quarta-feira, 18 de maio de 2022

O Homem do Norte –Vikings & Gesta Danorum, de Saxo Grammaticus.

                                             Vou vingá-lo, pai. Vou salvá-la, mãe. Vou matá-lo, Fjolnir!”. Príncipe Amleth                      

                 

O Homem do Norte tem como representação um filme épico norte-americano de ação e drama histórico de 2022, dirigido por Robert Eggers, que co-escreveu o roteiro com Sigurjón Birgir Sigurðsson. Baseado na lenda de Amleth, da obra Gesta Danorum de Saxo Grammaticus, o filme acompanha Amleth, um príncipe viking exilado que parte em uma jornada para vingar o assassinato de seu pai pelas mãos de seu tio, no auge da Era Viking. O elenco conta com Alexander Skarsgård, Nicole Kidman, Claes Bang, Anya Taylor-Joy, Gustav Lindh, Ethan Hawke, Björk e Willem Dafoe. Eggers e Skarsgård, que também produziram o filme, se encontraram para discutir possíveis colaborações; Eggers decidiu fazer do filme “seu terceiro projeto após se encontrar com Skarsgård, que desejava fazer um filme viking há vários anos”. Grande parte do elenco se juntou em outubro de 2019 e as filmagens ocorreram em locações na Islândia, Irlanda e Irlanda do Norte, de agosto a dezembro de 2020. O filme é fortemente influenciado pela mitologia nórdica. O filme “The Northman” estreou no TCL Chinese Theatre em Los Angeles em 18 de abril de 2022, embora já tivesse sido lançado nos cinemas em países europeus e sul-americanos a partir de 13 de abril. Foi lançado nos Estados Unidos da América em 22 de abril. Recebeu ampla aclamação da crítica, mas teve um desempenho abaixo do esperado nas bilheterias, arrecadando US$ 69,6 milhões com um orçamento líquido de US$ 70 milhões. Mas, obteve sucesso financeiro inesperado em plataformas sob demanda e mídia doméstica, permitindo-lhe recuperar grande parte das perdas de bilheteria.

Em 895 d.C. o Rei Aurvandill “Corvo da Guerra” retorna à ilha de Hrafnsey, reunindo-se com sua esposa, a Rainha Gudrún, e seu herdeiro, o Príncipe Amleth. Para preparar Amleth para sua eventual ascensão ao trono, pai e filho participam de uma cerimônia supervisionada pelo bobo da corte de Aurvandill, Heimir, diz a Amleth que seu destino está selado e que não há como escapar, e Amleth jura vingar seu pai caso Aurvandill seja morto, em vez de viver sua vida em vergonha. Na manhã seguinte, o tio bastardo de Amleth, Fjölnir, orquestra um golpe palaciano, decapita Aurvandill, saqueia a fortaleza no topo da colina e rapta Gudrún. Amleth escapa por pouco dos assassinos de Fjölnir e foge de barco, jurando vingança. Vários anos depois, Amleth, já adulto, é um tipo de berserker, conhecido como ulfhéðinn, em um bando de vikings. Após atacar uma vila em Garðaríki, ele encontra uma vidente no templo de Svetovit; e ordena que Amleth se lembre de seu juramento de vingança e lhe diz que seu destino está entrelaçado com o de uma Donzela-Rei. Logo depois, ele descobre que “Fjölnir, o Sem Irmãos”, perdeu seu trono para Harald da Noruega e agora vive como criador de ovelhas na Islândia.

Fjölnir é um rei lendário da mitologia nórdica, considerado filho de Freyr (Frey) e sua consorte Gerðr (Gertha). O nome aparece em diversas formas, incluindo Fiolnir, Fjölner, Fjolner e Fjolne. Ele foi considerado o progenitor da dinastia sueca Yngling, que reinou a partir de Gamla Uppsala. De acordo com o Grottasöngr, Fjölnir viveu do século I a.C. ao início do século I d.C. Diz-se que Fjölnir se afogou num tonel de hidromel enquanto visitava Peace-Fróði, um rei igualmente lendário da Zelândia, a ilha dinamarquesa. Fjölnir foi então sucedido por seu filho Sveigðir. A etimologia do nome nórdico antigo Fjǫlnir não é clara. Pode derivar do verbo fela (“esconder”), com Fjǫlnir como “o ocultador [do hidromel da poesia]”, ou pode ter surgido como uma abreviação de fjǫlviðr (“o muito sábio”). Uma derivação de fjǫl (“multidão”) também foi proposta, com Fjǫlnir como “a multiplicidade” ou o “multiplicador”, embora tal formação adverbial não tenha paralelo atestado. De acordo com Lindow, a segunda etimologia pode ser mais adequada para um nome de Odin, mas o significado permanece incerto em qualquer caso. Fjölnir também é frequentemente mencionado como um nome de Odin. Em Grímnismál (“A Canção de Grímnir”), Odin o menciona a Geirröðr como um de seus muitos nomes que constituem o início paradoxalmente de sua epifania. Em Reginsmál (“A Canção de Reginn”), um homem que é claramente Odin usa Fjölnir para se referir a si mesmo enquanto está em uma montanha dirigindo-se a Sigurd e Regin. Em Gylfaginning (“O Encantamento de Gylfi “), Fjölnir aparece entre os 12 nomes dados para Alfödr, outro nome de Odin.

                        

Grottasöngr informa que Fjölnir foi contemporâneo de César Augusto (63 a.C. – 14 d.C.). Ele era um rei poderoso, as colheitas eram abundantes e a paz era mantida. Em sua época, o rei Fróði, filho de Friðleifr, governava Lejre, na Zelândia. Grottasöngr relata que, quando Fróði visitou Uppsala, trouxe consigo duas gigantescas, Fenja e Menja. Fróði konungr sótti heimboð í Svíþjóð til þess konungs, é Fjölnir é nefndr. Þá keypti hann ambáttir tvær, er hétu Fenja ok Menja. Þær váru miklar ok sterkar. A saga dos Ynglinga conta que Fjölnir era filho do próprio Freyr e de sua esposa Gerd, mas foi o primeiro de sua linhagem a não ser deificado. Na Era Viking é o nome que se dá ao período de quase três séculos da história da Escandinávia, aproximadamente entre os anos 800 e 1050, durante o qual os vikings tiveram um papel preponderante. A Era Viking faz parte da pré-história dos Países Escandinavos, nomeadamente a última fase da Idade do Ferro, e é seguida pelo início da Idade Média. Costumam ser apontadas como causas da Era, a população da Escandinávia ter aumentado consideravelmente. ficando a terra insuficiente para fornecer a alimentação necessária, ao mesmo tempo que a técnica da construção dos navios viking atravessava um desenvolvimento notável. As divisões e querelas internas dos estados da Europa continental abriram o terreno, tendo os Nórdicos sua oportunidade. A maior parte da população escandinava era constituída por camponeses, que nunca saiam das suas terras, e se dedicavam à agricultura, à silvicultura, à caça e à pesca. Viviam em grupos familiares com várias gerações, e dedicavam-se ao cultivo do centeio, da cevada, do trigo e da aveia.

Comiam pão, papas de cereais, queijo fresco e bagas. Bebiam água, leite ou cerveja fraca. Criavam porcos, cabras, gansos, cavalos e vacas. A carne desses animais era salgada ou defumada, para ser conservada para o inverno. Habitavam casas retangulares, onde tinham lugar homens, mulheres, crianças, escravos e animais. Os escravos, chamados thrall na Escandinávia, tinham uma vida dura, fazendo os trabalhos mais difíceis e comendo alimentos inferiores ou os restos das refeições. Um pequeno grupo dedicava-se ao fabrico de objetos e ao comércio. Os vikings eram uma pequena parcela da população, que participavam em operações de guerra naval, de pirataria ou de comércio marítimo, e era conhecida por serem exímios navegadores, mercadores e guerreiros. As famílias eram geralmente compostas por um homem, uma mulher e 1-3 filhos. Ocorria também a poligamia, tendo alguns homens ricos 2 ou 3 esposas ou “amantes legítimas” (frillor). A população estava organizada em sociedades locais com carácter hierárquico, constituídas por um chefe (hövding), seus capatazes-guerreiros (jarlar), camponeses livres (fria bönder) e escravos (trälar).

A agricultura era a principal ocupação e base de subsistência, sendo o comércio e as atividades marítimas os vetores marcantes deste período. Com o decorrer dos tempos, apareceram comerciantes e artesãos, que ganharam sucessivamente certa independência, e pouco a pouco concentraram a sua atividade, fazendo surgir as primeiras cidades, como é o caso de Heidiba, Ribe e Sigtuna. Igualmente entraram em cena, no fim deste período, os padres, acompanhando o processo de cristianização em curso. São precisamente estes dois grupos de comerciantes e padres, que mostram a direção em que evoluía a sociedade escandinava da Era Viquingue. A língua falada está preservada em inscrições em pedras rúnicas contemporâneas e em poemas orais recolhidos dois séculos mais tarde. A língua utilizada nas áreas dinamarquesas, suecas, norueguesas, feroesas e islandesas, é o nórdico antigo. Como não há grandes diferenças linguísticas nas inscrições em caracteres rúnicos da época, parece que a língua falada diferia pouco dentro desse grupo linguístico.

Antes da chegada do cristianismo, os escandinavos adoravam os deuses asses. Odin era o deus principal - o "Deus supremo". Ele tinha criado o mundo com os seus irmãos Vile e Ve, e dado a vida aos primeiros seres humanos - Askr e Embla. Enquanto Odim era o favorito dos grupos dominantes, os deuses Thor e Frey eram particularmente populares entre os camponeses. Thor era o deus das curas nas doenças e Frey o deus da paz, das boas colheitas e dos casamentos felizes. Era uma religião com inúmeros deuses caprichosos e imprevisíveis, aos quais era necessário agradar e acalmar. Nas suas viagens à Europa, os víquingues depararam-se com um novo deus - o Cristo. A pouco e pouco, a nova divindade foi ganhando adeptos, em competição com os deuses tradicionais, e o cristianismo chegou à Escandinávia. Entre os primeiros missionários a chegar à Dinamarca e Suécia, esteve Ansgário, enviado pelo imperador franco-germânico Luís I na década de 820. Com o estabelecimento de bispados permanentes no século XI, o processo de cristianização é consumado. A nova religião estava associada uma cultura e a uma nova forma de vida. Ao mesmo tempo a Era Viquingue estava a chegar ao fim. A arte dos víquingues aparece nos seus mitos, nos seus objetos do dia-a-dia e nas pedras rúnicas. Dos artefatos práticos e belos, em madeira e em tecido, pouco resta. O que sobreviveu do trabalho de artesãos anônimos, é trabalho em metal – fivelas, agulhas, pulseiras, colares, amuletos e armas ornamentadas.

O estilo viquingue é frequentemente decorativo e baseado em motivos da natureza, usando ornamentações complicadas, com animais interligados e plantas entrelaçadas. Pelo contrário, as pedras rúnicas e as gravuras rupestres têm preservado inúmeras representações artísticas de cenas do dia a dia e do imaginário da época. Na Era Viking a população vivia pelo campo. Duas das principais atividades económicas eram a agricultura e o comércio. As "cidades" eram os pontos de encontro das pessoas que tinham algo para vender ou para comprar. Entre as primeiras cidades conhecidas da Escandinávia estavam Ribe (na Jutlândia), Hedeby (entre a Alemanha e Dinamarca), Kaupang na Noruega, Uppåkra na Escânia e Birka (no Vale do Mälaren). Mais tarde surgiram outras povoações, como Sigtuna, Skara e Visby. Com o aumento da população e a melhoria da técnica de construção naval, apareceu a possibilidade de ir buscar riquezas a outras paragens e procurar terras férteis para colonizar. Muitos noruegueses saíram do país para escapar a uma opressão política sufocante. Estas circunstâncias teriam levado os navegadores nórdicos a sair da Escandinávia, para explorar, saquear, conquistar e fazer comércio com a Europa, a Ásia, a África e a América atravessando mares e subindo rios.

Para oeste, os víquingues da Dinamarca e do sul da Suécia (danos) fizeram incursões e acabaram por se estabelecer em várias partes da Europa - especialmente França e Ilhas Britânicas. Ao mesmo tempo, os víquingues da Noruega aventuraram-se no Atlântico, descobrindo e colonizando a Islândia e a Groenlândia, e tendo mesmo chegado à América do Norte, onde tentaram fixar-se, embora sem sucesso. As expedições dinamarquesas e norueguesas, tinham o foco na colonização e pilhagem. Para Leste, os víquingues da Suelândia (suíones) e da Gotlândia (gotas), na Suécia, abriram rotas comerciais ligando os países nórdicos ao Oriente, tendo estado nos Países Bálticos, na Rússia, no mar Negro, no Mar Cáspio, no Império Bizantino e no Califado Abássida. Fundaram feitorias comerciais em Novogárdia e Quieve. A sua presença está igualmente referida na Anatólia, onde eram designados com o nome de varegues (varjager). O foco das expedições suecas estava na abertura de vias marítimas comerciais e estabelecimento de entrepostos comerciais. A Era Viquingue acabou quando o cristianismo e a civilização europeia chegaram à Escandinávia. Com o aparecimento e consolidação dos reinos da Dinamarca, Noruega e Suécia, as expedições militares reais substituíram as expedições de pirataria dos grandes senhores locais. Na mesma conjuntura, as rotas comerciais do Mediterrâneo foram reabertas devido às Cruzadas, e o comércio na Europa do Norte perdeu importância, tendo os alemães suplantado os comerciantes da Suécia e da ilha da Gotlândia. Com o desaparecimento desta importante base da sua riqueza económica, os Países Nórdicos passaram a estar na periferia do comércio internacional.

   

Saxão Gramático, em latim: Saxo Grammaticus, também reconhecido como “Saxão, o Erudito” e “Saxão, o Alto” foi um historiador da Dinamarca medieval, que se julga ter sido um escrivão secular do arcebispo Absalão de Lund (1128-1201). É o autor da primeira história da Dinamarca, conhecida como Gesta Danorum. Segundo a Crônica da Jutlândia, Saxão nasceu na Zelândia. Parece pouco provável que tenha nascido antes de 1150, e supõe-se que a sua morte terá ocorrido por volta de 1220. O seu nome, Saxão, era um nome comum na Dinamarca medieval. O nome “Gramático” (“o Erudito”) foi-lhe atribuído pela primeira vez na Crônica da Jutlândia, e na Crónica da Zelândia Saxão é referido como cognomine Longus (“o Alto”). Saxão viveu durante um período de guerras e expansão na história da Dinamarca, expansão essa liderada pelo arcebispo Absalão de Lund e os reis Valdemar I, o Grande (1157-1182) e o seu neto Valdemar II, o Vitorioso (1202-1240). Os dinamarqueses encontravam-se ameaçados pelos Vendos ao Sul, que faziam ataques ao longo da fronteira e infestavam os mares. Valdemar I acabara de ganhar uma guerra civil, e mais tarde Valdemar II chefiou uma expedição além do Elba para invadir Holstein. Saxão era de família de guerreiros; e o seu pai e avô “eram conhecidos frequentadores do campo de guerra do seu renomado senhor (Valdemar I)”, e que ele próprio decidira ser soldado, seguindo “o velho direito de serviço hereditário”.

Svend Aagesen, um nobre dinamarquês e autor de uma história da Dinamarca ligeiramente anterior à de Saxão, descreve o seu contemporâneo como seu contubernalis, isto é, camarada de tenda. Isto prova que Saxão e Sven podem ter sido soldados na Hird ou guarda real, visto Sven ter usado a palavra contubernium em relação a estes. Encontramos ainda um Saxão numa lista de clérigos em Lund, na Escânia, então uma província dinamarquesa, onde se encontra também um Sven como arcediago. Do mesmo modo encontramos um deão Saxão que morreu em 1190; esta data, no entanto, não coincide com o que se conhece de Saxão. Ambos os argumentos, o de um Saxão religioso ou secular, sugerem que ele teria recebido uma boa educação, visto os clérigos receberem educação em Latim, e os filhos dos grandes senhores frequentemente serem enviados a Paris. A educação e habilidade de Saxão apoia a noção de que teria sido educado fora da Dinamarca. Alguns sugerem que o cognome “Gramático” se refere não à sua educação, mas provavelmente ao seu elaborado estilo de escrita. Sabemos através da sua escrita que se encontrava no séquito de Absalão, bispo de Roskilde (1158) e mais tarde arcebispo de Lund (1178), e o principal conselheiro de Valdemar I. No seu testamento Absalon perdoa a seu escrivão Saxão uma pequena dívida de dois marcos e meio de prata, e pede-lhe que devolva dois livros emprestados do mosteiro de Sorø. O legado de Saxão Gramático é a histórica heroica dos Dinamarqueses em dezesseis volumes chamada Feitos dos Danos.

            Christiern Pedersen, um clérigo de Lund, colaborou com Jodocus Badius Ascendius, outro entusiasta, na impressão da obra de Saxão Gramático no início do século XVI. Este foi o primeiro passo para garantir a importância histórica da Feitos dos Danos. Foi a partir de então que a obra começou a ser divulgada entre a comunidade acadêmica. Oliver Elton, o primeiro a traduzir os primeiros nove livros da Feitos dos Danos para a língua inglesa, escreveu que Saxão foi o primeiro escritor da Dinamarca. A habilidade de Saxão como latinista foi elogiada por Erasmo, que se perguntou como “um dinamarquês daquela era adquirira tão grande eloquência”. Foram feitas várias tentativas de entender estilo de latim de Saxão e posicioná-lo na história, para melhor se compreender onde o autor terá sido educado. Alguns consideraram que o latim de Saxão tem mais em comum com uma educação jurídica que religiosa, e sobre a sua poesia se pensa que contém vestígios de paralelismo retórico. Saxão é visto pelos dinamarqueses como o seu primeiro historiador nacional. As suas obras foram recebidas com entusiasmo pelos eruditos do Renascimento, curiosos sobre a história e lendas da Era pré-cristã da Dinamarca.

A narrativa histórica de Saxão é, no entanto, divergente da interpretação dos seus contemporâneos, especialmente os da Noruega e Islândia, em cujas obras “os heróis e vilões trocam de nacionalidade, apresentando assim uma interpretação contrária”. Existem ainda diferencias entre o trabalho de Saxão e o do seu compatriota contemporâneo Sven Aggesen; estas diferenças são frequentemente resultado de elaboração da narrativa por parte de Saxão. A sua relação da estória de Thyri, por exemplo, é muito mais fantástica e exagerada que a estória que Sven apresenta. Como resultado deste estilo e elaboração, a história de Saxão tem frequentemente sido alvo de críticas. A inclusão da estória de Amleth por Saxão é a parte mais significante da chamada “Feitos dos Danos”. No entanto, a obra também tem valor histórico pela sua descrição da canonização de Canuto, e ainda através da comparação com os trabalhos de Sturluson Snorri (1179-1241), cujas obras partilham muitos dos mesmos protagonistas e estórias, assim contribuindo para um melhor entendimento da Escandinávia pré-cristã. O Instituto de História da Universidade de Copenhague é Saxo Instituttet em sua honra.

  

Fazendo-se passar por um escravo, Amleth embarca clandestinamente em um navio que os leva para a Islândia. Lá, ele encontra uma mulher eslava escravizada chamada Olga, que afirma ser uma feiticeira. Eles são levados para a fazenda de Fjölnir, onde Amleth descobre que sua mãe se casou com Fjölnir e lhe deu um filho chamado Gunnar. Certa noite, Amleth segue uma raposa e encontra um bruxo, que facilita uma sessão espírita entre Amleth e o crânio de Heimir, que também foi assassinado por Fjölnir. Heimir conta a Amleth sobre Draugr, uma espada mágica que só pode ser desembainhada à noite ou nos Portões de Hel. Amleth entra em um túmulo e obtém a lâmina de seu dono, o Morador do Túmulo, um morto-vivo. Ele esconde a espada ao retornar para a fazenda. No dia seguinte, Amleth é escolhido para competir em um jogo de knattleikr contra outra fazenda. O jogo se torna violento quando o líder da equipe adversária brutaliza os competidores até que restem apenas ele e Amleth. Gunnar que admira Amleth, sem saber que ele é seu meio-irmão, quase é morto ao tentar atrair o jogador adversário; mas Amleth a salva, espancando seu oponente até a morte. Como recompensa, o filho adulto de Fjölnir, Thórir, concede-lhe funções de supervisor e permite-lhe escolher uma mulher.

Durante as celebrações da noite, Amleth e Olga fazem amor; eles prometem derrotar Fjölnir juntos. Ao longo de várias noites, Amleth mata membros importantes da propriedade de Fjölnir de maneiras não naturais, dispondo seus corpos empalados na forma de um cavalo em uma exibição macabra. Isso faz com que Fjölnir e toda a propriedade acreditem estar sob ataque de um espírito maligno. Olga mistura os alimentos com amanita muscaria, um potente alucinógeno, conhecido como agário-das-moscas ou mata-moscas. Thórir acredita que os escravos cristãos sejam os responsáveis. Isso permite que Amleth entre na casa de Fjölnir. Amleth revela sua identidade a Gudrún, que responde que era escrava de Aurvandill e que Amleth foi concebido por estupro. Uma gravidez concebida por estupro é uma gestação resultante de violência sexual, trazendo graves impactos físicos e psicológicos para a vítima. Gudrún também revela que arquitetou o golpe de Fjölnir porque queria Aurvandill e Amleth mortos; ela tenta seduzir Amleth, que, após um momento, a rejeita. Enfurecido, Amleth mata Thórir e arranca-lhe o coração.  

Gudrún revela a verdadeira identidade de Amleth a Fjölnir e exige sua morte. Fjölnir decide matar Olga, mas Amleth oferece a vida dela em troca do coração de Thórir. Amleth se deixa capturar e é torturado para revelar a localização do coração de Thórir. Ele é libertado por um bando de corvos enviados por Odin e Olga o resgata. Amleth decide abandonar sua busca por vingança e os dois fogem de barco para as Ilhas Órcades, onde vivem seus parentes. A bordo da embarcação, Amleth tem uma visão e percebe que Olga está grávida de gêmeos, um dos quais será o Rei Donzela profetizado pela Vidente. Ao perceber que Olga e seus filhos nunca estarão seguros enquanto Fjölnir viver, Amleth, apesar dos apelos de Olga, pula no mar e nada até a costa, concluindo que não pode escapar de seu destino. De volta à fazenda, Amleth mata os homens restantes de Fjölnir e liberta os escravos. Enquanto procura por Fjölnir, Amleth é atacado por Gudrún e Gunnar e os mata em legítima defesa após ser ferido. Fjölnir, ao descobrir a morte de sua esposa e filho, ordena friamente que Amleth o encontre nos Portões de Hel: a cratera do vulcão Hekla . Amleth e Fjölnir se enfrentam nus em um feroz Holmgang (duelo) até que Fjölnir é decapitado e Amleth é simultaneamente apunhalado. Ao morrer, Amleth tem uma visão de Olga abraçando seus dois filhos, a quem ela diz estarem seguros, antes de instá-lo a deixá-los ir. Uma valquíria carrega Amleth através dos portões de Valhöll.

Nascido em uma família sueca, Alexander Skarsgård era fascinado pela história e mitologia viking desde a infância e há muito buscava um projeto com temática viking com a ajuda do produtor Lars Knudsen. Em 2011, Skarsgård foi associado a um épico da Warner Bros. com o título provisório de The Vanguard, que acabou não se concretizando.  Robert Eggers se interessou em fazer um filme viking após uma viagem à Islândia em 2016 com sua esposa Alexandra Shaker, que é fã de sagas nórdicas antigas. Durante a viagem, Eggers conheceu Björk, que por sua vez o apresentou a Sjón. Em 2017, Skarsgård se encontrou com Eggers para discutir projetos futuros, e a conversa se voltou para um filme com temática da Era Viking. Eggers entrou em contato com Sjón posteriormente, e os dois começaram a pesquisar e escrever o roteiro. A história de O Homem do Norte foi baseada principalmente na lenda de Amleth escrita pelo historiador Saxo Grammaticus, conhecida como a inspiração direta para Hamlet, de William Shakespeare. Eggers citou a Edda Poética, a Edda em Prosa, a Saga de Egil, a Saga de Grettir, a Saga de Eyrbyggja e a Saga de Hrolfr Kraki como influências. O arqueólogo Neil Price, da Universidade de Uppsala, o folclorista Terry Gunnell, da Universidade da Islândia, e a historiadora viking Jóhanna Katrín Friðriksdóttir atuaram como consultores históricos do filme. Eggers também reconheceu Conan, o Bárbaro, de 1982, como uma inspiração.

Em outubro de 2019, foi anunciado que Eggers dirigiria “uma saga épica de vingança viking, que ele também coescreveria com Sjón”. Skarsgård, Nicole Kidman, Anya Taylor-Joy, Bill Skarsgård (irmão de Alexandre) e Willem Dafoe estavam em negociações para se juntarem ao filme. Todos seriam confirmados em dezembro, juntamente com a adição de Claes Bang ao elenco. O filme estava oficialmente em preparação em dezembro de 2019 e começaria a ser filmado em Belfast em 2020. Em agosto de 2020, Björk, juntamente com sua filha Ísadóra “Doa” Barney, Kate Dickie e Ethan Hawke se juntaram ao elenco do filme. Em setembro de 2020, Bill Skarsgård anunciou que havia desistido do filme devido a conflitos de agenda e foi substituído por Gustav Lindh. As filmagens, que ocorreram principalmente na Irlanda do Norte, começaram em agosto de 2020 e terminaram no início de dezembro, durando 87 dias. A vila do Rei Aurvandill foi construída em Torr Head, na costa do Condado de Antrim, enquanto a fazenda de Fjölnir foi construída em Knockdhu, perto de Larne. As cenas na Terra dos Rus foram filmadas em Portglenone, na propriedade Clandeboye, no Castelo de Shane e no Rio Bann. A pedreira de Hightown, nos arredores de Belfast, representou o vulcão Hekla, onde ocorre a luta climática do filme. Breves sequências foram filmadas em Five Fingers Strand perto de Malin em Inishowen, no condado de Donegal, e na Islândia, na geleira Svínafellsjökull e na cidade de Akureyri. O filme planejado para custar US$ 65 milhões, acabou custando entre US$ 70 e 90 milhões para ser produzido.

Eggers considerou o processo de edição o mais difícil de sua carreira. O feedback das exibições de teste indicou que o primeiro ato do filme era muito lento. Mais feedbacks mostraram que o público achou o diálogo em nórdico antigo difícil de entender, o que resultou na substituição da maior parte dele em sessões de dublagem. A versão final foi finalmente aprovada em 3 de novembro de 2021. Para a trilha sonora do filme, Eggers convidou os antigos artistas da gravadora Tri Angle, Robin Carolan e Vessel (Sebastian Gainsborough), para composição e produção. Eles pesquisaram extensivamente a história da música viking, incluindo discussões com o etnógrafo Poul Høxbro, e usaram instrumentos baseados na música folclórica nórdica, como tagelharpa, langspil, lira kravik e säckpipa. Eles também experimentaram com os instrumentos que tinham, para criar aquele som étnico nórdico, que inclui um conjunto de cordas de 40 membros imitando o som de um instrumento arcaico chamado bullroarer. O álbum da trilha sonora foi lançado pela Back Lot Music em 15 de abril de 2022 e apresentou 43 faixas. Em 1º de julho, a Sacred Bones Records lançou o álbum em CD, vinil e cassetes. A campanha publicitária do filme atraiu brevemente notoriedade devido a uma série de cartazes encomendados para o sistema de metrô de Nova York que não incluíam o título do filme. Um dia após o assunto viralizar no Twitter, os cartazes foram removidos. Um livro de 160 páginas escrito por Simon Abrams e Eggers sobre a produção e pesquisa do filme, intitulado The Northman: A Call to the Gods, estava originalmente programado para ser lançado em 6 de setembro de 2022, mas foi posteriormente adiado para 8 de novembro.

O filme The Northman estava originalmente programado para ser lançado em 8 de abril de 2022, mas foi posteriormente adiado para 22 de abril. Foi distribuído pela Focus Features nos Estados Unidos e pela Universal Pictures internacionalmente. Sessões especiais foram realizadas em várias cidades do mundo antes do lançamento nos cinemas: em Estocolmo, no Rigoletto Cinema, em 28 de março, em Hamburgo, no Astor Film Lounge, em 30 de março, em Roma, no Cinema Troisi, em 1º de abril, em Londres, no Odeon Luxe Leicester Square, em 5 de abril, e em Belfast, no Cineworld, em 6 de abril. A estreia mundial ocorreu em Los Angeles, no TCL Chinese Theatre, em 18 de abril. Entretanto, os lançamentos em larga escala começaram mais cedo em alguns países: em 13 de abril na Dinamarca, Noruega e Suécia; em 14 de abril na República Checa, Equador, Islândia, México, Montenegro, Países Baixos, Sérvia, Eslováquia, Eslovénia e Uruguai; e em 15 de abril no Reino Unido e na Lituânia. O filme The Northman foi lançado em VOD em 13 de maio de 2022, em formato digital em 6 de junho de 2022 e em Blu-ray, DVD e Ultra HD Blu-ray em 7 de junho de 2022 pela Universal Pictures Home Entertainment nos Estados Unidos. O Northman arrecadou US$ 34,2 milhões nos Estados Unidos e Canadá e US$ 35,4 milhões em outros territórios – para um total mundial de US$ 69,6 milhões com um orçamento de US$ 70–90 milhões.

  

Nos Estados Unidos e Canadá, The Northman foi lançado simultaneamente com The Bad Guys e The Unbearable Weight of Massive Talent, e a previsão era de que arrecadasse entre US$ 8 e US$ 15 milhões em 3.223 cinemas no fim de semana de estreia. Arrecadou US$ 5 milhões no primeiro dia, incluindo US$ 1,4 milhão das pré-estreias de quinta-feira à noite. O filme estreou com US$ 12,3 milhões no fim de semana de estreia, ficando em quarto lugar nas bilheterias. O Deadline Hollywood observou que The Northman e The Unbearable Weight of Massive Talent tinham como alvo o mesmo público-alvo, o que prejudicou suas estreias. O filme arrecadou US$ 6,4 milhões no segundo fim de semana, ficando em quarto lugar; US$ 2,9 milhões no terceiro fim de semana, ficando em sexto; US$ 1,75 milhão no quarto fim de semana, ficando em sétimo; e US$ 1,1 milhão no quinto fim de semana, ficando em décimo. Saiu do top 10 das bilheterias em seu sexto fim de semana com US$ 249.660. Fora dos Estados Unidos da América e Canadá, o filme arrecadou US$ 3,4 milhões em 15 mercados internacionais em seu fim de semana de estreia. Arrecadou US$ 6,3 milhões em seu segundo após expandir para 41 mercados, US$ 4,5 milhões em seu terceiro, US$ 2,2 milhões em seu quarto, US$ 2,5 milhões em seu quinto, US$ 2,9 milhões em seu sexto, e US$ 1,4 milhão em seu sétimo.

Eggers comentou sobre a bilheteria decepcionante do filme, afirmando que  atendeu às expectativas de um mercado ruim... Estou decepcionado que, três ou quatro semanas depois, estejamos em VOD porque é assim que as coisas funcionam no mundo. Sim. Mas está indo muito bem em VOD, então é isso aí. Em seu fim de semana de estreia em PVOD nos EUA, o filme foi o título mais alugado no iTunes, o terceiro no Vudu e o quarto no Google Play, arrecadando aproximadamente a mesma quantia que Os Caras Maus e A Cidade Perdida, apesar de ter faturado muito menos do que ambos nos cinemas. O IndieWire escreveu que “O Homem do Norte parece ser o tipo de filme que, mesmo com retornos menores nos cinemas, é muito valorizado por essa exposição”. Na semana seguinte, terminou em terceiro lugar nas paradas do iTunes e do Vudu e em quinto no Google Play. Em sua semana de estreia no mercado de DVD / Blu-ray, o filme estreou no primeiro lugar tanto na parada NPD VideoScan First Alert que rastreia as vendas combinadas de unidades de discos de DVD e Blu-ray quanto na parada de vendas de discos Blu-ray para a semana que terminou em 11 de junho de 2022.

Em 28 de setembro de 2023, o Deadline Hollywood relatou que o filme “quase atingiu o ponto de equilíbrio graças ao excesso de visualizações no VOD Premium”. A presidente de produção e aquisições da Focus Features, Kiska Higgs, também afirmou que o filme “foi bom para nós no final”, embora tenha observado que os custos foram compartilhados pela New Regency e que a Focus Features não esteve “diretamente envolvida na produção [do filme]”. O agregador de críticas Rotten Tomatoes relatou que 90% dos 372 críticos deram ao filme uma avaliação positiva, com uma classificação média de 7,7/10. O consenso crítico do site diz: “Uma épica de vingança sangrenta e uma maravilha visual de tirar o fôlego, The Northman mostra o cineasta Robert Eggers expandindo seu escopo sem sacrificar seu estilo característico”. O Metacritic atribuiu ao filme uma pontuação média ponderada de 82 em 100 com base em sessenta críticos, indicando “aclamação universal”. O público pesquisado pelo CinemaScore deu ao filme uma nota média de “B” em uma escala de A+ a F, enquanto o PostTrak deu a ele uma pontuação positiva de 75% (com uma média de 3,5 de cinco estrelas), com 56% dizendo que definitivamente o recomendariam.

    

Alexander Kardelo, do MovieZine, deu ao filme uma nota de quatro em cinco e elogiou particularmente a atuação de Skarsgård e a direção de Eggers. Peter Bradshaw, do The Guardian, deu uma nota de cinco em cinco, elogiando o tom niilista do filme e as atuações do elenco, afirmando: “É totalmente ultrajante, com algumas visões épicas do cosmos em chamas. Eu não conseguia desviar o olhar”. Gabriella Geisinger, do Digital Spy, também deu uma nota de cinco em cinco, elogiando a direção visionária de Eggers e a atmosfera macabra e surreal do filme, afirmando: “O mundo criado em The Northman é totalmente absorvente”. David Ehrlich, do IndieWire, chamou o filme de “primitivo, vigoroso, brutal”, “intenso a ponto de te agarrar pelo pescoço” e “nunca entediante”. Matt Maytum, da Total Film, comentou que o filme é uma “épica verdadeiramente distinta e imperdível” em sua crítica, dando-lhe cinco de cinco estrelas.  Clarisse Loughrey, do The Independent, deu-lhe cinco de cinco estrelas e afirmou em sua crítica que o filme foi um belo risco”. Robert Daniels, do RogerEbert.com, deu-lhe três de quatro estrelas e elogiou a direção, a cinematografia e as atuações do elenco, mas considerou que o filme “frequentemente tropeça quando busca profundidade”. Richard Whittaker, do Austin Chronicle, chamou o filme de “uma façanha extraordinária do cinema”, elogiando a direção. A. O. Scott, do The New York Times, elogiou a construção do mundo e a cinematografia, escrevendo: “A conquista de Eggers reside em sua representação meticulosa e fanática desse mundo, até mesmo nos lençóis e utensílios de cozinha”.

Richard Brody, do The New Yorker, considerou que o filme “não oferece sinestesia, nenhuma evocação de qualquer sentido além da visão” e criticou a direção de Eggers, concluindo: “O Homem do Norte simplesmente serve sua matéria-prima mal cozida e cozida demais”. K. Austin Collins, da Rolling Stone, escreveu que “É um banquete visual frequentemente deslumbrante”, mas acrescentou: “É também um exemplo instrutivo de como as intenções mais visionárias nem sempre conseguem animar uma história que, de outra forma, seria rotineira”. Christopher Howse, no The Spectator, elogia o “grande acervo” que Eggers apresenta “pela autenticidade material”. Howse não gostou tanto dos persistentes “cortes, mutilações e eviscerações”. “A violência em primeiro plano é como estilhaços escondendo o que está atrás; talvez devesse ter sido ainda mais longo e com menos ação”, é sua avaliação crítica geral. Em dezembro de 2024, o Collider classificou o filme em 7º lugar na sua lista dos “10 Melhores Filmes de Fantasia da Década de 2020”, com Robert Lee III é “um exemplo perfeito de como os filmes de fantasia nem sempre precisam ser coloridos e adequados para famílias na sua execução, sendo um filme de fantasia brutal e impactante, classificado para maiores de 18 anos, repleto de violência e derramamento de sangue a cada esquina. A sua violência serve um propósito maior do que simplesmente ser um deleite visual, pois ajuda a criar um sentido de realismo para esta aventura folclórica, tratando a história de Amleth como uma espécie de mito poderoso a ser transmitido através de gerações de guerreiros vikings”.

Bibliografia Geral Consultada.

MALINOWSKI, Bronislaw, Sex, Culture, and Myth. Nova Yorque: Editor Harcourt, Brace & World, 1962; VOVELLE, Michel, Ideologies et Mentalités. Paris: Éditions François Maspéro, 1982; BOLTANSKI, Luc, L’Amour et la Justice Comme Compétences. Paris: Éditions Métailié, 1990; RICOEUR, Paul, La Mémoire, l`Histoire, l`Oubli. Paris: Éditions Du Seuil, 2000; VIGARRELLO, Georges, Storia della Violenza Sessuale. Veneza: Marsilio Editore, 2001; LE GOFF, Jacques, História e Memória. 5ª edição. Campinas (SP): Editora da Unicamp, 2003; COETZEE, John Maxwell, À Espera dos Bárbaros. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2006; RICOEUR, Paul, A Memória, a História e o Esquecimento. Campinas (SP): Editora da Unicamp, 2007; HUNT, Janin, Medieval Justice: Cases and Laws in France, England and Germany, 500-1500. Estados Unidos: Editor McFarland, 2009; METZ, Christian, A Significação no Cinema. São Paulo: Editora Perspectiva, 2012; AVIER, Nathalia Agostinho (Org.), A Idade Média no Discurso Fílmico (Catálogo de Filmes, Vol. 2). Rio de Janeiro: Programa de Estudos Medievais, 2015; SILVA, Andréia C. Lopes Frazão da; SILVA, Leila Rodrigues da; TORRES, Andréa Reis Ferreira; XAVIER, Nathalia Agostinho (Organizadoras), A Idade Média no Discurso Fílmico (Catálogo de Filmes, vol. 2). Rio de Janeiro: Programa de Estudos Medievais, 2015; WYCLIFFE, John, Tractatus De Officio Regis. Londres: Editor Forgotten Books, 2018; PINHO, Guilherme Rosa, Concílio Regional de Narbona: O In Dubio Pro Reo na Inquisição Medieval. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Direito. Faculdade de Direito. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, 2021; SOARES, Lucas Pinto, O Hibridismo Cultural no Processo de Cristianização dos Islandeses. Dissertação de Mestrado.  Programa de Pós-Graduação em História. Centro de Ciências Sociais. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Rio de Janeiro: Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2022; entre outros. 

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