“Tecnicamente, ela [Thaísa Daher] é uma das melhores jogadoras da história”. Zé Roberto Guimarães
Thaísa Daher de Menezes nascida no Rio de Janeiro, em 15 de maio de 1987, é uma jogadora de voleibol brasileira bicampeã olímpica. Atua como meio-de-rede. É frequentemente apontada como uma das maiores jogadoras brasileiras de todos os tempos e também uma das maiores centrais da história do voleibol mundial. De origem libanesa, Thaísa Daher se tornou uma menina muito alta durante seu desenvolvimento na infância, tendo 1,80m já aos onze anos, e começou a jogar aos quatorze anos, no Tijuca Tênis Clube. Em pouco tempo foi chamada para as seleções de base do Brasil. Em 2003 e 2005 foi campeã mundial juvenil, mesmo sendo mais nova que a maioria das adversárias. Na Seleção Brasileira de Voleibol Feminino, foi campeã da Copa Pan-Americana em 2006, em Porto Rico, exceto do grupo que foi vice-campeão mundial em 2006, no Japão. Jogou no Minas Tênis Clube antes de se transferir para o Rexona-Ades, com o qual foi bicampeã da Superliga nas duas últimas temporadas. Apesar de receber propostas de alguns clubes do exterior, a central renovou contrato com a equipe carioca do técnico Bernardinho. Em 2007 após ter realizado uma excelente Superliga, Thaísa foi convocada para integrar o grupo seleto das doze atletas da seleção comandada pelo extraordinário técnico José Roberto Guimarães que disputaria os Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro. Sua participação nos Pan-Americanos rendeu a medalha de prata e a segunda convocação em 2007 para disputar a Copa do Mundo realizada no Japão, na qual novamente ganhou a medalha de prata.
Além de ser a mais alta jogadora da história social da Seleção Feminina, tendo 1,96 metros de altura e pesando 79 kg, Thaisa era a mais jovem da equipe que venceu a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Verão de 2008 na China, onde per se “era reserva e utilizada principalmente para fortalecer o bloqueio”. Foi bicampeã olímpica em Londres 2012, sendo a sétima maior pontuadora do torneio com 110 pontos. Entre 2008 e 2016, a central jogou pelo Osasco, com o qual conquistou o bicampeonato da Superliga e o Campeonato Mundial em 2012. Durante a temporada 2016-2017, defendeu o Eczacıbaşı Spor Kulübü ou Eczacıbaşı Dynavit, por razões de patrocínio, é um time turco de voleibol feminino da cidade de Istambul. Atualmente disputa o Campeonato Turco, do qual é o clube mais titulado, com dezesseis triunfos, com o qual conquistou o seu segundo título no Mundial de Clubes. Vinda de operações nos dois joelhos, às vésperas das Olímpiadas de 2016 no Rio de Janeiro sofreu uma lesão na panturrilha, ficando ausente dos dois primeiros jogos, sendo pouco utilizada nos dois seguintes e promovida a titular apenas no último jogo da fase de grupos. O Brasil acabaria eliminado já nas quartas de final, a etapa do torneio onde oito equipes se enfrentam em duelos de ida e volta para definir quem avança para as semifinais. No dia 04 de abril de 2017, a central, atuando pelo Eczacibasi, em uma partida contra o Fenerbahçe, lesionou o tornozelo. Thaísa teve de ser retirada da quadra carregada. A lesão, então considerada fratura, não ocasionou danos mais graves, mas Thaísa aproveitou a ocasião para operar um joelho no qual sentia dores após rompimento parcial do ligamento, se afastando das quadras por dez meses.
Liberada de seu clube para se recuperar fisicamente no Brasil, foi treinar no time de Zé Roberto Guimarães, o Hinode Barueri. É uma equipe feminina de vôlei, sediada em Barueri, São Paulo (estado), Brasil. A equipe feminina de voleibol foi fundada em 2016 e terminou o Campeonato Paulista de 2017 em segundo lugar, perdendo para o Osasco Voleibol Clube. A equipe jogou a divisão principal da Superliga Brasileira de Voleibol Feminino pela primeira vez na temporada 2017/2018 e terminou em quinto lugar. Na temporada de 2018 recebeu convocação para seleção brasileira para disputar a edição da Copa Pan-Americana realizada em Santo Domingo e terminou na quarta posição, e esteve no elenco da seleção principal que disputou a edição do Campeonato Mundial de 2018 no Japão, quando finalizou na sétima colocação. Em março de 2019, pelo Barueri, Thaisa conseguiu um recorde na Superliga ao marcar seu milésimo ponto de bloqueio. Em 2021, às vésperas dos Jogos Olímpicos em Tóquio, anunciou que estava aposentada da seleção, declarando não estar em plena condição física. Acabaria contratada pela Rede Globo para ser comentarista do torneio. Em maio de 2023, anunciou seu retorno a seleção brasileira para a VNL 2023. Em 8 de março de 2024, na partida do returno da Superliga Brasileira A, entre o Gerdau Minas e o Sesc Flamengo, Serviço Social do Comércio é uma instituição brasileira privada sem fins lucrativos, ultrapassou a marca de 5 mil pontos na história social da competição. Fechou a temporada marcando o ponto que deu o título da Superliga ao Minas, o oitavo título no torneio e eleita melhor central. Acabaria convocada para sua quarta Olímpiada, Paris 2024.
José
Roberto Lages Guimarães nascido em Quintana, em 31 de julho de 1954, reconhecido
como Zé Roberto Guimarães ou simplesmente Zé Roberto, é um ex-jogador de vôlei
e atual técnico da Seleção Brasileira de Voleibol Feminino. Começou a atuar
como treinador em 1989. Dirigiu inúmeros times nacionais e um italiano.
Comandou Seleção Brasileira de Voleibol Masculino de 1992 a 1996 e conquistou a
medalha de ouro nas Olimpíadas de 1992, em Barcelona. Foi treinador do clube
Banespa de 1996 a 1997. Na temporada 2002/2003, foi eleito o melhor técnico
pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e em 2008 foi eleito o melhor
técnico de esportes coletivos. Atualmente é treinador da Seleção Brasileira
de Voleibol Feminino, onde conquistou a medalha de ouro olímpica nas
Olimpíadas de 2008 e Olimpíadas de 2012. Considerado legendário pela
Federação Internacional de Voleibol, é o único técnico no mundo globalizado campeão
olímpico com seleções pari passu de ambos os sexos: a seleção masculina
em Barcelona 1992 e a seleção feminina em Pequim 2008 e Londres 2012. Único
tricampeão olímpico do esporte brasileiro, ele também é formado em Educação
Física. É irmão do técnico da Seleção Brasileira de Vôlei Sentado Fernando
Guimarães. Morou em Quintana até os seis anos de idade, quando passou a residir
na capital junto com a família.
Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) é a entidade máxima do Voleibol e Voleibol de praia no Brasil. É responsável pela organização de campeonatos nacionais, como a Superliga (masculina e feminina), e administração das seleções nacionais. A entidade é filiada ao Comitê Olímpico do Brasil e à Confederação Sul-Americana de Voleibol. A sede está localizada na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. É considerada uma das confederações esportivas mais organizadas do Brasil, e consequentemente tem um dos esportes que apresentam o maior crescimento de interesse no país. A CBV é responsável por oito medalhas de ouro nas Olimpíadas, sendo cinco na quadra e três na praia. A entidade conta atualmente com 27 federações filiadas e mais de 87 mil atletas - entre vôlei de quadra e praia - em seus cadastros. A CBV foi fundada em 6 de agosto de 1954. No início, o voleibol brasileiro era ligado à Confederação Brasileira de Desportos (CBD). Seu primeiro presidente foi o ex-jogador Denis Rupet Hathaway, entre 14 de março de 1955 e 15 de fevereiro de 1957. Com a presidência de Carlos Arthur Nuzman, outro ex-jogador, a entidade deu um salto qualitativo. Assumindo a Confederação em 1975, Nuzman investiu em marketing esportivo e gestão administrativa, o que acabou gerando muitos resultados para o vôlei brasileiro. O resultado foi de tamanha expressividade que, vinte anos depois, Nuzman assumiu a presidência do COB. Barra da Tijuca é um bairro nobre da Zona Sudoeste do município do Rio de Janeiro. O bairro faz parte da região administrativa da Barra da Tijuca. Tem, como bairros vizinhos, Barra Olímpica, Camorim, Itanhangá, Jacarepaguá, Joá, Recreio dos Bandeirantes e São Conrado.
Assim como Jacarepaguá, é um dos
bairros que mais cresceram no Rio de Janeiro na virada do século XX para o
século XXI; passou de 24 126 habitantes em 1980 para 394 037 habitantes em
2020. É considerado um centro financeiro, gastronômico, hoteleiro e de
entretenimento da capital estadual. Tem sido alvo da migração de outros bairros
do município. Estima-se que a população da Barra irá dobrar até 2030. Em 2022,
o Instituto Pereira Passos, órgão da prefeitura da cidade, avaliou seu índice
de qualidade de vida em 79,29, alcançando o 1º lugar do Rio de Janeiro dentre
158 bairros avaliados. A Barra sediou maior parte dos Jogos Olímpicos de Verão
de 2016 e dos Jogos Paralímpicos de Verão de 2016. A escolha da Barra
para tal função se deveu por ela ser a parte moderna do Rio de Janeiro e ter
espaço para abrigar os jogos. Tal fato levou a um rápido crescimento em obras
de infraestrutura para modernizar a região e também à ligação com o metrô para
o resto da cidade do Rio de Janeiro. A região da Barra era originalmente um
complexo de dunas, assentada sobre uma ilha barreira, com vegetação rasteira
típica de restinga. A área, cheia de alagadiços e imprópria para o plantio,
permaneceu desocupada por seres humanos até meados do século XX, sendo
frequentada apenas por pescadores. No ano de 1667, a região foi doada a
religiosos beneditinos. Em 1900, as terras de Jacarepaguá foram
vendidas para a Empresa Saneadora Territorial e Agrícola S.A., grande
proprietária de terras na área.
A concentração de grandes extensões de terras em mãos de poucos foi uma das causas do crescimento tardio, além da dificuldade de acesso à região, por estar separada do restante do município por grandes cadeias montanhosas componentes do Parque Nacional da Tijuca, com picos que variam de 800 a 1 200 metros de altitude. A ocupação efetiva da região deu-se inicialmente pelas suas extremidades, nos atuais sub-bairros Barrinha e Jardim Oceânico, que possuem as mesmas regras urbanísticas e limites de construção, diferenciados de todo o restante da região. Para atender aos novos loteamentos do Jardim Oceânico, foi construída, pela iniciativa privada, a Ponte Nova sobre a lagoa da Tijuca. O grande marco do início do desenvolvimento da Barra, no entanto, se deu na administração do governador do estado da Guanabara Negrão de Lima (1901-1981), que encomendou, ao urbanista Lúcio Costa (1902-1998), um projeto urbanístico para a região. O Plano Piloto da Barra da Tijuca, de 1969, similar ao Plano Piloto de Brasília, inspirado no urbanismo racionalista, com grandes avenidas e amplos espaços abertos, marcou definitivamente o início do estilo de vida peculiar da Barra. Na década de 1970, foi construída a Autoestrada Lagoa-Barra, o Túnel do Joá, que possibilitou desenvolvimento do bairro, diminuindo o tempo de transporte para a Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.
Por essa mesma época, do
ponto de vista da sociologia urbana, consolidaram-se grandes condomínios
fechados, inspirados num então novo modelo de vida, com destaque para o Nova
Ipanema e Novo Leblon. Nova Ipanema é um grande condomínio de casas e prédios
residenciais da Barra da Tijuca, na zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro,
Brasil, planejado para funcionar como um bairro autônomo. Trata-se do mais
antigo condomínio a ser construído no bairro, em 1974. Seus edifícios, ao
contrário das casas, têm diferentes padrões, e vão desde enormes apartamentos
de quatro quartos a compactos três quartos. Seguindo o plano de urbanização
projetado por Lucio Costa (1902-1998), o condomínio Nova Ipanema foi construído
pela Gafisa, com o intuito de oferecer áreas de lazer comuns aos seus
condôminos em meio à áreas verdes, priorizando a preservação da natureza local.
Seu lema era a nova antiga maneira de viver. Também foi levado em conta o
espaçamento não só entre os edifícios, mas também entre condomínios, e o
Condomínio Novo Leblon foi construído a cerca de 2 km de Nova Ipanema. A ideia
inicial de Lúcio Costa, como constava no plano, de que os condomínios seriam
núcleos autônomos, é uma das poucas mantidas e praticamente todos eles possuem
comércio próprio e alguns sobretudo escolas para formação, como é o caso de
Nova Ipanema, com uma escola particular o Colégio Anglo-Americano. O Condomínio
possui grande número de seguranças e serviços de ônibus particulares com linhas
para a Zona Sul e a Região Central da Cidade. Além disso, conta com Reserva
Florestal própria, no entorno da Lagoa de Marapendi, inclusive dispondo de balsas
próprias para a travessia de moradores em direção à Avenida Sernambetiba (atual
Avenida Lúcio Costa). Possui, também, grande estação de tratamento de esgoto,
além de um clube social e esportivo.
Para um mandato
provisório, Walter Pitombo Laranjeiras assumiu em 1995, e continuou o modelo
vencedor de Nuzman, comandando o ciclo olímpico de 1996. Em 1997 o comando da
CBV passou para o ex-jogador Ary Graça Filho. Mais um veterano das quadras, ele
dimensionou os investimentos em qualidade e tornou a CBV uma entidade esportiva
com gestão profissional, sendo a primeira entidade esportiva do mundo a ter um
certificado ISO 9000:2001, além de ser considerada pela Federação Internacional
como a "Mais bem-sucedida Federação do mundo", pelo triênio
1997/98/99. Neste período, o Brasil passou a figurar entre as principais
potências mundiais do voleibol e o time a ser batido. Um dos maiores legados de
Ary Graça no voleibol foi a implantação do CDV - Centro de Desenvolvimento do
Voleibol, em Saquarema, Rio de Janeiro, um dos mais modernos centros de
treinamentos do mundo, referência para outras modalidades, e talvez o
ingrediente principal nas conquistas de medalhas e títulos em cadeia desde
2001, ano de sua idealização. A inauguração do CDV foi em agosto de 2003. O
sucesso de Ary Graça no Brasil credenciou o mandatário do voleibol a vencer as
eleições da FIVB em 2012. Acumulando também a Confederação Sul-americana de
Voleibol e a FIVB, Graça renunciou à presidência da CBV em 2014. Desde março de
2014, Walter Pitombo Laranjeiras é o presidente da CBV. Ele assumiu depois da
renúncia de Ary Graça e que envolveu reportagens sobre contratos de
acompanhamento de patrocínios dentro da CBV. Toroca, como é reconhecido no meio
do voleibol, é presidente da Federação Alagoana de Voleibol, e instituiu um
novo organograma da entidade, com uma equipe de gestão que conduzirá o vôlei
brasileiro até os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. O advogado Neuri
Barbieri, ocupa o cargo de Superintendente Geral da CBV.
Em sua démarche
chegou a trabalhar como engraxate, carvoeiro e vendedor de pirulito. Sua
família já havia adquirido proximidade com o esporte, pois o pai jogou futebol
e o irmão atuou profissionalmente na modalidade. Com 12 anos, jogava handebol e
futebol na escola, além de ter praticado atletismo e natação. Seu professor
treinava voleibol e o levou a competir na modalidade. Foi capitão no time mirim
e juvenil, chegando a ser bicampeão estadual no colégio. Para continuar a
jogar, passou a estudar Educação Física.
Nascido no estado de São Paulo, começou sua carreira no mundo do
voleibol nos anos 1970, quando atuou como jogador entre os anos de 1969 e 1981.
Jogando na posição de levantador, ele defendeu vários times brasileiros e
também atuou no voleibol Italiano. Além disso defendeu a Seleção Brasileira de
Voleibol Masculino, com a qual conquistou dois campeonatos sul-americanos
consecutivos (1975 e 1977) e participou das Olimpíadas de Montreal em 1976.
Naquela edição, o Brasil ficou em sétimo lugar. “O levantador é o jogador que
mantém contato com toda a equipe. É mais fácil para ele se acostumar com o
estilo de ataque dos outros jogadores, o que lhe permite ter uma melhor visão
de jogo e cria uma relação mais próxima com o treinador. Provavelmente foi por isso
que me tornei treinador”. Zé Roberto, em entrevista a FIVB em 2007. Depois de
atuar como jogador durante anos, José Roberto iniciou sua carreira como
assistente técnico de Bebeto de Freitas em 1988. Antes mesmo de deixar de ser
jogador, ele disciplinarmente se graduou em educação física. Nos anos 1990
começou a treinar equipes nacionais femininas entre os anos de 1989 e 1991.
A partir do ano de 1992 José Roberto começou a treinar equipes nacionais masculinas. Daí surgiu a oportunidade de comandar a Seleção Brasileira de Voleibol Masculino, onde conquistou os resultados mais expressivos do voleibol masculino brasileiro como a medalha de ouro na Olimpíadas de Barcelona em 1992, dentre outros títulos de Liga Mundial, Sul-americano e Copa do Mundo de Voleibol. José Roberto permaneceu na Seleção Masculina até a Olimpíada de Atlanta em 1996. Depois disso deixou de trabalhar com o voleibol e virou gerente de futebol no Corinthians. Em 2000 José Roberto volta a ser técnico de voleibol pela equipe feminina do Osasco onde conquistou vários títulos estaduais, nacionais e internacionais, além de três títulos da Superliga. No ano de 2003, ele assumiu a Seleção Brasileira de Voleibol Feminino, promovendo uma renovação. Conquistou inúmeros títulos como Grand Prix, Sul-americano, Montreux Volley Masters e Copa dos Campeões. Mas também acumulou alguns fracassos no âmbito dialético do trabalho, como o da Olimpíadas de Atenas de 2004, Campeonato Mundial de Voleibol de 2006 e Jogos Pan-americanos de 2007. Em 2008, José Roberto conquista o heptacampeonato do Grand Prix e a primeira medalha de ouro olímpica do voleibol feminino brasileiro. Em Londres 2012, José Roberto se tornou o primeiro técnico de voleibol do mundo a conquistar três medalhas de ouro olímpicas: uma no masculino e duas no feminino.
O time brasileiro comandado por ele, após um início de competição difícil - na fase de grupos a seleção não foi bem e quase ficou de fora da etapa de chaves - chegou à final batendo os EUA por 3x1. O primeiro set foi vencido pela seleção norte-americana por 25 a 11, mas a Seleção Brasileira virou o jogo vencendo os 3 sets seguintes e garantindo a medalha olímpica de ouro. Voleibol, no Brasil de Vôlei e em Portugal de Vólei, tem como representação social um esporte praticado numa quadra dividida em três partes por uma rede, possuindo duas equipes de seis jogadores em cada lado. O voleibol foi originalmente chamado de Mintonette, devido à sua semelhança com o Badminton. Ele também tem alguns elementos de tênis e handebol e até beisebol porque no conjunto de regras original havia 9 entradas com três saídas (saques). O objetivo da modalidade é fazer a bola passar sobre a rede de modo a que a bola toque no chão dentro da quadra adversária, ao mesmo tempo que se evita que os adversários consigam fazer o mesmo. O voleibol é um desporto olímpico, regulado pela Fédération Internationale de Volleyball. O vôlei foi criado em 9 de fevereiro de 1895 por William George Morgan nos Estados Unidos. O objetivo de Morgan, que trabalhava na “Associação Cristã de Moços”, era criar um esporte de equipes aparentemente sem contato físico entre os adversários, de modo a minimizar os riscos de lesões. Inicialmente jogava-se com uma câmara de ar da bola de basquetebol e foi chamado Mintonette, mas rapidamente ganhou popularidade com o nome de volleyball.
O criador do voleibol morreu em 27 de dezembro de 1942 aos 72 anos de idade. O voleibol de praia, uma modalidade derivada do voleibol surgida na década de 1920, tem obtido grande sucesso em diversos países, nomeadamente no Brasil e nos Estados Unidos. Em 1947, foi fundada a Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Dois anos mais tarde foi realizado o primeiro Campeonato Mundial de Voleibol. Na ocasião, só houve o evento masculino. Em 1952, o evento foi estendido também ao voleibol feminino. No ano de 1964, o voleibol passou a fazer parte do programa dos Jogos Olímpicos, tendo-se mantido até a atualidade. A partir dos Jogos Olímpicos de 1988, uma nova regra impediu a interrupção do jogo para que se pudesse secar a quadra. Os times passaram a entrar com toalhinhas presas na parte de trás do calção, usadas sempre que o suor molha o piso in statu nascendi, mas que esta regra não está mais em vigor. Karch Kiraly é considerado um dos maiores jogadores de vôlei de sempre, tendo conseguido medalhas de ouro no vôlei nos Jogos Olímpicos de 1984 e 1988 e depois repetido o feito no vôlei de praia, nos jogos de 1996, tendo sido o único jogador a conseguir a proeza. Cada equipe de voleibol é constituída por 12 jogadores: seis efetivos (sendo um líbero) e seis suplentes. Em quadra ficam dois times de seis jogadores. As equipes são separadas por uma rede no meio da quadra. O jogo começa com um dos times que devem sacar.
Um time que compete em nível internacional precisa dominar um conjunto de seis habilidades denominadas usualmente sob a rubrica fundamentos. Elas são: saque,
passe, levantamento, ataque, bloqueio e defesa. A cada um destes fundamentos compreende
um certo número de habilidades e técnicas que foram introduzidas ao longo da
história do voleibol e são consideradas prática comum no esporte. O saque ou
serviço marca o início de uma disputa de pontos no voleibol. Um jogador
posta-se atrás da linha de fundo de sua quadra, estende o braço e acerta a
bola, de forma a fazê-la atravessar o espaço aéreo acima da rede delimitado
pelas antenas e aterrissar na quadra adversária. Seu principal objetivo
consiste em dificultar a recepção de seu oponente controlando a aceleração e a
trajetória da bola. Existe a denominada área de saque, que é constituída
por duas pequenas linhas nas laterais da quadra, o jogador não pode sacar de
fora desse limite. Um saque que a bola aterrissa diretamente sobre a quadra do
adversário sem ser tocada pelo adversário - é denominado em voleibol ace, assim como em outros esportes tais como o tênis. No voleibol
contemporâneo, foram desenvolvidos muitos tipos diferentes de saques: 1. Saque
por baixo ou por cima: indica a forma como o saque é realizado, ou seja, se
o jogador acerta a bola por baixo, no nível da cintura, ou primeiro lança-a no
ar para depois acertá-la acima do nível do ombro.
A recepção do saque por baixo é usualmente considerada muito fácil, e por esta razão esta técnica não é mais utilizada em competições de alto nível. 2. Jornada nas estrelas: um tipo específico de saque por baixo, em que a bola é acertada de forma a atingir grandes alturas em torno de 25 metros. O aumento no raio da parábola descrito pela trajetória faz com que a bola desça quase em linha reta, e em velocidades da ordem de 70 km/hora. Ao contrário do que todos imaginam, o primeiro atleta brasileiro a executá-lo não foi o Bernard Rajzman, e sim Vicente Pinheiro Chagas, no início da década de 1950. Vicentão, como era reconhecido em Minas Gerais, executou esse tipo de saque quando jogava pelo Clube Atlético Mineiro. Naquela ocasião, a maiorias das quadras eram descobertas em Belo Horizonte, e esse saque surtia, segundo os mais antigos, um efeito devastador. A bola subia além do feixe de luz dos holofotes e, momentaneamente, não era vista pelos jogadores. Muitos anos depois, Bernard aplicou esse tipo de saque na praia no início da década de 1980, e o levou para os ginásios com muito sucesso. Na ocasião, passava, na televisão brasileira, o seriado “Jornada nas Estrelas”. Foi o bastante para o saque ser batizado com esse nome. Popularizado na década de 1980 pela equipe brasileira, especialmente pelo ex-jogador Bernard Rajzman, ele é considerado ultrapassado, e já não é mais empregado em competições internacionais. 3. Saque com efeito: denominado em inglês spin serve, trata-se de um saque em que a bola ganha velocidade ao longo da trajetória, ao invés de perdê-la, graças a um efeito produzido dobrando-se o pulso no momento do contato.
Saque flutuante ou saque sem peso: saque em que a bola é tocada apenas de leve no momento de contato, o que faz com que ela perca velocidade repentinamente e sua trajetória se torne imprevisível. Viagem ao fundo do mar: saque em que o jogador lança a bola, faz a aproximação em passadas como no momento do ataque, e acerta-a com força em direção à quadra adversária. Supõe-se que este saque já existisse desde a década de 1960, e tenha chegado ao Brasil pelas mãos do jogador Feitosa. De todo modo, ele só se tornou popular a partir da segunda metade dos anos 1980. Saque oriental: o jogador posta-se na linha de fundo de perfil para a quadra, lança a bola no ar e acerta-a com um movimento circular do braço oposto. O nome deste saque provém do fato de que seu uso contemporâneo se restringe a algumas equipes de voleibol feminino da Rússia. Também chamado recepção, o passe é o primeiro contato com a bola por parte do time que não está sacando e consiste, em última análise, em tentativa de evitar que a bola toque a sua quadra, o que permitiria que o adversário marcasse um ponto. Além disso, o principal objetivo deste fundamento é controlar a bola de forma a fazê-la chegar rapidamente e em boas condições nas mãos do levantador, para que este seja capaz de preparar uma jogada ofensiva.
O fundamento “passe” envolve basicamente duas técnicas específicas: a “manchete”, em que o jogador empurra a bola com a parte interna dos braços esticados, usualmente com as pernas flexionadas e abaixo da linha da cintura; e o “toque”, em que a bola é manipulada com as pontas dos dedos acima da cabeça. Quando, por uma falha de passe, a bola não permanece na quadra do jogador que está na recepção, mas atravessa por cima da rede em direção à quadra da equipe adversária, diz-se que esta pessoa recebeu uma “bola de graça”. 4. Manchete é um golpe executado por um jogador de voleibol, realizado com os antebraços unidos e com os braços estendidos para que a bola não toque no chão. O jogador tentará receber o saque adversário efetuando um passe para o levantador. Erros resultam em pontos para o adversário, a manchete tem grande influência no jogo, sendo ela responsável pela defesa do saque e de cortadas. A posição da manchete deve ser executada com eficiência. É considerada um princípio de defesa. O líbero é o que fica encarregado de pegar saques e cortes, usando a manchete. E no caso de alguns levantadores a manchete é usada para uma melhor colocação da bola para o atacante. A manchete é o tipo de defesa mais usado no jogo de voleibol. Ela é usada em bolas que vem em baixa altitude, e que não tem chance de ser devolvida com o toque. O movimento da manchete tem início nas pernas e é realizado de baixo para cima numa posição mais ou menos cômoda, é importante que a perna seja flexionada na hora do movimento, garantindo maior precisão e comodidade no movimento.
Foi o último dos fundamentos a ser adicionado ao jogo. Uma vez que o saque foi ficando mais potente, e o toque, não era mais tão eficaz, abriu-se espaço para a implantação da manchete. Quando a manchete é mal efetuada e o passe acaba indo para a equipe adversária, diz-se que houve “bola de graça”. O levantamento é normalmente o segundo contato de um time com a bola. Seu principal objetivo consiste em posicioná-la de forma a permitir uma ação ofensiva por parte da equipe, ou seja, um ataque. A exemplo do passe, pode-se distinguir o levantamento pela forma como o jogador executa o movimento, ou seja, como “levantamento de toque” e “levantamento de manchete”. Como o primeiro usualmente permite um controle maior, o segundo só é utilizado quando o passe está tão baixo que não permite manipular a bola com as pontas dos dedos, ou no voleibol de praia, em que as regras são mais restritas no que diz respeito à infração de “carregar”. Também costuma-se utilizar o termo “levantamento de costas”, em referência à situação em que a bola é lançada na direção oposta àquela para a qual o levantador está olhando. Quando o jogador não levanta a bola para ser atacada por um de seus companheiros de equipe, mas decide lançá-la diretamente em direção à quadra adversária numa tentativa de conquistar o ponto rapidamente, diz-se que esta é uma “bola de segunda”. O ataque é, em geral, o terceiro contato de um time com a bola. O objetivo deste fundamento é fazer a bola aterrissar na quadra adversária, conquistando deste modo o ponto em disputa. Para realizar o ataque, o jogador dá uma série de passos contados (“passada”), salta e então projeta seu corpo para a frente, transferindo deste modo seu peso para a bola no momento do contato.
O voleibol
contemporâneo representa uma ruptura epistêmica entre o amadorismo e o profissionalismo. É
cada vez mais visível como um processo que caminha paralelamente ao
desenvolvimento do esporte-espetáculo separado do esporte comum e envolve
diversas técnicas individuais de ataque: Ataque do fundo: ataque
realizado por um jogador que não se encontra na rede, ou seja, por um jogador
que não ocupa as posições 2-4. O atacante não pode pisar na linha de três
metros ou na parte frontal da quadra antes de tocar a bola, embora seja
permitido que ele aterrisse nesta área após o ataque. Diagonal ou Paralela:
indica a direção da trajetória da bola no ataque, em relação às linhas laterais
da quadra. Uma diagonal de ângulo bastante pronunciado, com a bola aterrissando
na zona frontal da quadra adversária, é denominada “diagonal curta”. Cortada ou
Remate: refere-se a um ataque em que a bola é acertada com força, com o
objetivo de fazê-la aterrissar o mais rápido possível na quadra adversária. Uma
cortada pode atingir velocidades em torno de 200 km/hora. Largada:
refere-se a um ataque em que jogador não acerta a bola com força, mas antes
toca-a levemente, procurando direcioná-la para uma região espaço-temporal da
quadra adversária que não esteja per se bem coberta pela defesa
adversária.
Explorar o bloqueio: refere-se a um ataque em que o
jogador não pretende fazer a bola tocar a quadra adversária, mas antes atingir
com ela o bloqueio oponente de modo a que ela, posteriormente, aterrise em uma
área fora de jogo. Ataque sem força: o jogador acerta a bola, mas reduz
a força e consequentemente sua aceleração, numa tentativa de confundir a defesa
adversária. Bola de xeque: refere-se à cortada realizada por um dos
jogadores que está na rede quando a equipe recebe uma “bola de graça”. O
bloqueio refere-se às ações fisicamente executadas pelos jogadores que ocupam a
parte frontal da quadra (isto é, as posições 2-3-4) e que têm por objetivo
impedir ou dificultar o ataque da equipe adversária. Elas consistem, em geral,
em estender os braços acima do nível da rede com o propósito de interceptar a
trajetória ou diminuir a velocidade de uma bola que foi cortada pelo oponente. Denomina-se
na atividade desportiva “bloqueio ofensivo” à situação em que os jogadores têm
por objetivo interceptar completamente o ataque, fazendo a bola permanecer na
quadra adversária. Para isto, é necessário saltar, estender os braços para
dentro do espaço aéreo acima da quadra adversária e manter as mãos viradas em
torno angular de 45-60° em direção ao punho.
Um bloqueio ofensivo
especialmente bem executado, em que bola é direcionada diretamente para baixo
em uma trajetória praticamente ortogonal em relação ao solo, é denominado “toco”.
Um bloqueio é chamado, entretanto, “defensivo” se tem por objetivo apenas tocar
a bola e deste modo diminuir a sua velocidade, de modo a que ela possa ser
melhor defendida pelos jogadores que se situam no fundo da quadra. Para a
execução do bloqueio defensivo, o jogador reduz o ângulo de penetração dos
braços na quadra adversária, e procura manter as palmas das mãos voltadas em
direção à sua própria quadra. O bloqueio também é classificado, de acordo com o
número de jogadores envolvidos, em “simples”, “duplo” e “triplo”. A defesa
consiste em um conjunto de técnicas que têm por objetivo evitar que a bola
toque a quadra após o ataque adversário. Além da manchete e do toque, já
discutidos nas seções relacionadas ao passe e ao levantamento, algumas das
ações específicas que se aplicam a este fundamento são: Peixinho: o jogador
atira-se no ar, como se estivesse mergulhando, para interceptar uma bola, e
termina o movimento sob o próprio abdômen. Rolamento: o jogador rola
lateralmente sobre o próprio corpo após ter feito contato com a bola. Esta
técnica é utilizada, especialmente, para minimizar a possibilidade de contusões
após a queda que é resultado da força com que uma bola fora cortada pelo adversário.
Martelo: o jogador acerta a bola com as duas mãos fechadas sobre si mesmas,
como numa oração.
Esta técnica é
empregada, especialmente, para interceptar a trajetória de bolas que se
encontram a uma altura que não permite o emprego da manchete, mas para as quais
o uso do toque não é adequado, pois a velocidade é grande demais para a correta
manipulação com as pontas dos dedos. Posição de expectativa: Estratégia
ou tática adotada antes do saque adversário de posicionamento da defesa,
podendo ser no centro ou antecipado em uma das metades da quadra. Durante uma
partida, um jogador dá de sessenta a oitenta saltos entre os saques, ataques e
bloqueios. Alguns podem chegar a cem saltos. Logo depois do saque, a bola deve
ultrapassar a rede e seguir ao campo do adversário onde os jogadores tentam
evitar que a bola entre no seu campo utilizando qualquer parte do corpo, mas antes
não era válido usar membros da cintura para baixo, mas as regras foram mudadas.
O jogador pode rebater a bola para que ela passe para o campo adversário sendo
permitido dar três toques na bola antes que ela passe, sempre alternando os
jogadores que dão os toques. Caso a bola caia, é ponto do time adversário. O
jogador não pode encostar na rede e, caso isso ocorra, o ponto será para o
outro time. O mesmo jogador não pode dar 2 ou mais toques seguidos na bola,
exceção no caso do toque de Bloqueio. O campo é retangular de
18 x 9 metros, com uma rede no meio a uma altura variável, conforme o
sexo e a categoria dos jogadores, exemplo dos seniores e juniores: masculino
2,43 metros e feminino 2,24 metros.
Há uma linha de 3
metros em direção do campo para a rede, dos dois lados e uma distância de 6
metros até o fim da quadra. Fazendo uma quadra de extensão de 18 metros de
ponta a ponta e 9 metros de lado a lado. O campo mede 18 metros de comprimento
por 9 de largura, e é dividido por uma linha central em um dos lados de nove
metros que constituem as quadras de cada time. O objetivo principal é
conquistar pontos fazendo a bola encostar na quadra ou sair da área de jogo
após ter sido tocada por um oponente. As partidas de voleibol são confrontos
envolvendo duas equipes disputados em ginásio coberto ou ao ar livre conforme
desejado. Acima da linha central, é postada uma rede de material sintético a
uma altura de 2,43 m para homens ou 2,24 m para mulheres, no caso de
competições juvenis, infanto-juvenis e mirins, as alturas são diferentes. Cada
quadra é por sua vez dividida em duas áreas de tamanhos diferentes usualmente
denominadas “rede” e “fundo” por uma linha que se localiza, em cada lado, a
três metros da rede (linha de 3 metros). No voleibol, todas as linhas
delimitadoras são consideradas parte integrante do campo. Deste modo, uma bola
que toca a linha é considerada “dentro” (válida), e não “fora” (inválida).
Acima da quadra, o espaço aéreo é delimitado no sentido lateral por duas
antenas postadas em cada uma das extremidades da rede. No sentido vertical, os
únicos limites são as estruturas físicas do ginásio. Caso a bola toque em uma
das antenas ou nas estruturas físicas do ginásio, o ponto vai automaticamente
para o oponente do último jogador que a tocou. A bola empregada nas partidas de
voleibol é composta de couro ou couro sintético e mede aproximadamente 65
centímetros de perímetro.
Ela pesa em torno de
270 gramas e deve ser inflada com ar comprimido a uma pressão de 0,30 kg por
centímetro quadrado. Ao contrário de muitos esportes, tais como o futebol ou o
basquetebol, o voleibol é jogado por pontos, e não por tempo. Cada partida é
dividida em sets que terminam quando uma das duas equipes conquista 25 pontos.
Deve haver também uma diferença de no mínimo dois pontos com relação ao placar
do adversário - caso contrário, a disputa prossegue até que tal diferença seja
atingida. O vencedor será aquele que conquistar primeiramente três sets. Como o
jogo termina quando um time completa três sets vencidos, cada partida de
voleibol dura no máximo cinco sets. Se isto ocorrer, o último recebe o nome de
tie-break e termina quando um dos times atinge a marca de 15, e não 25 pontos.
Como no caso dos demais, também é necessária uma diferença de dois pontos com
relação ao placar do adversário. Cada equipe é composta por doze jogadores, dos
quais seis estão atuando na quadra e seis permanecem no banco na qualidade de
reservas. As substituições são limitadas: cada técnico pode realizar no
máximo seis por set, e cada jogador só pode ser substituído uma única vez - com
exceção do líbero - devendo necessariamente retornar à quadra para ocupar a
posição daquele que tomara originalmente o seu lugar. Os seis jogadores de cada
equipe são dispostos na quadra do seguinte modo. No sentido do comprimento,
três estão mais próximos da rede, e três mais próximos do fundo; e, no sentido
da largura, dois estão mais próximos da lateral esquerda; dois, do centro da
quadra; e dois, da lateral direita.
Estas posições são
identificadas por números: com o observador postado frente à rede, aquela que
se localiza no fundo à direita recebe o número 1, e as outras seguem-se em
ordem crescente conforme o sentido anti-horário. No início de cada set, o
jogador que ocupa a posição 1 realiza o saque, e, acerta a bola com a mão
tencionando fazê-la atravessar o espaço aéreo delimitado pelas duas antenas e
aterrissar na quadra adversária. Os oponentes devem então fazer a bola retornar
tocando-a no máximo três vezes, e evitando que o mesmo jogador a toque por duas
vezes consecutivas. O primeiro contato com a bola após o saque é denominado recepção
ou passe, e seu objetivo primordial é evitar que atinja uma área válida
do campo. Segue-se então usualmente o levantamento, que procura colocar
a bola no ar de modo a permitir que um terceiro jogador realize o ataque, ou
seja, acerte-a de forma a fazê-la aterrissar na quadra adversária, conquistando
deste modo o ponto. No momento em que o time adversário vai atacar, os
jogadores que ocupam as posições 2, 3 e 4 podem saltar e estender os braços,
numa tentativa de impedir ou dificultar a passagem da bola por sobre a rede.
Este movimento é denominado bloqueio, e não é permitido para os outros
três atletas que compõem o restante da equipe.
Em termos técnicos, os
jogadores que ocupam as posições 1, 6 e 5 só podem acertar a bola acima da
altura da rede em direção à quadra adversária se estiverem no “fundo” de sua
própria quadra. Por esta razão, não só o bloqueio se torna impossível, como
restrições adicionais se aplicam ao ataque. Para atacar do fundo, o atleta deve
saltar sem tocar com os pés na linha de três metros ou na área por ela
delimitada; o contato posterior com a bola, contudo, pode ocorrer no espaço
aéreo frontal. Após o ataque adversário, o time procura interceptar a
trajetória da bola com os braços ou com outras partes do corpo para evitar que
ela aterrisse na quadra. Se obtém sucesso, diz-se que foi feita uma defesa, e
seguem-se novos levantamento e ataque. O jogo continua até que uma das equipes
cometa um erro ou consiga fazer a bola tocar o campo do lado oponente. Se o
time que conquistou o ponto não foi o mesmo que havia sacado, os jogadores
devem deslocar-se em sentido horário, passando a ocupar a próxima posição de
número inferior à sua na quadra (ou a posição 3, no caso do atleta que ocupava
a posição 4). Este movimento é denominado rodízio. O líbero é um atleta
especializado nos fundamentos que são realizados com mais frequência no fundo
da quadra, isto é, recepção e defesa.
Esta função foi
introduzida pela Federação Internacional de Voleibol em 1998, com o propósito
de permitir disputas mais longas de pontos e tornar o jogo deste modo mais
atraente para o público. Um conjunto específico de regras se aplica
exclusivamente a este jogador. O líbero deve utilizar uniforme diferente dos
demais, antes não podia ser capitão, mas desde de 2022 essa regra mudou, não
pode atacar, bloquear ou sacar. Quando a bola não está em jogo, ele pode trocar
de lugar com qualquer outro jogador sem notificação prévia aos árbitros, e suas
substituições não contam para o limite que é concedido por set a cada técnico. O
líbero só pode realizar levantamentos de toque do fundo da quadra. Caso esteja
pisando sobre a linha de três metros ou sobre a área por ela delimitada, deverá
exercitar somente levantamentos de manchete, pois se o fizer de toque por cima
(pontas dos dedos) o ataque deverá ser executado com a bola abaixo do bordo
superior da rede. Existem basicamente duas formas de marcar pontos no voleibol.
A primeira consiste em fazer a bola aterrissar sobre a quadra adversária como
resultado de um ataque, de um bloqueio bem sucedido ou, mais raramente, um
saque que não foi corretamente recebido. A segunda quando o time adversário
comete um erro ou uma falta.
Bibliografia Geral Consultada.
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