“Não há desodorante como o sucesso”. Elizabeth Taylor
Elizabeth Rosemond Taylor (1932-2011) foi uma atriz anglo-americana. Começou sua carreira como atriz infantil no início dos anos 1940, tornando-se uma das estrelas mais populares do cinema clássico de Hollywood nas décadas de 1950 e 1960. Ela foi “a primeira atriz a assinar um contrato milionário com uma produtora”, para estrelar o filme Cleópatra, em 1963. Vencedora de dois Óscares de Melhor Atriz, um BAFTA e um Globo de Ouro. Taylor também foi uma das primeiras celebridades a participar do ativismo da síndrome da imunodeficiência adquirida, liderando campanhas de prevenção e foi cofundadora da Fundação Americana para a Pesquisa, em 1985, e da Fundação Elizabeth Taylor, em 1991. Desde o início da década de 1990 até sua morte, ela dedicou seu tempo à filantropia. Em 1999, foi nomeada pelo Instituto Americano de Cinema a “sétima maior lenda feminina do cinema”. Ao longo de sua carreira, a vida pessoal de Taylor foi alvo constante de atenção da mídia. Ela se casou oito vezes com sete homens, teve quatro filhos, converteu-se ao judaísmo (cf. Marx, 1964), enfrentou problemas com alcoolismo e outras doenças graves e levou um estilo de vida luxuoso, incluindo a criação de “uma das coleções particulares de joias mais caras do mundo”. A família viveu em Londres durante a infância de Elizabeth. Seu círculo social incluía artistas como Augustus John (1878-1961) e Laura Knight (1877-1990), e políticos como Victor Cazalet (1896-1943), o padrinho não-oficial de Taylor e uma influência em sua vida precoce. Ela foi matriculada na Byron House, uma escola em Highgate, e foi criada de acordo com os ensinamentos da “ciência cristã”, a religião de sua mãe e Cazalet.
No início de 1939, os Taylors decidiram retornar aos Estados Unidos devido ao medo da guerra iminente na Europa. O embaixador dos Estados Unidos Joseph P. Kennedy entrou em contato com seu pai, instando-o a retornar aos EUA com sua família. Sara e as crianças partiram primeiro, em abril de 1939, a bordo do transatlântico SS Manhattan e foram morar com o avô materno de Elizabeth em Pasadena, Califórnia. Francis ficou para trás para fechar a galeria de Londres e se juntou a eles em dezembro. No início de 1940, ele abriu uma nova galeria em Los Angeles. Depois de viver por pouco tempo em Pacific Palisades com os Chapman, a família Taylor se estabeleceu em Beverly Hills, onde as duas crianças foram matriculadas na Hawthorne School. Na Califórnia, a mãe de Elizabeth era orientada para que levasse a filha para fazer testes em produtoras de filmes. Escólio: Elizabeth Taylor está viajando com um passaporte britânico, mas isso não afeta sua cidadania americana. Funcionários da Embaixada dos Estados Unidos esclareceram isso hoje, quando questionados sobre o efeito do uso do passaporte britânico pela atriz. Funcionários consulares americanos em Paris disseram que planejam devolver a Elizabeth Taylor seu passaporte americano, que ela entregou lá em outubro passado. Eles devem enviá-lo a ela através da embaixada em Londres, já que ela está aqui. Elizabeth Taylor possui dupla nacionalidade desde o nascimento. Ela nasceu em Londres, em 1932, filha de pais americanos. Portanto, ela era considerada cidadã de ambos os países, de acordo com suas respectivas leis. Para que Elizabeth Taylor perca sua cidadania americana, ela precisa realizar um dos vários atos específicos previstos em lei, como renunciar à “lealdade e fidelidade aos Estados Unidos”.
Em Paris, em outubro passado, ela disse a um funcionário consular americano que queria renunciar à sua cidadania. Ela recebeu o formulário padrão para assinar. Mas, antes de fazê-lo, riscou a frase sobre “lealdade e fidelidade”. O Departamento de Estado decidiu que a Srta. Taylor não havia cumprido a lei e que ainda era cidadã. Sua posição era de que não se pode obter os benefícios da renúncia à cidadania, quaisquer que sejam, sem pagar a penalidade de uma renúncia pública à lealdade. De acordo com fontes oficiais em Washington, a Srta. Taylor está buscando um benefício financeiro. Sob recentes alterações no código tributário interno, a Srta. Taylor aparentemente deve pagar impostos sobre grande parte da alta renda que recebe fora dos Estados Unidos, mesmo residindo no exterior. Se ela não fosse cidadã americana, pagaria impostos nos Estados Unidos apenas sobre o que ganhasse nos Estados Unidos. A Srta. Taylor ainda pagaria poucos impostos britânicos. O imposto de renda britânico, abrange os rendimentos no exterior apenas de cidadãos que também residem na Grã-Bretanha. O passaporte da Srta. Taylor está em nome da Sra. Richard Burton. Seu marido, o quinto, é Richard Burton, o ator galês. De acordo com autoridades americanas, a Srta. Taylor sempre teve o direito de viajar com um passaporte britânico. A questão da cidadania pode muito bem ser testada legalmente. Por exemplo, a Srta. Taylor poderia se recusar a pagar certos impostos dos Estados Unidos, ou pagar sob protesto, e então contestar judicialmente a alegação de que é estrangeira e, portanto, isenta.
Os olhos de Taylor, em
particular, chamavam a atenção; eles eram violetas, e eram contornados por
cílios duplos escuros causados por uma distiquíase, doença hereditária
que, no caso de Elizabeth, era favorável esteticamente. Sara se opôs
inicialmente à ideia, mas depois que a eclosão da guerra na Europa tornou o
retorno improvável, ela começou a ver a indústria cinematográfica como uma
forma de assimilar-se com a sociedade norte-americana. A galeria de Francis
Taylor em Beverly Hills ganhou clientes da indústria cinematográfica logo após
a abertura, ajudada pelo endosso da colunista de fofocas Hedda Hopper
(1885-1966), amiga dos Cazalets. Através de um cliente e pai de um amigo de
escola, Elizabeth fez o teste para a Universal Pictures e Metro-Goldwyn-Mayer
no início de 1941. Ambos os estúdios ofereceram contratos a ela, e sua
mãe optou por aceitar a oferta da Universal. Elizabeth começou seu
contrato em abril de 1941, sendo escalada para um pequeno papel em “There`s One
Born Every Minute” (1942). Ela não recebeu outros papéis, e seu contrato foi
rescindido após um ano. O diretor de elenco da Universal justificou sua
antipatia pela jovem atriz, afirmando que “a criança não tem nada ... os olhos
dela são muito velhos, ela não tem cara de criança”. O biógrafo Alexander
Walker (1930-2003), em Elizabeth - A Vida de Elizabeth Taylor (1991), concordou
que Taylor era diferente das estrelas infantis, como Shirley Temple (1928-2014)
e Judy Garland (1922-1969). Taylor disse mais tarde que “assustava os adultos,
por seu comportamento direto”.
Elizabeth recebeu outra oportunidade no final de 1942, quando um conhecido de seu pai, o produtor da MGM Samuel Marx, arranjou um teste para um papel menor em “Lassie e a Força do Coração” (1943), que exigia “uma atriz mirim com sotaque inglês”. Depois de um contrato experimental de três meses, ela recebeu um contrato padrão de sete anos em janeiro de 1943. A partir de então, apaixonou-se pela profissão e permaneceu nos estúdios. Foi a realização de um dos seus maiores sonhos. Após “Lassie”, figurou em papéis não creditados em dois outros filmes ambientados na Inglaterra – “Jane Eyre” (1943) e “Evocação” (1944). Taylor e Mickey Rooney em “A Mocidade é Assim” (1944), seu “primeiro grande papel no cinema”. A jovem atriz foi então escalada para seu primeiro papel como protagonista, aos doze anos de idade, sendo escolhida para interpretar uma garota que quer competir como jóquei no Grand National exclusivamente masculino em “A Mocidade é Assim”. Mais tarde, ela o chamou de “o filme mais emocionante de sua carreira”. A MGM procurava uma atriz adequada ao enquadramento, com sotaque britânico e habilidade para montar cavalos desde 1937, e escolheu-a por recomendação do diretor Clarence Brown (1890-1987), que sabia que possuía as habilidades necessária. Elizabeth afirmou posteriormente que sua infância terminou quando ela se tornou estrela, pois a MGM começou a controlar todos os aspectos de sua vida.
Ela descreveu o estúdio como uma “grande
fábrica estendida”, onde ela era obrigada a aderir a uma rigorosa programação
diária: passava os dias frequentando a escola e filmando no estúdio, e de noite
tinha aulas de dança e canto, ensaiando as cenas do dia seguinte. Após o
sucesso de “A Mocidade é Assim”, a produtora deu a ela um novo contrato de sete
anos com um salário semanal de US$ 750 e a colocou em um papel menor no
terceiro filme da série Lassie, “A Coragem de Lassie” (1946). O estúdio também
publicou um livro dos escritos pela atriz sobre seu esquilo de estimação, “Nibbles
and Me” (1946), e mandou fazer bonecas de papel e livros para colorir em sua
homenagem. Quando Elizabeth completou quinze anos em 1947, a indústria
cultural começou a cultivar uma imagem pública mais madura para ela,
organizando sessões de fotos e entrevistas que a retratavam como uma
adolescente normal indo a festas e encontros. Revistas de cinema e colunistas
também começaram a compará-la com atrizes mais velhas, como Ava Gardner
(1922-1990) e Lana Turner (1921-1995). A Life chamou-a de “a atriz
júnior mais talentosa de Hollywood”, por seus dois papéis no cinema naquele
ano. No filme “Cynthia” (1947), ela interpretou uma garota frágil que desafia
seus pais superprotetores para ir a um baile; no filme de época “Nossa Vida Com
Papai” (1947), coestrelado por William Powell (1892-1994) e Irene Dunne
(1898-1990), interpretou a amante desejada pelo filho de um corretor.
Enquanto o conceito de
civilização inclui a função social de dar expressão a uma tendência
continuamente expansionista de grupos colonizadores, o conceito de Kultur
reflete a consciência de si mesma de uma nação que teve de buscar e constituir
incessante e novamente suas fronteiras, tanto no sentido político como no
espiritual. A orientação do conceito alemão de cultura, para Norbert Elias, com
sua tendência à demarcação e ênfase em diferenças, e no seu detalhamento, entre
grupos, corresponde a este processo histórico.
A história coletiva neles se cristalizou e ressoa. O indivíduo encontra
essa cristalização já em suas possibilidades de uso. Não sabe bem por que este
significado e esta delimitação estão implicadas nas palavras, por que,
exatamente, esta nuance e aquela possibilidade delas podem ser derivadas.
Usa-as porque lhe parece uma coisa natural, porque desde a infância aprende a
ver o mundo através da lente dos conceitos. A sobrevivência do sistema de
crenças no chamado Novo Mundo é notável, embora as tradições tenham se
modificado com o tempo. Uma das maiores diferenças entre o vodu da África
Ocidental e o haitiano é que os africanos “transplantados” ao Haiti, conforme a
tipologia clássica de Darcy Ribeiro, correspondentes às nações modernas criadas
pela migração europeia para novos espaços mundiais, procuram reconstituir
formas de vida idênticas às de origem.
O conceito de figuração
distingue-se de muitos outros conceitos teóricos da sociologia historicamente de Norbert Elias
(1989) por incluir expressamente os seres humanos em sua formação. Contrasta,
portanto, decididamente com um tipo amplamente dominante de formação de
conceitos que se desenvolve sobretudo na investigação de objetos sem vida,
portanto no campo da física e da filosofia para ela orientada. Há figurações de
estrelas, assim como de plantas e de animais. Mas apenas os seres humanos
formam figurações uns com os outros. O modo de sua vida conjunta em grupos
grandes e pequenos é, de certa maneira, singular e sempre co-determinado pela
transmissão de conhecimento de uma geração a outra, portanto por meio do
ingresso do singular no mundo simbólico específico de uma figuração já
existente dos seres humanos. Às quatro dimensões espaço-temporais
indissoluvelmente ligadas se soma, no caso dos seres humanos, uma quinta, a dos
símbolos socialmente aprendidos. Sem sua apropriação, sem, por exemplo, o
aprendizado de uma determinada língua especificamente social, os seres humanos
não seriam capazes de se orientar no seu mundo nem de se comunicar uns com os
outros.
Um ser humano adulto,
que não teve acesso aos símbolos da língua e do conhecimento de determinado
grupo permanece fora de todas as figurações humanas e, portanto, não é
propriamente um ser humano. O crescimento de um jovem em figurações humanas,
como processo e experiência, assim como o aprendizado de um determinado esquema
de autorregularão na relação com os seres humanos, é condição indispensável do
desenvolvimento rumo à humanidade. Socialização e individualização de um ser
humano são, portanto, nomes diferentes para o mesmo processo. Cada ser humano
assemelha-se aos outros e é, ao mesmo tempo, diferente de toso os outros. O
mais das vezes, as teorias sociológicas deixam sem resolver o problema da
relação entre indivíduo e sociedade. Em seu ersatz o convívio dos seres
humanos em sociedades tem sempre, mesmo no caos, na desintegração, na maior
desordem social, uma forma absolutamente determinada. É isso o que o conceito
de figuração exprime. Uma geração os transmite a outra sem estar
consciente do processo como um todo, e os conceitos sobrevivem enquanto esta
cristalização de experiências passadas e situações retiver um valor
existencial, uma função na existência concreta da sociedade – isto é, enquanto
gerações sucessivas puderem identificar suas próprias experiências no
significado das palavras. Em outras ocasiões, eles apenas adormecem, ou o fazem
em certos aspectos, e adquirem novo valor existencial com uma nova situação.
São relembrados porque alguma coisa encontra expressão na cristalização do
passado corporificada nas palavras.
As novas relações
econômicas e a necessidade de desenvolvimento motivaram entes subnacionais a se
relacionar e cooperar com o mundo civilizado exterior. As novas tecnologias da
informação, os avanços nas telecomunicações, a diminuição nos custos de transporte
de cargas e pessoas também contribuíram para essa mudança, afinal tornaram o
plano internacional mais acessível. Ipso facto, a dimensão metodológica
do conceito de processo social refere-se às transformações amplas, contínuas,
de longa duração – ou seja, em geral não aquém de três gerações - de figurações
formadas por seres humanos, ou de seus aspectos, em uma de duas direções
opostas. Uma delas tem, geralmente, o caráter de uma ascensão, a outra o
caráter decorrente de um declínio. Em ambos os casos, os critérios são
puramente objetivos. Eles independem do fato de o respectivo observador os
considerar bons ou ruins. Exemplos disso são a diferenciação crescente e
decrescente de funções sociais, o aumento ou a diminuição do “capital social”,
ou melhor, do patrimônio social do saber, do nível de controle humano sobre a
natureza não-humana ou da compaixão por outros homens, pertençam eles ao grupo
estabelecido que for. Um deles pode tornar-se dominante, ou caber ao outro
manter o equilíbrio.
Assim um processo
dominante, direcionado a uma maior integração, pode, sucessivamente, andar de
par com uma desintegração parcial. Mas, inversamente, um processo dominante de
desintegração social, como por exemplo, o processo de feudalização pode conduzir
sob certas condições a uma reintegração sob novas bases, a princípio parcial e
a seguir dominante; portanto, a um novo processo de formação do Estado. Como um
apanhado algo sumário do que se apurou até aqui na investigação
empírico-teórica das transformações civilizatória acerca de seu próprio
direcionamento, pode-se dizer que dentre os principais critérios para um
processo de civilização estão as transformações do habitus social dos seres
humanos na direção de um modelo de autocontrole mais bem proporcionado,
universal, estável. Mas o que é decisivo é que estes conceitos portam o selo
não de seitas ou famílias, mas de povos inteiros, ou talvez apenas de certas
classes. Mas, em muitos aspectos, o que se aplica a palavras específicas de
grupos menores estende-se também a eles: são usados basicamente por e para
povos que compartilham uma tradição e situação particulares, polindo-os na fala
e na escrita. É neste sentido que o conceito de civilização minimiza as
diferenças nacionais entre os povos.
Manifesta a
autoconfiança de povos cujas fronteiras nacionais e identidade nacional forma
plenamente estabelecidas, desde séculos, que deixaram de ser tema de qualquer
discussão, povos que há mito se expandiram fora de suas fronteiras e
colonizaram terras além delas. Em contraste, o conceito alemão Kultur dá ênfase
especial a diferenças nacionais e à identidade particular de grupos. Em virtude
disto, o conceito adquiriu em campos como a pesquisa etnológica e antropológica
uma significação mito além da área linguística alemã e da situação em que se
originou o conceito. Enquanto o conceito de civilização inclui a função de dar
expressão a uma tendência continuamente expansionista de grupos colonizadores,
o conceito de Kultur reflete a consciência de si mesma de uma nação que teve de
buscar e constituir incessante e novamente suas fronteiras, tanto no sentido
político como no espiritual. A orientação do conceito alemão de cultura, para
Norbert Elias, com sua tendência à demarcação e ênfase em diferenças, e no seu
detalhamento, entre grupos, corresponde a este processo histórico. A história coletiva neles se cristalizou e
ressoa. O indivíduo encontra essa cristalização em suas possibilidades de uso.
Não sabe bem por que este significado e delimitação estão implicadas nas
palavras, por que esta nuance e aquela possibilidade delas podem ser derivadas.
Usa-as porque lhe parece uma coisa natural, porque desde a infância aprende a
ver o mundo através da lente dos conceitos. A sobrevivência do sistema de
crenças no Novo Mundo é notável, embora as tradições tenham se modificado com o
tempo.
Seguiu sua carreira com
um papel coadjuvante, como uma “devoradora de homens” adolescente que seduz o
namorado de sua colega durante um baile no colégio, no musical “O Príncipe
Encantado” (1948), e como uma noiva na comédia romântica “Julia Misbehaves” (“Travessuras
de Julia”), de 1948. Esses tornaram-se sucessos comerciais, arrecadando mais de
US$ 4 milhões. Seu último papel como adolescente foi como Amy March em “Quatro
Destinos” (1949), de Mervyn LeRoy (1900-1987). Embora esta versão não
corresponda à popularidade conquistada de As Quatro Irmãs, adaptação
cinematográfica de 1933, do livro “Mulherzinhas”, de Louisa May Alcott
(1832-1888), o filme foi um sucesso de bilheteria. No mesmo ano, a revista Time
a apresentou em sua capa e a chamou de líder entre a próxima geração de
estrelas de Hollywood, “uma joia de grande preço, uma verdadeira safira”. Elizabeth
fez a transição para papéis adultos quando completou 18 anos em 1950. Em seu
primeiro papel de personificação maduro, emerge no thriller “Traidor” (1949), quando interpreta sociologicamente uma
mulher que começa a suspeitar que seu marido é um espião soviético. A atriz
tinha apenas 16 anos nas filmagens, mas seu lançamento foi adiado até março de
1950, pois a produtora não gostava e temia que a produção pudesse causar
problemas diplomáticos. Seu segundo papel maduro foi na comédia “The Big
Hangover” (“A Verdade Não se Diz”), lançado em maio de 1950, coestrelado por
Van Johnson. Nesse mesmo mês, ela se casou de forma extraordinária com Conrad
Hilton Jr. (1926-1969), herdeiro de uma rede hoteleira, em uma cerimônia muito
divulgada.
O evento foi organizado
pela produtora, e foi usado como parte da campanha publicitária para o próximo
filme de Elizabeth, “O Pai da Noiva” (1950), no qual ela apareceu ao lado de
Spencer Tracy (1900-1967) e Joan Bennett (1910-1990) como uma noiva se
preparando para seu casamento. O filme se tornou um sucesso de bilheteria após
seu lançamento em junho, arrecadando US$ 6 milhões em todo o mundo, e foi
seguido por uma sequência de sucesso, “Father`s Little Dividend” (“O Netinho do
Papai”), de 1951, dez meses depois. Seu próximo filme foi “Um Lugar ao Sol”
(1951), de George Stevens (1904-1975), e marcou um afastamento de seus filmes
anteriores. De acordo com a atriz, foi o primeiro filme em que ela foi
convidada para atuar, em vez de simplesmente ser ela mesma, e trouxe
aclamação da crítica pela primeira vez, desde “National Velvet”. Baseado no
romance “An American Tragedy” (1925), de Theodore Dreiser (1871-1945),
apresentava Elizabeth como uma “socialite mimada” que interfere no
relacionamento de um operário pobre (Montgomery Clift) com sua namorada grávida
(Shelley Winters). Stevens escalou Elizabeth como ela era “a única ... que
poderia criar essa ilusão” de ser “não tanto uma garota real quanto a garota na
capa da caixa de doces, a linda garota no conversível Cadillac amarelo com a
qual todo garoto americano pensa que pode se casar”. Em “A Place in the Sun” um
sucesso comercial e de crítica, arrecadou US$ 3 milhões. Herb Golden, da Variety
que os “histriônicos” de Taylor “são de uma qualidade tão além de qualquer
coisa que ela tenha feito anteriormente, que as mãos habilidosas de Stevens nas
rédeas devem ser creditadas com um pequeno milagre”. Para A.H. Weiler, do The
New York Times ela dá “uma performance sombreada e terna, e uma em que seu
romance apaixonado e genuíno evita o comum ao amor jovem, pois às vezes
chega à tela”.
Na sequência cinematográfica,
a atriz estrelou a comédia romântica “O Melhor é Casar” (1952). De acordo com
Alexander Walker, a produtora a colocou no elenco desse “filme B” como uma
reprimenda por se divorciar de Hilton em janeiro de 1951, depois de apenas nove
meses de casamento, o que causou um escândalo público que refletiu
negativamente em sua carreira. Depois de completar as filmagens de “Love Is
Better Than Ever”, ela foi enviada para a Grã-Bretanha para participar do épico
histórico “Ivanhoé, o Vingador do Rei” (1952), um dos projetos mais caros na
história do estúdio. Ela não estava feliz com o projeto, achando a história
superficial e seu papel como Rebecca muito pequeno. Independentemente disso, “Ivanhoé”
se tornou um dos maiores sucessos comerciais da MGM, lucrando US$ 11 milhões em
todo o mundo. O último filme de Elizabeth realizado sob seu antigo contrato com
a MGM foi “A Garota Que Tinha Tudo” (1953), um remake do drama pre-code “Uma
Alma Livre” (1931). Apesar de suas queixas com o estúdio, assinou um novo
contrato de sete anos no verão de 1952. Embora ela quisesse papéis mais
interessantes, o fator decisivo para continuar no estúdio era sua necessidade
financeira; havia se casado recentemente com o ator britânico Michael Wilding
(1912-1979), e estava grávida de seu primeiro filho. Além de lhe conceder um
salário semanal de US$ 4.700, a produtora concordou em dar ao casal um
empréstimo para a compra de uma casa e assinou com o marido um contrato social de trabalho de três
anos. Devido à sua dependência financeira, o estúdio tinha mais controle
sobre ela do que anteriormente.
O primeiro foi “Rapsódia”, um
filme romântico estrelado por ela como uma mulher presa em um triângulo
amoroso com dois músicos. O segundo foi “No Caminho dos Elefantes” (1954),
um drama em que ela interpreta uma mulher britânica lutando “para se adaptar à
vida na plantação de chá de seu marido no Sri Lanka”. Ela havia sido emprestada
à Paramount Pictures para o filme depois que sua estrela original, Vivien Leigh
(1913-1967), adoeceu. No outono, a atriz estrelou mais dois lançamentos. “Beau
Brummell” (1954), um filme do período regencial, outro projeto “em que ela foi
escalada contra sua vontade”, pois não gostava de filmes históricos em geral,
com seus figurinos e maquiagem elaborados, que exigiam que ela acordasse mais
cedo do que o habitual para se preparar. Mais tarde, ela disse que “Beau
Brummell” foi uma das piores performances de sua carreira. O segundo
filme foi “A Última Vez que Vi Paris”, dirigido por Richard Brooks (1912-1992),
e baseado no conto de F. Scott Fitzgerald. Embora ela quisesse ser escalada
para “A Condessa Descalça” (1954) ao invés de participar da produção, Taylor
gostou do filme, e mais tarde afirmou ter ficado convencida de que “queria ser
atriz, em vez de ficar bocejando pelo caminho”. Embora “The Last Time I Saw
Paris” (1954) não tenha sido tão lucrativo quanto muitos outros filmes da produtora
MGM, recebeu críticas positivas. Taylor engravidou novamente durante a produção
e teve que concordar “em adicionar mais um ano ao seu contrato para compensar o
período gasto em licença maternidade”.
Em meados da década de
1950, a indústria cinematográfica americana estava começando a enfrentar
uma séria concorrência com a invenção da televisão, o que resultou em estúdios produzindo menos filmes e concentrando-se em sua qualidade.
A mudança beneficiou Elizabeth, que finalmente encontrou papéis mais
desafiadores após vários anos de decepções na carreira. Depois de muito tempo,
convenceu o diretor George Stevens e ganhou o papel principal feminino
em “Assim Caminha a Humanidade” (1956), um drama épico sobre uma dinastia de
fazendeiros, coestrelado por Rock Hudson e James Dean (1931-1955). Sua filmagem
em Marfa, Texas, no Condado de Presidio, uma experiência difícil, pois entrou
em conflito com Stevens, que queria torná-la mais fácil de dirigir, e muitas
vezes aparecia doente, resultando em atrasos. Para complicar ainda mais a
produção, Dean morreu em um acidente de carro alguns dias após a conclusão das
filmagens; mesmo durante o luto, a atriz teve que filmar tomadas de reação para
suas cenas conjuntas. Quando “Giant” foi lançado um ano depois, tornou-se um
sucesso de bilheteria e foi amplamente elogiado pela crítica. Mesmo não tendo
sido indicada ao Oscar como coestrelas recebeu críticas positivas pela atuação, com a Variety a chamando de “surpreendentemente inteligente”
e The Manchester Guardian elogiou como “uma revelação
surpreendente de presentes insuspeitos”. O jornal a nomeou uma das partes mais fortes e memoráveis do filme. A MGM reuniu a atriz com Montgomery Clift em “A
Árvore da Vida” (1957), um drama ambientado na Guerra de Secessão, que
esperava o sucesso do clássico “…E o Vento Levou” (1939).
Elizabeth achou
fascinante seu papel como uma donzela sulista mentalmente perturbada, mas no
geral não gostou do filme. Mesmo que o filme não tenha se tornado o tipo de
sucesso que a MGM havia planejado, foi indicada pela primeira vez ao Oscar de
melhor atriz. Elizabeth considerou sua próxima atuação como Maggie Pollitt em “Gata
em Teto de Zinco Quente” (1958), adaptação da peça de Tennessee Williams
(1911-1983), o ponto alto de sua carreira. Mas coincidiu com um dos períodos
mais difíceis de sua vida. Depois de completar as filmagens de “Raintree
Country” (1957), se divorciou de Wilding e se casou com o produtor Mike Todd
(1909-1958). Ela completou apenas duas semanas de filmagem em março de 1958,
quando Todd morreu em um acidente aéreo. Embora devastada, a pressão do estúdio
e o conhecimento de que Todd tinha dívidas exorbitantes a levaram a voltar ao
trabalho três semanas depois. Mais tarde, ela disse que “de certa forma ...
[ela] se tornou Maggie”, e que atuar “foi a única vez que eu poderia funcionar”
nas semanas após a morte de Todd. Durante a produção, sua vida pessoal chamou
mais atenção quando começou um caso com o cantor Eddie Fisher (1928-2010), cujo
casamento com a atriz Debbie Reynolds (1932-2016) foi idealizado pela
mídia como a união dos “queridinhos da América”. O caso – e o subsequente
divórcio de Fisher – mudaram a imagem pública da atriz, de uma viúva de luto
para uma “destruidora de lares”. A produtora usou o escândalo a seu
favor, apresentando uma imagem dela posando em uma cama pôsteres promocionais
do filme. E “Cat on a Hot Tin Roof” arrecadou US$ 10 milhões apenas nos cinemas
americanos e a tornou a segunda estrela mais lucrativa do ano. Recebeu críticas
positivas por sua performance, com Bosley Crowther (1905-1981), do The New
York Times, a chamando de “fantástica”, e Variety a elogiando por “uma
interpretação perspicaz e bem acentuada”. Ela foi indicada ao Oscar e ao BAFTA.
Seu próximo filme, “De
Repente, No Último Verão” (1959), de Joseph L. Mankiewicz, foi outra adaptação
de Tennessee Williams, com roteiro de Gore Vidal e também estrelado por
Montgomery Clift e Katharine Hepburn. A produção independente rendeu US$ 500
mil por interpretar o papel de uma paciente gravemente traumatizada em uma
instituição de tratamento mental. Por mais que o filme fosse um drama sobre
doenças mentais, traumas de infância e homossexualidade, foi novamente
promovido com o apelo sexual de Elizabeth; tanto o trailer quanto o pôster a
mostravam em um maiô branco. A estratégia funcionou, pois o filme foi um
sucesso financeiro. Ela recebeu sua terceira indicação ao Oscar e sua primeira
ao Globo de Ouro de melhor atriz por sua performance. Em 1959, ela devia mais
um filme para a MGM, que decidiu que deveria ser “Disque Butterfield 8” (1960),
um drama sobre uma prostituta da alta classe, em uma adaptação do romance de
mesmo nome, escrito por John O`Hara (1905-1970) e lançado em 1935. O estúdio
calculou corretamente que a imagem pública da atriz tornaria mais fácil para o
público associá-la ao papel. Ela odiou o filme pela mesma razão, mas não teve
escolha, embora o estúdio tenha concordado com suas exigências de filmar em
Nova Iorque e escalar Eddie Fisher para um papel simpático. Como previsto, “Butterfield
8” foi um grande sucesso comercial, arrecadando US$ 18 milhões mundialmente. Crowther
escreveu que Taylor “parece um milhão de dólares, em vison ou em negligée”, a Variety
afirmou que dá “um retrato tórrido e pungente com uma ou duas passagens
brilhantemente executadas”. Taylor ganhou seu primeiro Oscar de melhor atriz
por sua atuação.
Depois de encerrar seu
contrato com o, estúdio, Taylor estrelou em "Cleópatra" (1963), da
20th Century Fox. Segundo o historiador de cinema Alexander Doty, esse épico
histórico a tornou mais famosa do que nunca. Ela se tornou a primeira estrela
de cinema a receber US$ 1 milhão por um papel; a Fox também concedeu a ela 10%
dos lucros do filme, além de rodar o filme na mais alta qualidade, num formato
panorâmico para o qual ela herdou os direitos de Mike Todd, seu ex-marido. A
produção do filme – caracterizada por cenários e figurinos caros, atrasos
constantes e um escândalo causado pelo caso extraconjugal de Elizabeth com seu
colega de elenco Richard Burton – foi seguido de perto pela mídia, com a
revista Life o elegendo como o “o filme mais falado de todos os tempos”. As
filmagens começaram na Inglaterra em 1960, mas tiveram que ser interrompidas
várias vezes por causa do mau tempo e da saúde de Elizabeth. Em março de 1961,
ela contraiu uma pneumonia grave, que exigiu uma traqueostomia; uma
agência de notícias chegou a divulgar erroneamente que ela havia morrido. Assim
que a atriz se recuperou, a Fox descartou o material já filmado e mudou a
produção para Roma, alterando seu diretor para Joseph L. Mankiewicz (1909-1993)
e o ator que interpretava Marco Antônio para Burton. As filmagens foram
finalmente concluídas em julho de 1962. O custo final do filme foi de US$ 62
milhões, tornando-o o filme mais caro feito até então.
O filme Cleópatra
tornou-se o maior sucesso de bilheteria de 1963 nos Estados Unidos, arrecadando
US$ 15.7 milhões. Apesar disso, o filme levou vários anos para recuperar seus
custos financeiros de produção, o que levou a Fox à falência. O estúdio
responsabilizou publicamente Elizabeth pelos problemas da produção e a
processou, juntamente com Burton, por “supostamente prejudicar as perspectivas
comerciais do filme com seu comportamento, processo esse que não conseguiu
êxito”. As críticas ao filme foram mistas a negativas, com os críticos achando
Elizabeth acima do peso e com a voz muito fina, a comparando desfavoravelmente
com suas coestrelas britânicas de formação clássica. Em retrospecto, a atriz
considerou Cleópatra de “ponto baixo em sua carreira” afirmando que o
estúdio cortou as cenas que forneceram o “núcleo da caracterização”. Ela
pretendia seguir “Cleópatra”, encabeçando um elenco de estrelas na comédia do
chamado “humor negro” “A Senhora e Seus Maridos” (1964), mas as negociações
fracassaram e Shirley MacLaine foi escalada em seu lugar. Enquanto isso, os
produtores de filmes estavam ansiosos para lucrar com o escândalo em torno de
Elizabeth e Burton, e em seguida eles estrelaram juntos o filme “Gente Muito
Importante” (1963), de Anthony Asquith (1902-1968), que habilmente espelhava as
manchetes sobre eles. A atriz interpretou uma modelo famosa tentando deixar seu
marido por um amante, e Burton seu ex-marido milionário. Lançado logo após “Cleópatra”,
a produção se tornou um sucesso de bilheteria. Ela também recebeu US$ 500 mil
para aparecer no especial televisivo “Elizabeth Taylor in London” (1963), da
CBS, em que visitava os marcos da cidade e recitava passagens de
famosos escritores britânicos.
Depois de completar “The
V.I.P.s” (1963), a atriz fez um hiato de dois anos nos filmes, durante o qual
ela e Burton se divorciaram de seus cônjuges e se casaram. O “supercasal”
continuou estrelando juntos em filmes em meados da década de 1960, ganhando US$
88 milhões na década seguinte; Burton declarou certa vez: “Dizem que geramos
mais atividade comercial do que uma das nações africanas menores”. O biógrafo
Alexander Walker comparou esses filmes a “colunas de fofocas ilustradas”, já
que seus papéis no cinema geralmente refletiam suas personalidades públicas. O
historiador de cinema Alexander Doty observou que a maioria dos filmes de
Elizabeth durante esse período parecia "conformar e reforçar a imagem de
uma indulgente, estridente, imoral ou amoral, e apetitiva (em muitos sentidos
da palavra) 'Elizabeth Taylor'".[3]:294[41] O primeiro projeto conjunto
dela e Burton, após seu hiato, foi o drama romântico "Adeus às
Ilusões" (1965), de Vincente Minelli, sobre um caso de amor ilícito entre
uma artista boêmia e um clérigo casado em Big Sur, Califórnia. Suas críticas
foram em grande parte negativas, mas foi considerado um sucesso, arrecadando
US$ 14 milhões.[4]:116–118
O próximo projeto: “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?” (1966), uma adaptação da peça de mesmo nome por Edward Albee (1928-2016), apresentou o desempenho da sua carreira mais aclamado pela crítica. Ela e Burton estrelaram como Martha e George, um casal de meia-idade passando por uma crise conjugal. Para interpretar a personagem de cinquenta anos de forma convincente, a atriz ganhou peso, usou peruca e maquiagem para parecer mais velha e cansada – em contraste com sua imagem pública como uma estrela de cinema glamourosa. Por sua sugestão, o diretor de teatro Mike Nichols foi contratado para dirigir o projeto, apesar de sua falta de experiência com cinema. A produção diferia de tudo o que ela havia feito anteriormente, pois Nichols queria ensaiar completamente a peça antes de começar a filmar. “Who`s Afraid of Virginia Woolf?” foi considerado inovador por seus temas adultos e linguagem sem censura, estreando com críticas consideradas “gloriosas”. Variety escreveu que a “caracterização de Taylor é ao mesmo tempo sensual, rancorosa, cínica, lamentável, repugnante, lasciva e terna”. Stanley Kauffmann, do The New York Times, afirmou que Taylor “faz o melhor trabalho de sua carreira, sustentado e urgente”. O filme também se tornou um dos maiores sucessos comerciais do ano. Elizabeth recebeu seu segundo Oscar e BAFTA, National Board of Review e prêmios da Associação de Críticos de Nova Iorque por sua atuação. Em 1966, ela e Burton atuaram na peça “Doctor Faustus” por uma semana em Oxford para beneficiar a Sociedade Dramática da Universidade de Oxford; ele estrelou e ela apareceu em seu primeiro papel no palco como Helena de Troia, em cenas que não exigiam falas.
Embora tenha recebido críticas geralmente negativas, Burton o produziu como um filme, “Doctor Faustus” em 1967, com o mesmo elenco. Também foi criticado negativamente porque arrecadou apenas US$ 600 mil. O próximo projeto do casal foi “A Megera Domada” (1967), de Franco Zeffirelli (1923-2019), que eles também coproduziram, e que teve sucesso comercial. Isso representou outro desafio para ela, já que era a única atriz do projeto sem experiência anterior em interpretar obras de Shakespeare; Zeffirelli afirmou mais tarde que isso tornou sua performance interessante, pois ela “inventou a partir do zero”. Os críticos acharam a peça um material adequado para o casal, e o filme se tornou um sucesso de bilheteria, arrecadando US$ 12 milhões. O terceiro filme de Elizabeth lançado em 1967, “O Pecado de Todos Nós”, foi seu primeiro sem Burton desde “Cleópatra”. Baseado no romance do mesmo nome por Carson McCullers (1917-1967), era um drama sobre um oficial militar gay reprimido e sua esposa infiel. Foi originalmente programado para o velho amigo da atriz, Montgomery Clift, cuja carreira estava em declínio havia vários anos, devido a seus problemas pelo uso de drogas. Determinado a garantir seu envolvimento no projeto, ela até se ofereceu para pagar seu seguro, mas Clift morreu de ataque cardíaco antes do início das filmagens, sendo substituído por Marlon Brando. “Reflections in a Golden Eye” foi um fracasso de crítica e comercial no momento de seu lançamento.
O último filme do casal foi “Os Farsantes” (1967), adaptação do romance de Graham Greene (1904-1991), que recebeu críticas mistas, sendo uma decepção de bilheteria. A carreira de Elizabeth entrou em declínio no final dos anos 1960. Ela ganhou peso, estava chegando à meia-idade e não se encaixava mais com a fisiognomia das estrelas da Nova Hollywood, como Jane Fonda e Julie Christie. Após vários anos de atenção quase constante da mídia, o público estava cansado de Burton e dela, e criticou seu estilo de vida “jet set”, “conjunto de pessoas que se deslocam de avião a jato” é uma expressão cunhada nos anos 1950, atribuída ao colunista de fofocas do New York Journal American, Igor Cassini, para designar um grupo social com poder aquisitivo para viajar de avião a jato. O termo foi introduzido na década de 1950, quando a companhia aérea britânica BOAC, em 2 de maio de 1952, começou a operar voos comerciais utilizando o avião de Havilland Comet. A primeira rota típica do jet set foi Londres–Nova Iorque, inaugurada em outubro de 1958. Em razão do alto preço dos bilhetes, jet set identificava a elite financeira da sociedade. Em 1968, ela estrelou dois filmes dirigidos por Joseph Losey (1909-1984), “Boom!” e “Secret Ceremony”, ambos fracassos de crítica e comerciais. O primeiro, baseado na peça de Tennessee Williams “The Milk Train Doesn`t Stop Here Anymore”, apresenta uma milionária de meia-idade que tem a fama de se casar muitas vezes, e Burton como um homem mais jovem que aparece em uma ilha do Mediterrâneo em que ela descansa após se aposentar. “Secret Ceremony” é um drama psicológico com os protagonistas Mia Farrow e Robert Mitchum.
O terceiro filme de Elizabeth com George Stevens, “Jogo de Paixões” (1970), no qual ela interpretou uma showgirl de Las Vegas que tem um caso com um jogador compulsivo, interpretado por Warren Beatty, irmão mais novo da premiada atriz Shirley MacLaine, casado com a também atriz Annette Bening e um dos grandes nomes da indústria e que não teve sucesso. Os três filmes em que Taylor atuou em 1972 foram um pouco mais bem-sucedidos. “Zee and Co.”, que retratou Michael Caine e ela como um casal problemático, ganhou-lhe o David di Donatello de melhor atriz estrangeira. Ela apareceu com Burton em “Under Milk Wood”; embora seu papel fosse pequeno, os produtores decidiram dar-lhe o melhor faturamento para lucrar com sua fama. Seu terceiro papel no cinema naquele ano foi no filme “Hammersmith Is Out”, uma paródia de Peter Ustinov (1921-2004), no qual interpretou uma garçonete loira de um restaurante, sua décima colaboração com Burton. Embora no geral não tenha sido bem sucedido, Elizabeth recebeu algumas boas críticas, com Vincent Canby do The New York Times escrevendo que ela tem last but not least “um certo charme vulgar e rabugento”, e Roger Ebert, do Chicago Sun-Times, um jornal diário publicado em Chicago, no estado de Illinois: “O espetáculo de Elizabeth Taylor envelhecendo e ficando mais bonita continua a surpreender a população”. Sua atuação ganhou o Urso de Prata de melhor atriz no Festival Internacional de Cinema de Berlim.
O último filme dela e Burton juntos foi “Divorce His, Divorce Hers”, de 1973, apropriadamente nomeado, já que se divorciaram no ano seguinte. Seus outros filmes lançados em 1973 foram o thriller britânico “Night Watch”, e o drama norte-americano “Ash Wednesday”. Para este último, no qual ela estrelou como uma mulher que passa por várias cirurgias plásticas na tentativa de salvar seu casamento, a atriz recebeu uma indicação ao Globo de Ouro. Seu único filme lançado em 1974 foi o italiano “Identikit” (“O Acaso de Uma Vida”), adaptação do livro de Muriel Spark (1908-2006), uma romancista escocesa premiada, mas fracassou nas bilheterias. Elizabeth assumiu menos papéis após meados da década de 1970 e se concentrou em apoiar a carreira de seu sexto marido, o político republicano John Warner (1927-2021), um senador dos Estados Unidos. Em 1976, ela participou do filme de fantasia soviético-americano “The Blue Bird”, um fracasso de crítica e de bilheteria, e teve um pequeno papel no telefilme “Victory at Entebbe”, também de 1976. Em 1977, ela cantou em “Música Numa Noite de Verão”, adaptação cinematográfica do musical de Stephen Sondheim. Após um período de semi-aposentadoria do cinema, Elizabeth Taylor estrelou “The Mirror Crack`d em 1980, adaptado do romance policial The Mirror Crack`d from Side to Side, de Agatha Christie. Apresentava um elenco da Era do Estúdio, como Angela Lansbury, Kim Novak, Rock Hudson e Tony Curtis. Querendo desafiar a si mesma, ela assumiu seu primeiro papel substancial no palco, interpretando Regina Giddens na produção da Broadway de “The Little Foxes”, de Lillian Hellman.
Em vez de retratar Giddens sob uma luz negativa, como muitas vezes foi o caso em produções anteriores, a ideia da atriz era mostrar-se como vítima das circunstâncias, explicando-se da seguinte forma: “Ela é uma assassina, mas está dizendo: Desculpem, colegas, vocês me colocaram nessa posição”. A produção estreou em maio de 1981 e durou menos de seis meses recebendo críticas favoráveis e negativas. Frank Rich, do The New York Times, escreveu que “a performance de Taylor como Regina Giddens, aquela deusa-vadia maligna do Sul ... começa cautelosamente, logo ganha força e então explode em uma tempestade negra e estrondosa que pode simplesmente derrubá-lo do seu assento”. Dan Sullivan, do Los Angeles Times, declarou: “Taylor apresenta uma possível Regina Giddens, vista através da persona de Elizabeth Taylor. Há alguma atuação nela, bem como alguma exibição pessoal”. Ela apareceu como a socialite do mal Helena Cassadine na novela diurna “General Hospital” em novembro de 1981. No ano seguinte, continuou apresentando “The Little Foxes” no West End de Londres, mas recebeu críticas negativas da imprensa britânica. Encorajados pelo sucesso de “The Little Foxes”, Elizabeth e o produtor Zev Buffman fundaram a Elizabeth Taylor Repertory Company. Sua primeira e única produção foi uma recriação de “Private Lives”, comédia de Noël Coward (1899-1973), que a atriz estrelou com Richard Burton. Estreou em Boston no início de 1983 e, embora comercialmente bem-sucedido, recebeu críticas geralmente negativas, com os críticos observando que ambas as estrelas estavam com a saúde visivelmente debilitada, Taylor se internou em um centro de reabilitação de drogas e álcool após o término da peça, e Burton morreu no ano seguinte. Após o fracasso de “Private Lives”, a atriz dissolveu sua companhia de teatro. Seu único projeto naquele ano foi o telefilme “Between Friends”.
A partir de meados da década de 1980, Elizabeth Taylor atuou principalmente em produções televisivas. Fez participações especiais nas novelas “Hotel” e “All My Children” em 1984, e interpretou a dona de um bordel na minissérie histórica “Norte e Sul” em 1985. Também estrelou vários filmes de televisão, interpretando a colunista de fofocas Louella Parsons em “Malice in Wonderland”, de 1985; uma “estrela de cinema em declínio” no drama “There Must Be a Pony”, de 1986, e uma personagem baseada em Poker Alice no faroeste homônimo de 1987. Ela se reuniu com o diretor Franco Zeffirelli para aparecer em sua cinebiografia franco-italiana “Young Toscanini” (1988), e teve o último papel principal de sua carreira em uma adaptação para a televisão de “Sweet Bird of Youth, de 1989, sua quarta peça de Tennessee Williams. Durante esse tempo, Elizabeth também começou a receber prêmios honorários por sua carreira: o Prêmio Cecil B. DeMille em 1985, e o Prêmio Chaplin da Sociedade Cinematográfica do Lincoln Center, em 1986. Na década de 1990, a atriz concentrou seu tempo no ativismo da síndrome da imunodeficiência adquirida. Seu último filme lançado nos cinemas, “Os Flintstones” (1994), foi fortemente atacado pela crítica, mas bem sucedido comercialmente. No filme, ela interpretou Pearl Slaghoople em um breve papel coadjuvante.
Taylor recebeu
honrarias americanas e britânicas por sua carreira: o Prêmio de Contribuição em
Vida pelo Instituto Americano de Cinema, em 1993, o prêmio honorário Screen
Actors Guild em 1997, e um “BAFTA Fellowship”, em 1999. Em 2000, foi nomeada Dama
Comandante da Ordem do Império Britânico por Rainha Elizabeth II. Depois do
papel coadjuvante no telefilme “As Damas de Hollywood” (2001), e no sitcom
animado “God, the Devil and Bob” (2001), a atriz anunciou que estava se
aposentando da atuação para dedicar seu tempo à filantropia. Ela fez uma última
apresentação pública em 2007 quando, com James Earl Jones (1931-2024), executou
a peça “Love Letters” em um evento beneficente contra a “imunodeficiência” nos
Estúdios Paramount. Os relacionamentos e instabilidades emocionais de Elizabeth
Taylor foram objeto de intensa atenção da mídia ao longo de sua vida, como
exemplificado por “uma edição de 1955 da revista de fofocas Confidential”.
A marca registrada de Liz, como foi mais reconhecida pelos mais próximos, são
os traços delicados de seu rosto e seus olhos azul-violeta. Uma cor rara,
emoldurados por sobrancelhas desenhadas e espessas, de cor negra. Foi uma
celebridade cercada por intenso glamour, carinho de fãs e muito luxo. Taylor
era uma grande apreciadora de joias. Adorava o brilho de brincos, colares,
anéis e pulseiras, além de amar maquiagens, sapatos de grife, bolsas da moda e
vestidos caros. Mesmo sem tudo isso, em trajes simples e sem pintura, ainda era
considerada uma beleza rara. Os críticos da moda consideravam sua simetria de
rosto e corpo ideais, ambas se encaixavam perfeitamente. Ficou famosa também
por seus numerosos casamentos milionários, considerando o número sete ao todo.
Seu primeiro casamento foi com o empresário Conrad Nicholson Hilton, em 1950, mas a união durou apenas um ano, terminando amigavelmente. Seu mais famoso casamento foi com o ator britânico Richard Burton, seu quinto marido, que ficou marcado pelo alcoolismo e pelas agressões contra ela. Elizabeth esteve casada com ele por duas vezes: de 1964 a 1974 e de 1975 a 1976. O casal atuou junto em vários filmes nos anos 1960, como o antológico “Cleópatra” (1963), o dramático “Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?” (1966), em que ela ganhou o segundo Oscar, “Os Farsantes” e “A Megera Domada” (1967). Elizabeth Taylor com seu terceiro marido, Mike Todd, e seus três filhos, em 1957. Elizabeth teve quatro filhos no total; três filhos biológicos e um adotivo. Seus filhos nasceram de parto normal, em Los Angeles. Com Michael Wilding, seu segundo marido, com quem foi casada de 1952 a 1957, teve dois filhos: Michael Howard Taylor Wilding, nascido em 1953, e Christopher Edward Taylor Wilding, nascido em 1955. Com Mike Todd, seu terceiro marido, com quem ficou casada rapidamente por um ano, teve uma filha em 1957, chamada Eliza Frances Taylor Todd, reconhecida como “Liza”. Elizabeth Taylor ficou viúva em 1958, tendo de criar a filha sozinha, sofrendo bastante pela perda de seu companheiro, como vimos, que morreu em um acidente aéreo em 22 de março de 1958.Foi consolada por um amigo de Todd, o cantor Eddie Fisher, com quem também iniciou um relacionamento.
Como Fisher ainda era casado com a atriz Debbie Reynolds, o caso resultou em um escândalo público, com Elizabeth sendo rotulada de “destruidora de lares”. Taylor e Fisher se casaram no Templo Beth Sholom em Las Vegas em 12 de maio de 1959; mais tarde, ela “afirmou que se casou com ele apenas devido ao seu luto”. Em 1964, Taylor e Burton se divorciaram de seus respectivos cônjuges e logo em seguida se casaram. Seu marido insistia muito para ser pai e Elizabeth não queria mais ter filhos, mas decidiu engravidar para agradá-lo, porém não estava conseguindo. Após alguns anos realizando diversos tratamentos, não obteve êxito, o que a deixou frustrada. O casal resolveu adotar uma criança. Após alguns anos na fila de adoção, conseguiram a guarda de uma menina alemã de dois anos, a quem batizaram de Maria Taylor Jenkins. Com o tempo, seu casamento com Burton tornou-se muito conturbado, devido ao “ciúme doentio dele, que a agredia frequentemente”. A relação era de idas e vindas, e o casal chegou a ficar separado por mais de seis meses. Nos anos 1970, ainda casada, queria se vingar das traições e agressões do marido, e passou a traí-lo com o embaixador iraniano dos Estados Unidos, Ardeshir Zahedi (1928-2021), se encontrando com ele em hotéis de luxo da cidade. Taylor, não querendo mais mentir, resolveu assumir seu romance com o iraniano, e assim conseguiu divorciar-se de Burton, com quem já não era mais feliz. Vivendo com Ardeshir Zahedi não passou de encontros amorosos sem importância para ele, já que ele assumiu não querer ter um relacionamento sério, Taylor resolveu separar-se dele, pois não gostava de relacionamento sem compromisso. Sozinha e desiludida em encontrar um grande amor, conheceu um novo homem, John Warner (1927-2021), um político.
Foi casada com ele de 1976 a 1982, mas devido aos ciúmes excessivos do casal, houve uma nova separação. Os anos passaram e ela não procurou mais se casar. Mantinha namoros estáveis, mas não se sentia apaixonada o suficiente a ponto de morar junto ou casar-se oficialmente, até que conheceu Larry Fortensky (1952-2016). Casaram-se em 1991, em uma cerimônia realizada no Rancho Neverland, propriedade de Michael Jackson (1958-2009). A separação ocorreu em 1996, por “diferenças de temperamento, que ela classificava como irreconciliáveis”. Ele foi seu último marido, e após o término, voltou a ter namoros estáveis com homens anônimos e famosos, mas não quis mais casar-se outra vez. Foi uma das melhores amigas do Rei do Pop Michael Jackson, considerado uma das figuras culturais mais significantes do século XX e um dos maiores artistas da história da música, que participou de perto dos acontecimentos de sua vida, e a ajudou com seus conselhos e experiências de vida a lidar com suas dificuldades conjugais. Jackson dedicou-lhe vários de seus trabalhos, inclusive a canção “Liberian Girl” (1987) e “Elizabeth, I Love You” (1997). Também era madrinha de seu primeiro filho, Prince Michael Jackson I, juntamente com o ator Macaulay Culkin. Em 1997, a atriz passou por uma delicada cirurgia para remover um tumor cerebral. Apesar da cirurgia arriscada e de ter ficado na unidade de tratamento intensivo (UTI), clinicamente não ficou com sequelas.
Na juventude, Elizabeth Taylor sofreu com depressão,
ansiedade e síndrome do pânico, devido aos seus violentos e conturbados
relacionamentos amorosos, e suas inseguranças pessoais relacionadas a sua
carreira. Isto tudo a levou a desenvolver anorexia alcoólica e vício em álcool,
cigarros, cocaína, canábis, barbitúricos e anfetaminas, mas após vinte anos de
recorrentes internações em clínicas de reabilitação, sessões de psicoterapia e
uso de antidepressivos e ansiolíticos, além de meditação, ioga e exercícios
físicos, conseguiu sua cura, embora estes problemas nunca tenham interferido
intensamente em sua carreira. Foi pioneira no desenvolvimento de ações
filantrópicas, levantando fundos para as campanhas contra a imunodeficiência a
partir dos anos 1980, logo após a morte de Rock Hudson. A despeito de ter
nascido fora dos Estados Unidos, em 2001 recebeu do presidente Bill Clinton (1993-2001)
a segunda mais importante medalha de reconhecimento a cidadão norte-americano:
a Presidential Citizens Medal, um prêmio concedido pelo Presidente dos
Estados Unidos. É o segundo mais significativo prêmio civil concedido pelos Estados Unidos da América,
sendo o mais significativo a Medalha Presidencial da Liberdade, oferecida pelos
seus vários trabalhos filantrópicos. Nessa época se agravaram problemas de trabalho
e saúde por conta da idade, desenvolvendo aterosclerose, diabetes e obesidade,
sendo levada a internações recorrentes em hospitais.
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