o único possível, a partir do qual o fenômeno histórico que estamos
investigando possa ser analisado.
Certos pontos de vista
produziriam, para este como para qualquer outro fenômeno histórico, outras
características. Resulta disso, não ser necessário entender por espírito do
capitalismo somente aquilo que ele virá a significar para nós, para os
propósitos de nossa análise. Isto é um resultado necessário da natureza dos
conceitos históricos que não tentam abarcar para suas finalidades metodológicas
a realidade histórica em fórmulas gerais abstratas, mas em conjuntos genéticos
de relações sociais concretas, que são inevitavelmente de caráter individual e
especificamente único. Assim, a tentativa de determinação do objeto, cuja
análise e explanação histórica é nossa intenção, não pode ser feita na forma de
uma definição conceitual, mas pelo menos inicialmente, deve apenas ser uma
descrição provisória do que aqui se entende por espírito do capitalismo. Tal
descrição é, todavia, indispensável para a clara compreensão do objeto de
investigação. Voltamo-nos para um documento deste espírito, que contém aquilo
que procuramos na pureza quase clássica e que, ao mesmo tempo, apresenta a
vantagem de ser livre de qualquer ação direta com a religião, e para os nossos
objetivos, livre de preconceitos.
A Paz (do latim: Pax) é geralmente definida como um estado de calma ou tranquilidade, uma ausência de perturbações e agitação. Derivada do latim Pacem = Absentia Belli, pode referir-se à ausência de violência ou guerra. Neste sentido, a paz entre nações contemporâneas (dentro delas) o objetivo assumido de muitas organizações, designadamente a Organização das Nações Unidas criada em 25 de 24 de outubro de 1945, São Francisco, Califórnia, Estados Unidos da América. No plano pessoal, paz designa um estado de espírito isento de ira, de desconfiança e - de um modo geral - de todos os sentimentos negativos. Assim, ela é desejada por cada pessoa para si próprio e, eventualmente, para os outros, ao ponto de se ter tornado uma frequente saudação (que a paz esteja contigo) e um objetivo de vida. A paz é mundialmente representada pelo pombo e pela bandeira branca. Paz também é um estado de espírito, onde o ser se encontra equilibrado e sereno, com isso, encontrando a sua total paz interior. Muitas diferentes teorias de “paz” existem no mundo da polemologia, das guerras e seus efeitos, formas, causas e funções enquanto fenômeno social. Envolve o estudo da transformação dos conflitos, desarmamento e cessação de violência. A definição de paz pode variar com a religião, cultura ou matéria de estudo. A paz tem como representação a busca incessante num estado de equilíbrio e entendimento em si. Onde o respeito é adquirido pela aceitação das diferenças, tolerância.
Onde os conflitos são resolvidos através do diálogo, os direitos das pessoas são respeitados e suas vozes são ouvidas. Onde todos estão em seu ponto mais alto de serenidade sem tensão social. O Prêmio Nobel da Paz é atribuído anualmente a pessoas que se evidenciaram pelo seu contributo para o fim de períodos prolongados de violência, conflito ou opressão através do seu empenho e liderança moral. No entanto, algumas controversas atribuições deste prêmio contemplaram antigos guerrilheiros e supostos terroristas que se acredita terem ajudado ao fim de situações similares fazendo concessões excepcionais no sentido da pacificação. Muitas diferentes teorias de "paz" existem no mundo da polemologia, que envolve o estudo e pesquisa da transformação dos conflitos, desarmamento e cessação de violência. A definição de paz pode variar de acordo com a religião, cultura ou matéria de estudo. A paz é um estado de entendimento em si mesmo onde o respeito é adquirido pela aceitação das diferenças, tolerância, os conflitos através do diálogo, os direitos das pessoas são respeitados e suas vozes são ouvidas, e todos estão em seu ponto mais alto de serenidade sem tensão social.
Ao receber o prêmio, em
1958, o escritor Boris Pasternak foi forçado a recusá-lo publicamente sob a
pressão do governo da União Soviética. Em 1964, Jean-Paul Sartre anunciou que
não gostaria de aceitar Nobel, dando continuidade a uma prática sua de recusar
todas as honrarias oficiais que recebe. No entanto, o comitê do Nobel não
reconhece as recusas pessoais e inclui Pasternak e Sartre em sua lista de
laureados. Significativamente para a literatura catorze mulheres receberam o
Nobel de Literatura, mais que qualquer outro Prêmio Nobel, à exceção do Nobel
da Paz. Desde a primeira entrega do Nobel de Literatura, houve quatro momentos
nos quais o prêmio foi dado a duas pessoas (1904, 1917, 1966, 1974). Em sete
anos não foi concedido (1914, 1918, 1935 e de 1940 a 1943). O país com o maior
número de laureados é a França (15), seguida dos Estados Unidos da América e
Reino Unido (11). Os únicos sul-americanos a ganharem o prêmio foram os
chilenos Gabriela Mistral (1954) e Pablo Neruda (1971), o colombiano Gabriel
Garcia Márquez (1982) e o peruano Mario Vargas Llosa (2010). O único falante de
língua portuguesa a receber a premiação foi José Saramago (1998).
O naturalista inglês Charles Darwin, contemporâneo de Marx, que fundou a biologia moderna nasceu na Inglaterra e era filho de um médico, desde pequeno sendo interessado pelo campo das Ciências Naturais. Ele abandonou a faculdade de medicina, erroneamente para se tornar pastor. Com 22 anos de idade embarcou em uma expedição no continente negro, viajando por cinco anos em um navio onde começou a escrever a Teoria da Evolução, que só viria a publicar aos cinquenta anos de idade. O ensaio: Sobre a Origem das Espécies, publicado em 1859 afirmava que os animais evoluíram através de um processo de seleção da natureza. Quem era mais “forte” e conseguia se adaptar, permaneceria vivo e progrediria. O livro esgotou-se em um dia e criou uma grande reviravolta na comunidade científica. De saúde frágil, Darwin quase nunca saía de casa e passava muito tempo dedicado aos seus estudos, tendo publicado outros nove livros envolvendo a temática da evolução. Passou a ser é visto como um dos cientistas mais influentes do mundo, irradiando toda a biologia com as suas teorias evolutivas. A física moderna não seria a mesma sem o carisma sociológico e inteligência matemática de Stephen Hawking, cientista inglês que se tornou uma celebridade do século XX e XXI.
Filho de pai médico e mãe filósofa, Hawking foi um garoto prodígio que ainda criança construía seus próprios brinquedos. Seu interesse em física e astrologia o levou a cursar física na Universidade de Oxford com apenas 17 anos de idade. Apesar de ter sido diagnosticado com “esclerose lateral amiotrófica” (ELA) aos 21 anos de idade e saber que seus movimentos físicos iriam se perder gradualmente com o tempo, Stephen continuou seus estudos e desenvolveu algumas das teorias mais importantes da física moderna. Entre as suas descobertas geniais está o Teorema da Singularidade, que explica como os fenômenos dos buracos negros, originaram o mundo como conhecemos, inclusivo a nós humanos. Sua forma simples no processo de comunicação, falando apenas através de um computador, e simpatia conquistou milhões de fãs no mundo, tornando o cientista moderno mais popular, consciente e importante do mundo. Nascido na Alemanha em uma família de juízes, cientistas e teólogos, Max Planck era um garoto talentoso para a música e para física, tendo recebido o título de doutor em filosofia com apenas 21 anos de idade.
Trabalhando como professor em várias universidades alemãs durante a vida, Max continuou seus estudos acerca de radiações eletromagnéticas, e foi assim que evoluiu para a sua teoria de que a energia era produzida em pacotes, chamada quantas, foi assim que de Albert Einstein e Niels Bohr, dez anos depois, puderam originar a teoria quântica. Em 1874, Max Planck ingressou na Universidade de Munique, onde iniciou seus estudos em física. Em 1877 foi para Berlim, onde estudou com grandes físicos como, Hermann Helmholtz e Gustav Kirchhof. Doutorou-se em 1879 com uma tese relativa a uma experiência sobre difusão do hidrogênio através da platina aquecida. Dizem que foi a única experiência que ele realizou. Era um cientista matemático e não experimental. Em 1880, Max Planck voltou para a Universidade de Munique, onde foi nomeado professor-assistente. Em 1885 retornou para sua cidade natal, onde lecionou física na Universidade de Kiel. Pelo nascimento da física quântica, Planck foi laureado em 1918 com o Nobel de Física.
Se hoje é possível
combater algumas infecções bacterianas com certa facilidade, isso se deve ao
cientista, químico e bacteriologista francês Louis Pasteur. Talvez por ter se
formado em Letras, Pasteur descobriu na ciência, química e especialmente na
biologia uma paixão, e ajudou a salvar milhões de vidas com suas teorias e
ideias. Pasteur provou que germes dão origem a maioria de doenças infecciosas.
Que assepsia e esterilização eram fundamentais para evitar propagação de
doenças. Também criou a vacina contra a raiva e a teoria da biogênese, sua
ideia mais famosa, que comprovava que micro-organismos do ar infectavam
matérias. Completou o curso de Letras em 1840, e concluiu o bacharelado, mas o
cargo de professor de colégio não era exatamente o que pretendia. Foi outra vez
a Paris, a fim de se especializar em Física e Química na Escola Normal
Superior. E passou a trabalhar como assistente do químico Antoine Jerôme Balard
por ter descoberto o elemento bromo (Br) em 1826. Muitas técnicas avançaram na
biologia, mas o método de pasteurização serve para evitar infecção por
micro-organismos/bactérias em alimentos.
Em 1848, com apenas 26
anos, apesar dos protestos do professor Balard e outros membros da Academia de
Ciências, Pasteur é nomeado para ensinar Física Elementar numa escola
secundária de Dijon. No ano seguinte, foi nomeado professor de Química da
Universidade de Estrasburgo. Nesse mesmo ano Pasteur casa-se com Marie Laurent,
filha do reitor da universidade. Em
1854, com 32 anos deixa Estrasburgo para assumir a cadeira de Química e
triunfar na Universidade Lille, onde realizou diversas pesquisas e descobertas.
Enquanto era estudante começou seus estudos ópticos de cristais do ácido
tartárico que foram levados à Academia Francesa de Ciências. Realizou estudos
na indústria vinícola, e como resultado desenvolveu a teoria da fermentação
como consequência da ação de micróbios, trabalho que foi apresentado a Societé
de Sciences de Lille. Ao pesquisar as alterações provenientes do vinho e da
cerveja, descobriu que o vinho se transforma em vinagre sob a ação do fermento Mycoderma
aceti. Para evitar a degeneração do engenho, criou o fundamental processo
chamado pasteurização.
Nos últimos anos de
pesquisas, convencido de que as moléstias infecciosas deviam ser provocadas por
micróbios, em 1881 viu a confirmação de sua teoria isolando o micróbio de uma
doença bovina - o carbúnculo. Descobriu os agentes da pebrina, doença do
bicho-da-seda que causava grandes prejuízos na lavoura, que causam alta
mortalidade, prejuízos na produção de casulos e podem ser transmitidas
hereditariamente ou pelo ambiente. Pasteur identificou a bactéria estafilococo
como causadora da osteomielite e dos furúnculos, e a estreptococo causador da
infecção pleural. Louis Pasteur produziu duas vacinas essenciais para proteger
o homem de agentes patogênicos. Em 6 de julho de 1885 aplicou pela primeira vez
sua vacina contra a hidrofobia “raiva”, salvando um menino de 9 anos. E a
vacina contra a cólera das galinhas. O cientista fez carreira acadêmica
brilhante. Foi membro da Academia de Medicina, da Academia Francesa e da
Academia de Ciências. Em 1888 viu seu sonho ser realizado com a inauguração do
centro de pesquisas dedicado ao estudo de doenças infecciosas: o Instituto
Pasteur de Paris, que se tornou centro mundial de
pesquisa.
Se na modernidade o símbolo de novas ideias e de criatividade é uma lâmpada, é graças a Thomas Alva Edison, o inventor norte-americano que patenteou a criação da lâmpada para iluminação. Thomas não teve uma educação formal, por ser considerado rebelde, e foi educado em casa pela mãe. Isso permitiu que o garoto se dedicasse às ciências, matéria que se interessava. Tinha um laboratório em casa com apenas 12 anos de idade. Com pouco mais de 40 anos de idade já havia registrado aproximadamente mil invenções e criado a sua empresa, a reconhecida mundialmente chamada General Electric. Apesar de ser reconhecido por inventar a lâmpada elétrica, Edson costumava comprar os direitos dos verdadeiros inventores e fazia disso um bom negócio. No entanto, tal fato não tira o mérito do cientista que, entre outros aparelhos, criou o fonógrafo, a câmera de cinema, a bateria de carro elétrico e a caneta elétrica, atualmente utilizada para fazer tatuagens no corpo humano. Em 1868 obteve sua primeira patente, por um registrador elétrico de diversas aplicações. No ano seguinte arranja trabalho na agência telegráfica da Bolsa de Valores, em Nova Iorque, onde é reconhecido que dormia no porão. Trabalhando 20 horas por dia e economizando conseguiu, em parceria com um amigo, montar uma firma de engenharia eletrotécnica.
Com pouco tempo inventa um telégrafo que permite enviar diversas mensagens ao mesmo tempo. Em 1870, constrói um telégrafo adequado para transmissão de notícias das cotações da Bolsa de Valores. Vai oferecê-lo ao presidente de uma poderosa companhia, esperando ganhar 3 mil dólares, ao invés disso, consegue 40 mil dólares. Passada as dificuldades financeiras, Edison desenvolveu, em 1873, um grande laboratório de trabalho em West Orange, na cidade de Nova Jersey. Com o avanço do negócio patenteia uma máquina de escrever, aproveitada pela fábrica de máquinas Remington, uma pena registradora (mimeógrafo), aperfeiçoa o microfone, o que pôs em prática o telefone inventado por Graham Bell. Em 1877 inventa o fonógrafo, aparelho que reproduzia o som e que evoluiu para o popular toca discos. Em 1890 Edison fundou a Edison General Eletric Company, que se tornaria um dos maiores conglomerados empresarias do mundo ocidental. Atribui-se a frase a ele: - “A surdez foi de grande valia para mim. Poupou-me o trabalho de ficar ouvindo grande quantidade de conversas inúteis e me ensinaram a ouvir a voz interior”.
Um prêmio é algo, abstrato ou concreto, concedido a uma pessoa ou grupo de pessoas como reconhecimento da excelência em determinado campo de conhecimento, ou por um serviço relevante prestado. Pela interpretação de ambos os dispositivos pode-se chegar à conclusão de que, como normas jurídicas, ambas apresentam caráter de generalidade quanto aos sujeitos e abstrata quanto ao substrato fático. Os prêmios assumem a forma de troféus, títulos, certificados, placas comemorativas, medalhas, distintivos, comendas ou fitas como ocorre na Universidade de Coimbra. Um prêmio pode significar um bem concreto ou valor monetário concedido. O mais cobiçado é Prêmio Nobel por reiteradas contribuições para a sociedade, ou o Prêmio Pulitzer, por realizações literárias. Um prêmio pode também ser simplesmente um reconhecimento público de excelência, sem concessão de qualquer bem material ou imaterial. Prêmios podem ser concedidos a qualquer pessoa ou instituição, embora o prestígio de um prêmio geralmente dependa do status de quem o concede. Prêmios são concedidos por uma organização de algum tipo, ou uma autoridade de de governo. Um tipo comum de prêmio em países que seguem métodos de administração de valorização da capacidade de trabalho humano é o referente ao “empregado do mês”.
Um caso curioso ocorreu com o belga François Englert e o britânico Peter Higgs ganharam o Prêmio Nobel de Física 2013, anunciado pela instituição, em Estocolmo, na Suécia. Ambos foram laureados pela descoberta da existência de uma partícula elementar, batizada como “bóson de Higgs”, também conhecida como “partícula de Deus” (cf. Braga, 2013) que confere massa a outras partículas. Os dois cientistas eram favoritos para ganhar o prêmio de 8 milhões de coroas suecas equivalente a US$ 1,25 milhão. A dupla, separadamente, previu a existência da partícula - fundamental para explicar porque a matéria tem massa elementar - há quase 50 anos. O trabalho teórico foi finalmente provado no ano passado em experiências feitas no gigantesco colisor de Laboratório Europeu de Física de Partículas. Foi criado por Alfred Nobel, químico e industrial sueco, inventor da dinamite, no seu testamento. Os prêmios são entregues no dia 10 de dezembro devido ao aniversário da morte do seu criador, às pessoas que fizeram pesquisas importantes, criaram técnicas pioneiras ou deram contribuições destacadas à sociedade.
Alfred Nobel generosamente deixou uma herança de 32 milhões de coroas. Seu testamento, redigido em 1895, determinava a criação de uma instituição à qual caberia recompensar, a cada ano, pessoas que prestaram grandes serviços à humanidade, nos campos da paz ou da diplomacia, literatura, química, fisiologia ou medicina e física. A primeira cerimônia de premiação nos campos da literatura, física, química e fisiologia/medicina ocorreu no Conservatório Real de Estocolmo, em 1901. A entrega do Nobel da Paz continua a ser feita em Oslo, sendo presidida pelo rei da Noruega. Finalmente, vale lembrar, a originalidade de um prêmio que transcende o escopo meramente acadêmico. Conserva o valor do cientista no campo da teoria. Amplifica o campo experimental da pesquisa, ratifica o mérito da atividade intelectual criadora. O Prêmio Nobel é título concedido com criteriosas condições: pode ser ganho individualmente ou repartido entre até três pessoas, ou pode não ser concedido em determinado ano, o que permite a concessão de dois prêmios da mesma categoria no ano seguinte. O prêmio em determinado campo de análise pode não ser concedido por um ano ou mais - o que ocorre mais frequentemente com o Nobel da Paz por razões óbvias. O Prêmio Nobel da Literatura tem sido alvo de críticas por sua particularidade no campo da ideologia. O que dizer agora sobre a “partícula de Deus”? De acordo com a vontade de Alfred Nobel, o prêmio deveria distinguir a pessoa que tivesse feito a maior, ou a melhor ação, pela fraternidade entre as nações, pela abolição e redução dos esforços de guerra e pela manutenção e promoção de tratados de paz.
Por iniciativa do argentino Adolfo Pérez Esquivel, vencedor do prêmio por sua luta pelos direitos civis na década de 1970, uma campanha internacional mobiliza apoio para a indicação do ex-metalúrgico, ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A campanha ultrapassou 500 mil assinaturas com adesão de ex-chefes de Estados, personalidades mundiais no âmbito da cultura, das artes e ciências e ativistas sociais. O ex-metalúrgico e ex-presidente recebeu o apoio coletivo da União Geral Tunisiana do Trabalho (UGTT), um país da África do Norte que pertence à região do Magrebe e principalmente quando a central sindical da Tunísia passou a ser uma das vencedoras do Nobel da Paz de 2015. As estruturas sociais de classe, gênero e etnia são geralmente reduzidas às imagens do social e vividas através do meio de reprodução das imagens e de estilo de vida no processo concreto de globalização. Queremos dizer com isto, que a estrutura implica pelo contrário, certo dinamismo transformador. Em todas as nações e nacionalidades envolvidas em emblemas tais como Oriente Médio, África do Sul, Índia, Rússia, Estados Unidos, Europa, América Latina, Caribe, ou, Primeiro, Segundo e Terceiro Mundo; ou ainda Centro e Periferia; para não repetir Ocidente e Oriente em todas as nações e nacionalidades há problemas raciais, pouco evidentes ou agudos, antigos ou recentes, que se desenvolvem, mas não se resolvem. O caráter contrastivo destas identidades constitui, portanto, um atributo essencial da identidade étnica. Na carta a justificativa à Comissão de candidatura de Lula ao Prêmio Nobel da Paz ratifica seu compromisso social, sindical e político, tendo em vista que desenvolveu políticas públicas para superar a fome e a pobreza em seu país, uma das desigualdades mais estruturais do mundo. A paz não representa apenas a ausência de guerra. Mas também dar esperança ao futuro do povo, especialmente aos setores mais vulneráveis, que são vítimas da chamada “cultura de descarte”, da qual referencia o Papa Francisco.
Promover a paz é incluir e proteger aqueles que a ganância e o desequilíbrio econômico condenam à morte e à violência múltipla. No relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) de 2017, a fome afeta mais de 815 milhões de pessoas no mundo. Um governo torna-se exemplo de combate à pobreza quando obtém reconhecimento mundial por sua contribuição para a paz na humanidade. Pessoas que tenham conquistado determinados prêmios prestigiosos, tais como o Nobel, o título de um campeonato desportivo global, um Oscar ou um Grammy, podem passar a ter sua identidade associada ao prêmio obtido: “o campeão do mundo”, “a vencedora do Oscar”, “o prêmio Nobel”, “o vencedor do Grammy”, etc. em vez de por qualquer outra realização ou ocupação, como ocorre, negativamente com os prêmios satíricos, que tipicamente reconhecem falhas ou realizações atípicas, e que também são populares. São usualmente concedidos por pessoas e organizações de baixo ou médio prestígio, tais como organizações cômicas, confrarias e colunistas. Um prêmio pelo conjunto da obra é concedido a um indivíduo em homenagem às suas contribuições durante toda a trajetória profissional de vida. Muitas organizações concedem tais prêmios, incluindo de entretenimento, desporto, academia e instituições de caridade. Conhecem-se somente três personagens fictícios aos quais foram concedidos prêmios pelo conjunto da obra: Jason Voorhees, Godzilla e Chewbacca, a quem a MTV granjeou a distinção entre os anos 1992, 1996 e 1997.
Os Prêmios da Academy
Awards ou The Oscars é a representação mais importante do cinema
norte-americano, uma cerimônia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas
fundada em Los Angeles em 1927 que premia anualmente os profissionais da
indústria cinematográfica com o prêmio em reconhecimento à excelência do
trabalho e conquistas na arte da produção cinematográfica. A primeira entrega
dos prêmios da Academia aconteceu em 16 de maio de 1929, no Hotel Roosevelt em
Hollywood honrando as realizações cinematográficas mais proeminentes ocorridas
em 1927 e 1928. A cerimônia foi apresentada pelo ator Douglas Fairbanks e pelo
diretor William Churchill de Mille, roteirista e diretor de cinema
norte-americano, que atuou em filmes mudos até o início da década de 1930. A
cerimônia formal na qual os prêmios historicamente passaram a ser entregues é
uma das mais bem elaboradas comercialmente do mundo ocidental e, também a mais
prestigiosa premiação. Outras foram inspiradas no Oscar, com: Emmy (televisão),
Tony (teatro) e Grammy (música). A Academia de Artes e Ciências
Cinematográficas foi concebida por Louis B. Mayer, um dos principais fundadores
da organização Metro-Goldwyn-Mayer.
A primeira apresentação dos Prêmios da Academia foi realizada em 16 de maio de 1929, em um jantar privado no Roosevelt Hotel de Hollywood com um público de aproximadamente 270 pessoas. A festa pós-premiação foi realizada no Mayfair Hotel. O custo dos bilhetes dos hóspedes para a cerimônia simbólica daquela noite foi 5 dólares . Quinze estatuetas foram atribuídas, honrando artistas, diretores e outros participantes da indústria cinematográfica da época, por trabalhos durante o período entre 1927 e 1928. A cerimônia decorreu durante 15 minutos. Os vencedores foram anunciados na mídia três meses anteriores; no entanto, isto foi mudado para a segunda cerimônia em 1930. Durante a primeira década da premiação, os resultados foram dados aos jornais para publicação às 11 horas na noite de premiação. Este procedimento técnico-metodológico foi utilizado até à ocasião em que o Los Angeles Times anunciou os vencedores antes de a cerimônia começar. Ipso facto, como resultado e a singularidade do evento, a Academia desde 1941, usa um envelope selado para revelar o nome dos vencedores. Diversas organizações pacifistas nos Estados Unidos organizaram marchas regularmente para protestar contra guerras, incluindo a Guerra do Iraque. Às vezes, essas marchas são coordenadas para ocorrer no mesmo dia em todo o país. Em San Diego, o maior número de manifestantes contra a guerra, cerca de 7.000 pessoas, compareceu a uma manifestação em 15 de março de 2003, cinco dias antes do início da Guerra do Iraque.
Os nativos indígenas americanos organizaram inúmeras caminhadas pela paz que atravessaram o país, incluindo a “Caminhada Mais Longa” em 1978 e a “Longa Caminhada pela Sobrevivência” em 1980. Os projetos aumentaram a conscientização não apenas pela paz, mas também por questões ambientais e pela proteção de sítios indígenas. Em 1984, várias caminhadas cruzaram a nação, incluindo “Na Linha”, que traçou a rota dos trens que transportavam armas nucleares da Base de Bangor, Washington, até Charleston, Carolina do Sul, e a “Peregrinação pela Paz dos Europeus”. A Trilha da Paz Carter-King no Freedom Park, em Atlanta, foi inaugurada em 2003. O trecho de 2,4 quilômetros conecta os marcos que homenageiam os dois únicos ganhadores do Prêmio Nobel da Paz da Geórgia: Martin Luther King Jr. e Jimmy Carter. A Caminhada da Ponte pela Paz acontece todos os anos desde 2008, in statu nascendi 4 de abril, na Filadélfia, para o aniversário do assassinato do Martin Luther King Jr., sendo a celebração mais antiga do gênero nos Estados Unidos. O evento reúne pessoas ao nascer do sol, aos pés da Ponte Benjamin Franklin, para caminhar até o topo e fazer uma oração pela paz. De 1963 a 1965, dois membros do movimento Sarvodaya de Gandhi, Satish Kumar e EP Menon, caminharam cerca de 8.000 milhas de Nova Delhi a Washington, DC, passando pelo Paquistão, Afeganistão, Irã, Rússia, Polônia, Alemanha, França e Bélgica.
Eles atravessaram o canal e o Oceano Atlântico de navio. Sua experiência anterior de Bhave deu dois presentes a Kumar e Menon: a pobreza, ou seja, a pobreza voluntária, e o vegetarianismo. De 1982 a 1986, Prem Kumar caminhou mais de 17.000 quilômetros (cerca de 10.500 milhas) ao redor do mundo pela paz e desarmamento internacional. Ele organizou caminhadas na Índia envolvendo participantes de todo o mundo e fundou organizações de serviço social. A “Peregrinação Inter-religiosa pela Paz e pela Vida” teve início em Auschwitz, na Polônia, em 8 de dezembro de 1994, e terminou em Nagasaki no 50º aniversário do bombardeio de Nagasaki, em 9 de agosto de 1995. Foi liderada por monges budistas japoneses da ordem Nipponzan-Myōhōji-Daisanga. Os monges, contudo, eram em número muito menor do que os leigos americanos, europeus, sul-americanos e japoneses presentes. A viagem foi organizada para comemorar o 50º aniversário do fim da 2ª Guerra Mundial, bem como para testemunhar o sofrimento em zonas de guerra contemporâneas. De Auschwitz, o grupo caminhou até Viena, depois viajou pela Croácia, Bósnia e Sérvia. Cruzaram as linhas de frente da Guerra da Bósnia em Mostar e realizaram “um dia de vigília, jejum e oração”. A etapa seguinte os levou por Israel, Faixa de Gaza, Cisjordânia, Jordânia e Iraque. O grupo viajou pelas linhas de frente no Camboja, onde se juntou ao Dhammayietra, uma caminhada anual pela paz liderada por Maha Ghosananda, reconhecido como o “Gandhi do Camboja”. Em seguida, visitaram locais de guerra no Vietnã e nas Filipinas, antes de irem a Hiroshima e Nagasaki.
Esta caminhada foi uma das extraordinárias peregrinações de paz organizadas pelos monges Nipponzan-Myōhōji-Daisanga, mas esta foi uma das maiores e mais longas. Mais de 1.000 pessoas participaram em pelo menos parte da peregrinação, incluindo budistas, quakers, católicos, muçulmanos e judeus. – “Uma Caminhada até Moscou” foi uma das muitas caminhadas pela paz no século XX. Elas foram organizadas por grupos de pacifistas e ativistas da paz que desejavam protestar contra a política de guerra e o uso de armas químicas, biológicas e nucleares. Em 1960-1961, o Comitê para Ação Não Violenta organizou a “Caminhada de São Francisco a Moscou pela Paz”. O grupo percorreu cerca de 6.000 milhas em dez meses e conseguiu atravessar a Rússia a pé. O organizador da caminhada, Bradford Lyttle, escreveu um livro sobre o projeto chamado Você Vem com as Mãos Nuas. Entre 1981 e 1983, um grupo caminhou pelos Estados Unidos e pela Europa até Moscou para demonstrar solidariedade a todos os povos e mostrar, de forma participativa, que todas as pessoas estão unidas pelo direito de viver na Terra em paz e segurança. Essa caminhada foi idealizada pelos organizadores durante outra marcha pela paz, chamada “Uma Caminhada pela Sobrevivência”, que partiu de Santa Cruz, Califórnia, e chegou à Base Aérea de Bangor, em Washington, em 1980.
Durante uma reunião solicitada com o Consulado Russo em São Francisco, o coorganizador Jack Chalmers perguntou se, caso o grupo continuasse a caminhada para o Leste, atravessando os EUA e depois a Europa, seria permitido caminhar até Moscou. O funcionário do Consulado respondeu: “Claro”. Assim, quando a “Caminhada pela Sobrevivência” terminou no local de uma base de submarinos nucleares Trident em Bangor, os organizadores imediatamente começaram a planejar a “Caminhada para Moscou”. O projeto teve início em Bangor em 1º de março de 1981 e chegou à Costa Leste a tempo de passar o inverno em Boston. Os participantes viajaram para a Europa em março de 1982 e caminharam pelo Reino Unido, França, Bélgica e Alemanha Ocidental. Alguns fizeram viagens paralelas à Irlanda e Berlim Ocidental de ônibus, retornando ao ponto de partida para que a determinada rota da caminhada pudesse continuar sem interrupções. Equipes de reconhecimento foram enviadas algumas semanas antes para cidades ao longo da rota planejada para organizar oportunidades na mídia, palestras e acomodações. As decisões eram tomadas por consenso, o que frequentemente resultava em reuniões longas e acaloradas. A República Democrática Alemã havia recusado a entrada do grupo, então os membros caminharam para o Sul, até a Baviera, e lá permaneceram durante o inverno enquanto negociavam vistos para entrar na Tchecoslováquia, Polônia e URSS.
- “Uma Caminhada para Moscou” (o artigo indefinido, em vez do definitivo “A Caminhada”, era importante para os participantes originais, pois implicava que se tratava apenas de uma iniciativa e que outras, com sorte, a seguiriam. A distinção, no entanto, passou despercebida pelas pessoas nos países do Leste Europeu, já que as línguas eslavas não possuem palavras para “uma” ou “o/a”). Passaram quase um ano na Europa trabalhando em um antigo moinho em Regnitzlosau, na Alemanha. Foi difícil convencer os governos do “bloco comunista” da época a permitirem que o grupo atravessasse seus territórios. Enquanto alguns membros negociavam, outros caminhantes visitavam lugares na Alemanha e faziam palestras para grupos pacifistas locais. Alguns membros se envolveram em resistência passiva, acorrentando-se a grades em protesto contra o recrutamento militar na Alemanha, e outros fizeram jejum pela paz mundial. Alguns foram à Dinamarca para se encontrar com grupos pacifistas e falar sobre a caminhada. Em 1983, foram obtidos vistos para a Checoslováquia e a Polônia, e foi planeada e realizada com sucesso uma rota de caminhada contínua até à fronteira entre a Polônia e a URSS. As relações com os pacifistas oficiais nesses países foram delicadas; o governo checo tentou incorporar a iniciativa na sua conferência de prestígio em defesa do Pacto de Varsóvia, em Praga, em 1983.
A tensão entre os blocos da Guerra Fria era alta, e um evento notável foi o exercício militar da OTAN chamado “Able Archer 83”, que simulou um ataque nuclear soviético e quase provocou uma resposta militar real da União Soviética, mas isso não ocorreu em Praga nem envolveu uma reunião específica do Pacto de Varsóvia. O Pacto de Varsóvia na esfera política representou uma aliança militar formada em 1955 pela União Soviética e seus países satélites como resposta à inclusão da Alemanha Ocidental na Organização do Tratado do Atlântico Norte. Contudo, o grupo não participou, embora alguns membros tenham feito lobby junto dos delegados no exterior e tenham sido convidados para uma discussão. A travessia a pé da URSS não era permitida. O grupo entrou no país e seguiu para Minsk, depois para Smolensk, na esperança de um acordo nas negociações. Mas isso não aconteceu. Nesse ponto, muitos membros optaram por retornar e não ir para Moscou; alguns tentaram caminhar até Moscou mesmo assim, mas foram imediatamente detidos e enviados para se juntarem aos outros em Minsk. Ao final da caminhada, alguns membros do grupo discursaram em um comício da CND sobre seu trabalho e o movimento de resistência passiva. O grupo era internacional, com pessoas vindas de boa parte do mundo para participar e fazer a diferença. Alguns participantes da Caminhada para Moscou encontraram-se posteriormente com outros participantes de caminhadas que atravessaram os Estados Unidos e a Europa, incluindo a Caminhada do Povo - Uma Peregrinação pela Vida, que ocorreu de 1984 a 1985. Não teve permissão para caminhar na Rússia, mas alguns membros viajaram de trem para Moscou para se encontrar com autoridades e pessoas comuns.
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