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terça-feira, 28 de abril de 2026

As Amas – Alma da Transliteração Social da Servidão no Trabalho.

                                                                   Sem um fim social o saber será a maior das futilidades”. Gilberto Freyre                           

     

        No âmbito da historiografia Carlos Guilherme Mota observou que depois de 1967, “tornou-se possível o balanço da produção, a avaliação dos trabalhos de Gilberto Freyre – o que não devia ser nada fácil antes dessa época, pelo que se pode verificar no livro comemorativo dos vinte e cinco anos da Casa-Grande & Senzala” (cf. Mota, 2008), tendo em vista o ecletismo entre ensaístas tais como: Astrojildo Pereira, Fernando de Azevedo, Jorge Amado, Antônio Cândido, Miguel Reale, Anísio Teixeira, Luís Viana Filho, Cavalcanti Proença, o que demonstra, sociologicamente, por um lado, o estudo da trajetória e dos vários impactos sociais e políticos na apreensão da obra de Gilberto Freyre sobre os meios intelectuais representando a cristalização de uma ideologia com base no editorialismo, caracterizado do ponto de vista merceológico com “grande poder de difusão”, e por outro, contém ambiguidades daquilo que se poderia denominar uma “geração de explicadores” da cultura brasileira, representando por assim dizer, “uma espécie de caso-limite”. Na concepção de Max Weber (1864-1920) é um instrumento de análise para o entendimento da sociedade por parte do cientista social com o objetivo de criar tipologias puras, destituídas de nexo avaliativo, de forma a oferecer um recurso analítico baseado em conceitos, como religião, burocracia, economia, capitalismo, dentre outros. Metodologicamente Gilberto Freyre pode ser interpretado como historicista no sentido do approach de Wilhelm Dilthey quando propõe uma abordagem empática da realidade social, que lhe permitiu desenvolver uma interpretação pari passu histórica e sociológica. 

Seu objetivo é alcançar a subjetividade, é apreender a vida em seu interior. Trata-se em verdade de uma interpretação de uma história política, psicológica, vitalista, dionisíaca e não intelectualista o que não é pouco. A interpretação de seus “tipos inconciliáveis” se faz como é sabido, pelo “accountability” contido nos símbolos &: das obras: “Casa Grande & Senzala”, “Sobrados & Mocambos”, “Ordem & progresso”. Ao formular tipos ideais ele se aproxima de Max Weber; ao interpretá-los, aproxima-se de Georg Simmel. Para compreender a interconexão dos tipos, ele estudou o cotidiano, um campo de pesquisa social efetivamente original e inovador para tempos sombrios. A experiência imediata e “vivida na qualidade de realidade unitária” (“Erlebnis”) seria o meio a permitir a apreensão singular da realidade histórica e humana sob suas formas concreta e viva. Em seus ensaios gerais intitulados “Estudos sobre os Fundamentos das Ciências do Espírito” e “Teoria das Concepções do Mundo”, Dilthey submete a uma análise rigorosa o conceito de “Erlebnis”. Em “A Essência da Filosofia”, obra de (1907), o hermeneuta chega a afirmar a falência da filosofia como metafísica. Em verdade ele propõe uma filosofia histórica e relativa que analise os comportamentos humanos e esclareça as estruturas do mundo no qual vive o homem contrapondo-se a uma metafísica que se pretende colocar como imagem da realidade e a reduzir todos os aspectos da realidade a um único princípio absoluto.

O contato conceitual de Wilhelm Dilthey com a hermenêutica está relacionada à sua preparação teológica, embora a tenha utilizado para responder a seguinte pergunta: - “Como se  diferenciam as ciências humanas ou sociais das ciências naturais? A reflexão de Dilthey para estabelecer as relações entre significados e sistemas está presente ao longo de todos os seus escritos principalmente àqueles relacionados sobre as “ciências do espírito”, com oscilações que ensejam a leitura da sua obra tanto no âmbito psicológico quanto de uma perspectiva mais propriamente sociológica. Sem dúvida ele sempre recusou algum caráter de ciência à sociologia, referindo-se às suas variantes positivistas, mas em sintonia com uma preocupação com os fenômenos históricos em grande escala, nos quais as dimensões decisivas dizem respeito às formas de organização da vida coletiva. Foi o primeiro pensador preocupado em aproximar a hermenêutica do terreno das incertezas no conhecimento da história social europeia. A inovação causada por sua teoria foi única e, por isso, ele está na base de muitas correntes de pensamento que articulam história e hermenêutica. A hermenêutica tradicional se refere ao estudo da interpretação de textos escritos, especialmente nas áreas de literatura, religião e direito. A hermenêutica moderna ou contemporânea engloba não somente textos escritos, mas também tudo que há no processo interpretativo. Isso inclui formas verbais e não verbais de comunicação, assim como aspectos que afetam a comunicação, como proposições, pressupostos, o significado e a filosofia da linguagem e a semiótica. Não tem a pretensão de eternizar o homem, mas possibilitar ao homem se aproximar da vida, por meio de conexões que integram, aproxima e relaciona os homens. A teoria compreensiva tem uma importância ética ímpar para o mundo contemporâneo.                                      

A base para esse nexo em que se dá a relação da vivência é a categoria do significado. Tal categoria corresponde a um apoio sólido que aparece como uma unidade de conjunto onde age o pensamento, os sentimentos e a vontade. Considerando que há uma relação conceitual estabelecida sobre o balanço referencial entre a parte e todo no nexo da vivência, o que garante o equilíbrio para esse balanço é a categoria interpretativa do significado que para Wilhelm Dilthey, nada mais é do que a integração num todo que nós encontramos junto e nos remete ao significado e sentido contido na relação parte-todo que encontra na vivência e é seu fundamento. É neste sentido que Dilthey considera que vida e a mudança dos seus principais momentos estruturais fazem que a concepção do mundo sempre e em toda a parte se expresse em oposições, embora sobre um fundo comum. Portanto é  na arte, na religião e no pensamento que encarnam os ideais que atuam na existência de um povo. Por conseguinte, toda a mundividência é produto da história. A historicidade revela-se como uma propriedade fundamental da consciência humana. Os sistemas filosóficos não constituem uma exceção. Como as religiões e as obras de arte, contêm uma visão da vida e do mundo, inserida na vitalidade das pessoas que os produziram e em consonância com as épocas em que vieram à luz do dia; traduzem uma determinada atitude afetiva, caracterizam-se pela imprescindível energia lógica, porque o filósofo procura trazer a imagem do mundo à clara consciência e ao mais estrito urdimento cognitivo. Neste esforço de reflexão e de trabalho dos conceitos, que gera uma circunspecção potenciada, é que reside o valor prático da atitude filosófica.  

Como o centro da compreensão está na vida como um todo estruturado, mas sempre resultando da relação entre individualidades, é possível perceber a conexão entre a ética e a teoria compreensiva. Em verdade uma concepção da teoria, ao longo de quase meio século, permeada lado a lado por um motivo básico: uma unidade cuja garantia de existência é a presença do sentido. Há uma démarche que atravessa o homem, e nesta noção de sentido está a marca de uma concessão fatal a uma metafísica.  Ele desejava evitar tanto quanto o empirismo dos positivistas, desde que fique clara a dimensão de ser criador de significados, que não é simplesmente a noção ampla de vida, mas sua unidade constitutiva, a vivência, representada em toda experiência humana. Ipso facto, a história é suscetível de conhecimento porque é obra humana; nela o sujeito e objeto do conhecimento formam uma unidade. Nessa direção chega-se à formulação final da concepção de Dilthey. Seus elementos são: vivência, expressão e compreensão. A vivência surge nesse ponto, como algo especificamente social – pela sua dimensão intersubjetiva, e cultural – pela sua dimensão significativa -, para além do seu nível psicológico ou mesmo biológico porque guarda na memória. Trata-se de um ato reflexivo de consciência, que propõe e persegue fins num contexto intersubjetivo. As interações humanas ganham corpo nas diversas formas de “manifestação de vida” através da arte, filosofia, religião, ciência, como expressão desse caráter objetivo que a experiência, intersubjetivamente constituída assume.

 Sua concepção metodológica articula-se, portanto, em torno do movimento de ir e vir que ocorre entre a vida, como conjunto de vivências e as formas objetivas que seus resultados assumem na sua expressão. A referência às “vivências”, segundo Gabriel Cohn, visa a preservar esse caráter imediato, no qual só é possível compreender aquilo de que o próprio intérprete (pois é de interpretação que se trata, e não de observação) é também o produtor; ou seja, os propósitos, os fins e os valores, ainda que ao intérprete caiba mais propriamente reproduzi-los, na sua tarefa de reconstituir o processo da sua produção primeira. A diferenciação das ciências da sociedade não se realizou por artifício da “inteligência teórica”, em resolver o problema posto pela existência do mundo mediante a análise metódica do objeto de investigação: a própria vida a realizou. Vale lembrar que a nação é um produto cultural, político e social que surge na Europa a partir do fim do século XVIII e que se constitui efetivamente em uma “comunidade política imaginada”. Nesse processo de construção histórica, a relação entre o velho e o novo, o passado e o presente, a tradição e a modernidade representam uma constante e se reveste de importância fundamental, pois, a nação é uma comunidade de sentimento que normalmente tende a produzir um Estado próprio, é preciso invocar antigas tradições (reais ou inventadas) como fundamento “natural” da identidade nacional que está sendo criada. Isso tende a obscurecer o caráter histórico e relativamente recente dos estados nacionais. Assim como o Estado-nação procura delimitar e zelar por suas fronteiras geopolíticas, ele também se empenha em demarcar suas fronteiras culturais, estabelecendo o que faz e o que não faz parte da nação. 

Através desse processo se constrói uma identidade nacional que procura dar uma imagem à comunidade abrangida por ela. A consolidação dos Estados-nações é recente. Mesmo em sociedades que parecem bem integradas. Mas há casos comumente em que é representada como se fosse dividido em duas regiões antagônicas e em oposição assimétrica o que é recorrente para o Brasil. A etnografia tem origem na Antropologia Social, um dos quatro campos ou níveis de conhecimento da Antropologia, que surgiu da necessidade de compreender as relações socioculturais, os comportamentos, ritos, técnicas, saberes e práticas das sociedades até então desconhecidas, e que tem vindo a ser adaptada a problemas comuns da atualidade. Os antropólogos, normalmente, têm a tarefa de estudar culturas que são completamente diferentes das sociedades nas quais eles vivem, estudar as diferenças entre as suas experiências e costumes, assim como entender como esta funciona. Ou seja, têm o objetivo de a compreender do ponto de vista das pessoas que nela vivem. Este estudo por observação é necessário porque parte do comportamento das pessoas é baseado em conhecimento não-falado, o conhecimento tácito. Assim, não é suficiente fazer perguntas, é necessário observar o que as pessoas fazem, as “ferramentas” que utilizam e como se relacionam entre si. É importante não repetir os erros cometidos ao longo da história provenientes de incompreensões de culturas estudadas. Por exemplo, as primeiras pessoas a contatar com culturas desconhecidas, tais como comerciantes, exploradores ou missionários, por diversas vezes realizaram interpretações incorretas sobre os povos nativos que resultaram em graves problemas, nomeadamente conflitos armados.  

A etnografia tem origem na Antropologia Social, um dos quatro campos ou níveis de conhecimento da Antropologia, que surgiu da necessidade de compreender as relações socioculturais, os comportamentos, ritos, técnicas, saberes e práticas das sociedades até então desconhecidas, e que tem vindo a ser adaptada a problemas comuns da atualidade. Os antropólogos, normalmente, têm a tarefa de estudar culturas que são completamente diferentes das sociedades nas quais eles vivem, estudar as diferenças entre as suas experiências e costumes, assim como entender como esta funciona. Ou seja, têm o objetivo de a compreender do ponto de vista das pessoas que nela vivem. Este estudo por observação é necessário porque parte do comportamento das pessoas é baseado em conhecimento não-falado, o conhecimento tácito. Assim, não é suficiente fazer perguntas, é necessário observar o que as pessoas fazem, as “ferramentas” que utilizam e como se relacionam entre si. É importante não repetir os erros cometidos ao longo da história provenientes de incompreensões de culturas estudadas. Por exemplo, as primeiras pessoas a contatar com culturas desconhecidas, tais como comerciantes, exploradores ou missionários, por diversas vezes realizaram interpretações incorretas sobre os povos nativos que resultaram em graves problemas, nomeadamente conflitos armados.  

Vale lembrar que a nação é um produto cultural, político e social que surge na Europa a partir do fim do século XVIII e que se constitui efetivamente em uma “comunidade política imaginada”. Nesse processo de construção histórica, a relação entre o velho e o novo, o passado e o presente, a tradição e a modernidade representam uma constante e se reveste de importância fundamental, pois, a nação é uma comunidade de sentimento que normalmente tende a produzir um Estado próprio, é preciso invocar antigas tradições (reais ou inventadas) como fundamento “natural” da identidade nacional que está sendo criada. Isso tende a obscurecer o caráter histórico e relativamente recente dos estados nacionais. Assim como o Estado-nação procura delimitar e zelar por suas fronteiras geopolíticas, ele também se empenha em demarcar suas fronteiras culturais, estabelecendo o que faz e o que não faz parte da nação. Através desse processo se constrói uma identidade nacional que procura dar uma imagem à comunidade abrangida por ela. A consolidação dos Estados-nações é recente. Mesmo em sociedades que parecem bem integradas. Mas há casos comumente em que é representada como se fosse dividido em duas regiões antagônicas e em oposição assimétrica o que é recorrente para o Brasil.    

Ipso facto, os etnógrafos tentam evitar este tipo social de problemas assumindo todas as conclusões iniciais como susceptíveis de incorreções, explicitando claramente todas as suposições sobre os fatores de análise, examinando-as e questionando-as durante toda a investigação. Todo o conhecimento relevante que é necessário extrair é então totalmente resultado do contato prolongado com as pessoas no seu ambiente natural, partindo para este estudo com um planejamento mínimo. A linguagem da cultura em questão deve também ser corretamente estudada, é necessário entender todos os termos utilizados e a forma como estes se relacionam, procurando assim evitar distorcer o seu significado. Também a abordagem a todos os objetos e documentos utilizados pelas pessoas deve ser extremamente cuidada. É importante observar como a utilização destas ferramentas é feita para atingir os objetivos pretendidos e não apenas classificá-las com base nas suas propriedades físicas ou outras. A abordagem etnográfica e a identificação de requisitos têm muito em comum. Ambas têm o objetivo de entender uma cultura não familiar, todo o conhecimento, técnicas e práticas que a constituem, de forma a traduzi-las de maneira a que possa ser entendida e usada por outros. Tal como o etnógrafo, o engenheiro de requisitos tem a necessidade de documentar o domínio do sistema e a sua relação com a atividade de cada pessoa envolvida no seu funcionamento.

Para que se consiga extrair o máximo de conhecimento possível das pessoas, deve-se comunicar com estas utilizando metodologicamente a sua própria linguagem e não uma linguagem técnica de engenharia de software que é incompreensível e intimidadora para a maioria delas. Posteriormente, a equipe de desenvolvimento deve ser capaz de usar todos os dados estatísticos obtidos para que possa desenvolver o produto realmente apropriado, correspondente com a informação recolhida, que se adapte completamente às necessidades e valões dos utilizadores e seja perfeitamente integrado no seu ambiente. As pesquisas que se efetuam com o objetivo de realizar estes estudos resultam numa grande quantidade de informação, através de apontamentos, gravações de áudio e vídeo e um conjunto de objetos que fazem parte essencialmente das culturas, que deverá ser gerida com toda a atenção para que a sua análise e processamento não se prolongue excessivamente. Um estudo etnográfico requer muito mais habilidade técnica do uso social do tempo do que as técnicas de identificação de requisitos mais comuns, como as entrevistas, logo todos os recursos financeiros e temporais, muitas vezes difíceis de obter, que o suportam devem ser utilizados da forma mais optimizada possível.

O Diário de uma Babá (The Nanny Diaries) tem como representação social um filme norte-americano de comédia dramática de 2007, escrito e dirigido por Shari Springer Berman e Robert Pulcini, baseado no romance de 2002 de Emma McLaughlin e Nicola Kraus. Estrelado por Scarlett Johansson, Chris Evans, Laura Linney e Paul Giamatti, o filme narra a história de uma recém-formada que começa a trabalhar como babá para uma família rica em Nova York. Instalada na casa deles, ela precisa lidar com a disfuncionalidade da família, um novo romance e a criança sob seus cuidados. O filme “The Nanny Diaries” foi lançado nos Estados Unidos em 24 de agosto de 2007 pela Metro-Goldwyn-Mayer e The Weinstein Company. Recebeu críticas mistas e arrecadou US$ 47,8 milhões, contra um orçamento de US$ 20 milhões. Annie Braddock, de 21 anos, acaba de se formar na Universidade Estadual de Montclair, a segunda maior Universidade do Estado de Nova Jersey, em termos de população estudantil, tem aproximadamente 500 acres (2,0 km²) no tamanho, incluindo a New Jersey School of Conservation. A Universidade atrai estudantes do estado de Nova Jersey, de vários outros estados do país e de muitos países estrangeiros. Mais de 250 cursos são oferecidos.

    

Ela não tem ideia do que ou quem quer ser. Um dia, sentada no parque, Annie vê um menino prestes a ser atropelado por um Segway. Annie a salva e conhece a mãe do menino, que reconhecemos como Sra. X. Quando se apresenta como “Annie”, a Sra. X a confunde com “Babá” e a contrata para cuidar de Grayer, o menino que ela salvou (a Sra. X continua a chamá-la de “Babá” em vez de “Annie” ao longo do filme. Annie mente para sua mãe, Judy, dizendo que conseguiu um emprego em um banco e, na verdade, se muda para o apartamento da família X para ser a babá de Grayer. A vida com os incrivelmente privilegiados X não é como ela imaginava, e se complica ainda mais quando se apaixona pelo “Gato de Harvard”, que também mora no prédio. Intercaladas com sua vida como babá dos X, estão suas interações com o “Gato de Harvard”, bem como com sua amiga de longa data, Lynette. O “Gato de Harvard” revela a Annie que se identifica com Grayer, seu protegido, pois, quando perdeu a mãe aos quatro anos, seu pai ausente o deixou aos cuidados de várias babás até que ele atingisse a idade para ser enviado a um internato. Annie continua escondendo da mãe seu verdadeiro emprego, enviando relatórios de progresso regulares, porém falsos. Complicações adicionais surgem quando Judy decide visitá-la, forçando Annie a fingir que Lynette e seu colega de quarto, Calvin, são um casal e que o apartamento deles é o dela. Judy descobre a verdade quando Grayer fica gravemente doente e Annie a liga desesperadamente pedindo ajuda.

Após um começo difícil, Annie finalmente cria um laço com Grayer, a quem chama pelo seu codinome preferido, “Grover”, e descobre que ele é, na verdade, uma criança doce e amorosa, negligenciada pelos pais, o que explica seu comportamento incontrolável. Paralelamente, Annie começa a perceber que Grayer não é o único negligenciado: a Sra. X também sofre, com o Sr. X sendo constantemente cruel com ela e cometendo adultério de forma sutil e óbvia. A Sra. X faz inúmeras tentativas para que o marido a ame, inclusive mentindo sobre estar grávida do segundo filho. Annie logo percebe que o tratamento cruel que recebe da Sra. X se deve às crescentes frustrações desta com seu casamento disfuncional. As coisas pioram durante uma viagem em família com os X para Nantucket. Ela ouve a Sra. X dizendo a uma amiga, durante uma festa, que instalou uma "babá eletrônica" em sua casa na cidade e planeja demitir Annie depois de assistir às imagens que mostram Annie cuidando carinhosamente de Grayer com a Sra. X exagerando suas descobertas da “babá eletrônica”.

Na manhã seguinte, o Sr. X agride sexualmente Annie justamente quando a Sra. X entra na cozinha. Ela demite Annie sem motivo aparente e a manda de volta para a cidade com seu pagamento final de apenas 40 dólares. Enfurecida, Annie encontra a “babá eletrônica” na casa dos X e grava seus sentimentos em relação a eles. A Sra. X leva a fita para a reunião de mães do Upper East Side na escola. Pensando que a fita mostrará Annie dando manteiga de amendoim e geleia para Grayer direto do pote, ela pede à coordenadora que a reproduza para todos verem. Todos os outros pais na sala ouvem Annie revelar o verdadeiro relacionamento entre os X, fazendo com que a Sra. X confronte sua própria realidade e sua falsa felicidade. Annie se reconcilia com a mãe e continua saindo com “o gato de Harvard”, cujo nome verdadeiro é revelado como Hayden. Ela está morando temporariamente com Lynette e Calvin, e se dedicando ao seu crescente interesse por Antropologia, grande parte do qual aprendeu durante o tempo em que trabalhou como babá dos X. Alguns meses depois, Hayden entrega a Annie uma carta da Sra. X. Na carta, ela pede desculpas e conta como se separou do Sr. X, está criando Grayer sozinha e se esforçando mais para criar um vínculo com ele (e conseguindo), além de relatar a melhora geral de Grayer. Ela expressa sua gratidão a Annie por tê-la feito despertar para a realidade e mudar extraordinariamente a sua vida. Também na carta, a Sra. X se dirige a Annie pela primeira vez pelo seu nome (em vez de Babá) e assina com seu próprio nome, Alexandra (em vez de Sra. X).

            Escólio: O termo ama deriva originalmente da língua basca e significa mãe. A ama era responsável por cuidar de todos os detalhes envolvendo o bem-estar da criança, como alimentação, higiene e vestimenta. Frequentemente também cuidava de aspectos lúdicos ou educacionais, entretendo a criança com brincadeiras ou contando-lhe histórias. Quando tinham aos cuidados uma criança recém-nascida, as amas podiam ou não ficar responsáveis também por sua amamentação. No primeiro caso, elas eram denominadas amas-de-leite, e no segundo caso, de amas-secas. As amas-de-leite eram selecionadas entre as que também tinham filhos pequenos, de modo que passavam a dividir seu leite entre o filho natural e a criança a seu cuidado. Por sua convivência com a criança ser por vezes mais constante até do que a da própria mãe biológica, criavam-se duradouros laços afetivos ente as crianças e suas amas, a quem consideravam como uma segunda mãe.

      

    Babá, ama-seca ou babysitter tem como representação social um profissional, quase sempre uma mulher, que cuida de uma criança ou bebê, em períodos de ausência dos pais ou responsáveis, sem especialização em enfermagem, cada vez mais presentes na sociedade moderna, as babás são as responsáveis por cuidar das crianças a partir de 3 ou 4 meses de idade na ausência dos pais. Esta função, no entanto, tem evoluído para uma ajuda constante às mães, incluindo os cuidados com roupas e alimentação das crianças. Pode ser um trabalho assalariado para todas as idades. Embora a profissão de babá seja relativamente recente, a função sempre existiu na maioria das sociedades complexas, sendo exercida, dependendo de aspectos culturais e religiosos, por parentes mais jovens, servas ou ainda por escravas. O termo ama-seca era então empregado nesses casos, para diferenciar da ama-de-leite. O termo “babysitter” surgiu socialmente em 1937, enquanto o verbo em inglês “baby-sit” desenvolveu-se pela primeira vez em 1947.

            Em ambientes de cuidados infantis, o auxiliar de cuidados infantis trabalha sob a supervisão de profissionais de enfermagem especializados em cuidados infantis ou educação infantil. Dependendo do contexto, o auxiliar de cuidados infantis pode trabalhar sete dias por semana e vinte e quatro horas por dia, até um limite de trinta e cinco horas por semana na França, em turnos, noturnos, ambiente hospitalar, creche, centro materno-infantil) ou diurnos, creche, centro de acolhimento diurno, centro de cuidados infantis multisserviços. Em creches, centros de educação infantil com múltiplos serviços ou berçários, os auxiliares de educação infantil cuidam de um grupo de crianças com idades entre dois meses e meio e três ou quatro anos. Suas responsabilidades incluem garantir sono adequado, higiene pessoal e ambiental, e alimentação balanceada; ensinar autonomia às crianças (comer, andar, usar o banheiro); implementar os protocolos para alimentação com mamadeira; orientar os pais na transição do leite para alimentos sólidos; apoiar os bebês em suas explorações físicas; estimular os sentidos; organizar atividades de desenvolvimento; monitorar medidas biométricas; e aplicar protocolos em caso de acidentes ou crianças doentes, com o auxílio da enfermagem. Na maternidade, o auxiliar de enfermagem ajuda a parteira durante o parto, caso ela trabalhe na sala de parto.

Na unidade pós-parto, o auxiliar de enfermagem apoia os novos pais em seu novo papel e participa do banho e da alimentação dos recém-nascidos (mamadeira, amamentação). Em pediatria, o auxiliar de enfermagem garante a higiene e o conforto da criança (lavagem/banho, aferição de temperatura, distribuição de refeições, colaboração com o enfermeiro ou cuidador infantil durante os cuidados de enfermagem (exames de sangue, infusão …), tranquiliza a criança e as pessoas ao seu redor, participa de atividades de desenvolvimento. No âmbito da Proteção Materno-Infantil, o auxiliar de cuidados infantis acompanha as consultas com o médico/pediatra, pesa e mede a criança e atualiza os arquivos administrativos. No Instituto Médico-Educacional) e no Instituto de Educação Motora, o AP intervém junto de crianças com deficiências físicas ou mentais, zelando pelo seu bem-estar, higiene e conforto, participando nas refeições e em atividades de desenvolvimento. Em um centro materno-infantil, o auxiliar de cuidados infantis trabalha com famílias monoparentais em situação de vulnerabilidade, ou mesmo sob ordem judicial. Numa creche, o auxiliar de educação infantil trabalha, por um lado, com crianças acolhidas por ordem judicial para protegê-las do seu ambiente, ou a pedido dos pais que se encontram em grande dificuldade temporária; por outro lado, com crianças nascidas com menos de X anos enquanto aguardam o processo de adoção; e, por fim, por vezes, com um número limitado de crianças portadoras de deficiência.

O papel do auxiliar de creche é garantir a segurança, o bem-estar e o conforto da criança. Ele participa de todos os aspectos da vida diária da criança, desde o momento em que acorda até a hora de dormir, desenvolvendo um relacionamento próximo com ela (histórias, rimas, atividades de desenvolvimento da coordenação motora e cuidados pessoais); um profissional de cuidados infantis pode assumir essas atividades. No século XIX e no início do século XX, uma babá era geralmente reconhecida como “enfermeira” e era exclusivamente mulher encontradas em lares de renda mais alta e poderiam ser contratadas ou mormente escravas. Esperava-se que a mulher contratada amamentasse o bebê, um papel reconhecido como ama de leite. Em alguns lares, a enfermeira administrava outros profissionais em um ambiente da casa chamado berçário. Algumas eram mantidas por pelo menos uma assistente, reconhecida como babá. Por causa de seu profundo envolvimento na criação dos filhos da família, as babás muitas vezes eram lembradas com grande afeto e tratadas com mais gentileza que os outros empregados. 

As babás costumavam estar presentes nas famílias mais abastadas dos países coloniais, onde passavam suas vidas nas casas dos seus senhores, muitas vezes desde a infância até a velhice, cuidando de mais de uma geração de filhos. Elas também eram obrigadas a se mudar juntamente com a família. Na Índia Colonial, uma babá era reconhecida como ayahEste termo em sua transliteração, pode significar também “serva” ou “empregada doméstica”. Na China se chamava “amah” enquanto nas Índias Orientais Holandesas, a babá doméstica era reconhecida como “baboe”. Trata-se de uma babá que mora juntamente com a família e com a criança, sendo este tipo muito raro nos dias de hoje. Ser babá pode ser ideal para uma pessoa que deseja se mudar para o exterior por um curto período de tempo ou para se estabelecer financeiramente. Normalmente, uma babá que mora no emprego é responsável por todo o cuidado dos filhos de seus empregadores. Isso inclui qualquer coisa, desde lavar as roupas das crianças, arrumar os quartos das crianças, supervisionar os deveres de casa, preparar as refeições e levar as crianças para a escola ou outras atividades. Os benefícios podem incluir um apartamento ou quarto separado, às vezes chamado de flat e, possivelmente, um carro. Embora uma babá que morasse com a família estivesse normalmente disponível 24 horas por dia no passado, isso é muito menos comum agora e muitas vezes essas babás trabalham de 10 a 12 horas, e o restante do dia de folga. Basicamente, essas babás estão trabalhando enquanto as crianças estão acordadas e os pais trabalhando. Atualmente, uma babá doméstica é mais comum entre as famílias mais ricas, porque muitas vezes têm todas as despesas pagas pelo empregador. Algumas famílias usam o que é reconhecido como “babá compartilhada”, em que duas ou mais famílias pagam pela mesma babá para cuidar dos filhos em cada família em regime de meio período. 

A babá noturna trabalha durante o período noturno e geralmente cuida de recém-nascidos até os cinco anos de idade. Uma babá noturna pode desempenhar um papel de ensino, ajudando os pais a estabelecer bons padrões de sono ou colocar a criança para dormir. As funções e qualificações variam entre os países, mas podem atender às necessidades da família. As qualificações de uma babá noturna geralmente são em enfermagem materna. As taxas de remuneração variam de país, mas geralmente são bem pagas em comparação com a babá geral, já que a babá noturna é vista como uma especialista em sua área. Na história social, as mulheres europeias ficavam confinadas em suas camas ou em suas casas por longos períodos de tempo após o parto. Os cuidados eram prestados por familiares do sexo feminino (sogra) ou por uma auxiliar temporária denominada “enfermeira mensal”. Essas semanas eram chamadas de confinamento ou repouso e terminavam com a reintrodução da mãe à comunidade na cerimônia cristã da igreja das mulheres. Uma versão moderna desse período de descanso evoluiu, do ponto de vista das relações sociológicas de trabalho, com a intenção de dar o máximo de apoio à nova mãe, especialmente se ela estiver se recuperando de um trabalho de parto difícil.

Nos Estados Unidos da América, essas babás de maternidade especializadas são reconhecidas como especialistas em cuidados com o recém-nascido, desassociando esta especialidade da enfermagem com qualificação médica. Eles são altamente experientes em todos os aspectos dos recém-nascidos, exceto em questões médicas. Eles podem trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana, mas geralmente trabalham cinco noites/dias por semana durante os primeiros três meses de vida de um recém-nascido. A função social pode consistir em auxiliar os pais com orientações sobre alimentação, configuração do berçário, cuidados em relação a cólicas, refluxo e sono. Existem várias organizações de treinamento que oferecem certificações não credenciadas, no entanto, em um campo não regulamentado, os pais devem garantir que as qualificações de sua babá de maternidade sejam legítimas e credenciadas. Nos EUA, a Newborn Care Specialist Association é uma das muitas entidades de certificação autodesignadas. Algumas delas são especializadas em cuidados pós-parto para mães e bebês. Outro trabalho relacionado é auxiliar perinatal. A formação para esta profissão proporciona as competências para detectar perturbações psicológicas ou doenças infantis. 

Capacita os participantes para intervirem em casos de doença ou outros acidentes com consequências para a vida. Inclui um certificado de formação em procedimentos e cuidados de emergência. A profissão é per se feminina com 98% dos auxiliares de cuidados infantis são mulheres em França. As tradições chinesas e do Leste Asiático praticam uma forma de confinamento pós-parto conhecida nas regiões de língua chinesa como zuo yue zi “sentando o mês”, que são tradições e costumes relacionados à recuperação do parto. As “mulheres do confinamento” são chamadas de “yue são” e têm conhecimento especializado sobre como cuidar do bebê e da mãe. Em Singapura e na Malásia, os especialistas em cuidados com recém-nascidos são mais conhecidos por realizarem esse tipo de trabalho. Normalmente, o período de emprego será de cerca de 28 dias ou no máximo 16 semanas. Na Coréia, essas trabalhadoras de cuidados pós-parto são chamadas de Sanhujorisa. Na Holanda, o atendimento pós-natal padrão é apoiado pelo seguro médico estadual, que inclui mais de uma semana de consultas que cobrem um dia inteiro, chamadas de kraamzorgEsses profissionais são chamados de kraamverzorgster, auxiliar de cuidados domiciliares de maternidade, responsável por ensinar a nova mãe a cuidar de seu bebê, com por exemplo: cuidar de sua saúde, preparar refeições, entretenimento, tarefas domésticas e limpeza da casa e banheiro. A maioria das babás são mulheres entre 20 e 60 anos. 

Apesar de raros, existem cargos que são preenchidos por homens, o termo “Manny” é usado para designar babá do sexo masculino, especialmente nos Estados Unidos da América e no Reino Unido, formado por Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, é uma nação insular situada no noroeste da Europa. A Inglaterra, local de nascimento de Shakespeare e dos Beatles, abriga a capital, Londres, um centro financeiro e cultural globalmente influente. Também na Inglaterra, comparativamente, ficam o neolítico Stonehenge, as termas romanas de Bath e as centenárias e disciplinares universidades de Oxford e Cambridge. Neste caso, curiosamente, nenhuma qualificação formal ou treinamento são exigidos para se tornar uma babá. No entanto, o National Nursery Examination Board fundado em 1945, confere as qualificações para babás e profissionais de creche. Em 1994, este e o Council for Early Years Awards fundiram-se para formar o The Council for Awards in Children`s Care and Education, que fornece qualificações necessárias para o trabalho de babá. Norland College é uma faculdade particular perto de Bath, que oferece treinamento conceituado como babá. Ela também opera sua própria agência de empregos para graduados, bem como uma creche local em Bath. Nos Estados Unidos, nenhuma qualificação formal é exigida para ser babá.

Bibliografia Geral Consultada.

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