“Os homens efetivamente precisam de mitos, mas não para comandar sua vida social”. Norbert Elias
A história social, também chamada de “história vista de baixo”, é um campo de conhecimento da história que analisa a experiência vivida no passado. Os historiadores que escrevem sobre história social são chamados de historiadores sociais. A história social ganhou destaque na década de 1960, disseminando-se a partir de correntes de pensamento no Reino Unido e na França que postulavam que a visão da história centrada no chamado “Grande Homem” era imprecisa por não explicar adequadamente como as sociedades mudavam. Em vez disso, os historiadores sociais buscavam demonstrar que a mudança surgia de dentro da sociedade, complexificando a crença popular de que líderes poderosos eram a fonte do dinamismo. Embora a história social tenha se originado da visão marxista da história, a virada cultural e a virada linguística levaram à expansão dos níveis de análises, bem como ao surgimento de outras abordagens para a história social, incluindo uma abordagem liberal social e uma abordagem mais ambígua da teoria crítica. Em sua “era de ouro”, foi um campo analítico importante nas décadas de 1960 e 1970 entre os jovens historiadores, e ainda está bem representado nos departamentos de história da Grã-Bretanha, Canadá, França, Alemanha e Estados Unidos da América. Nas duas décadas de 1975 a 1995, a proporção de professores de história em universidades norte-americanas que se identificavam com a história social aumentou estatisticamente de 31% para 41%, enquanto, comparativamente, a proporção de historiadores políticos caiu de 40% para 30%.
Nos departamentos de história de universidades britânicas e irlandesas em 2014, dos 3410 membros do corpo docente que responderam, 878 (26%) se identificavam com a história social, enquanto a história política vinha em seguida com 841 (25%). Existe uma distinção importante entre a velha história social e a nova história social que existe naquilo que são agora subcampos da história social que antecedem a década de 1960. Edward Paul Thompson (1924-1993) identificou a história do trabalho como a principal preocupação dos novos historiadores sociais devido às suas “narrativas whigs”, como o termo “movimento operário”, que, segundo ele, sugere erroneamente a progressão constante em direção a um futuro perfeito. A velha história social incluía inúmeros tópicos que não faziam parte da historiografia dominante, que então se dividia, grosso modo, em história política, militar, diplomática, constitucional, história de grandes homens e história intelectual. Era uma miscelânea sem um tema central e frequentemente incluía movimentos políticos, como o populismo, que eram "sociais" no sentido de estarem fora do sistema de elite. A visão popularmente reconhecida é que uma nova história social surgiu na década de 1960 com a publicação extraordinária de The Making of the English Working Class (1963), de Thompson. Escrevendo em 1966 no The Times Literary Supplement, Thompson descreveu sua abordagem como “história de baixo para cima” e explicou que ela havia vindo de desenvolvimentos anteriores dentro da Escola dos Annales francesa.
Segundo C.J. Coventry, uma nova história social surgiu na década de 1930 na Universidade de Cambridge com o Grupo de Historiadores do Partido Comunista. Citando as reflexões de Eric Hobsbawm, contemporâneo de Thompson e também membro do Grupo de Historiadores, Coventry demonstra que a nova história social popularmente associada à “história vista de baixo” de Thompson foi, na verdade, um renascimento consciente do materialismo histórico por jovens intelectuais marxistas britânicos sob a tutela do economista de Cambridge Maurice Dobb. Nesse caso, o texto fundamental da história social é O Dezoito Brumário de Luís Bonaparte (1852), de Karl Marx, que se destaca pelo emprego do método de análise dialético revelando uma conjuntura histórica do coup d`État francês, por sua abordagem política abrangente da sociedade e pela consideração das pessoas comuns. Contudo, foi somente na década de 1960 que a história social ganhou popularidade e a produção acadêmica floresceu. Foi então que, segundo Thompson, “a história social realmente surgiu, com os historiadores refletindo sobre suas preocupações aristocráticas e de classe média, sua veneração pelas elites (em especial os Grandes Homens), suas tendências moralizantes protestantes e misantrópicas”. Existem muitas definições a maioria delas restritas a historiografias nacionais. A definição mais consequente de história social é a de E. P. Thompson. Sua abordagem de “história a partir de baixo” é uma tentativa de revelar o social através do qual ocorrem mudanças em larga escala.
Edward Palmer Thompson
(1924-1993) foi provavelmente o historiador marxista de maior repercussão nas
lutas operárias ocorridas no continente europeu no século XX. Seu livro A
Formação da Classe Operária Inglesa é reconhecido como clássico da
historiografia marxista. Como humanista foi dedicado ativista da paz, tendo
atuado no British Peace Committee e lutado contra as guerras da Coréia, Quênia,
Malásia, Chipre e Argélia. Ingressou no Partido Comunista durante a 2ª guerra
mundial (1939-1945). Após a revolta na Hungria deixou o Partido e fundou a
revista socialista humanista New Reasoner que após fundir-se com outra
publicação deu origem ao New Left Review. Em sua démarche para pôr fim a
Guerra Fria (1947-1991), Thompson passou uma década como “um embaixador
itinerante no circuito internacional da paz”. Thompson nasceu na cidade de
Oxford, na Inglaterra, em uma família de missionários metodistas, o que lhe
possibilitou o contato social com a religião, a diversidade cultural e a
“marginalidade de massa”, as quais podem ter influenciado as suas convicções.
Seus anos de formação prática e teórica foram realizados no colégio Corpus
Christi, em Cambridge, estabelecido em 1352 pela Guild of Corpus Christi
e pela Guild of the Blessed Virgin Mary o que significa que é o sexto
College mais antigo em Cambridge, época em que, aos 17 anos de idade se tornou militante,
entendido como aquele membro que está em exercício ativo, desempenhando uma
atividade dentro do Communist Party of Great Britain (CPGB).
O partido comunista foi
criado em 1920 após a fundação da Terceira Internacional (1919), como fruto das
tentativas maiores de estabelecer Partidos Comunistas pelo mundo globalizado. O
CPGB foi formado pela união de vários partidos marxistas: o Partido Socialista
Britânico, o Grupo de Unidade Comunista do Partido Trabalhista Britânico e a
Sociedade Socialista Sul-Galesa. Sendo eleito Arthur McManus (1889-1927) como
primeiro presidente do partido. Após a dissolução da União das Repúblicas
Socialistas Soviéticas no ano 1991, a última presidente do partido comunista,
Nina Claire Temple. Nasceu em Westminster, Londres, filha de Barbara J.
(Rainnie) e Landon Roy Temple. Nascida em uma família comunista, seu pai
dirigia a Progressive Tours e era membro do Partido Comunista da
Grã-Bretanha, ela se juntou à Young Communist League quando tinha 13
anos, mais tarde protestando em Londres contra a Guerra do Vietnã (1955-1975). No final dos anos 1970, ela foi secretária
geral da Liga dos Jovens Comunistas e se tornou um membro proeminente do
agrupamento eurocomunista dentro do partido. Ela se tornou membro do Executivo
do CPGB em 1979, e depois membro do Comitê Político em janeiro de 1982. Foi
assessora de imprensa e publicidade de janeiro de 1983 a 1989, quando se tornou
a última secretária geral do partido em janeiro de 1990, aos 33 anos. Ela
prometeu torná-lo “feminista e verde, bem como democraticamente socialista”.
Temple tornou-se um dos proponentes da dissolução do PCGB em novembro 1991 e
da fundação de seu sucessor legal, o Democrata. Esquerda.
Edward Palmer Thompson formou-se em história na Universidade de Cambridge, em 1946. No interior da universidade, constituiu um núcleo de pensamento social e estudos em torno dos Marxistas Humanistas, integrado por historiadores notáveis como Christopher Hill, Raymond Willians, Raphael Samuel, John Saville, Eric Hobsbawm, Dorothy Thompson, entre outros. A convivência com esse grupo magnífico de intelectuais despertou nele o interesse social e o desejo real de se tornar um historiador profissional da classe operária. Edward Thompson não fez carreira acadêmica tradicional, mas lecionou como professor convidado em diversas universidades. Aos 24 anos, foi admitido na Universidade de Leeds, onde atuou como docente em cursos “não acadêmicos”, mas que historicamente e de certa forma estes cursos passaram a ser chamados erroneamente “cursos de extensão”, cujas aulas eram frequentadas por homens e mulheres comuns, trabalhadores de diversos ofícios profissionais quando ele teve na educação de trabalhadores adultos a sua forma privilegiada de inserção propriamente educacional. Ele conquistou espaço e lugar para poder lecionar por considerável tempo e espaço singular em diversas Universidades. Mas sua experiência acadêmica mais gratificante ocorreu na Universidade de Leeds, quando se dedicou perfeitamente à elaboração de cursos noturnos especificamente para a formação da classe trabalhadora.
A história da Universidade está ligada com o desenvolvimento de Leeds como um centro de indústria têxtil na Era Vitoriana. Suas raízes remontam ao século XIX, e antes na educação superior, somente quatro universidades: Oxford, Cambridge, London e Durham na Inglaterra. A universidade tem origem em 1824 quando o Instituto de Mecânica de Leeds foi fundado. O instituto mais tarde passou a se chamar Instituto de Ciência, Arte e Literatura de Leeds e em 1927 mudou de nome para Colégio de Tecnologia de Leeds. Em 1970, o colégio se uniu com o Colégio de Comércio de Leeds, fundado em 1845, parte do Colégio de Arte de Leeds, fundado em 1846 e o Colégio de Educação e Economia Doméstica de Yorkshire, fundado em 1874, formando a extraordinária Politécnica de Leeds. Em 1976, o Colégio de James Graham e o Colégio de Educação da Cidade de Leeds, fundado em 1907 como parte do Colégio de Treinamento da Cidade de Leeds, se uniram a Politécnica de Leeds. Em 1987, a Politécnica de Leeds se tornou um dos membros fundadores do Northern Consortium. Após o Further and Higher Education Act passar a valer com a legitimidade da burocracia institucionalmente em 1992, a Politécnica de Leeds se tornou Universidade Metropolitana de Leeds, com o direito de conceder graus acadêmicos. Em 1998, a universidade uniu-se ao Colégio de Harrogate, estabelecendo o campus de Harrogate até 2008 quando o colégio se uniu ao Colégio de Hull. Em 2008, a universidade criou uma petição para mudar nominalmente para Universidade de Leeds Carnegie; eventualmente desistiram da mudança regimental. Em 2009 uma parceria com a Universidade da Flórida do Norte foi criado um programa de intercâmbio de estudantes. A universidade tem um Acordo com o Colégio de Bradford para validar graus acadêmicos para o colégio. O nome é recente e adotado em setembro de 2014.
Desta experiência, ao lado de Raymond Williams e Richard Hoggart (cf. Cunha, 2014), nasceram as raízes teóricas dos “estudos culturais”, profunda imersão sobre a natureza da pedagogia, pretendendo, com estas “mediações complexas” sobre a educação, possibilitar a transcendência dos padrões culturais representados pela elite social e política. A transição de uma escola pública frequentada por filhos do operariado para uma grammar School era um sinal de mudança, porque significaria, desde logo, que Hoggart iria frequentar, um dia, uma universidade. O futuro financiamento através de uma bolsa da LEA permitiria que Hoggart viesse a integrar o Departamento de Inglês na Universidade de Leeds, tornando-se aluno de Bonamy Dobrée, amigo pessoal do poeta inglês Thomas S. Eliot. Depois de servir na II Guerra Mundial, no Norte de África e em Itália, onde ensinou os soldados que aguardavam pela desmobilização, Hoggart juntou-se ao Departamento de Extra-Mural Studies da Universidade de Hull, onde permaneceu até 1959, como “tutor de educação para adultos”. O declínio cultural na classe trabalhadora do pós-guerra diagnosticado e criticado na sua obra coloca-o no quadro de pensamento teórico da tradição em torno do tema “Cultura e Sociedade”, cartografada por Raymond Williams que desta parceria multidisciplinar elaborou o mapa dessa tradição, de 1780 a 1950, de Edmund Burke a George Orwell, com base no princípio segundo o qual a ideia moderna de cultura surgiu no pensamento inglês com a Revolução Industrial, e sendo, portanto, classe, cultura, indústria, democracia e arte coordenadas que são inseparáveis. Segundo Patrick Brantlinger, Hoggart encontra-se na tradição “cultura & sociedade”, na temporalidade empirista britânica etnográfica, onde se incluem Henry Mayhew, Charles Dickens, Benjamin Disraeli, Elizabeth Gaskell e Friedrich Engels.
Edward Thompson
desejava estabelecer uma rede de interação social profissional entre aprendizes
e mestres, e sua subversione contra a ordem social, transformando as
metodologias desenvolvidas nas escolas de tradição como o principal meio de
aprendizado. Assim, ele destacava o talento individual (teoria) e a vivência da
pessoa (prática) como um como um dos elementos essenciais na elaboração de uma
didática disciplinar para a formação da consciência. O historiador mantém seu
ponto de vista teórico centrado na formação da classe trabalhadora,
argumentando que a démarche coletiva desta fração da classe trabalhadora não é
empreendida apenas no sentido econômico, mas principalmente na edificação de
suas vivências históricas. Thompson lecionou na Universidade de Warwich, de
1965 a 1971. Mas durante a década de 1970 também ministrou aulas e conferências
temáticas para as Universidades norte-americanas de Pittsburg, Rutgers, Brown,
e Dartmoth College. Na década de 1980 ele se engajou no movimento pacifista
antinuclear. Em 1988 retomou a carreira acadêmica, assumindo o magistério no
Queen`s University de Kingston, no Canadá. Mas retorna à Londres, para lecionar
na Universidade de Manchester. Entre 1989 e 1990 ele atuou na Universidade de
Rutgers, Universidade Estadual de Nova Jérsei, a maior instituição de ensino
superior de Nova Jérsei, Estados Unidos da América. É também a oitava
universidade fundada nos Estados Unidos da América, tendo originalmente
recebido o nome de Queen`s College em 1766. Thompson morreu aos 69 anos, no dia
28 de agosto de 1993, na cidade inglesa de Worcester, localizada no condado de
Worcestershire, localizada na região de Midlands Ocidental. Uma grande atração
na história da religião da cidade e do país é a Catedral de Worcester,
oficialmente The Cathedral Church of Christ and the Blessed Virgin Mary, é
anglicana; situa-se no alto de uma das margens do rio Severn e foi fundada em
680.
Para refletir acerca
das contribuições de Edward Thompson para a pesquisa no campo da formação
abstrata de professores implica explicitar as principais categorias exploradas
pelo autor que se referem essencialmente as noções conceituais de experiência,
cultura e classe social. Comecemos então, metodologicamente, pelo emprego
conceitual de classe, e, portanto, no fazer-se, enquanto consciência histórica
da classe trabalhadora inglesa. Por “classe”, afirma E. P. Thompson, em seu
prefácio da trilogia: A Formação da Classe Operária Inglesa (1987; 204
páginas; 1987; 347 páginas; 1987; 440 páginas) “entendo um fenômeno histórico,
que unifica uma série de acontecimentos díspares e aparentemente desconectados,
tanto na matéria-prima da experiência como na consciência”. Mas ressalta que é
um fenômeno histórico. Distanciando-se no marxismo estruturalista de Louis
Althusser (cf. Thompson, 1981), o que nos dispensa comentários, pois não
compreende a classe como uma “estrutura”, nem mesmo como uma “categoria”, mas
como algo que ocorre efetivamente (e cuja ocorrência pode ser demonstrada) nas
relações humanas. Ademais, a noção de classe, se já não é um truísmo, desde o
pensamento clássico e Marx e Engels, carrega consigo a noção de relação
histórica. Como qualquer outra relação, é algo fluido que escapa à análise ao
tentarmos imobilizá-la num dado momento e dissecar a estrutura. A primeira
crítica veemente ao conceito é a seguinte: - A mais “rede sociológica” não
consegue nos oferecer um exemplar puro de classe, como tampouco um do amor ou
da submissão. Seu argumento sobre a classe é empírico, de tradição inglesa,
pois “a relação precisa estar sempre encarnada em pessoas e contextos reais”.
Além disso, não podemos ter duas classes distintas, cada qual com um ser
independente, colocando-as em relação recíproca.
Nisso reflete seu materialismo histórico. No entanto, o livro de Thompson de 1963 se preocupava desproporcionalmente com a experiência vivida por pessoas esquecidas ou comuns. A disparidade entre uma abordagem que abrange toda a sociedade (materialismo histórico) e a preocupação mais restrita em dar voz aos sem voz (busca por justiça) é a base da confusão persistente ainda na atualidade sobre a definição de história social. Essa confusão surgiu da própria turbulência política interna de Thompson. Do ponto de vista ideológico Staughton Lynd (1929-2022) foi um ativista político, autor e advogado norte-americano. Ao longo de uma carreira longa e variada, Staughton Lynd, entre outras coisas, criou e desenvolveu escolas para crianças negras no Mississippi, liderou manifestações pacifistas em Washington, foi um objetor de consciência em oposição à Guerra do Vietnã e lutou pelos direitos trabalhistas no Meio-Oeste industrial. Lynd foi um dos ativistas mais importantes do mundo acadêmico, juntamente com seu amigo e colega Howard Zinn, que, na década de 1960, adicionou o engajamento político à pesquisa objetiva e imparcial. Seu envolvimento em causas de justiça social o colocou em contato social com alguns dos ativistas mais influentes do país, incluindo Howard Zinn, Tom Hayden, A. J. Muste e David Dellinger e Daniel Berrigan, não por acaso, vê a carreira de Thompson como um afastamento gradual do marxismo até que, em sua última entrevista, ele se recusou a se descrever como marxista.
Onde Thompson disse que não acreditava em “teoria com T maiúsculo” e marxismo, Lynd mostra que o afastamento de Thompson foi na verdade muito mais gradual, começando com a Revolta Húngara de 1956. A definição altamente influente, mas confusa, usada por Thompson não foi resolvida em parte devido à virada cultural e ao declínio do marxismo na esquerda nas décadas de 1970 e 1980. Eden tem como representação social um filme norte-americano de suspense histórico e sobrevivência de 2024, dirigido por Ron Howard e escrito por Noah Pink, a partir de uma história de parceria da dupla. É estrelado por Jude Law, Ana de Armas, Vanessa Kirby, Sydney Sweeney, Daniel Brühl, Felix Kammerer, Toby Wallace e Richard Roxburgh. O filme é baseado na história real de vários colonos europeus, incluindo Margret Wittmer (1904-2000), que chegam à isolada Ilha Floreana, nas Ilhas Galápagos, Equador, antes da 2ª guerra mundial (1939-1945), na esperança de começar uma vida. A ilha Floreana é uma ilha das Galápagos. Seu nome é uma homenagem a Juan José Flores y Aramburu, um general venezuelano que se tornou chefe supremo do Equador e depois o primeiro presidente do Equador. Depois ele serviu como o terceiro presidente do Equador entre 1839-1843 e como o quarto presidente do Equador entre 1843-1845. Juan José Flores (1800-1864), o primeiro sistema presidencialista do Equador, e foi durante sua administração na política que o governo equatoriano tomou posse do arquipélago. Também é reconhecida como ilha Santa Maria, em homenagem à nau Santa Maria de Cristóvão Colombo e no passado recente era chamada ilha Charles em homenagem ao rei Carlos II da Inglaterra. A ilha tem uma área de 173 km² e foi formada por uma erupção vulcânica. O ponto mais alto da ilha é o Cerro Pajas, com 640 metros de altitude, que também é o ponto mais alto do vulcão, como a maioria das ilhas menores de Galápagos.
O filme estreou no
Festival Internacional de Cinema de Toronto em 7 de setembro de 2024 e foi
lançado nos cinemas da Alemanha em 3 de abril de 2025 pela Leonine e nos
Estados Unidos da América pela Vertical em 22 de agosto de 2025. O filme
recebeu críticas mistas. Em 1931, o Dr. Friedrich Ritter e Dore Strauch fogem
da Alemanha, seu país natal, repudiando os valores burgueses que, em sua
opinião, corroem a humanidade. Na ilha de Floreana, no arquipélago de Galápagos,
Friedrich se dedica à escrita de seu manifesto, enquanto Dore decide curar sua
esclerose múltipla por meio da meditação. A solidão do casal, contudo, dura
pouco. Eles são acompanhados pelos alemães Margret e Heinz Wittmer, juntamente
com o filho pequeno de Heinz, Harry. Pouco depois de chegarem, Margret descobre
que está grávida. Os Wittmer demonstram rapidamente serem colonos sérios e
capazes. Algum tempo depois, chega Eloise Bosquet de Wagner Wehrhorn, uma
autoproclamada Baronesa manipuladora e vaidosa, acompanhada por dois amantes
devotados: Robert e Rudolph, além de Manuel, um criado equatoriano. Eloise
explica seu plano de construir um hotel luxuoso em Floreana e se torna um
incômodo para Friedrich, Doré e os Wittmer. Eloise monta um acampamento
rudimentar perto da casa que os Wittmer construíram com tanto esmero e passa a
maior parte do tempo entregando-se a comportamentos hedonistas, relaxando,
bebendo e tendo relações sexuais com Robert e Rudolph, sobre os quais exerce
considerável influência. Devido à falta de planejamento e autocontrole, logo
ficam sem mantimentos.
Durante o parto, Manuel e Robert, a mando de Eloise, saqueiam a casa dos Wittmer em busca de alimentos enlatados. Margret adoece após o parto e seu marido convence Friedrich a ajudá-la. Ele remove a placenta retida e ela se recupera. Eloise oferece um almoço ostentoso para o grupo em comemoração ao nascimento do filho dos Wittmer, apresentando aos convidados a comida roubada pelos Wittmer. Ela antagoniza os dois casais insultando Heinz, dizendo que Margret só se casou com ele “porque ele pediu”, e humilhando Dore ao apontar seu desejo e incapacidade de ter filhos. Friedrich e Dore tentam se retirar da discussão acalorada, mas Eloise saca uma pistola e revela que recebeu 2.500 acres de terra do Governador das Ilhas Galápagos para construir seu resort. Mais tarde, o industrial americano Allan Hancock visita a ilha e filma os colonos para um documentário que está produzindo. Eloise, com o objetivo de encantar e manipular Hancock por suas conexões em Hollywood, tenta, sem sucesso, seduzi-lo antes que ele e sua equipe partam. Friedrich começa a demonstrar desespero e um impulso violento, desafiando os valores que defendeu para Doré.
Enquanto isso, Rudolph passa a desprezar Eloise, mas ela o manipula para que engane Heinz, com que ele acidentalmente atire no burro de estimação de Doré. Percebendo a manipulação de Eloise, Friedrich e Heinz a confrontam, juntamente com Robert e Rudolph, que se aliou a Friedrich e aos Wittmer. Uma briga se inicia, durante a qual Heinz esfaqueia Robert até a morte antes de Friedrich matar Eloise com um rifle. Eles se livram dos corpos no oceano e inventam uma história sugerindo que os dois partiram em um barco para o Taiti. Margret e Doré desconfiam da história de Friedrich e Heinz. O estado de saúde de Dore piora e a tensão entre ela e Friedrich aumenta à medida que ela nutre ressentimento por ele ter traído seus valores. Durante uma caminhada, ela encontra Margret, que lhe presenteia com galinhas extras. Dore explica que seus próprios animais adoeceram por causa de comida estragada e Margret a adverte enfaticamente para não comer carne contaminada, pois intoxicação alimentar pode ser fatal. Seguindo o conselho, Dore prepara uma refeição para Friedrich, que adoece e morre em agonia, amaldiçoando-a em seu último suspiro. Pouco depois, as autoridades equatorianas chegam para investigar, após receberem cartas enviadas por Friedrich nas quais ele tentava incriminar Heinz pelo desaparecimento de Eloise e Robert. No entanto, Margret protege Heinz de suspeitas durante o interrogatório, apontando para a natureza suspeita da morte de Friedrich. Dore finalmente deixa a ilha com os equatorianos, mas os Wittmer insistem em permanecer sozinhos. As legendas revelam que Dore retornou à Alemanha, onde morreu de esclerose múltipla em 1943, pouco depois de publicar um livro de memórias sobre sua experiência em Floreana.
Mais tarde, Margret escreveu seu próprio relato dos acontecimentos, que contradiz o do livro de memórias de Dore. Rudolph, que tentou escapar da ilha com um pescador viajante, morreu na costa quando o barco foi apanhado por uma tempestade. Os Wittmer permaneceram em Floreana, e Margret acabou falecendo lá em 2000. Seus descendentes e os de Heinz mantêm um pequeno hotel na ilha para viajantes. Os animais se originaram no oceano; todos os filos animais existentes, com exceção de Micrognathozoa e Onychophora, apresentam pelo menos algumas espécies marinhas. No entanto, várias linhagens de artrópodes começaram a colonizar a terra quase ao mesmo tempo que as plantas terrestres, provavelmente entre 510 e 471 milhões de anos atrás, durante o final do Cambriano ou início do Ordoviciano. Vertebrados como o peixe de nadadeiras lobadas Tiktaalik começaram a se deslocar para a terra no final do Devoniano, há cerca de 375 milhões de anos. Os animais ocupam praticamente todos os habitats e microhabitats da Terra, extraordinariamente com faunas adaptadas à água salgada, fontes hidrotermais, água doce, fontes termais, pântanos, florestas, pastagens, desertos, ar e ao interior de outros organismos. Os animais, no entanto, não são particularmente tolerantes ao calor; muito poucos deles conseguem sobreviver a temperaturas constantes acima de 50 °C (122 °F) ou nos desertos frios mais extremos da Antártica continental.
A influência geomórfica
global coletiva dos animais nos processos que moldam a superfície da Terra
permanece em grande parte pouco estudada, e muito menos com a maioria das
pesquisas limitadas a espécies individuais e exemplares bem reconhecidos. Os
animais são categorizados em grupos ecológicos dependendo de seus níveis
tróficos e de como consomem matéria orgânica. Essas classificações incluem
carnívoros: subdivididos em categorias como piscívoros, insetívoros, ovívoros,
etc.), herbívoros: subcategorizados em folívoros, graminívoros, frugívoros,
granívoros, nectarívoros, algívoros, etc.), onívoros, fungívoros, necrófagos/detritívoros
e parasitas. As interações entre os animais de cada bioma formam teias
alimentares complexas dentro desse ecossistema. Em espécies carnívoras ou
onívoras, a predação é uma interação consumidor-recurso onde o predador se
alimenta de outro organismo, sua presa, que frequente, desenvolve adaptações
antipredatórias para evitar ser predado. As pressões seletivas impostas umas às
outras levam a uma corrida armamentista evolutiva entre predador e presa,
resultando em várias coevoluções antagônicas/competitivas. Quase todos os
predadores multicelulares são animais. Alguns consumidores usam múltiplos
métodos; por exemplo, em vespas parasitoides, as larvas se alimentam dos
tecidos vivos dos hospedeiros, matando-os no processo, mas os adultos consomem
principalmente néctar de flores. Outros animais podem ter comportamentos
alimentares específicos, como as tartarugas-de-pente, que se alimentam
principalmente de esponjas.
A maioria dos animais
depende da biomassa e da bioenergia produzidas por plantas e fitoplâncton coletivamente
chamados de produtores por meio da fotossíntese. Os herbívoros, como consumidores primários,
ingerem o material vegetal diretamente para digerir e absorver os nutrientes,
enquanto os carnívoros e outros animais em níveis tróficos superiores adquirem
os nutrientes indiretamente, alimentando-se dos herbívoros ou de outros animais
que se alimentaram dos herbívoros. Os animais oxidam carboidratos, lipídios,
proteínas e outras biomoléculas na respiração celular, o que permite que o
animal cresça, sustente o metabolismo basal e alimente outros processos biológicos,
como a locomoção. Alguns animais bentônicos que vivem perto de fontes
hidrotermais e emanações frias no fundo escuro do mar consomem matéria orgânica
produzida por quimiossíntese, é a síntese de compostos orgânicos usando a
energia derivada de reações envolvendo produtos químicos inorgânicos. Esta
ocorre tipicamente na ausência de luz solar, por parte de bactérias ou outros
organismos vivos, via oxidação de compostos inorgânicos, como o sulfeto de
hidrogênio por arqueias e bactérias.
Os nomes dos oceanos
têm origem mitológica, histórica e geográfica. O nome do Oceano Atlântico é uma
referência à mitologia. Vem de Atlas, filho de Netuno, o Deus dos mares. Atlas
sustentava a Terra sob as suas costas. Atlas era um titã grego que foi
condenado por Zeus, Poseidon e Cronos a sustentar os céus para sempre. Heródoto
foi o primeiro a fazer essa associação do titã ao oceano, mas foi Mercator que
praticamente revelou esse nome, ao inseri-lo no mapa no século 16 que persiste
até os dias de hoje. O nome do Oceano Pacífico é uma referência à história. O
navegador espanhol Vasco Nuñez de Balboa (1475-1519), foi um explorador e
fidalgo espanhol que teria nascido em Jerez de los Caballeros, na Espanha e que
faleceu em Acla, no atual Panamá. De origem galega e de linhagem incerta, é
provável que tenha sido filho do fidalgo Nuño Arias de Balboa e de uma dama de
Badajoz. Descobridor do Pacífico, nomeou-o de Oceano do Sul. Mas em 1520,
quando o navegador português Fernão de Magalhães percorreu o litoral
sul-americano, ficou impressionado com a tranquilidade das águas e nomeou-o de
Pacífico. Mas, o dia era atípico, pois o Pacífico é mais perigoso do que o
Atlântico. Contradiz a sua dinâmica, uma vez que este faz parte do chamado Círculo do
Fogo, objetivamente sendo constantemente afetado por erupções vulcânicas e abalos sísmicos fisicamente em torno de terremotos e maremotos.
O nome do Oceano Índico
é uma relação direta com a geografia da região, situa-se próximo da Índia e
Indonésia. O terceiro maior oceano do mundo banha a Ásia, a África e a Oceania
e conta com uma extensão de 73.440.000 km². O nome do Oceano Ártico é uma
referência à geografia. O nome vem da palavra grega “arctos” que significa
“urso”. Situado no polo Norte, sob a constelação da Ursa Menor, deve o nome à
palavra grega arctos. Por oposição assimétrica geográfica, e diferenças
existentes entre pessoas e povos. o oceano do polo Sul chama-se Antártico. O Mar
Vermelho com 300 km no seu ponto mais largo, recebeu este nome pela cor dos
corais que aparecem na sua superfície. Cerca de 350 espécies diferentes de
corais já foram catalogadas biologicamente nas suas águas claras. O Mar
Vermelho apresenta assim, a cor avermelhada em alguns períodos do ano devido à
proliferação de um tipo específico de algas. No entanto, de acordo com
diferentes autores a coloração ligeiramente avermelhada em algumas regiões da
costa, deve-se ao minério de ferro, presente em grandes quantidades nas
montanhas ao redor do mar. Como a paisagem da região é desértica, com ventos
constantes e vegetação esparsa e rasteira, a poeira avermelhada deposita-se no
mar dando-lhe a tonalidade característica. Conforme se avança para o alto
mar, a cor vai voltando às tonalidades azuis.
O Mar Negro recebeu este nome em decorrência da presença
de muita quantidade de sais minerais, de onde deriva sua coloração escura.
Ficou conhecido pelos gregos como Ponto Euxino, um mar interior situado entre a
Europa, a Anatólia e o Cáucaso, ligado ao oceano Atlântico através dos mares
Mediterrâneo e Egeu e por diversos estreitos. O Bósforo o liga ao mar de
Mármara, e o estreito de Dardanelos o conecta à região do Egeu e pelos
turcomanos e turcos como Karadeniz. Possui uma grande concentração de sulfeto
de hidrogénio, que forma uma camada lamacenta quase inabitável. Só alguns tipos
de bactérias conseguem sobreviver. A salinidade do Mar Negro é quase 50%
menor que a dos demais mares. Na verdade, o Mar Morto não é propriamente um mar
e sim um grande lago com dimensões de 82 km de comprimento e 18 km de
largura. Situado numa grande depressão situada a 400 metros abaixo do nível do
mar, não recebe água de rios nem tem comunicação com qualquer oceano. O excesso
de sal nas águas torna a vida praticamente impossível, com exceção da bactéria Haloarcula
marismortui, que consegue filtrar os sais e sobreviver. Como é muito
castigado pelo Sol, a água evapora e os sais são concentrados, formando
colunas. Ninguém afunda nas suas águas, devido à alta concentração salina, que
o torna muito mais denso do que o corpo humano. Os oceanos têm uma média de 35
gramas de sal por litro de água, enquanto o mar Morto tem quase 300 gramas.
Isto deve-se basicamente à sua localização geográfica na divisa entre Israel e
Jordânia. A região é quente e seca, o que acelera a evaporação e impede a
reposição da água pela chuva.
Uma ilha árida no meio
do Pacífico, alguns ideais grandiosos e oito europeus decididos a “começar do
zero”: essa é a base de Éden, longa-metragem dirigido por Ron Howard que
chega ao Prime Vídeo. A pergunta inevitável é simples: Éden é uma história
real? A resposta, sim, revela um enredo ainda mais surpreendente do que o
mostrado na tela. Na vida fora do cinema, o sonho utópico começou no fim dos
anos 1920 e terminou, poucos anos depois, em desaparecimentos, mortes suspeitas
e um legado que ainda ecoa nas Galápagos. A seguir, 365 Filmes reconstrói os
fatos que inspiram a produção e explica por que, mesmo num cenário paradisíaco,
a convivência humana pode se tornar explosiva. Em 1929, o médico alemão
Friedrich Ritter largou a rotina em Berlim para viver na ilha de Floreana,
arquipélago de Galápagos, no Equador. Desiludido após servir na Primeira Guerra
Mundial, ele defendia que a sociedade moderna corrompia o indivíduo. Ao seu
lado foi Dore Strauch, ex-paciente que sofria de esclerose múltipla e
acreditava no projeto. O casal adotou uma rotina quase ascética: cultivava
alimentos, coletava água da chuva e escrevia cartas descrevendo a nova vida.
Publicadas em jornais europeus, essas correspondências transformaram os dois em
celebridades repentinamente apelidadas de “Adão e Eva das Galápagos”. A
divulgação do experimento foi chamariz para aventureiros que buscavam sair da
crise econômica e do avanço das guerras de matrizes ideológicas na Europa. Foi
só o começo dos conflitos que dariam origem à pergunta que move curiosos até
hoje: Éden é uma história real ou excesso de licença poética?
A geografia é uma
ciência que estuda a relação entre a Terra e seus habitantes. Os geógrafos
querem saber onde e como vivem os homens, as plantas e os animais; onde se
localizam os rios, os lagos, as montanhas e as cidades. A palavra geografia vem
do grego geographía (γεογραπηία), que significa descrição da Terra. A geografia
depende do compartilhamento de outras áreas do conhecimento técnico-científico.
Utiliza os dados da química, da geologia, da matemática, da história, da
física, da astronomia, da antropologia e da biologia e principalmente da
ecologia, pois tanto a Ecologia como a Geografia são estudos e pesquisas com
objetos abstratos interrelacionados, porque estão interessados com as análises
biológicas, com as análises de fatores geológicos e dos ciclos biogeoquímicos
dos ecossistemas, da relação entre os seres vivos e a utilidade de uso do
ambiente como sobrevivência. Os geógrafos utilizam inúmeras técnicas, como
viagens, leituras e estudo de estatísticas. Os mapas são seu instrumento
etnográfico e meio de expressão mais importante. Além de estudar mapas, os
geógrafos os atualizam como pesquisas especializadas, aumentando o campo de
reconhecimento geográfico.
O homem sempre precisou
e se utilizou do conhecimento geográfico. Os povos pré-históricos tinham de
encontrar cavernas para habitar e reservas regulares de água para a manutenção
da existência na vida cotidiana. Tinham também de morar perto de um lugar onde
pudessem caçar. Caverna, gruta ou furna é toda cavidade natural rochosa com
dimensões que permitam acesso aos seres humanos. Os termos relativos a caverna
geralmente utilizam a raiz espeleo -, derivada do latim spelaeum, do grego
σπήλαιον, “caverna”, da mesma raiz da palavra espelunca. As cavernas são também
estudadas pela espeleologia, uma ciência multidisciplinar que envolve análises
simultâneas e comparativamente através da geologia, hidrologia, biologia,
paleontologia e arqueologia. Sabiam localizar “os rastros dos animais e as
trilhas dos inimigos”. Usavam carvão ou argila colorida para desenhar mapas
primitivos de sua região nas paredes das cavernas ou nas peles secas dos
animais. O homem aprendeu a lavrar a
terra e a domesticar os animais. As leis de evolução geográfica da sociedade
são menos fáceis de se perceber no desenvolvimento da família e da sociedade
que no desenvolvimento do Estado; e o são porque aquelas estão mais enraizadas
ao solo e mudam menos facilmente do que este.
É mesmo um dos fatos
mais consideráveis da história a força com a qual a sociedade permanece fixada
ao solo, mesmo quando o Estado romano morre, o povo romano lhe sobrevive sob a
forma de grupos sociais de todo tipo e é pelo intermédio desses grupos que se
transmitiram à posteridade uma multiplicidade de propriedades que o povo havia
adquirido no Estado e pelo Estado. Quer seja o homem considerado isolado ou em
grupo (família, tribo ou Estado), por toda parte em que se observar se
encontrará algum pedaço de terra que pertence ou à sua pessoa ou ao grupo de
que ele faz pare. No que diz respeito ao Estado a geografia política após longo
tempo se habituou a levar em consideração a dimensão do território ao lado da
cifra da população. Mesmo os grupos, como a tribo, a família, a comuna, que não
são unidades políticas autônomas, somente são possíveis sobre um solo, e seu
desenvolvimento não pode ser compreendido senão com respeito a esse solo; assim
como o progresso do Estado é inteligível se não estiver relacionado com o
progresso do domínio político. Estamos na presença de organismos que entram em
intercâmbio mais ou menos durável com a terra, no curso que se troca entre eles
e a terra todo gênero de ações e de reações.
E quem venha a supor
que num povo em vias de crescimento, a importância do solo não seja tão
evidente, que observe esse povo no momento da decadência e da dissolução. Não
se pode entender nada a respeito do que então ocorre se não for considerado o
solo. Um povo regride quando perde território. Ele pode contar com menos
cidadãos e conservar ainda muito solidamente o território onde se encontram as
fontes de sua vida. Mas se seu território se reduz, é, de um amaneira geral, o
começo do fim. Quer dizer, sob variações diversas, a relação da sociedade com o
solo permanece sempre condicionada por uma dupla necessidade: a da habitação e
a da alimentação. A necessidade que tem por objeto a habitação é de tal modo
simples que dela resultou, entre o homem e o solo, uma relação que permaneceu
quase invariável no tempo. Em nossas capitais, os representantes da mais alta
civilização que já existiu dispõem, para suas habitações, de menor lugar que os
habitantes, miseráveis de um Kraal hotentote. As habitações ente as quais há
mais diferença são, de um lado, aqueles dos pastores nômades, com a extrema
mobilidade necessária às migrações contínuas da vida pastoril, e, de outro, os
apartamentos amontoados nos enormes edifícios de nossas grandes cidades. E,
todavia, os próprios nômades estão ligados ao solo, ainda que os laços que os
ligam e ele sejam mais fracos, que aqueles da sociedade de vida sedentária.
Eles têm a necessidade de mais espaço para se mover, mas voltam a ocupar os
mesmos locais.
Portanto, não existe
apoio para se opor os nômades a todos os outros povos sedentários, tomados em
bloco, pela única razão de que após uma estada de alguns meses no local, o
nômade levanta sua tenda e a transmita, no dorso de seu camelo, para algum
outro negar, de pastagem. Essa diferença nada tem de essencial, não em, mesmo,
a importância daquela resultante de sua grande mobilidade, de sua necessidade
de espaço, consequência da vida pastoril. De resto, não é entre os pastores que
a ligação com o solo está em seu mínimo, com efeito eles retornam sempre às
mesmas pastagens. Ela é muito mais fraca entre os agricultores da África
tropical e das Américas que, a cada dois anos aproximadamente, deixam seus
campos de milho de mandioca para a eles nunca mais retornar. E ela é menos
ainda entre aqueles que, por medo dos povos que ameaçam sua existência, não
ousam se ligar muito fortemente à terra. Entretanto, uma classificação
superficial não inclui tais sociedades, entre os nômades. Se se classificar os
povos segundo a força com que aderem ao solo, é preciso colocar decididamente
no nível mais baixo os pequenos caçadores da África central e da Ásia do
sudoeste, assim como aqueles grupos que se encontram errante em toda espécie de
sociedade, sem que um solo determinado lhes seja destinado em particular (por
exemplo, os boêmios da Europa, os Fetths do Jopão). Os australianos, os habitantes da Terra do
Fogo, os esquimós que para suas caçadas, para suas coletas de raízes, procuram
sempre certas localidades, o que delimitam seus territórios de caça, estão a um
nível mais elevado. Mais acima, se encontram os agricultores nômades dos países
tropicais, depois, os povos pastores que, nas diferentes regiões da Ásia, há
séculos se mantém sobre o mesmo solo. E é, então que vêm os agricultores
sedentários, estabelecidos em algumas aldeias fixas, e os povos civilizados,
igualmente sedentários, dos quais a cidade é como que o símbolo.
Uma multiplicidade de fenômenos sociais que têm sua causa na necessidade, primitiva e premente, da alimentação. E para se explicar esse fato, não é necessário, se recorrer à teoria da “urgência” de que fala Lacombo, segundo a qual as instituições mais primitivas o mais fundamentais seriam aqueles que respondem às necessidades mais urgentes. Quanto mais se utiliza o solo apenas de uma maneira passageira, a fixação a le se dá apenas de uma maneira também passageira. Quanto mais as necessidades da habitação e da alimentação ligam-se estreitamente a sociedade à terra, tanto mais, é precisamente a necessidade de nela se manter. É dessa maneira que o Estado tira suas melhores forças. A tarefa do Estado, no que concerne ao solo, permanece sempre a mesma em princípio: o Estado protege o território contra ataques externos que tendem a diminuí-lo. No mais alto grau de evolução política, segundo Ratzel, a defesa das fronteiras não é a única a servir esse objetivo; o comércio, o desenvolvimento de todos os recursos que contém o solo, numa palavra, tudo aquilo que pode aumentar o poder do estado a isso concorre igualmente. A defesa do território (pays) é o fim último que se persegue por todos esses meios. Essa mesma necessidade de defesa e também o resultado do mais notável desenvolvimento que apresente a história das relações do Estado com o solo, isto é, ao crescimento, porque ele tende finalmente a fortalecer o Estado e a fazer recuar os Estados vizinhos. Uma sociedade grande ou pequena, antes de tudo, busca manter integralmente o solo sobre o qual vive e do qual vive. Logo venha a se assegurar dessa tarefa imediata ela se transforma em Estado.
É realidade pura, garantem os registros da época. No fim de 1932, Heinz e Margret Wittmer desembarcaram em Floreana com o filho adolescente, Harry, gravemente doente. O plano era aproveitar o clima seco da ilha para melhorar a saúde do rapaz. Ritter não aprovou a invasão, mas acabou cedendo algum espaço para a família. A convivência ficou complicada logo de cara. Ritter e Dore defendiam dieta vegetariana rígida; os Wittmer, mais práticos, caçavam animais nativos para complementar o cardápio. Mesmo assim, as duas frentes conseguiam se tolerar — até a chegada de uma figura que viraria o jogo. Em dezembro do mesmo ano, a autoproclamada baronesa Antônia von Wehrborn Bosquet aportou com dois amantes, Rudolf Lorenz e Robert Philippson. Ela planejava erguer um hotel de luxo para milionários, projeto que irritou instantaneamente os moradores mais antigos. Vestidos de seda, pistola cravejada de pérolas e modo de falar altivo ampliaram o choque cultural. Enquanto Ritter via “degeneração moral”, a baronesa tratava os demais como figurantes em seu grande espetáculo pessoal. As divergências sobre caça, território e suprimentos transformaram Floreana em barril de pólvora. Éden é uma história real até nos detalhes mais estranhos. Relatos descrevem cenas quase surreais: Ritter extraiu todos os próprios dentes para não sofrer dores e passou a usar dentaduras de metal; Dore afeiçoou-se a um jumento que a acompanhava pela ilha; Margret Wittmer, grávida, deu à luz sozinha numa caverna — momento reconstituído no filme. O ápice da tensão veio em março de 1934. A baronesa Antônia e Robert Philippson sumiram sem deixar vestígios. Nada de corpos, nada de pista. Ritter acusou os Wittmer, mas boatos apontavam para um complô envolvendo Rudolf Lorenz, possivelmente ajudado pelo próprio médico alemão.
Meses depois, Lorenz tentou fugir para outra ilha, mas foi encontrado morto ao lado de um pescador norueguês que o ajudava. As circunstâncias permanecem nebulosas. Ainda em 1934, Ritter faleceu após comer carne de galinha estragada; muita gente achou estranho, já que ele era vegetariano convicto. Dore demorou horas para buscar socorro e nunca explicou o motivo. Antes de partir para a Alemanha, Dore escreveu as memórias no livro “Satan Came to Eden”, no qual pintou a baronesa como vilã absoluta. Margret Wittmer reagiu anos depois com “Floreana: A Woman’s Pilgrimage to the Galapagos”, oferecendo versão mais branda e isentando a própria família de qualquer crime. Os Wittmer ficam, a lenda cresce. Após a série de tragédias, apenas os Wittmer continuaram em Floreana. Eles montaram um pequeno hotel, ironicamente materializando o empreendimento que a baronesa tanto almejava. Descendentes do casal ainda vivem na ilha e recebem turistas curiosos sobre a saga. Para o diretor Ron Howard, retratar essa história no cinema é comentar a eterna inquietação humana: fugir da sociedade para, no fim, esbarrar nos mesmos dilemas. O roteirista Noah Pink reforça que “levamos a sociedade conosco, porque nós somos a sociedade”. Por que Éden é uma história real tão atual? Mesmo passadas nove décadas, o caso Floreana reflete o desejo contemporâneo de desconexão. Crises políticas, redes sociais sufocantes, trabalho em excesso — tudo isso renova a fantasia de escapar para um lugar “livre de problemas”. O filme mostra, no entanto, que conflitos, ambição e ego não respeitam fronteiras geográficas. Se você se pegou perguntando novamente “Éden é uma história real ou apenas ficção elaborada?”, saiba que os principais acontecimentos do longa nasceram de relatórios, cartas e livros dos próprios protagonistas. Floreana continua no mapa, agora com menos mistério e mais turistas, mas o enigma das mortes e desaparecimentos permanece sem resposta oficial. Um prato cheio para o cinema — e para quem gosta de lembrar que, às vezes, a realidade supera qualquer roteiro.
O filme foi anunciado em outubro de 2022 que Ron Howard dirigiria o filme e que ele havia começado o processo de seleção de elenco e busca de locações. O filme seria intitulado Origin of Species na época. O roteiro de Noah Pink é baseado na história real de um grupo de europeus que tentou colonizar a Ilha Floreana na década de 1930. Em maio de 2023, Ana de Armas, Jude Law, Alicia Vikander e Daniel Brühl foram escalados, com Daisy Edgar-Jones em negociações. A escalação do elenco foi permitida durante a greve do Screen Actors Guild-American Federation of Television and Radio Artists (SAG-AFTRA), o sindicato estadunidense que representa aproximadamente 160 mil atores de cinema e televisão, jornalistas, personalidades do rádio, músicos, cantores, dubladores, influenciadores da internet, modelos e outros profissionais de mídia em todo o mundo. A organização foi formada em 30 de março de 2012, após a fusão do Screen Actors Guild (1933) e da Federação Americana de Artistas de Rádio e Televisão (1937). É membro da A Federação Americana do Trabalho e Congresso de Organizações Industriais, conhecida por sua sigla AFL-CIO, é a maior central operária dos Estados Unidos e Canadá. Formada em 1955 pela fusão da AFL-CIO, a maior central sindical dos Estados Unidos, após a obtenção de um acordo provisório com o sindicato. Em novembro, o filme foi renomeado para Eden, com as participações de Vanessa Kirby e Sydney Sweeney adicionadas ao elenco para substituir Vikander e Edgar-Jones, e Hans Zimmer foi contratado para compor a trilha sonora.
Edgar-Jones foi “forçada” a sair como resultado da greve do SAG-AFTRA, pois precisava manter seu compromisso com Twisters, um filme catástrofe americano dirigido por Lee Isaac Chung a com um roteiro de Mark L. Smith, cuja produção teve que ser interrompida devido à greve. Em dezembro de 2023, foi anunciado que Richard Roxburgh, Felix Kammerer, Toby Wallace, Paul Gleeson e Ignacio Gasparini haviam se juntado ao elenco. As filmagens começaram em novembro de 2023, com a produção ocorrendo em Queensland, Austrália, um estado australiano no Nordeste do continente, com um litoral de aproximadamente 7.000 km de extensão. Sua Grande Barreira de Coral, o maior sistema de recifes de corais do mundo, abriga milhares de espécies marinhas. A cidade de Cairns dá acesso ao recife e à floresta tropical de Daintree. A capital, Brisbane, é cercada pelas praias Gold Coast e Sunshine Coast, ideais para a prática de surfe e, no caso da produção, uma pequena equipe filmando nas Ilhas Galápagos. As filmagens começaram em 27 de novembro de 2023, na Gold Coast australiana. O filme foi rodado com um orçamento bruto de 55 milhões de dólares, que foi reduzido para um valor líquido de 35 milhões de dólares após incentivos fiscais australianos; os salários do elenco, produtores, Howard e Pink representaram 38% do orçamento. O filme estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto em 7 de setembro de 2024. Foi lançado nos cinemas da Alemanha em 3 de abril de 2025 e na Itália em 10 de abril de 2025. A Vertical lançou-o nos cinemas dos Estados Unidos em 22 de agosto de 2025.
No Mercado de Filmes de Cannes, em maio de 2024, antes da estreia do filme no TIFF em setembro, a Amazon adquiriu os direitos de distribuição para territórios internacionais, incluindo Reino Unido, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, França, Escandinávia, Espanha, América Latina, Japão, Coreia do Sul, África do Sul, Índia, Turquia, Índias Ocidentais e televisão paga asiática. O filme foi lançado no Amazon Prime Vídeo em 24 de outubro de 2025. Após seu lançamento na Alemanha e na Itália, o filme arrecadou um total de US$ 825.041. Nos Estados Unidos e no Canadá, o filme arrecadou US$ 1 milhão em 664 cinemas no fim de semana de estreia. No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, 57% das 119 críticas são positivas. O consenso do site diz: “Um tema coeso fica perdido na dramatização melodramática de Eden de uma história real pitoresca, mas compensa com um elenco estelar e emoções picantes”. O Metacritic, que usa uma média ponderada, atribuiu ao filme uma pontuação de 57 em 100, com base em 28 críticas, indicando avaliações “mistas ou médias”. Glenn Kenney, do The New York Times, elogiou as atuações do filme, particularmente a de Ana de Armas, e resumiu: “Há inúmeras peripécias eróticas e, à medida que a tensão aumenta, atos de violência terríveis. É um pouco surpreendente que esses acontecimentos sejam conduzidos pelo diretor Ron Howard, já que esse tema é mais perverso do que qualquer coisa que ele tenha abordado antes.
Os atores, no entanto,
estão à altura da tarefa”. Kate Erbland, da IndieWire, comentou sobre o “humor
negro” do filme, na falta de melhor expressão, acrescentando: “o que obtemos do
último trabalho de Howard é uma forte lembrança de seu domínio não apenas da
técnica e da escolha do elenco, mas também da história e do tom. Nenhum filme
sobre a completa ruína de uma suposta utopia — uma utopia real, aliás! — e a
completa infalibilidade dos seres humanos deveria ser tão divertido, mas temos
sorte de que este seja”. Mick LaSalle, do San Francisco Chronicle,
observou a atenção do roteiro aos detalhes históricos como um ponto forte,
acrescentando: “A única fraqueza do filme é que, por ser uma história real, não
pode reorganizar a ordem dos eventos para obter o máximo de drama. Assim, o que
é essencialmente o clímax do filme ocorre por volta de três quartos dele, e o
resto, embora nunca deixe de ser interessante, parece uma ação descendente. A
boa notícia, para o que nos interessa, essencialmente, é que Sweeney e Kirby
têm suas melhores cenas, respectivamente, nesta última parte do filme”. Owen
Gleiberman, escrevendo para a Variety, deu ao filme uma avaliação
desfavorável, considerando seus personagens “mais antipáticos a cada minuto” e
descrevendo-o como “uma versão maluca de O Senhor das Moscas ... Eden segue em frente, sem energia ou
propósito, mas com muita ostentação aleatória”. Michael Rechtshaffen, do The Hollywood
Reporter, também criticou o filme, observando que seu “tom exagerado
predominante soa mais caricatural do que satírico, enquanto a longa duração
acentua as deficiências do filme” e considerou as atuações decepcionantes,
embora tenha elogiado a atuação de Sweeney, observando que ela “consegue manter
a simpatia do espectador e a sanidade de sua personagem como o pilar de
estabilidade decente que é Margaret”.
Bibliografia Geral Consultada.
THOMPSON, Edward Palmer, The Poverty of Theory and Other Essays. Londres: Merlin Press, 1978; Idem, Tradición, Revuelta y Consciencia de Clase: Estudios sobre la Crisis de la Sociedad Preindustrial. Barcelona: Editorial Crítica, 1979; Idem, A Formação da Classe Operária. III – A Força dos Trabalhadores. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1987; Idem, Costumes em Comum. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 1998; LÖWY, Michael, “A Corrente Romântica nas Ciências Sociais da Inglaterra: Edward P. Thompson e Raymond Willians”. In: Revista Crítica Marxista. Campinas, nº 8, pp.43-68, junho de 1999; MÜLLER, Ricardo Gaspar, Razão e Utopia: Thompson e a História. Tese de Doutorado em História Social. Departamento de História Social. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2002; ARON, Raymond, O Marxismo de Marx. São Paulo: Editora Arx, 2005; SOARES, Fabrício Antônio Antunes, A Construção Narrativa dos Conceitos de Estrutura e Sujeito na Obra A Miséria da Teoria de E. P. Thompson. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em História. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2011; ELIAS, Norbert, O Processo Civilizador: Uma História dos Costumes. Volume 1. Revisão e Apresentação Renato Janine Ribeiro. 2ª edição. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 2011; CUNHA, Diego da Silva, “Usos e Abusos da Cultura. Richard Hoggart e a Cultura Vivida da Classe Trabalhadora”. In: Revista Comunicação Pública, vol. 9, nº 16, 2014; TODOROV, Tzvetan, A Vida em Comum. Ensaio de Antropologia Geral. São Paulo: Editora da Unesp, 2014; MARTÍN, Pedro Benítez, “Thompson Versus Althusser”. In: Revista Crítica Marxista, nº39, pp.129-139, 2014; MONTEIRO, Daniel Lago, William Hazlitt, um Ensaísta ao Rés-do-chão: Ensaio e Crítica. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Teoria Literária e Literatura Comparada. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2016; TIRIBA, Lia, “Modo (s) de Vida e Modos de Produção da Existência Humana: Ensaio Teórico-Metodológico”. In: Germinal - Marxismo e Educação em Debate. Volume 13, nº 2, agosto de 2021; Artigo: “Filme Éden: a história real por trás da utopia que virou pesadelo”. Disponível em: https://365filmes.com.br/13/12/2025; entre outros.
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