“A melhor descrição que se pode fazer de qualquer lugar é contar o que nele acontece”. Sandro Veronesi
O termo temperança vem do
latim temperare, que quer dizer temperar, combinar, equilibrar, guardar
a medida, a justa proporção. Assim, temperança quer dizer moderação em todos os
prazeres dos sentidos. O homem que possui essa virtude usa as coisas e
tem nisso o melhor prazer possível, mas sem chegar ao fastio, à saciedade, pois
o fastio já não é mais prazer. Se a temperança é a virtude que modera os
desejos sensuais, é também a que garante um desfrutar mais puro ou mais pleno.
Poderíamos dizer que ela proporciona um prazer esclarecido, dominado,
cultivado, de que cada um pode desfrutar sem prejuízo para outrem. É pela
moderação que somos senhores dos nossos desejos, dos nossos prazeres, em vez de
sermos seus escravos. Quem desfruta livremente desfruta melhor, pois desfruta
também do prazer de ser livre. Sêneca dispõe de um vocabulário para designar as
diferentes formas que o “cuidado de si” deve tomar e a pressa com a qual se
procura unir-se a si mesmo. - “dize adeus às esperanças vãs, acorre em tua
própria ajuda se te lembras de ti mesmo, enquanto ainda é possível”. Caio Musonius Rufo, célebre filósofo estoico
do primeiro século e professor de Epiteto recomendava vivamente as formas
naturais que lhes permitem ficar face a face consigo mesmo, recolher o próprio
passado, colocar diante de si o conjunto da vida social transcorrida, disciplinarmente e familiarizar-se, através da leitura, com os preceitos e os exemplos nos quais
se quer inspirar e encontrar, graças a uma vida examinada, os princípios
essenciais de uma conduta racional.
É possível ainda, no
meio ou no fim da própria carreira, conciliada com a vida terrena, livrar-se de
suas diversas atividades e, aproveitando esse declínio da idade, onde admitimos
que os desejos ficam apaziguados, para consagrar-se inteiramente, no trabalho
filosófico ou, como referia Spurrima, na calma de uma existência agradável e
feliz, “à posse de si próprio”. Esse tempo enquanto vivência não é vazio, mas
povoado por exercícios, tarefas práticas, atividades diversas em seu dia a
dia. Ocupar-se de si não é sinecura.
Existem os cuidados com o corpo, os quais devemos tratar sem os excessos da
chamada técnica de perfeição da corpolatria, os regimes de saúde, os exercícios
físicos sem excesso, a satisfação, tão medida quanto possível, as necessidades
físicas. Existem as meditações, as leituras, as anotações ou conversações, e
que mais tarde serão certamente relidas. A rememoração das verdades religiosas
ou científicas que já se sabe, mas de que convém reapropriar-se ainda melhor
cotidianamente com a escrita e o treinamento da memória. Marco Aurélio
exemplifica a anacorese expressa em si próprio, de reativação de princípios e
de argumentos racionais que persuadem a não se deixar irritar na coletividade
com os outros, outrossim, com os acidentes, nem tampouco com as coisas.
Trata-se de um longo trabalho disciplinar de reativação dos princípios gerais e
de argumentos racionais que persuadem a não se deixar irritar com os outros,
com as picuinhas e nem com os acidentes, nem tampouco com as coisas.
Tem-se um dos pontos mais importantes dessa atividade consagrada a si. Ela não constitui um exercício da solidão. O exercício da leitura, da reflexão e da escrita já se tratava de uma verdadeira prática social, isto é, unidade da teoria e da prática. E isso, em vários e múltiplos sentidos, vitalista, biopsíquica e assim por diante. O corpo percorre a história da filosofia. De Platão a Bergson, passando por Descartes, Espinosa, Merleau-Ponty, Freud e Marx, a definição de corpo demonstra um puzzle. Quase todos reconhecem a profusão da visão dualista de Descartes, que define o corpo como uma substância extensa em oposição à substância pensante. Podemos perceber que seguindo este modo de compreensão social, sobretudo com o advento da modernidade, o corpo foi facilmente associado a máquina. O corpo foi pensado como um mecanismo elaborado por determinados princípios que alimentam as engrenagens desta máquina promovendo o seu bom funcionamento. Isto é, através dos exercícios de abstinência e domínio que constituem a ascese necessária, o lugar atribuído ao conhecimento de si torna-se mais importante: a tarefa de se pôr à prova, de se examinar, de controlar-se numa série de exercícios bem definidos, coloca a questão da verdade – da verdade do que se é, do que se faz e do que é capaz de fazer – no cerne da constituição do sujeito moral.
E, finalmente, o ponto
de chegada dessa elaboração é ainda e sempre definido pela soberania do
indivíduo sobre si mesmo. Entendida como consumo cultural, a prática do culto
ao corpo situa-se como preocupação geral de mobilidade, que perpassa as
estratificações de classes sociais e faixas etárias, apoiada num discurso
clínico difuso que se refere tanto a questão estética, quanto a preocupação
alimentar com a saúde. Nas sociedades contemporâneas há uma crescente
apropriação do corpo, com a dieta alimentar e o consumo excessivo de
cosméticos, impulsionados pelo processo de massificação da propaganda/consumo a
desde o desenvolvimento econômico dos anos 1980, onde o corpo ganha mais
espaço, principalmente nos meios midiáticos. Nesse sentido, as fábricas de
imagens estéticas do vencedor como o cinema, televisão, publicidade, revistas
etc., têm contribuído para isso. Nos leva a pensar que a imagem da eterna fonte
de juventude, associada ao corpo perfeito e ideal, ao sucesso na educação,
trabalho e vida amorosa atravessa as etnias e classes, compondo de maneiras
diferentes diversos estilos de vida.
Mas essa soberania
amplia-se numa experiência onde a relação social entre pessoas assume a forma,
não somente de uma dominação, mas de “um gozo sem desejo e sem perturbação”. É
possível dizer que não há idade para se ocupar consigo. Mas uma espécie de idade
de ouro na chamada “cultura de si”, sendo subentendido com isso, evidentemente,
que esse fenômeno só concerne aos grupos sociais. Ou seja, aqueles que querem
salvar-se devem viver cuidando-se sem cessar. Ademais, é reconhecida a
amplitude ética tomada historicamente em Sêneca pelo tema da aplicação a si
próprio. Para ele é para consagrar-se a esta ética que é preciso renunciar às
outras ocupações: poder-se-ia desse modo tornar-se disponível para si próprio. O
século XX consumou um processo iniciado no século XIX, promovendo o ingresso da
produção artística na chamada “era de sua reprodutibilidade técnica”, para
concordarmos com Walter Benjamin de 1935. Provavelmente a teoria crítica da
Escola de Frankfurt tenha se tornado conhecida no mundo inteiro por sua crítica
à “cultura de massa”, na falta de melhor expressão, que por seus trabalhos em
filosofia, sociologia, crítica literária, teoria do conhecimento etc.
O conceito de “indústria cultural”, divulgado por Adorno e Horkheimer em: Dialektik der Aufklärung já faz parte integrante do conceptual das ciências sociais e das áreas de conhecimento em comunicação social, onde tem encontrado ampla aplicação. Aliás, já no primeiro número da Zeitschrift für Kunst und Kultur (cf. Conzett & Huber, 1984) Adorno publica um importante artigo sobre música, intitulado: Sobre a Situação Social da Música (1932), no qual reconhece que a música é um produto específico das relações sociais de produção capitalista, mas ressalta também o seu caráter contestatório, enquanto crítica inclusiva dessas relações sociais. Walter Benjamin (1892-1940), no ensaio: L`Opera d`Arte nell`Epoca della Riproducilità Técnica (Turim: Einaudi, 1966), lança na revista seu polêmico artigo sobre a obra de arte. É de 1937 o ensaio de Herbert Marcuse (1898-1979) sobre o Caráter Afirmativo da Cultura, e de 1941, o de Max Horkheimer (1895-1973) sobre a Arte e a Cultura de Massas e pela primeira vez é empregado o conceito indústria cultural.
Caos Calmo é um filme de drama
ítalo-britânico de Antonello Grimaldi, filmado em 2007. Pietro Paladini e seu
irmão Carlo, um estilista, resgatam duas mulheres de um afogamento. Ao mesmo
tempo, a esposa de Pietro morre inesperadamente em casa. Após o funeral, Pietro
entra em um estado de “caos silencioso”, marcado por passar muito tempo com sua
filha Claudia. O gerente se ausenta do trabalho e passa os dias esperando no
parque em frente à escola da filha. Enquanto isso, o viúvo se mantém muito
calmo externamente e se torna um ponto de referência para a irmã de sua esposa,
Marta (Valeria Golino), seu irmão e colegas de trabalho afetados pela fusão em
torno de seu grupo. É o renascimento de um homem que antes era um gerente
implacável. O filme foi selecionado para o Festival Internacional de Cinema de
Berlim de 2008. É realizado anualmente no início de fevereiro em Berlim. Um
importante mercado de filmes, retrospectivas e seções paralelas complementam o
evento, que se concentra na competição internacional de longas-metragens. O
melhor filme da competição internacional recebe o Urso de Ouro (Goldener
Berliner Bär), enquanto o Urso de Prata (Silberner Berliner Bär),
além do Grande Prêmio do Júri (Großer Preis der Jury), é concedido para
melhor direção (beste Regie) e melhor atuação para um ator (beste
Darsteller) e uma atriz (beste Darstellerin).
Um oceano é o
componente principal de representação da superfície da Terra, constituído por
água salgada. Forma a maior parte da hidrosfera: aproximadamente 71% da
superfície da Terra, constituindo uma área em torno de 361 milhões de km. Mais
do que a metade desta área tem profundidades maiores que 3.000 metros. A noção
de oceano global, como um corpo contínuo de água para a oceanografia, e oceano
terrestre para efeitos práticos de compreensão do conceito de ideologia, é
normalmente dividido em várias partes, demarcadas por continentes e grandes
arquipélagos é a oficialmente adotada, desde 2000, pela Organização
Hidrográfica Internacional, da qual países como o Brasil e Portugal são
membros. Regiões menores dos oceanos são reconhecidas como mares, golfos e
estreitos. Em 20 de julho de 2009, cientistas do Centro Nacional de Dados
Climáticos dos Estados Unidos da América, informaram à imprensa que os oceanos
estão com a temperatura média de 17 °C, a mais alta desde 1880, quando se
iniciou os registros. O estudo dos oceanos da Terra é chamado oceanografia. As
viagens na superfície com os botes são pré-históricas, mas só na
literatura mágica e litúrgica, continuamente repetitiva com a designação
bíblica de idealização típica nos chamados “últimos tempos” quando as
explorações submarinas se tornaram possíveis, eficazes e comuns.
A
naturalidade com a qual a sociologia retoma assuntos de sua própria história
social não é de se estranhar. Não só por causa do surgimento espontâneo e
abrupto da redescoberta da perspectiva histórica, mas, também, porque não há
justificativa para essa virada. Isso parece ainda mais estranho, na medida em
que o tratamento de clássicos na sociologia é quase sempre ambivalente. A
sociologia não confunde a práticas dos rituais com seu sentido. Acentua com
mais ênfase que as demais ciências a condição social dos enunciados
científicos. Ser ultrapassado seria, não só um destino, mas uma finalidade essencialmente
do trabalho científico. Isso coincide com a crença em um progresso da condição
humana. O progresso é entendido como diferenciação da sociologia, mesmo quando
o objeto de pesquisa sumiu há muito tempo. O que resta é uma multiplicidade de
construções teóricas abstratas e metodológicas, sobre níveis separados de
problemas, sem ser independentes, dispostos lado a lado, nos quais a história
da sociologia é usada para colocar em primeiro plano de maneira construtiva.
Desde de 1920 nenhum projeto teórico, que não se legitimou em discussão com
Émile Durkheim, Vilfredo Pareto, Georg Simmel, Ferdinand Tönnies ou Max Weber,
logrou obter repercussão positiva.
É hora de problematizar
a falta de desenvolvimento teórico na sociologia. Isso inclui procurar,
finalmente, o comum entre as tentativas de definições da sociologia, além de
tudo o que as separa. Isto é, com isso, será possível, também, tratar a
pergunta sobre por que os clássicos ainda não puderam ser ultrapassados.
Colocar tais perguntas numa fase de um discurso de “crise da sociologia” não
desfaz a nossa responsabilidade de levar em conta esse discurso como problema.
Mas a crise da sociologia e o mal-estar da sociologia consigo mesma não são
novidade. Isto é, o estabelecimento da sociologia como ciência repousa sobre a
precondição da crise da sociologia. Haverá uma crise permanente da sociologia
ou tratar-se-ia de uma crise do próprio objeto com impactos sociais na
sociologia? Uma contradição que aparentemente está no fundo de boa parte da
crise da sociologia reside em sua tarefa difusa e equívoca, assumida pela
sociologia ao longo do processo da sua cientificação e a ela atribuída,
parcialmente, pelas exigências sociais e políticas. Por um lado, a sociologia
como análise concreta do presente considera a sua tarefa primordial como sendo
descobrir a “modernidade concreta”, de mostrar e tornar compreensíveis
tendências do desenvolvimento social, assim como de proporcionar medidas para a
solução de problemas sociais. A sociologia é uma teoria social com tendência
para a análise histórica e visão de problemas. Mas concentra-se como tal,
frequentemente, em dados sociais e objetos particulares nacionais. Assim, a
análise da modernidade, no âmbito da concepção de teoria da sociedade, reduz-se
a uma análise de sociedades nacionais que não satisfaz a pretensão de uma
teoria da dinâmica atual.
A unidade entre teoria
geral da sociedade e análise genial começa com a renúncia à premissa do progresso,
nos clássicos modernos, em torno da virada do século. A concepção da sociologia
nesses clássicos, com os seus entendimentos e a sua proliferação, repousa sobre
uma interdisciplinaridade que é abandonada, em grande parte, pela sociologia.
Melhor dizendo, a sua relação com teorias complexas interdisciplinares, como a
teoria de sistemas, a teoria da evolução, as teorias da informação e da
comunicação, é mais caracterizada pelo não-entendimento, pela adaptação ou pela
rejeição precipitadas do que pela disposição aberta para aprender. Por causa
disso, a sociologia mal contribui, de maneira inovadora, para o discurso
interdisciplinar. Mas o isolamento perante as ciências históricas, a
psicologia, a biologia ou a economia, só permite, atualmente, esperar uma nova
concepção teórica interdisciplinar, que deveria ser aceita, de antemão, como
uma pretensão geralmente científica de estilo comtiano. Onde se pratica, a
re-historização da sociologia com a concentração sobre a época clássica ocorre,
simultaneamente, o discurso sobre a crise da sociologia. Alguns estudam os
clássicos por causa de soluções exemplares de problemas abstratos,
desenvolvidas no contexto da própria “construção” teórica; outros usam o
retorno aos clássicos para a reconstrução de um auto-entendimento, buscando
reconstruir, nada além daquele “auto-entendimento histórico” que serve para a
própria posição, justificando-a com o brilho de uma legitimação histórica.
Afogamento tem como representação social a paragem respiratória resultante da imersão em líquido. O afogamento geralmente ocorre de forma silenciosa, sendo poucas as pessoas que conseguem acenar com a mão ou gritar por socorro. Após o salvamento, os sintomas incluem problemas respiratórios, vômitos, confusão ou perda de consciência. Em alguns casos os sintomas fisicamente podem só se manifestar após seis horas. Entre as complicações mais comuns estão a diminuição da temperatura do corpo, aspiração do vômito e síndrome do desconforto respiratório do adulto. O afogamento é mais comum em locais em que a água é mais quente e entre pessoas com acesso frequente à água. Entre os fatores de risco estão o consumo de álcool, epilepsia e baixa condição socioeconômica. Entre os locais de afogamento mais comuns estão as piscinas públicas, banheiras, corpos de água como mares e rios e baldes. Durante um afogamento, a pessoa inicialmente sustém a respiração, seguida por espasmo da laringe e posterior diminuição dos níveis de oxigénio. Geralmente só mais tarde é que entra água nos pulmões em grande quantidade. O afogamento pode resultar em morte, causar problemas respiratórios ou não ter quaisquer sequelas. Entre as medidas de prevenção de afogamento estão ensinar as crianças a nadar, cumprir as medidas de segurança a bordo de embarcações e dificultar ou impedir o acesso a massas de água, como por exemplo vedar as piscinas. O tratamento de afogados em paragem respiratória começa pela abertura das vias respiratórias e realização de cinco exalações. E que tenham estado debaixo de água durante menos de uma hora, é recomendada reanimação cardiorrespiratória. As taxas de sobrevivência são superiores em pessoas que tenham estado pouco tempo debaixo de água. Entre as crianças sobreviventes, cerca de 7,5% dos casos estão associados a mau prognóstico.
Ursos de Prata,
divididos em várias categorias, também são concedidos, assim como inicialmente
um Urso de Bronze, que foi rapidamente descontinuado. Em 1951, o primeiro Urso
de Ouro também foi concedido em categorias, mas a partir do ano seguinte,
passou a ser concedido a apenas um filme, em todos os gêneros. De 1952 a 1955,
os prêmios foram concedidos por meio de votação pública, com cada espectador
podendo avaliar de um a quatro filmes após a exibição. A partir de 1956, a
Federação Internacional das Associações de Produtores de Cinema credenciou o
Festival de Cinema de Berlim, permitindo-lhe reunir júri internacional para
conceder prêmios. O festival originalmente acontecia no verão, antes de ser
realizado em fevereiro a partir de 1978. Apenas uma edição, a de 1970, foi
interrompida, à semelhança do Festival de Cannes de 1968. Naquela conjuntura,
eclodiu um escândalo em torno do filme OK, do realizador alemão Michael
Verhoeven, que “retratava a violação e o assassinato de uma mulher vietnamita
por soldados americanos”. A reação indignada do público, dividido quanto à sua
seleção, e os debates acalorados levaram o júri presidido pelo norte-americano
George Stevens a demitir-se, e o Festival foi cancelado dois dias antes da
cerimônia de entrega de prêmios. Em 1986, o festival ocorreu sob proteção
policial depois que Stammheim, que tratava do julgamento de 1977 da Fração
do Exército Vermelho, foi nomeado melhor filme.
Em 2011, o cineasta iraniano Jafar Panahi, que faria parte do júri, foi condenado pelo regime de seu país a seis anos de prisão e a uma proibição de 20 anos de exercer sua profissão. Ele recebeu um Urso de Ouro em 2015 por Taxi Tehrân, que apresentou clandestinamente. A Berlinale de 2019 foi a última sob a direção artística de Dieter Kosslick, que assumiu o cargo em 2002. Foi marcada pela assinatura da Carta para a Paridade e Diversidade nos Festivais de Cinema, defendida pelo Coletivo 50/50. O festival alemão comprometeu-se, assim, a fornecer estatísticas desagregadas por gênero, particularmente sobre o número de filmes submetidos à seleção, a publicar a lista de membros dos comitês de seleção e programadores e, finalmente, a se comprometer com um cronograma para transformar seus órgãos diretivos para alcançar a paridade plena. Ele foi substituído por dois novos diretores: Mariette Rissenbeek e Carlo Chatrian, que anteriormente havia sido diretor artístico do Festival de Locarno. A direção de arte está a cargo de Tricia Tuttle. Este festival é um evento importante não só para profissionais, mas também para o público em geral. Todos os anos, 20.000 profissionais de 120 países, incluindo 4.200 jornalistas, acorrem a Berlim para assistir a este extraordinário evento. Em 2020, a Berlinale continuou a ser o festival de cinema mais popular do mundo, com aproximadamente 332.000 bilhetes vendidos e 488.000 espectadores no total.
Caos Calmo tem como representação social um
romance do escritor italiano Sandro Veronesi, publicado em 2005, que ganhou
diversos prêmios literários, incluindo o Prêmio Strega em 2006; o Prêmio
Femina Étranger e o Prêmio Méditerranée Étranger em 2008. Foi
adaptado para o cinema em 2008, dirigido por Antonello Grimaldi e lançado com o
título Caos Calmo, estrelado por Nanni Moretti. Sandro Veronesi, nascido
em 1° de abril de 1959 em Prato, Toscana (Itália), é um escritor e roteirista
italiano, vencedor do Prêmio Strega em 2006 e 2020, do Prêmio Femina Foreign
por Calm Chaos e do Prêmio Flaiano (2011) por XY. Após se formar
em arquitetura pela Universidade de Florença, Sandro Veronesi dedicou-se à
escrita. Aos 25 anos, publicou seu primeiro livro, Il resto del cielo,
única incursão no campo da poesia. Em seus primeiros romances, que demostram a
influência do norte-americano Thomas Pynchon, o autor italiano explora a
difícil relação entre pai e filho. É o caso de Os Errantes (Gli
sfiorati), publicado em 1990 e adaptado para o cinema em 2011 por Matteo
Rovere. Em seu quarto romance, A Força do Passado (La Forza del Passato),
publicado em 2000, o pai está morto, mas sua memória pesa sobre Gianni Orzan,
autor de literatura infantojuvenil. Sandro Veronesi publica regularmente
romances, contos, ensaios e inúmeros prefácios para romances e ensaios, além de
roteiros para cinema e programas de televisão. Sandro Veronesi é irmão do
diretor Giovanni Veronesi. Em novembro de 2015 ele deixou a editora Bompiani
com Umberto Eco para fundar La nave di Teseo, uma nova editora, em
Milão.
Pynchon
nasceu em Long Island, em 1937. Era um dos três filhos do político e engenheiro
Thomas Ruggles Pynchon Sr. (1907–1995) e de Katherine Frances Bennett
(1909–1996), enfermeira. Seu ancestral, William Pynchon, emigrou para a Colônia
da Baía de Massachusetts, em 1630 e se tornou o fundador da cidade de
Springfield, em 1636. Parte dessa ancestralidade inspirou Pynchon em seus
trabalhos. Quando criança era um leitor voraz, acredita-se que ele tenha pulado
duas séries antes do Ensino Médio. Pynchon terminou o ensino básico na Oyster
Bay High School com honras acadêmicas em 1953. Passou então a frequentar o
departamento de Engenharia da Universidade de Cornell, uma das universidades da
Ivy-League, mas abandonou o curso no segundo ano para juntar-se à Marinha. Em
1957, retornou a Cornell para cursar Inglês. Seu primeiro conto, “A Small Rain”,
foi publicado através da revista literária da universidade, Cornell Writer, na
qual era editor-sênior, em maio de 1959, mesmo ano em que se formou. Passou então a escrever seu primeiro romance,
enquanto trabalhava como escritor técnico para a Boeing. V., seu livro
de estreia, foi publicado em 1963 e ganhou o prêmio de melhor romance do ano da
Fundação William Faulkner, que tem como representação social uma organização de
caridade fundada pelo romancista William Faulkner em 1960, para apoiar várias
causas de caridade, todas de natureza educacional ou literária.
Em 1989 recebeu o prêmio da Fundação MacArthur. A partir da publicação de seu terceiro e mais famoso livro, O Arco-Íris da Gravidade (1973), Pynchon tornou-se notório por sua fuga da exposição pública. Poucas fotos suas são reconhecidas. Antes de Mason & Dixon ser publicado em 1997, ele foi localizado e filmado pela CNN. Irritado com essa invasão de privacidade, Pynchon concordou em dar uma entrevista em troca do filme ser mantido em segredo. Quando questionado sobre sua natureza reclusiva, respondeu: “Acho que recluso é uma palavra-código usada por jornalistas, e significa não gosta de falar com repórteres”. Por conta dessa atitude, existem apenas algumas fotos de Pynchon com mais de quarenta anos de idade. Algumas podem ser vistas no filme Uma Viagem pela Mente de [P.] (2001), que tematiza sua vida e obra. O mistério em torno de sua pessoa acabou fazendo parte da cultura popular norte-americana. Pynchon vive em Manhattan com sua esposa e agente literária, Melanie Jackson, e seu filho, Jackson Pynchon. Antonio Luigi Grimaldi, reconhecido como Antonello Grimaldi nascido em 14 de agosto de 1955, é um ator, diretor de cinema e televisão e roteirista italiano. Grimaldi nasceu em 14 de agosto de 1955 em Sassari na ilha da Sardenha, Itália. Depois de receber seu Laurea em direito em 1981, mudou-se para Roma e frequentou a Escola de Cinema Gaumont, fundada pelo produtor Renzo Rossellini.
Mais tarde, lecionou
história da música na Accademia di Belle Arti em Sassari e direção de cinema na
Scuola Golden em Turim. A estreia de Grimaldi na direção ocorreu em 1985 com Juke
box. Em 1987, ele foi assistente de direção de Giuseppe Piccioni no
longa-metragem Il Grande Blek, estrelado por Sergio Rubini e Francesca
Neri. Em 1997, Grimaldi apareceu em Nirvana, dirigido pela
extraordinária Gabriele Salvatores. Ele então estrelou dois filmes dirigidos
por Gabriele Muccino: Ecco Fatto (1998) e Come te Nessuno Mai
(1999), onde interpretou o papel do chefe de polícia. Também em 1999, ele
apareceu em Guardami, uma cinebiografia de uma estrela pornô vagamente
baseada na vida da atriz adulta Moana Pozzi, estrelada por Elisabetta
Cavallotti e dirigida por Davide Ferrario. Em 2000, Grimaldi dirigiu Un
Delitto Impossibile (em inglês: An Impossible Crime), estrelado por
Lino Capolicchio, Carlo Cecchi, Ivano Marescotti, Ángela Molina e Silvio
Muccino. Nascido em Nápoles, na Itália, Gabriele Salvatores faz parte do seleto
grupo de cineastas que têm um Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, como era
reconhecida a categoria chamada de Filme Internacional.
Gabriele Salvatores
nascido em Nápoles, em 30 de julho de 1950 é um diretor e roteirista italiano.
Seu filme Mediterrâneo (1991) recebeu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em
1992. É um dos principais fundadores, junto com Maurizio Totti e Diego
Abatantuono da produtora cinematográfica Colorado Film e de diversos projetos
associados à empresa, como a editora Colorado Noir, esta última fundada em 2004
junto com Totti e Sandrone Duties. Perguntado sobre seu cineasta favorito, em
certa ocasião, ele não citou um dos tantos mestres do cinema italiano
pós-Segunda Guerra Mundial (1939-1945), mas admitiu a predileção pelo britânico
Stanley Kubrick (1928-1999). Ao longo dos anos, Gabriele diversificou seus pontos
de vista, fez dramas sociais, filmes de super-heróis, demonstrou personagens
fugindo dos problemas políticos do mundo moderno, etc. Gabriele Salvatores
nasceu em 30 de julho de 1950 em Nápoles, mas mudou-se com os pais e a irmã
para Milão aos seis anos. Formado no liceu clássico Cesare Beccaria, a sua
primeira aproximação ao mundo cinematográfico do entretenimento não passou pelo
cinema, mas exatamente quando iniciou a carreira artística no Teatro dell`Elfo,
é um anfiteatro da antiga Delfos, na Grécia, estando localizado no perímetro do
sítio arqueológico de Delfos. Foi o local dos concursos e apresentações de
música e poesia associados aos Jogos Píticos, com Ferdinando Bruni (1972), com
o qual dirigiu espetáculos per se definidos como vanguardistas.
Em junho de 1941, um grupo de soldados italianos, liderado pelo tenente Raffaele Montini, chega a uma pequena ilha grega, no Mar Egeu, onde montam um Posto de Observação. A pequena vila da ilha parece abandonada, não havendo o menor sinal do inimigo nem de seus habitantes. Logo, o rádio por eles trazido se quebra. Algumas tentativas são feitas para recuperá-lo, sem sucesso, ficando o grupo sem qualquer contato com o resto do mundo. A população civil local, basicamente composta de idosos, mulheres e crianças, já que os homens mais jovens haviam partido por conta da guerra, sentindo o espírito pacífico dos italianos, deixa seus esconderijos e desce a montanha. A princípio, os soldados se preocupam por acreditarem na possibilidade de uma emboscada, mas depois relaxam. O líder religioso informa ao tenente Montini que, antes deles chegarem, havia um grupo de alemães, os quais destruíram várias casas e afundaram seus barcos. Assim, ao avistarem o navio que os trouxera, os moradores da vila se refugiaram nas montanhas, acreditando extraordinariamente que os alemães estavam de volta. Uma bela jovem, de nome Vassilissa, procura o tenente Montini, em busca de trabalho. Na sua ausência, o Sgt. Lorusso se faz passar por ele. Perguntada sobre suas habilidades profissionais, ela responde que é puta. O sargento diz que vai ter que consultar o regulamento. Depois de conversar com seus colegas de farda, é elaborada uma programação de atendimento de Vassilissa aos interessados.
Escólio: O soldado
Farina, que nunca havia tido relação sexual com uma mulher, logo se apaixona
pela bela jovem e, ameaçando seus colegas com um fuzil, avisa que ninguém mais
vai ficar com ela. Alguns dias depois, o
padre da comunidade celebra o casamento dos dois. O tempo passa. Três anos depois da chegada do grupo à
pequena ilha, um monomotor, pilotado pelo tenente Carmelo, sofre pane e o
obriga a fazer um pouso de emergência na praia onde o grupo jogava
futebol. Ao verificar que seus colegas
italianos não estavam sabendo do andamento da guerra, ele os informa que o
líder fascista Benito Mussolini caiu e que a Itália se acha dividida em duas
formas de oposições assimétricas. No
Sul, estão os ingleses e os norte-americanos, enquanto no Norte acham-se os
alemães e os fascistas. Depois de
reparar o avião, o Ten. Carmelo se despede dizendo que vai falar com seu
comandante, na ilha de Creta, para que eles sejam resgatados. Um navio inglês
chega à pequena ilha, trazendo um grupo de gregos que lá moram. Os italianos partem no mesmo, exceção de
Farina que, casado, prefere desertar, refugiando-se com Vassilissa nas regiões
montanhosas. Anos depois, agora um senhor grisalho, o antigo tenente Montini
retorna à ilha. Lá, reencontra o
ex-sargento Lorusso, que não se readaptando à Itália, resolvera voltar pra
ilha, bem como, protagonizando a história, Farina & esposa, proprietários
do Restaurante Vassilissa.
Foi de uma dessas
obras, em 1983, que nasceu o tema de sua primeira direção cinematográfica, Sonho
de Uma Noite de Verão: inspirado em William Shakespeare, o filme é um
híbrido caleidoscópico inclusivo em torno de cinema, teatro, música e dança com
contos de fadas, cadências. De seu período teatral lembramos, em 1983, Class
Enemy de Nigel Williams , drama de 1978 - traduzido e adaptado pelo ator e
diretor Elio De Capitani - com protagonistas de nomes desconhecidos na época e
que mais tarde se tornaram atores de grande importância (Claudio Bisio , Paolo
Rossi , Antonio Catania , além do próprio De Capitani), Comediantes de Trevor
Griffiths, em 1985, comédia de 1975 traduzida e adaptada pelo próprio
Salvatores junto com a dupla Gino e Michele e na qual também estava Silvio
Orlando e que depois o mesmo arguto diretor transporá livremente para o cinema
em duas ocasiões distintas, Kamikazen - Ultima Notte a Milano, em 1988 e Call
Me Kowalski do próprio Paolo Rossi, de 1987, espetáculo que consagrou o ator de
Trieste como estrela histriônica do teatro italiano. Abandonou o teatro em
1989, passando para o mercado de trabalho para o mundo do cinema.
Os filmes Marrakech
Express (1989) e o seguinte Turné, de 1990 foram rodados com seu
grupo de amigos atores, incluindo Diego Abatantuono, com quem é dono e dirige a
produtora cinematográfica “Colorado”, e com quem se casou com a ex-esposa e
Fabrizio Bentivoglio, e entre as atrizes está Laura Morante. Em 1990 recebeu
uma indicação ao European Film Awards na categoria “Juventude” por Turné. Em
1990 foi também diretor do único videoclipe rodado pelo cantor e compositor
Fabrizio De André, para a música “La Domenica delle Salme”. Em 1991 alcançou
reconhecimento internacional com Mediterrâneo, filme de enorme sucesso, que lhe
rendeu o Oscar de melhor filme estrangeiro. O filme também ganhou outros
prêmios, incluindo o David di Donatello de melhor filme, edição e som e um
Nastro d`argento de direção. A sua chamada “trilogia de fuga”, composta pelos
três filmes acima mencionados, é idealmente continuada em 1992 por Puerto
Escondido, filme baseado no romance homônimo de Pino Cacucci, sobre temas
próximos dos anteriores, ao qual Abatantuono é acompanhado pelo ator Claudio
Bisio. No ano seguinte dirigiu Sud (1993), uma tentativa de denunciar a
situação política da Itália dos marginalizados e desempregados, em que se
destaca a interpretação de Silvio Orlando.
Em primeiro lugar, não devemos esquecer que o mundo das “histórias nacionais” de Leopold von Ranke (1795-1886) é, assim, determinado, visto que sua particularidade se refere a Existenz, para lembramo-nos de Friedrich Hegel, na técnica de interpretação na literatura e na filosofia de um “mundo europeu”, que mal se dilata, mas sem perder o conteúdo essencial, sobre províncias e continentes do ultramar colonizados por povos europeus. Mas não é a Europa inteira o que o ocupa, e sim as fronteiras geográficas dessa Europa latina e germânica, protestante ou católica, que são também as fronteiras do espaço e do tempo histórico a que devotou o melhor de sua atividade intelectual: “somos mais vizinhos de Nova York e de Lima do que de Kiev e Smolensk”. Mas é melhor tentarmos entender sua ideia de “nexo de sentido”, posto que as razões dessa crítica só valessem se quisesse dizer que o mundo histórico cessava, para Ranke, “nos limites da Europa Ocidental com seus apêndices ultramarinos”. Sua ideia de “nexo de sentido”, que poderia justificar-se como um princípio de economia necessário, passa a ser um “mandato de exclusão sem apelo”. Os povos que não tiveram o privilégio de originar-se das invasões dos séculos IV a VII, que não se puseram logo sob a égide da Igreja de Roma, que não tomaram parte nas cruzadas e direta ou indiretamente nos descobrimentos e conquistas ultramarinos, que não se viram envolvidos, dentro do mesmo espírito cristão, mas cristão ocidental, nas guerras de religião do século XVII e nem na Ilustração do século XVIII, “esses povos não têm salvação diante da História”.
Curioso é notar que em defesa do exclusivismo de Ranke poderia alegar-se que essa universalização da cultura ocidental parecia rigorosamente imprevisível à época em que ele viveu, e, no entanto, é forçoso observar que sua noção científica da História, ao mesmo tempo em que lhe traçava limites fixos no espaço, também excluíam a dimensão do futuro. Nada há, em sua obra, que se assemelha a certas previsões feitas por homens de seu tempo. E nem há como exprobrá-lo por ter seguido a regra, que Hegel definiu, mas não seguiu, de que não é da competência dos historiadores o arvorar-se em profetas ou dramaturgos. A limitação metodológica de Ranke, neste particular, não está em que para ele o tempo histórico pode comportar “um ontem”, quando muito “hoje”, cujo conhecimento nos é acessível através de pesquisas ou de experiências. A história se baseia num tempo incompleto, inacabado, que em si mesmo é uma exigência de mudança. O passado jamais se entrega imediatamente a nós, por isso devemos considerar ideológica a pretensão de estabelecer “o que efetivamente aconteceu”. Ou seja, a ideia conspícua de Leopold von Ranke, contida em seu Zur Kritik neurer Geschichsreiber do “como efetivamente aconteceu” (essen Sie tatsächlich, es passierte).
Nosso ponto de partida é articulado em torno do conceito de “tempo-de-agora” (Jetztzeit); é nele que tomamos consciência e que podemos nos relacionar em termos novos com o passado e exercermos a crítica analítica como veremos adiante. A história das mentalidades é modalidade que privilegia os modos “de pensar e de sentir” dos indivíduos de uma mesma época. Segundo Michel Vovelle, em Ideologies et Mentalités (1982), é o “estudo das mediações e da relação dialética entre, de um lado, as condições objetivas da vida dos homens e, de outro, a maneira como eles a narram e mesmo como a vivem”; ou, Le Mort et l’Occident de 1300 à Nous Jours, à Paraître fin 1982, ou ainda, segundo Robert Mandrou, no livro: Magistrados e Feiticeiros na França do Século XVII - Uma Análise de Psicologia Histórica em que interpreta “uma história centrada nas visões de mundo”. Esta obra apresenta os resultados de uma longa investigação pelos arquivos judiciários e pelos trabalhos consagrados à caça às bruxas na França no século XVII. Através de um itinerário intelectual e afetivo complexo, os Magistrados das cortes supremas (os Parlamentos) em Paris, Dijon, Bordeaux etc. renunciaram com dificuldades, lentamente, a condenação automática à fogueira dos suspeitos de bruxaria; longa tomada de consciência na qual os médicos, teólogos e juízes colaboram através de polêmicas veementes suscitadas em particular por alguns processos que causaram grande escândalo e puseram em causa os confessores de conventos femininos presos do demônio: em Aix-em-Provence, em Louviers.
Segundo Roger Chartier,
uma “história do sistema de crenças, de valores e de representações próprios a
uma época ou grupo”. Segundo Georges Duby, a designação ajustava-se à
necessidade de explicar o que de mais fundo “persiste e dá sentido à vida
material das sociedades”, ou seja, representam as ideias que formam das suas
condições reais de existência e que além disso “comandam de forma imperativa a
organização e o destino dos grupos humanos”. Haveria uma “mentalidade
coletiva”? Lucien Febvre (1953; 1978) perguntava-se se existiriam “modos de
sentir e de pensar” que fosse comum a “Cristóvão Colombo e ao mais humilde
marinheiro de suas caravelas”. Esta pergunta foi retomada a partir dos anos 1960,
e começou a se formar mais claramente como “uma nova técnica de orientação da
pesquisa histórica” a partir de autores como Philippe Ariès (1982), e ainda,
George Duby & Robert Mandrou, em Histoire de la Civilization Française.
Moyen Âge - XVIe siècle (1958). Deve-se ainda ter em vista que a História
das mentalidades se associou também ao conceito de “la longue durée” ou “tempo
longo”, característico da Escola dos Annales. Tal como o compreendia
Fernand Braudel, as mentalidades constituiriam um “padrão de pensamento” ou de
“sensibilidade” que mudaria muito lentamente, “vindo a formar uma estrutura de
longa duração”. Objetos típicos da História das mentalidades são: “as sensibilidades
do Homem diante da morte”, a história dos “grandes medos dos seres humanos nos
diversos períodos” (cf. Jean Delumeau), da feitiçaria (cf. Robert Mandrou) e
tantas outras que à época em que começa aflorar a História das mentalidades,
que “pareciam constituir temáticas exóticas para os historiadores que se
dedicavam a temas historiográficos mais tradicionais”. Não temos história do
amor, da morte, da piedade, da crueldade, da alegria.
A queixa de Lucien Febvre, em 1948, muito repetida desde então, tornou-se quase um manifesto da disciplina que se convencionou chamar a “história das mentalidades”. Uma das lacunas que o fundador da Escola dos Annales deplorava foi preenchida pela História do medo no Ocidente, de Jean Delumeau. Ao tomar como objeto de estudo o medo, ele parte da ideia de que não apenas os indivíduos, mas também as coletividades estão engajadas num diálogo permanente com a menos heroica das paixões humanas. Revelando-nos os pesadelos mais íntimos da civilização ocidental do século XIV ao XVIII, por exemplo, o mar, os mortos, as trevas, a peste, a fome, a bruxaria, o Apocalipse, Satã e seus agentes (o judeu, a mulher, o muçulmano) -, o grande pensador francês realiza uma obra sem precedentes na historiografia do Ocidente. Alguns autores postulam que a história das mentalidades apresentou como principais precursores dois grandes historiadores ligados à escola dos Annales: Marc Bloch, que publicou em 1922, Os Reis Taumaturgos, uma obra comparativa que examinava “a relação entre a crença no poder curativo dos reis e a autoridade das grandes dinastias francesas e inglesas”, e Lucien Febvre, que publicou O Problema do Ateísmo no Século XVI: A Religião de Rabelais, obra na qual já “defendia a tese da História como estudo interdisciplinar”. A chamada História das mentalidades é um ramo da Teoria da História.
É considerada uma
análise de tipo mais profundo da História, pois visa perscrutar e compreender
as grandes alterações nas formas de “pensar e agir do Homem ao longo dos
tempos”. Inscreve-se no chamado “tempo longo” (a “longa duração”), de teor
essencialmente estrutural e que atua nos mais diversos fatores de uma
sociedade. Por ser do domínio do “tempo longo”, a perspectiva temporal é
fundamental para seu estudo. Devido à sua abrangência intrínseca, permite
ampliar o conceito de documento, extravasando em muito o mero documento escrito
de cariz oficial. Os atos inconscientes são tão ou mais importantes que a
formalidade dos decretos e das ordens régias; a Arte, a Literatura, os
costumes, os ritos, os mitos e os símbolos (Marc Augé), a religião são
manifestações fundamentais para revelar a consciência auto reflexiva que o
homem tem de si numa determinada época” (Friedrich Hegel). Com a história das
mentalidades, a elaboração histórica deu um salto qualitativo, quer em termos
científicos quer no concernente ao seu ensino. A História Nova, de Marc Bloch
foi a grande impulsionadora da história das mentalidades. Outro grande impulsionador
desta teoria foi o filósofo e epistemólogo francês Michel Foucault, ligado à
influência de Sigmund Freud na esfera de saber da psicologia e psicanálise.
A história das
mentalidades é um meio de compreensão dos mecanismos sócio históricos sobre um
plano de fundo onde os conceitos elaboram-se a partir dos “estados mentais de
grupos coletivos”. Desse modo, as manifestações que estão ligadas ao amar,
lazer, morrer e viver num sentido de desvelar os discursos. Para além do óbvio
visando uma interação entre o antropológico, a sociologia e a psicanálise. Em
que a autoridade, tradição e passado está ligado à investigação
multidisciplinar. Apesar de estudar o modo de agir e pensar do indivíduo a
História das mentalidades estava ficando “fora de moda” e os historiadores não
gostam de serem tratados e rotulados como “historiador do mental” e a partir de
meados da década de 1980, na França, esse tipo de análise histórica já estava
sendo reformulada, dando lugar a sua principal herdeira, a Nova História
Cultural. A história cultural no Brasil, mutatis mutandis, para sermos breves,
deu-se através do historiador Sérgio Buarque de Holanda e do antropólogo
Gilberto Freyre, a partir de suas respectivas obras “Raízes do Brasil”,
publicada em 1936, e “Casa Grande e Senzala”, publicada em 1933. Para
compreender a história das mentalidades é preciso remontar aos séculos XIX e
XX, onde conceitos estabelecidos pelo historiador Leopold von Ranke (1979a;
1979b) que idealizava uma história tradicional, política voltada à biografia
dos reis, foi contestada mais tarde por Marc Bloch e Lucien Febvre que, em
busca de uma história-problema e de uma história do cotidiano fundaram a “Revue
des Annales”, em torno da qual se estabeleceu a chamada Escola dos Annales.
A história das mentalidades teve como destaques principais dois historiadores que com suas obras mostraram o pensar e o agir na História do mental: Bloch editou “Os Reis Taumaturgos”, uma obra comparativa entre crença e autoridades dos Reis e Febvre publicou “O Problema do Ateísmo no Século XVI: A Religião de Rabelais” onde defendia a tese da História representar uma forma de estudo interdisciplinar. A partir de 2001, fez a transição do cinema para a televisão, dirigindo o teleplay Gli Insoliti Ignoti (2003), a série de televisão Le Stagioni del Cuore (2004) e a minissérie de televisão La Moglie Cinese (2006), bem como 33 episódios do drama policial Distretto di Polizia de 2001 a 2007. Grimaldi retornou ao cinema em 2006, com sua participação em Il Caimano, dirigido por Nanni Moretti. Em 2008, ele dirigiu Moretti, Valeria Golino e Alessandro Gassman em Caos Calmo, e uma participação especial na sitcom Boris. Em 2009 dirigiu o filme para televisão do Canale 5, Due Mamme di Troppo, com Angela Finocchiaro e Barbara Matera. Grimaldi dirigiu Il Commissario Zagaira, uma série policial de dois episódios, parcialmente humorística, intitulada “Os Assassinatos de Salento”, ambientada em Lecce e na região de Salento, na Itália, estrelada por Lino Banfi como Comissário Pasquale Zagaria, e um elenco que inclui Ana Caterina Morariu como Nicoletta. A série foi produzida em 2010 pela RTI e Alba Film, e distribuída pelo Eurochannel.
Os gregos antigos
tinham duas palavras para o tempo: chronos e kairós. Enquanto o
primeiro refere-se ao tempo cronológico (ou sequencial) que pode ser medido,
esse último significa “o momento certo” ou “oportuno”: um momento indeterminado
no tempo em que algo especial acontece. Em teologia descreve a forma
qualitativa do tempo (o “tempo de Deus”), enquanto chronos é de natureza
quantitativa (o “tempo dos homens”). Na física e noutras ciências, o tempo é
considerado uma das poucas quantidades essenciais. O tempo social é usado para
definir outras quantidades, como a velocidade e definir nos termos dessas
quantidades iria resultar numa definição redundante. Por influência da teoria
da relatividade idealizada pelo físico Albert Einstein (1879-1955), o tempo vem
sendo considerado como uma quarta dimensão do continuum espaço-tempo do
Universo, que possui três dimensões espaciais e uma temporal. O tempo marcado
pelo relógio não é universal, mas sim uma construção histórica. Quando alguém
marca um compromisso, está informando que ela estará no local combinado quando
o ponteiro grande do relógio colocado naquele local coincidir com a marca no
dial sobre a qual há a inscrição “12”, e o ponteiro pequeno coincidir com a
marca associada à inscrição “1”.
A medida de tempo
requer um aparelho que produza eventos repetitivos e regulares – o relógio, um
dispositivo acionado por mola, eletricidade ou outros materiais utilizados como
medidor do tempo desde a Antiguidade, em variados formatos. É uma das mais
antigas invenções humanas. Com base na percepção humana, social, a
concepção comum de tempo é indicada por intervalos ou períodos de duração.
Pode-se dizer que um acontecimento ocorre depois de outro acontecimento. Além
disso, pode-se medir o quanto um acontecimento ocorre depois de outro. Esta
resposta relativa ao quanto é a quantidade de tempo entre estes dois
acontecimentos: à separação temporal dos dois acontecimentos distintos dá-se o
nome de intervalo de tempo; à separação temporal entre o início e o fim de um
mesmo evento dá-se o nome de duração. Uma das formas de se definir depois
baseia-se na assunção de causalidade. O trabalho realizado pela humanidade para
aumentar o conhecimento da natureza e das medições do tempo, através de
trabalho destinado ao aperfeiçoamento de calendários e relógios, foi um
importante motor das descobertas científicas. A palavra tempo pode referir-se
às condições climáticas num determinado momento em uma dada localidade. Na
foto, o tempo está bom! Não há sinal de chuva. Em outras palavras, o tempo é
uma componente do sistema de medições usado para sequenciar eventos, para
comparar as durações dos eventos, os seus intervalos, e para quantificar o
movimento de objetos.
O tempo tem sido um dos
maiores temas da religião, filosofia e ciência, mas defini-lo de forma não
controversa para todos, em uma forma que possa ser aplicada a todos os campos.
tem eludido aos maiores conhecedores. Foi paradoxal para seus mestres, que nem
sempre sabiam responder as suas perguntas nem refutar seus questionamentos
tanto políticos quanto existenciais. A física, com as chamadas ciências da
natureza, faz parte de um complexo de instituições de importância na sociedade
contemporânea, não só em função do vulto dos investimentos, como também do
contingente humano, do número e da diversidade de organizações comprometidas
com sua expansão. Os físicos constituem hoje um grupo de profissionais
socialmente prestigiados, formados em organizações próprias. Dispõem de enormes
facilidades de trabalho, como laboratórios, bibliotecas, serviços de
intercâmbio e divulgação de informações etc., os quais, em muitos aspectos
sociais, têm superado as vantagens conquistadas por grupos profissionais mais
tradicionais na cultura ocidental, como advogados e médicos. Como possuía
caráter individualista e alheio à disciplina prussiana, acaba sendo expulso do Gymnasium.
Aos 16 anos abandona a religião judaica que está na obediência aos
mandamentos divinos estabelecidos nos livros sagrados, que para eles,
isso é fazer a vontade de Deus e demonstrar respeito e amor pelo criador.
O judaísmo é a religião monoteísta que possui o menor número de adeptos no mundo, tornando-se livre de qualquer tipo de imposição em sua formação. Ainda que fosse de família judia, Albert Einstein (1879-1955) tinha um pensamento sobre religião que foi moldado durante sua estada em Zurique, na Suíça, quando os livros do filósofo Spinoza, caíram em suas mãos. O Deus de Spinoza era amorfo e impessoal, responsável pela ordem no universo e pela beleza da natureza. Na física, essa passagem teve o aspecto de uma autêntica revolução teórica. O sistema de Copérnico e sua teoria do heliocentrismo, que situou o Sol como o centro do Sistema Solar contrariando a vigente Teoria Geocêntrica que considerava a Terra como o centro do universo, é considerada como uma das mais importantes hipóteses científicas de todos os tempos, tendo constituído o ponto de partida da astronomia e a introdução do método experimental como argumento de prova, devida particularmente a Galileu, abalaram inexoravelmente a herança aristotélica dominante no pensamento filosófico até a Idade Média.
As grandes conquistas
da astronomia, que culminaram com a síntese newtoniana, resolveram em
definitivo os problemas da navegação, que a ciência da etapa anterior foi
incapaz de solucionar. A demolição do rígido e secularizado sistema
filosófico-religioso herdado da cultura anterior, e os frutos práticos na área
gozosa da navegação portuguesa e hispânica, principalmente, libertaram a
ciência de sua posição teorética contemplativa, especulativa, e abriram as
portas para uma concepção a ser encarada como instrumento de transformação. No
Renascimento italiano criaram-se as primeiras universidades, que deram margem a
novas atividades intelectuais. Embora dominadas a meados do século XIX pelas
heranças filosóficas de inspiração aristotélico-tomista, abrigaram o trabalho
de inúmeros contestadores, entre os quais Galileu. Foram também criadas as
primeiras sociedades científicas, a Accademia dei Lincei (1603), em
Roma, e a Accademia del Cimento (1651), em Florença. Esse movimento
renasceu na Inglaterra, em 1662, com a criação da The Royal Society,
logo seguida da França, com a Académie Royale des Sciences, em 1666, e
rapidamente atingiu outros países. Outros embriões de organização que
apareceram no século XVII foram a criação, em 1672, do Observatoire Royal,
em Paris, e Royal Observatory, em Greenwich, em 1675. Foram as primeiras
organizações dedicadas a setores da física patrocinadas pelo poder central, e
sua criação dependeu em muito do crédito obtido na resolução de problemas
astronômicos necessários ao desenvolvimento da camada no âmbito da era da
navegação.
Também foram as
primeiras organizações sociais, e durante muito tempo as únicas, a oferecerem
um emprego regular a especialista. Em 1790, estimava-se em torno de 200 o
número de academias. Essas academias nasceram com o intuito de conferir à
ciência um novo status. O esboço dos estatutos da Royal Society,
redigido por Robert Hooke (1635-1703), em 1663, estabelece essas metas: O
objetivo da Royal Society é aperfeiçoar o conhecimento das coisas da
natureza e de todas as artes úteis, manufaturas e práticas mecânicas, engenhos
e invenções por meio da experimentação. Apesar do impulso renovador e do
embrião de organização em que consistiam, as sociedades científicas eram
organizações fechadas, mantidas por seus membros de renda própria e posição
social. Não havia remuneração pelo trabalho científico, situação que perdurou
até a segunda metade do século XIX quando as universidades começaram a acolher
institucionalmente a ciência. Somente a partir dessa conjuntura história e
teórica o cientista contou com uma organização para a sua formação. Antes
disso, todos foram na prática autodidatas. Privatdozent é um título
universitário próprio das universidades de língua alemã na Europa.
Serve para designar
professores que receberam uma habilitação, mas que paradoxalmente, não
receberam a cátedra de ensino ou de pesquisa. Por esta razão, o Privatdozent
não recebe nenhuma remuneração por parte do governo. Porém, esta é uma passagem
obrigatória por concurso público de provas e títulos antes de obter a cátedra.
Física representa a ciência que estuda a natureza e seus fenômenos em seus
aspectos mais gerais. Analisa suas relações e propriedades, além de descrever e
explicar a maior parte de suas consequências. Tem como escopo a dinâmica e a
compreensão científica dos comportamentos naturais e gerais do mundo em nosso
torno, desde as partículas elementares até o universo como um todo. Com o
amparo do método científico e da lógica, e tendo a matemática como linguagem
natural, esta ciência descreve a natureza através da adoção de modelos
científicos. É considerada a ciência fundamental, sinônimo de ciência natural,
como a química e a biologia, têm raízes na física. Sua presença no cotidiano
humano é in statu nascendi ampla, sendo praticamente impossível uma
completíssima descrição dos fenômenos físicos em nossa volta. A aplicação da
física para o benefício humano contribuiu de forma inestimável para o
desenvolvimento da tecnologia moderna, desde o automóvel aos computadores
quânticos. A física é uma ciência influente e suas dinâmicas traduzidas no
desenvolvimento de novas tecnologias.
Bibliografia Geral Consultada.
CASTORIADIS, Cornelius, A
Instituição Imaginária da Sociedade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra,
1982; VOVELLE, Michel, Le Mort et l’Occident de 1300 à Nous Jours, à
Paraître Fin 1982. Paris: Éditions Gallimard, 1982; LITTLEJOHN, Stephen Ward,
Fundamentos Básicos da Comunicação Humana. Rio de Janeiro: Editora Guanabara,
1988; MARÍAS, Julián, A Felicidade Humana. São Paulo: Livraria Duas
Cidades, 1989; PAQUET, Marcel, Magritte: O Pensamento Tornado Visível. Colônia:
Editora Benedikt Taschen, 1992; PRIGOGINE, Ilya, La Fin des Certitudes –
Temps, Chaos et les Lois de la Nature. Paris: Éditions
Odile Jacob, 1996; LENAIN, Thierry (Org.), L’Image: Deleuze, Foucault,
Lyotard. Paris:
Librairie Philosophique J. Vrin, 1997; CALAPRICE, Alice, Assim Falou
Einstein. Rio de Janeiro: Editora
Civilização Brasileira, 1998; VERNANT, Jean-Pierre, O Universo, os Deuses,
os Homens. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2000; BLOOM, Harold
(Ed.), Thomas Pynchon. Estados Unidos: Infobase Publishing, 2003; MÁDOZ,
Inmaculada Cuquerella, La Superación del Nihilismo en la Obra de Albert
Camus: La Vida como Obra Trágica. Tese de Doutorado. Valência:
Editor Universität de Valência, 2007; PYNCHON, Thomas, “Ye Legend of Sir
Stupid and the Purple Knight”. In:
The Modern Word, 19 de janeiro de 2013; PEREIRA, Karoline Machado
Freire, Governamentalidade, Vigilância e Heterotopia na Sociedade Banóptica:
Análise Discursiva de Propagandas de Condomínios Residenciais Fechados da
Alphaville Urbanismo. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em
Linguística. Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes. João Pessoa:
Universidade Federal da Paraíba, 2019; DIMAS, Willian Lopes, Comunicação e
Circularidades: Uma Pequena Viagem em Torno do Corpo e seu Movimento.
Dissertação de Mestrado. Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e
Semiótica. São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 2016; SILVA,
Micael Rosa, “A Solidão como consequência do Caos em Francis Bacon e Nietzsche”.
In: Rev. Filos. Aurora 35 • 2023; AZEVEDO, Jessica Santos, A
Experiência da Perda e Luto Vivenciado por Colaboradores: Estudo Exploratório.
Dissertação de Mestrado em Gestão de Recursos Humanos. Escola de Economia e
Gesta. Minho: Universidade do Minho, 2025; entre outros.
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