“Les philosophes croient faire leur miel de tout, mais ce n`est que de la cire”. Alain Touraine
Jacobina Mentz Maurer
(1841-1874) representou uma líder religiosa brasileira, que participou da
denominada Revolta dos Muckers, acontecida no estado brasileiro do Rio
Grande do Sul, entre 1868 e 1874. Oriunda da primeira comunidade alemã do
Brasil, Jacobina liderava uma comunidade religiosa cristã, cujos membros
“não bebiam, não fumavam e não usavam moeda como meio de troca comercial”.
Ganharam a alcunha de “mucker”, termo alemão que pode significar santarrão,
beato ou fanático religioso. Eles encontraram no sectarismo e no
modelo local religioso uma resposta para lidarem com os problemas culturais em
que viviam. Ao se assumir como a “reencarnação
feminina de Jesus Cristo”, Jacobina tornou-se a porta-voz dos menos afortunados
da comunidade, ao passo que seu marido, João Maurer, era o curandeiro local. Acusados
de feitiçaria e de bruxaria pela comunidade, os muckers foram
perseguidos pelo poder do Estado e acusados por cometerem crimes e criarem uma
seita. Isso gerou a Revolta do Muckers entre o governo provincial e os
habitantes membros da comunidade de Jacobina.
Jacobina Mentz era filha de André Mentz e de Maria Elisabeth Müller,
imigrantes alemães. Os avós paternos de Jacobina, Libório Mentz e Madalena
Ernestina Lips, chegaram ao Brasil no navio Germânia, entre a primeira leva de
imigrantes alemães que foram para o Rio Grande do Sul em 1824, naturais de
Tambach-Dietharz, na Turíngia, no centro da Alemanha.
Em 13 de janeiro de 1824, depois de uma viagem de seis meses, o veleiro Argus chegava ao porto do Rio de Janeiro. A embarcação holandesa trazia para o Império brasileiro 269 imigrantes alemães. O Argus era o primeiro dos quase 40 navios que trariam ao Brasil mais de 11 mil colonos e soldados germânicos até 1830. O projeto de José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), o “Patriarca da Independência”, tinha como objetivo criar colônias agrícolas, desenvolver o minifúndio e dar início à industrialização do país tendo como exemplo a mão de obra livre. O major Johann Anton von Schaeffer, enviado de Bonifácio à Europa, rapidamente conseguiu agenciar gente interessada em vir para o Brasil, principalmente do atual Estado alemão de Hessen, então um grão-ducado. Empobrecida pelas Guerras Napoleônicas (1803-1815) e pela Revolução Industrial, a população rural dessa região aceitou a generosa oferta do imperador brasileiro dom Pedro I (1798-1834): propriedades de 77 hectares, animais, sementes e ferramentas. Parte dos imigrantes, principalmente os solteiros e os que não podiam arcar com os custos da viagem, serviriam por quatro anos no Exército imperial antes de ter direito à terra como os demais. Schaeffer despachou o primeiro grupo para a Holanda via Rio Reno. Os portos holandeses eram mais próximos do Brasil, diminuíam o tempo e os custos da viagem. As levas de imigrantes partiriam de Hamburgo, no Norte da Alemanha.
Em Amsterdã, os primeiros imigrantes foram embarcados no Argus, um velho navio de madeira, com velas e três grandes mastros. A viagem teve início em julho de 1823. Entre os passageiros imigrantes estava um pastor: Friedrich Oswald Sauerbronn (1784-1864). Aos 40 anos, ele foi o primeiro religioso luterano a se estabelecer na América do Sul. Sauerbronn atendera a comunidade de Becherbach, no Hunsrück, durante 15 anos, até que decidiu emigrar com a esposa e os sete filhos para o Brasil, grávida, a companheira do pastor faleceria durante a viagem oceânica. No começo do século XIX, a travessia do Atlântico não era confortável nem segura. Em média, os navios tinham menos de cem metros de comprimento por 30 de largura. Pouco espaço e nenhuma privacidade. Os passageiros do Argus enfrentaram inúmeros infortúnios. Ainda durante a viagem fluvial, dois colonos morreram afogados no Reno e a caravana teve problemas com a polícia por causa dos passaportes – os dois homens não tinham permissão para sair da Alemanha. Dezoito dias depois de deixar a Holanda, o Argus foi atingido por uma violenta tempestade, perdeu o mastro principal e foi obrigado a voltar ao porto. Enquanto o navio recebia reparos, 26 colonos fugiram do veleiro e não voltaram. Após quase um mês, o barco partiu com destino ao Brasil. Dessa vez, com o comandante B. Ehlers sendo auxiliado pelo experiente capitão Peter Zink. A sorte parecia não estar ao lado dos primeiros imigrantes alemães.
No Canal da Mancha, o Argus foi castigado por ventos fortes e obrigado a ancorar no porto inglês de Cowes, na ilha de Wight. Depois de duas semanas de espera, o barco zarpou. Apenas para ser atingido por um furacão no Golfo da Biscaia, na costa espanhola. O Argus foi parar no litoral africano. Enquanto se dirigia a Santa Cruz de Tenerife, nas Ilhas Canárias, o veleiro foi atacado por piratas. De nada adiantaram os 36 canhões de defesa com os quais o navio era armado, tampouco os soldados que transportava. Depois de tantas tribulações, o Argus finalmente ancorou no Rio de Janeiro. A então capital do país tinha pouco menos de 80 mil habitantes, dos quais 36 mil eram escravizados e enviados por navios negreiros e umas 10 mil casas. Os alemães que serviriam no Exército foram mantidos na cidade e instalados nos quartéis. O governo imperial esperava enviar os demais imigrantes do navio recém-chegado e de outros que estavam chegando para o Sul da Bahia, onde uma colônia fora instalada por particulares em 1816. Ou para Nova Friburgo, na serra do Rio de Janeiro, onde o governo português criara uma colônia com suíços em 1819. Mas dom Pedro I mudou de ideia. Ordenou que José Feliciano Fernandes Pinheiro (1774-1847), governador da província do Rio Grande do Sul, organizasse a fundação de uma colônia próxima a província de Porto Alegre. Para que Fernandes Pinheiro tivesse tempo, os imigrantes que haviam chegado no Argus foram encaminhados para Nova Friburgo.
O grupo subiu a serra e chegou à vila em 3 de maio de 1824. Em julho, outra leva de colonos alemães chegou à capital gaúcha. Eram passageiros do transatlântico Anna Louise, o terceiro navio enviado por Schaeffer. Eles seriam os pioneiros da nova colônia que se estabelecia de São Leopoldo. A Revolta dos Muckers, do alemão Mucker, “falso beato”, ou Campanha do Morro do Ferrabrás foi um conflito social e religioso ocorrido entre 1873 e 1874 na antiga colônia de São Leopoldo, no sopé do Morro Ferrabraz atual cidade de Sapiranga. O movimento, de caráter messiânico e milenarista (cf. Queiroz, 1969), foi liderado por Jacobina Mentz Maurer e seu marido, João Jorge Maurer, e culminou em uma sangrenta repressão por parte do Exército Brasileiro e de milícias de colonos locais. Os Mucker eram colonos de origem alemã que ocupavam o Morro Ferrabrás, na colônia Padre Eterno, Fazenda Leão ou Leonerhof, no centro do triângulo nomeado por Novo Hamburgo, Taquara e Gramado, povoado por agricultores imigrantes alemães, sem esquecer de Sapiranga. Esses colonos, sem assistência médica, religiosa ou educacional, entraram num processo de decadência e empobrecimento. Nesse quadro de abandono, despontaram as lideranças de João Maurer, um curandeiro a quem os colonos confiavam sua saúde, e a esposa Jacobina, que na falta de padres e pastores, passou a interpretar a Bíblia e assim a desfrutar grande credibilidade entre colonos que aumentou em decorrência de seus ataques epilépticos, interpretados por seus seguidores como encontros com Deus.
O Hunsrückisch é
um dialeto alemão falado na região do Hunsrück, no Sudoeste da Alemanha, sendo
o dialeto que deu origem à língua Hunsrück falada nos estados brasileiros de
Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Espírito Santo, e que possui forte
influência do português. Para diferenciar o dialeto usado no Brasil
inicialmente daquele usado na Alemanha, em 1996 o linguista brasileiro Cléo
Vilson Altenhofen denominou o falar brasileiro de Riograndenser Hunsrückisch
com referência ao estado do Rio Grande do Sul. Essa nomenclatura, porém, sofreu
críticas de outros estudiosos, uma vez que o Hunsrückisch também é falado nos
estados de Santa Catarina e do Paraná, da região Sul, e em várias localidades
do estado do Espírito Santo da região Sudeste. Ademais, na Alemanha, o dialeto
é reconhecido como francônio-renano ou francônio-moselano. O Hunsrückisch faz
parte dos dialetos francônios falados no Sudoeste da Alemanha. O
Hunsrückisch tem origem nos dialetos francônio-renano e francônio-moselano
falados na região do Hunsrück, às margens dos rios Reno e Mosela, no Oeste da
Alemanha que geograficamente Estado nacional, apenas se unificou politicamente em
1871, portanto, o alemão padrão existente era, até o século XIX, uma língua
literária, criada por Martinho Lutero (cf. Menezes, 2005) na sua tradução da
Bíblia.
O povo alemão, no seu
dia a dia, não usava o alemão padrão para se comunicar, mas diversos dialetos
regionais. Até por volta de 1800 o alemão padrão foi principalmente uma língua
escrita, na Alemanha. O alemão padrão era, muitas vezes, aprendido como língua
estrangeira e tinha pronúncia incerta. Com o processo de unificação do país e
com a alfabetização em massa da população, o alemão padrão passou a ser a
língua usada pelos falantes dos diferentes dialetos, para se entenderem, embora
os dialetos regionais tenham-se mantido nos lares. Com a imigração alemã no
Brasil, no decorrer dos últimos dois séculos, os dialetos alemães também vieram
a se estabelecer como línguas regionais. Porém, algo curioso aconteceu:
enquanto na Alemanha o alemão padrão serviu para que os falantes de diferentes
dialetos pudessem se comunicar, no Brasil, a ainda incipiente consolidação do
alemão padrão à época do início da imigração, esse papel foi desempenhado por
um dialeto, o Hunsrückisch. Existem duas hipóteses para esse fenômeno. A
primeira porque a maioria dos imigrantes teriam vindo do Hunsrück,
portanto, seu dialeto predominou. A segunda porque o Hunsrückisch
apresenta traços intermediários entre os diferentes dialetos alemães, portanto
serviu como um koiné entre falantes de vários dialetos. O koiné foi o
primeiro dialeto comum suprarregional na Grécia e chegou a servir como língua
franca no Mediterrâneo Oriental e no antigo Oriente Próximo, ao longo do
período romano. Foi também a língua original do Novo Testamento da Bíblia e da
Septuaginta, tradução grega das escrituras judaicas. O koiné é o
ancestral mais próximo do grego moderno. O que se sabe é que os imigrantes
alemães no Brasil eram provenientes de diversas partes da Alemanha, portanto,
os brasileiros falantes de Hunsrückisch não necessariamente descendem de
pessoas oriundas do Hunsrück.
Nessas comunidades alemãs, o dialeto Hunsrückisch manteve-se, durante várias décadas, como a língua principal de comunicação. As colônias alemãs no Sul formaram-se, normalmente, em regiões de floresta despovoadas ou habitadas por índios, que foram expulsos para a chegada dos imigrantes. Devido a esse isolamento, os alemães conseguiram criar uma “ilha linguística”, na qual o alemão era a língua principal, e não o português. No início do século XX, havia centenas de milhares de teuto-brasileiros de segunda e de terceira geração que mal conseguiam falar o português. Essa diferenciação favorecia o sentimento de grupo minoritário, que se aliava à formação de instituições étnicas sólidas, como escolas, igrejas, associações sociais e uma imprensa em língua alemã. Todos esses elementos sociais combinados promoviam um sentimento geral de “superioridade cultural”. Em 1930, havia 2.500 escolas étnicas no Brasil. Dessas, 1.579 eram de imigrantes alemães. Nessas escolas, as crianças aprendiam o alemão-padrão difundido na Alemanha. Esse isolamento linguístico e cultural foi combatido de forma agressiva pelo governo nacionalista de Getúlio Vargas, por meio da campanha de nacionalização. Todas as escolas alemãs no país foram fechadas, aniquilando o meio-escolar teuto-brasileiro. O alemão-padrão aprendido na escola foi, assim, eliminado, enfraquecendo o uso do alemão nos centros urbanos, o qual passou a ficar limitado à zona rural. Pessoas eram hostilizadas e agredidas caso falassem alemão na rua. A polícia fiscalizava a vida privada das pessoas, invadindo as casas para queimar livros escritos em alemão. Muitas pessoas foram presas pelo simples fato de falarem alemão.
A Biblioteca da Unisinos é uma biblioteca localizada no campus da Universidade do Vale do Rio dos Sinos na cidade brasileira de São Leopoldo, no estado do Rio Grande do Sul. Dentre os setores que ali estão albergadas está o "Memorial Jesuíta", composto por obras de acervos como os que pertenceram aos padres Balduíno Rambo e Werner von und zur Mühlen, e ainda acervos que foram de intelectuais variados como o do professor Kurt Walzer ou dos advogados Júlio Marcos Germany Gaiger e Clodomir Vianna Moog. Em 1942, 1,5% dos habitantes de Blumenau foram encarcerados por falar alemão. O fechamento das escolas fez com que as pessoas se apegassem cada vez mais ao dialeto alemão usado no dia a dia, distante do alemão-padrão. O censo de 1940 contabilizou 644.458 pessoas que usavam o alemão (qualquer variedade) como língua principal do lar, no Brasil. Dessas pessoas, apenas 59.169 eram estrangeiras e 5.083 brasileiras naturalizadas. A maioria dessas pessoas (580.114) era nascida no Brasil e já estava há pelo menos três gerações no país. Os falantes de alemão concentravam-se nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Com a campanha de nacionalização, muitos brasileiros de origem alemã passaram a ter vergonha e medo de serem “alemães”. Devido ao trauma, muitos, por opção própria, não queriam mais falar alemão. Ao invés de alcançar a integração, a Nacionalização, ao proibir o alemão e pregar a discriminação, contribuiu para um maior isolamento, uma perda, temporária, do processo de integração.
Historicamente, o governo brasileiro propagou a ideia de que o Brasil era um país homogêneo e monolíngue, e adotou medidas repressivas contra os falantes de línguas não portuguesa. Por muito tempo, falar português era visto como uma condição para ser brasileiro. O estigma em ser falante per se de Hunsrückisch existe. A compreensão hermenêutica tem, de acordo com sua estrutura, o objetivo de assegurar, no seio das tradições culturais, uma autoconcepção dos indivíduos e dos grupos, suscetível de orientar a ação e o entendimento recíproco de diferentes grupos e indivíduos. Os gregos criaram o termo estigma para se referirem a sinais corporais com os quais se procura evidenciar alguma coisa de extraordinário, ou mau, sobre o status moral de quem os apresentava. Os sinais eram feitos com cortes ou fogo no corpo e avisavam que o portador era um escravo, um criminoso ou traidor, uma pessoa marcada, ritualmente poluída, que devia provavelmente ser evitada; especialmente em lugares públicos. Historicamente na chamada Era cristã, dois níveis de metáfora foram acrescentados ao termo: o primeiro deles referia-se a sinais corporais de graça divina que tomavam a forma de “flores em erupção” sobre a pele; o segundo, uma alusão médica a essa ilusão religiosa, referindo-se a sinais corporais de distúrbio físico. Segundo Erving Goffman, no ensaio: Estigma - Notas sobre a Manipulação da Identidade Deteriorada (2014) é amplamente usado de maneira semelhante ao sentido original, embora indicando à própria desgraça aparentemente do que se põe à sua evidência corporal. Os estudiosos, não se esforçaram para descrever as precondições estruturais do estigma, ou mesmo para fornecer uma definição do próprio conceito. O termo é em referência a um atributo depreciativo.
É da linguagem de relações e não de atributos. Um atributo que estigmatiza confirma a normalidade do Outro, sem ser per se horroroso nem desonroso. O termo estigma e seus sinônimos ocultam uma dupla perspectiva de âmbito social. Assume o estigmatizado que a sua característica distintiva já é conhecida ou é imediatamente evidente ou então que ela não é nem conhecida pelos presentes e nem imediatamente perceptível por eles? No primeiro caso, conceitualmente, está-se lidando com a condição real de desacreditado, no segundo com a condição em tese do desacreditável. Esta é uma diferença importante, socialmente, mesmo que um indivíduo estigmatizado em particular tenha, provavelmente, experimentado ambas as situações. Todavia, para Goffman, podem-se mencionar três tipos característicos de estigmas diferentes. Em primeiro lugar, há as abominações do corpo – as várias deformidades físicas. Em segundo, as culpas de caráter individual, percebidas como “vontade fraca”, “paixões tirânicas”, ou não naturais, crenças falsas e rígidas, desonestidade, sendo essas inferidas a partir de relatos etnográficos conhecidos de, por exemplo, distúrbio mental, prisão, vício, alcoolismo, “homossexualismo”, “homoerotismo”, desemprego, tentativas de suicídio e comportamento político-afetivo radical. Finalmente, há os estigmas tribais de raça, etnia, minorias, nação e ceticismo e “estigmas de re(li)gião”, que podem ser transmitidos de linhagem e contaminar por igual todos os membros de uma família.
A relação sexual
converte-se então num desejo de estar no corpo do outro, um viver e um ser
vivido por ele numa fusão de corpos que se prolonga como ternura por suas
fraquezas, suas ingenuidades, seus defeitos e imperfeições. Não importa mesmo
quem seja essa pessoa, pois na paixão nasce uma força terrível que nos leva à
fusão e nos torna insubstituíveis, únicos um para o outro. O ente amado se
converte naquele que não pode ser senão ele - o absolutamente especial. E isso
acontece mesmo contra a nossa vontade, e apesar de acreditarmos por algum tempo
que podemos viver sem ele, e que podemos encontrar essa mesma felicidade em
outra pessoa qualquer. Mas não ocorre bem assim. Basta uma breve separação para
termos a certeza de que este amado é portador de algo inconfundível, algo que
sempre nos faltou, que se revelou através dele e que sem ele não podemos
encontrar de novo, enfim, que represente simbolicamente a diversidade e a
unicidade de quem amamos. Os fatos sociais por si mesmos, só aparentemente nos
demonstram que nossa sexualidade de manifesta de maneira comum, quotidiana e de
maneira extraordinariamente, afetiva, descontínua. A sexualidade se transforma
quase que habitualmente por no meio de ação social normal pelo qual a vida
explora as fronteiras do impossível, os horizontes do imaginário individual do
sonhador e da natureza ecologicamente, mas o que é revelador, acidental ou não,
é que estamos diante do estado nascente progressivamente de compreensão da
vida.
Muitos dos seus
falantes acham que falam apenas um “dialeto” ou uma “língua misturada”. Outros
acham que falam um "alemão errado", uma vez que o alemão-padrão é
aquele visto como a língua certa e culta. Em decorrência, muitos acham inútil
aprender o Hunsrückisch pois, por ser diferente do alemão-padrão, não traria
benefícios aos seus falantes. Em decorrência, o alemão-padrão e o português são
vistos como línguas necessárias, que trazem status e oportunidades, ao passo
que o Hunsrückisch é encarado como uma língua menor. Pesquisas mostram
que, em algumas comunidades de origem germânica no Brasil, os falantes de
alemão são normalmente pessoas acima dos cinquenta anos de idade, já que a
maioria dos jovens sabem pouco ou nada do idioma, o que representa uma perda
cultural. Porém, nos últimos anos, através de um forte apelo de brasileiros
germanófonos para a adoção da língua alemã como vernáculo oficial das cidades
colonizadas por alemães, o município de Pomerode foi o primeiro a adotar a
língua alemã como cooficial no município. O processo de vernaculação
oficial do alemão deve se repetir nos próximos anos em todo município em que a
maioria da população seja descendente de alemães de forma que escolas públicas
ensinem obrigatoriamente a língua alemã, e serviços públicos também sejam
prestados em alemão.
O processo de co-oficialização do alemão e,
sobretudo, dos dialetos, além de resgatar o idioma, contribui para diminuir o
estigma de ser falante de um alemão errado, por ser diferente daquele usado na
Alemanha. Atualmente, não se sabe ao certo quantas pessoas usam o alemão no
Brasil pois, desde 1950, os censos nacionais eliminaram a pergunta sobre
línguas. Em 1970, Altenhofen estimou em 1.386.945 o número de falantes
de uma variedade do alemão no Rio Grande do Sul. Em 1996, ele estimou que o
número havia caído para entre 700 mil e 900 mil falantes. Damke, em 1996,
estimou em mais de dois milhões de falantes de qualquer variedade da língua
alemã no Brasil. Como a língua foi passada de geração em geração pela
oralidade, muitas pessoas, cujos pais são falantes de Hunsrückisch, entendem,
mas não falam o idioma. Em Antônio Carlos (Santa Catarina), por exemplo, cidade
de colonização alemã, apenas 10% da população consegue se expressar no idioma.
Os falantes de alemão como primeira língua normalmente tem mais de 45 anos,
refletindo um declínio do aprendizado entre os jovens. O Hunsrückisch falado no
Brasil não é homogêneo, apresentando variedades internas. Os imigrantes que
chegaram entre 1824 e 1850 eram provenientes da Alemanha que não havia uma
unidade linguística padrão, tampouco a variedade escrita do alemão estava
difundida no país.
Portanto, esses
imigrantes pioneiros trouxeram uma variedade enorme de dialetos para o Brasil,
uma vez que poucos eram escolarizados. Diferentemente, os imigrantes que
chegaram a partir da segunda metade do século XIX já eram provenientes de uma
Alemanha onde a alfabetização se tornara mais democrática e, portanto, eles
tinham maior acesso ao alemão-padrão ou Hochdeutsch. Portanto, houve uma
divisão entre os grupos de alemães no Brasil: os imigrantes pioneiros, chegados
entre 1824 e 1850, em decorrência da distância e da ausência da variedade
escrita, passaram a falar um alemão cada vez mais distante daquele usado na
Alemanha e o sentimento de ser alemão foi-se enfraquecendo. Por outro lado, os
imigrantes que chegaram após 1850 eram falantes da variedade padrão, de maior
prestígio social. Enquanto os primeiros transfiguraram-se em “teuto-brasileiros”,
os segundos eram os “alemães da Alemanha”. Essa divisão entre imigração
pioneira e tardia ainda pode ser observada hoje. No Rio Grande do Sul há duas
grandes áreas linguísticas próprias: de um lado, nas colônias próximas a São
Leopoldo, o alemão falado tem características mais dialetais
(consubstanciado pelo uso da palavra Deitsch), ao passo que a oeste, a
partir do vale do Taquari, o alemão falado é mais próximo da língua-padrão
(área Deutsch). As colônias alemãs do oeste do estado são de fundação
mais recente que as próximas a São Leopoldo, denotando que receberam imigrantes
alemães já falantes do alemão-padrão. Em vista das diferenças entre o dialeto
falado na Europa e o que é praticado no Sul do Brasil, em 1996, Cléo Altenhofen
cunhou o termo Riograndenser Hunsrückisch para a versão usada no Brasil.
Porém, a mesma versão também é falada nos estados de Santa Catarina, do Paraná e em uma cidade do Espírito Santo, o que levou alguns estudiosos a criticar o termo “riograndenser”. O Hunsrückisch tem base essencialmente germânica, a despeito dos vários empréstimos do português, e ainda se assemelha bastante ao falar usado na região alemã em que se originou. Porém, seu status é de língua brasileira que, ao lado de outras línguas de imigração e indígenas, fazem parte do patrimônio cultural imaterial do Brasil. O dialeto apresenta traços de alemão antigo, uma vez que as relações com a Alemanha foram cessadas e o contato com o alemão-padrão é praticamente nulo. O dialeto preservou muitas características do alto alemão médio. Mas, algumas palavras absorveram outra assepsia, enquanto algumas poucas foram criadas, como “Schuppenschwein” (tatu), em vez de “Gürteltier”. O Hunsrückisch absorveu muitas influências da língua portuguesa, sobretudo em contextos sociais urbanos e entre jovens de classes sociais mais elevadas. Empréstimos de palavras do português existem sobretudo em relação a inovações tecnológicas que não existiam quando da imigração e em termos da fauna e da flora do novo ambiente. Por exemplo, no Hunsrückisch, avião é aviong, em vez do alemão padrão Flugzeug; caminhão é kamiong, em vez de Lastwagen, e roça é rossa, em vez de Feld.
Algumas expressões são traduções literais do português, como em “alles gut?” (“tudo bem?”) no lugar do alemão wie geht`s. O sociólogo Emilio Willems listou 693 palavras emprestadas do português, muitas das quais ligadas ao ambiente rural típico dos colonos. Também desempenhou um papel socialmente importante nos acontecimentos João Jorge Klein, pastor leigo e professor, cunhado de Jacobina Maurer. No episódio da Revolta dos Muckers, tropas do exército foram lançadas numa operação sangrenta, fruto da inabilidade das autoridades de São Leopoldo e da Província do Rio Grande do Sul. Foi a primeira cidade fundada por imigrantes alemães no Brasil. Foi habitada por índios carijós e por imigrantes açorianos. Era um vilarejo reconhecido como Feitoria do Linho-cânhamo quando chegaram os primeiros 39 imigrantes alemães à região, em 25 de julho de 1824, enviados pelo imperador brasileiro Dom Pedro I para povoá-la. A desativada Real Feitoria do Linho Cânhamo fora um estabelecimento agrícola do governo onde eram produzidas cordas, mas que não dera muitos resultados, tendo falido, entre outros motivos, devido à corrupção dos administradores. Essa feitoria localizava-se junto da margem esquerda do Rio dos Sinos. A data de 25 de julho de 1824 passou a ser considerada a data de fundação de São Leopoldo. Instalados na feitoria até que recebessem seus lotes coloniais, este núcleo foi legalizado com o “Colônia Alemã de São Leopoldo” em homenagem à Imperatriz Leopoldina, a esposa austríaca de Dom Pedro I. Nesta época, era então governador do estado o Visconde de São Leopoldo. O Hunsrückisch é um dialeto alemão falado na região do Hunsrück, no sudoeste da Alemanha, sendo o dialeto que deu origem à língua hunsrik falada nos estados brasileiros de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Espírito Santo, e que possui forte influência do português.
Para diferenciar o dialeto usado no Brasil
inicialmente daquele usado na Alemanha, em 1996 o linguista brasileiro Cléo
Vilson Altenhofen denominou o falar brasileiro de Riograndenser Hunsrückisch
(com referência ao estado do Rio Grande do Sul). Essa nomenclatura, porém,
sofreu críticas de outros estudiosos, uma vez que o Hunsrückisch também é
falado nos estados de Santa Catarina e do Paraná e em várias localidades do
Espírito Santo. Ademais, na Alemanha, o dialeto é conhecido como francônio-renano
ou francônio-moselano. O Hunsrückisch faz parte dos dialetos francônios falados
no sudoeste da Alemanha. O Hunsrückisch tem origem nos dialetos
francônio-renano e francônio-moselano falados na região do Hunsrück, às margens
dos rios Reno e Mosela, no oeste da Alemanha. A Alemanha, como Estado nacional,
apenas se unificou em 1871, portanto o alemão padrão hoje existente era, até o
século XIX, uma língua literária, criada por Martinho Lutero na sua famosa
tradução da Bíblia. O povo alemão, no seu dia a dia, não usava o alemão padrão
para se comunicar, mas diversos dialetos regionais. Até por volta de 1800, o
alemão padrão foi principalmente uma língua escrita, na Alemanha. O alemão
padrão era, muitas vezes, aprendido como língua estrangeira e tinha pronúncia
incerta. Com a unificação do país e a alfabetização em massa, o alemão padrão passou a ser a língua usada pelos falantes dos
diferentes dialetos, para se entenderem, embora os dialetos regionais tenham-se
mantido nos lares.
Com a imigração alemã no Brasil, no decorrer dos últimos dois séculos, os dialetos alemães também vieram a se estabelecer como línguas regionais. Porém, algo curioso aconteceu: enquanto na Alemanha o alemão padrão serviu para que os falantes de diferentes dialetos pudessem se comunicar, no Brasil - dada a ainda incipiente consolidação do alemão padrão à época do início da imigração -, esse papel foi desempenhado por um dialeto, o Hunsrückisch. Existem duas hipóteses para esse fenômeno. A primeira porque a maioria dos imigrantes teriam vindo do Hunsrück, portanto seu dialeto predominou. A segunda porque o Hunsrückisch apresenta traços intermediários entre os diferentes dialetos alemães, portanto serviu como um coiné entre falantes de vários dialetos. O que se sabe é que os imigrantes alemães no Brasil eram provenientes de diversas partes da Alemanha, portanto, os brasileiros falantes de Hunsrückisch não necessariamente descendem de pessoas oriundas do Hunsrück. Nessas comunidades alemãs, o dialeto Hunsrückisch manteve-se, durante várias décadas, como a língua principal de comunicação. As colônias alemãs no Sul formaram-se, normalmente, em regiões de floresta despovoadas ou habitadas por índios, que foram expulsos para a chegada dos imigrantes. Devido a esse isolamento, os alemães conseguiram criar uma “ilha linguística”, na qual o alemão era a língua principal, e não o português. No início do século XX, havia centenas de milhares de teuto-brasileiros de segunda e de terceira geração que mal conseguiam falar o português.
Essa diferenciação favorecia o sentimento de grupo minoritário, que se aliava à formação de instituições étnicas sólidas, como escolas, igrejas, associações sociais e uma imprensa em língua alemã. Todos esses elementos combinados promoviam um sentimento geral de “superioridade cultural”. Em 1930, havia 2.500 escolas étnicas no Brasil. Dessas, 1.579 eram de imigrantes alemães. Nessas escolas, as crianças aprendiam o alemão-padrão difundido na Alemanha. Esse isolamento linguístico e cultural foi combatido de forma agressiva pelo governo nacionalista de Getúlio Dorneles Vargas (1882-1954), por meio da campanha de nacionalização obviamente autoritária. Isto é, quando de fato as escolas alemãs no país foram fechadas, “aniquilando o meio-escolar teuto-brasileiro”. O alemão-padrão aprendido na escola foi, assim, eliminado, enfraquecendo muito a utilidade de uso do alemão nos centros urbanos, o qual passou a ficar limitado à zona rural. Pessoas eram hostilizadas e agredidas caso falassem alemão na rua. A polícia fiscalizava a vida privada das pessoas, invadindo as casas para queimar livros escritos em alemão. Muitas pessoas foram presas pelo simples fato de falarem alemão. Em 1942, 1,5% dos habitantes de Blumenau foram encarcerados por falar alemão. O fechamento das escolas fez com que as pessoas se apegassem cada vez mais ao dialeto alemão usado no dia a dia, distante do alemão-padrão. O censo de 1940 contabilizou 644.458 pessoas que usavam o alemão (qualquer variedade) como língua principal do lar, no Brasil. Dessas pessoas, apenas 59.169 eram estrangeiras e 5.083 brasileiras naturalizadas. A maioria (580.114) era nascida no Brasil e já estava há pelo menos três gerações no país. Os falantes de alemão concentravam-se nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Com a campanha de nacionalização, muitos brasileiros de origem alemã passaram a ter vergonha e medo de serem “alemães”.
Devido ao trauma, muitos, por opção própria, não queriam mais falar alemão. Ao invés de alcançar a integração, a nacionalização, ao proibir o alemão e pregar a discriminação, contribuiu para um maior isolamento, uma perda, temporária, do processo de integração. Historicamente, o governo brasileiro propagou a ideia de que o Brasil era um país homogêneo e monolíngue, e adotou medidas repressivas contra os falantes de línguas não portuguesa. Por muito tempo, falar português era visto como uma condição social para ser brasileiro. O estigma em ser falante de Hunsrückisch existe até hoje. Muitos dos seus falantes acham que falam apenas um “dialeto” ou uma “língua misturada”. Outros acham que falam um “alemão errado”, uma vez que o alemão-padrão é aquele visto como a língua certa e culta. Em decorrência, muitos acham inútil aprender o Hunsrückisch pois, por ser diferente do alemão-padrão, não traria benefícios aos seus falantes. Em decorrência, o alemão-padrão e o português são vistos como línguas necessárias, por que trazem status e oportunidades sociais de sobrevivência, ao passo que o Hunsrückisch é encarado como uma língua menor. Pesquisas mostram que, em algumas comunidades de origem germânica no Brasil, os falantes de alemão são normalmente pessoas acima dos cinquenta anos de idade, já que a maioria dos jovens sabem pouco ou nada do idioma, o que representa uma perda cultural.
Porém, nos últimos anos, através de um forte apelo de brasileiros germanófonos para a adoção da língua alemã como vernáculo oficial das cidades colonizadas por alemães, o município de Pomerode foi o primeiro a adotar a língua alemã como cooficial no município. O processo de vernaculação oficial do alemão deve se repetir nos próximos anos em todo município em que a maioria da população seja descendente de imigrantes alemães, de forma que escolas públicas ensinem obrigatoriamente a língua alemã, e serviços públicos também sejam prestados em alemão. O processo de co-oficialização do alemão e, sobretudo, dos dialetos, além de resgatar o idioma, contribui para diminuir o estigma de ser falante de um alemão “errado”, por ser diferente daquele usado na Alemanha nos dias de hoje. Atualmente, não se sabe ao certo quantas pessoas usam o alemão no Brasil pois, desde 1950, os censos nacionais eliminaram a pergunta sobre línguas. Em 1970, Altenhofen estimou em 1.386.945 o número de falantes de uma variedade do alemão no Rio Grande do Sul. Em 1996, ele estimou que o número havia caído para entre 700 mil e 900 mil falantes. Damke, em 1996, estimou em mais de dois milhões de falantes de qualquer variedade da língua alemã no Brasil. Como a língua foi passada de geração em geração pela oralidade, muitas pessoas, cujos pais são falantes de Hunsrückisch, entendem, mas não falam o idioma. Em Antônio Carlos (Santa Catarina), por exemplo, cidade de colonização alemã, apenas 10% da população consegue se expressar no idioma. Os falantes de alemão como primeira língua normalmente tem mais de 45 anos, refletindo um declínio do aprendizado entre os jovens.
O Hunsrückisch falado
no Brasil não é homogêneo, apresentando variedades internas. Os imigrantes que
chegaram entre 1824 e 1850 eram provenientes de uma Alemanha na qual não havia
uma unidade linguística padrão, tampouco a variedade escrita do alemão estava
difundida no país. Portanto, esses imigrantes pioneiros trouxeram uma variedade
enorme de dialetos para o Brasil, uma vez que poucos eram escolarizados.
Diferentemente, os imigrantes que chegaram a partir da segunda metade do século
XIX já eram provenientes de uma Alemanha onde a alfabetização se tornara mais
democrática e, portanto, eles tinham maior acesso ao alemão-padrão ou
Hochdeutsch. Portanto, houve uma divisão entre os grupos de alemães no Brasil:
os imigrantes pioneiros, chegados entre 1824 e 1850, em decorrência da
distância e da ausência da variedade escrita, passaram a falar um alemão cada
vez mais distante daquele usado na Alemanha e o sentimento de ser alemão foi-se
enfraquecendo. Por outro lado, os imigrantes que chegaram após 1850 eram falantes
da variedade padrão, de maior prestígio social. Enquanto os primeiros
transfiguraram-se em "teuto-brasileiros", os segundos eram os “alemães
da Alemanha”. Essa divisão entre imigração pioneira e tardia ainda pode ser
observada hoje. No Rio Grande do Sul há duas grandes áreas linguísticas
próprias: de um lado, nas colônias próximas a São Leopoldo, o alemão falado tem
características mais dialetais consubstanciado pelo uso da palavra Deitsch, ao
passo que a Oeste, a partir do vale do Taquari, o alemão falado é mais próximo
da língua-padrão (área Deutsch).
Em
vista das diferenças entre o dialeto falado na Europa e o que é praticado no Sul
do Brasil, em 1996, Cléo Vilson Altenhofen cunhou o termo Riograndenser Hunsrückisch
para a versão usada no Brasil. Porém, a mesma versão também é falada nos
estados de Santa Catarina, do Paraná e em uma cidade do Espírito Santo, o que
levou alguns estudiosos a criticar o termo “riograndenser”. O Hunsrückisch tem
base essencialmente germânica, a despeito dos vários empréstimos do português,
e ainda se assemelha bastante ao falar usado na região alemã em que se
originou. Porém, seu status é de língua brasileira que, ao lado de outras
línguas de imigração e indígenas, fazem parte do patrimônio cultural imaterial
do Brasil. O dialeto apresenta traços de alemão antigo, uma vez que as relações
com a Alemanha foram cessadas e o contato com o alemão-padrão é praticamente nulo.
Assim, o dialeto preservou muitas características do alto alemão médio. Com o
tempo, algumas palavras absorveram outra assepsia, enquanto algumas poucas
foram criadas, como “Schuppenschwein" (tatu), em vez de “Gürteltier”.
O Hunsrückisch absorveu muitas influências da língua portuguesa,
sobretudo em contextos urbanos e entre jovens de classes sociais mais elevadas.
Empréstimos de palavras do português existem sobretudo em relação a inovações
tecnológicas que não existiam quando da imigração e em termos da fauna e da
flora do novo meio.
Por exemplo, no Hunsrückisch,
avião é aviong, em vez do alemão padrão Flugzeug; caminhão é kamiong, em
vez de Lastwagen, e roça é rossa, em vez de Feld. Algumas expressões são
traduções literais do português, como em “alles gut?” (“tudo bem?”) no lugar do
alemão wie geht`s. O sociólogo Emilio Willems (1905-1997) listou 693
palavras emprestadas do português, muitas das quais ligadas ao ambiente rural
típico dos colonos. Durante a Revolução Farroupilha (1835-1845), a
colônia ficou dividida entre os imperialistas liderados por Daniel Hillebrand (1795-1880)
e os revolucionários liderados por Hermann von Salisch (1797-1837). Nesta época
a colônia prestou suporte a Porto Alegre, então sitiada, provendo a cidade com
suprimentos transportados em barcas pelo Rio dos Sinos. A colônia se estendia
por mais de 1000 km²,
indo em direção Sul-norte de Esteio até o Campo dos Bugres (Caxias do Sul). Em
direção Leste-Oeste de Taquara até o Porto dos Guimarães, no Rio Caí (São
Sebastião do Caí). O município de São Leopoldo está situado entre os dez mais
expressivos no produto interno bruto do Rio Grande do Sul, e diversificado
parque industrial globalizado, além de expressivo setor comercial e de
serviços. Há diversas líderes mundiais multinacionais instaladas na cidade,
como as alemãs Stihl, SAP, Ensinger, e Gedore e a gaúcha Taurus. É uma das 50
melhores cidades do país para se viver. Situa-se também, na cidade, o maior
polo de informática do estado do Rio Grande do Sul, vinculado à Universidade do
Vale do Rio dos Sinos.
Os primeiros imigrantes alemães que chegaram no navio Germânia foram recebidos pelo imperador Dom Pedro I e pela imperatriz Leopoldina. O avô de Jacobina, Libório Mentz, que já era idoso quando chegou ao Brasil, recebeu especial atenção da imperatriz, que lhe disse: “O senhor realmente é corajoso - em idade tão avançada trocar uma pátria por outra. Homens tão bravos certamente são de grande valia para nós”. Libório trouxe consigo uma carta enviada pelo poeta Herr Goethe, amigo da imperatriz. Em retribuição ao favor, a imperatriz Leopoldina ordenou que o Lote 1 da colônia de Hamburgo Velho fosse concedido à família Mentz. A família de Jacobina já tinha um histórico de envolvimento em contendas religiosas na Alemanha. Os avós imigraram para o Brasil fugindo de perseguições religiosas, ambos deixaram a igreja evangélica e a escola e estabeleceram uma comunidade religiosa independente com mais seis ou sete famílias, o que culminou na sua perseguição. Em seu encontro com a imperatriz Leopoldina, o avô de Jacobina confidenciou-lhe que viera para o Brasil fugindo da repressão religiosa na Alemanha, e a imperatriz lhe garantiu que eles teriam a liberdade de culto. Jacobina Mentz nasceu duas décadas após a chegada dos pais e avós ao Brasil e foi criada na atual Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, numa comunidade rural composta por imigrantes alemães religiosos, luteranos e católicos. Os avós de Jacobina foram os responsáveis pela construção da primeira igreja protestante do sul do Brasil. Em 26 de abril de 1866, casou-se com João Jorge Maurer, também filho de imigrantes alemães. No mesmo ano, o casal mudou-se de Novo Hamburgo para Ferrabraz, no atual município de Sapiranga.
Segundo Darcy Ribeiro, no ensaio O Povo Brasileiro, o movimento
mucker, no Brasil, foi consequência do processo de anomia em que
entraram algumas comunidades alemãs, influenciado por tradições populares, de
orientação bíblico‐protestante. Em 1868, João Maurer supostamente teve uma “visão
divina”, dizendo-lhe para abandonar a agricultura e tornar-se médico. Logo
depois, ele conheceu o curandeiro Buchhorn, que lhe ensinou os segredos das
ervas medicinais. Esses alemães viviam em uma comunidade rural isolada, sem
acesso a cuidados médicos. Por isso, muitas pessoas consultavam os curandeiros
locais. Em 1870, o casal começou a receber, em casa, pessoas para reuniões de
leitura da Bíblia, feitas por Jacobina. Ela sofria de crises de desmaio desde
que ela tinha doze anos, e as pessoas associavam o seu sonambulismo a poderes
especiais. Logo, centenas de pessoas começaram a seguir Jacobina e seus
ensinamentos.
Muitas pessoas deixaram
as igrejas católicas ou luteranas locais e estabeleceram uma seita fanática,
com Jacobina como líder. Essa situação preocupou os sacerdotes locais e os
membros da comunidade que não seguiam Jacobina. Em seguida, a comunidade dividiu-se
em duas: aqueles que se juntaram a Jacobina eram conhecidos como mucker,
alemão para “falso santo” e aqueles que eram contra Jacobina conhecidos como
spotters (debochadores). Os mucker tornaram-se um grupo
socialmente isolado, que não bebia, não fumava e não usava dinheiro para as
trocas comerciais. Eles encontraram no sectarismo e no fundamentalismo
religioso uma resposta às condições de miserabilidade em que viviam.
Jacobina era vista por seus seguidores como “uma nova Jesus Cristo e passou a
ser a porta-voz dos menos favorecidos”. Jacobina ordenou que seus seguidores
deixassem de ir à igreja ou à escola, porque “as instituições não estariam
ensinando mais o verdadeiro evangelho”. Em primeiro lugar, historicamente as
comendas das ordens foram facilitadas aos viventes coloniais no período de
instalação da Corte portuguesa no Rio de Janeiro, em 1808, pois foi neste
momento que se deu a instalação da Mesa de Consciência e Ordens na Colônia,
instituição que regulava todo o mecanismo de concessão de comendas e hábitos.
Com a proximidade do regime e de suas instituições e devido às necessidades
pecuniárias da Coroa, as comendas ficaram mais acessíveis aos coloniais, embora
não deixassem de premiar as elites portuguesas.
A Mesa permaneceu na
Corte com a volta de D. João e foi utilizada por D. Pedro no Brasil
independente até 1828, quando foi substituída pelo Supremo Tribunal de Justiça.
Este não herdou as funções da Mesa relativas às ordens. Os adeptos das teorias
liberais radicais criticavam a existência de foros privilegiados de justiça
para os membros das ordens, o que discriminava uma sociedade calcada na
diferença representada pela existência de um juiz de cavaleiros. Entretanto, a
Mesa não regulava todas as ordens do Reinado, apenas as três ordens militares
portuguesas. As nomeações das ordens criadas por D. Pedro I, que tinham
o status de civis, eram feitas diretamente por ele, somente passando por um
chanceler e, no II Reinado, pelo Secretário de Estado de Negócios do
Império. Assim, por intermédio das
ordens, criaram-se e recriaram-se laços afetivos de fidelidade e uma elite
política que girava em torno da Coroa, visto esta ter o monopólio dessas
mercês, além de premiar todo tipo de serviços, gerando um dilatado grupo de
condecorados. Em segundo lugar, mutatis mutandis, a Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras estava instalada naquela conjuntura no Instituto de Educação
Caetano de Campos, na Praça da República, reconhecida como Largo dos Curros
era, no século XIX, palco de rodeios e touradas. Após essa fase, foi chamada de
Largo da Palha, Praça das Milícias, Largo Sete de Abril, Praça 15 de Novembro
e, em 1889, passou a ser Praça da República.
Palco de grandes
manifestações políticas que mudaram a história social do país abriga edifícios
históricos, como a Escola Normal Caetano de Campos, tombado pelo Conselho de
Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico
(Condephaat), em 1978, que em seus anos de operação, recebeu grandes
personalidades nacionais, é o prédio onde funciona a Secretaria de Educação do
Estado de São Paulo, constituindo um dos mais tradicionais logradouros da
cidade de São Paulo. A grande frequência urbana de populares é explicada pela
proximidade com avenidas importantes, como a Ipiranga e a São João, ruas
comerciais, como a Sete de Abril e Barão de Itapetininga, além dos pontos
turísticos da metrópole, como o Theatro Municipal, Viaduto do Chá
e o famoso Edifício Copan. O trabalho parece ser uma categoria muito
simples. A ideia de trabalho nesta universalidade, segundo Marx, como trabalho,
em geral, é, também das mais antigas. No entanto, concebido do ponto de vista
econômico nesta forma simples, o trabalho é uma categoria tão moderna como as
relações que esta abstração simples engendra. Assim, a abstração mais simples, na
relação dialética que a economia política moderna coloca em primeiro lugar e
que exprime uma relação muito antiga e validada para todas as formas de
sociedade, só aparece, no entanto, sob esta forma abstrata como verdade
prática enquanto categoria da sociedade mais moderna.
Poder-se-ia dizer que esta indiferença em relação a uma forma determinada de trabalho, que se apresenta nos Estados Unidos da América como produto histórico, se manifesta na Rússia, por exemplo, como uma disposição natural. Mas, por um lado, que extraordinária diferença entre os bárbaros que têm uma tendência natural para se deixar empregar em odos os trabalhos, e os civilizados que empregam a si próprios. E, por outro lado, a esta indiferença em relação a um trabalho determinado corresponde na prática, entre os russos, a sua sujeição tradicional a um trabalho bem determinado, ao qual só as influências exteriores podem arrancá-los. Metodologicamente o todo, na forma em que aparece no espírito como todo-de-pensamento, para Marx, é um produto do cérebro pensante, que se apropria do mundo do único modo que lhe é possível, de um modo que difere da apropriação desse mundo pela arte, pela religião, pelo espírito prática. Antes coo depois, o objeto real conserva a independência fora do espírito, e isso durante o tempo em que o espírito tiver uma atividade meramente especulativa, meramente teórica. No emprego do método teórico é necessário que o objeto, a sociedade, esteja constantemente presente no espírito como dado primeiro. Mas as categorias simples não terão também uma existência independente, de caráter histórico e natural, anterior à das categorias mais concretas? Depende. Friedrich Hegel, tem razão em começar a desenvolver a filosofia do direito pelo estudo da posse, constituindo a relação jurídica mais simples do problema.
Em relação a este ponto de vista, fez-se um grande progresso quando o sistema industrial ou comercial transportou a fonte de riqueza do objeto para a atividade subjetiva - o trabalho comercial e fabril, concebendo a atividade do trabalho na agricultura, como a forma de trabalho criadora de riqueza, e admite o próprio objeto não sob a forma dissimulada do dinheiro, mas como produto enquanto resultado geral do trabalho. Com o sugestivo título: Contribuição para o Estudo da Sociologia Política no Brasil, a socióloga Maria Isaura P. de Queiroz (1969) apresentou no I Congresso Brasileiro de Sociologia, em 1954, as linhas gerais de uma agenda de pesquisas para o desenvolvimento da área, tendo como fulcro os estudos sociológicos de nosso passado político que serviriam de background para pesquisas empíricas efetuadas a partir do município. Expressivos dessa proposta foram os ensaios: O Mandonismo Local na Vida Política Brasileira (1956) e O Coronelismo numa Interpretação Sociológica (1975), nos quais a investigação das relações sociais de mando estabelecidas entre grupos no âmbito do poder local serviram de apoio para a interpretação da autora de uma estrutura hierárquica mais ampla que conformou em diversas conjunturas históricas a formação da sociedade brasileira.
Nesses estudos, Maria
Isaura não queria perder de vista as respostas dos agentes no plano de análise
individual (o sonho) e coletivo (os mitos, os ritos, os símbolos) às estruturas
de dominação que se inseriam, destacando a multiplicidade e complexidade da
vida nominal rústica. Essas configurações de poder poderiam ser identificadas
em entrevistas estruturadas no papel político de lideranças religiosas
messiânicas e em grupos sociais como os típicos cangaceiros. Tendo em vista a
formulação do objeto de pensamento Maria Isaura P. de Queiroz, ao lado de
outros colegas do Departamento de Ciências Sociais criou o Centro de Estudos
Rurais e Urbanos, da Universidade de São Paulo (1964) para formação de
pesquisadores. Seu interesse sociológico pelo messianismo se desdobrou mais
tarde, na conturbada década de 1960, com o colapso do populismo, nos
estudos sobre o campesinato brasileiro com a formulação do conceito de grupos
rústicos. Seguindo a trilha do mestre francês, Maria Isaura dedicou-se a vários
campos de saber, entrecortando a sociologia da religião, a sociologia política,
a sociologia rural e a sociologia da cultura. Florestan Fernandes destacou a
amplitude e a diversidade de sua obra bem como o seu reconhecimento em relação
à Bastide.
Tais características
podem ser encontradas na trajetória intelectual de Maria Isaura e na sua
concepção. Influenciada por Roger Bastide, Maria Isaura também defendeu “a
necessidade de utilizar diferentes métodos de investigação e análise não
importando se eram reconhecidos como pertencentes a outras disciplinas ou
teorias rivais”. Acredita Maria Isaura que a realidade é que indica o método
mais apropriado para que o pesquisador possa melhor reconhecê-la, e não o
contrário. Maria Isaura, diferentemente dos cientistas sociais de sua geração
fez outras escolhas temáticas. Por outro lado, aproxima-se em grande medida dos
mesmos pelo mesmo rigor analítico na elaboração de suas pesquisas. Observadora
atenta, Glaucia Villas Bôas percebe que as escolhas de tema e de método
de pesquisa pelas quais optou por Maria Isaura devem ser imiscuídas a partir da
produção teórica das ciências sociais entre os anos 1940 e 1960. Um ano após a
morte de Roger Bastide (1974), Maria Isaura Pereira de Queiroz escreveu a
Jeanne Bastide, viúva de seu amigo, desculpando-se pelo atraso no envio de
prefácio para a publicação, na França, de Arte e sociedade. As cartas de
Maria Isaura à viúva Jeanne Bastide e à sua filha, Suzanne, são entremeadas de
notícias do político e econômico e que revelam aspectos da vida da
intelectualidade brasileira na segunda metade da década de 1970.
Maria Isaura começa a
formular o projeto de publicação das obras completas de Roger Bastide em
novembro de 1976, com o apoio de Manuel Diégues Júnior, diretor do Departamento
de Assuntos Culturais do Ministério da Cultura e membro do Conselho Nacional de
Cultura. Diégues ficou interessado na iniciativa do Centro de Estudos Rurais e
Urbanos, que Maria Isaura criara e dirigia, e do Instituto de Estudos
Brasileiros, dirigido por José Aderaldo Castello (1921-2011). Ela pretendia
reunir os artigos esparsos de Bastide em volumes, a começar com os artigos
publicados no Brasil, uma vez que estavam traduzidos, e depois os artigos
publicados em francês, de tal forma que pudessem integrar uma coleção de Obras
completas à qual daria o nome de Bastidiana (cf. Villas Bôas, 2014). A
ascensão dos regimes populistas foi analisada com certa desconfiança por
determinados grupos políticos internos ou estrangeiros, dentro e fora do
continente latino-americano. A capacidade de mobilização das massas
estabelecidas por tais governos, o apelo aos interesses nacionais e a falta de
uma perspectiva política clara poderia colocar em risco os interesses
defendidos pelas elites que controlavam a propriedade das terras ou das forças
produtivas do setor industrial. Sob o aspecto teórico, o governante populista
fundamentava seu discurso em projetos de inclusão social que, em seu modus
operandi de interpelação popular democrática, legitimavam a crença na
construção social de uma nação promissora. Definindo seus aliados como
imprescindíveis ao progresso nacional, o populismo saudava valores e ideias que
colocavam no centro um “grande líder”, seja masculino ou feminino como
porta-voz das massas. Suas ações não demonstravam sua natureza individual, mas
transformavam-no em “homem do progresso”, “defensor da nação” ou “representante
do povo”.
Bibliografia Geral Consultada.
QUEIROZ, Maria Isaura Pereira de, História
y Etnologia de los Movimientos Mesiánicos. Reforma y Revolución en las
Sociedades Tradicionales. México: Siglo Veintiuno Editores, 1969; AMADO,
Janaína, Conflito Social no Brasil: A Revolta dos Mucker. São Paulo:
Editora Símbolo, 1978; BIEHL, João Guilherme, Jammerthal, o Vale da
Lamentação – Crítica à Construção do Messianismo Mucker. Dissertação de Mestrado
em Filosofia. Santa Maria: Universidade Federal de Santa Maria, 1991; SCHUPP,
Ambrósio, Os “Mucker”: A Tragédia Histórica do Ferrabrás. Porto Alegre:
Martins Livreiro, 1993; DICKIE, Maria Amélia Schmidt, Afetos e
Circunstâncias. Um Estudo Sobre os Mucker e Seu Tempo. Tese de Doutorado em
Antropologia Social. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1996; RENAN, Ernest,
Qu’est-ce qu’une Nation? Paris: Éditions Mille, 1997; AMADO, Janaína, A
Revolta dos Mucker. 2ª edição. São Leopoldo: Universidade do Vale do Rio
dos Sinos, 2002; MENEZES, Arlete Antônia Schmidt, Sobre o Papel da Educação
na Concepção Religiosa de Martinho Lutero. Dissertação de Mestrado em
Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação. Maringá: Universidade Estadual
de Maringá, 2005; GEVEHR, Daniel Luciano, Pelos Caminhos de Jacobina:
Memória e Sentimentos (Res)significados. Tese de Doutorado em História. São
Leopoldo: Universidade do Vale do Rio dos Sinos, 2007; SPINASSÉ, Karen Pupp, “O
Hunsrückisch no Brasil: a língua como fator histórico da relação entre
Brasil e Alemanha”. In: Revista Espaço Plural, 2008; ZANON, Maria
de Lurdes, O Movimento Mucker à Luz do Cristianismo Primitivo na
Interpretação de Rinaldo Fabris e José Comblin. Dissertação de Mestrado. Programa
de Pós-Graduação em Teologia. Faculdade de Teologia. Porto Alegre: Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2013; DREHER, Martin Norberto, A
Religião de Jacobina. São Leopoldo: Oikos Editora, 2017; GEVEHR, Daniel
Luciano; MEYRER, Marlise Regina, “Um Lugar para se Pensar na Mulher da
Imigração Alemã: Gênero e Identidade nos Museus de Imigração no Sul do Brasil”.
In: Métis – História & Cultura. Vol. 20, n° 39, pp. 72-93 jan. /jun.
2021; AQUINO, Marceli; PEREIRA, Rogéria & NOGUEIRA, Francisco, “Entre sons
e sentidos: percepção e ensino de vogais longas e breves no alemão como língua
adicional no Brasil”. In: Revista Linguagem & Ensino, 28(1), 95-113,
2025; entre outros.
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