“Quando os costumes são suficientes, as leis são desnecessárias”. Émile Durkheim
Da Era Moderna dos Jogos Olímpicos, o esporte a motor fez parte apenas duas vezes, na primeira, na edição de Paris, em 1900, na forma de um conjunto de demonstrações de diversas modalidades; a segunda e única oficial, oito anos mais tarde, em Londres, que envolveu três eventos de motonáutica. Em 2011, a FIA, através da figura de seu presidente, Jean Todt, um ex-copiloto francês de rali que se tornou diretor da Peugeot Talbot Sport em 1981, depois diretor da equipe de Fórmula 1 Scuderia Ferrari em 1993, antes de atuar como diretor e administrador da Ferrari de 2004 a 2008. Conseguiu voltar a estreitar relações com o COI, manifestando-se a favor das regras do comitê, incluindo o Código Mundial Antidoping. No dia 9 de dezembro de 2011, em carta assinada pelo presidente da entidade olímpica, Jacques Rogge, o automobilismo recebeu o reconhecimento provisório do Comitê Olímpico Internacional. O documento tem validade de dois anos. Durante este período, a FIA terá que seguir algumas diretrizes, como garantir o desenvolvimento esportivo no mundo, e fortalecer regras para a prática do esporte, e criar uma comissão de atletas, para que o reconhecimento definitivo do COI possa ser dado novamente ao automobilismo. Em 11 de janeiro de 2012, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) foi reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) como uma federação esportiva e assinou a Carta Olímpica. Apesar disso, o presidente do COI, Jacques Rogge, descartou qualquer possibilidade de integrar o automobilismo aos Jogos Olímpicos.
No seu entender, “o conceito que temos é que os jogos são competições entre atletas e não entre equipamentos. Apesar de haver um enorme respeito pelas corridas de carro, elas não serão incluídas no programa olímpico”, explicou. Mas, além disso, o maior entrave para que o automobilismo entre no programa dos jogos é o fato de não ser praticado por muitas mulheres. Segundo a Carta Olímpica, que foi assinada pela FIA, “para entrar no programa olímpico, a modalidade deve ser praticada por homens em pelo menos 75 países, em quatro continentes diferentes, e por mulheres de 40 países, em três continentes distintos”. Jacques Rogge está imerso no mundo olímpico desde jovem. Começou a velejar muito cedo e familiarizou-se com todos os tipos de esportes. Um velejador experiente, o belga competiu na classe Finn nos Jogos Olímpicos de Verão de 1968 na Cidade do México, 1972 em Munique e 1976 em Montreal. Embora nunca tenha conquistado uma medalha olímpica, foi campeão mundial e duas vezes vice-campeão mundial na classe Finn. Também foi 16 vezes campeão belga. Por fim, venceu o Yachting World Cadet Trophy e participou das regatas da 3/4 Ton Cup. Jacques Rogge também se destacou no Rugby Union, onde foi selecionado dez vezes para a seleção nacional belga. Com o clube de Rugby ASUB, ele ganhou o campeonato belga uma vez e se tornou o presidente honorário do clube de Ghent depois de ter sido um de seus fundadores. Após uma carreira esportiva de sucesso, Jacques Rogge optou por se dedicar à administração esportiva. Ele atuou como Chefe de Missão nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1976 em Innsbruck e nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1988 em Calgary.
Nos Jogos Olímpicos de Verão, foi Chefe de Missão nos Jogos Olímpicos de Verão de 1980 em Moscou, nos Jogos Olímpicos de Verão de 1984 em Los Angeles e nos Jogos Olímpicos de Verão de 1988 em Seul. De 1989 a 1992 foi presidente do Comitê Olímpico e Interfederal Belga e, posteriormente, tornou-se presidente dos Comitês Olímpicos Europeus (COE). Por esses altos cargos, foi condecorado cavaleiro pelo Rei Alberto II da Bélgica. Em 1991, foi eleito membro do Comitê Olímpico Internacional. Também atuou como vice-presidente da Associação dos Comitês Olímpicos Nacionais (ANOC). Além disso, esteve envolvido na medicina esportiva, presidindo a comissão médica da Federação Internacional de Vela (ISAF) e integrando o Conselho da Agência Mundial Antidoping (WADA) desde 1999. Desde então, tornou-se membro do comitê executivo em 1998. Também foi presidente dos comitês de coordenação dos Jogos da XXVII Olimpíada em Sydney, de 1995 a 2000, e dos Jogos de Atenas, de 1998 a 2004. Participou de diversos comitês vinculados aos desportos, incluindo o Movimento Olímpico (1990-1999), a Solidariedade Olímpica (1990-) e a comissão médica (1992-1993), da qual é vice-presidente desde 1994. Sua experiência e trajetória como atleta o tornaram um forte candidato à presidência da principal organização esportiva internacional. Rogge foi eleito Presidente do Comitê Olímpico Internacional em16 de julho de 2001. Na 112ª sessão do COI, ele sucedeu o espanhol Juan Antonio Samaranch (1920-2010), que ocupava o cargo desde 1980. Foi eleito no segundo turno da votação com 59 votos, derrotando o sul-coreano Un Young Kim, o canadense Richard Pound, a americana Anita Defrantz e o húngaro Pal Schmitt. O belga era o favorito lógico graças ao sucesso dos Jogos Olímpicos de Verão de Sydney 2000, dos quais foi coordenador.
Diplomata e poliglota fala
cinco idiomas: holandês, francês, inglês, alemão e espanhol, Rogge também
conquistou os eleitores com um programa determinado a combater a corrupção, o doping,
a violência e o racismo. Por fim, ele quer reequilibrar as contas do COI, que
ficaram sobrecarregadas durante as últimas Olimpíadas: “Precisamos reduzir o
orçamento e o gigantismo dos Jogos, com tecnologia também menos cara, mas sem
afetar os atletas e os esportes”, afirmou em seu discurso de campanha. A partir
dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2002, ele se diferenciou de seu
antecessor por permanecer na Vila Olímpica. Os vários casos de doping
durante as duas semanas dos Jogos lhe renderam algumas críticas das federações
nacionais, que consideraram a postura do presidente Rogge em relação aos casos
de doping muito leniente. Ele queria, de fato, aumentar os poderes do COI em
relação às sanções a serem impostas em caso de um teste positivo. Ele foi
enobrecido com o título de cavaleiro em 1993 e recebeu o título de conde em
2002, do Rei Alberto II da Bélgica. Em 2007, o presidente do COI conseguiu
realizar seu projeto de organizar os primeiros Jogos Olímpicos da Juventude em
2010. Em 1990, ele já havia estado por trás da criação do Festival Olímpico
Europeu da Juventude, que visava promover o esporte e o espírito olímpico
entre os jovens europeus. Seu primeiro mandato de 8 anos terminou em 2009 e,
então, como único candidato à sua própria sucessão, foi reeleito para um
segundo mandato até setembro de 2013.
Automóvel é um veículo
motorizado com rodas. A maioria das definições de carro diz que eles correm
basicamente em estradas, acomodam de uma a oito pessoas, têm quatro rodas e,
principalmente, transportam pessoas em vez de mercadorias. Os carros entraram
em uso globalizado durante o século XX e as economias desenvolvidas dependem
deles. O ano de 1886 é considerado o ano de nascimento do carro moderno, quando
o inventor alemão Karl Friedrich Michael Benz (1844-1929) patenteou seu Benz
Patent-Motorwagen. Os carros tornaram-se amplamente disponíveis no início do
século XX. Um dos primeiros carros acessíveis às massas foi o 1908 Model T, um
carro norte-americano fabricado pela Ford Motor Company. Os carros foram
rapidamente adotados nos Estados Unidos, onde substituíram carruagens e carros
puxados por animais, mas demoraram muito mais para serem aceitos na Europa
Ocidental e em outras partes do mundo. Os carros têm controles de direção,
estacionamento, conforto para os passageiros e uma variedade de luzes. Ao longo
das décadas, recursos e controles adicionais foram adicionados aos veículos,
tornando-os progressivamente mais complexos. Estes incluem câmeras de marcha à
ré, sistema de ar condicionado, sistema de navegação por satélite e
entretenimento no carro. Em 1991, Roger Billings desenvolveu exatamente “o
primeiro carro elétrico movido pela energia de uma célula de combustível a
hidrogênio”.
A maioria dos carros em uso na década de 2010 é impulsionada por um motor de combustão interna, alimentado pela combustão de combustíveis fósseis. Os carros elétricos, que foram inventados no início da história do carro, começaram a se tornar comercialmente disponíveis em 2008. Existem custos e benefícios para o uso do carro. Os custos para o indivíduo incluem a aquisição do veículo, pagamentos de juros quando o carro for financiado, reparos e manutenção, combustível, depreciação, tempo de direção, taxas de estacionamento, impostos e seguro. Os custos para a sociedade incluem a manutenção de estradas, o uso da terra, congestionamentos, a poluição do ar, a saúde pública e a eliminação do veículo no final da sua vida útil. Os acidentes de trânsito são a maior causa de mortes relacionadas a ferimentos em todo o mundo. Os benefícios pessoais incluem transporte sob demanda, mobilidade, independência e conveniência. Os benefícios sociais incluem benefícios econômicos, como criação de emprego e riqueza da indústria automotiva, fornecimento de transporte, bem-estar social por oportunidades de lazer e viagens e geração de receita dos impostos. A capacidade das pessoas de se mover de forma flexível de um lugar para outro tem implicações de longo alcance para a natureza das sociedades. Existem cerca de 1 bilhão de carros em uso no mundo. Os números estão aumentando, especialmente na China, na Índia e países recentemente industrializados.
A primeira patente do automóvel nos Estados Unidos foi concedida a Oliver Evans, em 1789. Mais tarde, em 1804, Evans demonstrou o seu primeiro veículo automóvel que não só foi o primeiro automóvel nos Estados Unidos, mas também o primeiro veículo anfíbio, já que este veículo a vapor dispunha de rodas para circulação terrestre e de pás para circulação na água. O belga Étienne Lenoir (1822-1900) construiu um automóvel com o motor de combustão interna a cerca de 1860, embora fosse propulsionado por gás de carvão. A sua experiência durou 3 horas para percorrer 7 milhas, teria sido mais rápido fazer o mesmo percurso a pé e Lenoir abandonava as experiências com automóveis. Em 1860, Lenoir chegou a construir o Hippomobile, um veículo com motor de combustão interna a hidrogênio, onde o combustível era produzido por eletrólise. Os franceses reclamam que um Deboutteville-Delamare teria sido bem sucedido. É geralmente aceito que os primeiros automóveis de combustão interna a gasolina tenha surgido quase simultaneamente através de vários inventores alemães, trabalhando independentemente: Karl Benz construiu seu automóvel em 1885 em Mannheim, conseguindo a patente a 29 de janeiro do ano seguinte e iniciado a primeira produção em massa a 1888.
Pouco tempo depois, Gottlieb Daimler e Wilhelm Maybach, em 1889 em Estugarda, concebiam um veículo de raiz, descartando a típica carroça em função de uma carroçaria específica dotada de motor. Foram eles também os inventores da primeira motocicleta de combustão interna em 1885. Em 1885 eram construídos os primeiros automóveis no de quatro rodas propulsionados a petróleo, em Birmingham, Reino Unido, por Frederick William Lanchester (1868-1946), que também patenteou o travão de disco. Em 1893, Rudolf Diesel patenteou o motor que inventou. O primeiro motor a diesel foi também o primeiro da história a ser movido por um biocombustível (óleo de amendoim) sendo apresentado em Augsburg, Alemanha, em 10 de agosto daquele ano. Tal data é celebrada como o Dia Internacional do Biodiesel. Inicialmente, o motor de Rudolf Diesel foi empregado em aplicações estacionárias e nos campos dos transportes naval (civil e militar), ferroviário, agrícola e rodoviário pesado. Entretanto, os automóveis com motores a diesel, só começaram a ser fabricados em série na década 1930, por iniciativa de fabricantes da França e Alemanha. O primeiro automóvel a ultrapassar os 100 km/h foi o carro elétrico La Jamais Contente. Este veículo, projetado pelo belga Camille Jenatzy (1868-1913), alcançou a marca histórica em Paris, a 29 de abril de 1899, no Parc Agricole d`Achères e tinha uma aerodinâmica avançada. O primeiro automóvel terráqueo a circular em outro corpo celeste.
Foi o soviético Lunokhod 1, representou, acima de tudo, um grande passo para a conquista da Lua, sendo um dos veículos espaciais mais modernos criados pela União Soviética que pousou na Lua em 17 de novembro de 1970. Não era tripulado, sendo controlado da Terra. O primeiro astromóvel, tripulado e conduzido, foi o estado-unidense Lunar Roving Vehicle, da Missão Apollo 15, de julho de 1971. Death Race (Corrida da Morte) é um filme de ação e ficção científica distópica de 2008, escrito e dirigido por Paul W.S. Anderson, que também produziu o filme ao lado de Paula Wagner e Jeremy Bolt. O filme é estrelado por Jason Statham, Tyrese Gibson, Ian McShane, Joan Allen e Natália Martinez. A trama sociológica acompanha o protagonista Jensen Ames (Jason Statham), um ex-operário de fábrica acusado injustamente de um assassinato, que é coagido a participar da Death Race, uma competição de corrida de três dias na Penitenciária de Terminal Island, numa tentativa de conquistar sua liberdade. A Instituição Correcional FCI Terminal Island é uma prisão federal dos Estados Unidos para presos do sexo masculino em Los Angeles. Death Race foi lançado nos Estados Unidos em 22 de agosto de 2008 e no Reino Unido em 26 de setembro, pela Universal Pictures. Recebeu críticas mistas arrecadando US$ 76 milhões com um orçamento de US$ 45 a 65 milhões. Três filmes foram lançados nos anos seguintes: Death Race 2 (2010), Death Race 3: Inferno (2013) e Death Race: Beyond Anarchy (2018). Em 1992, ele e Jeremy Bolt cofundaram a Impact Pictures responsável pela maioria de seus filmes. Anderson estreou na direção de longas-metragens com o filme independente Shopping (1994).
Em 2012, a economia em crise e o aumento da criminalidade nos Estados Unidos levaram a um crescimento no número de prisões privatizadas. Em uma dessas prisões, a Penitenciária de Terminal Island, a diretora Claire Hennessey lucra com a transmissão ao vivo da Death Race, um evento de três dias em que os detentos competem em corridas com carros armados em uma pista repleta de armadilhas para conquistar a liberdade. O trabalho não é despendido em virtude da produção de valores de uso para possibilitar a reprodução social, se a transforma em força de trabalho a ser vendida em troca do salário, com o objetivo de extração de trabalho gratuito. Em 2020, o piloto mascarado da Corrida da Morte, Frankenstein, se aproxima da linha de chegada, perseguido por seu rival “Machine Gun Joe”. A navegadora de Frankenstein, Case, diz que suas armas falharam e o implora para parar. Precisando de mais uma vitória para sua liberdade, ele se recusa. Ela ejeta do carro antes que Joe destrua o veículo de Frankenstein, matando-o. Em outro lugar, o operário industrial e ex-presidiário Jensen Ames luta para sustentar sua família. Quando a siderúrgica onde trabalha fecha e um motim irrompe, ele volta para casa, para o aconchego de sua esposa, Suzy, e sua recém-nascida, Piper. Um agressor mascarado o nocauteia. Jensen acorda com uma faca ensanguentada, com Suzy morta ao lado, antes de ser preso. Acusado de assassinato, ele é condenado à prisão perpétua, enquanto Piper vai para um lar adotivo. Seis meses depois, Jensen é transferido para Terminal Island, onde Hennessey lhe oferece a condição e possibilidade de liberdade em troca de substituir Frankenstein na próxima Corrida da Morte e vencer uma prova. Jensen aceita e conhece a equipe de apoio de Frankenstein: Coach, Gunner e Lists, que suspeitam que Hennessey o esteja usando para aumentar a audiência. No primeiro dia do evento, Jensen conhece Case, que revela que as armas do carro estão com defeito novamente durante a corrida.
Ele se distrai ao reconhecer outro piloto, Pachenko, como o assassino de Suzy, e termina em último. Depois, Jensen confronta Pachenko, que admite que Hennessey o ordenou a incriminar Jensen para que ela pudesse usá-lo para substituir o Frankenstein, antes de serem subjugados por Ulrich, o braço direito dela. No segundo dia, Jensen ameaça expulsar Case da corrida, a menos que ela explique a verdade sobre as falhas mecânicas. Ela admite que lhe ofereceram a liberação em troca de sabotar o carro de Frankenstein para impedi-lo de vencer. Jensen engana Pachenko, fazendo-o bater o carro contra uma barreira de concreto, e então o mata quebrando seu pescoço. Hennessey libera o “Dreadnought”, um caminhão-tanque com múltiplas armas, para aumentar ainda mais a audiência e matar vários pilotos, até que Jensen e Joe o atraem para uma armadilha e o destroem. O dia termina com eles como os únicos sobreviventes. Ciente de que Jensen sabe de seus planos para ele, Hennessey ordena que Ulrich plante uma bomba embaixo do carro de Jensen. Ela oferece recompensas a Jensen para que ele continue correndo como Frankenstein, o que ele recusa. Jensen aborda Joe e propõe cooperação. Na corrida final, Hennessey sabota as chances de Jensen vencer antes que ele e Joe explorem uma brecha criada durante a primeira corrida para escapar para a ponte que liga os carros ao continente. Hennessey e Ulrich encerram a transmissão ao vivo, desativam as armas dos carros e enviam guardas para recapturá-los.
Ela tenta ativar a bomba, sem saber que Coach a encontrou, desarmou e removeu. Ao chegar a uma estação ferroviária, Jensen salta e escapa em um trem de carga com Joe, enquanto Case, disfarçada de Frankenstein, se deixa capturar. Satisfeita com a audiência, Hennessey abre um presente, apenas para encontrar a bomba. Coach a detona, matando-a e a Ulrich. Seis meses depois, Jensen e Joe se tornam mecânicos no México, com Piper sob a custódia do primeiro, e se reencontram com Case. Ele alcançou sucesso comercial com seu segundo filme, Mortal Kombat (1995), baseado nos jogos homônimos de videogame. Outros filmes de Anderson incluem Horizonte de Eventos (1997), Alien vs. Predador (2004), Corrida Mortal (2008) e Pompeia (2014). Horizonte de Eventos foi reavaliado como um clássico cult influente nos mass media e frequentemente aparece em listas dos melhores filmes de terror de todos os tempos. Ganhou maior notoriedade pela démarche extraordinária nos filmes Resident Evil (2002–2016), baseados nos jogos de videogame no qual o jogador interage através de periféricos conectados ao aparelho; seus filmes, juntos, arrecadaram mais de US$ 1 bilhão em todo o mundo ocidental. É operada pelo Escritório Federal de Prisões, uma divisão do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A FCI Terminal Island está localizada na entrada do Porto de Los Angeles, entre San Pedro e Long Beach. A prisão foi inaugurada na extremidade Sul da Ilha Terminal, da Guarda Costeira, em 1º de junho de 1938, com 610 prisioneiros do sexo masculino e 40 do sexo feminino. Consistia em um cercado por três blocos de celas e custou US$ 2 milhões para ser construída.
Em 1942, a Marinha dos
Estados Unidos assumiu o controle da prisão para usá-la como estação de
recepção e, posteriormente, como quartel para prisioneiros submetidos a corte
marcial. A instalação foi desativada pela Marinha em 1950 e posteriormente
transferida para o estado da Califórnia para uso como instituição médica e
psiquiátrica. O estado devolveu o controle ao Departamento Penitenciário dos
Estados Unidos em 1955 para conversão em uma prisão federal de segurança baixa
a média. A prisão era mista, com as prisioneiras alojadas separadamente, até
1977, quando a superlotação levou à transferência das mulheres para a prisão
federal em Dublin, Califórnia. A prisão recebeu mais arame farpado e guardas
armados no início da década de 1980, em um esforço para dissipar a imagem a
relação imaginária de “Clube Fed.” da instalação, com as condições reais de
existência. Um escândalo de corrupção abalou a prisão no início da década de
1980, resultando na acusação de seis funcionários de suborno, acobertamento,
venda de maconha para detentos e outros atos de corrupção. Entre os indiciados
estava Charles DeSordi, o funcionário de alto escalão de uma prisão
federal a ser indiciado.
Em março de 2005, após o sucesso de Alien vs. Predador (2004), o diretor Paul W.S. Anderson revelou que estava dirigindo um remake de Corrida Mortal 2000 (1975), intitulado Corrida Mortal 3000, na Paramount Pictures, baseado em um roteiro de J.F. Lawton. O remake seria produzido pela dupla Tom Cruise e Paula Wagner. Anderson descreveu o remake como uma variação do primeiro filme. – “Não é um remake direto. O primeiro filme era uma corrida pelos Estados Unidos. Este será uma corrida ao redor do mundo. E se passa em um futuro ainda mais futurista, então os carros são ainda mais futuristas. Então você tem carros com foguetes, metralhadoras, campos de força; carros que podem se separar e se reformar, um pouco como Transformers. Carros que ficam invisíveis”, explicou o diretor. O Comingsoon.net relatou que “Paul viu seu filme quase como uma prequela, se é que se trata de algo; quase a gênese da Corrida da Morte”, embora o filme seja referido principalmente como um remake em críticas e materiais de marketing. Dois anos depois, Roger Corman, produtor de Death Race 2000, explicou um contrato de opção com o produtor Tom Cruise e que Cruise interpretaria o papel principal. O diretor disse que Cruise não estava satisfeito com os dois primeiros roteiros e que um terceiro roteiro cinematográfico estava em desenvolvimento. Em junho de 2006, o produtor Jeremy Bolt anunciou que Anderson dirigiria o remake de Death Race 2000 após concluir Resident Evil: Extinction (2007).
O produtor descreveu o novo tom do remake: - “Basicamente, pegamos a ideia de reality show e a estendemos por vinte anos. Então, é definitivamente um comentário sobre a sociedade, e particularmente sobre os reality shows, mas não é tanto uma paródia ou sátira quanto o original. É mais direto”. Em agosto do ano seguinte, a Paramount encerrou sua parceria com a Cruise/Wagner Productions, e Death Race foi colocado em hiato. Segundo relatos, quando o projeto foi descoberto como disponível, a Universal Studios o adquiriu. Wagner retomou seu papel como produtora sem Cruise, e Anderson voltou para escrever e dirigir o filme. Em abril de 2007, o ator Jason Statham iniciou negociações para estrelar Death Race, com a produção prevista para começar no final do verão ou início do outono. Anderson descreveu que Death Race se passaria em uma prisão e que o filme seria “superviolento” como seu antecessor. – “Tem alguns ecos do original – muitas pessoas são atropeladas, mas em vez de ter o sistema de pontos, que não tinha recompensa nenhuma, é uma corrida pura. É mais como Gladiador, com a última pessoa de pé – ou dirigindo, vencendo”, explicou o diretor. As filmagens começaram em Montreal em agosto de 2007.
A trilha sonora foi composta por Paul Haslinger e conduzida por Tim Davies. Haslinger gravou a parte de cordas de sua trilha sonora com a Hollywood Studio Symphony no Sony Scoring Stage. A trilha sonora foi lançada em 19 de agosto de 2008 pela Back Lot Music e Intrada Records. O filme recebeu críticas mistas. Estatisticamente no agregador de críticas Rotten Tomatoes, 41% das 156 críticas são positivas, com uma classificação média de 5,0/10. O consenso do site diz: “Sem sentido, violento e com ritmo alucinante, Death Race é pouco mais que uma aventura de ação vazia”. O Metacritic, que usa uma média ponderada, atribuiu ao filme uma pontuação de 43 em 100, com base em 24 críticas, indicando avaliações “mistas ou médias”. O público entrevistado pelo CinemaScore durante o fim de semana de estreia deu ao filme uma nota média de “B+” em uma escala de A+ a F. Robert Koehler, da Variety, chamou Death Race de "tão duro quanto metal e tão estúpido" e criticou-o por remover o humor de Death Race 2000. Roger Ebert, do Chicago Sun-Times, deu ao filme meia estrela (de quatro), chamando-o de “um ataque a todos os sentidos, incluindo o comum”. Keith Phipps, do AV Club, disse que o filme é “ideal para quem quer ver um monte de carros explodindo uns aos outros, sem ter que pensar muito sobre isso”. Marc Savlov, do Austin Chronicle, chamou Death Race de “uma das corridas de arrancada mais chatas de todos os tempos”.
Peter Hartlaub, do San Francisco Chronicle, chamou o filme de “uma refilmagem mal aconselhada e extremamente fraca”. Elizabeth Weitzman, do New York Daily News, deu ao filme uma estrela e meia (de quatro), chamando-o de “lixo” e dizendo que “as perseguições são bem legais, mas não há absolutamente mais nada para ver”. Uma crítica positiva veio de Nathan Lee, do The New York Times, que disse que “o filme é genuinamente sujo, autenticamente repugnante, com um bom e velho senso de devastar tudo à vista”. James Berardinelli, do ReelViews, deu a Death Race uma pontuação de duas estrelas e meia (de quatro), dizendo que é “fraco em termos de enredo, personagens e atuação, mas é muito bom em provocar reações viscerais”. Death Race arrecadou US$ 36,3 milhões nos Estados Unidos e Canadá e US$ 39,7 milhões em outros territórios, totalizando US$ 76 milhões em todo o mundo. Estreando em 22 de agosto de 2008 em 2.532 cinemas, arrecadou US$ 12,6 milhões em seu fim de semana de estreia, durante o encerramento dos Jogos Olímpicos de Verão de 2008. O filme é seguido por duas prequels lançadas diretamente em vídeo, Death Race 2 (2010) e Death Race 3: Inferno (2013). Ambas se passam antes deste filme e foram filmadas na África do Sul. Os filmes foram dirigidos por Roel Reiné e estrelados por Luke Goss, Tanit Phoenix, Danny Trejo e Ving Rhames, que também apareceram nas prequels. Lists e 14K são os únicos personagens que retornam e são interpretados por Frederick Koehler e Robin Shou. Um quarto filme é uma sequência lançada diretamente em vídeo do primeiro filme, intitulado Death Race: Beyond Anarchy (2018), também apresentando Lists, tornando-o o único personagem a aparecer e ser interpretado pelo mesmo ator em todos os quatro filmes.
As corridas de
automóveis historicamente iniciaram-se quase imediatamente depois da construção
e comercialização dos primeiros carros movidos a gasolina bem sucedidos
influenciados pelas populares corridas de carro de corrida. Em 1894, foi
organizada a primeira competição na França pela revista parisiense Le Petit
Journal entre Paris para Ruão, um teste de confiabilidade para determinar o
melhor desempenho, chamada de Competição de Carros sem Cavalos (Concours
des Voitures sans Chevaux). Começaram a corrida de 50 km 69 carros que iria
determinar os classificados para a corrida principal de 127 km, apenas 25 se
classificaram. O conde Jules-Albert de Dion (1856-1946) foi o primeiro a chegar
em Ruão no tempo de 6 horas e 48 minutos, numa velocidade média de 19 km/h,
contudo sua vitória não foi contabilizada já que o seu carro continha um
acessório proibido, por essa razão o título da corrida foi dado a Albert
Lemaître (1864-1912), que chegou na segunda colocação. Em 1895 realizou-se a
primeira corrida propriamente dita, entre Paris e Bordéus. A corrida tinha um
trajeto de 1 178 km e 46 concorrentes, mas apenas 22 deles iniciaram a prova. O
primeiro a chegar foi Émile Levassor (1843-1897), mas foi desclassificado
porque o “seu carro não obedecia às exigências da competição”. Assim, o prêmio foi para o segundo colocado.
A primeira corrida de automóveis na América é geralmente considerada a corrida do Chicago Times-Herald, um percurso de 54,36 milhas realizado no Dia de Ação de Graças em 28 de novembro de 1895. A cobertura do evento pela imprensa despertou pela primeira vez um interesse americano significativo no automóvel. O veículo elétrico La Jamais Contente, de aerodinâmica automotiva avançada e projetado por Camille Jenatzy (1868-1913), foi o primeiro automóvel a superar a velocidade de 100 km/h, em Paris a 29 de abril de 1899. Com a construção de automóveis e as corridas dominadas pela França, o clube automóvel francês realizou algumas grandes corridas internacionais, partindo ou chegando a Paris e tendo a outra extremidade noutra grande cidade na Europa ou na França. Estas corridas sucesso terminaram em 1903 quando Marcel Renault (1872-1903) se envolveu num acidente fatal perto de Angoulême durante a corrida Paris - Madrid. Oito mortes levaram o governo francês a interromper a corrida em Bordéus e a banir as corridas de estrada em 1900.
Devido a grande quantidade de acidentes que as “corridas de rua” causavam, muitas cidades chegaram a proibir corridas de rua, viu-se que era mais seguro se realizar corridas em espaços fechados privados, muitos desses espaços eram os hipódromos utilizados normalmente para corridas de cavalos, no Knoxville Raceway, um autódromo localizado em Knoxville, no estado de Iowa, nos Estados Unidos, o circuito tem pista de terra no formato oval com 0,8 km de extensão e graus de inclinação nas curvas, é relatado que existiam corridas de carros desde o século XIX. Nos Estados Unidos, em 1903, baseados no formato oval dos hipódromos é construído o Milwaukee Mile, considerado o primeiro autódromo do mundo, em 1907 é construído o circuito oval de Brooklands na Inglaterra que foi o primeiro circuito feito especialmente para corridas de carros, contando, inclusive, com inclinação nas curvas, em 1909 é construído o Indianapolis Motor Speedway nos Estados Unidos. Em 1922 é construído o Circuit de Spa-Francorchamps na Bélgica, em 1923 o Circuit de la Sarthe na França, em 1927 o circuito de Nürburgring na Alemanha, em 1929 o Autódromo Nazionale Monza na Itália. Os assistiram à diferenciação radical dos veículos desportivos a partir dos carros de estrada de luxo, com a Delage, a Auto Union, a Mercedes-Benz, a Delahaye e a Bugatti a construir veículos aerodinâmicos dotados de motores com mais de 450 kW de potência, com o auxílio de superchargers múltiplos. O máximo peso autorizado era de 760 kg, uma regra diametralmente oposta aos regulamentos modernos de competição. Era necessário o uso intenso de ligas de alumínio para conseguir baixar o peso e, no caso do Mercedes, até a tinta foi removida para satisfazer as limitações no peso.
Com o fim da 2ª guerra mundial (1939-1945) houve um rápido crescimento do automobilismo no mundo, numa forma de unificar as corridas de Grand Prix foi criada em 1950 a Fórmula 1, em 1953 o Campeonato Mundial de Resistência foi criado, contando com vários grupos de corrida, em 1973 foi criado o Campeonato Mundial de Rali. O desporto automotor é regulado mundialmente pela Fédération Internationale de l`Automobile (FIA) - Federação Internacional do Automóvel, que promove e homologa os carros, as pistas e as condições das corridas. O evento máximo organizado pela FIA é a Fórmula 1. Cada nação que organiza este tipo de esporte tende a organizar também uma instituição filiada à FIA que homologa e regula o automobilismo em seu território. No Brasil a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e em Portugal a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), são as instituições responsáveis. O Código de Automobilismo também regula as sinalizações usadas durante as competições. Quando algo que ocorre na pista necessita da atenção de todos os pilotos, são exibidas bandeiras coloridas próximas ao acontecimento ou na linha de chegada/largada ou especificamente para algum piloto. Os pilotos também podem ser avisados pelo rádio, pelos spotters, mas como estes avisos são críticos e o rádio pode apresentar problemas durante a competição, usa-se o método das bandeiras que é mais prático e seguro. Com a construção de automóveis e as corridas dominadas pela França, o clube automóvel francês (ACF), realizou algumas grandes corridas internacionais, em geral partindo ou chegando a Paris e tendo a outra extremidade noutra grande cidade na Europa ou na França. Estas corridas de grande sucesso terminaram em 1903 quando Marcel Renault se envolveu num acidente fatal perto de Angoulême durante a corrida Paris - Madrid.
Oito mortes levaram o governo francês a interromper a corrida em Bordéus e a banir as corridas de estrada em 1900. Devido a grande quantidade de acidentes que as corridas de rua causavam, muitas cidades chegaram a proibir corridas de rua, viu-se que era mais seguro se realizar corridas em espaços fechados, muitos desses espaços eram os hipódromos utilizados para corridas de cavalos, no Knoxville Raceway é relatado que existiam corridas de carros desde o século XIX. Nos Estados Unidos, em 1903, baseados no formato oval dos hipódromos é construído o Milwaukee Mile, considerado o primeiro autódromo do mundo, em 1907 é construído o oval de Brooklands na Inglaterra que foi o primeiro circuito feito especialmente para corridas de carros, contando, inclusive, com inclinação nas curvas, em 1909 é construído o Indianapolis Motor Speedway nos Estados Unidos. Em 1922 é construído o Circuit de Spa-Francorchamps na Bélgica, em 1923 o Circuit de la Sarthe na França, em 1927 o circuito de Nürburgring na Alemanha, em 1929 o Autódromo Nazionale Monza na Itália. Os consumidores assistiram à diferenciação radical dos veículos desportivos a partir dos carros de estrada de luxo, com a Delage, a Auto Union, a Mercedes-Benz, a Delahaye e a Bugatti a construir veículos aerodinâmicos dotados de motores com mais de 450 kW de potência, com o auxílio de superchargers múltiplos.
O máximo peso autorizado era de 760 kg, uma regra diametralmente oposta aos regulamentos modernos de competição. Era necessário o uso intenso de ligas de alumínio para conseguir baixar o peso e, no caso do Mercedes, até a tinta foi removida para satisfazer as limitações no peso. Com o fim da 2ª guerra mundial houve um rápido crescimento do automobilismo no mundo, numa forma de unificar as corridas de Grand Prix foi criada em 1950 a Fórmula 1, em 1953 o Campeonato Mundial de Resistência foi criado, contando com vários grupos de corrida, em 1973 foi criado o Campeonato Mundial de Rali. O desporto automotor é regulado mundialmente pela Fédération Internationale de l`Automobile (FIA), que promove e homologa os carros, as pistas e as condições das corridas. O evento máximo organizado pela FIA é a Fórmula 1. Cada nação que organiza este tipo de esporte tende a organizar também uma instituição filiada à FIA que homologa e regula o automobilismo em seu território. No Brasil a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e em Portugal a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), são as instituições responsáveis por isso. O Código de Automobilismo também regula as sinalizações usadas durante as competições. Quando algo que ocorre na pista necessita da atenção de todos os pilotos, são exibidas bandeiras coloridas próximas ao acontecimento ou na linha de chegada/largada ou especificamente para algum piloto. Os pilotos também podem ser avisados pelo rádio, pelos chamados spotters, mas como estes avisos normalmente são críticos e o rádio pode apresentar problemas durante a competição, usa-se o método das bandeiras que é mais prático e seguro. O evento automobilístico pode ser realizado em autódromos, circuitos fechados construídos especificamente para as provas de velocidade e habilidades de condução dos veículos, ou circuitos de rua, como o do Grande Prêmio de Mônaco.
Os autódromos podem ser ovais como o Talladega Superspeedway nos Estados Unidos, misto, com várias curvas e retas como o de Autódromo do Estoril em Portugal e combinado oval com misto (os chamados rovais) como o circuito de Indianápolis também nos Estados Unidos. O piso pode variar entre asfalto, terra, ou uma combinação dos dois, tanto em circuitos mistos, quando nos ovais. Também podem ser usados estádios adaptados como na Race of Champions, algumas divisões da NASCAR, de sprint cars, ou em competições de Speedway. As categorias e modalidades como os ralis que colocam à prova a resistência de condutores e veículos usam pistas e circuitos em vários terrenos. Os fora de estrada usam terrenos acidentados naturais ou preparados. Existem várias categorias de competição no desporto automotivo. Todas as categorias devem ser adequadas as regulações do Appendix J do Código Internacional de Automobilismo. As corridas de monoposto ou monolugares, muitas vezes reconhecidos por Fórmulas, são talvez o aspecto mais bem conhecido do automobilismo, com carros desenhados para corridas de alta velocidade. As rodas não são cobertas, e os carros têm asas aerodinâmicas à frente e atrás para produzir uma força para baixo e aumentar a adesão à pista. As corridas de monoposto realizam-se em circuitos bem construídos, ou em circuitos citadinos fechados para o efeito. Muitas das corridas de monoposto na América do Norte têm lugar em circuitos ovais como a Indy Racing League, uma organização de automobilismo que organiza os IndyCar Series e Indy Pro Series.
As mais bem conhecidas corridas de monoposto são as de Fórmula1, que se desenvolvem num campeonato do mundo anual em que participam alguns dos principais fabricantes de automóveis e de motores do mundo, numa batalha que é tanto tecnológica como de desempenho na pista. Na América do Norte, os carros Champ Cars e os da Fórmula Indy assemelham-se aos de F1, mas são sujeitos a muito mais restrições. Existem outras categorias de monoposto, incluindo as corridas de karts que empregam pequenas máquinas de baixo custo em pequenas pistas. Os ralis, ou rallys são corridas de carros de produção profundamente modificados em estradas públicas (fechadas) ou em áreas sem estrada. Um rali típico tem lugar em várias etapas, que os participantes podem analisar antes da competição. O navegador/copiloto usa as notas tiradas durante o reconhecimento para ajudar o piloto a completar a etapa o mais depressa possívell. A competição é geralmente baseada nos tempos, embora ultimamente tenham aparecido algumas etapas com competição direta. O principal campeonato de ralis é o Campeonato Mundial de Rali (WRC), mas também existem campeonatos regionais e muitos países têm os seus próprios campeonatos nacionais. Há alguns ralis famosos: o Rali de Monte Carlo ou o Rali de San Remo. Outro acontecimento semelhante a um rali (na realidade um raide) é o Rali Dakar.
Existem ainda muitas categorias de ralis menores, populares entre os amadores, constituindo a base dos desportos motorizados. Há que considerar também o Rali Rota dos Vinhos Verdes, uma das mais importantes provas de Regularidade Histórica para Automóveis Antigos e Clássicos que se realiza anualmente em Portugal. As Regularidades Históricas cada vez assumem mais adeptos e aficcionados em todo o mundo e possibilitam uma nova abordagem desta temática. As corridas em piso de terra estão divididas em duas grandes categorias: corridas em circuitos fechados (geralmente designada de off-road) ou corrida em terrenos abertos, em etapas em linha, designadas por provas de todo-o-terreno. Neste tipo de corridas participam geralmente carros modificados para a dureza do piso, consistindo em completar um determinado número de voltas a um circuito que poderá ser totalmente em terra (recebendo em Portugal a designação de Autocross), pistas mistas de terra e asfalto (Ralicross), ou pistas em terra, disputadas por carros especialmente concebidos para esse fim (Kartcross). No Brasil também existe a chamada “Velocidade na Terra”, onde veículos correm em circuitos fechados, de terra batida, sem os tradicionais obstáculos dos Ralies, onde vence quem primeiro completar o número de voltas estipuladas. Os principais campeonatos regionais são disputados no Paraná e em Santa Catarina, onde os carros são divididos em diversas categorias tecnologicamente, quer sejam: KartCross, Formula Tubolar, Marcas, Turismo, Novatos, Hot Dodge, Stock Car, Fusca Velocidade e Autocross.
Ao redor do mundo, há ainda a categoria chamada
de rallycross, que é uma corrida com vários carros de rali, todos
simultaneamente em um circuito fechado (geralmente de terra, embora também haja
rallycross em pistas com asfalto), vence quem chegar na frente ao final
do número de voltas estipuladas. Um dos campeonatos mais famosos de rallycross
é o Campeonato Mundial de Rallycross, organizado pela FIA. As provas de todo o
terreno são praticadas em percursos que atravessam campos, montanhas, alagados,
pedreiras, desertos e outros terrenos que proporcionem dificuldades para sua
transposição. Os carros utilizados são normalmente do tipo jipe, com tração nas
quatro rodas ou Buggy`s especialmente concebidos para o efeito de
duração. Neste tipo de provas, é comum participarem também motos, caminhões e quad`s
(ou moto-quatro). A maioria de provas deste género concentra-se em duas grandes
categorias: as provas designadas de “Cross-Country ou Bajas” e os “Rali-Raide”.
A grande diferença entre estas categorias encontra-se na extensão da prova e na
exigência mecânica da mesma.
As provas de Cross-Country
ou Bajas são provas que decorrem numa geografia mais ou menos limitada, com a
duração média entre 1 e 3 dias, e um parque de assistência fixo. Este tipo de
provas constituem a maior parte dos troféus de competições todo-o-terreno
nacionais. São exemplos deste tipo de provas a Baja Portalegre 1000 ou o Rali
Transibérico, em Portugal, o Rally dos Sertões no Brasil ou a Baja 1000
no México. As provas Rali-Raide são marcadas por longas provas
classificativas, estendendo-se por mais de uma semana, atravessando países ou
continentes, exigindo parques de assistência que vão-se deslocando de acordo
com o percurso da prova. Os principais fatores que ditam a classificação final
são a regularidade e fiabilidade dos equipamentos em detrimento da velocidade
de ponta. São exemplos destes ralis o Rali Dakar, o Rali Rota da Seda
ou o África Eco Race. A prova 24 horas de Todo-o-Terreno de Fronteira
consiste numa corrida num circuito fechado, mas de perfil cross-country
(designado de Terródromo), no qual participam todo o tipo de automóveis (desde
jipes, SUV`s a carros citadinos) correndo durante 24 horas, apenas com paragens
para reabastecimentos, troca de pilotos ou manutenção, vencendo a equipa que
conseguir o maior nº de voltas durante esse período. É a prova do gênero mais
conceituada internacionalmente. Na modalidade Troféu Andros na França participam
carros com configurações semelhantes às dos carros de rali, em circuitos em
piso de terra, que se encontra geralmente coberto de neve ou gelo.
O troféu mais
conceituado é o Troféu Andros disputado, em circuitos nos Alpes e Pirenéus. As
Rampas ou Corridas de Montanha, corresponde numa etapa em linha (partida
diferente da chegada) disputada com declive ascendente, cujo objetivo é o de
efetuar o menor tempo do percurso. Cada veículo efetua o trajeto sozinho (em
modalidade semelhante aos ralis). Este tipo de provas é aberto a praticamente
todos os automóveis desde Fórmulas, carros de Turismo ou GT, Sport-Protótipos
(Barquetas), Clássicos ou até carrinhas (Desafio Ford Transit). As provas de
maior reconhecimento são a Rampa da Falperra (em Braga, Portugal) ou a Subida
Internacional de Pikes Peak nos Estados Unidos. Nesta modalidade as versões de
produção de carros de desporto e protótipos competem em circuitos fechados. As
corridas desenrolam-se, em regra, em distâncias longas, em provas conhecidas
como corridas de “Endurance” (ou também chamadas corridas de resistência). Os
carros são conduzidos por equipas de dois, três ou quatro condutores que se
revezam de vez em quando. Devido às grandes diferenças entre os carros
desportivos “normais” (vulgo GT`s) e os protótipos de competição, uma única
corrida envolve geralmente várias classes diferentes. Nos Estados Unidos,
organiza-se a IMSA SportsCar Championship, incluindo classes GT, GTS e duas
classes de protótipos.
Uma competição semelhante foi criada na Europa em 2004, com assinalável sucesso entre os concorrentes que preenchem grids com cerca de 50 carros denominada de Campeonato Mundial de Endurance da FIA. Corridas famosas de carros de desporto são, por exemplo, as 24 Horas de Le Mans, as 12 Horas de Sebring, os 1 000 km de Monza, 24 Horas de SPA, 1 000 km de Nürburgring, 24 Horas de Daytona e a Mil Milhas Brasileiras. A FIA organiza um campeonato, chamado de FIA GT, com carros divididos em 4 classes GT1, GT2, GT3 e NGT. Em seu conceito original, as corridas de stock cars consistiam em competições em que se usavam carros comuns sem nenhuma adaptação para corridas, contudo, este termo não se designa a essas competições, já que os carros de stock cars são projetados exclusivamente para corridas, esse tipo de corrida é popular principalmente nos Estados Unidos, contudo existem categorias expressivas no Canadá, Brasil, Argentina, no México, na Grã-Bretanha e na Oceania, a principal característica dessa competição é o uso de circuitos ovais (de terra ou asfalto) para as corridas.
A maior categoria de stock cars é a NASCAR, a sua série principal é a NASCAR Sprint Cup Series, e a mais famosa corrida da série é a Daytona 500. A organização NASCAR também organiza a Nationwide Series (uma liga inferior de stock cars) e a Camping World Truck Series, de pick-up, além de sancionar outras categorias menores regionais nos Estados Unidos. A NASCAR organiza ainda a série Featherlite de carros "modificados", com carros muito modificados a partir da estrutura básica dos stock cars, através da adição de motores poderosos, pneus largos e chassis leve de rodas livres. Mas a série mais antiga da NASCAR continua a ser a que tem maior apelo junto do público. No Brasil, a principal categoria é a Stock Car Brasil e na Argentina a Turismo Carretera. As corridas de caminhões consistem em corridas em circuitos fechados, em pisos de asfalto ou terra, disputadas apenas por caminhões (apenas a parte motorizada), cujo objetivo é efetuar um determinado número de voltas no menor tempo. No Brasil, tal modalidade é representada pela Copa Truck, um aprimoramento da extinta 1ª Copa Brasil de Caminhões, ocorrida na cidade de Cascavel, no Paraná, e que culminou com a morte de Jeferson Ribeiro da Fonseca. Foi em 1993, ainda com o nome de Racing Truck, a categoria foi criada por Aurélio Batista Félix. O reconhecimento do trabalho veio em 1996, com a homologação da categoria e a criação do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck. Nas corridas lineares (drag racing), ou também reconhecidas como “corridas de arrancada”, o objetivo é completar uma certa distância, tradicionalmente um quarto de milha (1 320 pés ou 402 m), no mais curto espaço de tempo possível.
Os veículos utilizados variam entre o carro de todos os dias e o dragster. As velocidades e os tempos diferem, naturalmente, de classe para classe. Um carro vulgar pode completar os 402 m em 15 segundos, ao passo que um dragster poderoso pode cobrir a mesma distância em 4,5 segundos e atingir 530 km/h (330 m/h). As corridas lineares foram iniciadas, enquanto desporto, por Wally Parks dos anos 1950, por intermédio da NHRA (National Hot Rod Association), que é o maior corpo organizativo do desporto automóvel no mundo. A NHRA foi formada com o objetivo de afastar as pessoas das corridas de rua. Corridas de rua ilegais não são corridas lineares. Ao acelerar até aos 530 km/h, um dragster poderoso puxa 4,5 g de aceleração, e quando os travões e os paraquedas estão em ação, o condutor experimenta uma aceleração negativa de 4g (mais do que os tripulantes do vaivém espacial). Um único dragster pode ser ouvido a 13 km, e pode gerar uma leitura sismográfica de 1,5 - 2 na escala de Richter. (dados dos NHRA Mile High Nationals de 2001, e de testes realizados em 2002 pelo Centro Nacional de Sismologia dos EUA.) As corridas lineares realizam-se em competição direta entre dois carros, com o vencedor a passar à ronda seguinte. Nas classes profissionais é sempre o primeiro a chegar à meta que ganha. Nas classes amadoras, existe um handicap (aos carros mais lentos é dada uma vantagem) que usa um índice, e os carros que correm mais rapidamente que o seu índice permite, “rebentam” e perdem.
Modalidade em franca expansão, as corridas para carros clássicos reúnem veículos que fizeram a história do automobilismo desportivo entre o final da Segunda Guerra Mundial e meados dos anos setenta. O regulamento varia de país para país, mas normalmente rege-se pelo Anexo J da época dos carros, ou pelo mais restritivo Anexo K, concebido exclusivamente para este tipo de competições. Atualmente entre outras provas, disputa-se um campeonato internacional de Fórmula 1 (TGP), um outro para protótipos de Grupo C, outro para protótipos e GT`s anteriores a 1980 e ainda inúmeras outras competições que vão dos carros de turismo até aos Rallyes. As mais importantes competições de Clássicos na Europa são sem dúvida as 24 Horas de Le Mans Classic e o circuito de Goodwood, onde desde o público aos mecânicos e comissários, todos têm que fazer parte do cenário, sendo obrigatório envergar uma indumentária das corridas disputadas. Em Portugal disputam-se dois campeonatos de velocidade para clássicos (CNVC e TNCV) divididos em inúmeras subclasses, entre as quais a “Taça 1300”. O CNVC é dominado pelos Ford Escort RS com motor Cosworth BDG e pelos Porsche Carrera RSR. O TNCV é o feudo dos antigos protótipos de Grupo 5, aparecendo carros tão espetaculares como os Lola T70 Chevy V8, March 74S, Lola T282, Lola T212, Chevron B19 e B21. Existe também um campeonato nacional de ralis para clássicos e ainda um elevado número de ralis de regularidade para viaturas clássicas. Tal como nos ralis, nas corridas de carros de turismo competem carros de produção altamente modificados, mas, ao contrário do que acontece em ralis, no turismo os carros correm ao mesmo tempo, uns contra os outros, geralmente em circuitos fechados. Existe um campeonato internacional de carros de turismo, o Campeonato Mundial de Carros de Turismo (WTCC, World Touring Car Championship) e a maior parte dos países têm os seus próprios campeonatos nacionais.
Entre os mais conhecidos contam-se o British Touring Car Championship (BTCC), o Deutsche Tourenwagen Meisterschaft (DTM), Stock Car V8 no Brasil e os V8 Supercars (V8 Supercarros) na Austrália. No Brasil há o Campeonato Brasileiro de Turismo, juntamente (talvez até à sombra) com a Stock Car. Neste tipo de corridas, o objetivo é fazer deslizar a traseira do carro de forma controlada, sendo cada piloto avaliado em diversos parâmetros: velocidade máxima atingida, ângulo médio de deslize, a proximidade aos pontos de aproximação, a distância ao carro da frente, entre outros. Este tipo de corridas surgiu no Japão onde é uma modalidade bastante popular, tendo-se tornado globalmente conhecida após filmes como The Fast and the Furious: Tokyo Drift (“Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio”). Um dos campeonatos de drift mais reconhecidos pelo mundo é a Fórmula Drift. O karting é a categoria mais elementar do automobilismo pelo facto dos veículos (karts) serem preparados a baixo custo especificamente para corridas. Por ser pequeno, chama a atenção de crianças e por isso pode ser considerado a porta de entrada dos pilotos profissionais no desporto sendo a categoria de base do automobilismo. O karting é também famoso por atrair amantes do automobilismo. As corridas acontecem em kartódromos, pistas específicas para a prática do karting. Desde o começo das competições, acidentes são comuns no automobilismo, os mais conhecidos deles foram a Tragédia de Le Mans em 1955 e o Grande Prêmio de San Marino de 1994 quando morreu o piloto Ayrton Senna (1960-1994), entre outros acidentes proporção de risco. Dentre os principais eventos automobilísticos se destacam o Grande Prêmio de Mônaco (Fórmula 1), 500 Milhas de Indianápolis (IndyCar Series), Daytona 500 (NASCAR), 24 Horas de Le Mans (Turismo/Endurance - WEC), 24 Horas de Daytona (Turismo/Endurance - IMSA), Rali Dakar (Rali), Bathurst 1000 (V8 Supercars), entre outras.
Bibliografia Geral Consultada.
VILLEY, Michel, “Esquisse Historique Sur le Mot Responsable”. In: Archives de Philosophie du Droit. Paris. Tomo 22 (La Responsabilité), pp. 45-58, 1977; ELIAS, Norbert, O Processo Civilizador. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 1993, parte II: sinopse: “Sugestões para uma Teoria de Processos Civilizadores”, pp. 193-274; HUIZINGA, Johann, Homo Ludens: O Jogo como Elemento da Cultura. São Paulo: Editora Perspectiva, 1999; JUNG, Carl Gustav, Sincronicidade. 5ª edição. Petrópolis (RJ): Editoras Vozes, 1991; Idem, Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo. 2ª edição. Petrópolis (RJ): Editoras Vozes, 2000; CANEVACCI, Massimo, Antropologia della Comunicazione Visuale. Roma: Edizionne Meltemi, 2001; BERGER, Michael L. The Automobile in American History and Culture: A Reference Guide. Londres: Greenwood Publishing Group, 2001; KIT, Borys, “Statham no Comando de Corrida Mortal”. In: The Hollywood Reporter, 23 de Abril de 2007; DIMENTO Joseph; ELLIS, Cliff, Changing Lanes: Visions and Histories of Urban Freeways. Cambridge: The MIT Press, 2013; DIAS, Mariana Castro, Narrativas Transmidiáticas: Criando Histórias na Era da Convergência dos Meios. Dissertação de Mestrado. Departamento de Comunicação Social. Rio de Janeiro: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, 2015; MAGID, Annette M., Projeções Apocalípticas: Um Estudo de Previsões Passadas, Tendências Atuais e Indícios Futuros Relacionados ao Cinema e à Literatura. Reino Unido: Cambridge Scholars Publishing, 2015; CHATZIS, Konstantinos, “La Circulation Urbaine et son Ingénieur: La Constitution de la Figure du Traffic Engineer dans les Etats-Unis de l’Entre-deux-guerres”. In: e-Phaïstos [En Ligne], V-1, 2016; LIMA, Caio Taner, A Binariedade de Gênero como Controle Sociopolítico. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Setor de Ciências Humanas. Curitiba: Universidade Federal do Paraná, 2023; CARVALHO, Mauro Celso dos Santos de, A Responsabilidade Civil Objetiva por Danos Causados por Veículos Automóveis autónomos. Dissertação de Mestrado em Direito. Faculdade de Direito da Universidade Lusíada, 2023; entre outros.
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