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domingo, 9 de agosto de 2026

Ilha de Santa Catarina – Cultura, Modernização & História da Natureza.

                          Florianópolis não é a Ilha da Magia, mas sim, a do Ilusionismo”. Franciele Schappo

        

        Carl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868) chegou ao Brasil há 200 anos como um dos integrantes da Missão Austríaca em companhia da imperatriz Leopoldina por ocasião de seu casamento com dom Pedro I (1798-1834). A Expedição Austríaca ao Brasil (Österreichischen Brasilien-Expedition) foi uma grande expedição de investigação científica destinada a explorar o Brasil, com destaque para as áreas da Botânica, da Zoologia e da Etnologia, organizada e financiada pelo Império Austríaco e realizada entre 1817 e 1835. A missão austríaca de 1817 trouxe um conjunto de sábios e artistas destacados. Compunham o séquito da arquiduquesa os zoólogos Johan Baptiste Von Spix (1781-1826) e Johann Natterer (1787-1843); os botânicos Karl Friedrich Philipp von Martius, Johann Sebastian Mikan (1769-1844) e Johann Emanuel Pohl (1782-1834), além do pintor Thomas Ender (1793-1875). A expedição fica meio ano na província do Rio de Janeiro para preparar a viagem, tendo contratada uma equipe de apoio, composta de guias, tropeiros, escravos e índios, que viabilizariam a parte técnica e operacional da expedição. A aventura do jovem botânico alemão percorreu mais de 10 mil km do Brasil por assim dizer inóspito, mas que resultou na obra Reise in Brasilien (“Viagem pelo Brasil”), concluída em 1831, além da Flora Brasiliensis, conduzida por Von Martius até sua morte (1868) e dando continuidade por 65 cientistas até a publicação, em 1906.

           - “A Flora Brasiliensis ainda é a maior obra de flora já feita no mundo, com o maior número de espécies e gêneros descritos”, afirma Rafaela Forzza, pesquisadora e curadora do Herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. - “Até hoje nenhum botânico brasileiro trabalha sem ela”. O Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, ou apenas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, é um instituto de pesquisas e jardim botânico localizado no bairro do Jardim Botânico, na zona sul do município do Rio de Janeiro. Representa uma das mais belas e bem preservadas áreas verdes da cidade, exemplo da diversidade da flora brasileira e estrangeira. Nele podem ser observadas cerca de 6 500 espécies, distribuídas por uma área de 54 hectares, ao ar livre e em estufas. A instituição é responsável pela coordenação da Lista de Espécies da Flora do Brasil e pela avaliação de risco de extinção destas espécies. A instituição abriga, ainda, monumentos de valor histórico, artístico e arqueológico e a mais completa biblioteca do país especializada em botânica, com mais de 32 000 volumes e o maior herbário do Brasil, que possui 600 mil amostras desidratadas, número de 2014, com uma média de 20 mil novas amostras incorporadas anualmente, informatizadas e disponíveis na página da instituição. A sua origem remonta à transferência da corte portuguesa afugentada por Napoleão Bonaparte (1769-1821) para o Brasil, entre 1808 e 1821. 

          A corte fixou-se no Rio de Janeiro, desde 1763 sede do Brasil, uma colônia portuguesa, e agora alçada à condição de sede do império português, propiciando-lhe tout court diversas oportunidades e melhorias. Dentre essas destaca-se a implantação de uma fábrica de pólvora na sede do antigo Engenho da Lagoa, de propriedade de Rodrigo de Freitas, cujas ruínas dos muros integram os limites da instituição. Por decreto real de 13 de junho de 1808, o príncipe-regente Dom João, em nome de sua mãe “incapacitada” - Dona Maria I -, “manda tomar posse do engenho e terras denominadas da Lagoa Rodrigo de Freitas”, para criar o Jardim de Aclimação, com a finalidade de “aclimatar as plantas de especiarias oriundas das Índias Orientais: noz-moscada, canela e pimenta-do-reino”. No mesmo ano, a 11 de outubro, recebeu o nome de Real Horto, e no dia seguinte em 12 de outubro, o Príncipe-regente assinou um decreto real criando o cargo de feitor para a fazenda da Lagoa. Os primeiros exemplares de plantas que o integraram vieram do Jardim La Pamplemousse, nas ilhas Maurício, pelas mãos de Luiz de Abreu Vieira e Silva, que os ofereceu ao Príncipe-regente. Entre eles encontrava-se a chamada “Palma Mater”.  A sua direção foi inicialmente entregue ao general Carlos Antônio Napion (1808) e, em seguida, ao brigadeiro dom João Gomes da Silveira Mendonça, marquês de Sabará, que o dirigiu de 1808 a 1819. Em 1810, o prussiano Kancke transformou-o em uma estação experimental, recebendo, nessa função, mais de 800 000 réis por ano. Nos viveiros, já havia mudas de cânfora, nogueira, jaqueira, cravo-da-índia e outras plantas do Oriente.

                                 


Em termos administrativos, o alvará de 1º de março de 1811 “Cria a Real Junta de Fazenda dos Arsenais, Fábricas, e Fundição da Capitania do Rio de Janeiro e uma Contadoria dos mesmos Arsenais (...) dirigindo também um estabelecimento de um jardim botânico da cultura em grandes plantas exóticas que mandou que se haja de formar na dita fazenda da Lagoa (...)”. No ano seguinte (1812), chegaram, ao Real Horto, as primeiras mudas de chá Camellia sinensis, planta denominada anteriormente como Tea viridis, enviadas de Macau pelo senador daquela colônia portuguesa no Extremo Oriente, Dom Rafael Botado de Almeida. Visando dinamizar essa cultura, em 1814 o Príncipe-regente faz trazer para trabalhar no jardim um grupo de cerca de 300 chineses. O decreto real de 11 de maio de 1819 anexa o Real Horto ao Museu Real, criado no ano anterior, por decreto real de 6 de junho de 1818. Pelo Decreto Real de 22 de fevereiro de 1822, a instituição, que, desde 1808, se encontrava subordinada ao Ministério dos Negócios da Guerra, passou para a alçada do Ministério dos Negócios do Reino. O Decreto Real de 11 de maio de 1819 anexa o Real Horto ao Museu Real, criado no ano anterior, por decreto real de 6 de junho de 1818. Pelo decreto real de 22 de fevereiro de 1822, a instituição, que, desde 1808, se encontrava subordinada administrativamente ao Ministério dos Negócios da Guerra, passou para a alçada do Ministério dos Negócios do Reino. 

Com a proclamação da República brasileira (1889), no ano seguinte passou a ser denominado como Jardim Botânico. A partir de então, receberia diversos visitantes ilustres, como Albert Einstein (1925) e a rainha Isabel II do Reino Unido em novembro de 1968, entre outros, transformando-se em cartão-postal da cidade. Entre os nomes de pesquisadores que lhe estão ligados destaca-se o de Manuel Pio Correia (1874-1934),  um botânico português. Naturalista, botânico, geólogo e pesquisador, nascido na cidade do Porto, em Portugal, filho do editor e livreiro Ignacio Corrêa, dedicou-se ao estudo da Botânica aplicada, ressaltando aspectos científicos, econômicos e industriais das plantas. Membro de mais de uma dezena de instituições científicas. Os trabalhos desenvolvidos por este naturalista deram origem a importantes publicações, dentre as quais os seis volumes do Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas (1926) pelo Ministério da Agricultura. Sua bibliografia completa inclui cerca de 150 trabalhos. Quando faleceu, era pesquisador do Museu de História Natural de Paris. O Jardim Botânico do Rio de Janeiro encontra-se tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1937. Em 1991, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO) considerou-o como Reserva da Biosfera. 

Naquele momento, quando o jardim passava por dificuldades de manutenção e conservação, um grupo de empresas públicas e privadas formou-se para auxiliá-lo. Como resultado das parcerias, em 1992 o orquidário e a estufa de violetas foram renovados, além de procedida uma limpeza no lago. Em 1995, foi construído o Jardim Sensorial, com plantas aromáticas e placas indicadoras em braile, permitindo a visitação por portadores de deficiência visual. Posteriormente, uma nova estufa para as bromélias foi construída. No início do século XXI, o muro do jardim na rua Pacheco Leão, na cidade do Rio de Janeiro, foi demolido, dando lugar a uma grade, melhorando a sua integração tornando transparente a paisagística no bairro. Como reconhecimento pela importância científica, foi rebatizado como Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em 1998, ficando afeto ao Ministério do Meio Ambiente. Em 2002, tornou-se uma autarquia federal. Desconhecido pela etnografia, mas que marcaria um importante acontecimento teórico e prático na história da escrita e da representação da filologia para o conhecimento da flora nacional, então representada de forma exótica e quase inatingível no âmbito do imaginário individual (o sonho) e coletivo (os mitos, os ritos, os símbolos). Formado em medicina, entretanto, dedicou-se às ciências naturais. Desnecessário dizer que as “ciências naturais” constituem uma classificação que abarca as áreas da ciência que visam a estudar a natureza em seus aspectos mais gerais e fundamentais. Isso é, o universo como um todo, que é entendido como regulado por regras ou leis de origem natural e com validade universal, fazendo-o de forma a focar-se nos aspectos físicos e não no homem ou em aspectos comportamentais. 

 Além do uso tradicional, a expressão ciências naturais é por vezes usada no dia-a-dia como sinônima de história natural. Neste sentido, “ciência natural” pode estar subentendendo biologia e talvez alguma das chamadas ciências da Terra, em oposição às ciências físicas, como astronomia, física e química. Em tempos medievais, o estudo natureza era reconhecido como filosofia natural. No final destes tempos e início da modernidade, a interpretação filosófica da natureza foi sendo substituída por uma aproximação científica através da utilização do método indutivo. A Filosofia da natureza é a expressão usada para descrever o estudo da natureza, tanto do ponto de vista que chamamos científica ou empírica, tanto do ponto de vista metafísico, de uma ciência geral de movimento e mudança, o movimento sendo entendido como qualquer tipo de mudança, como mudança de qualidade ou de lugar. Como o nome sugere a filosofia natural é interessada com esses movimentos e mudanças que ocorrem naturalmente, tal como geração, crescimento, e movimentos espontâneos como do coração e digestão, a queda de corpos e os movimentos circulares das esferas celestes. Num sentido mais restrito ela se destinava a todo o trabalho de análise e síntese de experiências comuns adicionados aos argumentos relativos à descrição e compreensão da natureza. O termo ciência, emergirá só mais tarde, depois de Galileu, Descartes e Newton e para o desenvolvimento de uma investigação experimental independente e de natureza matemática, governada por um método.

            Na literatura a influência do extraordinário Goethe, formando um ambiente que mais tarde ele denominaria, com argúcia, seu “bom treinamento intelectual pré-escolar”. Ipso facto Viena na virada para o século XX viveu momentos e circunstâncias díspares de decadência e inovação, unidade e multiplicidade, cosmopolitismo e provincianismo, propiciando o florescimento de criatividade tal que a vida cultural e política posterior seriam marcadas por seus traços de gênio e de bom humor, culpa e redenção, angústia e beleza. Os sábios eram pensadores de fora do ambiente filosófico acadêmico cuja obra Wittgenstein lera ainda bem moço, como Karl Kraus, o “feroz crítico” da cultura e da linguagem do final do Império Habsburgo que lhe causou forte impressão, por sua insistência na integridade pessoal. Sua obra inseria-se no âmbito da crise da linguagem, quando a preocupação geral se referia à autenticidade da expressão simbólica na arte e na vida pública. Outra expressão histórica dessa crise representava a crítica analítica interpretativa da linguagem de Fritz Mauthner, autor que perseguiu uma meta kantiana, a derrota da especulação metafísica, substituindo a “crítica da razão” por uma “crítica da linguagem”, sendo sua obra mais tributária de Hume e de Mach. Seu método, entretanto, era psicologista e historicista: a crítica da linguagem faz parte da psicologia social. O conteúdo da crítica era empirista, pois consideravam que a linguagem se funda nas sensações. Seu resultado foi cético - a razão idêntica à linguagem. Se acreditarmos que esta não serve para a apropriação da realidade. Ludwig Wittgenstein, acertadamente, opõe sua própria crítica lógica da linguagem à de Mauthner, primeiro que identificou a filosofia com a crítica da linguagem. Os trabalhos de Ibn al-Haytham e Francis Bacon popularizaram essa aproximação, e assim ajudando a forjar a revolução técnico-científica. 

No século XIX o estudo a ciência recebeu atenção maior dos profissionais e instituições, e ao fazê-lo surgiu o nome moderno de ciência natural. O termo cientista foi criado por William Whewell em 1834. Enfim, o termo ciência natural é também usado para distinguir esses campos que usam o método científico para estudar a natureza, das ciências sociais e ciências humanas, que usam o método científico para estudar o comportamento e sociedade humana e das ciências formais, como a matemática e lógica, que usam uma metodologia distinta. Como grupo, as ciências naturais se diferenciam das ciências sociais, por um lado, e das artes liberais, como as ciências humanas, por outro lado. Não por acaso, a biologia tende a se interessar objetivamente com as características, classificação e comportamento dos organismos, como as espécies desde Charles Darwin, foram formadas e as interações acrescidas da análise social, entre cada uma e com o ambiente. Von Martius percorreu o Brasil durante três anos chegando até o alto Amazonas, reunindo material que lhe permitiu publicar extensa e importante obra.

De volta à Alemanha, foi nomeado professor da Universidade de Munique (1826) e diretor do Jardim Botânico dessa cidade (1832). Chegando ao Rio de Janeiro a 15 de julho de 1817, iniciou imediatamente expedições científicas nos arredores da capital. Seguiu para São Paulo e, depois, permanecendo vários meses na província de Minas Gerais.  Internou-se no sertão, fazendo contato com índios “antropófagos” e, subindo o rio São Francisco, chegou ao interior de Goiás. Atravessou a Bahia, Pernambuco e, transpondo a Serra Dois Irmãos, visitou as províncias do Piauí e Maranhão. Partindo de Belém do Pará, percorreu o fabuloso rio Amazonas, terminando a viagem em Santarém, de onde embarcou para a Europa. No decorrer dessa viagem, reuniu cerca de 6.500 espécies de plantas, sem contar o material etnográfico e filológico que a ele igualmente se deve. A principal coleção de plantas está conservada no Museu Real de Munique. Com os dados obtidos no Brasil, Von Martius publicou também: “História Natural das Palmeiras”; “Novos Gêneros e Espécies de Plantas”; “Desenhos Selecionados das Plantas Criptogâmicas Brasileiras”; e “Sistema dos Remédios Vegetais Brasileiros”. Von Martius também contribuiu para o estudo e pesquisa etnográfica e da linguística indígenas com as obras Contribuição para a etnografia e a linguística da América, especialmente do Brasil e Glossário das Línguas Brasileiras, reunindo os termos indígenas coligidos por Spix.

Ambos descreveram sua etnologia no livro Viagem pelo Brasil, nos Anos de 1817 a 1820. De volta à Alemanha Von Martius iniciou a organização das informações, que resultou em Flora Brasiliensis, o mais abrangente levantamento da flora, com a descrição de 22.767 espécies – 19.629 brasileiras e 5.689 que eram novas para a ciência do período histórico da etnologia – e 3.811 desenhos de plantas, suas flores, frutos e sementes. Cem anos depois da publicação do último dos 40 volumes, a obra acaba de ganhar uma inédita versão eletrônica, cujo desenvolvimento é encabeçado pelo botânico George Shepherd, professor do Instituto de Biologia (IB) da Universidade de Campinas, no qual esboçaram imagens da natureza e da sociedade brasileira em três tomos, editados em 1823, 1828 e 1831, e cuja edição brasileira, promovida pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), data de 1938. Tendo sido um evidente sucesso literário, o livro de Spix e de Von Martius recebeu inúmeras edições na Europa, sendo ilustradas por numerosos desenhos da autoria de Thomas Ender, que deixou mais de 700 aquarelas sobre o Brasil, do próprio Von Martius, além de outros membros da expedição. Ender também foi responsável por ilustrações para as viagens de Johann Emanuel Pohl (1951). Muitos de seus diversos desenhos da região do Rio de Janeiro e da província de São Paulo somente viriam a ser conhecidos após sua morte, em 1875.   

A expedição científica de Johan Baptiste von Spix e Carl Friedrich Philipp von Martius ao Brasil, realizada entre 1817 e 1820, deu primícias das mais relevantes num vasto leque temático, que abrange tanto as respectivas especialidades destes viajantes naturalistas, a zoologia e a botânica, como em outros campos próximos do saber. Essa empresa tem sido unanimemente aclamada pelo conhecimento que produziu no âmbito da botânica, o acervo etnográfico que reuniu é atualmente orgulho do Museu Etnográfico de Munique, e os historiadores, que por sua vez, presentemente citam e discutem com interesse a proposta de Von Martius sobre o tema “Como se deve escrever a História do Brasil?”. Entre as obras do cientista na área das ciências sociais, encontra-se o texto: “Como se deve escrever a história do Brasil”, no qual ele propunha que o relato da história brasileira desse valor à contribuição das três raças para a formação do país, à língua e aos costumes indígenas, à atuação dos jesuítas e ao modo de vida colonial, entre outros aspectos. A obra demonstra a preocupação com uma história que elevasse o passado nacional, comum a todos os brasileiros. Com esse texto etnográfico, Von Martius venceu um concurso promovido em 1840 pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

  

Da zoologia e a mineralogia à linguística, a música e a vida social e política, esses viajantes esquadrinharam e pensaram o processo civilizatório, e os resultados foram dados a conhecer em várias dezenas de publicações editadas. Etnograficamente o tamanho e variedade do material coletado possibilitaram ao   botânico Von Martius, com a ajuda de especialistas de todos os países, publicar o maior estudo já feito sobre flora de determinado país, Flora Brasiliensis, obra que veio à luz entre 1840 a 1906, e onde são descritas e catalogadas mais de 20 mil espécies de vegetais, dos quais mais de cinco mil pela primeira vez. Com a longa expedição ao Brasil, Martius publicou, junto com Spix, a obra Viagem ao Brasil. Tendo sobrevivido ao zoólogo por quarenta anos, Martius pôde, além dessa obra, dedicar ao Brasil vasta e proveitosa atividade científica. A maior realização desse notável botânico foi a monumental Flora Brasiliensis, que iniciou em 1840 e dirigiu até 1868. Depois de sua morte, a obra foi alentada por colaboradores, e concluída em 1906. Em 15 volumes, com 20.773 páginas, e 3.811 gravuras, classifica 850 famílias com mais de 8 mil espécies descritas. Contribuíram para sua publicação Fernando I, imperador da Áustria, Luís I, rei da Baviera, e Pedro II, imperador do Brasil.

Florianópolis é uma cidade brasileira, capital do estado de Santa Catarina desde 1823, localizada na Ilha de Santa Catarina no Oceano Atlântico, no centro do estado de Santa Catarina a 27° de latitude Sul e 48° de longitude Oeste. Ela mede aproximadamente 54 km, orientada de Norte a Sul e uma largura máxima de 18 km em sua extremidade Norte, com uma área de 424 km². Situada a algumas centenas de metros do continente, está ligada a ele por duas pontes: A suspensa Hercílio-Luz (1926), na atualidade fechada ao tráfego, que se tornou um símbolo de Florianópolis; uma ponte rodoviária dupla, denominada ponte Colombo Salles (1975) e ponte Pedro Ivo Campos (1991). Também chamada de Ilha da Magia, representa a ilha principal de um arquipélago de mais de 20 ilhas incluindo: Ilha do Campeche, Ilha Xavier, Ilha Ratones Grande, Ilha Anhatomirim, Ilha Laranjeiras, Ilhas Moleques do Sul, etc. Faz parte do município de Florianópolis, cuja maior parte (97%) está localizada na própria ilha. O centro da cidade situa-se na parte Centro-oeste da ilha, no ponto mais próximo do continente, que separa as baías Norte e Sul. A ilha possui dois corpos d`água significativos, a Lagoa da Conceição e a Lagoa do Peri. Seu ponto mais alto é o Morro do Ribeirão, com 532 metros acima do nível do mar. É uma das cidades mais conceituadas em termos de qualidade de vida entre as capitais estaduais, especialmente em termos de desenvolvimento humano e segurança. É um dos centros econômicos da região Sul, juntamente com Curitiba, Porto Alegre e Joinville. Embora seja apenas a segunda maior cidade em termos de população, depois de Joinville.

            Habitada antes da colonização pelos índios Tupi-Guarani, e depois por alguns desertores de expedições marítimas, a vila foi fundada por volta de 1675 por Francisco Dias Velho, com o nome de Nossa Senhora do Desterro, iniciando assim a ocupação da ilha. Em 23 de março de 1726 o povoado foi elevado à categoria de vila. Foi somente a partir de 1747 que Florianópolis experimentou sua primeira onda significativa de imigração. Entre 1747 e 1756, aproximadamente 5.000 portugueses do arquipélago dos Açores se estabeleceram na ilha e ao longo da costa marítima do estado. Muitas das vilas de pescadores da ilha ainda testemunham essa imigração. Da segunda metade do século XVIII até o final do século XIX, a cidade participou ativamente da caça à baleia. Em 1823, com a Independência da tutela colonialista predatória portuguesa, tornou-se capital do estado de Santa Catarina, inaugurando um período de prosperidade impulsionado por investimentos do governo federal. O primeiro nome da cidade foi Meiembipe, dado pelos índios Carijó que ali viviam antes da colonização europeia. Com a invasão de Francisco Dias Velho, um povoado foi chamado de Nossa Senhora do Desterro, ou simplesmente Desterro. Após a derrota das tropas federalistas durante a Revolução Federalista (1893-1895), tornou-se definitivamente “Florianópolis”, em homenagem a Floriano Peixoto, chefe de estado e primeiro ditador do Brasil. A cidade também é popularmente reconhecida como Floripa. A vida política modernizou-se e as atividades culturais floresceram, particularmente após a visita do imperador Pedro II em 1845.

            O município de Florianópolis, que inclui uma porção continental e uma porção insular, abrange 433 km² e tinha uma população de 421.203 habitantes em novembro de 2010, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística. A maior parte da população do município está concentrada ao redor do estreito que separa a ilha do continente, no Distrito Central. O município compreende um total de 12 distritos. É também o centro da Região Metropolitana de Florianópolis e da Microrregião de Florianópolis, dentro da Mesorregião da Grande Florianópolis. A Ilha de Santa Catarina tem um formato alongado e estreito, com um comprimento total de 54 km e uma largura média de 18 km. Seu litoral recortado apresenta inúmeras enseadas, promontórios, ilhas, baías e lagos. A ilha situa-se paralela ao continente, do qual é separada por um estreito canal. Seu relevo é caracterizado por picos montanhosos descontínuos, com altitudes que variam de 400 a 532 metros. O ponto mais alto da ilha é o Morro do Ribeirão, com 532 metros. Ao longo das montanhas, estendem-se planícies a Leste e Noroeste da ilha. Em sua parte oriental, o litoral apresenta numerosas dunas de areia formadas pela ação praticamente constante dos ventos. Florianópolis possui um clima subtropical úmido, ou seja, características climáticas típicas do litoral Sul do Brasil. As estações climáticas do ano são bem definidas, com inverno e verão distintos, e estações intermediárias com características semelhantes. As temperaturas máximas médias durante os meses mais quentes variam de 26 °C a 31 °C, e as temperaturas mínimas médias durante os meses mais frios variam de 7,5 °C a 12 °C. A temperatura média anual é de cerca de 24 °C. A temperatura mais baixa já registrada na cidade foi de 0 °C e a mais alta, de 39 °C.

Geadas são raras, mas podem ocorrer esporadicamente durante o inverno. Devido à sua proximidade com o mar, a umidade relativa média é de cerca de 80%. A precipitação é significativa e bem distribuída ao longo do ano. A precipitação média anual no período de 1911 a 1984 foi de 1.521 mm. Não há estação seca, sendo o verão geralmente o mês com maior índice pluviométrico. A precipitação significativa ocorre de janeiro a março, com uma média de 160 mm por mês. De abril a dezembro, há pouca variação, com uma média de 100 mm por mês. A menor precipitação é registrada de junho a agosto. Com espírito aventureiro pode fazer trilhas em uma das últimas regiões cobertas pela Mata Atlântica, que abrangia quase todo o litoral brasileiro, do Nordeste ao Sul. Arquitetura tradicional no centro histórico. Na própria cidade, pode-se admirar, entre outras coisas: o Palácio Cruz e Sousa, antiga residência do governador do estado, abriga atualmente um museu; a ponte suspensa Hercílio-Luz, que liga a ilha ao continente, construída entre 1922 e 1926; o mercado público; a catedral metropolitana; A Praça XV de Novembro e sua figueira centenária. Na ilha o município possui diversas localidades que conseguiram preservar o seu caráter pitoresco, num estilo que remonta à época da colonização açoriana da região, como Santo Antônio de Lisboa e Ribeirão da Ilha. Existem também várias fortalezas, construídas entre 1740 e 1744 pelo Brigadeiro José da Silva Paes (1679-1760), que controlavam os acessos Norte e Sul da baía localizada entre a ilha e o continente.

            A cidade possui dois teatros principais, o Teatro Ademir Rosa, Ademir Rosa (1949-1997) foi um ator brasileiro. Formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Santa Catarina, fez pós-graduação/especialização em Teatro-Educação, pela Universidade do Estado. Casou-se, em 1976, com Edilma Guimarães da Rosa, que conheceu no interior de Alagoas, em 1974. Foi professor de História na rede estadual de ensino, no Colégio de Aplicação da UFSC e em cursos pré-vestibulares. Também lecionou Sociologia Rural na UFSC. Em sua homenagem, o Teatro do Centro Integrado de Cultura (CIC) leva o seu nome.  Ademir Rosa foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) em Florianópolis (1980). Contribuiu muito com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), sendo amigo pessoal de João Pedro Stédile, líder do movimento. Foi agente de pastoral da Comissão Pastoral da Terra de Santa Catarina (CPT-SC), tendo realizado trabalhos de assessoria e formação, principalmente no litoral do estado. Líder sindical no Sindicato da Previdência Social e o Teatro Álvaro de Carvalho, é um teatro brasileiro, localizado em Florianópolis, a capital de Santa Catarina. Teve sua construção iniciada com o lançamento da pedra fundamental em 29 de julho de 1857. Seu nome primeiro foi Teatro Santa Isabel, nome dado em homenagem à Princesa Isabel. Foram dezoito anos de obras e paralisações, devido à falta de recursos.

Depois de inaugurado, não possuía ainda os recursos necessários, e as companhias artísticas tinham que arcar com os custos do fornecimento de iluminação e cadeiras para camarotes e plateia. Desde 1894, numa atitude de rompimento com a monarquia extinta, o edifício passou a chamar-se Teatro Álvaro de Carvalho, em homenagem ao primeiro dramaturgo local. A edificação, originalmente de características luso-brasileiras, foi sendo reformada e, ao longo do século XX, adotou as linhas ecléticas. Em 1955, no governo de Irineu Bornhausen, o teatro veio a sofrer alterações radicais, sendo o espaço interno de autoria do engenheiro-arquiteto Tom Trougott Wildi (1897-1985). Em 1975 e 1984, aconteceram novas reformas. O tombamento como Patrimônio Estadual data de 1988. No acesso às escadarias, dois vitrais retratam cenas populares e folclóricas e, no foyer,  duas grandes telas do artista plástico Martinho de Haro. A sala de espetáculos tem capacidade para 470 poltronas, além de diversas salas menores. Entre os museus da cidade, destacam-se o Museu Victor Meirelles, localizado na antiga residência do pintor, e a Galeria de Arte da Fundação Cultural Badesc, ambos no centro da cidade. No Centro Cultural CIC, os visitantes também podem explorar o Museu de Arte de Santa Catarina, o Museu da Imagem e do Som e o Espaço Lindolf Bell. O Museu Histórico de Santa Catarina está instalado no Palácio Cruz e Sousa. O Museu Militar Major Lara Ribas fica no Forte Sant'Anna, próximo à Ponte Hercílio-Luz. Por fim, o Museu da Universidade está situado no bairro da Agrônica, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina.   

A cidade possui diversas universidades, incluindo: Universidade Federal de Santa Catarina, uma das mais renomadas do país; Universidade do Estado de Santa Catarina; Universidade do Sul de Santa Catarina. A cidade possui dois principais clubes de futebol, o Figueirense Futebol Clube e o Avaí Futebol Clube, que disputam entre as duas primeiras divisões nacionais. Florianópolis também abriga um dos principais clubes de vôlei do Brasil, o Cimed Florianópolis, campeão brasileiro em 2006, 2008 e 2009, bem como um dos principais clubes de rúgbi do Brasil, o Desterro Rúgbi Clube, campeão brasileiro em 1996, 2000 e 2005. O International Challenge of the Stars, é uma competição de karting criada por Felipe Massa em 2005, em Bauru, e realizada desde 2006 no Kartódromo dos Ingleses em Florianópolis. A primeira edição foi vencida por Daniel Serra, enquanto Felipe Massa venceu a segunda em 2006. Esta competição atrai grandes nomes da Fórmula 1. Michael Schumacher venceu em 2007 e 2009, Rubens Barrichello em 2008, Lucas di Grassi em 2010 e Jaime Alguersuari em 2011. O evento não foi realizado em 2012 para alterar seu calendário: em vez de ocorrer no período de final do ano, em novembro ou dezembro, o evento passou a ser realizado em janeiro. Em 2013, o francês Jules Bianchi venceu, depois em 2014, perdeu o título para o italiano Vitantonio Liuzzi. 

Escólio: Em 1824, Von Martius descreve um tipo de vegetação brasileira a que ele chamou “Matto-virgem [Urwäldern] do litoral”, ou “Matta Geral”. O mesmo autor, em 1837, denominou a área fitogeográfica do litoral do Brasil como Regio montano-nemorosa ou Dryas, renomeada em 1858 como Dryades. Nos anos de 1850, Joachim Burmeister a chamaria Südöstliches Urwald-oder Küstengebiet, “região das matas virgens do Sudeste ou costeiras”. Dentre os primeiros autores a usar como referência o nome do adjacente oceano Atlântico, estão Johann Eduard Wappäus (1884), que usou os termos “zona do litoral”, “zona da mata virgem da costa oriental”, “zona das florestas virgens do Atlântico” e “matta virgem da costa do Atlântico”. A expressão Mata Atlântica pode ser usada em ao menos dois sentidos: Mata Atlântica sensu stricto e Mata Atlântica sensu lato. Se refere à vegetação que, ocorre ao longo de todo o litoral brasileiro, do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, estendendo-se para o interior nas regiões Sul e Sudeste (nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, e partes de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, além de Paraguai e Argentina), sendo característica das Serras do Mar e da Mantiqueira. Apresenta os seguintes tipos de vegetação: Floresta Ombrófila Densa (Mata Atlântica sensu stricto), Floresta Ombrófila Mista (Mata de Araucária) e Floresta Estacional Semidecidual e Decidual (Mata Seca, ou Mata Atlântica do Interior, ou Mata de Planalto), além de ecossistemas associados, que são os campos sulinos e as áreas de influência fluviomarinha (manguezais e restingas).

A história da Mata Atlântica tem seu início há 50 milhões de anos, quando o continente sul-americano já era uma massa de terra isolada e suas formas de vida passaram a evoluir localmente, sem transtornos geológicos adicionais. Ao longo desse tempo, no período Quaternário, a floresta passou por períodos de fragmentações e expansões, em decorrências das inúmeras eras Glaciais que ocorreram durante esse período. Nos períodos em que o planeta se encontrava com temperaturas mais baixas, os refúgios eram centros em que a biodiversidade florestal evoluía de forma isolada. Essa hipótese pode explicar a enorme diversidade desse bioma, tal como seu alto grau de endemismo. É notável que exatamente o sul da Bahia, norte do Espírito Santo e litoral de Pernambuco são centros de endemismo na Mata Atlântica e os registros de pólen demonstram que tais regiões eram refúgios no final do Pleistoceno. Concomitante a relativa estabilidade no nordeste brasileiro, havia uma instabilidade climática à sudeste, embora isso parece não ter evitado endemismo de alguns táxons de anfíbios amplamente distribuídos. Essa instabilidade climática no Sudeste e Sul do Brasil tinha como consequência o surgimento de outras fitofisionomias que não eram florestadas: estudos paleoclimáticos utilizando pólen demonstram que o Sudeste e Sul passaram por inúmeros momentos em que as florestas eram substituídas por formações abertas, como pradarias.

Mais especificamente, a Mata de Araucária, chegou a ocorrer até a latitudes em torno de 19º (muito ao Norte do que ocorre atualmente) durante as glaciações, sendo substituída pela floresta estacional semidecidual há cerca de 10 000 anos, quando o clima voltou a ficar mais quente. A primeira leva de colonizadores humanos na região da Mata Atlântica ocorreu há entre 12 e 10 mil anos, como evidenciado por achados arqueológicos em Lagoa Santa, Minas Gerais. Esses colonizadores já impactaram o ambiente com atividades agricultoras itinerantes (atividades agrícolas em sistemas agroflorestais, baseado em queimada e derrubada, principalmente do sub-bosque) após sua chegada, principalmente em regiões em que as queimadas para o cultivo eram mais frequentes, ocorrendo savanização. Existe teste de hipótese de que os pampas surgiram decorrente das intensas queimadas provocadas por povos indígenas, já que vestígios demonstram que a região era florestada há cerca de 5 mil anos. É provável que toda a mata da baixada litorânea tivesse sido, pelo menos uma vez, modificada para o cultivo pelos Tupis. É interessante que uma das fitofisionomias mais reconhecidas, a Mata de Araucária atualmente, pode ter surgido decorrente do manejo feito por agricultores itinerantes da Araucaria angustifolia. Também, a agricultura itinerante é praticada por vários grupos ancestrais de índios caiçaras e quilombolas do litoral do Rio de Janeiro e São Paulo.

            Florianópolis está localizada na Mata Atlântica, que possui uma mistura extremamente diversa e única de vegetação e tipos de floresta. A principal ecorregião é a Mata Atlântica costeira, a estreita faixa de cerca de 50 a 100 km ao longo da costa, que cobre cerca de 20% da região. Essa floresta se estende por até 500 a 600 quilômetros para o interior, e sua distribuição atinge altitudes de até 2.000 metros acima do nível do mar. A altitude determina pelo menos três tipos de vegetação na Mata Atlântica: a floresta de planície costeira, as florestas montanhosas e o campo rupestre. O município contém parte da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, com 17.104 hectares (42.260 acres), uma unidade de conservação totalmente protegida, estabelecida em 1990. Também contém parte do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, com 84.130 hectares (207.900 acres), uma área montanhosa coberta por florestas exuberantes. O parque protege as nascentes dos rios Vargem do Braço, Cubatão e Una, que fornecem a maior parte da água potável para a região metropolitana de Florianópolis e o litoral Sul. O município também abriga o Parque Estadual do Rio Vermelho, com 1.532 hectares (3.790 acres), no nordeste da Ilha de Santa Catarina, criado em 2007. Há precipitação significativa, bem distribuída ao longo do ano. A precipitação média anual para o período de 1961 a 1990 foi de 1.517,8 milímetros (59,76 polegadas). Não há estação seca, e o verão geralmente é a estação mais chuvosa. O aumento da precipitação ocorre de janeiro a março, com uma mediana de 160 milímetros (6,3 polegadas) por mês, e de abril a dezembro, há um pouco menos de precipitação, com uma média de 100 milímetros (3,9 polegadas) por mês. Os meses mais secos são de junho a agosto. Florianópolis apresenta um clima subtropical úmido e quente, não chegando a ser um clima tropical propriamente dito. As estações do ano são bem definidas, com verão e inverno distintos, e clima característico no outono e na primavera. Devido à proximidade do mar, a umidade relativa do ar é de 80% em média. A área está ameaçada pelas alterações climáticas, com a subida do nível do mar a provocar um aumento da erosão costeira. Estão a ser plantados manguezais na cidade e arredores para ajudar a mitigar os potenciais danos, ao mesmo tempo que se restauram os ecossistemas        

Bibliografia Geral Consultada.

DORENKOTT JR., Charles, José da Silva Pais: The Defense and Expansion of Southern Brazil, 1735-1749. Albuquerque: University of New Mexico, 1972; PIAZZA, Walter Fernando, O Brigadeiro José da Silva Paes, Estruturador do Brasil Meridional. Florianópolis: Editora da UFSC, 1988; LISBOA, Karen Macknow, “Viagem pelo Brasil de Spix e Martius: Quadros da Natureza e Esboço de uma Civilização”. In: Revista Brasileira de História, vol. 15, n° 29. São Paulo: 1995; BRANCHER, Ana, História de Santa Catarina: Estudos Contemporâneos. Florianópolis: Editora Letras Contemporâneas, 1999; CORRÊA, Carlos Humberto Pederneiras, História de Nossa Senhora do Desterro: Florianópolis Ilustrada. Florianópolis: Editora Insular, 1995; TODOROV, Tzvetan, A Conquista da América: a questão do outro. 3ª edição. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2003; ELIAS, Norbert, A Sociedade dos Indivíduos. Organizado por Micheal Schröter. 1ª edição. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 1994; Idem, O Processo Civilizador: Uma História dos Costumes. Vol. 1. 2ª edição. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 2011; BECK, Ulrich, Modernização Reflexiva: Política, Tradição e Estética na Ordem Social Moderna. Anthony Giddens e Scott Lasch. 2ª edição. São Paulo: Universidade Estadual Paulista, 2012; FOUCAULT, Michel, Isto não é um cachimbo. 7ª edição. São Paulo: Editora Paz e Terra, 2016; LEITE, Luiz Carlos, Dramaturgia em Processos Coletivos de Criação Teatral: Experiências de Autoralidade. Tese de Doutorado em Artes Cênicas. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, 2017; BECKER, Howard Saul, Outsiders: Estudos de Sociologia do Desvio. 2ª edição. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 2019; BRAGA, Talita, Banho de Sol. Belo Horizonte: Editora Javali, 2020; SOUZA, Caroline Vetori, Caros Destinatários, Parem de Apagar Nossas Histórias: Cartilhas-faíscas como Possibilidades de Saídas do Cárcere. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas. Florianópolis: Centro de Artes, design e Moda. Florianópolis: Universidade do Estado de Santa Catarina 2023; SANTOS, André Francisco Pereira Oliveira, Teatro de Grupo em Santa Catarina: Trajetória e Estratégias de Sobrevivência do Teatro em Trâmite de Florianópolis (SC) entre os Anos 2003-2023. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas. Centro de Artes, design e Moda. Florianópolis: Universidade do Estado de Santa Catarina, 2025; SOUSA, Kácia Mikaela de, “Impressões de Spix e Martius sobre a Província do Piauí”. In: Revista Galo, n° 12, pp. 8–23, 2 nov. 2025; entre outros.