terça-feira, 16 de junho de 2020

Pandemia - Papel da Ciência, Pânico & Formação Pós-Apocalíptica.


                                                                                                                                     Ubiracy de Souza Braga

            “A ciência não é somente um discípulo da razão, mas também do romance e da paixão. Stephen Hawking


            O Livro de Apocalipse e também chamado de Apocalipse de João, é um livro da Bíblia e o último da seleção do Cânon bíblico. Foi escrito por João na ilha de Patmos, no mar Egeu. A palavra apocalipse significa revelação. Um apocalipse, na mesma terminologia do judaísmo e do cristianismo, representa a revelação divina de coisas que até então permaneciam secretas a um profeta escolhido por Deus. Na maioria das bíblias em língua portuguesa o título Apocalipse, e não Revelação tornou o significado da palavra obscuro, sendo usado como sinônimo de “fim do mundo”. Para os cristãos, o livro possui a previsão dos últimos acontecimentos antes, durante e após o retorno do Messias de Deus. O objetivo da mensagem apocalíptica era fornecer estímulo pastoral aos cristãos perseguidos, confortando, desafiando e proclamando a esperança cristã garantida e certa, além de ratificar a certeza de que, em Cristo, eles compartilhavam o método soberano de Deus. Por meio da espiritualidade em todas suas manifestações, haveriam de alcançar a superação total das forças de oposição à nova ordem que se estabelecia, pois que essa constituía a vontade do Altíssimo. A literatura apocalíptica tem uma importância considerável na história da tradição judaico-cristão-islâmica, ao veicular as crenças como ressurreição dos mortos, o dia do Juízo Final, o céu, o inferno e outras que são ali referidas de forma mais ou menos explícita dependendo da leitura.  
Uma pandemia representa uma epidemia de doença infecciosa que se espalha entre a população localizada numa grande região geográfica como, por exemplo, um continente, ou mesmo quase todo o planeta Terra. Uma doença ou condição, não pode ser considerada uma pandemia somente por estar difundida ou matar um grande número de pessoas, pois deve também ser infecciosa. O câncer é responsável por um número grande de mortes, mas não é considerado pandemia porque a doença não é contagiosa, embora certas causas de alguns tipos de câncer possam ser. A primeira pandemia reconhecida iniciou na Ásia no verão de 1580 e dentro de 6 meses havia se espalhado para a África e Europa, e em consequência, daí para a América do Norte. Houve taxas elevadas da doença e uma característica comum a futuras pandemias de gripe foi relatada no Reino Unido: a ocorrência de várias ondas de infecção - no verão e outono daquele ano. Além da Gripe, outros tipos de pandemias têm sido registrados na história, como a pandemia de Tifo no período histórico de violência das Cruzadas e as de Cólera que têm sido registradas desde 1816. Houve três pandemias de gripe no século XX: a gripe espanhola de 1918, a gripe asiática de 1957 e a gripe de Hong Kong de 1968. Nem todas as pandemias em análise comparativa têm efeitos sociais tão desastrosos. As pandemias de 1957 e 1968, respectivamente, provocaram 4 e 2 milhões de mortes.



      
A gripe pandêmica de 2009 foi provocada por uma nova estirpe de vírus da gripe que afeta humanos, o vírus da Gripe A-H1N1. Este surgiu com segmentos de genes de vírus da gripe suína, aves e humano numa combinação que não tinha sido observada antes. Neste caso, a taxa de mortalidade foi mais baixa comparativamente à maioria das epidemias sazonais, sendo geralmente o contrário o que acontece numa pandemia. A gripe espanhola, que não teve origem em Espanha, foi de longe a mais mortal, provocando cerca de 40 milhões de mortes em todo o mundo. Foi provocada por um vírus do subtipo H1N1. Foi, sobretudo, relacionada com uma reedição do que se passou em 1918 a causa do medo generalizado vivido durante a época 2009-2010. A gripe espanhola foi responsável por um decréscimo da esperança de vida nos Estados Unidos da América, em 1918, de cerca de 10 anos superior a qualquer ano da 2ª guerra mundial (1940-1945). Grande responsável por este valor foi o padrão pouco usual das mortes provocadas pelo vírus, incidindo, sobretudo em crianças até aos 4 anos e em adultos entre os 25 e 34 anos. Julga-se que as faixas etárias acima dos 34 anos foram poupadas por terem tido contato com um vírus semelhante ao H1N1 que se supõe ter circulado antes de 1889. A gripe asiática foi provocada por um vírus influenza A do subtipo H2N2 e a gripe de Hong Kong pelo vírus do subtipo H3N2. Em 1977, foram acidentalmente reintroduzidos vírus do tipo H1N1 na população que, desde então, têm vindo a circular em conjunto com os vírus do tipo H3N2. Um surto de conjuntivite hemorrágica aguda foi reconhecido em Gana (1969), e em outros países africanos. O surto alcançou proporções pandêmicas, com 10 milhões de pessoas envolvidas de 1969 a 1971.
Surgindo durante as Cruzadas, o Tifo teve seu primeiro impacto na Europa em 1489, na Espanha. É utilizado para designar qualquer dos movimentos militares de inspiração cristã que partiram da Europa Ocidental em direção à Terra Santa e à cidade de Jerusalém com o intuito de conquistá-las, ocupá-las e mantê-las sob o domínio cristão. Durante a luta entre espanhóis Cristãos e os muçulmanos em Granada, os espanhóis perderam 3.000 pessoas na guerra e 20.000 com o tifo. Metade da população nativa da América Espanhola em 1518 foi morta através da varíola. A Varíola atingiu o México na década de 1520, matando 150.000 pessoas em Tenochtitlán e o Peru na década de 1530, ajudando os conquistadores europeus. O Sarampo matou 2 milhões de nativo mexicanos adicionais na década de 1600. Também há várias doenças desconhecidas que eram extremamente sérias, mas desapareceram e assim a etiologia destas doenças não pode ser estabelecida. A causa do chamado Suor inglês, no século XVI, na Inglaterra, tão temido quanto a peste bubônica, ainda é desconhecida. Em 1542, 30.000 pessoas morreram de tifo enquanto lutavam contra os otomanos nos Bálcãs. A doença também teve um papel principal na guerra e destruição de Napoleão na Rússia em 1812. Mais tarde, entre 1848 e 1849, entre 40.000 e 150.000 havaianos morreram de sarampo. O Tifo também matou inúmeros prisioneiros nos campos de concentração nazistas, durante a 2ª guerra mundial. Encontros entre os exploradores europeus e as populações no resto do mundo introduziram várias epidemias em diferentes locais.
            O vírus Ébola e outras doenças rapidamente letais como a Febre de Lassa, uma febre de hemorrágica viral aguda descrita na cidade de Lassa (1969), Nigéria, situada no vale do rio Yedseram. A Febre de Lassa é causada pelo vírus de Lassa, um membro da família Arenaviridae (Arena vírus); é um vírus de RNA, vírus de Marburg o agente causador da febre hemorrágica de Marburg, que teve os ciclos epidêmicos reconhecidos em 1967, a primeira, e depois em 1975, 1980, 1987, 1998, 2004 – 2005, cujo epicentro foi Angola e 2007-2014, cujo epicentro foi Uganda, e a Febre hemorrágica boliviana são doenças altamente contagiosas e mortais com o potencial teórico de se tornar pandemias. Febres hemorrágicas virais (VHFs) é um grupo de doenças infecciosas com sintomas semelhantes em humanos. Os vírus causadores afetam o sistema vascular e podem produzir uma doença multissistêmica grave em alguns pacientes. Os arenavírus reconhecidos por causarem FHV, e incluem: o vírus Lassa (febre de Lassa), o vírus Junin (febre hemorrágica argentina), os vírus Machupo e Chapare (febre hemorrágica boliviana), o vírus Guanarito (febre hemorrágica venezuelana), o vírus Sabia e o vírus Lujo. Alguns dos arenavírus causadores provavelmente ainda não foram identificados; os arenavírus da América do Sul/América Latina emergiram como agentes da VHF nos últimos 60 anos, e o vírus Lujo foram descobertos na África em 2008. Os VHFs podem ser causados por vírus nas famílias Filoviridae, Arenaviridae, Bunyaviridae e Flaviviridae. Existem mais de 20 membros reconhecidos dos Arenaviridae, mas estatisticamente o que se sabe é que provavelmente menos da metade desses vírus foram ligados a doenças humanas. Simplificadamente ocorre surto quando há o aumento repentino e variado do número de casos de uma doença em uma região específica. 

       Para ser considerado surto, o aumento de casos deve ser maior do que o esperado pelas autoridades. A epidemia, no entanto, se caracteriza quando um surto acontece em diversas regiões. Uma epidemia a nível municipal acontece quando diversos bairros apresentam uma doença, a epidemia a nível estadual acontece quando diversas cidades têm casos e a epidemia nacional acontece quando há casos em diversas regiões do país. Em uma escala de gravidade, a pandemia é o pior dos cenários. Ela acontece quando uma epidemia se espalha por diversas regiões do planeta. Em 2009, a gripe A, ou gripe suína, ultrapassou de epidemia para pandemia quando a Organização Mundial da Saúde começou a registrar casos nos seis continentes do mundo.  A AIDS, apesar de estar diminuindo no mundo, também é considerada uma pandemia. A endemia não está relacionada a questão quantitativa. A doença é classificada como endêmica tipicamente de região quando acontece com muita frequência no local. As doenças endêmicas podem ser sazonais. A febre amarela é considerada uma doença endêmica da região Norte do Brasil.
A maioria dos vírus associados a febres hemorrágicas é classificada nas famílias Arenaviridae e Filoviridae. Mas alguns flavivírus: vírus da febre amarela, vírus da dengue e alguns Bunyaviridae: vírus da febre do Vale do Rift, um rifte, reconhecido como Vale da Grande Fenda, é um complexo de placas tectônico criado há cerca de 35 milhões de anos com a separação das placas tectônicas africanas e arábicas. Vírus da febre hemorrágica Crimeia-Congo de febre grave com vírus trombocitopênico e hantavírus, podem estar associados a sintomas hemorrágicos. A família Arenaviridae contém o vírus da coriomeningite linfocítica, o vírus da febre de Lassa, o vírus Mopeia, o vírus Tacaribe, o vírus Junin, o vírus Lujo, o vírus Machupo e o vírus Guaroa; todos são transmitidos por roedores e, não são arbovírus. O vírus da febre de Lassa pode ser transmitido de uma pessoa em contato para outra. A família Filoviridae consiste nos gêneros: Ebolavirus, composto por cinco espécies e Marburgvirus, por duas espécies. Os vetores específicos desses vírus não foram confirmados, mas morcegos frugívoros são os principais; assim, os Filoviridae não são arbovírus. A transmissão interpessoal do vírus Ebola e do vírus Marburg ocorre facilmente conforme análise.
A habilidade dessas doenças para espalhar-se e causar uma pandemia é limitada, pois sua transmissão depende de contato íntimo com o vetor infectado. Mutações genéticas poderiam acontecer podendo elevar o potencial dessas doenças de se infectar, por isso, é necessária uma observação constante por parte da comunidade científica. A AIDS é a doença causada pela infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Esse vírus ataca o sistema imunológico, que é o responsável por defender o organismo de doenças. É considerada uma pandemia global posteriormente com infecção proporcionando taxa tão alta quanto os 25% na África subsaariana. Com a educação efetiva sobre prática sexual mais segura como tardiamente ocorreu, e como treinar precauções ajudou reduzir a velocidade das taxas de infecção em vários países africanos que patrocinaram programas de educação nacionais. Taxas de infecção estão subindo novamente na Ásia e na América. Devido a alta incidência de infecção e imensa perda de vidas na África central e leste estão devastando os países destas regiões.
A primeira vacina para a nova gripe foi anunciada para o outono de 2009, no hemisfério Norte. Os laboratórios Novartis e Baxter International foram os primeiros a iniciar a produção em larga escala da vacina, seguidos por outros laboratórios. Países europeus compraram grandes lotes dessas vacinas: a França gastou US$ 1,2 bilhão com 94 milhões de doses de vacinas para a gripe A; a Alemanha adquiriu cerca de 50 milhões de doses; e a Holanda gastou 34 milhões de doses para apenas 12 milhões de pessoas. Devido à baixa adesão da população desses países à vacinação que chega a apenas 8% na França, vários países da Europa anunciaram a revenda da vacina no início de 2010. Esse grande gasto monetário dos países europeus com a compra de vacinas contra a gripe suína está causando atrito entre governos e partidos de oposição. Em 10 de agosto de 2010, depois de administração da vacina em vários países, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou “o fim do ciclo pandêmico da Gripe A”. A vacina enfrentou grande rejeição por parte da população brasileira e de outros países do mundo. Seus possíveis efeitos colaterais geraram controversa entre a população e os órgãos oficiais de saúde. A suspeita é que a vacina está relacionada com a síndrome de Guillain-Barré, uma doença que ataca o sistema nervoso central.
Além de dar visibilidade candente à condição social e política de proletariedade como condição existencial universal no mundo social do capital em sua fase de crise estrutural, o surgimento e ampliação do precariado expõe a verdadeira natureza da crise estrutural do capital, isto é, a contradição radical entre desenvolvimento das forças produtivas e irrealização estrutural das promessas civilizatórias do capital. O precariado é a multidão da era do capitalismo pós-moderno que incomoda as classes dominantes do Primeiro Mundo. Sob a crise do capitalismo global, a multidão do precariado surge com mais intensidade e amplitude na semiperiferia do núcleo orgânico do sistema mundial do capital. A flexibilização do emprego nestes países da semiperiferia europeia visa reduzir os custos do fator trabalho, o que é visível nas diferenças de rendimento entre trabalhadores sob contrato permanente, não permanente e temporário. A crise financeira de 2008 e as políticas de austeridade neoliberal só aceleraram o declínio da classe média assalariada, expondo a proletariedade extrema de jovens-adultos homens e mulheres inseridas na precariedade salarial. O precariado é constituído por jovens-adultos altamente escolarizados, desempregados ou possuindo vínculos de trabalho precários.
Vejamos um exemplo negativo deste tipo: o consumo. A busca por presentes para o Dia dos Namorados, celebrado, e por serviços e aparelhos em lojas de telefonia foram os principais motivos que levaram os paulistanos aos shoppings. No dia em que o estado de São Paulo atingiu 10 mil mortes causadas pela covid-19, a capital começou a reabertura de shoppings com horário reduzido, de quatro horas, e restrições, como uso obrigatório de máscaras e protocolos de higiene e saúde pública. Em todos os estabelecimentos visitados pela reportagem, houve medição de temperatura para todos que entravam. Carregando duas sacolas de compras e o lanche recém-comprado, a auxiliar de enfermagem Maria Rodrigues disse que foi ao Center Norte por que era sua única folga na semana. Funcionária de uma organização que administra um pronto-socorro na região, ela aproveitou o dia para fazer compras e comprar o jantar, porque, afirma, a pandemia “não é tão feia como a imprensa gosta de pintar”. Em Interlagos, o distanciamento social foi ignorado no primeiro dia de funcionamento. O local de maior movimento foi um canto com lojas de três operadores de celular e um quiosque de aparelhos. As filas eram tão grandes que a de um estabelecimento emendava com a de outro. Não havia marcação no chão e os clientes ficavam colados um nos outros. O shopping abriu às 16 horas e a aglomeração se formou em minutos. O protocolo que os shoppings se comprometeram a cumprir aconselhava a criar um fluxo nos pontos de maior procura. Mas, não havia um funcionário ou segurança organizando a situação.
As redes varejistas de comércio que reabriram suas lojas, como Renner, Magazine Luiza e Casas Bahia, já adotaram novos protocolos de saúde. No caso do Magalu, a temperatura dos funcionários é medida diariamente e, em caso de febre, o colaborador volta para casa. Todos os funcionários receberam máscaras descartáveis para retornar ao trabalho. A rede Casas Bahia reforçou o procedimento de limpeza antes da abertura das lojas, colocou limites de distanciamento em filas e espalhou cartazes com informações sobre prevenção. Na Renner, a retomada das operações físicas está ocorrendo com horário e equipe reduzidos. - “A companhia está distribuindo máscaras para os colaboradores usarem durante o trabalho e na ida e retorno para suas residências, além de orientando-os a evitar aglomerações. Aqueles que fazem parte do grupo de risco vão permanecer em casa, respeitando o isolamento social. Para reforçar ainda mais a segurança de todos, também está sendo feita a medição de temperatura dos colaboradores diariamente”, afirma a Renner. Empresas que nunca chegaram a fechar, como os supermercados, criaram um limite máximo de pessoas dentro das lojas: uma a cada 10m². O Carrefour mede a temperatura não só dos funcionários, mas também dos clientes.

Ele se distingue de outras camadas sociais da classe do proletariado como, por exemplo, a camada dos trabalhadores assalariados estáveis, em sua maioria organizada em sindicato ou organizações profissionais e que têm acesso a benefícios e direitos trabalhistas, além de perspectiva de carreira e consumo. O precariado se distingue também da camada social dos trabalhadores assalariados precários de baixa escolaridade e pouca qualificação profissional que caracterizou amplamente o proletariado industrial e de serviços no século XX. O precariado se distingue também da camada social dos trabalhadores assalariados adultos com mais de 40 anos de idade, com alta qualificação profissional, desempregados ou mesmo inseridos em vínculos de trabalho precários. O precariado possui uma delimitação precisa: são constituídos por “jovens-adultos” na faixa etária dos 20-40 anos – “altamente escolarizados”, mas fora do mercado, isto é, objetivamente inseridos em estatutos salariais precários. Portanto, eles são jovens-adultos, cultos e pobres. Essa é a démarche distintiva dos homens e mulheres assalariados que constituem a camada social do precariado. Por serem jovens adultos escolarizados, eles possuem uma carga emocional de expectativas, aspirações existenciais e sonhos de realização técnica ou profissional e vida plena de sentido e alegria de viver no mundo.       
Historicamente a peste bubônica, foi a pandemia mais devastadora registada na história humana, tendo resultado na morte de 75 a 200 milhões de pessoas na Eurásia, atingindo o pico na Europa entre os anos de 1347 e 1351. Acredita-se que a bactérias Yersinia pestis, que resulta em várias formas de peste: septicémica, pneumónica e, a mais comum, bubônica, tenha sido a causa. A Peste Negra foi o primeiro grande surto europeu de peste e a segunda pandemia de peste. Mesmo com origens distintas, o que mais se assemelha entre os surtos pandêmicos é o comportamento humano perante as enfermidades. Um primeiro ponto a se observar se deve ao fato do temor da população as doenças ter ligação direta com os primeiros métodos de prevenção. Foi durante a Peste Negra que a cidade de Veneza adotou o conceito de quarentena, herdado do Velho Testamento da Bíblia “como tempo de isolamento para surtos de hanseníase na Antiguidade”. A praga criou uma série de convulsões religiosas, sociais e económicas, com efeitos profundos no curso da história da Europa. Ela provavelmente teve a sua origem na Ásia Central ou na Ásia Oriental, de onde viajou ao longo percurso da chamada Rota da Seda, atingindo a Crimeia em 1343. De lá, era provavelmente transportada por pulgas que viviam agregadas nos ratos que viajavam em navios mercantes genoveses, espalhando-se por toda a bacia do Mediterrâneo, atingindo o resto da Europa através da península italiana. Estima-se que tenha matado entre 30% a 60% da população da Europa. No total, a praga pode ter reduzido a população mundial de 475 milhões para 350-375 milhões de habitantes no século XIV. A população da Europa demorou demograficamente cerca de 200 anos para recuperar o nível anterior e algumas regiões, como a Florença de Maquiavel, recuperaram apenas no século XIX. A praga retornou várias vezes hic et nunc como surtos até ao início do século XX.
O mundo ultrapassou a marca de 5 milhões de casos do novo coronavírus, conforme a contagem atualizada em tempo real pela Universidade John Hopkins, dos Estados Unidos da América. O Brasil ocupa o 3° lugar da carreira em número de infectados, com 291,6 mil casos, e ainda o sexto no ranking de vítimas fatais da covid-19, com 18,9 mil. A América Latina concentra um terço (1/3) dos 91 mil diagnósticos realizados na última semana, tornando-se pela primeira vez o continente com mais novos casos de covid-19, segundo levantamento da agência de notícias Reuters. Os Estados Unidos têm 30% dos pacientes contabilizados no planeta desde o início da pandemia. O SARS-CoV-2, vírus causador da covid-19, já matou 329 mil pessoas desde que foi identificado em Wuhan, na China, em janeiro de 2020. Desde abril, o planeta Terra mantém uma média de 1 milhão de infectados cada duas semanas. Não há medicamentos com eficácia comprovada contra a covid-19. Mais de 110 pesquisas produzidas para as vacinas estão em andamento. A fabricação não é autorizada, mas a OMS recomenda “a higienização das mãos, o uso de máscaras e o distanciamento social como medidas preventivas”.
O fechamento temporário de empresas e a paralisação da atividade econômica e burocrática provocadas por tais medidas deixaram muitos trabalhadores sem renda e as consequências começam a ser percebidas nos países mais afetados. Por exemplo, a indústria automobilística registrou uma queda histórica de mais de 70% no mercado francês. Psicologicamente o pânico e a ansiedade pelo avanço da pandemia retornaram aos mercados, com perdas expressivas nas bolsas de valores europeias e asiáticas. Itália e Espanha devem estar próximas do pico de contágios após várias semanas de confinamento, o ponto máximo ainda não está próximo na América do Norte. Mas já  registram quase 189 mil contágios, um número que dobrou em apenas cinco dias. Os ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais do G20, um grupo formado pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo incluindo a União Europeia. Foi criado em 1999, após as sucessivas crises financeiras ocorrida nesta década, que se reuniram por videoconferência, “prometeram ajudar os países mais pobres a suportar o fardo da dívida e a ajudar os mercados emergentes”. Na semana passada, os líderes mundiais deste grupo de países mais ricos e emergentes anunciaram que injetariam US$ 5 trilhões na economia global para dissipar os temores de uma recessão. Em Wuhan, com a origem da pandemia, as medidas de confinamento começaram a ser retiradas progressivamente e os primeiros passos ao ar livre de seus habitantes têm como principal motivação homenagear os mortos.
A China anunciou 1.367 casos assintomáticos de coronavírus, que se somam aos 81.554 contágios registrados, ao publicar pela primeira vez o número de pessoas atualmente positivas, mas sem manifestar febre e tosse características da covid-19. O governo chinês estima que 30% dos portadores do país não apresentam sintomas. Em artigo enviado ao Journal of Infectious Disease, pesquisadores japoneses confirmam essa porcentagem ao avaliarem habitantes que retornaram da China. Mas a literatura especializada sobre o assunto também apresenta outros dados. “Estima-se que entre 5% e 80% das pessoas com teste positivo para o Sars-CoV-2 possam ser assintomáticas”, comenta Tânia Vergara, infectologista presidente da Sociedade de Infectologia do Rio de Janeiro. Para ter uma estimativa precisa, seria preciso testar a população mundial em larga escala. - “É algo que não temos condições de fazer no cenário atual, em que há escassez de exames”, comenta Adriano Massuda, médico professor da FGV-EAESP e pesquisador da Universidade Harvard, nos Estados Unidos da América. O que se sabe: as pessoas infectadas que andam por aí sem sequer tossir ou espirrar são capazes de transmitir a doença por até 14 dias após o período do contágio, em uma intensidade 50% menor do que os sintomáticos. - “Mesmo assim, um estudo recente aponta que elas podem ser responsáveis por dois terços de todas as infecções. Daí a importância do isolamento social generalizado”, argumenta Tânia Vergara.

Calcula-se que 15% dos pacientes apresentem sintomas severos e precisem ser internados para receber oxigênio, às vezes na UTI. O tempo para recuperação é longo e o período de transmissibilidade do vírus, ainda mais alto. Segundo um estudo publicado no The Lancet Infectious Disease, o Sars-Cov-2 pode ser detectado no organismo até 25 dias depois da infecção. Em determinados grupos de risco, como idosos e portadores de doenças cardiovasculares, a mortalidade dos casos graves chega a 15%, como indica uma pesquisa com mais de 70 mil chineses, publicado pelo Centro de Controle de Doenças do país no periódico Journal of The American Medical Association. No diagrama proposto por Rahmé, há ainda um espaço para os casos críticos, separados ali por um motivo claro: a mortalidade. Do total de infecções, 5% evoluirão para um quadro bem pesado, que exige mais tempo na UTI e ventilação mecânica - quando um respirador artificial realiza o trabalho dos pulmões. Entre essa pequena parcela, a taxa de mortalidade alcançaria 50%, a depender da idade. Esse alto índice de fatalidades foi observado em pacientes muito graves na cidade de Seattle (EUA) e é utilizada em Relatório do Imperial College London, uma renomada instituição do Reino Unido. Geralmente, a morte acontece após o 21º dia de infecção, quando o indivíduo já está internado há duas semanas. Essa turma expele o vírus por longos períodos; um estudo chinês chegou a detectar o novo coronavírus em circulação 37 dias depois do contágio.
A palavra virus vem do Latim vírus significando “fluído venenoso ou toxina”. É utilizada para descrever os vírus biológicos. O termo “vírus de computador” nasceu por analogia, mas que de forma errônea atribui ignorância, erro, no emprego das palavras. A palavra vírion ou víron é conceitualmente usada para se referir a uma única partícula viral que estiver fora da célula hospedeira. Os vírus são seres muito simples e medem menos de 0,2 µm, formados basicamente por uma cápsula proteica envolvendo o material genético, que representa o ácido desoxirribonucleico, o ácido ribonucleico, ou o conjunto citomegalovírus. Vírus é uma partícula basicamente proteica que pode infectar organismos vivos. Eles são parasitas obrigatórios do interior celular. Significa que eles somente se reproduzem pela invasão e possessão do controle da maquinaria de auto-reprodução celular. O termo vírus geralmente refere-se às partículas que infectam eucariontes. Os organismos cujas células têm carioteca, enquanto o termo bacteriófago ou fago, é utilizado para descrever aqueles que infectam procariontes, os domínios bactéria e archaea. Em meados de janeiro a imprensa começou a reportar casos sobre um “misterioso vírus que causava problemas respiratórios”, tendo este vírus depois classificado como um coronavírus e chamado na primeira fase de 2019-nCoV.  
Inicialmente 800 pessoas foram infectadas e houve 259 mortes na China, mas houve casos similares também no Japão, Tailândia, Coreia do Sul, França e Estados Unidos, “todos associados a pessoas que haviam viajado para a China recentemente”. Em 20 de janeiro a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimava que o número de casos pudesse estar próximo de dois mil (2 000). A 11 de março de 2020, o surto foi declarado uma pandemia, sendo que o numero de casos confirmados a nível mundial atingiu mais de 121 000, sendo em 120 diferentes territórios, dos quais mais de 80 000 na China. O número de mortes ascende a 4 300, havendo mais de 1 200 mortes fora da China. Os coronavírus são um grupo de vírus de genoma de RNA (ácido ribonucleico) simples de sentido positivo serve diretamente para a síntese proteica, reconhecidos desde meados dos anos 1960. Pertencem à subfamília taxonômica Orthocoronavirinae da família Coronaviridae, da ordem Nidovirales. A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da breve vida. Eles representam uma causa comum de infecções respiratórias brandas a moderada de curta duração. Entre os coronavírus encontra-se o vírus causador da forma de pneumonia atípica grave reconhecida por SARS, identificado em 2002 como a causa de um surto de síndrome respiratória aguda grave e o vírus causador da COVID-19, responsável pela pandemia em 2019 e 2020.
Em termos econômicos, especialistas alertam que uma resposta terá de vir dos Estados, injetando enormes recursos e saindo ao resgate de seus cidadãos. Mas, segundo Richard Kozul-Wright, diretor da divisão de Globalização da Conferência da Organização das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento, o mundo não aproveitou a crise de 2008 para fortalecer seu sistema. E, agora, poderá pagar um preço elevado: a dívida do planeta à de US$ 253 trilhões, 322% do Produto Interno Bruto mundial (PIB). Não há uma ampla margem de manobra para que governos complexos e autoritários anunciem novos pacotes de resgate. A crise financeira asiática do final dos anos 1990 oferece alguns paralelos com a conjuntura global atual.  Em 2008, o colapso do Lehman Brothers não repetiu o cenário da Grande Depressão de 1929 diante de uma liderança internacional que, usando o G-20, estabeleceu uma estratégia de respostas coordenadas. Atitudes tomadas por Donald Trump confirmam esse temor da falta de uma resposta global. O político tentou classificar a crise como uma estratégia de seus adversários políticos. Ao anunciar restrições de viagem, o chefe da Casa Branca aproveitou para criticar a Europa por ter fracassado em lidar com o vírus. O “tom” gerou mal-estar no velho continente diante do termo usado por Donald Trump para caracterizar a ocorrência do vírus de estrangeiro. Na Europa, 190 milhões de pessoa passaram a viver sob algum tipo de controle, enquanto o Federal Reserve (FED), anunciou que estava pronto a colocar trilhões em sua economia.
Na Europa, partidos políticos de extrema-direita se apressaram em usar a crise para declarar que a circulação do vírus era a prova de que a globalização precisava ser freada, que empresas não devem produzir em economias emergentes e que fronteiras devem ser restabelecidas, principalmente contra estrangeiros. Na Itália, Matteo Salvini, ex-ministro do Interior, insinuou que o vírus poderia ter entrado em um dos barcos de imigrantes, cruzando o Mediterrâneo, e que manter a entrada dessas pessoas era irresponsável. No momento de sua declaração, os casos italianos tinham sido registrados no norte do país, distante dos portos de chegada dos estrangeiros. Na África, o único local com caso registrado naquele momento era o Egito. Na Espanha e na Alemanha, grupos de extrema-direita também passaram a pressionar os governos a suspender a livre circulação de pessoas no espaço europeu, reconhecido como Acordo de Schengen, uma convenção entre países europeus sobre uma política de abertura das fronteiras e livre circulação de pessoas entre os países signatários. A área criada em decorrência do acordo é reconhecida como espaço Schengen e não deve ser confundida com a União Europeia. Trata-se de dois acordos diferentes, envolvendo países com a economia e a política consolidados da Europa. Em 2 de outubro de 1997 o acordo e a convenção de Schengen passaram a fazer parte do quadro institucional e jurídico da União Europeia, pela via do Tratado de Amsterdã. Num mundo global com um forte sentimento Anticiência, nacionalista e xenófobo, o desafio dos especialistas no âmbito dos Estados ganha uma nova dimensão. Na Organização Mundial da Saúde (OMS), o sinal de alerta é que a resposta precisa ser simultânea de ordem científica, coordenada e proporcional.

A América Latina é atualmente o epicentro da pandemia no mundo, e os casos continuam aumentando rapidamente em vários países. A região tem mais 1,3 milhão de casos confirmados da doença, sendo que 1,1 milhão estão em apenas 4 países: Brasil (691.758), Peru (196.515), Chile (138.846) e México (117.103). No mundo todo, são mais de 7 milhões de casos confirmados. O Brasil ultrapassará a marca de 1 milhão de pessoas contaminadas no dia 20 de junho, segundo dados da plataforma estatística do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Neste dia, a previsão é de que teremos mais de 47 mil mortos. A ferramenta traz gráficos e projeções de tendências da evolução de casos e mortes por país. O México aparece em segundo lugar no painel da Rede CoVida com 13.699 mortes, seguido de Peru (5.465), Equador (3.621), Chile (2.264) e Colômbia (1.323). No total, são 65.704 mortes na região. O país com menos casos é o Uruguai, com 845 contaminados e 23 mortes. Outros países que se destacam pelo baixo índice de contaminação são Costa Rica, com pouco mais de 1300 casos e apenas identificação de 10 mortes, e Paraguai, com pouco mais de 1100 casos e e identificação de 11 mortos. O Uruguai não chegou a estabelecer quarentena obrigatória, mas obteve aparente sucesso na luta disciplinar contra o novo coronavírus devido sua estratégia de isolamento.
            A pandemia da síndrome respiratória aguda grave, atualmente em curso em vários países e regiões, é a transformação em dura realidade do muito que se tem falado, escrito e discutido sobre doenças infecciosas emergentes. O mundo rapidamente percebeu que estava diante de uma doença respiratória de etiologia ainda não esclarecida. A preocupação causada por essa síndrome foi tão grande que a Organização Mundial da Saúde emitiu um alerta de âmbito mundial e, pela primeira vez em sua história, recomendou que se evitasse viajar para as áreas afetadas, Guangdong e Hong Kong. Tão rapidamente quanto a doença atingiu diferentes pontos do planeta, sua etiologia foi demonstrada no tempo recorde. Trata-se de um coronavírus não isolado, nem em humanos e nem em animais. Apesar de não ter seu RNA segmentado como os vírus da influenza, os coronavírus são sujeitos a frequentes recombinações, razão pela qual o surgimento de novo coronavírus não é causa para espanto. Aliás, há muito vêm sendo usados como modelo para a investigação de mutações que permitem o salto de espécie. Foi demonstrado que infecção persistente pelo vírus da hepatite murina acaba determinando o surgimento de variantes capazes de infectar outras espécies.
O fenômeno não é desconhecido, pois ocorre com frequência com o vírus da influenza A, ocorreu em algum momento com o vírus da imunodeficiência humana e com outros RNA vírus, como Nipah e Hendra, ambos morbilivírus, gênero que compreende vários membros que causam infecções em humanos e outros animais, com especial relevância para o caso do vírus do sarampo. Doenças infecciosas emergentes não é um fruto de mentes paranoicas como ocorre na esfera política. Ocorrem e vêem ocorrendo a milhares de anos: peste bubônica, cólera Eltor, gripe espanhola, Aids, para citar apenas  algumas. A preocupação maior é a constatação da velocidade de sua disseminação. Em 1894, teve início em Hong Kong a terceira pandemia de peste bubônica, foram necessários cinco longos anos para que chegasse ao Brasil. Desta vez, bastaram alguns dias para a chegada dos primeiros casos suspeitos. Determinantes sempre lembrados como decisivos para a ocorrência de doenças emergentes, a grande densidade populacional e a velocidade dos transportes, estão presentes. Até o momento, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) já foi notificada dentre vinte e cinco países, em seis foi identificada transmissão autóctone, ainda que, pelo menos, somente na China, Hong Kong inclusive, e no Canadá (Toronto) há evidência de continuidade dessa transmissão. Foi considerada a primeira pandemia do século 21.
Bibliografia geral consultada.
KÜBLER-ROSS, Elisabeth, Sobre a Morte e o Morrer. 7ª edição. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1996; SANTOS, João Bosco Feitosa dos, O Avesso da Maldição do Gênesis: A Saga de Quem Não Tem Trabalho. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 1997; CARDOSO, Dora Rambauske, Biossegurança em Surtos e Epidemias de Origem Natural, Acidental ou Deliberada: As Ações dos Profissionais de Hospitais Públicos de Referência no Município do Rio de Janeiro, Brasil. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas. Fundação Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro: Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas, 2011; SOUZA, Joana Darc de, Profecia no Livro do Apocalipse: O Espírito da Profecia é o Testemunho de Jesus. Dissertação de Mestrado em Ciências Humanas. Goiânia: Pontifícia Universidade Católica de Goiás, 2012; LUZ, Madel Therezinha, As Instituições Médicas no Brasil. 2ª edição. Porto Alegre: Editora Rede Unida, 2014; MÁRQUEZ, Gabriel García, El Amor en los Tiempos del Cólera. Madrid: Editora Debolsillo, 2014; KASTENBAUM, Robert, Death, Society, and Human Experience. 11th edition. New York: Routledge, Taylor & Francis, 2016; COSTA, Érika de Cássia Vieira da, Contribuição à Vigilância e ao Diagnóstico da Peste Bubônica. Tese de Doutorado. Centro de Biociências. Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 2016; PERSON, Thaisa, Adaptando o Espaço Pós-apocalíptico: Um Estudo sobre The Road, de Cormac McCarthy. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Letras. Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas. São José do Rio Preto: Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, 2017; ZARVOS, Clarisse Fraga, Narrativas da Peste, Poéticas e Estéticas de Contágio: da Primavera Árabe às Jornadas de Junho. Tese de Doutorado. Departamento de Letras. Rio de Janeiro: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, 2018; SILVA, Suênio Stevenson Tomaz da, Apocalipse, Sobrevivência e Pós-humano: Uma Narrativa Ecocrítica da Trilogia Maddaddam, de Margareth Atwood. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Literatura e Interculturalidade. Campina Grande: Universidade Estadual da Paraíba, 2019; SILVA, Jordan Prezares Freitas da, Implicações da Pandemia COVID-19 nas Condições e Modos de Cuidado Ofertados na Primeira Infância. Dissertação de Mestrado em Saúde Pública. Faculdade de Medicina. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2020;  BARROS, Maria José Genuíno, O Despertar da Distopia dos Mortos: O Zumbi do Cinema de Horror como Representação Social. Tese de Doutorado. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 2020; entre outros.

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