quarta-feira, 8 de abril de 2026

As Duas Faces de Um Crime – Suspense & Interpretação Dramatúrgica.

                Os grandes artistas são aqueles que impõem à humanidade a sua ilusão particular”. Guy Maupassant                       

        Medo Primário (Primal Fear) ou As Duas Faces de Um Crime tem como representação social um filme norte-americano de “suspense jurídico” de 1996 dirigido por Gregory Hoblit, um diretor de cinema americano, diretor de televisão e produtor de televisão. Ele é reconhecido por dirigir os filmes Primal Fear (1996), Fallen (1998), Frequency (2000), Hart`s War (2002), Fracture (2007) e Untraceable (2008), no primeiro caso, o filme baseado no romance homônimo de 1993 de William Diehl (1924-2006), um escritor americano, com roteiro de Steve Shagan e Ann Biderman. Criou o personagem Martin Vail, protagonista de três dos seus livros. O advogado de “causas perdidas” foi interpretado por Richard Gere no filme Primal Fear, baseado no romance de mesmo título. Estrelado por Richard Gere, Laura Linney, John Mahoney, Alfre Woodard, Frances McDormand e Edward Norton em sua estreia no cinema, o filme acompanha um advogado de defesa de Chicago que acredita na inocência de seu cliente, um coroinha, “acusado de assassinar um bispo católico”. O filme foi um sucesso de bilheteria e recebeu críticas positivas, com a atuação de Norton recebendo elogios. Norton ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante em Cinema e foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante e ao BAFTA de Melhor Ator Coadjuvante.

            Chicago é a cidade mais populosa do estado de Illinois, nos Estados Unidos. É a sede do Condado de Cook, o segundo condado mais populoso dos Estados Unidos depois do Condado de Los Angeles, na Califórnia. Possui menos de 1% de seu território no Condado de DuPage. Foi fundada em 1833, perto de um varadouro entre os Grandes Lagos e a bacia do rio Mississipi. É a quinta localidade mais densamente povoada de Illinois. Sua área metropolitana, vulgarmente conhecida por Grande Chicago, é a 27ª aglomeração urbana mais populosa do mundo, abrigando um número superior a 9,6 milhões de pessoas espalhadas pelos estados estadunidenses de Illinois, Indiana e Wisconsin. Pouco mais de 21% da população total de Illinois vive em Chicago. A cidade mantém o seu status como um importante polo para a indústria das telecomunicações, transporte e infraestrutura, com o Aeroporto Internacional O`Hare, sendo o segundo aeroporto mais movimentado, em termos de movimentos de tráfego, em todo o mundo. Em 2008, a cidade recebeu 45,6 milhões de visitantes nacionais e estrangeiros. Em 2010, a área metropolitana de Chicago tinha o 4º maior Produto Interno Bruto (PIB) entre as áreas metropolitanas do mundo. É um centro de negócios e finanças e é listada como um dos dez melhores do mundo pela Índice de Centros Financeiros Globais.

Henri-René-Albert-Guy de Maupassant foi o primeiro filho de Laure Le Poittevin e Gustave de Maupassant, de prósperas famílias burguesas. Quando Maupassant tinha onze anos e seu irmão Hervé tinha cinco anos, sua mãe separou-se do marido. Em outubro de 1868, com a idade de 18 anos, salvou o poeta Algernon Charles Swinburne (1837-1909) de afogamento na costa da Étretat na Normandia. Na escola secundária, ele conheceu o grande autor Gustave Flaubert. Ele entrou pela primeira vez um seminário em Yvetot, mas foi expulso. A Guerra Franco-Prussiana eclodiu logo após sua formatura na faculdade em 1870, e Maupassant se alistou como voluntário. Posteriormente, em 1871, deixou a Normandia e se mudou para Paris, onde passou dez anos como funcionário do Departamento da Marinha. Gustave Flaubert (1821-1880) tomou-o sob sua proteção e atuou como uma espécie de tutor literário, guiando a sua estreia no jornalismo e na literatura. Foi na casa de Flaubert que conheceu Émile Zola (1840-1902) e o romancista russo Ivan Turgenev (1818-1883). Em 1878, foi transferido para o Ministério da Instrução Pública e tornou-se editor de contribuição de vários jornais de referência como Le Figaro (1935), Blas Gil (1715), Le Gaulois (1868) e l`Écho de Paris (1937). Ele dedicou seu tempo livre para escrever romances e contos. Em 1880 publicou o que é considerada a sua primeira obra-prima, “Boule de Suif”, que teve sucesso instantâneo.                          

 

Esta foi primeira peça de Maupassant de ficção curta ambientada durante a Guerra Franco-Prussiana, e foi seguida por histórias curtas, como “Deux Amis”, “La Mère Sauvage” e “Mademoiselle Fifi”. A década de 1880-1891 foi o período mais fértil da vida de Maupassant. Tornou-se famoso pelo seu primeiro conto e trabalhou de forma metódica. Em 1881 publicou seu primeiro volume de contos sob o título de La Maison Tellier, que alcançou sua décima segunda edição dentro de dois anos; em 1883 terminou seu primeiro romance, Une Vie, do qual “25 mil cópias foram vendidas em menos de um ano”. Nos seus romances, ele reuniu todas as observações dispersas nos seus contos. Sua segunda novela Bel-Ami, que saiu em 1885, tinha “trinta e sete edições em quatro meses”. Seu editor, Havard, encomendou obras-primas e Maupassant continuou a produzi-las. Ele escreveu o que muitos consideram ser o seu maior romance, Pierre et Jean (1888). Com uma aversão natural à sociedade, ele amava o retiro, solidão e meditação. Ele viajou extensivamente na Argélia, Itália, Inglaterra, Bretanha, Sicília, Auvergne, e de cada viagem trouxe um novo volume. Ele navegava em seu iate privado “Bel-Ami”, o nome de seu romance. Conheceu Alexandre Dumas (filho) e Hippolyte Taine. Maupassant foi um dos vários parisienses do século XIX, entre eles Charles Gounod, Alexandre Dumas, filho, e Charles Garnier que não apreciavam a Torre Eiffel construída entre 1887 e 1889.

Ele costumava almoçar no restaurante situado na sua base, não por preferência pela comida, mas porque “somente ali podia evitar a visão do perfil da torre”, de outro modo inevitável. Ele e outros quarenta e seis notáveis parisienses do meio literário e artístico assinaram uma elaborada e indignada carta de protesto contra a construção da torre, dirigida ao Ministro das Obras Públicas e publicada em 14 de fevereiro de 1887. Recusou a nomeação para a Legião de Honra e a sua eleição para a Academia Francesa, Maupassant também escreveu sob vários pseudônimos, tais como “Joseph Prunier”, de “Guy de Valmont” e “Maufrigneuse” que ele usou entre 1881–1885. Encontram-se contos da sua autoria na revista literária portuguesa A Leitura (1894-1896). Em seus últimos anos ele desenvolveu um constante desejo de solidão, uma obsessão para a autopreservação, e um medo de morte e paranoia de perseguição enlouquecida que veio da sífilis que contraiu na juventude. Em 2 de janeiro de 1892, Maupassant tentou cometer suicídio cortando sua garganta e estava internado no célebre asilo privado do Dr. Esprit Blanche, em Passy, em Paris, onde morreu de sífilis em 6 de julho de 1893. Era um grande autor e sempre será lembrado como um dos maiores escritores franceses de todos os tempos. O primeiro surto registrado de Sífilis na Europa ocorreu em 1494/1495 em Nápoles, Itália, durante uma invasão francesa. Como foi disseminada por tropas francesas que retornaram dessa campanha, a doença ficou reconhecida como “mal francês”, e só em 1530 o termo “sífilis” foi aplicado pela primeira vez pelo médico e poeta italiano Girolamo Fracastoro. 

O agente causador, Treponema pallidum, foi identificado em 1905 por Fritz Schaudinn e Erich Hoffmann na clínica Charité em Berlim. O primeiro tratamento eficaz, Salvarsan, foi desenvolvido em 1910 por Sahachiro Hata no laboratório de Paul Ehrlich. Seguiu-se a introdução da penicilina em 1943. Muitas figuras reconhecidas, como Scott Joplin, Franz Schubert, Friedrich Nietzsche, Al Capone e Édouard Manet, acredita-se que tenham contraído a doença. O histórico da sífilis é bem estudado, mas a origem exatamente da doença só foi esclarecida quando evidências arqueológicas e genéticas demonstraram que ela se originou nas Américas. Duas hipóteses principais surgiram: uma, da década de 1950, propunha que a sífilis chegou à Europa pelas tripulações de Cristóvão Colombo como parte da Troca colombiana; a outra, dos anos 1930, sugeria que já existia na Europa, mas não havia sido reconhecida. A história das mentalidades representa do ponto de vista teórico um meio de compreensão dos mecanismos sócio históricos sobre um plano de fundo onde os conceitos elaboram-se a partir dos “estados mentais de grupos coletivos”. Desse modo, as manifestações que estão ligadas ao amar, lazer, morrer e viver num sentido de desvelar os discursos. 

Para além do óbvio visando uma interação entre o antropológico, a sociologia e a psicanálise. Em que a autoridade, tradição e passado está ligado à investigação multidisciplinar. Apesar de estudar o modo de agir e pensar do indivíduo a História das mentalidades estava ficando “fora de moda” e os historiadores não gostam de serem tratados e rotulados como “historiador do mental” e a partir de meados da década de 1980, na França, esse tipo de análise histórica já estava sendo reformulada, dando lugar a sua principal herdeira, a Nova História Cultural. Para compreender a história das mentalidades é preciso remontar aos séculos XIX e XX, onde conceitos estabelecidos pelo historiador Leopold von Ranke que idealizava uma história tradicional, política voltada à biografia dos reis, foi contestada mais tarde por Marc Bloch e Lucien Febvre que, em busca de uma história-problema e de uma história do cotidiano fundaram a “Revue des Annales”, em torno da qual se estabeleceu a chamada Escola dos Annales. A história das mentalidades teve como destaques principais dois historiadores que com suas obras mostraram o pensar e o agir na História do mental: Bloch editou “Os Reis Taumaturgos”, uma obra comparativa entre crença e autoridades dos Reis e Febvre publicou “O Problema do Ateísmo no Século XVI: a religião de Rabelais” onde defendia a tese da História representar uma forma de estudo interdisciplinar.

Na perspectiva abstrata da dimensão simbólica, da capacidade própria ao ser humano de fixar o vínculo social pela criação de sentido e de valores, em primeiro lugar, a unidade da condição humana implica diferenças nas relações de gênero tanto individuais (o sonho) quanto coletivas (os mitos, os ritos, os símbolos). De um lado, ela gera a diversidade cultural, de outro, acarreta a singularidade das maneiras pelas quais os indivíduos delas se apropriam. As percepções sensoriais, ou a experiência, e a expressão das emoções parecem irradiar da intimidade secreta do sujeito empregado por Nicolau Maquiavel (1469-1527), no caso da têmpera, entretanto, elas também são social e culturalmente modeladas. Os gestos que sustentam a relação social com o mundo e que colorem a presença não provêm, nem da pura e simples fisiologia, nem unicamente da psicologia: ambas se encrustam a um simbolismo corporal, segundo Le Breton (2019), que lhes confere sentido, nutrindo-se, ainda, da cultura afetiva que o sujeito vive à sua maneira, tendo em vista a sua capacidade de interpretar a realidade. Na perspectiva antropológica, os sentimentos e emoções não são estados absolutos, substâncias que se pode transpor de um indivíduo ou grupo a outro. 

Elas tampouco são, ao menos não exclusivamente, processos fisiológicos cujos segredos estariam contidos no corpo. Trata-se de relações, que, embora os sentimentos e emoções não sejam fenômenos unicamente fisiológicos ou psicológicos, eles não são deixados ao acaso ou à iniciativa pessoal de cada ator. Sua emergência e expressão corporal correspondem a convenções que não se distanciam da linguagem, mas, no entanto, que dela se distinguem. As emoções nascem de uma avaliação mais ou menos lúcida, como é comum na vida cotidiana, de um acontecimento presenciado por um ator social provido de sensibilidade própria. Elas são pensamentos em ação dispostas num sistema de sentido e de valores. Enraizadas numa cultura afetiva, elas também se exprimem mediante uma linguagem gestual e mímica que pode, em princípio, ser reconhecida pelos integrantes de seu meio social. A cultura afetiva, de acordo com a análise pontual de Le Breton, oferece os principais esquemas de experiência e de ação sobre os quais o indivíduo como um tecelão desenvolve a sua conduta de acordo com a sua história pessoal, seu estilo de vida e, notadamente, sua avaliação da situação. A emoção experimentada traduz a significação conferida pelo indivíduo às circunstâncias que nele ressoam. É pari passu uma atividade produtiva de conhecimento, uma construção social e, a qual se torna um fato pessoal mediante o estilo de vida particular do indivíduo real. Os sentimentos ou as emoções fazem parte de um sistema de sentidos e de valores próprios a um grupo social cujo bem-fundado, os principais organizadores de elo social, eles confirmam. O fundo biológico universal se declina social e culturalmente em modos por vezes análogos ou diversos.           

A natureza realiza-se somente na cultura que o acolhe. As particularidades da afetividade nas sociedades, as sensíveis divergências dos etos de uma época e de um lugar a outro, consoante as orientações coletivas são marcadas pela existência de emoções ou de sentimentos que não são traduzíveis sem erros grosseiros de interpretação para o vocabulário do outro grupo. A fidelidade aos significados visados implica a conservação do termo local para designar a singularidade do estado afetivo ou o recurso a explicações, a longas perífrases a fim de discernir com sutileza e precisão. Diversos etnólogos, segundo Le Breton, admitiram sua incapacidade de descrever a cultura afetiva da sociedade que estudam por causa da singularidade da mesma. Tal viés antropológico demonstra hic et nunc a relatividade cultural dos etos e o aplainamento das diferenças operado pela afirmação peremptória da universalidade emotiva e de sua expressão. O obstáculo da tradução remete a muitas diferenças de sentimentos entre uma sociedade ou época e outra. Além disso, cada estado afetivo se insere num conjunto de significados e de valores do qual depende e do qual pode ser desagregado sem romper seu enredo. Uma cultura afetiva forma um tecido estreito onde cada emoção é colocada em perspectiva no interior de um conjunto indissociável. Falar de emoções em absoluto, como, por exemplo, da raiva, do amor, da vergonha, etc., implica incorrer em etnocentrismo de forma mais ou menos clara, pois que propõe implicitamente um significado comum a diferentes culturas.

Os motivos da vergonha, por exemplo, podem ser estranhos ou desconhecidos para outras sociedades e suas consequências podem ser muito diferentes, assim, o sentimento afetivo assim denominado pode não ter nada em comum com o estado afetivo do indivíduo “envergonhado”, entre aspas para traduzir o fato de que ele somente pode ser realmente entendido no interior de um etos próprio.  O simbolismo conforma seu corpo e lhe possibilita compreender as modalidades corporais dos outros. Para desenvolver plenamente seu relacionamento social com o mundo, o homem demanda que a presença dos outros sobre ele reverbere. Neste sentido, o outro não é somente o “transformador” do homem da qualidade de infans para a de ator social, ele é também a condição de perpetuidade do simbolismo que o atravessa e do qual ele se serve para comunicar-se com os outros. O outro é a estrutura que organiza a ordem de significado do mundo. Ele relativiza, na falta de melhor expressão, “o não saber e o não perceber, pois o outro, para mim, introduz o sinal do não perceber naquilo que eu percebo, determinando-me a compreender o que eu não percebo, mas que é perceptível pelo outro.

Em todos esses sentidos, é sempre pelo outro que passa o meu desejo, e que o meu desejo recebe um objeto. O que eu desejo é o que é visto, pensado, possuído por um possível outro. Eis o fundamento de meu desejo. É sempre o outro que pondera o meu desejo sobre um objeto. A partir do comportamento desta ordem de significação, nunca estamos sozinhos em nosso corpo. Esse se revela uma superfície e uma espessura de inscrição cuja forma e sentido são delineadas pelas injunções culturais que se apõem.  De outro ponto de vista, ainda que eurocentrista, entendemos que o tema central da teoria moral de Marx é: como realizar a liberdade humana. Isso significa que ele tem de investigar não só os obstáculos criados pelo homem – ou seja, autoimpostos – à liberdade na forma dada de sociedade, mas também a questão geral da natureza e das limitações da liberdade como liberdade humana. O problema da liberdade emerge na forma de tarefas práticas no curso do desenvolvimento humano e apenas mais tarde, de fato muito mais tarde, segundo Mészáros (2006: 149) podem os filósofos elevá-lo ao nível da abstração. Assim, a verdadeira questão é a liberdade humana, não um princípio abstrato chamado “liberdade”. 

E como o caráter específico de tudo é ao mesmo tempo a “essência” (poder, potencial, função) daquela determinada coisa bem como o seu limite, chegaremos então ao fato de que a liberdade humana não é a transcendência das limitações (caráter específico) da natureza humana, mas uma coincidência com elas. Em outras palavras, a liberdade humana não é a negação daquilo que é especificamente natural no ser humano – uma negação em favor do que parece ser um ideal transcendental – mas, pelo contrário, sua afirmação. Os ideais transcendentais – no sentido em que transcendental significa a superação das limitações inerentemente humanas – não têm lugar no sistema de Marx. Ele explica seu aparecimento em sistemas filosóficos anteriores como resultado de uma suposição a-histórica, socialmente motivada, de certos absolutos. Um exemplo: se o economista político do século XVIII funda suas teorias na “natureza humana”, identificada com o egoísmo, o filósofo moral que é sua contrapartida, como no caso de Adam Smith, pode ser a mesma pessoa, irá completar o quadro superpondo a esse “homem egoísta” a imagem ideal transcendental. Não deixa de ser significativo que Immanuel Kant tenha sido influenciado por Adam Smith. Uma forma de atividade generalizada que tomou lugar na vida social não pode, evidentemente, permanecer tão desregulamentada, em seu desempenho e atividade, sem que disso resulte os impactos sociais sobre a divisão do trabalho e as mais profundas perturbações. Mas sofrer no trabalho não é uma fatalidade.

É, em particular, como decorre e testemunhamos, uma fonte de desmoralização geral real. Pois, precisamente porque as funções econômicas absorvem o maior número de cidadãos, para o pleno desenvolvimento da vida social, há uma multidão de indivíduos, como dizia Freud, cuja vida transcorre quase toda no meio industrial e comercial; a decorrência disso é que, como tal meio é pouco marcado pela moralidade, a maior parte da existência transcorre fora de toda e qualquer ação moral. A tese funcionalista expressa na pena de Émile Durkheim (2010), como uma espécie de antídoto da civilização, e que o sentimento do dever cumprido se fixe fortemente em nós, é preciso que as próprias circunstâncias em que vivemos permanentemente desperto. A atividade de uma profissão só pode ser regulamentada eficazmente por “um grupo próximo o bastante dessa mesma profissão para conhecer bem seu funcionamento, para sentir todas as suas necessidades e poder seguir todas as variações destas”. O único grupo que corresponde a essas condições é o que seria formado por todos os agentes de uma mesma condição reunidos num mesmo corpo. E que a sociologia durkheimiana conceitua de corporação ou grupo profissional. É na ordem econômica que o grupo profissional existe tanto quanto a moral profissional. Não sem razão, com a supressão das antigas corporações, não se fizeram mais que tentativas fragmentárias e incompletas para reconstituí-las em novas bases sociais.

Os únicos agrupamentos dotados de permanência são os que se chamam sindicatos, seja de patrões, seja de operários. Historicamente, temos aí in statu nascendi o começo e o princípio ético de uma organização profissional, mas ainda de forma rudimentar. Isto porque, em primeiro lugar, um sindicato é uma associação privada, sem autoridade legal, desprovida, por conseguinte, de qualquer poder regulamentador. O número deles é teoricamente ilimitado, mesmo no interior de uma categoria industrial; e, como cada um é independente dos outros, se não se constituem em federação e se unificam, não há neles nada que exprima a unidade da profissão em seu conjunto de práticas e saberes sociais. Não só os sindicatos de patrões e de empregados são distintos uns dos outros, o que é legítimo e necessário, como não há entre eles contatos regulares. Não existe organização comum que os aproxime sem fazê-los perder sua individualidade e na qual possam elaborar em comum uma regulamentação que, estabelecendo suas relações mútuas, imponha-se a ambas as partes com a mesma autoridade; por conseguinte, é sempre a “lei dos mais forte” que resolve os conflitos sociais, e o estado de guerra subiste inteiro. Salvo no caso de seus atos pertencentes à esfera moral comum estão na mesma situação. A tese sociológica conforma: para que uma moral e um direito profissionais possam se estabelecer nas diferentes profissões, é necessário, pois, que a corporação, em vez de permanecer um agregado confuso e sem unidade, se torne, ou antes, volte a ser, um grupo definido, organizado, uma instituição pública.

Seu nome em italiano é Cristóforo Colombo, em latim Christophorus Columbus e em espanhol, Cristóbal Colón. Este antropónimo inspirou o nome de, pelo menos, um país, Colômbia e duas regiões da América do Norte: a Colúmbia Britânica no Canadá e o Distrito de Colúmbia nos Estados Unidos da América. Entretanto o Papa Alexandre VI escrevendo em latim sempre chamou ao navegador pelo nome de Christophorum Colon com significado de Membro e nunca pelo latim Columbus com significado de Pombo. Colombo é creditado como o primeiro explorador europeu a estabelecer e documentar rotas comerciais para as Américas, apesar de ter sido precedido cinco séculos por uma expedição viquingue liderada por Leif Erikson no século XI. As viagens de Cristóvão Colombo abriram caminho para um período de contato, expansão, exploração, conquista e colonização do continente americano pelos Europeus pelos próximos séculos. Essas viagens e expedições trouxeram várias mudanças e desenvolvimentos na história moderna do conturbado Mundo Ocidental. Entre várias outras coisas, impulsionou, por exemplo, o comércio atlântico de escravos. Colombo é acusado por diversos historiadores de iniciar e incitar o genocídio e repressão cultural dos povos nativos na América. O próprio Colombo viu suas conquistas sob a luz de expandir a religião cristã. Ele foi também acusado, até por contemporâneos, de “comportamento tirânico, corrupção e vários crimes contra os nativos indígenas, como espancamentos, torturas, saques e estupros”.

Há denúncias sobre como a chegada/invasão de Colombo ao Novo Mundo esteve ligada à perseguição, agressão, estupro e morte de nativas, consequência da subvalorização e desconhecimento da humanidade dos povos nativos. Essas reavaliações de seus feitos fizeram com que a visão dos acadêmicos e historiadores sobre Colombo ficasse um tanto quanto negativa com o passar do tempo. Na biografia História del Almirante Don Cristóbal Colón escrita pelo filho, este obscureceu a pátria e origem de Colombo, afirmando que o pai não queria que fossem conhecidas tais informações, enumerando várias cidades italianas, em especial lígures, que disputavam tal glória. No livro Pedatura Lusitana, um nobiliário de famílias de Portugal, Cristóvão Colombo é apresentado como um homem natural de Gênova, junto aos seus dois irmãos, Bartolomeu Colombo e Diogo Colombo. Também é possível observar que no documento é relatado o seu casamento com uma mulher portuguesa chamada D. Filipa Muniz de Melo. Em Espanha Colombo invariavelmente foi considerado como estrangeiro, lamentando-se de como essa situação o prejudicava em alguns dos documentos que escreveu. Esteve constantemente em contacto com italianos, e neles depositava a sua confiança. Mas “as regras do tempo mostram-nos que um plebeu nunca se casava com uma nobre, pelo que a origem de Colombo é assaz duvidosa”.               

Apesar do esforço desenvolvido na investigação da vida do navegador, ainda restam algumas incertezas, ou fantasias nacionalistas ou ideológicas. Um dos principais problemas apresentados é o da pátria do navegador, e embora este assunto não seja de interesse primário, a importância que lhe tem sido dada e a sua constante atualidade obrigam a que se lhe faça menção. Em 2020, achou-se na Península de Yucatán um esqueleto de 30 anos, datado de mais de 9.900 anos, com peritonite por treponema, doença relacionada à sífilis. Filogenias de 2008 e 2024 apontam origem americana de cerca de 9.000 anos, reforçando evidências arqueológicas e o registro histórico que vincula a chegada da sífilis ao retorno das tripulações de Colombo. A sífilis é a mais letal das treponematoses em adultos. As outras, bejel, frambésia e pinta, são doenças endêmicas da infância, geralmente não fatais, mas desfigurantes. Confundia-se com lepra, elefantíase e escabiose, entre outras. Por isso, ganhou o apelido de “o grande imitador”, sem nome próprio por longos períodos. Historiadores e paleopatólogos debatem se ela chegou com Colombo ou já existia na Europa, dando origem às hipóteses “colombiana” e “pré-colombiana”. Estudos de Marylynn Salmon demonstram que deformidades típicas de sífilis aparecem historicamente em iluminuras medievais, comparáveis a registros médicos modernos. 

Uma deformidade típica, o nariz em sela, e marcas de ptose e incisivos de Hutchinson aparecem em iluminuras de flagelantes e algozes de Cristo, indicando referência a sífilis, mas faltam citações diretas. É intrigante que tratados médicos medievais evitem descrever a sífilis, talvez por confundi-la com outras doenças ou por omissão, pois revelar associação com elites sociais poderia provocar escândalo. Estudos em Castela sugerem esforços de ocultação pela nobreza. Termos como “morbus curialis”, “mal de cour” e “doença da realeza” refletem essa vinculação. Alfred Crosby sugeriu em 2003 que linhagens treponêmicas ancestrais podem ter migrado com humanos pelo estreito de Bering e, em 1490, evoluído para sífilis venérea e não venérea sob novas condições ecológicas. Outra versão afirma que forma não venérea similar à frambésia foi trazida por Colombo e deu origem à sífilis. O primeiro surto europeu bem documentado ocorreu em 1495 entre tropas francesas invasoras da Itália. A transmissão pode ter ocorrido via mercenários espanhóis a serviço de Carlos VIII da França. Conforme relata Jared Diamond, “Quando a sífilis foi definitivamente registrada em 1495, suas pústulas cobriam o corpo da cabeça aos joelhos, faziam a carne cair dos rostos e levavam à morte em poucos meses”. O padrão epidemiológico sugere doença nova ou mutante. Pesquisas variam entre a teoria colombiana e a pré-colombiana; muitos tripulantes de Colombo teriam servido depois ao exército de Carlos VIII, espalhando a doença por toda a Europa, causando até cinco milhões de mortes.

Estudos genéticos indicam que bactérias tropicais não venéreas teriam mudado de forma na Europa com maior letalidade. A sífilis foi grande matadora no Renascimento. Em 1539, Ruy Díaz de Isla estimou mais de um milhão de infectados e originou a teoria de Hispaniola. Estudo de 2020 estimou que mais de 20% dos indivíduos de 15–34 anos em Londres no final do século XVIII foram tratados para sífilis. O nome sífilis foi caracterizado por Girolamo Fracastoro (1478-1553), um médico, matemático, geógrafo e poeta italiano, em seu poema latino Syphilis sive morbus gallicus (1530), “Sífilis ou Doença Francesa”, e usado em seu tratado De Contagione et Contagiosis Morbis (1546). Antes, na Itália, Malta, Polônia e Alemanha, era “mal francês”; na França, “doença italiana”; nos Países Baixos, “doença espanhola”; na Rússia, “doença polonesa”; e no Império Otomano, “doença cristã” ou “frengi”. No século XVI, “grande pústula” diferenciava da varíola. Também se usou “[lues]” ou “lues venérea”, e “doença de Cupido”. Na Escócia, “Grandgore” ou “Spanyie Pockis”. Soldados britânicos em Portugal chamavam as úlceras de “The Black Lion”. Sem cura eficaz, recorriam a sangrias, laxantes e banhos de vinho, ervas ou azeite. Ibn Sina recomendou mercúrio na lepra (1025); Paracelso o aplicou à sífilis. Sommariva, em 1496, talvez tenha sido o primeiro. Aplicava-se por pele, emplastro, ingestão ou fumigação em tabernáculos. Visava salivação; causava úlceras gengivais e perda dentária. Persistiu até o século XIX.

O Grupo de Estudos de Cidades Globais da Universidade de Loughborough avaliou Chicago como uma “cidade global alfa”. Em uma pesquisa de 2010 feita pela Foreign Policy e a A.T. Kearney, Chicago foi classificada na sexta posição, logo depois de Paris e Hong Kong. A classificação avalia cinco dimensões: o valor do mercado de capitais, a diversidade do capital humano, os recursos de informação internacionais, os recursos internacionais culturais e a influência política. Chicago foi classificada pela revista Forbes como a quinta cidade mais economicamente poderosa do mundo. Chicago é um reduto do Partido Democrata e foi o lar de muitos políticos influentes, incluindo o ex-presidente Barack Hussein Obama II é um advogado e político norte-americano que serviu como o 44º presidente da República de 2009 a 2017, sendo o primeiro afro-americano a ocupar o cargo. A notoriedade da cidade expressa na cultura popular é encontrada em romances, peças teatrais, filmes, músicas, revistas de esportes, entretenimento, negócios, comércio e acadêmicas, e nos meios de comunicação. Chicago tem apelidos que refletem as impressões e opiniões históricas e contemporâneas sobre Chicago. Os nomes mais reconhecidos incluem: “Chi-town”, “Windy City” e “Second City”. Chicago também tem sido chamada de “a mais americana das grandes cidades”.

            Ipso facto no caso cinematográfico Martin Vail é um arrogante advogado de defesa de Chicago, reconhecido por defender “clientes indesejáveis”, porém de “alto perfil”, incluindo o suposto chefe da máfia Joey Piñero. Vail era anteriormente promotor público, mas, após perceber que era uma carreira sem futuro, tornou-se advogado de defesa. Apreciador dos holofotes, Vail é tema de uma matéria de capa de revista e, em seguida, tenta reatar um relacionamento casual com uma ex-colega, a promotora Janet Venable. O arcebispo Rushman, muito querido pelo público, é encontrado assassinado e mutilado em seu quarto. Aaron Stampler, um coroinha de 19 anos do Kentucky, é preso enquanto fugia do local coberto de sangue e, posteriormente, acusado de assassinato. Vail se oferece para defendê-lo gratuitamente. O tímido e gago Aaron alega ser inocente, mas sofre de amnésia e não consegue se lembrar do que aconteceu durante o assassinato. Ele afirma que havia uma terceira pessoa no quarto. Vail acredita em Aaron, enquanto o promotor, John Shaughnessy, designa Venable para conduzir o caso e buscar a pena de morte. No apartamento de Aaron, o investigador de Vail, Tommy Goodman, é atacado por outro coroinha, Alex, que foge. A neuropsicóloga Dra. Molly Arrington entrevista Aaron sobre sua infância difícil, seus lapsos de memória e o desaparecimento de sua namorada, Linda.

Com a ajuda de Piñero, Vail descobre que líderes cívicos influentes, incluindo Shaughnessy, perderam milhões em investimentos imobiliários devido à decisão de Rushman de não desenvolver terrenos pertencentes à igreja, incluindo uma clínica gratuita administrada por Piñero. Uma passagem ligada a A Letra Escarlate foi tatuada no peito de Rushman, o que a polícia interpreta como o motivo do assassinato e uma denúncia de que o arcebispo era hipócrita. Vail e Goodman encontram Alex, que afirma estar procurando uma fita de Video Home System incriminatória no apartamento de Aaron. É um padrão comercial para consumidores de gravação analógica em fitas de videoteipe. O sistema foi desenvolvido pela Japan Victor Company. Foi o formato de vídeo doméstico dominante durante as décadas de 1970, 1980, 1990 e 2000. Ao retirar a fita do armário do arcebispo na cena do crime, e, portanto, não a registrar corretamente na cadeia de custódia, Vail e sua equipe descobrem imagens gravadas pelo arcebispo nas quais ele coage Aaron, Linda e Alex a praticarem atos sexuais. Vail e sua equipe presumem que Rushman ameaçou os jovens com o despejo da casa de acolhimento, fornecendo um motivo evidente para Aaron assassinar Rushman. Vail confronta Aaron furiosamente sobre o ocultamento de informações, mas ele nega as acusações, ficando cada vez mais angustiado à medida que Vail continua a pressioná-lo.

O comportamento de Aaron muda abruptamente de deferente para agressivo, e ele repreende Vail por “assustá-lo”. Essa personalidade violenta, que se apresenta como Roy, admite ter matado o arcebispo, mas ameaça Vail para que não apresente a gravação no julgamento. De repente, ele retorna à personalidade dócil de Aaron, sem qualquer lembrança do episódio. O Dr. Arrington conclui que Aaron sofre de transtorno dissociativo de identidade causado por anos de abuso tanto por seu pai quanto, posteriormente, por Rushman. Vail fica em conflito, sabendo que poderia absolver seu cliente alegando insanidade, mas não pode legalmente mudar sua estratégia no meio do julgamento. Vail entrega as provas anonimamente a Venable, forçando-a a usar a gravação no tribunal como prova do motivo de Aaron, correndo o risco de prejudicar a imagem do arcebispo e gerar simpatia por Aaron. Shaughnessy exige que ela destrua as provas, mas ela se recusa e as apresenta no tribunal. Piñero é encontrado assassinado, e Vail surpreende o tribunal ao chamar Shaughnessy como testemunha. Vail sugere que guardava ressentimento do arcebispo por este ter impedido o negócio imobiliário de 60 milhões de dólares e o acusa de ocultar provas anteriores da predileção sexual do arcebispo e de ser cúmplice na morte de Piñero. A juíza intervém e multa Vail por usar o tribunal para suas vinganças pessoais. Ela também desconsidera o depoimento do Dr. Arrington, por considerá-lo muito próximo de uma alegação de insanidade.               

Vail chama Aaron ao banco das testemunhas, provocando-o intencionalmente para que ele se transforme em Roy, que grita obscenidades e agride Venable. A juíza dispensa o júri e decide realizar um julgamento sem júri para declarar Aaron inocente por motivo de insanidade. Vail informa Aaron que ele será internado em um hospital psiquiátrico para tratamento e provavelmente liberado. Quando Aaron expressa remorso por ter ferido o pescoço de Venable, Vail percebe que Aaron estava ciente de seus atos durante o ataque, contradizendo sua suposta amnésia. Aaron elogia a advogada por sua perspicácia; ele se vangloria de ter assassinado Linda e Rushman sem remorso e revela que nunca houve um “Aaron”. Vail deixa o tribunal por uma porta dos fundos, atônita e desiludida. Diversas personalidades da televisão de Chicago fizeram participações especiais interpretando a si mesmas ao apresentarem reportagens sobre o caso, incluindo Diann Burns e Linda Yu da WLS, Mary Ann Childers, Lester Holt e Jon Duncanson da WBBM-TV, e Bob Jordan e Randy Salerno da WGN-TV. A Paramount queria Leonardo DiCaprio como Aaron Stampler; ele recebeu a oferta, mas recusou por achar o roteiro “problemático”.

Testes de elenco foram realizados na Califórnia e na Inglaterra, onde 2.100 atores foram avaliados para o papel de Aaron, incluindo Matt Damon, James Van Der Beek, e Pedro Pascal. Connie Britton recusou o papel de Naomi, que acabou ficando com Maura Tierney. Primal Fear foi filmado em diversas locações, incluindo Chicago, Illinois, Keystone, Virgínia Ocidental e Los Angeles, Califórnia. O filme também utilizou os estúdios da Paramount em Hollywood para algumas cenas. As filmagens ocorreram entre 28 de abril de 1995 e 12 de julho de 1995. A banda sonora inclui o fado português “Canção do Mar” cantado por Dulce Pontes. O filme foi lançado em 5 de abril de 1996 e estreou em primeiro lugar, permanecendo lá por três semanas consecutivas. Arrecadou US$ 56,1 milhões nos Estados Unidos e US$ 46,5 milhões internacionalmente, totalizando uma bilheteria mundial de US$ 102,6 milhões. O filme foi lançado em VHS e LaserDisc em 15 de outubro de 1996. Em 21 de outubro de 1998, foi lançado em DVD. A Paramount lançou Primal Fear em Blu-ray em 10 de março de 2009. 

O Blu-ray inclui uma faixa de comentários em áudio do diretor Gregory Hoblit, da roteirista Ann Biderman, do produtor Gary Lucchesi, do produtor executivo Hawk Koch e da diretora de elenco Deborah Aquila, bem como os extraordinários vídeos “Primal Fear: The Final Verdict”, “Primal Fear: Star Witness - Casting Edward Norton” e “The Psychology of Guilt”. A estreia de Edward Norton no cinema foi aclamada pela crítica, rendendo-lhe o Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante em Cinema, além de uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. O site agregador de críticas Rotten Tomatoes reporta uma taxa de aprovação de 77% com base em 48 críticas, com uma classificação média de 6,8/10. O consenso dos críticos do site diz: “Primal Fear é um thriller direto, porém divertido, elevado por uma atuação brilhante de Edward Norton”. O Metacritic, que usa uma média ponderada, lista o filme com uma pontuação média ponderada de 47/100 com base em 18 críticos, indicando “críticas mistas ou medianas”. O público pesquisado pelo CinemaScore atribuiu ao filme uma nota média de B+ em uma escala de A+ a F.  Janet Maslin, do The New York Times, escreveu que o filme tem um “bom charme superficial”, mas “a história depende de uma sobrecarga de subtramas tangenciais para parecer movimentada”. Roger Ebert, do Chicago Sun-Times, deu a Primal Fear três estrelas e meia, escrevendo que “o enredo é tão bom quanto o de filmes policiais, mas o filme é realmente melhor do que o seu enredo por causa dos personagens tridimensionais”. Ebert descreveu a atuação de Gere como uma das melhores de sua carreira, elogiou Linney por se destacar do que poderia ter sido um personagem estereotipado e aplaudiu Norton por oferecer uma interpretação “completamente convincente”.

Bibliografia Geral Consultada.

VOVELLE, Michel, Ideologies et Mentalités. Paris: Éditions François Maspéro, 1982; Idem, Le Mort et l’Occident de 1300 à Nous Jours, à Paraître fin 1982. Paris: Éditions Gallimard, 1982; VINCENTE-BUFFAULT, Anne, História das Lágrimas: Séculos XVIII-XIX. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1988; DELUMEAU, Jean, História do Medo no Ocidente: 1300-1800, Uma Cidade Sitiada. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 1989; BLOCH, Marc, Os Reis Taumaturgos. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 1993; SALLMANN, Jean-Michel, “Santi Patroni e Protezione Collettiva”. Santi Barocchi: Modelli di Santità, Pratiche Devozionali e Comportamenti Religiosi nel Regno di Napoli dal 1540 al 1750. Lecce: Argo Ediciones, 1996; FURET, François, A Oficina da História. Lisboa: Editora Gradiva, 1991; VERNANT, Jean-Pierre, O Universo, os Deuses, os Homens. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2000; BAILYN, Bernard, As Origens Ideológicas da Revolução Americana. Bauru: Editora da Universidade Sagrado Coração, 2003; MÉSZÁROS, István, O Poder da Ideologia. São Paulo: Boitempo Editorial, 2004, especificamente cap. 3 - Política e Ideologia, pp. 143-239; DOBB, Maurice Herbert, Estudios sobre el Desarrollo del Capitalismo. Ciudad de México: Siglo XXI Editores, 2005; CASETTI, Federico Francesco, Cómo Analizar un Film. Barcelona: Ediciones Paidós, 2007; MACKENZIE, Debora, “Columbus blamed for spread of syphilis”. In: New Scientist, 15 de janeiro de 2008; DURKHEIM, Émile, Da Divisão do Trabalho Social. 4ª edição. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2010; SCARAMBONI, Bruna Aline, Além de Freud: Um Estudo sobre a Relação entre a Sociologia de Norbert Elias e a Psicanálise Freudiana. Dissertação de Mestrado. Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. São Paulo: Universidade Federal de São Paulo, 2015; COURTINE, Jean-Jacques, História do Rosto: Exprimir e Calar as Emoções (do século 16 ao começo do século 19). Petrópolis (RJ): Editoras Vozes, 2016; LE BRETON, David, Antropologia das Emoções. Petrópolis (RJ): Editoras Vozes, 2019; LEPORE, Jill, Estas Verdades: A História da Formação dos Estados Unidos. 1ª edição. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2020; Artigo: “Célébrités Âgées Aujourd’hui: Découvrez Comment Elles Vivent Leur Vie”. Disponível em: https://www.tipgalore.com/10/21/2025; GUERRA, Gustavo Tatis, “La Invisible Maravilla”. In: El Diário Madrid, 11 de março de 2026; entre outros.

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