“Não será merecedor dos favos de mel aqueles que evitarem as colmeias”. William Shakespeare
O tempo, como a unidade negativa do ser-fora-de-si, é igualmente um, sem mais nem menos, abstrato, ideal. Ele é o ser, que, enquanto é, não é, e enquanto não é; ele é o vir-a-ser intuído, segundo Hegel, isto é, analogamente, tal que são determinadas as diferenças simplesmente momentâneas, as que imediatamente se suprassumem como exteriores, isto é, que são apesar disso exteriores a si mesmas. O tempo é como o espaço uma pura forma de sensibilidade ou do intuir, é o sensível, mas, assim como a este espaço, também ao tempo não diz respeito a diferença de objetividade e de uma consciência subjetiva contra ela. Quando se aplicam estas determinações de espaço e tempo, então seria aquele a objetividade abstrata, este [o tempo], porém a subjetividade abstrata. O tempo é o princípio representativo que o Eu=Eu da autoconsciência pura; mas é o mesmo princípio ou o simples conceito ainda em sua total exterioridade e abstração – como o mero vir-a-ser intuído, o puro ser-em-si como um vir-fora-de-si. O tempo é igualmente contínuo como o espaço, pois ele é a negatividade abstratamente referindo-se a si e nesta abstração ainda não há nenhuma diferença real. No tempo, diz-se, tudo surge e perece, se se abstrai de tudo, a saber, do recheio do tempo e igualmente do recheio do espaço, fica de resto o tempo vazio como o espaço vazio, são então postas e representadas estas abstrações de exterioridade, como se elas fossem por si. O real é limitado, e o outro para esta negação está fora dele, a determinidade é assim nele exterior a si, e daí a contradição dialetica de seu ser; a abstração opera nessa exterioridade de sua contradição e a inquietação da mesma é realizada através do tempo.
O finito é transitório e temporário, porque ele não é, como o conceito nele mesmo, a negatividade total, mas tem em si, como sua essência universal, entretanto – diferentemente da mesma essência – é unilateral, e se relaciona à mesma como à sua potência. Só o natural, na vida, na realidade concreta é, portanto, enquanto é finito, sujeito ao tempo; o verdadeiro, porém, a ideia, o espírito, é eterna. A intemporalidade absoluta é diferente da duração; é a eternidade que é sem o tempo natural. Mas o próprio tempo é, em seu conceito, eterno; pois ele, não quer qualquer tempo, nem o agora, mas significativamente o tempo-enquanto-tempo, é seu conceito; este tempo, porém, como cada conceito em geral, é o eterno, e também é presente absoluto. O que não está no tempo é o sem-processo; o péssimo e o mais perfeito não estão no tempo, dura. O péssimo, da pior qualidade, porque ele é uma universalidade abstrata, assim espaço, assim tempo mesmo; sua duração não é vantagem. O duradouro é mais altamente cotado do que o transitório; mas toda florescência, toda bela vitalidade tem morte cedo. Mas também o mais perfeito dura, não só o universal sem-vida, inorgânico, mas também o outro universal, o concreto em si, o gênero, a lei, a ideia, o espírito. Representa o processo total ou momento do processo que entra no tempo enquanto os momentos do conceito têm a aparência da independência; mas as diferenças excluídas portam-se como reconciliadas e retomadas à paz.
A noção de desenvolvimento passa a ser central depois dessa concepção na filosofia da história e, para o bem ou para o mal até os dias presentes. Mesmo a ideia de progresso, que implicava o depois poder ser explicado em função do antes, como já se disse alhures, encalhou, de certo modo nos recifes materiais do século XX, ao sair das esperanças ou das ilusões civilizatórias que acompanharam a chamada “travessia do mar” aberto pelo século XIX. A expressão jornalismo em tempo real é uma figura de linguagem utilizada para associar a proximidade da instantaneidade com que a informação que é transmitida, do momento em que ocorre o fato a ser noticiado ao momento em que chega aos receptores, sejam eles leitores, telespectadores ou a opinião de público ouvinte. Para que exista, é necessário que haja concomitância da percepção dos fatos ao momento em que eles acontecem. Em suma, é nível máximo de prontidão, como “cão de guarda” como se referem os norte-americanos no jornalismo relativa à transmissão, processamento e/ou uso das informações. Do ponto de vista da globalização em tempo real é relativo à sua velocidade, que está diretamente associada ao instrumento de transmissão, nunca contendo matematicamente a suposição considerada como sendo exatamente real, devido ao tempo gasto com o processamento e a finalização do processo de trabalho e comunicação de difusão da informação. A rede global internet rompeu com a imprensa clássica ao ponto de centenas de jornais terem desaparecido após muitos anos de grande sucesso jornalístico e de empresa econômica. Em Portugal desde 2012, não há um jornal, diário ou semanário, economicamente viável, as despesas estão acima das receitas, o mesmo está ocorrendo com os custos das televisões e das rádios, com algumas poucas exceções. Nos mass mídia, o passado deixou de ter futuro, de modo definitivo.
Esse
questionamento refere-se a várias ocorrências distintas entre si que não
atestam um progresso moral da humanidade, e sim, uma dúvida sobre a história
como portadora de sentido, dúvida renovada, per se no que se refere ao seu
método, objeto e como tal nas grandes dificuldades não só em fazer do tempo um
princípio de inteligibilidade, como em inserir aí um princípio de identidade. A
história humana, isto é, uma série de acontecimentos reconhecidos como
acontecimentos por muitos, acontecimentos que podemos pensar que importarão aos
olhos dos historiadores de amanhã e, ao qual cada um de nós, por mais
consciente que seja de nada representar nesse caso pode vincular algumas
circunstâncias ou imagens particulares, como se fosse a cada dia menos
verdadeiro que os homens, que fazem a história, pois, senão, quem mais senão
homens, não sabem que a fazem. Hegel dizia que a verdade é o todo. Esta é a
questão fundamental da filosofia. Que se não enxergamos o todo, podemos
atribuir valores exagerados a verdades limitadas, prejudicando a compreensão de
uma verdade geral. Essa visão é sempre provisória, nunca alcança uma etapa
definitiva e acabada, caso contrário a dialética estaria negando a si própria.
O método dialético nos incita a revermos o passado, à luz do que está
acontecendo no presente, ele questiona o presente em nome do futuro, o que está
sendo em nome do que “ainda não é”. Para Hegel, o trabalho é o conceito chave
para compreensão da superação da dialética na história, atribuindo o verbo
suspender com três significados: negação de uma determinada realidade,
conservação de algo essencial dessa realidade e elevação a um nível superior.
A
filosofia descreve a realidade e a reflete, portanto, a dialética busca, não
interpretar, mas refletir acerca da realidade. A dialética é a história das
contradições. O reprimido permanece dentro da totalidade. Esta contradição não
é apenas do pensamento, mas da realidade concreta. Então, tudo está em processo
de constante devir. Esse padrão é nosso velho conhecido, visto que é algo do
qual a filosofia durante séculos de elaboração utilizou para conhecer. E isto
fica claro da seguinte maneira; se o saber é igual ao conceito e a essência
corresponde o objeto, logo o conceito precisa corresponder ao objeto e
vice-versa, basta para nós, portanto, verificar em nosso exame, diz Friedrich
Hegel (2007) se o objeto corresponde ao conceito. Por isso, é necessário manter
os dois momentos do exame; o conceito, quer dizer, “ser para outro e o objeto
consequentemente ser em si mesmo”. Com isso verificamos que não é necessário um
“padrão de medida”, no sentido funcionalista, um instrumento que capte o raio,
mas de outro modo, é necessário investigar a partir do que é dado, embora,
aquilo que é dado fique no limite da própria consciência. Dessa forma, a
consciência é consciência do objeto e por identificar este objeto como um
elemento extrínseco torna-se “consciência de si mesmo”. A consciência do que é
verdadeiro é consciência do “seu saber da verdade”, que estabelece na relação
entre tempo e espaço é a própria consciência.
Hegel
admite Marx não enxerga o trabalho em toda sua contraditória materialidade e
por isso o idealiza e o vê de maneira unilateralmente positiva, minimizando a
força da sua negatividade: a essência humana, o ser humano, equivale para Hegel
à consciência de si, em vez de reconhecer na consciência de si a consciência de
si do homem, quer dizer, “de um homem real, que vive num mundo real, objetivo,
e é condicionado por ele”. Por isso, Hegel, na interpretação de Marx da
Introdução de 1857, caiu na ilusão de conceber o real como resultado do
pensamento, que se encontra em si mesmo, se aprofunda em si mesmo e se
movimenta por si mesmo, enquanto o método que consiste em elevar-se do abstrato
ao concreto é para o pensamento precisamente a maneira de se apropriar do
concreto, de reproduzi-lo como concreto espiritual. Portanto, ao assumir o
conceito hegeliano de dialética, Marx foi levado a modificá-lo, mas a
perspectiva de Marx implicava não só uma reavaliação do papel do trabalho
material na autocriação da sociedade e na autotransformação do ser humano, como
também exigia uma reavaliação dos trabalhadores e de sua concepção orgânica
como força material de trabalho capaz de dar prosseguimento à autotransformação
histórica da humanidade na modernidade. A definição histórica do sábado e do
domingo como dias de descanso semanal remunerado é uma conquista relativamente
recente dos trabalhadores. Foi resultado da luta operária surgida na Inglaterra
historicamente depois da Revolução Industrial, no início do século XIX. Na
Antiguidade, em termos de análise comparada, os romanos e os adeptos de
religiões pagãs dedicavam o sábado ao deus Saturno, que regia a agricultura.
Esse dia reservado para o descanso, numa forma de agradecimento ao deus por uma
boa colheita. Em outras religiões, como no judaísmo, o sábado era
consagrado como um dia de repouso semanal.
Historicamente
as primeiras publicações com “orientação” jornalística surgiram no século 17 a.
C., nas antigas cidades da Mesopotâmia, cidade berço da cultura e da Suméria, a
mais antiga civilização. Mais tarde, 59 a. C, aparece a “Acta Diurna”, jornal
editado pelo Fórum Romano, sob a “orientação” do imperador Júlio César. Na
publicação, gravada “em tábuas de pedra”, as notícias generalistas destacavam
os feitos militares, a política e crônicas desportivas. O primeiro jornal em
papel “Notícias Diversas” foi publicado como um panfleto manuscrito a partir de
713 a. C, em Pequim, a enorme capital da China, tem uma história de 3 milênios.
No entanto, ela é tão reconhecida por sua arquitetura moderna quanto por seus
locais Antiguidade, como o grande complexo da Cidade Proibida, o maior
complexo palaciano sobrevivente no mundo, cobrindo uma área de 723 633 m². É
constituído por um retângulo com 961 metros de Norte a Sul e 753 metros de
Leste a Oeste. Consiste em 980 edifícios sobreviventes com 8 707 secções de
salas, palácio imperial das dinastias Ming e Qing. A Praça da Paz
Celestial, reservada para pedestres, abriga o Salão e Memorial do Presidente
Mao, reconhecido Mausoléu de Mao Tsé-Tung, ou O Mausoléu,
é o edifício em que se encontra o corpo do Presidente da República Popular da
China Mao Tsé-Tung e o Museu Nacional da China, que exibe uma ampla coleção de
relíquias culturais.
A Cidade Proibida está
rodeada por uma muralha com 7,9 metros de altura e por um fosso com seis metros
de profundidade e 52 metros de largura. As paredes têm 8,62 metros de largura
na base, afunilando para 6,66 metros no topo. Estas muralhas serviram como
paredes defensivas e de retenção para o palácio. Foram construídas com um
coração de taipa, e recobertas com três camadas de tijolos especialmente
cozidos, em ambos os lados, com os interstícios recheados com argamassa. Nos
quatro cantos da muralha situam-se outras tantas torres (“E”) com telhados
intrincados ostentando 72 arestas, as quais reproduzem o Pavilhão do Príncipe
Teng e o Pavilhão da Garça Amarela tal como apareciam nas pinturas da Dinastia
Song. Estas torres são as partes mais visíveis do palácio para os plebeus no
exterior das muralhas, e muito folclore foi ligado a elas. De acordo com uma
lenda, os artesãos não puderam unir uma torre de canto depois desta ter sido
desmantelada para renovações arquitetônicas no início da Dinastia Qing, tendo
sido reconstruída apenas depois da intervenção do carpinteiro-imortal
Lu Ban.
A muralha é perfurada por um portão de cada lado. No extremo Sul fica o portão principal, o Portão Meridiano (“A”). Para Norte fica o Portão da Grandeza Divina (“B”), o qual enfrenta o Parque Jingshan. Os portões Este e Oeste são chamados de “Portão Glorioso Este” (“D”) e “Portão Glorioso Oeste” (“C”). Todos os portões da Cidade Proibida estão decorados com um conjunto de nove-por-nove pregos dourados, exceto o Portão Glorioso Este, o qual possui apenas oito filas. O Portão Meridiano tem duas alas salientes, formando três lados de um quadrado (Praça Wumen, ou do Portão Meridiano) em frente deste. O portão tem cinco entradas. A entrada central faz parte da Via Imperial, um caminho de pedra que forma o eixo central da Cidade Proibida e da própria antiga cidade de Pequim, e que liga o Portão da China, a Sul, ao Jingshan, a Norte. Apenas o Imperador podia caminhar ou passear na Via Imperial, com excepção da Imperatriz por ocasião do seu casamento, e estudantes de sucesso após o Exame Imperial. Mas a primeira publicação impressa de periodização semanal, o Nieuwe Tijdinghen, surge em 1602, na Antuérpia, segunda maior cidade da Bélgica. Em Portugal, o primeiro jornal ocorre em 1641, após a revolução de 1640 que libertou o país do domínio espanhol, de título “A Gazeta da Restauração”, editado em Lisboa. O jornal mais antigo em circulação é o Post-och Inrikes Tidningar editado na Suécia, com início em 1645. A presença de imigrantes não é novidade social na Suécia, inclusive no futebol masculino e feminino.
O país, que perdeu quase 1,5 milhão de habitantes que fugiram da fome e da miséria entre o final do século XIX e o início do XX, desenvolveu depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) a tradição de acolher estrangeiros. Foi com a ajuda da mão de obra forasteira que o reino escandinavo se tornou uma das nações mais desenvolvidas do mundo entre 1950 e 1980. A Escandinávia é uma região geográfica e histórica da Europa Setentrional e abrange, no sentido mais estrito, a Dinamarca, a Suécia e a Noruega. Num sentido mais amplo, o termo pode também abranger a Finlândia, as Ilhas Faroé e a Islândia. Qualquer que seja a definição usada, considera-se a península Escandinava como núcleo principal da Escandinávia. Devido às sucessivas vagas de glaciação, a Escandinávia foi repetidamente despovoada e desprovida de fauna e flora terrestres ao longo do tempo. Os estudiosos a apontam como a terra de origem de uma parte dos povos germânicos e dos viquingues. Assim como aquela que é referida como Scandza. Porém, um estudo relativamente recente (2012), demonstrou que as coníferas existentes na Escandinávia na atualidade sobreviveram ao período histórico da chamada era do gelo, através da análise empírica de um pólen de uma árvore que existiu na Escandinávia durante aquele período remoto da civilização. Por ser uma região puramente histórico-geográfica, a Escandinávia não corresponde a nenhuma fronteira política definida. O uso do termo é muitas vezes incerto, em se tratando de fronteiras, pois ocorre ora incluindo, ora excluindo países vizinhos da península Escandinava.
A
fotografia começou a ser usada na imprensa diária em 1880. A Alemanha foi o
primeiro país a produzir revistas ilustradas graficamente com fotografias. Nos
Estados Unidos da América (EUA) surgiram as primeiras emissoras de rádio, na
década de 1920, as primeiras transmissões de televisão nos anos 1930 e, em
1927, também através da cultura norte-americana são produzidas o primeiro filme
Fox Movietone, em 1927. O Movietone
News evoluiu de um noticiário anterior estabelecido pela Fox Films, chamado
Fox Newa, que foi fundado em 1919. Produziu noticiários
silenciosos. Quando Fox entrou em
negociação no Knows Best, o nome Fox Movietone foi aplicado às
produções sonoras da Fox. É reconhecidamente como Fox Movietone News,
produziu cinema, noticiários sonoros de 1928 a 1963 nos Estados Unidos da América,
e de 1929 a 1979 no Reino Unido, durante grande parte do tempo como British
Movietone News e de 1929 a 1975 na Austrália. Uma das primeiras da série
apresentou George Bernard Shaw (1856-1950) com seu Talks ao Movietone News,
lançado em 25 de junho de 1928. Um dos primeiros produtores desses noticiários
foi Abraham Harrison, reconhecido como Harry, pai do notável fotógrafo
em preto & branco Dody Weston Thompson, que também encontrou uma breve carreira
na produção cinematográfica. Bernard
Shaw nasceu em 26 e julho de 1856, falecendo em 2 de novembro em Synge Street,
em 1950 em Dublin.
Filho
de George Carr Shaw (1814-1885), e Elizabeth Lucinda Gurly (1830-1913), uma
cantora profissional. Ele nasceu numa tradicional, mas empobrecida família
protestante, foi de início instruído por um tio, mas rejeitou a educação
escolar e, aos 16, anos empregou-se em um escritório. Adquiriu amplo
conhecimento artístico graças à mãe, Lucinda Elizabeth Gurly Shaw (1830-1913),
e às frequentes visitas à Galeria Nacional da Irlanda. Decidido a tornar-se
escritor, foi morar em Londres em 1876, mas infelizmente, por mais de dez anos,
seus romances foram recusados por editores elitistas da cidade, assim como a
maior parte dos artigos enviados à conservadora imprensa, ipso facto, como
orador brilhante e polemista, fez as primeiras tentativas como dramaturgo.
Bernard foi um dramaturgo, romancista, contista, ensaísta e jornalista
irlandês. Cofundador da London School of Economics, foi também o autor de
ilustres comédias satíricas de espírito irreverente e inconformista. Tornou-se
vegetariano, fervoroso defensor do socialismo Fabiano, fundado no ano da morte
de Marx (1883) com o intuito de promover as ideias materialistas dialéticas do
filósofo alemão por meio do gradualismo, a Sociedade Fabiana almejava
condicionar, como disse a fabiana Margaret Cole (1893-1980), por
meio de medidas socialistas remediadas. Ao atenuar seus objetivos, tinha o
intuito de não incitar os inimigos do socialismo, tornando-os menos combativos,
ao contrário dos marxistas, os socialistas fabianos reconheciam
muito bem as controvérsias sobre o trabalhismo e o funcionamento das políticas
públicas britânicas.
Em
1885, conseguiu um trabalho fixo na imprensa e, durante quase uma década,
escreveu resenhas literárias, críticas de arte e brilhantes colunas musicais.
Sua atividade literária, em especial a produção teatral, foi uma sequência de
sucessos; destacou-se também na crítica literária, teatral e musical, na
criação de panfletos e ensaios sobre assuntos políticos, econômicos e sociais;
sendo ainda um prolífico epistológrafo.
Como crítico de teatro da Saturday Review (1895), criticou
insistentemente a pobreza qualitativa e artística da produção teatral
vitoriana. Durante a 1ª grande guerra (1914-18), interrompeu sua produção
teatral e publicou um polêmico panfleto, Common Sense About the War, no
qual considerava a hipocrisia do Reino Unido, aliados e os alemães igualmente
culpados e reivindicava negociações de paz. Recusou extraordinariamente o prêmio Nobel de
Literatura de 1925 e, em suas últimas peças, intensificou as pesquisas com a
linguagem não-realista, simbolista e tragicômica. Por cinco anos deixou de
escrever para o teatro e dedicou-se ao preparo e publicação da edição de suas
Obras Escolhidas (1930-1938), e ao tratado político: The Intelligent Woman`s
Guide to Socialism and Capitalism (1928). A correspondência publicada
destaca as cartas com o escritor H. G. Wells.
Na esfera política Shaw irritou-se com o que percebeu ser a forma de exploração da classe trabalhadora. Socialista ardente, escreveu muitos folhetos e discursos para o Socialismo Fabiano. Tornou-se um orador disciplinado à promoção de suas causas, que incluem direitos iguais para homens e mulheres, aliviar os abusos contra a classe trabalhadora, rescindir a propriedade privada de terras produtivas e promover estilos de vida saudáveis. Em pouco tempo, tornou-se ativo na política, no London County Council. Ele e o cantor Bob Dylan são os únicos a terem obtido um Prêmio Nobel de Literatura (1925) e um Óscar (1938). Shaw por suas contribuições para a literatura e por seu trabalho no filme Pigmalion que é uma adaptação de sua peça homônima. Ele quis recusar o Prêmio Nobel porque não tinha gosto por honrarias públicas. Acabou aceitando a pedido da esposa que considerava homenagem à Irlanda. Mas rejeitou o dinheiro solicitando sua característica fundamental, como utilidade de uso econômico, para “financiar traduções de livros suecos para o inglês”. Na sociedade contemporânea, as notícias correm o mundo em tempo real através dos mais avançados meios tecnológicos.
Sacramento é a capital do estado norte-americano da Califórnia e sede do condado de Sacramento. Foi fundada em 1839 e incorporada em 27 de fevereiro de 1850. Tornou-se a capital do estado em 1854, em substituição de Monterey. Sacramento é a cidade mais antiga do estado e a segunda há ter sido incorporada, nove dias após São Francisco. Com quase 525 mil habitantes, de acordo com o censo nacional de 2020, é a sexta cidade mais populosa do estado e a 35ª mais populosa do país. De acordo com o Departamento do Censo dos Estados Unidos da América, a cidade tem uma área de 260,8 km², dos quais 255,4 km² estão cobertos por terra e 5,4 km² (2,1%) por água. Desde 1900, o crescimento populacional médio, a cada dez anos, é de 28,1%. Segundo o censo nacional de 2020, a sua população é de 524 943 habitantes e sua densidade populacional é de 2 055,4 hab./km². Seu crescimento populacional na última década foi de 12,5%, bem acima do crescimento estadual de 6,1%. É a sexta cidade mais populosa da Califórnia e a 35ª mais populosa dos Estados Unidos da América. Sua região metropolitana possui quase 2,4 milhões de habitantes. É também a cidade mais populosa do condado de Sacramento. Possui 202 231 residências que resulta em uma densidade de 791,8 residências/km² e um aumento de 5,9% em relação comparada ao censo anterior. Deste, 4,8% das unidades estão desocupadas. A média é de 2,7 pessoas por residência.
Sacramento tem como significado,
para uma grande maioria das confissões, denominações ou ministérios
cristãos, como “um sinal ou um gesto divino instituído por Jesus Cristo, cuja
observância deve receber reverência por parte do fiel”. São sete os sacramentos
adotados pela Igreja Católica: batismo, confirmação do batismo (crisma),
confissão dos pecados ou sacramento da penitência, da reconciliação ou do
perdão, eucaristia, ordenação sacerdotal, matrimônio e unção dos enfermos. Para
os católicos, os sacramentos são sinais nos quais, por meios sensíveis, a graça
de Deus em Cristo é representada, selada e aplicada aos crentes, que, por sua
vez, expressam a fé e obediência a Deus. Esses sinais são considerados muito
importantes para a salvação de cada crente e marcam as várias fases de sua vida
espiritual e religiosa. Segundo o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, “os
sacramentos são sinais eficazes da graça, instituídos por Cristo e confiados à
Igreja, os quais nos é concedida a vida divina” (n. 224). Os
sacramentos não apenas supõem a fé, como também, através das palavras e
elementos rituais, a alimentam, fortificam e exprimem. Ao celebrá-los, a Igreja
confessa a fé apostólica. Daí o “Lex orandi, Lex credendi”, isto é, a Igreja
crê no que reza”.
O indivíduo, ator social, identidade social, grupo social, classe social, etnia, minoria, movimento social, partido político, corrente de opinião pública, poder estatal, todas estas “manifestações de vida”, não mais se esgotam no âmbito da sociedade nacional, o que nos faz admitir que a diferenciação em comunidades locais, tribos, clãs, grupos étnicos, nações e até mesmo Estados, perderam ao menos algo do seu significado anterior. Na chamada “sociedade global” generalizam-se as relações sociais, processos e as estruturas de dominação e apropriação, antagonismo e integração. Modificam-se os indivíduos, as coletividades, as instituições, as formas culturais, os significados das coisas, gentes e ideias, vistos em configurações histórico-sociais. Se as ciências sociais nascem e desenvolvem-se como forma de autoconsciência científica da realidade social, pode-se imaginar que elas podem ser seriamente desafiadas quando essa realidade já não é mais a mesma. Nesse sentido é que a formação da sociedade global pode envolver novos problemas epistemológicos, além de históricos e/ou ontológicos. É o êxtase do estranhamento absoluto que na realidade é fruto de análise e interpretação.
Do
ponto de vista metodológico Carlo Ginzburg tem um percurso de pesquisa dos mais
originais e criativos, que extravasa o quadro da historiografia italiana e
mesmo da historiografia europeia. A sua obra, com efeito, introduziu diversas
rupturas nas maneiras de pensar em História, “mobilizou”, por assim dizer,
metodologias e instrumentos de conhecimento analítico oriundos de outras áreas
de saber, estabeleceu novas zonas de diálogo com as restantes perspectivas das
ciências humanas e sociais, nomeadamente com a antropologia e a filosofia.
Enfim, trata-se aqui de uma intervenção ativa, que procura inverter as relações
tradicionais de subordinação da História no que diz respeito à produção dos
meios de conhecimento, centrada numa forte preparação filológica, caracterizada
pela atenção ao detalhe, ao estudo de caso, à análise do processo
significativo, com a valorização dos fenômenos aparentemente marginais, como os
ritos de fertilidade, ou dos casos obscuros, protagonizados pelos pequenos e
excluídos, cuja dimensão cultural vem sendo valorizada de forma lenta
e desigual.
Metodologicamente
para Carlo Ginzburg as vítimas da “exclusão social” tornam-se os depositários
do único discurso que representa uma alternativa radical às mentiras da
sociedade constituída – um discurso que passa pelo delito, pelo canibalismo,
que é encarnado indiferentemente nas memórias redigidas por Pierre Rivière ou
no seu matricídio. É um populismo às avessas, um populismo “negro” – mas assim
mesmo populismo. O que foi dito até aqui para Ginzburg demonstra com clareza a
ambiguidade do conceito de “cultura popular”. Às classes subalternas das
sociedades pré-industriais é atribuída ora uma passiva adequação aos
subprodutos culturais distribuídos com generosidade pelas classes dominantes,
ora uma tácita proposta de valores, ao menos em parte autônomos em relação à
cultura dessas classes, ora um estranhamento absoluto que se coloca até mesmo
para além, ou melhor, para aquém da cultura. É bem frutífera a hipótese
formulada por Mikhail Bakhtin de uma influência recíproca entre a cultura das
culturas subalternas e a cultura dominante. Mas precisar os modos e os tempos
dessa influência significa enfrentar o problema posto pela documentação. Mas
até que ponto os eventuais elementos sociais da cultura hegemônica,
encontráveis na cultura popular, são frutos de uma aculturação mais ou menos
deliberada ou de uma convergência mais ou menos espontânea e não, ao contrário,
de uma inconsciente deformação da fonte, obviamente tendendo a conduzir o
desconhecido ao conhecido, ao familiar?
No
ensaio O Queijo e os Vermes, Carlo Ginzburg enfrentou um problema
parecido no decorrer de sua pesquisa sobre processos contra a bruxaria, entre
os séculos XVI e XVII. Ele queria entender o que a bruxaria era na realidade
para os seus protagonistas – bruxas e bruxos -, mas a documentação da qual
dispunha (processos e, em especial, os tratados de demonologia) parecia
constituir tal barreira, que impedia de forma irremediável o conhecimento da
bruxaria popular. Esbarrava sempre, com os esquemas de origem culta da bruxaria
inquisitorial. Apenas a descoberta de um veio de crenças até aquele momento
ignoradas, concentrado nos benandanti, abriu uma brecha naquela parede.
Pela discrepância entre as perguntas dos juízes e as respostas dos acusados – a
qual não poderia ser atribuída aos interrogatórios sugestivos nem à tortura -,
vinha à baila um estrato profundo de crenças populares substancialmente
autônomas. O mérito analítico da pesquisa está amparado nas confissões de
Menocchio, comparativamente, o moleiro friulano tomado como protagonista
constitui em certa medida, um caso semelhante ao dos benandanti, com a
irredutibilidade dos discursos de Menocchio a esquemas conhecidos aponta para
um estrato ainda não examinado de crenças populares, de obscuras mitologias
camponesas. Mas o que torna muito mais complexa a análise do caso de Menocchio
é o fato desses obscuros elementos populares estarem enxertados num conjunto de
ideias muito claras e consequentes, que vão do radicalismo religioso ao
naturalismo científico, às aspirações utópicas de renovação.
A
impressionante convergência entre as posições de um desconhecido moleiro
friulano e as de grupos de intelectuais dos mais refinados e conhecedores de
seu tempo repropõe com toda força mental o problema da circularidade da cultura
formulado por Mikhail Bakhtin. No momento em que equipes inteiras de estudiosos
se lançam a empresas imensas de história quantitativa das ideias ou de história
religiosa serial, propor uma investigação capilar sobre um moleiro parece
paradoxal, quase como o retorno ao tear fabril de Marx numa era de teares
automáticos. Não é um objetivo de pouca importância estender às classes
subalternas o conceito histórico de indivíduo. Alguns estudos biográficos
demonstraram que um indivíduo medíocre, destituído de interesse por si mesmo –
e justamente por isso representativo -, pode ser pesquisado como se fosse um
microcosmo de um estrato social inteiro num determinado período histórico – a
nobreza austríaca ou o baixo clero inglês do século XVI. Seria esse o caso de
Menocchio? Ele não pode ser considerado
um camponês típico do seu tempo; seu relativo isolamento na comunidade deixa
isso claro. Aos olhos dos conterrâneos Menocchio era um homem, ao menos em
parte, diferente dos outros. Mas essa singularidade tinha limites bem precisos:
da cultura do próprio tempo e da própria classe não se sai a não ser para
entrar no delírio e na ausência de comunicação. Com rara clareza e lucidez,
Menocchio articulou a linguagem que estava disponível e inteiramente à sua
disposição. Por isso, nas suas confissões é possível encontrar de maneira
bastante nítida e esclarecedora, quase exagerada, uma série de elementos
convergentes. Esses elementos surgem numa documentação análoga contemporânea em
que estão dispersos, ou então só é possível vislumbrá-los. Algumas investigações
no âmbito da historiografia confirmam a existência de traços que reconduzem a
uma cultura camponesa comum.
Em poucas palavras, mesmo um caso-limite pode se revelar representativo, seja negativamente, seja positivamente, porque permitem circunscrever as possibilidades latentes de alcance apenas através de documentos fragmentários e deformados, provenientes quase todos de “arquivos da repressão”. Com isso, Ginzburg quer contrapor pesquisas qualitativas às não qualitativas. No caso da história quantitativa das ideias, por exemplo, apenas a consciência da variabilidade, histórica e social, da figura do leitor, poderá fornecer de maneira efetiva as premissas de uma história das ideias também quantitativamente diversa. A defasagem entre os textos lidos por Menocchio e o modo como ele os assimilou aos inquisidores indica suas posições não são redutíveis a outro livro. Mesmo que Menocchio tenha entrado em contato, de maneira mais ou menos mediada, com ambientes cultos, suas afirmações em defesa da tolerância religiosa, seu desejo de renovação radical da sociedade apresentam um tom coloquial original e não parece resultado de influências externas passivamente recebidas. As raízes de suas afirmações e desejos estão fincadas muito longe, num extrato obscuro, quase indecifrável, de remotas tradições camponesas. Neste nível poder-se-ia perguntar se o que emerge dos discursos de Menocchio não é mais “mentalidade” do que uma “cultura”, pois não se trata de uma distinção fútil. O que tem caracterizado a história das mentalidades é a insistência nos elementos inertes, obscuros, inconscientes de determinada visão de mundo. As sobrevivências, os arcaísmos, a afetividade, a irracionalidade delimitam o campo específico da história das mentalidades, distinguindo-a com muita clareza de disciplinas paralelas e hoje mais do que nunca consolidadas.
Concorre à história das ideias ou a
história da cultura inscrever o estudo de caso de Menocchio no âmbito
exclusivo da história das mentalidades significaria, portanto, colocar em
segundo plano o fortíssimo componente racional. Com isso não se está de maneira
alguma afirmando a existência de uma cultura homogênea, comum tanto aos
camponeses aos artesãos da cidade (para não falar dos grupos marginais, os
vagabundos), na Europa pré-industrial. Apenas se está querendo delimitar um
âmbito de pesquisa no interior do qual é preciso conduzir análises teóricas
sempre particularizadas. Ou seu funcionamento não é princípio da razão? As
rupturas gigantescas determinadas pelo fim do monopólio dos letrados sobre a
cultura escrita e do monopólio dos clérigos sobre as questões religiosas haviam
criado uma situação nova, potencialmente explosiva. Mas a convergência entre as
aspirações de uma parte da alta cultura e as da cultura popular já tinha sido
declarada de maneira definitiva mais de meio século antes do processo de
Menocchio – quando Lutero condenara com ferocidade os camponeses em revolta e
suas reivindicações. Com a Contrarreforma iniciara-se uma era marcada pelo
enrijecimento hierárquico, pela doutrinação paternalista das massas, pela
aparente extinção da cultura popular, pela marginalização massifiada e mais ou menos
violenta das minorias e dos grupos dissidentes. E o próprio Menocchio acabou
queimado.
Menocchio per se está inserido numa tênue, sinuosa, porém nítida expressão que chega até nós:
podemos dizer, segundo Ginzburg, que Menocchio é nosso antepassado. Mas é
também um fragmento do humano perdido que nos alcançou por acaso. Vindo de um
mundo obscuro, o qual através de um gesto, talvez arbitrário, pode incorporar a
lucidez à nossa história social. O
Espírito Santo prepara para a recepção dos sacramentos por meio da Palavra de
Deus e da fé, que acolhe a Palavra nos corações bem dispostos. Então, os sacramentos
fortalecem e exprimem a fé. O fruto da vida sacramental é, ao mesmo tempo,
pessoal e eclesial. Por um lado, este fruto é, para cada crente, uma vida para
Deus em Jesus; por outro, é para a Igreja o seu contínuo crescimento na
caridade e na sua missão de testemunho. Sacramentos, segundo a Igreja Católica,
são gestos de Deus na vida de cada crente, expressando-se simbólica e
espiritualmente, e assim são considerados: Sinais sagrados, porque exprimem uma
realidade sagrada, espiritual; Sinais eficazes, porque, além de simbolizarem um
certo efeito, produzem-no realmente; Sinais da graça, porque transmitem dons
diversos da graça divina; Sinais da fé, não somente porque supõem a fé em quem
os recebe, mas porque nutrem, robustecem e exprimem a sua fé. Sacramento é
termo característico do ideário da Igreja Católica Apostólica Romana, que
algumas confissões protestantes não consideram correto empregá-lo, ou o fazem
com reserva. Nas Igrejas protestantes históricas, são apenas dois os
sacramentos: o Batismo e a Ceia do Senhor. Martinho Lutero definiu sacramento
como a situação em que um elemento (coisa material), através da palavra de
Deus, transforma-se em outro. Em um sentido espiritual, não no sentido
material, pois o vinho continua a ser vinho e o pão a ser pão.
Pela promessa divina é atribuído um poder vinculado a essa matéria. Reforma Protestante representou um movimento relevante dentro do cristianismo ocidental na Europa do século XVI que representou um desafio religioso e político para a Igreja Católica e em particular para a autoridade papal, decorrente do que eram percebidos como erros, abusos e discrepâncias cometidos pelo clero. A Reforma foi o início do protestantismo, além de ser considerada um dos eventos históricos que marcam o fim da Idade Média e o início do período moderno na Europa. Houve movimentos de reforma anteriores a Martinho Lutero. Embora a Reforma seja geralmente considerada como tendo começado com a publicação das Noventa e cinco teses de Martinho Lutero em 1517, ele não foi excomungado até janeiro de 1521 pelo Papa Leão X. O Édito de Worms de maio de 1521 condenou Lutero e proibiu oficialmente os cidadãos do Sacro Império Romano de defender ou propagar suas ideias. A disseminação da prensa móvel de Gutenberg forneceu os meios para a rápida disseminação de materiais religiosos no vernáculo. Lutero sobreviveu sendo fora da lei devido à proteção de Frederico, o Sábio.
O movimento inicial na Alemanha se diversificou e surgiram outros reformadores como Huldrych Zwingli e João Calvino. Os principais eventos do período incluem: a Dieta de Worms (1521), a formação do luterano Ducado da Prússia (1525), a Reforma Inglesa (1529 em diante), o Concílio de Trento (1545-63), a Paz de Augsburgo (1555), a excomunhão de Elizabeth I (1570), o Edito de Nantes (1598) e a Paz de Westfália (1648). A Contrarreforma chamada de Reforma Católica ou Reavivamento Católico, foi o período de reformas iniciadas em resposta à Reforma Protestante. O período que representa o fim da era da Reforma ainda é contestado entre os estudiosos. A Reforma Radical foi a resposta ao que se acreditava ser a corrupção tanto na Igreja Católica Romana quanto na Reforma Magisterial. Começando na Alemanha e na Suíça no século XVI, a Reforma Radical desenvolveu igrejas protestantes radicais por toda a Europa. O termo inclui Thomas Müntzer, Andreas Karlstadt, os profetas de Zwickau e anabatistas, os huteritas e menonitas. Em partes da Alemanha, Suíça e Áustria, simpatizaram com a Reforma Radical, apesar da intensa perseguição. Embora a proporção de sobreviventes da população europeia que se rebelou contra as igrejas católicas, luteranas e zwinglianas fosse pequena, os reformadores radicais escreveram abundantemente e a literatura sobre a Reforma Radical é desproporcionalmente grande, em parte como resultado da proliferação dos ensinamentos da reforma radical nos Estados Unidos da América.
Apesar
da diversidade significativa entre os primeiros reformadores radicais, alguns “padrões
repetidos” surgiram entre muitos grupos anabatistas. Muitos padrões foram
consagrados na Confissão de Schleitheim (1527) e incluem o batismo dos crentes
(ou adultos), visão memorial da Ceia do Senhor, crença de que a Escritura é a
autoridade final em questões de fé e prática, ênfase no Novo Testamento e o
Sermão da Montanha, interpretação da Escritura em comunidade, separação do
mundo e uma teologia de dois reinos, pacifismo, comunalismo e compartilhamento
econômico, além da crença na liberdade de vontade, no não juramento, na “rendição”
(Gelassenheit) para a própria comunidade e para Deus, na salvação por meio da
divinização (Vergöttung), na vida ética e no discipulado (Nachfolge Christi). A
Bíblia de Lutero, de 1534, foi traduzida para o alemão. A tradução de
Lutero influenciou o desenvolvimento do alemão padrão atualmente. A Reforma foi
um triunfo da alfabetização e da nova imprensa. A tradução de Lutero para o alemão
foi um momento decisivo na disseminação da alfabetização e também estimulou a
impressão e distribuição de livros e panfletos religiosos. De 1517 em diante,
panfletos religiosos inundaram a Alemanha e grande parte da Europa. Em 1530,
mais de 10 mil publicações são reconhecidas, e um total de dez milhões de
cópias.
A Reforma foi, portanto, uma revolução de mídia. Lutero reforçou seus ataques contra Roma, retratando uma igreja boa contra uma má. A partir daí, ficou compreendido que a impressão poderia ser usada para propaganda de agendas particulares, embora o termo propaganda derive da Congregatio de Propaganda Fide da Contrarreforma católica, foi um dicastério da Cúria Romana, ocupava-se das questões referentes à propagação da fé católica no mundo inteiro. Esteve sediada no Palazzo di Propaganda Fide, na Piazza di Spagna, em Roma. Os redatores da reforma usaram estilos, clichês e estereótipos existentes que eles adaptaram conforme necessário. Especialmente eficazes foram os escritos em alemão, incluindo a tradução da Bíblia de Lutero, seu Catecismo Menor para pais ensinarem seus filhos e seu Catecismo Maior para pastores. Usando o vernáculo alemão, eles expressaram o Credo dos Apóstolos em uma linguagem trinitária mais simples e pessoal. As ilustrações na Bíblia alemã e em muitos folhetos popularizaram as ideias de Lutero. Lucas Cranach, o Velho (1472-1553), o grande pintor patrocinado pelos eleitores de Wittenberg, era um amigo próximo de Lutero e ilustrou a teologia de Lutero para um público popular. Ele dramatizou as visões de Lutero sobre a relação entre o Antigo e o Novo Testamento, enquanto permanecia atento às cuidadosas distinções de Lutero sobre os usos adequados e impróprios de imagens visuais.
Nas igrejas do Cristianismo evangélico, aderindo à doutrina da Igreja de crentes, existem duas ordenanças que são o batismo do crente por imersão na água e comunhão. O cristianismo evangélico reúne diferentes movimentos de teologia evangélica, sendo as principais correntes a conservadora, a fundamentalista, a moderada e a liberal. A adesão à doutrina da Igreja de crentes é uma característica comum da definição de uma igreja evangélica no sentido específico. Durante a Reforma Protestante, os teólogos protestantes adotaram o termo como se referindo à “verdade do evangelho”. Martinho Lutero referiu-se à “evangelische Kirche” para distinguir protestantes de católicos da Igreja Católica Romana. Não podemos atribuir o nascimento dos evangélicos a um único evento em particular, mas a Reforma Protestante principalmente, as guerras do século XVI, o lado de Martin Luther em favor da nobreza alemã, Calvinismo, uma doutrina religiosa cristã que surgiu na Suíça, na cidade de Genebra, durante a Reforma Protestante. O seu principal expoente foi o reformador francês João Calvino (1509-1564), arminianismo um sistema teológico que teve origem com o teólogo holandês Jacó Armínio, no século XVI. É também reconhecido como arminianismo clássico ou reformado. Algumas das crenças do arminianismo são: depravação total, expiação para todos, eleição condicional, segurança em Cristo, livres pela graça. O arminianismo é considerado um sistema soteriológico, e a sua influência é a base para os sistemas arminianos e Movimentos do Despertar.
Alguns
historiadores e teólogos, no entanto, compreendem que os primórdios do
evangelismo são encontrados na Reforma Radical do século XVI, principalmente
devido ao credobatismo. A Aliança Evangélica Mundial fundada por organizações
evangélicas de 21 países, na primeira reunião geral da Woudschoten (Zeist)
para Holanda em 1951 estabeleceu uma confissão de fé comum. Várias organizações
evangélicas inter-religiosas também contribuíram para o desenvolvimento da
unidade evangélica. Em estudos bíblicos, Aliança Bíblica Universitária do
Brasil e International Fellowship of Evangelical Students. Na ajuda
humanitária cristã, World Vision. Também houve o surgimento de escolas
bíblicas não denominacionais. Algumas denominações batistas e pentecostais
também praticam lava-pés como uma terceira ordenança. As Igrejas Ortodoxas tem
muitos sacramentos, mas destacam sete quase os mesmos da Igreja Católica. Invés
do Crisma, existe a “unção com crisma”, de crianças e recém-batizadas. O
Exército de Salvação não pratica sacramentos. Mas não proíbe que membros
recebam em outras igrejas. A Ciência Cristã pratica o sacramento em cultos
especiais, mas só em forma espiritual, sem pão, vinho ou água. A Comunidade de
Cristo tem oito sacramentos.
O Sacramento Bee é um jornal diário publicado em Sacramento, Califórnia, nos Estados Unidos da América. Desde sua fundação em 1857, o The Bee se tornou o maior jornal de Sacramento, o quinto maior jornal da Califórnia e o 27º maior jornal dos EUA. É distribuído no alto Vale do Sacramento, com uma área de circulação total que abrange cerca de 31.000 km²: ao Sul de Stockton, Califórnia, ao Norte da fronteira com o Oregon, a Leste de Reno, Nevada, e a Oeste da área da baía de São Francisco. Sacramento é a capital do estado americano da Califórnia e a sede do Condado de Sacramento. Localizada na confluência dos rios Sacramento e no Vale de Sacramento Norte da população de Sacramento em 2020 de 524.943 habitantes, a torna a quarta cidade mais populosa do Norte da Califórnia, a sexta cidade mais populosa do estado e a nona capital estadual mais populosa dos Estados Unidos da América. Sacramento é a sede da Legislatura da Califórnia e do Governador da Califórnia. Sacramento é também o centro cultural e econômico da área metropolitana de Sacramento, que demograficamente conforme o censo de 2020 tinha uma população de 2.680.831, representando a quarta maior área metropolitana da Califórnia.
Os índios Nisenan e Miwok viveram na área, talvez, por milhares de anos. Ao contrário dos colonos que viriam a fazer de sacramento sua casa, esses índios deixaram pouquíssimas evidências de sua existência. Tradicionalmente, a dieta dos índios era composta por bolotas retiradas dos carvalhos abundantes na região, e pelos frutos, bulbos, semente e raízes colhidas na região. Em meados de 1799, o explorador espanhol Gabriel Moraga descobriu a região. Um escritor na expedição de Moraga descreveu-a: "Copas de carvalhos e choupos, muitos enfeitados com videiras, em balanço de ambos os lados pássaros azuis. Pássaros batiam nas árvores e grandes peixes lançavam-se através do fundo transparente. O ar para consumo humano era como champanhe, e eles, os espanhóis colonizadores beberam dele, beberam profundamente da beleza à sua volta. Isto é como o santíssimo sacramento. O vale do rio e a terra foram batizados de “Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo”, referindo-se ao sacramento cristão da eucaristia. Gabriel Moraga (1765-1823) foi um explorador e oficial do exército californiano nascido em Sonora. Era filho do expedicionário José Joaquín Moraga (1745-1785) que liderou a Expedição de Anza para a Califórnia em 1774.
Como
seu pai, Moraga é um dos mais notáveis expedicionários espanhóis na história
social da Alta Califórnia e a origem dos nomes de muitos dos rios e cidades
mais notáveis do norte da Califórnia e do Vale Central. O velho Moraga foi
membro de ambas as expedições de Juan Bautista de Anza para explorar e
consolidar os limites noroeste das reivindicações coloniais da Espanha na Alta
Califórnia. A primeira expedição em 1774 estabeleceu uma nova rota terrestre de
Sonora, México, para a Missão San Gabriel. A segunda, em 1775-6, foi tão ao Norte
quanto a Baía de São Francisco. A segunda expedição incluiu um grupo de colonos
para assentamento no recém-estabelecido San Francisco Presidio, Mission San
Francisco de Asís e Mission Santa Clara de Asís. Os colonos incluíam a família
Moraga. José Moraga tornou-se comandante da guarnição em San Francisco
Presidio, e Gabriel tornou-se um soldado também. Como cabo, Gabriel Moraga foi
nomeado comissionado (administrador militar) do Pueblo de San Jose, alguns anos
após seu estabelecimento por seu pai em 1777. Quando outra cidade civil, a
Villa de Branciforte, foi estabelecida em 1797 como parte da cidade de Santa
Cruz, o cabo Moraga foi transferido para o cargo e foi substituído em San Jose
pelo cabo Ignacio Vallejo, pai de Mariano Vallejo. Gabriel Moraga foi um dos
primeiros europeus a ver o Vale Central da Califórnia. Ele liderou as primeiras
expedições oficiais espanholas para explorar o vale em 1806–1808 e encontrou aldeias, incluindo a aldeia de Wá`peat.
Muitos
dos nomes que Moraga deu a lugares na região (especialmente rios) sobreviveram,
frequentemente em forma abreviada e/ou anglicizada: Rio Sacramento, após o Río
del Sacramento de Moraga (Rio do Sacramento), mais tarde aplicado à capital da
Califórnia e seu condado, originalmente, Moraga usou o termo Río del Sacramento
para se referir apenas ao Rio Feather, enquanto o baixo rio Sacramento era
conhecido como Río de San Francisco. Rio San Joaquin, mais tarde aplicado ao
Vale de San Joaquin e ao Condado de San Joaquin Rio Merced, que Moraga chamou
de Río de Nuestra Señora de la Merced (Rio de Nossa Senhora da Misericórdia),
mais tarde aplicado à cidade de Merced e ao Condado de Merced. Rio Kings, que ele chamou de Río de los
Santos Reyes (Rio dos Santos Reis). Mais tarde aplicado ao Condado de Kings. Rio
Calaveras ou Río de las Calaveras que é o nome dado em homenagem aos crânios de
nativos americanos encontrados lá. Mais tarde aplicado ao Condado de Calaveras.
Rio Mariposa e o antigo nome do Rio Chowchilla, Big Mariposa River, foi
aplicado à cidade de Mariposa e ao Condado de Mariposa que recebeu esse nome em
homenagem aos enxames de borboletas que Moraga encontrou na região de
Chowchilla. Contudo, nem todos os topônimos de Moraga sobreviveram. Vale lembrar, historiamente falando, que o Rio
Stanislaus foi nomeado Rio de Nuestra Señora de Guadalupe por Moraga. Na
data inicial da expedição de Moraga, o nome era redundante.
Nossa Senhora de Guadalupe ou Virgem de Guadalupe é um título católico de Maria, mãe de Jesus, associado a uma série de quatro aparições marianas a um camponês mexicano chamado Juan Diego e uma ao seu tio, Juan Bernardino, que se acredita terem ocorrido em dezembro de 1531. Uma imagem venerada em um manto (tilmahtli) associado à aparição está entronizada na Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cidade do México. O Papa Leão XIII (1810-1903) concedeu à imagem um decreto de coroação canônica em 8 de fevereiro de 1887, e ela foi coroada pontificalmente em 12 de outubro de 1895. A basílica é o santuário católico mais visitado do mundo e o terceiro local sagrado mais visitado do mundo. A Virgem de Guadalupe é a denominação de uma aparição mariana da Igreja Católica de origem mexicana, cuja imagem tem como seu principal local de culto à Basílica de Guadalupe, localizada no sopé do monte Tepeyac, ao Norte da Cidade do México. De acordo com a tradição oral mexicana, e segundo textos de documentos históricos do Vaticano e outros encontrados ao redor do mundo em diferentes arquivos, acredita-se que a Virgem Maria, apareceu em quatro ocasiões ao índio São Juan Diego Cuauhtlatoatzin no monte Tepeyac, e em uma quinta ocasião a Juan Bernardino, tio de Juan Diego. O relato guadalupano conhecido como Nican Mopohua narra que na primeira aparição, a Virgem ordenou a Juan Diego que se apresentasse diante do bispo do México, Juan de Zumárraga. Juan Diego na última aparição da Virgem, e por ordem desta, levou em seu ayate flores que cortou no Tepeyac.
Juan
Diego desdobrou sua tilma diante do bispo Juan de Zumárraga, deixando a
descobrir a imagem da Virgem Maria, morena e com traços mestiços. Segundo o
Nican Mopohua, as mariofanias aconteceram no ano de 1531, ocorrendo pela
última vez em 12 de dezembro do mesmo ano. A fonte mais importante que as
relatou foi o próprio Juan Diego que contou tudo o que havia acontecido.
Posteriormente esta tradição oral foi recolhida em um escrito no idioma
náuatle, mas escrita com caracteres latinos (técnica que nenhum espanhol sabia
fazer e que só muito raramente usavam os indígenas); este escrito é chamado de
Nican Mopohua, e é atribuído ao indígena Antonio Valeriano (1522-1605). Posteriormente
em 1648 foi publicado o livro Imagen de la Virgen María Madre de Dios de
Guadalupe pelo presbítero Miguel Sánchez, contribuindo para recompilar tudo o
que se sabia na época sobre a devoção guadalupana. Segundo diversos
investigadores, o culto guadalupano é uma das crenças mais historicamente
apegadas ao atual México e parte de sua identidade, e tem estado presente com o
desenvolvimento do país desde o século XVI dentro de processos sociais como na
Independência do México, na Reforma, na Revolução Mexicana e na sociedade
mexicana atualmente, onde conta com milhões de fiéis, e que alguns deles
professam o guadalupanismo sem serem necessariamente católicos. O Rio
Guadalupe foi nomeado em 1776 pela expedição de Anza. Após a morte de Gabriel
Moraga, sua viúva Ana Joaquina Alvarado (1788–1863) recebeu em 1841 o Rancho
Cañada Larga o Verde, não muito longe da Missão San Buenaventura.
O
filho de Gabriel e Ana, Joaquín, foi cobeneficiário do Rancho Laguna de los
Palos Colorados no Condado de Contra Costa, do qual é agora a cidade de Moraga,
Califórnia. Juan Bautista de Anza Bezerra Nieto nasceu em Fronteras, Sonora, em
julho de 1736 e faleceu em Arizpe, Sonora, em 19 de dezembro de 1788, em uma
família de militares na fronteira Norte da Nova Espanha. Era filho de Juan
Bautista de Anza I. Em 1752 se alistou no exército no Presidio de Fronteras.
Avançou rapidamente e tornou-se Capitão em 1760. Casou-se em 1761. Sua esposa
era a filha de Francisco Pérez Serrano, espanhol proprietário de mina. Eles não
tiveram filhos. Seus deveres militares consistiam principalmente em incursões
contra hostis nativos americanos como os Apaches, durante o curso do qual ele
explorou muito o estado norte-americano do Arizona. Foi um político e
explorador a serviço do Império Espanhol, ou seja, um dos colonizadores dos
Estados Unidos. Os espanhóis começaram a colonizar a Alta California em 1769.
Isto envolveu uma longa viagem por mar contra os ventos predominantes e a
corrente da Califórnia.
O
problema era encontrar uma rota terrestre. De Anza ouviu falar de um índio da
Califórnia chamado Sebastian Tarabal que havia fugido da Missão de San Gabriel
Arcángel de Sonora e tomou-o como guia. Em 1772, ele propôs uma expedição a
Alta Califórnia para o vice-rei da Nova Espanha. A expedição foi aprovada pelo
Rei de Espanha e em 8 de janeiro de 1774, com 3 padres, 20 soldados, 11 servos,
35 mulas, 65 gados e 140 cavalos, ele partiu de Tubac para o Sul da atual
Tucson, Arizona. A expedição tomou uma rota sul ao longo do Rio Altar (Sonora y
Sinaloa, Nova Espanha), em seguida, contornou a moderna fronteira
México/Califórnia e atravessou o rio Colorado, na sua confluência com o rio
Gila. Era no domínio da tribo Quechan com a qual estabeleceu boas
relações. Ele chegou a Mission San Gabriel Arcangel perto da costa da
Califórnia em 22 de março de 1774, e Monterey, Califórnia, capital da Alta
Califórnia, em 19 de abril. Ele voltou a Tubac no final de maio de 1774. Esta
expedição foi acompanhada de perto pelo Vice-Rei e Rei e em 2 de outubro de
1774, foi promovido ao posto de Tenente-coronel e liderou um grupo de colonos a
Alta Califórnia. Os espanhóis desejavam reforçar sua presença na Alta
Califórnia como um amortecedor contra a colonização das Américas pelos russos
avançando a partir do Norte e, possível estabelecer um porto que daria abrigo
aos navios espanhóis. A expedição teve início em outubro de 1775 e chegou a
Missão San Gabriel em janeiro de 1776, os colonos sofreram muito com o inverno
na rota.
A
expedição seguiu para Monterey com os colonos. Tendo cumprido a sua missão do
Vice-rei, Juan Bautista de Anza continuou com o Padre Pedro Font e um grupo de
doze outros explorando o Norte e encontraram a primeira rota terrestre para a
Baía de São Francisco. No diário de Anza em 25 de março de 1776, ele afirma que
ele “chegou ao Arroyo de San Joseph Cupertino, que é útil apenas para os
viajantes. Aqui paramos para passar a noite, tendo chegado oito léguas em sete
horas e meia. Deste lugar, temos visto a nossa direita o estuário que flui do
porto de San Francisco”. Seguindo caminho, de Anza localizou os locais para o
Presídio de São Francisco e Missão São Francisco de Asís na atual São
Francisco, Califórnia em 28 de março de 1776. Ele não estabeleceu a colônia;
esta foi estabelecida mais tarde por José Joaquín Moraga. Ao voltar para Monterey,
ele instalou os locais originais para a Missão de Santa Clara de Asís e a
cidade de San José de Guadalupe (atual Califórnia), mas novamente não
estabeleceu qualquer colônia.
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