sexta-feira, 4 de abril de 2025

Abelha de Sacramento – Jornalismo, Tempo & Gestão Política na Cidade.

Não será merecedor dos favos de mel aqueles que evitarem as colmeias”. William Shakespeare

            O tempo, como a unidade negativa do ser-fora-de-si, é igualmente um, sem mais nem menos, abstrato, ideal. Ele é o ser, que, enquanto é, não é, e enquanto não é; ele é o vir-a-ser intuído, segundo Hegel, isto é, analogamente, tal que são determinadas as diferenças simplesmente momentâneas, as que imediatamente se suprassumem como exteriores, isto é, que são apesar disso exteriores a si mesmas. O tempo é como o espaço uma pura forma de sensibilidade ou do intuir, é o sensível, mas, assim como a este espaço, também ao tempo não diz respeito a diferença de objetividade e de uma consciência subjetiva contra ela. Quando se aplicam estas determinações de espaço e tempo, então seria aquele a objetividade abstrata, este [o tempo], porém a subjetividade abstrata. O tempo é o princípio representativo que o Eu=Eu da autoconsciência pura; mas é o mesmo princípio ou o simples conceito ainda em sua total exterioridade e abstração – como o mero vir-a-ser intuído, o puro ser-em-si como um vir-fora-de-si. O tempo é igualmente contínuo como o espaço, pois ele é a negatividade abstratamente referindo-se a si e nesta abstração ainda não há nenhuma diferença real. No tempo, diz-se, tudo surge e perece, se se abstrai de tudo, a saber, do recheio do tempo e igualmente do recheio do espaço, fica de resto o tempo vazio como o espaço vazio, são então postas e representadas estas abstrações de exterioridade, como se elas fossem por si. O real é limitado, e o outro para esta negação está fora dele, a determinidade é assim nele exterior a si, e daí a contradição dialetica de seu ser; a abstração opera nessa exterioridade de sua contradição e a inquietação da mesma é realizada através do tempo.

finito é transitório e temporário, porque ele não é, como o conceito nele mesmo, a negatividade total, mas tem em si, como sua essência universal, entretanto – diferentemente da mesma essência – é unilateral, e se relaciona à mesma como à sua potência.  Só o natural, na vida, na realidade concreta é, portanto, enquanto é finito, sujeito ao tempo; o verdadeiro, porém, a ideia, o espírito, é eterna. A intemporalidade absoluta é diferente da duração; é a eternidade que é sem o tempo natural. Mas o próprio tempo é, em seu conceito, eterno; pois ele, não quer qualquer tempo, nem o agora, mas significativamente o tempo-enquanto-tempo, é seu conceito; este tempo, porém, como cada conceito em geral, é o eterno, e também é presente absoluto. O que não está no tempo é o sem-processo; o péssimo e o mais perfeito não estão no tempo, dura. O péssimo, da pior qualidade, porque ele é uma universalidade abstrata, assim espaço, assim tempo mesmo; sua duração não é vantagem. O duradouro é mais altamente cotado do que o transitório; mas toda florescência, toda bela vitalidade tem morte cedo. Mas também o mais perfeito dura, não só o universal sem-vida, inorgânico, mas também o outro universal, o concreto em si, o gênero, a lei, a ideia, o espírito. Representa o processo total ou momento do processo que entra no tempo enquanto os momentos do conceito têm a aparência da independência; mas as diferenças excluídas portam-se como reconciliadas e retomadas à paz. 

A noção de desenvolvimento passa a ser central depois dessa concepção na filosofia da história e, para o bem ou para o mal até os dias presentes. Mesmo a ideia de progresso, que implicava o depois poder ser explicado em função do antes, como já se disse alhures, encalhou, de certo modo nos recifes materiais do século XX, ao sair das esperanças ou das ilusões civilizatórias que acompanharam a chamada “travessia do mar” aberto pelo século XIX. A expressão jornalismo em tempo real é uma figura de linguagem utilizada para associar a proximidade da instantaneidade com que a informação que é transmitida, do momento em que ocorre o fato a ser noticiado ao momento em que chega aos receptores, sejam eles leitores, telespectadores ou a opinião de público ouvinte. Para que exista, é necessário que haja concomitância da percepção dos fatos ao momento em que eles acontecem. Em suma, é nível máximo de prontidão, como “cão de guarda” como se referem os norte-americanos no jornalismo relativa à transmissão, processamento e/ou uso das informações. Do ponto de vista da globalização em tempo real é relativo à sua velocidade, que está diretamente associada ao instrumento de transmissão, nunca contendo matematicamente a suposição considerada como sendo exatamente real, devido ao tempo gasto com o processamento e a finalização do processo de trabalho e comunicação de difusão da informação. A rede global internet rompeu com a imprensa clássica ao ponto de centenas de jornais terem desaparecido após muitos anos de grande sucesso jornalístico e de empresa econômica. Em Portugal desde 2012, não há um jornal, diário ou semanário, economicamente viável, as despesas estão acima das receitas, o mesmo está ocorrendo com os custos das televisões e das rádios, com algumas poucas exceções. Nos mass mídia, o passado deixou de ter futuro, de modo definitivo.

     

Esse questionamento refere-se a várias ocorrências distintas entre si que não atestam um progresso moral da humanidade, e sim, uma dúvida sobre a história como portadora de sentido, dúvida renovada, per se no que se refere ao seu método, objeto e como tal nas grandes dificuldades não só em fazer do tempo um princípio de inteligibilidade, como em inserir aí um princípio de identidade. A história humana, isto é, uma série de acontecimentos reconhecidos como acontecimentos por muitos, acontecimentos que podemos pensar que importarão aos olhos dos historiadores de amanhã e, ao qual cada um de nós, por mais consciente que seja de nada representar nesse caso pode vincular algumas circunstâncias ou imagens particulares, como se fosse a cada dia menos verdadeiro que os homens, que fazem a história, pois, senão, quem mais senão homens, não sabem que a fazem. Hegel dizia que a verdade é o todo. Esta é a questão fundamental da filosofia. Que se não enxergamos o todo, podemos atribuir valores exagerados a verdades limitadas, prejudicando a compreensão de uma verdade geral. Essa visão é sempre provisória, nunca alcança uma etapa definitiva e acabada, caso contrário a dialética estaria negando a si própria. O método dialético nos incita a revermos o passado, à luz do que está acontecendo no presente, ele questiona o presente em nome do futuro, o que está sendo em nome do que “ainda não é”. Para Hegel, o trabalho é o conceito chave para compreensão da superação da dialética na história, atribuindo o verbo suspender com três significados: negação de uma determinada realidade, conservação de algo essencial dessa realidade e elevação a um nível superior.

A filosofia descreve a realidade e a reflete, portanto, a dialética busca, não interpretar, mas refletir acerca da realidade. A dialética é a história das contradições. O reprimido permanece dentro da totalidade. Esta contradição não é apenas do pensamento, mas da realidade concreta. Então, tudo está em processo de constante devir. Esse padrão é nosso velho conhecido, visto que é algo do qual a filosofia durante séculos de elaboração utilizou para conhecer. E isto fica claro da seguinte maneira; se o saber é igual ao conceito e a essência corresponde o objeto, logo o conceito precisa corresponder ao objeto e vice-versa, basta para nós, portanto, verificar em nosso exame, diz Friedrich Hegel (2007) se o objeto corresponde ao conceito. Por isso, é necessário manter os dois momentos do exame; o conceito, quer dizer, “ser para outro e o objeto consequentemente ser em si mesmo”. Com isso verificamos que não é necessário um “padrão de medida”, no sentido funcionalista, um instrumento que capte o raio, mas de outro modo, é necessário investigar a partir do que é dado, embora, aquilo que é dado fique no limite da própria consciência. Dessa forma, a consciência é consciência do objeto e por identificar este objeto como um elemento extrínseco torna-se “consciência de si mesmo”. A consciência do que é verdadeiro é consciência do “seu saber da verdade”, que estabelece na relação entre tempo e espaço é a própria consciência.

Hegel admite Marx não enxerga o trabalho em toda sua contraditória materialidade e por isso o idealiza e o vê de maneira unilateralmente positiva, minimizando a força da sua negatividade: a essência humana, o ser humano, equivale para Hegel à consciência de si, em vez de reconhecer na consciência de si a consciência de si do homem, quer dizer, “de um homem real, que vive num mundo real, objetivo, e é condicionado por ele”. Por isso, Hegel, na interpretação de Marx da Introdução de 1857, caiu na ilusão de conceber o real como resultado do pensamento, que se encontra em si mesmo, se aprofunda em si mesmo e se movimenta por si mesmo, enquanto o método que consiste em elevar-se do abstrato ao concreto é para o pensamento precisamente a maneira de se apropriar do concreto, de reproduzi-lo como concreto espiritual. Portanto, ao assumir o conceito hegeliano de dialética, Marx foi levado a modificá-lo, mas a perspectiva de Marx implicava não só uma reavaliação do papel do trabalho material na autocriação da sociedade e na autotransformação do ser humano, como também exigia uma reavaliação dos trabalhadores e de sua concepção orgânica como força material de trabalho capaz de dar prosseguimento à autotransformação histórica da humanidade na modernidade. A definição histórica do sábado e do domingo como dias de descanso semanal remunerado é uma conquista relativamente recente dos trabalhadores. Foi resultado da luta operária surgida na Inglaterra historicamente depois da Revolução Industrial, no início do século XIX. Na Antiguidade, em termos de análise comparada, os romanos e os adeptos de religiões pagãs dedicavam o sábado ao deus Saturno, que regia a agricultura. Esse dia reservado para o descanso, numa forma de agradecimento ao deus por uma boa colheita. Em outras religiões, como no judaísmo, o sábado era consagrado como um dia de repouso semanal.

Historicamente as primeiras publicações com “orientação” jornalística surgiram no século 17 a. C., nas antigas cidades da Mesopotâmia, cidade berço da cultura e da Suméria, a mais antiga civilização. Mais tarde, 59 a. C, aparece a “Acta Diurna”, jornal editado pelo Fórum Romano, sob a “orientação” do imperador Júlio César. Na publicação, gravada “em tábuas de pedra”, as notícias generalistas destacavam os feitos militares, a política e crônicas desportivas. O primeiro jornal em papel “Notícias Diversas” foi publicado como um panfleto manuscrito a partir de 713 a. C, em Pequim, a enorme capital da China, tem uma história de 3 milênios. No entanto, ela é tão reconhecida por sua arquitetura moderna quanto por seus locais Antiguidade, como o grande complexo da Cidade Proibida, o maior complexo palaciano sobrevivente no mundo, cobrindo uma área de 723 633 m². É constituído por um retângulo com 961 metros de Norte a Sul e 753 metros de Leste a Oeste. Consiste em 980 edifícios sobreviventes com 8 707 secções de salas, palácio imperial das dinastias Ming e Qing. A Praça da Paz Celestial, reservada para pedestres, abriga o Salão e Memorial do Presidente Mao, reconhecido Mausoléu de Mao Tsé-Tung, ou O Mausoléu, é o edifício em que se encontra o corpo do Presidente da República Popular da China Mao Tsé-Tung e o Museu Nacional da China, que exibe uma ampla coleção de relíquias culturais.

            A Cidade Proibida está rodeada por uma muralha com 7,9 metros de altura e por um fosso com seis metros de profundidade e 52 metros de largura. As paredes têm 8,62 metros de largura na base, afunilando para 6,66 metros no topo. Estas muralhas serviram como paredes defensivas e de retenção para o palácio. Foram construídas com um coração de taipa, e recobertas com três camadas de tijolos especialmente cozidos, em ambos os lados, com os interstícios recheados com argamassa. Nos quatro cantos da muralha situam-se outras tantas torres (“E”) com telhados intrincados ostentando 72 arestas, as quais reproduzem o Pavilhão do Príncipe Teng e o Pavilhão da Garça Amarela tal como apareciam nas pinturas da Dinastia Song. Estas torres são as partes mais visíveis do palácio para os plebeus no exterior das muralhas, e muito folclore foi ligado a elas. De acordo com uma lenda, os artesãos não puderam unir uma torre de canto depois desta ter sido desmantelada para renovações arquitetônicas no início da Dinastia Qing, tendo sido reconstruída apenas depois da intervenção do carpinteiro-imortal Lu Ban.

A muralha é perfurada por um portão de cada lado. No extremo Sul fica o portão principal, o Portão Meridiano (“A”). Para Norte fica o Portão da Grandeza Divina (“B”), o qual enfrenta o Parque Jingshan. Os portões Este e Oeste são chamados de “Portão Glorioso Este” (“D”) e “Portão Glorioso Oeste” (“C”). Todos os portões da Cidade Proibida estão decorados com um conjunto de nove-por-nove pregos dourados, exceto o Portão Glorioso Este, o qual possui apenas oito filas. O Portão Meridiano tem duas alas salientes, formando três lados de um quadrado (Praça Wumen, ou do Portão Meridiano) em frente deste. O portão tem cinco entradas. A entrada central faz parte da Via Imperial, um caminho de pedra que forma o eixo central da Cidade Proibida e da própria antiga cidade de Pequim, e que liga o Portão da China, a Sul, ao Jingshan, a Norte. Apenas o Imperador podia caminhar ou passear na Via Imperial, com excepção da Imperatriz por ocasião do seu casamento, e estudantes de sucesso após o Exame Imperial. Mas a primeira publicação impressa de periodização semanal, o Nieuwe Tijdinghen, surge em 1602, na Antuérpia, segunda maior cidade da Bélgica. Em Portugal, o primeiro jornal ocorre em 1641, após a revolução de 1640 que libertou o país do domínio espanhol, de título “A Gazeta da Restauração”, editado em Lisboa. O jornal mais antigo em circulação é o Post-och Inrikes Tidningar editado na Suécia, com início em 1645. A presença de imigrantes não é novidade social na Suécia, inclusive no futebol masculino e feminino.

O país, que perdeu quase 1,5 milhão de habitantes que fugiram da fome e da miséria entre o final do século XIX e o início do XX, desenvolveu depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) a tradição de acolher estrangeiros. Foi com a ajuda da mão de obra forasteira que o reino escandinavo se tornou uma das nações mais desenvolvidas do mundo entre 1950 e 1980. A Escandinávia é uma região geográfica e histórica da Europa Setentrional e abrange, no sentido mais estrito, a Dinamarca, a Suécia e a Noruega. Num sentido mais amplo, o termo pode também abranger a Finlândia, as Ilhas Faroé e a Islândia. Qualquer que seja a definição usada, considera-se a península Escandinava como núcleo principal da Escandinávia.   Devido às sucessivas vagas de glaciação, a Escandinávia foi repetidamente despovoada e desprovida de fauna e flora terrestres ao longo do tempo. Os estudiosos a apontam como a terra de origem de uma parte dos povos germânicos e dos viquingues. Assim como aquela que é referida como Scandza. Porém, um estudo relativamente recente (2012), demonstrou que as coníferas existentes na Escandinávia na atualidade sobreviveram ao período histórico da chamada era do gelo, através da análise empírica de um pólen de uma árvore que existiu na Escandinávia durante aquele período remoto da civilização. Por ser uma região puramente histórico-geográfica, a Escandinávia não corresponde a nenhuma fronteira política definida. O uso do termo é muitas vezes incerto, em se tratando de fronteiras, pois ocorre ora incluindo, ora excluindo países vizinhos da península Escandinava.

            A fotografia começou a ser usada na imprensa diária em 1880. A Alemanha foi o primeiro país a produzir revistas ilustradas graficamente com fotografias. Nos Estados Unidos da América (EUA) surgiram as primeiras emissoras de rádio, na década de 1920, as primeiras transmissões de televisão nos anos 1930 e, em 1927, também através da cultura norte-americana são produzidas o primeiro filme Fox Movietone, em 1927.  O Movietone News evoluiu de um noticiário anterior estabelecido pela Fox Films, chamado Fox Newa, que foi fundado em 1919. Produziu noticiários silenciosos.  Quando Fox entrou em negociação no Knows Best, o nome Fox Movietone foi aplicado às produções sonoras da Fox. É reconhecidamente como Fox Movietone News, produziu cinema, noticiários sonoros de 1928 a 1963 nos Estados Unidos da América, e de 1929 a 1979 no Reino Unido, durante grande parte do tempo como British Movietone News e de 1929 a 1975 na Austrália. Uma das primeiras da série apresentou George Bernard Shaw (1856-1950) com seu Talks ao Movietone News, lançado em 25 de junho de 1928. Um dos primeiros produtores desses noticiários foi Abraham Harrison, reconhecido como Harry, pai do notável fotógrafo em preto & branco Dody Weston Thompson, que também encontrou uma breve carreira na produção cinematográfica.  Bernard Shaw nasceu em 26 e julho de 1856, falecendo em 2 de novembro em Synge Street, em 1950 em Dublin.

Filho de George Carr Shaw (1814-1885), e Elizabeth Lucinda Gurly (1830-1913), uma cantora profissional. Ele nasceu numa tradicional, mas empobrecida família protestante, foi de início instruído por um tio, mas rejeitou a educação escolar e, aos 16, anos empregou-se em um escritório. Adquiriu amplo conhecimento artístico graças à mãe, Lucinda Elizabeth Gurly Shaw (1830-1913), e às frequentes visitas à Galeria Nacional da Irlanda. Decidido a tornar-se escritor, foi morar em Londres em 1876, mas infelizmente, por mais de dez anos, seus romances foram recusados por editores elitistas da cidade, assim como a maior parte dos artigos enviados à conservadora imprensa, ipso facto, como orador brilhante e polemista, fez as primeiras tentativas como dramaturgo. Bernard foi um dramaturgo, romancista, contista, ensaísta e jornalista irlandês. Cofundador da London School of Economics, foi também o autor de ilustres comédias satíricas de espírito irreverente e inconformista. Tornou-se vegetariano, fervoroso defensor do socialismo Fabiano, fundado no ano da morte de Marx (1883) com o intuito de promover as ideias materialistas dialéticas do filósofo alemão por meio do gradualismo, a Sociedade Fabiana almejava condicionar, como disse a fabiana Margaret Cole (1893-1980), por meio de medidas socialistas remediadas. Ao atenuar seus objetivos, tinha o intuito de não incitar os inimigos do socialismo, tornando-os menos combativos, ao contrário dos marxistas, os socialistas fabianos reconheciam muito bem as controvérsias sobre o trabalhismo e o funcionamento das políticas públicas britânicas.

Em 1885, conseguiu um trabalho fixo na imprensa e, durante quase uma década, escreveu resenhas literárias, críticas de arte e brilhantes colunas musicais. Sua atividade literária, em especial a produção teatral, foi uma sequência de sucessos; destacou-se também na crítica literária, teatral e musical, na criação de panfletos e ensaios sobre assuntos políticos, econômicos e sociais; sendo ainda um prolífico epistológrafo.  Como crítico de teatro da Saturday Review (1895), criticou insistentemente a pobreza qualitativa e artística da produção teatral vitoriana. Durante a 1ª grande guerra (1914-18), interrompeu sua produção teatral e publicou um polêmico panfleto, Common Sense About the War, no qual considerava a hipocrisia do Reino Unido, aliados e os alemães igualmente culpados e reivindicava negociações de paz. Recusou extraordinariamente o prêmio Nobel de Literatura de 1925 e, em suas últimas peças, intensificou as pesquisas com a linguagem não-realista, simbolista e tragicômica. Por cinco anos deixou de escrever para o teatro e dedicou-se ao preparo e publicação da edição de suas Obras Escolhidas (1930-1938), e ao tratado político: The Intelligent Woman`s Guide to Socialism and Capitalism (1928). A correspondência publicada destaca as cartas com o escritor H. G. Wells.

Na esfera política Shaw irritou-se com o que percebeu ser a forma de exploração da classe trabalhadora. Socialista ardente, escreveu muitos folhetos e discursos para o Socialismo Fabiano. Tornou-se um orador disciplinado à promoção de suas causas, que incluem direitos iguais para homens e mulheres, aliviar os abusos contra a classe trabalhadora, rescindir a propriedade privada de terras produtivas e promover estilos de vida saudáveis. Em pouco tempo, tornou-se ativo na política, no London County Council. Ele e o cantor Bob Dylan são os únicos a terem obtido um Prêmio Nobel de Literatura (1925) e um Óscar (1938). Shaw por suas contribuições para a literatura e por seu trabalho no filme Pigmalion que é uma adaptação de sua peça homônima. Ele quis recusar o Prêmio Nobel porque não tinha gosto por honrarias públicas. Acabou aceitando a pedido da esposa que considerava homenagem à Irlanda. Mas rejeitou o dinheiro solicitando sua característica fundamental, como utilidade de uso econômico, para “financiar traduções de livros suecos para o inglês”. Na sociedade contemporânea, as notícias correm o mundo em tempo real através dos mais avançados meios tecnológicos.

Sacramento é a capital do estado norte-americano da Califórnia e sede do condado de Sacramento. Foi fundada em 1839 e incorporada em 27 de fevereiro de 1850. Tornou-se a capital do estado em 1854, em substituição de Monterey. Sacramento é a cidade mais antiga do estado e a segunda há ter sido incorporada, nove dias após São Francisco. Com quase 525 mil habitantes, de acordo com o censo nacional de 2020, é a sexta cidade mais populosa do estado e a 35ª mais populosa do país. De acordo com o Departamento do Censo dos Estados Unidos da América, a cidade tem uma área de 260,8 km², dos quais 255,4 km² estão cobertos por terra e 5,4 km² (2,1%) por água. Desde 1900, o crescimento populacional médio, a cada dez anos, é de 28,1%. Segundo o censo nacional de 2020, a sua população é de 524 943 habitantes e sua densidade populacional é de 2 055,4 hab./km². Seu crescimento populacional na última década foi de 12,5%, bem acima do crescimento estadual de 6,1%. É a sexta cidade mais populosa da Califórnia e a 35ª mais populosa dos Estados Unidos da América. Sua região metropolitana possui quase 2,4 milhões de habitantes. É também a cidade mais populosa do condado de Sacramento. Possui 202 231 residências que resulta em uma densidade de 791,8 residências/km² e um aumento de 5,9% em relação comparada ao censo anterior. Deste, 4,8% das unidades estão desocupadas. A média é de 2,7 pessoas por residência.

    Sacramento tem como significado, para uma grande maioria das confissões, denominações ou ministérios cristãos, como “um sinal ou um gesto divino instituído por Jesus Cristo, cuja observância deve receber reverência por parte do fiel”. São sete os sacramentos adotados pela Igreja Católica: batismo, confirmação do batismo (crisma), confissão dos pecados ou sacramento da penitência, da reconciliação ou do perdão, eucaristia, ordenação sacerdotal, matrimônio e unção dos enfermos. Para os católicos, os sacramentos são sinais nos quais, por meios sensíveis, a graça de Deus em Cristo é representada, selada e aplicada aos crentes, que, por sua vez, expressam a fé e obediência a Deus. Esses sinais são considerados muito importantes para a salvação de cada crente e marcam as várias fases de sua vida espiritual e religiosa. Segundo o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, “os sacramentos são sinais eficazes da graça, instituídos por Cristo e confiados à Igreja, os quais nos é concedida a vida divina” (n. 224). Os sacramentos não apenas supõem a fé, como também, através das palavras e elementos rituais, a alimentam, fortificam e exprimem. Ao celebrá-los, a Igreja confessa a fé apostólica. Daí o “Lex orandi, Lex credendi”, isto é, a Igreja crê no que reza”.

         O indivíduo, ator social, identidade social, grupo social, classe social, etnia, minoria, movimento social, partido político, corrente de opinião pública, poder estatal, todas estas “manifestações de vida”, não mais se esgotam no âmbito da sociedade nacional, o que nos faz admitir que a diferenciação em comunidades locais, tribos, clãs, grupos étnicos, nações e até mesmo Estados, perderam ao menos algo do seu significado anterior. Na chamada “sociedade global” generalizam-se as relações sociais, processos e as estruturas de dominação e apropriação, antagonismo e integração. Modificam-se os indivíduos, as coletividades, as instituições, as formas culturais, os significados das coisas, gentes e ideias, vistos em configurações histórico-sociais. Se as ciências sociais nascem e desenvolvem-se como forma de autoconsciência científica da realidade social, pode-se imaginar que elas podem ser seriamente desafiadas quando essa realidade já não é mais a mesma. Nesse sentido é que a formação da sociedade global pode envolver novos problemas epistemológicos, além de históricos e/ou ontológicos. É o êxtase do estranhamento absoluto que na realidade é fruto de análise e interpretação. 

      Do ponto de vista metodológico Carlo Ginzburg tem um percurso de pesquisa dos mais originais e criativos, que extravasa o quadro da historiografia italiana e mesmo da historiografia europeia. A sua obra, com efeito, introduziu diversas rupturas nas maneiras de pensar em História, “mobilizou”, por assim dizer, metodologias e instrumentos de conhecimento analítico oriundos de outras áreas de saber, estabeleceu novas zonas de diálogo com as restantes perspectivas das ciências humanas e sociais, nomeadamente com a antropologia e a filosofia. Enfim, trata-se aqui de uma intervenção ativa, que procura inverter as relações tradicionais de subordinação da História no que diz respeito à produção dos meios de conhecimento, centrada numa forte preparação filológica, caracterizada pela atenção ao detalhe, ao estudo de caso, à análise do processo significativo, com a valorização dos fenômenos aparentemente marginais, como os ritos de fertilidade, ou dos casos obscuros, protagonizados pelos pequenos e excluídos, cuja dimensão cultural vem sendo valorizada de forma lenta e desigual.          

Metodologicamente para Carlo Ginzburg as vítimas da “exclusão social” tornam-se os depositários do único discurso que representa uma alternativa radical às mentiras da sociedade constituída – um discurso que passa pelo delito, pelo canibalismo, que é encarnado indiferentemente nas memórias redigidas por Pierre Rivière ou no seu matricídio. É um populismo às avessas, um populismo “negro” – mas assim mesmo populismo. O que foi dito até aqui para Ginzburg demonstra com clareza a ambiguidade do conceito de “cultura popular”. Às classes subalternas das sociedades pré-industriais é atribuída ora uma passiva adequação aos subprodutos culturais distribuídos com generosidade pelas classes dominantes, ora uma tácita proposta de valores, ao menos em parte autônomos em relação à cultura dessas classes, ora um estranhamento absoluto que se coloca até mesmo para além, ou melhor, para aquém da cultura. É bem frutífera a hipótese formulada por Mikhail Bakhtin de uma influência recíproca entre a cultura das culturas subalternas e a cultura dominante. Mas precisar os modos e os tempos dessa influência significa enfrentar o problema posto pela documentação. Mas até que ponto os eventuais elementos sociais da cultura hegemônica, encontráveis na cultura popular, são frutos de uma aculturação mais ou menos deliberada ou de uma convergência mais ou menos espontânea e não, ao contrário, de uma inconsciente deformação da fonte, obviamente tendendo a conduzir o desconhecido ao conhecido, ao familiar? 

No ensaio O Queijo e os Vermes, Carlo Ginzburg enfrentou um problema parecido no decorrer de sua pesquisa sobre processos contra a bruxaria, entre os séculos XVI e XVII. Ele queria entender o que a bruxaria era na realidade para os seus protagonistas – bruxas e bruxos -, mas a documentação da qual dispunha (processos e, em especial, os tratados de demonologia) parecia constituir tal barreira, que impedia de forma irremediável o conhecimento da bruxaria popular. Esbarrava sempre, com os esquemas de origem culta da bruxaria inquisitorial. Apenas a descoberta de um veio de crenças até aquele momento ignoradas, concentrado nos benandanti, abriu uma brecha naquela parede. Pela discrepância entre as perguntas dos juízes e as respostas dos acusados – a qual não poderia ser atribuída aos interrogatórios sugestivos nem à tortura -, vinha à baila um estrato profundo de crenças populares substancialmente autônomas. O mérito analítico da pesquisa está amparado nas confissões de Menocchio, comparativamente, o moleiro friulano tomado como protagonista constitui em certa medida, um caso semelhante ao dos benandanti, com a irredutibilidade dos discursos de Menocchio a esquemas conhecidos aponta para um estrato ainda não examinado de crenças populares, de obscuras mitologias camponesas. Mas o que torna muito mais complexa a análise do caso de Menocchio é o fato desses obscuros elementos populares estarem enxertados num conjunto de ideias muito claras e consequentes, que vão do radicalismo religioso ao naturalismo científico, às aspirações utópicas de renovação.

A impressionante convergência entre as posições de um desconhecido moleiro friulano e as de grupos de intelectuais dos mais refinados e conhecedores de seu tempo repropõe com toda força mental o problema da circularidade da cultura formulado por Mikhail Bakhtin. No momento em que equipes inteiras de estudiosos se lançam a empresas imensas de história quantitativa das ideias ou de história religiosa serial, propor uma investigação capilar sobre um moleiro parece paradoxal, quase como o retorno ao tear fabril de Marx numa era de teares automáticos. Não é um objetivo de pouca importância estender às classes subalternas o conceito histórico de indivíduo. Alguns estudos biográficos demonstraram que um indivíduo medíocre, destituído de interesse por si mesmo – e justamente por isso representativo -, pode ser pesquisado como se fosse um microcosmo de um estrato social inteiro num determinado período histórico – a nobreza austríaca ou o baixo clero inglês do século XVI. Seria esse o caso de Menocchio?  Ele não pode ser considerado um camponês típico do seu tempo; seu relativo isolamento na comunidade deixa isso claro. Aos olhos dos conterrâneos Menocchio era um homem, ao menos em parte, diferente dos outros. Mas essa singularidade tinha limites bem precisos: da cultura do próprio tempo e da própria classe não se sai a não ser para entrar no delírio e na ausência de comunicação. Com rara clareza e lucidez, Menocchio articulou a linguagem que estava disponível e inteiramente à sua disposição. Por isso, nas suas confissões é possível encontrar de maneira bastante nítida e esclarecedora, quase exagerada, uma série de elementos convergentes. Esses elementos surgem numa documentação análoga contemporânea em que estão dispersos, ou então só é possível vislumbrá-los. Algumas investigações no âmbito da historiografia confirmam a existência de traços que reconduzem a uma cultura camponesa comum.

          Em poucas palavras, mesmo um caso-limite pode se revelar representativo, seja negativamente, seja positivamente, porque permitem circunscrever as possibilidades latentes de alcance apenas através de documentos fragmentários e deformados, provenientes quase todos de “arquivos da repressão”. Com isso, Ginzburg quer contrapor pesquisas qualitativas às não qualitativas. No caso da história quantitativa das ideias, por exemplo, apenas a consciência da variabilidade, histórica e social, da figura do leitor, poderá fornecer de maneira efetiva as premissas de uma história das ideias também quantitativamente diversa. A defasagem entre os textos lidos por Menocchio e o modo como ele os assimilou aos inquisidores indica suas posições não são redutíveis a outro livro. Mesmo que Menocchio tenha entrado em contato, de maneira mais ou menos mediada, com ambientes cultos, suas afirmações em defesa da tolerância religiosa, seu desejo de renovação radical da sociedade apresentam um tom coloquial original e não parece resultado de influências externas passivamente recebidas. As raízes de suas afirmações e desejos estão fincadas muito longe, num extrato obscuro, quase indecifrável, de remotas tradições camponesas. Neste nível poder-se-ia perguntar se o que emerge dos discursos de Menocchio não é mais “mentalidade” do que uma “cultura”, pois não se trata de uma distinção fútil. O que tem caracterizado a história das mentalidades é a insistência nos elementos inertes, obscuros, inconscientes de determinada visão de mundo. As sobrevivências, os arcaísmos, a afetividade, a irracionalidade delimitam o campo específico da história das mentalidades, distinguindo-a com muita clareza de disciplinas paralelas e hoje mais do que nunca consolidadas.

Concorre à história das ideias ou a história da cultura inscrever o estudo de caso de Menocchio no âmbito exclusivo da história das mentalidades significaria, portanto, colocar em segundo plano o fortíssimo componente racional. Com isso não se está de maneira alguma afirmando a existência de uma cultura homogênea, comum tanto aos camponeses aos artesãos da cidade (para não falar dos grupos marginais, os vagabundos), na Europa pré-industrial. Apenas se está querendo delimitar um âmbito de pesquisa no interior do qual é preciso conduzir análises teóricas sempre particularizadas. Ou seu funcionamento não é princípio da razão? As rupturas gigantescas determinadas pelo fim do monopólio dos letrados sobre a cultura escrita e do monopólio dos clérigos sobre as questões religiosas haviam criado uma situação nova, potencialmente explosiva. Mas a convergência entre as aspirações de uma parte da alta cultura e as da cultura popular já tinha sido declarada de maneira definitiva mais de meio século antes do processo de Menocchio – quando Lutero condenara com ferocidade os camponeses em revolta e suas reivindicações. Com a Contrarreforma iniciara-se uma era marcada pelo enrijecimento hierárquico, pela doutrinação paternalista das massas, pela aparente extinção da cultura popular, pela marginalização massifiada e mais ou menos violenta das minorias e dos grupos dissidentes. E o próprio Menocchio acabou queimado.

Menocchio per se  está inserido numa tênue, sinuosa, porém nítida expressão que chega até nós: podemos dizer, segundo Ginzburg, que Menocchio é nosso antepassado. Mas é também um fragmento do humano perdido que nos alcançou por acaso. Vindo de um mundo obscuro, o qual através de um gesto, talvez arbitrário, pode incorporar a lucidez à nossa história social.  O Espírito Santo prepara para a recepção dos sacramentos por meio da Palavra de Deus e da fé, que acolhe a Palavra nos corações bem dispostos. Então, os sacramentos fortalecem e exprimem a fé. O fruto da vida sacramental é, ao mesmo tempo, pessoal e eclesial. Por um lado, este fruto é, para cada crente, uma vida para Deus em Jesus; por outro, é para a Igreja o seu contínuo crescimento na caridade e na sua missão de testemunho. Sacramentos, segundo a Igreja Católica, são gestos de Deus na vida de cada crente, expressando-se simbólica e espiritualmente, e assim são considerados: Sinais sagrados, porque exprimem uma realidade sagrada, espiritual; Sinais eficazes, porque, além de simbolizarem um certo efeito, produzem-no realmente; Sinais da graça, porque transmitem dons diversos da graça divina; Sinais da fé, não somente porque supõem a fé em quem os recebe, mas porque nutrem, robustecem e exprimem a sua fé. Sacramento é termo característico do ideário da Igreja Católica Apostólica Romana, que algumas confissões protestantes não consideram correto empregá-lo, ou o fazem com reserva. Nas Igrejas protestantes históricas, são apenas dois os sacramentos: o Batismo e a Ceia do Senhor. Martinho Lutero definiu sacramento como a situação em que um elemento (coisa material), através da palavra de Deus, transforma-se em outro. Em um sentido espiritual, não no sentido material, pois o vinho continua a ser vinho e o pão a ser pão.

Pela promessa divina é atribuído um poder vinculado a essa matéria. Reforma Protestante representou um movimento relevante dentro do cristianismo ocidental na Europa do século XVI que representou um desafio religioso e político para a Igreja Católica e em particular para a autoridade papal, decorrente do que eram percebidos como erros, abusos e discrepâncias cometidos pelo clero. A Reforma foi o início do protestantismo, além de ser considerada um dos eventos históricos que marcam o fim da Idade Média e o início do período moderno na Europa. Houve movimentos de reforma anteriores a Martinho Lutero. Embora a Reforma seja geralmente considerada como tendo começado com a publicação das Noventa e cinco teses de Martinho Lutero em 1517, ele não foi excomungado até janeiro de 1521 pelo Papa Leão X. O Édito de Worms de maio de 1521 condenou Lutero e proibiu oficialmente os cidadãos do Sacro Império Romano de defender ou propagar suas ideias.  A disseminação da prensa móvel de Gutenberg forneceu os meios para a rápida disseminação de materiais religiosos no vernáculo. Lutero sobreviveu sendo fora da lei devido à proteção de Frederico, o Sábio.

O movimento inicial na Alemanha se diversificou e surgiram outros reformadores como Huldrych Zwingli e João Calvino. Os principais eventos do período incluem: a Dieta de Worms (1521), a formação do luterano Ducado da Prússia (1525), a Reforma Inglesa (1529 em diante), o Concílio de Trento (1545-63), a Paz de Augsburgo (1555), a excomunhão de Elizabeth I (1570), o Edito de Nantes (1598) e a Paz de Westfália (1648). A Contrarreforma chamada de Reforma Católica ou Reavivamento Católico, foi o período de reformas iniciadas em resposta à Reforma Protestante. O período que representa o fim da era da Reforma ainda é contestado entre os estudiosos. A Reforma Radical foi a resposta ao que se acreditava ser a corrupção tanto na Igreja Católica Romana quanto na Reforma Magisterial. Começando na Alemanha e na Suíça no século XVI, a Reforma Radical desenvolveu igrejas protestantes radicais por toda a Europa. O termo inclui Thomas Müntzer, Andreas Karlstadt, os profetas de Zwickau e anabatistas, os huteritas e menonitas. Em partes da Alemanha, Suíça e Áustria, simpatizaram com a Reforma Radical, apesar da intensa perseguição. Embora a proporção de sobreviventes da população europeia que se rebelou contra as igrejas católicas, luteranas e zwinglianas fosse pequena, os reformadores radicais escreveram abundantemente e a literatura sobre a Reforma Radical é desproporcionalmente grande, em parte como resultado da proliferação dos ensinamentos da reforma radical nos Estados Unidos da América.

Apesar da diversidade significativa entre os primeiros reformadores radicais, alguns “padrões repetidos” surgiram entre muitos grupos anabatistas. Muitos padrões foram consagrados na Confissão de Schleitheim (1527) e incluem o batismo dos crentes (ou adultos), visão memorial da Ceia do Senhor, crença de que a Escritura é a autoridade final em questões de fé e prática, ênfase no Novo Testamento e o Sermão da Montanha, interpretação da Escritura em comunidade, separação do mundo e uma teologia de dois reinos, pacifismo, comunalismo e compartilhamento econômico, além da crença na liberdade de vontade, no não juramento, na “rendição” (Gelassenheit) para a própria comunidade e para Deus, na salvação por meio da divinização (Vergöttung), na vida ética e no discipulado (Nachfolge Christi). A Bíblia de Lutero, de 1534, foi traduzida para o alemão. A tradução de Lutero influenciou o desenvolvimento do alemão padrão atualmente. A Reforma foi um triunfo da alfabetização e da nova imprensa. A tradução de Lutero para o alemão foi um momento decisivo na disseminação da alfabetização e também estimulou a impressão e distribuição de livros e panfletos religiosos. De 1517 em diante, panfletos religiosos inundaram a Alemanha e grande parte da Europa. Em 1530, mais de 10 mil publicações são reconhecidas, e um total de dez milhões de cópias.

A Reforma foi, portanto, uma revolução de mídia. Lutero reforçou seus ataques contra Roma, retratando uma igreja boa contra uma má. A partir daí, ficou compreendido que a impressão poderia ser usada para propaganda de agendas particulares, embora o termo propaganda derive da Congregatio de Propaganda Fide da Contrarreforma católica, foi um dicastério da Cúria Romana, ocupava-se das questões referentes à propagação da fé católica no mundo inteiro. Esteve sediada no Palazzo di Propaganda Fide, na Piazza di Spagna, em Roma. Os redatores da reforma usaram estilos, clichês e estereótipos existentes que eles adaptaram conforme necessário. Especialmente eficazes foram os escritos em alemão, incluindo a tradução da Bíblia de Lutero, seu Catecismo Menor para pais ensinarem seus filhos e seu Catecismo Maior para pastores. Usando o vernáculo alemão, eles expressaram o Credo dos Apóstolos em uma linguagem trinitária mais simples e pessoal. As ilustrações na Bíblia alemã e em muitos folhetos popularizaram as ideias de Lutero. Lucas Cranach, o Velho (1472-1553), o grande pintor patrocinado pelos eleitores de Wittenberg, era um amigo próximo de Lutero e ilustrou a teologia de Lutero para um público popular. Ele dramatizou as visões de Lutero sobre a relação entre o Antigo e o Novo Testamento, enquanto permanecia atento às cuidadosas distinções de Lutero sobre os usos adequados e impróprios de imagens visuais.

Nas igrejas do Cristianismo evangélico, aderindo à doutrina da Igreja de crentes, existem duas ordenanças que são o batismo do crente por imersão na água e comunhão. O cristianismo evangélico reúne diferentes movimentos de teologia evangélica, sendo as principais correntes a conservadora, a fundamentalista, a moderada e a liberal. A adesão à doutrina da Igreja de crentes é uma característica comum da definição de uma igreja evangélica no sentido específico. Durante a Reforma Protestante, os teólogos protestantes adotaram o termo como se referindo à “verdade do evangelho”. Martinho Lutero referiu-se à “evangelische Kirche” para distinguir protestantes de católicos da Igreja Católica Romana. Não podemos atribuir o nascimento dos evangélicos a um único evento em particular, mas a Reforma Protestante principalmente, as guerras do século XVI, o lado de Martin Luther em favor da nobreza alemã, Calvinismo, uma doutrina religiosa cristã que surgiu na Suíça, na cidade de Genebra, durante a Reforma Protestante. O seu principal expoente foi o reformador francês João Calvino (1509-1564), arminianismo um sistema teológico que teve origem com o teólogo holandês Jacó Armínio, no século XVI. É também reconhecido como arminianismo clássico ou reformado. Algumas das crenças do arminianismo são: depravação total, expiação para todos, eleição condicional, segurança em Cristo, livres pela graça. O arminianismo é considerado um sistema soteriológico, e a sua influência é a base para os sistemas arminianos e Movimentos do Despertar.

Alguns historiadores e teólogos, no entanto, compreendem que os primórdios do evangelismo são encontrados na Reforma Radical do século XVI, principalmente devido ao credobatismo. A Aliança Evangélica Mundial fundada por organizações evangélicas de 21 países, na primeira reunião geral da Woudschoten (Zeist) para Holanda em 1951 estabeleceu uma confissão de fé comum. Várias organizações evangélicas inter-religiosas também contribuíram para o desenvolvimento da unidade evangélica. Em estudos bíblicos, Aliança Bíblica Universitária do Brasil e International Fellowship of Evangelical Students. Na ajuda humanitária cristã, World Vision. Também houve o surgimento de escolas bíblicas não denominacionais. Algumas denominações batistas e pentecostais também praticam lava-pés como uma terceira ordenança. As Igrejas Ortodoxas tem muitos sacramentos, mas destacam sete quase os mesmos da Igreja Católica. Invés do Crisma, existe a “unção com crisma”, de crianças e recém-batizadas. O Exército de Salvação não pratica sacramentos. Mas não proíbe que membros recebam em outras igrejas. A Ciência Cristã pratica o sacramento em cultos especiais, mas só em forma espiritual, sem pão, vinho ou água. A Comunidade de Cristo tem oito sacramentos.

O Sacramento Bee é um jornal diário publicado em Sacramento, Califórnia, nos Estados Unidos da América. Desde sua fundação em 1857, o The Bee se tornou o maior jornal de Sacramento, o quinto maior jornal da Califórnia e o 27º maior jornal dos EUA.  É distribuído no alto Vale do Sacramento, com uma área de circulação total que abrange cerca de 31.000 km²: ao Sul de Stockton, Califórnia, ao Norte da fronteira com o Oregon, a Leste de Reno, Nevada, e a Oeste da área da baía de São Francisco. Sacramento é a capital do estado americano da Califórnia e a sede do Condado de Sacramento. Localizada na confluência dos rios Sacramento e no Vale de Sacramento Norte da população de Sacramento em 2020 de 524.943 habitantes, a torna a quarta cidade mais populosa do Norte da Califórnia, a sexta cidade mais populosa do estado e a nona capital estadual mais populosa dos Estados Unidos da América. Sacramento é a sede da Legislatura da Califórnia e do Governador da Califórnia. Sacramento é também o centro cultural e econômico da área metropolitana de Sacramento, que demograficamente conforme o censo de 2020 tinha uma população de 2.680.831, representando a quarta maior área metropolitana da Califórnia.

 Os índios Nisenan e Miwok viveram na área, talvez, por milhares de anos. Ao contrário dos colonos que viriam a fazer de sacramento sua casa, esses índios deixaram pouquíssimas evidências de sua existência. Tradicionalmente, a dieta dos índios era composta por bolotas retiradas dos carvalhos abundantes na região, e pelos frutos, bulbos, semente e raízes colhidas na região. Em meados de 1799, o explorador espanhol Gabriel Moraga descobriu a região. Um escritor na expedição de Moraga descreveu-a: "Copas de carvalhos e choupos, muitos enfeitados com videiras, em balanço de ambos os lados pássaros azuis. Pássaros batiam nas árvores e grandes peixes lançavam-se através do fundo transparente. O ar para consumo humano era como champanhe, e eles, os espanhóis colonizadores beberam dele, beberam profundamente da beleza à sua volta. Isto é como o santíssimo sacramento. O vale do rio e a terra foram batizados de “Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo”, referindo-se ao sacramento cristão da eucaristia. Gabriel Moraga (1765-1823) foi um explorador e oficial do exército californiano nascido em Sonora. Era filho do expedicionário José Joaquín Moraga (1745-1785) que liderou a Expedição de Anza para a Califórnia em 1774.   

Como seu pai, Moraga é um dos mais notáveis ​​expedicionários espanhóis na história social da Alta Califórnia e a origem dos nomes de muitos dos rios e cidades mais notáveis ​​do norte da Califórnia e do Vale Central. O velho Moraga foi membro de ambas as expedições de Juan Bautista de Anza para explorar e consolidar os limites noroeste das reivindicações coloniais da Espanha na Alta Califórnia. A primeira expedição em 1774 estabeleceu uma nova rota terrestre de Sonora, México, para a Missão San Gabriel. A segunda, em 1775-6, foi tão ao Norte quanto a Baía de São Francisco. A segunda expedição incluiu um grupo de colonos para assentamento no recém-estabelecido San Francisco Presidio, Mission San Francisco de Asís e Mission Santa Clara de Asís. Os colonos incluíam a família Moraga. José Moraga tornou-se comandante da guarnição em San Francisco Presidio, e Gabriel tornou-se um soldado também. Como cabo, Gabriel Moraga foi nomeado comissionado (administrador militar) do Pueblo de San Jose, alguns anos após seu estabelecimento por seu pai em 1777. Quando outra cidade civil, a Villa de Branciforte, foi estabelecida em 1797 como parte da cidade de Santa Cruz, o cabo Moraga foi transferido para o cargo e foi substituído em San Jose pelo cabo Ignacio Vallejo, pai de Mariano Vallejo. Gabriel Moraga foi um dos primeiros europeus a ver o Vale Central da Califórnia. Ele liderou as primeiras expedições oficiais espanholas para explorar o vale em 1806–1808 e encontrou aldeias, incluindo a aldeia de Wá`peat.

Muitos dos nomes que Moraga deu a lugares na região (especialmente rios) sobreviveram, frequentemente em forma abreviada e/ou anglicizada: Rio Sacramento, após o Río del Sacramento de Moraga (Rio do Sacramento), mais tarde aplicado à capital da Califórnia e seu condado, originalmente, Moraga usou o termo Río del Sacramento para se referir apenas ao Rio Feather, enquanto o baixo rio Sacramento era conhecido como Río de San Francisco. Rio San Joaquin, mais tarde aplicado ao Vale de San Joaquin e ao Condado de San Joaquin Rio Merced, que Moraga chamou de Río de Nuestra Señora de la Merced (Rio de Nossa Senhora da Misericórdia), mais tarde aplicado à cidade de Merced e ao Condado de Merced.  Rio Kings, que ele chamou de Río de los Santos Reyes (Rio dos Santos Reis). Mais tarde aplicado ao Condado de Kings. Rio Calaveras ou Río de las Calaveras que é o nome dado em homenagem aos crânios de nativos americanos encontrados lá. Mais tarde aplicado ao Condado de Calaveras. Rio Mariposa e o antigo nome do Rio Chowchilla, Big Mariposa River, foi aplicado à cidade de Mariposa e ao Condado de Mariposa que recebeu esse nome em homenagem aos enxames de borboletas que Moraga encontrou na região de Chowchilla. Contudo, nem todos os topônimos de Moraga sobreviveram. Vale lembrar, historiamente falando, que o Rio Stanislaus foi nomeado Rio de Nuestra Señora de Guadalupe por Moraga. Na data inicial da expedição de Moraga, o nome era redundante.

Nossa Senhora de Guadalupe ou Virgem de Guadalupe é um título católico de Maria, mãe de Jesus, associado a uma série de quatro aparições marianas a um camponês mexicano chamado Juan Diego e uma ao seu tio, Juan Bernardino, que se acredita terem ocorrido em dezembro de 1531. Uma imagem venerada em um manto (tilmahtli) associado à aparição está entronizada na Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cidade do México. O Papa Leão XIII (1810-1903) concedeu à imagem um decreto de coroação canônica em 8 de fevereiro de 1887, e ela foi coroada pontificalmente em 12 de outubro de 1895. A basílica é o santuário católico mais visitado do mundo e o terceiro local sagrado mais visitado do mundo. A Virgem de Guadalupe é a denominação de uma aparição mariana da Igreja Católica de origem mexicana, cuja imagem tem como seu principal local de culto à Basílica de Guadalupe, localizada no sopé do monte Tepeyac, ao Norte da Cidade do México. De acordo com a tradição oral mexicana, e segundo textos de documentos históricos do Vaticano e outros encontrados ao redor do mundo em diferentes arquivos, acredita-se que a Virgem Maria, apareceu em quatro ocasiões ao índio São Juan Diego Cuauhtlatoatzin no monte Tepeyac, e em uma quinta ocasião a Juan Bernardino, tio de Juan Diego. O relato guadalupano conhecido como Nican Mopohua narra que na primeira aparição, a Virgem ordenou a Juan Diego que se apresentasse diante do bispo do México, Juan de Zumárraga. Juan Diego na última aparição da Virgem, e por ordem desta, levou em seu ayate flores que cortou no Tepeyac.

Juan Diego desdobrou sua tilma diante do bispo Juan de Zumárraga, deixando a descobrir a imagem da Virgem Maria, morena e com traços mestiços. Segundo o Nican Mopohua, as mariofanias aconteceram no ano de 1531, ocorrendo pela última vez em 12 de dezembro do mesmo ano. A fonte mais importante que as relatou foi o próprio Juan Diego que contou tudo o que havia acontecido. Posteriormente esta tradição oral foi recolhida em um escrito no idioma náuatle, mas escrita com caracteres latinos (técnica que nenhum espanhol sabia fazer e que só muito raramente usavam os indígenas); este escrito é chamado de Nican Mopohua, e é atribuído ao indígena Antonio Valeriano (1522-1605). Posteriormente em 1648 foi publicado o livro Imagen de la Virgen María Madre de Dios de Guadalupe pelo presbítero Miguel Sánchez, contribuindo para recompilar tudo o que se sabia na época sobre a devoção guadalupana. Segundo diversos investigadores, o culto guadalupano é uma das crenças mais historicamente apegadas ao atual México e parte de sua identidade, e tem estado presente com o desenvolvimento do país desde o século XVI dentro de processos sociais como na Independência do México, na Reforma, na Revolução Mexicana e na sociedade mexicana atualmente, onde conta com milhões de fiéis, e que alguns deles professam o guadalupanismo sem serem necessariamente católicos. O Rio Guadalupe foi nomeado em 1776 pela expedição de Anza. Após a morte de Gabriel Moraga, sua viúva Ana Joaquina Alvarado (1788–1863) recebeu em 1841 o Rancho Cañada Larga o Verde, não muito longe da Missão San Buenaventura.

O filho de Gabriel e Ana, Joaquín, foi cobeneficiário do Rancho Laguna de los Palos Colorados no Condado de Contra Costa, do qual é agora a cidade de Moraga, Califórnia. Juan Bautista de Anza Bezerra Nieto nasceu em Fronteras, Sonora, em julho de 1736 e faleceu em Arizpe, Sonora, em 19 de dezembro de 1788, em uma família de militares na fronteira Norte da Nova Espanha. Era filho de Juan Bautista de Anza I. Em 1752 se alistou no exército no Presidio de Fronteras. Avançou rapidamente e tornou-se Capitão em 1760. Casou-se em 1761. Sua esposa era a filha de Francisco Pérez Serrano, espanhol proprietário de mina. Eles não tiveram filhos. Seus deveres militares consistiam principalmente em incursões contra hostis nativos americanos como os Apaches, durante o curso do qual ele explorou muito o estado norte-americano do Arizona. Foi um político e explorador a serviço do Império Espanhol, ou seja, um dos colonizadores dos Estados Unidos. Os espanhóis começaram a colonizar a Alta California em 1769. Isto envolveu uma longa viagem por mar contra os ventos predominantes e a corrente da Califórnia.

O problema era encontrar uma rota terrestre. De Anza ouviu falar de um índio da Califórnia chamado Sebastian Tarabal que havia fugido da Missão de San Gabriel Arcángel de Sonora e tomou-o como guia. Em 1772, ele propôs uma expedição a Alta Califórnia para o vice-rei da Nova Espanha. A expedição foi aprovada pelo Rei de Espanha e em 8 de janeiro de 1774, com 3 padres, 20 soldados, 11 servos, 35 mulas, 65 gados e 140 cavalos, ele partiu de Tubac para o Sul da atual Tucson, Arizona. A expedição tomou uma rota sul ao longo do Rio Altar (Sonora y Sinaloa, Nova Espanha), em seguida, contornou a moderna fronteira México/Califórnia e atravessou o rio Colorado, na sua confluência com o rio Gila. Era no domínio da tribo Quechan com a qual estabeleceu boas relações. Ele chegou a Mission San Gabriel Arcangel perto da costa da Califórnia em 22 de março de 1774, e Monterey, Califórnia, capital da Alta Califórnia, em 19 de abril. Ele voltou a Tubac no final de maio de 1774. Esta expedição foi acompanhada de perto pelo Vice-Rei e Rei e em 2 de outubro de 1774, foi promovido ao posto de Tenente-coronel e liderou um grupo de colonos a Alta Califórnia. Os espanhóis desejavam reforçar sua presença na Alta Califórnia como um amortecedor contra a colonização das Américas pelos russos avançando a partir do Norte e, possível estabelecer um porto que daria abrigo aos navios espanhóis. A expedição teve início em outubro de 1775 e chegou a Missão San Gabriel em janeiro de 1776, os colonos sofreram muito com o inverno na rota.

A expedição seguiu para Monterey com os colonos. Tendo cumprido a sua missão do Vice-rei, Juan Bautista de Anza continuou com o Padre Pedro Font e um grupo de doze outros explorando o Norte e encontraram a primeira rota terrestre para a Baía de São Francisco. No diário de Anza em 25 de março de 1776, ele afirma que ele “chegou ao Arroyo de San Joseph Cupertino, que é útil apenas para os viajantes. Aqui paramos para passar a noite, tendo chegado oito léguas em sete horas e meia. Deste lugar, temos visto a nossa direita o estuário que flui do porto de San Francisco”. Seguindo caminho, de Anza localizou os locais para o Presídio de São Francisco e Missão São Francisco de Asís na atual São Francisco, Califórnia em 28 de março de 1776. Ele não estabeleceu a colônia; esta foi estabelecida mais tarde por José Joaquín Moraga. Ao voltar para Monterey, ele instalou os locais originais para a Missão de Santa Clara de Asís e a cidade de San José de Guadalupe (atual Califórnia), mas novamente não estabeleceu qualquer colônia.

Bibliografia Geral Consultada.

VOLPE, Galvano Della, Critica dell`Ideologia Contemporanea. Saggi di teoria dialettica. Roma: Editore Riuniti, 1967; MARX, Karl & ENGELS, Friedrich, Libertá di Stampa e Censura. Bologna: Guaraldi Editore, 1970; JAPIASSU, Hilton, O Mito da  Neutralidade Científica. Rio de Janeiro: Editora Imago, 1975; SILVA, Carlos Eduardo Lins da, O Adiantado da Hora. A Influência Americana sobre o Jornalismo Brasileiro. Tese de Doutorado. São Paulo: Editora Summus, 1991; DAYTON, Donald W. Dayton, The Variety of American Evangelicalism. USA: University of Tennessee Press, 2001; KONDER, Leandro, A Questão da Ideologia. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2002; MOREIRA, Adriano; GUERREIRO, Sara, As Fronteiras da Tolerância - Liberdade Religiosa e Proselitismo na Convenção Europeia dos Direitos do Homem. São Paulo: Editora: Almedina, 2005; NOLL, Mark.; MOUW, Richard, Wonderful Words of Life. Hymns in American Protestant History and Theology. Estados Unidos: Midwest Book, 2004; LIVINGSTONE, Elizabeth, The Oxford Dictionary of the Christian Church. 3rd rev ed. Oxford: Oxford University Press, 2005; FATH, Sébastien, Du Ghetto au Réseau: Le Protestantisme Évangélique en France, 1800-2005. Genève: Éditions Labor et Fides, 2005; GINZBURG, Carlo, El Hilo y las Huellas. Lo Verdadero, lo Falso, lo Fictício. México: Fondo de Cultura Económica, 2010; ANDERSON, Allan Heaton, An Introduction to Pentecostalism: Global Charismatic Christianity. UK: Cambridge University Press, 2013; MOSLENER, Sara, Virgin Nation: Sexual Purity and American Adolescence. USA: Oxford University Press, 2015; DEMENECK, Ben-Hur, Jornalismo Transnacional: Prática, Método e Conceito. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação. Escola de Comunicações e Artes. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2016; BANDEIRA, Ana Paula Bornhausen da Silva, Jornalismo e Feminização da Profissão: Um Estudo Comparativo entre Brasil e Portugal. Programa de Pós-Graduação em Comunicação. Departamento de Comunicação Social. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 2019; AZEVEDO, Thiago Vargas Escobar, As Sociedades e as Trocas. Rousseau, a Economia Política e os Fundamentos Filosóficos do Liberalismo. Tese de Doutorado. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Departamento de Filosofia. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2020; ELLWOOD-HUGHES, Pip, “Upgraded Review: Camila Mendes Leads a New Take on Cinderella”. Disponível em:  https://entertainment-focus.com/2024/02/08/; entre outros. 

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Ondas Sonoras – Cosmologia & Perda da Sensibilidade como Problema.

        As invenções são, sobretudo, o resultado de um trabalho teimoso”. Santos Dumont      

            O pai da viação não se casou nem teve filhos. Seu pai, Henrique Dumont, faleceu no Rio de Janeiro, aos 60 anos de idade, em 1902; sua mãe, Francisca Santos, suicidou-se na cidade do Porto, em Portugal, aos 67 anos, no mesmo ano. Aída foi a única pessoa a pilotar uma máquina de Santos-Dumont. As más línguas até diziam, à época, que eles formavam um casal. Dumont foi um solteiro convicto e mesmo que tenha uma foto da moça em seu escritório, nunca confessou ter tido nada com ela. Aída de Acosta Root Breckinridge (1884-1962) era uma entusiasta da aviação. Conheceu Santos Dumont, em Paris, quando aprendeu a operar a aeronave. Ela e familiares se hospedavam no bairro de Neuilly St. James e Aída pediu a um amigo para apresentá-la ao brasileiro. Feito! Ela passou a frequentar o hangar onde Dumont trabalhava e logo virou a musa do lugar. Aida de Acosta foi uma socialite norte-americana e considerada a primeira mulher a voar sozinha num balão dirigível. Em 27 de junho de 1903, em Paris com sua mãe, ela se encantou com o Alberto Santos Dumont que demonstrou a ela como operar o dirigível que ele mesmo construíra, o nº 9. Santos-Dumont era um homem famoso, “voando com seu dirigível pelo centro de Paris e estacionando-o na rua enquanto jantava no seu restaurante favorito”. Ela fez seu primeiro voo de Paris ao Château de Bagatelle enquanto Santos Dumont “a seguia pelas ruas numa bicicleta gritando instruções”.  

Dividido, passou a estudar as duas soluções para o mais pesado. Em 3 de janeiro de 1906, inscreveu-se no Prêmio Deutsch-Archdeacon e nesse mesmo mês iniciou a construção de um helicóptero, mas desistiu do engenho no dia 1 de junho, em razão do mau rendimento das correias de transmissão. Construiu então uma máquina híbrida, o 14-bis, um avião unido a um balão de hidrogênio para reduzir o peso e facilitar a decolagem. Apresentou o exótico aeródino pela primeira vez no dia 19 de julho, em Bagatelle, onde fez algumas corridas, obtendo saltos apreciáveis. Animado, decidiu se inscrever para os prêmios Archdeacon e Aeroclube da França no dia seguinte, data do seu aniversário – completaria 33 anos –, mas foi imediatamente desestimulado pelo capitão Ferdinand Ferber (1862-1909), outro entusiasta da aviação. Ferber havia assistido às demonstrações e não gostara da solução apresentada por Dumont; considerava o híbrido uma máquina impura. - “A aviação deve ser resolvida pela aviação!”. Melhor dizendo, considerando o desenvolvimento futuro da aviação civil internacional pode contribuir poderosamente para criar e conservar a amizade e a compreensão entre as nações e os povos do mundo, mas que seu abuso pode transformar-se em ameaça ou perigo para a segurança geral, e, considerando que é aconselhável evitar todo atrito ou desinteligência e estimular entre as nações e os povos a cooperação da qual depende a paz do mundo; os governos abaixo-assinados tendo concordado em certos princípios e entendimentos para que a aviação civil internacional se desenvolva de maneira segura e sistemática, e que os serviços aéreo internacional, se estabeleçam numa base de igualdade de oportunidades, funcionem eficaz e economicamente, concluem a presente Convenção com este objetivo.

O Mundo como uma totalidade abrangente com uma certa ordem organizada em torno de um princípio comum de inteligibilidade, é o herdeiro do Cosmos da Antiguidade grega. O filósofo e matemático Pitágoras teria sido o primeiro a chamar cosmos (κόσμος) o envoltório de tudo, “por causa da ordem ali identificada”. Mas os sábios da Grécia estão menos interessados ​​na busca da totalidade exaustiva do conhecimento do que na busca do conhecimento da totalidade intrínseca.  O conceito de Mundo que gradualmente o sucedeu foi fortemente teologizado pelo ideário da Idade Média para ser desteologizado no século XVII, pela tradição cartesiana, ela mesma questionada no início do século XX pela fenomenologia que inverte a direção do olhar em fazer do homem a origem absoluta do sentido. O cosmos que se enunciou geografia-mundo tornando-se pluralista, onde cada indivíduo se constituindo nos variados mundos em que se insere, organiza seu mundo a partir de seu ponto de vista. Os principais fenomenólogos progressivamente abordaram de diferentes formas e possibilidades os pontos de vista abstratos desse conceito. Retomando o cosmos geocêntrico dos gregos, a Idade Média produziu a ideia de um mundo antropocêntrico, cuja coerência revela a intenção de seu criador. Este mundo que se decompõe em mundo sensível e mundo suprassensível de ordem sobrenatural é inseparável da inteligibilidade geral. A Idade Média acreditava na unidade harmônica entre o homem (microcosmo) e todo o Cosmos (macrocosmo), sendo ambos considerados como vivos. No final da Idade Média o macrocosmo se libertará de seu significado religioso para se tornar um conceito filosófico mais adequado à designação do que compreendemos como universo. É deste cosmos que nasceu com a filosofia e mais tarde a fenomenologia por derivação a abstrata ideia do mundo concebido como uma “unidade viva e racional”.                          

René Descartes, por exemplo, se separa radicalmente do todo mundo. Se ele distingue duas categorias de substância em busca da racionalidade, o ego e a natureza são, no entanto, ontologicamente semelhantes. A fenomenologia de Edmund Husserl (cf. Barco, 2012) recusará essa interpretação do modo de ser dessas duas substâncias abstratas. A Terra interage com objetos no espaço, em particular com o Sol e a Lua. Orbita o Sol uma vez por cada 366, 26 rotações sobre o próprio eixo, o que equivale a 365,26 dias solares ou representa um (01) ano sideral. O eixo de rotação da Terra possui uma inclinação de 23,4° em relação à perpendicular ao seu plano orbital, reproduzindo variações sazonais na superfície do planeta, com período igual a um ano tropical, ou, 365,24 dias solares. Um fato social é questão subjetiva sociológica ainda mais necessária porque se utiliza essa qualificação sem muita precisão. Ela e empregada correntemente para designar socialmente as relações práticas que se dão no interior de uma sociedade, por menos que apresentem, com uma certa generalidade, algum interesse social. Todo indivíduo come, bebe, dorme, raciocina, e a sociedade tem todo o interesse em que essas funções se exerçam regularmente. O sistema de signos serve para exprimir meu pensamento, o sistema de moedas para pagar minhas dívidas, os instrumentos de crédito que utilizo nas relações comerciais, as práticas observadas em minha profissão, e as maneiras de assujeitamento funcionam independentemente da utilidade de uso que faço deles. Que se tomem um a um todos os membros de que é composta a sociedade. 

O que procede poderá ser repetido a propósito de cada um deles, ou seja, maneiras de agir, de pensar e pari passu sentir que apresentam essa notável propriedade de existirem fora das consciências individuais e coletivas. Mas não são apenas exteriores ao indivíduo, como também são dotados de uma “força imperativa” e coercitiva em virtude da qual se impõe a ele, quer ele queira, quer não. Em se tratando de máximas puramente morais, a consciência pública reprime todo ato que as ofenda através da vigilância que exerce sobre a conduta dos cidadãos. A coerção social, mesmo sendo de forma indireta, continua sendo uma técnica ou estratégia de submissão eficaz. Trata-se de uma ordem de fatos sociais que apresentam características muito especiais: consistem em maneiras de agir, de pensar e de sentir, exteriores ao indivíduo, e que são dotadas de um poder de coerção em virtude do qual esses fatos se impõem a ele. Por conseguinte, eles não poderiam se confundir com os fenômenos orgânicos, já que consistem em representações e em ações, nem com os fenômenos psíquicos, os quais só tem existência na consciência individual. Estes fatos constituem, portanto, uma espécie nova, e é a eles que deve ser dada e reservada a qualificação de sociais. Essa qualificação lhes convém; pois é claro que, não tendo o indivíduo por substrato, eles não podem ter outro senão a sociedade, seja a sociedade política em seu conjunto, seja um dos grupos parciais que ela encerra: confissões religiosas, escolas políticas, literárias, corporações profissionais, etc. É a eles só que ela convém; pois a palavra social só tem sentido definido com a condição de designar unicamente fenômenos que não se incluem em nenhuma das categorias de fatos já constituídos e denominados. Eles representam o domínio próprio da sociologia.

Mas na sociologia durkheimiana há organização delineada, normalizada e estritamente definida. O hábito coletivo não existe apenas em estado de imanência nos atos sucessivos que ele determina, mas se exprime na sociedade, por um privilégio cujo exemplo não encontramos no reino biológico, numa fórmula que se repete de boca em boca, que se transmite pela educação, que se fixa através da escrita. Senso comum é a compreensão do mundo resultante da herança de um conjunto de práticas e saberes sociais baseado nas experiências acumuladas por um grupo social. O senso comum descreve per se as crenças e proposições que aparecem como reais, sem depender de uma investigação detalhada para se “alcançar verdades mais profundas, como as científicas”. O senso comum é a forma de conhecimento do dia a dia das pessoas que não se preocupam com questões científicas. É uma forma de pensamento superficial, ou seja, aquele que não está preocupado com causas e fundamentos primeiro de algo, apenas faz afirmações, verborrágicas, irrefletidas, imediatas. Isso não quer dizer que não haja conhecimento científico, entre essas pessoas, ou senso comum no âmbito científico. Atrelado ao significado da cultura, o senso comum é cultivado de geração em geração. O ruído faz-se presente academicamente nos diversos estudos programáticos sobre Acústica, Cibernética, Biologia, Eletrônica, Computação, Física e Comunicação Social. Quando dizemos que os “corpos são pesados”, que o volume dos gases varia na razão inversa da pressão que sofrem, em função do controle de poluentes, nós formulamos julgamentos de valor que se limitam a exprimir determinados fatos psíquico-físicos. Eles enunciam “aquilo que existe” e, na sociologia os chamamos “julgamentos de existência ou de realidade . Outros julgamentos têm por objeto dizer não aquilo que as coisas representam ou são, mas aquilo que elas valem em relação a um sujeito consciente, o valor que este último a elas atribui; a esses dá-se o nome de julgamento de valor.

Estende-se mesmo, às vezes, essa denominação a todo julgamento que enuncia uma avaliação, qualquer que ela possa ser. Mas essa extensão pode dar lugar a confusões que é preciso evitar, pois podem parecer avaliações, mas que são, no fundo, simples julgamentos de realidade. Eles dizem unicamente de que maneira nos comportamos em face de certos objetos; que gostamos destes que preferimos aqueles. A audição representa um dos cinco sentidos capazes de ouvir e processar um espectro social de som. Em física, uma onda representa uma perturbação oscilante de uma grandeza física no espaço e periódica em sua relação com o tempo. A oscilação espacial se caracteriza por seu comprimento de onda, enquanto que o tempo decorrido em uma oscilação completa é denominado período da onda, e é o inverso da sua frequência. O comprimento de onda e a frequência estão relacionadas pela velocidade com que a onda se propaga através do espaço ou através de um meio, com velocidade definida. Segundo interpretações no âmbito da Física nada impede que uma onda magnética se propague no vácuo ou através da matéria, como é o caso das ondas eletromagnéticas no vácuo ou dos neutrinos, as partículas surgidas a partir do decaimento beta e, depois dos fótons, posto que são globalmente o elemento mais abundante em todo o universo. Os neutrinos são partículas subatômicas, sem carga elétrica, e com massa muito menor que a de um elétron, onde as partículas do meio oscilam à volta de um ponto médio, mas não se deslocam.

A naturalidade com a qual a sociologia retoma assuntos de sua própria história social não é de se estranhar na gênese e desenvolvimento de seu objeto. Não só por causa do surgimento espontâneo e abrupto da redescoberta da perspectiva histórica, mas, também, porque não há justificativa para essa virada na modernidade contemporânea. Isso parece ainda mais estranho, na medida em que o tratamento de clássicos na sociologia é quase sempre ambivalente, mas com a lembrança daquele que negligenciar a questão das mediações complexas entre os clássicos está perdido. A sociologia primus inter pares acentua com mais ênfase que as demais ciências a condição social dos enunciados científicos. Ser ultrapassado seria, não só um destino, mas finalidade de todo o processo de trabalho científico. Isso coincide, cientificamente, com a crença em um progresso da argumentação científica. O progresso é entendido como diferenciação da sociologia, mesmo quando o objeto de pesquisa se imiscuiu há muito tempo. O que resta é uma multiplicidade de construções teóricas abstratas e metodológicas, sobre níveis separados de problemas, sem ser independentes ou agregados, dispostos lado a lado, nos quais a história da sociologia é usada como background para colocar em primeiro plano, e menos aproveitado de maneira construtiva diante da volição modernizantes das cidades. Desde a década de 1920 nenhum projeto teórico, abstrato, que não se legitimou em discussão com os fundamentos positivistas, de Émile Durkheim, Vilfredo Pareto, abstratos, de Georg Simmel, Ferdinand Tönnies, materialista, ou historicista, de Karl Marx ou Max Weber, logrou obter repercussão dos grupos em torno da disciplina.

A sinceridade é uma virtude valorizada em circunstâncias onde as divisórias entre “amigo” e “inimigo” eram geralmente distintas e tensas. A vasta extensão de sistemas sociais abstratos associada à modernidade transforma a natureza da amizade. Não por acaso o sociólogo inglês percebe que a amizade é com frequência um modo de reencaixe, mas ela não está diretamente envolvida nos próprios sistemas abstratos, que superam explicitamente a dependência ligada a laços pessoais e a questão da modernidade. O oposto de “amigo”, discursivamente, já não é mais “inimigo”, nem mesmo “estranho”; ao invés disto é “conhecido”, “colega”, ou “alguém que não conheço”. Acompanhando esta transição, a honra é substituída pela lealdade que não tem outro apoio a não ser o afeto pessoal, e a sinceridade substituída pelo que podemos chamar de autenticidade: a exigência de que o outro seja aberto e bem intencionado. Embora estas conexões sociais possam envolver “intimidade emocional”, isto não é uma condição da manutenção da confiança pessoal. Laços pessoais institucionalizados e códigos de sinceridade e honra informais ou informalizados fornecem estruturas de confiança. É bastante errôneo, contudo, realçar a impessoalidade dos sistemas abstratos contra as intimidades da vida pessoal como a maior parte das explicações sociológicas correntes tendem a fazer. A vida pessoal e os laços sociais que ela envolve estão profundamente entrelaçados com os sistemas abstratos de longo alcance como o partido político. O termo “confiança” aflora com muita frequência na linguagem cotidiana.

Grande nome do campo científico da Sociologia, sobretudo devido à sua teoria da estruturação, Anthony Giddens completa 87 anos. Além de membro do King`s College, o sociólogo foi professor de Sociologia da Universidade de Cambridge e diretor da London School of Economics and Political Science (1997 e 2003). Autor prolífico, ele tem vários de seus livros publicados pela Editora Unesp. A questão para Anthony Giddens é: como estas mudanças afetaram as relações de intimidade pessoal e sexual? Pois estas não são apenas simples extensões da organização da comunidade ou do parentesco. A amizade, por exemplo, desde Georg Simmel ou Friedrich Nietzsche, foi pouco estudada pelos sociólogos, mesmo se considerarmos a intuição de Alain Touraine a respeito, mas ela proporciona uma pista importante para fatores de amplo alcance que influenciam a vida pessoal. Temos de compreender o caráter da amizade em contextos pré-modernos precisamente em associação com a comunidade local e o parentesco. A confiança nos amigos era frequentemente de importância central. Nas culturas tradicionais, com a exceção parcial de algumas vizinhanças citadinas em Estados agrários, havia uma divisão bem clara entre membros reconhecidos como “os de dentro e os de fora ou estranhos”. As amplas arenas de interação não hostil com outros anônimos, característica da atividade social moderna, não existia. Nestas circunstâncias sociais, a amizade era institucionalizada e vista como meio de criar alianças mais ou menos duradouras com outros contragrupos potencialmente hostis. Amizades institucionalizadas eram formas de camaradagem, assim como mormente ocorrem nas reconhecidas “fraternidades de sangue”, socialmente, ou dentre “companheiros de armas”. Institucionalizada ou não, a amizade era em geral baseada em valores de sinceridade e honra. Alguns sentidos do termo, embora partilhem amplas afinidades eletivas com outras utilidades de usos, são de implicação relativamente desimportante. Alguém que diz: “confio que você esteja bem”, normalmente quer dizer algo mais com esta fórmula de polidez do que “espero que você esteja com boa saúde” – embora mesmo aqui “confio” tenha uma conotação algo mais forte que “espero”, mais próximo a “espero não ter motivos para duvidar”. 

A atitude de crença ou crédito que entra em confiança em alguns contextos mais significativos já se encontra aqui. Quando alguém diz: “confio em que X se comportará desta maneira”, esta implicação social é mais evidente, embora não muito além do nível do “conhecimento indutivo fraco”. É reconhecido que se conta com X para produzir o comportamento em questão, dadas as circunstâncias normais apropriadas. Eles não se relacionam aos sistemas perpetuadores de confiança, mas são designações referentes aos comportamentos dos outros; o indivíduo envolvido não é requisitado a demonstrar aquela “fé” religiosa que a confiança envolve em seus significados. A principal definição de “confiança” no Oxford English Dictionary é descrita como “crença ou crédito em alguma qualidade ou atributo de uma pessoa ou coisa, ou a verdade de uma afirmação”, e esta definição proporciona um ponto de partida útil. “Crença” e “crédito” estão claramente ligados de alguma forma à “fé”, da qual, seguindo Simmel, mas embora reconhecendo que a fé e confiança são intimamente aliadas, Niklas Luhmann faz uma distinção entre as duas que é a base de sua obra sobre o tema. A confiança, diz ele, deve ser compreendida especificamente em relação ao risco, um termo que passa a existir apenas no período moderno. A noção se originou historicamente com a compreensão de que resultados socialmente inesperados podem ser uma consequência de nossas próprias atividades ou decisões, ao invés de exprimirem significados ocultos de natureza ou intenções inefáveis da Deidade. Mas “risco”, substitui em grande parte o que antes era pensado como fortuna (fortuna, para Maquiavel, ou destino, para Weber) e torna-se separado das cosmologias. A confiança pressupõe, segundo Giddens, consciência das circunstâncias de risco, o que não ocorre com a crença. Tanto a confiança como a crença se referem a expectativas que podem ser frustradas ou desencorajadas. 

A crença, como Niklas Luhmann a emprega, se refere a atitude mais ou menos certa de que as coisas similares permanecerão estáveis. Quando se trata da questão de confiança, o indivíduo considera conscientemente as alternativas para seguir um curso específico de ação. Alguém que compra um carro usado, ao invés de um novo, “arrisca-se a adquirir uma dor de cabeça”. Ele ou ela deposita confiança na pessoa do vendedor ou na reputação da firma para tentar evitar que isto ocorra. Deste modo, um indivíduo que não considera alternativas está numa situação de crença, enquanto alguém que reconhece essas alternativas e tenta calcular os riscos assim reconhecidos, engaja-se em confiança. Numa situação de crença, uma pessoa reage ao despontamento culpando outros, em circunstâncias de confiança ela ou ele deve assumir parcialmente a responsabilidade e pode “se arrepender de ter depositado confiança em alguém ou algo”. A distinção entre confiança e crença depende de a possibilidade de frustração ser influenciada pelo próprio comportamento prévio da pessoa e, portanto, de uma discriminação correlata “entre risco e perigo”. Isto é, Luhmann alega a possibilidade de separar risco e perigo deve derivar de características sociais da modernidade. Ela surge, essencialmente, de uma compreensão do fato de que a maioria das contingências que afetam a atividade humana são humanamente criadas, “e não meramente dadas por Deus ou pela natureza”. A abordagem sociológica é importante e dirige nossa atenção para várias discriminações conceituais que deve ser feita na compreensão da confiança. O que indica isto em termos de confiança pessoal? A resposta a esta questão segundo Giddens, é fundamental para a transformação da intimidade no século XX. 

A confiança em pessoas não é enfocada por conexões personalizadas no interior da comunidade local e das redes de parentesco. A confiança pessoal torna-se um projeto, a ser “trabalhado” pelas partes envolvidas, e requer a abertura do indivíduo para o outro. Onde ela não pode ser controlada por códigos normativos fixos, a confiança tem que ser ganha, e o meio de fazê-lo consiste em abertura e cordialidade demonstráveis. Nossa preocupação peculiar com “relacionamentos”, no sentido em que a palavra é agora tomada, é expressiva deste fenômeno. Relacionamentos são laços baseados em confiança, onde a confiança não é pré-dada, mas trabalhada de forma percuciente, e o trabalho envolvido significa processo de autorrevelação. A confiança pessoal, por conseguinte, tem que ser estabelecida através do processo de autoquestionamento: a descoberta de si torna-se um projeto diretamente envolvido com a reflexividade na modernidade sociológica. Para Christopher Lasch: - conforme o mundo vai assumindo um aspecto cada vez mais ameaçador, a vida torna-se busca de bem-estar através de exercícios, dietas, drogas, regimes espirituais de vários tipos, autoajuda psíquica e psiquiatria. Tomemos o exemplo do melhor veículo com utilidade de uso e o que propugna mais barulho, som, assim como poluição sonora imprevisível em todas as sociedades metropolitanas contemporâneas. A revista Exame já demostrou (cf. Melo, 2016) que são necessárias diversas etapas para construir um carro. Mas você consegue imaginar por quantos testes um veículo passa antes de chegar às lojas? Nesta semana, visitamos o campo de provas da Ford em Tatuí, no interior de São Paulo. Lá, os automóveis da marca passam por mais de cem avaliações comparadas em diferentes pistas e laboratórios. Nelas, são verificados o desempenho, desde aceleração e frenagem até a produção do consumo de combustível, a durabilidade, a segurança, o nível de conforto e ruído dos carros. Nas fotos e vídeos, conheça mais sobre a unidade e como ela funciona. Cerca de 800 pessoas trabalham no campo de provas da empresa e fabricante de carros e caminhões Ford. São engenheiros, técnicos e pilotos. A unidade foi criada há 37 anos e ocupa área de 4,6 milhões de metros quadrados, 20.000 de área construída e 3,63 milhões de metros quadrados de mata nativa. A estrutura é a única na América do Sul em que é possível “desenvolver tanto carros quanto caminhões”.  

O espaço conta com 50 km de pistas para testes, 40 Km deles de vias pavimentadas e 10 km com vias de terra. Elas reproduzem diferentes tipos de ruas e estradas de toda a América do Sul. Por essas pistas, carros e caminhões avaliados já rodaram mais de 250 milhões de quilômetros, o equivalente a cerca de 6.250 voltas na Terra. O local funciona 24 horas e recebe de 20 a 30 veículos por dia, em diferentes pontos. As pistas especiais contam com desníveis, simulação de passagem de trem, pedras e até trechos alagados.  Elas servem para checar a estabilidade e segurança dos automóveis, por exemplo. - “As tecnologias de simulação por computador trouxeram mais agilidade e eficiência para o desenvolvimento de produtos. Mas os testes de pista e a sensibilidade dos pilotos ainda são essenciais para o ajuste fino e validação dos veículos”, afirma o especialista Fábio Lang, gerente do campo de provas da empresa Ford. Para averiguar a durabilidade, os veículos são forçados ao máximo nas pistas. Cada carro fica no local por cerca de cinco meses e, nesse período, passa por vários trajetos e obstáculos e percorre 50.000 km. Nas mãos de um consumidor comum, um automóvel levaria aproximadamente dez anos para ser exposto a todas as condições reproduzidas nos testes, segundo a Ford.      

Na pista de velocidade que você interpreta no vídeo é possível testar a aceleração, a frenagem e a suspensão dos veículos. Ela tem 3,8 km de extensão e possui velocidade mínima permitida de 60 km/h e máxima de 140 km/h. Na pista labirinto, que não é pavimentada e possui várias curvas, é avaliada, principalmente, a tração dos carros e caminhões. Também são analisados a entrada de pó nos veículos e o funcionamento dos freios ABS. O trajeto de chão é checado com instrumentos especializados duas vezes por semana para garantir que ele estará sempre nas mesmas condições e que os testes sejam padronizados. Se precisar, um trecho recebe mais terra ou é “escavado”, por exemplo. Entre as pistas, há uma sequência de subidas e lombadas que foi apelidada pelos funcionários de Hopi Hari. Desde 2009, há no campo de provas da Ford um simulador de pistas. O equipamento foi importado dos Estados Unidos da América e é composto de quatro pilares que sustentam e movimentam as rodas do carro por meio de sistema hidráulico.  A estrutura na sala com isolamento acústico é controlada por computadores capazes de reproduzir mais de 30 tipos de vias metropolitanas do Brasil e do exterior. Com o simulador, é possível verificar eficazmente os níveis de vibração do veículo em diferentes solos e identificar possíveis rangidos, por exemplo.  Por ser estático, ele facilita a checagem de problemas que só seriam notados com o automóvel em movimento. O aparelho é um instrumento investigativo, usado para melhorar novos modelos, e não tem o objetivo de testar a durabilidade, como as pistas reais. No laboratório de emissões, a Ford mede a quantidade de gases que seus carros liberam na atmosfera. Os resultados também servem de base para criação de novos motores. 

O setor foi criado em 1980 e, desde então, passou por diversas formas técnicas de modernizações. Atualmente, ele conta com dinamômetros, reconhecidos como dispositivos que mensuram forças e sistemas analisadores capazes de testar per se motores a gasolina, flex e a diesel, de acordo com normas reguladoras brasileiras e europeias. Com um aparelho que simula o trânsito dentro de cidades e rodovias, é possível ainda detectar o consumo médio de combustível dos carros. O laboratório tem capacidade para receber e analisar até quarenta veículos. Por ano, a estrutura consome cerca de 35.000 litros de combustível para fazer todos os testes. Ela é capaz de medir, inclusive, os gases que os automóveis produzem quando estão desligados. Isso é possível com a ajuda de equipamento que simula as variações de temperatura do dia e, por meio de sensores, mede a concentração de carbono na evaporação de combustível, nos pneus, graxa e outros componentes do veículo. Cerca de 7.000 ensaios são realizados no laboratório de emissões por ano. Ele funciona em três turnos, 24 horas todos os dias. Os testes são periodicamente auditados pelo Inmetro, conforme manda a legislação. O órgão verifica, por exemplo, se o consumo de combustível que a montadora informa para cada modelo está correto. Até 0,4% de todos os carros produzidos pela Ford passam por avaliações no laboratório de emissões de Tatuí. Eles vêm das fábricas sediadas em São Bernardo do Campo (SP), Camaçari (BA) e General Pacheco, na Argentina. Para detectar qualquer barulhinho que possa incomodar quem dirige seus carros, a Ford criou o laboratório de ruídos e vibrações. Ele emprega 15 engenheiros e 70 técnicos. O espaço tem isolamento acústico e conta com equipamentos sofisticados que permitem registrar, quantificar e identificar cada tipo de som emitido dentro de uma cabine de direção para que a empresa possa eliminá-los (ou diminuí-los). Um deles é um aparelho com diversos microfones e câmeras que cria um mapa de 360° e identifica de onde vem os ruídos. Outro dispositivo reproduz “uma cabeça e simula a audição humana”. Ela também em termos de métodos de trabalho e produção ajuda a ter visualização espacial dos barulhos.

O filme 2:22 – Encontro Marcado é um suspense de ficção científica de 2017, dirigido pelo cineasta Paul Currie, escrito por Nathan Parker e Todd Stein, e estrelado de forma extraordinária por Michiel Huisman, Teresa Palmer e Sam Reid. O enredo do filme envolve o controlador do tráfego aéreo Dylan Branson, que, graças a uma misteriosa anormalidade, às 2h22, evitou a colisão de duas aeronaves e conheceu Sarah, cujos destinos pareciam estar ligados à sincronicidade do tempo 2 horas e 22 minutos. Lançado em 30 de junho de 2017, 2:22 arrecadou $ 3,9 milhões em todo o mundo com salas para exibição de cinema. O elenco é fabuloso, mas a trama se articula em torno de Michiel Huisman, como Dylan Branson, um controlador de tráfego aéreo no Aeroporto John Fitzgerald Kennedy (JFK), é um aeroporto internacional no Queens, em Nova York, e que serve principalmente à cidade de Nova York. Ele fica a 26 km do centro de Nova York, sendo o quinto aeroporto mais movimentado dos Estados Unidos e o primeiro em movimento de voos internacionais no país. Dylan Branson possui uma habilidade única de visualizar padrões. Teresa Palmer, como Sarah, uma passageira a bordo de um voo que chega durante uma colisão quase “no ar” e Sam Reid como Jonas, ex-namorado de Sarah. O elenco inclui Duncan Ragg, como Jake; Jessica Clarke; como Evelyn; Jack Ellis, como Noé; John Waters, como Bill, chefe de Dylan; Maeve Dermody, como Sandy, ex-namorada de Dylan; Mitchell Butel, como Howard Hutton; Remy Hii; como Benny; Richard Davies; como Inky; Kerry Armstrong, como Catherine; Simone Kessell; como Serena; Zara Michaeles, Ellie; George Papura; como Comerciante de Nova York. A realidade social nos ensina e demonstra que o real é processual. O que existe deixa de existir; o que não existe passa a existir.  Se falta a consciência dessa processualidade, o sujeito isola o que está percebendo, desliga a parte do todo, perde de vista a conexão que integra o “micro” ao “macro”, a interdependência entre o imediato e a mediação complexa, ente o singular e o universal. Enquanto não enxergarmos a dimensão histórica de um ser, de um objeto, de um fenômeno, de um acontecimento, não podemos aprofundar de fato, a compreensão social que que dele temos. 

É o movimento histórico que passa por todas as coisas e permanentemente as modifica que as torna concretas. Nesse sentido, tinha razão o Hegel em sua última jornada, quando escreveu na Ciência da lógica que o conceito fundamental da ontologia dialética, aquele que nos permite apreender a dinâmica do ser e do não-ser, é o conceito do devir, do vir-a-ser, do tornar-se. O real é, portanto, dinâmico e nesta esteira da vida, se o sujeito se abstrai do fluxo em que existe o objeto, e neste sentido a arte, em que se verifica o fenômeno, em que se dá o acontecimento, ele afinal se incapacita para conhecer aquilo com que se defronta. Falta-lhe a possibilidade de pensar a ligação entre o ser particular que está percebendo e o seu não-ser, isto é, aquilo que ele já foi (e não é mais) ou aquilo que ele ainda não é (mas vai se tornar). Sua percepção não se aprofunda, sua representação se cristaliza, fica engessada, coagulada. Exceto pela radiação eletromagnética, e provavelmente as ondas gravitacionais, que podem se propagar através do vácuo, as ondas existem em um meio cuja deformação é capaz de produzir forças de restauração através das quais elas viajam e podem transferir energia de um lugar para outro sem que qualquer das partículas do meio seja deslocada; isto é, a onda não transporta matéria. Há, entretanto, oscilações sempre associadas ao meio de propagação. Do ponto de vista técnico-metodológico é através da orelha que ocorre a captação dos sons e direcionamento para as vias auditivas centrais, para ser influenciado pelo sistema nervoso total. Este meio de comunicação humana inclui o sistema corporal onde estes sons serão processados e compreendidos pelo córtex. Esta região espinhal é o lugar onde está localizado o sistema nervoso da região da cabeça com as orelhas, o nariz, a boca, os olhos e os músculos onde está localizado o cérebro. A orelha é dividida em três regiões anatômicas: a orelha externa, a orelha média e a orelha interna. A orelha externa é a parte visível da orelha, flexível e sustentada por cartilagem elástica, que circunda e protege o meato acústico externo. É constituída pelo pavilhão auricular e meato acústico externo; tem como limite interno a face externa do tímpano ou membrana timpânica, que é a estrutura delimitante entre as orelhas externa e média do rosto humano.  A orelha externa coleta e direciona as ondas para a orelha média, onde os sons são transformados em vibrações e transmitidos por uma cadeia de três ossículos à orelha interna, onde ocorre a transformação cutânea destas vibrações para impulsos nervosos.

A orelha média consiste em um espaço aéreo, denominado “cavidade do tímpano”, que contém os ossículos da audição, um conjunto de três ossos denominados martelo, bigorna e estribo, os menores ossos do corpo. Essa cavidade é composta pela membrana timpânica, pelos ossículos da audição e pelos músculos tensor do tímpano e estapédio. A cavidade do tímpano está cheia de ar que provém da nasofaringe através de um canal que recebe o nome de “tuba auditiva” ou “trompa de Eustáquio”. A tuba auditiva sai da parede anterior da caixa timpânica, o espaço oco da orelha média, e estabelece conexão com a atmosfera pelas cavidades nasais, a fim de equilibrar as pressões em ambos os lados do tímpano, uma lâmina delgada e semitransparente de tecido conjuntivo que divide e separa a orelha externa da orelha média. Tem uma forma quase circular e se insere nas bordas do osso timpânico. É vascularizado e recebe inervação dos nervos vago, glossofaríngeo, facial e auriculotemporal. Quando o estímulo acústico alcança a membrana timpânica, pode chegar à orelha interna através de três formas: por condução óssea, alcançando diretamente a cóclea sem passar pelos ossículos, por difusão pelo ar da caixa timpânica e através da cadeia ossicular, que é o meio de mensagem mais efetivo, quando a vibração da membrana timpânica desencadeada pelo som é transmitida para a cadeia ossicular.  

A vibração dos ossículos movimenta a platina do estribo, assim como os fluidos cocleares, as estruturas da cóclea e a janela redonda. É justamente a presença da janela redonda e de sua membrana que permite o movimento da platina do estribo. Quando o estribo se move em fluxo para dentro da cóclea, a janela redonda move-se para fora. Esse acoplamento permite a formação de uma onda hidromecânica no interior da cóclea. O primeiro ossículo da cadeia, o martelo, está fixado à membrana do tímpano pelo seu corpo enquanto sua cabeça articula-se com o corpo do segundo ossículo, a bigorna. O martelo está ligado à bigorna por pequenos ligamentos, garantindo a propagação de seu movimento sonoro. A bigorna possui um ramo curto e longo que articula com a cabeça do estribo, que é o terceiro ossículo da cadeia. O estribo apresenta uma cabeça, dois ramos e uma base que fecha a janela oval na parede medial da caixa timpânica, marcando a área final correspondente a orelha média. Esses ossículos conectam a membrana timpânica com o complexo receptor da orelha interna e atuam transferindo vibrações sonoras do tímpano para a orelha interna. Na passagem das vibrações sonoras do meio aéreo (orelhas externas) para o meio líquido (orelha interna), há perda de residual de energia. O espaço aéreo de um país, território ou nação representa a porção da atmosfera que se sobrepõe ao seu território, incluindo o marítimo, indo do nível do solo, ou do mar, até 100 km de altitude, onde detém o controle abstrato. da física, meteorologia etc., sobre a movimentação de aeronaves. Praticamente todos os países têm todo seu espaço aéreo vigiado por radares. No entanto, nem todo o espaço aéreo tem suas atividades aéreas controladas pelos órgãos de controle. Existem áreas controladas e não controladas. Toda aeronave deve ter uma autorização antes de ingressar em “áreas controladas”, e manter contato por rádio com o órgão de controle quando nesta área. 

Elas geralmente correspondem a espacialidades com tráfego aéreo significante, como áreas próximas a aeroportos e aerovias. Em áreas não controladas não é necessário que as aeronaves tenham autorização prévia para voar e não é necessário manter contato com os órgãos de controle caso a aeronave não tenha rádio. Essas são áreas onde o tráfego aéreo é pequeno, sem necessidade de controle por um órgão, já que as aeronaves com rádio se comunicam entre si a fim de evitar provavelmente colisões. Do ponto de vista da astronomia, a particularidade da cosmologia representa o ramo da ciência que estuda a origem, a estrutura e a evolução do Universo a partir da aplicação de métodos científicos. A cosmologia muitas vezes é confundida no âmbito da literatura científica com a astrofísica, que é o ramo da astronomia que estuda a estrutura e as propriedades dos objetos celestes e o universo como um todo através da interpretação da física teórica. A confusão ocorre porque ambas seguem caminhos paralelos sob alguns aspectos, muitas vezes considerados redundantes, embora não o sejam. Os ultraleves, apesar de poderem voar em espaço aéreo controlado, utilizam principalmente o que é designado como G (não controlado), onde se aplicam as regras de voo visual. Existem também espaços aéreos condicionados, divididos per se em três grupos: Áreas proibidas - onde o voo não é permitido. Exemplo: refinarias, fábricas de explosivos, áreas de segurança nacional. Áreas consideradas perigosas onde o voo é permitido, mas existem riscos potenciais para a navegação aérea, quando ocorre em área reservada para utilidade de treinamento de aeronaves civis, voo de planadores. Finalmente, áreas restritas onde o voo só será permitido com prévia autorização do órgão de controle do espaço aéreo, pois essas áreas podem ser temporariamente “fechadas”, como ocorre com os casos de lançamento de paraquedistas, treinamento de acrobacias, lançamentos de foguetes e assim por diante. O espaço aéreo é internacionalmente dividido em sete classes, correspondentes de A à G. Cada classe tem diferentes regras e métodos qualitativos quanto a separação/divisão técnica do trabalho entre aeronaves, controle exercido pelo órgão de tráfego aéreo, exigência de autorização para navegar, condições meteorológicas para voos visuais, limites de velocidade e contato de rádio com controladores de tráfego.

Para corrigir esta perda, que ocorre na transmissão da onda sonora do meio aéreo para o meio líquido da cóclea, a orelha média conta com dois mecanismos: 1- Mecanismo hidráulico: a relação de superfície entre a área de vibração útil da membrana (55 mm2) e a platina do estribo (3,2 mm2) é de 17/1 (varia até 25/1, segundo diferentes estudos), o que significa um aumento de pressão que chega à janela oval de 17 - 25 vezes (aproximadamente 26 dB). 2- Mecanismo de alavanca martelo-bigorna, que vibram em conjunto em torno do seu eixo de rotação. O ramo longo da bigorna, que é menor que o cabo do martelo, faz com que as ondas sonoras transmitidas à janela oval aumentem a pressão acústica numa relação de 2/1 (2,5 dB). A amplificação global da pressão transmitida da membrana do tímpano até a platina do estribo é propagada em torno de 22 vezes, correspondendo a 27-35 dB, que é indispensável à boa transmissão sonora. Assim, a orelha interna, ou ouvido interno, contém os órgãos sensitivos do equilíbrio e da audição, sendo formada por duas partes: o labirinto ósseo que forma uma série de condutos situados na porção petrosa do osso temporal, onde circula um líquido chamado perilinfa, e o labirinto membranoso, onde circula outro líquido, chamado endolinfa. O labirinto membranoso é formado pelos ductos semicirculares, utrículo e sáculo. A primeira parte do labirinto ósseo representa o vestíbulo, onde se localiza o utrículo e o sáculo e as duas pequenas vesículas membranosas que contêm receptores especializados para o equilíbrio em pontos chamados máculas. Nelas existem células ciliadas cobertas por uma membrana que contém cristais de carbonato de cálcio (otólitos). Estas células estão intimamente ligadas às terminações dos neurônios aferentes do ramo vestibular. O labirinto ósseo apresenta uma escavação mais ampla no centro, que se relaciona com a parede lateral da orelha média, onde estão situadas as chamadas janelas do vestíbulo e da cóclea. O vestíbulo comunica-se para cima com 3 canais em forma de meio círculo, de direções diferentes, que são os canais semicirculares, e para baixo a escavação central continua em um túnel em espiral como um caracol, constituindo a cóclea. A função biológica da cóclea é converter a energia hidromecânica do som em impulsos elétricos denominado transdução mecanoelétrica. A cóclea consiste em três tubos espiralados, lado a lado: a escala vestibular, a escala média e a escala timpânica.

A escala vestibular e a escala média são separadas uma da outra pela membrana de Reissner, do anatomista alemão Ernest Reissner (1824-1878), também chamada de membrana vestibular. A escala timpânica e a escala média são, por sua vez, separadas uma da outra pela membrana basilar. O órgão espiral é o órgão sensorioneural da cóclea. Deve o seu nome à sua forma, tendo sido descrito pela primeira vez, de forma detalhada pelo anatomista italiano Alfonso Corti (1822-1876).  Na superfície basilar está o órgão de Corti, que contém uma série de células ciliadas externas e internas. Elas constituem os receptores finais que geram impulsos nervosos em respostas às vibrações sonoras. O órgão de Corti está embebido na endolinfa da escala média, e suas células ciliadas estão recobertas por uma membrana gelatinosa, chamada de membrana tectória. Estas células são ainda divididas em ciliadas externas e internas. As células ciliadas externas estão em contato com a membrana tectória e estas células possuem a capacidade de se contrair, aproximando a membrana basilar da membrana tectória. Esta aproximação permite que os estereocílios das células ciliadas internas entrem em contato com a membrana tectória e, assim, gerem impulsos elétricos que serão transmitidos para as vias auditivas centrais. Esta capacidade de contração das células ciliadas externas é denominada de cóclea ativa. Estas contrações das células ciliadas externas produzem sons de baixa intensidade, denominados emissões otoacústicas, que podem ser captadas por pequenos microfones posicionados no meato acústico externo, indicando como está sendo o processo de funcionamento comunicativo destas células. 

O labirinto membranoso tem paredes formadas por uma fina membrana de tecido fibroso. Ele é vedado e, portanto, a endolinfa não pode se misturar com a perilinfa. Além disso, o labirinto membranoso é constituído respectivamente pelos ductos semicirculares e o ducto coclear. Os ductos semicirculares são em número de três: posterior, superior e lateral. Apresentam uma forma tubular, com trajeto em arco, uma extremidade dilatada chamada ampola e a outra não dilatada chamada de “não ampular”. Os três canais desembocam em cinco orifícios no vestíbulo, devido às extremidades não ampulares dos canais superior e posterior se unirem em um ramo comum. Na parte membranosa do labirinto posterior, dentro do vestíbulo, encontra-se o sáculo e o utrículo, que são estruturas com função biológica de equilíbrio estático. A maior parte dos neurônios do gânglio espiral recebe a conexão de uma única célula ciliada interna, de forma que sua localização na membrana basilar determina uma frequência em que a resposta desse neurônio será máxima. Esta é chamada de frequência característica, e o receptor é progressivamente menos responsivo a frequências vizinhas que também excitem sua região da membrana basilar. Ao ascender no tronco encefálico, a informação é codificada por diferentes respostas neuronais. Nos núcleos cocleares, há células especialmente sensíveis a frequências que variam com o tempo. No núcleo geniculado medial, há células que respondem a sons complexos como vocalizações além da seletividade de frequências. O córtex cerebral auditivo se localiza majoritariamente no plano supratemporal do giro temporal superior e também ocupa a lateral do lobo temporal, sobre grande parte do córtex insular, até a porção lateral do opérculo parietal. Ele apresenta essencialmente duas subdivisões distintas: o córtex auditivo primário, excitado diretamente por projeções do corpo geniculado medial, e o córtex auditivo secundário (córtex de associação auditiva), excitado secundariamente por impulsos do córtex primário e por projeções das áreas de associação talâmicas, adjacentes ao corpo geniculado medial.

A intensidade do som é interpretada basicamente de duas maneiras inter-relacionadas: pela frequência de disparo de neurônios e pelo número de neurônios ativos. Quanto mais intenso o estímulo, maior a amplitude de vibração da membrana basilar, maior a variação na polaridade da membrana das células ciliadas e, consequentemente, maior a frequência de disparos nos axônios dos neurônios do gânglio espiral. Além disso, um maior comprimento de onda gerado por estímulos mais intensos no movimento ondulatório da membrana basilar gera a ativação de mais células ciliadas, o que causa uma ampliação da faixa de frequência de resposta de uma única fibra do nervo auditivo. A percepção da frequência do estímulo sonoro também depende de duas propriedades do sistema auditivo: a tonotopia e a sincronia de fase. Primariamente, a sensibilidade à frequência depende das propriedades da membrana basilar, que sofre uma deformação máxima por frequências progressivamente menores ao longo de sua extensão. Essa relação espacial sistemática das frequências às estruturas auditivas é mantida ao longo da via, pela sensibilidade à frequência, o que leva o nome de tonotopia. É possível identificar “mapas tonotópicos” nas estruturas do tronco encefálico e no córtex auditivo. 

A principal forma de complementação da informação técnica sobre a frequência proveniente do mapa tonotópico é o momento em que ocorrem os disparos nos axônios do nervo auditivo, apresentando o que se chama per se sincronia de fase, disparam preferencialmente em uma fase específica do estímulo, coincidindo sempre com o mesmo ciclo da onda sonoraIsto pode ocorrer de forma a dispararem a cada vez que o som está em uma determinada fase da onda, como ocorre para sons de baixa frequência, sendo a frequência de disparos diretamente correspondente à frequência do estímulo; ou de forma a dispararem sempre após um número específico de ciclos, mas não em cada um deles, como ocorre em frequências mais altas, como por exemplo disparar em 25% dos ciclos, mas sempre na mesma fase da onda, de forma que pelo que é chamado princípio das salvas a atividade associada de vários neurônios em momentos diferentes gere a informação da frequência original. Este princípio se aplica para frequências de até cerca de 4kHz em mamíferos, a partir desse nível os potenciais de ação são disparados de forma dessincronizada, já que os ciclos das ondas são rápidos para que sejam representados pelos potenciais de ação, sendo estas frequências representadas somente pela tonotopia. O espaço aéreo sideral onde os controladores emitem autorizações para as aeronaves é chamado de espaço aéreo controlado em oposição ao espaço aéreo não controlado no qual os pilotos das aeronaves são responsáveis pela própria navegação e segurança em seu voo. Dependendo do tipo técnico de voo e da classe do espaço aéreo, o controlador de tráfego aéreo pode emitir instruções que os pilotos devem seguir ou apenas informações de voo para ajudar em discernimento os pilotos operando em determinado espaço aéreo. Em todos os casos, o piloto tem a responsabilidade final pela segurança da aeronave, e pode não cumprir as instruções do ATC em caso de não ter condições de cumprir a instrução ou em casos de emergência. 

Os serviços de controle comunicacional de tráfego aéreo são prestados basicamente por três tipos de órgãos operacionais: 1) Torre de Controle de Aeródromo (TWR): controla os tráfegos tendo em vista a movimentação de aeronaves, dos pousos e de decolagens que ocorrem dentro da Zona de Tráfego de Aeródromo (ATZ), do aeródromo em que essa TWR está instalada. Também controla o tráfego das aeronaves no solo com a função operacional denominada “Ground control” ou “controle solo”.  Do ponto de vista abstrato o espaço aéreo é dividido em sete classes regulamentares que se estendem de classe inicial A à G. Cada classe tem diferentes regras quanto a separação entre aeronaves, controle exercido pelo órgão de controle de tráfego aéreo, exigência de autorização, condições meteorológicas mínimas para voos visuais, limites de velocidade e exigência de contato social por rádio com controladores de tráfego. A Classe A é exclusivamente para utilidade de uso à voos por instrumentos (IFR). Nela há processo de divisão técnica do trabalho em que as aeronaves são separadas pelos controladores de tráfego e “é obrigatório manter o contato por rádio e obter autorização antes de ingressar nesse espaço aéreo”. Geralmente são áreas acima da altitude limite para voo visual (FL 145) e áreas de aeroportos com intenso tráfego de voos por instrumentos: F e G - Até 900 metros (3000 pés) AMSL ou 300 metros (1000 pés) sobre o terreno (inclusive). Livre de nuvens e avistando o solo F e G - Acima de 900 metros (3000 pés) AMSL ou 300 metros (1000 pés) sobre o terreno. A Classe B quando todas aeronaves são separadas por controladores   de 380 nós para VFR, e sem limite para IFR. A Classe C separação controlada entre IFR/IFR e IFR/VFR para VFR, 250 nós abaixo do FL 100 e 380 nós acima, sem limite para IFR. A Classe D, E, F, a separação controlada apenas entre voos IFR abaixo do FL 100, 250 nós para todos voos; acima do FL 100, 380 nós para VFR e sem limite para IFR, obrigatório apenas para IFR, obrigatório para IFR e não exigida para VFR e F, separação entre voos IFR assessorada por controladores, e finalmente, G separação não controlada. Dentro da área etnográfica de movimento do aeródromo, o controlador, ou a torre, tem autoridade para controlar inclusive “os deslocamentos de pedestres e de veículos terrestres”. 

Controle de Aproximação, também denominado APP que tem origem na palavra inglesa approach): controla a forma como ocorrem os tráfegos, isto é, a movimentação de aeronaves que ocorrem dentro de uma “zona de controle” (CTR) e/ou dentro de uma “área de controle terminal” (TMA), o que inclui tanto as aeronaves que saíram do voo de cruzeiro, quer dizer a fase “em rota” (en route) para descer, dentro da CTR ou TMA, em direção à zona de tráfego de aeródromo ATZ do aeródromo de destino (pouso), quanto inclui também as aeronaves que saíram da ATZ do aeródromo de partida (decolagem) e que estão subindo de uma CTR ou TMA para depois ingressarem na fase en route (voo cruzeiro); 2) Centro de Controle de Área, também denominado ACC: controla os tráfegos que ocorrem dentro das aerovias (AWY), das Áreas de Controle (CTA) e das Áreas de Controle do Espaço Aéreo Superior (UTA). Esses espaços aéreos interligam as TMA e as CTR umas com as outras e são usados pelas aeronaves durante o voo de cruzeiro (fase en route), ou seja, quando elas já estão no nível de voo mais alto, deslocando em voo “reto e nivelado”. As aerovias (AWY) são como “estradas no céu”, porém as normas de tráfego aéreo dos países permitem que, em determinadas circunstâncias, as aeronaves “voem fora das aerovias”, situação em que essas aeronaves estarão voando ou dentro de uma CTA, não ocorre controle de tráfego, porém o ACC presta ao menos dois tipos específicos de serviços auxiliares de tráfego aéreo: o serviço de informação de voo (FIS) e o serviço de alerta (ALRS). Com os recentes avanços em novas tecnologias computacionais e de talvez de melhor expressão, “Internet das Coisas”, em outras palavras, a internet das coisas nada mais é que uma rede de objetos físicos (veículos, prédios e outros dotados de tecnologia embarcada, sensores e conexão com a rede) capaz de reunir e de transmitir dados.

É uma extensão da internet atualmente que possibilita que objetos do dia-a-dia, quaisquer que sejam, mas que tenham capacidade computacional e de comunicação, se conectem à rede mundial - Internet. A conexão com a rede mundial de computadores possibilita, em primeiro lugar, controlar remotamente os objetos e, em segundo lugar, que os próprios objetos sejam usados como provedores de serviços. Essas novas capacidades dos objetos comuns abrem caminho a inúmeras possibilidades, tanto no âmbito acadêmico, comercial quanto no industrial, unindo-se a equipamentos eletrônicos e eletromecânicos de automação industrial. Tais possibilidades acarretam riscos e implicam desafios técnicos e sociais. Ipso facto, espera-se que o espaço aéreo destinado a civis tem potencial de crescimento nos próximos anos. Tecnologias de comunicações mais avançadas que incluem utilização em massa do espectro disponível e confiabilidade e baixo tempo de resposta são objetivos a serem alcançados com tecnologia 5G. Em telecomunicações, o 5G representa o padrão de tecnologia de quinta geração tecnológica para redes móveis e de banda larga, que as empresas de telefonia celular começaram a implantar em todo o mundo ocidental no final do ano de 2018, e é o sucessor planejado das redes 4G que fornecem conectividade para a maioria dos dispositivos atuais. Em um cenário de Cidades Inteligente, Sistemas de Transportes Inteligente podem ter um papel tecnológico decisivo rumo a uma sociedade que proporciona melhor qualidade de vida aos setores civis. Outro ponto a ser destacado é a característica descentralizada das missões e, portanto, sistemas de informação especializados são requeridos. Um exemplo é utilizar-se de “Block chain”, através de uma empresa de capitalização de serviços financeiros de criptomoeda, por exemplo, para obter o consenso sobre quais aeronaves possuem concessão de utilização social para determinado planejamento no espaço.

Bibliografia geral consultada.

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