“Girafas são um bom exemplo de como devemos sonhar: pés no chão e cabeça nas nuvens”. Natani Risorim
O termo girafa do árabe zarAfa(t), pelo italiano giraffa tem como representação social a designação dada a mamíferos artiodátilos, ruminantes, do gênero Giraffa, da família dos girafídeos, no qual constam quatro espécies considerava-se uma única espécie, a Giraffa camelopardalis, ou “camelo-leopardo”, como eram chamadas originalmente pelos romanos quando elas existiam no Norte da África até 2016, pois acreditava-se que vinham de uma miscigenação ou mestiçagem da fêmea camelo, com um macho leopardo. São ungulados com número par de dedos. As girafas são os únicos membros de seu gênero e, juntas com os ocapis, formam a família Giraffidae. É um mamífero artiodáctilo nativo do Nordeste da República Democrática do Congo, na África Central. Embora o ocapi tenha marcas listradas reminiscentes às das zebras, é mais estreitamente relacionado com a girafa. O ocapi e a girafa são os únicos membros vivos da família Giraffidae. Estão listadas quatro espécies de girafa existentes e nove já extintas, diferenciadas também pela distribuição geográfica e pelo padrão das manchas. Essas várias subespécies de girafas agora habitam as terras secas ao Sul do Saara. As girafas se distribuem em dois grupos: girafa-do-norte que são tricornes, isto é, com um corno nasal interocular e dois frontoparietais, apresentando pelagem predominantemente reticulada; e girafa-do-sul, sem corno nasal e a pelagem tem predominantemente malhas irregulares. O ocapi tem cerca de 1,5 metros de altura no ombro e tem um comprimento médio do corpo de cerca de 2,5 metros.
O seu peso varia de 200 a 350 kg. Tem um pescoço
longo e orelhas grandes e flexíveis. Sua pelagem varia do tom chocolate a
marrom avermelhado, em contraste com as listras horizontais brancas e anéis nas
pernas e tornozelos brancos. Os ocapis machos têm chifres curtos e cobertos de
pelos, chamados ossicones, com menos de 15 centímetros de comprimento.
As fêmeas possuem espirais de cabelo, e ossicones estão ausentes. Ocapis
são principalmente diurnos, mas podem estar ativos por algumas horas na
escuridão. Eles são essencialmente solitários, unindo-se apenas para se
reproduzir. São herbívoros, alimentando-se de folhas e brotos de árvores,
gramíneas, samambaias, frutas e fungos. A rotina dos machos e o estro das
fêmeas não depende da estação. Em cativeiro, os ciclos de estro recorrem a cada
15 dias. O período gestacional é de cerca de 440 a 450 dias, após o qual,
geralmente, um único filhote nasce. Os juvenis são mantidos escondidos,
e a amamentação ocorre com pouca frequência. Começam a tomar alimentos sólidos
a partir de três meses, e o desmame ocorre em seis meses. Ocapis habitam
florestas de dossel em altitudes de 500-1.500 metros. São endêmicos das
florestas tropicais da República Democrática do Congo, onde ocorrem nas regiões
Central, Norte e Leste. Em novembro de 2013, a União Internacional para a
Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais publicou em seu site
classificando o ocapi como ameaçado.
Em
alguns países da África, em seu primeiro ano de vida, sobretudo nos primeiros
cinco meses, entre 50% e 70% dos filhotes de girafas são presas de predadores
como leões, hienas, leopardos, cachorros-selvagens ou crocodilos. África é o
terceiro continente mais extenso depois da Ásia e da América com cerca de 30
milhões de quilômetros quadrados, cobrindo 20,3% da área total da terra firme
do planeta. É o segundo continente mais populoso da Terra (atrás da Ásia) com
cerca de um bilhão de pessoas (estimativa para 2005), representando cerca de um
sétimo da população mundial, e 54 países independentes. A população africana é
a mais jovem entre todos os continentes; a idade mediana em 2012 era de 19,7
anos, quando a idade mediana mundial era de 30,4 anos. Com base nas projeções
para 2024, a população africana ultrapassará os 3,8 mil milhões de pessoas em
2100. Não queremos perder de vista que a África é o continente habitado menos rico per capita e o segundo
menos rico em termos de riqueza total, à frente da Oceania. Estudiosos
atribuíram isso a diferentes fatores, incluindo geografia, clima,
corrupção, colonialismo, a Guerra Fria, e neocolonialismo.
Apresenta grande diversidade étnica, cultural, social e política. Dos trinta
países mais pobres do mundo contemporâneo, com mais problemas de subnutrição,
analfabetismo, baixa expectativa de vida, pelo menos 21 são africanos. Apesar
disso existem alguns países com um padrão de vida razoável, mas não existe
nenhum país realmente desenvolvido em termos de bem-estar na África. Maurícia e
Seicheles têm uma qualidade de vida bastante razoável, como até a recente
revolução também a Líbia.
Ainda há comparativamente outros países
africanos com qualidade de vida e índices estatísticos de desenvolvimento
razoáveis, como a maior economia africana, a África do Sul (0,705) e outros
países como Marrocos (0,676), Argélia (0,759), Tunísia (0,739), Egito (0,700),
Botsuana (0,728), Cabo Verde (0,651), São Tomé e Príncipe (0,609),
Congo-Brazavile (0,608), Gabão (0,702), Namíbia (0,645), Essuatíni (0,608),
Gana (0,596), Zâmbia (0,591), Guiné Equatorial (0,588), Quênia (0,579), Angola
(0,574), Camarões (0,563) e Zimbábue (0,563). A África costuma ser
regionalizada de duas formas. A primeira valoriza a localização dos países e os
divide em cinco grupos: África setentrional, África Ocidental, África Central,
África Oriental e África meridional. A segunda regionalização usa critérios
étnicos e culturais, como a religião e etnias predominantes em cada região,
sendo dividida em dois grandes grupos, a África Branca ou setentrional, formada
pelos oito países da África do norte, mais a Mauritânia e o Saara Ocidental, e
a África Negra ou subsaariana, formada pelos outros 44 países do continente. Fri
era um nome latino usado para se referir aos habitantes do que era então
conhecido como norte da África, localizado a oeste do rio Nilo, e em seu
sentido mais amplo referindo-se a todas as terras ao Sul do Mediterrâneo,
também conhecido como Líbia Antiga.
Este nome parece ter originalmente se referido a uma tribo nativa da Líbia, um ancestral dos berberes modernos; veja Terence para discussão. O nome tinha sido geralmente ligado com a palavra fenícia ʿafar que significa “poeira”, mas uma hipótese de 1981 afirmou que deriva da palavra berbere ifri (plural ifran) que significa “caverna”, em referência aos moradores de cavernas. A mesma palavra pode ser encontrada no nome dos Banu Ifran da Argélia e Tripolitânia, uma tribo berbere originária de Yafran também reconhecida como Ifrane no Noroeste da Líbia, bem como da cidade de Ifrane no Marrocos. República Romana representou um período da antiga civilização romana onde o governo operou como uma república, também designado como monarquia romana ou período régio, é a expressão utilizada por convenção para definir o estado monárquico romano desde sua origem em 21 de abril de 753 a.C.) até a queda da realeza em 509 a.C. Começou com a queda da monarquia, tradicionalmente datada cerca de 509 a.C., e sua substituição pelo governo chefiado por dois cônsules, eleitos anualmente pelos cidadãos e aconselhados pelo senado. Uma complexa constituição gradualmente foi desenvolvida, centrada nos princípios de uma separação dos poderes e de freios e contrapesos. Exceto em tempos de terrível emergência nacional, ofícios públicos foram limitados por um ano, de modo que, em teoria ao menos, nenhum indivíduo exercesse poder absoluto sobre seus concidadãos. Era hierárquica.
A evolução da constituição da República Romana
foi pesadamente influenciada pela luta entre os patrícios, aristocratas
proprietários de terra, que traçaram sua ancestralidade no início da história
do Reino de Roma, e os plebeus, os cidadãos muito mais numerosos. Logo depois
da fundação da república, o conflito levou à primeira das muitas secessões da
plebe, na qual os plebeus se retiraram da cidade e se reuniram no monte sacro
numa época de guerra, o que levou à criação do cargo de tribuno da plebe, o que
representou a primeira partilha de poder entre as ordens tradicionais romanas. Historicamente
as leis que deram aos patrícios direitos exclusivos de acesso aos mais altos
ofícios foram revogadas e enfraquecidas, e as principais famílias plebeias
tornaram-se membros plenos da aristocracia. Os líderes da República
desenvolveram uma forte tradição e moralidade que exigia serviço público e
patrocínio na paz e na guerra, tornando os sucessos políticos e militares
indissociáveis. Durante os primeiros dois séculos de sua existência a república
expandiu-se através de uma combinação de conquista e aliança, da Itália central
para a península Itálica inteira. Pelo século seguinte, incluía o Norte da
África, a Península Ibérica, Grécia, e o que é o Sul da França. Dois séculos
após isso, em direção ao fim do século I a.C., incluía o resto da moderna
França, e muito do Mediterrâneo Oriental. A República Romana, sem temor a erro,
pode-se dizer que nunca foi totalmente restaurada, mas também pode-se afirmar,
politicamente, que nunca foi formalmente abolida. Por esta conjuntura
política, apesar das restrições tradicionais e legais da república contra
qualquer aquisição individual de poderes políticos permanentes, a política foi
dominada por um pequeno número de líderes romanos, com suas alianças pontuadas
por uma série de guerras civis.
O vencedor de uma destas guerras civis, Otaviano (mais tarde reconhecido como Augusto) reformou a república como um principado, com ele mesmo como o “primeiro cidadão”. O senado continuou a sentar e debater. Magistrados anuais foram eleitos como antes, mas as decisões finais em assuntos de política, guerra, diplomacia e nomeações foram privilégios de Augusto através de seu manejo de um número de separados poderes simultaneamente. Um de seus muitos títulos foi Imperator do qual o título Imperador derivou, e é “o primeiro imperador romano”. Contudo, o termo res publica continuou a ser usado para referir-se ao aparato do Estado, assim a data exata da transição para o Império Romano é um assunto de interpretação. Historiadores variadamente propuseram a nomeação de Júlio César como ditador perpétuo em 44 a.C., a derrota de Marco Antônio na Batalha de Ácio em 31 a.C., e a concessão de poderes extraordinários para Otaviano sob o primeiro assentamento e sua adoção do título de Augusto em 27 a.C., como o evento que define o fim da república. Sob o domínio romano, Cartago tornou-se a capital da província então chamada África Proconsularis, após a derrota dos cartagineses na Terceira Guerra Púnica em 146 a.C., que também incluía a parte costeira da atual Líbia. O sufixo latino -ica às vezes pode ser usado para denotar uma terra, por exemplo, em Celta de Celtae, como usado por Júlio César. A região muçulmana posterior de Ifriqiya, após a conquista do Exarchatus Africae do Império Bizantino (Romano Oriental), também preservou uma forma do nome. De acordo com os romanos, a África fica a Oeste do Egito, enquanto “Ásia” para se referir à Anatólia e terras a Leste. Uma linha definitiva foi traçada entre os dois continentes pelo geógrafo Ptolomeu (85-165 d.C.), indicando Alexandria ao longo do Meridiano de Greenwich e fazendo do istmo de Suez e do Mar Vermelho a fronteira entre a Ásia e a África. À medida que os europeus passaram a entender a real extensão do continente, a ideia de “África” expandiu-se com seus conhecimentos.
Escólio: Friedrich
Hegel que parte da análise da consciência comum, não podia situar como
princípio primeiro uma dúvida universal que só é própria da reflexão
filosófica. Por isso mesmo ele segue o caminho aberto pela consciência e a
história detalhada de sua formação. Ou seja, a Fenomenologia vem a ser uma
história concreta da consciência, sua saída da caverna e sua ascensão à
Ciência. Daí a analogia que em Hegel existe de forma coincidente entre a
história da filosofia e a história do desenvolvimento do pensamento, mas este
desenvolvimento é necessário, como força irresistível que se manifesta
lentamente através dos filósofos, que são instrumentos de sua manifestação.
Assim, preocupa-se apenas em definir os sistemas, sem discutir as
peculiaridades e opiniões dos diferentes filósofos. Na determinação do sistema,
o que o preocupa é a categoria fundamental que determina o todo complexo do
sistema, e o assinalamento das diferentes etapas, bem como as vinculasses
destas etapas que conduzem à síntese do espírito absoluto. Para compreender o
sistema é necessário começar pela representação, que ainda não sendo totalmente
exata permite, no entender de sua obra a seleção de afirmações e preenchimento
do sistema abstrato de interpretação do método dialético, para poder alcançar a
transformação da representação numa noção clara e exata.
Assim, temos a passagem
da representação abstrata, para o conceito claro e concreto através do acúmulo
de determinações. Aquilo que por movimento dialético separa e distingue
perenemente a identidade e a diferença, sujeito e objeto, finito e infinito, é a
alma vivente de todas as coisas, a Ideia Absoluta que é a força geradora, a
vida e o espírito eterno. Mas a Ideia Absoluta seria uma existência abstrata se
a noção de que procede não fosse mais que uma unidade abstrata, e não o que é
em realidade, isto é, a noção que, por um giro negativo sobre si mesma,
revestiu-se novamente de forma subjetiva. Metodologicamente a determinação mais
simples e primeira que o espírito pode estabelecer é o Eu, a faculdade de poder
abstrair todas as coisas, até sua própria vida. Chama-se idealidade
precisamente esta supressão da exterioridade. Entretanto, o espírito não se
detém na apropriação, transformação e dissolução da matéria em sua
universalidade, mas, enquanto consciência religiosa, por sua faculdade
representativa, penetra e se eleva através da aparência dos seres até esse
poder divino, uno, infinito, que conjunta e anima interiormente todas as
coisas, enquanto pensamento filosófico, como princípio universal, a ideia
eterna que as engendra e nelas se manifesta. Isto quer dizer que o espírito
finito se encontra numa união imediata com a natureza, a seguir em
oposição com esta, e finalmente em identidade com esta, porque suprimiu a
oposição e voltou a si mesmo e, consequentemente, o espírito finito é a ideia,
mas ideia que girou sobre si mesma e que existe por si em sua própria
realidade.
A Ideia absoluta que para realizar-se colocou como oposta a si, à natureza, produz-se através dela como espírito, que através da supressão de sua exterioridade entre inicialmente em relação simples com a natureza, e, depois, ao encontrar a si mesma nela, torna-se consciência de si, espírito que conhece a si mesmo, suprimindo assim a distinção entre sujeito e objeto, chegando assim à Ideia a ser por si e em si, tornando-se unidade perfeita de suas diferenças, sua absoluta verdade. Com o surgimento do espírito através da natureza abre-se a história da humanidade e a história humana é o processo que medeia entre isto e a realização do espírito consciente de si. A filosofia hegeliana centra sua atenção sobre esse processo e as contribuições mais expressivas de Hegel ocorrem precisamente nesta esfera, do espírito. Melhor dizendo, para Hegel, à existência na consciência, no espírito chama-se saber, conceito pensante. O espírito é também isto: trazer à existência, isto é, à consciência. Como consciência em geral tenho eu um objeto; uma vez que eu existo e ele está na minha frente. Mas enquanto o Eu é o objeto de pensar, é o espírito precisamente isto: produzir-se, sair fora de si, saber o que ele é. Nisto consiste a grande diferença: o homem sabe o que ele é. Logo, em primeiro lugar, ele é real. Sem isto, a razão, a liberdade não são nada. O homem é essencialmente razão. O homem, a criança, o culto e o inculto, é razão. Ou melhor, a possibilidade para isto, para ser razão, existe em cada um, é dada a cada um. A razão não ajuda em nada a criança, o inculto. É somente uma possibilidade, embora não seja uma possibilidade vazia, mas possibilidade real e que se move em si. Assim, por exemplo, dizemos que o homem é racional, e distinguimos muito bem o homem que nasceu somente e aquele cuja razão educada está diante de nós. Isto pode ser expresso assim: o que é em si, tem que se converter em objeto para o homem, chegar à consciência; assim chega para ele e para si mesmo.
A história para Friedrich Hegel, é o desenvolvimento do Espírito no tempo, assim como a Natureza é o desenvolvimento da ideia no espaço. Deste modo o homem se duplica. Uma vez, ele é razão, é pensar, mas em si: outra, ele pensa, converte este ser, seu em si, em objeto do pensar. Assim o próprio pensar é objeto, logo objeto de si mesmo, então o homem é por si. A racionalidade produz o racional, o pensar produz os pensamentos. O que o ser em si é se manifesta no ser por si. Todo conhecer, todo aprender, toda visão, toda ciência, inclusive toda atividade humana, não possui nenhum outro interesse além do aquilo que filosoficamente é em si, no interior, podendo manifestar-se desde si mesmo, produzir-se, transformar-se objetivamente. Nesta diferença se descobre toda a diferença na história do mundo. Os homens são todos racionais. O formal desta racionalidade é que o homem seja livre. Esta é a sua natureza. Isto pertence à essência do homem: a liberdade. O europeu sabe de si, afirma Hegel, é objeto de si mesmo. A determinação que ele conhece é a liberdade. Ele se conhece a si mesmo como livre. O homem considera a liberdade como sua substância. Se os homens falam mal de conhecer é porque não sabem o que fazem. Conhecer-se, converter-se a si mesmo no objeto (do conhecer próprio) e o fazem relativamente poucos. Mas o homem é livre somente se sabe que o é. Pode-se também em geral falar mal do saber, como se quiser. Mas somente este saber libera o homem.
O conhecer-se é no espírito a
existência. Portanto isto é o segundo, esta é a única diferença da existência
(Existenz) a diferença do separável. O Eu é livre em si, mas também por si
mesmo é livre e eu sou livre somente enquanto existo como livre. A terceira
determinação é que o que existe em si, e o que existe por si são somente uma e
mesma coisa. Isto quer dizer precisamente evolução. O em si que já não fosse em
si seria outra coisa. Por conseguinte,
haveria ali uma variação, mudança. Na mudança existe algo que chega a ser outra
coisa. Na evolução, em essência, podemos também sem dúvida falar da mudança,
mas esta mudança deve ser tal que o outro, o que resulta, é ainda idêntico ao
primeiro, de maneira que o simples, o ser em si não seja negado. Por serem elas
diferenças, à uma, físicas e espirituais, seria preciso, para determinação ou
descrição mais concreta, antecipar a noção do espírito cultivado. As diferenças
são: 1) curso natural das idades da vida, desde a criança, desde a criança, o
espírito envolvido em si mesmo – passando pela oposição desenvolvida, a tensão
de uma universalidade ela mesma ainda subjetiva em contraste com a
singularidade imediata, isto é, como o mundo presente, não conforme a tais
ideais, e a situação que se encontra, em seu ser-aí para esse mundo, o
indivíduo que, de outro lado, está ainda não-autônomo e em si mesmo não está
pronto (o jovem) – para chegar à relação verdadeira, ao reconhecimento da
necessidade e racionalidade objetivas do mundo já presente, acabado; em sua
obra, que leva a cabo por si e para si, o indivíduo retira, por sua atividade,
uma confirmação e uma parte, mediante a qual ele é algo, tem uma presença
efetiva e um valor objetivo (homem); até a plena realização da unidade com essa
objetividade do conhecer: unidade que, enquanto real, vem dar na inatividade da
rotina que tira o interesse, enquanto ideal se liberta dos interesses
mesquinhos é das complicações do presente exterior (o ancião).
O espírito manifesta aqui sua independência da própria corporalidade humana, em poder desenvolver-se antes que nela torne. Com frequência, crianças têm demonstrado um desenvolvimento espiritual que vai muito mais rápido que aparentemente em sua formação corporal. Esse foi o caso histórico, sobretudo em talentos artísticos indiscutíveis, em particular nos gênios da música. Também em relação ao fácil apreender de variados conhecimentos, especialmente na disciplina matemática; e tal precocidade tem-se mostrado não raramente também em relação a um raciocínio de entendimento, e mesmo sobre objetos éticos e religiosos. O processo de desenvolvimento do indivíduo humano natural decompõe-se então em uma série de processos, cuja diversidade se baseia sobre a relação do indivíduo para com o gênero, e funda a diferença da criança, do homem e do ancião. Essas diferenças são as apresentações das diferenças do conceito. A idade da infância é o tempo da harmonia natural, da paz do sujeito consigo e com o mundo.
Um começo tão sem-oposição quanto a velhice é um fim sem-oposição. As oposições que surgem ficam sem interesse mais profundo. A criança vive na inocência, sem sofrimento durável; no amor aos seus pais, e no sentimento de ser amado por eles. O homem passou a estar presente na África durante os primeiros anos da era quaternária ou os últimos anos da era terciária. A maioria dos restos de hominídeos fósseis encontrados por arqueólogos — australopitecos, Homo habilis, Homo erectus, Homo heidelbergensis, homens de Neandertal e de Cro-Magnon — em lugares diferenciados da África é a demonstração de que essa parte do mundo é importante no processo evolutivo da espécie humana e indica até a possível busca das origens do homem nesse continente. As semelhanças comparáveis da história da arte que vai entre o paleolítico e o neolítico são iguais às das demais áreas dos continentes europeu e asiático, com diferenças focadas em regiões então desenvolvidas. A maioria das zonas do interior do continente, meio postas em isolamento, em contraposição ao litoral, ficaram permanentes em estágios do período paleolítico, apesar de a neolitização processada ter início em 10 000 a.C., com uma diversidade de graus acelerados. O Norte da África é a região mais antiga do mundo. A civilização egípcia floresceu e inter-relacionou-se com as demais áreas culturais do mundo mediterrâneo, motivos pelas quais essa região foi estreitamente vinculada, há milhares de séculos, depois que a civilização ocidental foi geralmente desenvolvida.
As colônias
pertencentes à Fenícia, Cartago, a romanização, os vândalos aí fixados e o
Império Bizantino influente são os fatores pelos quais foi deixada no litoral
mediterrâneo da África uma essência da cultura que posteriormente os árabes
assimilaram e modificaram. Na civilização árabe foi encontrado um campo de
importância em que foi expandida e consolidada a cultura muçulmana no Norte da
África. O Islã foi estendido pelo Sudão, pelo Saara e pelo litoral Leste. Nessa
região, o Islã é a religião pela qual foram sendo seguidas as rotas de comércio
do interior da África (escravos, ouro, penas de avestruz) e estabelecidos
encraves marítimos (especiarias, seda) no oceano Índico. Simultaneamente, na
África negra foram conhecidos vários impérios e Estados que aí floresceram.
Estes impérios e estados nasceram de grandes clãs e tribos submetidos a um só
soberano poderoso com características próprias do feudalismo e da guerra. Entre
esses impérios de maior importância figuram o de Axum, na Etiópia, que teve sua
chegada ao apogeu no século XIII; o de Gana, que se desenvolveu do século V ao
XI e os estados muçulmanos que o sucederam foram o de Mali (do século XIII ao
XV) e o de Songai (do século XV ao XVI); o reino de Abomei do Benim (século
XVII); e a confederação zulu do Sudeste africano (século XIX). Durante o século
XV os exploradores vindos da Europa chegaram primeiro ao litoral da África
Ocidental. O estímulo dado a essa exploração foi uma forma de buscar novos
caminhos para as Índias, após o comércio ser fechado por parte dos turcos no
leste do Mar Mediterrâneo.
Os colonizadores de
Portugal, da Espanha, da França, da Grã-Bretanha e dos Países Baixos, além dos
italianos, foram os competidores do “novo caminho”, estabelecendo no litoral
feitorias e portos de embarque para, principalmente, comercializar escravos.
Concomitantemente, foram realizadas as primeiras viagens científicas que
adentraram o interior do continente: Charles-Jacques Poncet na Abissínia, em 1700;
James Bruce em 1770, procurando o local onde nasce o Nilo; Friedrich Konrad
Hornermann viajando no deserto da Líbia sobre a “garupa de um camelo”, em 1798;
Henry Morton Stanley e David Livingstone na bacia do Congo, em 1879. A partir
do século XIX, as potências europeias, interessadas política e economicamente,
representavam estímulo para que o interior da África fosse penetrado e
colonizado. As potências europeias desejavam a criação de impérios que fossem
estendidos de litoral a litoral, mas isso fez com que o Reino Unido, pelo qual
foi conseguida a ocupação de uma faixa de Norte a Sul, do Egito à África do
Sul, além de demais zonas colonizadas no golfo da Guiné, a França, que
estabeleceu-se no Noroeste da África, em parte do equador africano e em
Madagascar e, em quantidade pequena, Portugal (Angola, Moçambique, Guiné e uma
diversidade de ilhas estratégicas), Alemanha (Togo, Tanganica e Camarões),
Bélgica (Congo Belga), Itália (Líbia, Etiópia e Somália) e Espanha (parte do
Marrocos, Saara Ocidental e encraves na Guiné) brigassem entre si. A partilha
da África foi formalmente consumada na Conferência de Berlim de 1884–1885,
na qual firmou-se o princípio da ocupação efetiva como forma de legitimar as
colônias empossadas.
Devido ao regime
colonial estabelecido no continente, foram destruídas e modificadas as
estruturas sociais, econômicas, políticas e religiosas da maioria do território
da África negra. As colônias que proclamaram sua Independência, processo
emancipatório que se iniciou após a 2ª guerra mundial (1939-1945) e se concluiu
principalmente de 1960 até 1975, tiveram que enfrentar problemas graves de
integração nacional, resultantes das fronteiras arbitrárias herdadas do
sistema colonial, além da pobreza prevalecente no continente e o rápido
crescimento da população africana, mais elevado do que o número de alimentos
produzidos. Acresce que econômica e politicamente dependem em boa parte das
antigas metrópoles, que a sua administração se caracteriza geralmente por
ineficiência e corrupção, e que a persistente divisão étnica e religiosa leva a
conflitos de várias ordens. Estes e outros fatores são as principais barreiras
que impedem que os novos países se desenvolvam. Os seus governos, muitas vezes
com características de ditaduras militares ou de um presidencialismo
autoritário, são frequentemente empecilhos em vez de motores do
desenvolvimento. Em alguns casos, têm tendência à adoção de políticas
concebidas para garantir a libertação dos países das potências estrangeiras. A
cooperação entre países africanos, facilita a solução dos seus principais
problemas, em tono do desenvolvimento social, deu origem a uma diversidade de
organizações supranacionais que se baseiam na ideia do pan-africanismo,
ou a totalidade dos povos africanos unidos em torno dos interesses comuns. A
organização de maior importância é a Organização da Unidade Africana (OUA).
As principais ameaças incluem a perda de habitat devido à exploração madeireira e ao assentamento humano. A caça extensiva para a carne de animais selvagens e pele e a mineração ilegal também levaram a um declínio nas populações. O Okapi Conservation Project foi estabelecido em 1987 para proteger as populações de ocapi. Os machos chegam a 5 metros de altura e com suas línguas preênseis que alcançam até 50 centímetros são capazes de pegar as folhas de acácias, por entre pontiagudos espinhos nos altos dos galhos, que são sua principal fonte de alimentação. Elas são capazes de comer as folhas das árvores até 6 metros de altura. Para poderem pastar, têm de afastar uma da outra as pernas dianteiras. Devido ao baixo teor nutritivo das folhas, as girafas precisam comer grandes quantidades e passam quase 20 horas por dia comendo. O comprimento do corpo pode ultrapassar os 2,25 metros e ainda possui uma cauda com oitenta centímetros de comprimento, não contando com o pincel final. O seu peso pode ultrapassar os 500 quilogramas. Apesar do seu tamanho, a girafa pode atingir a velocidade de 56 km/h, suficiente para fugir de seus predadores. As girafas, como todos os mamíferos, possuem sete vértebras cervicais. Os seus pescoços, entretanto, são os maiores dos animais atuais, pelo que é pouco flexível. Por causa de seu pescoço comprido e rígido, seu sistema vascular tem a maior pressão sanguínea do reino animal.
O coração tem dois orifícios: um que bombeia sangue para o pulmão e membros e outro que alimenta o cérebro com o líquido vermelho. Este último é fino, visto que os músculos são maiores, e a força para o bombeamento não é tão grande como se imagina. No entanto, quando a girafa tem de beber água, a pressão sanguínea da cabeça aumenta muito e só não a mata devido a duas particularidades excepcionais. Próximo ao cérebro, existe uma rede de vasos capilares que se ramificam em inúmeras veias menores dentro do crânio do animal. Eles servem para amortecer e distribuir essa sobrecarga de sangue jorrada pelo coração quando a girafa está com o pescoço abaixado. Além disso, uma veia grossa repleta de válvulas que retorna ao coração recebe parte do sangue bombeado. Quando o sangue pressiona demasiadamente os vasos da cabeça da girafa, ele é desviado para essa veia. Repleta de válvulas que se fecham com a passada do sangue, a veia alivia a pressão da cabeça e não deixa que o animal morra cada vez que deseja matar a sede. Ambos os sexos possuem dois a quatro cornos curtos e recobertos por pele. O pelo da girafa é fulvo (amarelo-tostado, alourado) ou rosado, com grandes manchas de cor amarronzada (exceto no ventre, onde o pelo é branco). As manchas pardas possuem um padrão único para cada indivíduo e o auxilia a se mimetizar por entre as sombras das árvores onde habita. Essas manchas também concentram, debaixo da pele, vasos sanguíneos e são responsáveis pela manutenção da temperatura corporal adequada das girafas. Possuem pernas longas, sendo as dianteiras mais altas que as traseiras, e número reduzido de costelas.
O tempo de vida de uma girafa é de aproximadamente 15 a 20 anos. O couro das pernas, como dizíamos, é mais rijo e comprime mais os membros da girafa do que no restante do corpo. Isso permite que o sangue não se espalhe pelo tecido e músculos das patas, fazendo-o retornar ao coração. Caso isso não acontecesse, as pernas da girafa acumulariam muito sangue por serem longas demais e acabariam matando o animal. Leões, hienas e leopardos são predadores dos filhotes de girafas, mas os adultos possuem porte e velocidade suficientes para limitar o número de predadores. As girafas quase não emitem sons. A gestação dura 420 a 450 dias, nascendo só uma cria de cada vez com uma altura que oscila entre 1,5 e 1,7 metros. Seus chifres nascem soltos no crânio para que não machuquem a mãe durante sua saída do útero. Os chifres se fundem com o osso durante a infância e adolescência. Os filhotes de girafas caem de uma altura de quase 2 metros quando a mãe está de pé durante o nascimento, o que é frequente. A vegetação da savana africana, entretanto, amortece a queda. É um animal gregário constituindo rebanhos ou bandos pouco numerosos, andando rapidamente, a passo travado e associando-se aos antílopes e avestruzes nas savanas africanas ao sul do Saara. As girafas dormem aproximadamente duas horas por dia e um pouco de cada vez. Elas dormem em pé e, apenas em ocasiões muito especiais, quando se sente completamente segura, se deita no chão para descansar. A girafa só se deita se estiver segura pois, caso um predador se aproxime, ela demora muito tempo para se levantar devido a seu tamanho.
Bibliografia Geral Consultada.
BALANDIER, Georges, Sociologie Actuelle
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