“A angústia é a vertigem da liberdade”. Soren Kierkegaard
Um serviço de radiotelefonia móvel portátil foi concebido nos estágios iniciais da engenharia de rádio. Em 1917, o inventor finlandês Eric Tigerstedt registrou uma patente para um “telefone dobrável de bolso com um microfone de carbono muito fino”. Os primeiros predecessores dos telefones celulares incluíam comunicações de rádio analógicas de navios e trens. A corrida para criar dispositivos telefônicos verdadeiramente portáteis começou após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), com desenvolvimentos ocorrendo em muitos países. Os avanços na telefonia móvel foram rastreados em gerações sucessivas, começando com os primeiros serviços da geração zero (0G), que não eram celulares, suportavam algumas chamadas simultâneas e eram muito caros. O primeiro telefone celular portátil foi demonstrado por John F. Mitchell e Martin Cooper da Motorola em 1973, usando um aparelho pesando 2 kg. A primeira rede celular automatizada comercial (1G) analógica foi lançada no Japão pela Nippon Telegraph and Telephone em 1979 seguida em 1981 pelo lançamento simultâneo do sistema Nordic Mobile Telephone (NMT) na Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia. Vários outros países seguiram o exemplo no início e meados da década de 1980. Esses sistemas de primeira geração (1G) poderiam suportar mais chamadas simultâneas, mas ainda usavam tecnologia celular analógica. Em 1983, o DynaTAC 8000x foi o primeiro telefone móvel portátil disponível comercialmente no mercado global de comunicação social.
Em 1991, a tecnologia celular digital de segunda geração (2G) foi lançada na Finlândia pela Radiolinja no padrão GSM. Isto provocou concorrência no setor, à medida que os novos operadores desafiavam os operadores de rede 1G existentes. O padrão GSM é uma iniciativa expressa na Conférence Européenne des Postes et Telecommunications. A cooperação franco-alemã em I&D demonstrou a viabilidade técnica e, em 1987, foi assinado um memorando de entendimento entre 13 países europeus que concordaram em lançar um serviço comercial até 1991. A primeira versão do padrão GSM tinha 6.000 páginas. Em 2018, o Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos e a Sociedade Real de Edimburgo concederam a Thomas Haug e Philippe Dupuis a medalha James Clerk Maxwell por suas contribuições para o primeiro padrão de telefonia móvel digital. Em 2001, a terceira geração (3G) foi lançada no Japão pela NTT DoCoMo no padrão WCDMA. Isto foi seguido por melhorias 3,5G ou 3G+ baseadas na família de acesso a pacotes de alta velocidade (HSPA), permitindo que as redes UMTS tenham maior velocidade e capacidade de transferência de dados. O 3G é capaz de fornecer acesso de banda larga móvel de vários Mbit/s para smartphones e modems móveis em laptops. Isso garante que ele possa ser aplicado ao acesso à Internet móvel, VoIP, chamadas de vídeo e ao envio de mensagens de e-mail, bem como à exibição de vídeos em qualidade de definição padrão.
Em 2009, tornou-se claro que, em algum momento, as redes 3G seriam sobrecarregadas pelo crescimento de aplicações com uso intensivo de largura de banda, como streaming de mídia. Consequentemente, a indústria começou a procurar tecnologias de quarta geração (4G) optimizadas para dados de melhorias de velocidade até dez vezes superiores às tecnologias 3G existentes. O primeiro serviço LTE disponível publicamente foi lançado na Escandinávia pela Telia Company em 2009. Na década de 2010, a tecnologia 4G encontrou diversas aplicações em vários setores, demonstrando sua versatilidade no fornecimento de comunicação sem fio de alta velocidade, como banda larga móvel, internet das coisas (IoT), acesso fixo sem fio e streaming multimídia incluindo música, vídeo, rádio e televisão. A implantação de redes celulares de quinta geração (5G) começou em todo o mundo em 2019. O termo 5G foi originalmente usado em trabalhos de pesquisa e projetos para denotar a próxima grande fase nos padrões de telecomunicações móveis além dos padrões 4G/IMT-Advanced. O 3GPP define 5G como qualquer sistema que adere ao padrão 5G NR (5G New Radio). O 5G pode ser implementado em ondas milimétricas de banda baixa, banda média ou banda alta, com velocidades de download que podem atingir a faixa de gigabit por segundo, visando uma latência de rede de 1 ms. Essa capacidade de resposta quase real e o melhor desempenho dos dados são cruciais para aplicações como jogos online, realidade aumentada e virtual, veículos autônomos, IoT e serviços críticos de comunicação.
O Conceito de Ansiedade (Begrebet Angest, 1844) é uma obra filosófica escrita por Søren Kierkegaard (1813-1855). Escrevendo através de um curioso pseudônimo, Vigilius Haufniensis, a ansiedade/angústia é um medo fora de alvo, disperso. Kierkegaard usa o exemplo de um homem na beira de um precipício. Quando o homem olha para baixo, ele experimenta um medo indisciplinado de cair, mas ao mesmo tempo, o homem sente um grande impulso de se atirar intencionalmente para o precipício. Essa experiência de dupla sensação é a ansiedade devido à nossa completa liberdade para escolher saltar ou não saltar. O mero fato de alguém ter a possibilidade e liberdade de fazer algo, mesmo as mais aterrorizantes possibilidades, despoleta um imenso sentimento de angústia. Kierkegaard denomina isto de “vertigem de liberdade”. O pensador norueguês cristão focaliza sobre a primeira ansiedade experimentada pelo ser humano: a escolha de Eva em comer da árvore do conhecimento, proibido por Deus. Pelo fato de os conceitos de bem e de mal não existirem antes de Eva comer o fruto da árvore, considerado o pecado original. Eva não possuía estes dois conceitos, não sabendo que ao comer do fruto da árvore era considerado um mal. O que ela sabia era que Deus provavelmente lhe tinha dito para não comer da árvore. A angústia vem do fato de a própria proibição por parte de Deus implicar que Eva era livre e que poderia escolher obedecer ou desobedecer a Deus.
Depois de Eva ter comido da árvore, o pecado nascera. Então, segundo Kierkegaard, a angústia “precede o pecado e foi a angústia que levou Eva a pecar”. No entanto, Kierkegaard menciona que a angústia é um modo da humanidade ganhar salvação. A angústia informa-nos das nossas possibilidades de escolha, do nosso autoconhecimento e responsabilidade pessoal, levando-nos de um estado de imediatismo não-autoconsciente a uma reflexão autoconsciente. Um indivíduo torna-se verdadeiramente consciente do seu potencial através da experiência estabelecida na relação situada de ansiedade/angústia. Assim, a angústia pode ser uma oportunidade para o pecado, mas pode também ser o caminho para o reconhecimento ou realização da identidade e liberdades de cada um. Entretanto, no momento em que elas se produzem como tragédias parecem que foram inteiramente inventadas por seus autores e, às vezes, estes últimos são condenados pelo desencorajamento que pregam. Na realidade cenas morais são mais um efeito do que uma causa. Elas só fazem simbolizar, numa linguagem abstrata e de forma sistemática, o que na sociologia pioneira de Émile Durkheim se denominou “a miséria fisiológica do corpo social”. E como essas correntes são coletivas, elas têm, em consequência dessa origem, uma autoridade que faz com que se imponham ao indivíduo e o empurrem com mais força ainda no sentido para o qual já o inclina o estado de desamparo moral que a desintegração da sociedade suscitou diretamente nele. Assim, no próprio momento em que se liberta excessivamente do meio social, ele ainda sofre sua influência.
Por mais individualizado do que seja cada indivíduo vivendo coletivamente em sociedade, há sempre algo que continua sendo coletivo: a depressão e a melancolia resultantes dessa individuação simplesmente exagerada. Comungamos na tristeza, quando não temos mais nada para viver em comum. O egoísmo não é apenas um fator auxiliar dele; é sua causa geradora. Se o indivíduo cede ao menor choque das circunstâncias, é porque o estado em que a sociedade se encontra faz dele uma vítima sob a medida para o suicídio. Sabemos que o suicídio é excepcional na criança e que diminui no velho que chega aos últimos limites da vida; é que em ambos, o homem físico tende a tornar-se o homem todo. A sociedade ainda está ausente da criança, que ela não teve tempo de formar à sua imagem; começa a retirar-se do velho ou, o que dá na mesma, ele se retira da sociedade. Facilmente encontra fora um objetivo ao qual possa se apegar. Aonde quer que vá, o primitivo, desde que possa levar consigo seus deuses e sua família, tem tudo o que sua natureza social requer. A presença de pais atuantes e reflexivos no cotidiano comunicativos dos filhos pode contribuir para que modelos de vingança e interpretações distorcidas de atos heroicos violentos sejam questionados e modelos adequados sejam construídos e apresentados aos filhos. O suicídio varia na razão inversa do grau de integração dos grupos sociais de que o indivíduo faz parte, seja a integração religiosa, a integração doméstica ou política.
The Desperate Hour tem como representação social um
filme de suspense de 2021 dirigido por Phillip Noyce e escrito por Chris
Sparling. Noyce nascido em 29 de abril de 1950 é um diretor australiano de
cinema e televisão. Desde 1977, dirigiu mais de 19 longas-metragens em diversos
gêneros, incluindo dramas históricos (Newsfront, 1978; Rabbit-Proof
Fence, 2002; The Quiet American, 2002; thrillers (Dead
Calm, 1989; Sliver, 1993; The Bone Collector, 1999; e filmes
de ação (Blind Fury, 1989; The Saint, 1997; Salt,
2010). Ele dirigiu as
adaptações de Jack Ryan (1990-2014); Jogos Patrióticos (1992) e Perigo
Iminente (1994), bem como a adaptação de 2014 de O Doador de Memórias,
de Lois Lowry, uma escritora americana. Ela é autora de muitos livros para
crianças e jovens, incluindo The Giver Quartet, Number the Stars,
a série Anastasia e Rabble Starkey. Ela é reconhecida por
escrever sobre assuntos difíceis, distopias e temas complexos em obras para o
público jovem. Noyce trabalhou em diversas ocasiões com extraordinários atores
como Val Kilmer, Harrison Ford, Denzel Washington, Michael Caine, Angelina
Jolie, Nicole Kidman, Meryl Streep, Rutger Hauer e em três filmes com Thora
Birch ao longo de 25 anos. Ele também dirigiu, escreveu e produziu programas de
televisão na Austrália e EUA, incluindo The Cowra Breakout,
Vietnam, Revenge, Roots e What/If da Netflix. O
trabalho de Noyce lhe rendeu diversos prêmios, incluindo os
prêmios AACTA de Melhor Filme, Melhor Diretor e um prêmio especial Longford
Lyell pela démarche profissional.
A Hora do Desespero (The Desperate Hour) é um filme de suspense de 2021 dirigido por Phillip Noyce e estrelado por Naomi Watts. A trama segue uma mãe que corre desesperadamente para salvar seu filho após a polícia bloquear sua cidade devido a um atirador ativo na escola. Na sexta-feira, 24 de setembro de 2021, Amy Carr, uma mãe recentemente viúva, decide na vida cotidiana tirar o dia de folga do trabalho. Ela se despede da filha pequena, Emily, que embarca no ônibus escolar, mas encontra o filho adolescente, Noah, ainda na cama, reclamando estar doente. Amy sai para correr pela mata, nas proximidades de sua residência, atendendo a vários chamados de rotina de trabalho enquanto corre. Pouco depois de cruzar com várias viaturas policiais em alta velocidade, Amy recebe “um alerta no celular informando que todas as escolas da região estão em lockdown”, maneira restritiva obrigatória que impede a circulação em lugares públicos e apenas libera atividades consideradas essenciais. Desesperada para obter mais informações, Amy faz várias ligações, e a combinação delas gradualmente “lhe permite juntar as peças do quebra-cabeça”. Ela descobre que há um atirador ativo na escola, que tirou a vida de uma garota. Além disso, ela conclui que Noah não está em casa, mas sim que foi para a escola, depois que sua caminhonete é vista no estacionamento. Um mecânico, cuja oficina fica perto da escola, diz a Amy que a polícia está revistando a caminhonete de Noah. Ele acrescenta que quatro veículos, além do veículo de Noah, também estão sendo revistados.
Um policial, por meio de um atendente do
911, faz perguntas a Amy sobre Noah, o que a leva a se perguntar se Noah é o
atirador da escola. Em uma ligação posterior, a polícia informa a Amy que Noah
não é o atirador e que o atirador não é um aluno. Amy finalmente chega à
rodovia, onde encontra um motorista do Lyft que a leva até a escola. É uma
empresa americana de tecnologia que oferece serviços de transporte por
aplicativo, conectando passageiros a motoristas, além de opções de bicicletas e
patinetes elétricos, operando principalmente nos Estados Unidos da América e
Canadá. No caminho, Amy liga para o número de celular do atirador, que seu
chefe havia conseguido às escondidas. O atirador atende, mas desliga após uma
breve conversa. Amy descobre que o atirador é um membro ex-funcionário da
escola. A polícia liga para Amy, repreendendo-a por ter ligado para o atirador
e atrapalhado as negociações. Noah liga para Amy, mas a ligação é curta e ele
está visivelmente estressado. A polícia liga de volta para Amy, perguntando se
ela pode, mais uma vez, ligar para o atirador, na esperança de distraí-lo para
que a polícia possa invadir a sala onde os reféns estão. Amy chega ao local e,
durante sua breve ligação para o atirador, ouve tiros e perde contato tanto com
o atirador quanto com Noah. Ao lado das barricadas policiais no perímetro da
escola, Amy vê Noah sair e os dois se reencontram, felizes. No caminho para
casa, a mãe de Amy liga e avisa que vai buscar Emily. Noah faz uma postagem na
qual denuncia os tiroteios em escolas e encoraja seus seguidores a lutarem
corajosamente contra eles.
Houve mais de 90 ataques a tiros - homicídios envolvendo quatro ou mais vítimas - nos Estados Unidos desde 1982. Em abril de 1999, Erick David Harris e Dylan Bennet Klebold entraram na Columbine High School onde estudavam e abriram fogo, matando doze estudantes, um professor e ferindo mais de 30 outras pessoas. O desfecho do massacre se deu com o suicídio egoísta dos dois adolescentes. Nos dias seguintes à tragédia foram descobertas bombas espalhadas pela escola, que falharam em detonar. Este massacre era o que mais chocava a sociedade global até que, na véspera do oitavo aniversário da tragédia de Columbine, Cho Seung-Hui, estudante sul-coreano radicado nos Estados Unidos, matou 32 pessoas da Virginia Polytechnic Institute and State University, e se suicidou em seguida. O rapaz enviou à rede NBC vídeos e fotografias, onde convocava os fracos a fazerem o mesmo que ele. Ele faz referência a Columbine, citando Harris e Klebold como mártires e fazendo uma ligação real entre os dois macabros eventos.
São tragédias individualistas peculiares norte-americanas, de ambiente de pânico, incontrolável, como o de um tiroteio interno numa escola, mas casos ideal-típico “School Shooting” ocorreram comparativamente também em sociedade de controle como na Alemanha, na Suécia e no Canadá. O cineasta Gus Van Sant afirma que baseou seu filme: Elephant no episódio reconhecido como o Massacre de Columbine, em 1999, o ataque complexo e planejado envolveu o uso de bombas para afastar os bombeiros, tanques de propano convertidos em bombas colocados na lanchonete, 99 dispositivos explosivos, e carros-bomba. Os autores do crime, os alunos seniores Eric Harris e Dylan Klebold, mataram 12 alunos e um professor. Nos países de cultura anglo-saxã, entre outras acepções o termo sênior pode designar o aluno do último ano do ginásio, colégio ou faculdade. Eles também feriram outras 21 pessoas e outras três que ficaram feridas enquanto tentavam fugir da escola. Depois de trocarem tiros com policiais a dupla cometeu suicídio. O filme de Van Sant, “Elephant”, venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes. O longa-metragem aborda contradições da vida escolar dos adolescentes nos momentos anteriores aos disparos. Van Sant também recebeu o prêmio de melhor diretor. Em 1999, os Estados Unidos da América (EUA) ficaram horrorizados quando dois adolescentes mataram 12 estudantes e um professor e se suicidaram na escola em que estudavam no Colorado.
O diretor disse que quis fazer um filme “que tratasse das personalidades que fizeram parte do acontecimento”. O Massacre de Columbine foi um massacre escolar que ocorreu em 20 de abril de 1999, na Columbine High School, em Columbine, nos EUA uma área não incorporada de Jefferson County, no Colorado. Eric David Harris (1981-1999) e Dylan Bennet Klebold (1981-1999) foram os dois norte-americanos seniores do ensino médio que cometeram o Massacre de Columbine. A dupla matou 13 pessoas e feriu 24 pessoas. Então, os dois se suicidaram na biblioteca, onde mataram 10 de suas vítimas. O ataque levou mais de um ano de planejamento estratégico, aquisição de armas e construção de bombas. O diário de Eric, em particular, mostra preparação metódica durante um longo período de tempo, incluindo vários experimentos com detonação de bombas. Em comparação, o diário de Dylan inicialmente continha poucas referências à violência, embora, a partir de janeiro de 1999, as referências à violência tenham se tornado mais frequente. O tema prevalente no diário de Dylan era seu desespero por sua falta de sucesso com mulheres, o que ele chamava de “tristeza infinita”. Por questões anteriores de comportamento, o psiquiatra de Eric o tinha prescrito o antidepressivo SSRI Luvox. Relatórios de toxicologia confirmaram que Eric tinha Luvox em sua corrente sanguínea no momento do massacre. Eric e Dylan eram fãs de vídeo games como “Doom”, “Wolfenstein” 3D e “Duke” Nukem.
Eric criou mapas para Doom, que foram amplamente distribuídos pela rede mundial de computadores; estes mapas ainda podem ser encontrados na internet como “Harris levels”. Rumores de que o esboço destes mapas se assemelhava ao da Columbine High School circularam. Eric passou muito tempo criando outro grande mapa, chamado “Tier”, dizendo que ele era seu “trabalho de vida”. O mapa foi enviado para um computador da Columbine High School e para a America Online (AOL) um portal e um provedor de serviço online situado em Nova Iorque, parte da Oath, uma divisão da Verizon Communications. A America Online foi uma das pioneiras na rede internet em meados da década de 1990, e a marca mais reconhecia na web dos EUA, pouco antes do massacre. Um pesquisador argumentou que é quase certo que o mapa “Tier” incluía um esboço da Columbine High School. Eric começou a escrever em um diário em abril de 1998, pouco tempo depois que a dupla foi condenada por arrombar um modelo Van, o qual cada um recebeu dez meses de aconselhamento de intervenção juvenil e serviço comunitário, em janeiro de 1998. Eles começaram a formular planos, como retratado em seus diários. Eric queria se juntar ao Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, mas seu pedido foi rejeitado pouco antes do massacre, pois ele estava tomando a droga fluvoxamina, um antidepressivo SSRI, que “ele era obrigado a tomar como parte da terapia de controle da raiva ordenada pelo tribunal”.
De acordo com o
policial de recrutamento, Eric não sabia sobre essa rejeição. Embora alguns
amigos tenham dito que ele tinha parado de tomar a droga de antemão, os
relatórios da autópsia demonstraram baixos níveis terapêuticos ou normais (não
tóxicos ou letais) de Luvox (fluvoxamina) em seu sistema no momento da morte.
Após o massacre, oponentes de psiquiatria contemporânea, como Peter Breggin,
alegaram que os medicamentos prescritos após sua condenação, ostensiva por
transtorno obsessivo-compulsivo, podem ter agravado seu potencial de
agressividade. Em abril de 2009, o professor Aubrey Immelman, Ph. D da College
of Saint Benedict and Saint John`s University, publicou o livro:
“Columbine: A True Crime Story; A Victim, the Killers and the Nation’s Search
for Answers”, que inclui um perfil de personalidade de Eric Harris, com base na
naálise dos textos de seu diário e na sua comunicação pessoal. O perfil de
Aubrey Immelman acredita que os materiais demonstraram sinais padrões de
comportamento consistentes a “narcisismo maligno... transtorno de personalidade
narcisista patológico com traços limítrofes e antissociais, além de alguns
traços paranoicos e de agressão descontrolada”. O relatório observa que tal
perfil não deve ser interpretado como um diagnóstico psiquiátrico direto, mas
baseado em entrevistas, testes psicológicos formais e coleta de informações
colaterais. Em seu diário, Dylan escreveu
sobre o que ele e Eric eram “semelhantes a Deus” e mais evoluídos do que
qualquer ser humano, mas seu diário registra auto-aversão e
intenções suicidas.
Várias páginas estavam
cobertas de corações, pois ele estava, secretamente, apaixonado por uma estudante
aluna da Columbine High School. Embora os dois tivessem dificuldade para
controlar a raiva, no caso de Dylan era mais propenso a problemas do que Eric.
Dylan era reconhecido por “fazer juramentos para professores e brigar com seu
chefe no Blackjack Pizza”. Alguns vídeos chamados de “The Basement Tapes”,
foram retidos do público pela polícia.
Depois de serem presos, o que os dois relataram como a coisa mais
traumática pelo que havia passado, Dylan escreveu uma carta para Eric, dizendo
que eles teriam muita diversão se vingando e matando policiais, e que sua ira
da prisão de janeiro seria “semelhante a Deus”. No dia do massacre, Dylan usou
uma camiseta preta com a palavra “IRA” impressa de vermelho. Especulou-se que a
vingança por terem sido presos era um motivo possível para o ataque, e que a
dupla planejava ter uma batalha de armas maciça com a polícia durante o
massacre. Dylan escreveu que a vida não era divertida sem um pouco de morte, e
que ele “gostaria de passar os últimos momentos de sua vida em reviravoltas
desesperadoras de assassinato e derramamento de sangue”. Ele concluiu dizendo
que depois se mataria para deixar o mundo que ele odiava e ir para um lugar
melhor. Dylan foi descrito como “cabeça quente, mas depressivo e suicida”. Eric
e Dylan supostamente discutiram seus motivos para o massacre nestes vídeos e
deram instruções de como fazer uma bomba. A polícia cita o motivo para reter
esses vídeos como uma tentativa de evitar que eles se tornem vídeos de
“convocação” e de “como fazer”, que poderiam inspirar “assassinos
imitadores”.
Os Australian Academy of Cinema and Television Arts Awards são prêmios por mérito apresentados anualmente pelo Australian Film Institute. A premiação é destinada para os profissionais da indústria cultural de cinema e televisão, incluindo per se diretores, atores e roteiristas. Noyce lançou seu primeiro filme profissional em 1975. Muitos de seus filmes apresentam espionagem, já que Noyce cresceu ouvindo as histórias de seu pai sobre servir na unidade de comando australiana Força Z durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Após sua estreia em longas-metragens, o curta-metragem Backroads (1977), Noyce alcançou enorme sucesso comercial e de crítica com Newsfront (1978), o qual ganhou os prêmios do Australian Film Institute (AFI) de Melhor Filme, Diretor, Ator e Roteiro; abriu o Festival de Cinema de Londres e foi o primeiro filme australiano a ser exibido no Festival de Cinema de Nova York. Noyce trabalhou em duas minisséries para a televisão australiana com o também cineasta australiano George Miller, a saber: The Dismissal (1983) e The Cowra Breakout (1984). Miller também produziu o filme que chamou a atenção dos estúdios de Hollywood para Noyce – Dead Calm (1988), que também lançou a carreira de Nicole Kidman. Depois de Dead Calm, Noyce foi para os EUA dirigir Blind Fury, estrelado por Rutger Hauer, para a Tri-Star Pictures. Rutger Oelsen Hauer nascido em Breukelen, em 23 de janeiro de 1944 e morto em Beetsterzwaag, em 19 de julho de 2019, foi um ator, escritor e ambientalista neerlandês com carreira como o protagonista da série neerlandesa de TV Floris.
Ficou reconhecido com o filme de 1982, Blade Runner, dirigido por Sir Ridley Leighton Scott, é um renomado diretor e produtor de cinema britânico, notório por realizar grandes produções de ficção científica, suspense e épico mesclando ocasionalmente os três gêneros em uma mesma obra. A ficção científica é um gênero da ficção especulativa, que normalmente lida com conceitos ficcionais e imaginativos, relacionados ao futuro, ciência e tecnologia, e seus impactos e/ou consequências em uma determinada sociedade ou em seus indivíduos, desenvolvido no século XIX. Hauer nasceu em 1944, na cidade de Breukelen, província de Utrecht, a menor província dos Países Baixos e fica localizada no centro do país. Faz fronteira com IJsselmeer a Norte, Guéldria a Oeste, o rio Reno a Sul, Holanda do Sul a Oeste e Holanda do Norte a Noroeste. As principais cidades dessa província são a capital Utreque e Amersfoort. Era filho de dois professores de teatro, Teunke e Arend Hauer, tendo a irmã mais velha e duas mais novas. Em algum momento, a família mudou-se para Amsterdã e como os pais eram ocupados com aulas e apresentações, sua irmã mais velha fez muitas vezes o papel solidário de babá dos irmãos. Hauer estudou na escola Waldorf e aos 15 anos começou a trabalhar no porto, esfregando o passadiço de barcos e navios.
Também fazia bicos como eletricista e mecânico enquanto terminava o ensino médio à noite. Começou a ter aulas de teatro e atuação na Theaterschool de Amsterdã, precisando parar brevemente para servir como paramédico no Exército Real Holandês. Hauer integrava uma trupe de atores amadores havia 5 anos quando Paul Verhoeven o escalou para o papel do protagonista na série de televisão de 1969, Floris, um drama neerlandês medieval. O papel o lançou ao estrelato no país e reviveu seu papel na refilmagem alemã de 1975, Floris von Rosemund. Um novo impulso em sua carreira veio em 1973, novamente por indicação de Verhoeven para Turkish Delight, filme indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 1974. Com o sucesso de bilheteria em seu país, sua carreira começou a tomar projeção internacional a partir deste filme. Dois anos depois, Hauer estrearia em um filme de língua inglesa, The Wilby Conspiracy, de 1975, que se passava na África do Sul durante o apartheid. Apesar as críticas favoráveis, Rutger era ignorado pela indústria de Hollywood e por isso seu nome ficou restrito ao cenário holandês por vários anos. Neste período, trabalhou em várias produções, como Katie Tippel (1975), 'Soldier of Orange (1977) com Verhoeven novamente, e Spetters (1980). Sua estreia no cinema norte-americano last but not least aconteceu em 1981, junto de Sylvester Stallone, no filme Nighthawks, no papel de um terrorista internacional e assassino chamado Wulfgar que opera com grupos radicais europeus, caracterizado por sua preferência em atacar locais muito movimentados humanamente e sem fazer distinção entre suas vítimas. No ano seguinte fez o seu papel que o tornará mais famoso, o do androide (replicante) Roy Batty, em busca de seu criador no filme cult de ficção científica Blade Runner. Hauer com domínio da retórica improvisou “suas falas finais, que eternizaram o monólogo do personagem, lágrimas na chuva, como uma das falas mais icônicas do cinema”.
Mudando-se com sua jovem família para os Estados Unidos em 1991, Noyce dirigiu cinco filmes nos oito anos seguintes, dos quais Perigo Iminente, estrelado por Harrison Ford, foi o mais bem-sucedido, tanto em termos de crítica quanto de público, arrecadando US$ 216 milhões. Após O Colecionador de Ossos, de 1999, estrelado por Angelina Jolie e Denzel Washington, Noyce decidiu retornar à Austrália para dirigir a saga das Gerações Roubadas, Rabbit-Proof Fence, que ganhou o prêmio AFI de Melhor Filme em 2002. Ele descreveu Rabbit-Proof Fence como “facilmente” seu momento de maior orgulho como diretor: “Mostrar aquele filme para várias comunidades aborígenes pelo país e ver a reação delas, porque deu validade às experiências das Gerações Roubadas”. Noyce também foi elogiado por O Americano Tranquilo, a adaptação de 2002 do romance de Henry Graham Greene (1904-1991), que rendeu a Michael Caine uma indicação ao Oscar de Melhor Ator e prêmios de melhor diretor do Círculo de Críticos de Cinema de Londres e do Conselho Nacional de Críticos de Cinema dos Estados Unidos da América.
Após Catch a Fire (2006), ambientado no apartheid na África do Sul, Noyce decidiu fazer outro filme de estúdio de grande orçamento com Salt, de 2010, estrelado por Angelina Jolie, que se tornou seu maior sucesso comercial até o momento, arrecadando quase US$ 300 milhões em todo o mundo. Em 2011, Noyce dirigiu e produziu o piloto da série Revenge, da ABC, e desde então dirigiu inúmeros pilotos de TV, incluindo What/If, da Netflix, estrelado por Renée Zellweger, e o sucesso da FOX Network, The Resident. Em 2017, ele assinou um contrato com a 20th Century Fox Television. Após se formar na Roger Williams University e na Bridgwater State University com diplomas em Justiça Criminal, e depois de escrever, dirigir e produzir vários filmes independentes de baixo orçamento, Sparling alcançou sucesso comercial quando seu roteiro de longa-metragem Buried foi comprado pelo produtor Peter Safran. O diretor espanhol Rodrigo Cortés e o ator Ryan Reynolds trabalharam no projeto. O filme estreou no Festival de Cinema de Sundance de 2010 com grande aclamação da crítica e foi posteriormente vendido para a Lionsgate Films. Depois de ser exibido em outros festivais de cinema ao redor do mundo, incluindo o Festival Internacional de Cinema de Toronto, além de ganhar o Prêmio Méliès d`Or no Festival de Cinema de Sitges — teve um lançamento limitado nos cinemas em setembro de 2010, arrecadando mais de US$ 18 milhões em todo o mundo. O filme foi lançado em DVD em janeiro de 2011. Sparling recebeu o prêmio de Melhor Roteiro Original do National Board of Review de 2010 por Buried e o filme foi selecionado como um dos 10 Melhores Filmes Independentes de 2010. Ele também ganhou um Prêmio Goya em 2011 de Melhor Roteiro Original, e foi indicado ao Prêmio Gaudí na categoria.
Sparling escreveu o roteiro de ATM, um thriller de suspense produzido por Peter Safran e filmado em Winnipeg, Manitoba, no outono de 2010 e lançado em 2012 pela IFC Films. Ele também escreveu Reincarnate para o produtor M. Night Shyamalan, o segundo filme da série de três partes conhecida como The Night Chronicles. Em 2014, Sparling foi contratado pela Warner Brothers e Leonardo DiCaprio para adaptar o romance policial Blood on Snow, escrito pelo autor Jo Nesbø. No mesmo ano, seu roteiro original, The Sea of Trees, entrou em produção, estrelado por Matthew McConaughey, Naomi Watts e Ken Watanabe, e dirigido por Gus Van Sant. A Variety nomeou Sparling como um dos “10 roteiristas para ficar de olho” em sua edição de novembro de 2014. Dois meses depois, o filme de terror e suspense de Sparling, The Atticus Institute, que ele escreveu e dirigiu, foi lançado pela Anchor Bay Films. A Universal Pictures distribuiu o filme internacionalmente. Seu segundo filme como diretor, Mercy, foi lançado pela Netflix em 2016. Mais tarde, ele escreveu o filme de 2020, Greenland, que estreou em primeiro lugar nas bilheterias em 26 países e recebeu críticas positivas. O filme é estrelado por Gerard Butler e Morena Baccarin e foi dirigido por Ric Roman Waugh. Ele também escreverá a sequência, intitulada Greenland: Migration, que foi anunciada no Mercado de Filmes de Cannes de 2021. E também neste ano viu o lançamento de dois filmes que ele escreveu e produziu: The Desperate Hour, objeto de nossa reflexão sociológica, estrelado por Naomi Watts e dirigido por Phillip Noyce, e Intrusion, um original da Netflix estrelado por Frieda Pinto.
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Cultural, 1979; SATRIANI, Luigi Maria Lombardi, Folklore & Proffito.
Tecniche di Distruizione di una Cultura. Itália: Guaraldi Editore, 1973;
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Cambridge: University Cambridge, 2004; SODRÉ, Marcelo Santos “et al”, “Um Estudo
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Wellington”. In: Jornal O Dia, 13 de abril de 2011; YOSHINAGA, Andrea Cristina
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2025; entre outros.
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