quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Pedra do Cão Sentado – Ecoturismo & Imagem Como Similitude.

                                                                Eu pretendo restaurar o familiar ao estranho”. René Magritte  

                         

        Antropologicamente a humanidade sempre atravessa estágios em que: a) opressão da individualidade é o ponto de passagem obrigatório de seu livre desabrochar superior, em que a pura exterioridade das condições de vida se torna a escola da interioridade, b) em que a violência simbólica da modelagem produz uma acumulação de energia, destinada, em seguida, a gerar toda a especificidade pessoal. Do alto desse ideal abstrato é que, c) a individualidade plenamente desenvolvida, tais períodos parecerão, é claro, grosseiros e indignos. Mas, para dizer a verdade, além de semear os germes positivos do progresso humano vindouro, já é em si uma manifestação do espírito exercendo uma dominação organizadora sobre a matéria-prima das impressões flutuantes, uma aplicação das personalidades especificamente humanas, procurando-as fixar suas normas de vida - do modo mais brutal, exterior ou, mesmo, estúpido que seja -, em vez de recebê-las das simples forças da natureza física externa ao homem.  A horda, uma estrutura social e militar histórica encontrada na estepe eurasiática “não protege mais a moça e rompe suas relações com ela, porque nenhuma contrapartida foi obtida por sua pessoa”.  Os indivíduos vivem em relações sociais de cooperação, mas também de oposição, portanto, os conflitos sociais são parte mesma da constituição da sociedade. É neste sentido que formam momentos de crise, entre dois momentos de harmonia, vistos numa função positiva de superação das divergências. 

     Fundamenta uma episteme em torno da ideia de movimento, da relação, da pluralidade, da inexorabilidade do conhecimento, de seu caráter construtivista, cuja dimensão realça o fugidio, o fragmento e o imprevisto. Por isso, seu panteísmo estético, ancorado sob forma paradoxais de interpretação real, como episteme, no qual se entende que cada ponto, cada fragmento superficial e, portanto, fugaz é passível de significado estético absoluto, de compreender o sentido total, os traços significativos, do fragmento à totalidade. O significado sociológico do “conflito”, em princípio, nunca foi contestado. Conflito é admitido por causar ou modificar grupos de interesse, unificações, organizações. Os fatores de dissociação entre pessoas e grupos, como ódio, inveja, necessidade, desejo, são as causas tanto sociais quanto psíquicas da condenação, que irrompe em função deles. Conflito é destinado do ponto de vista da representação social, a resolver dualismos divergentes, isto é, de obter um tipo ideal de unidade, que seja através da aniquilação de uma das partes em litígio. A imagem está associada a conhecimentos pretéritos adquiridos e concernentes ao objeto que ela de fato representa. Ela não apreende nada além daquilo que nós podemos extrair da realidade durante o trabalho de percepção. A imagem não se relaciona com o mundo em si, ela só depende do processo de como podemos descobrir algo sobre ela. Se existe uma possibilidade de se observar o objeto através da imaginação, mesmo assim essa possibilidade ainda não nos permite apreender nada de novo em relação ao objeto.

A imagem, ato da consciência imaginante, é um elemento, identificado como o primeiro e incomunicável, como produto de uma atividade consciente atravessada de um extremo ao outro por uma corrente de “vontade criadora”. Trata-se, de dar-lhe à sua própria consciência um conteúdo de sentido imaginante, próximo da analogia weberiana da interpretação do estatuto da ciência que recria para si os objetos afetivos espontaneamente ao seu redor: ela é criativa.  Daí a importância social e afetiva de se compreender no campo da imagem, de sua produção, recepção, influência, de sua relação com o sonho, o devaneio, a criação e a ficção, a substituição das mediações pelos meios de comunicação, posto que contenha em si uma possibilidade de violência, a partir da constituição do novo regime de ficção que afeta, contamina e penetra a vida social.  Ipso facto temos exatamente a sensação imaginária de sermos colonizados, mas sem saber precisamente por quem. Não é facilmente identificável e, se levarmos por conta da tradição que a partir daí é normal questionar-se sobre o papel da cultura ou da ideia que fazemos dela. O etnólogo Marc Augé reitera que as etnociências se atribuem sempre dois objetivos, proposto por ele ao final em seu opúsculo La Guerre des Rêves (1997). Usado como prefixo, “etno” relativiza o termo que o segue e o faz depender da “etnia” ou da “cultura” que supõe ter práticas análogas às que chamamos “ciências”: medicina, botânica, zoologia etc.

                                        


Desse ponto de vista, a etnociência tenta reconstituir o que serve de ciência aos outros, suas práticas sanitárias e do corpo, seus conhecimentos botânicos, mas também suas modalidades de classificação, de relacionamento etc. É claro que, a partir do momento em que se generaliza a etnociência muda de ponto de vista. Ela tenta emitir uma apreciação ideal típica sobre os modelos locais, indígenas, e compará-los a outros e, além disso, propor uma análise dos procedimentos cognitivos num certo número de experiências. Ela leva às vezes o nome de antropologia: fala-se assim em Antropologia Médica ou cognitiva. Em verdade, quando Marc Augé recoloca a questão: “que é nosso imaginário, hoje?”, por outro lado, ele se indaga se nestes dias não estamos assistindo a uma generalização do fenômeno de fascínio da consciência que nos pareceu característico da situação colonial e de seus diferentes avatares? Trata-se de “exercícios de etnoficção”, em analisar o estatuto da ficção ou as condições etnológicas de seu surgimento, e ipso facto num momento histórico particular, em analisar os diferentes gêneros que se irradiam sob formas ficcionais, sua relação com o imaginário individual e coletivo, as representações da morte etc., em diferentes sociedades ou conjunturas.

O ecoturismo ou turismo de natureza, é um segmento de atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações nativas envolvidas. No entanto, a definição de ecoturismo não é difícil de aplicar politicamente e de controlar, gerando muitas discussões entre especialistas. O ecoturismo é um segmento turístico que proporcionalmente mais cresce no mundo, enquanto o turismo convencional cresce 7,5% ao ano, o ecoturismo está crescendo entre 15 a 25% por ano. A Organização Mundial de Turismo estima que 10% dos turistas em todo o mundo globalizado tenham como demanda o turismo ecológico. O faturamento anual do ecoturismo, a nível mundial, é estimado em US$ 260 bilhões, do qual o Brasil se apropriaria com cerca de US$ 70 milhões. Embora o trânsito de pessoas e veículos possa ser agressivo ao estado natural desses ecossistemas, os defensores de sua prática argumentam que, complementarmente, o ecoturismo contribui para a preservação dos mesmos, é um dos principais meios de educação ambiental e permite a integração e desenvolvimento econômico das comunidades em áreas de preservação ambiental. O termo já era hic et nunc usado no século de 700 a .C e 800 a. C para designar rotas com belas paisagens ecológicas na imensidão continental  extraordinária da África. 

Ecoturismo é também um segmento turístico em que a principal motivação do turista é, a observação e apreciação da natureza, contribuindo para sua preservação. A atividade, como presentemente configurada em muitas partes do mundo, é confundida com o turismo de aventura e, de fato, há quem inclua esta última, assim como outras nomenclaturas dadas ao turismo (por exemplo: turismo rural, turismo responsável, turismo ecológico, turismo alternativo, turismo verde, turismo cultural) como partes ou derivações de uma generalização chamada ecoturismo. Apesar das boas intenções que cercam a prática do ecoturismo, já são conhecidos alguns impactos negativos deste segmento econômico. Uma série de artigos científicos diagnosticou em peixes expostos ao ecoturismo (na forma de mergulho recreacional) uma cascata de reações negativas. Primeiramente no âmbito da história primordial dos animais sofrem alterações hormonais e metabólicas em nível fisiológico. Em seguida, essas reações fisiológicas se expressam em seu comportamento, socialmente modificando sua alimentação, escolha de habitat, período de atividade, socialidade e comportamento reprodutivo. Decorrem mudanças ecológicas, como alterações de diferentes espécies que alterarão a comunidade de espécies existentes no ponto turístico. Por fim, dado tempo o suficiente, estas alterações todas podem resultar em mudanças evolutivas para as espécies alvejadas pelo turismo. É fundamental, no entanto, esclarecer que isto não significa que o ecoturismo não deva ser almejado ou que seja uma atividade de baixo interesse ambiental. 

Ele pode fomentar a conservação ambiental, desde que os riscos que eventualmente apresenta sejam conhecidos, mensurados e diminuídos. Aplicar boas práticas de turismo de natureza pode até tornar essa atividade inócua ao ambiente. Ao invés de abandonar a prática, é necessário definir áreas específicas para sua realização, regular quantidade de visitantes e suas atividades e potencializar seus benefícios. De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2008), apesar de toda a vocação do setor turístico brasileiro ele não tem ampliado de forma significativa seu peso na riqueza produzida pelo país. Desde 2003, a participação do turismo no PIB tem oscilado pouco, representando cerca de 3,6% do PIB. Na classificação do Índice de Competitividade em Viagens e Turismo de 2009, que mensura os fatores preponderantes à consolidação de negócios no setor turístico de cada país, o Brasil ficou em 45º lugar mundial, sendo o segundo colocado entre países da América Latina e o quinto no continente americano. O mesmo relatório classificou o Brasil em quarto lugar mundial no quesito potencial turístico na área de recursos humanos, nos aspectos culturais e naturais, sendo que, quando considerado somente seus recursos naturais, o Brasil posiciona-se no segundo lugar do ranking mundial.

Em 2008 foi criada a Revista Brasileira de Ecoturismo para suprir a necessidade de divulgação de pesquisas nessa área, tornando-se referência científica em ecoturismo no país. Ela tem periodicidade quadrimestral e é editada pela Sociedade Brasileira de Ecoturismo, a mais importante entidade científica da área no Brasil. O Congresso Nacional de Ecoturismo, com periodicidade bienal, é o maior evento do segmento no Brasil, e também é organizado pela Sociedade Brasileira de Ecoturismo. Os mais destacados pesquisadores brasileiros das temáticas do Ecoturismo são: Adyr Balastreri Rodrigues, Davis Gruber Sansolo, Marta de Azevedo Irving, Paulo dos Santos Pires, Sidnei Raimundo, Suzana Machado Pádua, e Zysman Neiman, dentre outros. Até 2003, o mercado brasileiro possuía cerca de 250 operadoras especializadas em ecoturismo, sendo que 70 delas localizadas na cidade de São Paulo no ano 2000. Neste ano, estima-se que o ecoturismo tenha sido praticado por meio milhão de pessoas no Brasil, gerando emprego para trinta mil trabalhadores, por intermédio de cinco mil empresas e instituições privadas. Dentre as 32 operadoras americanas, canadenses, francesas, italianas e sul-americanas que operavam para a América do Sul, na data da pesquisa, apenas 10 (31,25%) ofereçam o destino Brasil. Nesses pacotes, apenas três produtos eram comercializados: Amazônia e Pantanal (em 80% dos casos) e Foz do Iguaçu (com 40% das ocorrências).

Temos o que fica reservado como lugar de representação do conhecimento, posto que bem entendido o nível ao qual se aplica a pesquisa antropológica, ela tem por objeto interpretar a interpretação que os outros fazem da categoria do outro, nos diferentes níveis que situam o lugar dele e impõem sua necessidade. A representação da etnia, tribo, aldeia, linhagem ou outro modo de agrupamento até o átomo elementar de parentesco, do qual se sabe que submete a identidade da filiação à necessidade da aliança, o individualismo possessivo, enfim; que todos os sistemas rituais e a etnologia definem como compósito e pleno de alteridade, figura impensável, como o são, em modalidades opostas, a do rei e a do feiticeiro. É assim que ocorre do ponto de vista da organização social e técnica do trabalho a perda de autonomia profissional, pois, somente no interior de sua troca os produtos do trabalho adquirem uma objetividade de valor socialmente igual, separada de sua objetividade de uso, sensivelmente distinta. Essa cisão do produto do trabalho em coisa útil e coisa de valor só se realiza na prática quando a troca já conquistou um alcance e uma importância suficientes para que se produzam coisas úteis à troca e de valor das coisas passou a ser considerado no próprio ato de sua produção.

    

A partir desse momento, os trabalhos privados dos produtores assumem, um duplo caráter social: 1) como trabalhos úteis determinados, eles têm de satisfazer uma determinada necessidade social e, conservar a si mesmos como elos do trabalho total, do sistema natural-espontâneo da divisão social do trabalho. 2) por outro lado, eles só satisfazem as múltiplas necessidades de seus próprios produtores na medida em que cada trabalho privado e útil particular é permutável por qualquer outro tipo útil de trabalho privado, portanto, na medida em que lhe é equivalente. A igualdade toto coelo dos diferentes trabalhos só pode consistir numa abstração de sua desigualdade real, na redução desses trabalhos ao seu caráter comum como dispêndio de força humana de trabalho, como trabalho humano abstrato. Eles equiparam entre si seus diferentes trabalhos como trabalho humano. Eles não sabem disso, mas o fazem, referia-se Marx, tomando a ideia genial da fenomenologia de Friedrich Hegel. 

O interessante deste aspecto ocorre quando confundem o cargo com a profissão. Com a utilização do método de trabalho e de produção o emprego da técnica no trabalho denominando-o “coletivo” ou “comunidade”. A sociologia, não confunde a prática dos rituais com seu sentido. Ipso facto, admitimos o ponto de vista da análise abstrata, segundo o qual nem todos os especialistas concordam em admitir que as comunidades vegetais apresentam propriedades sociais. De fato, há requisitos da vida social entre os animais que são inconcebíveis em sua analogia no mundo vegetal. Reações ou relações baseadas na capacidade de locomoção, na plasticidade assegurada pelo sistema nervoso, na interdependência dinâmica produzida pela divisão do trabalho, em tendências mais ou menos conscientes de comportamento, etc., não comportam condições de manifestação nas comunidades de plantas, por maior que seja o grau de sociabilidade inerente aos seus padrões de organização interna. Isso não impede que se reconheça que alguns tipos de relações comunitárias das plantas possuem valor social definido no amplo e diversificado mercado mundial de consumo de drogas. As dificuldades são de ordem descritiva. Raramente se assume um estado de espírito que lhe permita considerar a vida social, independentemente dos padrões mais complexos, que ela alcança a análise comparada entre os animais e os dos homens. Os índios Tupinambá obrigou-o a alargar seu conhecimento das sociedades ditas primitivas, para poder entender, descrever e explicar as estruturas e os dinamismos da sociedade tribal. Descobriu que nenhum sociólogo é capaz de realizar seu ofício antes de percorrer as fases de uma de investigação completa, na qual transmite do levantamento dos dados à sua crítica e à análise e, em seguida, ao tratamento interpretativo propriamente dito.

Os que repudiam o estudo de comunidade ou o estudo de caso sociologicamente com obstinação, ignoram esse lado pedagógico do treinamento pela pesquisa empírica sistemática. Nas comunidades de plantas de organização simples, os comensais são iguais; nas comunidades de plantas de organização complexa, os comensais são desiguais e concorrem, com suas necessidades diferentes, para uma utilização mais complexa de possibilidades do habitat comum. Do ponto de vista dinâmico, a sociabilidade das plantas é um produto direto da competição, que regula a distribuição dos indivíduos no espeço e o padrão daí resultante da relação deles entre si. No entanto, as variações no grau de sociabilidade podem afetar as condições gerais de interação das plantas. O aumento da sociabilidade, por exemplo, é útil às plantas em competição com outras espécies. A função social do meio não chega a sofrer uma diferenciação nítida; aparece como uma condição, às vezes mal perceptível, da interação dos organismos através da utilização dos recursos do habitat.  É útil ter-se em mente que o sistema de notações dos botânicos não coincide com os dos sociólogos, pois as aglomerações vegetais não possuem, do ponto de vista sociológico, as propriedades específicas da associação propriamente dita. A polêmica, neste plano terreno e abstrato, relaciona-se com os modos de interpretação que correspondam a esses atributos sociais. Alguns biólogos, psicólogos e sociólogos pensam, ao contrário que as propriedades sociais das comunidades de animais, do grau técnico em que constituam produtos de mecanismos sociais e de processos extra-sociais, possuem objetividade social para serem considerados em seu ersatz isoladamente.

       

Um monumento natural é um tipo social de área protegida que busca proteger uma ocorrência, característica ou elemento natural contendo um ou mais aspectos que, pela sua singularidade, raridade ou representatividade em termos ecológicos, estéticos, científicos e culturais, exigem a sua conservação e a manutenção da sua integridade. O caráter histórico e tradicional inserem-se em uma tradição mais oriental de definição de monumentos naturais, enquanto que a tradição francesa enfatiza os aspectos estéticos. O Japão é considerado pioneiro na preservação de monumentos naturais, geralmente associados às religiões budista e xintoísta, mas posteriormente também a locais de memória como jardins, parques e alinhamentos de árvores da cidade de Tóquio; os monumentos naturais não são necessariamente imponentes, valorizando-se por vezes a simplicidade. Já a tradição francesa, consubstanciada a partir da década de 1930, traz para o primeiro plano atributos como grandiosidade e beleza.  No Brasil, Monumento Natural (“MoNa”) é uma categoria de Unidade de Conservação de proteção integral definida pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. Essas unidades são criadas com a ideia de preservar sítios naturais, singulares ou de grande beleza cênica.

As unidades da categoria Monumento Natural podem ser constituídas por áreas particulares, desde que seja possível compatibilizar os objetivos da unidade com a utilização da terra e utilidade de uso dos recursos naturais do local pelos proprietários. Havendo incompatibilidade entre os objetivos da área e as atividades privadas, ou não havendo aquiescência do proprietário às condições propostas pelo órgão responsável pela administração da unidade para a coexistência do Monumento Natural com o uso da propriedade, a área deve ser desapropriada, de acordo com o que dispõe a lei. A visitação pública está sujeita às condições e restrições estabelecidas no Plano de Manejo da unidade, às normas estabelecidas pelo órgão responsável por sua administração e àquelas previstas em regulamento. O primeiro Monumento Natural criado pelo Brasil foi o Monumento Natural dos Pontões Capixabas, em 2008, a partir da reclassificação da unidade, que anteriormente era um Parque nacional. Segundo o Cadastro Nacional de Unidades de Conservação, existiam 23 unidades dessa categoria em janeiro de 2012.

A Pedra do Cão Sentado é um monumento natural considerado símbolo da cidade de Nova Friburgo. É uma das mais notáveis formações rochosas do parque de Furnas do Catete, situado na zona norte. Situada à margem da Rodovia Nova Friburgo - Bom Jardim, encontra-se em extensa área, com altitude máxima em torno de 1.111 metros. É um conjunto de grutas e blocos de rochas superpostas que criam formas deslumbrantes. O ponto mais elevado é a Pedra do Cão Sentado, formação que se assemelha a um cão de guarda, com 100m de altura. Para atingi-lo o visitante percorre aproximadamente 1 km, ultrapassando 12 pontes e rústicas escadas. Esse ponto turístico foi originado a partir de eventos erosivos que desgastaram a rocha e levaram à formação da feição que hoje se assemelha a um cão. Um coronel chamado José Augusto Zebende comprou essas terras, local natural em que alguns de seus amigos padres gostavam de frequentar. Na época eles ouviram muitas vezes os empregados falarem sobre uma pedra que havia no alto da propriedade, que sua forma lembrava um cão sentado. Os padres então resolveram conhecer a pedra e constataram que era verdade. A história se originou, quando um coronel chamado José Augusto Zebende comprou essas terras, local em que alguns de seus amigos padres gostavam de frequentar. Eles ouviram muitas vezes os empregados falarem sobre uma pedra que havia no alto da propriedade, que sua forma lembrava um cão sentado. Os padres então resolveram conhecer a pedra e constataram que era verdade. No ano de 1959 eles localizaram o governador Roberto Silveira (1923-1961), que de helicóptero fotografou toda área, selando um acordo com o coronel Zebende, tombando essa área para o estado, o qual foi reconhecido como ponto turístico.

   

 É uma caminhada bastante agradável e fácil e os trechos mais difíceis contam com passarelas e escadas de madeira com corrimão dos dois lados. Para percorrer a trilha, que dura cerca de quarenta minutos, não é preciso a ajuda de guias – basta seguir a sinalização. Furnas do Catete absorve grande demanda turística, principalmente nos meses de verão, fins de semana e feriados. No parque encontramos lagos, paredões de pedra e grutas exóticas e pitorescas onde se destacam: Toca da Onça, Igrejas dos Macacos, Salão do Escoteiro, Pico do Charuto, Furnas Vinte Minutos, Quilha do Navio, Pia Sagrada, além do Cão Sentado. Junto ao porão de acesso ao local há um lago circundado por belas formações rochosas, jardins e um quiosque próprio para lanches, refeições e piqueniques. Uma das atrações da subida é a Pia Sagrada, um pequeno lago que existe entre as rochas e que não seca nunca. “Pode ter sol ou chuva que sempre tem água”, afirma o diretor do parque, Ronaldo de Amorim. Muitos caminhos foram abertos para que os turistas tivessem o privilégio de conhecer estas inúmeras grutas, cavernas e a imensa flora e fauna, com espécies variadas de bromélias, orquídeas, e animais silvestres como cachorro do mato, gato do mato e mico, entre outros. 

Há espécies variadas de pássaros e a atração principal, o “Cão Sentado”, cartão postal de Nova Friburgo, com seus 100 metros de altura. Em 1960 o governador Roberto Silveira iniciou as obras do Parque Furnas do Catete, mas infelizmente morreu em um desastre de helicóptero na cidade de Petrópolis, na Serra dos Órgãos, sendo paralisadas as obras. Seu substituto, o governador Celso Peçanha, recomeçou as obras com a comissão de turismo de Nova Friburgo. O Parque foi inaugurado em 1962 e interditado em dezembro de 2002 pela Turisrio, por falta de infraestrutura e total estado de abandono. Em 1993 uma mobilização dos excursionistas evitou que a cabeça do Cão rolasse. Uma grande raiz que se desenvolvia na altura do pescoço do Cão, estava forçando a cabeça, com um composto químico e muito esforço dos alpinistas o problema foi solucionado. Durante todos estes anos a Flumitur foi a responsável pelo Parque Furnas do Catete, contratando Altir Xavier Forny, que trabalhou no Parque por 36 anos “sem verbas para reformas, só contando com o ingresso para custear a manutenção do Parque”. Em julho de 2003 o Parque foi privatizado pelo empresário Ronaldo de Amorim, através de uma parceria com os governos Estadual (Turisrio) e Municipal (PMNF), na gestão da prefeita Saudade Braga (2001-2008). Foram executadas obras de dragagem e contenção do lago que ganhou mais profundidade, reformas das escadas e corrimões, construção de dois banheiros, sala de primeiros socorros, guarita com roleta, lanchonete, sede nova, playground, entre outras.

Bibliografia Geral Consultada.

MOREIRA, Ruy, “A Geografia Serve para Desvendar as Máscaras Sociais”. In: Geografia: Teoria Crítica. Petrópolis (RJ): Editoras Vozes, 1982; FREEMAN, Judi, A Imagem Dada & Surrealista Word. Los Angeles: Los Angeles County Museum of Art, de 1989; PAQUET, Marcel, Magritte: O Pensamento Tornado Visível. Colonia: Editora Benedikt Taschen, 1992; LENAIN, Thierry (Org.), L’Image: Deleuze, Foucault, Lyotard. Paris: Librairie Philosophique J. Vrin, 1997; FENNELL, David, Ecotourism: An Introduction. London: Editor Routledge, 1999; SANTOS, Milton, A Natureza do Espaço - Técnica e Tempo, Razão e Emoção. 3ª edição. São Paulo: Editor Hucitec, 1999; FIGUEIREDO, Virgínia, “Isto é um cachimbo”. In: Kriterion. Vol.46, n°112. Belo Horizonte, dezembro de 2005; MELO, Rogério Silva, Os Jogos das Paixões Ordinárias nas Emoções Ascensionais – O Imaginário Social dos Escaladores. Tese de Doutorado em Educação Física. Rio de Janeiro: Universidade Gama Filho, 2006; PEREIRA, Dimitri Wuo, Escalada. 1ª edição. São Paulo: Odysseas Editora, 2007; BRITO, Altair Gomes, As Montanhas e suas Representações Através dos Tempos: Buscando Significados. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Geografia. Setor de Ciências da Terra. Curitiba: Universidade Federal do Paraná, 2008 ALLMER, Patrícia, René Magritte: Beyond Painting. Manchester University Press, 2009; GRIMM, Flavia Christina Andrade, Trajetória Epistemológica de Milton Santos. Uma Leitura a partir da Centralidade da Técnica, dos Diálogos com a Economia Política e da Cidadania como Práxis. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana. Departamento de Geografia. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2011; TRINDADE, Flávia Ferreira, “A dicotomia figura x linguagem apresentada na obra Isto não é um cachimbo analisada sobre a ótica da semelhança”. In: Enciclopédia. Pelotas, Vol. 5, 2016; SOUZA, Luana da Silva de, Um Estudo sobre a Memória Técnica de Grupos Humanos do Holoceno, por meio da Variabilidade Técnica da Cultura Material Lítica, dos Sítios Arqueológicos Castração e Usina Localizados em Uruguaiana - RS. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em História. Santa Maria: Universidade Federal de Santa Maria, 2018; entre outros.

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