segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Cálculo Mortal – Suspense Psicológico & Lugar Comum do Psicopata.

“A maldade é a vingança do homem contra a sociedade, pelas restrições que ela impõe”. Sigmund Freud                                             

        Uma arma de fogo é um tipo específico de arma capaz de disparar um ou mais projéteis em série em alta velocidade através da ação pneumática provocada pela expansão de gases resultantes da queima de propelente de alta velocidade. Este processo de queima subsônica é tecnicamente conhecido como deflagração, em oposição a combustão supersônica conhecida como detonação. Em armas de fogo mais antigas, o propulsor era tipicamente a pólvora negra ou a cordite, mas armas de fogo modernas usam a pólvora sem fumaça de base simples ou dupla ou outros propelentes. A maioria das armas de fogo modernas, com a exceção das armas de alma lisa, tem canos raiados com ranhuras internas espiraladas, para dar giro em movimento helicoidal ao projétil visando melhor estabilidade ao voo do mesmo e consequentemente mais precisão a distâncias maiores. A munição, outro elemento distinto da arma, é imprescindível para o funcionamento da arma de fogo. Estima-se que os civis dos Estados Unidos da América possuam estatisticamente 393 milhões de armas de fogo, e que 35% a 42% das famílias no país tenham pelo menos uma arma. A legislação sobre armas, ou não legislação, nos Estados norte-americanos, é aumentada por interpretações judiciais da Constituição. Em 1791, os Estados Unidos adotaram a Segunda Emenda, e em 1868 adotaram a Décima Quarta Emenda. O efeito dessas duas emendas na política de armas foi objeto de decisões históricas da Suprema Corte dos Estados Unidos da América em 2008 e 2010, que mantiveram o direito dos indivíduos de possuir armas para autodefesa.

Os Estados Unidos da América têm o maior número estimado de armas de fogo per capita, com 120,5 armas para cada 100 pessoas na sociedade norte-americana. A Segunda Emenda da Constituição dos Estados Unidos diz: “Uma milícia bem regulamentada, sendo necessária à segurança de um Estado livre, o direito do povo de manter e portar armas, não será infringida”. Os debates sobre a disponibilidade de armas de fogo e a violência armada nos Estados Unidos foram caracterizados por preocupações sobre o direito de portar armas, como as encontradas na Segunda Emenda à Constituição dos EUA, a responsabilidade do governo dos Estados Unidos de atender às necessidades de seus cidadãos e para prevenir crimes e mortes. Os partidários do regulamento de armas de fogo dizem que os direitos indiscriminados ou irrestritos às armas inibem o governo de cumprir essa responsabilidade e causam problemas de segurança. Os defensores dos direitos das armas promovem armas de fogo exatamente para autodefesa, incluindo segurança contra a tirania, além de atividades sociais de caça e esporte. Os defensores do regulamento de armas de fogo afirmam que restringir e rastrear o acesso às armas resultaria em comunidades mais seguras, enquanto os defensores dos direitos das armas afirmam que o aumento da posse de armas de fogo por cidadãos cumpridores da lei reduz o crime e afirma que os criminosos sempre tiveram acesso fácil a eles de armas de fogo.

Cálculo Mortal (Murder by Numbers) tem como representação social um filme de suspense psicológico norte-americano de 2002, produzido e dirigido por Barbet Schroeder, e estrelado por magistralmente por elenco in statu nascendi promissor Sandra Bullock no papel principal, ao lado de Ben Chaplin, Ryan Gosling e Michael Pitt. É vagamente baseado no caso Leopold e Loeb. O filme foi exibido no Festival de Cinema de Cannes de 2002, mas não entrou na competição. Nascido em Teerã, em 26 de agosto de 1941, é um cineasta e produtor francês de origem suíça que iniciou sua carreira na década de 1960. Ele é casado com a atriz Bulle Ogier e já realizou trabalhos com outros diretores como Jean-Luc Godard e Jacques Rivette. Schroeder nasceu na capital do Irã, Teerã, sua mãe Ursula era uma médica alemã e seu pai Jean-William era um geólogo suíço. Fundou uma empresa chamada Les Films du Losange aos 23 anos de idade, que produziu alguns dos filmes da Era do cinema francês chamada de French New Wave. Seu debut como diretor foi com o filme More (1969), que trata sobre o vício em heroína, tornou-se um sucesso na Europa. A trilha sonora do filme foi assinada pela banda Pink Floyd. A banda também foi responsável pela trilha sonora do filme La Vallée. Mais tarde ingressou como diretor em Hollywood, com filmes como Barfly (1987) estrelando Mickey Rourke, Single White Female (1992) e O Reverso da Fortuna (1990), trabalho em que Jeremy Irons recebeu o Óscar da Academia.

                               


Apesar do seu sucesso comercial, o diretor ainda se interessa em filmes curtos e com audiência limitada, como a adaptação de Fernando Vallejo do romance La Virgen de los Sicarios de (2000), um romance semiautobiográfico do escritor colombiano Fernando Vallejo sobre um autor na casa dos 50 anos que retorna à sua cidade natal, Medellín, após 30 anos de ausência, e se vê preso em uma atmosfera de violência e assassinatos causada pela guerra entre cartéis de drogas. Nessa linha, em 2007 produziu e dirigiu o filme O Advogado do Terror, um documentário sobre o terrorismo nos últimos cinquenta anos na visão do advogado francês Jacques Vergès e alguns de seus clientes. Schroeder também fez pontas como ator, em Marte Ataca! de (1996) como o Presidente da França, como um vendedor em Paris, Te Amo de (2006) e como um mecânico em A Viagem para Darjeeling de (2007). O romance foi posteriormente adaptado para o cinema, recebendo diversos reconhecimentos internacionais, como o Prêmio do Senado Italiano, o prêmio de melhor filme latino-americano no Festival de Cinema de Veneza (2000) e o prêmio do Festival Internacional de Cinema Novo de Havana (2000). Existe um crescente corpo de estudos acadêmicos e comentários críticos sobre esta obra controversa, a maioria em espanhol. As breves seções a seguir buscam proporcionar ao leitor uma compreensão básica de algumas das principais abordagens daquela que é, sem dúvida, uma obra central da ficção colombiana da década de 1990. Trata-se de uma obra de ficção elaborada e debatida que aborda eventos relacionados ao narcotráfico e suas consequências nefastas para a sociedade colombiana ou do documentário General Idi Amin Dada de 1974.

Nascido em Campala, de um pai da tribo kakwa e uma mãe lubara em 30 de maio de 1928 e morto em Jidá, 16 de agosto de 2003, foi um militar ugandense que ocupou o cargo de presidente de Uganda de 1971 até 1979. É considerado um dos ditadores mais brutais e déspotas da história. Em 1946, aos vinte anos, ingressou nos King`s African Rifles (KAR) do exército colonial britânico como cozinheiro. Ele foi ascendendo as patentes, até chegar a tenente, lutando ao lado dos britânicos contra rebeldes somalis, na Guerra de Shifta e, depois, na Revolta dos Mau-Mau, no Quênia. Quando Uganda ganhou sua Independência do Reino Unido, em 1962, Amin permaneceu nas forças armadas, chegando à patente de major, sendo nomeado general e comandante do exército ugandense em 1965. Em 1971, quando ele soube que o presidente Apollo Milton Obote foi presidente de Uganda entre 1966 e 1971 e retornou ao poder entre 1980 e 1985. Mas estava planejando prendê-lo, por desviar fundos do exército, Amin lançou um golpe de Estado e se declarou presidente. Durante os anos no poder, Amin deixou de ser um governante pró-Ocidente, que contava com um apoio considerável de Israel e do Reino Unido, para se tornar um líder aliado a Muammar Gaddafi da Líbia (1942-2011), a Mobutu Sese Seko (1930-1997) do Zaire, à União Soviética e à Alemanha Oriental. Em 1975, Amin tornou-se presidente da Organização da Unidade Africana (OUA), um grupo Pan-africano, criado para promover a solidariedade entre os Estados africanos. Uganda chegou a ser membro da Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos, de 1977 a 1979. O Reino Unido rompeu relações diplomáticas com Uganda, em 1977, e Amin declarou que ele havia derrotado os britânicos, adicionando Conqueror of the British Empire (CBE) ou “Conquistador do Império Britânico” ao seu título oficial.

Escólio: Richard Haywood e Justin Pendleton são colegas de escola; Richard é um extrovertido arrogante, rico e popular, enquanto Justin é um solitário talentoso, porém introvertido. Aparentemente, são inimigos, mas secretamente são amigos muito próximos. Após meses planejando as condições e possibilidade de execução de um “crime perfeito”, a dupla sequestra uma mulher aleatoriamente, a estrangula e planta provas que incriminam o traficante de maconha de Richard, que é a figuração do zelador da escola Ray Feathers. A detetive Cassie Mayweather (Sandra Bullock) e seu novo parceiro, Sam Kennedy (Ben Chaplin), investigam o assassinato. Curiosamente ela transa com ele logo no início, como fazia com parceiros de trabalho anteriores, mas não permite que ele veja seus seios e o manda para casa de forma brusca depois. Neste ínterim, tanto as marcas de pegadas na cena do crime levam a Richard, quanto a ocorrência de vômito próximo incrimina Justin. Ambos têm álibis e negam se conhecer, mas Cassie está convencida de que Richard é o assassino e Justin está envolvido. Sam critica sua recusa em considerar outros suspeitos, já que a maior parte das evidências físicas apontam para longe dos dois garotos. O chefe de Cassie, Capitão Rod Cody, e seu ex, o promotor assistente Al Swanson, temendo a influência dos pais de Richard, afastam Cassie da liderança do caso. A cena de crime é qualquer local que talvez esteja associado a um crime cometido. Cenas de crimes contêm evidências físicas pertinentes para uma investigação criminal. Estas evidências são coletadas por investigadores (peritos criminais) e autoridades.

A localização de uma cena de crime pode ser o local onde o crime ocorreu ou qualquer área que contenha evidências do próprio crime. As cenas não são limitadas apenas por uma localização, mas podem ser qualquer pessoa, lugar ou objeto associado com as condutas criminosas que ocorreram. Após uma cena de crime ter sido descoberta, é importante que sejam tomadas medidas para protege-la de contaminação. Em ordem para manter a integridade da cena, as autoridades devem tomar medidas de segurança para bloquear a área ao redor, bem como controlar a entrada e saída de pessoas. Por tomarem essas precauções, os oficiais garantem que as evidências coletadas poderão ser usadas em tribunal. Evidências que foram contaminada, adulteradas ou danificadas podem poluir a cena e fazer com que um caso seja desconsiderado. É importante que tudo que ocorrer durante a análise da cena seja documentado. É trabalho do perito garantir que seja feito uma documentação extremamente coerente e resumida. A documentação deve incluir as observações e ações do perito enquanto estiver no local. O laudo pericial é responsável por documentar a aparência e a condição da cena na chegada. O laudo coletará declarações e comentários de testemunhas, vítimas e possíveis suspeitos. Vários outros documentos também são gerados para que a integridade de uma cena continue intacta. Esses documentos incluem uma lista de quem esteve em contato com a evidência (cadeia de custódia), bem como um registro de quais evidências foram coletadas.

Richard mata Ray, simulando um suicídio. Sam, seguindo as evidências plantadas, encontra Ray.  Ao encontrá-lo morto, o assassinato da mulher parece resolvido; mas Sam finalmente se convence, por meio de Cassie, de que ela pode estar certa, e continua a investigação. Justin, que tem uma queda pela colega de classe Lisa Mills, finalmente toma coragem para convidá-la para sair. Richard, com ciúmes, seduz Lisa, filma os dois e depois entrega uma cópia para Justin. Justin fica furioso, mas se controla, sabendo que a polícia ainda os está observando. Cassie começa a receber ligações do ex-marido, Carl Hudson, que foi preso por esfaqueá-la 17 (dezessete) vezes no peito. A audiência de liberdade condicional dele está chegando, e ele quer que ela fale em seu nome. Cassie confidencia a Sam que, embora tenha se tornado policial para provar a si mesma que não era uma vítima, está apavorada com a ideia de reencontrar Carl. Ela confessa que Richard a faz lembrar de Carl, e é por isso que está convencida da culpa de Richard e obcecada em prová-la. Sam e Cassie levam Richard e Justin para interrogatórios separados, tentando induzi-los a incriminar um ao outro, mas nenhum dos dois fala antes de serem liberados. Na casa da vítima, Cassie descobre como os garotos realizaram o “sequestro e alteraram as evidências físicas”. Richard, sabendo que Cassie está se aproximando e tendo iniciado um acordo judicial com o promotor, foge para uma casa abandonada.

Ele convence Justin a ir com ele até lá, então pega dois revólveres e propõe um inesperado “suicídio mútuo”. De olhos fechados, na contagem de três, Justin atira para o alto, mas Richard não. Justin exige ver a arma de Richard, que está descarregada. Quando um Justin furioso está prestes a atirar em Richard, Cassie chega. Richard pega a arma de Justin e atira em Cassie, ferindo Justin, que tenta protegê-la. Ela parte para cima de Richard, mas ele começa a estrangulá-la em um deck precário que se projeta sobre um penhasco. Cassie consegue se desvencilhar, derrubando Richard da sacada, onde ele cai e morre. Justin agarra Cassie, que está pendurada na beira do deck, e a puxa de volta para dentro da casa. Cassie garante a Justin que intercederá em seu favor para que ele seja julgado “como menor de idade”, já que ele foi uma vítima inocente, manipulada pelo implacável Richard. Então, ela percebe uma marca em seu pescoço causada pelo grande anel de Richard e conclui que o pescoço da mulher morta não apresentava uma marca semelhante. Confrontado com as evidências, Justin confessa ter estrangulado a vítima, provando sua “coragem” para Richard, e é preso. Cassie enfrenta seus medos e entra no tribunal para depor na audiência de liberdade condicional de Carl. O oficial de justiça a chama ao banco das testemunhas pelo seu nome legal: Jessica Marie Hudson.

Em julho de 2000, foi noticiado que Tony Gayton havia escrito um roteiro de suspense intitulado Murder by Numbers (20002) para a Castle Rock Entertainment, centrado em dois estudantes do Ensino Médio talentosos que planejam e executam uma série de assassinatos “perfeitos”, enquanto fogem de um agente novato do FBI. A tática é a arte do fraco. Carl Phillip Gottlieb von Clausewitz, militar do Reino da Prússia que ocupou o posto de general é considerado um grande estrategista militar e teórico da guerra por sua obra “Da Guerra” (“Vom Kriege”, 1963). Foi diretor da Escola Militar de Berlim nos últimos treze anos de sua vida, período em que escreveu a obra “Vom Kriege”, publicada postumamente. Nela ficou conhecida a tese materialista em que ele define a associação entre guerra e política: - “A guerra é a continuação da política por outros meios”. Von Clausewitz considerava fundamental que a guerra estivesse sempre submetida à política. Isso porque nenhuma guerra pode ser vencida sem a compreensão precisa dos objetivos e da disponibilidade de meios¸ em primeiro lugar, ou sem o cálculo racional das capacidades e das oportunidades, assim como o estabelecimento dos limites éticos ao uso da força - sempre submetida aos objetivos políticos estabelecidos.

Suas lições de tática e estratégia vão além dos exercícios militares propriamente ditos, para se constituírem, inclusive, numa profunda reflexão sobre a filosofia da guerra e da paz. Produtores desconhecidos, poetas de seus negócios, inventores de trilhas nas selvas da racionalidade funcionalista, consumidores produzem algo que se assemelha às “linhas de erre”, traçando trajetórias indeterminadas, aparentemente desprovidas de sentido porque não são coerentes com o espaço constituído, escrito e pré-fabricado onde se movimentam. São frases imprevisíveis num lugar ordenado pelas técnicas organizadoras dos sistemas. Não queremos perder de vista que estratégias se referem ao cálculo ou a manipulação das relações de forças que se torna possível a partir do momento em que um sujeito de querer e poder: uma empresa, um exército, uma cidade, uma instituição científica que pode ser isolado. A estratégia postula um lugar suscetível de ser circunscrito como algo próprio e ser a base de onde se podem gerir as relações com uma exterioridade de alvos ou ameaças. Gesto cartesiano, quem sabe: circunscrever um próprio num mundo enfeitiçado pelos poderes invisíveis do Outro. Mas que também pode ser interpretado analiticamente como gesto da modernidade científica, política ou militar. Mas é preciso recorrer a outro modelo quando interpretamos as imagens. Em outubro daquele ano de 2000, foi noticiado que Barbet Schroeder estava em negociações finais para dirigir o filme, com Sandra Bullock como possível protagonista, após a experiência tão positiva que esta última teve em Miss Simpatia (2000), da Castle Rock, que estava ansiosa para trabalhar novamente com a empresa em outro projeto.

O filme foi lançado em 19 de abril de 2002 nos Estados Unidos e Canadá e arrecadou US$ 9,3 milhões em 2.663 cinemas em seu fim de semana de estreia, ficando em terceiro lugar nas bilheterias, atrás de outros filmes que também estrearam, como O Rei Escorpião (US$ 36,1 milhões) e Mudando de Faixa (US$ 11,1 milhões). O filme arrecadou um total de US$ 56.714.147 em todo o mundo — US$ 31.945.749 nos Estados Unidos e Canadá e US$ 24.768.398 em outros territórios. As críticas ao filme foram mistas a negativas. O agregador de críticas Rotten Tomatoes relatou que 30% dos críticos deram ao filme uma avaliação positiva com base em 128 críticas, com uma classificação média de 5,30/10. O consenso dos críticos do site diz: “Um policial previsível que funciona melhor como um estudo de personagem do que como um thriller”. No Metacritic, o filme tem uma pontuação média ponderada de 50 em 100 com base em 35 críticos, indicando “críticas mistas ou medianas”. O público pesquisado no mercado de opinião pelo CinemaScore deu ao filme uma nota média de “C+” em uma escala de A+ a F. Roger Ebert atribuiu três estrelas em quatro possíveis, afirmando: “Bullock faz um bom trabalho aqui ao lutar contra sua simpatia natural, criando uma personagem de quem você gostaria de gostar, e poderia gostar, se ela não fosse tão triste, estranha e introspectiva. Ela se entrega ao trabalho policial não tanto por dedicação, mas porque precisa da distração, precisa se manter ocupada e ser boa para garantir seu valor. 

À medida que ela se aproxima do alvo e enfrenta mais perigos e mais oposição oficial, mais ou menos impotente, começa a pensar naquele penhasco sobre o mar, mas pelo menos o clímax nos mostra que Bullock consegue se manter na personagem, não importa o que aconteça”. A.O. Scott, escrevendo para o The New York Times, afirmou que “grande parte deste novo filme de Barbet Schroeder — um veículo para o estrelato de Sandra Bullock, que também é produtora executiva - segue os caminhos já trilhados de clichê de policiais e psicopatas” que que se inscrevem na matriz norte-americana da força bruta. Ele descreve Haywood e Pendleton como “um par de adolescentes nietzschianos que poderiam estar estrelando um remake do extraordinário “Festim Diabólico”, de Alfred Hitchcock, para a emissora The WB”. Scott acrescenta: A verdadeira surpresa, dado o material de segunda mão, é que nem tudo procede por obrigação em Assassinato por Números, que estreia 19 de abril de 2002 em todo o país. A estrutura frágil da trama principal do filme sustenta uma investigação psicológica perturbadora e fascinante, e suspeita-se que, como em Mulher Solteira Procura (1992), o interesse do Sr. Schroeder reside menos na história em si do que nas possibilidades que ela oferece para exercer sua curiosidade perversa e fria sobre poder, intimidade e as diversas formas de sofrimento humano. Este filme é mais interessante como um estudo de dois relacionamentos paralelos, nenhum deles primordialmente sexual (embora a sexualidade seja o subtexto de um e a consequência quase acidental do outro), “mas ambos permeados por desejo, inveja, ternura e aversão suficientes para tornar o sexo propriamente dito um tanto redundante”. Scott também comenta sobre “a cena em que [Cassie] é atacada por um babuíno furioso. O babuíno, pelo menos, é inesperado, embora também inexplicável”.               

Aqui vale uma digressão. Friedrich Hegel que parte da análise da consciência comum, não podia situar como princípio primeiro uma dúvida universal que só é própria da reflexão filosófica. Por isso mesmo ele segue o caminho aberto pela consciência e a história detalhada de sua formação. Ou seja, a Fenomenologia vem a ser uma história concreta da consciência, sua saída da caverna e sua ascensão à Ciência. Daí a analogia que em Hegel existe de forma coincidente entre a história da filosofia e a história do desenvolvimento do pensamento, mas este desenvolvimento é necessário, como força irresistível que se manifesta lentamente através dos filósofos, que são instrumentos de sua manifestação. Assim, preocupa-se apenas em definir os sistemas, sem discutir as peculiaridades e opiniões dos diferentes filósofos. Na determinação do sistema, o que o preocupa é a categoria fundamental que determina o todo complexo do sistema, e o assinalamento das diferentes etapas, bem como as vinculasses destas etapas que conduzem à síntese do espírito absoluto. Para compreender o sistema é necessário começar pela representação, que ainda não sendo exata permite, no entender de sua obra a seleção de afirmações e preenchimento do sistema abstrato de interpretação do método dialético, para alcançar a transformação da representação em uma noção clara e exata.

Assim, temos a passagem da representação abstrata, para o conceito claro e concreto através do acúmulo de determinações. Aquilo que por movimento dialético separa e distingue perenemente a identidade e a diferença, sujeito e objeto, finito e infinito, é a alma vivente de todas as coisas, a Ideia Absoluta que é a força geradora, a vida e o espírito eterno. Mas a Ideia Absoluta seria uma existência abstrata se a noção de que procede não fosse mais que uma unidade abstrata, e não o que é em realidade, isto é, a noção que, por um giro negativo sobre si mesma, revestiu-se novamente de forma subjetiva. Metodologicamente a determinação mais simples e primeira que o espírito pode estabelecer é o Eu, a faculdade de poder abstrair todas as coisas, como vemos no filme, até sua própria vida. Chama-se idealidade precisamente esta supressão da exterioridade. Entretanto, o espírito não se detém na apropriação, transformação e dissolução da matéria em sua universalidade, mas, enquanto consciência de fato religiosa, por sua faculdade representativa, penetra e se eleva através da aparência dos seres até esse poder divino, uno, infinito, que conjunta e anima interiormente todas as coisas, enquanto pensamento filosófico, como princípio universal, a ideia eterna que as engendra e nelas se manifesta. Isto quer dizer que o espírito finito se encontra inicialmente numa união imediata com a natureza, a seguir em oposição com esta, e finalmente em identidade com esta, porque  suprimiu a oposição e voltou a si mesmo e, consequentemente, o espírito finito é a ideia, mas ideia que girou sobre si mesma e que existe por si em sua própria realidade.

A Ideia absoluta que para realizar-se colocou como oposta a si, à natureza, produz-se através dela como espírito, que através da supressão de sua exterioridade entre inicialmente em relação simples com a natureza, e, depois, ao encontrar a si mesma nela, torna-se consciência de si, espírito que conhece a si mesmo, suprimindo assim a distinção entre sujeito e objeto, chegando assim à Ideia a ser por si e em si, tornando-se unidade perfeita estabelecida de suas diferenças, sua absoluta verdade. Com o surgimento do espírito através da natureza abre-se a história da humanidade e a história humana é o processo que medeia entre isto e a realização do espírito consciente de si. A filosofia hegeliana centra sua atenção sobre esse processo e as contribuições mais expressivas de Hegel ocorrem precisamente nesta esfera, objetiva e subjetivamente do espírito. Melhor dizendo, para Hegel, à existência na consciência, no espírito chama-se saber, conceito pensante. O espírito é também isto: trazer à existência, isto é, à consciência. Como consciência em geral tenho eu um objeto; uma vez que eu existo e ele está na minha frente. Mas enquanto o Eu é o objeto de pensar, é o espírito precisamente isto: produzir-se, sair fora de si, saber o que ele é. Nisto consiste a grande diferença: o homem sabe o que ele é. Logo, em primeiro lugar, ele é real. Sem isto, a razão, a liberdade não são nada.

O homem é essencialmente razão. O homem, a criança, o culto e o inculto, é razão. Ou melhor, a possibilidade para isto, para ser razão, existe em cada um, é dada a cada um. A razão não ajuda em nada a criança, o inculto. É somente uma possibilidade, embora não seja uma possibilidade vazia, mas possibilidade real e que se move em si. Assim, por exemplo, dizemos que o homem é racional, e distinguimos muito bem o homem que nasceu somente e aquele cuja razão educada está diante de nós. Isto pode ser expresso também assim: o que é em si, tem que se converter em objeto para o homem, chegar à consciência; assim chega num movimento único para ele e para si mesmo. A história para Hegel, é o desenvolvimento do Espírito no tempo, assim como a Natureza é o desenvolvimento da ideia no espaço. Deste modo o homem se duplica. Uma vez, ele é razão, é pensar, mas em si: outra, ele pensa, converte este ser, seu em si, em objeto do pensar. Assim o próprio pensar é objeto, logo objeto de si mesmo, então o homem é por si. A racionalidade produz o racional, o pensar produz os pensamentos. O que o ser em si é se manifesta no âmbito do ser por si. Todo conhecer, todo aprender, toda visão, toda ciência, inclusive toda atividade humana, não possui nenhum outro interesse além do aquilo que filosoficamente é em si, no interior, podendo manifestar-se desde si mesmo, produzir-se, transformar-se objetivamente. Nesta diferença se descobre toda a diferença na história do mundo. Os homens são todos racionais. O formal desta racionalidade é que o homem seja livre. Esta é a sua natureza. Isto pertence à essência do homem: a liberdade.

O europeu sabe de si, afirma Hegel, é objeto de si mesmo. A determinação que ele conhece é a liberdade. Ele se conhece a si mesmo como livre. O homem considera a liberdade como sua substância. Se os homens falam mal de conhecer é porque não sabem o que fazem. Conhecer-se, converter-se a si mesmo no objeto (do conhecer próprio) e o fazem relativamente poucos. Mas o homem é livre somente se sabe que o é. Pode-se também em geral falar mal do saber, como se quiser. Mas somente este saber libera o homem. O conhecer-se é no espírito a existência. Portanto isto é o segundo, esta é a única diferença da existência (Existenz) a diferença do separável. O Eu é livre em si, mas também por si mesmo é livre e eu sou livre somente enquanto existo como livre. A terceira determinação é que o que existe em si, e o que existe por si são somente uma e mesma coisa. Isto quer dizer precisamente evolução. O em si que já não fosse em si seria outra coisa. Por conseguinte, haveria ali uma variação, mudança, na sociedade. Na mudança existe algo que chega a ser outra coisa. Na evolução, em essência, podemos também sem dúvida falar da mudança, mas esta mudança deve ser tal que o outro, o que resulta, é ainda idêntico ao primeiro, de maneira que o simples, o ser em si não seja negado.

Para Friedrich Hegel a evolução não somente faz aparecer o interior originário, exterioriza o concreto contido já no em si, e este concreto chega a ser por si através dela, impulsiona-se a si mesmo a este ser por si. O espírito abstrato assim adquire o poder concreto da realização. O concreto é em si diferente, mas logo só em si, pela aptidão, pela potência, pela possibilidade. O diferente está posto ainda em unidade, ainda não como diferente. É em si distinto e, contudo, simples. É em si mesmo contraditório. Posto que é através desta contradição impulsionado da aptidão, deste este interior à qualidade, à diversidade; logo cancela a unidade e com isto faz justiça às diferenças. Também a unidade das diferenças ainda não postas como diferentes é impulsionada para a dissolução de si mesma. O distinto (ou diferente) vem assim a ser atualmente, na existência. Porém do mesmo modo que se faz justiça à unidade, pois o diferente que é posto como tal é anulado novamente. Tem que regressar à unidade; porque a unidade do diferente consiste em que o diferente seja um. E somente por este movimento é a unidade verdadeiramente concreta. É algo concreto, algo distinto. Entretanto contido na unidade, no em si primitivo. O gérmen se desenvolve assim, não muda. Se o gérmen fosse mudado desgastado, triturado, não poderia per se evoluir. Na alma, enquanto determinada como indivíduo, as diferenças estão enquanto mudanças que se dão no indivíduo, que é o sujeito uno que nelas persiste e, segundo Hegel, enquanto momentos do seu desenvolvimento.             

Por serem elas diferenças, à uma, físicas e espirituais, seria preciso, para determinação ou descrição mais concreta, antecipar a noção do espírito cultivado. As diferenças são: 1) curso natural das idades da vida, desde a criança, desde a criança, o espírito envolvido em si mesmo – passando pela oposição desenvolvida, a tensão de uma universalidade ela mesma ainda subjetiva em contraste com a singularidade imediata, isto é, como o mundo presente, não conforme a tais ideais, e a situação que se encontra, em seu ser-aí para esse mundo, o indivíduo que, de outro lado, está ainda não-autônomo e em si mesmo não está pronto (o jovem), para chegar à relação verdadeira, ao reconhecimento da necessidade e racionalidade objetivas do mundo já presente, acabado; em sua obra, que leva a cabo por si e para si, o indivíduo retira, por sua atividade, uma confirmação e uma parte, mediante a qual ele é algo, tem uma presença efetiva e um valor objetivo (homem); até a plena realização da unidade com essa objetividade do conhecer: unidade que, enquanto real, vem dar na inatividade da rotina que tira o interesse, enquanto ideal se liberta dos interesses mesquinhos é das complicações do presente exterior (o ancião).   O espírito manifesta aqui sua independência da própria corporalidade, em poder desenvolver-se antes que nela torne. Com frequência, crianças têm demonstrado um desenvolvimento espiritual que vai muito mais rápido que sua formação corporal aos quais são chamados de gênios. 

Esse foi o caso histórico, sobretudo em talentos artísticos indiscutíveis, em particular nos gênios da música. Também em relação ao fácil apreender de variados conhecimentos, especialmente na disciplina matemática; e tal precocidade tem-se mostrado não raramente também em relação a um raciocínio de entendimento, e mesmo sobre objetos éticos e religiosos. O processo de desenvolvimento do indivíduo humano natural decompõe-se então em uma série de processos, cuja diversidade se baseia sobre a relação do indivíduo para com o gênero, e funda a diferença da criança, do homem e do ancião simultaneamente. Essas diferenças são as apresentações das diferenças do conceito. A idade da infância é o tempo da harmonia natural, da paz do sujeito consigo mesmo com o mundo. Um começo tão sem-oposição quanto a velhice é um fim sem-oposição. Assim que surgem ficam sem interesse profundo. A criança vive na inocência, sem sofrimento durável; no amor aos seus pais, e no sentimento de ser amado por eles. Gênios artísticos podem se manifestar na primeira infância (prodígio) ou mais tarde na vida; de qualquer forma, os gênios eventualmente se diferenciam do restante através de grande originalidade. Gênios intelectuais geralmente têm visões nítidas e concisas de uma dada situação, na qual a interpretação é desnecessária - os fatos simplesmente os impactam e eles constroem ou agem de acordo com estes fatos sociais, geralmente com tremenda energia. Aqui também, gênios consumados em campos cognitivos intelectuais começam em muitos casos como prodígios, privilegiados com memória superior, reconhecimento de padrões ou apenas percepção. Na linha divisória entre a Matemática dos séculos XVIII e XIX domina a figura majestosa de Carl Friedrich Gauss. Filho de um trabalhador à jorna foi criado no âmbito de uma família pobre, austera e sem educação. A vida pessoal de Friedrich Gauss foi trágica e complicada, na falta de melhor expressão.

Um pai insensível, a morte prematura da sua primeira mulher, a pouca saúde da sua segunda mulher e uma terrível relação com os seus filhos negou-lhe, até tarde, a possibilidade de vida estável no seio de uma família equilibrada. Dadas as precárias condições econômicas familiares, recebeu o precioso apoio do Duque de Brunswich que reconheceu nele uma criança-prodígio. Este apoio institucional começou desde 14 anos e permitiu-lhe dedicar-se exclusivamente aos estudos, durante 16 anos. Gauss não encontrou nenhum colaborador entre os seus colegas matemáticos tendo trabalhado sempre sozinho. Mas, se é verdade que o seu isolamento relativo, a sua compreensão das matemáticas puras e aplicadas, a sua preocupação com a astronomia e o uso frequente que faz do Latim têm a marca do século XVIII, é inegável que, nos seus trabalhos, se amplifica o espírito científico de um novo período. Comparativamente se tal como os seus contemporâneos Kant, Goethe, Beethoven e Hegel, hic et nunc se manteve à margem das grandes lutas sociais e políticas, a verdade é que, no seu próprio campo científico, Gauss expressou as novas ideias da sua época de uma forma poderosíssima.

Curiosamente nem na descendência de Gauss, nem no seu ambiente infantil, existe qualquer indício, no sentido de Ginzburg (1986) do que resulta o trabalho da sua vida. Do lado paterno, temos, sobretudo, os donos de pequenas quintas, trabalhadores rurais e operários em Braunschweig que é uma parte da ex-Alemanha de Leste, isto é, trabalhadores que lutavam arduamente pela sua subsistência. Contudo, há também notícia de agricultores abastados, pedreiros e titulares de postos eclesiásticos. O avô paterno, Jürgen Goos, estabeleceu-se na cidade de Braunschweig, mais tarde, capital do Ducado de Braunschweig em 1744. Seu pai, Gebhard Dietrich Gauss, nasceu em 1744. Finalmente, e após trabalhar como pedreiro, construtor de canais e jardineiro, Gebhard tornou-se proprietário de uma casa, em Wilhelmstrasse, que havia sido comprada por seu pai, Jürgen Goos, em 1753, com uma elevada hipoteca. Como Gebhard calculava e escrevia bem, foi-lhe confiado a função de tesoureiro de um fundo de enterro. A primeira mulher de Gebhard morreu em 1775. No ano seguinte, Gebhard casou com Dorothea Benze. O único filho desta união foi Carl Friedrich Gauss, que nasceu a 30 de abril de 1777, na casa de Wilhelmstrasse que mais tarde se tornou um museu e foi destruída num bombardeamento durante a 2ª Guerra Mundial. O avô materno de Gauss, Kristoffer Benze, era pedreiro na aldeia de Velpke, nos arredores de Braunschweig. Como trabalhava no arenito, seus pulmões foram afetados, acabando por morrer quando tinha apenas trinta anos. O irmão mais novo de Dorothea Benze, Johann Friedrich, era dotado, original e autodidata, tendo aprendido per se a ser um bom tecelão de damasco. 

Quando morreu, em 1809, Gauss declarou que o mundo havia perdido um génio, declaração esta que só tem a evidência do olhar de Gauss como sustentação. Quanto à sua mãe, Dorothea, nunca aprendeu a escrever e quase não conseguia ler. No entanto tinha uma óptima inteligência, bom humor e um forte caráter. O seu filho Carl Friedrich foi o seu interesse dominante da sua vida cujos últimos vinte e dois anos dedicou a acompanhar o filho no conhecido observatório, em Göttingen. Durante muito tempo, se acreditou que a economia de etapas e a rapidez na resolução de problemas fossem os objetivos máximos a serem alcançados na disciplina de Matemática. Nesse sentido, ensinar algoritmos para fazer contas parecia ser o mais indicado. Se por um lado o uso de fórmulas permite organizar o raciocínio, registrá-lo, lê-lo e chegar à resposta exata, por outro, fixa o aprendizado somente nessa estratégia e leva o estudante apenas a conhecer uma prática cada vez menos usada e, pior, a realizá-la de modo automático, sem entender exatamente o que está fazendo. Começaram cedo os indícios que faziam antever o talento apaixonante que Friedrich Gauss demonstraria em sua vida. Isso é patente em alguns dos excertos que relatam períodos da sua infância. É o caso do seguinte episódio: durante os verões, Gebhard Gauss, que era contramestre numa firma de alvenaria, pagava o salário semanal aos seus trabalhadores. Uma vez, quando Gebhard estava prestes a pagar o salário a um dos trabalhadores, Carl Friedrich, na altura com apenas três anos, levantou-se e disse: - “Papa, cometeste um erro!”, indicando em seguida a quantia certa. Gauss tinha seguido os cálculos sem sequer poder ver os registos escritos, dado que a sua altura ainda não era suficiente para alcançar a mesa, e para surpresa dos presentes, uma confirmação provou que o pequeno Carl estava certo. É natural que Gauss tivesse o costume de dizer que tinha aprendido precocemente a contar e a calcular antes de ter aprendido a falar.

 Gauss tinha cerca de dez anos e frequentava a classe de aritmética quando Büttner propôs o seguinte difícil problema: - “Escrevam todos os números de 1 a 100 e depois vejam quanto dá a sua soma”. Era hábito, quando a classe tinha uma tarefa deste tipo, que se fizesse o seguinte: o primeiro aluno a acabar iria até à secretária do professor com a sua ardósia e colocá-la-ia em cima da mesa. O seguinte a acabar colocaria a sua ardósia em cima da ardósia do colega e assim sucessivamente, até a pilha de ardósias estar completa. O problema em questão não era difícil para alguém que tivesse alguma familiaridade com as progressões aritméticas. Como os rapazes ainda eram principiantes, Büttner certamente pensou que lhe seria possível fazer um intervalo por um bom bocado. Mas estava enganado... Em alguns segundos, Gauss colocou a sua ardósia na mesa, e ao mesmo tempo disse no seu dialeto Braunschweig: “Ligget se” (“Aqui jaz”). Enquanto outros continuavam a somar, Gauss sentou-se sereno, impassível aos olhares desdenhosos de Büttner.          

 No final da aula os resultados foram examinados. A grande maioria dos alunos tinha apresentado resultados errados “pelo que foram severamente corrigidos com uma cana-da-índia”. Na ardósia de Gauss, que se encontrava no fim, estava apenas um número: 5050. Como seria de esperar, Gauss teve que explicar ao espantado professor Büttner como é que tinha obtido aquele resultado: - “Então, 1+100=101, 2+99=101, 3+98=101, e por ai em diante, até finalmente 49+52=101 e 50+51=101. Isto dá um total de 50 pares de números cuja soma dá 101. Portanto, a soma total é 50101=5050”. Desta maneira aparentemente simples, Gauss tinha encontrado a propriedade da simetria das progressões aritméticas, derivando a fórmula da soma para uma progressão aritmética arbitrária, fórmula que provavelmente Gauss descobriu por si próprio. Este acontecimento marcou o ponto de viragem, como dizem os italianos, na sua própria vida. Büttner percebeu que pouco tinha para ensinar a Gauss e deu-lhe o melhor livro de aritmética, especialmente encomendado de Hamburg. Assim, Gauss teve estreito contato com Martin Bartels, com apenas 18 anos, assistente de Büttner nas aulas o que constituiu uma virtù e fortuna, não tanto para Gauss que pouco tinha a aprender com ele, mas para Bartels que, mais tarde, se tornou professor de Matemática. Friedrich Gauss (1777-1855) é considerado no meio acadêmico e científico um dos maiores matemáticos de todos os tempos. Alguns o referendam como Princeps Mathematicorum ou “o mais notável dos matemáticos” e um “grande matemático desde a antiguidade”, uma marca influente em muitas áreas da matemática e da ciência e é um dos mais influentes na história teórica da matemática. Mas até a idade de 20 anos teve um grande interesse por idiomas e quase se tornou um filologista, como Friedrich Nietzsche um século depois. Posteriormente, literatura estrangeira e leituras sobre política eram seus passatempos prediletos. Por serem incomuns, ambos com tendências conservadoras.  

A matemática gaussiana serviu às principais áreas de pesquisa da matemática moderna. A etnografia de Gauss demonstrou que ele antecipou a geometria não-Euclidiana, 30 anos antes de Bolyai e Lobachevsky. Descobriu o teorema fundamental de Cauchy da análise complexa 14 anos antes. Descobriu os quatérnios antes de Sir Willian Rowan Hamilton e antecipou os trabalhos de Legendre, Abel e Jacobi. Se Gauss tivesse publicado todos os seus resultados, teria feito avançar o progresso da Matemática em mais de 50 anos. O principal matemático da Antiguidade uniu o mundo abstrato dos números com o mundo real. Newton também era um matemático notável. Propôs medir o volume de objetos curvos ou calcular a velocidade de objetos em aceleração. Leibniz não era popular como Newton, mas aprofundou o conceito de grandezas infinitesimais, muito relevantes do ponto de vista teórico na matemática. Évariste Galois (1811-1832) criou as estruturas algébricas e Henri Poincaré (1854-1912) inventou sua topologia ambos neste século. Aquele rebelde é o único matemático cuja obra não tem erros. Seu principal trabalho levou-o a solucionar problemas matemáticos em aberto desde a Antiguidade. Com a topologia algébrica, é possível demonstrar como uma caneca representa a deformação da metade do aro. A conjectura que ele propôs em 1904 só foi resolvida em 2006. Al-Khwarizmi (c.780 –c. 850) criou as bases teóricas para a álgebra no distante século oito. Ele fundamentou a matemática descrevendo métodos e técnicas para resolver equações lineares e quadráticas. O italiano Fibonacci difundiu seus ensinamentos com numerais arábicos e algarismos de 0 a 9, para representá-los em procedimentos matemáticos. Ela está presente na nossa vida desde o nosso nascimento. Nosso cotidiano gira em torno de números, medidas, figuras geométricas e outros conceitos inerentes a essa disciplina.

Antes mesmo de iniciar o período escolar, as crianças já têm contato no processo de formação com noções matemáticas no seu dia a dia, aprendendo sem sequer perceber. No processo de socialização escolar, a Matemática aparece com a divisão técnica e social do trabalho educativo e disciplinar, embora muitos alunos já alfabetizados não possuírem necessariamente habilidades fundamentais na Matemática. Quando isso ocorre e a criança não consegue atribuir um sentido prático aos conceitos matemáticos, surge a contradição sociológica de aversão à Matemática para a refutá-la. Contudo, Gauss foi perseguido pelo governo de seu tempo e foi salvo pela proteção de um seguidor de seus conhecimentos, o qual mais tarde veio descobrir que se tratava de uma mulher. Aos 10 anos de idade, Gauss respondeu rapidamente qual era a soma dos algarismos de 1 a 100 em poucos minutos, 5.050 disse ele ao seu professor cálculo esse que demonstra a fórmula da soma de uma progressão geométrica. Gauss desenvolveu uma concepção sobre as teorias das congruências, um método de interpretação para determinar datas do calendário, e determinar quando iria cair a Pascoa, uma vez que esta deveria ser coincidir no dia de domingo após a primeira lua cheia da Primavera na Europa.

Vale lembrar é com o conceito de Lei, que Montesquieu traz à sociedade fora do campo da teologia e da crônica inserindo-a no âmbito propriamente teórico. Estabelece uma regra de imanência que incorpora a teoria ao campo das ciências: as instituições políticas são regidas por leis que derivam das relações políticas. As leis que regem as instituições políticas são relações próprias entre as diversas classes em que se divide a população, as formas de organização econômica, as formas de distribuição do poder etc. Mas o objeto de Montesquieu não são as leis que regem as relações entre os homens em geral, mas as leis positivas, isto é, as leis e instituições criadas pelos homens para reger as relações determinadas entre os homens. Ele observa que, ao contrário dos outros seres, os homens têm a capacidade de se furtar às leis da razão que deveriam reger suas relações, e, além disso, adotam leis escritas e costumes destinados a reger os comportamentos humanos. E têm a capacidade de se furtar igualmente às leis e instituições. 

O objetivo de Montesquieu é imiscuir o espírito das leis, isto é, esclarecer as relações intrínsecas entre as leis (positivas) e “diversas coisas”, tais como o clima, as dimensões do Estado, a organização do comércio, as relações entre as classes etc. Neste contexto de socialização os procedimentos didáticos costumam se pautar  não apenas nos conteúdos a serem estudados, mas também em atividades práticas, que evoquem situações cotidianas de aprendizados importantes. É a partir daí que a escola deve desenvolver o ensino da Matemática nos primeiros anos da vida escolar. Não há discordância em relação à idade ideal para a introdução do ensino da Matemática na educação. A partir dos seis meses de vida os bebês já identificam a diferença entre conjuntos de elementos que contenham quantidades diferentes. A partir dos três anos de idade, eles já entendem as operações básicas de adição e subtração. Na vida cotidiana a Matemática deve proporcionar, na prática, a exploração dos diversos preceitos gnosiológicos, abordando medidas, proporções e formas geométricas, de forma que os alunos desenvolvam e nutram prazer e curiosidade por esses procedimentos. Essa proposta deve trazer elementos do mundo real, utilizando-se de experiências da linguagem no desenvolvimento de didáticas que ampliem suas noções matemáticas. Além disso, a Matemática é uma ciência fundamental para diferentes aspectos da vida contemporânea, desde os avanços tecnológicos a situações e necessidades da vida cotidiana nas esferas de ação social que vão desde a economia à esfera da ação política.

Bibliografia Geral Consultada.

Sun Tzu, l`Art de la Guerre. Oxford: Oxford University Press, 1963. Collection Champs. Traduit de l’Anglais par Francis Wang. Paris: Flammarion Éditeur, 1972; BLUMER, Herbert, Filmes e Conduta. Nova York: Maximillan Editor, 1983; SCHEIBE, Karl, Self Studies. The Psychology of Self and Identity. London: Praeger, 1985; BELHOSTE, Bruno, Cauchy 1789-1857: Un Mathématicien Légitimiste au XIXè Siècle. Paris: Editeur Belin, 1988; LEMOS, Roberto Jenkins, Lobby: Direito Democrático. São Paulo: Editor Sagra, 1988; ELIAS, Norbert, El Proceso de la Civilización: Investigaciones Sociogenéticas Y Psicogenéticas. 2ª edición. México: Fondo de Cultura Económica, 1989; VALLEJO, Fernando, A Virgem dos Sicários. Bogotá: Editora Alfaguara, 1994; GRATTAN-GUINNESS, Ivor, A Busca das Raízes Matemáticas 1870-1940. Princeton: Princeton University Press, 2000; CERTEAU, Michel de, L`Invenzione del Quotidiano. Roma: Edizioni Lavoro, 2000; SOLANILLA, César Valencia, A Virgem dos Sicários: O Sagrado Inferno de Fernando Vallejo. Pereira: Universidade Tecnológica de Pereira, 2001; MANSILLA, Armando Borrero, “La Actualidad del Pensamiento de Carl Von Clausewitz”. In: Revista de Estudios Sociales, nº 16, October, 2003; pp. 23-28; JUNGER, Ernest, A Guerra como Experiência Interior. Lisboa: Editora Ulisseia, 2004; GIAP, Vo Nguyen, Manual de Estratégia Subversiva. Lisboa: Editora Sílabo, 2005; HARDT, Michael; NEGRI, Antônio, Império. 7ª edição. Rio de Janeiro: Editor Record, 2005; GRAÇA NETO, Almir Cunha da, O Campo de Tensão da Aplicação de Gauss. Dissertação de Mestrado em Matemática. Programa de Pós-Graduação em Matemática. Manaus: Universidade Federal do Amazonas, 2007; GOMES, Maria Laura Magalhães, Quatro Visões Iluministas sobre a Educação Matemática: Diderot, D’Alembert, Condillac e Condorcet. Campinas: Editora da Universidade de Campinas, 2008; SUSSEKIND, Pedro, Shakespeare, o Gênio Original. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 2008; ISAACSON, Walter, La Vie d`un Génie. Paris: Editeur Modus Vivendi, 2016; EFREM, Roberto, Mata-mata: Reciprocidades Constitutivas entre Classe, Gênero, Sexualidade e Território. Tese de Doutorado em Ciências Sociais.  Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 2017; DUTTON, Kevin, A Sabedoria dos Psicopatas: O que Santos, Espiões e Serial Killers Podem nos Ensinar Sobre o Sucesso. Rio de Janeiro: Editora Record, 2018; LEOPOLD, Mark, Idi Amin: The Story of Africa`s Icon of Evil. New Haven (Conn.): Yale University Press, 2021; MACHADO, Fernando, “Sandra Bullock, Ryan Gosling, Ben Chaplin e Michael Pitt: elenco de peso em suspense na Netflix”. Disponível em: https://www.revistabula.com/08/05/2026; entre outros.

domingo, 2 de agosto de 2026

O Apicultor – Polinização, Rede de Vingança & Produção, Comercialização.

 “Não é digno de saborear o mel aquele que se afasta da colmeia por medo das picadas”. William Shakespeare                      

            Escólio: Polinização é a transferência de pólen de uma antera de uma planta para o estigma de uma planta, permitindo posteriormente a fertilização e a produção de sementes, na maioria das vezes por um animal ou pelo vento. Agentes polinizadores podem ser animais como insetos, pássaros e morcegos; água; vento; e até as próprias plantas, quando a autopolinização ocorre dentro de uma flor fechada. A polinização geralmente ocorre dentro de uma espécie. Quando a polinização ocorre entre espécies, ela pode produzir descendentes híbridos na natureza e no trabalho de melhoramento de plantas. Nas angiospermas, após o grão de pólen (gametófito) ter pousado no estigma, ele germina e desenvolve um tubo polínico que desce pelo estilete até atingir um ovário. Seus dois gametas viajam pelo tubo até onde o(s) gametófito(s) contendo os gametas femininos são mantidos dentro do carpelo. Depois de entrar na célula do óvulo através da micrópila, um núcleo masculino se funde com os corpos polares para produzir os tecidos do endosperma, enquanto o outro se funde com o óvulo para produzir o embrião.  Um apicultor é quem cria abelhas melíferas, uma profissão reconhecida como apicultura. 

        O termo apicultor refere-se a uma pessoa que mantém abelhas melíferas em colmeias, caixas ou outros recipientes. O apicultor não controla os insetos. O apicultor é o proprietário das colmeias ou caixas e dos equipamentos associados. As abelhas são livres para coletar néctar ou enxamear quando quiserem. As abelhas geralmente retornam à colmeia do apicultor, pois esta oferece um lar limpo, escuro e protegido. Os apicultores também são chamados de produtores de mel. As abelhas produzem produtos como mel, cera de abelha, pólen, própolis e geleia real. Alguns apicultores também criam rainhas e outras abelhas para vender a diversos agricultores e para satisfazer a necessária curiosidade científica. Os apicultores também usam as abelhas para fornecer serviços de polinização a produtores de frutas e vegetais. Muitas pessoas criam abelhas como hobby. Outras o fazem para obter renda, seja como atividade paralela ao seu trabalho principal ou como operadores comerciais. Esses fatores afetam o número de colônias mantidas pelo apicultor. Os apicultores podem produzir produtos agrícolas para venda.  Os apicultores comerciais controlam centenas ou milhares de colônias de abelhas.

Daí o termo técnico-metodológico: “dupla fertilização”. Esse processo resultaria na produção de uma semente, feita de tecidos nutritivos e embrião. Nas gimnospermas, o óvulo não está contido em um carpelo, mas exposto na superfície de um órgão de suporte dedicado, como a escama de um cone, de modo que a penetração no tecido do carpelo é desnecessária. Os detalhes do processo variam de acordo com a divisão das gimnospermas em questão. Dois modos principais de fertilização são encontrados nas gimnospermas: as cicadáceas e o Ginkgo têm espermatozoides móveis que nadam diretamente para o óvulo dentro do óvulo, enquanto as coníferas e gnetófitas têm espermatozoides incapazes de nadar, mas são conduzidos ao óvulo ao longo de um tubo polínico. O estudo da polinização abrange muitas disciplinas, como botânica, horticultura, entomologia e ecologia. O processo de polinização como uma interação entre flor e vetor de pólen foi abordado pela primeira vez no século XVIII por Christian Konrad Sprengel (1750-1816). É importante na horticultura e na agricultura, porque a frutificação depende da fertilização: o resultado da polinização. O estudo da polinização por insetos é reconhecido como antecologia. Há também estudos em economia que analisam os pontos positivos e negativos da polinização, com escopo nas abelhas, e como o processo afeta os próprios polinizadores.

                                    


Os maiores possuem e operam até 50.000 colônias de abelhas e produzem milhões de quilos de mel. O primeiro grande apicultor comercial foi Petro Prokopovych (1775-1850), da Ucrânia, que operava 6.600 colônias no início do século XIX. Moses Quinby (1810-1875) foi o primeiro apicultor comercial nos Estados Unidos da América, com 1.200 colônias na década de 1840. Mais tarde nas décadas de 1960 e 1970, Jim Powers, de Idaho, Estados Unidos, possuía 30.000 colmeias produtoras de mel. A Miel Carlota, administrada pelos sócios Arturo Wulfrath e Juan Speck, do México, operou pelo menos 50.000 colmeias de abelhas melíferas de 1920 a 1960. Atualmente a Adee Honey Farm, em Dakota do Sul, com 80.000 colônias, e a Comvita, na Nova Zelândia com mais de 30.000 colônias, estão entre as maiores empresas apícolas do mundo. Mundialmente, os apicultores comerciais representam estatisticamente cerca de 5% dos indivíduos com abelhas, mas produzem cerca de 60% da produção mundial de mel. A apicultura comercial está em ascensão, especialmente em mercados de alto valor, como a polinização na América do Norte e produção de mel, particularmente mel de Manuka na Nova Zelândia. Os apicultores usam fatos de proteção para evitar lesões trabalhando com as colmeias.

 Cobrindo os apicultores da cabeça aos pés, o material, as luvas e o véu contribuem para a proteção do apicultor. O mel é a mercadoria mais valiosa vendida pelos apicultores. Os apicultores produtores de mel procuram manter colônias de abelhas com a máxima força possível em áreas com fontes densas de néctar. Eles produzem e vendem mel liquefeito e, às vezes, favos de mel. Os apicultores podem vender suas mercadorias no varejo, como corretores independentes, ou por meio de embaladores e distribuidores comerciais. Cera de abelha, pólen, geleia real e própolis também podem ser importantes geradores de receita. Os apicultores taiwaneses, por exemplo, exportam toneladas de geleia real, o suplemento alimentar de alto valor nutricional fornecido às abelhas rainhas. Os apicultores modernos raramente criam abelhas exclusivamente para a produção de cera. A cera de abelha é colhida juntamente com o mel e retificada para venda. Alguns apicultores prestam serviços de polinização a outros agricultores. Esses apicultores podem não produzir mel para venda. Os apicultores de polinização movem grandes quantidades de colmeias de abelhas melíferas à noite para que as frutas e os vegetais tenham insetos polinizadores suficientes disponíveis para níveis máximos de produção.

Em 2016, as amêndoas representaram 86% de todos os gastos dos Estados Unidos com serviços de polinização. Pelo serviço de manter colônias fortes de abelhas e movê-las para culturas como amêndoas, maçãs, cerejas, mirtilos, melões e abóboras, esses apicultores geralmente recebem uma taxa de pagamento em dinheiro. Criadores de rainhas são apicultores especializados que criam abelhas rainhas para outros apicultores. Esses criadores mantêm linhagens selecionadas com qualidades superiores e tendem a criar suas abelhas em regiões geográficas com primaveras precoces. Eles também podem fornecer abelhas extras para apicultores (produtores de mel, polinizadores ou apicultores amadores) que desejam iniciar novas operações ou expandir suas fazendas. Os criadores de rainhas usam kits Jenter para produzir um grande número de abelhas rainhas de forma rápida e eficiente. A maioria dos apicultores são amadores.  Essas pessoas geralmente trabalham ou possuem apenas algumas colmeias. Seu principal atrativo científico é o interesse em ecologia e ciências naturais. O mel é um subproduto desse hobby.

Como normalmente requer um investimento significativo para estabelecer um pequeno apiário e dezenas de horas de trabalho com colmeias e equipamentos para produção de mel, a apicultura amadora raramente é lucrativa fora da Europa, onde a falta de produtos apícolas orgânicos às vezes causa uma demanda elevada por mel produzido de forma privada. Os apicultores obtêm lucro com a venda de mel, favos e cera. O mel tem alta demanda. Em 2018, foi relatado que seu valor era superior ao do petróleo no Quênia. De modo geral, a apicultura tem potencial não apenas para gerar renda extra, mas também para beneficiar o meio ambiente, proporcionando polinização cruzada eficiente. No entanto, iniciar um negócio de apicultura é caro. Os investimentos iniciais são elevados, pois normalmente os lucros do primeiro ano são usados ​​para pagá-los. O lucro só deve ser esperado após o segundo ou terceiro ano. As pessoas interessadas em ter colmeias em seus quintais também devem considerar o aspecto legal da prática, já que diferentes cidades têm leis diferentes em relação ao uso de colmeias. Um apicultor amador tenta obter lucro com a criação de abelhas, mas depende de outra fonte de renda. Esses apicultores podem operar até 300 colmeias, produzindo de 10 a 20 toneladas métricas de mel, o que representa dezenas de milhares de dólares americanos por ano.

            O Apicultor é um filme de ação e suspense de 2024 produzido e dirigido por David Ayer e escrito por Kurt Wimmer. É estrelado por Jason Statham, Emmy Raver-Lampman, Josh Hutcherson, Bobby Naderi, Minnie Driver, Phylicia Rashad e Jeremy Irons. O filme acompanha um assassino aposentado do governo que parte em busca de vingança depois que sua bondosa senhoria é vítima de um golpe de phishing. Clay não vai parar até acabar com o sistema criminoso responsável pela morte de sua amiga. O plano de vingança brutal de Clay, um ex-agente de uma organização secreta poderosa reconhecida como “Beekeepers”, ganha dimensões nacionais envolvendo governos e as instituições mais influentes do mundo. Determinado a fazer justiça com suas próprias mãos, ele está disposto a tudo e não vai poupar ninguém para concluir seu plano. O filme “O Apicultor” foi lançado nos Estados Unidos pela Amazon MGM Studios e no Reino Unido pela Sky Cinema em 12 de janeiro de 2024. O filme recebeu críticas positivas e arrecadou US$ 162,6 milhões em todo o mundo, com um orçamento de US$ 40 milhões. Uma sequência, “O Apicultor 2”, está prevista para 15 de janeiro de 2027.

         

Escólio: Na zona rural da cidade de Massachusetts, Eloise Parker, uma professora aposentada, vive sozinha, mas mantém uma forte amizade com Adam Clay, um apicultor tranquilo que trabalha em seu celeiro. Um dia, Eloise cai em um golpe de phishing que lhe rouba todas as economias, incluindo mais de 2 milhões de dólares de uma instituição de caridade que administra; devastada e falida, ela se suicida. Adam encontra seu corpo e a agente do FBI Verona Parker, filha de Eloise, o prende sob suspeita de assassinato. Adam é inocentado e libertado, e Verona pede desculpas. Sedento por vingança, ele contata um misterioso grupo chamado “Apicultores” em busca de informações para localizar os responsáveis. Eles rastreiam os golpistas até uma central de atendimento perto de Springfield, administrada por Mickey Garnett. Adam invade o call center e o incendeia, matando os guardas no processo. O chefe de Mickey, Derek Danforth, ordena que Mickey mate Adam, mas Adam derrota os agressores e corta os dedos de Mickey com uma serra elétrica. Mickey liga para Derek para avisá-lo, mas Adam mata Mickey e avisa Derek que ele será o próximo. Derek alerta Wallace Westwyld, um ex-diretor da CIA que trabalha como chefe de segurança da Danforth Enterprises, a empresa de tecnologia dele.

A região onde atualmente o estado de Massachusetts está localizado foi uma das primeiras a ser colonizada pelos britânicos. A província colonial de Massachusetts foi fundada em 1620. Apenas a província colonial da Virgínia foi fundada antes. Massachusetts é famoso no país pelo seu pioneirismo em diversas áreas: o primeiro jornal foi publicado em Massachusetts, e a primeira biblioteca pública também; New College, a primeira instituição norte-americana de educação superior foi fundada em 1636 na cidade de Cambridge. Posteriormente, o estado construiria as primeiras escolas públicas de ensino de segundo grau no país, durante a década de 1820. Massachusetts representou na esfera política uma das Treze Colônias britânicas que se rebelaram contra o domínio britânico em 1775, na Guerra da Independência dos Estados Unidos. Vários eventos que levaram ao início da guerra ocorreram em Massachusetts. As primeiras batalhas da guerra também ocorreram no estado. Em 6 de fevereiro de 1788, Massachusetts ratificou a constituição, tornando-se assim o sexto estado dos Estados Unidos. O nome do estado in statu nascendi vem originalmente da tribo indígena massachusett. Os massachussett eram uma tribo indígena pertencente à família dos algonquinos. Massachusett significa, no idioma algonquino, “próximo à grande montanha”, obviamente uma referência etnográfica ao Great Blue Hill, uma montanha localizada ao Sul de Boston. O cognome reconhecido de Massachusetts é The Bay State.

   

 A origem deste cognome vem da localização do primeiro assentamento permanente fundado em Massachusetts, às margens da baía de Massachusetts. O gentílico dos habitantes do estado é “bay staters”. Outros cognomes menos usados são The Old Colony State, The Puritan State e The Baked Bean State. Em 2014, Massachusetts foi considerado o estado americano com melhor qualidade de vida. O estado também está entre os mais ricos e mais educadas do país. Diversos nativos norte-americanos já viviam na região que constitui o estado de Massachusetts muito tempo antes da chegada dos primeiros exploradores europeus. Indícios arqueológicos indicam que tais indígenas já viviam na região há mais de 10 mil anos. Diversas tribos da família indígena algonquina, viviam na região quando os primeiros europeus chegaram, no início do século XVII. Estima-se que a população de nativos norte-americanos, então, era de aproximadamente entre 25 a 40 mil. Porém, doenças contagiosas trazidas pelos europeus - provocada por micróbios com os quais o sistema imunológico dos indígenas nunca entrara anteriormente em contato - dizimaram a população indígena. Em um século, até a década de 1620, a população nativa norte-americana havia caído para apenas sete mil indígenas.

Em 1602, o britânico Bartholomew Gosnold (1571-1607) desembarcou em Cape Cod, localizado no extremo oriente do estado. Acredita-se que este cabo tenha sido assim nomeado por Gosnold. O francês Samuel de Champlain (1567-1635) mapeou o litoral da Nova Inglaterra ao longo de 1605 e de 1606, também mapeando o litoral do atual Massachusetts. Em 1614, o capitão britânico John Andrew Smith (1580-1631) fez um mapeamento mais extensivo do litoral de Massachusetts. Os puritanos, membros da Igreja Anglicana da Inglaterra, queriam reformas imediatas à Igreja, pressionando por tais reformas ao longo do século XVI. Estes puritanos passaram a ser discriminados no Reino Unido. Vários deles romperam totalmente com a Igreja. Estes passaram a ser chamados de separatistas, sendo altamente discriminados no Reino Unido pela população anglicana. Após as numerosas explorações europeias no continente americano no início do século XVII, estes puritanos passaram a considerar a ideia de fundar uma colônia no Novo Continente. Em 16 de setembro de 1620, 102 britânicos, dos quais 41 eram puritanos, embarcaram no barco Mayflower. Eles ancoraram em Cape Cod em 11 de novembro. Os 102 assentadores decidiram criar um plano de administração antes de fundar oficialmente um assentamento permanente. Este plano é reconhecido como The Mayflower Compact. Em dezembro, os 102 assentadores fundaram oficialmente Plymouth, o segundo assentamento britânico permanente no processo civilizatório das Américas.

Reconhecendo Adam como um ex-Apicultor, Wallace alerta a CIA, que envia Anisette, uma Apicultora atual, para matá-lo. Anisette embosca Adam, mas ele a mata e corta um de seus dedos; os Apicultores declaram neutralidade imediatamente, deixando Wallace sem defesa. Adam usa o dedo decepado de Anisette para entrar em seu complexo e procurar o principal call center de Derek. Verona e seu parceiro, Matt Wiley, preveem que o próximo alvo de Adam seja o Nine Star United Center em Boston, que supervisiona os call centers de golpes globais de Derek. Wallace reúne uma equipe de operações especiais liderada por Pettis e os informa sobre os Apicultores, uma organização secreta de inteligência humana de elite, encarregada de proteger os Estados Unidos e operar acima e além da jurisdição governamental, com uma cultura organizacional inspirada nas abelhas operárias da colmeia. A equipe de Pettis é enviada para garantir a segurança do Nine Star e matar Adam, mas as tensões com uma equipe da SWAT do FBI e a recusa do gerente Rico Anzalone em evacuar criam uma confusão que permite a Adam incapacitar a equipe da SWAT, matar Pettis e seus homens e interrogar Anzalone.           

Verona e Wiley descobrem que Derek é filho de Jessica Danforth, a atual presidente dos Estados Unidos, e alertam o vice-diretor do FBI, Jackson Prigg, de que Adam pode tentar matá-la por causa dos delitos de Derek. Wallace envia Derek para Jessica em sua mansão litorânea, que é protegida fisicamente por mercenários anti-Apicultores liderados por Lazarus, que usa uma perna protética após um encontro com um Apicultor. Adam se infiltra na mansão durante uma festa e luta para abrir caminho pelo prédio, neutralizando a Equipe de Contra-Ataque do Serviço Secreto e matando Lazarus e seus homens. Enquanto isso, Jessica e Prigg confrontam Derek, que admite que Wallace lhe deu algoritmos da CIA, os quais ele usou para alimentar seu império criminoso de golpes e fraudar a eleição de Jessica. Quando Jessica ameaça revelar seus crimes ao público, um Derek enfurecido atira em Prigg e se prepara para matar sua mãe, mas Adam atira em Derek na cabeça antes que ele consiga. Adam foge enquanto Verona o mantém sob a mira de uma arma; ela acaba o soltando. Adam foge para a praia, onde veste seu equipamento de mergulho enterrado e desaparece no mar, escapando.     

Elenco: Jason Statham interpreta Adam Clay, um assassino altamente habilidoso conhecido como Apicultor, que se aposentou para viver uma vida tranquila. Emmy Raver-Lampman interpreta Verona Parker, filha de Eloise, que trabalha como agente do FBI investigando Adam. Josh Hutcherson interpreta Derek Danforth, um magnata da tecnologia que é o CEO da Danforth Enterprises e líder de uma quadrilha internacional de golpistas. Bobby Naderi interpreta Matt Wiley, um agente do FBI e parceiro de Verona. Minnie Driver como Janet Harward, a diretora da CIA. David Witts interpreta Mickey Garnett, o gerente da central de atendimento que aplicou o golpe em Eloise. Michael Epp interpreta Pettis, líder da equipe tática contratada para proteger o Nine Star United Center. Taylor James interpreta Lazarus, um mercenário sul-africano experiente em matar apicultores e que lidera a guarda mercenária dos Danforth. Jemma Redgrave interpreta Jessica Danforth, Presidente dos Estados Unidos e mãe de Derek. Enzo Cilenti interpreta Rico Anzalone, o gerente do Nine Star United Center. Phylicia Rashad interpreta Eloise Parker, uma professora aposentada e amiga próxima de Adam. Don Gilet como Jackson Prigg, Diretor Adjunto do FBI eremy Irons interpreta Wallace Westwyld, o ex-diretor da CIA, agora chefe de segurança da Danforth Enterprises. Megan Le interpreta Anisette Landress, uma apicultora amadora psicótica encarregada de matar Adam.

Em agosto de 2021, foi anunciado que Jason Statham estrelaria o filme para a Miramax e também atuaria como produtor por meio de sua empresa Punch Palace Productions. David Ayer assinou contrato para dirigir em maio de 2022. As filmagens principais ocorreram na Inglaterra de setembro a dezembro de 2022. Os locais incluíram Tyringham Hall e a Ponte Kingsferry. Em preparação para as cenas de abertura do filme, Statham aprendeu vários métodos de apicultura e interagiu com abelhas de verdade. A MGM adquiriu os direitos de distribuição do filme nos Estados Unidos em agosto de 2022. Em fevereiro de 2023, a Sky Cinema adquiriu os direitos no Reino Unido, com a StudioCanal cuidando do lançamento nos cinemas do Reino Unido em nome da Sky Cinema. Foi lançado pela Amazon MGM Studios em 12 de janeiro de 2024. O filme The Beekeeper foi lançado em plataformas digitais e VOD em 30 de janeiro de 2024,  e lançamento em DVD, Blu-ray e Ultra HD Blu-ray em 23 de abril de 2024.

                    

O filme “The Beekeeper” arrecadou US$ 66, 2 milhões nos Estados Unidos e Canadá e US$ 96, 4 milhões em outros territórios, totalizando US$ 162, 6 milhões em todo o mundo, contra um orçamento de “US$ 40 milhões ou menos”. Nos Estados Unidos e no Canadá, O Apicultor foi lançado juntamente com Meninas Malvadas e O Livro de Clarence, e a previsão era de que arrecadasse entre US$ 17 e US$ 19 milhões em 3.303 cinemas no fim de semana de estreia. Arrecadou US$ 6,7 milhões no primeiro dia, incluindo US$ 2,4 milhões das pré-estreias de quinta-feira à noite. Sua estreia foi de US$ 16,6 milhões, ficando em segundo lugar, atrás de Meninas Malvadas. O filme arrecadou US$ 8,5 milhões no segundo fim de semana e US$ 6,7 milhões no terceiro, mantendo-se em segundo lugar nas bilheterias. Passou suas primeiras oito semanas no Top 10 das bilheterias americanas. No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, 71% das 182 críticas são positivas, com uma classificação média de 5,9/10. O consenso do site diz: “Alegremente descomplicado e agradavelmente retrógrado, O Apicultor prova que, quando se trata de fazer justiça no gênero ação-thriller, Statham não perdeu sua garra”. O Metacritic, que usa uma média ponderada, atribuiu ao filme uma pontuação de 53 em 100, com base em 36 críticas, indicando avaliações “mistas ou médias”. O público pesquisado pelo CinemaScore deu uma nota média de “B+” em uma escala de A+ a F.

Uma crítica no The Guardian afirma que as cenas sem tiroteios são apressadas e que tanto Rashad quanto Driver são subutilizados, descrevendo-o como “um esforço sólido, de baixo risco e recompensa mediana para o Ano Novo”. Matt Zoller Seitz, do RogerEbert, elogiou os vários aspectos do filme, incluindo a variedade de vilões, mas lamentou: “É uma pena que O Apicultor não seja a obra-prima trash que ameaça se tornar”. John Nugent, da revista Empire, disse que Statham está “tão convincentemente rude como sempre (embora demore 20 minutos até que ele possa finalmente dar uma surra em alguém)”, mas chamou as cenas de ação de “horrivelmente inconsistentes” e observou que “você tem que aguentar muita coisa sobre abelhas”. Em fevereiro de 2025, foi anunciado que provavelmente uma sequência de O Apicultor estava em desenvolvimento, com Timo Tjahjanto na direção e Kurt Wimmer escrevendo o roteiro. Jason Statham reprisaria seu papel como Adam Clay, além de produzir financeiramente o filme. Em maio de 2025, Kurt Wimmer foi substituído por Umair Aleem no roteiro. Em setembro, Jeremy Irons reprisaria seu papel como Wallace Westwyld. Emmy Raver-Lampman, Bobby Naderi, Jemma Redgrave, Yara Shahidi, Pom Klementieff e Adam Copeland se juntaram ao elenco ainda naquele mês. Em janeiro de 2026, o filme foi programado para lançamento provavelmente nos cinemas dos Estados Unidos em 15 de janeiro de 2027.

Bibliografia Geral Consultada.

RUTTNER, Friedrich, Criação de Rainhas: Base Biológica e Instruções Técnicas. Roma: Editora Apimondia, 1983; SANFORD, Malcolm Thomas, Um Estudo sobre a Rentabilidade de uma Operação de Apicultura de Médio Porte. Serviço de Extensão Cooperativa da Flórida. Instituto de Ciências Alimentares e Agrícolas. Flórida: Universidade da Flórida, 1986; ACKERMAN, Joseph Daniel, “Abiotic Pollen and Pollination: Ecological, Functional, and Evolutionary Perspectives”. In: Plant Systematics and Evolution, 222 (1–4): 167–185, 2000; LE BRETON, David, Antropologia do Corpo e Modernidade.  3ª edição. Petrópolis (RJ): Editora Vozes, 2013; ALMEIDA, Tatiane Aparecida, Religião e Magia no Censo Religioso Contemporâneo: Estudo a Partir de Marcel Mauss. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião. Belo Horizonte: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, 2017; AL-GHAMDI, Ahmed A.; ADGABA, Nuru; Herab, AHMED H.; Ansari, MOHAMMAD, J., “Análise comparativa da rentabilidade da produção de mel utilizando colmeias tradicionais e colmeias de caixa”. In: Saudi Journal of Biological Sciences, 24 (5): 1075– 1080, 2017; WHITE, James, “Jason Statham prova que a vingança dói no trailer de O Apicultor”. In: Empire, 10 de abril de 2023; MATHAI, Jeremy, “Não há nada de falso nas abelhas em O Apicultor, de Jason Statham”. In: Slashfilm, 15 de janeiro de 2024; JACKSON, Angélique, “Yara Shahidi se junta a Jason Statham em O Apicultor 2 da Miramax (Exclusivo)”. In: Deadline Hollywood, 25 de setembro de 2025; Idem, “Emmy Raver-Lampman, Bobby Naderi e Jemma Redgrave retornam para O Apicultor 2 (Exclusivo)”. In: Deadline Hollywood, 29 de setembro de 2025; Idem, “Pom Klementieff e Adam Copeland se juntam a O Apicultor 2 da Miramax (Exclusivo)”. In: Variety, 30 de setembro de 2025; D`ALESSANDRO, Anthony, “Amazon MGM Studios e Miramax`s The Beekeeper 2 chegarão aos cinemas no próximo inverno”. In: Deadline Hollywood, 22 de janeiro de 2026; entre outros.                  

sábado, 1 de agosto de 2026

Sangue Frio – Forte Nevasca & Perseguição Tout Court na Estrada.

                   “A cultura nasce - e isso é simplesmente essencial para sua compreensão”. Georg Simmel                           

         

        O conceito de figuração distingue-se de outros conceitos teóricos da sociologia por incluir expressamente os seres humanos em sua formação social. Contrasta, portanto, decididamente com um tipo amplamente dominante de formação de conceitos que se desenvolve sobretudo na investigação de objetos sem vida, portanto no campo da física e da filosofia para ela orientada. Há figurações de estrelas, assim como de plantas e de animais. Mas apenas os seres humanos formam figurações uns com os outros. O modo de sua vida conjunta em grupos grandes e pequenos é, de certa maneira, singular e sempre co-determinado pela transmissão de conhecimento de uma geração a outra, por tanto por meio do ingresso singular do mundo simbólico específico de uma figuração já existente de seres humanos. Às quatro dimensões espaço-temporais indissoluvelmente ligadas se soma, no caso dos seres humanos, uma quinta, a dos símbolos socialmente apreendidos. Sem sua apropriação, sem, por exemplo, o aprendizado de uma determinada língua especificamente social, os seres humanos não seriam capazes de se orientar no seu mundo nem de se comunicar uns com os outros. Um ser humano adulto, que não teve acesso aos símbolos da língua e do conhecimento de determinado grupo permanece fora de todas as figurações humanas, pois não é um ser humano. As definições de controle social são demasiado amplas e vagas, e, portanto, seria legítimo indagar, escolhendo-as mais ou menos ao acaso, para inferir que resultam em termos de um controle, isto é, qualquer estímulo ou complexo de estímulos que provoca uma determinada reação.

Assim, pois, todos os estímulos são controles, pois representam a direção do comportamento por influências grupais, estimulando ou inibindo a ação individual ou grupal. O controle social pode ser definido como a soma total ou, antes, o conjunto de padrões culturais, símbolos sociais, signos coletivos, valores culturais, ideias e idealidades, tanto como atos quanto como processos diretamente ligados a eles, pelo qual a sociedade inclusiva, cada grupo particular, e cada membro individual participante superam as tensões e os conflitos entre si, através do equilíbrio temporário, e se dispõem a novos esforços criativos. Ipso facto, em toda a dimensão da vida associativa deverá haver algum ajustamento de relações sociais tendentes a prevenir a interferência de direitos e privilégios entre os indivíduos. De maneira mais específica, são três as funções do estabelecidas pelo controle social: a obtenção e a manutenção da ordem social, da proteção social e da eficiência social. O seu emprego hic et nunc na investigação sociológica contribuiu consideravelmente para produzir uma simplificação ou redução na análise dos problemas sociais, conseguida proporcionalmente, graças à compreensão positiva da integração das contradições correspondentes no sistema de organização das sociedades e da importância relativa de cada um deles, como e enquanto expressão do jogo social. Embora obscuro e equívoco, em seu significado, o conceito de controle social é necessário à investigação sociológica na modernidade, encontraram um sistema de referências propício à sua crítica científica, seleção lógica e coordenação metódica.

O crescimento de um jovem convivendo e habitando comum em figurações humanas, como processo social e experiência, assim como o aprendizado de um determinado esquema de autorregulação na relação com os seres humanos, é condição indispensável ao desenvolvimento rumo à humanidade. Socialização e individualização de um ser humano, são nomes diferentes para o processo. Cada ser humano assemelha-se aos outros, e é, ao mesmo tempo, diferente de todos os outros. O mais das vezes, as teorias sociológicas deixam sem resolver o problema da relação entre indivíduo e sociedade. Quando se fala que uma criança se torna um indivíduo humano por meio da integração em determinadas figurações, como, por exemplo, em famílias, em classes escolares, em comunidades aldeãs ou em Estados, assim como mediante a apropriação e reelaboração de um patrimônio simbólico social, conduz-se o pensamento por entre dois grandes perigos da teoria e das ciências humanas: o perigo de partir de um indivíduo a-social, portanto como que de um agente que existe por si mesmo; e o perigo de postular um “sistema”, um “todo”, em suma, uma sociedade humana que existiria para além do ser humano singular, para além dos indivíduos. Embora não possuam um começo absoluto, não tendo nenhuma outra substância a não ser seres humanos gerados familiarmente por pais e mães, as sociedades humanas não são simplesmente um aglomerado cumulativo dessas pessoas. O convívio dos seres humanos em sociedades tem sempre, mesmo no caos, na desintegração, na maior desordem social, uma forma absolutamente determinada. É isso que o conceito de figuração exprime. O processo de concentração física de força pública se acompanhada de uma desmobilização da violência ordinária.

                                        


A violência física só pode ser aplicada por um agrupamento especializado, especialmente mandatado para esse fim, claramente identificado no seio da sociedade pelo uniforme, portanto um agrupamento simbólico, centralizado e disciplinado. A noção de disciplina, sobre a qual Max Weber escreveu páginas magníficas, lembra-nos Norbert Elias, é capital: não se pode concentrar a força física sem, ao mesmo tempo, controla-la, do contrário é o desvio da violência física, e o desvio da violência física está para a violência física assim como o desvio de capitais está para a dimensão econômica: é o equivalente da concussão. A violência física pode ser concentrada num corpo formado para esse fim, claramente identificado em nome da sociedade pelo uniforme simbólico, especializado e disciplinado, isto é, capaz de obedecer como um só homem a uma ordem central que, em si mesma, não é geradora de nenhuma ordem. O conjunto das instituições mandatadas para garantir a ordem, a saber, as forças públicas e de justiça, são, portanto, separadas pouco a pouco do mundo social corrente. Essa concentração do capital físico se realiza em um duplo contexto. Para uns, o desenvolvimento do exército profissional está ligado à guerra, assim como o imposto; mas há também a guerra interior, a guerra civil, a arrecadação do imposto como uma espécie de guerra civil.

A estratégia do passado que visava organizar novos espaços urbanos transformou-se meramente em artifícios políticos e muito pouco em torno de reabilitação de patrimônios. Depois de haver inconscientemente projetado a cidade futura, torna-se uma cidade frequentada por sua estranheza, muito mais elevada aos excessos que reduzem o presente, a nada mais que simples escombros como caixas d`água que deixam escapar seu domínio do tempo. Mas os técnicos sociais se denunciam já no quadriculamento que atrapalhavam os planejadores funcionalistas que deviam fazer tábula rasa das opacidades contidas nos projetos de cidades transparentes. Afinal qual o urbanismo que não descontroem mais do que uma guerra a questão da memória e da história aldeã, operária, com casas desfiguradas, fábricas desativadas, universidades sem vida, cacos de histórias naufragadas que formam as ruínas de uma cidade fantasma ou fantasmas da cidade, antes modernista, cidade de massa, homogênea, como os lapsos de uma linguagem que se desconhece, quem sabe inconsciente. Mas elas surpreendem. O imaginário individual (sonho) e coletivo (mitos, ritos, símbolos), em primeiro, são as coisas que o soletram.

Eles têm uma função social que consiste em abrir uma profundidade no presente, mas não têm mais o conteúdo que provê de sentido a estranheza do passado. Suas histórias políticas deixam de ser pedagógicas para inferir um final claramente trágico.  O Estado se constitui, portanto, em relação à forma de governo um duplo contexto: de um lado, efeitos de poder político em relação a outros Estados, atuais ou potenciais, isto é, os princípios concorrentes – portanto, precisa concentrar “capital de força física” para travar a guerra pela terra, pelos territórios; de outro lado, em relação a um contexto interno, a contrapoderes, isto é, príncipes concorrentes ou classes dominadas que resistem à arrecadação do imposto ou ao recrutamento de soldados. Esses dois fatores favorecem a criação de exércitos poderosos dentro dos quais se distinguem progressivamente forças propriamente militares e forças propriamente policiais destinadas à manutenção da ordem interna. Essa distinção exército/polícia, evidente hoje, tem uma genealogia extremamente lenta, as duas forças têm sido por muito tempo confundido. O desenvolvimento do imposto está ligado às despesas de guerra. O nascimento do imposto é simultâneo a uma acumulação extraordinária de capital detido pelos profissionais da gestão burocrática e à cumulação de um imenso capital informacional. É o vínculo institucional entre Estado e estatística: o Estado está associado a um conhecimento racional do mundo social e governamental. A estatística em como representação o campo da matemática que relaciona fatos sociais e números em que há um conjunto de métodos que nos possibilita coletar dados e analisá-los, assim sendo possível realizar alguma interpretação deles.

Antropologicamente falando, segundo Georg Simmel, a humanidade sempre atravessa estágios em que: a) opressão da individualidade é o ponto de passagem obrigatório de seu livre desabrochar superior, em que a pura exterioridade das condições de vida se torna a escola da interioridade, b) em que a violência da modelagem produz uma acumulação de energia, destinada, em seguida, a gerar toda a especificidade pessoal. Do alto desse ideal é que, c) a individualidade plenamente desenvolvida, tais períodos parecerão, é claro, grosseiros e indignos. Mas, para dizer a verdade, além de semear os germes positivos do progresso vindouro, já é em si uma manifestação do espírito exercendo uma dominação organizadora sobre a matéria-prima das impressões flutuantes, uma aplicação das personalidades especificamente humanas, procurando-as fixar suas normas de vida - do modo mais brutal, exterior ou, mesmo, estúpido que seja -, em vez de recebê-las das simples forças da natureza.  A horda, uma estrutura social e militar histórica encontrada na estepe eurasiática “não protege mais a moça e rompe suas relações com ela, porque nenhuma contrapartida foi obtida por sua pessoa”.

Para o filósofo Simmel diante do “conflito” (“Kampf”), mutatis mutandis, os indivíduos vivem em relações sociais de cooperação, mas também de oposição, portanto, os conflitos são parte mesma da constituição da sociedade. É neste sentido que formam momentos de crise, um intervalo entre dois momentos de harmonia, vistos numa função positiva de superação das divergências. Fundamenta uma episteme em torno da ideia de movimento, da relação, da pluralidade, da inexorabilidade do conhecimento, de seu caráter construtivista, cuja dimensão central realça o fugidio, o fragmento e o imprevisto. Por isso, seu panteísmo estético, ancorado sob forma paradoxais de interpretação real, como episteme, no qual se entende que cada ponto, cada fragmento superficial e, portanto, fugaz é passível de significado estético absoluto, de compreender o sentido total, os traços significativos, do fragmento à totalidade. O significado sociológico do “conflito”, em princípio, nunca foi contestado. Conflito é admitido por causar ou modificar grupos de interesse, unificações, organizações. Por outro lado, pode parecer paradoxal na visão do senso comum se alguém pergunta se independentemente de quaisquer fenômenos que resultam de condenar ou que a acompanha, o conflito é uma forma de “sociação”.

À primeira vista, isso soa como uma pergunta retórica. Se todas as interações entre os homens é uma sociação, o conflito, - afinal uma das interações mais vivas, que, além disso, não pode ser exercida por um indivíduo sozinho, - deve certamente ser considerado como “sociação”. E, de fato, os fatores sociais de dissociação, tais como ódio, inveja, necessidade, desejo, são as causas da condenação, que irrompe em função deles. Conflito é, portanto, destinado a resolver dualismos divergentes, é a maneira de conseguir algum tipo de unidade, que seja através da aniquilação de uma das partes em litígio. A imagem está associada a conhecimentos pretéritos adquiridos e concernentes ao objeto que ela de fato representa. Ela não apreende nada além daquilo que nós podemos extrair da realidade durante o trabalho de percepção. A imagem não se relaciona com o mundo em si, ela só depende do processo de como podemos descobrir algo sobre ela. Portanto, se existe uma possibilidade de se observar o objeto real através da imaginação, mesmo assim essa possibilidade ainda não nos permite apreender nada de novo em relação ao objeto. A imagem, ato da consciência imaginante, tem como representação social um elemento, identificado como o primeiro e incomunicável, como produto de uma atividade consciente atravessada de um extremo ao outro por uma corrente de “vontade criadora”. 

Trata-se, de dar-lhe à sua própria consciência um conteúdo de sentido imaginante, próximo da analogia weberiana da interpretação da ciência que recria para si os objetos afetivos espontaneamente ao seu redor: ela é criativa. Daí a importância de se compreender no campo da imagem, de sua produção, recepção, influência, de sua relação com o sonho, o devaneio, a criação e a ficção, a substituição das mediações pelos meios de comunicação, posto que contenha em si uma possibilidade de violência, a partir da constituição do novo regime de ficção que hoje afeta, contamina e penetra a vida social. Ipso facto temos a sensação de sermos colonizados, mas sem saber precisamente por quem. Não é facilmente identificável e, a partir daí é normal questionar-se sobre o papel da cultura ou da ideia que fazemos dela. O etnólogo Marc Augé reitera que as “etnociências” se atribuem sempre dois objetivos, proposto por ele ao final em seu opúsculo La Guerre des Rêves (1997). Usado como prefixo, “etno” relativiza o termo que o segue e o faz depender da “etnia” ou da “cultura” que supõe ter práticas análogas às que sociologicamente chamamos “ciências”: medicina, botânica, zoologia etc. Desse ponto de vista, a etnociência tenta reconstituir o que serve de ciência aos outros, suas práticas sanitárias e do corpo, seus conhecimentos botânicos, mas também suas modalidades de classificação, de relacionamento etc. É claro que, a partir do momento em que se generaliza a etnociência muda de ponto de vista.

Ela tenta emitir uma apreciação sobre os modelos locais, indígenas, e compará-los a outros e, além disso, propor uma análise dos procedimentos cognitivos em ação num certo número de experiências. Ela leva então às vezes o nome de antropologia: fala-se assim em antropologia médica ou cognitiva. Em verdade, quando Augé recoloca a questão: “que é nosso imaginário, hoje?”, por outro lado, ele se indaga se nestes dias não estamos assistindo a uma generalização do fenômeno de fascínio da consciência que nos pareceu característico da situação colonial e de seus diferentes avatares? Trata-se de “exercícios de Etnoficção”, em analisar o estatuto da ficção ou as condições etnológicas de seu surgimento numa sociedade, e ipso facto num momento histórico particular, em analisar os diferentes gêneros que se irradiam sob formas ficcionais, sua relação com o imaginário individual e coletivo, as representações da morte etc., em diferentes sociedades ou conjunturas. Temos o que fica reservado como lugar de representação, posto que bem entendido o nível ao qual se aplica a pesquisa antropológica, ela tem por objeto interpretar a interpretação que os outros fazem da categoria do outro, nos diferentes níveis que situam o lugar dele e impõem sua necessidade.

Melhor dizendo, tendo como representação social etnia, tribo, aldeia, linhagem ou outro modo de agrupamento até o átomo elementar de parentesco, do qual se sabe que submete a identidade da filiação à necessidade da aliança, o individualismo, enfim; que todos os sistemas rituais definem como compósito e pleno de alteridade, figura literalmente impensável, como o são, em modalidades opostas, a do rei e a do feiticeiro. O fato social é que deste ângulo de análise há um princípio abrangente e primordial, porque norteador, pois “toda antropologia é antropologia da antropologia dos outros, além disso, que neste âmbito, o lugar antropológico, é simultaneamente princípio de sentido para aqueles que o habitam e princípio de inteligibilidade para quem o observa”. Essa inteligibilidade, ao que nos parece, fornece e propõe no âmbito de apropriação dos saberes que as condições de uma antropologia da contemporaneidade devem ser deslocadas do método para o objeto. E que se deve estar atento às mudanças que afetaram as grandes categorias por meio das quais os homens pensam sua identidade e suas relações recíprocas em termos espaciais.

Assim, se um lugar pode se definir como identitário, relacional e histórico, um espaço que não pode se definir nem como identitário, nem como relacional, nem como histórico definirá um na etnologia da solidão de Augé o que ele denominou analiticamente de “não-lugar”. A hipótese adjudicada na teoria, e, portanto, no pensamento, é o que o autor chama de surmodernité conquanto produtora de não-lugares, de espaços que não são em si lugares (tradicionais) antropológicos. Isto é importante. Estas características comuns podem ser aplicadas a dispositivos institucionais diferentes e que constituem, de certo modo, as formas elementares de compreensão do espaço social. Trata-se de aspectos gerais e que se identificam enquanto itinerários ou eixos ou caminhos que, do ponto de vista etnológico conduzem de um lugar a outro. Mas também em cruzamentos e praças, que satisfazem por assim dizer esferas de ação social, que nos mercados definem necessidades do intercâmbio econômico e, nesta progressão, centros mais ou menos monumentais. Sejam eles religiosos ou políticos construídos por certos homens e mulheres e que definem como outros, em relação a outros centros e outros espaços sociais. Uma nevasca tem como representação uma tempestade de neve severa caracterizada por ventos fortes e baixa visibilidade, que dura um período prolongado, normalmente pelo menos três ou quatro horas. Uma nevasca terrestre é uma condição climática em que a neve já acumulada é levada pelo vento.

As nevascas podem atingir dimensões imensas e geralmente se estendem por centenas ou milhares de quilômetros. Nos Estados Unidos da América, o Serviço Nacional de Meteorologia define uma nevasca como uma tempestade de neve severa caracterizada por ventos fortes que causam neve soprando e resultam em baixa visibilidade. A diferença entre uma nevasca e uma tempestade de neve é ​​a intensidade do vento, não a quantidade de neve. Para ser considerada uma nevasca, uma tempestade de neve deve ter ventos constantes ou rajadas frequentes iguais ou superiores a 56 km/h (35 mph) com neve soprando ou acumulando-se, reduzindo a visibilidade para 400 m ou 0,25 mi ou menos, e deve durar por um período prolongado três horas ou mais. O Environment Canada define uma nevasca como uma tempestade com velocidades de vento superiores a 40 km/h (25 mph) acompanhadas de visibilidade de 400 metros (0,25 mi) ou menos, resultante de queda de neve, neve soprando ou uma combinação dos dois. Essas condições devem persistir por pelo menos quatro horas para que a tempestade seja classificada como uma nevasca, exceto ao Norte da linha das árvores árticas, onde esse limite é elevado para seis horas.  O Departamento de Meteorologia da Austrália descreve nevasca como “vento violento e muito frio carregado de neve, parte da qual, pelo menos, foi levantada do solo coberto de neve”. 

Embora o frio intenso e a grande quantidade de neve acumulada possam acompanhar as tempestades de neve, não são imprescindíveis. As tempestades de neve podem causar condições de visibilidade zero e paralisar regiões por vários dias, principalmente onde a queda de neve é ​​incomum ou rara. Uma nevasca severa tem ventos acima de 72 km/h (45 mph), visibilidade próxima de zero e temperaturas de −12 °C (10 °F) ou inferiores. Na Antártida, as nevascas estão associadas a ventos que ultrapassam a borda do planalto de gelo a uma velocidade média de 160 km/h (99 mph). Uma tempestade de neve terrestre refere-se a uma condição climática de extraordinária beleza em que a neve ou o gelo solto são levantados e soprados por ventos fortes. A principal diferença comparativamente entre uma tempestade de neve terrestre e uma nevasca comum é que, na primeira, não há precipitação no momento, pois toda a precipitação já está presente na forma de neve ou gelo na superfície. O Dicionário Oxford de Inglês conclui que o termo blizzard provavelmente é onomatopaico, derivado do mesmo sentido que blow, blast, blister e bluster; o primeiro uso registrado para descrever o clima data de 1829, quando foi definido como um “golpe violento”. Atingiu sua definição moderna por volta de 1859, quando era usado no Oeste dos Estados Unidos da América.

O termo tornou-se comum na imprensa durante o rigoroso inverno de 1880-81. Nos sistemas de tempestades suficientemente poderosos para causar nevascas geralmente se formam quando a corrente de jato desce muito para o Sul, permitindo que o ar polar frio e seco do Norte colida com o ar quente e úmido que sobe do Sul. Quando o ar frio e úmido do Oceano Pacífico se desloca para Leste em direção às Montanhas Rochosas e às Grandes Planícies e o ar mais quente e úmido se desloca para o norte a partir do Golfo do México, basta um movimento de ar polar frio para o sul para formar condições propícias a nevascas que podem se estender do Panhandle do Texas até os Grandes Lagos e o Meio-Oeste. Uma nevasca também pode se formar quando uma frente fria e uma frente quente se encontram, formando uma nevasca na linha divisória entre elas. Outro sistema de tempestades ocorre quando uma baixa pressão com núcleo frio sobre a área da Baía de Hudson, no Canadá, é deslocada para o Sul sobre o Sudeste do Canadá, os Grandes Lagos e a Nova Inglaterra. Quando a frente fria, que se move rapidamente, colide com o ar mais quente vindo do norte do Golfo do México, ocorrem ventos fortes na superfície, advecção significativa de ar frio e precipitação invernal extensa. Sistemas de baixa pressão que se deslocam das Montanhas Rochosas para as Grandes Planícies, uma vasta extensão de terra plana, grande parte coberta por pradarias, estepes e campos, podem causar tempestades e chuvas ao sul e fortes nevascas e ventos intensos ao norte. Com poucas árvores ou outras obstruções para reduzir a intensidade do vento, esta parte do país é particularmente vulnerável a nevascas com temperaturas muito baixas e condições de visibilidade zero. Em uma nevasca intensa, não há horizonte visível.

As pessoas podem se perder em seus próprios quintais, quando a porta está a apenas 3 metros de distância, e teriam que tatear o caminho de volta. Os motoristas precisam parar seus carros onde estão, pois, a estrada fica completamente invisível. Uma tempestade do tipo “nor`easter” é uma tempestade de grande escala que ocorre ao largo da costa da Nova Inglaterra e do Canadá Atlântico. Recebe esse nome devido à direção de onde o vento sopra. O uso do termo na América do Norte deriva do vento associado a muitos tipos diferentes de tempestades, algumas das quais podem se formar no Oceano Atlântico Norte e outras tão ao Sul quanto de análise comparativamente ao Golfo do México. O termo é mais frequentemente utilizado nas áreas geográficas costeiras da Nova Inglaterra e do Canadá Atlântico. Esse tipo de tempestade tem características semelhantes às de um furacão. Mais especificamente, descreve uma área de baixa pressão cujo centro de rotação está próximo à costa e cujos ventos predominantes no quadrante esquerdo giram em direção à terra vindos do Nordeste. Ondas altas de tempestade podem afundar navios e causar inundações costeiras e erosão das praias. Entre as tempestades do tipo “nor`easter” notáveis ​​está a Grande Nevasca de 1888, uma das piores nevascas da história dos EUA. A tempestade deixou entre 100 e 130 cm de neve e teve ventos de mais de 72 km/h, que produziram montes de neve com mais de 15 metros de altura. As ferrovias foram fechadas e as pessoas ficaram confinadas em suas casas por uma semana. A tempestade matou 400 pessoas, a maioria em Nova York.  

Sangue Frio (Cold Meat) tem como representação social um filme de suspense de 2024 dirigido por Sébastien Drouin. É roteirista e diretor francês de Cold Meat (2023), estrelado por Allen Leech, Nina Bergman e Yan Tual. O filme estreou no Frightfest Festival London e foi indicado a 4 prêmios totais de cinema: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator e Melhor Susto. Ele também é cocriador da minissérie de TV VTC, também reconhecida empresa Surge para o Canal +. Ele é reconhecido pela primeira vez por seus curtas-metragens multipremiados: Dust City (1997) vencedor do Imagina-Monaco, La Place du Mort (2000), Vencedor do Cognac Film Festival 2000 e 9 outros prêmios, e Pièces Détachées (2006), vencedor de 9 prêmios, incluindo o prêmio de Melhor Vídeo Digital no Arquipélago de Roma 2007 e o Prêmio Especial do Júri em Valenciennes, 2007. Sébastien Drouin começou sua carreira como supervisor de efeitos visuais para a empresa francesa de efeitos visuais BUF, especializada em computação gráfica para longas-metragens, comerciais e videoclipes. Foi fundada por Pierre Buffin em 1984. A empresa tem origem em Paris, França, e desde então expandiu-se para Montreal, Canadá e Los Angeles, Califórnia. Ele se tornou um renomado supervisor de efeitos visuais e trabalhou para diretores internacionais como Wong Kar Wai, 2046: Os Segredos do Amor (2004), Oliver Stone (Alexandre (2004), Tom Tyker (Paraíso (2002), Mathieu Kassovitz, Missão Babilônia (2008), Abel Ferrara (Pasolini (2014), Cedric Jimenez, Michel Gondry, Thierry Poiraud, Gelo Babluani e muitos mais. 

Recentemente, ele foi supervisor geral de efeitos visuais no programa Notre Dame: La Part du Feu, uma minissérie de 6 episódios escrita e dirigida por Hervé Hadmar para a Netflix. Em 2017, ele dirigiu todos os episódios de Fearless (2017), uma série de TV de suspense para Blackpills. Ele é membro ativo de dois coletivos: La Squadra (roteiristas e diretores) e La liga de l`imaginaire, ao lado de renomados escritores franceses como Bernard Werber, Maxime Chattam, Bernard Minier, Franck Thilliez, Henri Loevenbruck. O filme Sangie Frio foi lançado exclusivamente na Netflix em 26 de fevereiro de 2024. Escólio: David Petersen (Allen Leech) está atravessando as Montanhas Rochosas do Colorado durante uma forte nevasca. Ele para em uma lanchonete, onde a garçonete Ana (Nina Bergman) é abordada por seu ex-marido violento, Vincent (Yan Tual). David, com calma e charme, resolve a situação e Vincent vai embora. Mais tarde, quando David para em um posto de gasolina, um policial local o avisa para consertar o retrovisor o mais rápido possível, pois está preso com fita adesiva. Ao sair do posto, Vincent o segue em sua caminhonete. Uma perseguição se inicia e David consegue escapar dirigindo por uma estrada de terra em direção a uma área isolada. Com o carro atolado na neve, David caminha pela mata em busca de saída. É revelado que havia drogado e sequestrado Ana naquela noite, mantendo-a presa no porta-malas com as mãos amarradas com fita adesiva. Ela consegue escapar, mas as condições são muito perigosas para que ela caminhe, então se esconde no banco de trás do carro. No caminho de volta para o carro, David cai na neve e quebra a perna. Assim que retorna ao veículo, Ana o droga com clorofórmio, e ele acorda com as mãos amarradas ao volante com fita adesiva. 

Apesar de estar sob a mira de uma faca na jugular, David se vangloria dos crimes que cometeu e a provoca sobre seu passado. Jugular é uma das principais veias que se cortam ao degolar alguém; por essa razão, os clássicos latinos usavam o verbo jugulo, -are para referir-se ao ato de degolar, e jugulator, -oris significava degolador e, por extensão, matador, assassino. Ele revela que usou o celular de Ana para mandar uma mensagem para sua filha, Ella, dizendo que ela estava segura e, portanto, para não se preocupar. Ana o nocauteia, e David sonha que está perdido na floresta, coberto de sangue e sendo perseguido por uma besta gigante semelhante a um alce. A cada sonho, ele acorda assustado. Quando David acorda horas depois, Ana sai para urinar e ele consegue trancar as portas do carro enquanto tenta se libertar. Ana quebra o vidro do carro e quase estrangula David com o cinto de segurança. Depois de usar fita adesiva para remendar o vidro quebrado, Ana vasculha o celular de David, encontrando dezenas de fotos e vídeos dela com Ella. Ela também encontra as carteiras de habilitação das outras vítimas de David. Em um flashback, David relembra sua primeira vítima, uma caroneira chamada Cassie, a quem ele esfaqueou até a morte em um acesso de fúria após lhe dar carona. Ele conta a Ana que Cassie era filha de um juiz e que precisou se esconder por semanas depois que o corpo dela foi encontrado. A partir de então, ele passou a se certificar de que suas vítimas fossem de origem humilde ou imigrantes, pois as consequências são muito mais fáceis de lidar.

O momento histórico das disciplinas é o momento em que nasce uma arte do corpo humano, que visa não unicamente o aumento técnico de suas habilidades, nem tampouco aprofundar a sua sujeição, mas a formação de uma relação social que no mesmo  mecanismo o torna tanto uma prática política das coerções que são um trabalho sobre o corpo, uma manipulação calculada em torno de seus elementos, assim como de seus gestos, e sobretudo de vigilância de seus comportamentos. O corpo humano entra numa maquinaria de poder que o esquadrinha, o desarticula e o recompõe. Uma “anatomia política”, que é também igualmente uma “mecânica do poder”, está nascendo; ela define como se pode ter o domínio sobre o corpo dos outros, não simplesmente para que façam o que se quer, mas ara que operem como se quer, com as técnicas segundo a rapidez e a eficácia que se determina. A disciplina fabrica corpos submissos e exercitados, corpos dóceis. Aumenta as forças do corpo (em termos econômicos de utilidade) e diminui essas forças (em termos políticos de obediência). Em uma palavra: ela associa intermitentemente o poder do corpo; faz dele uma “aptidão”, uma “capacidade” que ela procura aumentar; e inverte, por outro lado a energia, a potencialidade que poderia resultar disso, e dela a relação de sujeição estrita. Se a exploração econômica separa a força bruta e o produto social do trabalho, a coerção disciplinar estabelece no corpo o elo coercitivo definitivamente entre uma aptidão aumentada e uma dominação acentuada.

Entendida como consumo cultural, a prática do culto ao corpo situa-se como preocupação geral de mobilidade social, que perpassa a estratificação de classes sociais e faixas etárias, apoiada num discurso clínico difuso que se refere tanto a questão estética, quanto a preocupação alimentar com a saúde. Nas sociedades contemporâneas há uma crescente apropriação do corpo, com a dieta alimentar e o consumo excessivo de cosméticos, impulsionados pelo processo de massificação da propaganda/consumo na esfera econômica da globalização, desde o desenvolvimento econômico dos anos 1980, onde o corpo ganha mais espaço, principalmente nos meios midiáticos. As fábricas de imagens estéticas do vencedor no cinema, televisão, publicidade, revistas etc., têm contribuído para isso. Ipso facto, nos leva a pensar que a imagem da eterna “fonte de juventude”, associada ao corpo perfeito idealmente, ao sucesso na educação, no trabalho e na vida amorosa atravessa as etnias e classes sociais de maneiras diferentes em diversos estilos de vida. “Live and let die” uma expressão inglesa que significa “viva e deixe morrer”. É o título original de uma música escrita por Linda Louise Eastman e Paul McCartney, que foi eternizada por eles e Guns N` Roses. A letra da música fala sobre a mudança social de perspectiva diante da vida em comunidades e das suas adversidades.

   Para compreendermos a relação entre mito e música, em que Claude Lévi-Strauss (1908-2009) desenvolve na parte inicial de Le Cru et le Cuit (1964) e também na parte final de L’Homme Nu (1971), na verdade, só ocorre quando o pensamento mitológico passou para segundo plano no pensamento ocidental da Renascença e do século XVIII, em que começaram a aparecer as primeiras novelas, em vez de histórias ainda elaboradas segundo o modelo da mitologia. Foi precisamente por essa conjuntura que testemunhamos o aparecimento dos grandes estilos musicais, característicos do século XVII e dos séculos XVIII e XIX. O tema que deu origem à maior parte dos mal-entendidos, seja no mundo do trabalho de língua inglesa, mas também no mundo da política em França, comparada, representado na ideia de que não havia uma única relação, mas dois tipos de relação – uma de similaridade e outra de contiguidade, possível para compreender um mito como uma sequência contínua. Fundamento da verdade não é, então, o mundo “material empírico”, mas o “mundo do pensamento”, que apreende a estrutura inteligível do real de análise.

Quando os grupos estão livres do poder da opressão; quando os cargos são independentes do berço e baseados na competência e no sorteio; quando todo cidadão tem direitos civis e deveres iguais ao participar das assembleias citadinas; quando o tempo dedicado à gestão da coisa pública é retribuído como qualquer outro emprego responsável; quando o welfare State garante a redistribuição do excedente aos pobres; quando o Estado garante aos seus cidadãos teatros, templos, escolas, praças, chafarizes e obras de arte; quando a agricultura, a indústria e o comércio são colocados no mesmo plano e potencializam-se reciprocamente; quando os melhores talentos e os maiores investimentos são dedicados à beleza e à verdade, aí então pode-se concluir, justamente, que a democracia é completa e funcional. Atenas fez mais, seus frutos continuam como matriz ocidental sendo surpreendentes. A filosofia, a matemática, a teoria musical, as ciências naturais e a medicina – é desvinculada da questão antropocêntrica da religião e da magia – a ética, a política, a história, a geografia, a psicologia, a anatomia, a botânica, a zoologia, a física e a biologia fizeram mais progressos abstratos, nesses 100 anos que nos milhares de séculos precedentes. E às artes, da arquitetura, à música, da escultura à pintura e à poesia, o tamanho da dívida que a humanidade conserva em relação à Grécia. Conforme a noite avança, o carro fica cada vez mais submerso na neve; os dois ficam cada vez mais assados ​​e com queimaduras de frio, e a perna de David escurece. Eles tentam dormir, mas são despertados pelo som de algo rondando do lado de fora do carro.

Uma criatura invisível pula no teto do carro e começa a quebrar o para-brisa antes de desaparecer ao som da buzina. Ana conta a David que eles estão em uma reserva indígena e que os nativos locais contam a história de uma besta ancestral que vaga pela floresta, caçando as piores almas para capturar e aprisionar na mata para sempre, e que a besta aparece primeiro em sonhos. A bateria do carro acaba e eles ficam completamente soterrados na neve. Ana se aconchega em David para compartilhar o calor do corpo. David admite que sofreu abusos na infância, e Ana conta que também passou por isso, mas, ao contrário dele, não reprimiu sua raiva e amargura, canalizando-as em amor e carinho pela filha. De repente, David se liberta das amarras e ataca Ana, ameaçando encontrar e matar Ella, mas a criatura retorna e arrasta David para fora do carro, na escuridão. Ana se tranca no porta-malas e se esforça para permanecer acordada. Algum tempo depois, um homem em um limpa-neves se depara com o carro. Ele encontra um rastro de sangue que leva às roupas de David e a uma pilha de vísceras humanas na neve. Quando ele abre o porta-malas, Ana acorda assustada. A produção do filme começou no início de 2023. É a estreia de Drouin na direção. Foi filmado em apenas treze dias, em Prince George, Colúmbia Britânica. É a segunda colaboração da WTFilms, com sede em Paris, com a produtora britânica Featuristic Films, depois de trabalharem juntos no thriller de ação Knuckledust, de James Kermack, em 2020. O filme foi exibido em pré-estreia no FrightFest Film Festival, no Reino Unido, em 27 de agosto de 2023.

O filme Cold Meat obteve uma classificação de 92% no Rotten Tomatoes e tornou-se um sucesso mundial. Em particular, foi elogiado pela tensão entre os dois personagens principais, pela atuação e pelo “elemento inquietante em tudo o que (David) diz, que faz o filme funcionar”. No festival de cinema português Fantasporto, em 2024, Sébastien Drouin ganhou o prêmio de melhor roteiro por seu trabalho no filme. Na Netflix América Latina, Cold Meat entrou no top 10 em 21 países, impulsionando o filme para o nono lugar no top 10 global. No Paramount+ UK, permaneceu no top 10 por 44 dias. Foi número um no dia do seu lançamento. Reino Unido (em inglês: United Kingdom, UK), oficialmente Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte (em inglês: United Kingdom of Great Britain and Northern Ireland), é um país insular localizado em frente à costa noroeste do continente europeu. O atual Reino Unido foi formado após o surgimento do Estado Livre Irlandês em 1922, que conquistou Independência da coroa britânica. O Estado soberano localiza-se na ilha da Grã-Bretanha, e na parte nordeste da ilha da Irlanda, além de muitas outras ilhas menores. A Irlanda do Norte é a única parte do Reino Unido com uma fronteira terrestre com a República da Irlanda. Fora essa fronteira, o país é cercado pelo oceano Atlântico, o mar do Norte, o canal da Mancha e o mar da Irlanda. A maior ilha, a Grã-Bretanha, é conectada com a França pelo Eurotúnel. O Reino Unido é uma união política de quatro extraordinários países constituintes: Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales. O governo é regido por um sistema parlamentar, cuja sede está localizada na cidade de Londres, a capital, e por uma monarquia constitucional que tem o rei Carlos III como chefe de Estado.

As dependências da Coroa das Ilhas do Canal ou Ilhas Anglo-Normandas e a Ilha de Man formalmente possessões da Coroa, não fazem parte do Reino, mas formam uma confederação com ele. O país tem quatorze territórios ultramarinos, todos remanescentes do Império Britânico, que no seu auge possuía quase um quarto da superfície da Terra, fazendo desse o maior império da história. Como resultado da era imperial, a influência britânica no mundo pode ser vista no idioma, na cultura e nos sistemas judiciários de muitas de suas antigas colônias, como o Canadá, a Austrália, a Índia e os Estados Unidos. O rei Carlos III permanece como o chefe da Comunidade das Nações (Commonwealth) e chefe de Estado de cada uma das monarquias na Commonwealth. O Reino Unido é um país desenvolvido, com a quinta (PIB nominal) ou sétima (PPC) maior economia do mundo. Foi o primeiro país industrializado do mundo e a principal potência mundial durante o século XIX e o começo do século XX, mas o custo econômico de duas guerras mundiais e o declínio de seu império na segunda metade do século XX reduziram o seu papel de líder nos temas mundiais, no entanto, permaneceu sendo uma potência importante de influência econômica, cultural, militar e política, uma potência nuclear, com o terceiro ou quarto (dependendo do cálculo) maior gasto militar do mundo. Tem um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas e é membro do G7, da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da Comunidade das Nações. Foi um membro da União Europeia até 31 de janeiro de 2020.

Bibliografia Geral Consultada.

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