“Que é a natureza, ela permanece um problema”. Aristóteles
O uso do termo conservação,
no contexto social de proteção da natureza, deve-se ao engenheiro florestal
norte-americano Gifford Pinchot (1865-1946), enquanto a preservação era
defendida por John Muir (1838-1914). Pinchot e Muir, assim como Aldo Leopold (1887-1948) algumas décadas depois, tiveram papel importante na definição dos métodos da
conservação. Existem diversos tratados internacionais que cuidam da conservação
da natureza, mas a Convenção sobre Diversidade Biológica e os seus
protocolos anexos têm papel destacado, pois consagram a nível global os
objetivos e técnicas fundamentais da conservação. A conservação da natureza
consiste essencialmente em proteger as populações de espécies animais e
vegetais, bem como preservar a integridade ecológica do seu habitat natural ou
de substituição como sebes, pedreiras, escombreiras, albufeiras ou outros habitats
tecnológicos artificiais. O objetivo fundamental é, em todos os casos, manter
os ecossistemas em bom estado de conservação e prevenir ou corrigir os danos
que possam sofrer, maximizando assim os serviços ambientais por eles
fornecidos. Como movimento social e como disciplina técnico-científica, o
conservacionismo tem raízes antigas na história da humanidade, em especial no
mundo anglo-saxónico e escandinavo, que evoluíram no último quartel do século
XX de um estatuto de ciência da proteção do património natural, que se centrava
na inventariação e na tentativa de desenvolver técnicas que permitissem lidar com desastres ambientais e antecipar a degradação do ambiente.
O termo “conservação da
natureza”, vale lembrar, foi desenvolvido por Gifford Pinchot no
contexto social desenvolvimentista da polêmica gerada sobre o uso do Vale de Hetch Hetchy, que, em 1895,
opôs a abordagem típica preservacionista, proposta pelo naturalista John Muir,
pesquisador pioneiro da defesa da preservação dos grandes espaços naturais
pristinos como vedados à atividade humana, à abordagem conservacionista (ou
recursista) de Gifford Pinchot, que propunha aparentemente uma ação centrada na gestão
equilibrada dos recursos naturais, não interditando o seu aproveitamento
racional. Apesar da sua utilização comum em múltiplos campos semânticos, ou
talvez por isso mesmo, o termo propedêutico conservação não foi objeto de
definição jurídica no contexto da Convenção do Rio de Janeiro, instrumento
internacional que utiliza o conceito. Apesar de não estar fixada uma definição
oficial e universalmente aceite de “conservação da natureza”, os usos e abusos são
muitas vezes os mesmos utilizados para definir o teor de desenvolvimento. Nesse
contexto, a estratégia global para o ambiente biofísico e conservação da
biodiversidade refere o conceito como a gestão do uso humano da biosfera que
permite que as gerações presentes desfrutem dos benefícios duráveis, mantendo o
seu potencial para satisfazer as necessidades e aspirações das gerações. Assim,
naturaliza-se a concepção segundo a qual “a conservação certamente abarca preservação,
manutenção, utilização sustentável, restauração e melhoria do ambiente natural”.
Para o investigador e teórico
da ecologia Carl Jordan, a conservação da natureza é uma “filosofia da gestão
do ambiente que visa garantir que não ocorre o desperdício ou a exaustão dos
recursos e valores nele contidos”. A conservação da natureza, também chamada
ciência da conservação da natureza ou simplesmente conservação, é a designação
dada aos princípios e técnicas que buscam a utilização racional dos recursos
naturais, ou seja, a proteção desses recursos em uma perspectiva de “sustentabilidade”,
que permite sua utilidade de uso, mas garante sua renovação. A conservação da
natureza centra-se na manutenção do bom estado do ambiente natural, incluindo a
fauna, a flora, os recursos minerais, a paisagem, os habitats e a
biodiversidade, sem, contudo, excluir o uso humano de todos os ecossistemas. Distingue-se
do conservacionismo, que é o movimento político, social e científico formado
pelos indivíduos e entidades que buscam educar, sensibilizar, estabelecer,
promover e implementar os princípios e políticas públicas para a conservação da
natureza. Esses, são chamados conservacionistas. O preservacionismo e o
conservacionismo são duas abordagens da questão ambiental surgidas no fim do
século XIX, nos Estados Unidos. Ambas se contrapõem ao crescimento
econômico a qualquer custo e a exploração predatória da natureza,
desconsiderando os impactos dessa exploração sobre o ambiente natural,
inclusive a possibilidade de esgotamento dos chamados recursos naturais. Embora
partam de uma posição comum, essas duas abordagens se diferenciam.
O preservacionismo aborda a proteção da natureza independentemente de seu valor econômico ou utilitário e considera o homem como um mero causador de desequilíbrios. Assim, propõe a criação de santuários, intocáveis, como forma de proteger os ecossistemas da degradação que fatalmente decorreria das atividades humanas. O movimento preservacionista radical foi responsável pela criação de parques nacionais, como o Yellowstone, em 1872, nos Estados Unidos. O conservacionismo pretende conciliar a proteção à natureza com o seu uso racional pelo homem, mediante o manejo criterioso. Esses critérios de manejo devem seguir os graus de restrição ao uso e exploração dos recursos naturais, variando conforme o caso, e inclui estabelecimento de áreas de preservação, por exemplo, no caso de ecossistemas frágeis, onde haja espécies ameaçadas. A abordagem conservacionista predomina na maioria dos movimentos ambientalistas, mas do que nunca de atualização ético-política da natureza, sendo a base dos modelos in statu nascendi de desenvolvimento, cujo objetivo é garantir que a exploração dos recursos naturais no momento presente não comprometa a disponibilidade desses recursos para as gerações futuras. A redução do uso de matérias-primas, a introdução do uso de energias renováveis, a redução do crescimento populacional, o combate à fome e à pobreza, a promoção de mudanças de consumo, o respeito à biodiversidade e a consideração socioambiental na tomada de decisões econômicas são algumas das estratégias de promoção do desenvolvimento dito sustentável.
A população
de flamingos particularmente entre indivíduos nas Ilhas Galápagos é estimada em cerca de 500 indivíduos,
distribuídos em lagoas salobras das ilhas Isabela, Floreana, Rábida, Santa Cruz
e Santiago que fazem parte do Arquipélago de Galápagos, no Equador, e oferecem
experiências únicas relacionais de vida selvagem e paisagens vulcânicas. Santa Cruz e
Isabela estão entre as ilhas habitadas e mais acessíveis, enquanto as outras
são visitadas principalmente em passeios de um dia ou cruzeiros. Embora não
sejam considerados ameaçados pela União Internacional para a Conservação da
Natureza (UICN), a espécie enfrenta um status de admiração,
como dizia Aristóteles, e de preocupação no Equador devido aos progressos de
mudanças climáticas e espécies invasoras que ameaçam seus habitats e locais de
nidificação. Os flamingos-americanos são reconhecidos por suas penas rosa
vibrante, que se deve à ingestão de carotenoides em sua dieta que
inclui crustáceos, algas e vegetais. Eles possuem um método de
alimentação único e extraordinário, onde “agitam a água com os pés para trazer
à tona o material que pode ser consumido, utilizando seus bicos curvados para
filtrar a comida”. As principais ameaças aos flamingos incluem: 1. invasão de
espécies, como porcos e gatos, que atacam ovos e filhotes, 2. as mudanças
climáticas, que podem inundar os locais de nidificação. No entanto, esforços de
conservação, como a erradicação de roedores na ilha Rábida, têm demonstrado
resultados positivos, permitindo a recuperação da população.
Para Friedrich Hegel (1995) praticamente o homem ante a natureza como ante algo imediato e exterior a ele próprio, como um indivíduo imediatamente exterior e, assim, sensível, o qual, porém, também com direito, se torna como fim para os objetos da natureza. A consideração deste segundo tal relação fornece o ponto de vista finito-teleológico. Neste se encontra a correta pressuposição de que a natureza não contém em si mesma o fim último absoluto; mas, se esta consideração se inicia de fins particulares finitos, ela os transforma, parte, em pressuposições cujo conteúdo eventual pode até ser em si insignificativo e insípido, parte, requer em si a relação teleológica um modo de compreender mais profundo do que o orientado por relações externas e finitas, isto é, o modo de consideração do conceito, que seja imanente à sua natureza em geral e, por aí à natureza enquanto tal. Aqui imediatamente emergem próximas duas determinações. α) A atitude prática atinge somente alguns produtos da natureza ou alguns lados desse produto. A premência da necessidade e a sutileza do homem descobriram inumeráveis e diversificadas maneiras de aplicação e de domesticação. Como diz Sófocles em Antígona, versos 334, 360: “Nada é mais terrível que o homem...Sem saída. Não chega a nada”. Sejam quais forem as forças que a Natureza desenvolva e desencadeie contra o homem, frio, animais ferozes, água, fogo, ele conhece os meios contra elas, e mais, retira os meios da natureza, utiliza-os contra eles mesmos; a astúcia de sua razão faculta ao homem jogar contra potências naturais outras coisas da natureza, entrega estas àquelas para serem aniquiladas e assim se protege e conserva. Da própria natureza, do seu universo não pode ele apoderar-se por este meio, nem a amestrar para seus fins. β) A segunda relação das coisas conosco é que elas são recebe a determinação da universalidade para nós ou que nós a transformamos em algo universal.
A consideração teleológica, outrora tão apreciada, colocou nos fundamentos a relação ao espírito, mas somente se restringiu à conveniência extrínseca e tomou o espírito no sentido do finito e preocupado com fins naturais; por causa da insipidez de tais finitos para os quais ela apontava como úteis as coisas naturais, perdeu seu crédito para mostrar a sabedoria de Deus. O conceito teleológico não é aperna estranho à natureza como quando digo: “A lã dos cordeiros existe somente para que eu me possa vestir”; brotam daí muitas vezes parvoíces, por exemplo ao admirar-se a sabedoria de Deus porque ele, como se diz nos Xênios, faz brotar sobreiros da cortiça para as rolhas das garrafas, couves e ervas para estômagos enfermos, cinabre para cosméticos. O conceito de um fim como interno às coisas naturais é a simples determinação das mesmas, por exemplo o germe de uma planta que segundo a possibilidade contém tudo que deve vir na árvore e que, portanto, como atividade finalística, está dirigido somente para a própria manutenção. Já Aristóteles reconheceu esse conceito de fim da natureza e a esta eficácia chamou natureza duma coisa; a verdadeira consideração teleológica – e esta é a mais sublime – consiste, pois, em considerar a natureza como livre em sua vitalidade própria.
Escólio: O que se denomina física chamou-se antes filosofia da natureza, e é consideração da natureza igualmente teórica e pensante, e que de um lado parte não de determinações estranhas à natureza, quais aquelas das finalidades, de outro lado é orientada ao conhecimento do universal imediatamente – ao lado das forças, leis, gêneros, o qual conteúdo ulteriormente não deve mais ser mero agregado, mas disposto em ordens e classes, tomar forma de uma organização. Enquanto a filosofia da natureza é consideração que compreende, tem ela o mesmo universal, mas como objeto para si e o considera em sua necessidade, isto é, como vimos na expressão [Nortwendigkeit] de identidade própria, imanente segundo a autodeterminação do conceito. Hegel, lembra neste aspecto sobre a relação da filosofia com o empírico falou-se na introdução geral. Não somente deve a filosofia ficar em concordância com a experiência da natureza, mas o surgir e a formação da ciência filosófica têm a física empírica como pressuposto e condição.
Mas uma coisa é a marcha do surge e as preelaborações de uma ciência, outra a própria ciência em questão; nesta não podem mais aquelas figurar como fundamento, pois fundamento aqui deve ser muito mais a necessidade [Nortwendigkeit] do conceito. Ainda menos aceitável seria um chamado ou apelo àquilo que se tem costumado nomear intuição e nada outro costuma ser que um descaminho da representação e da fantasia (também fantasticaria) em busca de analogias que podem ser mais contingentes ou mais significativas e só exteriormente imprimir determinação e esquemas aos objetos. Isto é, queremos conhecer a natureza que efetivamente não é algo que não é; em vez, pois, de deixá-la e de torná-la onde ela em verdade está, em vez de percebê-la, fazemos algo totalmente outro disto. Para pensarmos as coisas, fazemos delas algo universal; mas as coisas são singulares e o leão-em-geral não existe. Fazemos delas um subjetivo, produto nosso, a nós pertencente, e decerto a nós apropriado; pois as coisas da natureza não pensam, nem as representações ou pensamentos. Conforme a segunda determinação, que se nos apresentou a pouco, acontece justamente essa inversão; pareceria que aquilo que começamos imediatamente se nos torna impossível. A atitude teórica principia com a inibição do desejo e do apetite, é desinteressada, deixa as coisas agirem e existirem; com esta posição temos duma vez fixados os dois, objeto e sujeito, e a separação de ambos, um aquém e outro além. Nossa intenção é, porém, mais, apreender a natureza, compreendê-la, fazê-la o nosso, fazer que ela para nós não seja um estranho, um além. A dificuldade: como atravessamos nós, sujeitos, até os objetos?
Se nos atrevermos a saltar este abismo, e nos deixamos para isso, na certa, desencaminhar, assim pensamos essa natureza; isto é, fazemos que ela, que é outra coisa do que nós, seja outra coisa do que o que ela próprias é. Ambas as relações teóricas são também imediatamente entre si opostas: fazemos as coisas gerais ou peculiares a nós, e, contudo, elas, como coisas naturais, devem ser para si livres. Eis aqui o ponto, de que se trata em relação à natureza do conhecimento – este, o interesse da filosofia. Entretanto, a dificuldade, isto é, a hipótese unilateral da consciência teórica, de que as coisas naturais são, diante de nós, resistentes e impenetráveis, é diretamente refutada pelo comportamento prático em que jaz está fé idealística absoluta de que as coisas singulares são nada em si. A falta do apetite está do lado pelo qual eles e volta ou refere às coisas, não do lado em que é para as coisas realista, mas demasiado idealista. O verdadeiro idealismo filosófico não consiste em nada mais que justamente na determinação de que a verdade das coisas é que elas como tais são imediatamente singulares, isto é, sensíveis – são apenas aparência, fenômeno. A respeito duma metafísica em nossos tempos grassante, segundo o qual não conhecemos as coisas, porque elas estão absolutamente fixas diante de nós, poderíamos expressar-nos dizendo que nenhuma vez os animais são tão estúpidos como o são tais metafísicos; pois eles vão às coisas, tocam, apanham, consomem-nas. A mesma determinação está no mencionado segundo lado da atitude teórica, isto é, que nós pensamos as coisas naturais.
A inteligência não se familiariza, sem dúvida, com as coisas, na existência sensível delas; mas, por isso que as pensa, coloca o conteúdo das mesmas em si; e enquanto ela, por assim dizer, aproxima a forma, a universalidade, à idêntica prática, que é para ela a inteligência em vez da negatividade, dá ao negativo da singularidade uma determinação afirmativa. A filosofia da natureza encontra-se, entretanto, em condições tão desfavoráveis, que ela deve demonstrar seu ser-aí; para justificá-la necessitamos de reconduzi-la ao notório. Da resolução da oposição de subjetivo e objetivo merece mencionasse uma figura apropriada que também é conhecida, em parte, pela ciência, em parte, pela religião; nesta última, porém é assunto do passado e em brevíssimo tempo resolvida a dificuldade toda. A união das duas determinações, a saber, o que se chama o estado original da inocência, onde o espírito é idêntico com a natureza e o olho do espírito está imediatamente no centro da natureza, ao passo que o ponto de vista da separação da consciência é a queda-no-pecado, desde a eterna divina unidade. Esta unidade é representada como uma intuição originária, uma razão que se situa ao mesmo tempo numa imaginação [Phantasie], isto é, somando as figuras sensíveis e aí mesmo racionalizando as figuras sensíveis. Essa razão intuinte é a razão divina; pois, Deus, podemos dizê-lo é aquele no qual razão e natureza estão em unidade, e a inteligência ao mesmo tempo tem ser e figura. As excentricidades da filosofia da natureza tem parcialmente seu fundamento numa representação tal que, se os indivíduos não mais encontram nesse estado paradisíaco, contudo, ainda existem nascidos-no-domingo quais Deus comunica no sono o verdadeiro conhecimento e ciência; ou que o homem, mesmo sem filho-do-domingo, ao menos mediante a fé nisto [que segue] pode transportar-se para momentos tais, que neles o íntimo da natureza lhe seja por si imediatamente revelado, somente sob a condição de que se deve invadir, ter invasões [mentais],isto é, solte sua fantasia para anunciar profeticamente o verdadeiro.
Nidificação tem como representação social a ação de alguma espécie de animal construir seu ninho. É muito comum aos pássaros no período de incubação de seus ovos. Em algumas espécies tanto o macho como a fêmea constroem o ninho; em outras, somente a fêmea ou o macho. O ninho pode ser construído em diversos locais como árvores, no chão, em paredões, coletivos e às vezes, em ninhos de outras aves. Também é possível o uso de ninhos artificiais. Na maioria das espécies de construção de ninhos, a fêmea faz a maior parte ou toda a construção do ninho, em outras ambos os parceiros contribuem; às vezes, o macho constrói o ninho e a galinha o alinha. Em algumas espécies poligínicas, no entanto, o macho faz a maior parte ou toda a construção do ninho. O ninho também pode fazer parte do ritual da exibição do cortejo, como ocorre em aves tecelãs. A capacidade de escolher e manter bons locais de nidificação e construir ninhos de alta qualidade pode ser selecionada pelas fêmeas dessas espécies. Em algumas espécies, os filhotes de ninhadas anteriores também podem atuar como auxiliares para os adultos. Esse comportamento apresenta diversos aspectos sociais para o entendimento da formação do comportamento dos animais, dos insetos ao homem. E essa compreensão está ligada à teoria darwinista das espécies (cf. Darwin, 1984). Por isso é importante entender como certas espécies adquiriram esse comportamento com as gerações. Uma espécie pode, dependendo da região, ter mais chances de sobreviver quando se desenvolve dentro de um ninho aos cuidados dos seus genitores, em relação à outra que se desenvolve de modo mais independente. A nidificação pode relacionar-se com os ninhos criados pelas aves migratórias, comparativamente, como são os casos das andorinhas e cegonhas que todos os anos regressam aos mesmos locais (habitats) para o fazer, assegurando a continuação da espécie, já que não tem capacidade para se adaptar aos meios com temperaturas extremas.
Nem todas as espécies de aves constroem ninhos. Algumas espécies depositam seus ovos diretamente no chão ou em bordas rochosas, enquanto os parasitas de cria depositam seus ovos nos ninhos de outras aves, deixando que “pais adotivos” involuntários façam o trabalho de criar os filhotes. Embora os ninhos sejam usados principalmente para reprodução, eles também podem ser reutilizados na estação de não-reprodução para galos e algumas espécies constroem ninhos especiais de dormitório ou ninhos de abrigo (ou ninhos de inverno) que são usados apenas para galos. A maioria das aves constrói um novo ninho a cada ano, algumas reformem seus antigos ninhos. Os grandes eyries (ou aeries) de algumas águias são ninhos de plataforma usados e remodelados por vários anos. O flamingo-das-galápagos tem como representação uma espécie de flamingo de grande porte, intimamente relacionada ao flamingo-comum e ao flamingo-chileno. Anteriormente, antes considerado igualmente da mesma espécie que o flamingo-comum, essa classificação é analisada como incorreta, por exemplo, pela União Ornitológica Americana e Britânica devido à falta de evidências empíricas. Também reconhecido como flamingo-caribenho, habita lagos salgados onde consegue encontrar alimento entre a lama com seus bicos curvos especiais. Sua plumagem é rosada devido à sua dieta rica em camarões e carotenoides. Quanto mais camarões comem, mais rosada fica sua plumagem, embora alguns exemplares apresentem uma tonalidade mais pálida em análise comparada. Eles se reproduzem durante todo o ano, pois não possuem uma época reprodutiva de acasalamento específica. Seu ninho intuitivamente é construído no alto de paredes ou colunas de barro para proteger o ovo de inundações ambientais que possam ocorrer no solo. Ambos os pais cuidam do ovo, que eclode em cerca de 35 dias e progressivamente nasce com plumagem cinza a branca. Os filhotes são alimentados com um leite semelhante ao de pombo, rico em prolactina, nutrientes e glóbulos vermelhos e brancos, até que consigam ingerir alimentos sólidos. A expectativa de vida de um flamingo pode chegar a 50 anos de existência.
A
Sociedade Ornitológica Americana (AOS) tem como representação social uma
organização ornitológica sediada nos Estados Unidos da América. A sociedade foi formada em
outubro de 2016 pela fusão da União Americana de Ornitólogos (AOU) e da
Sociedade Ornitológica Cooper. Seus membros são principalmente ornitólogos
profissionais, embora a filiação seja aberta a qualquer pessoa com interesse em
aves. A sociedade publica dois periódicos acadêmicos, Ornithology
(anteriormente The Auk) e Ornithological Applications
(anteriormente The Condor), bem como a Lista de Verificação de Aves
da América do Norte da AOS. A Sociedade Ornitológica Americana reivindica a
autoridade para estabelecer nomes padronizados em inglês para aves em toda a
América do Norte e do Sul. Em 2013, a União Americana de Ornitólogos anunciou
uma colaboração com a Sociedade Ornitológica Cooper, otimizando as operações
por meio de reuniões conjuntas, um escritório de publicação compartilhado e uma
reorientação de seus periódicos. Em outubro de 2016, a AOU deixou de ser uma
entidade exclusiva independente, fundindo-se com a Sociedade Ornitológica
Cooper para estabelecer a Sociedade Ornitológica Americana unificada. A
filiação regular à AOS está aberta a qualquer pessoa que pague as taxas e
interesse em aves. Tarifas para estudantes estão disponíveis para
estudantes em tempo integral. Bolsas de Filiação Estudantil, que concedem
filiação gratuita, estão disponíveis para estudantes de graduação e
pós-graduação qualificados que desejam seguir carreira em ornitologia.
Do
ponto de vista histórico e pontual o conceito de “carreira” deriva da palavra
latina “carraria” e passou por diversas transformações no decorrer de sua
aplicabilidade teórica e historicamente determinada. Historicamente no período
renascentista (1530), simplificadamente, “carreira” identificava um caminho, ou
o “curso do Sol através dos céus”. Nas disputas de Justa, em 1590, a palavra
“carreira” estava inserida no seguinte contexto: o cavalo que, durante o
combate, passava uma “carreira” em seu oponente. A partir de 1803, o
significado contemporâneo da palavra “carreira” passou a se relacionar ao mundo
perigoso dos negócios, quando o termo foi associado à ideia de “caminho na vida
profissional”. Entende-se “carreira” como a soma de “todos os cargos” ou
“posições” ocupadas por uma pessoa durante sua vida profissional. Este
entendimento contraria a raiz etimológica do termo e impede que o conceito real
da palavra seja plenamente assimilado no mercado, inclusive por profissionais
de renome em nível globalizado. Não está associado a restrições temporais, mas
espaciais. Não revela um histórico profissional, propriamente dito, mas um
caminho particular rumo a um objetivo institucional.
No sentido histórico e pontual é um
termo disciplinar que designa um determinado campo do conhecimento científico. E per se como campos específicos de saber, as
disciplinas se referem aos mais diversos âmbitos de produção de conhecimento
técnico e científico. Tem como representação a produção social através de
instâncias ou níveis de análises sobre a realidade social, a constituição de
uma linguagem aparentemente comum entre os seus praticantes, a definição e
constante redefinição de seus objetos de estudo, uma singularidade que as diferencia
de outros saberes, uma complexidade interna que termina por gerar novas
modalidades no interior da disciplina. Enfim, a rede de conexão humana de
conhecimentos que constitui determinado campo de saber, com a formação
progressiva da chamada “comunidade científica” compartilhada pelos diversos
praticantes do campo disciplinar. Há de fato um processo de trabalho, com a
fundação e manutenção de revistas científicas especializadas, a ocorrência
constante de congressos frequentados pelos praticantes do campo disciplinar, a
criação de instituições científicas que representam os profissionais do campo
de saber vinculando seu nome, seu cargo no âmbito do processo de trabalho e de
pesquisa nas instituições e assim por diante.
Neste aspecto, vale lembrar Kuhn (1962) que se ocupou principalmente do estudo da história da ciência, no qual demonstra um contraste entre duas concepções da ciência: por um lado entendida como uma atividade completamente racional e controlada, e por outro, a ciência enquanto uma atividade concreta que se dá ao longo do tempo e que em cada época histórica apresenta peculiaridades e características próprias. Decorre daí que e noção de “paradigma” resulta fundamental na perspectiva historicista e não é mais que uma macroteoria, um marco ou perspectiva que se aceita de forma geral por toda a chamada “comunidade científica” que compartilham um mesmo paradigma e realizam a mesma atividade científica e a partir do qual se realiza a atividade científica, cujo objetivo é esclarecer as possíveis falhas do paradigma ou extrair todas as suas consequências. No ensaio: Estrutura das Revoluções Científicas (1970), o termo paradigma causou interpretações errôneas a uma série de estudiosos. Kuhn esclareceria posteriormente que o termo pode ser utilizado num sentido geral e num sentido restrito. O primeiro diz respeito à noção de matriz disciplinar, significando “o conjunto de compromissos de pesquisa de uma comunidade científica”. O segundo sentido denota os paradigmas exemplares que são a base da “formação científica”, uma vez que passa a dominar o conteúdo cognitivo da ciência através da experimentação dos exemplos compartilhados.
Thomas Kuhn é um dos principais pensadores que entende e procura demonstrar que a ciência enquanto um conjunto de práticas e saberes sociais representa uma atividade intrinsecamente comunitária. O indivíduo continua fazendo ciência, mas ele necessita estar vinculado a uma comunidade científica de pesquisa. Seu trabalho individual feito de forma independente, fora da comunidade científica não adquire reconhecimento, pois o “campo fértil” para o desenvolvimento científico está na estrutura comunitária. A comunidade científica passa a ser a fonte de solidariedade necessária para a resolução de um determinado problema de ordem científica. Uma “comunidade científica”, ipso facto, passa a ser entendida como uma instituição, ou seja, é mais do que uma simples união ou junção de cientistas. Para definir o que seja uma comunidade científica, não basta enumerar os indivíduos que dela fazem parte. Uma comunidade científica representa um grupo de praticantes de uma especialidade científica que se encontram unidos por elementos comuns que foram incorporados através da iniciação da prática científica.
É nos ambientes oferecidos pela chamada “comunidade científica” que os cientistas se veem a si mesmos e são vistos pelos outros como os responsáveis pela resolução compartilhada de um conjunto de problemas de ordem social. A base do conceito de carreira é expressa burocraticamente no curriculum Lattes, elaborado nos padrões da “plataforma” gerida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), tendo como resultado a experiência individual cumulativa na integração de bases técnicas de dados de currículos, de grupos de pesquisa e de instituições em um único sistema de informação, “tornando-se um padrão nacional no registro do percurso acadêmico de estudantes e pesquisadores do Brasil”. Atualmente é adotado pela maioria das instituições de fomento, universidades e institutos de pesquisa do país. A “riqueza” do controle de informações, a abrangência e confiabilidade são elementos indispensáveis aos pleitos de financiamentos na área de ciência e tecnologia. O curriculum Lattes é mais abrangente que o curriculum vitae, sendo nesta a principal diferença comparativamente entre os dois. Além disso, é mais longo, pois deve mencionar detalhadamente tudo o que está relacionado com a carreira do profissional.
Pode-se entender
carreira como uma série de estágios que variam conforme forças de trabalho
exercido sobre o indivíduo. Tem-se a relação entre a organização e o
profissional, como fator de conciliação das expectativas entre ambas a partes.
A carreira é um dos termos das ciências sociais que não é ambígua e está
relacionada a uma gama ampla de definições. Pode significar, ao mesmo tempo,
emprego assalariado ou atividade não remunerada, profissão, vocação, ocupação,
estágio, posição em uma organização, trajetória de um indivíduo que trabalha,
uma fonte de informação para as empresas alocarem recursos humanos, ou até “um
roteiro pessoal para a realização dos próprios desejos”. Carreira inclui os
estudos ou a preparação acadêmica e integram as capacidades laborais, as novas
aprendizagens, as mudanças pessoais sobre a própria imagem, as metas e os
valores, assim como a resposta para as novas oportunidades e mudanças tanto
sociais como políticas. A carreira representa um caminho dedicado de maturação,
de crescimento em conhecimentos, habilidades e responsabilidades sobre a
própria vida. É neste sentido que a carreira profissional está
indissociavelmente ligada ao positivismo, corrente filosófica que
Auguste Comte fundou com o objetivo de reorganizar o conhecimento humano, seu
caráter e que tem grande influência no Brasil e de resto no mundo ocidental.
O positivismo é, enquanto sistema, simultaneamente, uma doutrina filosófica, sociológica e política. Surgiu como desenvolvimento do iluminismo. Das crises sociais e moral do fim da Idade Média e do nascimento da sociedade industrial - processos que tiveram como marco a revolução clássica francesa. Em linhas gerais, ele propõe à existência humana valores completamente humanos, afastando radicalmente a teologia e a metafísica. O positivismo comtiano associa uma interpretação positiva das ciências; uma classificação do conhecimento a uma ética humana radical. Defende a ideia de que o conhecimento científico é a única forma de conhecimento verdadeiro. Com os positivistas somente pode-se afirmar que uma teoria é correta se ela foi comprovada empiricamente através de métodos científicos válidos. O progresso da humanidade depende exclusivamente dos avanços científicos. Entretanto, uma organização observa Marilena Chauí (2003), difere de uma instituição por definir-se por uma prática social determinada de acordo com sua instrumentalidade: está referida ao conjunto de meios (administrativos) particulares para obtenção de um objetivo particular. Não está referida a ações articuladas às ideias de reconhecimento externo e interno, de legitimidade interna e externa, mas a operações e estratégias balizadas pelas ideias de eficácia e de sucesso no emprego de determinados meios para alcançar o objetivo particular que a define.
Por ser técnica de administração
é regida pelas ideias de gestão, planejamento, previsão, controle e êxito. Não
lhe compete discutir ou questionar sua própria existência, sua função, seu
lugar no interior da luta de classes, pois isso, que para a instituição social
universitária é crucial, é, para a organização, um dado de fato. Ela sabe (ou
julga saber) por que, para que e onde existe. Do ponto de vista do trabalho a gestão de
carreira envolve duas partes principais: a da organização e a concepção do indivíduo.
Diferentemente de décadas passadas, quando as organizações definiam as
carreiras de seus empregados, na modernidade o papel do indivíduo na gestão da
carreira se torna relevante e assume um papel progressivamente mais atípico. Os
empregados assumem, na atualidade, o papel de planejar sua própria carreira,
sendo estimulados a acumular conhecimentos científicos e administrar suas
carreiras para garantir mobilidade no mercado de trabalho. No início os indivíduos
buscam desafios, salários atrativos e responsabilidades, após amadurecerem,
passam a se interessar por trabalhos que demandem: autonomia e independência,
segurança e estabilidade, competência técnica e funcional, competência
gerencial, criatividade intelectual, serviço e dedicação a uma causa, desafio
político, estilo de vida.
A instituição social
aspira à universalidade. A organização sabe que sua eficácia e seu sucesso
dependem de sua particularidade. Isso significa que a instituição tem a
sociedade como seu princípio e sua referência normativa e valorativa, enquanto
a organização tem apenas a si mesma como referência, num processo de competição
com outras que fixaram os mesmos objetivos particulares. Em outras palavras, a
instituição se percebe inserida na divisão social e política e pretende definir
uma universalidade (imaginária ou desejável) que lhe permita responder às
contradições, impostas pela divisão. Ao contrário, a organização busca gerir
seu espaço e tempo particulares aceitando como dado bruto sua inserção num dos
polos da divisão social, e seu alvo não é responder às contradições, e sim
vencer a competição com seus supostos iguais. A questão nevrálgica refere-se à
pergunta: Como foi possível passar da ideia da universidade como instituição à
definição como organização prestadora de serviços? Em primeiro lugar através da
passagem da produção de massa e da economia de mercado para as sociedades de
conhecimento baseadas na informação e comunicação. Na esfera de ação política é
regulação da existência coletiva, poder decisório, luta entre interesses
contraditórios, disputa por posições de mundo, hierarquicamente falando do
ponto de vista do poder nas instituições, confrontos mil entre forças sociais,
violência em última análise.
Só que a produção dos processos políticos, baseados em instituições sociais como esfera de poder, em segundo lugar, se diferencia radicalmente da produção econômica porque usam eventualmente suportes materiais, como armas, livros, processos, papéis onde se inscrevem as ordens, os atos de gestão, as sentenças ou as leis, mas não é uma produção material no sentido marxista de utilidade de uso do termo. Porque consiste em decisões imperativas, decisões que podem mudar o plano de vida individual (os sonhos) e per se da coletividade (os mitos, os ritos, os símbolos) envolvida na trajetória da ciência. É também diferente da produção simbólica porque se exercita sobre o interesse dos agentes sociais, quando não sobre os próprios tabus do corpo. Corresponde a atos de vontade que regulam atividades coletivas; disciplina práticas sociais. Não produzem mensagens, discursos; produzem isto sim: obediências, obrigações, submissões, direitos, deveres, controles. Poder, para sermos breves, é uma relação social de mando e obediência. As decisões tomadas politicamente se impõem a todos num dado território ou numa dada unidade social. Convertem-se em atividades coercitivas (esfera da segurança), administrativas (esfera da administração), jurídico-judiciárias (esfera da justiça) e legislativas (esfera da deliberação). Simplificadamente, processo político diz respeito à pergunta: Quem pode o quê sobre quem? Eis a grande questão do savoir-faire mediante o processo político, do confronto entre forças sociais, da sujeição de vontades a outras vontades.
No caso específico da Sociedade
Ornitológica Americana (AOS) existem três categorias superiores de
filiação: Membro Eleito, Membro Honorário e Membro Titular. Os membros eleitos
são selecionados “por contribuições significativas para a ornitologia e/ou
serviços prestados à União”. Quando eleitos, devem residir no Hemisfério
Ocidental. Um candidato a membro eleito deve ser indicado por três membros
titulares ou membros eleitos, e mais da metade dos membros titulares e membros
eleitos deve votar a favor da eleição do candidato. Os Membros Honorários são
limitados a 100 e são “escolhidos por sua excepcional eminência
ornitológica e devem, no momento de sua eleição, ser residentes de um país que
não seja os Estados Unidos da América ou o Canadá”. As indicações para
Membro Honorário são feitas por um comitê especial nomeado pelo presidente ou
por quaisquer três Membros. É necessário o voto da maioria dos Membros
presentes em uma reunião anual para a eleição. Cada Membro pode votar
afirmativamente para quantas vagas existirem cumulativamente. Os membros são
escolhidos “por contribuições excepcionais e contínuas à ornitologia e/ou
serviços prestados à União” e devem ser residentes ou cidadãos do hemisfério ocidental
na eleição. Os candidatos devem ser membros honorários ou membros eleitos em
situação regular. É necessário o voto de dois terços dos membros em uma reunião
anual para a eleição como membro.
O Prêmio de Membro Estudante oferece um ano de benefícios completos de membro da AOS para estudantes de graduação ou pós-graduação qualificados, interessados em seguir carreira em ornitologia. Os estudantes devem se inscrever anualmente durante o semestre de outono, de setembro a dezembro, com um currículo ou resumo profissional descrevendo seu programa de estudos, a data prevista de conclusão, sua experiência acadêmica ou profissional e seus interesses em ornitologia. Uma carta de recomendação do orientador acadêmico do estudante também é necessária. A filiação à AOS é obrigatória para concorrer a prêmios de viagem, pesquisa e apresentação. Os Prêmios de Viagem para Estudantes e Pós-Doutorandos da AOS são prêmios competitivos que ajudam a custear as despesas de viagem para as reuniões anuais da sociedade para membros estudantes. Os procedimentos de candidatura são distribuídos aos membros elegíveis. Um estudante pode concorrer a um dos vários Prêmios de Apresentação Estudantil da AOS ao apresentar um pôster ou um trabalho oral em uma reunião científica anual. O Prêmio Estudantil Robert B. Berry é concedido à melhor apresentação oral sobre um tópico relacionado à conservação de aves. O Prêmio Mark E. Hauber é concedido à melhor apresentação oral sobre comportamento de aves. Quatro prêmios adicionais são concedidos à melhor apresentação sobre qualquer tópico em ornitologia.
Os formulários de inscrição são distribuídos aos membros elegíveis da AOS. Phoenicopterus ruber L., vulgarmente reconhecido como flamingo, ganso-do-norte, gansão, ganso-cor-de-rosa e maranhão, é uma ave pernalta que pertence à família Phoenicopteridae e à ordem Phoenicopteriformes. Habita a costa atlântica tropical e subtropical, desde os Estados Unidos da América até o estuário do rio Amazonas. Sua foz é classificada como mista, por apresentar uma foz em estuário e em delta. O rio Amazonas é o único com uma foz mista no mundo. Flamingo vem de “flama”, numa alusão à tonalidade rosa de suas penas. Tida como uma das mais graciosas e estranhas aves da avifauna mundial, o flamingo é o resultado inesperado da adaptação aos meios aquáticos que frequenta. Ave pernalta, pode ultrapassar um metro e meio de altura. Em média, os machos são um pouco maiores e têm o pescoço mais comprido do que as fêmeas. A envergadura das asas dos flamingos varia entre os 140cm e os 165cm. Sua plumagem apresenta uma variação considerável entre o rosa pálido e um rosa mais intenso. As penas de cobertura das asas são rosa vivo, chegando a vermelho-carmim, e as penas de voo são pretas. As patas, tal como o bico, são igualmente rosas, com exceção da ponta do bico, que é preta. Os juvenis têm o pescoço e as patas mais curtos e a plumagem, que inicialmente é castanho-acinzentado vai, à medida que o indivíduo se aproxima da maturidade, sendo substituída por uma plumagem branca e finalmente rosada. No Brasil, o único lugar onde nidifica é no cabo Orange, fronteira com a Guiana Francesa. Entretanto, mesmo nessa região pouco habitada, a espécie encontra-se ameaçada de extinção em virtude do trabalho humano de plantações de arroz, do empreendimento das salinas ao longo da costa, extemporâneo da caça predatória e da captura de seus ovos. Em Portugal não há registros de nidificação desta espécie.
Bibliografia Geral Consultada.
KUHN, Thomas, A Estrutura das Revoluções Científicas. São Paulo: Editora Perspectiva, 1970; GUATTARI, Félix, Les Trois Ecologies. Paris: Éditions Galilée, 1989; DARWIN, Charles, La Expresión de las Emociones en los Animales y en el Hombre. Madrid: Editorial Alianza, 1984; FRACALANZA, Dorotea Cuevas, Crise Ambiental e Ensino de Ecologia: O Conflito na Relação Homem-Mundo Natural. Tese de Doutorado em Educação. Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 1992; HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich, Enciclopédia das Ciências Filosóficas em Compêndio (1830). Volume II – A Filosofia da Natureza. São Paulo: Editora Loyola, 1997; CHAUI, Marilena, “A Universidade Pública sob Nova Perspectiva”. In: Revista Brasileira de Educação, n° 24, 2003; CUNHA, Luciano Carlos, O Consequencialismo e a Deontologia na Ética Animal: Uma Análise Crítica Comparativa das Perspectivas de Peter Singer, Steve Sapontzis, Tom Regan e Gary Francioni. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-graduação em Filosofia. Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2010; VELOSO, Maria Cristina Brugnara, A Condição Animal: Uma Aporia Moderna. Dissertação de Mestrado. Programa de Estudos Pós-Graduados em Direito. Belo Horizonte: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, 2011; MAGALHÃES, Fernanda Cândido, A Teoria da Evolução de Charles Darwin e sua Representação Social Contemporânea. Tese de Doutorado em Psicologia. Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social. Centro de Educação e Humanidades. Instituto de Psicologia. Rio de Janeiro: Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2013; VILELA, Diego Breno Leal, Transformações das Sensibilidades na Relação Humanos-animais: Proteção Animal, Mediação e Institucionalização na Cidade do Recife-PE. Tese de Doutorado em Antropologia Social. Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes. Natal: Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2019; DELFINO, Henrique Cardoso, Comportamento do Flamingo-Chileno Phoenicopterus chilensis (Aves: Phoenicopteriformes) numa Laguna do Sul do Brasil. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal. Instituto de Biociências. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2021; SILVEIRA, André Barcellos, Neoicnologia dos Flamingos (aves, Phoenicopteridae): Estruturas Biogênicas, Comportamento Produtor, Tafonomia e Implicações Paleoambientais. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Geociências. Instituto de Geociências. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2023; Artigo: “Essa é a razão inesperada dos flamingos serem cor-de-rosa”. In: https://revistaoeste.com/2025/06/23/; entre outros.
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