“Eu nunca quis que ninguém se machucasse, mas Haden ficou ganancioso”. Dr. John Fury
Antártida é o mais meridional e o segundo menor dos continentes, maior apenas que a Austrália, com uma superfície de 14 milhões de km². Rodeia o polo Sul, e por esse motivo está quase completamente coberta por enormes geleiras (glaciares), exceção feita a algumas zonas de elevado aclive nas cadeias montanhosas e à extremidade Norte da península Antártica. Sua formação se deu pela separação do antigo supercontinente Gondwana há aproximadamente 100 milhões de anos e seu resfriamento aconteceu nos últimos 35 milhões de anos. É o continente mais frio, mais seco, com a maior média de altitude e de maior índice de ventos fortes do planeta. A temperatura mais baixa da Terra (-89,2 °C) foi registrada na Antártida, sendo a temperatura média na costa, durante o verão, de -10 °C; no interior do continente, é de -40 °C. Muitos autores o consideram um grande deserto polar, pela baixa taxa de precipitação no interior do continente. A altitude média da Antártida é de aproximadamente 2 000 metros. Ventanias com velocidades de aproximadamente 100 km/h são comuns e podem durar vários dias. Ventos de até 320 km/h já foram registrados na área costeira. A Antártida está sujeita ao Tratado da Antártida (1959), pelo qual as várias nações que reivindicavam territórios no continente, tais como: Argentina, Austrália, Chile, França, Noruega, Nova Zelândia e Reino Unido concordam em suspender as suas reivindicações, abrindo o continente à exploração científica.
Por esse motivo social, e pela dureza das condições climáticas, não tem população permanente, embora tenha uma população provisória de cientistas e pessoal de apoio nas bases polares, que oscila entre mil, no inverno e quatro mil pessoas no verão. Dois destes assentamentos com uma população regular (diversa) são Villa Las Estrellas do Chile e Base Esperanza da Argentina. Como não há povos nativos da Antártida, a sua história é a da sua exploração. É muito provável que os povos de regiões próximas ao continente tenham sido os primeiros a explorá-lo: os povos Aush da Terra do Fogo, por exemplo, falam sobre o “país do gelo” e um chefe māori de nome Ui-Te-Rangiora teria atingido a região em 650. No entanto, esses povos não deixaram vestígios de sua presença. As primeiras expedições documentadas começam no século XVI. Américo Vespúcio relatou o registro visual de terras a 52°S. Várias expedições aproximaram-se gradativamente do continente sem, no entanto, ter-se a certeza de que se tratava realmente de um continente ou de um conjunto de ilhas, até às expedições de James Cook, o primeiro a circum-navegá-lo entre 1772 e 1775 sem o avistar, devido à névoa e aos icebergs. A primeira pessoa que avistou o continente Antártico foi o explorador russo Fabian Gottlieb Thaddeus von Bellingshausen (1778-1852) em 28 de janeiro de 1820. A ocupação humana propriamente dita começa na primeira metade do século XIX, quando navios baleeiros chegavam à região das Ilhas Sandwich do Sul. Nesse período, James Weddell e James Clark Ross descobriram os mares que como praxe levam seus nomes. Este último fez uma viagem de exploração na qual descobriu ainda a Ilha de Ross, os montes Érebo e Terror e a Terra de Vitória, retornando em 1843.
Realizados em 1895 e 1889, o VI e o VII Congresso Internacional de Geografia, respectivamente, obtêm relativo sucesso em seu chamado pela exploração do continente meridional, firmando-se uma colaboração mútua de Grã-Bretanha e Alemanha para a exploração científica da Antártida, resultando em diversas expedições ao continente com o apoio e a participação de diferentes nações. A expedição liderada pelo norueguês Roald Amundsen foi a primeira a atingir o polo Sul em 1911-1912. No início do século XX, os exploradores se voltam para a conquista do polo Sul. Ernest Henry Shackleton organizou uma expedição em 20 de outubro de 1908, sendo obrigado a retornar sem atingir o polo. Seguem-se a ele Roald Amundsen e Robert Falcon Scott em uma verdadeira corrida, pois partem com apenas duas semanas de diferença em outubro de 1911 a partir da plataforma de Ross. Amundsen atinge o polo em 14 de dezembro de 1911, retornando em janeiro. O grupo de Scott chega ao ponto em 17 de janeiro e encontra a bandeira norueguesa. No caminho de volta, os cinco expedicionários morrem de fome e exaustão. Após a conquista do polo, restava ainda a façanha de atravessar o continente de costa a costa. Shackleton assumiu a tarefa na Expedição Imperial Transantártica, em 1914, que não obteve sucesso por uma série de dificuldades, as primeiras foram os navios terem ficado presos no gelo e afundado. Richard Evelyn Byrd, explorador dos Estados Unidos, foi o primeiro a sobrevoar o polo Sul, em 29 de novembro de 1929, após o que conduziu diversas viagens de avião à Antártida nas décadas de 1930 e de 1940. Byrd também realizou extensas pesquisas geológicas e biológicas. Atualmente, após o Tratado da Antártida, muitos países mantêm bases de pesquisa permanente e a ocupação programada humana é in statu nascendi constante.
A maior parte do
continente austral está localizada ao Sul do Círculo Polar Antártico e
circundada pelo oceano Antártico. É a massa de terra mais meridional e
compreende mais de 14 milhões de km², tornando-se o quinto maior continente. Fisicamente,
ela é dividida em duas partes pelos montes Transantárticos perto do
estreitamento entre o mar de Ross e o mar de Weddell: a Antártida Oriental, ou
Maior, e a Antártida Ocidental, ou Antártida Menor, porque correspondem
aproximadamente ao hemisfério ocidental
e hemisfério oriental em relação ao meridiano de Greenwich. Aproximadamente 98% da Antártida está coberta
por um manto de gelo, que possui em média 2 km de espessura, sendo 4 776 metros
sua espessura máxima. Essa cobertura de gelo tem um volume estimado em 25,4
milhões de quilômetros cúbicos, contendo 70% de toda a água doce do planeta
sendo assim o continente de maior altitude média. O gelo advindo do manto forma
barreiras que se estendem para além da costa, conhecidas como plataformas de
gelo, a maior das quais é a de Ross com 800 km de largura e estendendo-se por 1
000 km em direção ao polo Sul. Os icebergs são blocos de gelo flutuante
formados pela neve, desprendidos das geleiras ou das plataformas de gelo.
Embora a maior parte da massa continental da Antártida se encontre acima do
nível do mar, uma grande parte da pequena Antárctica Ocidental encontra-se
abaixo do nível do mar.
Em grande parte do interior do continente a precipitação média anual fica entre 30 e 70 mm; em algumas áreas de “gelo azul” a precipitação é mais baixa do que a perda de massa pela sublimação e, assim, o balanço local é negativo. Nos vales secos o mesmo efeito ocorre sobre uma base de rochas, conduzindo a uma paisagem esturricada. Abriga o Polo geográfico Sul do planeta, a 90º de latitude S, e o polo magnético, cuja localização não é fixa. Apenas a península Antártida, com 1 000 km de extensão, não está sempre coberta por gelo. O relevo é marcado pelos montes Transantárticos, prolongamento geológico dos Andes. Ela divide o continente em Antártida Oriental, com planícies, colinas baixas e a geleira Lambert (a maior do mundo), e Antártida Ocidental, com arquipélagos ligados pela cobertura de gelo permanente. As banquisas formadas por água do mar congelado se confundem com o contorno do continente. A Antártida Ocidental é coberta pelo manto de gelo da Antártida Ocidental. Este chamou a atenção recentemente por causa da possibilidade real de seu colapso: se derretesse, o nível do mar elevar-se-ia em vários metros em um curto espaço de tempo geológico, talvez em questão de séculos. Diversos fluxos de gelo antártico, que correspondem a aproximadamente 10% da cobertura de gelo, correm para uma das muitas plataformas. A Antártida tem mais de 145 lagos sob a superfície de gelo continental. O lago Vostok, descoberto abaixo da estação Vostok em 1996, é o maior deles.
Supõe-se que o lago está selado pelo manto de gelo há 30 milhões de anos. Há alguns rios no continente, o maior dos quais é o rio Onyx, com 30 km de extensão, que desagua no lago Vanda a 75 metros de profundidade. Na Antártida Oriental encontram-se os montes Transantárticos ou Cadeia Transantártica que se estende por 4 800 km, desde a Terra de Vitória à Terra de Coats. Na Ocidental está a Península Antártica, ao Sul da qual se encontram os montes Ellsworth e o maciço Vinson, ponto mais elevado do continente com 5 140 metros. Localizadas entre suas cordilheiras, há sete geleiras na Antártida, das quais a maior é a Geleira Byrd. Embora seja lar de muitos vulcões, apenas uma cratera na ilha Decepção e o monte Érebo expelem lava atualmente, a primeira desde 1967. O monte Érebo, de 4 023 metros de altitude e localizado na Ilha de Ross, é o vulcão ativo cientificamente mais meridional do mundo. Pequenas erupções são comuns e fluxos de lava foram observados em anos recentes. O gelo azul cobrindo o Lago Fryxell, nos Montes Transantárticos, origina-se do derretimento de geleiras. A Antártida é o continente mais frio e seco da Terra, um grande deserto. A precipitação média anual fica entre 30 e 70 mm. Devido à influência das correntes marítimas, as zonas costeiras apresentam temperaturas mais amenas, com uma média anual de -10 °C atingindo valores entre 10 °C no verão e -40 °C no inverno. Por outro lado, no interior do continente, a média anual é -30 °C, com temperaturas variando entre -30 °C no verão até abaixo de -80 °C no inverno. A menor temperatura do mundo, -93,2 °C, foi registrada entre Domo Argurs e Domo Fuji no dia 10 de agosto de 2010.
No entanto, estima-se
que seja a Cordilheira A (ou Ridge A) seja o local mais frio da superfície
terrestre, que fica localizada nas seguintes coordenadas: 81° 30` S, 73° 30` L.
Estima-se que, apesar dos seis meses de escuridão do inverno, a
incidência da energia solar no Polo Sul seja semelhante à recebida anualmente
no Equador, mas 75% dessa energia é refletida de forma extraordinária pela
superfície de gelo. A Antártida Oriental
é mais fria que a Ocidental por ser mais elevada. As massas de ar raramente
penetram muito no continente, deixando seu interior frio e seco. O gelo no
interior do continente dura muito tempo, apesar da falta de precipitação para
renová-lo. A queda de neve não é rara no litoral, onde já se registrou a queda
de 1,22 metros em 48 horas. É um continente com ventos fortes,
registrando-se ventos com velocidades superiores a 200 km/h na região costeira,
sendo a média nestes locais de 100 km/h. No interior, entretanto, as
velocidades são tipicamente moderadas. A Antártida é mais fria do que o Ártico
por dois motivos: em primeiro lugar, grande parte do continente está a mais de
três quilômetros acima do nível do mar. Em segundo lugar, a área do polo Norte
é coberta pelo oceano Ártico e o relativo calor do oceano é transferido através
do gelo, impedindo que as temperaturas nas regiões árticas alcancem os extremos
típicos da superfície da terra no Sul.
Alguns eventos
climáticos são comuns na região. A aurora austral, reconhecida como “Luzes do Sul”,
é um brilho observado durante a noite perto do Polo Sul. Outro acontecimento é
o “pó de diamante”, neblina composta de pequenos cristais de gelo. Forma-se
geralmente sob céu limpo, por isso é referido como precipitação de céu limpo. Falsos
sóis, brilhos formados pela reflexão da luz solar em cristais de gelo, reconhecidos
como parélio, são uma manifestação óptica atmosférica comum. Em 9 de
fevereiro de 2020, o continente registrou uma temperatura de 20,7 °C, a mais
alta de toda a história da Antártida. Aproximadamente
400 espécies de líquenes são reconhecidas na Antártida. As principais
dificuldades para o crescimento dos vegetais na Antártida são os fortes ventos,
a curta espessura do solo e a limitada quantidade de luz solar durante o
inverno austral. Por isso, a variedade de espécies de plantas na superfície é
limitada a plantas “inferiores”, na falta de melhor expressão, como musgos e
hepáticas. Mas há uma comunidade autotrófica, formada por protistas. A flora
continental consiste em líquens, briófitas, algas e fungos. O crescimento e a
reprodução ocorrem geralmente no verão. Há mais de 200 espécies de líquens e em
torno de 50 espécies de briófitas como musgos. No continente existem 700
espécies de algas, a maioria das quais forma o fitoplâncton. Diatomáceas
e algas da neve, algas microscópicas (cf. Rosnay, 1995; 1996) que crescem na
neve e no gelo dando-lhes coloração, são abundantes nas regiões costeiras
durante o verão.
Há ainda duas espécies
de plantas que florescem e são encontradas na Península Antártica, assim como Pinguins-imperador
na ilha do Monte Nevado. O krill é importante para as teias alimentares,
servindo de alimento para lulas, baleias, focas, como a foca-leopardo, pinguins
e outras aves. As aves mais comuns são os pinguins, os albatrozes e os petréis.
No entanto, somente 13 espécies fazem seus ninhos em terra firme, geralmente no
litoral, e partem para regiões mais quentes no inverno. Enquanto todas as
demais migram, duas espécies de pinguim permanecem e migram para o interior: o
pinguim-imperador, a maior espécie, e o pinguim-de-adélia. Por volta de abril,
machos e fêmeas dos pinguins-imperador migram cem quilômetros para o Sul, as
fêmeas voltam para o litoral para se alimentar, só voltando em julho e os
machos se agrupam para se aquecerem. A fauna dos mares em torno da Antártida é
bastante rica. É composta por uma miríade de invertebrados como esponjas,
anêmonas, estrelas-do-mar e ouriços-do-mar, anelídeos, crustáceos e moluscos e
entre os mais abundantes estão o isópode Glyptonotus antarticus e o
molusco Nacella concinna, comum nas zonas costeiras.
As condições ambientais
afetam o crescimento e a reprodução desses animais: eles se tornam maiores e
crescem mais lentamente, se reproduzindo de forma mais lenta em comparação com
seus congéneres de regiões quentes. Em regiões com profundidade de cerca de 200
metros abaixo da camada de gelo e em plena escuridão, acreditava-se que
existiam apenas micróbios, mas, conforme anúncio feito pela NASA em 16 de março
de 2010, também podem ser encontrados o crustáceo Lyssianasid amphipod e
uma espécie de água-viva. A aprovação do Ato de Conservação da Antártida trouxe
severas restrições ao continente. A introdução de plantas ou dos animais
estrangeiros pode ser punida criminalmente, bem como a retirada de qualquer
espécie nativa. O excesso de pesca do krill, de grande importância para
o ecossistema local, fez com que a pesca fosse regulamentada e controlada. A
Convenção para Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos
(CCAMLR, em inglês), um tratado que entrou em vigor em 1980, requer que
regulamentos sobre o Oceano Antártico levem em conta os potenciais efeitos
sobre todo o ecossistema antártico. Apesar destes novos regulamentos, a pesca
ilegal, particularmente da merluza-negra, continua sendo um sério problema. A
pesca ilegal da merluza aumentou para cerca de trinta e duas mil toneladas em
2000. Antropocentricamente ocorre há mais de 100 milhões de anos a Antártida fazia parte da Gondwana. Ao
longo do tempo, a Gondwana dividiu-se e a Antártida como é reconhecida
formou-se por volta de há 25 a 23 milhões de anos, ao se separar da América do
Sul e tornar-se circundada pelo oceano Antártico.
Escólio: O oficial
general, Robert Papp serviu como Comandante da Área Atlântica da Guarda
Costeira, onde foi comandante operacional de todas as missões da Guarda
Costeira dos Estados Unidos da América (EUA) na metade Leste do mundo e prestou
apoio ao Departamento de Defesa; como Chefe do Estado-Maior da Guarda Costeira
e Comandante do Quartel-General da Guarda Costeira; como Comandante do Nono
Distrito da Guarda Costeira, com responsabilidades pelas missões da Guarda
Costeira nos Grandes Lagos e na Fronteira Norte; e como Diretor de Reserva e
Treinamento, onde foi responsável por gerenciar e apoiar 13.000 reservistas da
Guarda Costeira e todos os Centros de Treinamento da Guarda Costeira. Papp é um
marinheiro experiente, tendo servido em seis navios da Guarda Costeira e
comandado os navios USCGC Red Beech, USCGC Papaw, USCGC Forward e USCGC Eagle,
o navio-escola da Guarda Costeira dos Estados Unidos da América. Ele também
serviu como comandante de uma unidade de operações especiais durante a Operação
Able Manner, na costa do Haiti, em 1994, para fazer cumprir as sanções das
Nações Unidas. Sua unidade de operações especiais reforçou as Forças Navais
durante intervenção americana no Haiti. As funções de Papp em terra incluíram o
comando da equipe de cadetes da Academia da Guarda Costeira; a equipe de
auxílios à navegação no Terceiro Distrito da Guarda Costeira; a chefia do
Departamento de Capacidades da Divisão de Operações de Defesa; a chefia da
Equipe de Desenvolvimento da Frota; a direção do Centro de Desenvolvimento de
Liderança; a chefia do Escritório de Assuntos Parlamentares da Guarda Costeira;
e o cargo de vice-chefe do Estado-Maior da Guarda Costeira.
Até maio de 2010, Papp
serviu como Comandante da Área Atlântica da Guarda Costeira em Portsmouth,
Virgínia, e Comandante da Força de Defesa Leste. Ele serviu como comandante
operacional de todas as missões da Guarda Costeira dos EUA na metade leste do
mundo; desde as Montanhas Rochosas até o Golfo Pérsico, abrangendo uma área de
responsabilidade em 42 estados com mais de 14 milhões de milhas quadradas, isto
é, unidade da milha quadrada é largamente empregada nos Estados Unidos e no
Reino Unido países onde o km² praticamente não é utilizado — e, em menor grau,
também no Canadá, e servindo com mais de 51.000 funcionários militares e civis
e auxiliares. Nessa função, ele também foi Comandante da Força de Defesa Leste
e forneceu apoio à missão da Guarda Costeira ao Departamento de Defesa e aos
Comandantes de Combate. Ele assumiu essas funções em julho de 2008. Papp foi
promovido a almirante e sucedeu ao almirante Thad Allen como comandante da
Guarda Costeira dos EUA em uma cerimônia de troca de comando em 25 de maio de
2010. Papp fez a primeira nomeação na história dos Estados Unidos de uma mulher
para chefiar uma academia militar dos Estados Unidos quando designou Sandra Leigh
Stosz como superintendente da Academia da Guarda Costeira dos Estados Unidos.
Em 30 de maio de 2014, Papp foi sucedido pelo almirante Paul F. Zukunft. Ele
foi confirmado pelo Senado dos EUA como comandante, com a patente de almirante,
em maio de 2014 e substituiu Robert J. Papp Jr. como comandante em 30 de maio
de 2014. Em 16 de julho de 2014, o Secretário de Estado dos EUA, John Kerry,
anunciou a nomeação do Almirante aposentado Robert Papp para servir como
Representante Especial para o Ártico.
Ele se aposentou deste
cargo em janeiro de 2017 para se tornar lobista de uma empresa de construção
naval. Em astrofísica, o paradoxo de Olbers, ou “paradoxo da noite escura”,
argumenta que a escuridão do céu está em contradição com a hipótese de universo
infinito e estático. A escuridão do céu é uma das evidências da não
estaticidade do universo, como no modelo do Big Bang do universo. Se o universo
fosse estático e com uma quantidade infinita de estrelas, qualquer linha de
visão abstrata partindo da Terra coincidiria provavelmente com uma estrela
suficientemente luminosa, de forma que o céu seria completamente brilhante.
Isso contradiz a observação do céu predominantemente escuro. O paradoxo foi
descrito primeiramente pelo astrônomo alemão Heinrich Wilhelm Olbers em 1826, e
anteriormente por Johannes Kepler em 1610 e Edmond Halley e Jean Philippe de
Chéseaux no século XVIII. Face à simplicidade da pergunta sobre a escuridão, as
respostas dos astrônomos vêm sempre acompanhadas com as mais inteligentes e
elegantes explicações envolvendo múltiplas demarcações abstratas das ciências
exatas. O paradoxo é a afirmação de que em um universo estático, infinito e com
distribuição regular de estrelas em seu espaço, o céu noturno deveria ser
brilhante. O paradoxo possui o nome indevido já que pressuposto num universo
estático e infinito a distribuição de estrelas, mesmo sendo em número infinito,
não precisa necessariamente ser regular. Aliás, a suposição de que a função de
estrelas f(x) pela quantidade de volume de espaço x dividida por esse mesmo
volume x tende a uma constante K quando x vai ao infinito é uma suposição cientificamente
forte. Embora o Paradoxo de Olbers constate que, se a distribuição de estrelas
no céu fosse regular num universo infinito, a quantidade de energia estelar que
atingiria a Terra seria igualmente infinita.
Roald
Engelbregt Gravning Amundsen nasceu em Borge, em 16 de julho de 1872, no Polo
Ártico, próximo da Ilha do Urso, e faleceu em 18 de junho de 1928. Foi um
explorador norueguês das regiões polares, que liderou a primeira expedição a
atingir o Polo Sul em 14 de dezembro de 1911, utilizando para isso trenós
puxados por cães. O Ártico exibe testemunhos de ocupação humana desde 15 mil
anos e algumas povoações modernas têm história de vários milênios. Cerca de 4
milhões de pessoas vivem atualmente no Ártico, das quais cerca de 10% são povos
indígenas, com o domínio de dezenas de diferentes culturas e línguas.
Temperaturas abaixo de 40º C negativos, ventos que podem ultrapassar 100 km/h e
tempestades de neve. Os obstáculos parecem não assustar os cientistas e exploradores
que, em 2023, pretendem viajar para algumas das regiões mais geladas do planeta
Terra, a fim de estudar assuntos específicos como a crise climática, a elevação
do nível do mar e a história da Terra registrada em camadas profundas de gelo.
A maior parte da população vive muito dispersa em pequenas vilas e povoados, e
há muitos grupos nômades, mas existem algumas cidades importantes, como
Murmansk, a capital do Oblast de Murmansque, localizada acerca de 200 km ao
Norte do Círculo Polar Ártico, na Rússia, com mais de 300 mil habitantes.
Há significativa disparidade na
qualidade de vida e desenvolvimento dessas populações “aborígenes”, e o ritmo e
processo de globalização tem aumentado essas diferenças em algumas regiões.
Quando vista do hemisfério norte, a Lua parece invertida em comparação com uma
vista do hemisfério sul. O Polo Norte está voltado para longe do centro
galáctico da Via Láctea. O Hemisfério Norte é o lar de aproximadamente 6,40
bilhões de pessoas, o que representa cerca de 87,0% da população humana total
da Terra de 7,36 bilhões de pessoas. As populações na América do Norte e
Escandinávia são as mais favorecidas em vários indicadores, como renda, saúde,
educação, expectativa de vida e Coeficiente de Conrado Gini, mas na Federação
Russa, que abriga cerca de 70% da população ártica total, os indicadores
geralmente ficam abaixo, ou muito abaixo da média global. Nas regiões prósperas
pode haver importantes desigualdades internas. O clima ártico reconhece grande
variações climáticas ao longo do ano. A região fica no extremo Norte do globo
terrestre devido à inclinação do eixo terrestre sua parte Norte permanece
mergulhada na obscuridade durante o inverno. Mesmo no verão a luz solar chega à
região em um ângulo baixo. O calor recebido do Sol é menor que nos trópicos e
boa parte dele é refletido de volta para o espaço pela brancura do gelo.
Terror na Antártida (Whiteout) tem como
representação social um filme de 2009 baseado na história em quadrinhos de
mesmo nome de 1998 de Greg Rucka e Steve Lieber, lançado em 11 de setembro de
2009. O filme foi produzido sob a
bandeira da Dark Castle Entertainment por Joel Silver, Susan Downey e David
Gambino, dirigido por Dominic Sena, distribuído pela Warner Bros. e estrelado
por Kate Beckinsale, Gabriel Macht e Alex O`Loughlin. Após dois anos vivendo em
uma estação de pesquisa na Antártida, a solitária chefe de polícia norte-americana,
Carrie Stetko (Kate Beckinsale), está ansiosa para voltar para casa. Mas três
dias antes de sua partida, um corpo é encontrado no gelo, e Carrie inicia a
primeira investigação de assassinato na gélida e inóspita Antártida. À medida
que o número de corpos aumenta, o mistério se aprofunda e as lealdades mudam.
Em meio a nevascas mortais, um assassino implacável não hesitará em fazer
qualquer coisa para proteger um segredo enterrado por mais de sessenta anos. Gregory
Rucka, nascido em 29 de novembro de 1969 em São Francisco, Califórnia, Estados
Unidos é um romancista de mistério e roteirista de quadrinhos norte-americano.
É reconhecido por seu trabalho em quadrinhos como Action Comics, Batwoman
e Detective Comics, bem como pela criação da série Lazarus para a Image
Comics e romances policiais como sua série Atticus Kodiak. Ele também
escreveu o roteiro do filme The Old Guard (2020), baseado em sua série
de quadrinhos de mesmo nome.
Gregory Rucka iniciou sua carreira literária com uma série de romances policiais protagonizados pelo personagem Atticus Kodiak. A série Atticus Kodiak se destaca pelo “realismo e atenção aos detalhes, em parte devido à experiência de Rucka como paramédico”. A série Atticus Kodiak é composta por sete romances, dos quais apenas quatro foram traduzidos para o francês. Greg Rucka escreveu outros seis romances fora da série Atticus. Três deles estão ligados à série de quadrinhos Queen & Country. Em 1998, Greg Rucka estreou no mundo dos quadrinhos com Whiteout que narra um assassinato em uma base na Antártida. A obra foi seguida por uma sequência, Whiteout: Melt. A maior parte do trabalho de Rucka ao longo dos anos 2000 foi para a DC Comics, onde ele esteve envolvido nas histórias de seus personagens mais reconhecidos: Superman, Batman e Mulher-Maravilha. De 2002 a 2004, ele trabalhou para a Marvel, incluindo o início do terceiro volume de Wolverine, Elektra e a minissérie Ultimate Daredevil & Elektra. Ele também trabalhou para a Image Comics, notavelmente em sua série Queen & Country. Em 2017, Rucka escreveu a série The Old Guard, que foi ilustrada por Leandro Fernandez, colorida por Daniela Miwa e publicada pela Image Comics. Em março de 2017 a Skydance Productions comprou os direitos para adaptar a história em quadrinhos para um filme de mesmo nome. Rucka escreveu o roteiro do filme, que foi lançado na Netflix em 2010 e posteriormente em julho de 2020. Mas em julho de 2019 Rucka começou a escrever uma minissérie de 12 edições intitulada Lois Lane com o artista Mike Perkins em dezembro de 2019 Rucka começou a escrever um segundo volume de The Old Guard intitulado The Old Guard: Force Multiplied.
Steve Lieber, nascido em 19 de maio de 1967 é um
ilustrador norte-americano de histórias em quadrinhos, reconhecido por seu
trabalho em títulos como Detective Comics e Hawkman, e pela
aclamada minissérie Whiteout, que foi adaptada para um filme de 2009
estrelado por Kate Beckinsale. Entre seus outros trabalhos estão a sequência
vencedora do Prêmio Eisner, Whiteout: Melt, e os thrillers Shooters
e Underground. Com o escritor Nat Gertler, ele é coautor de The
Complete Idiot`s Guide to Creating a Graphic Novel. Lieber descreveu sua
carreira como sendo sobre “contar suas próprias histórias unificadas com
finalidade”. Lieber cresceu na região de Squirrel Hill, em Pittsburgh,
no estado da Pensilvânia. Ele se formou em 1985 na Allderdice High School,
estudou na Pennsylvania State University, mas saiu antes de se formar para
concluir sua educação artística na The Kubert School for cartoonists em Nova
Jersey. Ele estudou com Joe Kubert, a quem cita como uma influência
significativa em sua carreira e sensibilidade artística, e se formou em 1990.
Lieber também cita os artistas de quadrinhos David Mazzucchelli, Alberto e
Enrique Breccia, Milton Caniff, Alex Toth, Howard Chaykin, Alex Raymond e Jaime
Hernandez como grandes influências. Fora dos quadrinhos, ele cita outros
pintores e ilustradores como tendo influenciado seu estilo artístico:
Hieronymus Bosch, Howard Pyle, N.C. Wyeth, Joseph Clement Coll, Norman
Rockwell, Edgar Degas, Edward Hopper, os pintores da Ashcan School, Andrew
Loomis, Robert Fawcett e Charles Dana Gibson.
Em 1993, Lieber
desenhou Hawkman Annual #1. Posteriormente, ele desenhou 20 edições da série
mensal Hawkman de 1994 a 1995, começando com a edição #5 e terminando com a
edição #27, e em um determinado momento, lançou uma edição #0 (que aconteceu
entre as edições #13 e #14) como uma ação promocional. As ilustrações de
Lieber para o Homem-Gavião chamaram a atenção de Hollywood, onde ele
começou a fazer esboços para a série Batman. Ele disse: - Uma grande
empresa que detém os direitos dos personagens oferece muita visibilidade e a
possibilidade de trabalhar com ícones extremamente conhecidos... Trabalhando
para uma grande empresa, você precisa ser capaz de deixar o personagem e as
ideias para trás [após sair do projeto] exatamente da mesma forma que estava quando
entrou (cf. Steve Lieber, 2001). Em 1998, Lieber ilustrou a minissérie de
quatro edições Whiteout com o escritor Greg Rucka para a Oni Press. A série
aclamada pela crítica, que foi descrita como uma “história de assassino em
série com sangue na neve”, foi compilada em um livro de bolso e adaptada para
um filme de 2009 estrelado por Kate Beckinsale e Tom Skerritt. Lieber
atribui seu sucesso à persistência e descreveu-se ao sair da escola como tendo “habilidades
medianas”, mas que “continuou trabalhando com quadrinhos por mais tempo do que
alguns de seus contemporâneos porque não queria fazer mais nada”. Além disso,
Lieber trocou informações e dicas com criadores de quadrinhos como Dwayne
McDuffie.
A graphic novel
Underground, de Lieber, uma história sobre um guarda florestal preso em uma
caverna, foi descrita como um “thriller de espeleologia” pela revista Time.
Lieber foi convidado em convenções de quadrinhos como a San Diego Comic-Con
de 200. Em fevereiro de 2008, Lieber desenhou uma série de ilustrações
em que personagens do programa de TV The Wire foram renderizados no
estilo do programa de TV Os Simpsons, uma das quais foi nomeada por Alan
Sepinwall do The Star-Ledger e NJ.com como o “link mais legal do dia”. A partir de setembro de 2009, Lieber ilustrou
a minissérie de cinco edições Underground com o escritor Jeff Parker para a
Image Comics. A série, sobre um guarda florestal espeleólogo preso em uma
caverna, foi posteriormente compilada em um livro de bolso no início de maio de
2010. Em abril de 2012, a DC/Vertigo publicou a graphic novel de suspense
militar Shooters, escrita por Brandon Jerwa e Eric Stephen Trautmann,
ilustrada por Lieber. Em julho de 2013, Lieber começou a desenhar Superior Foes
of Spider-Man para a Marvel Comics. A série acompanha uma equipe de vilões
azarados e pouco conhecidos do universo do Homem-Aranha. Lieber recebeu
muitos elogios por seu trabalho na série, incluindo uma menção na lista “Melhores
de 2013” da Comics Alliance. O crítico da Comics Alliance, Dylan Todd, diz: “Lieber
está no auge de sua carreira aqui, com uma mistura do estilo tradicional dos
quadrinhos de super-heróis e um ponto de vista mais humano que nos lembra que
essas são apenas pessoas em trajes fazendo coisas estúpidas e perigosas e que
podem se machucar a qualquer momento. Lieber e sua esposa, a romancista
Sara Ryan, moram em Portland, Oregon, onde ele é membro do Helioscope Studio.
Bibliografia Geral Consultada.
MOSCOVICI, Serge, Essai Sur l`Histoire
Humaine de la Nature. Paris: Flammarion, 1977; SCOTT, James, Los
Dominados y el Arte de la Resistência. México: Ediciones Era, 1990; PRIGOGINE,
Ilya; STENGERS, Isabelle, Entre o Tempo e a Eternidade. São Paulo: Editora
Companhia das Letras, 1992; SCHRÖDINGER, Erwin, Qu`est-ce que la Vie? De la Physique
à la Biologie. Paris: Editeur Point Seuil, 1992; ROSNAY, Joël de, O Homem
Simbiótico. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1996; Idem, O Macroscópio:
Para Uma Visão Global. Portugal: Editora Estratégia Criativa, 1995; DURAND,
Gilbert, As Estruturas Antropológicas do Imaginário: Introdução à
Arquetipologia Geral. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1997; COLOMBO,
Cristóvão, Diários da Descoberta da América: As Quatro Viagens e o
Testamento. Porto Alegre: L&PM Editores, 1998; ALLÈGRE, Claude, Deus
Face à Ciência. Lisboa: Universidade de Aveiro/Gradiva, 1998; MORIN, Edgar,
O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento. Introdução de Juremir
Machado. Porto Alegre: Editora Sulina, 1999; PRIGOGINE, Ilya, Ciência, Razão
e Paixão. Org. por Edgard de Assis e Maria da Conceição Almeida. Belém: Editora
da Universidade do Estado do Pará, 2001; ALMEIDA, Maria Conceição de, “Novos Contextos
das Ciências Sociais”. In: Cronos. Natal-Rio Grande do Norte, vol. 5/6,
n° 1/2, pp. 137-145, jan./dez. 2004/2005; MAIGRET, Eric; MACÉ, Eric (Org.),
Penser les Médiacultures. Nouvelles Pratiques et Nouvelles Approches de la
Represéntation du Monde. Paris: Editeur Armand Colin, 2005; ELIAS, Norbert,
“Estudos sobre a Gênese da Profissão Naval”. In: Escritos & Ensaios (1):
Estado, Processo, Opinião Pública. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor,
2006; pp. 69-113; LATOUR, Bruno, Jamais Fomos Modernos: Ensaio de
Antropologia Simétrica. Rio de Janeiro: Editora 34, 1994; Idem, Reensamblar
lo Social: Una Introduction a la Teoría del Actor-red. Buenos Aires:
Ediciones Manantial, 2008; Artigo: “Antártida: Os Países que Disputam a Soberania
do Continente Gelado”. Disponível em: https://www.bbc.com/05/01/2021;
TIRIBA, Lara, “Modo(s) de Vida e Modos de Produção da Existência Humana: Ensaio
Teórico-Metodológico”. In: Germinal – Marxismo e Educação em Debate.
Volume 13, nº 2, agosto de 2021; entre outros.
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